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1 PPCCMMSSOO PPRROOGGRRAAMMAA DDEE CCOONNTTRROOLLEE MMÉÉDDIICCOO DDEE SSAAÚÚDDEE OOCCUUPPAACCIIOONNAALL Norma Regulamentadora NR-7 da Portaria nº 24, de 29.12.1994 CONSÓRCIO PÚBLICO PARA TRATAMENTO E DESTINAÇÃO FINAL ADEQUADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS DA REGIÃO DOCE OESTE DO ESTADO DO E/S – CONDOESTE Documento Base Setembro/2020 2 PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL PCMSO INDICE I – IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA Pág. 03 II – CLASSIFICAÇÃO DA EMPRESA Pág. 03 III – INTRODUÇÃO Pág. 04 IV – OBJETIVOS DO PCMSO Pág. 04 V – DIRETRIZES DO PCMSO Pág. 04 VI – DIRETRIZES COMPLEMENTARES DO PCMSO Pág. 05 VII – RESPONSABILIDADES Pág. 05 VIII – DESENVOLVIMENTO DO PCMSO Pág. 06 1 – Exame Médico Ocupacional Pág. 06 2 – Avaliação Clínica Pág. 07 3 – Exames Complementares Pág. 07 4 – Programas Preventivos Específicos Pág. 08 5 – Arquivo Médico Pág. 08 6 – Atestado de Saúde Ocupacional Pág. 09 7 – Convocação Pág. 09 8 – Controle do Absenteísmo Pág. 10 9 – Relatório Anual Pág. 10 10 – Acidente de Trabalho (conceitos, condutas, telefones úteis, fluxograma e modelo CAT) Pág. 11 11 – Primeiros Socorros (conceitos, condutas, kit básico e automedicação) Pág. 15 12 – Programa de Conscientização e Promoção da Saúde Pág. 18 13 – Programa de Vacinação e Imunização Pág. 21 14 – Controle de Dependências Pág. 22 15 – Vigilância Epidemiológica Pág. 22 16 – Alterações no PCMSO Pág. 22 17 – Condutas Médicas na Terceirização de Serviços Pág. 22 IX – ANEXO Pág. 23 1 – Modelo do Atestado de Saúde Ocupacional X – ROTINAS DE EXAMES MÉDICOS PREVISTOS POR SETOR/FUNÇÃO Pág. 24 XI – RESPONSABILIDADE TÉCNICA Pág. 27 XII – CONSIDERAÇÕES FINAIS Pág. 27 XIII – CRONOGRAMA GERAL DE ATIVIDADES Pág. 27 XIV – ASSINATURAS Pág. 28 3 PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL PCMSO I – IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA 1 – Razão Social: Consórcio Público para Tratamento e Destinação Final Adequada de Resíduos Sólidos da Região Doce Oeste do Estado do E/S – Condoeste 2 – Nome Fantasia: Condoeste 3 – Endereço: Praça Izidoro Binda, Vila Nova, n° 04, Colatina/ES CEP: 29.702-040. 4 – Local Avaliado: CETREU – Centro de Tratamento de Resíduos Sólidos de Colatina, Rodovia BR 259, S/N.º, Córrego Estrela, Colatina/ES. 5 – Telefone: (27) 3711 - 2910 6 – E-mail: condoeste@yahoo.com.br 7 – CNPJ n.º: 11.422.312/0001-00 8 – Inscrição Estadual n.º: Isento 9 – Inscrição Municipal n.º: Isento 10 – Jornada de Trabalho: 44 horas semanais 11 – Nº de Trabalhadores: 15 (quinze) 12 – Responsável Legal: Gilson Antônio de Sales Amaro - CPF nº 049.596.126-49 II – CLASSIFICAÇÃO DA EMPRESA 1 – Enquadramento Legal: Portaria 3.214 de 08.06.1978, NR 4 – Serviço Especializado em Segurança e Saúde no Trabalho, publicado no DOU – Diário Oficial da União em 12.05.1995. 2 – CNAE: 38.11-4-00 3 – Atividade Econômica: Coleta de resíduos não-perigosos 4 – Grau de Risco: “3” file://///192.168.1.45/Documentos/Arquivos/Técnicos/Laudo%20e%20PPRA/NÃO%20CONTRATOS/COLATINA/CONDOESTE%20-%20Consórcio%20Público%20de%20Resíduos/2020/condoeste@yahoo.com.br 4 III – INTRODUÇÃO O Surgimento da Portaria nº 24 – NR 7, da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho, do Ministério do Trabalho, publicado no DOU – Diário Oficial da União em 30 de Dezembro de 1994; “contempla” pela primeira vez na História da Medicina do Trabalho no Brasil, a Promoção da Saúde e a Prevenção das Doenças, como sabiamente preconizavam Leavel and Clark no original título “Preventive Medicine For The Doctor In His Community”, Editora MacGraw-Hill, 1965, pois até esta data o enfoque predominante na Medicina sempre fora para a chamada Medicina Curativa, com total desprezo à Medicina Preventiva. Tal Norma Regulamentadora veio resgatar a dignidade humana, fazendo com que o trabalho seja entregue ao homem, não como um castigo, mas como a essência de sua própria vida. Lembramos ainda, que o trabalho só será assim entendido como um bem social, quando for uma ação moral executada por um ser moral. IV – OBJETIVOS DO PCMSO Além de atuar na Prevenção e Promoção da Saúde do Trabalhador, o “Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional” visa fundamentalmente: I – Difundir aos trabalhadores as idéias de “Prevenção de Doenças do Trabalho” e, consequentemente, reduzir a incidência das mesmas, bem como, proporcionar a diminuição dos acidentes do trabalho que tantas consequências maléficas trazem à sociedade laborativa; II – Criar nas empresas a chamada “Cultura Preventiva”, como fator de melhorias, inclusive, na área técnica e financeira, com consequente aumento da produtividade e da lucratividade; III – Levar aos trabalhadores, conhecimento técnico e científico, através de palestras educativas sobre temas que abordem o trabalho e a saúde, visando a promoção da Saúde; IV – Para atingir seus objetivos, propõe este programa, integrar as ações e dividir as responsabilidades entre trabalhadores, membros da CIPA, serviço médico e empresários; V – Fazer cumprir a legislação trabalhista em vigor (Portaria nº 24, de 29 de dezembro de 1994). V – DIRETRIZES DO PCMSO • Cumprir a legislação trabalhista, no tocante à saúde no trabalho; • Padronizar e normatizar as ações voltadas ao controle médico de saúde ocupacional; • Atuar na prevenção, no rastreamento e no diagnóstico precoce dos agravos à saúde, utilizando o instrumento clínico epidemiológico como norteador das ações; • Indicar, notificar e intervir quando da constatação de agravos à saúde, doenças ocupacionais ou danos irreversíveis à saúde dos trabalhadores; • Atuar na promoção da saúde (manutenção do bem-estar físico, psíquico e social) de todos os trabalhadores; • Elaborar Programa Anual dos Exames Clínicos e Complementares Específicos para os riscos detectados; • Definir explicitamente quais trabalhadores ou grupos de trabalhadores que serão submetidos a quais exames e a periodicidade de sua realização; • Criar e manter uma cultura prevencionista adequada à responsabilidade social da empresa, em todos os níveis hierárquicos, integrando essa cultura à sua atividade profissional. 5 VI – DIRETRIZES COMPLEMENTARES DO PCMSO • Diminuição do absenteísmo por motivo médico; • Aumento da eficácia dos processos empresariais; • Melhoria da produtividade; • Melhoria da qualidade de vida no trabalho; • Melhorias das relações de trabalho; • Aumento do comprometimento dos empregados com a empresa; • Redução de custos com despesas médicas. VII – RESPONSABILIDADES No que se refere às responsabilidades, compete: 1 – AO EMPREGADOR: • Garantir a elaboração e efetiva implementação do PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, bem como zelar pela sua eficiência; • Custear, sem ônus para o empregado, todos os procedimentos relacionados ao PCMSO; • Indicar, dentre os médicos dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho – SESMT, da empresa (quando houver), um coordenador responsável pela execução do PCMSO. 2 – AO MÉDICO COORDENADOR: • Realizar os exames médicos previstos neste PCMSO ou encarregar os mesmos a profissional médico capacitado para tal e devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina de seu Estado; • Encarregar profissionais e/ou entidades devidamente capacitados, equipados e qualificados para a realização dos exames complementaresprevistos no PCMSO. 3 – AO EMPREGADO: • Cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde do trabalho, bem como as ordens de serviço expedidas pelo empregador; • Usar os EPI’s – Equipamentos de Proteção Individual fornecidos pelo empregador; • Submeter-se aos exames médicos e complementares previstos no PCMSO; • Colaborar com a empresa na aplicação das Normas Regulamentadoras, do Ministério do Trabalho e Emprego. 6 VIII – DESENVOLVIMENTO DO PCMSO Este programa será desenvolvido pelo médico coordenador através da realização dos procedimentos e atividades descritos a seguir: 1 – EXAME MÉDICO OCUPACIONAL A empresa deverá obrigatoriamente realizar os exames médicos para as finalidades descritas abaixo obedecendo à periodicidade prevista em lei: • Admissional; • Periódico; • Demissional; • Mudança de Função; e • Retorno ao Trabalho. Estes exames consistem na execução de AVALIAÇÃO CLÍNICA, abrangendo a anamnese ocupacional, exame físico e mental, bem como, de EXAMES COMPLEMENTARES, a serem realizados de acordo com os riscos específicos a cada função, setor e/ou atividade laborativa. Os exames ocupacionais serão realizados obedecendo à periodicidade e finalidade prevista em lei, sendo: 1.1 – Exame Admissional: O exame médico admissional, deverá ser realizado antes que o trabalhador assuma suas atividades. 1.2 – Exame Periódico: O exame médico periódico, será realizado de acordo com os intervalos mínimos de tempo abaixo discriminados: • Para os trabalhadores expostos aos agentes de riscos e/ou em situações de trabalho que impliquem no desencadeamento ou agravamento da doença ocupacional, ou, ainda para aqueles que sejam portadores de doenças crônicas, os exames previstos neste programa, deverão ser realizados: ✓ Anualmente ou a intervalos menores, a critério do médico coordenador do PCMSO e/ou seu preposto, ou se notificado pelo médico agente de inspeção do trabalho, ou, ainda como resultado de negociação coletiva do trabalho; • Para os demais trabalhadores (não expostos a agentes nocivos): ✓ Anualmente, para os menores de 18 (dezoito) anos e/ou maiores de 45 (quarenta e cinco) anos; ✓ A cada dois anos, para trabalhadores entre 18 (dezoito) anos e 45 (quarenta e cinco) anos de idade. 1.3 – Exame de Retorno ao Trabalho: Este exame deverá ser realizado, obrigatoriamente, no primeiro dia de retorno ao trabalho, do trabalhador que tenha permanecido ausente por período igual ou superior a 30 (trinta) dias, por motivo de doença ou acidente, de natureza ocupacional ou não, ou parto, exceto, quando do retorno de férias. 7 1.4 – Exame para Mudança de Função: Este exame deverá ser realizado, obrigatoriamente, antes do início das atividades na nova função e/ou de efetivação da mudança. Entende-se por mudança de função toda e qualquer alteração de atividade, posto de trabalho ou de setor que implique na exposição do trabalhador a risco diferente daquele a que estava exposto antes da mudança. 1.5 – Exame Demissional: O exame médico demissional será obrigatoriamente realizado até a data de homologação ou do desligamento efetivo do trabalhador. Considerando que alguns exames complementares necessários a AVALIAÇÃO CLÍNICA, requerem determinado prazo para apresentação de resultados e/ou de diagnóstico, cabe a empresa encaminhar o trabalhador para a avaliação ocupacional com, no mínimo, 15 (quinze) dias de antecedência ao desligamento definitivo do trabalhador. O médico coordenador do PCMSO poderá dispensar a realização deste exame e de seus complementares, desde que o último exame médico ocupacional não tenha sido realizado há mais de: • 135 (cento e trinta e cinco) dias, nas empresas classificadas nos graus de risco 1 e 2; • 90 (noventa) dias, nas empresas classificadas nos graus de risco 3 e 4; • Outros períodos estabelecidos em Convenção Coletiva de Trabalho. 2 – AVALIAÇÃO CLÍNICA Será efetivada em FICHA MÉDICA ou PRONTUÁRIO padronizado, registrando-se os dados referentes ao trabalhador (identificação, antecedentes pessoais, registros ocupacionais e familiares), além do exame físico geral e/ou específico. Cabe ao médico coordenador promover a correlação entre os achados obtidos e a presença de qualquer tipo de alteração e, proceder à conclusão sobre a APTIDÃO ou INAPTIDÃO, sempre fundamentada na função do trabalhador. 3 – EXAMES COMPLEMENTARES Os exames complementares serão realizados de acordo com os riscos a que o trabalhador estiver ou estará exposto, conforme estabelecido nos anexos I e II da NR-7 e/ou a critério do médico coordenador deste programa. Poderão ser solicitados outros exames complementares, de acordo especificidades relacionadas a cada empresa, setor, posto de trabalho ou atividade, bem como, em razão de alterações encontradas nos exames ocupacionais. Cabe ao médico coordenador encaminhar os trabalhadores com quadro de alteração específica para avaliação com profissionais de outras especialidades médicas, visando fundamentar adequadamente a avaliação ocupacional e promover outras orientações relativas a cada caso em particular. O empregador deverá cumprir as orientações encaminhadas pelo médico coordenador deste programa, dentro dos prazos estabelecidos a cada caso e, devidamente documentado sobre os procedimentos executados. Nota: Outros exames complementares usados normalmente em patologia clínica para avaliar o funcionamento de órgãos e sistemas orgânicos podem ser realizados, a critério do médico coordenador ou encarregado (médico examinador), ou por notificação do médico agente da inspeção do trabalho, ou decorrente de negociação coletiva de trabalho (NR-7, item 7.4.2.3). 8 4 – PROGRAMAS PREVENTIVOS ESPECÍFICOS Cabe ao médico coordenador implementar outros programas complementares ao PCMSO, considerando as avaliações clínicas e laboratoriais efetivadas durante o desenvolvimento deste programa. No PCMSO outros programas podem ser desenvolvidos de acordo com a necessidade e, evidentemente, com o interesse e os recursos da empresa, como por exemplo: • Programas para Controle de Hipertensão Arterial; • Programa de Monitoramento de Diabetes; • Programa de Redução do Tabagismo; • Programa de Controle do Alcoolismo; • Programa de Prevenção à DST – Doenças Sexualmente Transmissíveis e a AIDS; • Programa de Redução da Incidência de Verminoses; • Programa de Conservação Auditiva; • Programa de Prevenção das LER – DORT; • Programa de Proteção Respiratória; • Programa de Vacinação contra Gripe; contra Tétano etc. Os programas complementares a serem implantados devem ser estruturados da seguinte forma: • Ser elaborado por escrito; • Seleção da população alvo; • Determinação da periodicidade de avaliação médica e complementar; • Registro sistemático de dados; • Educação contínua: palestras, dinâmicas de grupos etc; • Convênio ou parceria como órgãos sociais: alcoólicos anônimos etc; • Acompanhamento da evolução do programa; • Avaliação dos resultados e estabelecimentos de metas futuras. 5 – ARQUIVO MÉDICO Conforme estabelecido pela legislação trabalhista, os prontuários médicos (fichas clínicas e exames complementares), implementados através deste programa, deverão ser mantidos por período mínimo de 20 (vinte) anos, mesmo após o desligamento do trabalhador, independentemente de qual seja o meio utilizado para esta finalidade. Para uma melhor orientação do médico coordenador e atendendo as solicitações da fiscalização o arquivo médico será dividido em duas partes: 5.1 – Arquivo Médico situado na Empresa: Constarão os atestados de saúde ocupacional, os exames complementares, até que tenha sido concluído o relatório anual, o recibo comprovando o pagamento pela empresa e o relatório anual.5.2 – Prontuário Médico Individual: Este prontuário ficará no consultório do médico coordenador, onde devem constar anamnese, exame físico e resultado de exames complementares a ser considerado pelo médico. Estes documentos deverão estar disponíveis para apresentação à fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego. 9 6 – ATESTADO DE SAÚDE OCUPACIONAL Para cada exame médico ocupacional realizado, o médico examinador determinará a aptidão do trabalhador à função e, emitirá o ATESTADO DE SAÚDE OCUPACIONAL – ASO, em duas vias, devidamente identificado (carimbo) e assinado. • A primeira via do ASO ficará arquivada no local de trabalho, inclusive, nas frentes de trabalho ou canteiro de obras, à disposição da fiscalização do trabalho; • A segunda via do ASO será obrigatoriamente entregue ao trabalhador, mediante recibo (coleta da assinatura do trabalhador), na primeira via. No ASO deverão constar, no mínimo, as seguintes informações: • Nome completo do trabalhador; • Número de registro de documento de identidade (RG ou CTPS); • Função e/ou ocupação do trabalhador; • Os riscos ocupacionais específicos existentes, ou a ausência deles, na atividade do empregado, conforme instruções técnicas expedidas pela Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST); • Indicação dos procedimentos médicos a que foi submetido o empregado, inclusive os exames complementares e a data em que foram realizados; • Nome do médico coordenador, quando houver, com o respectivo CRM; • Definição de APTO ou INAPTO para a função específica que o trabalhador vai exercer, exerce ou exerceu; • Nome de médico encarregado do exame e endereço ou forma de contato; • Data e assinatura do médico encarregado do exame e carimbo contendo seu número de inscrição no Conselho Regional de Medicina. Observações: Somente ocorrerá a liberação do ASO quando todos os exames complementares previstos neste programa e/ou solicitados a critério médico, tiverem sido realizados e apresentados para avaliação pelo médico coordenador e/ou seu preposto. No item IX deste PCMSO segue o modelo do ASO. 7 – CONVOCAÇÃO A convocação do empregado para realização do exame médico ocupacional poderá ser efetuada pelo SESMT – Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, pelo órgão ou responsável pela administração de pessoal, sob orientação do médico coordenador do PCMSO, de acordo com a estrutura organizacional. Quando o empregado não se encontrar na empresa por motivo de férias, viagem, serviço, treinamento, curso e/ou licença, o responsável imediato deverá informar, ao médico coordenador e/ou responsável pelos exames, o motivo do impedimento, bem como, a data de seu retorno. Caso o empregado não se apresente ao término do impedimento, cabe ao médico coordenador do PCMSO, providenciar nova convocação para que se realizem os exames. A empresa deverá disponibilizar condições para que os trabalhadores cumpram rigorosamente os prazos estabelecidos na convocação de exames médicos de saúde ocupacional, ficando sujeita a aplicação de autuação por parte do órgão fiscalizador. 10 8 – CONTROLE DE ABSENTEÍSMO Absenteísmo é o termo utilizado para designar as ausências dos trabalhadores ao processo de trabalho, seja por falta ou atraso, devido a algum motivo interveniente. Algumas causas de absenteísmo estão relacionadas a fatores pessoais, tais como: doenças pessoais ou de familiares, dificuldades financeiras, alcoolismo, bem como, a fatores circunstanciais, a exemplo de condições climáticas e intempéries, incêndio ou inundação etc, além dos fatores relacionados ao trabalho, tais como: supervisão deficiente e/ou inexistente, questões salariais e financeiras e, principalmente pela desmotivação do trabalhador quanto ao serviço em si ou quanto ao ambiente de trabalho. Considerando a necessidade de se obter informações adequadas sobre este tipo de ocorrência, caberá ao médico coordenador do PCMSO (quando houver) e/ou a empresa proceder ao monitoramento dos trabalhadores, de forma que sejam adotadas medidas corretivas a cada caso específico. Caberá ao médico coordenador do PCMSO, efetuar o registro de todo atestado médico de afastamento ao trabalho em prontuário específico, onde deverá constar: o motivo da ausência, o número de dias concedidos para abstenção, o tratamento e a orientação ao trabalhador, bem como, deverá constar ainda o CID – Código Internacional de Doenças. Este registro deverá ser mantido em arquivo (físico ou eletrônico) por período de, no mínimo, 20 anos e poderá ser utilizado para a geração de um relatório para a empresa, contendo dados epidemiológicos e estatísticos. No atestado médico deverá constar o CID (Código Internacional de Doenças), porém, esta norma é facultativa e, deverá ser expressamente autorizada pelo trabalhador, conforme estabelecido pela legislação e resoluções do Conselho Federal de Medicina. 9 – RELATÓRIO ANUAL O PCMSO deverá obedecer a um planejamento em que estejam previstas as ações de saúde a serem executadas durante o ano, devendo estas ser objeto de relatório anual. O relatório anual deverá discriminar, por setores da empresa, o número e a natureza dos exames médicos, incluindo as avaliações clínicas e os exames complementares, bem como, as estatísticas de resultados considerados anormais, assim como o planejamento para o próximo ano, tomando como base o modelo proposto no Quadro III da NR-7. O relatório anual deverá ser apresentado e discutido na CIPA, quando existente na empresa, de acordo com a NR-5, sendo sua cópia anexada ao livro de atas desta comissão. O relatório anual do PCMSO poderá ser armazenado na forma de arquivo em meio eletrônico (informatizado), desde que seja mantido de modo a proporcionar o imediato acesso por parte do agente da inspeção do trabalho. Sendo verificada, através da avaliação clínica do trabalhador e/ou exames constantes do Quadro I em anexo, apenas exposição excessiva (EE ou SC+) ao risco, mesmo sem qualquer sintomatologia ou sinal clínico, deverá o trabalhador ser afastado do local do trabalho, ou do risco, até que esteja normalizado o indicador biológico de exposição e as medidas de controle nos ambientes de trabalho tenham sido adotadas. Sendo constatada a ocorrência ou agravamento de doenças profissionais, através de exames médicos que incluem os definidos na NR-7; ou sendo verificadas alterações que revelem qualquer tipo de disfunção de órgão ou sistema biológico, através dos exames constantes dos quadros (apenas aqueles com interpretação SC) e II, e do item 7.4.2.3 da NR-7, mesmo sem sintomatologia, caberá ao médico coordenador ou encarregado: • Solicitar e orientar à empresa quanto a emissão da Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT; • Indicar, quando necessário, o afastamento do trabalhador da exposição ao risco, ou do trabalho; • Encaminhar o trabalhador à Previdência Social para estabelecimento de nexo causal, avaliação de incapacidade e definição da conduta previdenciária em relação ao trabalho; • Orientar o empregador quanto à necessidade de adoção de medidas de controle no ambiente de trabalho. 11 10 – ACIDENTE DE TRABALHO 10.1 – Procedimentos: Em caso de acidente de trabalho, providenciar o imediato atendimento ao acidentado, inclusive, condução ao hospital, se for necessário. Na ausência do médico, isto fica a cargo do SESMT – Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho, através do Técnico em Segurança do Trabalho e/ou dos funcionários que tiverem recebido treinamento em primeiros socorros. Se necessário, poderá ser solicitado o acompanhamento médico local durante a remoção. Providenciado o socorro, solicitar a emissão da CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho (ver modelo abaixo) ao setor de Recursos Humanos e/ou ao SESMT, encaminhandoao hospital onde foi atendido o acidentado. Todo acidente deve ser comunicado ao encarregado do setor onde ocorreu o evento para que sejam adotadas as medidas cabíveis a prevenção de outros infortúnios, bem como, deverá também ser comunicado ao médico do trabalho, coordenador do PCMSO, para se possível, prever o período de afastamento do acidentado e proceder o registro no prontuário médico. Em caso de ACIDENTE FATAL deverá ser comunicado de imediato a Autoridade Policial e ao SESMT da empresa. Em caso de acidente de trabalho (incluindo de trajeto) será feita pelo SESMT da empresa a Investigação de Acidente do Trabalho, registrada em formulário padrão (que ficará sob arquivo do próprio SESMT), para posterior emissão da Comunicação de Acidente do Trabalho pelo Departamento Pessoal, que receberá cópia (fotocópia em “xerox”) da referida documentação. 12 10.2 – Telefones Úteis em Caso de Emergência: HOSPITAIS E OUTROS ÓRGÃOS ENDEREÇO CIDADE TELEFONE Unidade de Saúde de Águia Branca Rua Paulino Massucatti, 310, Centro Águia Branca (27) 3745-1134 Sociedade Beneficente São Camilo (Hospital São José e São Camilo) Rua Pedro Nolasco, 01, Centro Aimorés (33) 3267-1573 Unidade de Saúde Santa Bárbara Rua Projetada, s/nº, Faz. Santa Bárbara Alto Rio Novo (27) 3746-1126 Fundação Hospital e Maternidade São Camilo Rua Manoel Pereira Pinto, 300, São Camilo Aracruz (27) 3256-9700 Hospital Dr. João dos Santos Neves Rua Dr. Lopes Nalle, 319, Centro Baixo Guandu (27) 3732-9813 Hospital Drª. Rita de Cássia Rua Pref. Manoel Gonçalves, 825, Centro Barra de São Francisco (27) 3756-7682 Hospital e Maternidade Cristo Rei Av. Senador Eurico Resende, 848, Centro Boa Esperança (27) 3768-1162 Hospital e Maternidade Silvio Ávidos Rua Cassiano Castelo, 307, Centro Colatina (27) 3177-7923 Santa Casa de Misericórdia Rua Vergílio Balarini, 255, São Silvano Colatina (27) 3177-7466 Fundação Médico Assistencial do Trabalhador Rural de Ecoporanga Rua Idalina Monteiro, 195, N. Sª. Aparecida Ecoporanga (27) 3755-1131 Unidade de Saúde de Governador Lindemberg Rua João Cordeiro de Freitas, s/nº, Centro Governador Lindemberg (27) 3744-5228 Fundação José Theodoro de Andrade Praça da Matriz, s/nº, Centro Itaguaçu (27) 3725-1261 Hospital Maternidade Sagrado Coração de Maria Rua Eurico Salles, 110, Centro João Neiva (27) 3258-1050 Hospital Geral de Linhares Av. São Mateus, s/nº, Araçá Linhares (27) 3372-3043 Fundação Beneficente Rio Doce Av. João Felipe Calmon, 1245, Centro Linhares (27) 2103-1700 Hospital e Maternidade N. Sª. Das Dores Rua Dr. Jayme Santos Neves, 01, Centro Mantenópolis (27) 3758-1122 Policlínica Vereador Élio Bertolo Rua Luiz Catelan, 110, Centro Marilândia (27) 3724-2983 Casa Nossa Senhora da Saúde Rua Presidente Kennedy, 120, Vinhático Montanha (27) 3754-5158 Sociedade Beneficente São Camilo (Hospital São Marcos) Rua Paraná, 164, Beira Rio Nova Venécia (27) 3752-1553 Posto de Saúde de Novo Brasil Praça Ernesto Zon, s/nº, Centro Novo Brasil (27) 3744-3119 Fundação Médico Assistencial do Trabalhador Rural de Pancas Rua Espírito Santo, s/nº, Centro Pancas (27) 3726-1201 Hospital Pinheiros Rua Dr. Lobato, s/nº, Centro Pinheiros (27) 3765-2155 Hospital e Maternidade Alfredo Pinto Santana Rua João Cipriano, 500, São Sebastião Rio Bananal (27) 3265-1101 Hospital Madre Regina Protmann Av. das Acácias, 417, Jardim da Montanha Santa Teresa (27) 3259-1113 Unidade de Saúde Eugênio Malacarne Rua Valeriano Pagani, s/nº, Centro São Domingos do Norte (27) 3742-1034 Fund. Hosp. Social Rural de S. G. da Palha (Hospital Dr. Fernando Serra) Rua 14 de Maio, 90, Centro São Gabriel da Palha (27) 3727-1387 Hospital Dr. Roberto Arnizaut Silvares Rod. Otovarino Duarte Santos, km 2, Parque Washington São Mateus (27) 3773-7734 Unidade de Saúde Ethevaldo Francisco Roldi Rua Olívio Perini, 107, Cinco Casinhas São Roque do Canaã (27) 3729-1569 Hospital Dr. Dório Silva Rua Chopin, s/nº, Laranjeiras Serra (27) 3328-3541 Hospital e Maternidade São Pedro Rua Santana do Iapo, 927, Muquicaba Guarapari (27) 3361-1560 Hospital São Judas Tadeu Rua Santana do Iapo, 54, Muquicaba Guarapari (27) 3361-7034 Hospital Estadual Antônio Bezerra de Faria Rua Liberalino Lima s/n, Olaria Vila Velha (27) 3636-3557 Corpo de Bombeiros X X 193 Resgate – SAMU X X 192 Polícia Militar X X 190 13 O Encarregado comunica o SESMT, DP e CIPA IMEDIATAMENTE. Sim. Não. O SESMT, DP ou CIPA avalia. Funcionário retorna ao trabalho. Chamar carro para transporte. Transporte para Hospital com um funcionário responsável. Retorno do acidentado ao trabalho, determinado pelo Médico do atendimento. Analisar o Acidente. Acompanhar a Implantação das ações. Abertura da CAT. Investigar o Acidente. Elaborar Plano de Ações para eliminar as “CAUSAS” do acidente. FIM. O afastamento foi > 15 dias? Não. Sim. O acidentado precisa de socorro especializado – PS? Será necessário chamar a Polícia (BO), e avisar o MTE? Outras providências? Chamar Polícia e avisar MTE, tomar outras providências. Fluxograma de procedimentos em caso de ocorrência de acidentes de trabalho 14 COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO – CAT 1. Emitente [ ] 1-Empregador 2-Sindicato 3-Médico 4-Segurando ou dependente 5-Autoridade Pública 2. Tipo de CAT [ ] 1-Início 2-Reabertura 3-Comunicação de Óbito em ____/____/______ I – E M I T E N T E E m p re g a d o r 3. Razão Social/Nome 4. Tipo [ ] 1-CGC 2-CEI 3-CPF 4-NIT 5. CNAE 6. Endereço (Rua/Av./Nº/Comp.) Bairro CEP 7. Município 8. UF 9. Telefone A c id e n ta d o 10. Nome 11. Nome da mãe 12. Data nasc. 13. Sexo [ ] 1-Masc. 3-Fem. 14. Estado Civil [ ] 1-Solteiro 2-Casado 3-Viúvo 4-Sep. Jud. 5-Outros 6-IGN 15. CTPS/Série/Data de emissão 16. UF 17. Carteira de identidade/Data de emissão/Órgão Exp. 18. UF 19. PIS/PASEP 20. Remuneração mensal 21. Endereço (Rua/Av./Nº/Comp.) Bairro CEP 22. Município 23. UF 24. Telefone 25. Nome da ocupação 26. CBO 27. Filiação à Previdência Social [ ] 1-Empregado 2-Trab.Avulso 7-Espec. 8-Médico Resid. 28. Aposentado [ ] 1-Sim 2-Não 29. Área? [ ] 1-Urbana 2-Rural A c id e n te o u d o e n ç a 30. Data do Acidente 31. Hora Ac. 32. Após quantas horas de trabalho? 33. Houve afastamento? [ ] 1-Sim 2-Não 34. Último dia de trabalho? 35. Local do acidente 36. CGC 37. Município do local do acidente 38. UF 39. Especificação do local do acidente 40. Parte(s) do corpo atingida(s) 41. Agente causador 42. Descrição da situação geradora do acidente ou doença: 43. Houve registro policial? [ ] 1-Sim 2-Não 44. Houve morte? [ ] 1-Sim 2-Não T e s te m u n h a s 45. Nome 46. Endereço (Rua/Av./Nº/Comp.) Bairro CEP 47. Município 48. UF Telefone 49. Nome 50. Endereço (Rua/Av./Nº/Comp.) Bairro CEP 51. Município 52. UF Telefone Local e data Assinatura e Carimbo do emitente II – A T E S T A D O M É D IC O A te n d im e n to 53. Unidade de atendimento médico 54. Data 55. Hora 56. Houve internação? [ ] 1-Sim 2-Não 57. Duração provável do tratamento __________ dias 58. Deverá o acidentado afastar-se do trabalho durante o tratamento? [ ] 1-Sim 2-Não L e s ã o 59. Descrição e natureza da lesão D ia g n ó s ti c o 60. Diagnóstico provável 61. CID – 10 62. Observações Local e data Assinatura e carimbo do médicocom CRM II I – I N S S 63. Recebida Em ____/____/______ 64. Código da Unidade 65. Número do acidente Notas: 1. A inexatidão das declarações desta comunicação implicará as sanções previstas nos arts. 171 e 299 do Código Penal. 2. A comunicação de acidente do trabalho deverá ser feita até o 1º dia útil após o acidente, sob pena de multa. 3. A comunicação do acidente do trabalho reger-se-á pelo art. 134 do Decreto nº 2.172/97. 4. Os conceitos de acidente do trabalho e doença ocupacional estão definidos nos arts. 131 e 133 do Decreto nº 2.172/97. 5. A caracterização do acidente reger-se-á pelo art. 135 do Decreto nº 2172/97. 66. É reconhecido o direito do segurado à habilitação de benefício acidentário [ ] 1-Sim 2-Não 67. Tipo [ ] 1-Típico 2-Doença 3-Trajeto 68. Matrícula do servidor Matrícula Assinatura do Servidor A COMUNICAÇÃO DO ACIDENTE É OBRIGATÓRIA, MESMO NO CASO EM QUE NÃO HAJA AFASTAMENTO DO TRABALHO 15 11 – PRIMEIROS SOCORROS 11.1 – Conceito: É um conjunto de medidas aplicadas às vítimas de qualquer acidente que tenha provocado lesões ou por qualquer evento de mal súbito, mas que não substitui o atendimento realizado por profissional especializado, em local apropriado, tendo por finalidade: • Preservar a vida; • Restringir os efeitos da lesão; • Promover a recuperação da vítima. A maioria dos incidentes não chega a demandar assistência médica, mas requer atendimento que não pode ser negligenciado. 11.2 – Procedimentos e Condutas: A empresa deverá estar sempre equipada com uma caixa contendo material necessário à prestação de primeiros socorros, mantida em local de fácil acesso e adequado e, sob os cuidados de pessoa treinada para este fim, pois, somente desta forma poderá ser efetuado o melhor aproveitamento e utilização de seu conteúdo. Todos os frascos, recipientes e/ou embalagens deverão estar devidamente rotulados, os instrumentos pontiagudos (tesouras, pinças etc.), deverão ser embalados de forma adequada, assim como, as ampolas e outras vidrarias que estejam acondicionadas na caixa de primeiros socorros. A caixa de primeiros socorros deverá ser mantida organizada e, com reposição de seus materiais de caráter permanente, visando evitar dissabores aos socorristas, bem como, por medida de precaução, não deverá ser trancada. Os medicamentos devem ser sempre ser vistoriados, visando à verificação do prazo de validade e, todos que se encontrarem vencidos serão inutilizados (obedecendo aos procedimentos de descarte específicos) e, imediatamente, substituídos por outros novos. Sugerimos que o “kit” de primeiros socorros seja composto, no mínimo, pelos materiais, instrumentos, acessórios etc., abaixo discriminados e em quantidade compatível ao número médio de trabalhadores da empresa. 11.3 – Treinamentos: Deverá ser programado treinamento específico em Primeiros Socorros para, no mínimo, 02 (dois) trabalhadores da empresa, ou para cada unidade (quando for o caso), respeitando-se o efetivo funcional existente. A pessoa prestadora dos primeiros socorros deverá ser treinada por profissional devidamente habilitado e qualificado para este fim, pelo médico coordenador ou por outro médico ou instituição designada pelo coordenador. Efetuado o treinamento, deverá a empresa estar devidamente equipada com material necessário à prestação de primeiros socorros, considerando-se as características da atividade desenvolvida. Os materiais devem ser mantidos aos cuidados dos trabalhadores treinados e, permanentemente, disponíveis para uso. O treinamento deverá ser reciclado, no máximo, a cada 02 anos, ficando a critério do médico coordenador do PCMSO, a redução deste intervalo, especialmente, quando houver ocorrências desta natureza. 11.4 – Procedimentos de Segurança: A empresa deverá manter regras e/ou procedimentos de segurança no manuseio de agentes químicos, denominada FISPQ – Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos, de forma organizada e de fácil acesso aos socorristas, visando orientá-los quanto ao atendimento em caso de contaminação acidental e/ou intoxicação. 16 11.5 – Material Básico de Primeiros Socorros: RELAÇÃO DE MATERIAIS Materiais para Curativos ✓ 1 caixa, estojo ou maleta para guarda e transporte; ✓ 1 frasco povidine antisséptico (100 ml); ✓ 1 termômetro (digital ou analógico); ✓ 1 frasco soro fisiológico 0,9% (250 ml); ✓ 1 tesoura pequena; ✓ 1 frasco água oxigenada 10 volumes (100 ml); ✓ 1 pinça; ✓ 1 frasco água boricada (100 ml); ✓ 1 cx luvas de procedimento (tamanhos variados); ✓ 1 frasco álcool etílico 70% (250 ml); ✓ 1 cx algodão hidrófilo; ✓ 1 frasco álcool em gel 70% anti-séptico (250 ml); ✓ 1 cx hastes flexíveis de algodão (cotonetes); ✓ Bolsas térmicas (para aplicação de compressas quentes ou frias) ✓ Gaze estéril 7,5cm x 7,5cm ou 10cm x 10cm; ✓ Solução iodada; ✓ 1 rolo atadura de crepe 5cm, 10cm e 15cm x 5m; ✓ Conta gotas e copo medida; ✓ 1 rolo esparadrapo 5 e 10cm x 4,5m; Estes materiais devem ser mantidos em local de fácil acesso e sob controle permanente de pessoa com treinamento para esta finalidade. ✓ 1 rolo micropore 2,5cm x 10m; ✓ 1 cx curativo adesivo antisséptico 1cx (tipo band-aid); Deve ser expressamente proibido o fornecimento de qualquer tipo de medicamento aos trabalhadores sem a devida prescrição médica (Decreto 20.931 de 11.01.1931), inclusive, aqueles adquiridos para dor de cabeça e afins. Algumas pessoas são alérgicas a medicamentos e não tem conhecimento a respeito. Encaminhe-as ao médico. Hidratação Oral ✓ Sais de reidratação oral Modo de Preparo: • 1 medida rasa de sal do lado menor da colher padrão • 2 medidas rasas de açúcar do lado maior da mesma colher padrão • 1 copo (200ml) de água filtrada e fervida ou mineral engarrafada ou ✓ Sal de cozinha; ✓ Açúcar. Como Tomar: Deve-se ingerir o soro caseiro em pequenos goles. O soro tem validade de 24 horas após ser preparado. É importante observar se há perda de líquido por meio de diarreia e vômitos. Caso haja, o recomendado é ingerir o soro caseiro na mesma quantidade perdida. Reposição Mineral: Esta reposição pode ser feita através do consumo de frutas (ou sucos) que contenham sais minerais no seu estado natural, ou, caso isto não seja possível, através de substâncias que contenham esses minerais. É aconselhável consultar o médico sobre o melhor método. Observações: Aplica-se somente aos casos em que os trabalhadores estejam expostos a temperaturas extremas proveniente de fontes artificiais (fornos, fornalhas, estufas, cabines e outros ambientes quentes) ou executem trabalho permanente a céu aberto (radiação solar). Nota: O Ministério da Saúde distribui gratuitamente nos postos do país e nas unidades da rede Farmácia Popular o soro de reposição oral, que concentra 3,5 gramas de sal e 20 gramas de açúcar por litro de água. As unidades básicas de saúde (ou postos de saúde) distribuem gratuitamente a colher medida para fazê-lo com mais segurança, já que as medidas de uma colher de café de sal e duas colheres de sopa de açúcar podem trazer irregularidades na preparação. Equipamentos de Imobilização e Resgate Estes materiais são de uso exclusivo dos trabalhadores com treinamento e habilitação em primeiros socorros ou componentes da Brigada de Emergência da empresa (quando houver). ✓ Colar cervical (tamanhos variados); ✓ Tala imobilizadora (tamanhos variados); ✓ 1 prancha de imobilização com cinto (tamanho adulto). Estes materiais são destinados a proteção dos socorristas contra eventuais fluídos corpóreos da vítima do acidente e, naturalmente, deverá ser acondicionado e guardado em local separado dos demais materiais do kit de primeiros socorros. ✓ Máscara facial ✓ Óculos de proteção ✓ Colete Refletivo Luminescente✓ Máscara RCP Pocket Nota: Os Itens acima destacados não são obrigatórios, no entanto, caso a empresa possua características que determinam a constituição e manutenção de Brigada de Resposta a Emergências recomendamos a aquisição destes equipamentos de imobilização e resgate para uso e proteção dos trabalhadores que a compõe, inclusive, com a devida capacitação dos mesmos quanto ao uso, guarda e conservação destes equipamentos. 17 11.6 – Prevenção da Automedicação: Considerando o objetivo da prestação de primeiros socorros, não procedemos a indicação de medicamentos sintomáticos, tais como: Aspirina, Novalgina, Buscopan etc, pois, o uso destas medicações por pessoa leiga caracteriza-se como automedicação, podendo acarretar mascaramento dos sintomas apresentados e, consequentemente, o agravamento do quadro. Além disso, existe a possibilidade de ocorrência de efeitos colaterais ou quadros alérgicos pelo uso da medicação, gerando desta forma uma situação de urgência por mal-estar, desmaios ou choque alérgico. Desta forma o uso de antigripais, antiácidos ou analgésicos deverá ser sempre indicado por profissional qualificado da área da saúde, caso contrário, será usado por conta e risco do usuário. Os medicamentos que porventura sejam indicados devem ser sempre ser vistoriados, visando a verificação do prazo de validade e, todos que se encontrarem vencidos serão inutilizados (obedecendo os procedimentos de descarte específicos) e, imediatamente, substituídos por outros novos. Deve ser expressamente proibido o fornecimento de qualquer tipo de medicamento aos trabalhadores sem a devida prescrição médica (Decreto 20.931 de 11.01.1931), inclusive, aqueles adquiridos para dor de cabeça e afins. Algumas pessoas são alérgicas a medicamentos e não tem conhecimento a respeito. Encaminhe-as ao médico. 11.7 – Tabela de Plantonistas: Considerando que a natureza da atividade da empresa possibilita a ocorrência de situações com necessidade de atenção emergencial, recomendamos a elaboração e implantação de um Plano de Contingências e Emergências, inclusive, com definição de pessoas responsáveis pelo acompanhamento das eventuais ocorrências, em regime de plantão. Cabe a empresa efetuar o registro e a divulgação das pessoas ou grupo de pessoas designadas para dar assistência e/ou acompanhar as ocorrências de sinistro e/ou acidentes, independentemente de serem membros de CIPA, brigada de resposta a emergências e outros grupos que porventura existir no âmbito da empresa. Segue abaixo, modelo de planilha a ser divulgado e mantido a disposição dos trabalhadores para uso em eventual ocorrência, devendo-se observar para o registro das informações necessárias de forma legível, impresso, ou até mesmo em letra de forma e a caneta. Responsável/Plantão Período Fone Principal Fone Opcional Endereço Mês Data PLANTONISTA 1 Dezembro 25/12 Natal Fixo Celular Rua, Avenida, Cidade, Referência PLANTONISTA 2 Janeiro 01/01 Ano Novo Fixo Celular Rua, Avenida, Cidade, Referência PLANTONISTA 3 Fevereiro 09 a 13 Sexta a Terça Carnaval Fixo Celular Rua, Avenida, Cidade, Referência Nota: Compete a empresa manter atualizado este registro (de forma legível, preferencialmente em letra de forma e a caneta) das pessoas designadas a dar assistência e/ou acompanhar as ocorrências de sinistro e/ou acidentes. 18 12 – PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO E PROMOÇÃO DA SAÚDE Consiste na realização de palestras, campanhas e eventos educativos nas áreas de Higiene e Medicina do Trabalho, fundamentais para a conscientização dos colaboradores sobre os riscos existentes em seu ambiente de trabalho, proporcionando a Prevenção de Acidentes do Trabalho e Doenças Ocupacionais, bem como, de outras patologias clínicas não relacionadas ao trabalho. De uma maneira geral, são ações educativas que além de oferecer informações que proporcionem a melhoria da qualidade de vida, demonstram a preocupação da organização com o indivíduo e seus familiares, bem como, desenvolver sua responsabilidade sobre o meio social. Esta sistemática visa promover a integração do colaborador a um conjunto de ações previstas no PCMSO, mas que não estão restritas ou impedidas de sofrer alterações em seu conteúdo e planejamento, seja de forma parcial ou total, ficando tais medidas sob a responsabilidade do médico coordenador. 12.1 – Conceitos: As ações de promoção da saúde constituem-se fundamentalmente em: 1 – Ações Primárias: • São as ações preventivas voltadas para a manutenção da saúde, contendo noções e informações básicas que se destinam aos trabalhadores em geral: • Técnicas utilizadas: ✓ Palestras de temas em diversos campos de atuação, especialmente, das áreas da higiene (habitacional, pessoal, regional etc.); ✓ Reuniões, folhetos, cartazes etc. • Programas Adicionais: ✓ É facultado as empresas promover a implantação de outros programas de prevenção à saúde, de forma adicional ao existente, inclusive, para os agravos de origem não ocupacional, conforme demonstrado na tabela abaixo. 2 – Ações Secundárias: • São consideradas ações preventivas de ordem técnica e coletiva destinadas aos trabalhadores em geral, a elaboração de estudos e levantamentos dos diversos fatores de riscos ambientais, por profissionais habilitados e capacitados, através dos seguintes registros: ✓ PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais; ✓ PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos; ✓ PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção; ✓ Mapa de Riscos Ambientais; ✓ Relatórios Técnicos de Inspeção de Riscos de Acidentes e Não Conformidades; ✓ Monitoramento e Gestão do Absenteísmo; 12.2 – Planejamento das Ações de Promoção da Saúde: O que? Por quê? Como? Quem? Quando? Onde? Divulgação do PCMSO Facilitar a implantação e minimização dos riscos a saúde do trabalhador. Comunicados; Ordens de Serviço; Palestras. Gerência CIPA Ver cronograma Empresa Palestras, treinamento e campanhas Conscientizar o trabalhador quanto a necessidade de minimização dos efeitos a saúde. Cronograma de participação dos funcionários. Profissionais da área da saúde e segurança do trabalho. Empresa Exames médicos e complementares Cumprir PCMSO. Convocação dos funcionários (ver cronograma) Médico Coordenador ou Examinador. Clínica Médica 19 12.3 – Cronograma de Atividades: 12.3.1 – Ações Educativas e de Conscientização: Eventos Previstos: • No decorrer do período em destaque a empresa poderá desenvolver junto aos trabalhadores uma ação de informação sobre promoção, prevenção e proteção da sua saúde, envolvendo alguns dos temas abaixo discriminados: Evento/Tema Out 20 Nov 20 Dez 20 Jan 21 Fev 21 Mar 21 Abr 21 Mai 21 Jun 21 Jul 21 Ago 21 Set 21 Palestras DST – AIDS Prevenção a Diabetes As datas e horários dos eventos serão definidos pela empresa Hipertensão Arterial Prevenção de Posturas Incorretas Prevenção no Manuseio de Cargas Sedentarismo e Obesidade Alcoolismo e Tabagismo Prevenção – Doenças e Câncer de Pele • Os temas e datas dos eventos poderão ser modificados de acordo com a sua disponibilidade, no entanto, sob a anuência do médico coordenador do PCMSO. Outros Eventos – Não Previstos: • Os eventos listados abaixo também podem ser definidos pela empresa durante o período de vigência deste programa, no entanto, ficará a critério da mesma a definição quanto a sua realização, ressalvando-se somente a anuência do médico coordenador do PCMSO (quando houver). Evento/Tema Out 20 Nov 20 Dez 20 Jan 21 Fev 21 Mar 21 Abr 21 Mai 21 Jun 21 Jul 21 Ago 21 Set 21 Higiene Pessoal e Saúde BucalOrientação Alimentar e Nutricional As datas e horários dos eventos serão definidos pela empresa. Prevenção e Controle do Colesterol Prevenção do Stress Prevenção ao Câncer de Mama Prevenção ao Câncer de Próstata Qualidade de Vida – Habitação Dependência Química – Drogas Prevenção de Endemias Nota: Todos os treinamentos e palestras apresentados neste cronograma poderão ser realizados durante o ano e a critério da empresa, inclusive, em substituição aos temas previstos no planejamento anterior, desde que devidamente comunicados ao médico coordenador do PCMSO. 20 12.4 – Programa de Prevenção a Doenças Não Ocupacionais Este programa visa orientar e acompanhar o trabalhador portador de doenças não profissionais, no intuito de minimizar o agravamento de doenças. Assim sendo, poderá a empresa estabelecer um programa de incentivo a prevenção às doenças sistêmicas apresentadas no quadro abaixo: O que? Por quê? Como? Quem? Quando? Hipertensão arterial sistêmica Prevenir agravos a saúde. Controlar absenteísmo. Encaminhar para avaliação médica. Todos Anual Cardiopatias Todos Obesidade e Diabetes Todos Câncer de Mama Mulheres acima 40 anos Câncer Ginecológico (Colo Uterino) Mulheres Câncer de Próstata Homens acima 45 anos A empresa poderá promover anualmente as ações deste programa, conforme exemplificado na tabela abaixo: Programa de Promoção da Saúde Doenças Não Ocupacionais Faixa Etária Exames a Executar Diabetes Todas as idades Glicose Cardiopatias e Hipertensão Arterial Sistêmica Somente acima de 45 anos Colesterol e frações – Triglicerídeos Eletrocardiograma Plano de Ação Out 20 Nov 20 Dez 20 Jan 21 Fev 21 Mar 21 Abr 21 Mai 21 Jun 21 Jul 21 Ago 21 Set 21 Encaminhar todos os trabalhadores A critério da empresa 21 13 – PROGRAMA DE VACINAÇÃO E IMUNIZAÇÃO O Calendário de Vacinação do Trabalhador Adulto elaborado pelo Programa Nacional de Imunização e instituído através da Portaria nº 1602/2006, recomenda que todo trabalhador deva ser imunizado contra diversas enfermidades, tais como: tétano e difteria (dT), sarampo, caxumba, rubéola (Tríplice Viral) e febre amarela (quando viajar ou residir em área endêmica). Estas vacinas podem ser realizadas sem custo, em qualquer Unidade Básica de Saúde. Outras vacinas poderão ser realizadas, de acordo com a demanda específica, inclusive, nas campanhas promovidas pelo Ministério da Saúde. Considerando assim a necessidade de se cumprir as metas deste programa, a empresa encaminhará os funcionários (novos e atuais) por ocasião dos exames de admissão e/ou periódico para a realização das vacinas destacadas no calendário abaixo: Calendário de Vacinação do Adulto e do Idoso Nº Vacinas Idade Dose Doenças Evitadas 01 Dupla adulto (dT) A partir de 20 anos 1ª dose 2ª dose – 2 meses após a 1ª dose 3ª dose – 4 meses após a 1ª dose REFORÇO: A cada 10 anos depois da última dose Difteria e Tétano 02 Febre Amarela Reforço a cada 10 anos e toda vez que houver viagem para áreas endêmicas Dose única Febre Amarela 03 Tríplice Viral Até 19 anos Dose única Sarampo, Rubéola e Caxumba 04 Dupla Viral A partir dos 19 Anos Dose única Sarampo e Rubéola 05 Influenza A partir de 60 anos Dose anual Reforço a cada 5 anos Influenza ou Gripe Pneumococo Pneumonia por Pneumococo 06 Hepatite B Qualquer idade (de acordo com a função) 1ª dose 2ª dose – 2 meses após a 1ª dose 3ª dose – 6 meses após a 1ª dose Hepatite B Observações • Realizar o exame anti HbsAg, caso o resultado for não reagente repetir esquema vacinal; • Se o funcionário tiver hepatite, deverá a empresa providenciar as informações e procedimentos administrativos ao caso, sendo indispensável o uso de EPI’s adequados, de forma a evitar a contaminação de outras pessoas. Não será necessário realizar o esquema vacinal. Observações: O programa de imunização poderá ser expandido com outros tipos de vacinas de acordo com a disponibilidade da Secretaria Municipal de Saúde onde estiver instalada a empresa, bem como, quando houver disponibilidade financeira da empresa e em situação de eventual risco de epidemia. 22 13.1 – Procedimentos e Condutas Administrativas: Situação Conduta Na admissão Todos os trabalhadores na fase de pré admissão e/ou recém-admitidos deverão apresentar o cartão de vacinação ao Médico do Trabalho da empresa. Os trabalhadores pré ou recém-admitidos que não possuírem o cartão de vacinação serão encaminhados ao órgão responsável para adequação. Os trabalhadores que não estiverem com a vacinação básica em dia serão encaminhados para atualização junto ao órgão responsável. Evitar a efetivação da admissão de pessoas que apresentarem recusa em atualizar as pendências com a vacinação. Formalizar procedimento. No exame periódico Todos os trabalhadores que não possuírem o cartão de vacinação serão encaminhados ao órgão responsável para adequação. Os trabalhadores que não estiverem com a vacinação básica em dia serão encaminhados para atualização junto ao órgão responsável. Na recusa do trabalhador em atualizar a vacinação será realizado comunicado ao órgão responsável para orientação e providências. Os trabalhadores estão sujeitos as medidas administrativas previstas em lei. Na demissão Comunicar ao órgão responsável para orientação e providências (não obrigatório). 14 – CONTROLE DE DEPENDÊNCIAS Considerando a gravidade do problema, inclusive, no meio social, poderá a empresa desenvolver programa de atenção e prevenção aos problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas de natureza química (inclusive medicamentos), procurando atingir a todos os empregados, visando minimizar os acidentes de qualquer natureza, prevenir doenças e desestimular o uso destas substâncias. 15 – VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Após a implantação de toda a sistemática destinada à promoção da saúde e dentro do contexto de um estudo epidemiológico é necessária uma avaliação estatística dos dados, visando a verificação da eficácia das medidas preventivas adotadas, de tal maneira que se possa ter um perfil por unidade funcional da saúde dos trabalhadores. Sendo assim, é de fundamental importância o controle do absenteísmo, no sentido de averiguar as causas de afastamento do trabalho, se por acidentes ou doenças ocupacionais ou outras doenças não relacionadas ao trabalho. 16 – ALTERAÇÕES NO PCMSO O PCMSO poderá ser alterado em seu todo ou em parte, sempre que o Médico do Trabalho detectar mudanças no lay out da empresa ou de parte desta, ou ainda, quando constatar na avaliação médica e/ou nos resultados dos exames de rotina, o desencadeamento ou o agravamento de doenças nos trabalhadores por exposição aos agentes de ambientais agressivos presentes nas suas atividades e/ou local de trabalho. 17 – CONDUTAS MÉDICAS NA TERCEIRIZAÇÃO DE SERVIÇOS Caberá a empresa estabelecer procedimentos que garantam que todas as empresas contratadas para a prestação de serviços, de qualquer natureza, cumpram com as determinações estabelecidas na Norma Regulamentadora NR 7 – PCMSO, considerando-os como se fizessem parte do seu efetivo funcional. A empresa poderá solicitar a apresentação de cópia do PCMSO da empresa CONTRATADA e mantê-lo sob seu arquivo e controle durante todo o período de vigência da prestação de serviço, bem como, deverá a contratante informar a todos os trabalhadores sobre os riscos ambientais existentes nos locais de trabalho onde os seus serviços estarão sendo prestados. 23 IX – ANEXO MODELO DO ATESTADO DE SAÚDE OCUPACIONAL ASO – Atestado de Saúde Ocupacional De acordo com art. 168 da CLT,NR 7 Portaria MTB Nº 24 de 29/12/94 e Orientação Técnica da DSST/MTE Finalidade: Data: Identificação: Nome: Doc: Data Nasc: Idade: Empresa: CNPJ: Telefone: ( ) Função: Setor: Riscos Ocupacionais: Riscos Físicos Ruído Vibração Calor Frio Umidade Pressões Anormais Radiações Ionizantes Radiações Não Ionizantes Riscos Químicos Poeiras Fumos Gases Vapores Substâncias ou Compostos Químicos em Geral _______ Riscos Biológicos Vírus, Bactérias, Protozoários, Fungos, Parasitas Riscos Ergonômicos Monotonia e Repetitividade Levantamento/Transporte Manual de Peso Trabalho em Turno e Noturno Esforço Físico Posturas Inadequadas Riscos Mecânicos Situações que podem contribuir para ocorrência de acidentes ______________________________________ Ausência de risco significativo para a função Procedimentos Médicos: Exame Clínico ________________ Audiometria _________________ Espirometria ______________ Acuidade Visual ______________ Eletrocardiograma ____________ Raios X Tórax OIT __________ Hemograma __________________ Plaquetas ___________________ Urina (EAS)________________ Fezes (EPF) __________________ VDRL ______________________ Coprocultura _______________ ____________________________ ____________________________ _________________________ Obs: Os procedimentos médicos realizados encontram-se arquivados no prontuário médico Conclusão: APTO (A) para as atividades da função; INAPTO (A) para as atividades da função; APTO (A) com a (s) seguinte (s) restrição (ões): Médico Coordenador PCMSO Médico Examinador (Quando necessário) (Assinatura e carimbo) Este documento foi liberado em ____/___/____, após avaliação médica de todos os exames complementares específicos. Rua Alexandre Calmon, 247 – 2º andar – Centro – Colatina/ES – Telefax (27) 3722-0989 / 9977-2962 Site: www.mtrab.com.br – E-mail: mtrab@mtrab.com.br OBS.: 1ª Via Empresa http://www.mtrab.com.br/ 24 X – PADRÕES E ROTINAS DE EXAMES MÉDICOS PREVISTOS POR SETOR/FUNÇÃO Nos quadros abaixo serão apresentados todos os exames médicos e complementares previstos neste programa, a serem realizados conforme a periodicidade e/ou finalidade, ficando somente a critério do médico coordenador a dispensa e/ou solicitação dos mesmos. QUADRO 01 AMBIENTE DE TRABALHO (Setor/Local/Posto) FUNÇÕES EXISTENTES (Cargo/Ocupação) RISCOS AGENTES Administração Superintendente Chefe do Setor de Tratamento de RSS Chefe do Setor de Contratos Chefe Administrativo Físicos Ausência de fatores de risco (desta natureza). Químicos Ausência de fatores de risco (desta natureza). Biológicos Ausência de fatores de risco (desta natureza). Ergonômicos (Biomecânicos) Postura sentada por longos períodos PROCEDIMENTOS Secretária Executiva Exames Previstos Faixa Etária Finalidade – Periodicidade Admissão Pós Admissão (sequencial) Periódico Demissão Retorno ao Trabalho Mudança de Função Anual Bianual Trianual Exame clínico (Anamnese Ocupacional) Menor de 18 anos Sim - Sim - - Sim Sim Realizar os exames previstos para a nova função. Acima 18 e Abaixo 45 anos Sim - - Sim - Sim Sim Acima de 45 anos Sim - Sim - - Sim Sim Hemograma com plaquetas Acima de 45 anos Sim - Sim - - Não Não 25 QUADRO 02 AMBIENTE DE TRABALHO (Setor/Local/Posto) FUNÇÕES EXISTENTES (Cargo/Ocupação) RISCOS AGENTES Caldeira/ Autoclave Operador de Caldeira/ Autoclave Físicos Ruído (contínuo ou intermitente) Calor (Temperaturas anormais) Umidade Químicos Substâncias, compostos ou produtos químicos em geral. Biológicos Vírus, Bactérias, Protozoários, Fungos, Parasitas, Bacilos. Ergonômicos (Biomecânicos) Postura de pé por longos períodos Freqüente ação de puxar/empurrar cargas e volumes Transporte/ Coleta Auxiliar de Serviços Gerais Físicos Ruído (contínuo ou intermitente) Vibração (corpo inteiro) Radiações Não Ionizantes (luz solar) Químicos Ausência de fatores de risco (desta natureza). Biológicos Vírus, Bactérias, Protozoários, Fungos, Parasitas, Bacilos. Ergonômicos (Biomecânicos) Trabalho em posturas incomoda ou pouco confortáveis por longos períodos Levantamento e transporte manual de cargas ou volumes PROCEDIMENTOS Exames Previstos Faixa Etária Finalidade – Periodicidade Admissão Pós-Admissão (seqüencial) Periódico Demissão Retorno ao Trabalho Mudança de Função Anual Bianual Trianual Exame clínico (Anamnese Ocupacional) Todas as idades Sim - Sim - - Sim Sim Realizar os exames previstos para a nova função. Hemograma com plaquetas Sim - Sim - - Sim Não VDRL Não - Sim - - Não Não EPF (fezes) Não - Sim - - Não Não Anti-HCV Sim - Sim - - Sim Não HBsAg¹ Sim - Não - Sim Não Anti-HBs² Sim - Ver Observações - Não Não Audiometria Sim De 6 em 6 meses (no primeiro ano) Sim - - Sim Não Obs.: • Realizar avaliação médica e emitir o ASO (Atestado de Saúde Ocupacional), no exame audiométrico (pós-admissão). Observações ¹ HBsAg (Positivo): Requer controle especial pelo Médico Coordenador do PCMSO. ² Anti-HBs (Negativo): Funcionário deverá ser encaminhado para vacinação; ² Anti-HBs (Positivo): No caso de funcionário imunizado, este exame poderá ser solicitado a critério do Médico Coordenador do PCMSO. 26 QUADRO 03 AMBIENTE DE TRABALHO (Setor/Local/Posto/) FUNÇÕES EXISTENTES (Cargo/Ocupação) FATORES DE RISCOS AGENTES Transporte/ Coleta Motorista Físicos Ruído (contínuo ou intermitente) Vibração (corpo inteiro) Radiações Não Ionizantes (radiação ultravioleta) Químicos Ausência de fatores de risco (desta natureza). Biológicos Vírus, Bactérias, Protozoários, Fungos, Parasitas, Bacilos. Ergonômicos (Biomecânicos) Trabalho em posturas incomoda ou pouco confortáveis por longos períodos Levantamento e transporte manual de cargas ou volumes PROCEDIMENTOS Exames Previstos Faixa Etária Finalidade – Periodicidade Admissão Pós-Admissão (seqüencial) Periódico Demissão Retorno ao Trabalho Mudança de Função Anual Bianual Trianual Exame clínico (Anamnese Ocupacional) Todas as idades Sim - Sim - - Sim Sim Realizar os exames previstos para a nova função. Acuidade Visual Sim - Sim - - SimSim Eletroencefalograma Sim - - Sim - Não Não Audiometria Sim De 6 em 6 meses (no primeiro ano) Sim - - Sim Não Obs.: • Realizar avaliação médica e emitir o ASO (Atestado de Saúde Ocupacional), no exame audiométrico (pós-admissão). Eletrocardiograma Acima de 45 anos Sim - Sim - - Sim Não Realizar os exames previstos para a nova função. Hemograma com plaquetas Todas as idades Sim - Sim - - Sim Não VDRL Não - Sim - - Não Não EPF (fezes) Não - Sim - - Não Não Anti-HCV Sim - Sim - - Sim Não HBsAg¹ Sim - Não - Sim Não Anti-HBs² Sim - Ver Observações - Não Não Observações ¹ HBsAg (Positivo): Requer controle especial pelo Médico Coordenador do PCMSO. ² Anti-HBs (Negativo): Funcionário deverá ser encaminhado para vacinação; ² Anti-HBs (Positivo): No caso de funcionário imunizado, este exame poderá ser solicitado a critério do Médico Coordenador do PCMSO. 27 XI – RESPONSABILIDADE TÉCNICA Este PCMSO está sob a supervisão de CLIMPET – Clínica Integrada de Medicina Preventiva e Terapêutica Ltda., através do Núcleo de Saúde Ocupacional, tendo como Médico Coordenador, Dr. Dionísio Roque Boschetti Júnior, especialista em Medicina do Trabalho pela UFF – Universidade Federal Fluminense, registrado sob o nº. 119/94 e registro no CRM – Conselho Regional de Medicina do Estado do Espírito Santo – Médico do Trabalho, sob o nº. 4.637, portador de inscrição no CPF sob o nº. 896.414.777-49 e devidamente registrado no Ministério do Trabalho e Emprego sob o nº. 117. XII – CONSIDERAÇÕES FINAIS O PCMSO serve como base para o planejamento das ações de saúde da empresa, devendo sofrer detalhamento, onde couber, de acordo com a estratégia adotada. O PCMSO deverá ser submetido a revisões periódicas de atualização em relação às novas tecnologias de trabalho, aos avanços científicos da medicina e para adaptação às alterações da legislação. XIII – CRONOGRAMA GERAL DE ATIVIDADES Ações Responsável Set 20 Out 20 Nov 20 Dez 20 Jan 21 Fev 21 Mar 21 Abr 21 Mai 21 Jun 21 Jul 21 Ago 21 1 - Avaliação dos setores e postos de trabalho para fins de determinação de riscos à saúde e estabelecer procedimentos médico de prevenção e controle. Assessoria SST X 2 - Apresentar PCMSO a CIPA (quando houver). Empresa X 3 - Manutenção de arquivo médico da empresa (prontuários) e de relatório específicos. Medicina do Trabalho 4 - Realização dos exames médicos obrigatórios, conforme finalidades previstas. Empresa Na data de admissão e de vencimento do exame. 5 - Elaboração do relatório anual do PCMSO. Assessoria SST/ Médico Trabalho X 6 - Apresentar relatório anual à CIPA (quando houver). Empresa X 7 - Divulgar ações de promoção da saúde para os temas estabelecidos neste PCMSO. Empresa X X 8 - Realizar treinamentos e palestras específicos aos riscos existentes na empresa, conforme previsto no PPRA. Empresa X X 9 - Realizar campanha de vacinação contra tétano e outras doenças definidas no PCMSO. Empresa Na admissão e/ou na data de vencimento do exame periódico. 10 - Controlar absenteísmo. Elaborar relatório. Empresa + Medicina do Trabalho 11 - Acompanhar afastamentos ao trabalho – previdenciários. Empresa + Medicina do Trabalho Legenda: – Ação Permanente (rotina) SST – Segurança e Saúde no Trabalho 28 PPRROOGGRRAAMMAA DDEE CCOONNTTRROOLLEE MMÉÉDDIICCOO DDEE SSAAÚÚDDEE OOCCUUPPAACCIIOONNAALL Colatina/ES, 30 de Setembro de 2020. Dr. Dionísio Roque Boschetti Júnior Médico do Trabalho CRM ES 4637 – RQE 115 Ciente e de acordo: _____/ _____/ ________. Consórcio Público para Tratamento e Destinação Final Adequada de Resíduos Sólidos da Região Doce Oeste do Estado do E/S – Condoeste Gilson Antônio de Sales Amaro – CPF nº 049.596.126-49 Responsável Legal NOTA DE CONFIDENCIALIDADE As informações contidas neste documento são dirigidas exclusivamente à empresa, portanto, são confidenciais e protegidas por lei. É proibida a reprodução total ou parcial deste documento contendo 28 (vinte e oito) páginas numeradas, de qualquer forma ou por qualquer meio. A violação destes direitos estará sujeita às penalidades estabelecidas na legislação. Na oportunidade, solicitamos que no caso deste documento ser recebido com rasuras, informe-nos para a adoção das medidas corretivas cabíveis.