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Plataformas Educacionais e Gestão do Conhecimento na Escola: Desafios e Estratégias
Lelean Lopes dos Santos
Pós-Graduação Lato Sensu em GESTÃO ESCOLAR PARA PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO
Contexto e Observação.
Contexto: Presença cada vez mais intensa da tecnologia nas instituições de ensino, provocando mudanças profundas na gestão escolar. 
Observação: Plataformas educacionais são ferramentas poderosas, mas frequentemente subutilizadas, sendo usadas apenas para funções básicas. 
Problema de Pesquisa e Objetivo
Problema de Pesquisa: Como integrar plataformas educacionais ao cotidiano escolar para promover uma gestão do conhecimento mais eficiente e participativa? 
Objetivo: Analisar os desafios e propor estratégias que favoreçam a integração das plataformas educacionais à rotina pedagógica, com ênfase na gestão do conhecimento.
Referencial Teórico - Gestão do Conhecimento
Gestão do Conhecimento (GC): Processo sistemático de criação, aquisição, organização, armazenamento, compartilhamento e aplicação do conhecimento dentro de uma organização. 
"Gerir o conhecimento não é apenas arquivar documentos para acesso de todos, mas sim garantir que o conhecimento de uma organização não fique concentrado em uma única pessoa ou setor, favorecendo a criação e compartilhamento contínuo desse conhecimento" (Nonaka & Takeuchi, 1995). 
Na educação: Envolve a valorização do capital intelectual de professores, gestores e colaboradores, incluindo conhecimento tácito (experiências, habilidades) e explícito (documentos, planos de aula). 
Benefício principal: Prevenção da perda de know-how institucional devido à rotatividade de professores e funcionários.
Modelo SECI de Nonaka e Takeuchi
O modelo SECI descreve como o conhecimento é criado e compartilhado através da interação entre conhecimento tácito (pessoal, experiências) e explícito (formal, documentado).
Socialização (Tácito → Tácito): Compartilhamento direto de experiências, observação, imitação. Ex: reuniões de equipe, mentorias.
Externalização (Tácito → Explícito): Articulação do conhecimento tácito em conceitos explícitos. Ex: documentação de práticas de ensino.
Combinação (Explícito → Explícito): Sistematização de diferentes conhecimentos explícitos. Ex: integração de dados de plataformas.
Internalização (Explícito → Tácito): Incorporação do conhecimento explícito como tácito. Ex: aplicação de métodos aprendidos.
No contexto escolar, as plataformas educacionais podem facilitar todos os modos de conversão do conhecimento, especialmente a combinação e externalização.
Metodologia e Contexto do SESI
Abordagem: Qualitativa e exploratória
Base: Experiência profissional como técnico de informática no SESI Maruípe (2024)
Método: Observação participante e não estruturada SESI Maruípe: Atende turmas do Ensino Fundamental I e II, além do Ensino Médio, com uso intensivo de recursos tecnológicos.
Papel do pesquisador: Suporte técnico a professores, alunos, familiares e setores internos, desde resolução de problemas de conectividade até auxílio direto no uso de plataformas educacionais.
Observação: Tecnologia inserida no cotidiano pedagógico, revelando potencialidades e obstáculos que limitam uma gestão do conhecimento mais eficiente.
Plataformas Analisadas no SESI (Parte 1)
PASSE (Programa de Avaliação do Sistema SESI de Educação)
Plataforma de avaliação institucional para diagnóstico e monitoramento.
Uso atual: Visualização de dados básicos.
Potencial: Análise detalhada por turma/habilidade; planejamento focado; monitoramento de indicadores.
Plurall
Plataforma de conteúdos e atividades interativas.
Uso atual: Acesso e realização de atividades básicas.
Potencial: Tarefas personalizadas; relatórios detalhados; planos de aula
dinâmicos; feedback automatizado.
SGE (Sistema de Gestão Escolar)
Sistema para gestão administrativa e pedagógica.
Uso atual: Lançamento de notas e frequência.
Potencial: Análise de relatórios gerenciais; identificação de padrões de
aprendizagem e lacunas.
Plataformas Analisadas no SESI (Parte 2)
AVA SESI (Moodle)
Ambiente virtual de aprendizagem adaptado para o SESI.
Uso atual: Repositório de conteúdos digitais.
Potencial: Estimular interação via fóruns; promover debates e construção coletiva; acompanhamento remoto.
LEKTO
Plataforma de desenvolvimento socioemocional.
Uso atual: Aplicação básica de recursos.
Potencial: Integração ao currículo; reflexão constante dos estudantes;
fomento de cultura escolar positiva.
Biblioteca Digital SESI
Acervo digital de obras literárias e materiais didáticos.
Uso atual: Acesso básico a obras.
Potencial: Ampliação de pesquisas; indicação de leituras complementares; atividades de incentivo à leitura.
Plataformas Analisadas no SESI (Parte 3)
Sala de Aula Digital
Integração de notebooks, lousas digitais e plataformas educacionais.
Uso atual: Uso básico de recursos tecnológicos.
Potencial: Aulas multimídia interativas; colaboração em tempo real; uso
integrado do Google Workspace.
Office 365
Pacote de ferramentas para práticas educacionais e administrativas.
Uso atual: E-mail, Word, Excel, PowerPoint, OneDrive, Teams.
Potencial: Trabalho colaborativo; pastas compartilhadas; reuniões/aulas via Teams; produção conjunta.
Imagine
Plataforma de ensino e correção de redação.
Uso atual: Apoio e correção básica de redações.
Potencial: Monitoramento do desenvolvimento da escrita; acompanhamento de progresso; personalização.
Desafios e Estratégias para o Melhor Aproveitamento
Principais Desafios
Insegurança técnica dos docentes no uso das ferramentas digitais.
Ausência de formação continuada contextualizada com a realidade da sala de aula.
Falta de iniciativas institucionais voltadas à gestão efetiva do conhecimento.
Estratégias Propostas
Formação continuada focada no uso pedagógico e estratégico das tecnologias.
Cultura de troca e compartilhamento de saberes entre professores (Modelo SECI).
Técnico de informática como mediador tecnológico (tutoriais, rodas de conversa).
Conclusão
Cenário ambíguo: Infraestrutura tecnológica sólida vs. limitações no uso pedagógico das tecnologias.
Investimento necessário: Formação permanente dos educadores, criação de espaços colaborativos e valorização do conhecimento existente.
Letramento Digital: Não apenas habilidade técnica, mas capacidade de comunicar, construir conteúdos e realizar pesquisas de forma crítica, reflexiva e ética.
Recomendações: Cultura de formação contínua, registro e partilha de boas práticas, mecanismos para gestão do conhecimento e letramento digital.
cefor.ifes.edu.br
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