Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Ação do Parasito e Ecologia Parasitária
Parasitologia Básica-CDV 
Profa. Dra. Naira Anchieta/ Profa. Camila Biberg
Ação do Parasito e 
Ecolog ia Parasitária
▪ Como os parasitos interagem com seus
hospedeiros;
▪ Os diferentes tipos de ação parasitária;
▪ Conceitos fundamentais da ecologia
parasitária.
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Ação do Parasito sobre o Hospedeiro
•É por intermédio dela que poderá ocorrer doença no
hospedeiro.
•A patogenicidade dos parasitos é o resultado de uma
coadaptação entre as espécies, podendo chegar a um
equilíbrio dinâmico entre a patogenicidade do parasito e a
resistência do hospedeiro.
Importância Clínica
A interação parasito-hospedeiro determina o 
desenvolvimento da doença e sua gravidade
Equilíbrio Dinâmico
Resultado de coadaptação evolutiva entre parasito
e hospedeiro
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Ação Mecânica
Exercida pela presença física do parasito
em determinado órgão, podendo ser
obstrutiva ou destrutiva durante sua
migração.
Exemplo: enovelamento do Ascaris
lumbricoides no intestino delgado humano.
Ação Espoliativa
Quando o parasito espolia, isto é, retira
nutrientes do hospedeiro.
Exemplo: competição alimentar entre o
Ascaris lumbricoides, as tênias e o
hospedeiro.
Tipos de Ação Parasitária
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Tipos de Ação Parasitária
Ação Traumática
Quando o parasito promove traumas no hospedeiro, tanto na forma
adulta como na fase larvária.
Exemplo: fixação dos ancilostomídeos na mucosa duodenal.
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
M ais Tipos de Ação Parasitária
Ação Tóxica
Quando produtos do metabolismo do parasito 
são tóxicos para o hospedeiro.
Exemplo: formação de granulomas pelos ovos 
de Schistosoma mansoni.
Ação Irritativa
Presença constante do parasito que, sem 
produzir lesões traumáticas, irrita o local 
parasitado.
Exemplo: ação das ventosas dos Cestoda na 
mucosa intestinal.
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Mais Tipos de Ação Parasitária
Ação Imunogênica
Quando partículas antigênicas de parasitos
sensibilizam tecidos do hospedeiro,
aumentando a resposta imunitária.
Exemplo: malária, doença de Chagas e
leishmanioses.
Outras Ações
• Inflamatória: afluxo de células
inflamatórias locais;
• Enzimática: penetração na pele ou
mucosas;
• Anoxia: consumo de oxigênio pelo
parasita
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Ecolog ia Parasitária: Conceitos Fundamentais
Estuda a interação entre as condições ambientais, sociais e as doenças parasitárias.
O relacionamento das espécies parasitárias com outros seres, com o ambiente e com o
hospedeiro determina a existência dos parasitos e o consequente parasitismo.
Ecolog ia
Estudo das relações dos seres vivos entre si e o meio ambiente
Etolog ia
Estudo do comportamento de uma espécie
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Ecossistema e Componentes Bióticos
Ecossistema é a unidade funcional de base em ecologia, representando uma comunidade
ecológica onde há estreito relacionamento entre várias espécies de animais, vegetais e
minerais.
Autotrófico
Seres capazes de fixar 
energia luminosa e 
sintetizar alimentos a 
partir de elementos 
inorgânicos (plantas e 
algas verdes)
São os "elementos produtores"
H eterotrófico
Seres que utilizam
substâncias orgânicas
produzidas pelos
autotrófico
São os "elementos
consumidores" (herbívoros
e carnívoros)
D ecompositores
Seres heterotrófico
capazes de decompor
elementos que morreram
Transformam em
substâncias mais simples
reutilizáveis (bactérias)
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Ciclo Biológ ico
• Ciclo biológico ou ciclo vital são as diversas formas e etapas que um parasito passa
durante sua vida.
• Essas fases foram os recursos que cada espécie desenvolveu durante seu processo
evolutivo para conseguir sucesso na reprodução e na dispersão.
Ciclo M onoxênico
Quando no ciclo biológico só há participação de
um hospedeiro, o definitivo;
Também chamado de "ciclo direto“.
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Ciclo H eteroxênico
Quando há participação de um hospedeiro
intermediário, no qual se desenvolve parte do ciclo
Também chamado de "ciclo indireto"
Ciclo Biológ ico
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
H ospedeiros
Tipos d e H osp ed eiros
• Hospedeiro definitivo: alberga o parasito
em sua forma adulta ou forma
reprodutiva final
• Hospedeiro intermediário: usualmente é
um molusco ou artrópode no qual se
desenvolvem as fases jovens ou
assexuadas de um parasito
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Vetores
Tipos d e Vetores
• Vetor biológico: quando o parasito se
reproduz ou se desenvolve no molusco
ou no artrópode
• Vetor mecânico: quando o parasito não
se reproduz e nem se desenvolve no
vetor, apenas é transportado
• Vetor inanimado ou fômite: quando o
parasito é transportado por objetos
(seringa, espéculo, talher, copo)
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Fases Biológicas dos Parasitos
Estágio vs. Estádio
• Fase biológica ou "estágio": fases pelas quais os 
parasitos passam durante seu ciclo biológico;
• Exemplo: Dípteros (moscas e mosquitos) passam 
pelos estágios de ovo, larva, pupa e adulto;
• "Estádio": quando uma larva passa por fases diversas
com mudas;
• Exemplo: larva de estádio I, larva de estádio II, etc.
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Habitat
• O habitat é o local ou órgão onde determinada
espécie ou população vive, fornecendo abrigo e
alimento.
• Por exemplo, o Ascaris lumbricoides tem como
habitat o intestino delgado humano, enquanto o
canguru habita as planícies australianas.
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Conceitos Relacionados ao Habitat
Nicho Ecológico
Atividade da espécie dentro do habitat
• Exemplo: A. lumbricoides absorve 
nutrientes do hospedeiro;
• Ancylostoma duodenale tem habitat 
semelhante, mas consome sangue e 
ferro.
Ecotopo
Abrigo físico do animal
• Haemagogus leucocelaenus vive na copa 
das árvores
• Triatomíneos ("barbeiros") vivem nas 
frestas do barro das cafuas
Ecotono
Região de transição entre ecossistemas
• Margem de uma lagoa
• Região entre floresta e campo
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Biotopo
• Local onde as condições para sobrevivência são uniformes e constantes;
• Exemplo: o biotopo do tatu é semelhante nas várias regiões onde habita;
• Para criação em cativeiro, o biotopo doméstico deve ser semelhante ao silvestre;
• Segundo Peres (1961): "área geográfica submetida a condições homogêneas"
• Alguns autores usam como sinônimo de "ecotopo"
Conceitos Relacionados ao Habitat
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Biocenose
• Associação de vários organismos habitando o mesmo biotope;
• Representa apenas os seres vivos, diferente do ecossistema que inclui elementos não vivos;
• Exemplo: associação do Trypanosoma cruzi, triatomíneo, humanos e o biotopo (cafua);
Conceitos Relacionados ao Habitat
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Ecossistema
É a unidade funcional de base em ecologia representando uma comunidade ecológica ou um
ambiente natural onde há um estreito relacionamento entre as várias espéciesde animais,
vegetais e minerais
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Foco Natural da Doença
Para que uma parasitose se instale e se propague em uma região, são
necessárias condições específicas que compõem o "foco natural da
doença":
Coincidência de Habitats
Hospedeiros e vetores devem compartilhar o mesmo ambiente
População Suficiente
Número adequado de hospedeiros e vetores para circulação do parasito
Quantidade de Parasitos
Parasitos em número suficiente para atingir hospedeiros e vetores
Condições Ambientais
Clima úmido, temperatura e altitude adequadas para transmissão
O foco natural envolve um inter-relacionamento de relevo, solo, clima, água, flora e fauna, criando
condições ideais para o ciclo parasitário.
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Exemplo: TripanossomíaseAmericana
Foco Natural Elementar
• Buracos de tatus nas florestas tropicais/subtropicais
• Tatus parasitados por Trypanosoma cruzi
• Hemípteros triatomíneos (Panstrongylus geniculatus) 
vivem nos buracos
• Insetos sugam sangue dos tatus e adquirem a infecção
• Transmissão ocorre quando outros tatus comem os 
"barbeiros" infectados
Os buracos de tatus são exemplos de 
focos naturais elementares da doença de 
Chagas, onde se mantém o ciclo do T. 
cruzi.
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Outros Focos Elementares
Touceiras
Roedores e gambás
infectados com T. cruzi
vivem em touceiras, onde a
transmissão ocorre por
outras espécies de
triatomíneos.
Copas de Árvores
Mamíferos arborícolas
como gambás também
atuam como hospedeiros,
mantendo o ciclo do
parasito nas copas das
árvores.
Foco Natural Completo
O conjunto de todos os
focos elementares (ou
epizoóticos) forma o foco
natural da parasitose, onde
se assegura a existência e
transmissão do parasito.
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Relação com a Paisagem Geográfica
O foco natural de uma parasitose relaciona-se com uma
paisagem geográfica, que integra:
• Relevo
• Solo
• Água
• Flora
• Fauna
• Clima (ou microclima)
• Atividade humana
Os focos naturais podem ser:
Limitados
Circunscritos a biótopos bem precisos, como
buracos de tatus e ninhos de animais silvestres.
Difusos
De limites indeterminados, como zonas florestais
habitadas pelos reservatórios e insetos vetores das
leishmaníases e febre amarela.
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Exemplos de Fatores Limitantes
Clima
• Climas secos impedem a
propagação de helmintos
que necessitam de
umidade
• Invernos rigorosos
reduzem a atividade
biológica dos parasitos e
vetores
Sazonalidade
• Malária aumenta após
início das chuvas (mais
criadouros para
anofelinos)
• Seca pode interromper a
propagação dos
plasmódios
Fatores Temporais
• Wuchereria bancrofti só é
transmitida à noite,
quando as microfilárias
circulam no sangue
periférico
• Mosquitos diurnos não
participam da transmissão
desta filariose
Hábitos Alimentares
• Preferências alimentares
dos hospedeiros podem
facilitar a contaminação
• Hábitos dos insetos
hematófagos determinam a
quem inoculam o parasito
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Foco Natural de Uma Doença: 
Zoonoses
Nas zoonoses, o homem não é um elo necessário na cadeia
de transmissão. O parasito mantém-se graças ao
ecossistema encontrado em seus focos epizoóticos.
Infecção por Invasão
Homem infecta-se ao penetrar no foco natural,
como trabalhadores rurais que contraem
leishmaníase ao invadir florestas.
Adaptação ao Domicílio
Formação de novos focos epizoóticos no
peridomicílio ou domicílio humano, como
triatomíneos que se adaptaram a viver em
casas de pau-a-pique.
Transmissão ao Homem
Moradores tornam-se presa fácil da infecção
quando vetores adquirem hábitos domiciliares
(ex: Rhodnius prolixus e Triatoma infestans).
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Componentes do Foco Natural de uma Zoonose
Animais silvestres ou
domésticos que atuam
como reservatórios ou
fontes de infecção da
parasitose.
Quando aplicável, os
organismos que
transmitem o parasito
entre hospedeiros.
Os agentes causadores
da parasitose em seus
diferentes estágios de
desenvolvimento.
Pessoas que podem ser
infectadas ao entrar em
contato com o ciclo.
Fatores físicos,
geográficos, climáticos,
sociais e econômicos que
facilitam a transmissão.
A paisagem constitui um fator epidemiológico por estar formada pelo ecossistema local –
"epidemiologia paisagística" (Pavlovsky).
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Fatores que Influenciam o Adoecimento
Nem todos os indivíduos expostos a um foco natural adoecem. A doença é um dos resultados
possíveis do parasitismo, mas não sua decorrência obrigatória.
Resistência Fisiológica
Dispositivos fisiológicos que oferecem resistência à
penetração ou sobrevivência dos parasitos.
Condições Socioeconômicas
Habitação insalubre, subnutrição, falta de higiene e
informações sobre saúde aumentam o risco.
Fatores Individuais
Idade, capacidade imunitária reduzida e maior exposição
ao risco influenciam o adoecimento.
Carga Parasitária
Em alguns casos, como na ancilostomíase e esquistos-
somíase, a doença é função da quantidade de parasitos.
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
Parasitoses e Condições 
Socioeconômicas
A maioria dos parasitos é ao mesmo tempo causa e
consequência do subdesenvolvimento. Não podemos
nunca dissociar a doença da subalimentação da
pobreza, e vice-versa.
Fatores de Risco
• Subnutrição;
• Condições higiênicas precárias;
• Habitações inadequadas
• Repouso insuficiente.
Impacto Diferenciado
• Em população 
vulnerável: doença
endêmica;
• Em população com 
boas condições: casos
isolados;
• A permanência do 
parasito está ligada ao 
"status social" da 
população;
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma

Mais conteúdos dessa disciplina