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Aula 1 - Anestesiologia Veterinária – 14/03 · Introdução à Anestesiologia Veterinária - Embasada na medicina humana - Atropina em cavalo intestino para Objetivos: aliviar dor, analgesia, causar amnésia e relaxamento muscular - Toda anestesia tem risco. Esclarecer o risco da anestesia e pedir assinatura. · Histórico - Relativamente nova - Século XIII Éter sulfúrico - 1800 Oxido nitroso + dióxido de carbono - 1824 Oxido nitroso em cães - 1842 Anestesia inalatória - 1875 Anestesia intravenosa - 1884 Anestesia local - 1898 Anestesia epidural - 1920 Barbitúricos “Não existe um fármaco perfeito” · Conceitos Anestesia: qualquer procedimento que faça o uso de drogas que vão atuar no sistema nervoso e que vão aliviar a dor, causar analgesia. Narcose: perda de consciência e imobilidade, não existe anestesia geral se o animal não tiver narcose. Analgesia: regulação da dor, redução ou ausência da percepção da dor, sem necessariamente causar perda da consciência Nocicepção: percepção dolorosa, seja de pele, víscera. Envolve a ativação de receptores nociceptivos em resposta a estímulos térmicos, químicos ou mecânicos. As vísceras ocas só têm percepção de dor com torção, distensão, estímulos de pressão; secção não dói. Tranquilização: mesma percepção ao estímulo (é normal), o que muda é a resposta ao estímulo, já que esses tipos de fármacos reduzem a ansiedade, medo e reatividade, tornando o paciente mais calma e cooperativo. Sedação: percepção diminuída, oscilação, animal não vê nada, mas na hora que vê, quer fazer algo. Neuroleptoanalgesia: é um estado de sedação e analgesia profunda, sem perda de consciência, provocado pela combinação de um neuroléptico e um opioide. ANALGESIA INTENSA Neurolepanestesia: estado de anestesia geral, com perda da consciência e ausência total de resposta a estímulos. O paciente está completamente inconsciente. SEDAÇÃO INTENSA Anestesia geral: modalidade anestésica, que vai causar narcose, analgesia e miorrelaxamento. Anestesia dissociativa: diminui a consciência, mas não deixa inconsciente. Vários pontos úteis se for bem feita. Se tiver dor, estrese no procedimento, o pós-operatório é péssimo, horrível. - Mantém reflexos protetores, como laríngeo e o faríngeo Anestesia balanceada: é uma combinação de técnicas anestésicas que visa reduzir os efeitos colaterais e proporcionar mais segurança e conforto ao animal. Anestesia intravenosa: - Total (TIVA): perda de consciência, utiliza fármacos administrados exclusivamente por via intravenosa - Tem ação rápida no organismo, o que reduz possíveis efeitos danosos à saúde - Parcial (PIVA): menos intenso que a geral - Utiliza fármacos em infusão contínua adicionalmente à anestesia inalatória Anestesia local: modalidade anestésica que bloqueia a passagem do estímulo nervoso do neurônio até o SNC em uma área específica do corpo, sem afetar a consciência do paciente. · Divisão da Anestesiologia - Medicação pré-anestésica (MPA): sedativos, tranquilizantes e anestésicos (mais comum). - Anestesia local - Anestesia geral - Anestesia dissociativa - Neuroleptoanalgesia/anestesia - Miorrelaxantes: drogas que causam relaxamento muscular · Avaliação pré-anestésica - Histórico: se toma medicação, se já operou, se já houve intercorrências - Exame clínico: boa situação cardíaca, palpação abdominal - Tipo de cirurgia Quanto maior o ASA maior o risco - Eletivo - Emergência: se não entrar em cirurgia, vai morrer. Não importa se o paciente é cardiopata, por exemplo. Ex: piometra. - Urgência: tem que ser operado, não necessariamente naquele momento. Se o paciente, por exemplo, for cardiopata deve-se tratar isso primeiro. · Preparação pré-anestésica Cães e gatos - Jejum alimentar: Jovens e com menos de 2kg (hipoglicemia): máximo de 2 horas Adultos: 6 a 8 horas. - Jejum hídrico: ausente O jejum serve para diminuir a chance de refluxo, vômito, falsa via - Estimativa de peso - Punção venosa: cateter de 20 a 26 - Exames: hemograma e bioquímico Não existe entrar em procedimento anestésico sem o acesso venoso. Equinos - Jejum alimentar: Animal jovem: 4 a 8 horas. Os neonatos têm o metabolismo rápido, podem ficar no máximo 2 horas sem alimento, mais que isso pode causar hipoglicemia. Animais adultos: 8 a 12 horas. - Jejum hídrico: até 2 horas. Nos equinos, se fizer muito jejum, pode causar úlcera gástrica. Se fizer jejum por um longo período, 12 horas, e depois a cirurgia foi cancelada, por exemplo, o animal voltou a comer, depois fez jejum de novo isso também pode causar úlcera. Os equinos devem passar no mínimo 17 horas se alimentando. - Estimativa de peso - Punção venosa: cateter de 18 a 12 - Posicionamento: afastar os membros torácicos, cuidado com a compressão de nervos. - Decúbito lateral e desalinhar os membros. - Ex: isquemia de casco laminite; compressão de nervo radial, facial (cabresto) - Exames: hemograma e bioquímico Acidose pode ser tratada de forma empírica, mas é necessário cautela. O uso indiscriminado de bicarbonato de sódio, por exemplo, pode levar à alcalose de rebote, hipernatremia e sobrecarga hídrica. A alcalose pode ser mais difícil de reverter, especialmente a alcalose metabólica, pois envolve alterações nos sistemas tampões e pode estar associada a perda de potássio e cloro. Morrer de acidose é mais comum do que de alcalose, porque a acidose severa (pH