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GRAMÁTICA
Texto e Reescrita
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerência de Produção de Conteúdo: Magno Coimbra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
221129557519
GUSTAVO SILVA
Professor da SEDF. Professor de cursos para concursos e da rede privada. Formado 
em Letras – Português com especialização em alfabetização e letramento.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Texto e Reescrita
Gustavo Silva
SUMÁRIO
Texto e Reescrita . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1. Compreensão e Interpretação de Textos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.1. Informações Explícitas e Compreensão de Texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.2. Informações Implícitas e Interpretação de Texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.3. Pressupostos e Subentendidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1.4. Erros Clássicos de Interpretação de Texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
1.5. Linguagem Verbal e Linguagem Não Verbal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
1.6. Níveis de Linguagem / Variação Linguística . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
1.7. Semântica – Significação das Palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
1.8. Tipologia Textual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
1.9. Gêneros Textuais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
1.10. Coesão e Coerência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
1.11. Coesão Sequencial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
1.12. Denotação e Conotação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
1.13. Figuras de Linguagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
1.14. Funções da Linguagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
2. Reescrita, Reescritura, Paráfrase e Equivalência de Expressões . . . . . . . . . . . . . 32
2.1. Troca de Conectivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
2.2. Substituição de Orações Desenvolvidas por Reduzidas e Vice-Versa . . . . . 34
2.3. Substituição de Formas Verbais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
2.4. Substituição de Pronomes Relativos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
2.5. Substituição de Pronomes Demonstrativos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
2.6. Estruturas com Paralelismo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
2.7. Deslocamento de Palavras e Termos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
2.8. Alteração da Concordância . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
2.9. Orientação para Resolução de Itens de Reescritura de Texto . . . . . . . . . . . . 47
 
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Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99
Gabarito comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 101
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TEXTO E REESCRITATEXTO E REESCRITA
1 . cOmPREENSÃO E iNTERPRETaÇÃO DE TEXTOS1 . cOmPREENSÃO E iNTERPRETaÇÃO DE TEXTOS
1 .1 . iNFORmaÇÕES EXPLÍciTaS E cOmPREENSÃO DE TEXTO1 .1 . iNFORmaÇÕES EXPLÍciTaS E cOmPREENSÃO DE TEXTO
Na construção do texto, naturalmente o autor registra informações mediante as 
estruturas ali apresentadas. Trata-se de informações explícitas, que estão nitidamente 
postas na superfície do texto. O reconhecimento de tais dados ocorre no processo de 
compreensão textual. Desse modo, a compreensão do texto diz respeito ao reconhecimento 
das informações expressas, que estão na superfície do texto.
Itens de compreensão trazem comandos que reportam ao texto, como estes:
De acordo com o texto...
Segundo o texto...
Conforme as ideias do texto...
O autor afirma...
O autor diz...
1 .2 . iNFORmaÇÕES imPLÍciTaS E iNTERPRETaÇÃO DE TEXTO1 .2 . iNFORmaÇÕES imPLÍciTaS E iNTERPRETaÇÃO DE TEXTO
Além das informações expressas, é comum que também se apresentem informações 
implícitas, que se encontram nas entrelinhas do texto. A identificação de tais ideias ocorre 
mediante a interpretação textual. Assim, a interpretação do texto refere-se à apreensão 
da mensagem contida nas entrelinhas do texto.
Itens de interpretação trazem comandos semelhantes aos seguintes:
• Infere-se do texto...
• Depreende-se do texto...
• É possível concluir a partir das ideias do texto...
• O texto permite concluir...
• Com base nas ideias do texto...
Veja, no exemplo a seguir, a informação explícita (compreensão) e as implícitas 
(interpretação).
EXEMPLO
Astolfo deixou de falar com o filho.
• Informação explícita (posto):
 
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EXEMPLO
Astolfo atualmente não fala com o filho.
• Informações implícitas (pressupostos)
EXEMPLO
Astolfo falava com o filho.
Astolfo é pai.
1 .3 . PRESSUPOSTOS E SUBENTENDiDOS1 .3 . PRESSUPOSTOSb) O relativo QUEM aceita substituição por O QUAL, A QUAL, OS QUAIS, AS QUAIS e QUE; 
contudo, diferentemente desses outros relativos, QUEM sempre se refere a pessoa ou a 
ser personificado, sendo em regra regido por preposição.
EXEMPLO
Esta é a garota quem mora no Rio.
(Errado; não há preposição.)
Esta é a garota que / a qual mora no Rio. (Certo.)
O cachorro por quem fui mordido morreu.
(Errado; não se trata de referência a pessoa.)
O cachorro por que / pelo qual fui mordido morreu. (Certo.)
O rapaz a quem me referia é meu primo. (Certo)
A juíza a quem mandei a carta não me respondeu. (Certo)
A funcionária por quem fui atendido não está na seção. (Certo)
Naturalmente, as mesmas frases podem ser reescritas com os relativos QUE, O QUAL e 
variações.
EXEMPLO
O rapaz a que me referia é meu primo.
O rapaz ao qual me referia é meu primo.
A juíza a que mandei a carta não me respondeu.
A juíza à qual mandei a carta não me respondeu.
A funcionária por que fui atendido não está na seção.
A funcionária pela qual fui atendido não está na seção.
d) O relativo ONDE, equivalente a em que, no qual e variações, significa lugar em que. 
Naturalmente, só pode ser utilizado para indicações de lugar. Ausente tal pressuposto, 
empregam-se em que, no qual e suas variações.
EXEMPLO
A sala onde estudo é bem arejada.
(Certo: a sala é o lugar em que estudo.)
EXEMPLO
Trabalho em uma empresa onde mais da metade dos funcionários são jovens.
(Certo: a empresa é o lugar em que mais da metade dos funcionários são jovens.)
EXEMPLO
Jamais esquecerei as ruas por onde andei.
(Certo: as ruas são os lugares pelos quais andei.)
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Por outro lado, é comum o emprego inadequado da palavra onde. Caso o sentido 
expresso na frase não seja o de lugar em que, deve-se optar pelas locuções em que, no qual 
(e variações) ou, caso haja indicação de tempo, pela palavra quando.
EXEMPLO
Haverá uma reunião onde decidiremos tudo.
(Errado: reunião não é indicação de lugar.)
EXEMPLO
A análise onde se percebeu lapso deve ser retificada.
(Errado: análise não é indicação de lugar.)
EXEMPLO
Na formação dos autos, onde se percebeu a ausência do documento, nada se disse a respeito.
(Errado: formação dos autos não é indicação de lugar.)
Eis as construções pertinentes corretamente escritas.
EXEMPLO
Haverá uma reunião em que decidiremos tudo.
Haverá uma reunião na qual decidiremos tudo.
EXEMPLO
A análise em que se percebeu lapso deve ser retificada.
A análise na qual se percebeu lapso deve ser retificada.
Na formação dos autos, quando se percebeu a ausência do documento, nada se disse a respeito.
Na formação dos autos, em que se percebeu a ausência do documento, nada se disse a respeito.
Na formação dos autos, na qual se percebeu a ausência do documento, nada se disse a respeito.
2 .5 . SUBSTiTUiÇÃO DE PRONOmES DEmONSTRaTiVOS2 .5 . SUBSTiTUiÇÃO DE PRONOmES DEmONSTRaTiVOS
Os pronomes demonstrativos também podem ser objeto de cobrança em questões de 
prova associadas à reescritura. Vejamos as situações mais representativas para a prova.
a) Os pronomes o, a, os, as são demonstrativos quando equivalem a aquele, aquela, 
isto, isso, aquilo, que podem eventualmente substituído.
EXEMPLO
Ele afirmou que iria confrontá-la, mas não o fez.
(Ele afirmou que iria confrontá-la, mas não fez isso.)
Não conheço a garota de preto, mas a de branco é minha prima.
(Não conheço a garota de preto, mas aquela de branco é minha prima.)
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b) Sempre que o termo o que e suas variações equivalem a aquilo que e suas variações, o 
que se tem é um pronome demonstrativo (o e suas variações) seguido do pronome relativo que.
EXEMPLO
Não aprovo o que ele fez.
(Não aprovo aquilo que ele fez.)
Os que não estiverem satisfeitos podem se retirar.
(Aqueles que não estiverem satisfeitos podem se retirar.)
Veja: a que está discursando é minha prima.
(Veja: aquela que está discursando é minha prima.)
c) Sempre que o termo o que equivaler a isso, será pronome demonstrativo e retomará 
a informação anteriormente apresentada.
EXEMPLO
Você contradisse o chefe, o que o deixou nervoso.
(Você contradisse o chefe. Isso o deixou nervoso.)
Nota: No exemplo, “o que” retoma a informação anterior, assim como “Isso”.
d) Tal e semelhante também podem funcionar como pronomes demonstrativos.
EXEMPLO
Em seu lugar, eu não tomaria semelhante atitude.
Em seu lugar, eu não tomaria tal atitude.
Em seu lugar, eu não tomaria essa atitude.
2 .6 . ESTRUTURaS cOm PaRaLELiSmO2 .6 . ESTRUTURaS cOm PaRaLELiSmO
Uma das convenções estabelecidas na linguagem escrita consiste em apresentar ideias 
similares numa forma gramatical idêntica, o que se chama de paralelismo. Assim, incorre-
se em erro ao conferir forma não paralela a elementos paralelos.
Normalmente o paralelismo deve ser observado em estruturas coordenadas entre si: 
termos de uma enumeração e orações coordenadas.
EXEMPLO
Confiamos nas pessoas e seu potencial. (Errado.)
Confiamos nas pessoas e em seu potencial. (Errado.)
Confiamos nas pessoas e no seu potencial. (Certo.)
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Em enumerações, o que impõe o paralelismo entre os nomes é o artigo, não a preposição pura.
EXEMPLO
Gosto de doce, de bala, de chocolate e de chiclete. (Certo.)
Gosto de doce, bala, chocolate e chiclete. (Certo.)
Gosto do doce, bala, chocolate e chiclete. (Errado.)
Gosto do doce, da bala, do chocolate e do chiclete. (Certo.)
Referiu-se à irmã e o irmão. (Errado.)
Referiu-se à irmã e ao irmão. (Certo.)
Trabalho de 8h às 18h. (Errado.)
Trabalho de 8h a 18h. (Certo.)
Trabalho das 8h às 18h. (Certo.)
 
Vejamos outros exemplos de problemas com o paralelismo das estruturas.
EXEMPLO
Pelo aviso circular recomendou-se aos Ministérios economizar energia e que elaborassem 
planos de redução de despesas. (Errado.)
Nessa frase, temos, nas duas orações subordinadas que completam o sentido da 
principal, duas estruturas diferentes para ideias equivalentes: a primeira oração (economizar 
energia) é reduzida de infinitivo, enquanto a segunda (que elaborassem planos de redução 
de despesas) é uma oração desenvolvida introduzida pela conjunção integrante que. 
Ajustando-se o paralelismo, há duas possibilidades de correção.
EXEMPLO
Pelo aviso circular, recomendou-se aos Ministérios que economizassem energia e (que) 
elaborassem planos para redução de despesas. (Certo.)
Pelo aviso circular, recomendou-se aos Ministérios economizar energia e elaborar planos para 
redução de despesas. (Certo.)
Outro caso de inadequação:
EXEMPLO
No discurso de posse, mostrou determinação, não ser inseguro, inteligência e ter ambição. 
(Errado.)
O problema aí decorre de coordenar nomes (substantivos) com orações (reduzidas de 
infinitivo). Em correção ao paralelismo, eis duas possibilidades:
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EXEMPLO
No discurso de posse, mostrou determinação, segurança, inteligência e ambição. (Certo.)
No discurso de posse, mostrou ser determinado e seguro, ter inteligência e ambição. (Certo.)
Devemos mencionar também uma espécie de falso paralelismo provocado pelo uso inadequado 
da expressão “e que” num período que não contém “que” anterior.
EXEMPLO
O novo procurador é jurista renomado, e que tem sólida formação acadêmica. (Errado.)
O novo procurador é jurista renomado e tem sólida formação acadêmica. (Certo.)
O novo procurador é jurista renomado, que tem sólida formação acadêmica. (Certo.)
Outro exemplo de falso paralelismo:
EXEMPLO
Neste momento, não se devem adotar medidas precipitadas, e que comprometam o andamento 
de todo o programa. (Errado.)
Neste momento, não se devem adotar medidas que sejam precipitadas e que comprometam 
o andamento de todo o programa. (Certo.)
 Obs.: Neste momento, não se devem adotar medidas precipitadas, que comprometam 
o andamento de todo o programa. (Certo.)
 
2 .7 . DESLOcamENTO DE PaLaVRaS E TERmOS2 .7 . DESLOcamENTO DE PaLaVRaS E TERmOS
Em algumas circunstâncias, a mudança de posição de certos termos acarreta a alteração 
de sentido da frase, ainda que se mantenha a correção gramatical. Vejamos alguns exemplos.
EXEMPLO
Ele é um velho amigo. (= amigo de longa data)
Ele é um velho amigo. (= amigo idoso)
Certo rapaz (= algum rapaz – nesse caso “certo” é pronome indefinido)
Rapaz certo (= rapaz correto – nesse caso “certo” é adjetivo)
Pobre rapaz (= coitado)
Rapaz pobre (= desprovido de recursos financeiros)
Em especial, atentemos para o deslocamento de adjuntos adverbiais, visto que, se tais 
termos mudarem de uma oração para a outra, o sentido será alterado, ainda que a correção 
gramatical seja mantida. Observemos as frases seguintes.
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EXEMPLO
Ele conversou com a filha na manhã seguinte e devolveu o livro.
(Nessa frase, ele conversou na manhã seguinte.)
Ele conversou com a filha e devolveu o livro na manhã seguinte.
(Nessa frase, ele devolveu na manhã seguinte.)
2 .8 . aLTERaÇÃO Da cONcORDÂNcia2 .8 . aLTERaÇÃO Da cONcORDÂNcia
Em regra, o verbo concorda tão somente com o núcleo do sujeito a que se refere. Contudo, 
há situações em que se admitem duas concordâncias. Vejamos os principais casos.
2 .8 .1 . SUJEiTO cOmPOSTO
O sujeito composto possui dois núcleos ou mais; desse modo, a concordância lógica 
leva o verbo para o plural.
EXEMPLO
O testemunho e a documentação reforçaram o entendimento do juiz.
Reforçaram o entendimento do juiz o testemunho e a documentação.
Importa destacar que, no caso de o verbo se apresentar antes do sujeito composto, 
existe uma segunda possibilidade de concordância que é efetuada com o termo mais próximo. 
Trata-se da concordância atrativa, que pode deixar o verbo no singular, concordando 
apenas com o núcleo mais próximo para conferir ênfase a este.
EXEMPLO
Reforçou o entendimento do juiz o testemunho e a documentação.
2 .8 .2 . iNFiNiTiVO cOm FLEXÃO FacULTaTiVa
Quando o infinitivo se apresentar “solto” na frase – sem atuar como verbo principal de 
uma locução ou complemento de um adjetivo –, admite flexão.
EXEMPLO
Sugeriu aos advogados elaborar recursos objetivos. (Certo.)
Sugeriu aos advogados elaborarem recursos objetivos. (Certo.)
Cabe a eles fazer boas escolhas. (Certo.)
Cabe a eles fazerem boas escolhas. (Certo.)
A convenção permite aos empregados vender dias de férias.
A convenção permite aos empregados venderem dias de férias.
Não vejo problema em apresentar recursos.
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Não vejo problema em apresentarmos recursos.
Não vejo problema em apresentarem recursos.
Não vejo problema em se apresentarem recursos. (Voz passiva)
O relatório traz a recomendação de submeter os procedimentos à auditoria interna.
O relatório traz a recomendação de submetermos os procedimentos à auditoria interna.
O relatório traz a recomendação de submeterem os procedimentos à auditoria interna.
O relatório traz a recomendação de se submeterem os procedimentos à auditoria interna. 
(Voz passiva)
Convém elaborar recursos objetivos.
Convém elaborarmos recursos objetivos.
Convém elaborarem recursos objetivos.
Convém se elaborarem recursos objetivos. (Voz passiva)
Sugiro buscar tais direitos na Justiça.
Sugiro buscarmos tais direitos na Justiça.
Sugiro buscarem tais direitos na Justiça.
Sugiro se buscarem tais direitos na Justiça. (Voz passiva)
1. As estruturas presentes nos últimos dois grupos de exemplos podem gerar confusão, visto 
que as sequências “Convém elaborar” e “Sugiro buscar” muito se assemelham a locuções 
verbais. Contudo, diferentemente do que ocorre com locuções, que têm um só sujeito, 
veja-se que podem ser atribuídos sujeitos diversos para cada verbo, como é perceptível pela 
possibilidade de flexão do infinitivo.
Outra forma de se verificar que se trata de duas orações distintas cujos verbos coincidentemente 
ficaram juntos, é desenvolver a estrutura do infinitivo em oração iniciada por conectivo.
EXEMPLO
Convém elaborarmos recursos objetivos.
Convém que elaboraremos recursos objetivos.
Convém elaborarem recursos objetivos.
Convém que elaborem recursos objetivos.
Convém se elaborarem recursos objetivos.
Convém que se elaborem recursos objetivos.
Convém que sejam elaborados recursos objetivos.
2. Verbos causativos (mandar, deixar, fazer e sinônimos) e sensitivos (ver, ouvir, sentir e 
sinônimos) não formam locução verbal com o infinitivo, cuja flexão é facultativa somente 
se seu sujeito for substantivo plural.
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EXEMPLO
O diretor deixou os processos tramitar normalmente.
O diretor deixou os processos tramitarem normalmente.
O juiz fez os advogados encerrar a discussão.
O juiz fez os advogados encerrarem a discussão.
A testemunha afirmou que viu os réus chegar ao local minutos antes do crime.
A testemunha afirmou que viu os réus chegarem ao local minutos antes do crime.
Quanto aos processos, o diretor deixou-os tramitar normalmente.
O juiz chamou a atenção dos advogados, e os fez encerrar a discussão.
A testemunha afirmou que os viu chegar ao local minutos antes do crime.
 
2 .8 .3 . caSOS ESPEciaiS DE cONcORDÂNcia
A regra geral de concordância determina que o verbo deve concordar com o núcleo do 
sujeito, o qual não pode ser preposicionado. Existem, porém, situações em que se pode 
realizar a concordância também com o termo preposicionado que serve como determinante 
do núcleo do sujeito. Isso resulta em duas possibilidades de concordância que podem ser 
objeto de indagação em eventuais itens de reescrita de texto.a) Percentuais/frações
Nas indicações de percentuais ou frações, o núcleo do sujeito é um numeral. Convém, 
assim, recordar que o plural é utilizado somente a partir do numeral dois, de sorte que 
qualquer valor abaixo de dois é considerado singular.
EXEMPLO
Cinco por cento aprovam a mudança.
Três quartos admitem não usar cinto de segurança.
Pode ocorrer de o percentual ou a fração serem antecedidos de expressões de aproximação 
– cerca de, perto de, obra de, coisa de, etc. Em tais casos, devem-se ignorar tais expressões, 
mantendo-se a concordância com o numeral que atua com núcleo do sujeito.
EXEMPLO
Somente cerca de 0,8% sabe indicar algum projeto proposto por seu candidato.
Obra de 1,5% aprova a lei.
Coisa de 1,4% atualizou seus dados cadastrais.
Menos de 2% aprovam a lei.
Por outro lado, se o percentual ou a fração vierem seguidos de expressão que os determine, 
a concordância também poderá ser feita com esta última. Vejam-se os exemplos.
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EXEMPLO
Menos de 1% das pessoas está satisfeito com seu candidato.
Menos de 1% das pessoas estão satisfeitas com seu candidato.
Mais de 1% da população está satisfeito com seu candidato.
Mais de 1% da população está satisfeita com seu candidato.
Menos de 15% das pessoas estão satisfeitos com seu candidato.
Menos de 15% das pessoas estão satisfeitas com seu candidato.
b) Coletivos/expressões partitivas
Substantivos coletivos, embora se apresentem no singular, referem-se a um grupo, uma 
coleção, uma pluralidade. Pode ocorrer que a referência coletiva não atribua o nome do 
agrupamento completo, e sim a parte dele – a maioria, a minoria, boa parte, bom número, 
certa porção, etc. – em tal situação, têm-se as chamadas expressões partitivas.
Tanto em um caso quanto no outro, a concordância lógica é manter o verbo no singular 
para concordar com tais núcleos.
EXEMPLO
Um bando invadiu a sala durante a sessão.
A maioria está atenta à concordância.
Por outro lado, se o coletivo ou a expressão partitiva vierem acompanhados por um 
determinante no plural, surge a possibilidade de dupla concordância.
EXEMPLO
Um bando de manifestantes invadiu a sala durante a sessão.
Um bando de manifestantes invadiram a sala durante a sessão.
A maioria dos alunos está atenta à concordância.
A maioria dos alunos estão atentos à concordância.
c) Pronome relativo QUE
Eventualmente o sujeito de uma oração pode ser o pronome relativo que, e, como tal, 
ele fará referência a um termo antecedente presente na oração anterior. Pode ocorrer 
de haver dois antecedentes, fato que ocasionará a possibilidade de duas concordâncias 
igualmente corretas, embora imprimam sentidos diversos à frase. Vejam-se os exemplos.
EXEMPLO
Ele é um dos jornalistas que falou mal de mim.
Ele é um dos jornalistas que falaram mal de mim.
A execução das modificações que foi aprovada na reunião da diretoria começará no próximo mês.
A execução das modificações que foram aprovadas na reunião da diretoria começará no 
próximo mês.
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Texto e Reescrita
Gustavo Silva
1. Em frases assemelhadas às dos últimos exemplos, pode se apresentar somente o particípio, 
subentendendo-se o pronome relativo e uma flexão do verbo ser. Ainda assim, haverá dupla 
concordância.
EXEMPLO
A execução das modificações aprovada na reunião da diretoria começará no próximo mês.
A execução das modificações aprovadas na reunião da diretoria começará no próximo mês.
2. No caso de o pronome relativo “que” ser precedido de flexão do verbo ser acompanhada 
de seu respectivo sujeito, o relativo retomará sempre o mesmo sujeito, com ele gerando a 
concordância do verbo para o qual atua como sujeito.
EXEMPLO
Aqui, somos nós que mandamos.
Não se preocupe, porque hoje sou eu que pago.
Foram os diretores que escolheram esse padrão para o documento.
3. Se as mesmas frases forem construídas com o indefinido “quem”, a tendência é o emprego 
da 3.ª pessoa do singular, em concordância com tal pronome, embora haja autores que 
defendam, por ênfase, a concordância com o sujeito antecedente.
EXEMPLO
Aqui, somos nós quem manda.
Não se preocupe, porque hoje sou eu quem paga.
Foram os diretores quem escolheu esse padrão para o documento.
Aqui, somos nós quem mandamos. (Forma menos preferível.)
Não se preocupe, porque hoje sou eu quem pago. (Forma menos preferível.)
Foram os diretores quem escolheram esse padrão para o documento. (Forma menos preferível.)
 
2 .9 . ORiENTaÇÃO PaRa RESOLUÇÃO DE iTENS DE REEScRiTURa DE TEXTO2 .9 . ORiENTaÇÃO PaRa RESOLUÇÃO DE iTENS DE REEScRiTURa DE TEXTO
Na prática, ao resolver itens/questões de reescrita de texto siga o passo a passo seguinte.
1. Verifique atentamente, no comando da questão, se a reescrita diz respeito somente 
ao sentido, somente à correção gramatical ou aos dois.
2. Se a questão tratar apenas de correção gramatical, verifique somente trecho reescrito.
3. Se a reescrita se referir a correção e sentido, verifique antes a correção e, se 
necessário, compare o trecho reescrito com o trecho original.
4. Se se tratar apenas do sentido, compare os trechos.
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RESUMORESUMO
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EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS
A vida do Brasil colonial era regida pelas Ordenações Filipinas, um código legal que se 
aplicava a Portugal e seus territórios ultramarinos. Com todas as letras, as Ordenações 
Filipinas asseguravam ao marido o direito de matar a mulher caso a apanhasse em adultério. 
Também podia matá-la por meramente suspeitar de traição. Previa-se um único caso de 
punição: sendo o marido traído um “peão” e o amante de sua mulher uma “pessoa de maior 
qualidade”, o assassino poderia ser condenado a três anos de desterro na África.
No Brasil República, as leis continuaram reproduzindo a ideia de que o homem era superior 
à mulher. O Código Civil de 1916 dava às mulheres casadas o status de “incapazes”. Elas só 
podiam assinar contratos ou trabalhar fora de casa se tivessem a autorização expressa 
do marido.
Há tempos, o direito de matar a mulher, previsto pelas Ordenações Filipinas, deixou 
de valer. O machismo, porém, sobreviveu nos tribunais. O Código Penal de 1890 livrava da 
condenação quem matava “em estado de completa privação de sentidos”. O atual Código 
Penal, de 1940, abrevia a pena dos criminosos que agem “sob o domínio de violenta emoção”. 
Os “crimes passionais” — eufemismo para a covardia — encaixam-se à perfeição nessas 
situações. Em outra bem-sucedida tentativa de aliviar a responsabilidade do homem, os 
advogados inventaram o direito da “legítima defesada honra”.
O machismo é uma praga histórica. Não se elimina da noite para o dia. A criação da Lei 
Maria da Penha, em 2006, em que se previu punição para quem agride e mata mulheres, foi 
um primeiro e audacioso passo. O segundo passo contra o machismo é a educação.
Ricardo Westin e Cintia Sasse. Dormindo com o inimigo. In: Jornal do Senado. Brasília, 4/jul./2013, p. 4-5. 
Internet: (com adaptações).
001. 001. (CEBRASPE/CESPE) No primeiro período do segundo parágrafo, sobrepõem-se duas 
informações: a de que, mesmo no Brasil República, as leis traduziram a visão machista de 
superioridade masculina e a de que essa visão imperava antes dessa época.
002. 002. (CEBRASPE/CESPE) Depreende-se do texto que os termos “peão” e “pessoa de maior 
qualidade” fazem referência à classe social do marido traído e do amante, respectivamente.
003. 003. (CEBRASPE/CESPE) As expressões “em estado de completa privação de sentidos”, “sob 
o domínio de violenta emoção” e “legítima defesa da honra” são identificadas, no texto, 
como estratégias exploradas nos tribunais para aliviar a responsabilidade de homens que 
cometem crimes contra as mulheres.
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Nem pepino nem espinafre. A bactéria que pôs a Europa em estado de emergência 
médica, tendo atingido catorze países do continente, além dos Estados Unidos da América 
e do Canadá, disseminou-se a partir de um cultivo orgânico de brotos de feijão. Com a 
interdição da fazenda onde era feito tal cultivo, na cidade de Bienenbütel, no norte da 
Alemanha, o ritmo de contaminações caiu drasticamente.
É sabido que a bactéria em questão — Escherichia coli — somente é transmitida a 
um cultivo quando, nele, estão presentes fezes — animais ou humanas. Nesse caso, a 
contaminação dos brotos de feijão pode ter resultado do uso de adubo orgânico cuja 
compostagem não tenha sido feita de maneira apropriada. Outra hipótese é a de que a 
contaminação tenha ocorrido no momento da colheita: um lavrador, por descuido de higiene, 
pode ter permitido que vestígios de fezes contaminadas tenham entrado em contato com 
o cultivo.
Produtos orgânicos têm inúmeras vantagens e, sob diversos aspectos, são, sim, mais 
saudáveis do que os tradicionais. Entretanto, como se viu no episódio da Escherichia coli, 
o cultivo desses produtos exige cuidados redobrados de segurança, inclusive na fase de 
produção. Ignorar isso pode ser mortal.
Descuido trágico. In: Veja, jun./2011, p. 90 (com adaptações).
004. 004. De acordo com o texto, a interdição da fazenda que cultivava brotos de feijão deveu-
se ao fato de haver lavrador dessa fazenda contaminado pela Escherichia coli.
005. 005. De acordo com o texto, os alimentos orgânicos não devem ser comercializados, pois 
representam risco à saúde humana.
006. 006. O texto permite concluir que outras espécies vegetais como o pepino e o espinafre 
são vetores de doenças de origem bacteriana.
Aspectos Culturais de Mato Grosso do Sul
A cultura de Mato Grosso do Sul é o conjunto de manifestações artístico-culturais 
desenvolvidas pela população sul-mato-grossense muito influenciada pela cultura paraguaia. 
Essa cultura estadual retrata, também, uma mistura de várias outras contribuições das 
muitas migrações ocorridas em seu território.
O artesanato, uma das mais ricas expressões culturais de um povo, no Mato Grosso 
do Sul, evidencia crenças, hábitos, tradições e demais referências culturais do Estado. É 
produzido com matérias primas da própria região e manifesta a criatividade e a identidade 
do povo sul-mato-grossense por meio de trabalhos em madeira, cerâmica, fibras, osso, 
chifre, sementes, etc.
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As peças em geral trazem à tona temas referentes ao Pantanal e às populações indígenas, 
são feitas nas cores da paisagem regional e, além da fauna e da flora, podem retratar tipos 
humanos e costumes da região.
(Adaptado de: CANTU, Gilberto. Disponível em: http://profgilbertocantu.blogspot.com.br/2013/08/aspec-
tos-culturais-de-mato-grosso-dosul. html)
007. 007. (FCC) Depreende-se corretamente do texto que a cultura de Mato Grosso do Sul é
a) fortemente influenciada pela cultura de nações sul-americanas, mas o é também pela 
cultura de povos de outras regiões do Brasil.
b) reflexo de uma forte influência da cultura paraguaia, e a cultura de outras regiões não 
a influenciou de forma relevante.
c) formada principalmente pela influência da cultura de vários povos migrantes e também 
pela influência secundária da cultura paraguaia.
d) formada não apenas pela influência da cultura paraguaia, mas também pela influência 
da cultura dos povos que migraram para essa região.
e) muito influenciada pela cultura paraguaia, mas também o é pela cultura de povos de 
outros países sul-americanos.
PROERD
O Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD), da Polícia 
Militar, tem foco na prevenção e na conscientização dos alunos, alertando-os a respeito 
dos malefícios das drogas lícitas e ilícitas e quanto à conduta associada à violência.
A iniciativa foi criada no Distrito Federal, em 1998, e já beneficiou mais de 500 mil 
jovens, contribuindo com ações integradas para manter crianças e jovens longe das drogas 
e da violência. Policiais com formação em psicologia, assistência social e outras áreas de 
ciências comportamentais se aproximam da classe estudantil, indo para dentro das salas 
de aula, e conseguem evitar que muitos alunos se envolvam com as drogas.
Ao final do trabalho realizado nas escolas, a PMDF promove uma formatura, ocasião 
em que todos os beneficiados pelo programa se juntam para celebrar os bons resultados 
obtidos com a parceria entre escolas, comunidade e polícia.
Disponível em: . Acesso em: 8 set. 2017, com adaptações.
008. 008. (IADES) De acordo com a leitura compreensiva do texto, é correto afirmar que o (a)
a) público-alvo do PROERD são crianças e jovens em situação de risco nas escolas.
b) trabalho de prevenção e de conscientização realizado pelo PROERD direciona-se a qualquer 
criança ou jovem.
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c) PROERD, desde 1998, já beneficiou mais de 500 mil jovens que tinham contato direto ou 
indireto com o universo das drogas e da violência.
d) iniciativa da PMDF é, por meio do PROERD, promover a inclusão social de crianças e de 
jovens oriundos de famílias de baixa renda.
e) PMDF, quando as ações do PROERD são concluídas nas escolas, celebra os bons resultados 
obtidos com todos os beneficiados pelo programa.
009. 009. (FUMARC) Na sequência de 1 a 4 dos quadrinhos, podem ser identificadas as seguintes 
características de linguagem:
I – No primeiro quadrinho, há apenas a linguagem verbal oral.
II – No segundo quadrinho, pode-se perceber apenas a linguagem não-verbal.
III – No terceiro quadrinho, ochargista apresenta uma mistura entre o verbal escrito e o não-verbal.
IV – No quarto quadrinho, há uma informação verbal escrita.
Marque a alternativa CORRETA:
a) apenas as proposições III e IV são verdadeiras.
b) apenas as proposições I e II são verdadeiras.
c) apenas as proposições I e III são verdadeiras.
d) as proposições I,II,III e IV são verdadeiras.
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010. 010. (VUNESP) O efeito de humor da tira decorre principalmente do fato de que
a) o pai se mantém tranquilo no primeiro quadrinho, mesmo com a notícia de que seus 
números estão em baixa.
b) o pai não tem conhecimento das informações trazidas pelo filho, ainda que apareça, nas 
imagens, sentado lendo um jornal.
c) o filho apresenta suas demandas pessoais como se fossem dados coletados em uma 
pesquisa de satisfação sobre o governo.
d) o pai se refere ao próprio filho como “grupos de interesse”, o que provoca uma quebra 
de expectativa no filho.
e) os tigres são mencionados, no segundo quadrinho, como se fossem entrevistados, mas 
o pai não questiona o filho.
Leia a charge, para responder à questão seguinte.
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011. 011. (VUNESP) A adaptação feita na pirâmide de Maslow, que define a hierarquia das 
necessidades humanas, tem seu efeito de sentido crítico decorrente de
a) situar a tecnologia de rede sem fio como fundamental em relação às demais necessidades.
b) tratar a comunicação em redes como desimportante em relação às demais necessidades.
c) associar todas as necessidades, descaracterizando a ideia de uma gradação entre elas.
d) reconhecer que os recursos tecnológicos permitem galgar as etapas representadas na 
pirâmide.
e) descaracterizar as necessidades, negando os valores postos no topo da pirâmide.
Leia a charge.
012. 012. (VUNESP) A partir da leitura do texto e da charge, é correto afirmar que
a) as relações pessoais e familiares se fortalecem nas redes sociais.
b) as redes sociais são lugares terapêuticos para acolher as neuroses.
c) as redes sociais têm promovido certo enlouquecimento coletivo.
d) as pessoas vivem confusas e desagregadas sem as redes sociais.
e) as pessoas têm buscado apoio psicológico nas redes sociais.
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013. 013. (PUC-PR) Observe o seguinte cartum de Benett e assinale a única assertiva que apresenta 
uma interpretação CORRETA:
a) Fica subentendido que, na visão do cartunista, o senso comum oferece uma zona de 
conforto para quem nele se alberga – ainda que ele, o senso comum, tenha aparência 
grosseira e perigosa. Ou seja: o autor relativiza a “segurança” oferecida pelo senso comum, 
criticando-o.
b) Fica subentendido que, na visão do cartunista, o senso comum revela a verdade das 
coisas para as pessoas que nele se refugiam (que, no desenho, tentam atrair o personagem 
desgarrado para dentro do senso comum); logo, pode-se afirmar que Benett faz um elogio 
ao senso comum.
c) Fica subentendido que, na visão do cartunista, devemos valorizar o senso comum; é por 
isso que o personagem que está fora do senso comum apresenta semblante triste – está 
isolado devido ao seu comportamento condenável.
d) Fica subentendido que, na visão do cartunista, o senso comum é algo positivo, que merece 
ser valorizado, uma vez que protege as pessoas que nele buscam abrigo; incoerentemente, 
Benett retrata o senso comum como algo feio.
e) Fica subentendido que, na visão do cartunista, quem nega o senso comum está fadado à 
solidão e à miséria intelectual, uma vez que é no senso comum que se encontra a verdadeira 
chave do conhecimento.
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014. 014. (INSTITUTO EXCELÊNCIA) Considerando as linguagens verbal e não verbal, a reação de 
Haroldo (tigre) em face da atitude de Calvin demonstra:
a) Preocupação.
b) Incompreensão.
c) Indiferença.
d) Nenhuma das alternativas.
015. 015. (VUNESP) Analise a tirinha em que vemos Hagar e Robin Hood conversando em 
uma taverna.
Nessa tirinha, Robin Hood não apresenta as características que lhe são atribuídas 
convencionalmente, pois, no diálogo com Hagar, ele se mostra uma pessoa
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a) avarenta, visto que se beneficia financeiramente com a maior parte do produto dos 
roubos.
b) persuasiva, uma vez que convence os ricos a ajudarem abnegadamente os menos 
favorecidos.
c) prática, uma vez que transformou em profissão vantajosa a atividade de roubar dos 
ricos para dar aos pobres.
d) idealista, visto que admite arriscar a própria vida quando é necessário ajudar as pessoas 
mais humildes.
e) ambiciosa, já que afirma claramente que pretende enriquecer e se tornar respeitado 
entre os mais ricos.
016. 016. (FGV) Observe o gráfico a seguir e destaque a afirmação que se coaduna com os dados 
do gráfico apresentado.
a) Países desenvolvidos apoiam a redução da maioridade penal;
b) A segurança se consegue com a retirada de elementos perigosos das ruas;
c) A lei brasileira é mais rígida que a de muitos outros países desenvolvidos;
d) As dúvidas sobre a idade ideal de responsabilidade penal é visível;
e) Países subdesenvolvidos pretendem ressocializar os delinquentes.
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017. 017. (UFCG) Que informação INCORRETA é dada a partir da leitura do infográfico?
a) A bicicleta é o transporte individual mais econômico, embora seja menos utilizado que 
o carro próprio.
b) O carro próprio é o meio de transporte mais caro e menos utilizado que o ônibus.
c) O ônibus é o meio de transporte mais utilizado e o mais econômico no Brasil.
d) O ônibus é o transporte coletivo mais utilizado no Brasil, mas não é o mais econômico 
se comparado aos individuais.
e) A motocicleta, embora seja um transporte individual mais econômico que o carro próprio, 
não é o mais utilizado no Brasil.
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018. 018. (FGV) A charge acima pode ser a ilustração de:
a) consumismo exagerado;
b) obsolescência planejada;
c) depressão econômica;
d) tecnologia ultrapassada;
e) dependência tecnológica.
É claro que somos livres para falar ou escrever como quisermos, como soubermos, como 
pudermos. Mas é também evidente que devemos adequar o uso da língua à situação, o que 
contribui efetivamente para a maior eficiência comunicativa.
019. 019. (FGV) Considerando o pensamento do texto e tendo conhecimento das atribuições 
de um oficial de justiça, chegamos à conclusão de que, nessa atividade, a língua escrita, o 
nível, o uso ou o registro do idioma deve ser predominantemente:
a) formal, de acordo com os princípios da gramática normativa;
b) informal, em busca de mais ampla compreensão da mensagem;
c) regional, adequando-o ao local onde ocorre a comunicação;
d) popular, tendo em vista que as mensagens são lidas por todos;
e) ultraformal, selecionando vocabulário erudito e construções elaboradas.
O texto seguinte, de autoria de Maurício de Sousa, consiste numa homenagem a Juliette 
Freire, a campinense vencedora do Big Brother Brasil 2021.
020. 020. (CPCON) A expressão “Eita, mulinga!”, no segundo quadrinho, permite-nos perceber 
uma variação linguística caracterizada por:
a) Regionalismo.
b) Desvio Gramatical.
c) Gíria.
d) Empréstimo Linguístico.
e) Anglicismo.
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021. 021. (QUADRIX) A respeito da expressão “Chegamos na escola”, é correto afirmar que é
a) exemplo de arcaísmo.
b) representativa da linguagem formal, devido à maneira como se constrói a concordância 
nominal.
c) representativa da linguagem coloquial, devido ao uso da primeira pessoa do plural.
d) representativa da linguagem formal, já que se usou a forma verbal “Chegamos”.
e) representativa da linguagem coloquial, devido à questão da regência da forma verbal 
“Chegamos”.
022. 022. (FGV) Em situações de formalidade, é conveniente evitar o uso de linguagem informal; 
a frase abaixo que se mostra inteiramente formal é:
a) O Brasil não sabe mais o que é um porre feliz;
b) Um memorando serve não para informar a quem lê ele, mas para proteger quem o escreve;
c) Desde que organizado, o crime é que compensa;
d) Me disseram que o prazer é o grande incentivo para o mal;
e) Os ricos são diferentes de você e de mim. Eles têm mais crédito.
023. 023. (CPCON) Com base na leitura do texto acima, podemos afirmar que:
a) no terceiro quadrinho as crianças se mostram desapontadas ao descobrirem que existem 
várias denominações para uma mesma planta.
b) as variações linguísticas, por apresentarem marcas linguísticas muito distintas, provocam 
conflitos na comunicação.
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c) “mandioca” e “aipim” são nomenclaturas alternativas para a planta originalmente conhecida 
por “macaxeira”.
d) as marcas linguísticas enunciadas no segundo quadrinho revelam que as crianças que as 
utilizam são oriundas de uma mesma localidade.
e) as marcas linguísticas utilizadas pelas crianças podem revelar que elas são oriundas de 
diferentes regiões do país.
024. 024. (CPCON) No trecho “Esse toco aí?”, sobre a palavra em destaque podemos afirmar que:
I – Assim como “aipim”, “macaxeira” e “mandioca”, esta também é uma marca linguística 
que pode denotar regionalismo.
II – Diferentemente das expressões “aipim”, “macaxeira” e “mandioca”, esta não pode ser 
considerada uma marca linguística de regionalismo.
III – Toda a frase poderia ser substituída por “Essa ramagem aí?”, sem o prejuízo do efeito 
de sentido pretendido no texto em questão.
IV – A frase denota a expressão de surpresa da personagem ao descobrir que “esse toco” 
se tratava da mesma planta a qual mencionara no primeiro quadrinho.
Está(ão) CORRETO(s) apenas o(s) item(s):
a) I, IV.
b) II.
c) I.
d) I, III, IV.
e) I, III.
025. 025. (VUNESP) No texto, há exemplo de uso coloquial da linguagem na passagem:
a)... então tudo foi pensado para que o público entrasse junto com a gente nesse túnel do tempo.
b) Com frases que parecem retiradas de um romance antigo, [...] os personagens se expressam 
de maneira correta e erudita.
c) Quem assiste a “Tempo de Amar” já reparou no português extremamente culto e correto...
d)... o autor da novela [...] diz que o linguajar de seus personagens é um ponto que leva a 
novela a se destacar.
e) Ele revela que toma diversos cuidados na hora de escrever o texto, utilizando, inclusive, 
o dicionário.
026. 026. (CESPE/CEBRASPE) A regência do verbo preferir observada no quarto período do texto 
é típica da variedade culta do português europeu, sendo pouco frequente na variedade 
brasileira do português, principalmente em textos informais.
“Preferirá falar, gaguejando, uma língua estranha, mas natural, do que falar, com relutante 
perfeição, uma língua artificial construída.”
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Em relação ao texto apresentado acima, julgue os itens seguintes.
027. 027. (CESPE/CEBRASPE) Para o entendimento da crítica social presente no texto, é crucial, 
além da interpretação das imagens com base no conhecimento histórico, o entendimento 
do sentido das preposições empregadas no título de cada imagem.
028. 028. (CESPE/CEBRASPE) Em “PRESENTE PRA GREGO”, o emprego da forma prepositiva “pra” 
é inadequado, dado o grau de formalidade do texto.
029. 029. (CESPE/CEBRASPE) O texto, cuja mensagem é transmitida essencialmente por meio 
da imagem, classifica-se como não verbal.
Não se conhece caso em que o desenvolvimento da superioridade literária ou científica 
de um povo possa ser claramente atribuído à qualidade da língua desse povo. Ao contrário, 
as grandes literaturas e os grandes movimentos científicos surgem nas grandes nações (as 
mais ricas, as mais livres de restrições ao pensamento e também — ai de nós! — as mais 
poderosas política e militarmente). O desenvolvimento dos diversos aspectos materiais 
e culturais de uma nação se dá mais ou menos harmoniosamente; a ciência e a arte são 
também produtos da riqueza e da estabilidade de uma sociedade.
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030. 030. (CESPE/CEBRASPE) O emprego da expressão “ai de nós!” indica que o texto foi construído 
com base na modalidade coloquial da língua portuguesa.
031. 031. (FGV) Observe o texto a seguir,retirado de uma revista de computação.
“Por mais poderoso que seja, um computador sem programas adequados tem pouca 
utilidade. E um ‘programa adequado’ com certeza não é aquele aplicativo profissional, caro 
e sofisticado que, às vezes, já vem instalado. De nada adiantam funções, botões e janelas, 
se você não conseguir fazer alguma coisa com eles”.
Um dos elementos que dá coerência aos textos é a ocorrência de vocábulos que estão dentro 
de um mesmo campo semântico; nesse texto, as palavras que pertencem ao mesmo bloco 
conceitual são:
a) computador, programas, aplicativo, janelas;
b) computador, programa, aplicativo, sofisticado;
c) programas, aplicativo, caro, instalado;
d) caro, sofisticado, instalado, funções;
e) poderoso, aplicativo, instalado, funções.
032. 032. (FGV) Observe a frase a seguir.
É importante aprender muitas coisas / É importante o aprendizado de muitas coisas.
O mesmo processo de substituição de um verbo por um substantivo correspondente foi 
feito de forma adequada em:
a) É impossível ocultar a desonestidade / É impossível o ocultismo da desonestidade;
b) Morrer é o ato final da existência humana / A mortandade é o ato final da existência 
humana;
c) Enfrentar as dificuldades é o caminho da felicidade / O enfrentamento das dificuldades 
é o caminho da felicidade;
d) Oferecer amizade é atitude rara / O ofertório de amizade é atitude rara;
e) O mais difícil é viver / O mais difícil é a vivacidade.
033. 033. (VUNESP) Embora não se possa afirmar com certeza, uma vez que o IBGE alterou a 
metodologia da Pnad e ainda não divulgou as novas séries históricas, é plausível que também 
a exorbitante desigualdade social brasileira tenha aumentado com a recessão.
No trecho, os termos “plausível” e “exorbitante”, em destaque, significam, respectivamente:
a) alegável; que age indiscriminadamente.
b) reconhecível; sem solução.
c) admissível; que ultrapassa os limites.
d) considerável; difícil de ser interrompida.
e) incontestável; impossível de mensurar.
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034. 034. (FGV) Algumas vezes, para reduzir-se a extensão do texto, ocorre a substituição de 
uma forma negativa por uma positiva equivalente.
A frase abaixo em que isso foi feito de forma semanticamente adequada é:
a) Os projetos não avançaram nas Comissões / recuaram;
b) Vejo que os candidatos não foram chamados / desistiram;
c) Os turistas não foram bem recebidos / foram expulsos;
d) Os estudantes não continuaram no curso / fracassaram;
e) O presidente não aceitou o convite / declinou do.
035. 035. (FGV) A frase em que a substituição do segmento sublinhado por um particípio de 
valor equivalente foi feita de forma adequada é:
a) O terreno que está sob as águas do rio / submetido às;
b) Um edifício que está sobre duas rochas / construído;
c) Os restos que estão na lata do lixo / acolhidos;
d) O estado que está entre Amazonas e Maranhão / posto;
e) Um carro que está na garagem / paralisado.
036. 036. (FGV) A frase a seguir em que os termos sublinhados podem ser considerados sinônimos é:
a) A batata está custando caro, como, aliás, todo cereal;
b) A educação é tarefa dos pais, e a cultura, do Estado;
c) A maior greve ocorreu em 1950; a paralisação durou um mês;
d) A operação e o tratamento foram demasiadamente caros;
e) As crianças adoram doce, principalmente chocolate.
037. 037. (MPE/GO) E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um “boa noite” e um “muito 
obrigado ao senhor” tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente 
de rei. (Rubem Braga, Ai, Copacabana, disponível em http://biscoitocafeenovela.blogspot.
com.br/2014/09/sessao-leitura-outra-noite-rubembraga.html. Acesso em 14/01/2018)
Marque a alternativa que não corresponde a um sinônimo da palavra “veementes”:
a) Animados.
b) Fortes.
c) Entusiasmados.
d) Encarecidos.
e) Apáticos.
038. 038. (FGV) Um problema da língua escrita é a polissemia das palavras, que pode gerar mais 
de um entendimento da frase.
A frase abaixo em que isso ocorre com o termo sublinhado é:
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a) Comprou um romance de estilo moderno;
b) Após dois anos, perdeu os óculos;
c) Vi o automóvel importado por meu tio;
d) Comprou uma caixa de ovos;
e) Adquiriu um terno na semana passada.
039. 039. (IADES) Com base na significação contextual, é correto afirmar que a(s) palavra(s)
a) “Reclamação” expressa uma ideia contrária ao significado de queixa; portanto, se ocorresse 
a substituição de uma pela outra, a mensagem original seria alterada.
b) “Denúncia” pode ser compreendida corretamente como sinônima de delação.
c) “Informação” mantém relação de sinonímia com comunicação ou aviso.
d) “Sugestão” e “Crítica” têm exatamente o mesmo sentido, por isso foram reunidas na 
mesma classificação.
e) “Elogio” expressa a ideia de bajulação.
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040. 040. (VUNESP) A mesma relação de sentido que se verifica entre as palavras destacadas 
nas frases “embora a desocupação tenha caído um pouco” / “a pobreza extrema se elevou” 
também ocorre entre os termos:
a) perverso / brutal.
b) recuperação / desproporcional.
c) trajetória / retomada.
d) reverteram / geradas.
e) crescimento / recessão.
Sabedoria de Sêneca
Entre as tantas reflexões sábias que o filósofo estoico Sêneca nos deixou encontra-
se esta: “Deve-se misturar e alternar a solidão e a comunicação. Aquela nos incutirá o 
desejo do convívio social, esta, o desejo de nós mesmos; e uma será o remédio da outra: a 
solidão curará nossa aversão à multidão, a multidão, nosso tédio à solidão”. É uma proposta 
admirável de equilíbrio, válida tanto para o século I, na pujança do Império Romano em que 
Sêneca viveu, como para o nosso, em que precisamos viver. É próprio, aliás, dos grandes 
pensadores, formular verdades que não envelhecem.
Nesse seu preciso aconselhamento, Sêneca encontra a possibilidade de harmonização 
entre duas necessidades opostas e aparentemente inconciliáveis. O decidido amor à solidão 
ou a necessidade ingente de convívio com os outros excluem-se, a princípio, e marcariam 
personalidades radicalmente distintas. Mas Sêneca sabe que ambas podem ser insatisfatórias 
em si mesmas: a natureza humana comporta impulsos contraditórios. Por isso está no 
sistema filosófico dos estoicos a noção de equilíbrio como princípio inescapável para o que 
consideram, como o melhor dos nossos destinos, a “tranquilidade da alma”.
Esse equilíbrio supõe aceitarmos as tensões polarizadas de nossa natureza dividida e 
aproveitar de cada polaridade o que ela tenha de melhor: a solidão nos impulsiona para o 
reconhecimento de nós mesmos, para a nossa identidade íntima, para a diferença que nos 
identifica entre todos; a companhia nos faz reconhecer a identidade do outro, movida pela 
mesma força que constitui a nossa. Sêneca, ao reconhecer que somos unos em nós mesmos, 
lembra que essa mesma instância de unidade estáem todos nós, e tem um nome: humanidade.
(Altino Sampaio, inédito)
041. 041. (FCC) Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento 
do texto em:
a) formular verdades que não envelhecem (1º parágrafo) = fomentar razões permanentes
b) Esse equilíbrio supõe aceitarmos (3º parágrafo) = Tal estabilidade conta com que admitamos
c) necessidades opostas e aparentemente inconciliáveis (2º parágrafo) = motivos divergentes 
e supostamente irretratáveis.
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d) princípio inescapável (2º parágrafo) = postulado inapreensível
e) nos incutirá o desejo do convívio (1º parágrafo) = estimulará nosso intento de cumplicidade
042. 042. (FGV) Em todas as frases abaixo ocorre uma troca indevida do vocábulo sublinhado 
por seu parônimo; a única das frases cuja forma do vocábulo sublinhado está correta é:
a) O motorista infligiu as leis do trânsito;
b) O prisioneiro dilatou os comparsas do assalto;
c) Nada há que desabone a sua conduta imoral;
d) A cobrança é bimestral, ou seja, duas vezes por mês;
e) Os cumprimentos devem ser dados na entrada da festa.
O planeta, em março de 2020, oferece uma imagem estranha, entre aprazível e inquietante. 
Mais de um terço da humanidade está em casa, privada da liberdade de ir e vir, algo tão 
essencial e que todos nós damos como garantido. As ruas, vazias, como as estradas, sem 
carros. Os céus, claros, sem aviões. As fronteiras, fechadas. Os líderes, encerrados também 
e administrando — primeiro cada um por sua conta, atabalhoadamente, quase sempre 
tarde apesar dos sinais — a maior crise que certamente lhes caberá enfrentar em suas 
vidas. Os cidadãos, desconcertados pelo vírus que foi detectado na China em dezembro 
passado e que já matou mais de 28.900 pessoas, afetando 200 países. Angustiados por sua 
saúde e pela de seus próximos, e pelo golpe econômico que, segundo a unanimidade dos 
especialistas, se avizinha. O mundo entrou em hibernação.
O eletrochoque deixou os humanos aturdidos, num estado que mistura a calma com o 
desassossego, sem espaço físico para se movimentarem nem espaço mental para saberem 
como será a vida, a cidade, o país, o mundo em dois ou três meses, ou em um ano. É um 
duplo abalo. Primeiro, de cunho sanitário: a doença desconhecida, a Covid-19, e o vírus 
que a causa, O temível SARS-Cov-2. Não existe vacina, por isso as medidas aplicadas são 
as chamadas não farmacêuticas, em sua modalidade mais extrema: o confinamento, não 
só dos infectados ou suspeitos de assim estarem, mas também, inicialmente, de cidades 
e regiões inteiras — Wuhan na China, desde janeiro, a Lombardia e boa parte do norte da 
Itália desde 8 de março — e, nos dias seguintes, como se as peças de dominó caíssem uma 
após as outras, países grandes e pequenos, desenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Da 
Itália inteira à Índia, passando pela Espanha, França, Reino Unido e uma parte considerável 
dos Estados Unidos e da América Latina: três bilhões de pessoas quietas e trancadas.
O segundo abalo é econômico. Os governos assumem que o freio na atividade provocará 
uma recessão global — as rotas do comércio mundial, já interrompidas quando o coronavírus 
parecia ser apenas um mal chinês, estão bloqueadas. Em 2020, a contração do PIB será de 
2,2% na zona do euro, segundo a agência de qualificação Moody’s, e de 2% nos Estados 
Unidos da América (EUA). As cifras de solicitantes de subsídios de desemprego naquele 
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país bateram um recorde: nunca, em meio século desde o início dos registros, tinham sido 
tão altas, mais de três milhões. As somas que foram ou serão injetadas para amortecer o 
impacto para empresas e trabalhadores — cinco trilhões de dólares só para os países do 
G20 — e as intervenções dos bancos centrais dão uma ideia das dimensões do desastre 
que se tenta evitar, ou suavizar. Volta a soar o “whateverit takes” (“o que for preciso”), 
bordão mágico que Mario Draghi, então presidente do Banco Central Europeu, pronunciou 
em 2012 para salvar o euro, e funcionou. Todos, não só os bancos centrais, prometem “o 
que for preciso”, mas, oito anos depois da intervenção de Draghi, o primeiro ato da crise 
encena uma resposta em ordem dispersa. As fraturas da União Europeia reaparecem em 
toda sua crueldade. O vírus é global; as reações, nacionais.
Cogita-se uma mudança de modelo econômico. “Talvez seja inevitável passar por uma 
fase de desglobalização, ou seja, de comércio e fluxo de capitais reduzidos entre os países”, 
observa o economista francês Thomas Piketty. “Continuar como se nada tivesse acontecido 
não é uma opção. Caso contrário, o nacionalismo triunfará”, alerta.
Internet: (com adaptações).
043. 043. (QUADRIX) No primeiro parágrafo do texto, é apresentado, em forma descritiva, um 
panorama do mundo em face da pandemia de Covid-19.
044. 044. (QUADRIX) Entende-se da leitura do texto que a recessão global será uma consequência 
da drástica diminuição da atividade econômica mundial.
045. 045. (QUADRIX) De acordo com as informações do texto, devido ao impacto da pandemia, 
o crescimento do PIB dos países da zona do euro e dos EUA ficará em torno de 2%.
046. 046. (FGV) Dvorak aproximou-se do alto da colina e debruçou-se sobre uma pequena pedra 
para olhar a paisagem abaixo. Observou que havia uma grande caverna, cercada de vegetação, 
mas não conseguiu identificar a entrada. Fez um sinal para que o grupo o acompanhasse 
e começou a descer cuidadosamente a encosta.
Acima aparece um pequeno texto narrativo; a frase, retirada desse texto, que mostra valor 
descritivo é:
a) Dvorak aproximou-se do alto da colina;
b) debruçou-se sobre uma pequena pedra;
c) havia uma grande caverna, cercada de vegetação;
d) não conseguiu identificar a entrada;
e) Fez um sinal para que o grupo o acompanhasse.
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Imigrantes ilegais, os homens e as mulheres vieram para Prato, na Itália, como parte de 
snakebodies liderados por snakeheads na Europa. Em outras palavras, fizeram a perigosa viagem 
da China por trem, caminhão, a pé e por mar como parte de um grupo pequeno, aterrorizado, 
que confiou seu destino a gangues chinesas que administram as maiores redes de contrabando 
de gente no mundo. Nos locais em que suas viagens começaram, havia filhos, pais, esposas e 
outros que dependiam deles para que enviassem dinheiro. No destino, havia paredes cobertas 
com anúncios de mau gosto de empregos que representavam a esperança de uma vida melhor.
Pedi a um dos homens ao lado da parede que me contasse como tinha sido sua viagem. 
Ele objetou. Membros do snakebody têm de jurar segredo aos snakeheads que organizam 
sua viagem. Tive de convencê-lo, concordando em usar um nome falso e camuflar outros 
aspectos de sua jornada. Depois de uma série de encontros e entrevistas, pelos quais paguei 
alguma coisa, a história de como Huang chegou a Pratoemergiu lentamente.
James Kynge. A China sacode o mundo. São Paulo: Globo, 2007 (com adaptações).
047. 047. (CEBRASPE/CESPE) Depreende-se do texto que chineses emigram para a Europa em 
busca da possibilidade de melhor sustento financeiro de suas famílias.
048. 048. (CEBRASPE/CESPE) O texto é narrativo e autobiográfico, o que se evidencia pelo uso da primeira 
pessoa do singular no segundo parágrafo, quando é contado um fato acontecido ao narrador.
[...] Saiu da casa da cartomante aos tropeços e parou no beco escurecido pelo crepúsculo 
— crepúsculo que é hora de ninguém. Mas ela de olhos ofuscados como se o último final da 
tarde fosse mancha de sangue e ouro quase negro. Tanta riqueza de atmosfera a recebeu 
e o primeiro esgar da noite que, sim, sim, era funda e faustosa. Macabéa ficou um pouco 
aturdida sem saber se atravessaria a rua pois sua vida já estava mudada. E mudada por 
palavras — desde Moisés se sabe que a palavra é divina. Até para atravessar a rua ela já 
era outra pessoa. Uma pessoa grávida de futuro. Sentia em si uma esperança tão violenta 
como jamais sentira tamanho desespero. Se ela não era mais ela mesma, isso significava 
uma perda que valia por um ganho. Assim como havia sentença de morte, a cartomante lhe 
decretara sentença de vida. Tudo de repente era muito e muito e tão amplo que ela sentiu 
vontade de chorar. Mas não chorou: seus olhos faiscavam como o sol que morria. Então ao 
dar o passo de descida da calçada para atravessar a rua, o Destino (explosão) sussurrou veloz 
e guloso: é agora é já, chegou a minha vez! E enorme como um transatlântico o Mercedes 
amarelo pegou-a — e neste mesmo instante em algum único lugar do mundo um cavalo 
como resposta empinou-se em gargalhada de relincho.
Macabéa ao cair ainda teve tempo de ver, antes que o carro fugisse, que já começavam 
a ser cumpridas as predições de madama Carlota, pois o carro era de alto luxo. Sua queda 
não era nada, pensou ela, apenas um empurrão. Batera com a cabeça na quina da calçada 
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e ficara caída, a cara mansamente voltada para a sarjeta. E da cabeça um fio de sangue 
inesperadamente vermelho e rico. O que queria dizer que apesar de tudo ela pertencia a 
uma resistente raça não teimosa que um dia vai talvez reivindicar o direito ao grito. [...]
(Excerto adaptado e extraído da obra “A Hora da Estrela”. LISPECTOR, Clarice. 23.a edição. Rio de Janeiro: 
Francisco Alves, 1995.)
049. 049. (INSTITUTO AOCP) De acordo com o texto assinale a alternativa correta.
a) O narrador, em primeira pessoa, descreve o momento em que a personagem vai à casa 
de uma vidente e descobre estar grávida.
b) Trata-se de um texto predominantemente dissertativo, em que se expõe o relato de 
uma tragédia ocorrida com Macabéa.
c) A mudança na vida de Macabéa, citada em “[...] pois sua vida já estava mudada.”, refere-se à 
viagem empreendida por ela, que se realizara após encontrar o carro que estava à sua espera.
d) O excerto demonstra a fragilidade social da personagem que, ironicamente, teve um 
momento de esperança antes de ser atropelada.
e) A narrativa descreve uma cena trivial de final de tarde, em que Macabéa presencia o 
atropelamento e a morte de um cavalo.
O conceito de direitos humanos assenta em um bem conhecido conjunto de pressupostos, 
todos eles tipicamente ocidentais: existe uma natureza humana universal que pode ser 
conhecida racionalmente; a natureza humana é essencialmente diferente e superior à 
restante realidade; o indivíduo possui uma dignidade absoluta e irredutível que tem de 
ser defendida da sociedade ou do Estado; a autonomia do indivíduo exige que a sociedade 
esteja organizada de forma não hierárquica, como soma de indivíduos livres. Uma vez que 
todos esses pressupostos são claramente ocidentais e facilmente distinguíveis de outras 
concepções de dignidade humana em outras culturas, teremos de perguntar por que motivo 
a questão da universalidade dos direitos humanos se tornou tão acesamente debatida.
Boaventura de Sousa Santos. Por uma concepção multicultural dos direitos humanos. Internet: (com adaptações).
050. 050. (CEBRASPE/CESPE) O texto é essencialmente dissertativo-argumentativo e nele o 
autor expressa sua opinião a respeito do assunto tratado.
Apresentando vantagens preventivas, terapêuticas e em efeitos colaterais sobre os 
medicamentos sintéticos, os medicamentos fitoterápicos vêm se apropriando do mercado 
mundial de forma diretamente proporcional às exigências do consumidor. No Brasil, essa 
tendência tem suscitado ações nas diferentes esferas governamentais. Na do governo federal, 
algumas iniciativas foram empreendidas para inserção dos medicamentos fitoterápicos na 
rede pública de saúde, porém sem muito sucesso: Programa de Pesquisa de Plantas Medicinais 
da Central de Medicamentos (PPPM/CEME/MS) (1971-1997), Projeto Flora (1982), Resolução 
CIPLAN (Comissão Interministerial de Planejamento e Coordenação) (1988), entre outros.
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A alternância político-administrativa brasileira constitui-se no cerne da descontinuidade 
dessas iniciativas. Entretanto, tem surgido, ao longo das três últimas décadas, iniciativas 
isoladas de aproveitamento dos recursos terapêuticos da flora brasileira como medicamento, 
por parte das secretarias de saúde, em níveis estadual e municipal, e por organizações civis 
dos movimentos populares.
Essas iniciativas não se restringem à população brasileira, pois aproximadamente 60% da 
população mundial recorre, quase que exclusivamente, às plantas medicinais como recurso 
terapêutico. Confirmando essa informação, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima 
que 85% da população dos países em desenvolvimento utilizem as plantas medicinais nos 
cuidados primários de saúde.
Em iniciativa pioneira, em 1983, o professor Francisco Matos, farmacêutico, fitoquímico 
e pesquisador da Universidade Federal do Ceará (UFC), a partir do horto da universidade, 
idealizou e implantou, com sua equipe, o Projeto Farmácia Viva, voltado para o atendimento 
de pequenas comunidades, validando plantas de amplo uso popular na região para produzir 
e disponibilizar preparações extemporâneas (para uso em até 48 horas após manipulação, 
com formulação prescrita e individualizada) a essa população. Ele obteve notoriedade por 
suas andanças pelo Nordeste, levantando e identificando espécies vegetais nas comunidades: 
juntou a prática e o saber local com a capacidade técnica-científica-informacional e as normas.
Em 2010, o Farmácia Viva foi instituído pelo Ministério da Saúde, no âmbito do Sistema 
Único de Saúde (SUS), mediante a Portaria MS/GM n.º 886, como um modelo de farmácia 
no contexto da Assistência Farmacêutica Nacional, o qual abrange as etapas de cultivo, 
coleta, processamento, armazenamento de plantas medicinais, preparação e dispensação 
de produtos magistrais e oficinais de plantas medicinais e fitoterápicos, conforme previsão 
da Resolução RDC n.º 18/2013 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do MS. 
Desde então, o Farmácia Viva tornou-se um programa de medicina social, cujos objetivos são 
oferecer assistência farmacêutica fitoterápica a entidades públicas e a comunidades regionais 
interessadas em utilizar plantas medicinaiscomo recurso terapêutico sem fins lucrativos, 
estudar cientificamente as plantas medicinais, desde a fase de cultivo das espécies até a 
produção dos fitoterápicos, e distribuir os produtos obtidos a partir das espécies selecionadas.
Elizabeth Michiles. Diagnóstico situacional dos serviços de fitoterapia no estado do Rio de Janeiro. In: 
Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 14, supl. 1, 2004, p. 16-19 (com adaptações). Randal Vinícius Bian-
chi, Maria Behrens e Ana Maria Soares Pereira. Farmácia da natureza: um modelo eficiente de farmácia viva. 
In: Revista Fitos, v. 10, n.º 1, jan./mar. 2016, p. 73-76 (com adaptações).
051. 051. (QUADRIX) Predomina, no texto, a tipologia narrativa, característica do gênero epistolar.
052. 052. (QUADRIX) Deduz-se do texto que o objetivo da introdução, no sistema de saúde 
pública, de programas como o Farmácia Viva era substituir os programas tradicionais de 
prevenção de doenças e promoção da saúde.
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053. 053. (QUADRIX) De acordo com o texto, o Farmácia Viva promove o uso terapêutico de 
plantas medicinais em comunidades regionais.
054. 054. (QUADRIX) Depreende-se do texto que nenhuma das iniciativas governamentais de 
inserção dos medicamentos fitoterápicos na rede de saúde pública surtiu efeito prático.
055. 055. (QUADRIX) Conforme o texto, mais da metade dos habitantes do globo terrestre têm 
feito uso de medicamentos fitoterápicos como recurso terapêutico.
Assim como cidadania e cultura formam um par integrado de significações, cultura 
e territorialidade são, de certo modo, sinônimos. A cultura, forma de comunicação do 
indivíduo e do grupo com o universo, é herança, mas também um reaprendizado das 
relações profundas entre o ser humano e o seu meio, um resultado obtido por intermédio 
do próprio processo de viver. Incluindo o processo produtivo e as práticas sociais, a cultura 
é o que nos dá a consciência de pertencer a um grupo, do qual é o cimento. É por isso que 
as migrações agridem o indivíduo, roubando-lhe parte do ser, obrigando-o a uma nova e 
dura adaptação em seu novo lugar. Desterritorialização é frequentemente outra palavra 
para significar alienação, estranhamento, que são, também, desculturização.
Esse processo é, também, o que comanda as migrações, que são, por si sós, processos 
de desterritorialização e, paralelamente, processos de desculturização. O novo ambiente 
opera como uma espécie de denotador. Sua relação com o novo morador se manifesta 
dialeticamente como territorialidade nova e cultura nova, que interferem reciprocamente, 
mudando paralelamente territorialidade e cultura, e mudando o ser humano.
Milton Santos. O espaço do Cidadão. 7.ª ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2020, p. 81-83 
(com adaptações)
056. 056. (CEBRASPE/CESPE) A relação da cultura com a cidadania e a territorialidade constitui 
a ideia central do texto, que é predominantemente argumentativo.
A pandemia causada pelo coronavírus, que começou em 2020, afetou diversos setores da 
sociedade em todo o mundo, com efeitos devastadores nas áreas da saúde e da economia 
ao redor do planeta, e o mercado imobiliário também foi atingido, mas, ao contrário do 
que ocorreu com outros segmentos, o setor de compra e venda de imóveis residenciais foi 
aquecido com as mudanças causadas pela crise sanitária decorrente da covid-19.
No ano de 2020, os valores financiados apresentaram um aumento de 57,5% em 
comparação com o ano anterior, de acordo com levantamento realizado pela Associação 
Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
Alguns dos fatores que podem explicar esse crescimento estão relacionados ao acesso 
facilitado ao crédito e aos juros baixos praticados durante o período, no Brasil, ou seja, ficou 
mais fácil adquirir imóveis, ao mesmo tempo em que o custo para a compra de novos bens 
estava mais baixo.
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Além disso, a pandemia modificou alguns critérios estabelecidos pelos compradores. 
O isolamento domiciliar e a adoção do home office para o trabalho e os estudos alteraram 
o modo de utilização das residências.
Segundo a Pesquisa da Influência do Coronavírus no Mercado Imobiliário Brasileiro, realizada 
pela DataZAP+, 62% dos entrevistados apontaram como relevante ter um imóvel com ambientes 
bem divididos e 45% disseram que era importante ou muito importante morar em uma casa.
Assim, mesmo com a pandemia, o mercado imobiliário voltado para as negociações de 
imóveis residenciais apresentou aquecimento e, além disso, o perfil de compra sofreu alterações.
Após o primeiro ano da crise sanitária, o mercado adaptou-se, de modo geral, às novas 
demandas sociais e econômicas. Nesse sentido, o segmento de imóveis também precisou 
se adequar ao novo cenário que se formou.
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) realizou estudos que apontam 
o aumento de 27% das negociações de imóveis somente no primeiro trimestre de 2021.
Ao mesmo tempo, o levantamento indica que os estoques caíram 14,8%, tendo atingido 
o menor patamar desde janeiro de 2016.
Existe uma grande procura por imóveis, mas o mercado ainda consegue atender a todos 
os compradores. Este fato pode colaborar para o aumento dos preços e, consequentemente, 
para a valorização imobiliária.
Em 2017, o déficit de imóveis era de 7,8 milhões de unidades, segundo estudo realizado 
pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias 
(Abrainc).
Segundo Luiz Antonio França, presidente da Abrainc, o alto déficit habitacional no Brasil 
é um dos incentivadores do mercado. “Tem tanta gente que precisa comprar imóvel que, 
mesmo com a crise, o mercado segue. O financiamento está mais barato e mais longo no 
mercado brasileiro e as pessoas acabam comprando o imóvel que caiba no bolso delas e 
vai ter um ativo com tendência de valorização”.
A associação realizou estudos que apontam que, após um período de instabilidade 
no mercado de imóveis, entre 2017 e 2019, o segmento apresenta boas perspectivas. De 
acordo com França: “No atual contexto de juros baixos, o investimento em imóvel fica 
ainda mais atrativo e vantajoso, principalmente quando é comparado com o de renda fixa 
e considerando que os ativos reais tendem a se valorizar com os juros baixos”.
Além disso, existem boas projeções para o mercado imobiliário, no geral. A pesquisa 
Raio-X do FipeZAP, realizada também no 1º trimestre de 2021, apontou que 46% dos 
respondentes tinham a intenção de adquirir imóveis nos três meses seguintes. O número 
encontrado fica muito acima da média histórica (37%) e bem próximo do valor mais alto 
já registrado até o momento (48%).
Internet: (com adaptações).
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057. 057. (QUADRIX) No texto, que se caracteriza como dissertativo-informativo, são apresentados 
percentuais que comprovam a expansão do setor de aquisição deE SUBENTENDiDOS
As informações implícitas são identificadas mediante a inferência, em vista da percepção 
de pressupostos. Os pressupostos, por sua vez, são ideias não expressas, mas perceptíveis 
com base em certas palavras ou expressões presentes na frase.
EXEMPLO
Sua primeira decepção na escola foi a falta de recursos.
Pressuposto: Houve outras decepções na escola.
Descoberto novo foco da dengue.
Pressuposto: Já tinha sido descoberto outro foco.
Até políticos da direita se colocaram contra a reforma proposta pelo governo.
Pressuposto: Outros políticos, além dos da direita, se colocaram contrários à reforma.
Pressuposto: Políticos da direita não costumam se colocar contrários a reformas propostas 
pelo governo.
A chuva constante tornou-se um risco para a lavoura.
Pressuposto: A chuva não representava, antes, risco para a lavoura.
Outros verbos que indicam mudança ou permanência de estado: começar (a), continuar, 
converter-se, deixar (de), ficar, ganhar, parar (de), passar (a), perder, permanecer, principiar 
(a), transformar-se, vir a ser, virar...
EXEMPLO
Muitos imaginam que o mundo acelerou com a chegada da internet.
Pressuposto: Para muitos, a chegada da internet acelerou o mundo; para o autor da frase, não.
Outros verbos que indicam ponto de vista: alegar, presumir, pretender, supor...
EXEMPLO
Os alunos, que estudaram, obtiveram sucesso.
Pressuposto: Todos os alunos estudaram e, por isso, obtiveram sucesso.
Os alunos que estudaram obtiveram sucesso.
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Pressuposto: Somente alguns alunos estudaram, em vista disso, nem todos os alunos da 
escola obtiveram sucesso.
O leão, feroz, escondeu-se na mata.
Pressuposto: Trata-se de um só animal.
O leão feroz escondeu-se na mata.
Pressuposto: Trata-se de ao menos dois leões e um deles escondeu-se na mata.
Os subentendidos, por sua vez, são informações deduzidas subjetivamente pelo 
interlocutor. Em vista disso, os subentendidos nem sempre são verdadeiros.
EXEMPLO
Esposa – A lâmpada da cozinha, assim como a da geladeira, queimou.
Marido – Terei cuidado ao pegar a cerveja...
Pressuposto: As lâmpadas estavam funcionando antes.
Subentendido: O marido entende que a esposa quer que ele tome cuidado em vista de estar 
escuro na cozinha.
EXEMPLO
Pressuposto: O marido deveria, para o médico e para a esposa, apresentar melhor aparência.
Subentendido: A esposa só suporta o marido por questões financeiras.
1 .4 . ERROS cLáSSicOS DE iNTERPRETaÇÃO DE TEXTO1 .4 . ERROS cLáSSicOS DE iNTERPRETaÇÃO DE TEXTO
• CONTRADIÇÃO – consiste em apresentar ideia que se contrapõe às informações do texto.
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• EXTRAPOLAÇÃO – ocorre quando se vai além dos limites das informações do texto, 
acrescendo-lhe ideias que nele não se apresentam.
• REDUÇÃO – trata-se da focalização em uma informação específica do texto em 
detrimento do contexto como um todo.
1 .5 . LiNGUaGEm VERBaL E LiNGUaGEm NÃO VERBaL1 .5 . LiNGUaGEm VERBaL E LiNGUaGEm NÃO VERBaL
1 .5 .1 . LiNGUaGEm VERBaL
A linguagem diz respeito ao código utilizado pelo emissor do ato comunicativo.
Se o código é baseado em vocábulos, palavras comuns ao emissor e ao receptor, tem-se 
a linguagem verbal, que pode ser oral ou escrita.
1 .5 .2 . LiNGUaGEm NÃO VERBaL
A linguagem não verbal é baseada na utilização de outros elementos capazes de transmitir 
informações: desenhos, símbolos, gestos, cores, expressões fisionômicas, etc.
Muitas vezes, a linguagem verbal e a não verbal se associam na produção do texto, a 
exemplo dos cartuns, das charges, das tirinhas e dos infográficos.
a) Cartum
Trata-se de gênero jornalístico utilizado para expressão de opiniões ou análises com 
fundo crítico ou satírico mediante a exposição de situações atemporais por meio do grafismo 
e do humor.
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b) Charge
Embora a charge também utilize a imagem aliada à escrita, ela demonstra um fato da 
atualidade
c) Tirinhas
Trata-se de uma história curta dividida em quadrinhos. Geralmente, esse texto humorístico 
apresenta críticas sociais mediante os mesmos personagens.
d) Infográficos
Infografia ou infográficos são representações visuais para apresentação mais dinâmica 
de informações.
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1.6. NÍVEIS DE LINGUAGEM / VARIAÇÃO LINGUÍSTICA1.6. NÍVEIS DE LINGUAGEM / VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
A variação linguística consiste na diversificação dos sistemas da língua em vista de 
fatores históricos, geográficos ou socioculturais.
Nesse contexto, podem-se citar as variações regionais (mandioca – aipim – macaxeira), 
as sociais (dez real – dez reais) e as estilísticas (senhoras e senhores – gente).
Importam, para nosso estudo, sobretudo as variedades estilísticas que determinam os 
níveis de linguagem formal e informal.
a) Nível Informal ou Coloquial
Empregado em situações comunicativas do dia a dia, no ambiente familiar ou com 
amigos. Não apresenta grande preocupação relativamente às normas gramaticais.
EXEMPLO
Tá tudo bem?
Esqueci do livro!
Me liga mais tarde, que preciso falar com você.
Você pega lá, que depois pego de volta contigo.
b) Nível Formal ou Culto
Empregado em situações comunicativas formais a exemplo de reuniões empresariais 
ou palestras. Procura apresentar pleno respeito às normas gramaticais.
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EXEMPLO
Está tudo bem?
Esqueci-me do livro.
Esqueci o livro.
Ligue-me mais tarde, que preciso falar com você.
1.7. SEMÂNTICA – SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS1.7. SEMÂNTICA – SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
A significação das palavras é objeto de estudo da Semântica. Tal campo lida com o 
sentido que as palavras apresentam seja isoladas, seja contextualizadas.
A Lexicologia, por sua vez, trata do estudo da palavra quanto à sua formação e ao seu sentido.
O relacionamento de ambos os campos gera os estudos de sinonímia, antonímia, 
paronímia, homonímia, polissemia e outros.
a) Campo Semântico e Campo Lexical
Campo Semântico
Diz respeito a palavras que pertencem à mesma área de sentido.
Assim, pertencem ao mesmo campo semântico as palavras escola, professor, aluno, 
diretor, sala, pátio, quadro, cadeira.
Campo Lexical
Refere-se às palavras cujo sentido é associado em vista da origem no mesmoimóveis residenciais no 
Brasil durante a pandemia de covid-19.
058. 058. (QUADRIX) De acordo com o texto, o acesso mais fácil ao crédito e os juros baixos, 
durante a pandemia de covid-19, no Brasil, facilitaram a aquisição de imóveis no País.
Transporte Hidroviário - GTH
A Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon-PA) 
desenvolve ações de regulação e fiscalização do serviço público de transporte hidroviário 
desde a sua criação, em 1998, através do Grupo Técnico de Transporte (GTT). Porém, somente 
a partir de abril/2005 foi constituído o Grupo Técnico Hidroviário (GTH), com a finalidade 
de atuar especificamente na área aquaviária.
As atribuições fundamentais do GTH na área aquaviária incluem a fiscalização, o cálculo 
de tarifas e o cadastro de empresas e embarcações. Há também atividades em que o GTH 
atua na condução do processo, embora este se consolide no nível de assessoria da diretoria, 
que é o apoio à regulação e o apoio à outorga. Há ainda atividades em que o GTH atua com 
estrutura compartilhada com o Grupo Técnico de Transporte Terrestre (GTT), como forma 
de otimizar recursos da Agência, que é o processamento de penalidades e o suporte de 
informática.
A fiscalização dos serviços de transporte aquaviário intermunicipal de passageiros consiste 
na verificação do cumprimento da legislação pertinente e das cláusulas dos contratos de 
concessão e de permissão, além dos serviços autorizados, quando pertinentes.
Disponível em: . Acesso em: 9 maio 2018, com 
adaptações.
059. 059. (IADES) Quanto ao modo como as informações estão organizadas, o texto é, 
predominantemente,
a) dissertativo, pois tem o intuito principal de informar o leitor, por meio da exposição 
de ideias, a respeito do trabalho desenvolvido pela Arcon-PA em relação ao serviço de 
transporte público hidroviário.
b) narrativo, pois gira em torno, principalmente, de uma sequência cronológica dos fatos 
que constituem a origem do GTH da Arcon-PA.
c) descritivo, pois se concentra no registro das características que diferenciam o GTH do GTT.
d) dissertativo, pois defende uma opinião favorável à criação do GTH com o intuito de 
convencer o leitor.
e) narrativo, pois apresenta a evolução, no tempo e no espaço, do trabalho desenvolvido 
pela Arcon-PA em relação ao serviço de transporte público hidroviário.
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Leia com atenção o poema de Gregório de Matos:
Três dúzias de casebres remendados,
Seis becos de mentrastos entupidos
Quinze soldados rotos e despidos
Doze porcos na praça bem criados.
Dois conventos, seis frades, três letrados
Um juiz com bigodes sem ouvidos
Três presos de piolhos carcomidos
Por comer dois meirinhos esfaimados.
As damas com sapatos de baeta
Palmilha de tamanca como frade
Saia de chita, cinta de raquete.
O feijão que só faz ventosidade
Farinha de pipoca, pão de greta
De Sergipe Del Rei esta é a cidade.
060. 060. (IBFC) Quanto à tipologia textual usada pelo escritor, analise as afirmativas a seguir:
I – É uma descrição, por relatar as características de um local.
II – É uma dissertação, por analisar e interpretar dados reais sobre a cidade de Sergipe Del Rei.
III – É apenas a definição de uma linda cidade aos olhos do poeta.
IV – É uma exposição, são apresentadas informações sobre assuntos e fatos específicos; 
expõe ideias; explica; avalia; reflete.
Estão corretas as afirmativas:
a) I e IV, apenas.
b) I, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) III apenas.
061. 061. (FGV) O segmento abaixo que exemplifica o tipo de texto denominado instrucional é:
a) As regras do condomínio estabelecem que os moradores não poderão manter animais 
de estimação nos apartamentos;
b) Economize para que, nas próximas férias, possa realizar aquele passeio dos seus sonhos 
pela Europa;
c) A cidade estava deserta em função do feriado prolongado e a Prefeitura instruiu a 
população para que não visitasse os locais de grandes aglomerações;
d) Todos estão cientes de que a inflação parece estar de volta, ainda que em índices menores;
e) Uma vez aberta a caixa, conserve-se na geladeira, sendo aconselhável o consumo nos 3 
ou 4 dias seguintes.
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Como não ser machista
1. Pense duas vezes antes de chamar uma mulher de louca só porque vocês têm pontos 
de vista diferentes.
2. Tire o verbo “ajudar” quando se referir às tarefas de casa.
3. Violência contra mulher não tem “mas...”.
4. Conteste o pensamento “essa é pra casar” e “essa é só para passar a noite”.
5. Não deixe que sua insegurança o transforme em um opressor.
6. Entenda que ninguém mata ou bate em alguém por amor.
Disponível em . Acesso em: 10 abr. 2018 (com adaptações).
062. 062. (UNIFAL/MG) Considerando a tipologia do texto apresentado, sua principal finalidade é:
a) Enumerar algumas situações em que a mulher é alvo do machismo
b) Relatar algo que acontece ou aconteceu no cotidiano da maioria das pessoas.
c) Defender um ponto de vista sobre o mau comportamento dos homens sobre as mulheres.
d) Dar conselhos por meio de exemplos com o intuito de influenciar uma mudança de 
comportamento.
063. 063. (FGV) “Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da 
Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu. Cumprimentou-me, 
sentou-se ao pé de mim, falou da Lua e dos ministros, e acabou recitando-me versos. A 
viagem era curta, e os versos pode ser que não fossem inteiramente maus. Sucedeu, porém, 
que, como eu estava cansado, fechei os olhos três ou quatro vezes; tanto bastou para que 
ele interrompesse a leitura e metesse os versos no bolso.”
Esse é o início do romance Dom Casmurro; é correto afirmar, sobre esse texto, que se trata 
de texto
a) narrativo com sequências descritivas e argumentativas.
b) narrativo com sequências descritivas.
c) descritivo, com sequências narrativas e argumentativas.
d) narrativo com sequências expositivas.
e) descritivo com sequências descritivas e expositivas.
“Requerimento é o instrumento por meio do qual o signatário pede, a uma autoridade 
pública, algo que lhe pareça justo ou legal. O requerimento pode ser usado por qualquer 
pessoa que tenha interesse no serviço público, seja, ou não, servidor público. Deve ser 
dirigido à autoridade competente para receber, apreciar e solucionar o caso, podendo ser 
manuscrito ou digitado/datilografado. Uma vez que o requerimento é veículo de solicitação 
sob o amparo da lei, somente pode ser dirigido a autoridades públicas. Pedidos a entidades 
particulares fazem-se por carta ou, quando provenientes de órgão público, por ofício. 
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Podem-se, no entanto, dirigir requerimentos a colégios particulares. Esses, com efeito, 
exercem, por uma espécie de delegação, atividades próprias do poder público, pelo qual 
têm seus serviços rigidamenteregulados e fiscalizados”. (Adalberto J. Kaspary – Redação 
Oficial – Normas e Modelos)
Disponível em: http://www.cmvciriaco.com.br/ informacoes/imprensa/REQUERIMENTO.PDF. Acesso em 
18/03/2018 às 20h46.
064. 064. (UTFPR) O texto em questão pertence, predominantemente, à tipologia textual:
a) narração.
b) dissertação.
c) descrição.
d) injunção.
e) exposição.
065. 065. (FGV) “Quando minha prima e eu descemos do táxi, já era quase noite. Ficamos imóveis 
diante do velho sobrado de janelas ovaladas, iguais a dois olhos tristes, um deles vazado 
por uma pedrada.” (Lygia Fagundes Telles)
A afirmação correta sobre esse segmento de texto é:
a) trata-se de texto puramente descritivo;
b) mostra segmentos de texto dissertativo;
c) apresenta estruturação paralelística;
d) traz elementos de pensamento mágico;
e) estrutura-se em linguagem lógica e figurada.
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066. 066. (FUNDEP) Considerando a estrutura desse texto, pode-se afirmar que, primordialmente, 
trata-se de
a) texto verbal, tendo em vista a parte textual presente, sem a qual o texto se tornaria 
apenas uma imagem.
b) texto não verbal, dado que o efeito de sentido do texto é alcançado somente pela arte 
gráfica.
c) texto multimodal, no qual construções verbais e não verbais estão associadas para 
possibilitar ao interlocutor o alcance do sentido da mensagem.
d) texto formal, dado que o ambiente comumente relacionado à exposição de dados 
estatísticos exige esse tipo de formalidade.
067. 067. (FUNDEP) O texto apresentado é um exemplo do gênero
a) notícia, uma vez que traz dados que informam o leitor.
b) artigo de opinião, porque busca expressar o que pensa o autor do texto.
c) infográfico, pois permite ao leitor uma rápida visualização da informação.
d) ilustração, já que utiliza elementos gráficos em sua composição.
Sete anos após receber o título de Patrimônio Cultural do Brasil, o Complexo Cultural 
Bumba Meu Boi, uma das manifestações culturais mais marcantes do estado do Maranhão, 
pode receber reconhecimento internacional.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) entregou ao Ministério 
das Relações Exteriores o dossiê de candidatura dessa manifestação cultural ao status de 
Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O título é conferido pela Organização das 
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
O Bumba Meu Boi é uma apresentação que mistura brincadeira, música, dança e artes 
cênicas. Os participantes dramatizam a história dos personagens Pai Francisco e sua mulher 
grávida, Mãe Catirina. Pai Francisco rouba a língua de um dos bois da fazenda onde trabalhava 
para satisfazer os desejos de Catirina. O dono da fazenda, porém, perdoa o trabalhador após 
os participantes do folguedo recuperarem a saúde do boi. A história termina com uma festa 
para celebrar o final feliz de todos.
Internet: (com adaptações)
068. 068. (CEBRASPE/CESPE) O texto é um(a)
a) conto.
b) crônica.
c) ensaio.
d) artigo de opinião.
e) notícia informativa.
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Investimento em educação e ciência
Por RUY ALTENFELDER - Curador dos Prêmios Fundação Bunge, presidente do Conselho Superior de Estudos 
Avançados (Consea) e presidente da Academia de Letras Jurídicas
A contenção do aquecimento global, cujos efeitos já podemos sentir nos dias de hoje, é 
o grande desafio das próximas gerações. Para frear o desequilíbrio ambiental, precisaremos 
de combustíveis menos poluentes, de novas técnicas agrícolas, de novas fontes de energia. 
Teremos que inventar modelos urbanos, econômicos e sociais mais sustentáveis. Estamos na 
antessala de um rearranjo completo das cadeias produtivas globais e do nosso próprio modo de 
vida, desafios que só serão superados com base em novos conhecimentos e novas tecnologias.
O investimento em educação e ciência, portanto, nunca foi tão importante. Avanço científico 
e progresso social sempre foram fenômenos indissociáveis, mas nota-se agora que a própria 
sobrevivência da espécie humana está em jogo. Sociedades que valorizam a ciência são aquelas 
com melhores chances de encontrar soluções para os grandes desafios deste século.
A pandemia de covid-19 deu uma amostra disso. Graças à ciência, conseguimos mapear 
a evolução do vírus e desenvolver vacinas em tempo recorde, as quais vêm reduzindo 
drasticamente o número de mortes e oferecendo uma rota de saída para a pandemia.
Investir em ciência não é um gasto, mas uma aposta no futuro. No médio e longo prazos, 
não há aplicação que traga tanto retorno, inclusive financeiro, quanto a valorização do 
trabalho dos cientistas.
Tecnologias inovadoras podem se tornar negócios bilionários, além de serem decisivas, 
como vimos, para a construção de um presente sustentável para toda a humanidade.
[...]
Diante de problemas ambientais, sociais e sanitários cada vez mais complexos, infelizmente 
ainda temos dificuldade para compreender o trabalho do cientista como essencial ao 
desenvolvimento nacional e até à nossa sobrevivência.
Investir em ciência é garantir que estaremos à altura dos grandes desafios que este 
século nos reserva.
Quanto antes aprendermos essa lição, mais chances teremos de construir um futuro 
próspero e sustentável para todos os brasileiros.
Postado em 17/11/2021 – texto adaptado – https://www.correiobraziliense.com.br
069. 069. (AVANÇA SP) Pelas características do texto lido, considera-se que ele pertence ao gênero:
a) notícia, pois informa o leitor sobre um fato atual e relevante.
b) crônica, pois narra um fato do cotidiano do mundo moderno.
c) depoimento, pois expõe uma preocupação do autor.
d) artigo, pois apresenta a posição do autor sobre um tema de relevância.
e) instrução, pois ensina algo por meio de explicações.
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Gustavo Silva
070. 070. (FAPEC) Analisando o conteúdo temático do fragmento de texto a seguir – de autoria 
de Carlos Heitor Cony –, você identificará o gênero em que o texto se enquadra e, portanto, 
poderá preencher as lacunas do último período: “Quando Rubem Braga não tinha assunto, 
ele abria a janela e encontrava um. Quando não encontrava, dava no mesmo: ele abria a 
janela, olhava o mundo e comunicava que não havia assunto. Fazia isso com tanto engenho 
e arte que também dava no mesmo: _______estava _____”.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
a) o conto – feito.
b) o artigo – feito.
c) a notícia – feita.
d) a crônica – feita.
e) a resenha – feita.
A construção da convivência
O Estado democrático de direito, essa engenhosa invenção política e social que garante 
a convivência civilizada mesmo em situações de conflito e de confronto, é uma planta frágil. 
Não basta que ele esteja inscrito nas constituições ou que seja professado nos programas dos 
partidos políticos. É preciso que a prática cotidiana dos governos, das organizações sociais e dos 
cidadãos ajudea formar uma barreira que impeça que essa fragilidade seja vencida pela violência. 
Fatos recentes, especialmente em nosso Estado, mostram que não está havendo esse cuidado.
Uma série de acontecimentos atesta essa estranha tolerância com a ilegalidade e a violência. 
Aí estão o episódio da invasão da delegacia regional do Ministério da Agricultura, as frequentes 
ocupações do prédio do Incra, a inoperância do aparelho estatal quando ele é exigido, a depredação 
de um estabelecimento comercial à vista da autoridade policial, a invasão de um hotel em que 
falaria uma autoridade do Poder Judiciário, a ocupação de propriedades rurais ou a destruição 
de lavouras de experimentação genética. Em comum em todos esses episódios há, em primeiro 
lugar, uma quebra dos limites democráticos e a omissão mal explicada do poder público.
A sociedade gaúcha, que tem uma história a zelar, aprendeu à custa de sacrifícios humanos 
e materiais que a democracia e o respeito aos direitos são o único caminho para evitar a 
desagregação e a violência. A questão dos limites das manifestações e dos protestos está 
surgindo como elemento crucial para a manutenção de padrões urbanos a serem dotados 
pelos cidadãos. O risco gerado pelas posturas quase anárquicas de algumas organizações é 
de que, à margem do Estado de direito, surjam reações igualmente anárquicas e igualmente 
condenáveis. Não se trata, pois, de analisar essas quebras de limites do ponto de vista de 
sua extração política ou de suas motivações ideológicas. Trata-se sim de vê-las do ponto 
de vista geral de uma sociedade que precisa de tranquilidade para desenvolver-se e que 
tem o direito de exigir dos governos manutenção da segurança dos limites democráticos.
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Texto e Reescrita
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A história brasileira e gaúcha recente tem demonstrado que o país soube vencer o teste 
dos limites e lançar os fundamentos de uma sociedade pluralista e democrática, ao mesmo 
tempo que está, mal ou bem, dando razão às reivindicações dos excluídos. O conflito, que 
é essencial para o crescimento e o progresso das sociedades, precisa ser contido dentro de 
limites aceitáveis sob pena de se transformar num elemento patológico de perturbação social. 
Cabe ao poder público, por delegação constitucional, exercer uma mediação produtiva, usando 
para isso dos instrumentos normais que o Estado de direito só concede aos governantes 
constituídos. Abrir mão dessa função será abdicar da função de governar para todos.
Zero Hora, Porto Alegre – 2001.
071. 071. (MÁXIMA) O texto lido apresenta a opinião de um jornal (Zero Hora) sobre um tema 
relevante, e poderíamos dizer, atual para a época. A esse tipo de texto denominamos:
a) Editorial;
b) Crônica;
c) Carta ao leitor;
d) Texto injuntivo.
072. 072. (MÁXIMA) Em relação à tipologia textual “Reportagem”, atente-se para os itens a seguir:
I – As reportagens, geralmente, são textos mais longos, opinativos e assinados pelos repórteres.
II – As notícias são textos relativamente curtos e impessoais que possuem o intuito de 
somente informar o leitor de um fato atual ocorrido.
III – Em resumo, podemos dizer que a notícia faz parte do jornalismo informativo, enquanto 
as reportagens fazem parte do chamado jornalismo opinativo.
Estão CORRETAS:
a) Todas as afirmativas;
b) Duas afirmativas;
c) Uma afirmativa;
d) Nenhuma afirmativa.
Explosão estelar
Em meio à imensidão escura do universo, a principal fonte de informações utilizada até 
agora pelos cientistas para descortinar os mistérios do cosmo havia sido a luz. Pelo brilho 
das estrelas e outros corpos afins, os astrofísicos montaram teorias acerca de sistemas 
planetários e buracos negros.
Contudo, uma descoberta anunciada na segunda-feira provou que é possível observar o 
espaço por meio de outro elemento: o som. No caso, a forma como se registra, em arquivo 
de áudio, a propagação das ondas gravitacionais - a primeira detecção desse tipo, ocorrida 
em 2015, rendeu o Nobel de Física deste ano ao alemão Rainer Weiss e aos americanos Barry 
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Barish e Kip Thorne. A novidade agora trazida à tona pelo laboratório em que trabalham os 
laureados, o americano Ligo, em parceria com o italiano Virgo, é a seguinte: pela primeira vez 
se registrou a colisão de duas estrelas de nêutrons (astros muito, muito densos que restam 
da explosão de outras estrelas), graças ao uso de uma técnica que combina a detecção da luz 
com o barulho emitido pelas ondas gravitacionais. Essa forma de estudar o cosmo, por meio 
da luz e do som, foi chamada de “astronomia multimensageira”. O nome, inspirador, já pegou.
Fonte: Revista Veja. 25/10/2017. Texto adaptado.
073. 073. (FEPESE) O texto, ao explorar o conteúdo temático em um dado estilo, organização e 
construção textual típicos, é considerado um exemplar do gênero discursivo:
a) crônica.
b) editorial.
c) artigo de opinião.
d) relatório.
e) notícia.
Eu ia começar com “Em tese, o cronista”, mas penso melhor e me dou conta de que 
deveria começar com “Na prática, o cronista”, pois o cronista só existe na prática. O Amor, 
o Perdão, a Saudade, Deus e outras maiúsculas celestes nós deixamos para os poetas, 
alpinistas muito mais hábeis que com dois ou três pontos de apoio chegam ao cume de 
qualquer abstração.
O cronista é um pedestre. O que existe para o cronista é a gaveta de meias, a lancheira 
do filho, o boteco da esquina. Verdade que às vezes, na gaveta de meias, na lancheira do 
filho, no boteco da esquina, o cronista até resvala no amor, trisca no perdão, se lambuza 
na saudade, tropeça num deusinho ou outro (desses deuses de antigamente, também 
pedestres, que se cansam do Olimpo e vão dar umas bandas pela 25 de Março), mas é de 
leve, é sem querer, pois na prática (e é assim que eu devo começar) o cronista trata do 
pequeno, do detalhe, do que está tão perto que a gente nem vê.
Antonio Prata. É uma crônica, companheira. Internet (com adaptações)
074. 074. (CEBRASPE/CESPE) No primeiro período do texto, a oposição entre os títulos imaginados 
pelo autor — ‘Em tese, o cronista’ e ‘Na prática, o cronista’ — antecipa a sua defesa de que a 
crônica seja caracterizada por um modo de escrita direto, sem recurso a figuras de linguagem.
075. 075. (CEBRASPE/CESPE) O emprego de expressões coloquiais como “dar umas bandas” e 
“de leve” é adequado ao gênero em que se classifica o texto.
076. 076. (CEBRASPE/CESPE) O pronome “ele” tem como referente o nome “representante”.
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“Além disso, não há propriamente mandato, pois a função do representante se dá nos limites 
constitucionais e não se determina por instruções ou cláusulas estabelecidas entre ele (ou 
o conjunto de representantes) e o eleitorado.”
077. 077. (CEBRASPE/CESPE) O pronome “o” retoma, por coesão, a expressão “o poder do rei”.
“Exceção a essa regra foi a Inglaterra, onde, já em 1215, o poder dorei passou a ser um tanto 
limitado pelos nobres, que o obrigaram a pedir autorização a um conselho constituído por 
vinte e cinco barões para aumentar os impostos.”
078. 078. (CEBRASPE/CESPE) O termo “deles” refere-se à expressão “computadores centrais”.
“Na década seguinte, o próprio pessoal do setor de processamento de dados começou a ser 
substituído pelos computadores centrais. A mesma tecnologia digital empregada nesses 
computadores também possibilitou a instalação de computadores nos postos de trabalho 
das agências, cada um deles apto ao desenvolvimento de diferentes funções.”
079. 079. (NCE-UFRJ) “Hoje passaram por aqui milhares de caminhões e automóveis, mas eu e minha 
família já estamos habituados com isso; os garotos até brincam, jogando pedras nos pneus.”
Há, nesse texto, um conjunto de palavras cujo significado depende da enunciação, ou seja, 
da situação em que o texto foi produzido. Entre as alternativas abaixo, aquela que indica 
um termo que NÃO está nesse caso é:
a) hoje;
b) aqui;
c) eu;
d) minha família;
e) isso.
“[...] No caso do Estado do Rio, merecem atenção os chamados Centros de Vocação Tecnológica, 
mais voltados para jovens da região metropolitana.
Os planos das autoridades responsáveis por esses centros são de ampliar o número de 
vagas para 54 mil alunos ainda este ano.”
080. 080. (FGV) Os pronomes destacados no período acima exercem, respectivamente, papel
a) catafórico e dêitico.
b) dêitico e anafórico.
c) anafórico e catafórico.
d) dêitico e catafórico.
e) anafórico e dêitico.
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081. 081. (CEBRASPE/CESPE) O trecho “Ao longo desse mesmo período recente” retoma, por 
coesão, a expressão “nos últimos 25 anos”, cuja referência temporal exata depende de 
informações extratextuais, tais como a data de publicação do texto.
“Estas nos obrigam a rever nossas ideias do que devem ser os Estados contemporâneos 
e suas inter-relações. De fato, nos últimos 25 anos, assistimos a reversões neoliberais e 
transnacionais de alguns poderes de Estados nacionais. No entanto, alguns de seus poderes 
continuam a crescer. Ao longo desse mesmo período recente, os Estados regularam cada 
vez mais as esferas privadas íntimas do ciclo de vida e da família.”
082. 082. (FUNRIO) “Famílias de pequenos municípios choravam seus mortos e doentes em 
dezembro sem saber de que mal se tratava”.
Nesse segmento, o termo “mal” é um hiperônimo, ou seja, um termo de conteúdo geral que 
se refere a um termo específico anterior; o item abaixo em que o segundo vocábulo é um 
hiperônimo do termo anterior é:
a) dezembro / mês.
b) semanas / dias.
c) doença / febre.
d) região / estado.
e) insetos / mosquitos.
083. 083. (FGV) Ao escrever um texto, o autor enfrenta várias dificuldades. Uma delas é evitar a 
repetição de palavras e um dos meios para isso é substituir uma palavra de valor específico 
por outra de conteúdo geral, como no exemplo a seguir.
O sargento foi atropelado; depois de alguns minutos, chegou uma ambulância que levou o 
militar para o hospital.
Assinale os vocábulos abaixo que mostram, respectivamente, esse mesmo tipo de relação:
a) selvagens / índios;
b) músicos / sambistas;
c) embalagens / caixas;
d) bananeira / bananal;
e) quarto / cômodo.
084. 084. (FGV) “Aristides de Sousa Mendes foi cônsul de Portugal na França. Quando as tropas 
de Hitler invadiram o país, Salazar ordenou que não se concedesse visto para quem tentasse 
fugir do nazismo. Contrariando o ditador, Aristides salvou dez mil judeus de uma morte 
certa. Pagou bem caro pela sua atitude humanitária”.
Desse segmento do texto, o elemento de coesão identificado erradamente é:
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a) Aristides / forma abreviada de Aristides de Souza Mendes;
b) o país / hiperônimo de Portugal;
c) o ditador / qualificação de Salazar;
d) sua / possessivo referente a Aristides de Sousa Mendes;
e) atitude humanitária / referência a salvar judeus da morte.
085. 085. (FGV) Na frase “A natureza faz o homem feliz e bom, mas a sociedade o corrompe e 
torna-o miserável”, a conjunção sublinhada pode ser adequadamente substituída por:
a) no entretanto;
b) embora;
c) visto que;
d) portanto;
e) contudo.
086. 086. (CESPE) A palavra “portanto” estabelece relação de condição entre segmentos do texto.
“Construções e usos de interesse particular desrespeitam sistematicamente os códigos de 
obra e as leis de ocupação do solo. Invadem o espaço público, e o resultado é uma cidade de 
edificação monstruosa e hostil ao transeunte. É preciso, portanto, que o espírito da blitz 
na avenida Paulista seja estendido para toda a cidade.”
087. 087. (QUADRIX) A conjunção “mas” está empregada, no período, com sentido adversativo.
“A inovação tecnológica, que torna os procedimentos odontológicos mais rápidos e eficazes, 
conquistou não somente os dentistas, mas também os pacientes, que ficam encantados 
com os avanços da tecnologia na área.”
088. 088. (QUADRIX) A conjunção “pois” introduz oração coordenada de sentido conclusivo.
“Estudos científicos também comprovam que a saúde bucal tem íntima relação com a saúde 
geral, pois a boca interage com todas as estruturas do corpo.”
089. 089. (QUADRIX) No período em que se insere, a oração “Se, por um milésimo de segundo, 
outro tivesse vencido” expressa uma consequência.
“Por que aquele determinado espermatozoide vence uma corrida que envolve bilhões de 
concorrentes? Se, por um milésimo de segundo, outro tivesse vencido, poderíamos ser 
totalmente diferentes do que somos.”
090. 090. (CESPE) A locução “já que” estabelece uma relação de comparação no período.
“Há, porém, outras mais graves, que se instalam lentamente no organismo, como o aumento 
da pressão arterial e a ocorrência de paradas cardíacas. Estas podem passar despercebidas, 
já que nem sempre apresentam uma relação tão clara e direta com o fator ambiental. De 
imediato, existe o alerta: onde morar em metrópoles?”
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091. 091. (QUADRIX) A oração “que chega do laboratório perfeito, em cor, tamanho e estética 
adequados” expressa, em relação à oração anterior, circunstância de consequência.
“O trabalho é feito com tanta precisão que chega do laboratório perfeito, em cor, tamanho 
e estética adequados, o que torna desnecessária a repetição de provas.”
092. 092. (CONSULPLAN) “Um último comentário para compreendermos a relação entre trabalho 
e saúde mental: eu disse que o reconhecimento se refere ao trabalho. Mas, quando a 
qualidade de meu trabalho é reconhecida pelos outros, então me é possível – embora se 
trate de uma questão exclusivamente pessoal – destinar o reconhecimento do registro 
do fazer para o registro do ser: eu sou mais inteligente, mais competente, mais seguro de 
mim mesmo depois do trabalho do que antes dele. Pouco a pouco, de etapa em etapa, eu 
mesmo me desenvolvo, minha identidade se fortalece, eventualmente eu me realizo.”
O termo “embora”introduz, no texto, uma ideia que indica um(a)
a) hipótese para que o fato anterior se realize.
b) consequência do fato expresso anteriormente.
c) contradição em relação ao fato anterior sem impedir que seja realizado.
d) fato realizado concomitantemente ao mencionado anteriormente no período.
e) circunstância de conformidade ou acordo com o fato mencionado anteriormente.
093. 093. (AMEOSC) Muitos autores utilizam, de modo geral, uma linguagem específica para 
atingir, de forma diferenciada, aos seus propósitos comunicativos. Observe o texto a seguir 
e indique a alternativa CORRETA:
“O que o homem - em sua gentileza e vontade de ajudar - não compreendia, era que o 
casulo apertado e o esforço necessário à borboleta PARA PASSAR ATRAVÉS DA PEQUENA 
ABERTURA, foi o modo escolhido pela natureza para exercitá-la e fortalecer suas asas.”
O trecho em destaque está no sentido:
a) Denotativo, pois foi utilizado no sentido figurado.
b) Conotativo, pois foi utilizado no sentido literal.
c) Conotativo, pois foi utilizado no sentido figurado.
d) Denotativo, pois foi utilizado no sentido literal.
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094. 094. (VUNESP) No contexto da tira, emprega-se a frase
A “O mundo é uma máquina...”, em sentido próprio, para fazer referência ao atual estágio 
de evolução tecnológica em que se encontra a humanidade.
b) “... é uma máquina de moer corações.”, em sentido figurado, para expressar a ideia de 
que, nas relações sociais, predominam o respeito e o altruísmo.
c) “Como alguém tem coragem de operar...”, em sentido figurado, para condenar a apatia 
de algumas pessoas em um contexto de transformações sociais.
d) “Certamente é gente...”, em sentido próprio, para negar que possam existir pessoas 
indiferentes ao fato de o mundo ser um ambiente hostil.
e) “... gente que não tem coração.”, em sentido figurado, para se referir à insensibilidade de 
pessoas cujas ações tornam o mundo um lugar opressivo.
095. 095. (COTEC) Sobre os recursos linguísticos que compõem o texto, analise os itens que 
se seguem.
I – Linguagem denotativa e conotativa.
II – Registro formal e registro informal.
III – Frase nominal e frase verbal.
IV – Linguagem verbal e não verbal.
Estão CORRETOS os itens
a) I e IV, apenas.
b) II e III, apenas.
c) III e IV, apenas
d) II e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
096. 096. (FUNDATEC) Assinale a alternativa na qual tenha-se empregado a linguagem denotativa.
a) “como o Sol engoliria os planetas ao seu redor”.
b) “Pensei na sua força e na sua ternura ameaçadora”.
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c) “a) segunda vez que o mundo acabou”.
d) “Toda vida carrega uma fratura”.
e) “Voltamos a ter um certo convívio social”.
097. 097. (IBADE) No trecho “A mão que toca o violão, se for preciso, vai à guerra.”, identifica-se 
a seguinte figura de linguagem:
a) eufemismo.
b) perífrase.
c) metonímia.
d) metáfora.
e) hipérbole.
098. 098. (AGIRH)A Estilística estuda os processos de manipulação da linguagem que permitem a 
quem fala ou escreve sugerir conteúdos emotivos e intuitivos por meio das palavras. Diante 
disso, marque a alternativa correta que apresenta as figuras de linguagem no quadrinho 1 e 4:
a) Metáfora e hipérbole.
b) comparação e eufemismo.
c) Metonímia e metáfora.
d) Eufemismo e metáfora.
099. 099. (FGV) [...] Infelizmente, ainda hoje assistimos no Brasil a fenômenos que há muito 
deveriam ter sido excluídos da vida política nacional, como a compra de votos e a atitude 
de diversos candidatos, durante as campanhas eleitorais, de “doar” cestas básicas e toda 
a sorte de brindes em troca da promessa de voto dos eleitores. [...]
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No último parágrafo, as aspas em doar confirmam, para o vocábulo, seu aspecto de:
a) polifonia;
b) coloquialismo;
c) antonímia;
d) metáfora;
e) ironia.
100. 100. (FUNRIO) Na praça da minha cidade havia um monumento que parecia um disco voador. 
Depois de alguns meses, quando as pessoas marcavam encontro na praça, diziam: “A gente 
fica esperando você no disco voador”. Esse tipo de figura de linguagem se denomina
a) aliteração.
b) antítese.
c) eufemismo
d) hipérbole.
e) metonímia.
101. 101. (CESPE) Utilizando-se de metáforas, o autor constrói texto argumentativo em que a 
democracia é retratada como o oceano e suas ondas, e os que nela não creem, representados 
como os “espíritos que não veem muito”.
“A democracia já não se reduz a uma esperança, não é mais uma questão, não é apenas um 
direito [...]. De mera previsão, converteu-se em fato; de opinião controversa, transformou-
se em realidade viva; [...] passou de simples fenômeno local a lei universal e onipotente.
Enquanto alguns discutem ainda se ela deve ser, já ela é. Como o crescer silencioso, mas 
incessante, do fluxo do oceano, sobe e espraia-se calada, mas continuamente. Cada onda que 
se aproxima, e recua depois, estende os limites do poderoso elemento. Os espíritos que não 
veem muito deixam-se dormir, entretanto, recostados indolentemente à margem que as águas 
não tardarão em invadir, porque a enchente cresce linha a linha sem que a percebam, e, como 
a onda retrocede sempre, parece-lhes que, retrocedendo, perdeu todo o terreno vencido.”
102. 102. (FUNRIO) “De médico e de louco, todos temos um pouco.” Esse conhecido provérbio 
exemplifica o uso de duas figuras de linguagem, a saber:
a) antítese e onomatopeia.
b) gradação e comparação.
c) hipérbato e silepse.
d) ironia e sinestesia.
e) metáfora e metonímia.
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103. 103. (CETAP) A figura de linguagem presente em “Durante séculos, a Inglaterra dominou 
os mares...” é:
a) Metáfora.
b) Silepse.
c) Antítese.
d) Metonímia.
e) Ironia.
104. 104. (CESPE) Com referência às ideias e às estruturas do texto, os segmentos “um automóvel 
impaciente buzinava” e “entre os caminhões que pediam passagem” expressam a mesma 
figura de linguagem.
105. 105. (FUNRIO) No fragmento “Cada promessa, uma ameaça; cada perda, um encontro”, 
ocorre uma
a) metonímia.
b) elipse.
c) catacrese.
d) personificação.
e) reiteração.
106. 106. (IBFC) Assinale a alternativa que indica corretamente a figura de linguagem presente 
na oração: “O cavaleiro enterrou a espada no dragão.”
a) catacrese.
b) antítese.
c) zeugma.
d) eufemismo.
107. 107. (FUNRIO) “Sobre o verde berço da floresta / Onde brota fauna e flora tão vibrante, / 
Nasceste tu, minha Belém, / Entre o leve alento dos igarapés / E agrados de rios afluentes.” 
(Eduardo Neves, “Hino de Belém”)
Nesses versos iniciais do hino da cidade de Belém, encontramos aseguinte figura de linguagem
a) antítese.
b) apóstrofe.
c) eufemismo.
d) hipérbole.
e) ironia.
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Cotovia
Alô, cotovia!
Aonde voaste,
Por onde andaste,
Que saudades me deixaste?
– Andei onde deu o vento.
Onde foi meu pensamento
Em sítios, que nunca viste,
De um país que não existe...
Voltei, te trouxe a alegria.
Os melhores poemas de Manuel Bandeira. SP, Global, 1994, p. 130.
108. 108. (COPEVE-UFAL) Em cada mensagem, podem-se encontrar elementos envolvidos 
correspondentes a diferentes funções da linguagem. Pela estrutura linguística, marcada 
tanto pelas formas verbais e pronominais, quanto pelo emprego de figuras de linguagem, 
na estrofe predominam as funções da linguagem
a) apelativa e fática, centradas no receptor e no contato.
b) emotiva e poética, centradas no emissor e na mensagem.
c) referencial e apelativa, centradas no contexto e no contato.
d) emotiva e metalinguística, centradas no emissor e no código.
e) poética e referencial, centradas na mensagem e no contexto.
109. 109. (UNIFAL-MG) O texto está estruturado por meio de uma função da linguagem que 
tem por característica:
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a) Utilizar uma forma de comunicação para referir-se a ela mesma, construindo um processo 
metalinguístico na interação com o leitor.
b) Defender um ponto de vista sobre determinada rotina administrativa com a ajuda de 
um passo a passo interativo e de linguagem simples.
c) Convencer o leitor a mudar de opinião com a ajuda de textos curtos que indicam ações 
sobre determinado processo.
d) Transgredir formas habituais de expressão, buscando deixar o texto mais atraente por 
meio de uma escrita acessível.
110. 110. (PR-4 UFRJ) Ainda em relação aos versos finais da canção Mama África – “Deve ser legal / 
ser negão no Senegal” – destaca-se a forma inovadora e imprevista utilizada pelo compositor 
paraibano para elaborar e transmitir sua mensagem. Chico César faz o uso talentoso de 
combinações sonoras e rítmicas, que resultam num jogo envolvente de imagens e ideias. Por essa 
razão, é correto afirmar que a função da linguagem que predomina nesses versos é a função:
a) metalinguística.
b) conativa.
c) referencial.
d) poética.
e) emotiva.
O que é hipercorreção?
A hipercorreção é um fenômeno de linguagem muito comum entre pessoas que se deram 
conta da existência de “outro falar” muito mais prestigiado que o seu. Essas pessoas também 
desejam ser usuárias dessa forma prestigiada, do “falar mais correto”. Para tal, esforçam-
se em “corrigir” sua fala e acabam incorrendo no erro de corrigi-la demasiadamente. (...).
(BORTONE, M. E. e ALVES, S. B. O fenômeno da hipercorreção. In.Bortoni-Ricardo, S. M. et all. Orgs. São 
Paulo: Parábola editorial, 2014, p.130)
111. 111. (NUCEPE) No texto acima, a função da linguagem que predomina é a função
a) Referencial.
b) Conativa.
c) Metalinguística.
d) Fática.
e) Poética.
Sete anos após receber o título de Patrimônio Cultural do Brasil, o Complexo Cultural 
Bumba Meu Boi, uma das manifestações culturais mais marcantes do estado do Maranhão, 
pode receber reconhecimento internacional.
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O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) entregou ao Ministério 
das Relações Exteriores o dossiê de candidatura dessa manifestação cultural ao status de 
Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O título é conferido pela Organização das 
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
O Bumba Meu Boi é uma apresentação que mistura brincadeira, música, dança e artes 
cênicas. Os participantes dramatizam a história dos personagens Pai Francisco e sua mulher 
grávida, Mãe Catirina. Pai Francisco rouba a língua de um dos bois da fazenda onde trabalhava 
para satisfazer os desejos de Catirina. O dono da fazenda, porém, perdoa o trabalhador após 
os participantes do folguedo recuperarem a saúde do boi. A história termina com uma festa 
para celebrar o final feliz de todos.
Internet: (com adaptações)
112. 112. (CESPE) Em relação ao texto, assinale a opção correta.
a) O texto é referencial e denotativo, pois não há múltiplos sentidos.
b) O texto apresenta algumas expressões conotativas e outras denotativas.
c) A informação é ambígua porque o título ainda não foi conferido pela UNESCO.
d) Como focaliza um folguedo popular, há predomínio da conotação.
e) O autor do texto pressupõe que o leitor sabe o que é o Bumba Meu Boi.
113. 113. (QUADRIX/CRO-PB/FISCAL/2023) Quanto à ortografia oficial, à correção gramatical 
e à coerência das substituições propostas para os vocábulos e os trechos destacados do 
texto, julgue o item.
“pormenorizada” por minuciosa
“Além disso, a interpretação de uma cena não se limita a identificar os objetos presentes, mas 
também a efetuar uma pormenorizada caracterização semântica das inter-relações dos objetos.”
114. 114. (QUADRIX/CREFITO-7ª REGIÃO/BA E SE/ASSESSOR JURÍDICO/2023) O trecho “elas podem 
contribuir para o cuidado integral da pessoa e também para a prevenção de doenças” poderia 
ser reescrito, mantendo-se a correção gramatical e o sentido do texto, da seguinte forma: 
elas podem contribuir no cuidado integral da pessoa e também para prevenir doenças.
“A escolha pelas PICS ocorre quando há conhecimento e conscientização sobre quais são os 
procedimentos de cada modalidade e como elas podem contribuir para o cuidado integral 
da pessoa e também para a prevenção de doenças.”
115. 115. (QUADRIX/2023/CREFONO 2/SP/ANALISTA DE FISCALIZAÇÃO E INSPETORIA) O trecho 
“demandas relativas aos problemas da comunicação humana e à aprendizagem” poderia ser 
reescrito, com manutenção das ideias e da correção gramatical do texto, da seguinte forma: 
demandas que se relacionam com os problemas da comunicação humana e à aprendizagem.
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116. 116. (QUADRIX/2023/CREFONO 2/SP/ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS) A 
substituição de “vem sendo” por tem sido manteria a correção gramatical e o sentido do texto.
“O século XXI vem sendo marcado por transformações significantes nas condições socioeconômicas 
e de saúde da população mundial e, consequentemente, na sua estrutura demográfica.”
117. 117. (QUADRIX/2023/CREFONO 2/SP/ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS) Caso 
fosse empregada a forma verbal tem no lugar da forma verbal “há”, a correção gramatical 
do texto seria mantida, mas essa alteração conferiria mais formalidade ao trecho.
“Frente a tal realidade, não há como negar a necessidade de se refletir a respeito deações 
de saúde pública de cunho preventivo para uma população que envelhece.”
118. 118. (QUADRIX/2023/CREFONO 2/SP/ANALISTA DE FISCALIZAÇÃO E INSPETORIA) O emprego de 
poderia-se em lugar de “deve-se” alteraria o sentido e prejudicaria a correção gramatical do texto.
“Sob a perspectiva da inclusão, deve-se integrar a esses propósitos a alfabetização, a 
educação de jovens e adultos (EJA) e o ensino superior, de modo a proporcionar a todos 
o enfrentamento das desigualdades educacionais, a oportunidade e a garantia ao direito 
universal de acesso à escolarização.”
119. 119. (QUADRIX/2023/PROCON-DF/FISCAL DE DEFESA DO CONSUMIDOR) A preposição “em” pode 
ser substituída pela preposição por, sem que isso acarrete prejuízo gramatical ou interpretativo.
“Também existem fraudes durante datas como, por exemplo, a Black Friday, em que os 
golpistas criam falsas ofertas de produtos para roubar o dinheiro de clientes interessados 
em produtos com preço baixo.”
120. 120. (QUADRIX/2023/CREFITO-7ª REGIÃO/BA E SE/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – FINANCEIRO) 
O período “Foi em terras paulistas que começou a funcionar, em 1929, o Departamento de 
Fisioterapia do Hospital das Clínicas de São Paulo” poderia ser reescrito, sem alteração de 
sentido e sem prejuízo à correção textual, da seguinte forma: Em 1929, começou a funcionar, 
em terras paulistas, o Departamento de Fisioterapia do Hospital das Clínicas de São Paulo.
“A história da profissão também tem uma forte ligação com São Paulo. Foi em terras 
paulistas que começou a funcionar, em 1929, o Departamento de Fisioterapia do Hospital 
das Clínicas de São Paulo.”
121. 121. (QUADRIX/2023/CREFONO 2/SP/ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS) A 
substituição da vírgula após “humano” por ponto final, com a devida alteração de minúscula 
para maiúscula em “o que” – O que, manteria a correção gramatical e o sentido do texto.
“Muitas são as alterações que ocorrem na comunicação e na deglutição com o envelhecimento 
do ser humano, o que evidencia a importância da atuação fonoaudiológica na saúde do idoso.”
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122. 122. (QUADRIX/2023/CRO-PB/FISCAL) Quanto à ortografia oficial, à correção gramatical e à 
coerência das substituições propostas para os vocábulos e os trechos destacados do texto, 
julgue o item.
“As séries temporais compostas de sucessivas imagens do mesmo local formam um filme que 
demonstra as variações sazonais de vegetações, os ciclos de crescimento das plantações, os 
regimes de cheias e as vazantes dos rios, as variações climáticas, o derretimento da calota 
polar, o crescimento das cidades, os desflorestamentos, entre outros” por As séries temporais 
compostas de sucessivas imagens do mesmo local, formam um filme que demonstra as 
variações sazonais de vegetações, os ciclos de crescimento das plantações, os regimes de 
cheias e as vazantes dos rios, as variações climáticas, o derretimento da calota polar, o 
crescimento das cidades, os desflorestamentos, entre outros
123. 123. (QUADRIX/2023/CRO-PB/FISCAL) Quanto à ortografia oficial, à correção gramatical e à 
coerência das substituições propostas para os vocábulos e os trechos destacados do texto, 
julgue o item.
“‘Uma imagem vale mais que mil palavras’, já dizia o filósofo chinês Confúcio (552 a.C. – 489 
a.C.)” por Confúcio o filósofo chinês (552 a.C. – 489 a.C.), já dizia que “Uma imagem vale 
mais que mil palavras”
124. 124. (QUADRIX/2023/CRO-PB/FISCAL) Quanto à ortografia oficial, à correção gramatical 
e à coerência das substituições propostas para os vocábulos e os trechos destacados do 
texto, julgue o item.
“a aprendizagem de máquina e a aprendizagem profunda usadas no sensoriamento remoto já 
fazem parte do cotidiano de todos nós. E o mais importante: contribuindo para avanços em 
diferentes setores, como, por exemplo, segurança, agricultura e proteção do meio ambiente” 
por a aprendizagem de máquina e a aprendizagem profunda usadas no sensoriamento 
remoto já fazem parte do cotidiano de todos nós e, mais importante, contribuem para 
avanços em diferentes setores, como segurança, agricultura e proteção do meio ambiente
125. 125. (QUADRIX/2023/CREFITO-7ª REGIÃO /BA E SE/ASSESSOR/A) JURÍDICO) A substituição 
da conjunção “mas” por e sim manteria a correção gramatical do texto e seu sentido original.
“É importante ressaltar que as PICS não substituem o tratamento tradicional, mas atuam de 
forma conjunta e complementar, possibilitando um olhar integrativo no que se refere à saúde 
e sendo indicadas por profissionais específicos conforme as necessidades de cada caso.”
126. 126. (QUADRIX/2023/CREFITO-7ª REGIÃO /BA E SE/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – 
FINANCEIRO) Caso a expressão “no entanto” fosse substituída por então, seriam mantidos 
a correção gramatical do texto e seu sentido original.
“Durante o período seguinte da História, a Idade Média, no entanto, a fisioterapia não 
avançou muito.”
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127. 127. (QUADRIX/2023/CRECI/6ª REGIÃO /PR/PROFISSIONAL DE SUPORTE TÉCNICO /PST) − 
TÉCNICO ADMINISTRATIVO) No 3º parágrafo, o trecho inicial “Já a construção ecológica, 
embora tenha o mesmo objetivo da anterior, possui uma estratégia diferente” poderia ser 
reescrito, mantendo-se a correção e o sentido do texto, da seguinte forma: Por outro lado, a 
construção ecológica, ainda que tenha o mesmo objetivo da anterior, utiliza estratégia diversa.
“[...] A construção sustentável visa à redução do impacto ambiental da construção, por 
meio da utilização de técnicas, materiais e tecnologias menos agressivas — antes, durante 
e depois da obra —, que garantam a sustentabilidade do empreendimento, por meio do uso 
de materiais duráveis, do reúso de água e do emprego de formas alternativas de energia.
Já a construção ecológica, embora tenha o mesmo objetivo da anterior, possui uma estratégia 
diferente, por utilizar materiais disponíveis no próprio local da construção, além de defender a 
integração da construção com a paisagem, de forma a causar o menor impacto visual possível.”
128. 128. (QUADRIX/2023/CAU-PA/ARQUITETO E URBANISTA) A locução “À medida que” poderia 
ser substituída, sem que isso acarretasse prejuízo ao sentido original do texto e à correção 
gramatical, por Na medida em que.
“À medida que a notícia foi se espalhando, foi se formando uma multidão para ver a maravilha.”
129. 129. (QUADRIX/2023/CRB 9ª REGIÃO/AGENTE DE ORIENTAÇÃO E FISCALIZAÇÃO) A expressão 
“a que” poderia ser substituída por à qual, por referir-se ao termo “ideia central”, sem que 
isso acarretasse prejuízo à correção gramatical e ao sentido original do texto.
“O parágrafo é uma unidade de composição constituída por um ou mais de um período, 
em que se desenvolve determinada ideia central, ou nuclear, a que se agregam outras, 
secundárias, intimamente relacionadas pelo sentido e logicamente decorrentes dela.”
130. 130. (QUADRIX/2023/CREFONO 2/SP/ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS) A 
substituição do termo “consequentemente” por portanto manteria a coerência e a correção 
gramatical do texto.
“O século XXI vem sendo marcado por transformações significantes nas condições 
socioeconômicas e de saúde da população mundial e, consequentemente, na sua estrutura 
demográfica.”
131. 131. (QUADRIX/2023/CREFONO2/SP/ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS) Caso se 
substituísse a expressão “no qual” por onde, a correção e o sentido do texto seriam mantidos.
“O envelhecimento é um processo dinâmico e progressivo, no qual há modificações em 
diversos aspectos.”
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132. 132. (QUADRIX/2023/CREFONO 2/SP/ANALISTA DE FISCALIZAÇÃO E INSPETORIA) A substituição 
da expressão “de modo a” por para manteria a coerência do texto.
“Sob a perspectiva da inclusão, deve-se integrar a esses propósitos a alfabetização, a 
educação de jovens e adultos (EJA) e o ensino superior, de modo a proporcionar a todos 
o enfrentamento das desigualdades educacionais, a oportunidade e a garantia ao direito 
universal de acesso à escolarização.”
133. 133. (QUADRIX/2023/CREFITO-7ª REGIÃO/BA E SE/ASSESSOR/A) JURÍDICO) Caso se 
substituísse a forma verbal “ocorre” pela flexão no plural ocorrem, manter-se-ia a correção 
gramatical do texto, de forma que seria realizada a concordância com “pelas PICS”.
“A escolha pelas PICS ocorre quando há conhecimento e conscientização sobre quais são os 
procedimentos de cada modalidade e como elas podem contribuir para o cuidado integral 
da pessoa e também para a prevenção de doenças.”
134. 134. (QUADRIX/2023/CRB 9ª REGIÃO/AGENTE DE ORIENTAÇÃO E FISCALIZAÇÃO) A substituição 
da locução verbal “pode haver” por pode existir não acarretaria prejuízo à correção 
gramatical do texto.
“Trata-se, evidentemente, de uma definição, ou conceito, que a prática nem sempre 
confirma, pois, assim como há vários processos de desenvolvimento ou encadeamento de 
ideias, pode haver também diferentes tipos de estruturação de parágrafo [...]”.
135. 135. (QUADRIX/2023/CRO-MS/AUXILIAR ADMINISTRATIVO) A substituição de “foram” por 
estão manteria a correção gramatical e a coerência do texto.
“A equipe descobriu que essas pessoas compartilham mais bactérias da boca do que do 
intestino, por exemplo. Enquanto um terço das cepas de bactérias orais são comuns entre 
moradores, apenas 12% das bactérias intestinais são compartilhadas. As conclusões foram 
publicadas no periódico Nature.”
136. 136. (QUADRIX/2023/PROCON-DF/FISCAL DE DEFESA DO CONSUMIDOR) Se a oração “também 
aumentaram os riscos de golpes” fosse reescrita como também aumentou os riscos de 
golpes, haveria mudança nas ideias do texto.
“Ao mesmo tempo em que as relações de consumo se intensificaram com as transformações 
sociais e digitais, também aumentaram os riscos de golpes.”
137. 137. (QUADRIX/2023/CREFONO 2/SP/ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS) O trecho 
“Muitas são as alterações que ocorrem na comunicação e na deglutição com o envelhecimento 
do ser humano” poderia ser reescrito, sem alteração de sentido nem prejuízo para a correção 
gramatical do texto, da seguinte forma: Ocorre muitas alterações na comunicação e na 
deglutição ao longo do processo de envelhecimento do ser humano.
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138. 138. (QUADRIX/2023/CRO-PB/FISCAL) Quanto à ortografia oficial, à correção gramatical 
e à coerência das substituições propostas para os vocábulos e os trechos destacados do 
texto, julgue o item.
“Mas foi há cinquenta anos, mais exatamente em 1972, que sensores foram embarcados 
em satélites” por Mas fazem 50 anos, mais exatamente em 1972, que sensores foram 
embarcados em satélites.
139. 139. (QUADRIX/2023/CRECI/6ª REGIÃO /PR/PROFISSIONAL DE SUPORTE TÉCNICO PST/
TÉCNICO ADMINISTRATIVO) O trecho “Dentro de dez dias” poderia ser reescrito, mantendo-se 
a correção gramatical e o sentido do texto, da seguinte forma: Daqui há dez dias.
140. 140. (QUADRIX/2023/CRB 9ª REGIÃO/AGENTE DE ORIENTAÇÃO E FISCALIZAÇÃO) O trecho 
“No dia 4, foi realizada a reunião geral com a presidência do Conselho Federal” poderia ser 
reescrito, sem prejuízo à correção gramatical nem ao sentido original do texto, da seguinte 
forma: No dia 4, foi realizada a reunião geral pela presidência do Conselho Federal.
141. 141. (QUADRIX/2023/CRO-MS/AUXILIAR ADMINISTRATIVO) A correção e o sentido do texto 
seriam mantidos caso os dois períodos iniciais do texto fossem unidos em um só, da seguinte 
forma: Você não compartilha só a conta de luz e os afazeres domésticos com a pessoa 
com quem você mora, devido um estudo feito pela Universidade de Trento, na Itália, que 
mostrou que os indivíduos que vivem sob o mesmo teto têm 32% das bactérias da boca 
em comum entre si.
“Você não compartilha só a conta de luz e os afazeres domésticos com a pessoa com quem 
você mora. Um estudo feito pela Universidade de Trento, na Itália, mostrou que os indivíduos 
que vivem sob o mesmo teto têm 32% das bactérias da boca em comum entre si. “
142. 142. (QUADRIX/2023/CRO-MS/AUXILIAR ADMINISTRATIVO) O trecho “Os pesquisadores 
analisaram os resultados de 31 estudos anteriores sobre o assunto” poderia ser reescrito, 
mantendo-se a correção gramatical e o sentido do texto, da seguinte forma: Os pesquisadores 
fizeram a análize dos resultados de 31 estudos já realizados sobre o assunto.
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
A vida do Brasil colonialera regida pelas Ordenações Filipinas, um código legal que se 
aplicava a Portugal e seus territórios ultramarinos. Com todas as letras, as Ordenações 
Filipinas asseguravam ao marido o direito de matar a mulher caso a apanhasse em adultério. 
Também podia matá-la por meramente suspeitar de traição. Previa-se um único caso de 
punição: sendo o marido traído um “peão” e o amante de sua mulher uma “pessoa de maior 
qualidade”, o assassino poderia ser condenado a três anos de desterro na África.
No Brasil República, as leis continuaram reproduzindo a ideia de que o homem era superior 
à mulher. O Código Civil de 1916 dava às mulheres casadas o status de “incapazes”. Elas só 
podiam assinar contratos ou trabalhar fora de casa se tivessem a autorização expressa 
do marido.
Há tempos, o direito de matar a mulher, previsto pelas Ordenações Filipinas, deixou 
de valer. O machismo, porém, sobreviveu nos tribunais. O Código Penal de 1890 livrava da 
condenação quem matava “em estado de completa privação de sentidos”. O atual Código 
Penal, de 1940, abrevia a pena dos criminosos que agem “sob o domínio de violenta emoção”. 
Os “crimes passionais” — eufemismo para a covardia — encaixam-se à perfeição nessas 
situações. Em outra bem-sucedida tentativa de aliviar a responsabilidade do homem, os 
advogados inventaram o direito da “legítima defesa da honra”.
O machismo é uma praga histórica. Não se elimina da noite para o dia. A criação da Lei 
Maria da Penha, em 2006, em que se previu punição para quem agride e mata mulheres, foi 
um primeiro e audacioso passo. O segundo passo contra o machismo é a educação.
Ricardo Westin e Cintia Sasse. Dormindo com o inimigo. In: Jornal do Senado. Brasília, 4/jul./2013, p. 4-5. 
Internet: (com adaptações).
001. 001. (CEBRASPE/CESPE) No primeiro período do segundo parágrafo, sobrepõem-se duas 
informações: a de que, mesmo no Brasil República, as leis traduziram a visão machista de 
superioridade masculina e a de que essa visão imperava antes dessa época.
A presença da locução verbal “continuaram reproduzindo” traz a ideia de que a visão machista 
era anterior ao período do Brasil República e de que tal forma de pensar permaneceu nesse 
período histórico.
Certo.
002. 002. (CEBRASPE/CESPE) Depreende-se do texto que os termos “peão” e “pessoa de maior 
qualidade” fazem referência à classe social do marido traído e do amante, respectivamente.
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Texto e Reescrita
Gustavo Silva
No trecho “Previa-se um único caso de punição: sendo o marido traído um ‘peão’ e o amante 
de sua mulher uma ‘pessoa de maior qualidade’, o assassino poderia ser condenado a três 
anos de desterro na África”, verifica-se que o marido traído (peão) é punido por ser um 
mero cidadão simples e por ter assassinado uma pessoa socialmente importante.
Certo.
003. 003. (CEBRASPE/CESPE) As expressões “em estado de completa privação de sentidos”, “sob 
o domínio de violenta emoção” e “legítima defesa da honra” são identificadas, no texto, 
como estratégias exploradas nos tribunais para aliviar a responsabilidade de homens que 
cometem crimes contra as mulheres.
O trecho “O machismo, porém, sobreviveu nos tribunais”, que se apresenta na introdução 
do parágrafo, somado às expressões “livrava da condenação”, “abrevia a pena” e “bem-
sucedida tentativa de aliviar a responsabilidade do homem” comprovam efetivamente as 
estratégias empregadas no âmbito dos tribunais para amenizar a responsabilidade daqueles 
que cometiam crimes contra mulheres.
Certo.
Nem pepino nem espinafre. A bactéria que pôs a Europa em estado de emergência 
médica, tendo atingido catorze países do continente, além dos Estados Unidos da América 
e do Canadá, disseminou-se a partir de um cultivo orgânico de brotos de feijão. Com a 
interdição da fazenda onde era feito tal cultivo, na cidade de Bienenbütel, no norte da 
Alemanha, o ritmo de contaminações caiu drasticamente.
É sabido que a bactéria em questão — Escherichia coli — somente é transmitida a 
um cultivo quando, nele, estão presentes fezes — animais ou humanas. Nesse caso, a 
contaminação dos brotos de feijão pode ter resultado do uso de adubo orgânico cuja 
compostagem não tenha sido feita de maneira apropriada. Outra hipótese é a de que a 
contaminação tenha ocorrido no momento da colheita: um lavrador, por descuido de higiene, 
pode ter permitido que vestígios de fezes contaminadas tenham entrado em contato com 
o cultivo.
Produtos orgânicos têm inúmeras vantagens e, sob diversos aspectos, são, sim, mais 
saudáveis do que os tradicionais. Entretanto, como se viu no episódio da Escherichia coli, 
o cultivo desses produtos exige cuidados redobrados de segurança, inclusive na fase de 
produção. Ignorar isso pode ser mortal.
Descuido trágico. In: Veja, jun./2011, p. 90 (com adaptações).
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Texto e Reescrita
Gustavo Silva
004. 004. De acordo com o texto, a interdição da fazenda que cultivava brotos de feijão deveu-
se ao fato de haver lavrador dessa fazenda contaminado pela Escherichia coli.
A contaminação do lavrador, no texto, é apenas uma das possibilidades apresentadas para 
explicar a contaminação havida, não a real causa da interdição da fazenda.
Errado.
005. 005. De acordo com o texto, os alimentos orgânicos não devem ser comercializados, pois 
representam risco à saúde humana.
Não existe tal informação no texto. Ao contrário, o texto afirma que produtos orgânicos 
“têm inúmeras vantagens e, sob diversos aspectos, são, sim, mais saudáveis do que os 
tradicionais”. O que se realça ali é a necessidade de “cuidados redobrados de segurança, 
inclusive na fase de produção”.
Errado.
006. 006. O texto permite concluir que outras espécies vegetais como o pepino e o espinafre 
são vetores de doenças de origem bacteriana.
A conclusão possível é que houve desconfiança acerca de o pepino e o espinafre serem os 
responsáveis pela transmissão da bactéria mencionada. Não se pode afirmar, com isso, que 
eles efetivamente são vetores de doenças de origem bacteriana.
Errado.
Aspectos Culturais de Mato Grosso do Sul
A cultura de Mato Grosso do Sul é o conjunto de manifestações artístico-culturais 
desenvolvidas pela população sul-mato-grossense muito influenciada pela cultura paraguaia. 
Essa cultura estadual retrata, também, uma mistura de várias outras contribuições das 
muitas migrações ocorridas em seu território.
O artesanato, uma das mais ricas expressões culturais de um povo, no Mato Grosso 
do Sul, evidencia crenças, hábitos, tradições e demais referências culturais do Estado. É 
produzido com matérias primas da própria região e manifesta a criatividade e a identidade 
do povo sul-mato-grossense por meio de trabalhos em madeira, cerâmica, fibras, osso, 
chifre, sementes, etc.
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Gustavo Silva
As peças em geral trazem à tona temas referentes ao Pantanal e às populações indígenas, 
são feitas nas cores da paisagem regional e, alémda fauna e da flora, podem retratar tipos 
humanos e costumes da região.
(Adaptado de: CANTU, Gilberto. Disponível em: http://profgilbertocantu.blogspot.com.br/2013/08/aspec-
tos-culturais-de-mato-grosso-dosul. html)
007. 007. (FCC) Depreende-se corretamente do texto que a cultura de Mato Grosso do Sul é
a) fortemente influenciada pela cultura de nações sul-americanas, mas o é também pela 
cultura de povos de outras regiões do Brasil.
b) reflexo de uma forte influência da cultura paraguaia, e a cultura de outras regiões não 
a influenciou de forma relevante.
c) formada principalmente pela influência da cultura de vários povos migrantes e também 
pela influência secundária da cultura paraguaia.
d) formada não apenas pela influência da cultura paraguaia, mas também pela influência 
da cultura dos povos que migraram para essa região.
e) muito influenciada pela cultura paraguaia, mas também o é pela cultura de povos de 
outros países sul-americanos.
a) Errada. O texto não menciona forte influência de nações sul-americanas.
b) Errada. O texto menciona: “Essa cultura estadual retrata, também, uma mistura de várias 
outras contribuições das muitas migrações ocorridas em seu território”. Portanto, houve 
influência da cultura de outras regiões em vista das migrações.
c) Errada. O texto menciona que as “manifestações artístico-culturais desenvolvidas pela 
população sul-mato-grossense” foi “muito influenciada pela cultura paraguaia”; logo, esta 
não teve mera influência secundária como afirma o item.
d) Certa. Eis o trecho pertinente do texto: “A cultura de Mato Grosso do Sul é o conjunto 
de manifestações artístico-culturais desenvolvidas pela população sul-mato-grossense 
muito influenciada pela cultura paraguaia. Essa cultura estadual retrata, também, uma 
mistura de várias outras contribuições das muitas migrações ocorridas em seu território”.
e) Errada. O texto menciona migrações, mas não outros países sul-americanos.
Letra d.
PROERD
O Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD), da Polícia 
Militar, tem foco na prevenção e na conscientização dos alunos, alertando-os a respeito 
dos malefícios das drogas lícitas e ilícitas e quanto à conduta associada à violência.
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Gustavo Silva
A iniciativa foi criada no Distrito Federal, em 1998, e já beneficiou mais de 500 mil 
jovens, contribuindo com ações integradas para manter crianças e jovens longe das drogas 
e da violência. Policiais com formação em psicologia, assistência social e outras áreas de 
ciências comportamentais se aproximam da classe estudantil, indo para dentro das salas 
de aula, e conseguem evitar que muitos alunos se envolvam com as drogas.
Ao final do trabalho realizado nas escolas, a PMDF promove uma formatura, ocasião 
em que todos os beneficiados pelo programa se juntam para celebrar os bons resultados 
obtidos com a parceria entre escolas, comunidade e polícia.
Disponível em: . Acesso em: 8 set. 2017, com adaptações.
008. 008. (IADES) De acordo com a leitura compreensiva do texto, é correto afirmar que o (a)
a) público-alvo do PROERD são crianças e jovens em situação de risco nas escolas.
b) trabalho de prevenção e de conscientização realizado pelo PROERD direciona-se a qualquer 
criança ou jovem.
c) PROERD, desde 1998, já beneficiou mais de 500 mil jovens que tinham contato direto ou 
indireto com o universo das drogas e da violência.
d) iniciativa da PMDF é, por meio do PROERD, promover a inclusão social de crianças e de 
jovens oriundos de famílias de baixa renda.
e) PMDF, quando as ações do PROERD são concluídas nas escolas, celebra os bons resultados 
obtidos com todos os beneficiados pelo programa.
a) Errada. O texto não menciona que as crianças e os jovens se encontram em situação de 
risco.
b) Errada. O trabalho do PROERD não se direciona a qualquer criança ou jovens; seu público 
é exclusivamente o presente nas escolas.
c) Errada. O texto não menciona que os jovens que tinham contato direto ou indireto com 
o universo das drogas e da violência.
d) Errada. O texto não menciona que se trata de programa de inclusão social nem que as 
crianças e os jovens são oriundos de famílias de baixa renda.
e) Certa. Efetivamente o texto afirma: “Ao final do trabalho realizado nas escolas, a PMDF 
promove uma formatura, ocasião em que todos os beneficiados pelo programa se juntam 
para celebrar os bons resultados obtidos”.
Letra e.
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Gustavo Silva
009. 009. (FUMARC) Na sequência de 1 a 4 dos quadrinhos, podem ser identificadas as seguintes 
características de linguagem:
I – No primeiro quadrinho, há apenas a linguagem verbal oral.
II – No segundo quadrinho, pode-se perceber apenas a linguagem não-verbal.
III – No terceiro quadrinho, o chargista apresenta uma mistura entre o verbal escrito e o 
não-verbal.
IV – No quarto quadrinho, há uma informação verbal escrita.
Marque a alternativa CORRETA:
a) apenas as proposições III e IV são verdadeiras.
b) apenas as proposições I e II são verdadeiras.
c) apenas as proposições I e III são verdadeiras.
d) as proposições I,II,III e IV são verdadeiras.
I – Errado. No primeiro quadrinho, há linguagem verbal escrita (palavras ali presentes) e 
também linguagem não verbal (figuras).
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Gustavo Silva
II – Errado. No segundo quadrinho, percebe-se também linguagem verbal escrita (palavras 
ali presentes).
III – Certo. No terceiro quadrinho, há linguagem verbal escrita (palavras ali presentes) e 
também linguagem não verbal (figuras).
IV – Certo. No quarto quadrinho, há tão somente linguagem verbal escrita (palavras ali 
presentes).
Letra a.
010. 010. (VUNESP) O efeito de humor da tira decorre principalmente do fato de que
a) o pai se mantém tranquilo no primeiro quadrinho, mesmo com a notícia de que seus 
números estão em baixa.
b) o pai não tem conhecimento das informações trazidas pelo filho, ainda que apareça, nas 
imagens, sentado lendo um jornal.
c) o filho apresenta suas demandas pessoais como se fossem dados coletados em uma 
pesquisa de satisfação sobre o governo.
d) o pai se refere ao próprio filho como “grupos de interesse”, o que provoca uma quebra 
de expectativa no filho.
e) os tigres são mencionados, no segundo quadrinho, como se fossem entrevistados, mas 
o pai não questiona o filho.
O efeito de humor de fato é causado pela abordagem “séria” feita pela criança com 
apresentação de supostos dados de pesquisa que dizem respeito a interesses da própria 
criança, com intuito de convencer o pai a aumentar sua mesada e ensiná-lo a dirigir.
Letra c.
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Pertencem ao mesmo campo léxico as palavras terra, enterrar, terreno, terreiro.
b) Sinônimos, Antônimos, Homônimos, Parônimos e Polissemia
A semântica é a área de estudo que lida com o significado das palavras. É nela que se 
apresentam a sinonímia, a antonímia, a paronímia, a homonímia e a polissemia.
Sinônimas
Apresentam formas diferentes e significados assemelhados.
• feliz, contente, alegre, animado, entusiasmado, excitado
Antônimas
Apresentam formas diferentes e significados opostos.
• feliz – triste, conformado – inconformado
Parônimas
Apresentam formas parecidas e significados diferentes.
• fluir / fruir
• descrição / discrição
• eminente / iminente
• retificar / ratificar
• soar / suar
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Texto e Reescrita
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• infligir / infringir
• vultoso / vultuoso
• delatar / dilatar
Homônimas
Apresentam formas iguais. Podem ser homógrafas (igual grafia), homófonas (igual 
pronúncia) ou perfeitas (iguais em grafia e pronúncia).
• Homógrafas
EXEMPLO
Tenho sede. / Trabalho na sede do órgão.
• Homófonas
EXEMPLO
Cela / sela
• Perfeitas
EXEMPLO
Acenda uma vela. / A mãe vela o sono do filho.
Polissêmicas
Palavras polissêmicas são aquelas que, mantendo-se em uma mesma classe de palavra, 
apresentam significados diversos a depender do contexto.
EXEMPLO
A pena prevista para o crime é de três anos de reclusão.
A pena é mais poderosa que a espada.
Tenho pena de pessoas mesquinhas.
A pena de pavão é utilizada em fantasias.
1 .8 . TiPOLOGia TEXTUaL1 .8 . TiPOLOGia TEXTUaL
A tipologia textual diz respeito a como o texto se apresenta e se organiza, em vista de 
sua intenção.
• Texto descritivo – retrata pessoas, objetos, lugares.
• Texto narrativo – apresenta fatos que envolvem personagens, em uma sequência 
de ações com conexão temporal e espacial.
• Texto dissertativo – aborda um tema.
• Texto injuntivo – trata-se de texto instrucional.
• Texto preditivo – apresenta previsões.
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Texto e Reescrita
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• Texto dialogal – apresenta um diálogo.
 Obs.: Convém aprofundar nossa exposição nos três tipos mais importantes: descrição, 
narração e dissertação.
a) Descrição
O texto descritivo tem por intenção apresentar uma realidade estática mediante uma 
relação de características e detalhes.
Podem-se descrever pessoas, animais, objetos, ambientes ou situações por meio de 
suas propriedades e características.
Em vista de seu propósito, a descrição apresenta marcas típicas:
• uso de muitos adjetivos;
• predomínio de verbos de ligação;
• temporalidade ausente (não há anterioridade e posterioridade entre as frases);
• presença de enumerações e comparações.
Descrição Objetiva
Como o nome sugere, a descrição objetiva apresenta as características do objeto 
observado sem impressões particulares do sujeito que o descreve.
Busca-se nela a descrição da realidade mediante a exposição fiel dos elementos 
caracterizadores sem juízo de valor.
A linguagem é denotativa e impessoal.
EXEMPLO
O suspeito é branco, tem cabelo castanho e liso, mede aproximadamente 1,70m, é magro e 
está trajando camiseta, bermuda e tênis.
Descrição Subjetiva
Na descrição subjetiva, predominam as impressões pessoais do autor em relação ao 
objeto observado.
Trata-se de uma representação muito particular em que preponderam o juízo de valor 
e a opinião de quem descreve.
A linguagem apresenta com frequência sentido conotativo.
EXEMPLO
O homem
O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços 
neurastênicos do litoral. A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela 
o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das 
organizações atléticas. É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo, reflete no 
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Texto e Reescrita
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aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e 
sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a postura normalmente 
abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente. (...)
(Euclides da Cunha. Os sertões: campanha de Canudos. 31ª ed. Rio de Janeiro: Ed. Francisco 
Alves, 1982, p. 37.)
b) Narração
Textos narrativos têm por objetivo contar histórias com personagens e acontecimentos.
Trata-se da apresentação de uma realidade dinâmica em uma progressão temporal.
É típico dos textos narrativos a presença de seis elementos: narrador, personagem, 
enredo, espaço, tempo e discurso.
Elementos Narrativos
Narrador – é quem conta a história.
O narrador pode ser um personagem da história, situação em que a narrativa se dá em 
1.a pessoa. Já o narrador em 3.a pessoa pode ser somente um observador, que se limita a 
registrar os acontecimentos, ou onisciente, que, além de registrar ações e falas, também 
tem acesso aos pensamentos e reflexões dos personagens.
Personagens – são aqueles que vivem os fatos da história.
Podem ser pessoas, animais ou seres inanimados que podem ainda atuar como personagens 
principais ou secundários.
Enredo – é o desenvolvimento da história.
Trata-se do encadeamento dos acontecimentos, o qual normalmente é integrado por 
apresentação, complicação, clímax e desfecho.
Espaço – é o lugar onde a história se desenrola.
Tempo – apresenta o momento em que se dá a narrativa.
Discurso – diz respeito à fala dos personagens.
O discurso pode ser direto, indireto ou indireto livre.
c) Dissertação
Textos dissertativos, muito frequentes em provas de concurso, têm por objetivo a 
apresentação de um tema.
Tais textos podem ser expositivos ou argumentativos.
Texto Dissertativo Expositivo (ou Informativo)
Na dissertação expositiva ou informativa, como o nome sugere, o autor tem por pretensão 
informar o leitor, explicar-lhe ideias, conceitos ou pontos de vista.
• Trata-se de explanação informativa, imparcial, sem objetivo polêmico ou persuasivo.
• Busca apresentar informações e conceitos com o máximo de precisão e rigor.
• Emprega objetividade e dados comprovados para fundamentar suas afirmações.
• Lança mão de vocabulário preciso e objetivo, com predomínio da função referencial 
da linguagem.
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EXEMPLO
Químicos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos aperfeiçoaram o design de um tipo de cristal 
artificial, duplicando sua capacidade de absorção e armazenamento de dióxido de carbono.
As chamadas estruturas metal-orgânicas (MOF, na sigla em inglês) são cristais metálicos 
porosos e estáveis, capazes de absorver e comprimir gases em espaços ínfimos.
Os cientistas esperam que taisresponsabilização civil e criminal.
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Leia a charge, para responder à questão seguinte.
011. 011. (VUNESP) A adaptação feita na pirâmide de Maslow, que define a hierarquia das 
necessidades humanas, tem seu efeito de sentido crítico decorrente de
a) situar a tecnologia de rede sem fio como fundamental em relação às demais necessidades.
b) tratar a comunicação em redes como desimportante em relação às demais necessidades.
c) associar todas as necessidades, descaracterizando a ideia de uma gradação entre elas.
d) reconhecer que os recursos tecnológicos permitem galgar as etapas representadas na 
pirâmide.
e) descaracterizar as necessidades, negando os valores postos no topo da pirâmide.
a) Certa. A inserção do termo “wifi” na base da pirâmide, seguida das demais, mantém a 
gradação de importância das necessidades, mas implica afirmar que dispor de redes em 
fio é a necessidade básica mais importante do ser humano. Daí a correção do item A e a 
incorreção dos demais.
Letra a.
Leia a charge.
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012. 012. (VUNESP) A partir da leitura do texto e da charge, é correto afirmar que
a) as relações pessoais e familiares se fortalecem nas redes sociais.
b) as redes sociais são lugares terapêuticos para acolher as neuroses.
c) as redes sociais têm promovido certo enlouquecimento coletivo.
d) as pessoas vivem confusas e desagregadas sem as redes sociais.
e) as pessoas têm buscado apoio psicológico nas redes sociais.
a) Errada. A charge mostra o marido em desequilíbrio em vista das redes sociais; portanto, 
propenso ao enfraquecimento das relações pessoais e familiares.
b) Errada. A charge, ao contrário da afirmação do item, mostra o que as redes sociais podem 
adoecer quem muito as consome.
c) Certa. A imagem do marido com o celular na mão e com aparência alterada mostra seu 
estado de adoecimento psicológico.
d) Errada. A charge dá a entender que a confusão e a desagregação se dá com as redes 
sociais.
e) Errada. A charge permite concluir que as redes sociais é que causam o desequilíbrio 
psicológico.
Letra c.
013. 013. (PUC-PR) Observe o seguinte cartum de Benett e assinale a única assertiva que apresenta 
uma interpretação CORRETA:
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a) Fica subentendido que, na visão do cartunista, o senso comum oferece uma zona de 
conforto para quem nele se alberga – ainda que ele, o senso comum, tenha aparência 
grosseira e perigosa. Ou seja: o autor relativiza a “segurança” oferecida pelo senso comum, 
criticando-o.
b) Fica subentendido que, na visão do cartunista, o senso comum revela a verdade das 
coisas para as pessoas que nele se refugiam (que, no desenho, tentam atrair o personagem 
desgarrado para dentro do senso comum); logo, pode-se afirmar que Benett faz um elogio 
ao senso comum.
c) Fica subentendido que, na visão do cartunista, devemos valorizar o senso comum; é por 
isso que o personagem que está fora do senso comum apresenta semblante triste – está 
isolado devido ao seu comportamento condenável.
d) Fica subentendido que, na visão do cartunista, o senso comum é algo positivo, que merece 
ser valorizado, uma vez que protege as pessoas que nele buscam abrigo; incoerentemente, 
Benett retrata o senso comum como algo feio.
e) Fica subentendido que, na visão do cartunista, quem nega o senso comum está fadado à 
solidão e à miséria intelectual, uma vez que é no senso comum que se encontra a verdadeira 
chave do conhecimento.
a) Certa. A aparência grotesca do senso comum demonstra que o senso comum apresenta 
uma segurança irreal.
b) Errada. Caso o autor quisesse elogiar o senso comum, não o teria retratado de maneira 
grotesca.
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c) Errada. O semblante do personagem que está fora do senso comum não se associa a 
uma atitude condenável, mas dá impressão de incredulidade em relação à fala de quem 
está no senso comum.
d) Errada. O senso comum retratado de maneira grotesca indica que ele é algo negativo.
e) Errada. Não se pode afirmar que quem está fora do senso comum será solitário e miserável 
intelectual, muito menos que o senso comum abriga a verdadeira chave do conhecimento.
Letra a.
014. 014. (INSTITUTO EXCELÊNCIA) Considerando as linguagens verbal e não verbal, a reação de 
Haroldo (tigre) em face da atitude de Calvin demonstra:
a) Preocupação.
b) Incompreensão.
c) Indiferença.
d) Nenhuma das alternativas.
A ausência de modificação da expressão facial do tigre demonstra que ele não compreende 
a atitude de Calvin. Caso houvesse compreensão a ponto de demonstrar preocupação ou 
voluntariamente se mostrar indiferente, a expressão facial do tigre seria apresentada 
alterada do terceiro para o quarto quadrinho.
Letra b.
015. 015. (VUNESP) Analise a tirinha em que vemos Hagar e Robin Hood conversando em 
uma taverna.
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Nessa tirinha, Robin Hood não apresenta as características que lhe são atribuídas 
convencionalmente, pois, no diálogo com Hagar, ele se mostra uma pessoa
a) avarenta, visto que se beneficia financeiramente com a maior parte do produto dos 
roubos.
b) persuasiva, uma vez que convence os ricos a ajudarem abnegadamente os menos 
favorecidos.
c) prática, uma vez que transformou em profissão vantajosa a atividade de roubar dos 
ricos para dar aos pobres.
d) idealista, visto que admite arriscar a própria vida quando é necessário ajudar as pessoas 
mais humildes.
e) ambiciosa, já que afirma claramente que pretende enriquecer e se tornar respeitado 
entre os mais ricos.
a) Errada. Hobin Hood não se mostra avarento e não se beneficia da maior parte do produto 
dos roubos, mas somente de 20%.
b) Errada. O personagem não convence os ricos; ele simplesmente rouba dos ricos para dar 
aos pobres.
c) Certa. De fato, ao retirar seu lucro dos roubos, o personagem se mostra prático para 
garantir seu próprio sustento.
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Gustavo Silva
d) Errada. O personagem, em suas falas, não admite arriscar a vida em sua atividade.
e) Errada. O personagem não afirma que deseja enriquecer e se tornar respeitado por 
pessoas ricas.
Letrac.
016. 016. (FGV) Observe o gráfico a seguir e destaque a afirmação que se coaduna com os dados 
do gráfico apresentado.
a) Países desenvolvidos apoiam a redução da maioridade penal;
b) A segurança se consegue com a retirada de elementos perigosos das ruas;
c) A lei brasileira é mais rígida que a de muitos outros países desenvolvidos;
d) As dúvidas sobre a idade ideal de responsabilidade penal é visível;
e) Países subdesenvolvidos pretendem ressocializar os delinquentes.
a) Errada. Na Alemanha, país desenvolvido, a maioridade penal é ainda 18 anos.
b) Errada. Não há elementos no gráfico para se chegar à conclusão trazida pelo item.
c) Errada. A lei é mais rígida em países cuja maioridade penal é menor, a exemplo da Inglaterra, 
onde crianças de 8 anos podem ser responsabilizadas penalmente.
d) Certa. A disparidade entre a maioridade penal nos exemplos apresentados demonstra 
que há evidente dúvida acerca da idade ideal para a responsabilização penal.
e) Errada. Não há elementos no gráfico para se chegar à conclusão trazida pelo item.
Letra d.
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017. 017. (UFCG) Que informação INCORRETA é dada a partir da leitura do infográfico?
a) A bicicleta é o transporte individual mais econômico, embora seja menos utilizado que 
o carro próprio.
b) O carro próprio é o meio de transporte mais caro e menos utilizado que o ônibus.
c) O ônibus é o meio de transporte mais utilizado e o mais econômico no Brasil.
d) O ônibus é o transporte coletivo mais utilizado no Brasil, mas não é o mais econômico 
se comparado aos individuais.
e) A motocicleta, embora seja um transporte individual mais econômico que o carro próprio, 
não é o mais utilizado no Brasil.
a) Certa. Com o custo diário de R$ 0,121, a bicicleta de fato é o meio de transporte mais 
barato, mas é menos usada que o carro próprio.
b) Certa. O ônibus efetivamente é mais utilizado que o carro próprio, cujo custo é o mais 
caro (R$ 0,763).
c) Errada. Esta é afirmação incorreta, visto que o ônibus não é o meio mais barato, e sim 
a bicicleta.
d) Certa. De fato, o ônibus é o meio mais usado, mas não é mais econômico que a bicicleta.
e) Certa. A motocicleta tem custo (R$ 0,481) menor do que o do carro (R$ 0,763), mas perde 
em uso para outros, inclusive o próprio carro.
Letra c.
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018. 018. (FGV) A charge acima pode ser a ilustração de:
a) consumismo exagerado;
b) obsolescência planejada;
c) depressão econômica;
d) tecnologia ultrapassada;
e) dependência tecnológica.
a) Errada. A ideia de consumismo exagerado poderia ser expressa se o personagem estivesse 
usando vários celulares ao mesmo tempo.
b) Certa. A pilha de celulares diante do personagem mostra que os aparelhos estragam 
rapidamente e a fila de celulares atrás dele mostra que já existem outros para substituir 
o que fica obsoleto (não funcional).
c) Errada. A ideia de depressão econômica não permitiria a possibilidade de dispor de tantos 
celulares como aparecem na charge.
d) Errada. A noção de tecnologia ultrapassada seria mais bem apresentada se houvesse 
celulares com aparência antiga, mas o que se verifica são celulares iguais (tanto os estragados 
quanto os novos).
e) Errada. A dependência tecnológica, que é dado subjetivo, requereria expressão facial de 
desequilíbrio por parte do personagem. Ocorre que sua expressão é tão somente de certa 
frustração.
Letra b.
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É claro que somos livres para falar ou escrever como quisermos, como soubermos, como 
pudermos. Mas é também evidente que devemos adequar o uso da língua à situação, o que 
contribui efetivamente para a maior eficiência comunicativa.
019. 019. (FGV) Considerando o pensamento do texto e tendo conhecimento das atribuições 
de um oficial de justiça, chegamos à conclusão de que, nessa atividade, a língua escrita, o 
nível, o uso ou o registro do idioma deve ser predominantemente:
a) formal, de acordo com os princípios da gramática normativa;
b) informal, em busca de mais ampla compreensão da mensagem;
c) regional, adequando-o ao local onde ocorre a comunicação;
d) popular, tendo em vista que as mensagens são lidas por todos;
e) ultraformal, selecionando vocabulário erudito e construções elaboradas.
Em vista do respeito às regras gramaticais, no texto predomina a variante formal da língua. 
O texto informal não atentaria tanto às regras gramaticais, assim como o popular, que 
traria também expressões da fala do dia a dia. Já o registro regional ostentaria expressões 
específicas de certos estados, ao passo que o ultraformal seria texto mais denso e de difícil 
entendimento.
Letra a.
O texto seguinte, de autoria de Maurício de Sousa, consiste numa homenagem a Juliette 
Freire, a campinense vencedora do Big Brother Brasil 2021.
020. 020. (CPCON) A expressão “Eita, mulinga!”, no segundo quadrinho, permite-nos perceber 
uma variação linguística caracterizada por:
a) Regionalismo.
b) Desvio Gramatical.
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c) Gíria.
d) Empréstimo Linguístico.
e) Anglicismo.
Trata-se de uma expressão empregada em determinado estado brasileiro (Paraíba), a 
qual constitui um regionalismo. O desvio gramatical se assemelha a um erro e a gíria diz 
respeito ao emprego de certas expressões característica de um certo grupo ou profissão. 
O empréstimo linguístico é o uso de um termo de origem estrangeira, ao passo que o 
anglicismo, em particular, diz respeito ao emprego de palavra de origem inglesa.
Letra a.
021. 021. (QUADRIX) A respeito da expressão “Chegamos na escola”, é correto afirmar que é
a) exemplo de arcaísmo.
b) representativa da linguagem formal, devido à maneira como se constrói a concordância 
nominal.
c) representativa da linguagem coloquial, devido ao uso da primeira pessoa do plural.
d) representativa da linguagem formal, já que se usou a forma verbal “Chegamos”.
e) representativa da linguagem coloquial, devido à questão da regência da forma verbal 
“Chegamos”.
a) Errada. Arcaísmo é o emprego de termos antigos, obsoletos, ultrapassados.
b) Errada. A linguagem formal empregaria a regência com a preposição “a”: Chegamos à 
escola.
c) Errada. A linguagem é de fato coloquial, mas não por conta do uso da primeira pessoa 
do plural, que também pode ser empregada na linguagem formal.
d) Errada. Não se trata de linguagem formal, mas coloquial em vista da regência verbal 
inadequada.
e) Certa. Na linguagem coloquial, emprega-se “chegar em”; na formal, “chegar a”.
Letra e.
022. 022. (FGV) Em situações de formalidade, é conveniente evitar o usode linguagem informal; 
a frase abaixo que se mostra inteiramente formal é:
a) O Brasil não sabe mais o que é um porre feliz;
b) Um memorando serve não para informar a quem lê ele, mas para proteger quem o escreve;
c) Desde que organizado, o crime é que compensa;
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d) Me disseram que o prazer é o grande incentivo para o mal;
e) Os ricos são diferentes de você e de mim. Eles têm mais crédito.
a) Errada. Linguagem informal, em vista do emprego de “porre”.
b) Errada. Linguagem informal, em vista do emprego de “quem lê ele” (o formal seria quem 
o lê).
c) Errada. Linguagem informal, em vista do emprego de “é que”, expressão perfeitamente 
dispensável.
d) Errada. Linguagem informal, em vista do emprego de “Me disseram” (o formal seria 
Disseram-me).
e) Certa. A frase respeita os parâmetros da norma culta da língua portuguesa.
Letra e.
023. 023. (CPCON) Com base na leitura do texto acima, podemos afirmar que:
a) no terceiro quadrinho as crianças se mostram desapontadas ao descobrirem que existem 
várias denominações para uma mesma planta.
b) as variações linguísticas, por apresentarem marcas linguísticas muito distintas, provocam 
conflitos na comunicação.
c) “mandioca” e “aipim” são nomenclaturas alternativas para a planta originalmente conhecida 
por “macaxeira”.
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d) as marcas linguísticas enunciadas no segundo quadrinho revelam que as crianças que as 
utilizam são oriundas de uma mesma localidade.
e) as marcas linguísticas utilizadas pelas crianças podem revelar que elas são oriundas de 
diferentes regiões do país.
a) Errada. A expressão das crianças no terceiro quadrinho, mais se direciona para a expressão 
de incompreensão, que é confirmada pela pergunta do menino.
b) Errada. O texto e a linguagem não verbal presente nos quadrinhos não permite concluir 
o que o item afirma.
c) Errada. O nome original é mandioca, os outros dois é que são nomenclaturas alternativas.
d) Errada. A variação linguística pode indicar origem em regiões diversas.
e) Certa. A variação linguística, de fato, pode indicar origem em regiões diversas.
Letra e.
024. 024. (CPCON) No trecho “Esse toco aí?”, sobre a palavra em destaque podemos afirmar que:
I – Assim como “aipim”, “macaxeira” e “mandioca”, esta também é uma marca linguística 
que pode denotar regionalismo.
II – Diferentemente das expressões “aipim”, “macaxeira” e “mandioca”, esta não pode ser 
considerada uma marca linguística de regionalismo.
III – Toda a frase poderia ser substituída por “Essa ramagem aí?”, sem o prejuízo do efeito 
de sentido pretendido no texto em questão.
IV – A frase denota a expressão de surpresa da personagem ao descobrir que “esse toco” 
se tratava da mesma planta a qual mencionara no primeiro quadrinho.
Está(ão) CORRETO(s) apenas o(s) item(s):
a) I, IV.
b) II.
c) I.
d) I, III, IV.
e) I, III.
I – Certo. O termo “toco” pode ser entendido como forma de expressão de certas regiões 
do País para indicar vegetal pequeno ou algo de pequena dimensão.
II – Errado. Conforme dito acerca da afirmação anterior, o termo “toco” pode ser entendido, 
sim, como forma de expressão de certas regiões do País para indicar vegetal pequeno ou 
algo de pequena dimensão.
III – Certo. No contexto, “ramagem” poderia substituir “toco”.
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IV – Certo. A expressão facial do personagem, no terceiro quadrinho, denota surpresa/
incredulidade, confirmadas pela expressão do mesmo personagem no quarto quadrinho.
Letra d.
025. 025. (VUNESP) No texto, há exemplo de uso coloquial da linguagem na passagem:
a)... então tudo foi pensado para que o público entrasse junto com a gente nesse túnel do 
tempo.
b) Com frases que parecem retiradas de um romance antigo, [...] os personagens se expressam 
de maneira correta e erudita.
c) Quem assiste a “Tempo de Amar” já reparou no português extremamente culto e correto...
d)... o autor da novela [...] diz que o linguajar de seus personagens é um ponto que leva a 
novela a se destacar.
e) Ele revela que toma diversos cuidados na hora de escrever o texto, utilizando, inclusive, 
o dicionário.
O termo “a gente” é típico da linguagem coloquial, visto que não é reconhecido pelas 
gramáticas como integrante da norma culta da língua portuguesa. Todas as outras alternativas 
se apresentam consoante o padrão formal de linguagem.
Letra a.
026. 026. (CESPE/CEBRASPE) A regência do verbo preferir observada no quarto período do texto 
é típica da variedade culta do português europeu, sendo pouco frequente na variedade 
brasileira do português, principalmente em textos informais.
“Preferirá falar, gaguejando, uma língua estranha, mas natural, do que falar, com relutante 
perfeição, uma língua artificial construída.”
Trata-se de construção da linguagem coloquial, não da variedade culta, que se apresentaria 
desta forma: Preferirá falar [...] uma língua estranha, mas natural, A falar, com relutante 
perfeição, uma língua artificial construída”.
Errado.
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Em relação ao texto apresentado acima, julgue os itens seguintes.
027. 027. (CESPE/CEBRASPE) Para o entendimento da crítica social presente no texto, é crucial, 
além da interpretação das imagens com base no conhecimento histórico, o entendimento 
do sentido das preposições empregadas no título de cada imagem.
Com efeito, “Presente de grego” faz alusão ao episódio histórico que envolve o cavalo de 
Tróia, usado nas guerras entre os povos gregos. Já “Presente pra grego” se refere à ajuda 
financeira oferecida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Grécia, em um momento 
de crise financeira do país. A alteração da preposição é essencial para o bom entendimento 
da mensagem ali contida.
Certo.
028. 028. (CESPE/CEBRASPE) Em “PRESENTE PRA GREGO”, o emprego da forma prepositiva “pra” 
é inadequado, dado o grau de formalidade do texto.
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O texto não é formal, ao contrário: em vista do contexto de informalidade em que o texto 
é apresentado, o emprego da forma coloquial “pra” é perfeitamente adequado.
Errado.
029. 029. (CESPE/CEBRASPE) O texto, cuja mensagem é transmitida essencialmente por meio 
da imagem,classifica-se como não verbal.
O texto apresenta natureza mista, com linguagem verbal e não verbal. Além disso, a mensagem 
é transmitida sobretudo pela linguagem verbal, mediante os termo “pra” e “FMI”.
Errado.
Não se conhece caso em que o desenvolvimento da superioridade literária ou científica 
de um povo possa ser claramente atribuído à qualidade da língua desse povo. Ao contrário, 
as grandes literaturas e os grandes movimentos científicos surgem nas grandes nações (as 
mais ricas, as mais livres de restrições ao pensamento e também — ai de nós! — as mais 
poderosas política e militarmente). O desenvolvimento dos diversos aspectos materiais 
e culturais de uma nação se dá mais ou menos harmoniosamente; a ciência e a arte são 
também produtos da riqueza e da estabilidade de uma sociedade.
030. 030. (CESPE/CEBRASPE) O emprego da expressão “ai de nós!” indica que o texto foi construído 
com base na modalidade coloquial da língua portuguesa.
O texto foi construído em linguagem que respeita os parâmetros da norma culta da língua 
portuguesa; portanto, trata-se da modalidade formal, culta. A expressão destacada é 
apenas um eventual registro textual informal.
Errado.
031. 031. (FGV) Observe o texto a seguir, retirado de uma revista de computação.
“Por mais poderoso que seja, um computador sem programas adequados tem pouca 
utilidade. E um ‘programa adequado’ com certeza não é aquele aplicativo profissional, caro 
e sofisticado que, às vezes, já vem instalado. De nada adiantam funções, botões e janelas, 
se você não conseguir fazer alguma coisa com eles”.
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Um dos elementos que dá coerência aos textos é a ocorrência de vocábulos que estão dentro 
de um mesmo campo semântico; nesse texto, as palavras que pertencem ao mesmo bloco 
conceitual são:
a) computador, programas, aplicativo, janelas;
b) computador, programa, aplicativo, sofisticado;
c) programas, aplicativo, caro, instalado;
d) caro, sofisticado, instalado, funções;
e) poderoso, aplicativo, instalado, funções.
O campo semântico diz respeito a palavras que pertencem à mesma área de sentido. Nesse 
contexto, pertencem ao mesmo campo semântico computador, programas, aplicativo e 
janelas (de aplicativos). Fogem ao campo semântica “sofisticado” (item B), “caro” (item C), 
“caro” e “sofisticado” (item d) e “poderoso” (item E).
Letra a.
032. 032. (FGV) Observe a frase a seguir.
É importante aprender muitas coisas / É importante o aprendizado de muitas coisas.
O mesmo processo de substituição de um verbo por um substantivo correspondente foi 
feito de forma adequada em:
a) É impossível ocultar a desonestidade / É impossível o ocultismo da desonestidade;
b) Morrer é o ato final da existência humana / A mortandade é o ato final da existência 
humana;
c) Enfrentar as dificuldades é o caminho da felicidade / O enfrentamento das dificuldades 
é o caminho da felicidade;
d) Oferecer amizade é atitude rara / O ofertório de amizade é atitude rara;
e) O mais difícil é viver / O mais difícil é a vivacidade.
O termo “enfrentamento” efetivamente é o substantivo equivalente ao verbo “Enfrentar”, 
daí a correção do item C. Em A, “ocultismo” não é substantivo correspondente a “ocultar”; 
em B, mortandade não é sinônimo de “Morrer”. Em D, “ofertório”, que é parte do ritual das 
missas católicas, não equivale ao verbo “Ofertar”. Em E, “viver” corresponderia a “vida”, não 
a vivacidade, que se associa à ideia de esperteza, inteligência.
Letra c.
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033. 033. (VUNESP) Embora não se possa afirmar com certeza, uma vez que o IBGE alterou a 
metodologia da Pnad e ainda não divulgou as novas séries históricas, é plausível que também 
a exorbitante desigualdade social brasileira tenha aumentado com a recessão.
No trecho, os termos “plausível” e “exorbitante”, em destaque, significam, respectivamente:
a) alegável; que age indiscriminadamente.
b) reconhecível; sem solução.
c) admissível; que ultrapassa os limites.
d) considerável; difícil de ser interrompida.
e) incontestável; impossível de mensurar.
Trata-se de questão que envolve conhecimento vocabular: “plausível” significa admissível. Ao 
largo disso, “exorbitante”, originado de órbita, apresenta o prefixo “ex” com o mesmo sentido 
de exportar; logo, seu sentido é de “além dos limites”, do que decorre a correção do item C.
Letra c.
034. 034. (FGV) Algumas vezes, para reduzir-se a extensão do texto, ocorre a substituição de 
uma forma negativa por uma positiva equivalente.
A frase abaixo em que isso foi feito de forma semanticamente adequada é:
a) Os projetos não avançaram nas Comissões / recuaram;
b) Vejo que os candidatos não foram chamados / desistiram;
c) Os turistas não foram bem recebidos / foram expulsos;
d) Os estudantes não continuaram no curso / fracassaram;
e) O presidente não aceitou o convite / declinou do.
a) Errada. No contexto, não avançar não significa recuar.
b) Errada. Não ser chamado não equivale a desistir.
c) Errada. Não ser bem recebido não implica afirmar ser expulso.
d) Errada. Não continuar está mais para desistir do que fracassar.
e) Certa. De fato, declinar significa abrir mão de algo, não aceitar.
Letra e.
035. 035. (FGV) A frase em que a substituição do segmento sublinhado por um particípio de 
valor equivalente foi feita de forma adequada é:
a) O terreno que está sob as águas do rio / submetido às;
b) Um edifício que está sobre duas rochas / construído;
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c) Os restos que estão na lata do lixo / acolhidos;
d) O estado que está entre Amazonas e Maranhão / posto;
e) Um carro que está na garagem / paralisado.
a) Errada. Em A, “que está sob as” equivale a submerso.
b) Certa. De fato, há correspondência contextual entre “que está sobre duas rochas” e 
“construído sobre duas rochas”.
c) Errada. Melhor seria recolhidos à lata de lixo ou jogados na lata de lixo.
d) Errada. O estado não é posto, e sim localizado entre os outros estados.
e) Errada. No contexto, melhor seria caro parado na garagem.
Letra b.
036. 036. (FGV) A frase a seguir em que os termos sublinhados podem ser considerados sinônimos é:
a) A batata está custando caro, como, aliás, todo cereal;
b) A educação é tarefa dos pais, e a cultura, do Estado;
c) A maior greve ocorreu em 1950; a paralisação durou um mês;
d) A operação e o tratamento foram demasiadamente caros;
e) As crianças adoram doce, principalmente chocolate.
a) Errada. A batata não é cereal, e sim, tubérculo.
b) Errada. A educação é parte da cultura, que é muito mais ampla.
c) Certa. No contexto, “greve” e “paralização” traduzem ideias assemelhadas.
d) Errada. Operação é procedimento cirúrgico, que é diferente de tratamento, cujo sentido 
é bem mais amplo.
e) Errada. O chocolate, que pode ser até amargo, não é um doce.
Letra c.
037. 037. (MPE/GO) E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um “boa noite” e um “muito 
obrigadoao senhor” tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente 
de rei.(Rubem Braga, Ai, Copacabana, disponível em http://biscoitocafeenovela.blogspot.
com.br/2014/09/sessao-leitura-outra-noite-rubembraga.html. Acesso em 14/01/2018)
Marque a alternativa que não corresponde a um sinônimo da palavra “veementes”:
a) Animados.
b) Fortes.
c) Entusiasmados.
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d) Encarecidos.
e) Apáticos.
A referência a “como se eu lhe tivesse feito um presente de rei” contextualiza emoção 
positiva que pode ser associada aos termos das opções de A a D, mas não a “Apáticos”.
Letra c.
038. 038. (FGV) Um problema da língua escrita é a polissemia das palavras, que pode gerar mais 
de um entendimento da frase.
A frase abaixo em que isso ocorre com o termo sublinhado é:
a) Comprou um romance de estilo moderno;
b) Após dois anos, perdeu os óculos;
c) Vi o automóvel importado por meu tio;
d) Comprou uma caixa de ovos;
e) Adquiriu um terno na semana passada.
A polissemia diz respeito a um termo que, mantendo-se na mesma classe de palavra, 
pode apresentar múltiplos sentidos. Esse é o caso do verbo perder, no item B, o qual pode 
significar não saber onde os óculos estão, mas também pode se associar à ideia de os óculos 
não servirem mais para ser usuário.
Letra b.
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039. 039. (IADES) Com base na significação contextual, é correto afirmar que a(s) palavra(s)
a) “Reclamação” expressa uma ideia contrária ao significado de queixa; portanto, se ocorresse 
a substituição de uma pela outra, a mensagem original seria alterada.
b) “Denúncia” pode ser compreendida corretamente como sinônima de delação.
c) “Informação” mantém relação de sinonímia com comunicação ou aviso.
d) “Sugestão” e “Crítica” têm exatamente o mesmo sentido, por isso foram reunidas na 
mesma classificação.
e) “Elogio” expressa a ideia de bajulação.
a) Errada. No contexto, “Reclamação” é sinônimo de queixa.
b) Certa. No contexto, de fato, “Denúncia” significa delação.
c) Errada. No contexto, “Informação” não é comunicação ou aviso, e sim diz respeito a um 
dado indagado pelo usuário.
d) Errada. “Sugestão” e “Crítica” não são sinônimos no contexto.
e) Errada. A palavra “bajulação” tem aspecto depreciativo, ao passo que “Elogio” diz respeito 
a manifestação positiva em relação aos serviços prestados.
Letra b.
040. 040. (VUNESP) A mesma relação de sentido que se verifica entre as palavras destacadas 
nas frases “embora a desocupação tenha caído um pouco” / “a pobreza extrema se elevou” 
também ocorre entre os termos:
a) perverso / brutal.
b) recuperação / desproporcional.
c) trajetória / retomada.
d) reverteram / geradas.
e) crescimento / recessão.
Os termos “caído” e “elevou” guardam entre si relação de antonímia, semelhante ao que 
ocorre entre “crescimento” e “recessão”, que também apresentam sentido oposto.
Letra e.
Sabedoria de Sêneca
Entre as tantas reflexões sábias que o filósofo estoico Sêneca nos deixou encontra-
se esta: “Deve-se misturar e alternar a solidão e a comunicação. Aquela nos incutirá o 
desejo do convívio social, esta, o desejo de nós mesmos; e uma será o remédio da outra: a 
solidão curará nossa aversão à multidão, a multidão, nosso tédio à solidão”. É uma proposta 
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admirável de equilíbrio, válida tanto para o século I, na pujança do Império Romano em que 
Sêneca viveu, como para o nosso, em que precisamos viver. É próprio, aliás, dos grandes 
pensadores, formular verdades que não envelhecem.
Nesse seu preciso aconselhamento, Sêneca encontra a possibilidade de harmonização 
entre duas necessidades opostas e aparentemente inconciliáveis. O decidido amor à solidão 
ou a necessidade ingente de convívio com os outros excluem-se, a princípio, e marcariam 
personalidades radicalmente distintas. Mas Sêneca sabe que ambas podem ser insatisfatórias 
em si mesmas: a natureza humana comporta impulsos contraditórios. Por isso está no 
sistema filosófico dos estoicos a noção de equilíbrio como princípio inescapável para o que 
consideram, como o melhor dos nossos destinos, a “tranquilidade da alma”.
Esse equilíbrio supõe aceitarmos as tensões polarizadas de nossa natureza dividida e 
aproveitar de cada polaridade o que ela tenha de melhor: a solidão nos impulsiona para o 
reconhecimento de nós mesmos, para a nossa identidade íntima, para a diferença que nos 
identifica entre todos; a companhia nos faz reconhecer a identidade do outro, movida pela 
mesma força que constitui a nossa. Sêneca, ao reconhecer que somos unos em nós mesmos, 
lembra que essa mesma instância de unidade está em todos nós, e tem um nome: humanidade.
(Altino Sampaio, inédito)
041. 041. (FCC) Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento 
do texto em:
a) formular verdades que não envelhecem (1º parágrafo) = fomentar razões permanentes
b) Esse equilíbrio supõe aceitarmos (3º parágrafo) = Tal estabilidade conta com que admitamos
c) necessidades opostas e aparentemente inconciliáveis (2º parágrafo) = motivos divergentes 
e supostamente irretratáveis.
d) princípio inescapável (2º parágrafo) = postulado inapreensível
e) nos incutirá o desejo do convívio (1º parágrafo) = estimulará nosso intento de cumplicidade
a) Errada. Os termos “formular” e “fomentar” não são sinônimos, bem como os termos 
“verdades” e “razões”.
b) Certa. Há sinonímia entre os termos apresentados.
c) Errada. Os termos “necessidades” e “motivos” não são sinônimos, bem como os termos 
“inconciliáveis” e “irretratáveis”.
d) Errada. Os termos “inescapável” e “inapreensível” não são sinônimos.
e) Errada. Os termos “convívio” e “cumplicidade” não são sinônimos.
Letra b.
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042. 042. (FGV) Em todas as frases abaixo ocorre uma troca indevida do vocábulo sublinhado 
por seu parônimo; a única das frases cuja forma do vocábulo sublinhado está correta é:
a) O motorista infligiu as leis do trânsito;
b) O prisioneiro dilatou os comparsas do assalto;
c) Nada há que desabone a sua conduta imoral;
d) A cobrança é bimestral, ou seja, duas vezes por mês;
e) Os cumprimentos devem ser dados na entrada da festa.
a) Errada. O certo seria infringiu.
b) Errada. O certo seria delatou.
c) Errada. O certo seria moral.
d) Errada. O certo seria quinzenal.
e) Certa. De fato, “cumprimentos” diz respeito a saudações.
Letra e.
O planeta, em março de 2020, oferece uma imagem estranha, entre aprazível e inquietante. 
Mais de um terço da humanidade está em casa, privada da liberdade de ire vir, algo tão 
essencial e que todos nós damos como garantido. As ruas, vazias, como as estradas, sem 
carros. Os céus, claros, sem aviões. As fronteiras, fechadas. Os líderes, encerrados também 
e administrando — primeiro cada um por sua conta, atabalhoadamente, quase sempre 
tarde apesar dos sinais — a maior crise que certamente lhes caberá enfrentar em suas 
vidas. Os cidadãos, desconcertados pelo vírus que foi detectado na China em dezembro 
passado e que já matou mais de 28.900 pessoas, afetando 200 países. Angustiados por sua 
saúde e pela de seus próximos, e pelo golpe econômico que, segundo a unanimidade dos 
especialistas, se avizinha. O mundo entrou em hibernação.
O eletrochoque deixou os humanos aturdidos, num estado que mistura a calma com o 
desassossego, sem espaço físico para se movimentarem nem espaço mental para saberem 
como será a vida, a cidade, o país, o mundo em dois ou três meses, ou em um ano. É um 
duplo abalo. Primeiro, de cunho sanitário: a doença desconhecida, a Covid-19, e o vírus 
que a causa, O temível SARS-Cov-2. Não existe vacina, por isso as medidas aplicadas são 
as chamadas não farmacêuticas, em sua modalidade mais extrema: o confinamento, não 
só dos infectados ou suspeitos de assim estarem, mas também, inicialmente, de cidades 
e regiões inteiras — Wuhan na China, desde janeiro, a Lombardia e boa parte do norte da 
Itália desde 8 de março — e, nos dias seguintes, como se as peças de dominó caíssem uma 
após as outras, países grandes e pequenos, desenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Da 
Itália inteira à Índia, passando pela Espanha, França, Reino Unido e uma parte considerável 
dos Estados Unidos e da América Latina: três bilhões de pessoas quietas e trancadas.
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O segundo abalo é econômico. Os governos assumem que o freio na atividade provocará 
uma recessão global — as rotas do comércio mundial, já interrompidas quando o coronavírus 
parecia ser apenas um mal chinês, estão bloqueadas. Em 2020, a contração do PIB será de 2,2% 
na zona do euro, segundo a agência de qualificação Moody’s, e de 2% nos Estados Unidos da 
América (EUA). As cifras de solicitantes de subsídios de desemprego naquele país bateram um 
recorde: nunca, em meio século desde o início dos registros, tinham sido tão altas, mais de três 
milhões. As somas que foram ou serão injetadas para amortecer o impacto para empresas e 
trabalhadores — cinco trilhões de dólares só para os países do G20 — e as intervenções dos bancos 
centrais dão uma ideia das dimensões do desastre que se tenta evitar, ou suavizar. Volta a soar 
o “whateverit takes” (“o que for preciso”), bordão mágico que Mario Draghi, então presidente 
do Banco Central Europeu, pronunciou em 2012 para salvar o euro, e funcionou. Todos, não 
só os bancos centrais, prometem “o que for preciso”, mas, oito anos depois da intervenção de 
Draghi, o primeiro ato da crise encena uma resposta em ordem dispersa. As fraturas da União 
Europeia reaparecem em toda sua crueldade. O vírus é global; as reações, nacionais.
Cogita-se uma mudança de modelo econômico. “Talvez seja inevitável passar por uma 
fase de desglobalização, ou seja, de comércio e fluxo de capitais reduzidos entre os países”, 
observa o economista francês Thomas Piketty. “Continuar como se nada tivesse acontecido 
não é uma opção. Caso contrário, o nacionalismo triunfará”, alerta.
Internet: (com adaptações).
043. 043. (QUADRIX) No primeiro parágrafo do texto, é apresentado, em forma descritiva, um 
panorama do mundo em face da pandemia de Covid-19.
No primeiro parágrafo, predomina o emprego de elementos descritivos como adjetivos e 
locuções adjetivas para a caracterização da “imagem estranha, entre aprazível e inquietante”.
Certo.
044. 044. (QUADRIX) Entende-se da leitura do texto que a recessão global será uma consequência 
da drástica diminuição da atividade econômica mundial.
Essa informação pode ser extraída do trecho “o freio na atividade provocará uma recessão 
global”.
Certo.
045. 045. (QUADRIX) De acordo com as informações do texto, devido ao impacto da pandemia, 
o crescimento do PIB dos países da zona do euro e dos EUA ficará em torno de 2%.
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Trata-se de um contradição em relação à informação presente no texto: “Em 2020, a 
contração do PIB será de 2,2% na zona do euro, segundo a agência de qualificação Moody’s, 
e de 2% nos Estados Unidos da América (EUA)”.
Errado.
046. 046. (FGV) Dvorak aproximou-se do alto da colina e debruçou-se sobre uma pequena pedra 
para olhar a paisagem abaixo. Observou que havia uma grande caverna, cercada de vegetação, 
mas não conseguiu identificar a entrada. Fez um sinal para que o grupo o acompanhasse 
e começou a descer cuidadosamente a encosta.
Acima aparece um pequeno texto narrativo; a frase, retirada desse texto, que mostra valor 
descritivo é:
a) Dvorak aproximou-se do alto da colina;
b) debruçou-se sobre uma pequena pedra;
c) havia uma grande caverna, cercada de vegetação;
d) não conseguiu identificar a entrada;
e) Fez um sinal para que o grupo o acompanhasse.
A descrição tem a intenção de caracterizar um ser, um local, daí o predomínio de expressões de 
atributos e qualidades, consoante se verifica no item C. Os demais itens têm predominância 
narrativa, visto que focam a ação do personagem.
Letra c.
Imigrantes ilegais, os homens e as mulheres vieram para Prato, na Itália, como parte de 
snakebodies liderados por snakeheads na Europa. Em outras palavras, fizeram a perigosa viagem 
da China por trem, caminhão, a pé e por mar como parte de um grupo pequeno, aterrorizado, 
que confiou seu destino a gangues chinesas que administram as maiores redes de contrabando 
de gente no mundo. Nos locais em que suas viagens começaram, havia filhos, pais, esposas e 
outros que dependiam deles para que enviassem dinheiro. No destino, havia paredes cobertas 
com anúncios de mau gosto de empregos que representavam a esperança de uma vida melhor.
Pedi a um dos homens ao lado da parede que me contasse como tinha sido sua viagem. 
Ele objetou. Membros do snakebody têm de jurar segredo aos snakeheads que organizam 
sua viagem. Tive de convencê-lo, concordando em usar um nome falso e camuflar outros 
aspectos de sua jornada. Depois de uma série de encontros e entrevistas, pelos quais paguei 
alguma coisa, a história de como Huang chegou a Prato emergiu lentamente.
James Kynge. A China sacode o mundo. São Paulo: Globo, 2007 (com adaptações).
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047. 047. (CEBRASPE/CESPE) Depreende-se do texto que chineses emigram para a Europa em 
busca da possibilidade de melhor sustento financeiro de suas famílias.
Pode-se extrair tal conclusão do seguinte trecho: “Nos locais em que suas viagens começaram, 
havia filhos, pais, esposas e outros que dependiam deles para que enviassem dinheiro.”
Certo.
048. 048. (CEBRASPE/CESPE)O texto é narrativo e autobiográfico, o que se evidencia pelo uso da primeira 
pessoa do singular no segundo parágrafo, quando é contado um fato acontecido ao narrador.
O texto de fato é predominantemente narrativo, visto que foca na apresentação das diversas 
ações dos personagens presentes. Contudo, não se trata de texto autobiográfico, uma vez 
que o autor não está falando de sua própria história de vida.
Errado.
[...] Saiu da casa da cartomante aos tropeços e parou no beco escurecido pelo crepúsculo 
— crepúsculo que é hora de ninguém. Mas ela de olhos ofuscados como se o último final da 
tarde fosse mancha de sangue e ouro quase negro. Tanta riqueza de atmosfera a recebeu e o 
primeiro esgar da noite que, sim, sim, era funda e faustosa. Macabéa ficou um pouco aturdida 
sem saber se atravessaria a rua pois sua vida já estava mudada. E mudada por palavras — desde 
Moisés se sabe que a palavra é divina. Até para atravessar a rua ela já era outra pessoa. Uma 
pessoa grávida de futuro. Sentia em si uma esperança tão violenta como jamais sentira tamanho 
desespero. Se ela não era mais ela mesma, isso significava uma perda que valia por um ganho. 
Assim como havia sentença de morte, a cartomante lhe decretara sentença de vida. Tudo de 
repente era muito e muito e tão amplo que ela sentiu vontade de chorar. Mas não chorou: 
seus olhos faiscavam como o sol que morria. Então ao dar o passo de descida da calçada para 
atravessar a rua, o Destino (explosão) sussurrou veloz e guloso: é agora é já, chegou a minha vez! 
E enorme como um transatlântico o Mercedes amarelo pegou-a — e neste mesmo instante em 
algum único lugar do mundo um cavalo como resposta empinou-se em gargalhada de relincho.
Macabéa ao cair ainda teve tempo de ver, antes que o carro fugisse, que já começavam 
a ser cumpridas as predições de madama Carlota, pois o carro era de alto luxo. Sua queda 
não era nada, pensou ela, apenas um empurrão. Batera com a cabeça na quina da calçada 
e ficara caída, a cara mansamente voltada para a sarjeta. E da cabeça um fio de sangue 
inesperadamente vermelho e rico. O que queria dizer que apesar de tudo ela pertencia a 
uma resistente raça não teimosa que um dia vai talvez reivindicar o direito ao grito. [...]
(Excerto adaptado e extraído da obra “A Hora da Estrela”. LISPECTOR, Clarice. 23.a edição. Rio de Janeiro: 
Francisco Alves, 1995.)
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049. 049. (INSTITUTO AOCP) De acordo com o texto assinale a alternativa correta.
a) O narrador, em primeira pessoa, descreve o momento em que a personagem vai à casa 
de uma vidente e descobre estar grávida.
b) Trata-se de um texto predominantemente dissertativo, em que se expõe o relato de 
uma tragédia ocorrida com Macabéa.
c) A mudança na vida de Macabéa, citada em “[...] pois sua vida já estava mudada.”, refere-
se à viagem empreendida por ela, que se realizara após encontrar o carro que estava à sua 
espera.
d) O excerto demonstra a fragilidade social da personagem que, ironicamente, teve um 
momento de esperança antes de ser atropelada.
e) A narrativa descreve uma cena trivial de final de tarde, em que Macabéa presencia o 
atropelamento e a morte de um cavalo.
a) Errada. A narração é feita em terceira pessoa, além disso a personagem não estava 
literalmente grávida, mas era uma “pessoa grávida de futuro”.
b) Errada. O texto é narrativo, em vista da existência de um narrador e da sequência de 
ações apresentadas atribuídas à personagem.
c) Errada. Macabéa não viajou no carro, e sim foi atropelada por ele.
d) Certa. De fato, a previsão da cartomante deixou a personagem tão cheia de esperança, 
que ela se distraiu em meio a devaneios a ponto de ser atropelada ao atravessar a rua. 
Em relação à fragilidade social da personagem, tal aspecto pode se extraído do seguinte 
trecho: “ela pertencia a uma resistente raça não teimosa que um dia vai talvez reivindicar 
o direito ao grito”.
e) Errada. Não houve atropelamento do cavalo, e sim da personagem Macabéa.
Letra d.
O conceito de direitos humanos assenta em um bem conhecido conjunto de pressupostos, 
todos eles tipicamente ocidentais: existe uma natureza humana universal que pode ser 
conhecida racionalmente; a natureza humana é essencialmente diferente e superior à 
restante realidade; o indivíduo possui uma dignidade absoluta e irredutível que tem de 
ser defendida da sociedade ou do Estado; a autonomia do indivíduo exige que a sociedade 
esteja organizada de forma não hierárquica, como soma de indivíduos livres. Uma vez que 
todos esses pressupostos são claramente ocidentais e facilmente distinguíveis de outras 
concepções de dignidade humana em outras culturas, teremos de perguntar por que motivo 
a questão da universalidade dos direitos humanos se tornou tão acesamente debatida.
Boaventura de Sousa Santos. Por uma concepção multicultural dos direitos humanos. Internet: (com adaptações).
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050. 050. (CEBRASPE/CESPE) O texto é essencialmente dissertativo-argumentativo e nele o 
autor expressa sua opinião a respeito do assunto tratado.
O texto trata de um tema (direitos humanos), razão pela qual é dissertativo. Além disso, 
apresenta a tese (ponto de vista) do autor, que manifesta sua forma de ver o tema mediante 
o uso de modalizadores, a exemplo de “bem conhecido”, “tipicamente ocidentais”, “claramente 
ocidentais e facilmente distinguíveis”.
Certo.
Apresentando vantagens preventivas, terapêuticas e em efeitos colaterais sobre os 
medicamentos sintéticos, os medicamentos fitoterápicos vêm se apropriando do mercado 
mundial de forma diretamente proporcional às exigências do consumidor. No Brasil, essa 
tendência tem suscitado ações nas diferentes esferas governamentais. Na do governo federal, 
algumas iniciativas foram empreendidas para inserção dos medicamentos fitoterápicos na 
rede pública de saúde, porém sem muito sucesso: Programa de Pesquisa de Plantas Medicinais 
da Central de Medicamentos (PPPM/CEME/MS) (1971-1997), Projeto Flora (1982), Resolução 
CIPLAN (Comissão Interministerial de Planejamento e Coordenação) (1988), entre outros.
A alternância político-administrativa brasileira constitui-se no cerne da descontinuidade 
dessas iniciativas. Entretanto, tem surgido, ao longo das três últimas décadas, iniciativas 
isoladas de aproveitamento dos recursos terapêuticos da flora brasileira como medicamento, 
por parte das secretarias de saúde, em níveis estadual e municipal, e por organizações civis 
dos movimentos populares.
Essas iniciativas não se restringem à população brasileira, pois aproximadamente 60% da 
população mundial recorre, quase que exclusivamente, às plantas medicinais como recurso 
terapêutico. Confirmando essa informação, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima 
que 85% da população dos países em desenvolvimento utilizem as plantas medicinais nos 
cuidados primários de saúde.
Em iniciativa pioneira, em 1983, o professor Francisco Matos, farmacêutico, fitoquímico 
e pesquisador da Universidade Federal do Ceará (UFC), a partir do horto da universidade, 
idealizou e implantou, com sua equipe, o Projeto Farmácia Viva, voltado para o atendimento 
de pequenas comunidades, validando plantas de amplo uso popular na regiãopara produzir 
e disponibilizar preparações extemporâneas (para uso em até 48 horas após manipulação, 
com formulação prescrita e individualizada) a essa população. Ele obteve notoriedade por 
suas andanças pelo Nordeste, levantando e identificando espécies vegetais nas comunidades: 
juntou a prática e o saber local com a capacidade técnica-científica-informacional e 
as normas.
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Em 2010, o Farmácia Viva foi instituído pelo Ministério da Saúde, no âmbito do Sistema 
Único de Saúde (SUS), mediante a Portaria MS/GM n.º 886, como um modelo de farmácia 
no contexto da Assistência Farmacêutica Nacional, o qual abrange as etapas de cultivo, 
coleta, processamento, armazenamento de plantas medicinais, preparação e dispensação 
de produtos magistrais e oficinais de plantas medicinais e fitoterápicos, conforme previsão 
da Resolução RDC n.º 18/2013 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do MS. 
Desde então, o Farmácia Viva tornou-se um programa de medicina social, cujos objetivos 
são oferecer assistência farmacêutica fitoterápica a entidades públicas e a comunidades 
regionais interessadas em utilizar plantas medicinais como recurso terapêutico sem fins 
lucrativos, estudar cientificamente as plantas medicinais, desde a fase de cultivo das 
espécies até a produção dos fitoterápicos, e distribuir os produtos obtidos a partir das 
espécies selecionadas.
Elizabeth Michiles. Diagnóstico situacional dos serviços de fitoterapia no estado do Rio de Janeiro. In: 
Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 14, supl. 1, 2004, p. 16-19 (com adaptações). Randal Vinícius Bian-
chi, Maria Behrens e Ana Maria Soares Pereira. Farmácia da natureza: um modelo eficiente de farmácia viva. 
In: Revista Fitos, v. 10, n.º 1, jan./mar. 2016, p. 73-76 (com adaptações).
051. 051. (QUADRIX) Predomina, no texto, a tipologia narrativa, característica do gênero epistolar.
O texto aborda um tema (serviços de fitoterapia) de maneira objetiva; portanto, trata-
se de texto dissertativo expositivo ou informativo. Além disso, não se trata de uma carta 
(gênero epistolar).
Errado.
052. 052. (QUADRIX) Deduz-se do texto que o objetivo da introdução, no sistema de saúde 
pública, de programas como o Farmácia Viva era substituir os programas tradicionais de 
prevenção de doenças e promoção da saúde.
O texto apresenta o Farmácia Viva como um programa complementar, para assistência: 
“Em 2010, o Farmácia Viva foi instituído pelo Ministério da Saúde, no âmbito do Sistema 
Único de Saúde (SUS), mediante a Portaria MS/GM n.º 886, como um modelo de farmácia 
no contexto da Assistência Farmacêutica Nacional [...]”.
Errado.
053. 053. (QUADRIX) De acordo com o texto, o Farmácia Viva promove o uso terapêutico de 
plantas medicinais em comunidades regionais.
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De fato, o texto menciona o seguinte: “Desde então, o Farmácia Viva tornou-se um programa 
de medicina social, cujos objetivos são oferecer assistência farmacêutica fitoterápica a 
entidades públicas e a comunidades regionais interessadas em utilizar plantas medicinais 
como recurso terapêutico sem fins lucrativos [...]”.
Certo.
054. 054. (QUADRIX) Depreende-se do texto que nenhuma das iniciativas governamentais de 
inserção dos medicamentos fitoterápicos na rede de saúde pública surtiu efeito prático.
As iniciativas governamentais federais é que não surtiram efeito: “Na [esfera] do governo 
federal, algumas iniciativas foram empreendidas para inserção dos medicamentos 
fitoterápicos na rede pública de saúde, porém sem muito sucesso [...].” Por outro lado, o 
Farmácia Viva foi uma iniciativa bem sucedida.
Errado.
055. 055. (QUADRIX) Conforme o texto, mais da metade dos habitantes do globo terrestre têm 
feito uso de medicamentos fitoterápicos como recurso terapêutico.
Segundo o texto, tal quantitativo diz respeito a pessoas que usam plantas medicinais, e 
não que usam medicamentos fitoterápicos: “aproximadamente 60% da população mundial 
recorre, quase que exclusivamente, às plantas medicinais como recurso terapêutico”.
Errado.
Assim como cidadania e cultura formam um par integrado de significações, cultura 
e territorialidade são, de certo modo, sinônimos. A cultura, forma de comunicação do 
indivíduo e do grupo com o universo, é herança, mas também um reaprendizado das 
relações profundas entre o ser humano e o seu meio, um resultado obtido por intermédio 
do próprio processo de viver. Incluindo o processo produtivo e as práticas sociais, a cultura 
é o que nos dá a consciência de pertencer a um grupo, do qual é o cimento. É por isso que 
as migrações agridem o indivíduo, roubando-lhe parte do ser, obrigando-o a uma nova e 
dura adaptação em seu novo lugar. Desterritorialização é frequentemente outra palavra 
para significar alienação, estranhamento, que são, também, desculturização.
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Gustavo Silva
Esse processo é, também, o que comanda as migrações, que são, por si sós, processos 
de desterritorialização e, paralelamente, processos de desculturização. O novo ambiente 
opera como uma espécie de denotador. Sua relação com o novo morador se manifesta 
dialeticamente como territorialidade nova e cultura nova, que interferem reciprocamente, 
mudando paralelamente territorialidade e cultura, e mudando o ser humano.
Milton Santos. O espaço do Cidadão. 7.ª ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2020, p. 81-83 
(com adaptações)
056. 056. (CEBRASPE/CESPE) A relação da cultura com a cidadania e a territorialidade constitui 
a ideia central do texto, que é predominantemente argumentativo.
A ideia centra do texto é identificada pelas retomadas constantes, que são verificadas 
mediante o insistente emprego de termos como “cidadania”, “cultura”, “territorialidade”, 
“lugar”, “Desterritorialização”, “desculturização”, ambiente. Além disso, o texto trata de um 
tema (cidadania), razão pela qual é dissertativo e, por apresentar a tese (ponto de vista) 
do autor.
Certo.
A pandemia causada pelo coronavírus, que começou em 2020, afetou diversos setores da 
sociedade em todo o mundo, com efeitos devastadores nas áreas da saúde e da economia 
ao redor do planeta, e o mercado imobiliário também foi atingido, mas, ao contrário do 
que ocorreu com outros segmentos, o setor de compra e venda de imóveis residenciais foi 
aquecido com as mudanças causadas pela crise sanitária decorrente da covid-19.
No ano de 2020, os valores financiados apresentaram um aumento de 57,5% em 
comparação com o ano anterior, de acordo com levantamento realizado pela Associação 
Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
Alguns dos fatores que podem explicar esse crescimento estão relacionados ao acesso 
facilitado ao crédito e aos juros baixos praticados durante o período, no Brasil, ou seja, 
ficou mais fácil adquirir imóveis, ao mesmo tempo em que o custo para a compra de novosbens estava mais baixo.
Além disso, a pandemia modificou alguns critérios estabelecidos pelos compradores. 
O isolamento domiciliar e a adoção do home office para o trabalho e os estudos alteraram 
o modo de utilização das residências.
Segundo a Pesquisa da Influência do Coronavírus no Mercado Imobiliário Brasileiro, 
realizada pela DataZAP+, 62% dos entrevistados apontaram como relevante ter um imóvel 
com ambientes bem divididos e 45% disseram que era importante ou muito importante 
morar em uma casa.
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Assim, mesmo com a pandemia, o mercado imobiliário voltado para as negociações 
de imóveis residenciais apresentou aquecimento e, além disso, o perfil de compra sofreu 
alterações.
Após o primeiro ano da crise sanitária, o mercado adaptou-se, de modo geral, às novas 
demandas sociais e econômicas. Nesse sentido, o segmento de imóveis também precisou 
se adequar ao novo cenário que se formou.
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) realizou estudos que apontam 
o aumento de 27% das negociações de imóveis somente no primeiro trimestre de 2021.
Ao mesmo tempo, o levantamento indica que os estoques caíram 14,8%, tendo atingido 
o menor patamar desde janeiro de 2016.
Existe uma grande procura por imóveis, mas o mercado ainda consegue atender a todos 
os compradores. Este fato pode colaborar para o aumento dos preços e, consequentemente, 
para a valorização imobiliária.
Em 2017, o déficit de imóveis era de 7,8 milhões de unidades, segundo estudo realizado 
pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias 
(Abrainc).
Segundo Luiz Antonio França, presidente da Abrainc, o alto déficit habitacional no Brasil 
é um dos incentivadores do mercado. “Tem tanta gente que precisa comprar imóvel que, 
mesmo com a crise, o mercado segue. O financiamento está mais barato e mais longo no 
mercado brasileiro e as pessoas acabam comprando o imóvel que caiba no bolso delas e 
vai ter um ativo com tendência de valorização”.
A associação realizou estudos que apontam que, após um período de instabilidade 
no mercado de imóveis, entre 2017 e 2019, o segmento apresenta boas perspectivas. De 
acordo com França: “No atual contexto de juros baixos, o investimento em imóvel fica 
ainda mais atrativo e vantajoso, principalmente quando é comparado com o de renda fixa 
e considerando que os ativos reais tendem a se valorizar com os juros baixos”.
Além disso, existem boas projeções para o mercado imobiliário, no geral. A pesquisa 
Raio-X do FipeZAP, realizada também no 1º trimestre de 2021, apontou que 46% dos 
respondentes tinham a intenção de adquirir imóveis nos três meses seguintes. O número 
encontrado fica muito acima da média histórica (37%) e bem próximo do valor mais alto 
já registrado até o momento (48%).
Internet: (com adaptações).
057. 057. (QUADRIX) No texto, que se caracteriza como dissertativo-informativo, são apresentados 
percentuais que comprovam a expansão do setor de aquisição de imóveis residenciais no 
Brasil durante a pandemia de covid-19.
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A pretensão do texto não é o convencimento do leitor acerca do ponto de vista do autor, 
mas somente a exposição de informações de forma objetiva e clara, daí sua natureza 
dissertativa-informativa. Além disso, efetivamente, ali se apresentam dados de expansão 
do setor imobiliário: “No ano de 2020, os valores financiados apresentaram um aumento de 
57,5% em comparação com o ano anterior”; “A Câmara Brasileira da Indústria da Construção 
(CBIC) realizou estudos que apontam o aumento de 27% das negociações de imóveis somente 
no primeiro trimestre de 2021.”
Certo.
058. 058. (QUADRIX) De acordo com o texto, o acesso mais fácil ao crédito e os juros baixos, 
durante a pandemia de covid-19, no Brasil, facilitaram a aquisição de imóveis no País.
Eis os trechos do texto pertinentes a tais informações: “No ano de 2020, os valores financiados 
apresentaram um aumento de 57,5% em comparação com o ano anterior, de acordo com 
levantamento realizado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e 
Poupança (Abecip).
Alguns dos fatores que podem explicar esse crescimento estão relacionados ao acesso 
facilitado ao crédito e aos juros baixos praticados durante o período, no Brasil, ou seja, 
ficou mais fácil adquirir imóveis, ao mesmo tempo em que o custo para a compra de novos 
bens estava mais baixo.”
Certo.
Transporte Hidroviário - GTH
A Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon-PA) 
desenvolve ações de regulação e fiscalização do serviço público de transporte hidroviário 
desde a sua criação, em 1998, através do Grupo Técnico de Transporte (GTT). Porém, somente 
a partir de abril/2005 foi constituído o Grupo Técnico Hidroviário (GTH), com a finalidade 
de atuar especificamente na área aquaviária.
As atribuições fundamentais do GTH na área aquaviária incluem a fiscalização, o cálculo 
de tarifas e o cadastro de empresas e embarcações. Há também atividades em que o GTH 
atua na condução do processo, embora este se consolide no nível de assessoria da diretoria, 
que é o apoio à regulação e o apoio à outorga. Há ainda atividades em que o GTH atua com 
estrutura compartilhada com o Grupo Técnico de Transporte Terrestre (GTT), como forma 
de otimizar recursos da Agência, que é o processamento de penalidades e o suporte de 
informática.
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A fiscalização dos serviços de transporte aquaviário intermunicipal de passageiros consiste 
na verificação do cumprimento da legislação pertinente e das cláusulas dos contratos de 
concessão e de permissão, além dos serviços autorizados, quando pertinentes.
Disponível em: . Acesso em: 9 maio 2018, com 
adaptações.
059. 059. (IADES) Quanto ao modo como as informações estão organizadas, o texto é, 
predominantemente,
a) dissertativo, pois tem o intuito principal de informar o leitor, por meio da exposição 
de ideias, a respeito do trabalho desenvolvido pela Arcon-PA em relação ao serviço de 
transporte público hidroviário.
b) narrativo, pois gira em torno, principalmente, de uma sequência cronológica dos fatos 
que constituem a origem do GTH da Arcon-PA.
c) descritivo, pois se concentra no registro das características que diferenciam o GTH do GTT.
d) dissertativo, pois defende uma opinião favorável à criação do GTH com o intuito de 
convencer o leitor.
e) narrativo, pois apresenta a evolução, no tempo e no espaço, do trabalho desenvolvido 
pela Arcon-PA em relação ao serviço de transporte público hidroviário.
O texto aborda um tema (serviço de transporte hidroviário) de maneira objetiva; portanto, 
trata-se de texto dissertativo expositivo ou informativo.
Letra a.
Leia com atenção o poema de Gregório de Matos:
Três dúzias de casebres remendados,Seis becos de mentrastos entupidos
Quinze soldados rotos e despidos
Doze porcos na praça bem criados.
Dois conventos, seis frades, três letrados
Um juiz com bigodes sem ouvidos
Três presos de piolhos carcomidos
Por comer dois meirinhos esfaimados.
As damas com sapatos de baeta
Palmilha de tamanca como frade
Saia de chita, cinta de raquete.
O feijão que só faz ventosidade
Farinha de pipoca, pão de greta
De Sergipe Del Rei esta é a cidade.
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060. 060. (IBFC) Quanto à tipologia textual usada pelo escritor analise as afirmativas a seguir:
I – É uma descrição, por relatar as características de um local.
II – É uma dissertação, por analisar e interpretar dados reais sobre a cidade de Sergipe Del 
Rei.
III – É apenas a definição de uma linda cidade aos olhos do poeta.
IV – É uma exposição, são apresentadas informações sobre assuntos e fatos específicos; 
expõe ideias; explica; avalia; reflete.
Estão corretas as afirmativas:
a) I e IV, apenas.
b) I, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) III apenas.
I – Certa. De fato, o texto é uma descrição de Sergipe ao olhos do autor, em vista da 
apresentação, ao longo do texto, das características da cidade.
II – Errada. Não se trata de texto dissertativo, e sim descritivo.
III – Errada. A cidade não é descrita como linda, mas com tom de crítica.
IV – Errada. Não se trata de texto dissertativo informativo.
Letra b.
061. 061. (FGV) O segmento abaixo que exemplifica o tipo de texto denominado instrucional é:
a) As regras do condomínio estabelecem que os moradores não poderão manter animais 
de estimação nos apartamentos;
b) Economize para que, nas próximas férias, possa realizar aquele passeio dos seus sonhos 
pela Europa;
c) A cidade estava deserta em função do feriado prolongado e a Prefeitura instruiu a 
população para que não visitasse os locais de grandes aglomerações;
d) Todos estão cientes de que a inflação parece estar de volta, ainda que em índices menores;
e) Uma vez aberta a caixa, conserve-se na geladeira, sendo aconselhável o consumo nos 3 
ou 4 dias seguintes.
O texto instrucional ou injuntivo costuma apresentar verbos no imperativo e direciona as 
ações do leitor. Verificam-se tais características com mais evidência no item E. Observe-se 
que, apesar da presença de imperativo no item B, tem-se ali mais um aconselhamento do 
que efetivamente instruções a serem seguidas.
Letra e.
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Como não ser machista
1. Pense duas vezes antes de chamar uma mulher de louca só porque vocês têm pontos 
de vista diferentes.
2. Tire o verbo “ajudar” quando se referir às tarefas de casa.
3. Violência contra mulher não tem “mas...”.
4. Conteste o pensamento “essa é pra casar” e “essa é só para passar a noite”.
5. Não deixe que sua insegurança o transforme em um opressor.
6. Entenda que ninguém mata ou bate em alguém por amor.
Disponível em . Acesso em: 10 abr. 2018 (com adaptações).
062. 062. (UNIFAL/MG) Considerando a tipologia do texto apresentado, sua principal finalidade é:
a) Enumerar algumas situações em que a mulher é alvo do machismo
b) Relatar algo que acontece ou aconteceu no cotidiano da maioria das pessoas.
c) Defender um ponto de vista sobre o mau comportamento dos homens sobre as mulheres.
d) Dar conselhos por meio de exemplos com o intuito de influenciar uma mudança de 
comportamento.
No texto, predomina o uso de verbos no imperativo, o que o caracteriza como 
predominantemente injuntivo, em tom de aconselhamento. No item A, “Enumerar” está 
mais associado à descrição; em B, “Relatar” relaciona-se mais à narração; em C, “Defender 
um ponto de vista” associa-se a texto dissertativo argumentativo.
Letra d.
063. 063. (FGV) “Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da 
Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu. Cumprimentou-me, 
sentou-se ao pé de mim, falou da Lua e dos ministros, e acabou recitando-me versos. A 
viagem era curta, e os versos pode ser que não fossem inteiramente maus. Sucedeu, porém, 
que, como eu estava cansado, fechei os olhos três ou quatro vezes; tanto bastou para que 
ele interrompesse a leitura e metesse os versos no bolso.”
Esse é o início do romance Dom Casmurro; é correto afirmar, sobre esse texto, que se trata 
de texto
a) narrativo com sequências descritivas e argumentativas.
b) narrativo com sequências descritivas.
c) descritivo, com sequências narrativas e argumentativas.
d) narrativo com sequências expositivas.
e) descritivo com sequências descritivas e expositivas.
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A reprodução de realidade predominantemente dinâmica com a presença de personagens 
e um narrador caracteriza texto narrativo. Nele, por outro lado, há a apresentação de 
caracterizações típicas da descrição.
Letra b.
“Requerimento é o instrumento por meio do qual o signatário pede, a uma autoridade 
pública, algo que lhe pareça justo ou legal. O requerimento pode ser usado por qualquer 
pessoa que tenha interesse no serviço público, seja, ou não, servidor público. Deve ser dirigido 
à autoridade competente para receber, apreciar e solucionar o caso, podendo ser manuscrito 
ou digitado/datilografado. Uma vez que o requerimento é veículo de solicitação sob o amparo 
da lei, somente pode ser dirigido a autoridades públicas. Pedidos a entidades particulares 
fazem-se por carta ou, quando provenientes de órgão público, por ofício. Podem-se, no entanto, 
dirigir requerimentos a colégios particulares. Esses, com efeito, exercem, por uma espécie 
de delegação, atividades próprias do poder público, pelo qual têm seus serviços rigidamente 
regulados e fiscalizados”. (Adalberto J. Kaspary – Redação Oficial – Normas e Modelos)
Disponível em: http://www.cmvciriaco.com.br/ informacoes/imprensa/REQUERIMENTO.PDF. Acesso em 
18/03/2018 às 20h46.
064. 064. (UTFPR) O texto em questão pertence, predominantemente, à tipologia textual:
a) narração.
b) dissertação.
c) descrição.
d) injunção.
e) exposição.
O texto aborda um tema (requerimento) de maneira objetiva; portanto, trata-se de texto 
dissertativo expositivo ou informativo.
Letra e.
065. 065. (FGV) “Quando minha prima e eu descemos do táxi, já era quase noite. Ficamos imóveis 
diante do velho sobrado de janelas ovaladas, iguais a dois olhos tristes, um deles vazado 
por uma pedrada.” (Lygia Fagundes Telles)
A afirmação correta sobre esse segmento de texto é:
a) trata-se de texto puramente descritivo;
b) mostra segmentos de texto dissertativo;
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Texto e Reescritamateriais levem à criação de energias mais limpas e a métodos 
para a captura das emissões de gases do efeito estufa.
Sob comando de Omar Yaghi, do Instituto de Nanossistemas da Califórnia, ligado à Universidade 
da Califórnia, Los Angeles, a equipe aperfeiçoou um cristal anterior chamado MOF-177, resultando 
em duas novas versões – MOF-200 e MOF-210 – capazes de armazenar o dobro do volume de gases.
“A porosidade é um caminho para fazer muito com pouco”, disse Yaghi, professor de Química 
e Bioquímica, em nota.
“Em vez de ter apenas a superfície externa de uma partícula, vamos perfurar pequenos 
buracos para aumentar dramaticamente a área da superfície”.
Os novos cristais foram descritos em um documento publicado no site da revista Science.
Jaheon Kim, professor de Química da Universidade Soongsil, de Seul, ajudou a projetar o MOF-
210. Ele contou que 1 grama de MOF tem mais ou menos o tamanho de quatro tabletes de 
açúcar, ou seja, é um material levíssimo. Se espalhado, cada grama dos novos cristais ocuparia 
mais de 5.000 metros quadrados, disse Yaghi.
“Se eu pego um grama de MOF-200 e o desenrolo, ele vai cobrir muitos campos de futebol, e 
esse é o espaço que você tem para os gases se concentrarem”, disse Yaghi. “É como mágica. 
Quarenta toneladas de MOF são iguais a toda a superfície da Califórnia.”(www.estadao.com.br)
Texto Dissertativo Argumentativo
A dissertação argumentativa tem pretensão opinativa, persuasiva – deseja-se nela 
convencer o leitor.
Esse tipo de dissertação não se limita a apresentar um tema; vai além.
O tema é abordado mediante o ponto de vista do autor, ou seja, por meio de uma tese. 
Esta, por sua vez, é sustentada com a apresentação de argumentos que fundamentam a tese.
TEMA >> TESE >> ARGUMENTO
Assunto >> Opinião do autor >> Por que se tem tal opinião
EXEMPLO
A humanidade não aceitará uma língua não natural para a comunicação natural. Isso é contra 
a tendência dos seus instintos. Nenhum homem, “que seja homem”, achará natural conversar, 
aceitando ou recusando uma bebida, em Volapuque, ou Esperanto, ou Ido ou em qualquer 
outra fantochada do gênero. Preferirá falar, gaguejando, uma língua estranha, mas natural, 
do que falar, com relutante perfeição, uma língua artificialmente construída. O homem é um 
animal apesar de muitos o esquecerem, ele ainda é um animal irracional, como todos o são. 
(Fernando Pessoa. A Língua Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.)
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1 .9 . GÊNEROS TEXTUaiS1 .9 . GÊNEROS TEXTUaiS
Os gêneros textuais são as diferentes formas de elaboração, organização e apresentação 
de texto, as quais desempenham papéis sociais, próprios do dia a dia.
São exemplos de gêneros textuais a carta, a propaganda, a notícia, a reportagem, a 
entrevista, a crônica e outros mais.
Para concursos, interessam sobretudo gêneros textuais jornalísticos e literários.
a) Gêneros Textuais Jornalísticos
• Notícia – texto narrativo e/ou descritivo de natureza informativa que apresenta fatos 
atuais e cotidianos mediante o emprego de linguagem clara, formal e objetiva.
• Reportagem – texto dissertativo e informativo que apresenta um tema com uso de 
narrações, entrevistas, depoimentos, dados estatísticos e que, ao fim, expressa a 
opinião do autor sobre o assunto.
• Editorial – texto dissertativo-argumentativo utilizado para apresentar os assuntos 
a serem abordados em certas seções do jornal (Economia, Política, Esporte, Cultura, 
etc.) e, com eles, as opiniões da equipe.
• Artigo de opinião – texto dissertativo-argumentativo normalmente assinado pelo 
autor, cuja finalidade é apresentar um ponto de vista sobre algum tema da atualidade.
b) Gêneros Textuais Literários
• Crônica – texto narrativo curto que trata de assuntos do cotidiano.
• Conto – texto narrativo curto de natureza fictícia que desenvolve uma história com 
apenas um clímax.
• Romance – texto narrativo fictício longo cuja trama se desdobra em conflitos 
secundários.
• Fábula – texto narrativo que apresenta normalmente lição de fundo moral e que 
costuma ter animais como personagens.
1 .10 . cOESÃO E cOERÊNcia1 .10 . cOESÃO E cOERÊNcia
Coerência
A coerência pode ser entendida como o respeito à lógica na apresentação do 
pensamento na frase.
Coerente é o texto que consegue manter o “fio do raciocínio” de forma a possibilitar a 
correta apreensão do que se expressa.
Coesão
A coesão está relacionada à capacidade das várias partes do texto de se conectarem entre si.
Um texto coeso é aquele em que os períodos e parágrafos encontram-se bem “amarrados” 
uns aos outros.
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Destacam-se duas modalidades de coesão:
• coesão sequencial;
• coesão referencial.
a) Coesão Sequencial
É estabelecida sobretudo mediante o emprego de conectivos – preposições, conjunções 
coordenativas e conjunções subordinativas.
EXEMPLO
Indago se é possível ser sempre sincero, pois percebo que as pessoas nem sempre estão 
preparadas para ouvir a verdade quando a expomos prontamente.
b) Coesão Referencial
Lança mão de elementos textuais denominados referentes. Eles são antecipados ou 
retomados de sorte que articulam as frases entre si mediante outro termo que os substitui.
EXEMPLO
Pedro sai cedo para o trabalho. Sua casa fica longe, e ele não pode permitir que isso o atrase.
Referência Exofórica ou Dêitica
Na coesão exofórica ou dêixis, faz-se referência a elemento externo ao texto, de sorte 
que há a necessidade de contextualização para que se saiba exatamente do que se trata.
EXEMPLO
Nesta semana (1), convém estarmos (2) atentos, pois será alterado o sentido do trânsito de 
algumas ruas e avenidas da nossa cidade (3). Trata-se de mudanças necessárias para melhorar 
o deslocamento não só no centro comercial (3), mas também nas vias de acesso aos bairros 
da zona norte e da zona oeste (3).
No exemplo, não se pode saber com certeza a referência a tempo (1), lugar (3) ou pessoa 
do discurso (2) sem elementos externos ao texto como, por exemplo, a data de publicação 
do texto, o local em que ele foi publicado e quem o escreve.
Referência Endofórica
Na coesão referencial endofórica, utiliza-se um termo para indicar um elemento 
dentro do texto.
Se o referente se encontrar em um ponto posterior do texto, tem-se uma relação de 
catáfora. Caso o termo retomado se apresente em ponto anterior do texto, dá-se a anáfora.
EXEMPLO
As dificuldades eram duas: dinheiro e disponibilidade de tempo. Este podia ser conseguido 
com ajustes na execução das atividades diárias; mas o outro era, de fato, problema complicado 
de resolver...
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Referência Endofórica – Referenciadores
Ao se estabelecerem referências catafóricas e anafóricas, podem-se empregar inúmeros 
termos que funcionam como referenciadores: numerais, advérbios, pronomes, substantivos.
EXEMPLO
Escrever bem implica três aspectos: correção, concisão e clareza.Gustavo Silva
c) apresenta estruturação paralelística;
d) traz elementos de pensamento mágico;
e) estrutura-se em linguagem lógica e figurada.
A reprodução de realidade predominantemente dinâmica com a presença de personagens 
e um narrador caracteriza texto narrativo. Nele, prevalece a linguagem lógica, mas se 
apresenta também linguagem figurada no trecho “velho sobrado de janelas ovaladas, iguais 
a dois olhos tristes”.
Letra e.
066. 066. (FUNDEP) Considerando a estrutura desse texto, pode-se afirmar que, primordialmente, 
trata-se de
a) texto verbal, tendo em vista a parte textual presente, sem a qual o texto se tornaria 
apenas uma imagem.
b) texto não verbal, dado que o efeito de sentido do texto é alcançado somente pela arte 
gráfica.
c) texto multimodal, no qual construções verbais e não verbais estão associadas para 
possibilitar ao interlocutor o alcance do sentido da mensagem.
d) texto formal, dado que o ambiente comumente relacionado à exposição de dados 
estatísticos exige esse tipo de formalidade.
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O texto apresenta linguagem verbal (palavras escritas) e linguagem não verbal (imagens). 
Trata-se, portanto, de texto multimodal. Acrescente-se que a exposição de dados estatísticos 
não exige que o texto seja forma.
Letra c.
067. 067. (FUNDEP) O texto apresentado é um exemplo do gênero
a) notícia, uma vez que traz dados que informam o leitor.
b) artigo de opinião, porque busca expressar o que pensa o autor do texto.
c) infográfico, pois permite ao leitor uma rápida visualização da informação.
d) ilustração, já que utiliza elementos gráficos em sua composição.
Trata-se de texto do gênero infográfico, que permite rápida visualização da informação 
nele apresentada.
Letra c.
Sete anos após receber o título de Patrimônio Cultural do Brasil, o Complexo Cultural 
Bumba Meu Boi, uma das manifestações culturais mais marcantes do estado do Maranhão, 
pode receber reconhecimento internacional.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) entregou ao Ministério 
das Relações Exteriores o dossiê de candidatura dessa manifestação cultural ao status de 
Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O título é conferido pela Organização das 
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
O Bumba Meu Boi é uma apresentação que mistura brincadeira, música, dança e artes 
cênicas. Os participantes dramatizam a história dos personagens Pai Francisco e sua mulher 
grávida, Mãe Catirina. Pai Francisco rouba a língua de um dos bois da fazenda onde trabalhava 
para satisfazer os desejos de Catirina. O dono da fazenda, porém, perdoa o trabalhador após 
os participantes do folguedo recuperarem a saúde do boi. A história termina com uma festa 
para celebrar o final feliz de todos.
Internet: (com adaptações)
068. 068. (CEBRASPE/CESPE) O texto é um(a)
a) conto.
b) crônica.
c) ensaio.
d) artigo de opinião.
e) notícia informativa.
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O texto, da tipologia narrativa, apresenta informações sobre o Bumba Meu Boi; portanto, é 
do gênero notícia informativa. O conto é narrativa fictícia curta; a crônica é narrativa curta 
que aborda assuntos cotidianos; o ensaio é texto dissertativo argumentativo de fácil leitura 
cuja opinião não precisa ser necessariamente comprovada; já o artigo de opinião é gênero 
jornalístico da tipologia dissertativa-argumentativa que aborda um tema da atualidade.
Letra e.
Investimento em educação e ciência
Por RUY ALTENFELDER - Curador dos Prêmios Fundação Bunge, presidente do Conselho Superior de Estudos 
Avançados (Consea) e presidente da Academia de Letras Jurídicas
A contenção do aquecimento global, cujos efeitos já podemos sentir nos dias de hoje, é 
o grande desafio das próximas gerações. Para frear o desequilíbrio ambiental, precisaremos 
de combustíveis menos poluentes, de novas técnicas agrícolas, de novas fontes de energia. 
Teremos que inventar modelos urbanos, econômicos e sociais mais sustentáveis. Estamos na 
antessala de um rearranjo completo das cadeias produtivas globais e do nosso próprio modo de 
vida, desafios que só serão superados com base em novos conhecimentos e novas tecnologias.
O investimento em educação e ciência, portanto, nunca foi tão importante. Avanço científico 
e progresso social sempre foram fenômenos indissociáveis, mas nota-se agora que a própria 
sobrevivência da espécie humana está em jogo. Sociedades que valorizam a ciência são aquelas 
com melhores chances de encontrar soluções para os grandes desafios deste século.
A pandemia de covid-19 deu uma amostra disso. Graças à ciência, conseguimos mapear 
a evolução do vírus e desenvolver vacinas em tempo recorde, as quais vêm reduzindo 
drasticamente o número de mortes e oferecendo uma rota de saída para a pandemia.
Investir em ciência não é um gasto, mas uma aposta no futuro. No médio e longo prazos, 
não há aplicação que traga tanto retorno, inclusive financeiro, quanto a valorização do 
trabalho dos cientistas.
Tecnologias inovadoras podem se tornar negócios bilionários, além de serem decisivas, 
como vimos, para a construção de um presente sustentável para toda a humanidade.
[...]
Diante de problemas ambientais, sociais e sanitários cada vez mais complexos, infelizmente 
ainda temos dificuldade para compreender o trabalho do cientista como essencial ao 
desenvolvimento nacional e até à nossa sobrevivência.
Investir em ciência é garantir que estaremos à altura dos grandes desafios que este século 
nos reserva.
Quanto antes aprendermos essa lição, mais chances teremos de construir um futuro 
próspero e sustentável para todos os brasileiros.
Postado em 17/11/2021 – texto adaptado – https://www.correiobraziliense.com.br
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069. 069. (AVANÇA SP) Pelas características do texto lido, considera-se que ele pertence ao gênero:
a) notícia, pois informa o leitor sobre um fato atual e relevante.
b) crônica, pois narra um fato do cotidiano do mundo moderno.
c) depoimento, pois expõe uma preocupação do autor.
d) artigo, pois apresenta a posição do autor sobre um tema de relevância.
e) instrução, pois ensina algo por meio de explicações.
Trata-se de texto dissertativo-argumentativo no qual o autor expressa sua opinião sobre 
um dado tema, característica típicas de um artigo de opinião, daí a correção do item D.
Letra d.
070. 070. (FAPEC) Analisando o conteúdo temático do fragmento de texto a seguir – de autoria 
de Carlos Heitor Cony –, você identificará o gênero em que o texto se enquadra e, portanto, 
poderá preencher as lacunas do último período: “Quando Rubem Braga não tinha assunto, 
ele abria a janela e encontrava um. Quando não encontrava, dava no mesmo: ele abria a 
janela, olhava o mundo e comunicava que não havia assunto. Fazia isso com tanto engenho 
e arte que também dava no mesmo: _______estava _____”.
Assinale a alternativaque preenche corretamente as lacunas.
a) o conto – feito.
b) o artigo – feito.
c) a notícia – feita.
d) a crônica – feita.
e) a resenha – feita.
Textos que discorrem sobre assuntos do cotidiano, inclusive sobre a falta de assunto para 
se escrever, que é a situação relatada no trecho, são crônicas.
Letra d.
A construção da convivência
O Estado democrático de direito, essa engenhosa invenção política e social que garante 
a convivência civilizada mesmo em situações de conflito e de confronto, é uma planta frágil. 
Não basta que ele esteja inscrito nas constituições ou que seja professado nos programas 
dos partidos políticos. É preciso que a prática cotidiana dos governos, das organizações 
sociais e dos cidadãos ajude a formar uma barreira que impeça que essa fragilidade seja 
vencida pela violência. Fatos recentes, especialmente em nosso Estado, mostram que não 
está havendo esse cuidado.
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Uma série de acontecimentos atesta essa estranha tolerância com a ilegalidade e a 
violência. Aí estão o episódio da invasão da delegacia regional do Ministério da Agricultura, 
as frequentes ocupações do prédio do Incra, a inoperância do aparelho estatal quando ele 
é exigido, a depredação de um estabelecimento comercial à vista da autoridade policial, 
a invasão de um hotel em que falaria uma autoridade do Poder Judiciário, a ocupação de 
propriedades rurais ou a destruição de lavouras de experimentação genética. Em comum 
em todos esses episódios há, em primeiro lugar, uma quebra dos limites democráticos e a 
omissão mal explicada do poder público.
A sociedade gaúcha, que tem uma história a zelar, aprendeu à custa de sacrifícios 
humanos e materiais que a democracia e o respeito aos direitos são o único caminho 
para evitar a desagregação e a violência. A questão dos limites das manifestações e dos 
protestos está surgindo como elemento crucial para a manutenção de padrões urbanos 
a serem dotados pelos cidadãos. O risco gerado pelas posturas quase anárquicas de 
algumas organizações é de que, à margem do Estado de direito, surjam reações igualmente 
anárquicas e igualmente condenáveis. Não se trata, pois, de analisar essas quebras de 
limites do ponto de vista de sua extração política ou de suas motivações ideológicas. Trata-
se sim de vê-las do ponto de vista geral de uma sociedade que precisa de tranquilidade 
para desenvolver-se e que tem o direito de exigir dos governos manutenção da segurança 
dos limites democráticos.
A história brasileira e gaúcha recente tem demonstrado que o país soube vencer o teste 
dos limites e lançar os fundamentos de uma sociedade pluralista e democrática, ao mesmo 
tempo que está, mal ou bem, dando razão às reivindicações dos excluídos. O conflito, que 
é essencial para o crescimento e o progresso das sociedades, precisa ser contido dentro de 
limites aceitáveis sob pena de se transformar num elemento patológico de perturbação social. 
Cabe ao poder público, por delegação constitucional, exercer uma mediação produtiva, usando 
para isso dos instrumentos normais que o Estado de direito só concede aos governantes 
constituídos. Abrir mão dessa função será abdicar da função de governar para todos.
Zero Hora, Porto Alegre – 2001.
071. 071. (MÁXIMA) O texto lido apresenta a opinião de um jornal (Zero Hora) sobre um tema 
relevante, e poderíamos dizer, atual para a época. A esse tipo de texto denominamos:
a) Editorial;
b) Crônica;
c) Carta ao leitor;
d) Texto injuntivo.
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Textos jornalísticos que apresentam o ponto de vista da equipe que integra alguma seção 
de um jornal são editoriais. Trata-se do caso do texto apresentado. Vale ainda acrescentar 
que a carta ao leitor, normalmente seria assinada por um dado autor, não pelo jornal, e 
buscaria mais interação com o leitor.
Letra a.
072. 072. (MÁXIMA) Em relação à tipologia textual “Reportagem”, atente-se para os itens a seguir:
I – As reportagens, geralmente, são textos mais longos, opinativos e assinados pelos 
repórteres.
II – As notícias são textos relativamente curtos e impessoais que possuem o intuito de 
somente informar o leitor de um fato atual ocorrido.
III – Em resumo, podemos dizer que a notícia faz parte do jornalismo informativo, enquanto 
as reportagens fazem parte do chamado jornalismo opinativo.
Estão CORRETAS:
a) Todas as afirmativas;
b) Duas afirmativas;
c) Uma afirmativa;
d) Nenhuma afirmativa.
I – Certo. Reportagem é texto dissertativo e informativo que apresenta um tema com uso 
de narrações, entrevistas, depoimentos, dados estatísticos e que, ao fim, expressa a opinião 
do autor sobre o assunto
II – Certo. Notícia é texto narrativo e/ou descritivo de natureza informativa que apresenta 
fatos atuais e cotidianos mediante o emprego de linguagem clara, formal e objetiva.
III – Certo. A afirmação do item vai ao encontro dos conceitos apresentados.
Letra a.
Explosão estelar
Em meio à imensidão escura do universo, a principal fonte de informações utilizada até 
agora pelos cientistas para descortinar os mistérios do cosmo havia sido a luz. Pelo brilho 
das estrelas e outros corpos afins, os astrofísicos montaram teorias acerca de sistemas 
planetários e buracos negros.
Contudo, uma descoberta anunciada na segunda-feira provou que é possível observar o 
espaço por meio de outro elemento: o som. No caso, a forma como se registra, em arquivo 
de áudio, a propagação das ondas gravitacionais - a primeira detecção desse tipo, ocorrida 
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em 2015, rendeu o Nobel de Física deste ano ao alemão Rainer Weiss e aos americanos Barry 
Barish e Kip Thorne. A novidade agora trazida à tona pelo laboratório em que trabalham os 
laureados, o americano Ligo, em parceria com o italiano Virgo, é a seguinte: pela primeira 
vez se registrou a colisão de duas estrelas de nêutrons (astros muito, muito densos que 
restam da explosão de outras estrelas), graças ao uso de uma técnica que combina a 
detecção da luz com o barulho emitido pelas ondas gravitacionais. Essa forma de estudar 
o cosmo, por meio da luz e do som, foi chamada de “astronomia multimensageira”. O nome, 
inspirador, já pegou.
Fonte: Revista Veja. 25/10/2017. Texto adaptado.
073. 073. (FEPESE) O texto, ao explorar o conteúdo temático em um dado estilo, organização e 
construção textual típicos, é considerado um exemplar do gênero discursivo:
a) crônica.
b) editorial.
c) artigo de opinião.
d) relatório.
e) notícia.
Trata-se de uma notícia: texto narrativo e/ou descritivo de natureza informativa que 
apresenta fatos atuais e cotidianos mediante o emprego de linguagem clara, formal e objetiva
Letra e.
Eu ia começar com “Em tese, o cronista”, mas penso melhor e me dou conta de que 
deveria começar com “Na prática, o cronista”, pois o cronista só existe na prática. O Amor, 
o Perdão, a Saudade, Deus e outras maiúsculas celestes nósdeixamos para os poetas, 
alpinistas muito mais hábeis que com dois ou três pontos de apoio chegam ao cume de 
qualquer abstração.
O cronista é um pedestre. O que existe para o cronista é a gaveta de meias, a lancheira 
do filho, o boteco da esquina. Verdade que às vezes, na gaveta de meias, na lancheira do 
filho, no boteco da esquina, o cronista até resvala no amor, trisca no perdão, se lambuza 
na saudade, tropeça num deusinho ou outro (desses deuses de antigamente, também 
pedestres, que se cansam do Olimpo e vão dar umas bandas pela 25 de Março), mas é de 
leve, é sem querer, pois na prática (e é assim que eu devo começar) o cronista trata do 
pequeno, do detalhe, do que está tão perto que a gente nem vê.
Antonio Prata. É uma crônica, companheira. Internet (com adaptações)
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074. 074. (CEBRASPE/CESPE) No primeiro período do texto, a oposição entre os títulos imaginados 
pelo autor — ‘Em tese, o cronista’ e ‘Na prática, o cronista’ — antecipa a sua defesa de que a 
crônica seja caracterizada por um modo de escrita direto, sem recurso a figuras de linguagem.
A oposição apresentada serve tão somente como introdução para a afirmação “o cronista 
só existe na prática”. Ressalte-se que a própria crônica apresentada pelo autor contém 
inúmeras figuras de linguagem.
Errado.
075. 075. (CEBRASPE/CESPE) O emprego de expressões coloquiais como “dar umas bandas” e 
“de leve” é adequado ao gênero em que se classifica o texto.
Em se tratando do gênero crônica, texto narrativo curto que trata de assuntos do cotidiano, 
é natural que a linguagem seja a do cotidiano, tendente à informalidade.
Certo.
076. 076. (CEBRASPE/CESPE) O pronome “ele” tem como referente o nome “representante”.
“Além disso, não há propriamente mandato, pois a função do representante se dá nos limites 
constitucionais e não se determina por instruções ou cláusulas estabelecidas entre ele (ou 
o conjunto de representantes) e o eleitorado.”
No texto, o pronome “ele” só pode fazer referência a “representante”, visto que seria 
incoerência imaginar que o “mandato” pudesse estabelecer cláusulas com o eleitorado.
Certo.
077. 077. (CEBRASPE/CESPE) O pronome “o” retoma, por coesão, a expressão “o poder do rei”.
“Exceção a essa regra foi a Inglaterra, onde, já em 1215, o poder do rei passou a ser um tanto 
limitado pelos nobres, que o obrigaram a pedir autorização a um conselho constituído por 
vinte e cinco barões para aumentar os impostos.”
No trecho “o obrigaram a pedir autorização”, é incoerente imaginar que se obrigaria o poder 
a pedir autorização; na verdade, quem era submetido a tal obrigação era o rei. É a ele que 
se refere o pronome “o”.
Errado.
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078. 078. (CEBRASPE/CESPE) O termo “deles” refere-se à expressão “computadores centrais”.
“Na década seguinte, o próprio pessoal do setor de processamento de dados começou a ser 
substituído pelos computadores centrais. A mesma tecnologia digital empregada nesses 
computadores também possibilitou a instalação de computadores nos postos de trabalho 
das agências, cada um deles apto ao desenvolvimento de diferentes funções.”
No trecho “cada um deles apto ao desenvolvimento de diferentes funções”, a referência 
feita diz respeito aos “de computadores nos postos de trabalho das agências”.
Errado.
079. 079. (NCE-UFRJ) “Hoje passaram por aqui milhares de caminhões e automóveis, mas eu e minha 
família já estamos habituados com isso; os garotos até brincam, jogando pedras nos pneus.”
Há, nesse texto, um conjunto de palavras cujo significado depende da enunciação, ou seja, 
da situação em que o texto foi produzido. Entre as alternativas abaixo, aquela que indica 
um termo que NÃO está nesse caso é:
a) hoje;
b) aqui;
c) eu;
d) minha família;
e) isso.
Todas as opções dizem respeito a elementos dêiticos, que demandam informações 
extratextuais associadas à situação em que o texto foi produzido (referências que permitam 
determinar melhor tempo, lugar e a pessoa envolvida no ato comunicativo). O único que 
não se encaixa nessa situação é o pronome “isso”, que é elemento endofórico o qual retoma, 
no próprio texto, a ideia associada a passagem de muitos veículos no local.
Letra e.
“[...] No caso do Estado do Rio, merecem atenção os chamados Centros de Vocação Tecnológica, 
mais voltados para jovens da região metropolitana.
Os planos das autoridades responsáveis por esses centros são de ampliar o número de 
vagas para 54 mil alunos ainda este ano.”
080. 080. (FGV) Os pronomes destacados no período acima exercem, respectivamente, papel
a) catafórico e dêitico.
b) dêitico e anafórico.
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c) anafórico e catafórico.
d) dêitico e catafórico.
e) anafórico e dêitico.
No trecho “esses centros”, o pronome “esses” se refere a “Centros de Vocação Tecnológica” 
elemento anteriormente apresentado no próprio texto; portanto, trata-se de elemento 
endofórico anafórico. Já a indicação temporal de “este ano” depende de informação fora 
do texto, como a data de publicação; logo, trata-se de elemento exofórico ou dêitico. Disso 
decorre a correção do item E.
Letra e.
081. 081. (CEBRASPE/CESPE) O trecho “Ao longo desse mesmo período recente” retoma, por 
coesão, a expressão “nos últimos 25 anos”, cuja referência temporal exata depende de 
informações extratextuais, tais como a data de publicação do texto.
“Estas nos obrigam a rever nossas ideias do que devem ser os Estados contemporâneos 
e suas inter-relações. De fato, nos últimos 25 anos, assistimos a reversões neoliberais e 
transnacionais de alguns poderes de Estados nacionais. No entanto, alguns de seus poderes 
continuam a crescer. Ao longo desse mesmo período recente, os Estados regularam cada 
vez mais as esferas privadas íntimas do ciclo de vida e da família.”
No texto, o trecho “Ao longo desse mesmo período recente” é elemento endofórico anafórico. 
Já a indicação temporal de “nos últimos 25 anos”, de fato, depende de informação fora do 
texto, como a data de publicação; logo, trata-se de elemento exofórico ou dêitico. Disso 
decorre a correção da afirmação.
Certo.
082. 082. (FUNRIO) “Famílias de pequenos municípios choravam seus mortos e doentes em 
dezembro sem saber de que mal se tratava”.
Nesse segmento, o termo “mal” é um hiperônimo, ou seja, um termo de conteúdo geral que 
se refere a um termo específico anterior; o item abaixo em que o segundo vocábulo é um 
hiperônimo do termo anterior é:
a) dezembro / mês.
b) semanas / dias.
c) doença / febre.
d) região / estado.
e) insetos / mosquitos.
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O hiperônimo é termo cujo sentido mais amplo engloba outros termos de sentido mais 
restrito, os hipônimos. É o caso do termo “mês”, cujo sentido abarca não só “dezembro”, 
mas também os demais.
Letra c.
083. 083. (FGV) Ao escrever um texto, o autor enfrenta várias dificuldades. Uma delas é evitar a 
repetição de palavras e um dos meios para isso é substituir uma palavra de valor específico 
por outra de conteúdo geral, como no exemplo a seguir.
O sargento foi atropelado; depois de alguns minutos, chegou uma ambulância que levou o 
militar para o hospital.
Assinale os vocábulos abaixo que mostram, respectivamente, esse mesmo tipo de relação:
a) selvagens / índios;
b) músicos / sambistas;
c) embalagens / caixas;
d) bananeira / bananal;
e) quarto / cômodo.
O hiperônimo é termo cujo sentido mais amplo engloba outros termos de sentido mais 
restrito, os hipônimos. É o caso do termo “cômodo”, cujo sentido abarca não só “quarto”, 
mas também sala, varanda, banheiro, etc.
Letra e.
084. 084. (FGV) “Aristides de Sousa Mendes foi cônsul de Portugal na França. Quando as tropas 
de Hitler invadiram o país, Salazar ordenou que não se concedesse visto para quem tentasse 
fugir do nazismo. Contrariando o ditador, Aristides salvou dez mil judeus de uma morte 
certa. Pagou bem caro pela sua atitude humanitária”.
Desse segmento do texto, o elemento de coesão identificado erradamente é:
a) Aristides / forma abreviada de Aristides de Souza Mendes;
b) o país / hiperônimo de Portugal;
c) o ditador / qualificação de Salazar;
d) sua / possessivo referente a Aristides de Sousa Mendes;
e) atitude humanitária / referência a salvar judeus da morte.
No texto, “o país” refere-se à “França”, não a Portugal.
Letra b.
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085. 085. (FGV) Na frase “A natureza faz o homem feliz e bom, mas a sociedade o corrompe e 
torna-o miserável”, a conjunção sublinhada pode ser adequadamente substituída por:
a) no entretanto;
b) embora;
c) visto que;
d) portanto;
e) contudo.
A conjunção “mas” é coordenativa adversativa, também faz parte desse mesmo grupo a 
conjunção “contudo”.
Letra e.
086. 086. (CESPE) A palavra “portanto” estabelece relação de condição entre segmentos do texto.
“Construções e usos de interesse particular desrespeitam sistematicamente os códigos de 
obra e as leis de ocupação do solo. Invadem o espaço público, e o resultado é uma cidade de 
edificação monstruosa e hostil ao transeunte. É preciso, portanto, que o espírito da blitz 
na avenida Paulista seja estendido para toda a cidade.”
A conjunção “portanto” é coordenativa conclusiva; assim, expressa ideia de conclusão, não 
de condição.
Errado.
087. 087. (QUADRIX) A conjunção “mas” está empregada, no período, com sentido adversativo.
“A inovação tecnológica, que torna os procedimentos odontológicos mais rápidos e eficazes, 
conquistou não somente os dentistas, mas também os pacientes, que ficam encantados 
com os avanços da tecnologia na área.”
A construção correlativa “não somente... mas também” apresenta natureza aditiva, não 
adversativa.
Errado.
088. 088. (QUADRIX) A conjunção “pois” introduz oração coordenada de sentido conclusivo.
“Estudos científicos também comprovam que a saúde bucal tem íntima relação com a saúde 
geral, pois a boca interage com todas as estruturas do corpo.”
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No texto, “pois” é conjunção coordenativa explicativa equivalente a “porque”; logo, seu 
sentido é explicativo, não conclusivo.
Errado.
089. 089. (QUADRIX) No período em que se insere, a oração “Se, por um milésimo de segundo, 
outro tivesse vencido” expressa uma consequência.
“Por que aquele determinado espermatozoide vence uma corrida que envolve bilhões de 
concorrentes? Se, por um milésimo de segundo, outro tivesse vencido, poderíamos ser 
totalmente diferentes do que somos.”
No texto, a conjunção “Se” é subordinativa condicional, e dá ideia de condição, não de 
consequência.
Errado.
090. 090. (CESPE) A locução “já que” estabelece uma relação de comparação no período.
“Há, porém, outras mais graves, que se instalam lentamente no organismo, como o aumento 
da pressão arterial e a ocorrência de paradas cardíacas. Estas podem passar despercebidas, 
já que nem sempre apresentam uma relação tão clara e direta com o fator ambiental. De 
imediato, existe o alerta: onde morar em metrópoles?”
Sendo conjunção subordinativa causal, “já que” dá ideia de causa, não de comparação.
Errado.
091. 091. (QUADRIX) A oração “que chega do laboratório perfeito, em cor, tamanho e estética 
adequados” expressa, em relação à oração anterior, circunstância de consequência.
“O trabalho é feito com tanta precisão que chega do laboratório perfeito, em cor, tamanho 
e estética adequados, o que torna desnecessária a repetição de provas.”
Expressões do tipo “tanto... que”, “tão... que” e “tal... que” são conjunções subordinativas 
consecutiva e dão ideia de consequência. Esse é o caso do texto: “tanta precisão que”.
Certo.
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Gustavo Silva
092. 092. (CONSULPLAN) “Um último comentário para compreendermos a relação entre trabalho 
e saúde mental: eu disse que o reconhecimento se refere ao trabalho. Mas, quando a 
qualidade de meu trabalho é reconhecida pelos outros, então me é possível – embora se 
trate de uma questão exclusivamente pessoal – destinar o reconhecimento do registro 
do fazer para o registro do ser: eu sou mais inteligente, mais competente, mais seguro de 
mim mesmo depois do trabalho do que antes dele. Pouco a pouco, de etapa em etapa, eu 
mesmo me desenvolvo, minha identidade se fortalece, eventualmente eu me realizo.”
O termo “embora” introduz, no texto, uma ideia que indica um(a)
a) hipótese para que o fato anterior se realize.
b) consequência do fato expresso anteriormente.
c) contradição em relação ao fato anterior sem impedir que seja realizado.
d) fato realizado concomitantemente ao mencionado anteriormente no período.
e) circunstância de conformidade ou acordo com o fato mencionado anteriormente.
O termo “embora” é conjunção subordinativa adverbial concessiva, a qual introduz uma 
oposição fraca, ou seja, incapaz de alterar ou impedir o fato expresso na outra oração. Disso 
decorre a correção do item C.
Letra c.
093. 093. (AMEOSC) Muitos autores utilizam, de modo geral, uma linguagem específica para 
atingir, de forma diferenciada, aos seus propósitos comunicativos. Observe o texto a seguir 
e indique a alternativa CORRETA:
“O que o homem - em sua gentileza e vontade de ajudar - não compreendia, era que o 
casulo apertado e o esforço necessário à borboleta PARA PASSAR ATRAVÉS DA PEQUENA 
ABERTURA, foi o modo escolhido pela natureza para exercitá-la e fortalecer suas asas.”
O trecho em destaque está no sentido:
a) Denotativo, pois foi utilizado no sentido figurado.
b) Conotativo, pois foi utilizado nosentido literal.
c) Conotativo, pois foi utilizado no sentido figurado.
d) Denotativo, pois foi utilizado no sentido literal.
A expressão destacada apresenta seus termos com seus sentidos típicos dicionarizados, 
daí a correção do item D.
Letra d.
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Gustavo Silva
094. 094. (VUNESP) No contexto da tira, emprega-se a frase
A “O mundo é uma máquina...”, em sentido próprio, para fazer referência ao atual estágio 
de evolução tecnológica em que se encontra a humanidade.
b) “... é uma máquina de moer corações.”, em sentido figurado, para expressar a ideia de 
que, nas relações sociais, predominam o respeito e o altruísmo.
c) “Como alguém tem coragem de operar...”, em sentido figurado, para condenar a apatia 
de algumas pessoas em um contexto de transformações sociais.
d) “Certamente é gente...”, em sentido próprio, para negar que possam existir pessoas 
indiferentes ao fato de o mundo ser um ambiente hostil.
e) “... gente que não tem coração.”, em sentido figurado, para se referir à insensibilidade de 
pessoas cujas ações tornam o mundo um lugar opressivo.
a) Errada. O sentido é figurado, não próprio.
b) Errada. A ideia contida em “máquina de moer corações” não é de respeito e altruísmo, 
mas de insensibilidade e crueldade.
c) Errada. O sentido é próprio.
d) Errada. O que ali se faz é afirmar que há pessoas insensíveis que fazem um lugar hostil.
e) Certa. O termo “gente que não tem coração” diz respeito à insensibilidade de certas 
pessoas.
Letra e.
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Gustavo Silva
095. 095. (COTEC) Sobre os recursos linguísticos que compõem o texto, analise os itens que 
se seguem.
I – Linguagem denotativa e conotativa.
II – Registro formal e registro informal.
III – Frase nominal e frase verbal.
IV – Linguagem verbal e não verbal.
Estão CORRETOS os itens
a) I e IV, apenas.
b) II e III, apenas.
c) III e IV, apenas
d) II e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
I – Certo. Há as duas linguagens no texto. Ressalte-se que a linguagem conotativa ocorre 
em “vai correndo pro celular”.
II – Certo. A forma “pro” em “vai correndo pro celular” é de natureza informal.
III – Certo. A frase “Ê, vício!” é de natureza nominal, visto que não possui verbo.
IV – Certo. A linguagem verbal são as palavras escritas, enquanto que a não verbal diz 
respeito aos desenhos.
Letra e.
096. 096. (FUNDATEC) Assinale a alternativa na qual tenha-se empregado a linguagem denotativa.
a) “como o Sol engoliria os planetas ao seu redor”.
b) “Pensei na sua força e na sua ternura ameaçadora”.
c) “a) segunda vez que o mundo acabou”.
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d) “Toda vida carrega uma fratura”.
e) “Voltamos a ter um certo convívio social”.
Somente a alternativa E apresenta linguagem totalmente própria, denotativa. Em A, ocorre 
linguagem conotativa em “engoliria”; em B, em “ternura ameaçadora”; em C, em “o mundo 
acabou”; em D, em “fratura”.
Letra e.
097. 097. (IBADE) No trecho “A mão que toca o violão, se for preciso, vai à guerra.”, identifica-se 
a seguinte figura de linguagem:
a) eufemismo.
b) perífrase.
c) metonímia.
d) metáfora.
e) hipérbole.
No trecho apresentado, ocorre a substituição do todo (a pessoa) pela parte (“A mão”), 
tratando-se de uma metonímia.
Letra c.
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098. 098. (AGIRH)A Estilística estuda os processos de manipulação da linguagem que permitem a 
quem fala ou escreve sugerir conteúdos emotivos e intuitivos por meio das palavras. Diante 
disso, marque a alternativa correta que apresenta as figuras de linguagem no quadrinho 1 e 4:
a) Metáfora e hipérbole.
b) comparação e eufemismo.
c) Metonímia e metáfora.
d) Eufemismo e metáfora.
No primeiro quadrinho, ocorre a substituição do ser (meninas) pela característica (“ranzinzas”), 
tratando-se de uma metonímia. No quarto quadrinho, “quebra o gelo” constitui uma metáfora.
Letra c.
099. 099. (FGV) [...] Infelizmente, ainda hoje assistimos no Brasil a fenômenos que há muito 
deveriam ter sido excluídos da vida política nacional, como a compra de votos e a atitude 
de diversos candidatos, durante as campanhas eleitorais, de “doar” cestas básicas e toda 
a sorte de brindes em troca da promessa de voto dos eleitores. [...]
No último parágrafo, as aspas em doar confirmam, para o vocábulo, seu aspecto de:
a) polifonia;
b) coloquialismo;
c) antonímia;
d) metáfora;
e) ironia.
O uso de aspas em “doar” indica que o sentido é o contrário, pois não se trata de doação de 
algo, e sim de compra de votos. A figura de linguagem que consiste em expressar o contrário 
do que se pensa para construir normalmente uma crítica é a ironia.
Letra e.
100. 100. (FUNRIO) Na praça da minha cidade havia um monumento que parecia um disco voador. 
Depois de alguns meses, quando as pessoas marcavam encontro na praça, diziam: “A gente 
fica esperando você no disco voador”. Esse tipo de figura de linguagem se denomina
a) aliteração.
b) antítese.
c) eufemismo
d) hipérbole.
e) metonímia.
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No trecho apresentado, ocorre a substituição do nome do monumento pela sua aparência 
(“disco voador”), tratando-se de uma metonímia.
Letra e.
101. 101. (CESPE) Utilizando-se de metáforas, o autor constrói texto argumentativo em que a 
democracia é retratada como o oceano e suas ondas, e os que nela não creem, representados 
como os “espíritos que não veem muito”.
“A democracia já não se reduz a uma esperança, não é mais uma questão, não é apenas um 
direito [...]. De mera previsão, converteu-se em fato; de opinião controversa, transformou-
se em realidade viva; [...] passou de simples fenômeno local a lei universal e onipotente.
Enquanto alguns discutem ainda se ela deve ser, já ela é. Como o crescer silencioso, mas 
incessante, do fluxo do oceano, sobe e espraia-se calada, mas continuamente. Cada onda 
que se aproxima, e recua depois, estende os limites do poderoso elemento. Os espíritos 
que não veem muito deixam-se dormir, entretanto, recostados indolentemente à margem 
que as águas não tardarão em invadir, porque a enchente cresce linha a linha sem que a 
percebam, e, como a onda retrocede sempre, parece-lhes que, retrocedendo, perdeu todo 
o terreno vencido.”
O autor lança mão de construçõesde sentido conotativo que trazem em si comparações 
implícitas, tratando-se de fato de linguagem metafórica. Disso decorre a correção do item.
Certo.
102. 102. (FUNRIO) “De médico e de louco, todos temos um pouco.” Esse conhecido provérbio 
exemplifica o uso de duas figuras de linguagem, a saber:
a) antítese e onomatopeia.
b) gradação e comparação.
c) hipérbato e silepse.
d) ironia e sinestesia.
e) metáfora e metonímia.
A estrutura invertida da frase caracteriza o hipérbato, ao passo que concordância ideológica 
(todos têm um pouco / nós temos um pouco) caracteriza a silepse no trecho. Disso decorre 
a correção do item C como resposta.
Letra c.
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103. 103. (CETAP) A figura de linguagem presente em “Durante séculos, a Inglaterra dominou 
os mares...” é:
a) Metáfora.
b) Silepse.
c) Antítese.
d) Metonímia.
e) Ironia.
No trecho apresentado, ocorre a substituição dos habitantes (ingleses) pelo nome do país 
(“Inglaterra”), tratando-se de uma metonímia.
Letra d.
104. 104. (CESPE) Com referência às ideias e às estruturas do texto, os segmentos “um automóvel 
impaciente buzinava” e “entre os caminhões que pediam passagem” expressam a mesma 
figura de linguagem.
No trecho apresentado, ocorre a substituição do motorista pelo veículo que dirige (“automóvel” 
e “caminhões”), tratando-se de uma metonímia. Acrescente-se que, no caso, também se pode 
caracterizar a personificação ou prosopopeia pela atribuição de ações a seres inanimados 
(“automóvel” e “caminhões”). De toda forma, trata-se da mesma figura de linguagem em 
ambos os casos.
Certo.
105. 105. (FUNRIO) No fragmento “Cada promessa, uma ameaça; cada perda, um encontro”, 
ocorre uma
a) metonímia.
b) elipse.
c) catacrese.
d) personificação.
e) reiteração.
Verifica-se a omissão do verbo: Cada promessa [é] uma ameaça; cada perda [é] um encontro. 
Diante de tal constatação, caracteriza-se a elipse.
Letra b.
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106. 106. (IBFC) Assinale a alternativa que indica corretamente a figura de linguagem presente 
na oração: “O cavaleiro enterrou a espada no dragão.”
a) catacrese.
b) antítese.
c) zeugma.
d) eufemismo.
O termo “enterrar” diz respeito a terra, não a dragão, daí tratar-se de uma metáfora que 
se cristalizou por força do uso e por ausência de termo mais adequado para o contexto, o 
que caracteriza a catacrese.
Letra a.
107. 107. (FUNRIO) “Sobre o verde berço da floresta / Onde brota fauna e flora tão vibrante, / 
Nasceste tu, minha Belém, / Entre o leve alento dos igarapés / E agrados de rios afluentes.” 
(Eduardo Neves, “Hino de Belém”)
Nesses versos iniciais do hino da cidade de Belém, encontramos a seguinte figura de linguagem
a) antítese.
b) apóstrofe.
c) eufemismo.
d) hipérbole.
e) ironia.
A presença do vocativo “minha Belém” caracteriza a apóstrofe.
Letra b.
Cotovia
Alô, cotovia!
Aonde voaste,
Por onde andaste,
Que saudades me deixaste?
– Andei onde deu o vento.
Onde foi meu pensamento
Em sítios, que nunca viste,
De um país que não existe...
Voltei, te trouxe a alegria.
Os melhores poemas de Manuel Bandeira. SP, Global, 1994, p. 130.
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108. 108. (COPEVE-UFAL) Em cada mensagem, podem-se encontrar elementos envolvidos 
correspondentes a diferentes funções da linguagem. Pela estrutura linguística, marcada 
tanto pelas formas verbais e pronominais, quanto pelo emprego de figuras de linguagem, 
na estrofe predominam as funções da linguagem
a) apelativa e fática, centradas no receptor e no contato.
b) emotiva e poética, centradas no emissor e na mensagem.
c) referencial e apelativa, centradas no contexto e no contato.
d) emotiva e metalinguística, centradas no emissor e no código.
e) poética e referencial, centradas na mensagem e no contexto.
O emprego da primeira pessoa (“me”, “Andei”, “meu”, “Voltei”, “trouxe”) caracteriza a função 
emotiva, ao passo que o foco na mensagem em si, em vista de ser texto em versos, caracteriza 
a função poética da linguagem.
Letra b.
109. 109. (UNIFAL-MG) O texto está estruturado por meio de uma função da linguagem que 
tem por característica:
a) Utilizar uma forma de comunicação para referir-se a ela mesma, construindo um processo 
metalinguístico na interação com o leitor.
b) Defender um ponto de vista sobre determinada rotina administrativa com a ajuda de 
um passo a passo interativo e de linguagem simples.
c) Convencer o leitor a mudar de opinião com a ajuda de textos curtos que indicam ações 
sobre determinado processo.
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d) Transgredir formas habituais de expressão, buscando deixar o texto mais atraente por 
meio de uma escrita acessível.
O emprego da linguagem para falar sobre a própria linguagem é típico da função metalinguística. 
Disso decorre a correção do item A.
Letra a.
110. 110. (PR-4 UFRJ) Ainda em relação aos versos finais da canção Mama África – “Deve ser legal / 
ser negão no Senegal” – destaca-se a forma inovadora e imprevista utilizada pelo compositor 
paraibano para elaborar e transmitir sua mensagem. Chico César faz o uso talentoso de 
combinações sonoras e rítmicas, que resultam num jogo envolvente de imagens e ideias. Por essa 
razão, é correto afirmar que a função da linguagem que predomina nesses versos é a função:
a) metalinguística.
b) conativa.
c) referencial.
d) poética.
e) emotiva.
O foco na mensagem em si, em vista das rimas apresentadas, caracteriza a função poética 
da linguagem.
Letra d.
O que é hipercorreção?
A hipercorreção é um fenômeno de linguagem muito comum entre pessoas que se deram 
conta da existência de “outro falar” muito mais prestigiado que o seu. Essas pessoas também 
desejam ser usuárias dessa forma prestigiada, do “falar mais correto”. Para tal, esforçam-
se em “corrigir” sua fala e acabam incorrendo no erro de corrigi-la demasiadamente. (...).
(BORTONE, M. E. e ALVES, S. B. O fenômeno da hipercorreção. In.Bortoni-Ricardo, S. M. et all. Orgs. São 
Paulo: Parábola editorial, 2014, p.130)
111. 111. (NUCEPE) No texto acima, a função da linguagem que predomina é a função
a) Referencial.
b) Conativa.
c) Metalinguística.
d) Fática.
e) Poética.
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Oemprego da linguagem para falar sobre a própria linguagem é típico da função metalinguística. 
Disso decorre a correção do item C.
Letra c.
Sete anos após receber o título de Patrimônio Cultural do Brasil, o Complexo Cultural 
Bumba Meu Boi, uma das manifestações culturais mais marcantes do estado do Maranhão, 
pode receber reconhecimento internacional.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) entregou ao Ministério 
das Relações Exteriores o dossiê de candidatura dessa manifestação cultural ao status de 
Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O título é conferido pela Organização das 
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
O Bumba Meu Boi é uma apresentação que mistura brincadeira, música, dança e artes 
cênicas. Os participantes dramatizam a história dos personagens Pai Francisco e sua mulher 
grávida, Mãe Catirina. Pai Francisco rouba a língua de um dos bois da fazenda onde trabalhava 
para satisfazer os desejos de Catirina. O dono da fazenda, porém, perdoa o trabalhador 
após os participantes do folguedo recuperarem a saúde do boi. A história termina com uma 
festa para celebrar o final feliz de todos.
Internet: (com adaptações)
112. 112. (CESPE) Em relação ao texto, assinale a opção correta.
a) O texto é referencial e denotativo, pois não há múltiplos sentidos.
b) O texto apresenta algumas expressões conotativas e outras denotativas.
c) A informação é ambígua porque o título ainda não foi conferido pela UNESCO.
d) Como focaliza um folguedo popular, há predomínio da conotação.
e) O autor do texto pressupõe que o leitor sabe o que é o Bumba Meu Boi.
O texto foca sua construção no assunto no referente, daí o predomínio da função referencial 
da linguagem. Além disso, não se percebe o emprego de linguagem figurada, predominando 
ali o sentido denotativo. Disso decorre a correção do item A.
Letra a.
113. 113. (QUADRIX/CRO-PB/FISCAL/2023) Quanto à ortografia oficial, à correção gramatical 
e à coerência das substituições propostas para os vocábulos e os trechos destacados do 
texto, julgue o item.
“pormenorizada” por minuciosa
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Texto e Reescrita
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“Além disso, a interpretação de uma cena não se limita a identificar os objetos presentes, 
mas também a efetuar uma pormenorizada caracterização semântica das inter-relações 
dos objetos.”
Em vista da sinonímia entre “pormenorizada” e minunciosa, é correta a sugestão de reescrita.
Certo.
114. 114. (QUADRIX/CREFITO-7ª REGIÃO/BA E SE/ASSESSOR JURÍDICO/2023) O trecho “elas podem 
contribuir para o cuidado integral da pessoa e também para a prevenção de doenças” poderia 
ser reescrito, mantendo-se a correção gramatical e o sentido do texto, da seguinte forma: 
elas podem contribuir no cuidado integral da pessoa e também para prevenir doenças.
“A escolha pelas PICS ocorre quando há conhecimento e conscientização sobre quais são os 
procedimentos de cada modalidade e como elas podem contribuir para o cuidado integral 
da pessoa e também para a prevenção de doenças.”
Ocorre quebra de paralelismo em relação aos complementos de “contribuir”. Eis o correto: 
elas podem contribuir no cuidado integral da pessoa e também na prevenção de doenças.
Errado.
115. 115. (QUADRIX/2023/CREFONO 2/SP/ANALISTA DE FISCALIZAÇÃO E INSPETORIA) O trecho 
“demandas relativas aos problemas da comunicação humana e à aprendizagem” poderia ser 
reescrito, com manutenção das ideias e da correção gramatical do texto, da seguinte forma: 
demandas que se relacionam com os problemas da comunicação humana e à aprendizagem.
Ocorre quebra de paralelismo em relação aos complementos de “se relacionam”. Eis o 
correto: demandas que se relacionam com os problemas da comunicação humana e com 
a aprendizagem.
Errado.
116. 116. (QUADRIX/2023/CREFONO 2/SP/ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS) A 
substituição de “vem sendo” por tem sido manteria a correção gramatical e o sentido do texto.
“O século XXI vem sendo marcado por transformações significantes nas condições 
socioeconômicas e de saúde da população mundial e, consequentemente, na sua estrutura 
demográfica.”
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Em vista da sinonímia entre “vem sendo marcado” e tem sido marcado, é correta a sugestão 
de reescrita.
Certo.
117. 117. (QUADRIX/2023/CREFONO 2/SP/ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS) Caso 
fosse empregada a forma verbal tem no lugar da forma verbal “há”, a correção gramatical 
do texto seria mantida, mas essa alteração conferiria mais formalidade ao trecho.
“Frente a tal realidade, não há como negar a necessidade de se refletir a respeito de ações 
de saúde pública de cunho preventivo para uma população que envelhece.”
Segundo a norma culta, no contexto, o verbo haver é sinônimo de existir. O verbo ter, por 
sua vez, significa possuir. A substituição proposta é característica da linguagem coloquial, 
daí a impropriedade da sugestão do item.
Errado.
118. 118. (QUADRIX/2023/CREFONO 2/SP/ANALISTA DE FISCALIZAÇÃO E INSPETORIA) O 
emprego de poderia-se em lugar de “deve-se” alteraria o sentido e prejudicaria a correção 
gramatical do texto.
“Sob a perspectiva da inclusão, deve-se integrar a esses propósitos a alfabetização, a 
educação de jovens e adultos (EJA) e o ensino superior, de modo a proporcionar a todos 
o enfrentamento das desigualdades educacionais, a oportunidade e a garantia ao direito 
universal de acesso à escolarização.”
De fato, o verbo auxiliar poder indica possibilidade ao passo o auxiliar dever expressa 
necessidade, além disso a colocação pronominal em “poderia-se” está incorreta, o certo 
seria isto: poder-se-ia. Desse modo, a reescrita proposta não só alteraria o sentido, mas 
também geraria erro gramatical.
Certo.
119. 119. (QUADRIX/2023/PROCON-DF/FISCAL DE DEFESA DO CONSUMIDOR) A preposição “em” pode 
ser substituída pela preposição por, sem que isso acarrete prejuízo gramatical ou interpretativo.
“Também existem fraudes durante datas como, por exemplo, a Black Friday, em que os 
golpistas criam falsas ofertas de produtos para roubar o dinheiro de clientes interessados 
em produtos com preço baixo.”
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No contexto, “interessados em produtos” de fato equivale a interessados por produtos. 
Disso decorre a correção da proposta de reescrita.
Certo.
120. 120. (QUADRIX/2023/CREFITO-7ª REGIÃO/BA E SE/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – FINANCEIRO) 
O período “Foi em terras paulistas que começou a funcionar, em 1929, o Departamento de 
Fisioterapia do Hospital das Clínicas de São Paulo” poderia ser reescrito, sem alteração de 
sentido e sem prejuízo à correção textual, da seguinte forma: Em 1929, começou a funcionar, 
em terras paulistas, o Departamento de Fisioterapia do Hospital das Clínicas de São Paulo.
“A história da profissão também tem uma forte ligação com São Paulo. Foi em terras 
paulistas que começou a funcionar, em 1929, o Departamentode Fisioterapia do Hospital 
das Clínicas de São Paulo.”
O termo “Foi...que” é expletivo, portanto pode ser retirado da frase sem prejuízo à correção 
e ao sentido. Além disso, os termos “em terras paulistanas” e “em 1929” são adjuntos 
adverbiais, o que justifica a necessidade de isolamento por vírgulas. Disso decorre a correção 
da reescrita apresentada.
Certo.
121. 121. (QUADRIX/2023/CREFONO 2/SP/ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS) A 
substituição da vírgula após “humano” por ponto final, com a devida alteração de minúscula 
para maiúscula em “o que” – O que, manteria a correção gramatical e o sentido do texto.
“Muitas são as alterações que ocorrem na comunicação e na deglutição com o envelhecimento 
do ser humano, o que evidencia a importância da atuação fonoaudiológica na saúde do idoso.”
O termo “o que”, que corresponde ao pronome demonstrativo isso, integra sempre o mesmo 
período da informação que o antecede e, por isso, normalmente é antecedido por vírgula 
e, em poucas situações, por ponto e vírgula. Nesse contexto, o emprego do ponto final só 
ocorreria corretamente se tal expressão fosse efetivamente substituída pelo pronome isso: 
Muitas são as alterações que ocorrem na comunicação e na deglutição com o envelhecimento 
do ser humano. Isso evidencia a importância da atuação fonoaudiológica na saúde do idoso.
Errado.
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122. 122. (QUADRIX/2023/CRO-PB/FISCAL) Quanto à ortografia oficial, à correção gramatical 
e à coerência das substituições propostas para os vocábulos e os trechos destacados do 
texto, julgue o item.
“As séries temporais compostas de sucessivas imagens do mesmo local formam um filme que 
demonstra as variações sazonais de vegetações, os ciclos de crescimento das plantações, os 
regimes de cheias e as vazantes dos rios, as variações climáticas, o derretimento da calota 
polar, o crescimento das cidades, os desflorestamentos, entre outros” por As séries temporais 
compostas de sucessivas imagens do mesmo local, formam um filme que demonstra as 
variações sazonais de vegetações, os ciclos de crescimento das plantações, os regimes de 
cheias e as vazantes dos rios, as variações climáticas, o derretimento da calota polar, o 
crescimento das cidades, os desflorestamentos, entre outros
Na reescritura, a vírgula após “mesmo local” separa o sujeito do verbo, daí a incorreção da 
proposta de reescrita.
Certo.
123. 123. (QUADRIX/2023/CRO-PB/FISCAL) Quanto à ortografia oficial, à correção gramatical 
e à coerência das substituições propostas para os vocábulos e os trechos destacados do 
texto, julgue o item.
“‘Uma imagem vale mais que mil palavras’, já dizia o filósofo chinês Confúcio (552 a.C. – 489 
a.C.)” por Confúcio o filósofo chinês (552 a.C. – 489 a.C.), já dizia que “Uma imagem vale 
mais que mil palavras”
Na proposta de reescritura, o termo “o filósofo chinês (552 a.C. – 489 a.C.)” passa a ser 
aposto explicativo, motivo pelo qual deveria haver uma vírgula também antes desse termo. 
Além disso, a troca de posição da citação sugere a substituição do termo “que” por dois-
pontos. Em outros termos, o certo seria isto: Confúcio, o filósofo chinês (552 a.C. – 489 
a.C.), já dizia: “Uma imagem vale mais que mil palavras”.
Errado.
124. 124. (QUADRIX/2023/CRO-PB/FISCAL) Quanto à ortografia oficial, à correção gramatical 
e à coerência das substituições propostas para os vocábulos e os trechos destacados do 
texto, julgue o item.
“a aprendizagem de máquina e a aprendizagem profunda usadas no sensoriamento remoto já 
fazem parte do cotidiano de todos nós. E o mais importante: contribuindo para avanços em 
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diferentes setores, como, por exemplo, segurança, agricultura e proteção do meio ambiente” 
por a aprendizagem de máquina e a aprendizagem profunda usadas no sensoriamento 
remoto já fazem parte do cotidiano de todos nós e, mais importante, contribuem para 
avanços em diferentes setores, como segurança, agricultura e proteção do meio ambiente
A natureza de conjunção coordenativa aditiva do termo “E” permite que as orações, que 
possuem sujeitos diferentes, sejam separadas por vírgula, ponto e vírgula e ponto final. 
Além disso, a retomada do sujeito da oração anterior permite a concordância do verbo 
contribuir, cuja flexão torna o termo “mais importante” acessório que quebra a estrutura 
da frase, daí a correta pontuação com vírgulas.
Certo.
125. 125. (QUADRIX/2023/CREFITO-7ª REGIÃO /BA E SE/ASSESSOR/A) JURÍDICO) A substituição 
da conjunção “mas” por e sim manteria a correção gramatical do texto e seu sentido original.
“É importante ressaltar que as PICS não substituem o tratamento tradicional, mas atuam 
de forma conjunta e complementar, possibilitando um olhar integrativo no que se refere à 
saúde e sendo indicadas por profissionais específicos conforme as necessidades de cada 
caso.”
A expressão “e sim” pode assumir valor adversativo correspondente a “mas” em situações 
em que a oração anterior apresenta-se na forma negativa: “as PICS não substituiem”. Disso 
decorre a correção da proposta de reescritura.
Certo.
126. 126. (QUADRIX/2023/CREFITO-7ª REGIÃO /BA E SE/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – 
FINANCEIRO) Caso a expressão “no entanto” fosse substituída por então, seriam mantidos 
a correção gramatical do texto e seu sentido original.
“Durante o período seguinte da História, a Idade Média, no entanto, a fisioterapia não 
avançou muito.”
As conjunções apresentadas têm sentidos diferentes: “no entanto” é adversativa e indica 
oposição, ao passo que então é conclusiva. Disso decorre a impropriedade da sugestão do 
item.
Errado.
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127. 127. (QUADRIX/2023/CRECI/6ª REGIÃO /PR/PROFISSIONAL DE SUPORTE TÉCNICO /PST) − 
TÉCNICO ADMINISTRATIVO) No 3º parágrafo, o trecho inicial “Já a construção ecológica, 
embora tenha o mesmo objetivo da anterior, possui uma estratégia diferente” poderia ser 
reescrito, mantendo-se a correção e o sentido do texto, da seguinte forma: Por outro lado, a 
construção ecológica, ainda que tenha o mesmo objetivo da anterior, utiliza estratégia diversa.
“[...] A construção sustentável visa à redução do impacto ambiental da construção, por 
meio da utilização de técnicas, materiais e tecnologias menos agressivas — antes, durante 
e depois da obra —, que garantam a sustentabilidade do empreendimento, por meio do uso 
de materiais duráveis, do reúso de água e do emprego de formas alternativas de energia.
Já a construção ecológica, embora tenha o mesmo objetivo da anterior, possui uma estratégia 
diferente, por utilizar materiais disponíveis no próprio local da construção, além de defender 
a integração da construção com a paisagem, de forma a causar o menor impacto visual 
possível.”
No texto, o termo “Já” é empregado para fazer contraponto em relação às informações 
anteriores, daí sua correspondência à forma sugerida na reescritura:“Por outro lado”. Além 
disso, “embora” corresponde a ainda que, pois ambas são conjunções concessivas.
Certo.
128. 128. (QUADRIX/2023/CAU-PA/ARQUITETO E URBANISTA) A locução “À medida que” poderia 
ser substituída, sem que isso acarretasse prejuízo ao sentido original do texto e à correção 
gramatical, por Na medida em que.
“À medida que a notícia foi se espalhando, foi se formando uma multidão para ver a maravilha.”
As locuções conjuntivas apresentadas pertencem a grupos diversos: “À medida que” é 
proporcional, ao passo que “Na medida em que” é causal. Disso decorre a impropriedade 
da sugestão de reescrita.
Errado.
129. 129. (QUADRIX/2023/CRB 9ª REGIÃO/AGENTE DE ORIENTAÇÃO E FISCALIZAÇÃO) A expressão 
“a que” poderia ser substituída por à qual, por referir-se ao termo “ideia central”, sem que 
isso acarretasse prejuízo à correção gramatical e ao sentido original do texto.
“O parágrafo é uma unidade de composição constituída por um ou mais de um período, 
em que se desenvolve determinada ideia central, ou nuclear, a que se agregam outras, 
secundárias, intimamente relacionadas pelo sentido e logicamente decorrentes dela.”
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Como o termo preposicionado “que” é pronome relativo, pode sim ser substituído por “a 
qual”. Em vista regência do pronome relativo, haverá crase, na forma sugerida pela proposta 
de reescrita: “à qual”.
Certo.
130. 130. (QUADRIX/2023/CREFONO 2/SP/ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS) A 
substituição do termo “consequentemente” por portanto manteria a coerência e a correção 
gramatical do texto.
“O século XXI vem sendo marcado por transformações significantes nas condições 
socioeconômicas e de saúde da população mundial e, consequentemente, na sua estrutura 
demográfica.”
Apesar de os termos da proposta de reescrita não serem perfeitamente equivalentes, o item 
não trata de sentido, mas tão somente de coerência e correção. Disso decorre a correção 
da proposta do item.
Certo.
131. 131. (QUADRIX/2023/CREFONO 2/SP/ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS) Caso se 
substituísse a expressão “no qual” por onde, a correção e o sentido do texto seriam mantidos.
“O envelhecimento é um processo dinâmico e progressivo, no qual há modificações em 
diversos aspectos.”
O pronome relativo “onde” – que equivale estruturalmente a “em que”, “no qual” e variações 
– só pode ser empregado quando seu antecedente na frase for referência a lugar. Ocorre 
que, no caso, o antecedente “envelhecimento” não é indicação de lugar. Disso resulta a 
incorreção da reescrita proposta.
Errado.
132. 132. (QUADRIX/2023/CREFONO 2/SP/ANALISTA DE FISCALIZAÇÃO E INSPETORIA) A substituição 
da expressão “de modo a” por para manteria a coerência do texto.
“Sob a perspectiva da inclusão, deve-se integrar a esses propósitos a alfabetização, a 
educação de jovens e adultos (EJA) e o ensino superior, de modo a proporcionar a todos 
o enfrentamento das desigualdades educacionais, a oportunidade e a garantia ao direito 
universal de acesso à escolarização.”
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A locução “de modo a” pode expressar finalidade ou consequência; contudo, o item não indaga a 
manutenção do sentido, e sim a da coerência. Disso decorre a correção da proposta de reescritura.
Certo.
133. 133. (QUADRIX/2023/CREFITO-7ª REGIÃO/BA E SE/ASSESSOR/A) JURÍDICO) Caso se 
substituísse a forma verbal “ocorre” pela flexão no plural ocorrem, manter-se-ia a correção 
gramatical do texto, de forma que seria realizada a concordância com “pelas PICS”.
“A escolha pelas PICS ocorre quando há conhecimento e conscientização sobre quais são os 
procedimentos de cada modalidade e como elas podem contribuir para o cuidado integral 
da pessoa e também para a prevenção de doenças.”
A concordância é feita tão somente com o núcleo do sujeito, o qual não pode ser preposicionado. 
Como o termo “PICS” está preposicionado, não pode gerar a concordância do verbo, que, 
no contexto, só pode ser empregado no singular em concordância com o núcleo “escolha”. 
Disso decorre o erro da proposta de reescritura.
Errado.
134. 134. (QUADRIX/2023/CRB 9ª REGIÃO/AGENTE DE ORIENTAÇÃO E FISCALIZAÇÃO) A substituição da 
locução verbal “pode haver” por pode existir não acarretaria prejuízo à correção gramatical do texto.
“Trata-se, evidentemente, de uma definição, ou conceito, que a prática nem sempre 
confirma, pois, assim como há vários processos de desenvolvimento ou encadeamento de 
ideias, pode haver também diferentes tipos de estruturação de parágrafo [...]”.
Diferentemente de haver, que, no contexto, não possuir sujeito e fica no singular, o verbo 
existir empregaria “diferentes tipos” como sujeito e com ele concordaria: podem existir 
também diferentes tipos. Disso decorre o erro da proposta de reescritura do texto.
Errado.
135. 135. (QUADRIX/2023/CRO-MS/AUXILIAR ADMINISTRATIVO) A substituição de “foram” por 
estão manteria a correção gramatical e a coerência do texto.
“A equipe descobriu que essas pessoas compartilham mais bactérias da boca do que do 
intestino, por exemplo. Enquanto um terço das cepas de bactérias orais são comuns entre 
moradores, apenas 12% das bactérias intestinais são compartilhadas. As conclusões foram 
publicadas no periódico Nature.”
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Apesar de os termos da proposta de reescrita não serem perfeitamente equivalentes, o item 
não trata de sentido, mas tão somente de coerência e correção. Disso decorre a correção 
da proposta do item.
Certo.
136. 136. (QUADRIX/2023/PROCON-DF/FISCAL DE DEFESA DO CONSUMIDOR) Se a oração “também 
aumentaram os riscos de golpes” fosse reescrita como também aumentou os riscos de 
golpes, haveria mudança nas ideias do texto.
“Ao mesmo tempo em que as relações de consumo se intensificaram com as transformações 
sociais e digitais, também aumentaram os riscos de golpes.”
Com a reescritura proposta, não haveria mudança nas ideias do texto, havia apenas erro 
de concordância, visto que o verbo necessariamente deve se apresentar no plural para 
concordar o núcleo do sujeito “riscos”. Disso decorre o erro da afirmação do item.
Errado.
137. 137. (QUADRIX/2023/CREFONO 2/SP/ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS) O trecho 
“Muitas são as alterações que ocorrem na comunicação e na deglutição com o envelhecimento 
do ser humano” poderia ser reescrito, sem alteração de sentido nem prejuízo para a correção 
gramatical do texto, da seguinte forma: Ocorre muitas alterações na comunicação e na 
deglutição ao longo do processo de envelhecimento do ser humano.
A concordância é feita tão somente com o núcleo do sujeito, o qual não pode ser preposicionado. 
Na proposta de reescrita, o núcleo do sujeito é “alterações”; portanto, o verbo deveria ir 
para o plural: Ocorrem. Disso decorre o erro da proposta de reescritura.
Errado.
138. 138. (QUADRIX/2023/CRO-PB/FISCAL) Quanto à ortografia oficial, à correção gramatical 
eà coerência das substituições propostas para os vocábulos e os trechos destacados do 
texto, julgue o item.
“Mas foi há cinquenta anos, mais exatamente em 1972, que sensores foram embarcados 
em satélites” por Mas fazem 50 anos, mais exatamente em 1972, que sensores foram 
embarcados em satélites.
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O verbo fazer, nas indicações de tempo meteorológico e de tempo decorrido, é impessoal e, 
por isso, fica no singular. Desse modo, a forma correta seria esta: faz 50 anos. Disso decorre 
o erro da proposta de reescritura.
Errado.
139. 139. (QUADRIX/2023/CRECI/6ª REGIÃO /PR/PROFISSIONAL DE SUPORTE TÉCNICO/PST/
TÉCNICO ADMINISTRATIVO) O trecho “Dentro de dez dias” poderia ser reescrito, mantendo-se 
a correção gramatical e o sentido do texto, da seguinte forma: Daqui há dez dias.
O verbo haver indica tão somente tempo passado, não tempo futuro, como é o caso do 
trecho apresentado. Disso decorre o erro da proposta de reescritura.
Errado.
140. 140. (QUADRIX/2023/CRB 9ª REGIÃO/AGENTE DE ORIENTAÇÃO E FISCALIZAÇÃO) O trecho 
“No dia 4, foi realizada a reunião geral com a presidência do Conselho Federal” poderia ser 
reescrito, sem prejuízo à correção gramatical nem ao sentido original do texto, da seguinte 
forma: No dia 4, foi realizada a reunião geral pela presidência do Conselho Federal.
A troca da preposição “com” – que traz noção de companhia, de acompanhamento – pela 
forma “pela” altera o sentido, pois, na nova construção, passa a se entender que a presidência 
foi a responsável por realizar a reunião, antes se entendia que ela estaria tão somente 
presente, sem estar à frente de tudo.
Errado.
141. 141. (QUADRIX/2023/CRO-MS/AUXILIAR ADMINISTRATIVO) A correção e o sentido do texto 
seriam mantidos caso os dois períodos iniciais do texto fossem unidos em um só, da seguinte 
forma: Você não compartilha só a conta de luz e os afazeres domésticos com a pessoa 
com quem você mora, devido um estudo feito pela Universidade de Trento, na Itália, que 
mostrou que os indivíduos que vivem sob o mesmo teto têm 32% das bactérias da boca 
em comum entre si.
“Você não compartilha só a conta de luz e os afazeres domésticos com a pessoa com quem 
você mora. Um estudo feito pela Universidade de Trento, na Itália, mostrou que os indivíduos 
que vivem sob o mesmo teto têm 32% das bactérias da boca em comum entre si. “
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A inserção do termo “devido”, além de alterar o sentido original do texto, gera erro gramatical, 
uma vez que o correto seria isto: devido a um estudo. Disso decorre o erro da proposta de 
reescritura.
Errado.
142. 142. (QUADRIX/2023/CRO-MS/AUXILIAR ADMINISTRATIVO) O trecho “Os pesquisadores 
analisaram os resultados de 31 estudos anteriores sobre o assunto” poderia ser reescrito, 
mantendo-se a correção gramatical e o sentido do texto, da seguinte forma: Os pesquisadores 
fizeram a análize dos resultados de 31 estudos já realizados sobre o assunto.
A grafia do termo “análize” está errada, visto que tal vocábulo é escrito com s: análise. Disso 
decorre o erro da proposta de reescritura.
Errado.
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	Sumário
	Texto e Reescrita
	1. Compreensão e Interpretação de Textos
	1.1. Informações Explícitas e Compreensão de Texto
	1.2. Informações Implícitas e Interpretação de Texto
	1.3. Pressupostos e Subentendidos
	1.4. Erros Clássicos de Interpretação de Texto
	1.5. Linguagem Verbal e Linguagem Não Verbal
	1.6. Níveis de Linguagem / Variação Linguística
	1.7. Semântica – Significação das Palavras
	1.8. Tipologia Textual
	1.9. Gêneros Textuais
	1.10. Coesão e Coerência
	1.11. Coesão Sequencial
	1.12. Denotação e Conotação
	1.13. Figuras de Linguagem
	1.14. Funções da Linguagem
	2. Reescrita, Reescritura, Paráfrase e Equivalência de Expressões
	2.1. Troca de Conectivos
	2.2. Substituição de Orações Desenvolvidas por Reduzidas e Vice-Versa
	2.3. Substituição de Formas Verbais
	2.4. Substituição de Pronomes Relativos
	2.5. Substituição de Pronomes Demonstrativos
	2.6. Estruturas com Paralelismo
	2.7. Deslocamento de Palavras e Termos
	2.8. Alteração da Concordância
	2.9. Orientação para Resolução de Itens de Reescritura de Texto
	Resumo
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito Comentado(Numeral.)
Foram levantadas inúmeras questões a respeito do crescimento da criminalidade. Elas, 
entretanto, não nos levaram a ponto algum. (Pronome pessoal.)
Os artigos indefinidos quase sempre podem ser dispensados. Evitemo-los, pois. (Pronome pessoal.)
Há quem prefira morar nos EUA a viver no Brasil. De fato, existe muita coisa boa por lá; mas, 
pensando bem, as melhores estão aqui. (Advérbios/elipse – as melhores [coisas] estão aqui.)
A Argentina já foi melhor país. Sua economia hoje se encontra debilitada; seu povo, descontente. 
(Pronomes possessivos.)
Não é possível considerar próprios o comportamento e o comentário: este não tem fundamentos, 
aquele é totalmente inconveniente. (Pronomes demonstrativos.)
Pais e filhos normalmente protagonizam os maiores conflitos vividos pelos adolescentes. Isso 
ocorre em virtude da diferença de interesses e realidades interiores. (Pronome demonstrativo.)
Não é possível aprovar a atitude que ele tomou, pois contraria os valores os quais me guiam a 
consciência. (Pronomes relativos.)
O servidor afirmou que fora contratado em 15/10/20XX e demitido sem justa causa em 
20/2/20YY, que teve sua CTPS retida pelo empregador e que não recebeu as verbas rescisórias. 
Tais fatos, porém, não foram provados. (Termo-síntese.)
O advogado pediu ao juiz o adiamento da audiência para que se pudesse realizar perícia técnica 
visando à definição do grau de insalubridade do ambiente em que trabalhava o obreiro. Como 
não considerou tal procedimento necessário, o magistrado negou o pedido.
(Hiperônimo/Sinônimo/Nominalização.)
Sinônimo – termo diferente e com sentido semelhante.
Hiperônimo – termo diferente e com sentido mais amplo.
Hipônimo – termo diferente e com sentido mais restrito.
EXEMPLO
Há quem diga que não precisa de e-mail. Mas a verdade é que o correio eletrônico é indispensável 
para inúmeras coisas. (Sinônimo.)
Sua fala nunca me convenceu. Na verdade, jamais apreciei seu discurso. (Hiperônimo.)
Uma baleia que encalhou na praia foi salva por pescadores. Tratava-se de um filhote de 
jubarte que deve ter se perdido de seu grupo. (Hipônimo.)
 
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1 .11 . cOESÃO SEQUENciaL1 .11 . cOESÃO SEQUENciaL
A coesão sequencial é operada principalmente por conjunções, que são conectivos oracionais.
Nesse contexto, vale ressaltar que as conjunções podem conectar orações estruturalmente 
independentes (coordenação) ou orações que exercem função sintática para outra (subordinação).
Além da vinculação das orações, costumeiramente, as conjunções enfatizam a relação 
de sentido estabelecida no contexto.
a) Conjunções Coordenativas
As conjunções coordenativas conectam duas orações estruturalmente independentes, 
mas que estabelecem relação de sentido entre si.
1. Conjunções Coordenativas Adversativas
Estabelecem relação de adversidade, oposição, contrariedade, divergência, contraste.
EXEMPLO
Corremos muito, mas não chegamos a tempo.
Principais conjunções adversativas
mas, porém, contudo, entretanto, no entanto, todavia, não obstante
2. Conjunções Coordenativas Conclusivas
As conjunções conclusivas introduzem uma ideia que funciona com fechamento do 
raciocínio iniciado pela oração anterior.
EXEMPLO
A pista alagou, portanto não deve haver corrida.
Principais conjunções conclusivas
portanto, por isso, por conseguinte, então, logo, assim, destarte, pois (após o verbo)
3. Conjunções Coordenativas Explicativas
As conjunções explicativas introduzem um esclarecimento, uma explicação relativamente 
à oração anterior ou uma ideia que lhe reforça o sentido.
EXEMPLO
Não me desobedeça, pois sou seu pai.
Principais conjunções explicativas
porque, porquanto, que, pois (antes do verbo)
4. Conjunções Coordenativas Alternativas
Como o nome sugere, as conjunções alternativas introduzem fato que se alterna com 
o fato da oração anterior ou ideia que exclui a ideia anterior.
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Gustavo Silva
EXEMPLO
A unidade deve providenciar a regularização das inconformidades apontadas no prazo de 30 
dias, ou informar a impossibilidade de resolução com as devidas justificativas.
Principais conjunções alternativas
ou, ou... ou, ora... ora, quer... quer, seja... seja
5. Conjunções Coordenativas Aditivas
Conjunções aditivas são empregadas para se adicionar uma informação à anteriormente 
apresentada.
EXEMPLO
Foram constatadas inúmeras inconformidades, e o prazo assinalado para a regularização é 
de 30 dias.
Principais conjunções aditivas
e, nem, não só / não somente / não apenas... mas também, não só / não somente / não 
apenas... como também, tanto... como, tanto... quanto
EXEMPLO
Ele não veio, pois tem medo. (pois = porque >> explicação)
Ele não veio; tem medo, pois. (pois = portanto >> conclusão)
Não toco, mas canto. (mas = porém >> adversidade)
Não só toco, mas (também) canto. (= Toco e canto. >> adição)
Bati de porta em porta, e nada consegui. (e = mas >> adversativo)
 
b) Conjunções Subordinativas Adverbiais
As conjunções subordinativas adverbiais introduzem orações que exercem função de 
adjunto adverbial para outra oração, denominada principal.
De acordo com a Nomenclatura Gramatical Brasileira, há nove tipos de conjunções 
subordinativas adverbiais: finais, proporcionais, temporais, causais, consecutivas, 
conformativas, comparativas, condicionais e concessivas.
1. Conjunções Subordinativas Adverbiais Finais (indicam a finalidade para a qual se 
destina o fato da oração principal): para que, a fim de que, de sorte que, de modo que, 
porque, etc.
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EXEMPLO
Foi embora logo, a fim de que ninguém o visse.
O futuro se nos oculta, para que nós o imaginemos.
2. Conjunções Subordinativas Adverbiais Proporcionais (indicam simultaneidade 
de ocorrência de fatos): à medida que, à proporção que, quanto mais...mais, ao passo 
que, enquanto, etc.
EXEMPLO
À medida que se vive, mais se aprende.
Quanto mais se vive, mais se aprende.
3. Conjunções Subordinativas Adverbiais Temporais (indicam em que tempo ocorreu 
o fato expresso na oração principal): quando, mal, logo que, assim que, sempre que, 
depois que, desde que, enquanto, apenas, etc.
EXEMPLO
Logo que saíram, a festa acabou.
Quando eu dis se isso, ninguém acreditou.
4. Conjunções Subordinativas Adverbiais Causais (indicam a causa do fato expresso 
pela oração principal): porque, porquanto, visto que, pois que, como, já que, dado que, 
uma vez que, na medida em que, sendo que...
EXEMPLO
Como estava doente, não pôde sair.
A memória dos velhos é menos pronta porque o seu arquivo é muito extenso.
Não foi atendido sendo que fez o pedido fora do prazo.
5. Conjunções Subordinativas Adverbiais Consecutivas (indicam a consequência do 
fato expresso pela oração principal): tão... que, tal... que, tanto... que, de modo que, de 
forma que, de sorte que, etc.
EXEMPLO
O menino correu tanto, que chegou cansado.
On tem estive doente, de forma que não saí.
6. Conjunções SubordinativasAdverbiais Conformativas (indicam relação de 
adequação ou conformidade com o fato expresso pela oração principal): conforme, 
segundo, consoante, como.
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EXEMPLO
As coisas não são como dizem.
Farei tudo confor me você pediu.
7. Conjunções Subordinativas Adverbiais Comparativas (indicam uma relação de 
comparação – igualdade, inferioridade ou superioridade – entre os fatos expressos): 
(tão)... como/quanto, mais... (do) que, menos… (do) que, assim como, tal qual, tal como etc.
EXEMPLO
O rapaz lutou como um leão.
A luz é mais veloz (do) que o som.
Conforme se observa no exemplo apresentado, o termo “do” é expletivo, ou seja, pode ser 
dispensado sem prejuízo à correção gramatical e ao sentido.
8. Conjunções Subordinativas Adverbiais Condicionais (indicam uma condição sob 
a qual se realiza o fato expresso pela oração principal): se, caso, desde que, contanto 
que, salvo se, exceto se, sem que (=se não), a não ser que, etc.
EXEMPLO
Comprarei o livro, desde que seja barato.
Se chover, não iremos.
Caso chova, não iremos.
9. Conjunções Subordinativas Adverbiais Concessivas (concedem ou admitem uma 
condição contrária ao fato expresso pela oração principal; trata-se de oposição fraca): 
embora, conquanto, malgrado, ainda que, mesmo que, posto que, apesar de que, se bem 
que, não obstante, por mais que, etc.
EXEMPLO
Todos saíram, embora estivesse chovendo.
Por mais que gritasse, ninguém o socorreu.
Vim trabalhar posto que estivesse doente.
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1. As locuções de forma que, de modo que, de maneira que e de sorte que podem ser 
finais ou consecutivas. A distinção é feita mediante a verificação do modo verbal: orações 
finais empregam verbo no subjuntivo e orações consecutiva, no indicativo.
EXEMPLO
Estudou de sorte que fosse aprovado. (O verbo no subjuntivo demonstra que se trata de 
oração final.)
Estudou de sorte que foi aprovado. (O verbo no indicativo demonstra que se trata de oração 
consecutiva.)
2. A conjunção enquanto pode ser temporal e proporcional (indicando simultaneidade).
EXEMPLO
Pensa nas horas de lazer enquanto está trabalhando. (temporal)
Enquanto subia as escadas, cansava-se. (proporcional)
3. A locução desde que pode ser temporal ou condicional. A distinção é feita mediante a 
verificação do modo verbal: no contexto, a oração temporal emprega verbo no indicativo 
e a oração condicional, no subjuntivo.
EXEMPLO
Ele está estranho desde que discutimos. (O verbo no indicativo demonstra que se trata de 
oração temporal.)
Você sairá desde que arrume o quarto. (O verbo no subjuntivo demonstra que se trata de 
oração condicional.)
4. Não confunda as locuções conjuntivas à medida que (proporcional) e na medida em que 
(causal). Além disso, vale destacar que não existem estruturas misturadas dessas duas.
EXEMPLO
O medo aumentava à medida que chovia. (Certo, sentido proporcional.)
Ele não veio na medida em que está doente. (Certo, sentido causal.)
Ele não veio na medida que está doente. (Errado, a locução destacada não existe na gramática.)
5. Tome bastante cuidado com a conjunção como, já que ela pode apresentar quatro 
sentidos diferentes.
EXEMPLO
Como previsto, irei à festa. (= conforme >> conformativa)
Como você pede, irei à festa. (= já que >> causal)
Como você, também irei à festa. (comparativa)
Tanto li o livro como assisti ao filme. (aditiva)
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6. Tome bastante cuidado também com a conjunção se, visto que ela pode apresentar 
quatro empregos diferentes.
EXEMPLO
Se você pedir, irei à festa. (= caso >> condicional)
Se você pede, irei à festa. (= já que >> causal)
Se ele fala a verdade, ninguém acredita. (= embora >> concessiva)
Não sei se irei à festa. (vazia de sentido >> conjunção integrante)
7. Conforme visto, a locução conjuntiva não obstante pode ter valor adversativo ou concessivo. 
A distinção pode ser feita mediante simples substituição e também pelo fato de as orações 
adversativas apresentarem verbo no modo indicativo, e as orações concessivas ostentarem 
verbo modo subjuntivo.
EXEMPLO
Corremos muito, não obstante não chegamos a tempo. (= porém >> adversativa)
Comprei o livro, não obstante estivesse rasgado. (= embora >> concessiva)
8. Convém ficar atento a certas combinações de preposições com infinitivos.
AO + INFINITIVO >> TEMPO
EXEMPLO
Ao sair, apague a luz. >>> Quando sair, apague a luz.
A + INFINITIVO >>> CONDIÇÃO
EXEMPLO
A persistirem os sintomas, procure um médico. >>> Se persistirem...
PARA + INFINITIVO >>> FINALIDADE
EXEMPLO
Estudou muito para ser aprovado. >>>... para que fosse aprovado.
POR + INFINITIVO >>> CAUSA
EXEMPLO
Por não ter dinheiro, não almoçava. >>> Porque não tinha dinheiro,...
SEM + INFINITIVO >>> CONDIÇÃO OU CONCESSÃO
EXEMPLO
Sem se dedicar, não haveria resultados. >>> Se não se dedicasse,...
Sem se dedicar, obtinha ótimos resultados. >>> Embora não se dedicasse,...
 
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1 .12 . DENOTaÇÃO E cONOTaÇÃO1 .12 . DENOTaÇÃO E cONOTaÇÃO
DENOTAÇÃO
A linguagem denotativa é aquela que apresenta o sentido próprio, real das palavras, o 
sentido literal, aquele que se encontra dicionarizado.
CONOTAÇÃO
A linguagem conotativa, por sua vez, apresenta sentido subjetivo, figurado, metafórico.
EXEMPLO
Durante o incêndio, a casa ardeu por horas. (sentido próprio, denotativo)
Quando a vi, meu coração ardeu. (sentido figurado, conotativo)
Creio já ter a chave para solucionar esse mistério. (sentido figurado, conotativo)
Só a você entreguei a chave de mim. (sentido figurado, conotativo)
1 .13 . FiGURaS DE LiNGUaGEm1 .13 . FiGURaS DE LiNGUaGEm
As figuras de linguagem constituem recursos estilísticos para a obtenção de maior 
expressividade para a ideia que se apresenta.
Normalmente, seu estudo se divide didaticamente em quatro tipos:
• Figuras de Palavras;
• Figuras de Sintaxe;
• Figuras de Pensamento;
• Figuras de Som.
a) Figuras de palavras
Metáfora – É o emprego de uma palavra ou expressão fora de seu sentido habitual, 
mediante similitude real ou imaginária entre seres de realidades distintas.
EXEMPLO
A vida é mar largo.
Somente ela possui a chave de mim.
Comparação – É o estabelecimento de uma relação entre duas realidades mediante o 
emprego de conectivo comparativo (como, assim como, tão... quanto, tal qual, etc.).
EXEMPLO
Eles cantam tal qual anjos.
Consumo meus dias aos teus pés, como vela a se dissolver em ardor.
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Metonímia – É a utilização de uma palavra no lugar de outra mediante uma relação de 
substituição da parte pelo todo, do efeito pela causa, do autor pela obra, do continente 
pelo conteúdo, etc.
EXEMPLO
Ele gosta de ler Machado de Assis.
A juventude parece, às vezes, perdida.
Catacrese – Trata-se de uma metáfora que se cristalizou por força do uso e por ausência 
de termo adequado.
EXEMPLO
Logo embarcaremos no avião.
Usamos um só dente de alho na receita.
Sinestesia – É uma variação da metáfora que ocorre quando há combinação de impressões 
sensoriais ou atribuição de sensação a um ser.
EXEMPLO
Essa história está cheirando mal.
Não resisto ao teu cheiro gostoso e a maciez do teu olhar.
Perífrase – É uma expressão que designa os seres por meio de algum de seus atributos 
ou de fato que os celebrizou.
Há muito, o mundo explora o ouro negro. (= petróleo)
EXEMPLO
O Poeta dos Escravos morreu moço. (= Castro Alves)
b) Figuras de sintaxe
Elipse – É a omissão de termo ou expressão qua facilmente pode ser subentendido.
EXEMPLO
Adentrei a casa. A sala, vazia. (A sala estava vazia.)
Estava bêbado, (com) a calça rasgada e (com) a camisa na mão.
Zeugma – Trata-se de uma espécie do gênero elipse. Consiste na supressão de um 
termo já utilizado no texto.
EXEMPLO
Ele colhia frutas; ela, flores. (ela colhia flores)
Pleonasmo – É a repetição de termo ou ideia já expressa no texto. Busca-se, de tal 
forma, o realce e a melhor expressão.
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EXEMPLO
“E rir meu riso e derramar meu pranto.” (Vinícius de Moraes)
“Quando eu te vejo, eu desejo o teu desejo.” (Caetano Veloso)
Aos inimigos, nada lhes devo.
 Obs.: Pleonasmo vicioso é a repetição desnecessária, sem reforço algum à ideia: acabamento 
final, pequenos detalhes, entrar para dentro, fato real...
Hipérbato – Consiste na inversão violenta da ordem natural de apresentação dos termos 
componentes da frase.
EXEMPLO
“Ouviram do Ipiranga as margens plácidas/De um povo heroico o brado retumbante.”
Silepse (concordância ideológica) – Trata-se de concordância feita não com os termos 
expressos na frase, mas com a ideia que associamos a eles.
Silepse de gênero:
EXEMPLO
A criança nasceu. Era magnífico.
Silepse de pessoa:
EXEMPLO
Os brasileiros somos hospitaleiros.
Silepse de número:
EXEMPLO
A multidão forçou a porta e invadiram o prédio.
Anacoluto – Consiste na quebra da estrutura da frase, de sorte a figurar nela um termo 
sem ligação sintática com os demais, normalmente no início da frase.
EXEMPLO
Alma gêmea, a poesia enaltece tal possibilidade.
Sintaxe e pontuação, nesta aula entenderemos o uso da vírgula.
Assíndeto – Omissão do conectivo coordenativo, que liga orações coordenadas.
EXEMPLO
Acordei, comi, saí, trabalhei, voltei, dormi.
Polissíndeto – Repetição do conectivo coordenativo, que liga termos ou orações coordenadas.
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Texto e Reescrita
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EXEMPLO
Ela não era assim, tão frágil, e boba, e inocente, e fácil.
Apóstrofe - Consiste no chamamento do receptor da mensagem, seja ele imaginário 
ou não. Realiza-se por meio do vocativo.
EXEMPLO
Moça, que fazes aí parada?
“Pai Nosso, que estais no céu...”
c) Figuras de pensamento
Antítese – É o contraste entre duas palavras (antônimas), expressões ou pensamentos, 
provocando uma relação de oposição.
EXEMPLO
Com o tratamento, ele foi da água para o vinho.
“Às vezes te odeio por quase um segundo, depois te amo mais.”
Oxímoro (Paradoxo) – Trata-se de antítese levada ao extremo, fazendo coexistir duas 
ideias contrárias, ao mesmo tempo, implicando falta de lógica.
EXEMPLO
“Amor é fogo que arde sem se ver, / É ferida que dói e não se sente, / É um contentamento 
descontente, / É dor que desatina sem doer.” (Camões)
Hipérbole – Ideia apresentada com exagero.
EXEMPLO
Já disse um milhão de vezes!
Rindo até 2030!
Eufemismo – Trata-se de suavização de uma ideia desagradável.
EXEMPLO
Vossa Excelência está faltando com a verdade!
Depois de tanto padecer com a doença, ele descansou.
Ironia – É a declaração do oposto do que realmente se pensa ou do que é, normalmente 
com tom de deboche.
EXEMPLO
Que bonita sua atitude agressiva diante de uma opinião diferente.
Nota: Como a ironia é sugerida pelo contexto ou pela entonação, é comum que se 
apresente associada ao uso das aspas, do ponto de exclamação e das reticências.
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EXEMPLO
Aquele era um político muito “honesto”.
Ele é delicado como um hipopótamo...
Prosopopeia (Personificação) – Atribuição de características humanas a seres não humanos.
EXEMPLO
“O cravo brigou com a rosa debaixo de uma sacada”
“A Bomba atômica é triste, Coisa mais triste não há / Quando cai, cai sem vontade.” (Vinícius 
de Moraes)
d) Figuras de som
Aliteração – Repetição sistemática de uma determinada consoante.
EXEMPLO
“Em horas inda louras, lindas / Clorindas e Belindas, brandas / Brincam nos tempos das 
Berlindas / As vindas vendo das varandas” (Fernando Pessoa)
O rato roeu a roupa do rei de Roma.
Assonância – Repetição sistemática da vogal tônica ou do encontro vocálico na 
sequência da frase.
EXEMPLO
Como é escuro e profundo o mundo obscuro dos surdos e mudos.
“Juro que não acreditei / Eu te estranhei / Me debrucei / Sobre o teu corpo e duvidei” (Chico 
Buarque)
Paronomásia – Também chamada de paranomásia, é a aproximação de palavras de um 
texto pela sua semelhança na forma ou na pronúncia (parônimos).
EXEMPLO
“Exportar é o que importa.” (Delfim Netto)
“Com tais premissas ele sem dúvida leva-nos às primícias.” (Padre Antônio Vieira)
Onomatopeia – Consiste no uso de palavras que imitam sons em geral.
EXEMPLO
“Havia uma velhinha / Que andava aborrecida / Pois dava a sua vida / Para falar com alguém. 
/ E estava sempre em casa / A boa velhinha, / Resmungando sozinha: / Nhem-nhem-nhem-
nhem-nhem...” (Cecília Meireles)
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1 .14 . FUNÇÕES Da LiNGUaGEm1 .14 . FUNÇÕES Da LiNGUaGEm
Elementos da Comunicação
• Emissor: É aquele que produz o ato comunicativo.
• Receptor: É o destinatário da comunicação.
• Referente: Trata-se do assunto do texto, do que se fala.
• Código: É o sistema de signos utilizado.
• Mensagem: Trata-se do texto formalizado.
• Canal: É o meio empregado para estabelecer o contato.
a) Função Emotiva ou Expressiva
Apresenta-se focada naexpressão dos sentimentos, das emoções e/ou opiniões do 
emissor do ato comunicativo. É caracterizada pelo emprego da primeira pessoa e também 
pela presença de interjeições e exclamações.
EXEMPLO
Motivo
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada. (Cecília Meireles, Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2001.)
b) Função Conativa ou Apelativa
O foco é o receptor do ato comunicativo, por isso se é coativo em relação a ele: o que se quer 
é convencê-lo, persuadi-lo. Trata-se da função utilizada sobretudo em propagandas e textos 
publicitários, com uso do imperativo (que expressa ordem o pedido) e das 2.ª e 3.ª pessoas.
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EXEMPLO
“Faz um 21. Você só tem a ganhar.”
“Vem pra Caixa você também.”
Para Deputado Federal, vote em Fulano de Tal.
Não perca a superpromoção das Lojas...
c) Função Referencial ou Informativa
O objetivo é informar; por isso, destaca-se o conteúdo da informação. Emprega-se 
linguagem clara e objetiva, com predomínio da denotação. Textos científicos, didáticos ou 
notícias de jornal são bons exemplo do emprego dessa função.
EXEMPLO
“No Brasil, há mais de 35 milhões de estudantes matriculados no ensino fundamental e 
médio. Entre eles, mais de sete milhões vão à escola, porém estão em situação de “distorção 
idade-série”, isto é, possuem dois ou mais anos de atraso escolar. Esses dados fazem parte 
do estudo “Panorama da distorção de idade-série no Brasil”, divulgado nesta quarta-feira 
(29) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).”
d) Função Metalinguística
Trata-se do código explicando o próprio código, a exemplo de um poema que explica como 
se faz um poema ou de um verbete de dicionário, que usa palavras para explicar outras palavras.
e) Função Poética
Coloca em relevo a materialização da mensagem, sua construção, elaboração, sua forma.
EXEMPLO
“Vozes veladas, veludosas vozes,
Volúpias dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.”
CRUZ E SOUSA. Violões que choram.
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f) Função Fática ou de Contato
Tal função apresenta o canal em destaque. O que se pretende é testar o canal ou iniciar 
o contato. Normalmente, expressa cumprimentos do dia a dia e conversas que não têm 
pretensão outra, senão a manutenção do contato.
EXEMPLO
– Bom dia.
– Bom dia.
– Tudo bem?
– Tudo.
– Que bom.
2 . REEScRiTa, REEScRiTURa, PaRáFRaSE E EQUiVaLÊNcia 2 . REEScRiTa, REEScRiTURa, PaRáFRaSE E EQUiVaLÊNcia 
DE EXPRESSÕESDE EXPRESSÕES
A reescrita de trecho do texto consiste na intervenção feita pelo examinador com o 
intuito de que o candidato analise eventual alteração relativa à correção e/ou ao sentido do 
texto original. Eventualmente, os comandos também podem fazer referência à coerência, 
que diz respeito à lógica na apresentação das informações do período. A verificação desta 
última deve ser feita mediante o emprego da estrutura reescrita no trecho originário do 
texto de sorte que se verifique se a lógica da informação é mantida.
As propostas de reescritura podem lançar mão de várias formas de alteração do texto. 
Vejamos algumas possibilidades a seguir.
2 .1 . TROca DE cONEcTiVOS2 .1 . TROca DE cONEcTiVOS
A substituição de conectivos, sobretudo de conjunções pode ser feita com manutenção 
de correção e sentido, desde que os conectivos envolvidos pertençam ao mesmo grupo. 
Nesse contexto, convém que se recordem as principais conjunções de cada tipo.
Conjunções Coordenativas
a) Conjunções coordenativas adversativas: mas, porém, contudo, entretanto, no 
entanto, todavia, não obstante, senão (= mas sim), etc.
b) Conjunções coordenativas conclusivas: portanto, por isso, por conseguinte, logo, 
assim, então, destarte, pois (após o verbo), etc.
c) Conjunções coordenativas explicativas: pois, porque, porquanto, que.
d) Conjunções coordenativas alternativas: ou, ou... ou, ora... ora, quer... quer, etc.
e) Conjunções coordenativas aditivas: e, nem (= e não), não só/não somente/não 
apenas... mas também/mas ainda/senão, tanto... quanto, tanto... como, etc.
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Conjunções Subordinativas Adverbiais
a) Conjunções subordinativas adverbiais finais: para que, a fim de que, de sorte que, 
de modo que, porque, etc.
b) Conjunções subordinativas adverbiais proporcionais: para que, a fim de que, de 
sorte que, de modo que, porque, etc.
c) Conjunções subordinativas adverbiais temporais: quando, mal, logo que, assim que, 
sempre que, depois que, desde que, enquanto, apenas, etc.
d) Conjunções subordinativas adverbiais causais: porque, porquanto, visto que, pois 
que, como, já que, dado que, uma vez que, na medida em que, sendo que...
e) Conjunções subordinativas adverbiais consecutivas: tão... que, tal... que, tanto... 
que, de modo que, de forma que, de sorte que, etc.
f) Conjunções subordinativas adverbiais conformativas: conforme, segundo, consoante, como.
g) Conjunções subordinativas adverbiais comparativas: (tão)... como/quanto, mais... 
(do) que, menos… (do) que, assim como, tal qual, tal como etc.
h) Conjunções subordinativas adverbiais condicionais: se, caso, desde que, contanto 
que, salvo se, exceto se, sem que (=se não), a não ser que, etc.
i) Conjunções subordinativas adverbiais concessivas: embora, conquanto, malgrado, ainda 
que, mesmo que, posto que, apesar de que, se bem que, não obstante, por mais que, etc.
EXEMPLO
Eis alguns exemplos de reescrita com troca de conectivos:
Corremos muito, mas não chegamos a tempo.
Corremos muito, contudo não chegamos a tempo.
Corremos muito, não obstante não chegamos a tempo.
Danço e canto.
Não só danço, mas (também) canto.
Tanto danço quanto canto.
Estudou muito para que fosse aprovado.
Estudou muito afim de que fosse aprovado.
Estudou muito de forma que fosse aprovado.
Quando viu a noiva, o rapaz ficou pálido.
Mal viu a noiva, o rapaz ficou pálido.
Assim que viu a noiva, o rapaz ficou pálido.
Foi trabalhar embora estivesse doente.
Foi trabalhar conquanto estivesse doente.
Foi trabalhar apesar de que estivesse doente.
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2.2. SUBSTITUIÇÃO DE ORAÇÕES DESENVOLVIDAS POR REDUZIDAS E VICE-2.2. SUBSTITUIÇÃODE ORAÇÕES DESENVOLVIDAS POR REDUZIDAS E VICE-
VERSaVERSa
As orações reduzidas apresentam duas características estruturais importantes: nunca 
são iniciadas por conjunções nem por pronomes relativos e apresentam sempre verbo 
em uma forma nominal (infinitivo, gerúndio ou particípio). Em contrapartida, as orações 
que ostentam conjunção ou pronome relativo juntamente como verbo flexionado em algum 
tempo e modo, são denominadas desenvolvidas.
Vejamos alguns exemplos de orações desenvolvidas e suas correspondentes reduzidas.
EXEMPLO
Convém que partamos logo.
(oração subordinada substantiva subjetiva)
Convém partirmos logo.
(oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo)
Ele afirmou que desconhecia o fato.
(oração subordinada substantiva objetiva direta)
Ele afirmou desconhecer o fato.
(oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo)
Meu sonho é que sejamos uma família unida e feliz.
(oração subordinada substantiva predicativa)
Meu sonho é sermos uma família unida e feliz.
(oração subordinada substantiva predicativa reduzida de infinitivo)
Vi pessoas pedindo esmolas.
(oração subordinada adjetiva restritiva reduzida de gerúndio)
Vi pessoas que pediam esmolas.
(oração subordinada adjetiva restritiva)
Este é o processo a ser analisado pelo juiz.
(oração subordinada adjetiva restritiva reduzida de infinitivo)
Este é o processo que será analisado pelo juiz.
(oração subordinada adjetiva restritiva)
A testemunha, trazida pelo réu, se contradisse em vários momentos.
(oração subordinada adjetiva explicativa reduzida de particípio)
A testemunha, a qual foi trazida pelo réu, se contradisse em vários momentos.
(oração subordinada adjetiva explicativa)
Estudou muito para ser aprovado.
(oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo)
Estudou muito para que fosse aprovado.
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(oração subordinada adverbial final)
Chegando, dirigiu-se à atendente.
(oração subordinada adverbial temporal reduzida de gerúndio)
Quando chegou, dirigiu-se à atendente.
(oração subordinada adverbial temporal)
Terminada a reunião, sairemos para almoçar.
(oração subordinada adverbial temporal reduzida de particípio)
Depois que a reunião terminar, sairemos para almoçar.
(oração subordinada adverbial temporal)
Por ser domingo, ninguém se preocupou com o horário.
(oração subordinada adverbial causal reduzida de infinitivo)
Porque era domingo, ninguém se preocupou com o horário.
(oração subordinada adverbial causal)
Desejando a aprovação da sogra, suportava-lhe os excessos.
(oração subordinada adverbial causal reduzida de gerúndio)
Porque desejava a aprovação da sogra, suportava-lhe os excessos.
(oração subordinada adverbial causal)
Chorou muito de modo a adoecer dos olhos.
(oração subordinada adverbial consecutiva reduzida de infinitivo)
Chorou muito de modo que adoeceu dos olhos.
(oração subordinada adverbial consecutiva)
Sendo muito pobre, conseguia economizar algum dinheiro.
(oração subordinada adverbial concessiva reduzida de gerúndio)
Embora fosse muito pobre, conseguia economizar algum dinheiro.
(oração subordinada adverbial concessiva)
Apesar de não conhecer bem o trabalho, apresentou bom desempenho.
(oração subordinada adverbial concessiva reduzida de infinitivo)
Apesar de que não conhecesse bem o trabalho, apresentou bom desempenho.
(oração subordinada adverbial concessiva)
Querendo, é só me pedir o livro.
(oração subordinada adverbial temporal/condicional reduzida de gerúndio)
Quando quiser, é só me pedir o livro.
(oração subordinada adverbial temporal)
Se quiser, é só me pedir o livro.
(oração subordinada adverbial condicional)
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Gustavo Silva
1. Há certas combinações de infinitivos com preposições que têm valor semântico já 
sedimentado e que podem ser empregadas para o pronto reconhecimento das orações 
adverbiais assim reduzidas.
Ao + infinitivo = tempo
EXEMPLO
Ao sair, apague a luz.
A + infinitivo = condição
EXEMPLO
A persistirem os sintomas, um médico deve ser consultado.
Para + infinitivo = finalidade
EXEMPLO
Para abrir, gire a manivela.
Por + infinitivo = causa
EXEMPLO
Por ser pobre, era discriminado.
Sem + infinitivo = concessão/condição
EXEMPLO
Sem estudar, conseguiu boa nota. (concessão)
Sem estudar, não terás boa nota. (condição)
2. Apesar de a redução oracional ser fenômeno típico de orações subordinadas, há autores 
que admitem a possibilidade de se empregar o gerúndio para reduzir orações coordenadas 
aditivas.
EXEMPLO
Confessou o crime, tirando o peso da consciência.
Confessou o crime e tirou o peso da consciência.
 
2 .3 . SUBSTiTUiÇÃO DE FORmaS VERBaiS2 .3 . SUBSTiTUiÇÃO DE FORmaS VERBaiS
A substituição de certas formas verbais pode ser feita com manutenção de correção e 
sentido. Vejamos alguns exemplos.
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EXEMPLO
O governo havia resolvido o impasse.
O governo tinha resolvido o impasse.
O governo resolvera o impasse.
Vários problemas vêm ocorrendo com o novo sistema.
Vários problemas têm ocorrido com o novo sistema.
As mensagens estavam chegando a toda hora.
As mensagens chegavam a toda hora.
Convém, em especial, tomar cuidado com situações nas quais o presente é empregado 
com valor contextual de pretérito ou de futuro e, ainda, com aquelas em que o pretérito 
imperfeito equivale ao futuro do pretérito, em vista de indicar uma possibilidade. Nessas 
situações, a substituição do presente ou do pretérito imperfeito pelo tempo correspondente 
mantém a correção e o sentido do texto.
EXEMPLO
Em 1500, Cabral chega à costa brasileira.
Em 1500, Cabral chegou à costa brasileira.
Daqui a dez minutos, ligo para você.
Daqui a dez minutos, ligarei para você.
Se eu pudesse, ficava um pouco mais.
Se eu pudesse, ficaria um pouco mais.
2 .4 . SUBSTiTUiÇÃO DE PRONOmES RELaTiVOS2 .4 . SUBSTiTUiÇÃO DE PRONOmES RELaTiVOS
Os pronomes relativos costumam ser permutáveis entre si, à exceção de cujo e suas variações, 
que não admitem substituição. Contudo, devem-se recordar as peculiaridades de cada um.
a) Os relativos QUE e O QUAL (e variações) costumam ser permutáveis entre si.
EXEMPLO
Há coisas que não posso contar.
Há coisas as quais não posso contar.
Fazemos aquilo que podemos
Fazemos aquilo o qual podemos
Ela é a mulher que me faz feliz.
Ela é a mulher a qual me faz feliz.
A casa que pretendo comprar tem quatro quartos.
A casa a qual pretendo comprar tem quatro quartos.
As rosas que encomendamos já chegaram.
As rosas as quais encomendamos já chegaram.
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