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ESTUDO DIRIGIDO 3 Monitoria de Técnica Cirúrgica Monitores: Ana Julia Moura Sophia Davies Rivaldo Ferreira 1. O esôfago possui 4 camadas: mucosa- submucosa- muscular e adventícia, e por não possuir a camada serosa, que é responsável pelo processo de cicatrização, o esôfago se torna um local com dificuldade para cicatrização, com risco de deiscência de pontos. Por esse motivo, qual a sutura mais indicada para se realizar no esôfago: A) Sutan (em X) B) Intradérmica C) Swift (VERDADEIRO) D) Contínuo simples 2. (Situação hipotética). Você estava auxiliando o cirurgião em uma castração de fêmea (OH). No momento das rafias, o cirurgião lhe perguntou qual seria a sutura mais indicada para o fechamento da linha alba. Qual sutura você falaria e o porquê dessa escolha? Usaria a técnica da sutura contínua pois a sutura contínua tem vantagens em termos de distribuição uniforme da tensão ao longo da linha de fechamento, o que pode contribuir para uma cicatrização mais eficaz e reduzir o risco de deiscências abertura da ferida. 3. Os fios cirúrgicos representam um dos componentes para confecção de suturas e nós. Esses fios são compostos por vários materiais e de várias origens, explique a diferença dos fios Orgânicos e Sintéticos e dê exemplos. Os fios orgânicos são feitos a partir de fontes naturais, como animais ou plantas. Eles tendem a ser absorvíveis pelo organismo, mas apresentam algumas desvantagens, como maior tendência à infecção e reações adversas, exemplos são: fio de seda, catgut, já os fios sintéticos são feitos por processos químicos eles podem ser absorvíveis ou não absorvíveis, com propriedades mais controláveis, como resistência à infecção, menor reação inflamatória e melhor previsibilidade em termos de absorção, exemplos são: nylon, prolene. 4. Descreva o porquê devemos usar suturas invaginantes para a cistorrafia. Esse tipo de sutura é preferida por diversas razões relacionadas à funcionalidade, à cicatrização e à redução de complicações. A prevenção de fístulas urinárias é uma das maiores preocupações em cirurgias envolvendo a bexiga é o risco de formação de fístulas urinárias, onde a urina vaza para os tecidos ao redor, causando infecção e complicações adicionais. A sutura invaginante ajuda a minimizar esse risco, pois ela posiciona as bordas da bexiga para dentro, evitando o contato direto da urina com os tecidos ao redor, o que reduz a possibilidade de formação de fístulas, para prevenir redução de tensão no fechamento, reduzir infecções. 5. Correlacione as seguintes técnicas de sutura com as situações mais indicadas: 1- Sultan (2 ) Sutura de pele 2- Isolado simples (3 ) Cistorrafia 3- Cushing-cushing ( 4) Tecido subcutâneo 4- Intradérmica ( 1) Fáscia muscular 6. Descreva, com riqueza de detalhes, a técnica cirúrgica de uma ovariohisterectomia de uma cadela. Incisão abdominal: realiza-se uma incisão média ventral (no meio da linha abdominal), geralmente entre o umbigo e o osso púbico. O comprimento da incisão varia conforme o tamanho do animal e o acesso aos órgãos reprodutivos. Abertura da cavidade abdominal: após a incisão da pele, os músculos e o tecido subcutâneo são afastados com o auxílio de pinças ou afastadores. Em seguida, a linha alba é aberta com cuidado, preservando as camadas musculares laterais expondo os órgãos reprodutivos: Ressecção dos ovários: os ovários são localizados nas extremidades das trompas em ambos os lados do útero. A ligadura do pedículo ovariano (que contém vasos sanguíneos e nervos) é realizada com fio absorvível ou não absorvível. O pedículo é seccionado após a ligadura, removendo o ovário. Ressecção do útero: O útero é então identificado e a ligadura das artérias uterinas e outras estruturas vasculares é feita para evitar hemorragias. O útero é removido completamente, após a ligadura e corte da porção uterina em ambos os lados. Verificar se há sangramentos ativos e, se necessário, realizar a cauterização ou ligadura adicional para garantir que não haja perda de sangue. Fechamento: A cavidade abdominal é fechada em várias camadas: peritônio: se necessário, a camada peritoneal é suturada com pontos absorvíveis.. Músculos e linha alba: são suturados com pontos fortes, geralmente com fio absorvível. Pele: A incisão cutânea é fechada com pontos simples ou subcuticulares, dependendo da preferência do cirurgião e do tipo de sutura utilizada. 7. Responda o que for pedido abaixo: A) Cite três exemplos de suturas isoladas: Swift, sultan e wolf B) Cite três exemplos de suturas contínuas: Contínua simples, cushing e festonada ou reverdin 8. Descreva, com riqueza de detalhes, qual a técnica cirúrgica utilizada para realizar uma toracotomia intercostal. Inclua na sua resposta, além da técnica, a musculatura incisada e em quais espaços intercostais podemos realizá-la. A toracotomia intercostal é uma técnica cirúrgica utilizada para acessar a cavidade torácica, geralmente para o tratamento de condições como pneumotórax, hemotórax ou para realizar procedimentos em órgãos torácicos como pulmões ou coração. A incisão é feita ao longo do espaço intercostal (geralmente em um dos espaços entre as costelas), evitando vasos sanguíneos e nervos que se localizam na borda inferior da costela. A incisão pode ser vertical ou horizontal, dependendo do acesso necessário. Após a dissecação, o cirurgião pode acessar a pleura ou os órgãos internos conforme necessário. 9. Quais são as duas suturas invaginantes mais utilizadas, qual sua finalidade e em quais órgãos as usaremos? A sutura de lembert é utilizada para fechar incisões em órgãos como o estômago, intestinos e bexiga e a sutura de cushing é semelhante à sutura de lembert, mas que penetra todas as camadas da parede do órgão. É frequentemente utilizada em cirurgia intestinal para proporcionar uma forte coesão das bordas. 10. Em que situação cirúrgica optaremos por realizar uma esternotomia mediana e em qual optaremos por uma toracotomia intercostal? A esternotomia mediana é muito utilizada em cirurgias cardíacas, o acesso ao coração para procedimentos como correção de defeitos congênitos, troca de válvulas, ou cirurgia de tumor cardíaco. A toracotomia é mais utilizada em trauma torácico, em casos de fraturas de costelas ou lesões pulmonares, a toracotomia intercostal pode ser necessária para descomprimir o tórax, tratar hemotórax ou pneumotórax e permitir a inspeção direta dos órgãos torácicos.