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Resumo Med. Vet.
Técnica Cirúrgica
Matéria da P2
Aula 15/04
Cirurgia em sistema urinário
Anatomia da Fêmea- sistema
reprodutor:
● 2 ovários, 2 oviduto
● útero, cérvix
● vagina, vulva
É importante saber que tem uma
divisão no corpo uterino, onde tem a
cérvix, quando fizermos uma
castração o limite a ser retirado será
antes da cérvix, para ter cuidado para
não fazer uma ligadura iatrogênica do
ureter.
Importante anatomia:
● Cada uma delas tem bursa
ovariana, ovários mais
crânio-dorsais e menos frouxos
e cérvix mais cranial. Acesso
imediatamente abaixo do
umbigo.
● gatas não tem bursa ovariana
(permitindo uma melhor
visualização do ovario), ovarios
caudo-ventral e mais frouxos e
cérvix mais caudal. Acesso 1
cm abaixo do umbigo.
Quando vai fazer uma cirurgia, é
preciso ter noção de onde se localiza
cada órgão do abdômen, para saber
onde irá fazer uma incisão.
abdômen dividido em xifóide, umbilical
e pubica
se for fazer uma ovariohisterectomia
(retirada do útero todo) a incisão será
feita caudal ao umbigo (se for gato,
não pode fazer muito próximo, se não
não irá conseguir acessar a cavidade)
Se for fazer uma ovariectomia
(retirada somente dos ovários) pode
ser feita a incisão mais próxima do
umbigo.
Quando for fazer a incisão é preciso
lembrar que tem a pele, embaixo da
pele têm tecido subcutâneo.
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Resumo Med. Vet.
Técnica Cirúrgica
● além dos músculos terão reto
abdominal, e oblíquo abdominal
externo e interno, e o oblíquo
● Não queremos incitar nenhum
desses músculos, a incisão
será feita na linha alba.
mais abaixo terá o ligamento
falciforme.
Fios: De modo geral sempre se usa fio
absorvível na cavidade abdominal
● faisa muscular: poliglecaprone
(vicryl)
Risco cirúrgico (no mundo ideal)
● Exame de sangue: hemograma,
Bioquímico (ALT, AST, GGT se
for gato, fosfatase, creatina)
● raio X de tórax (pelo menos
duas posições)
● Eletro (se for cadela, gato
quase nunca pede, pois não
apresenta alteração das
doenças cardíacas que tem no
eletro)
● Ultra (nem sempre consegue
fazer.
Sobre a castração- Ovariectomia ou
ovariohisterectomia, O que é melhor?
Ovariectomia: se tem um animal bem
de saúde, não é preciso retirar o útero,
pois apenas o ovário é responsável
por produzir os hormônios. Não corre
risco de piometra, pois não ocorre a
produção de hormônios, e
consequentemente o responsável pela
piometra que só ocorre com a
produção de progesterona.
Ovariohisterectomia:retirada dos
ovários, tromba e útero, Caso tenha
uma alteração no útero, ou seja,
quando tem alguma patologia no
útero- como piometra (só terá se tiver
resquícios de células ovarianas, pois
ele tem alta capacidade de se
implantar), tumor.
● se na ovariectomia for retirado
completamente os ovários, não
correrá risco de ter patologias
no útero, então não tem
necessidade de ter a retirada
do útero todo, pois caso haja
alguma patologia como tumor
de bexiga, a bexiga tiver que
ser retirada, o útero poderá ser
utilizado para prender o ureter.
Técnicas cirúrgica:
● ovariectomia: irá fazer um
acesso na altura de onde estão
os ovários, geralmente na altura
umbilical.
→ irá pinçar três pinças cranial
ao ovário, e um pinça caudal ao
ovário para ligar as artérias e
veias ovarianas, e irá fazer uma
ligadura.
→ Tem o ligamento suspensor
do ovário que pode ser rompido
ou não.
→ cranial ao ovário está a veia
ovariana, e a artéria que são os
vasos plissados.
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Resumo Med. Vet.
Técnica Cirúrgica
→ caudalmente faz também a
ligadura dupla, tem a artéria
uterina
→ o nó é feito um oito
(entrando com a agulha),
depois faz a que abraça tudo
que é um duplo, e simples,
simples.
→ nunca se abre a bolsa
ovariana (Pois tem alta
capacidade de se reimplantar)
→ Deve utilizar o omento para
fazer omentalização do coto
para estimular a cicatrização e
evitar aderência.
EM ARTÉRIAS É SEMPRE
INDICADO FAZER LIGADURA
DUPLA, pois o nó ficará o tempo todo
sob pressão da pulsação da artéria.
→Fios: pedículo- absorvível,
multi ou monofilamentar,
polipropileno.
→ se for cesárea - absorvível,
monofilamentar.
● Na ovariohisterectomia irá fazer
o mesmo, porém a ligadura
será feita no ligamento largo do
útero, transfixando no meio. a
técnica para ligar depende do
tamanho e espessura do corpo
uterino, sempre acima da
cérvix.Corta o corpo uterino
para fora e usa o ligamento
largo para sepultar o coto
uterino (economizando o
omento)
Usar para o coto uterino sutura
parker-kerr como uma sutura de
custer.
Se for uma abertura de útero muito
grande, irá fazer um parker-ker que irá
diminuir a abertura do útero (faz muito
quando tem uma abertura muito
grande, ou piometra).
Se não tirar os ovários todos, pode ter
a síndrome do ovário remanescente
(piometra), pois ocorre uma aderência
o resto do ovário; e é difícil achar esse
ovário fora do cio, então deve fazer a
cirurgia no cio, e aí ocorre mais dor,
sangra mais.
Complicações:
● hemorragia trans e pós - erro
técnico, estro (animal no cio);
ocorre mais no pós (nó torcido
pois ele afrouxa e solta)
● Edema
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Resumo Med. Vet.
Técnica Cirúrgica
● deiscência de sutura-
(relacionado a falta de técnica
de sutura, porém também pode
acontecer porque o animal tirou
os pontos, lambeu, não fez
repouso, etc)
● infecção- quebra da profilaxia
● ligadura ureter
● Ovário remanescente
● Aderências
● fístulas/granulomas- material
inadequado
● incontinência urinária- comum
em pacientes castradas antes
dos 3 meses de vida.
Tipo de fio: quando vai fechar o
pedículo pode usar o fios absorvíveis
pode ser tanto o multifilamentar
quanto o mono.
● pode usar fio não absorvível
como o polipropileno
Piometra: a técnica é a mesma da
ovariohisterectomia- porém deve ter
cuidado pois tem pus.
● ocorre geralmente no pós cio,
por ação hormonal, geralmente
a progesterona.
● em baixo fazer a ligadura
parker-kerr.
na piometra se o fio for ter contato
com a luz do órgão não irá usar um
multifilamentar.
Distocia- Cesárea (histerectomia)
● Pode fazer com castração, ou
sem.
● terá o útero grande, ira fazer
uma incisão que terá o tamanho
suficiente para expor o útero
para fora (avisar o anestesista,
pois a pressão cai)
● quando faz a retirada dos fetos
faz a incisão no meio no útero
deixando a área do meio vazia
antes; tem uma placenta para
cada feto (necessário remover
completamente essa plascenta)
● remover todos os fetos de um
lado, depois do outro, e ver o
que tem no corpo do útero.
depois que retirar tudo fetos,
placenta irá suturar.
● sutura: faz um duplo e dois
simples, depois vem
invaginando fazendo a cushin.
tipos de fio: pode usar um fio
absorvível monofilamentar ou
inabsorvível
Complicações: lacerações do útero ou
outras vísceras abdominais e
hemorragia.
Técnica cirúrgica no Sistema urinário:
Anatomia:
● 2 Rins, 2 Ureteres.
● Bexiga, uretra.
CIrurgia no sistema urinário é
importante se atentar a alguns pontos
como: minimizar hemorragia, manter o
diâmetro luminal para manter o fluxo
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Resumo Med. Vet.
Técnica Cirúrgica
da urina, prevenir extravasamento de
urina, eliminar tensões e utilizar
materiais de sutura adequados
Bexiga: é um órgão localizado na
região hipogástrica que possui 4
camadas: serosa, muscular,
submucosa e mucosa. Ela é
vascularizada pelas artérias e veias
vesicais localizadas na região dorsal
da bexiga e inervada pelos nervos
hipogástrico, pélvico e pudendo que
também se encontra na região dorsal
a bexiga.
técnica cirúrgica: celiotomia (abertura
da cavidade abdominal) mediana-
caudal à cicatriz umbilical; abdome
caudal
→ Cistotomia (incisão na bexiga):
acesso é feito por celiotomia
longitudinal mediana retro umbilical.
Quando for fazer uma incisão na
bexiga, deve-se evitar a região do
trígono, pois é onde se insere o ureter.
Deve se fazer a incisão no corpo da
bexiga
● exposição da vesícula urinária e
isolar, colocando campos
umedecidos com solução
fisiológica estéril.
● Se faz pontos de reparo e o
auxilia a segurar para evitar
manipulação excessiva da
bexiga, pois ela inflama com
muita facilidade.
● incisãolongitudinal na
superfície ventral ou dorsal do
corpo da bexiga
→cuidado com os ureteres
→ incisão ventral é
frequentemente preferível
devido à facilidade.
● remover a urina por sucção ou
realizar cistocentese
intraoperatoria antes da
cistotomia, se a sucção e não
for viável, e
● sutura simples e contínua e
após uma sutura invaginante
sutura seromuscular (não pode
atingir a mucosa deste órgão
(luz).
● fio a ser utilizado: absorvível,
sintético, de preferência
monofilamentar (poliglecaprone
e polidioxanona); a bexiga
demora pouco para cicatrizar,
então pode usar um fio de
pouca duração, se não tiver
monofilamentar, pode ser
multifilamentar. faz uma sutura
de invaginação. Nunca usar
nylon é calculo genico.
faiça muscular: vai dar preferência ao
poliglecaprone (monocryl®)
cavidade abdominal: para fechar
musculatura usar fio absorvivel
sintetico, sutura contínua simples,
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Resumo Med. Vet.
Técnica Cirúrgica
fazendo 3 a 4 paradas americanas, fio
2.0 monofilamentar (Polirecaprone
NÃO)
Subcutâneo: lambert ou cusin (eloise),
simples contínua (lucineia)
Complicações: hematúria (normal por
3 a 5 dias), cálculo induzido por fio de
sutura (não é normal), uroabdomem
(vazamento de urina para cavidade
abdominal)
TÉcnica cirúrgica
Celiotomia
Celiotomia: é a incisão na cavidade
abdominal, o qual tem como objetivo
fazer um acesso adequado a estrutura
a ser abordada e gerar o mínimo dano
tecidual
● importante saber a divisão
região epigástrica e mais cranial
região mesogástrica é medial
A região hipogástrica é a mais caudal.
Parede abdominal:
A parede abdominal é composta
basicamente por músculos, cada
músculo é organizado e é uma
estrutura única.
- fibras musculares- são
organizadas e são envoltas por
um tecido conjuntivo para que
tenham essa organização. Por
isso que cada músculo tem sua
organização e é uma estrutura
única.
- A fáscia é a parte do músculo
branco
Essa organização basicamente é:
fibras musculares envolta da fáscia
muscular (tecido conjuntivo que
organiza as fibras), musculatura
geralmente se prolonga para fazer
essa união do músculo a uma outra
musculatura ou a um osso.
Quando ela une a musculatura a um
osso é chamado de tendão, quando
ela se une a outra musculatura é
chamado aponeurose (fáscia que une
um músculo a outro) - esse é o
ligamento que tem no abdômen.
A linha alba é uma grande aponeurose
da parede abdominal. Na linha alba
não tem músculo, apenas fascia.
Músculos que compõem o abdômen
são: reto abdominal (forma os
gominhos do abdômen), oblíquos
externo (são mais externos e lateral),
oblíquo internos (ficam abaixo do
oblíquo externo), transverso
abdominal (e o mais interno), e o reto
(que fica no centro.
As regiões abdominais são divididas
em:
● pré umbilical (xifóide até o
umbigo)
● Retro umbilical (umbigo até a
região pubiana)
● pré retro umbilical ( xifóide ao
púbis)
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Resumo Med. Vet.
Técnica Cirúrgica
A tricotomia se faz desde a região
xifóide (abaixo do diafragma) até o
final do períneo.
Tipos de acesso à cavidade
abdominal: será feito de acordo com o
procedimento, e com o órgão que
precisa ser acessado.
Celiotomia longitudinal mediana ou
paramediana (pararretal, transretal).
● cadela ou gata com hiperplasia
mamária-> laparotomia pelo
flanco ou paracostal.
Celiotomia longitudinal mediana- é o
mais feito, é um acesso pela linha
alba. Para fazer isso deve incisar a
pele, tecido celular subcutâneo, linha
alba, peritônio.
→ por esse acesso é possível ter uma
visão bilateral simétrica do abdome,
síntese é mais simples (em pequena
sutura linha alba com peritônio juntos,
em grandes sutura separado, depois
sutura subcutânea e depois pele),
porém o seu tempo de cicatrização é
maior por conta da linha alba ser
pouco vascularizada.
● porte pequeno: 3 planos de
sutura - peritônio com linha
alba, subcutâneo e pele
● Grande porte - 4 planos de
sutura peritônio, linha alba,
subcutâneo e pele.
Celiotomia longitudinal paramediana:
vai ser do lado da linha média
(paralela a ela), o acesso não é pela
linha alba, é pelo músculo reto.
E tem duas formas de passar pelo
músculo reto, a forma pararretal e a
transretal. É pouco usado em
pequenos animais, pois o acesso
longitudinal mediano dá acesso a
bastante órgãos, já em grandes e mais
utilizados.
● pararretal: divulsiona as fibras
do músculo de forma que não
faça uma incisão nelas, faz uma
incisão na fáscia do músculo e
depois divulsiona ele e quando
chegar na fáscia interna faz
uma incisão nela e tem acesso
ao abdômen. Os planos que
são iniciados são - pele, tecido
celular subcutâneo, folheto
externo do reto do abdome,
folheto interno do abdome,
peritônio. Entre o folheto interno
e externo faz a divulsao dos
músculos.
→ Esse tipo de acesso é feito
em machos (pois o penis está
em cima da linha alba na região
retro umbilical, se empurrar ele
para o lado dá para acessar),
porém dificulta o acesso ao
lado contralateral, a síntese é
mais complexa (pois tem que
suturar os folhetos que foram
incisados, em pequenas
suturas em folhetos interno com
peritônio, e em grandes sutura
separadamente) e o paciente
sente mais desconforto.
- pequeno porte - 4 planos de
sutura (peritônio com folheto
interno, folheto externo,
subcutâneo e pele)
- grande porte - 5 planos de
sutura (peritônio, folheto
interno, folheto externo,
subcutâneo e pele)
● Transretal: Faz a incisão da
fibra músculo reto abdominal,
então a incisão será da pele,
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Resumo Med. Vet.
Técnica Cirúrgica
subcutâneo, folheto externo do
reto do abdome, reto do
abdome, folheto interno do reto
do abdome, peritônio. A sutura
é a mesma do pararretal, pois
não se sutura fibra muscular,
somente folhetos.
- pequeno porte - 4 planos de
sutura (peritônio com folheto
interno, folheto externo,
subcutâneo e pele)
- porte grande - 5 planos de
sutura (peritônio, folheto
interno, folheto externo,
subcutâneo e pele.
→ possibilita o acesso caudal
em macho, porém dificulta o
acesso ao lado contralateral, a
síntese é mais complexa e o
paciente sente mais
desconforto, há mais chance de
hemorragia e contusões (pois
faz incisão da fibra muscular).
Laparotomia (acesso pelo flanco): É
cranial a asa do ílio, nesse acesso é
feito incisão na pele, subcutâneo,
oblíquo abdominal externo, oblíquo
abdominal interno, transverso
abdominal, peritônio.
- pequenos animais - 5 planos de
sutura (peritônio com músculo
transverso, músculo oblíquo
interno, músculo oblicuo
externo, subcutáneo e pele)
- grandes animais - 6 planos de
sutura (peritônio, músculo
transverso, músculo oblicuo
interno, músculo oblicuo
externo, subcutáneo e pele)
→ tem indicação de utilizar a
laparotomia em em casos de
alterações mamárias (pois uma
hiperplasia por exemplo não permite a
linha alba sem passar por todo o
tecido mamário), castração e acesso a
bexiga. Em animais grandes é feito
muito laparotomia inclusive para
cesárea.
→ acesso é muito difícil de explorar ao
lado contralateral, a síntese é mais
complexa (incisa muito mais tecidos) e
o paciente sente mais desconforto, há
mais chances de hemorragias e
contusões.
Paracostal (semelhante ao da
laparotomia, porém é mais cranial,
próximo a costela, mais caudal a
última costela): É feito a incisão na
Pele, Subcutâneo, Oblíquo abd.
externo, Oblíquo abd. interno,
Transverso abdominal, Peritônio.
- Animais pequenos- 5 padrão de
sutura (peritônio com músculo
transverso, músculo oblíquo
interno, músculo oblicuo
externo, subcutáneo e pele
- Animais grandes- 6 planos de
sutura (peritônio, músculo
transverso, músculo oblíquo
interno, músculo oblíquo
externo, subcutâneo e pele).
→ indicações: gastropexia,
colocação de sonda no
estômago, acesso aos rins e
adrenais.
→ desvantagem: difícil acesso
contralateral, síntese mais
complexa, dor, hemorragia e
contusão
Acessos combinados: cirurgias que é
necessário fazer mais de um acesso
(ex: acesso por celiotomia longitudinal
mediana e acesso paracostal, isso
pode ser usado em um tumor
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Resumo Med. Vet.
Técnica Cirúrgica
hepático, intervenção no fígado, perda
do coto uterino).Síntese da parede abdominal:
● utilizar fios: absorvíveis
monofilamentar de longa
duração; monofilamentar
inabsorvível - linha alba
● Fios absorvíveis ou absorvíveis
de média duração
monofilamentar - musculatura
(cicatriza muito rápido)
● Padrão de sutura simples
interrompido, x (suporta tensão)
simples contínuo com parada
americana.
→ Em hipótese nenhuma pode ter
sutura festonada na linha alba, pois a
linha alba é uma estrutura pouco
vascularizada e a sutura festonada é
hemostática, pode causar necrose.
PROVA.
→ SEMPRE INCLUIR AS FÁSCIAS
MUSCULARES (interna e externa)
Síntese do tecido subcutâneo:
● fio absorviveis de curta a media
duração, mono ou
multifilamentar
● padrão guarda grega
(colchoeiro)- parece cushing
Síntese da pele:
● fios: inabsorvíveis
monofilamentar
● padrão: X, interrompida
simples, intradérmica, wolf.
complicação:
● hemorragia
● O seroma (inchaço) é normal,
mas pode ocorrer a formação
de líquido entre a pele e a
musculatura, isso ocorre
principalmente quando tem
muito espaço morto, na
execução de sutura em
subcutâneo (deixando espaço).
Dependendo da quantidade
pode drenar, ou faz um curativo
compressivo para o líquido ser
absorvido pelo organismo do
paciente.
● hematoma,
● infecção,
● eventração: quando ocorre
deiscência dos pontos da
musculatura ou da linha alba,
mas não ocorre dos pontos da
pele, basicamente a pele
cicatriza mas a parte interna
ficou com “defeito”, podendo
ocorrer eventração de vísceras
gerando aumento de volume
● evisceração: De todas as
complicações é a mais grave,
Ocorre decência tanto da
musculatura ou linha alba,
quanto da pele e as vísceras se
pronunciam para fora da
cavidade.
Aparelho reprodutor masculino:
Órgãos que compõem o sistema
reprodutor masculino:
● testiculo (onde é produzido o
espermatozoide)
● epidídimo (armazena o
espermatozoide)
● ducto deferente
● próstata
● glândula bulbouretral (gato)
● uretra
como indicação para essa cirurgia
temos:
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Resumo Med. Vet.
Técnica Cirúrgica
● Esterilização eletiva/controle
populacional
● alterações congênitas
● criptorquidismo (pode gerar
neoplasia)
● afecções prostáticas
● hiperplasia prostática benigna
● neoplasias
● neoplasias testiculares
● hérnia perianal
● distúrbios hormonais
Técnica cirúrgica:
Orquiectomia: retirada da gônada
masculina (testiculo).
→ acessos para orquiectomia
● pré escrotal: Mais comum em
cães, pois a bolsa escrotal do
cão é bem vascularizada, então
fazer um acesso escrotal vai
ocorrer mais sangramento, com
risco de levar edema
pós-cirúrgico. Então pronuncia
o testiculo para região
pré-escrotal (que é menos
vascularizada) e faz a
castração por ela para não
precisar acessar a bolsa
escrotal.
● escrotal: Mais comum em
grandes animais (equinos,
bovinos e suínos) e gato (como
a bolsa escrotal dele está na
região perineal, pode se
chamar de acesso perineal
também)
● perineal: mais comum em gatos
devido a disposição da bolsa
escrotal, a qual está localizada
na região perineal. Não é um
acesso muito comum.
● ablação de bolsa escrotal:
remoção da bolsa escrotal toda,
pode ser feito em casos de
castração ou de animais com
afecções na bolsa escrotal
(neoplasias, abscesso). É mais
comum em cães de grande
porte, para evitar que eles
tenham edema de bolsa (tem
mais chance de ter edema pela
bolsa ser mais e ter mais
espaço).
● celiotomia: É feita em casos de
animais criptorquidia com
testiculo dentro da bolsa. Caso
o testiculo ainda esteja na
região inguinal, faça um acesso
na região no local onde o
testiculo estiver. Geralmente
quando eles estiverem na
cavidade, ou ele estará próximo
ao local onde seria os ovários
ou dorsais a bexiga.
Possíveis técnicas de orquiectomia:
● Testiculo coberto cordao
coberto (TCCC): visualização
somente da túnica, pouca
visualização das estruturas.
→ A única vantagem é que no
momento que fizer a ligadura e
transfixação não vai ter contato
nenhum do meio externo com a
cavidade, pois por conta da
ligadura não se tem esse
contato.
→ desvantagem é que como
não se tem visualização das
estruturas, não consegue ver se
tem alteração em alguma delas
.
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Resumo Med. Vet.
Técnica Cirúrgica
● Testiculo descoberto cordão
coberto (TDCC): faz incisão da
túnica mas não rompe o
ligamento, não expondo o
cordão, tendo em vista que o
cordão só é exposto quando
rompe o ligamento.
→ só tem visualização do
testiculo e do epidídimo, não
consegue ver o cordão. quando
faz ligadura do cordão não tem
contato com da cavidade com o
meio externo.
→ consegue ver se tem alguma
alteração do testiculo e
epididimo, mas não consegue
visualizar possíveis alterações
no cordão.
● Testiculo descoberto cordao
descoberto (TDCD): Faz incisão
na túnica, rompe o ligamento da
cauda do epidídimo e expõe
todas as estruturas. Se tem
ótima visualização das
estruturas e quando faz a
ligadura tem o contato da
cavidade com o meio externo.
Técnica deferente: usada em fatos.
Usa o ducto deferente para fazer
ligadura. Corta o ducto deferente do
epidídimo, amarra o ducto com o
testiculo com o plexo com pelo menos
5 nós simples. Não deve ser grosseiro
para não arrebentar o plexo e levar a
sangramento.
● Não é utilizado em animais de
porte grande pois como são nos
simples é mais difícil fazer
hemostasia, podendo levar a
edema.
Fios utilizados: Fios absorvíveis
multifilamentar, monofilamentar (rico) e
fio absorvível.
complicações: hemorragia (caso nao
fizer a ligadura de transfixação
adequadamente), edema, seroma,
infecções, inflamações e deiscência
da sutura.
Vasectomia: Remoção cirúrgica de um
segmento do ducto deferente, ou seja,
mantém o testiculo, e apenas tira um
pedaço do ducto impedindo a
passagem do espermatozóide do
testiculo para a região da uretra para
ser eliminado. Na medicina veterinária
é pouco feira e é indicada para
esterilização eletiva, como é um
procedimento que mantém o testiculo,
não previne hiperplasia prostática,
neoplasia testicular.
→É mais utilizada em silvestres, pois
eles precisam da questão hormonal
para a questão comportamental para
que eles possam voltar a vida livre
com seu comportamento natural de
ressocialização.
Técnica: sente o cordão, faz uma
incisão na pele e subcutâneo sobre o
cordão, divulciona até chegar ao
cordão, Quando encontra, faz uma
incisão na túnica vaginal expondo a
estrutura, localiza o ducto deferente e
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Resumo Med. Vet.
Técnica Cirúrgica
faz duas ligaduras com pelo menos
1cm de distância entre ela e retira
esse pedaço entre as ligaduras.
Deve-se ter cuidado pois se fizer
somente uma ligadura, se o fio soltar o
animal volta a reproduzir
normalmente, e se deixar cotos perto
um do outro e for utilizado um fio
absorvível, pode ocorrer uma
reanastomose e o animal consiga
reproduzir.
Fios utilizados: fios absorvíveis
multifilamentar, monofilamentar (ricos)
e fios absorvíveis.
complicações: hemorragia a seroma,
hematoma.
Tecnica cirurgica no esofago:
aula 27/05
Esôfago: É um órgão tubular, tem a
conexão entre a faringe e o estômago.
é dividido em 3 porções:
● Esofago cervical: sempre esta
localizada a esqueda da
traquéia (por isso o acesso é na
região lateral esquerda)
● Esofago toracico: Vai seguir a
bifurcação traqueal pelo
mediastino, vai passar pelo
coração, entra na cavidade
abdominal e estende-se ao
hiato esofágico do diafragma já
se inserindo no cardíaca do
estômago
● Esofago abdominal (pequeno):
estende-se do histo
diafragmático até o cárdia no
estômago.
A cicatrização do esôfago é mais
demorada pois a camada adventícia
demora a cicatrizar.
possui 4 camadas:
● adventícia (não possui serosa)
● muscular
● submucosa: é mais frouxa para
deixar a mucosa livre para se
‘’estender, e contrair’’
● mucosa
Ao colocar a sonda esofágica deve ter
cuidado para não causar hemorragia,
pois pode lesionar a artéria carótida
(raro acontecer, pois a artéria é mais
profunda que a veia)
esofagostomia: (colocação de sonda
esofágica)
Utilizado quando o animal não está se
alimentando direito (por exemplo
quando estiver com lipidose hepática).
● É colocada no terço médioda
região cervical do lado
esquerdo ou direito (geralmente
no lado esquerdo, onde o
esofago esta localizado)
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eixo
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Resumo Med. Vet.
Técnica Cirúrgica
● deve medir a sonda da região
da inserção até a altura de 7* a
8* espaço intercostal (marcar a
sonda) evitando que chegue ao
estômago e ocorra indução de
vômito.
● utiliza sonda 16 a 24 Fr (gato
16 a 18)
● O fio de sutura que se utiliza é
o nylon 2,0. (faz bolsa de
tabaco e depois bailarina)
● limpeza com PHMB (não causa
resistência bacteriana)
Cuidado com a síndrome da
realimentação: Quando o animal não
está se alimentando a muito tempo, é
passada uma sonda esofágica e o
animal é alimentado com uma
quantidade muito grande de alimento.
O animal vem a óbito.
Traqueia:
● ela se estende da cartilagem
cricóide até a base do coração
(termina na altura da carina)
● formada por semianeis que são
formados por cartilagem hialina,
com abertura dorsal, unido por
músculo traqueal transverso.
● tem uma camada adventícia em
região cervical e quando no
tórax vira serosa (tem uma
vascularização melhor na
região externa)
● mucosa recoberta de epitélio
ciliado
Traqueostomia:(procedimento
hospitalar de emergência geralmente,
feito quando há obstrução do trato
respiratório superior)
● pode fazer uma traqueostomia
temporária (quase sempre) e
permanente:
● Temporária: procedimento
emergencial, quando o animal
tem dificuldade em respirar.
→ incisão mediana ventral, a
partir da cartilagem cricóide,
estendendo caudalmente por 2
a 3 cm.
→separar os músculos
esterno-hióideo
→fazer uma traqueotomia
horizontal entre o terceiro e a
quarta ou quarta e quinta
cartilagem traqueal (não
estender a incisão por mais da
metade da circunferência da
traqueia). Colocar um ponto de
reparo na cartilagem mais
lateral e inserir a cânula.
→ Antes de remover o tubo
temporário deve-se obstruir o
tubo com um curativo e
observar por 15 a 20 min, para
saber se o animal terá angústia
respiratória ou não.
→A cicatrização ocorre por
segunda intenção.
● Permanente
→ utilização quando não
conseguirmos reverter rápido a
situação que está ocorrendo
(quando está em agonia
respiratória e não é possível
reverter rápido, não tem
previsão de quando irá
resolver).
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to
Resumo Med. Vet.
Técnica Cirúrgica
→ Incisão vertical caudal a
cricóide entre a 3º e a
cartilagem.
→ remover um “retangulo”,
fazer sutura para prender a
traqueia na musculatura.
→ fio de sutura monofilamentar
absorvível (dentro) para evitar
fonte de contaminação, por fora
pode utilizar nylon.
Técnica cirúrgica Pele:.
Pele: relacionado a pele estão as
nodulectomia (retiradas de nódulos)
● A espessura da pele vai variar
de acordo com a idade,
espécie, raça, hidratação,
localização no corpo, afecções.
● geralmente as regiões com
mais pêlos são as mais finas,
mais delgadas.
● gatos e cães têm ausência de
vasos musculocutaneos.
Epiderme
● avascular -
● queratinizada
Derme:
● camada mais grossa e
vascularizada
● Fibras colágenas
A vascularização da pele é feita
através de veias e artérias terminais,
que formam os vasos cutâneos diretos
e formam vasos menores que podem
ser divididos em três formas.
● Plexo subdérmico (profundo)
● Plexo cutâneo
● Plexo subpapilar
fases da cicatrização da pele:
● inflamação 0 a 7 dias
● reparação: com
neovascularização de 3 a 21
dias
● Maturação: formação de
colágeno a partir de 14 dias.
Gatos têm mais problemas com
cicatrização, por causa da baixa
vascularização e por isso não se retira
pontos em menos de 14 dias.
LInha de tensão: Dão tensão a pele,
as incisões cirúrgicas e suturas da
pele sempre tem que se a favor das
linhas de tensão, sendo paralelas a
ela, para essas linhas não exercerem
força na sutura, abrindo-as, levando a
uma deiscência de sutura.
Alívio de tensão: Procedimento que irá
relaxar a tensão na incisão principal,
permitindo fazer uma sutura em
primeira intenção.
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Resumo Med. Vet.
Técnica Cirúrgica
● técnicas de divulsão, suturas de
relaxamento (longe longe perto
perto por exemplo), são feitas
várias pequenas incisões ao
redor da incisão principal,
liberando a pele e deixando
menos tensa na região central.
Nodulectomia: precisa aliviar a tensão
da pele e elasticidade; deve ter
planejamento prévio (importante)
Tumores benignos- margem de 1cm
(lateral e profunda)
tumores malignos- margem de 2 a 3
cm (lateral e profunda)
tumores agressivos: infiltrativos requer
maiores margem, mastocitoma 3 a 5
cm
Precisa retirar a fáscia muscular.
Retalhos:
● retalho padrão subdérmico:
baseado na vasculatura local a
partir da base do retalho
● Retalho padrão axial: usa um
vaso maior para chegar ao leito
superior.
defeito circular: para fazer fechamento
linear, V combinado ou gravata
borboleta
fechamento linear: para próximas
bordas lineares e mais fáceis.
V combinado: para ferida um pouco
maiores, faz um v em cada lado e
cruza.
gravata borboleta mais difícil.
Defeito triangular:
● fechamento linear: começa a
fechar pelas pontas e se
encontram no meio
Defeito quadrado e retangular: mais
utilizado;
● fechamento centrípeto:
fechamento pelas bordas igual
ao triângulo.
● Avanço unilateral: Incisões
paralelas são feitas a partir de
dois cantos do defeito, pelo
menos, tão longo quanto a
largura do defeito, e a pele é
divulsionar e avançada sobre o
defeito
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to
Resumo Med. Vet.
Técnica Cirúrgica
● H-plastia de avanço bilateral:
para defeitos maiores que tem
pele móvel dos dois lados
● rotacional ou transposição:
chega até 90º, apenas um lado
da pele é móvel e num plano
diferente do que o defeito.
complicações:
● hematoma e seroma:
compressa morna, drenagem,
bandagem, gel.
● infecção
● deiscência (falha técnica)
● Edema
● necrose do retalho: retalhos
mais curtos, manipulação
delicada, planejamento
cuidadoso.
Amputações:
Indicação: neoplasia, traumas
severos, condições financeiras do
tutor, entre outros.
Membros torácicos: incisão na pele na
espinha da escápula, seccionar os
músculos.
● No plexo braquial isola tudo ,
liga os vasos um por um, e faz
o bloqueio anestésico no nervo
e corta.
● para fechar: músculo de fora
com músculo de dentro, e
depois o subcutâneo e pele.
Membro pélvico: mesma coisa do
torácico, só tem o nervo ciático
(anestesista faz o bloqueio), ligar uma
veia e artéria de cada vez. NUNCA
TUDO JUNTO.
Falanges: amputado na altura da
articulação, faz a incisão em “y” liga os
vasos e artérias e desarticula.
Caudectomia: desarticula entre as
vértebras da cauda, divulsiona, ligar
artéria e veias, e desarticular.
Técnica cirúrgica baço, estômago e fígado.
Estômago:
→ anatomia: regiões: cárdia, fundo,
corpo, antro, pilórico, canal pilórico e
óstio pilórico.
→ é um órgão oco cuja parede tem 4
camada (serosa, muscular,
submucosa e mucosa).
Vascularização:
→ curvatura menor (artéria gástrica) e
curvatura maior (artéria
gastroepiplóica): lugar de irrigação
vascular.
→ drenagem venosa: veia porra
Sintopia (está próximo): baço, fígado e
pâncreas.
No estômago se faz celiotomia
longitudinal mediana, celiotomia pré
umbilical.
A cicatrização:
● altamente irrigado
● reduzido número de bactéria
● rápida regeneração
Técnica cirúrgica:
● Gastrotomia (abertura do
estômago): para acessar o lúmen
do estômago.
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Resumo Med. Vet.
Técnica Cirúrgica
→ Acesso celiotomia longitudinal
mediana pré umbilical, e
paracostal esquerda em
ruminantes.
→ técnica: localiza o estômago e
isola com compressas de campo
operatório, compressas úmidas
com soro, fazer ponto de reparo,
entrar com o bisturi a 90º, ampliar
a incisão com tesoura.
→ a incisão é feita na região de
baixa vascularização, entre as
curvatura maior e a menor
(SEMPRE TROCAR
INSTRUMENTOS E LUVAS
CONTAMINADAS COM LÍQUIDO
GÁSTRICO)
→ suturas: fio absorvível ,
monofilamentar e sintético como o
poliglecaprone, agulha ponta
cônica. sutura de dupla camada,
1º simples contínua ou cushing, 2º
lamberth ou cushing, e depois
omentalizar a sutura para evitar
aderência.
● Gastrostomia: abertura artificial
para o lúmen gástrico, ou seja,
uma novaabertura no estômago.
→ indicação: anorexia (colocação
de sonda gástrica), afecções ou
obstruções da cavidade oral,
faringe ou esôfago, após cirurgia
de laringe ou de esôfago.
→ Acesso: celiotomia longitudinal
mediana pré umbilical ou
paracostal esquerda.
→ técnica: isola o órgão com
pontos de reparo, faz uma incisão
lateral esquerda, bolsa de tabaco
seromuscular, com fio absorvível
sintético monofilamentar
(colocação da sonda), depois faz 4
suturas seromuscular e 4 suturas
na parede muscular abdominal
(gastropexia), logo após, fixar a
sonda com sutura padrão bailarina
com fio inabsorvível e deixar na
pele.
→ desvantagem de fazer essa
cirurgia via endoscópica, sem ter
que abrir a cavidade, e que não dá
pra fazer a gastropexia.
→ complicações: peritonite
química, pneumoperitônio,
infecção da ferida, vômito
→ contraindicação: disfunções
gástricas.
● Gastrectomia:
→ técnica: invaginação do tecido
necrótico.
→ complicações: vômito,
peritonite, eviscerações, anorexia,
pancreatite.
● Gastrorrafia.
● Gastropexia: fixação permanente
do estômago a parede abdominal
→ indicações: Dilatação do vólvulo
gástrico (torção gástrica), hérnia
de hiato.
→ A cirurgia tem como objetivo
distorcer o estômago e fixar na
parede abdominal.
→ gastropexia do antro piloro,
deve fazer do lado direito (onde é
localizado o piloro), já no caso de
hérnia de hiato está localizado no
fundo do estômago, tendo que ser
feito no fundo da parede
abdominal esquerda.
→ Acesso: celiotomia longitudinal
mediana pré retro umbilical.
→ Fio inabsorvível ou absorvível,
sutura simples interrompida ou
simples contínua.
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Resumo Med. Vet.
Técnica Cirúrgica
→ complicações: peritonite
química, vômito, obstruções e
pancreatite.
→ Após cirurgia gástrica tem que
fazer medicação.
Intestino: A maior parte do
intestino é o jejuno. O intestino tem
4 camadas: serosa, muscular,
submucosa e mucosa. A
vascularização do intestino vem do
mesentério, e ela é feita pela
artéria mesentérica cranial e
caudal.
→ intestino delgado tem a melhor
vascularização, por isso a cicatrização é
mais rápida que a do intestino grosso, tem
menos bactérias e a deiscência e mais
rápida (2 dias pós cirurgia)
→ intestino grosso: menos vascularizada
que o ID, e um local muito contaminado
(fezes), pressão intraluminal e a decência
é mais demorada (3-4 dias).
Técnica cirúrgicas:
● Enterotomia: Incisão na parede
intestinal para acessar o lúmen do
intestino (abertura do intestino),
indicações de corpo estranho
→ acesso celiotomia longitudinal
pré retro umbilical
→ técnica: faz um isolamento forte
do órgão (pois é um órgão
contaminado) e deve sempre
avaliar a viabilidade intestinal.
- faz uma ordenha manual no
intestino para afastar o conteúdo e
fazer o reparo (pinça ou dedo
auxiliar) não permitindo a saída do
conteúdo ordenhado. faz uma
incisão estocada na borda
antimesentérica, aboral ao corpo
estranho (após o corpo estranho),
pois a parte antes do corpo
estranho ele já passou e inflamou.
Deve pinçar o órgão.
- Fios absorvivel sintético
multifilamentar (poliglecaprone e
polidioxanona) ou inabsorvível,
agulha ponta cónica, sutura de
camada única, simples
interrompida não invaginante para
não obstruir.
● Enterorrafia: fechamento do órgão
(sutura)
● enterectomia: remoção de uma
região do intestino. indicação de
corpo estranho intestinais que
afetam a viabilidade do intestino,
neoplasia, intussuscepção,
megacólon.
→ Acesso: celiotomia longitudinal
pré retro umbilical.
→ técnica: faz um isolamento forte
do órgão, e deve sempre avaliar a
viabilidade intestinal. faz uma
ligadura das artérias mesentéricas
que irrigam a região que será
retirada, faz uma ordenha manual
da alça para evitar contaminação e
coloca pinças na região a ser
ressecada, e faz a ressecção da
região (o corte deve ser sempre
mais próximo da parte que vai sair,
para que deixe o coto para fazer
anastomose)
→ após isso faz a
enteroanastomose.
● enteroanastomose: anastomose
dos cotos intestinais
remanescentes (junção), indicação
de corpos estranhos que afetam a
viabilidade do intestino, neoplasia,
intussuscepção e megacólon.
→ Acesso: celiotomia longitudinal
mediana pré retro umbilical.
→ fios absorvivel sintetico
multifilamentar ou inabsorvível,
agulha ponta cônica, sutura
gambee ou simples interrompida,
deve sempre iniciar a sutura na
borda mesentérica e
antimesentérica, para evitar torção
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eixo
to
Resumo Med. Vet.
Técnica Cirúrgica
do intestino e posteriormente
distribui a sutura.
→ sutura do mesentério deve
evitar estrangulamento das alças
intestinais, agulha ponta cônica, fio
absorvivel sintético multifilamentar
ou multifilamentar, sutura simples
contínua.
caso os diametro intestinais estejam
distintos deve seguir a seguinte ordem de
tentativa para fazer anastomose:
1. corte oblíquo (na diagonal) da alça
de menor diâmetro para
aumentá-la de tamanho.
2. Caso o 1 não funcione, pode fazer
a espatulação (corte na ponta) da
alça de menor diâmetro para tentar
ampliar o diâmetro.
3. se caso o 2 nao funcione também
deve diminuir o lúmen da alça
maior diâmetro com suturas
simples interrompidas. o problema
é que a diminuição pode causar
obstrução.
após fechar deve testar a anastomose,
omentaliza e levar a cavidade com soro
fisiológico estéril
● enteropexia: fixação do órgão na
parede abdominal.
Baço: O baço é um órgão
parenquimatoso, composto por cabeça,
corpo e cauda. a vascularização é feita
pela artéria e veia esplenica, arteria e veia
gastropiploicas esquerdas e arterias e
veias gastricas curtas.
Técnica cirúrgica:
● esplenectomia parcial: remoção de
uma região do baço. Indicações
são traumas, hematomas e
neoplasias benignas.
→ acesso: celiotomia longitudinal
mediana pré retro umbilical
→ técnica: faz o isolamento da
víscera com compressas úmidas,
faz a ligadura dos vasos
esplênicos da região ressecada
(ligaduras próximas ao hilo
esplênico). Colocar as pinças
hemostáticas na região a ser
ressecada e fazer o corte entre as
pinças.
→ Fios: absorvivel sintético
multifilamentar (poliglecaprone ou
polidioxanona) ou multifilamentar
(vicryl), agulha ponta romba,
sutura simples, U contínua ou
festonada.
● esplenectomia total: remoção
completa do baço. indicação
neoplasia malignas, torção
esplênica e traumas dependendo
da localização.
→ Acesso: celiotomia longitudinal
mediana pré retro umbilical.
→ técnica: faz isolamento da
víscera com compressas úmidas,
faz ligadura dos vasos esplênicos
(próximo ao hilo esplênico)
preservando os ramos gástricos
curtos que suprem o fundo
gástrico.
→ Fios: absorvivel sintético
multifilamentar ou multifilamentar
ou fio inabsorvível. agulha ponta
cónica, sutura com ligaduras
duplas e se necessário
transfixação.
complicações associadas a cirurgias
esplênicas: hemorragia, necrose do fundo
gástrico, pancreatite.
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