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� . P eixo to Resumo Med. Vet. Técnica Cirúrgica Matéria da P2 Aula 15/04 Cirurgia em sistema urinário Anatomia da Fêmea- sistema reprodutor: ● 2 ovários, 2 oviduto ● útero, cérvix ● vagina, vulva É importante saber que tem uma divisão no corpo uterino, onde tem a cérvix, quando fizermos uma castração o limite a ser retirado será antes da cérvix, para ter cuidado para não fazer uma ligadura iatrogênica do ureter. Importante anatomia: ● Cada uma delas tem bursa ovariana, ovários mais crânio-dorsais e menos frouxos e cérvix mais cranial. Acesso imediatamente abaixo do umbigo. ● gatas não tem bursa ovariana (permitindo uma melhor visualização do ovario), ovarios caudo-ventral e mais frouxos e cérvix mais caudal. Acesso 1 cm abaixo do umbigo. Quando vai fazer uma cirurgia, é preciso ter noção de onde se localiza cada órgão do abdômen, para saber onde irá fazer uma incisão. abdômen dividido em xifóide, umbilical e pubica se for fazer uma ovariohisterectomia (retirada do útero todo) a incisão será feita caudal ao umbigo (se for gato, não pode fazer muito próximo, se não não irá conseguir acessar a cavidade) Se for fazer uma ovariectomia (retirada somente dos ovários) pode ser feita a incisão mais próxima do umbigo. Quando for fazer a incisão é preciso lembrar que tem a pele, embaixo da pele têm tecido subcutâneo. 1 � . P eixo to Resumo Med. Vet. Técnica Cirúrgica ● além dos músculos terão reto abdominal, e oblíquo abdominal externo e interno, e o oblíquo ● Não queremos incitar nenhum desses músculos, a incisão será feita na linha alba. mais abaixo terá o ligamento falciforme. Fios: De modo geral sempre se usa fio absorvível na cavidade abdominal ● faisa muscular: poliglecaprone (vicryl) Risco cirúrgico (no mundo ideal) ● Exame de sangue: hemograma, Bioquímico (ALT, AST, GGT se for gato, fosfatase, creatina) ● raio X de tórax (pelo menos duas posições) ● Eletro (se for cadela, gato quase nunca pede, pois não apresenta alteração das doenças cardíacas que tem no eletro) ● Ultra (nem sempre consegue fazer. Sobre a castração- Ovariectomia ou ovariohisterectomia, O que é melhor? Ovariectomia: se tem um animal bem de saúde, não é preciso retirar o útero, pois apenas o ovário é responsável por produzir os hormônios. Não corre risco de piometra, pois não ocorre a produção de hormônios, e consequentemente o responsável pela piometra que só ocorre com a produção de progesterona. Ovariohisterectomia:retirada dos ovários, tromba e útero, Caso tenha uma alteração no útero, ou seja, quando tem alguma patologia no útero- como piometra (só terá se tiver resquícios de células ovarianas, pois ele tem alta capacidade de se implantar), tumor. ● se na ovariectomia for retirado completamente os ovários, não correrá risco de ter patologias no útero, então não tem necessidade de ter a retirada do útero todo, pois caso haja alguma patologia como tumor de bexiga, a bexiga tiver que ser retirada, o útero poderá ser utilizado para prender o ureter. Técnicas cirúrgica: ● ovariectomia: irá fazer um acesso na altura de onde estão os ovários, geralmente na altura umbilical. → irá pinçar três pinças cranial ao ovário, e um pinça caudal ao ovário para ligar as artérias e veias ovarianas, e irá fazer uma ligadura. → Tem o ligamento suspensor do ovário que pode ser rompido ou não. → cranial ao ovário está a veia ovariana, e a artéria que são os vasos plissados. 2 � . P eixo to Resumo Med. Vet. Técnica Cirúrgica → caudalmente faz também a ligadura dupla, tem a artéria uterina → o nó é feito um oito (entrando com a agulha), depois faz a que abraça tudo que é um duplo, e simples, simples. → nunca se abre a bolsa ovariana (Pois tem alta capacidade de se reimplantar) → Deve utilizar o omento para fazer omentalização do coto para estimular a cicatrização e evitar aderência. EM ARTÉRIAS É SEMPRE INDICADO FAZER LIGADURA DUPLA, pois o nó ficará o tempo todo sob pressão da pulsação da artéria. →Fios: pedículo- absorvível, multi ou monofilamentar, polipropileno. → se for cesárea - absorvível, monofilamentar. ● Na ovariohisterectomia irá fazer o mesmo, porém a ligadura será feita no ligamento largo do útero, transfixando no meio. a técnica para ligar depende do tamanho e espessura do corpo uterino, sempre acima da cérvix.Corta o corpo uterino para fora e usa o ligamento largo para sepultar o coto uterino (economizando o omento) Usar para o coto uterino sutura parker-kerr como uma sutura de custer. Se for uma abertura de útero muito grande, irá fazer um parker-ker que irá diminuir a abertura do útero (faz muito quando tem uma abertura muito grande, ou piometra). Se não tirar os ovários todos, pode ter a síndrome do ovário remanescente (piometra), pois ocorre uma aderência o resto do ovário; e é difícil achar esse ovário fora do cio, então deve fazer a cirurgia no cio, e aí ocorre mais dor, sangra mais. Complicações: ● hemorragia trans e pós - erro técnico, estro (animal no cio); ocorre mais no pós (nó torcido pois ele afrouxa e solta) ● Edema 3 � . P eixo to Resumo Med. Vet. Técnica Cirúrgica ● deiscência de sutura- (relacionado a falta de técnica de sutura, porém também pode acontecer porque o animal tirou os pontos, lambeu, não fez repouso, etc) ● infecção- quebra da profilaxia ● ligadura ureter ● Ovário remanescente ● Aderências ● fístulas/granulomas- material inadequado ● incontinência urinária- comum em pacientes castradas antes dos 3 meses de vida. Tipo de fio: quando vai fechar o pedículo pode usar o fios absorvíveis pode ser tanto o multifilamentar quanto o mono. ● pode usar fio não absorvível como o polipropileno Piometra: a técnica é a mesma da ovariohisterectomia- porém deve ter cuidado pois tem pus. ● ocorre geralmente no pós cio, por ação hormonal, geralmente a progesterona. ● em baixo fazer a ligadura parker-kerr. na piometra se o fio for ter contato com a luz do órgão não irá usar um multifilamentar. Distocia- Cesárea (histerectomia) ● Pode fazer com castração, ou sem. ● terá o útero grande, ira fazer uma incisão que terá o tamanho suficiente para expor o útero para fora (avisar o anestesista, pois a pressão cai) ● quando faz a retirada dos fetos faz a incisão no meio no útero deixando a área do meio vazia antes; tem uma placenta para cada feto (necessário remover completamente essa plascenta) ● remover todos os fetos de um lado, depois do outro, e ver o que tem no corpo do útero. depois que retirar tudo fetos, placenta irá suturar. ● sutura: faz um duplo e dois simples, depois vem invaginando fazendo a cushin. tipos de fio: pode usar um fio absorvível monofilamentar ou inabsorvível Complicações: lacerações do útero ou outras vísceras abdominais e hemorragia. Técnica cirúrgica no Sistema urinário: Anatomia: ● 2 Rins, 2 Ureteres. ● Bexiga, uretra. CIrurgia no sistema urinário é importante se atentar a alguns pontos como: minimizar hemorragia, manter o diâmetro luminal para manter o fluxo 4 � . P eixo to Resumo Med. Vet. Técnica Cirúrgica da urina, prevenir extravasamento de urina, eliminar tensões e utilizar materiais de sutura adequados Bexiga: é um órgão localizado na região hipogástrica que possui 4 camadas: serosa, muscular, submucosa e mucosa. Ela é vascularizada pelas artérias e veias vesicais localizadas na região dorsal da bexiga e inervada pelos nervos hipogástrico, pélvico e pudendo que também se encontra na região dorsal a bexiga. técnica cirúrgica: celiotomia (abertura da cavidade abdominal) mediana- caudal à cicatriz umbilical; abdome caudal → Cistotomia (incisão na bexiga): acesso é feito por celiotomia longitudinal mediana retro umbilical. Quando for fazer uma incisão na bexiga, deve-se evitar a região do trígono, pois é onde se insere o ureter. Deve se fazer a incisão no corpo da bexiga ● exposição da vesícula urinária e isolar, colocando campos umedecidos com solução fisiológica estéril. ● Se faz pontos de reparo e o auxilia a segurar para evitar manipulação excessiva da bexiga, pois ela inflama com muita facilidade. ● incisãolongitudinal na superfície ventral ou dorsal do corpo da bexiga →cuidado com os ureteres → incisão ventral é frequentemente preferível devido à facilidade. ● remover a urina por sucção ou realizar cistocentese intraoperatoria antes da cistotomia, se a sucção e não for viável, e ● sutura simples e contínua e após uma sutura invaginante sutura seromuscular (não pode atingir a mucosa deste órgão (luz). ● fio a ser utilizado: absorvível, sintético, de preferência monofilamentar (poliglecaprone e polidioxanona); a bexiga demora pouco para cicatrizar, então pode usar um fio de pouca duração, se não tiver monofilamentar, pode ser multifilamentar. faz uma sutura de invaginação. Nunca usar nylon é calculo genico. faiça muscular: vai dar preferência ao poliglecaprone (monocryl®) cavidade abdominal: para fechar musculatura usar fio absorvivel sintetico, sutura contínua simples, 5 � . P eixo to Resumo Med. Vet. Técnica Cirúrgica fazendo 3 a 4 paradas americanas, fio 2.0 monofilamentar (Polirecaprone NÃO) Subcutâneo: lambert ou cusin (eloise), simples contínua (lucineia) Complicações: hematúria (normal por 3 a 5 dias), cálculo induzido por fio de sutura (não é normal), uroabdomem (vazamento de urina para cavidade abdominal) TÉcnica cirúrgica Celiotomia Celiotomia: é a incisão na cavidade abdominal, o qual tem como objetivo fazer um acesso adequado a estrutura a ser abordada e gerar o mínimo dano tecidual ● importante saber a divisão região epigástrica e mais cranial região mesogástrica é medial A região hipogástrica é a mais caudal. Parede abdominal: A parede abdominal é composta basicamente por músculos, cada músculo é organizado e é uma estrutura única. - fibras musculares- são organizadas e são envoltas por um tecido conjuntivo para que tenham essa organização. Por isso que cada músculo tem sua organização e é uma estrutura única. - A fáscia é a parte do músculo branco Essa organização basicamente é: fibras musculares envolta da fáscia muscular (tecido conjuntivo que organiza as fibras), musculatura geralmente se prolonga para fazer essa união do músculo a uma outra musculatura ou a um osso. Quando ela une a musculatura a um osso é chamado de tendão, quando ela se une a outra musculatura é chamado aponeurose (fáscia que une um músculo a outro) - esse é o ligamento que tem no abdômen. A linha alba é uma grande aponeurose da parede abdominal. Na linha alba não tem músculo, apenas fascia. Músculos que compõem o abdômen são: reto abdominal (forma os gominhos do abdômen), oblíquos externo (são mais externos e lateral), oblíquo internos (ficam abaixo do oblíquo externo), transverso abdominal (e o mais interno), e o reto (que fica no centro. As regiões abdominais são divididas em: ● pré umbilical (xifóide até o umbigo) ● Retro umbilical (umbigo até a região pubiana) ● pré retro umbilical ( xifóide ao púbis) 6 � . P eixo to Resumo Med. Vet. Técnica Cirúrgica A tricotomia se faz desde a região xifóide (abaixo do diafragma) até o final do períneo. Tipos de acesso à cavidade abdominal: será feito de acordo com o procedimento, e com o órgão que precisa ser acessado. Celiotomia longitudinal mediana ou paramediana (pararretal, transretal). ● cadela ou gata com hiperplasia mamária-> laparotomia pelo flanco ou paracostal. Celiotomia longitudinal mediana- é o mais feito, é um acesso pela linha alba. Para fazer isso deve incisar a pele, tecido celular subcutâneo, linha alba, peritônio. → por esse acesso é possível ter uma visão bilateral simétrica do abdome, síntese é mais simples (em pequena sutura linha alba com peritônio juntos, em grandes sutura separado, depois sutura subcutânea e depois pele), porém o seu tempo de cicatrização é maior por conta da linha alba ser pouco vascularizada. ● porte pequeno: 3 planos de sutura - peritônio com linha alba, subcutâneo e pele ● Grande porte - 4 planos de sutura peritônio, linha alba, subcutâneo e pele. Celiotomia longitudinal paramediana: vai ser do lado da linha média (paralela a ela), o acesso não é pela linha alba, é pelo músculo reto. E tem duas formas de passar pelo músculo reto, a forma pararretal e a transretal. É pouco usado em pequenos animais, pois o acesso longitudinal mediano dá acesso a bastante órgãos, já em grandes e mais utilizados. ● pararretal: divulsiona as fibras do músculo de forma que não faça uma incisão nelas, faz uma incisão na fáscia do músculo e depois divulsiona ele e quando chegar na fáscia interna faz uma incisão nela e tem acesso ao abdômen. Os planos que são iniciados são - pele, tecido celular subcutâneo, folheto externo do reto do abdome, folheto interno do abdome, peritônio. Entre o folheto interno e externo faz a divulsao dos músculos. → Esse tipo de acesso é feito em machos (pois o penis está em cima da linha alba na região retro umbilical, se empurrar ele para o lado dá para acessar), porém dificulta o acesso ao lado contralateral, a síntese é mais complexa (pois tem que suturar os folhetos que foram incisados, em pequenas suturas em folhetos interno com peritônio, e em grandes sutura separadamente) e o paciente sente mais desconforto. - pequeno porte - 4 planos de sutura (peritônio com folheto interno, folheto externo, subcutâneo e pele) - grande porte - 5 planos de sutura (peritônio, folheto interno, folheto externo, subcutâneo e pele) ● Transretal: Faz a incisão da fibra músculo reto abdominal, então a incisão será da pele, 7 � . P eixo to Resumo Med. Vet. Técnica Cirúrgica subcutâneo, folheto externo do reto do abdome, reto do abdome, folheto interno do reto do abdome, peritônio. A sutura é a mesma do pararretal, pois não se sutura fibra muscular, somente folhetos. - pequeno porte - 4 planos de sutura (peritônio com folheto interno, folheto externo, subcutâneo e pele) - porte grande - 5 planos de sutura (peritônio, folheto interno, folheto externo, subcutâneo e pele. → possibilita o acesso caudal em macho, porém dificulta o acesso ao lado contralateral, a síntese é mais complexa e o paciente sente mais desconforto, há mais chance de hemorragia e contusões (pois faz incisão da fibra muscular). Laparotomia (acesso pelo flanco): É cranial a asa do ílio, nesse acesso é feito incisão na pele, subcutâneo, oblíquo abdominal externo, oblíquo abdominal interno, transverso abdominal, peritônio. - pequenos animais - 5 planos de sutura (peritônio com músculo transverso, músculo oblíquo interno, músculo oblicuo externo, subcutáneo e pele) - grandes animais - 6 planos de sutura (peritônio, músculo transverso, músculo oblicuo interno, músculo oblicuo externo, subcutáneo e pele) → tem indicação de utilizar a laparotomia em em casos de alterações mamárias (pois uma hiperplasia por exemplo não permite a linha alba sem passar por todo o tecido mamário), castração e acesso a bexiga. Em animais grandes é feito muito laparotomia inclusive para cesárea. → acesso é muito difícil de explorar ao lado contralateral, a síntese é mais complexa (incisa muito mais tecidos) e o paciente sente mais desconforto, há mais chances de hemorragias e contusões. Paracostal (semelhante ao da laparotomia, porém é mais cranial, próximo a costela, mais caudal a última costela): É feito a incisão na Pele, Subcutâneo, Oblíquo abd. externo, Oblíquo abd. interno, Transverso abdominal, Peritônio. - Animais pequenos- 5 padrão de sutura (peritônio com músculo transverso, músculo oblíquo interno, músculo oblicuo externo, subcutáneo e pele - Animais grandes- 6 planos de sutura (peritônio, músculo transverso, músculo oblíquo interno, músculo oblíquo externo, subcutâneo e pele). → indicações: gastropexia, colocação de sonda no estômago, acesso aos rins e adrenais. → desvantagem: difícil acesso contralateral, síntese mais complexa, dor, hemorragia e contusão Acessos combinados: cirurgias que é necessário fazer mais de um acesso (ex: acesso por celiotomia longitudinal mediana e acesso paracostal, isso pode ser usado em um tumor 8 � . P eixo to Resumo Med. Vet. Técnica Cirúrgica hepático, intervenção no fígado, perda do coto uterino).Síntese da parede abdominal: ● utilizar fios: absorvíveis monofilamentar de longa duração; monofilamentar inabsorvível - linha alba ● Fios absorvíveis ou absorvíveis de média duração monofilamentar - musculatura (cicatriza muito rápido) ● Padrão de sutura simples interrompido, x (suporta tensão) simples contínuo com parada americana. → Em hipótese nenhuma pode ter sutura festonada na linha alba, pois a linha alba é uma estrutura pouco vascularizada e a sutura festonada é hemostática, pode causar necrose. PROVA. → SEMPRE INCLUIR AS FÁSCIAS MUSCULARES (interna e externa) Síntese do tecido subcutâneo: ● fio absorviveis de curta a media duração, mono ou multifilamentar ● padrão guarda grega (colchoeiro)- parece cushing Síntese da pele: ● fios: inabsorvíveis monofilamentar ● padrão: X, interrompida simples, intradérmica, wolf. complicação: ● hemorragia ● O seroma (inchaço) é normal, mas pode ocorrer a formação de líquido entre a pele e a musculatura, isso ocorre principalmente quando tem muito espaço morto, na execução de sutura em subcutâneo (deixando espaço). Dependendo da quantidade pode drenar, ou faz um curativo compressivo para o líquido ser absorvido pelo organismo do paciente. ● hematoma, ● infecção, ● eventração: quando ocorre deiscência dos pontos da musculatura ou da linha alba, mas não ocorre dos pontos da pele, basicamente a pele cicatriza mas a parte interna ficou com “defeito”, podendo ocorrer eventração de vísceras gerando aumento de volume ● evisceração: De todas as complicações é a mais grave, Ocorre decência tanto da musculatura ou linha alba, quanto da pele e as vísceras se pronunciam para fora da cavidade. Aparelho reprodutor masculino: Órgãos que compõem o sistema reprodutor masculino: ● testiculo (onde é produzido o espermatozoide) ● epidídimo (armazena o espermatozoide) ● ducto deferente ● próstata ● glândula bulbouretral (gato) ● uretra como indicação para essa cirurgia temos: 9 � . P eixo to Resumo Med. Vet. Técnica Cirúrgica ● Esterilização eletiva/controle populacional ● alterações congênitas ● criptorquidismo (pode gerar neoplasia) ● afecções prostáticas ● hiperplasia prostática benigna ● neoplasias ● neoplasias testiculares ● hérnia perianal ● distúrbios hormonais Técnica cirúrgica: Orquiectomia: retirada da gônada masculina (testiculo). → acessos para orquiectomia ● pré escrotal: Mais comum em cães, pois a bolsa escrotal do cão é bem vascularizada, então fazer um acesso escrotal vai ocorrer mais sangramento, com risco de levar edema pós-cirúrgico. Então pronuncia o testiculo para região pré-escrotal (que é menos vascularizada) e faz a castração por ela para não precisar acessar a bolsa escrotal. ● escrotal: Mais comum em grandes animais (equinos, bovinos e suínos) e gato (como a bolsa escrotal dele está na região perineal, pode se chamar de acesso perineal também) ● perineal: mais comum em gatos devido a disposição da bolsa escrotal, a qual está localizada na região perineal. Não é um acesso muito comum. ● ablação de bolsa escrotal: remoção da bolsa escrotal toda, pode ser feito em casos de castração ou de animais com afecções na bolsa escrotal (neoplasias, abscesso). É mais comum em cães de grande porte, para evitar que eles tenham edema de bolsa (tem mais chance de ter edema pela bolsa ser mais e ter mais espaço). ● celiotomia: É feita em casos de animais criptorquidia com testiculo dentro da bolsa. Caso o testiculo ainda esteja na região inguinal, faça um acesso na região no local onde o testiculo estiver. Geralmente quando eles estiverem na cavidade, ou ele estará próximo ao local onde seria os ovários ou dorsais a bexiga. Possíveis técnicas de orquiectomia: ● Testiculo coberto cordao coberto (TCCC): visualização somente da túnica, pouca visualização das estruturas. → A única vantagem é que no momento que fizer a ligadura e transfixação não vai ter contato nenhum do meio externo com a cavidade, pois por conta da ligadura não se tem esse contato. → desvantagem é que como não se tem visualização das estruturas, não consegue ver se tem alteração em alguma delas . 10 � . P eixo to Resumo Med. Vet. Técnica Cirúrgica ● Testiculo descoberto cordão coberto (TDCC): faz incisão da túnica mas não rompe o ligamento, não expondo o cordão, tendo em vista que o cordão só é exposto quando rompe o ligamento. → só tem visualização do testiculo e do epidídimo, não consegue ver o cordão. quando faz ligadura do cordão não tem contato com da cavidade com o meio externo. → consegue ver se tem alguma alteração do testiculo e epididimo, mas não consegue visualizar possíveis alterações no cordão. ● Testiculo descoberto cordao descoberto (TDCD): Faz incisão na túnica, rompe o ligamento da cauda do epidídimo e expõe todas as estruturas. Se tem ótima visualização das estruturas e quando faz a ligadura tem o contato da cavidade com o meio externo. Técnica deferente: usada em fatos. Usa o ducto deferente para fazer ligadura. Corta o ducto deferente do epidídimo, amarra o ducto com o testiculo com o plexo com pelo menos 5 nós simples. Não deve ser grosseiro para não arrebentar o plexo e levar a sangramento. ● Não é utilizado em animais de porte grande pois como são nos simples é mais difícil fazer hemostasia, podendo levar a edema. Fios utilizados: Fios absorvíveis multifilamentar, monofilamentar (rico) e fio absorvível. complicações: hemorragia (caso nao fizer a ligadura de transfixação adequadamente), edema, seroma, infecções, inflamações e deiscência da sutura. Vasectomia: Remoção cirúrgica de um segmento do ducto deferente, ou seja, mantém o testiculo, e apenas tira um pedaço do ducto impedindo a passagem do espermatozóide do testiculo para a região da uretra para ser eliminado. Na medicina veterinária é pouco feira e é indicada para esterilização eletiva, como é um procedimento que mantém o testiculo, não previne hiperplasia prostática, neoplasia testicular. →É mais utilizada em silvestres, pois eles precisam da questão hormonal para a questão comportamental para que eles possam voltar a vida livre com seu comportamento natural de ressocialização. Técnica: sente o cordão, faz uma incisão na pele e subcutâneo sobre o cordão, divulciona até chegar ao cordão, Quando encontra, faz uma incisão na túnica vaginal expondo a estrutura, localiza o ducto deferente e 11 � . P eixo to Resumo Med. Vet. Técnica Cirúrgica faz duas ligaduras com pelo menos 1cm de distância entre ela e retira esse pedaço entre as ligaduras. Deve-se ter cuidado pois se fizer somente uma ligadura, se o fio soltar o animal volta a reproduzir normalmente, e se deixar cotos perto um do outro e for utilizado um fio absorvível, pode ocorrer uma reanastomose e o animal consiga reproduzir. Fios utilizados: fios absorvíveis multifilamentar, monofilamentar (ricos) e fios absorvíveis. complicações: hemorragia a seroma, hematoma. Tecnica cirurgica no esofago: aula 27/05 Esôfago: É um órgão tubular, tem a conexão entre a faringe e o estômago. é dividido em 3 porções: ● Esofago cervical: sempre esta localizada a esqueda da traquéia (por isso o acesso é na região lateral esquerda) ● Esofago toracico: Vai seguir a bifurcação traqueal pelo mediastino, vai passar pelo coração, entra na cavidade abdominal e estende-se ao hiato esofágico do diafragma já se inserindo no cardíaca do estômago ● Esofago abdominal (pequeno): estende-se do histo diafragmático até o cárdia no estômago. A cicatrização do esôfago é mais demorada pois a camada adventícia demora a cicatrizar. possui 4 camadas: ● adventícia (não possui serosa) ● muscular ● submucosa: é mais frouxa para deixar a mucosa livre para se ‘’estender, e contrair’’ ● mucosa Ao colocar a sonda esofágica deve ter cuidado para não causar hemorragia, pois pode lesionar a artéria carótida (raro acontecer, pois a artéria é mais profunda que a veia) esofagostomia: (colocação de sonda esofágica) Utilizado quando o animal não está se alimentando direito (por exemplo quando estiver com lipidose hepática). ● É colocada no terço médioda região cervical do lado esquerdo ou direito (geralmente no lado esquerdo, onde o esofago esta localizado) 12 � . P eixo to Resumo Med. Vet. Técnica Cirúrgica ● deve medir a sonda da região da inserção até a altura de 7* a 8* espaço intercostal (marcar a sonda) evitando que chegue ao estômago e ocorra indução de vômito. ● utiliza sonda 16 a 24 Fr (gato 16 a 18) ● O fio de sutura que se utiliza é o nylon 2,0. (faz bolsa de tabaco e depois bailarina) ● limpeza com PHMB (não causa resistência bacteriana) Cuidado com a síndrome da realimentação: Quando o animal não está se alimentando a muito tempo, é passada uma sonda esofágica e o animal é alimentado com uma quantidade muito grande de alimento. O animal vem a óbito. Traqueia: ● ela se estende da cartilagem cricóide até a base do coração (termina na altura da carina) ● formada por semianeis que são formados por cartilagem hialina, com abertura dorsal, unido por músculo traqueal transverso. ● tem uma camada adventícia em região cervical e quando no tórax vira serosa (tem uma vascularização melhor na região externa) ● mucosa recoberta de epitélio ciliado Traqueostomia:(procedimento hospitalar de emergência geralmente, feito quando há obstrução do trato respiratório superior) ● pode fazer uma traqueostomia temporária (quase sempre) e permanente: ● Temporária: procedimento emergencial, quando o animal tem dificuldade em respirar. → incisão mediana ventral, a partir da cartilagem cricóide, estendendo caudalmente por 2 a 3 cm. →separar os músculos esterno-hióideo →fazer uma traqueotomia horizontal entre o terceiro e a quarta ou quarta e quinta cartilagem traqueal (não estender a incisão por mais da metade da circunferência da traqueia). Colocar um ponto de reparo na cartilagem mais lateral e inserir a cânula. → Antes de remover o tubo temporário deve-se obstruir o tubo com um curativo e observar por 15 a 20 min, para saber se o animal terá angústia respiratória ou não. →A cicatrização ocorre por segunda intenção. ● Permanente → utilização quando não conseguirmos reverter rápido a situação que está ocorrendo (quando está em agonia respiratória e não é possível reverter rápido, não tem previsão de quando irá resolver). 13 � . P eixo to Resumo Med. Vet. Técnica Cirúrgica → Incisão vertical caudal a cricóide entre a 3º e a cartilagem. → remover um “retangulo”, fazer sutura para prender a traqueia na musculatura. → fio de sutura monofilamentar absorvível (dentro) para evitar fonte de contaminação, por fora pode utilizar nylon. Técnica cirúrgica Pele:. Pele: relacionado a pele estão as nodulectomia (retiradas de nódulos) ● A espessura da pele vai variar de acordo com a idade, espécie, raça, hidratação, localização no corpo, afecções. ● geralmente as regiões com mais pêlos são as mais finas, mais delgadas. ● gatos e cães têm ausência de vasos musculocutaneos. Epiderme ● avascular - ● queratinizada Derme: ● camada mais grossa e vascularizada ● Fibras colágenas A vascularização da pele é feita através de veias e artérias terminais, que formam os vasos cutâneos diretos e formam vasos menores que podem ser divididos em três formas. ● Plexo subdérmico (profundo) ● Plexo cutâneo ● Plexo subpapilar fases da cicatrização da pele: ● inflamação 0 a 7 dias ● reparação: com neovascularização de 3 a 21 dias ● Maturação: formação de colágeno a partir de 14 dias. Gatos têm mais problemas com cicatrização, por causa da baixa vascularização e por isso não se retira pontos em menos de 14 dias. LInha de tensão: Dão tensão a pele, as incisões cirúrgicas e suturas da pele sempre tem que se a favor das linhas de tensão, sendo paralelas a ela, para essas linhas não exercerem força na sutura, abrindo-as, levando a uma deiscência de sutura. Alívio de tensão: Procedimento que irá relaxar a tensão na incisão principal, permitindo fazer uma sutura em primeira intenção. 14 � . P eixo to Resumo Med. Vet. Técnica Cirúrgica ● técnicas de divulsão, suturas de relaxamento (longe longe perto perto por exemplo), são feitas várias pequenas incisões ao redor da incisão principal, liberando a pele e deixando menos tensa na região central. Nodulectomia: precisa aliviar a tensão da pele e elasticidade; deve ter planejamento prévio (importante) Tumores benignos- margem de 1cm (lateral e profunda) tumores malignos- margem de 2 a 3 cm (lateral e profunda) tumores agressivos: infiltrativos requer maiores margem, mastocitoma 3 a 5 cm Precisa retirar a fáscia muscular. Retalhos: ● retalho padrão subdérmico: baseado na vasculatura local a partir da base do retalho ● Retalho padrão axial: usa um vaso maior para chegar ao leito superior. defeito circular: para fazer fechamento linear, V combinado ou gravata borboleta fechamento linear: para próximas bordas lineares e mais fáceis. V combinado: para ferida um pouco maiores, faz um v em cada lado e cruza. gravata borboleta mais difícil. Defeito triangular: ● fechamento linear: começa a fechar pelas pontas e se encontram no meio Defeito quadrado e retangular: mais utilizado; ● fechamento centrípeto: fechamento pelas bordas igual ao triângulo. ● Avanço unilateral: Incisões paralelas são feitas a partir de dois cantos do defeito, pelo menos, tão longo quanto a largura do defeito, e a pele é divulsionar e avançada sobre o defeito 15 � . P eixo to Resumo Med. Vet. Técnica Cirúrgica ● H-plastia de avanço bilateral: para defeitos maiores que tem pele móvel dos dois lados ● rotacional ou transposição: chega até 90º, apenas um lado da pele é móvel e num plano diferente do que o defeito. complicações: ● hematoma e seroma: compressa morna, drenagem, bandagem, gel. ● infecção ● deiscência (falha técnica) ● Edema ● necrose do retalho: retalhos mais curtos, manipulação delicada, planejamento cuidadoso. Amputações: Indicação: neoplasia, traumas severos, condições financeiras do tutor, entre outros. Membros torácicos: incisão na pele na espinha da escápula, seccionar os músculos. ● No plexo braquial isola tudo , liga os vasos um por um, e faz o bloqueio anestésico no nervo e corta. ● para fechar: músculo de fora com músculo de dentro, e depois o subcutâneo e pele. Membro pélvico: mesma coisa do torácico, só tem o nervo ciático (anestesista faz o bloqueio), ligar uma veia e artéria de cada vez. NUNCA TUDO JUNTO. Falanges: amputado na altura da articulação, faz a incisão em “y” liga os vasos e artérias e desarticula. Caudectomia: desarticula entre as vértebras da cauda, divulsiona, ligar artéria e veias, e desarticular. Técnica cirúrgica baço, estômago e fígado. Estômago: → anatomia: regiões: cárdia, fundo, corpo, antro, pilórico, canal pilórico e óstio pilórico. → é um órgão oco cuja parede tem 4 camada (serosa, muscular, submucosa e mucosa). Vascularização: → curvatura menor (artéria gástrica) e curvatura maior (artéria gastroepiplóica): lugar de irrigação vascular. → drenagem venosa: veia porra Sintopia (está próximo): baço, fígado e pâncreas. No estômago se faz celiotomia longitudinal mediana, celiotomia pré umbilical. A cicatrização: ● altamente irrigado ● reduzido número de bactéria ● rápida regeneração Técnica cirúrgica: ● Gastrotomia (abertura do estômago): para acessar o lúmen do estômago. 16 � . P eixo to Resumo Med. Vet. Técnica Cirúrgica → Acesso celiotomia longitudinal mediana pré umbilical, e paracostal esquerda em ruminantes. → técnica: localiza o estômago e isola com compressas de campo operatório, compressas úmidas com soro, fazer ponto de reparo, entrar com o bisturi a 90º, ampliar a incisão com tesoura. → a incisão é feita na região de baixa vascularização, entre as curvatura maior e a menor (SEMPRE TROCAR INSTRUMENTOS E LUVAS CONTAMINADAS COM LÍQUIDO GÁSTRICO) → suturas: fio absorvível , monofilamentar e sintético como o poliglecaprone, agulha ponta cônica. sutura de dupla camada, 1º simples contínua ou cushing, 2º lamberth ou cushing, e depois omentalizar a sutura para evitar aderência. ● Gastrostomia: abertura artificial para o lúmen gástrico, ou seja, uma novaabertura no estômago. → indicação: anorexia (colocação de sonda gástrica), afecções ou obstruções da cavidade oral, faringe ou esôfago, após cirurgia de laringe ou de esôfago. → Acesso: celiotomia longitudinal mediana pré umbilical ou paracostal esquerda. → técnica: isola o órgão com pontos de reparo, faz uma incisão lateral esquerda, bolsa de tabaco seromuscular, com fio absorvível sintético monofilamentar (colocação da sonda), depois faz 4 suturas seromuscular e 4 suturas na parede muscular abdominal (gastropexia), logo após, fixar a sonda com sutura padrão bailarina com fio inabsorvível e deixar na pele. → desvantagem de fazer essa cirurgia via endoscópica, sem ter que abrir a cavidade, e que não dá pra fazer a gastropexia. → complicações: peritonite química, pneumoperitônio, infecção da ferida, vômito → contraindicação: disfunções gástricas. ● Gastrectomia: → técnica: invaginação do tecido necrótico. → complicações: vômito, peritonite, eviscerações, anorexia, pancreatite. ● Gastrorrafia. ● Gastropexia: fixação permanente do estômago a parede abdominal → indicações: Dilatação do vólvulo gástrico (torção gástrica), hérnia de hiato. → A cirurgia tem como objetivo distorcer o estômago e fixar na parede abdominal. → gastropexia do antro piloro, deve fazer do lado direito (onde é localizado o piloro), já no caso de hérnia de hiato está localizado no fundo do estômago, tendo que ser feito no fundo da parede abdominal esquerda. → Acesso: celiotomia longitudinal mediana pré retro umbilical. → Fio inabsorvível ou absorvível, sutura simples interrompida ou simples contínua. 17 � . P eixo to Resumo Med. Vet. Técnica Cirúrgica → complicações: peritonite química, vômito, obstruções e pancreatite. → Após cirurgia gástrica tem que fazer medicação. Intestino: A maior parte do intestino é o jejuno. O intestino tem 4 camadas: serosa, muscular, submucosa e mucosa. A vascularização do intestino vem do mesentério, e ela é feita pela artéria mesentérica cranial e caudal. → intestino delgado tem a melhor vascularização, por isso a cicatrização é mais rápida que a do intestino grosso, tem menos bactérias e a deiscência e mais rápida (2 dias pós cirurgia) → intestino grosso: menos vascularizada que o ID, e um local muito contaminado (fezes), pressão intraluminal e a decência é mais demorada (3-4 dias). Técnica cirúrgicas: ● Enterotomia: Incisão na parede intestinal para acessar o lúmen do intestino (abertura do intestino), indicações de corpo estranho → acesso celiotomia longitudinal pré retro umbilical → técnica: faz um isolamento forte do órgão (pois é um órgão contaminado) e deve sempre avaliar a viabilidade intestinal. - faz uma ordenha manual no intestino para afastar o conteúdo e fazer o reparo (pinça ou dedo auxiliar) não permitindo a saída do conteúdo ordenhado. faz uma incisão estocada na borda antimesentérica, aboral ao corpo estranho (após o corpo estranho), pois a parte antes do corpo estranho ele já passou e inflamou. Deve pinçar o órgão. - Fios absorvivel sintético multifilamentar (poliglecaprone e polidioxanona) ou inabsorvível, agulha ponta cónica, sutura de camada única, simples interrompida não invaginante para não obstruir. ● Enterorrafia: fechamento do órgão (sutura) ● enterectomia: remoção de uma região do intestino. indicação de corpo estranho intestinais que afetam a viabilidade do intestino, neoplasia, intussuscepção, megacólon. → Acesso: celiotomia longitudinal pré retro umbilical. → técnica: faz um isolamento forte do órgão, e deve sempre avaliar a viabilidade intestinal. faz uma ligadura das artérias mesentéricas que irrigam a região que será retirada, faz uma ordenha manual da alça para evitar contaminação e coloca pinças na região a ser ressecada, e faz a ressecção da região (o corte deve ser sempre mais próximo da parte que vai sair, para que deixe o coto para fazer anastomose) → após isso faz a enteroanastomose. ● enteroanastomose: anastomose dos cotos intestinais remanescentes (junção), indicação de corpos estranhos que afetam a viabilidade do intestino, neoplasia, intussuscepção e megacólon. → Acesso: celiotomia longitudinal mediana pré retro umbilical. → fios absorvivel sintetico multifilamentar ou inabsorvível, agulha ponta cônica, sutura gambee ou simples interrompida, deve sempre iniciar a sutura na borda mesentérica e antimesentérica, para evitar torção 18 � . P eixo to Resumo Med. Vet. Técnica Cirúrgica do intestino e posteriormente distribui a sutura. → sutura do mesentério deve evitar estrangulamento das alças intestinais, agulha ponta cônica, fio absorvivel sintético multifilamentar ou multifilamentar, sutura simples contínua. caso os diametro intestinais estejam distintos deve seguir a seguinte ordem de tentativa para fazer anastomose: 1. corte oblíquo (na diagonal) da alça de menor diâmetro para aumentá-la de tamanho. 2. Caso o 1 não funcione, pode fazer a espatulação (corte na ponta) da alça de menor diâmetro para tentar ampliar o diâmetro. 3. se caso o 2 nao funcione também deve diminuir o lúmen da alça maior diâmetro com suturas simples interrompidas. o problema é que a diminuição pode causar obstrução. após fechar deve testar a anastomose, omentaliza e levar a cavidade com soro fisiológico estéril ● enteropexia: fixação do órgão na parede abdominal. Baço: O baço é um órgão parenquimatoso, composto por cabeça, corpo e cauda. a vascularização é feita pela artéria e veia esplenica, arteria e veia gastropiploicas esquerdas e arterias e veias gastricas curtas. Técnica cirúrgica: ● esplenectomia parcial: remoção de uma região do baço. Indicações são traumas, hematomas e neoplasias benignas. → acesso: celiotomia longitudinal mediana pré retro umbilical → técnica: faz o isolamento da víscera com compressas úmidas, faz a ligadura dos vasos esplênicos da região ressecada (ligaduras próximas ao hilo esplênico). Colocar as pinças hemostáticas na região a ser ressecada e fazer o corte entre as pinças. → Fios: absorvivel sintético multifilamentar (poliglecaprone ou polidioxanona) ou multifilamentar (vicryl), agulha ponta romba, sutura simples, U contínua ou festonada. ● esplenectomia total: remoção completa do baço. indicação neoplasia malignas, torção esplênica e traumas dependendo da localização. → Acesso: celiotomia longitudinal mediana pré retro umbilical. → técnica: faz isolamento da víscera com compressas úmidas, faz ligadura dos vasos esplênicos (próximo ao hilo esplênico) preservando os ramos gástricos curtos que suprem o fundo gástrico. → Fios: absorvivel sintético multifilamentar ou multifilamentar ou fio inabsorvível. agulha ponta cónica, sutura com ligaduras duplas e se necessário transfixação. complicações associadas a cirurgias esplênicas: hemorragia, necrose do fundo gástrico, pancreatite. 19