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1 CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU CURSO DE GRADUAÇÃO DE ENGENHARIA ELÉTRICA JÁDSON LAURENTINO DE LIMA PROJETOS DE SISTEMAS DE PROTEÇÃO, CONTROLE E SUPERVISÃO DE SUBESTAÇÕES DE ENERGIA RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO II CURITIBA 2024 2 JÁDSON LAURENTINO DE LIMA PROJETOS DE SISTEMAS DE PROTEÇÃO, CONTROLE E SUPERVISÃO DE SUBESTAÇÕES DEENERGIA CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU Relatório apresentado ao Curso de Graduação de Engenharia Elétrica do CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU do estado do Ceará, como requisito para obtenção de nota da disciplina Estágio Supervisionado I, sob orientação da Professora Msc. Emmanuelle Maria Gonçalves Lorena. CURITIBA 2024 3 IDENTIFICAÇÃO DO CAMPO DE ESTÁGIO Identificação da Empresa Nome: Engetecnica Engenharia e Construção CNPJ: 76.624.584/0001-38 Bairro: Portão CEP: 81270-050 Endereço: Rua do Semeador, 429 Cidade: Curitiba-PR Telefone: 414040-4676 Área na empresa onde foi realizado o estágio: Divisão de Engenharia e Construção Data de início: 05/02/2024 Data de término: 08/03/2024 Duração em horas: 100hs 4 Sumário 1.INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 5 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................................................... 6 2.1. Subsistema de Proteção ......................................................................................... 6 2.2. Relés de Proteção Digitais ...................................................................................... 6 3. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ............................................................................... 8 3.1. SPCS e Telecom ..................................................................................................... 8 3.2 . Serviços Auxiliares CA/CC..................................................................................... 10 3.3 . Projeto Elétrico Utilizando Software Qibuilder ....................................................... 11 3.4 . Diagrama Unifilar a partir de Arranjos de Subestações ........................................ 15 4. CONCLUSÃO ............................................................................................................ 18 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................................. 19 5 1.INTRODUÇÃO O Relatório tem por objetivo apresentar a história, finalidades e atuações da empresa, descrever as atividades desenvolvidas, apontar as principais dificuldades encontradas na realização do estágio obrigatório, correlacionar as disciplinas ofertadas pela instituição de ensino ao longo da graduação com as atividades desenvolvidas na empresa. A Engetécnica foi fundada em Curitiba no início dos anos 70 com o foco nas atividades de construção civil e comércio de edificações residenciais. No final dos anos 2000, com o envelhecimento dos sócios, a empresa tornou-se inativa, tendo suas atividades retomadas somente no ano de 2015, quando então foi adquirida pela empresa P.O. do Brasil Ltda. Com a parceria da Aliança Interligação Elétrica, a vitória de Lotes no Leilão 013- 2015, trouxe a sobrevida para a empresa, e na sequência outras oportunidades surgiram. As diversas parcerias com a Camargo Corrêa e a parceria que mudou os rumos da companhia, com a Cesbe Participações em 2017. A Engetécnica Engenharia e Construção LTDA, é uma empresa especializada na prestação de serviços de engenharia e construção para o setor de infraestrutura elétrica. Seus principais serviços consistem em viabilidade técnico-econômica, projetos de engenharia básica, engenharia executiva multidisciplinar, até o planejamento executivo, gerenciamento e construção no regime EPC ou Turn-Key. Por delegação da ANEEL são realizados leilões de energia elétrica, promovido pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), para ampliação do setor elétrico nacional conforme o programa de expansão disponibilizado pela EPE. Uma vez que tal transmissora tenha vencido um dos lotes do Leilão realizado, ela adquire uma concessão do empreendimento, sendo então responsável pela implantação, operação e manutenção de novas ou já existentes instalações de transmissão. Com isso, a Engetécnica presta serviços a essas transmissoras, sendo acordos fechados através de regimes EPC ou Turn Key na qual a empresa contratada é responsável pela implantação do empreendimento como um todo, com escopo único, a preço global e por prazo determinado, de forma que ele seja entregue, com o comissionamento e a pré-operação concluídos. A instituição também presta serviços a pessoas físicas e jurídicas por meio de consultorias, suporte técnico e gerenciamento. 6 Atualmente as maiores demandas dentro da Engetécnica correspondem a duas subestações, uma delas localizada no Rio Grande do Norte, na cidade de Açú. 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 Subsistema de Proteção Sabe se que esse subsistema é responsável por isolar qualquer defeito que ocorrer na subestação ou vizinhanças. Dessa forma protegem-se os equipamentos não só das altíssimas correntes provenientes de curtos-circuitos, mas também de outras situações de risco como tensões acima do padrão e frequências fora da faixa de operação. Esses defeitos e situações de risco também são chamados de falta. E diante disso onde venha ter um subsistema de proteção, há dois requisitos básicos que devem ser atendidos: velocidade, seletividade, sensibilidade e confiabilidade: Velocidade: A proteção deverá ser eficiente, possibilitando o rápido desligamento do trecho ou equipamento defeituoso. Sensibilidade: A proteção deverá ser capaz de responder às anormalidades com menor margem de tolerância possível entre a operação e não operação dos equipamentos. O equipamento deve operar com segurança, mesmo em caso da ocorrência de correntes de desequilíbrio ou de defeito. E diante disso haver uma grande responsabilidade do subsistema de proteção é o registro do estado do sistema antes, durante e depois de uma atuação ocorrer. Com esse registro é possível determinar a hora exata e o local aproximado da falta, e qual foi o tipo de falta que acarretou a atuação da proteção. 2.2 Relés de Proteção Digitais Entende-se que os principais relés de proteção são os equipamentos que, a partir de valores medidos de tensão e corrente e levando em considerando a posição e alarmes dos equipamentos de campo, detectam o defeito e comandam a abertura do disjuntor, ou disjuntores, que irão isolar a falta do resto do sistema. Esse comando de abertura é geralmente chamado de “trip”. Sabe que alguns valores de ajustes são os valores de corrente, tensão, frequência etc. nos quais se dá a atuação do relé. Nos relés digitais esses valores são especificados via software, geralmente elaborado pela própria fabricante do relé, e são 7 especificados individualmente para cada relé, dependendo de vários fatores como parâmetros elétricos das linhas de transmissão, impedâncias de sequência positiva e zero por quilometro, impedâncias mútuas de sequência zero com os circuitos existentes, além das distâncias, dados técnicos de TC’s e TP’s e dados técnicos dos relés: modelo/tipo completo, versão e firmware. A análise de todos esses fatores e a definição dos valores de ajustes dos relés é chamada de estudo de seletividade. A proteção diferencial de linha consiste na comparação das correntes em ambos os terminais de uma linha de transmissão. Em cada um dos terminais são instalados relés de proteção que se comunicam entre sipor meio de um link direto, normalmente em fibra ótica. Cada um dos relés de proteção realiza a sincronia das amostras da corrente local com as amostras de corrente remotas recebidas a partir do link de comunicação de forma a calcular a corrente resultante da comparação das amostras. Durante a execução das simulações de um ensaio de modelo de relés de proteção o RTDS armazena os dados registrados de cada uma das simulações em uma base de dados. Estes dados são constituídos principalmente de informações das especificações dos ensaios e dos pontos monitorados dos relés de proteção e dos componentes simulados no próprio RTDS. A partir da padronização da base de dados do RTDS é possível a criação de um software que permite a leitura e o processamento das variáveis registradas. Contudo para a avaliação dos resultados é necessário estabelecer variáveis do próprio programa de Análise de Resultados que serão utilizadas nas lógicas de avaliação. Com o objetivo de facilitar o processo de identificação das Variáveis de Entradas foram estabelecidas três categorias de classificação: 1) Variáveis de Entrada Definidas no Software de Análise de Resultados, 2) Variáveis de Entrada Especificadas para o Ensaio de Modelo, 3) Variáveis de Entrada Registradas Durante o Ensaio de Modelo. As três categorias são apresentadas nas Tabela 1. 8 Tabela1: Variáveis de Entradas Autor: Próprio 2024 3. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 3.1 SPCS e Telecom O sistema de transmissão de energia elétrico brasileiro é um sistema altamente interligado e tende a cada vez se interligar mais, o que traz inúmeras vantagens como confiabilidade, flexibilidade, continuidade, segurança e economia. A automação de uma subestação de energia elétrica significa, de uma forma geral, monitorar e controlar as grandezas elétricas envolvidas no processo de transmissão e distribuição de energia: tensões, correntes, potências ativas, reativas e posições aberta/fechada de chaves seccionadoras e disjuntores. 9 A automação se dá através do sistema de proteção, controle e supervisão (SPCS), que surge com a finalidade de oferecer maiores recursos de operação, manutenção e qualidade de atendimento, contribuindo para a melhoria do sistema elétrico em geral. O avanço da automação está ligado, em grande parte, a evolução tecnológica que tornou esses sistemas cada vez mais confiáveis e seguros, através do uso de tecnologia de ponta nos processos operacionais. O sistema de proteção, controle e supervisão é parte fundamental do correto funcionamento de uma subestação elétrica e por consequência de grande importância na qualidade e eficiência do transporte de energia elétrica desde suas fontes geradoras até o consumidor final. Para um melhor entendimento do SPCS e os equipamentos que o compõe, é aconselhável dividir o sistema em três subsistemas: o subsistema de proteção, o subsistema de controle e supervisão e o subsistema de telecomunicações, este último responsável por conectar os outros dois subsistemas assim como interligar uma subestação a outras, ou aos centros de comandos responsáveis por essa subestação. O subsistema de telecomunicações é o meio que torna possível a transferência de dados entre o subsistema de proteção e o de controle e supervisão. Além disso, esse subsistema repassa as informações mais importantes da subestação a centros de 5 controle regionais. No Brasil, as subestações de alta tensão devem repassar as suas informações ao Operador Nacional do Sistema (ONS), que é o órgão gestor do sistema de transmissão de energia brasileiro, também chamado de Sistema Interligado Nacional (SIN). As Atividades exercidas neste contexto se dão através de projetos para as Transmissoras em que há o contrato Turn-Key, no qual são feitos estudos e arquiteturas de SPCS, sendo apresentados em cadernos através de Diagramas Funcionais e Construtivos, elaborados no software Autocad Elétron, e arquiteturas de Telecom por meio de estruturação de painéis no software Visio, como Painel SAGE, painel de Controle e Proteção Principal e Alternada (redes básica necessita de redundância segundo procedimento de redes da ONS) da Linha e/ou Autotransformadores, painel de Controle dos Serviços Auxiliares, entre outros. Abaixo é representado um modelo de diagrama construtivo de um painel de proteção: 10 Figura 1: Diagrama Construtivo Autor: (ProNext, 2021/P.1). O Diagrama Construtivo é um documento de referência para realizar a montagem de um painel. Neste documento está presente à disposição física dos equipamentos que fazem parte do painel, tais como relés de proteção (IEDs), relés auxiliares, borneiras, blocos de testes, entre outros. Fazem parte de um diagrama construtivo: lista de fiação, lista de material, lista de plaquetas e lista de anilhas. Esse documento contempla também informações mecânicas para sua construção: vistas, material, dimensões da estrutura, espessura, grau de proteção, tratamento, pintura das superfícies etc. (ProNext, 2021/P.1). 3.2 Serviços Auxiliares CA/CC Sistema composto por todos os dispositivos/cargas necessários à operação dos equipamentos principais de uma subestação (ou da subestação como um todo). Tal sistema abrange cargas, fontes de alimentação e subsistemas de manobra que interligam fontes e cargas. 11 Geralmente são dotados de subsistemas em corrente alternada e corrente contínua. Um sistema de Serviços Auxiliares confiável, eleva a confiabilidade da respectiva subestação. Em geral, a confiabilidade deve ser alcançada com esquemas simples e seguros, que visem a facilidade de operação. Os critérios para conceituação de um sistema de Serviços Auxiliares são: • Escolha das fontes; • Escolha nos níveis de tensão; • Levantamento e classificação das cargas; • Necessidade de fonte de emergência para o subsistema em corrente alternada; • Necessidade de automatização da transferência de fontes. Usualmente para alimentação CA dos painéis utilizam como fonte o terciário de um Autotransformador, passando por um Transformador de Serviço Auxiliar (TSA), a rede da concessionária local ou um Grupo Gerador Motor (GMG). Os subsistemas de corrente contínua, que independem das condições do sistema de potência principal, são mais aplicáveis a circuitos de proteção e controle (SPCS). Tais circuitos requerem, geralmente, fontes de alimentação confiáveis, normalmente constituídas por banco de baterias, associados (em paralelo) a retificadores/carregadores de baterias. Os bancos de baterias suprem as cargas automaticamente, perante a eventual perda da fonte que alimenta os carregadores. A atividade exercida na empresa se dá através do projeto na SE Açu III, no qual é feito um levantamento das Cargas e então dimensionado as fontes que irão compor o sistema de Serviços Auxiliares, realizando memórias de cálculo, diagramas unifilares e diagramas funcionais. 3.3 Projeto Elétrico Utilizando Software Qibuilder O Qibuilder é uma plataforma BIM para desenvolver projetos elétricos, hidrossanitário, preventivo de incêndio, SPDA, gás, cabeamento estruturado e alvenaria estrutural em um único sistema. O Qielétrico é o software para elaboração de projetos de instalações elétricas e prediais, nele é possível efetuar o lançamento automático dos eletrodutos ligando todos os pontos, com circuitos definidos, aos respectivos quadros de distribuição lançados no pavimento. Também possui uma representação geométrica dos elementos, detalhes isométricos, projeto luminotécnico. Gera automaticamente quadro de cargas, diagrama 12 unifilar, multifilar, lista de materiais, memória de cálculo do projeto inteiro ou separada por pavimentos para cada circuito ou quadro de distribuição. O QiSPDA é o software para elaboraçãode projetos de sistemas preventivos de descargas atmosféricas, nele é possível realizar a análise de risco, com base na norma NBR5419:2005, calculando os seus componentes para cada tipo de perda que pode aparecer na estrutura, além de gerar o memorial de cálculo completo; também é possível a verificação visual do dimensionamento efetuado no projeto, o software desachura a área da estrutura que estiver protegida por quaisquer um dos três métodos de proteção (gaiola de Faraday, Franklin e eletro geométrico). O manuseio do software é intuitivo e de fácil adaptação, no próprio site possui suporte e tutoriais para eventuais dúvidas que possam surgir no decorrer do projeto. A biblioteca de dispositivos e acessórios é vasta, podendo até inserir detalhes na própria planta. As atividades exercidas foram o projeto elétrico e SPDA do Canteiro de Obras para execução de Linhas de Transmissão que conectam os estados de São Paulo e Minas Gerais, projeto elétrico do Canteiro de Obras para ampliação da SE Açu III e projeto elétrico da Casa de Comando da SE Padre Paraíso 2. Neste projeto foi possível colocar em pratica os conhecimentos adquiridos no que tange projetos elétricos de baixa tensão, seguindo todos os critérios adotados pelas normas técnicas e as exigências do cliente. Abaixo constam algumas figuras do projeto e layout do software: FIGURA 2: Projeto Elétrico - Canteiro de Obras - Planta 13 Autor: (ProNext, 2021/P.1). A execução das instalações elétricas temporárias e definitivas deve atender ao disposto na NR-10 (Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade). As instalações elétricas temporárias devem ser executadas e mantidas conforme projeto elétrico elaborado por profissional legalmente habilitado. Os serviços em instalações elétricas devem ser realizados por trabalhadores autorizados conforme NR-10 (AGESEG, 2023/P.1). Figura 3: instalações elétricas temporárias Fonte: Autor Próprio 2024 Todo canteiro de obra independentemente de sua dimensão ou finalidade, deve ter um projeto elétrico completo, sendo que todos os requisitos das normas aplicáveis devem fazer parte desse projeto, como sistema de aterramento completo, dimensionamento adequado dos condutores elétricos, proteção contrachoques elétricos e proteção contra sobretensões. Engenheiro Eletricista Hilton Moreno (PORTAL POTENCIA, 2019/P.1) - “Essa regra vale para todos os tipos de instalações, seja canteiro de obra ou uma residência, 14 um edifício comercial ou uma enorme indústria siderúrgica”, ressalta o consultor técnico da COBRECOM. Figura 4: QiBuilder Fonte: (PORTAL POTENCIA, 2019/P.1) O QiBuilder é um software para projetos de instalações prediais em BIM, que permite elaboração de projetos de instalações prediais com recursos que abrangem o ciclo completo do projeto. Pode-se trabalhar de maneira nativamente integrada entre as disciplinas de instalações, utilizar o modelo IFC para interoperabilidade e as notas BCF para comunicação com outras disciplinas. O software oferece recursos como lançamentos automatizados, otimizações e indicações no projeto que contribuem para um fluxo mais eficiente. 15 O QiBuilder faz o dimensionamento das instalações, bem como diversas verificações de projeto, segundo os critérios preconizados pelas normas brasileiras. Tudo isso integrado aos recursos de modelagem e geração de documentações. Com ele você pode efetuar análises dos resultados de forma simultânea com as modificações do projeto, agilizando o processo de cálculo e facilitando as verificações e soluções técnicas. O QiBuilder é adequado para projetistas com diferentes necessidades e pode ser utilizado por projetistas de instalações (ALTO Qi, 2023 P.1) Figura 5: Modelo IFC Fonte: ALTO Qi, 2023 P.1 O programa é bem versátil e oferece recursos automáticos e práticos para tornar o processo mais intuitivo e rápido. Ele também permite integrar mais de um projeto estrutural, o que é ideal para combinar instalações de fiação elétrica e cabeamento estruturado em um mesmo arquivo. 3.4 Diagrama Unifilar a partir de Arranjos de Subestações Dá-se o nome de arranjo de uma subestação ao seu layout, ou seja, as formas de se conectarem entre sí, linhas, transformadores e cargas de uma subestação. 16 Vale salientar que o disjuntor permite abrir ou fechar o circuito com carga, enquanto as chaves seccionadoras somente podem operar sem carga (salvo a exclusivas particularidades). As chaves de aterramento somente podem ser operadas quando a Linha está desenergizada e é utilizada para que se evitem energizações indesejadas do bay, localizado no extremo oposto, como também para eliminação das induções devido à proximidade de linhas ou em função de sobretensões de origem atmosféricas, as quais podem assumir valores perigosos. Os principais arranjos são: • Barra Principal e Transferência • Barra dupla quatro chaves • Disjuntor e Meio A atividade exercida é, com base no Anexo liberado pela ANEEL, é proposto uma ampliação para uma tal SE, a partir disso é elaborado o Diagrama Unifilar correlacionado ao arranjo físico executado pela equipe de eletromecânico da empresa, as informações do diagrama unifilar, assim como a posição das entradas de linha e/ou equipamentos deve estar casada com o arranjo físico. Para cada nível de tensão há um arranjo mais adequado a ser adotado. Figura 6: Diagrama unifilar Fonte: ALTO Qi, 2023 P.1 17 O diagrama unifilar é um esquema elétrico que representa o circuito elétrico de uma subestação por uma única fase, com o objetivo de simplificar a compreensão e representação do sistema. Ele é um dos documentos mais importantes de um projeto elétrico, seja de subestações ou instalações em geral. Para elaborar um diagrama unifilar de uma subestação, é preciso conhecer a simbologia, os tipos de esquema de manobra e a filosofia de operação da subestação https://www.youtube.com/watch?v=bRiIIy1np0k https://www.youtube.com/watch?v=bRiIIy1np0k https://www.youtube.com/watch?v=bRiIIy1np0k 18 4.CONCLUSÃO Enfim, mas uma etapa do estágio concluído onde ficou explicado que ficou evidenciado que a utilização de relés digitais minimiza o espaço usado nas cabanas de relés, pois devido ao uso das lógicas internas cada relé executa diversas funções de proteção o que antes era feito por equipamentos distintos. Além disso, tem-se um ganho na facilidade de ajuste dos mesmos, na coordenação, seletividade e velocidade. A principal contribuição desse trabalho foi o desenvolvimento de uma documentação que trata de um assunto importante e que ainda não tem muitas referências na literatura, podendo este servir para uma introdução ao tema por iniciantes na área de proteção. Sabe se também que os relés digitais em comparação com os demais relés têm inúmeras vantagens e maior confiabilidade, com isso, viabiliza o uso constaste desses tipos de relés, levando a substituição dos relés estáticos e eletromecânicos por relés digitais. Enfim e de suma importância entender que vai ser muito importante obter maior proteção dos sistemas elétricos de potência por dispositivos que proporcionem confiabilidade e rapidez, então, atualmente os relés digitais estão no topo dos aparelhos confiáveis que abrangem diversos tipos de proteções, buscando sempre a qualidade do fornecimento da energia elétrica. 19 REFERÊNCIAS ALVES, Anabela Carvalho et al. Project-Based Learning: implementação no primeiro ano de um curso de Engenharia. UMinho Editora, 2021. MORAES FILHO, Henrique Silva et al. Elaboração de rotinas de cálculo no software SMath studio: dimensionamento de sapatas rígidas e análise comparativa com os resultados processados pelo software AltoQiEberick. 2023. VIEIRA, Matheus Felipe Ziermann; MICHELLON, Ednaldo. EVOLUÇÃO DA ELETRIFICAÇÃO FOTOVOLTAICA RURAL NO ESTADO DO PARANÁ DE 2016 A 2019. Revista Grifos, v. 31, n. 57, p. 01-20, 2022.