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RODA DE CONVERSA: PSICOLOGIA E SAÚDE MENTAL DOS POVOS ORIGINÁRIOS A psicóloga Tallyta trabalha em São Gabriel da Cachoeira (AM), conhecida como a capital dos povos indígenas, com várias etnias e vários idiomas, grande extensão territorial, e mais de 740 comunidades. O trabalho da psicologia nesta região é o encontro da ciência com a ancestralidade, com seus rituais, seus costumes. Ao abordar este assunto, fica evidente a importância da psicologia comunitária, social, com o psicólogo fazendo uso da preposição “com”: construção com o cliente, com o outro. É possível observar a importância da articulação em rede, a descentralização, pois os problemas relatados são o alcoolismo, suicídio, a violência doméstica. O suicídio é provocado pela frustração, pela falta de perspectiva; a violência doméstica é causada pela bebida. Entre os indígenas usa-se o termo bem viver para se falar sobre saúde mental e a esquizofrenia é uma questão espiritual, assim como o CAPS possui uma benzedor. Em primeiro lugar, o psicólogo/a precisa se inserir na cultura, para assim, fazer a intervenção, pensando a psicologia de forma ampliada. Uma forma de se inserir na cultura é mostrar interesse por seus rituais, hábitos e até alimentação saudável, idioma, etc, pois, isto faz a diferença no relacionamento com estes povos. A psicóloga paletrante trouxe uma vivência in loco proporcionando uma roda de conversa enriquecedora.