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Mariana M. Pantarotto T12 
Mariana M. Pantarotto T12 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CF 
CF - Anti-Inflamatórios 
Não Esteroidais (AINES) 
 
Mariana M. Pantarotto T12 
Mariana M. Pantarotto T12 
Mariana M. Pantarotto T12 
Introdução aos Fármacos 
 Anti-inflamatórios 
Os fármacos anti-inflamatórios são amplamente 
utilizados para controlar os sinais clínicos da 
inflamação, principalmente a dor e o edema. É 
importante ressaltar que eles não combatem a 
causa da inflamação, mas sim os seus sintomas. 
Esses medicamentos possuem três ações 
principais: 
> Analgésica: Alívio da dor. 
> Antipirética: Redução da febre. 
> Anti-inflamatória: Redução da inflamação. 
 
O Processo da Inflamação e 
 a Origem da Dor 
Tudo começa com uma lesão tecidual. Essa 
agressão ativa uma enzima chamada Fosfolipase 
A2. 
> Liberação do Ácido Araquidônico: A 
Fosfolipase A2 age sobre os fosfolipídios das 
membranas celulares, liberando uma molécula 
chamada Ácido Araquidônico. 
> Duas Vias Metabólicas: Por ser instável, o 
Ácido Araquidônico é rapidamente 
metabolizado por duas vias enzimáticas 
principais: 
⎯ Via da Ciclooxigenase (COX): Converte 
o Ácido Araquidônico em 
Prostaglandinas. 
⎯ Via da 5-Lipooxigenase (LOX): Converte 
o Ácido Araquidônico em Leucotrienos. 
 
O Papel dos Mediadores 
 Químicos na Dor: 
> Prostaglandinas (PGL): Não causam dor 
diretamente, mas aumentam a sensibilidade 
dos nociceptores (neurônios da dor) a outras 
substâncias que são liberadas no local da 
inflamação, como histamina e bradicinina. 
Esse fenômeno de aumento da sensibilidade à 
dor é chamado de hiperalgesia. 
> Leucotrienos (LT): O Leucotrieno B4 
(LTB4) pode gerar dor diretamente e atrair 
células de defesa (neutrófilos) para o local. 
> Nociceptores: São neurônios especializados 
em detectar estímulos dolorosos. A ação 
combinada das prostaglandinas e outros 
mediadores químicos (autacóides) nos 
nociceptores leva à ativação de vias 
intracelulares (influxo de cálcio, aumento de 
AMPc) que resultam na sensação de dor e 
hiperalgesia. 
 
A Enzima Ciclooxigenase (COX) 
A enzima COX é o principal alvo dos AINEs. 
Existem três tipos conhecidos: COX-1, COX-2 e 
COX-3. 
> COX-1 (Fisiológica): Está presente no corpo 
em condições normais e desempenha funções 
de proteção importantes. 
⎯ Mucosa Gástrica: Produz prostaglandinas 
que estimulam a fabricação de muco 
protetor no estômago. 
⎯ Plaquetas: Participa da coagulação 
sanguínea (agregação plaquetária). 
⎯ Rins: Ajuda a regular as funções renais. 
> COX-2 (Pró-inflamatória): É formada 
principalmente durante o processo 
inflamatório. Sua ativação leva a um aumento 
significativo (até 80 vezes) na produção de 
prostaglandinas, que causam dor e edema. 
> COX-3: Encontra-se em estudo e parece estar 
presente no Sistema Nervoso Central (SNC). 
 
Mecanismo de Ação dos AINEs 
Os AINEs atuam inibindo a enzima 
Ciclooxigenase (COX). Ao bloquear a COX, eles 
impedem a conversão do Ácido Araquidônico em 
Prostaglandinas. Como resultado, a sensibilidade 
dos nociceptores diminui, aliviando a dor e a 
inflamação. 
 
Classificação dos AINEs 
Os AINEs podem ser classificados com base em 
sua seletividade para as enzimas COX-1 e COX-2. 
> Inibidores Não Seletivos (COX-1 e COX-
2) 
⎯ Mecanismo: Bloqueiam tanto a COX-1 
(fisiológica) quanto a COX-2 (inflamatória). 
⎯ Exemplos: Ácido Acetilsalicílico (AAS) , 
Indometacina , Piroxicam, Cetorolaco, 
Cetoprofeno, Tenoxicam, Ibuprofeno e 
Diclofenaco. 
⎯ Efeitos Adversos: Ao inibir a COX-1, 
podem causar efeitos colaterais como 
irritação gástrica (gastrite/úlcera) por 
diminuir a produção do muco protetor , além 
de afetar a coagulação e a função renal. 
> Inibidores Seletivos da COX-2 (Coxibes) 
Mariana M. Pantarotto T12 
Mariana M. Pantarotto T12 
⎯ Mecanismo: Foram desenvolvidos para 
inibir preferencialmente a COX-2, poupando 
a COX-1. A lógica era criar um AINE ideal, 
que combatesse a inflamação (COX-2) sem 
causar os problemas gástricos associados ao 
bloqueio da COX-1. 
⎯ Exemplos: Celecoxibe, Etoricoxibe, 
Rofecoxibe (retirado do mercado), 
Valdecoxibe (retirado do mercado). 
⎯ Indicação: São indicados para pacientes com 
alto risco de sangramento gastrointestinal. 
⎯ Efeitos Adversos Cardiovasculares: 
Estudos revelaram que a inibição seletiva da 
COX-2 está associada a um aumento do 
risco de eventos cardiovasculares, como 
infarto do miocárdio e AVC. Isso ocorre 
porque a COX-2 também tem funções 
fisiológicas, como o controle da pressão 
arterial e da agregação plaquetária. Essa 
descoberta levou à retirada de alguns 
coxibes do mercado, como o Vioxx 
(Rofecoxibe) e o Bextra (Valdecoxibe). 
 
Cuidados e Recomendações no 
Uso de AINEs 
> Regra de Ouro: Utilizar sempre a menor 
dose eficaz pelo menor tempo de duração 
possível. Para processos inflamatórios 
agudos, o uso por cerca de 3 dias costuma ser 
suficiente, acompanhando os picos de dor e 
edema. 
> Coxibes (Celecoxibe, Etoricoxibe): Usar 
em pacientes com risco gastrointestinal, mas 
sem risco cardiovascular. 
> População Pediátrica: A segurança dos 
inibidores seletivos de COX-2 não foi 
estabelecida em pacientes menores de 18 anos. 
O Ibuprofeno é um AINE aprovado para uso 
em crianças. 
> Interações Medicamentosas: 
⎯ Anticoagulantes (Varfarina): A 
associação com AINEs potencializa o efeito 
anticoagulante, aumentando o risco de 
hemorragia. 
⎯ Anti-hipertensivos: AINEs podem 
reduzir a eficácia desses medicamentos, 
causando aumento da pressão arterial. 
Todos os AINEs podem causar retenção de 
sódio e água, o que também eleva a 
pressão, especialmente em idosos. 
> Contraindicações: Inibidores da COX-2 são 
contraindicados para pacientes com histórico 
de infarto, angina, ou alto risco de trombose

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