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Farmacologia Profª Najla Santos Locatelli Esteves ANTIINFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS (AINES) Inflamação A inflamação faz parte da resposta biológica natural do organismo a danos teciduais e estímulos prejudiciais, como invasão por patógenos e injúria celular e tecidual, além de ser uma resposta protetora que envolve células imunes, vasos sanguíneos e mediadores moleculares. • “A inflamação é a capacidade do organismo desencadear uma resposta inflamatória e fundamental a sobrevivência, em vista dos patógenos e lesões ambientais, embora em algumas situações e doenças a resposta inflamatória possa ser exagerada e persistente, sem qualquer benefício aparente.” Goodman & Gilman’s. Propriedades Farmacológicas • Os anti-inflamatórios não esteroides (AINES) constituem uma das classes de fármacos mais difundidas em todo mundo; • São utilizados no tratamento da dor aguda e crônica, decorrentes do processo inflamatório; • Possuem propriedades anti-inflamatória, analgésica e antipirética. • Todos os AINEs atuam inibindo a síntese das PGs as PGs estão presentes em todos os tecidos animais, exercendo várias funções. Quimicamente, são parte de um grupo chamado eicosanóides, derivados do ácido araquidônico (C 20:4), que sofre ciclização por ação da enzima cicloxigenase (COX). As prostaglandinas (assim como os leucotrienos) têm sua síntese desencadeada por estímulos nas membranas celulares, que podem ser de natureza fisiológica, farmacológica ou patológica. Mecanismo de ação Inibição periférica e central da atividade da enzima ciclooxigenase (COX) e subsequente diminuição da biossíntese e liberação dos mediadores da inflamação, dor e febre (prostaglandinas). Mecanismo de Ação Mecanismo de Ação • Os AINES tradicionais inibem as mesmas enzimas de forma reversível, e não seletiva, mas já existem alguns fármacos que acetilam as isoenzimas cinclooxigenases 1 e 2 ( COX-1, COX-2) o que leva à redução da síntese de PGs, com efeitos desejados e indesejados. • As ações anti-inflamatórias, antipirética e analgésica decorrem da inibição sobre a COX-2, enquanto os efeitos indesejáveis são resultantes da inibição da COX- 1. Inibição das ciclooxigenases COX-1 • Possui efeitos na homeostase renal, função plaquetária e proteção gástrica. • Sua inibição pode causar: aumento de risco de sangramentos e aumento de danos do trato gastrointestinal. COX-2 • Apresenta efeito inflamatórios como: febre, dor e inflamação. • Ao ser inibida, pode provocar maiores riscos cardiovasculares e de edema pela retenção de sódio e água. • A inibição seletiva da COX-2 pode resultar em diminuição da quantidade de prostaciclina produzida no endotélio, sem alterar a produção plaquetária de TxA2, causando um desequilíbrio dos prostanoides hemostáticos que pode elevar ao risco de trombose e eventos cardiovasculares COX-3 COX-3 A ciclooxigenase-3 (COX-3), é uma variante da COX-1, expressa no cérebro e coração e apresenta a mesma seqüência de aminoácidos da COX-1, porém com trinta aminoácidos extras, codificado pelo intron-1. • A COX-3 é enzimaticamente ativa na biossíntese de PGs a partir do ácido araquidônico e apresenta 20% da atividade da COX-1. • Atualmente é possível explicar a atividade biológica exercida por determinados fármacos, via inibição da biossíntese de PGs por meio do bloqueio da COX-3 no SNC, tal como o efeito analgésico e antipirético promovido pelo paracetamol. Isoformas da ciclooxigenase COX-1: presente na maioria das células do organismo; cataliza a formação dos eicosanóides que estão envolvidos na manutenção. COX-2: responsável pela inflamação; induzida por gatilhos inflamatórios como hipóxia celular e dano tecidual. COX-3: provável isoforma encontrada no SNC (como o paracetamol não inibe nenhuma das outras isoformas, postulou-se a existência da COX3). AINEs • A maioria dos AINES são ácidos fracos facilmente absorvidos no trato gastrointestinal, com picos de concentração entre 1-4h. • Ligam-se extensivamente às proteínas plasmáticas (95- 99%), geralmente albumina. • Sofrem metabolismo hepático ( CYP3A e CYP2C). • Excreção renal e biliar. • Os AINES são classificados em: • Inibidores não seletivos da COX e • Inibidores seletivos da COX-2. Função dos Aines •Inibem a ação da COX •Reduz processo inflamatório •Antitrombótico •Analgésico •Antipirético •Antineoplásico Classificação • Inibidores não seletivos da COX Classificação • Inibidores não seletivos da COX - Principais efeitos adversos: . . Dispepsia e úlcera péptica Diarreia e hemorragia gastrointestinal Alteração dos testes de função renal e hepática Disfunção e falência renal Aumento do tempo de sangramento Interação com outras drogas Inibição da agregação plaquetária. Classificação Inibidores seletivos da COX-2 Organização Mundial de Saúde (OMS), classifica os AINES seletivos para COX-2 em dois grupos: • O primeiro grupo é chamado, de grupo dos Coxibes, • Refecoxibe e Celecoxibe. • O segundo grupo é formado por AINES utilizados há certo tempo e, após passarem por testes de seletividade, demonstram serem seletivos para isoenzima indutiva COX-2. • Nimesulida e Meloxicam. Classificação • Inibidores seletivos da COX-2 - Derivado da Sulfonanilida: Nimesulida - Derivado FuranonaDiarilsubstituído Rofecoxib - Derivado PirazolDiarilsubstituído Celecoxib - Derivado BipiridínicoDiarilsubstituído Etoricoxib - Derivado IsoxazolDiarilsubstituído Valdecoxib Classificação • Inibidores seletivos da COX-2 - Principais efeitos adversos: Aumento no risco de eventos cardiovasculares trombóticos, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral A inibição da COX-2 na região da mácula densa renal secretora de renina pode causar HAS. Indicações clínicas • Ao inibirem a síntese de PG e tromboxano, os AINEs são úteis em manifestações sintomáticas musculoes-queléticas,em pacientes com artrite reumatóide, polimiosite, lúpus eritematoso sistêmico, esclerose sistêmica progressiva, poliartritenodosa e espondilite anquilosante. • Demonstram eficácia na dismenorreia primária, mastocitose sistêmica, serosites lúpicas (pleurite e pericardite). Indicações clínicas • São também utilizados como adjuvantes no tratamento da gota aguda e em osteoartrose, artroplastia e fibrose cística. • O ácido acetilsalicilico, naproxeno, ibuprofeno e tolmentin são os únicos aprovados pela FDA (Food and Drog Administration) para uso na faixa etária pediátrica. • Os inibidores seletivos da COX-2 são indicados para pacientes que apresentam efeitos adversos comprovadamente relacionados ao uso de AINE não-seletivos, como a intolerância gástrica não controlada pela associação de medicamentos gastroprotetores. Contraindicações Não devem ser empregados em situações em que a reação inflamatória não deva ser inibida, como traumas e infecções. Em dores leves e moderadas também não se recomenda o uso de AINEs. Em idosos, o uso de AINEs deve ser considerado com cautela, visto o aumento do risco de sangramento gastrintestinal e perfurações, manifestações que podem ser fatais. Não são indicados para grávidas, quando muito necessário utilizar o AAS, por ser mais seguro e não possuir efeitos teratogênicos. Afinal qual AINE escolher? • Para se escolher um AINE, considera-se a sua: - Eficácia; - custo-eficiência; - segurança; - fatores pessoais: ingestão juntamente com outros fármacos, doença concomitante e adesão ao tratamento. Inibidores não seletivos da COX Inibição da Síntese de Eicosanóides • A aspirina age como um inibidor irreversível da cicloxigenase se ligando covalentemente. • As demais drogas antiinflamatórias não- esteróidais ligam-se de forma não covalente à enzima. Acido acetilsalicílico• Ácido orgânico simples com pKa de 3. Mecanismos de ação: • O acido acetilsalicílico inibe a COX plaquetária, de modo que o efeito antiplaquetário tem duração de 8 a 10 dias (tempo de sobrevida da plaqueta). • Em outros tecidos, a síntese de nova COX substitui a enzima inativada, de modo que as doses habituais tem uma duração de ação de 6 a 12 horas. • -Efeito anti-inflamatório com dose de 1000mg (inviável) Acido acetilsalicílico Uso clínico • Anti-agregante plaquetário • O acido acetilsalicilico diminui a incidencia de ataques isquemicos transitorios, angina instavel, trombose da arteria coronaria com infarto do miocardio e trombose após enxerto de derivacao da arteria coronaria. • Usado como analgésico e antitérmico, com dosagem de 350 a 600mg a cada 4/6h • Efeito anti-inflamatório com dose de 1000mg (inviável) Acido acetilsalicílico Efeitos colaterais: • Desconforto gástrico (intolerância) e ulceras gástricas e duodenais. • Hepatotoxicidade. • Sangramento GI. • Toxicidade renal raramente ocorrem em doses antitrombóticas. • A ação antiplaquetária do acido acetilsalicílico contraindica seu uso por pacientes com hemofilia. Diclofenaco • O diclofenaco e um derivado do acido fenilacetico que e relativamente não seletivo como inibidor da COX 1/2 sendo superior à indometacina, ibuprofeno e cetoprofeno • Amplo uso por seus efeitos anti-inflamatórios • Indicado para artrite reumatoide, osteoartrite e dores leves a moderadas, como algumas enxaquecas e cefaleias, dismenorreia primária, lombalgia, dor de dente, dor no ombro (tenista), tendinite e bursite • Dose de 100 a 200mg/dia podendo fracionar • Diclofenaco de Potássio (Cataflam) e de Sódio (Voltaren) são idênticos em efeito e posologia (50mg – 3 vezes ao dia ou 75mg – 2 vezes ao dia) • Diferem na farmacocinética (tempo de absorção, pico de concentração plasmática) • Diclofenaco de Potássio: rápida absorção e eliminação em 1-2 horas • Diclofenaco de Sódio: absorção mais lenta e ação mais duradoura Diclofenaco • Efeitos adversos mais comuns: • TGI (20%): sangramentos, ulcerações ou perfuração. • Hepatotoxicidade (15%): aumento de transaminases • Diclofenaco + misoprostol diminui a ulceração GI alta. • Diclofenaco + omeprazol efetivo na prevenção de sangramento recorrente. Naproxeno • Inibição da COX 1/2 • inibição do sistema das cininas e histamina • Altera atividade linfocítica • Diminui atividade pró-inflamatória de citocinas • Inibe agregação neutrofílica • Biodisponibilidade: 95% • Início: 30-60 min • Duração: 12h • Pico: 1 até 24h • Ligação à proteínas: <99% • Metabolização: fígado (via conjugação) Ibuprofeno • O ibuprofeno e um derivado simples do acido fenilpropionico. • Em doses de cerca de 2.400 mg ao dia, equivale a 4 g de acido acetilsalicílico em seu efeito anti-inflamatório. • O ibuprofeno oral e frequentemente prescrito em doses menores (< 2.400 mg/dia), com as quais apresenta eficácia analgésica, mas não anti-inflamatória. • Dose variada: administração comum de 400mg a cada 4 ou 6h - Dose total (fracionada) pode chegar até 800mg • Medicamento administrado em menores doses e menor tempo • Bem tolerado em relação a efeitos adversos (menor índice de efeitos gástricos) • Esta disponível como fármaco de venda livre em baixas doses com vários nomes comerciais. • Pode atravessar a placenta e estar presente no leite materno Cetoprofeno • O cetoprofeno e um derivado do acido propiônico, que inibe tanto a COX (de modo não seletivo) como a lipoxigenase. • A administração concomitante de probenecida eleva os níveis de cetoprofeno e prolonga sua meia-vida plasmática. • A eficiência do cetoprofeno, em doses de 100 a 300 mg/dia, equivale a de outros AINEs. • Os principais efeitos colaterais desse fármaco afetam o trato GI e o sistema nervoso central (SNC). Piroxicam • O piroxicam, um oxicam é um inibidor não seletivo da COX que, em altas concentrações, também inibe a migração dos leucócitos polimorfonucleares, diminui a produção de radicais de oxigênio e inibe a função dos linfócitos. • Sua meia-vida permite a administração de uma única dose ao dia. • O piroxicam pode ser usado para as indicações reumáticas habituais. • Quando administrado em doses acima de 20 mg/dia, verifica-se uma incidência aumentada de ulcera péptica e sangramento – ate 9,5 vezes maior do que com outros AINEs. Dipirona • Com nome comercial de Novalgina, é utilizada como analgésico e antitérmico • Dipirona e Paracetamol são utilizados em substituição à aspirina quando o paciente tem restrições (asma/hipersensibilidade) • Principal indicação: dores leves a moderadas • Efeitos adversos semelhantes ao AAS, como efeitos gástricos, renais e hepáticos • Efeito comum: discrasias sanguíneas (alterações no número de neutrófilos), o que deixa o paciente mais suscetível a infecções • Hipotensão também é comum em altas doses Paracetamol • Derivado do sal acetaminofeno e conhecido como Tylenol, tem atividade analgésica e antipirética com efeito anti-inflamatório quase nulo, ainda que seja inibidor da COX • Não trata condições inflamatórias agudas como artrite; • comum para febre e dor • Dose convencional: 325mg a 1000mg ao dia • Medicamento seguro: uso para gestantes e crianças > 12 anos • Ingestão de 7,5 a 10mg/dia pode gerar hepatotoxicidade Inibidores seletivos da COX-2 • Os inibidores seletivos da COX-2, ou coxibes, foram desenvolvidos na tentativa de inibir a síntese de prostaglandinas pela isoenzima COX-2 induzida em locais de inflamação com o intuito de reduzir os efeitos deletérios gastrintestinais de uma inibição não seletiva; em contrapartida, a inibição exclusiva da COX-2 associou-se a sérios eventos cardiovasculares, por causar um desequilíbrio entre a produção de prostaciclina e tromboxano. • Os inibidores seletivos da COX-2 não apresentam os efeitos cardioprotetores dos AINEs não seletivos tradicionais. • As doses recomendadas de inibidores da COX-2 causam toxicidades renais semelhantes aquelas associadas • a AINEs tradicionais. • Os dados clínicos disponíveis sugerem uma maior incidência de eventos trombóticos cardiovasculares associados aos inibidores da COX-2, como rofecoxibe e valdecoxibe. Celecoxibe • O celecoxibe e um inibidor seletivo da COX-2 – cerca de 10 a 20 vezes mais seletivo para a COX-2 do que para a COX-1. • O celecoxibe esta associado a menos ulceras endoscópicas do que a maioria dos outros AINEs. • Provavelmente por ser uma sulfonamida, pode causar exantemas cutâneos. • O fármaco não afeta a agregação plaquetária nas doses habituais. • Metabolizado pela CYP2C9, assim como a Varfarina podendo causar interação medicamentosa. Meloxicam • O meloxicam e uma enolcarboxamida relacionada com o piroxicam que inibe preferencialmente a COX-2 em comparação com a COX-1, em especial quando administrado na dose terapêutica mais baixa de 7,5 mg/dia. • Esse fármaco não e tão seletivo quanto o celecoxibe e pode ser considerado “preferencialmente” seletivo, mais do que “altamente” seletivo. • O meloxicam esta associado a menos sintomas gastrintestinais clínicos e complicações do que o piroxicam, o diclofenaco e o naproxeno. • O meloxicam inibe a síntese de tromboxano A2, mesmo em doses supra terapêuticas, • O bloqueio do tromboxano A2 não alcança níveis que resultam em diminuição da função plaquetária in vivo. Nimesulida • Comercializado como Nisulid, foi desenvolvida para ter maior seletividade pela COX-2, diminuindo danos gástricos • Efeito analgésico, antitérmico e anti-inflamatório, além de possível “efeito adicional” → atuação direta em citocinas inflamatórias, diminuindo recrutamento de células como neutrófilos • Doses altas ainda têm risco de efeitos gastrointestinais e hepatotoxicidade, mas ainda assim é mais seguro que os demais • Indicação para cefaleia, lombalgia, dores musculares e atividade anti-inflamatória em artrite reumatoide e osteoartriteFarmacocinética AINEs Exercícios 1 – O que é inflamação e quais os sinais cardinais que caracterizam um processo inflamatório? 2 - Qual o mecanismo de ação dos AINEs? 3 - Os inibidores seletivos da COX-2 foram desenvolvidos visando a diminuição dos efeitos gastrointestinais que os AINEs não seletivos apresentavam. Porém, observou-se o desenvolvimento de eventos cardiovasculares graves, como infarto do miocárdio. Por que? 5- Qual a diferença no mecanismo de ação do ácido acetilsalicílico para os demais AINEs não seletivos? E por que este fármaco é capaz de inibir a agregação plaquetária? 6 -Comente as principais propriedades farmacocinéticas dos AINES. Exercícios 1 – O que é inflamação e quais os sinais cardinais que caracterizam um processo inflamatório? A inflamação é uma resposta à infecção ou lesão tecidual que ocorre para erradicar microrganismos ou agentes irritantes e para potenciar a reparação tecidual. O processo inflamatório leva o organismo a produzir cinco sinais clássicos: calor, rubor (vermelhidão), tumor (inchaço, edema), dor e perda da função. 2 - Qual o mecanismo de ação dos AINEs? Tanto os seletivos quanto os não seletivos, o principal mecanismo de ação dos AINEs ocorre através da inibição da COX (1,2 e 3) e consequente redução da conversão do ácido aracdônico ou araquidônico (AA) em prostaglandinas. A aspirina e os demais AINEs inibem a síntese de PG mediante a inativação da COX 1 e2 .A aspirina acetila as isoenzimas (COX-1 e COX-2) covalentemente, inativando-as de forma irreversível e não seletiva. 3 - Os inibidores seletivos da COX-2 foram desenvolvidos visando a diminuição dos efeitos gastrointestinais que os AINEs não seletivos apresentavam. Porém, observou-se o desenvolvimento de eventos cardiovasculares graves, como infarto do miocárdio. Por que? Os inibidores da COX-2, reduzindo a produção de prostaciclina vascular, poderiam afetar o equilíbrio entre TX A2 e prostaciclinas, levando a um aumento de eventos trombóticos e cardiovasculares. Essas alterações da fisiologia da cascata do ácido aracdônico teoricamente explicam um aumento na ocorrência de eventos cardiovasculares associados ao uso de coxibes. 5- Qual a diferença no mecanismo de ação do ácido acetilsalicílico para os demais AINEs não seletivos? E por que este fármaco é capaz de inibir a agregação plaquetária? A aspirina acetila as isoenzimas (COX-1 e COX-2) covalentemente, inativando-as de forma irreversível e não seletiva. O ácido acetilsalicílico inibe a agregação plaquetária bloqueando a síntese do tromboxano A2 nas plaquetas. Seu mecanismo de ação baseia-se na inibição irreversível da ciclooxigenase (COX-1). 6 -Comente as principais propriedades farmacocinéticas dos AINES. São ácidos orgânicos fracos. A maior parte dos medicamentos é bem absorvida por via oral. O metabolismo se dá principalmente, pelo fígado, através das famílias CYP3A ou CYP2C das enzimas P450. Embora, a eliminação final mais importante seja via renal, quase todos os AINE sofrem variações de excreção biliar e reabsorção (circulação êntero - hepática) Slide 1: Farmacologia Slide 2: ANTIINFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS (AINES) Slide 3: Inflamação Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7: Propriedades Farmacológicas Slide 8 Slide 9 Slide 10: Mecanismo de ação Slide 11: Mecanismo de Ação Slide 12 Slide 13: Mecanismo de Ação Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17: Isoformas da ciclooxigenase Slide 18 Slide 19: AINEs Slide 20: Função dos Aines Slide 21: Classificação Slide 22 Slide 23: Classificação Slide 24: Classificação Slide 25: Classificação Slide 26: Classificação Slide 27 Slide 28: Indicações clínicas Slide 29: Indicações clínicas Slide 30: Contraindicações Slide 31: Afinal qual AINE escolher? Slide 32 Slide 33: Inibidores não seletivos da COX Slide 34 Slide 35 Slide 36: Inibição da Síntese de Eicosanóides Slide 37: Acido acetilsalicílico Slide 38: Acido acetilsalicílico Slide 39: Acido acetilsalicílico Slide 40: Diclofenaco Slide 41: Diclofenaco Slide 42: Naproxeno Slide 43: Ibuprofeno Slide 44: Cetoprofeno Slide 45: Piroxicam Slide 46: Dipirona Slide 47: Paracetamol Slide 48: Inibidores seletivos da COX-2 Slide 49 Slide 50: Celecoxibe Slide 51: Meloxicam Slide 52: Nimesulida Slide 53 Slide 54: Exercícios Slide 55: Exercícios Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59