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Diagnóstico Cinéticofuncional e Imaginologia - Membros inferiores e Coluna vertebral IMAGINOLOGIA DO QUADRIL 3 Tipos de imagem 1. Radiografia convencional (RX) 2. Tomografia computadorizada (TC) 3. Ressonância magnética (RM) Fatos importantes sobre o quadril e a coxa Pelve Ossos: ossos do quadril, sacro, cóccix Articulações: sínfise púbica, sacroilíacas, sacrococcígea Fêmur Extremidade proximal, diáfise, extremidade distal Articulação do quadril Articulação em bola-e-soquete formada pelo fêmur e pelo acetábulo da pelve Ligamentos: ligamento anular do quadril, acetabular transverso, iliofemoral, pubofemoral, ísquiofemoral Músculos do quadril Músculos glúteos: glúteo máximo, glúteo médio, glúteo mínimo, tensor da fáscia lata Músculos internos do quadril: músculos ilíaco, psoas maior, psoas menor, obturador externo, obturador interno, gêmeo superior, gêmeo inferior, piriforme, quadrado femoral. Músculos da coxa Músculos anteriores da coxa: sartório, reto femoral, vasto medial, vasto lateral, vasto intermédio Músculos posteriores da coxa: bíceps femoral, semimembranáceo, semitendíneo Músculos mediais da coxa: grácil, pectíneo, adutor longo, adutor curto, adutor magno, obturador externo A incidência anteroposterior (AP) em radiologia refere-se à técnica onde o feixe de raio-X entra no corpo pela parte anterior (frente) e sai pela parte posterior (trás). É um dos principais tipos de incidência radiográfica, frequentemente usado quando o paciente não pode ficar em pé ou quando é necessário visualizar a parte posterior das estruturas anatômicas. A incidência lateral em perna de rã, também conhecida como incidência em perna de sapo, é um posicionamento radiológico utilizado para avaliar o quadril, especialmente em crianças, e pode ser feita tanto em radiografias da bacia quanto do quadril. Nessa posição, as pernas do paciente são flexionadas e abduzidas, lembrando a posição de uma perna de rã. A "incidência lateral da virilha" refere-se à localização da dor ou desconforto na região da virilha, especificamente na área lateral, que é a lateral da virilha, próxima à dobra da perna. Essa dor pode ser causada por diversas razões, como lesões musculares, hérnias inguinais, problemas no quadril ou até mesmo infecções. FRATURA A imagem mostra uma tomografia computadorizada (TC) do quadril, evidenciando uma fratura no colo do fêmur (seta branca). FRATURA - é a quebra ou ruptura de um osso, seja total ou parcial, e pode ocorrer por diversos motivos, como traumas, quedas, acidentes ou condições médicas como a osteoporose. Existem diferentes tipos de fraturas, incluindo as expostas (quando o osso rompe a pele) e as fechadas (quando a pele permanece intacta). O tratamento varia dependendo do tipo e gravidade da fratura, podendo incluir imobilização, cirurgia e fisioterapia. LUXAÇÃO A imagem mostra uma radiografia de quadril com o diagnóstico de luxação do quadril. Na luxação, a cabeça do fêmur perde a sua posição normal dentro do acetábulo (cavidade do quadril). Isso causa desalinhamento articular, visível na radiografia. LUXAÇÃO é uma separação completa dos ossos que formam uma articulação. Na subluxação, os ossos na articulação ficam parcialmente fora de posição. Muitas vezes, uma articulação permanece deslocada até que seja colocada de volta no lugar (reduzida) por um médico, mas às vezes ela volta ao lugar sozinha. ARTROSE A imagem mostra radiografias com o tema Imaginologia do quadril e diagnóstico de artrose de quadril. A artrose - também conhecida como osteoartrose ou osteoartrite, é uma condição degenerativa das articulações que causa o desgaste da cartilagem, levando a dor, rigidez e, em casos graves, limitação dos movimentos. É uma doença comum, especialmente em pessoas mais velhas, e afeta principalmente as articulações que suportam peso, como joelhos, quadris e coluna. https://www.google.com/search?sca_esv=95b76e9f6b9981ce&biw=1366&bih=633&sxsrf=AE3TifNb6m4s28jadfDbUD4Sag4l6cN4QA%3A1755393352303&q=osteoartrose&sa=X&ved=2ahUKEwj75NHp1ZCPAxV3jJUCHZUrPScQxccNegQINxAB&mstk=AUtExfBZQMHlEkz2xQfo97RRCMROGnV21uSsx3Bkr1-dpgmf9yERPAskYJaHrUVcvl6THP8Mfo3CoQUOHGuhEfEpInpjlS79uIrP2yanN5DkqXOdfi8SA1-LFK4BovByLHw_FlrImy6XD82UNQyLMUznh0TAQHeoloBIPYtHLkjxj6whmZSoMjW9QTnl4PdPXvY-3QSRyx0tS6--AD-E1F5HSUgKYhsRFHWx1dOF7Pk-VDhefYDUYqXGABrSoV7ZzM44I_0I0Vjde6ZQvCQylLu-FabhqPYXW0XT4FKzukHsfR-DCQ&csui=3 https://www.google.com/search?sca_esv=95b76e9f6b9981ce&biw=1366&bih=633&sxsrf=AE3TifNb6m4s28jadfDbUD4Sag4l6cN4QA%3A1755393352303&q=osteoartrite&sa=X&ved=2ahUKEwj75NHp1ZCPAxV3jJUCHZUrPScQxccNegQINxAC&mstk=AUtExfBZQMHlEkz2xQfo97RRCMROGnV21uSsx3Bkr1-dpgmf9yERPAskYJaHrUVcvl6THP8Mfo3CoQUOHGuhEfEpInpjlS79uIrP2yanN5DkqXOdfi8SA1-LFK4BovByLHw_FlrImy6XD82UNQyLMUznh0TAQHeoloBIPYtHLkjxj6whmZSoMjW9QTnl4PdPXvY-3QSRyx0tS6--AD-E1F5HSUgKYhsRFHWx1dOF7Pk-VDhefYDUYqXGABrSoV7ZzM44I_0I0Vjde6ZQvCQylLu-FabhqPYXW0XT4FKzukHsfR-DCQ&csui=3 Avaliação A imagem mostra o posicionamento do quadril durante a inspeção postural, relacionando a pelve com a coluna lombar. 🔹 A – Posição neutra • A pelve está equilibrada. • A espinha ilíaca ântero-superior (EIAS) está alinhada verticalmente com a sínfise púbica. • Essa é a posição considerada ideal. 🔹 B – Anteversão pélvica • A pelve roda para frente. • A EIAS fica anterior à sínfise púbica. • Geralmente aumenta a lordose lombar. • Está associada a encurtamento dos flexores do quadril (ex.: iliopsoas) e fraqueza de abdômen/glúteos. 🔹 C – Retroversão pélvica • A pelve roda para trás. • A EIAS fica posterior à sínfise púbica. • Geralmente reduz a lordose lombar (ou até gera retificação). • Está associada a encurtamento dos isquiotibiais e ativação aumentada do reto abdominal. ➢ Anteroversão habitual A anteroversão habitual é a posição mais comum da pelve no corpo humano em postura ereta. Características: • A pelve está levemente rodada para frente. • A espinha ilíaca ântero-superior (EIAS) fica um pouco anterior à sínfise púbica. • É considerada uma variação fisiológica, não patológica. • Mantém a lordose lombar normal, fundamental para absorção de impactos e equilíbrio postural. ➢ Retroversão habitual A retroversão habitual corresponde à posição em que a pelve se encontra levemente rodada para trás de forma contínua, como padrão postural da pessoa. Características: • A espinha ilíaca ântero-superior (EIAS) fica posterior em relação à sínfise púbica. • A lordose lombar tende a ficar reduzida ou retificada. • É considerada uma variante postural, podendo ser fisiológica em alguns indivíduos, mas também associada a desequilíbrios musculares. ➢ EIAS significa Espinha Ilíaca Ântero-Superior. Localização: • É uma proeminência óssea palpável na parte anterior da pelve, na borda do osso ilíaco. • Situa-se na frente do quadril, logo acima da virilha. A imagem mostra a inspeção postural do quadril e tronco, destacando músculos encurtados (tensos) e músculos enfraquecidos (hipoestirados). Impacto dessas alterações: Músculos encurtados (tensos) • Flexores do quadril (ex.: iliopsoas) → aumentam a anteroversão da pelve, favorecendo a hiperlordose lombar. • Flexores do tronco (ex.: reto abdominal) → contribuem para retroversão pélvica, podendo achatar a lordose lombar. Músculos enfraquecidos (hipoestirados) • Extensores do tronco (ex.: eretores da espinha) → dificultam a manutenção da lordose lombar fisiológica. • Extensores do quadril (ex.: glúteo máximo e isquiotibiais) → reduzem a estabilização pélvica, facilitando compensações posturais. A imagem mostra um desequilíbrio muscular postural envolvendo o quadril e o tronco, evidenciando: Encurtados (contraídos – em vermelho) • Músculos flexores do tronco (reto abdominal,principalmente). • Músculos flexores do quadril (iliopsoas, reto femoral). Hipoestirados (enfraquecidos – em bege claro) • Músculos extensores do tronco (eretores da espinha). • Músculos extensores do quadril (glúteo máximo, isquiotibiais). A imagem mostra a palpação do quadril para avaliar simetria pélvica. Estruturas palpadas: • EIAS (Espinha Ilíaca Ântero-Superior) → palpada na parte anterior da pelve. • EIPS (Espinha Ilíaca Póstero-Superior) → palpada na parte posterior da pelve, próxima ao sacro. Objetivo da palpação: • Verificar se as duas EIAS estão alinhadas no mesmo plano horizontal → alterações podem indicar obliquidade pélvica ou dismetria de membros inferiores. • Avaliar o alinhamento das EIPS, importante para detectar rotação pélvica ou desalinhamentos posturais. Importância clínica: • Assimetrias podem estar associadas a escoliose, encurtamento muscular, dismetria dos membros inferiores ou alterações funcionais do quadril. • Faz parte da avaliação postural e ortopédica para diagnóstico e planejamento terapêutico. ➢ Dermátomos localizados no quadril A imagem que você enviou mostra um mapa de dermátomos, que são áreas da pele inervadas por fibras sensoriais de um único nervo espinhal. No caso do quadril, os dermátomos mais importantes localizados nessa região são: • L1 e L2 → parte anterior e lateral do quadril e virilha. • L3 → parte medial da coxa, próxima ao quadril. • S2 → região glútea (posterior do quadril). Ou seja, os dermátomos do quadril abrangem principalmente L1, L2, L3 e S2, dependendo se estamos falando da parte anterior, lateral, medial ou posterior. Goniometria Amplitude de movimento Flexão (0 a 125°) ➢ Paciente: decúbito dorsal (Barriga para cima). ➢ Braço fixo do goniômetro: na linha média axilar do tronco. ➢ Braço móvel do goniômetro: paralelo e sobre a superfície lateral da coxa, em direção ao côndilo lateral do fêmur. • Extensão (0 a 10°) ➢ Paciente: decúbito ventral (Barriga para baixo). ➢ Braço fixo do goniômetro: na linha média axilar do tronco. ➢ Braço móvel do goniômetro: paralelo e sobre a superfície lateral da coxa, em direção ao côndilo lateral do fêmur. • Abdução (0 a 45°) ➢ Paciente: em pé, solicita-se a abdução. (ABRIR) ➢ Braço fixo do goniômetro: linha da EIAS. ➢ Braço móvel do goniômetro: linha média – diáfise do fêmur. • Adução (0 a 15°) ➢ Paciente: em pé, solicita-se a adução (FECHAR) ➢ Braço fixo do goniômetro: linha da EIAS. ➢ Braço móvel do goniômetro: linha média – diáfise do fêmur. • Rotação medial (interna) (0 a 45°) ➢ Paciente: sentado com o joelho e o quadril fletidos a 90° e em posição neutra. ➢ Braço fixo do goniômetro: sobre a linha média da tíbia, deve permanecer perpendicular ao chão. ➢ Braço móvel do goniômetro: ao longo da tuberosidade da tíbia. • Rotação lateral (externa) (0 a 45°) ➢ Paciente: sentado com o joelho e o quadril fletidos a 90° e em posição neutra ➢ Braço fixo do goniômetro: perpendicular à margem anterior da tíbia, paralelo ao solo. ➢ Braço móvel do goniômetro: ao longo da tuberosidade da tíbia. Testes especiais • Teste de Gaenslen ➢ Paciente: em DD. com o MI doloroso apoiado muito próximo da extremidade da maca. ➢ Examinador: flexiona joelho e quadril no lado não doloroso. ➢ Aplica-se uma força para baixo ao MI de baixo (lado doloroso). ➢ Teste positivo para disfunção sacroilíaca: presença de dor. DD: decúbito dorsal - ou seja, deitado de costas com a face para cima. • Teste de Patrick Faber ➢ Paciente: em DD. O MI do lado doloroso é posicionado de modo a formar a figura de um número 4 ➢ Examinador: aplica uma pressão descendente suave no joelho do lado doloroso e na EIAS do lado não doloroso. ➢ Teste positivo para disfunção sacroilíaca: presença de dor. DD: decúbito dorsal - ou seja, deitado de costas com a face para cima. • Teste de Trendelenburg ➢ Paciente: pé na frente do examinador com apoio unipodal. ➢ Examinador: avalia o grau de queda da pelve contralateral assim que o joelho é flexionado. ➢ Teste positivo para fraqueza muscular de glúteo médio: queda assimétrica de um quadril. • Teste de Ely ➢ Paciente: em decúbito ventral. ➢ Examinador: realiza flexão de joelho. ➢ Teste positivo para encurtamento de flexores de quadril: flexão de quadril . • Teste de Gillet ➢ Examinador: palpa as EIPS. ➢ Paciente: em pé é instruído a flexionar quadril e joelho. ➢ Teste positivo para disfunção sacroilíaca: consiste na NÃO movimentação da EIPS. EIPS - Espinha Ilíaca Póstero-Superior • Teste de função muscular do Íliopsoas ➢ Paciente: sentado com o joelho avaliado em flexão ➢ Examinador: realiza resistência na porção distal da coxa e solicita flexão do quadril. 0 Sem contração 1 Contração sem movimento 2 Movimento sem a gravidade ou com ADM incompleta contra a gravidade 3 Movimento contra a gravidade e ADM completa 4 Movimento vencendo resistência moderada e ADM completa 5 Movimento vencendo resistência máxima e ADM completa ➢ O encurtamento do reto femoral pode causar alterações biomecânicas tais como patela alta e/ou lateralizada e anteversão pélvica. ➢ Estas alterações, por sua vez, podem gerar patologias inflamatórias e degenerativas, como tendinopatia patelar, condromalácia patelar e espondiloartrose. 1) Qual testes especial avalia a o encurtamento do reto femoral? ➢ Teste de Ely ➢ Avalia o encurtamento dos músculos flexores de quadril.