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EnsinadorLU/ém ur
D e u s e x i s t e ?
Por q u e
ACONTECEM
COISAS RUINS
COM PESSOAS
B O A S ?
POR QUE JESUS
NORMAN LGEISLER
e RONALD M. BROOKS
Quando nos fizerem perguntas
como estas, devemos responder
com seriedade e conhecimento
sobre cada assunto. Está obra
escrita pelos especialistas em
apologética Nonnan L. Geisler
e Ronald M. Brooks é uma
excelente ferramenta para os
SERIA MAIOR
DO QUE OUTROS
LÍDERES
RELIGIOSOS?
0800 021 7373
que buscam argumentar sobre
questões intelectuais reais,
referente a fé cristã. Os leitores
descobrirão respostas para
acusações clássicas ao
cristianismo e aprenderão
a identificar e responder
ao mau uso da Escritura
pelos não-crentes.
CB®
Da REDAÇÃO
P o r G i l d a J ú l i o
Para re fle tir
Quando buscava inspiração para escrever o editorial desta edição,
me lembrei «desta passagem bíblica: "Por este motivo, te lembro que
despertes o dom de Deus, que existe em ti pela imposição das minhas
mãos. Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza,
e de amor, e de moderação" (2 Tm 1.6-7).
Com certeza, os dons são prim ordiais no ofic io do professor da
Escola Dominical. Para desempenhar bem a chamada de educador,
é necessário muito mais que boa vontade: é preciso ser vocacionado.
Observando tais qualidades, a revista Ensinador disponibilizou neste
trim estre assuntos que farão você refletir e fazer uma autoavaliação
positiva.
Uma sugestão é a entrevista com Adriel Lemos, psicólogo, escritor
e coordenador estadual de jovens e adolescentes da Convenção das
Assembleias de Deus em Santa Catarina e da Assembleia de Deus em
Criciúma. Ele aborda a necessidade da liderança rever as suas estraté
gias para alcançar adolescentes e jovens.
Quando falamos em crescimento da igreja, é preciso atentar para
alguns detalhes que facilitam o acesso ao templo. Como, por exemplo,
a questão dos alunos especiais. Para contar como as ADs estão fazendo
nesse sentido, o repórter Eduardo Araújo fez uma reportagem sobre a
inclusão social nas igrejas.
Nesta edição, você acompanha também a última parte do artigo do
pastor Antonio G ilberto sobre "O preparo e o desempenho do profes
sor da Escola Dominical". E ainda confere tudo sobre as duas últimas
Conferências de Escola Dominical organizadas pela CPAD em 2015.
Um abraço!
E que Deus continue abençoando a sua vida!
Gilda Júlio
gilda.julio@cpad.com.br
Presidente da Convenção Geral
Jose Wellington Bezerra da Costa
Presidente do Conselho Administrativo
José Wellington Costa Júnior
Diretor-executivo
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Ano 17 - n° 66 - abr/mai/jun de 2016
Número avulso: R$ 8,90
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Ensinador Cristão - revista evangélica trimestral,
lançada em novembro de 1999, editada pela
Casa Publicadora das Assembleias de Deus.
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endereçada ao Departamento de Jornalismo.
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publicidade etc.) exclusivamente à CPAD. A
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SUMÁRIO
06
14
18
4 8
Ç A rtigosj;
Uma pedagogia para
a Educação Cristã
Família: um dos
pilares da sociedade
Família: 0 melhor
patrimônio
0 ministério da sala
de aula
Ç Seções
05 Espaço do Leitor
10 ED em Foco
11 Conversa Franca
17 Exemplo de Mestre
22 Reportagem
25 Entrevista do Comentarista
29 Sala de Leitura
30 0 Professor Responde
31 Boas Ideias
44 Aprendendo com 0 mestre
Z+ 6 Em Evidência
SUBSÍDIOS PARA
MARAVILHOSA GRAÇA
0 Evangelho de Jesus Cristo
revelado na carta aos Romanos
Reclamaçao, crítica
e/ou sugestão? Ligue
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os nossos periódicos
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GeraçãoJC • Ensinador Cristão
Divulgue as atividades
do Departamento de
ensino de sua igreja
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SETOR DE ASSINATURAS
ESPAÇO do LEITOR
Departamento de Educação Cristã da CPAD
Expresse sua opinião e esclareça suas dúvidas sobre as Lições Bíblicas do trimestre
escoLadominical(â)cpad.com.br
Fonte Confiável
A revista tem sido
uma ferramenta eficaz na
preparação de obreiros de
nossa igreja, e na formação e
transmissão de conhecimento.
Trata-se de um instrumento
eficaz. Hoje, temos diversas
literaturas que não são confiá
veis, mas a revista Ensinador é
um periódico comentado por
pessoas de nossa denomina
ção, capacitadas e tementes
a Deus. É uma fonte confiável
de pesquisa.
Pastor Gregg Ferreira, Pojuca (BA)
Por e-mail
Visão
Pedagógica
A revista Ensinador Cristão
cumpre o propósito de
apresentar uma visão mais
pedagógica para o professor
de Escola Dominical. Hoje, nós
precisamos de tal subsídio.
O conteúdo da revista ajuda
bastante na tarefa de ensinar
aos seus leitores.
Pastor Paulo André Barbosa,
Guaíba (RS)
Por e-mail
Riqueza
% Fenomenal
Indiscutivelmente, a Ensina
dor Cristão é uma das mais
importantes e indispensáveis
ferramentas para toda a Igreja
que objetiva um crescimento
saudável e equilibrado na
presença de Deus. Desde os
seus aspectos pedagógicos/
didáticos até o conteúdo
de suas informações, tudo é
simplesmente de uma riqueza
fenomenal. Que nós, prin
cipalmente os obreiros do
Senhor, professores e supe-
rintendentes de Escola Bíblica
Dominical, bem como tam
bém todos aqueles que te
nham vocação para o ensino,
possamos continuar utilizando
essa abençoada ferramenta
na obra do Senhor. Parabéns à
CPAD por sempre se preocu
par em proporcionar material
de excelente qualidade!
Ev. Heleno Francisco
Por e-mail
Recomendação
Sou assinante da re
vista Esinador e considero-a o
melhor periódico para os que
lidam com ensino regular na
igreja, incluindo a Escola Do
minical. Sempre recomendo-a.
Palavra de quem milita com
ensino na igreja há décadas
e é professor de Teologia em
dois seminários.
Pastor Cézar Vieira
Por whats App
Valioso
Meu nome é Marta
Ribeiro Figueiredo, sou mem
bro da Igreja Cristã Evangélica
na Pavuna (RJ). Atualmente,
pela misericórdia do Senhor,
auxilio na secretaria da ED,
mais já fui tesoureira na ED.
Acho a revista Ensinador um
instrumento valioso, tanto para
ED quanto para a vida pessoal,
com ensinamentos para a vida
e a fé cristãs, e testemunhos
enriquecedores. Os assuntos
pro ela abordados são sempre
atuais e importantes. Ela é
também uma excelente fonte
de pesquisa. Parabéns a toda
equipe do Setor de Jornalismo
e à CPAD!
Marta Ribeiro Figueiredo (RJ)
Por email
Bênção
A revista é umabênção! Ela é uma ferramenta
necessária para os mestres
ligados à Escola Dominical e
Escolas Teológicas. Seu currí
culo enriquece o aprendizado.
Pr Júlio César Simões, Cruzeiro (SP)
Por e-mail
Lições Bíblicas
Anteriormente, era
apenas uma revista para a
classe de jovens e adultos
para o estudo da Palavra de
Deus aos domingos. Apesar
de abordar sempre bons
assuntos, havia um desinte
resse da classe de jovens pela
revista. Ano passado, porém, o
coordenador nos apresentou a
nova revista destinada para os
jovens. Com assuntos atuais,
exemplificados à luz da Bíblia, a
nova revista ficou muito atrativa
para os jovens, incentivando-
-os a pesquisarem e estudarem
mais sobre os assuntos aborda
dos para poderem discutir na
hora da aula. Um exemplo foi a
lição "As epidemias globais",
onde os alunos interessaram-
-se bastante, havendo discus
sões, exemplos, comentários
de alunos que nunca falavam
durante a aula. A busca pelo
conhecimento e sabedoria
vindas de Deus está tão grande
que a turma que no inicio do
ano era composta de 9 alunos
passou para 22 alunos em um
trimestre e sempre temos visi
tantes. Glórias a Deus pela vida
de nossos comentaristas das
Lições Bíblicas dos Jovens e à
CPAD, pois estão sendo usados
para aguçar a busca pela pura e
verdadeira Palavra de Deus.
Rute Rocha Carvalho, professora,
AD Missões, Genipaúba (PA)
COM UNIQUE-SE COM A
ENSINADOR CRISTÃO
Por carta: Av. Brasil, 34.401 - Bangu
21852-002 - Rio de Janeiro/RJ
Por fax: 21 2406-7370
Por email: ensinadorgicpad.com.br
Sua opinião é
importante para nós!
Devido às lim itações de espaço, as
cartas serão selecionadas e transcritas
na íntegra ou em trechos considerados
mais significativos. Serão publicadas
as c o rre s p o n d ê n cia s a ss in a d a s e
qu e con ten h am nom e e en d ereço
com pletos e legíveis. No caso de uso
de fax ou e-mail, só serão publicadas
as cartas que informarem também a
cidade e 0 Estado onde o Leitor reside.
ARTIGO de CAPA
Uma Pedagogia para a
Educação Cristã
Noções básicas para o exercício
da Ciência da Educação
A pedagogia e uma <-ic. iua — - -
de teorizar/pensar sobre a prática da educação. Isso porque,
como é sabido, qualquer civilização, sociedade grupo ou
pequena comunidade, a fim de garantir sua sobrevivência
hií
êx
Dr
A pedagogia é uma ciência que nasceu da necessidade
a e , d u m UC y a ia .H M --------------
histórica e cultural, necessita de um sistema que ten ai e cuiturai, ^ ------
transmissão dos seus saberes h istoricam ente
;ialmente tal processo de perpetuação
êxito na
oroduzidos. Se inicia....-------—-
dos costumes de cada povo se deu de forma praticamente
espontânea, aos gregos, como informa Werner Jaeger,
esse raciocínio não se aplica, pois ainda muito cedo - e e
exatamente disso que decorre a sua im portanca universal
_ " a ideia de educação representava para [este povoj o
sentido de todo o esforço humano". Em outras palavras,
I os gregos foram os primeiros a idealizarem a formaçao
í de um elevado tip o de Homem" 1 A
chamavam deCom essa nova concepção, a que eles
transmissão da tota-paideia, os gregos revolucionaram a transmissão da to ta
lidade de seus costumes e também suas formas de vida,
transformando a educação espontânea em uma ação cons
ciente que consiste na aquisição da cultura, que, para eles
e um alto conceito de valor, um ideal consciente".2 Assim
a aquisição da cultura foi transformada no "ato de educar""
isto e, passou a ser intencional com vistas à formação de
um tipo ideal de ser humano. Como disserta Jaeger "no
problema fundamental da divisão da História", é preciso
fazer uma "distinção primacial entre o mundo pré-helênico
e o que se inicia com os Gregos, o qual estabelece pela
primeira vez de modo consciente um ideal de cultura como
principio fo rm ativo".3 Essa ruptura marca uma valorização
da individualidade do ser humano nunca antes vista no
mundo antigo. Na realidade, a "importância dos Gregos
como educadores deriva da sua nova concepção do lugar
do indivíduo na sociedade".4
Mais ainda deve ser dito a respeito dos gregos antes de
se particularizar o tema que está sendo analisado. A edu
cação grega tendo em vista a formação, ou configuração,
de um tipo ideal de ser humano, o "Homem vivo" 5 se dava
através da aquisição da cultura helénica, isto é, aíravés de
todas as esferas da vida - pensamento, linguagem, ação
e todas as formas de arte".‘ E essa forma de educação no
mundo antigo, um "processo de construção consciente"
significa que "a essência da educação consiste na modela
gem dos indivíduos pela norma da comunidade", ou seja
este ideal de Homem, segundo o qual se devia formar
o indivíduo, nao e um esquema vazio, independente do
espaço e do tpm nn” i
Vista como formação integral, a "educação grega nao e
uma soma de técnicas e organizações privadas orientadas
para a formação de uma individualidade perfeita e inde
pendente", pois, como informa Jaeger em continuidade,
tal "só aconteceu na época helenística, quando o Estado
qrego já havia desaparecido - época da qual deriva em
linha reta a pedagogia moderna".8 Quando o Estado grego
dissolveu-se de sua forma inicial e as oligarquias passaram
a pensar os seus indivíduos valorizando a individualidade
acima do Estado, os gregos então tiveram de desenvolver
a pedagogia — a ciência da educação. A delinnitaçao dos
saberes tornou-se uma obrigatoriedade. O ideal de um
tip o de pessoa continuou, mas agora já nao era mais o
mesmo da paideia. E, se aos ouvidos modernos parece ter
a pedagogia elitizado a educação grega, e preciso deixar
claro que mesmo a paideia só era possível à aristocracia, e
não ao povo de um modo geral. ® ^ * * ^ ^ ^ * * ™ .
Desde então, a pedagogia discute o direito de alguém
educar outrem, ou seja, busca fundamentos para o seu
exercício, procura a melhor forma de gerir o processo de
educar através do planejamento e da gestão, pensa em como
o ser humano adquire conhecimento, isto e, quer conhecer
melhor a epistemologia e, finalmente, persegue, através do
estudo da didática, melhores formas de ensinar visando,
acima de tudo, a aprendizagem por parte dos educandos.
A fim de se pensar em uma pedagogia para a Educaçao
Cristã, é preciso, ainda que ligeiramente, conhecer esses
quatro campos da ciência da educação.
Fundamentos
Os fundamentos de uma determinada ciência sao a justi
ficativa para a sua prática e/ou exercício. Nicola Abbagnano,
diz que, nesta perspectiva, fundamento tem o significado
de "Causa, no sentido de razão de ser". Na realidade, para
esse autor, esta "é uma das significações principais do termo
'causa', graças à qual contém a explicação e justificação
racional da coisa da qual é causa"9 Assim, qualquer pe
dagogia, possui fundamentos que orientam sua forma de
enxergar a realidade e, consequentemente, o fenomeno
educativo, dando origem a uma filosofia da educaçao que
orientará sua ação docente, isto é, gerará, por sua vez, uma
política educacional. Se esses fundamentos sao corretos,
justos, coerentes, libertadores etc., é uma analise que cada
educador precisa fazer no momento de optar por educar
naquela perspectiva pedagógica. ■*
r
César Moisés
Carvalho é pastor,
pedagogo, professor
universitário, pós-
graduado em teologia
pela PUC-Rio e chefe
do Setor de Educação
Cristã da CPAD.
Planejamento e Gestão
Decorrente da política educacional de determ inada
pedagogia, é etapa imprescindível do processo educativo.
Planejar e gerir, fugindo do espontaneísmo e do improviso,
garante a aprendizagem do educando, que é o objetivo pri-
* 3
maz do processo educativo. Todavia, deve-se atentar para o
tato de que a burocracia, em si, não é sinal de organização
podendo murtas vezes servirapenas para escamotear uma
situaçao de tolhimento da liberdade de pensar. É preciso
na o Perder de vista a verdade de que todas as ações devem
visar a aprendizagem do educando, sempre respeitando a
sua condição de sujeito. Um planejamento e uma gestão
que respeitem esse aspecto e persiga o objetivo maior do
processo educativo, deve, obrigatoriamente, ter educadores
que também se saibam sujeitos do processo educativo
r
, Assunto dos mais delicados em educação, a pergunta
basica que a epistemologia procura responder é: como o
i S®r humano aprende? Em uma pedagogia que valoriza o
educando e nao apenas visa transformá-lo em um "depó
sito de informações", é preciso responder a essa questão
acrescentando o seguinte: como o ser humano aprende
sem prejuízo de sua subjetividade? Em outras palavras, é
preciso respeitar o aluno como detentor de vontade como
sujeito de sua própria história, e não transformá-lo em um
^ objeto manipulável que pode ser moldado ao nosso próprio
■ mod°- Quando se reflete seriamente acerca desse assunto
vemos que a redução do fenômeno educativo a uma única
abordagem e, consequentemente, teoria do conhecimen-
o, seja ela tradicionalista, comportamentalista, humanista
cognitivista ou interacionista, é um equívoco.
Didática
ncompreendida por muitos e alvo de constantes inovações
escabidas, a didática, ou, como dizia Comenius, a "arte de
ensinar , constitui o momento decisivo da aula para edu
cadores e educandos. E importante apenas pontuar que as
atividades, com finalidades didáticas, devem ser coerentes
com os fundamentos e/ou concepção filosófica da educação
que fundamenta aquela determinada pedagogia. Assim de
nada vale uma concepção progressista de educação, sem
uma didatica que valorize, na prática, essa fundamentação.
Implicações "conclusivas'
Essa e uma pequena demonstração do caminho que os
e ucadores cristãos devem tomar se quiserem ver o seu
trabalho rendendo frutos. Se o objetivo é ensinar as pessoas
com vistas a plena realização humana (Gn 1 26 27- Ef 1 10
14; Tg 3.9), visando tornar-nos - educadores e educandos
semelhantes a Cristo (Ef 4.13), precisamos de uma peda
gogia que oriente o nosso quefazer docente, para que não
nos achemos como meros replicadores religiosos. Eis uma
tarefa urgente para a sobrevivência de todos os programas
desenvolvidos sob a rubrica de Educação Cristã. 0
NOTAS
'JAEGER, W. Paidéia. A Formação
do Homem Grego. 4. ed. São Paulo:
Martins Fontes, 2001, p.7.
2 Ibid., p.8.
3 Ibidem.
4 Ibid., p.9.
5 Ibid., p.13.
6 Ibid., p.11.
7 Ibid., p.15.
8 Ibid., p.16.A
9 ABBAGNANO, N. Dicionário de
Filosofia. 4. ed. São Paulo: Martins
Fontes, 2000, p.474.
10 COMENIUS. Didática magna. 2.
ed. São Paulo: Martins Fontes, p.13.
r E N S IN A D O R . n ) CRISTAO y J
P P
D a R e d a ç a o
Exposição aborda origem
da Escola Dom inical
Bíblias e uma revista de 1966 comentada por Eurico
Bergstém foram destaque no evento
Com o objetivo de esclarecer
a origem da Escola Dominical e
a sua vital importância na vida
do cristão, a diretoria do curso'
Teológico Origem da Assembleia
de Deus em Guaraciaba do Norte
Exposição organizada pelo curso de teologia
atrai atenção de um público ávido em apren
der mais sobre a origem da Escola Dominical
(CE) organizou uma exposição
histórica e literária sobre a Escola
Dominical. A atividade fez parte da
grade curricular do sexto módulo
do curso teológico.
Segundo o coordenador Carlos
Alberto Araújo, o curso foi implan
tado em 2014 e contam com 73
alunos matriculados, sendo que
cerca de 60% dos m ódulos já
foram estudados. "Achamos por
bem, na ocasião da conclusão do
9o M ódulo,"Educação Cristã",
promover uma exposição histó
rica e literária da Escola Bíblica
Dominical, tendo a Bíblia um lugar
de destaque assim como a revista
Lições Bíblicas de1966, a mais an
tiga que encontramos, (A Lição de
1966 tem como diretor-responsável
Emílio Conde e comentaristas
Eurico Bergstém e José Menezes)
em meio a um acervo de Lições
Bíblicas de diversas décadas e de
todas as faixas etárias.Expondo
a parte histórica da EBD, foi ela
borado uma linha cronológica,
que teve como ponto de partida
a data de 1780, com Robert Rai-
kes, culminando nos dias atuais",
esclareceu coordenador", explica
o coordenador.
Ele disse que a primeira for
matura foi no inicio do primeiro
semestre e alguns dos alunos já
trabalham com a educação cristã
da igreja. Carlos Alberto contou
que é a primeira vez que organi
zam um trabalho desta natureza e
durante 15 dias não só os alunos
do curso de teologia, mas toda
a igreja pode visitar e aprender
mais sobre a Escola Dominical,
através da exposição.
O evangelista relatou ainda
que para enriquecer a exposição,
foram utilizados recursos audiovi
suais e fotografias. "As fotos do
presidente da CGADB, pastor
José Wellington Bezerra da Cos
ta, os Consultores doutrinários,os
principais Comentaristas das
Lições Bíblicas da CPAD,e as
ministrações das aulas da EBD
em 11 congregações do nosso
campo eclesiástico, foram colo
cadas em destaque. Mas as 11
salas da Escola Bíblica Dominical
pastor Emiliano Ferreira da Costa,
localizado na sede de nossa igre
ja, também foram destacadas",
conclui Carlos Alberto.
O líder da igreja, pastor João
da Costa Melo enfatizou o valor
do ensino bíblico-Teológico. "Esse
primeiro momento serviu para
vermos e valorizarmos o trabalho
realizado pela equipe da EBD,
reconhecendo o m érito deste
trabalho para a direção do curso
Teológico Origem da ADTC que
desenvolveu a Exposição para
também homenagear os professo
res que voluntariamente lecionam
a Palavra de Deus, realizando a
obra com zelo e alegria, abenço
ando vidas através do ensino da
Bíblia Sagrada", finalizou líder. &
CONVERSA
Franca
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Escritor e psicólogo, Adriel Lemos, com 29 anos, já soma uma
considerável bagagem em atividades com adolescentes e jovens.
Há mais de 10 anos ele atua como líder juvenil e atualmente é se
cretário geral e coordenador de jovens na Assembleia de Deus em
Criciúma (SC), além de vice-coordenador estadual de adolescentes
da Convenção das Assembleias de Deus em Santa Catarina. Nestas
funções, ele agrega mais de dois mil jovens sob a sua responsabili
dade. Embasado em estudos e situações práticas, Adriel explica a
necessidade das convenções estaduais ligadas à Convenção Geral
das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB) rever suas estratégias
para alcançar adolescentes e jovens. Segundo o psicólogo, é pre
ciso que elas institucionalizem as ações para que os departamentos
tenham força e respaldo de seus pastores.
.. * ^ 0 senhor nasceu em lar evangélico?
Sim, porém me desviei na adolescência e depois fui resgatado
novamente pela misericórdia de Deus. Firmei meus passos na fé
aos 16 anos.
Adriel Lemos é
líder de jovens da
Assembleia de Deus em
Criciúma (SC) e vice-
coordenador estaduaL
de adolescentes
da Convenção das
Assembleias de Deus em
Santa Catarina.
p Como o senhor avalia a
atual forma de trabalho com
jovens e adolescentes dentro
de nossas igrejas?
A Assembleia de Deus realiza
um excelente trabalho com jovens
e adolescentes, e a prova disso são
os magníficos projetos de ED, con
gressos e reuniões de avivamento
prom ovidos. Porém, como psicó
logo e obreiro, vejo tam bém que
poderíamos fazer algo ainda melhor.
Poderíamos desenvolver estratégias
e m e todolog ias d ife ren tes, sem
perder a essência do cristianismo
puro e simples pregado por Cristo.
P Como seria essa organiza
ção de trabalhos com ações
específicas para adolescentes
e para jovens.
São inúmeras as ações que po
dem ser feitas, e uso como exemplo
meu Estado, Santa Catarina. Aqui na
CIADESCP, temos um departamento
convencional de adolescentes e outro
de jovens. São diretorias distintas,
que pensam diferente, com eventos
e estratégias diferentes. Dessa forma,
conseguimos criar ações específi
cas para adolescentes e jovens. É
preciso que as convenções ligadas
à CGADB revejam suas estratégias
de alcance a adolescentes e jovens e
institucionalizem as ações para que
os departamentos tenham força e
respaldo de seus pastores.
P Pode haver comprometi
mento no resultado de ativida
Estamoe perdendo muitos
adolescentes para o mundo
e até mesmo para outros
ministérios por falta de
atividades cjue envolvam o
adolescente em todas as
suas necessidades
des feitas com os adolescentes
e os jovens juntos?
Sou radical nessa posição e de
fendo a separação das atividades.
São vários os fatores que uso como
base para isso: o "tim e" de apren
dizado muda do adolescente para
o jovem ; as estratégias, a m e to
dologia, as ilustrações do sermão
são diferentes. Os adolescentes e
jovens possuem universos culturais
diferentes, maturidades diferentes;
e o entendimento dessas mudanças
é fundamental para o resultado do
ensino de Cristo. Por exemplo, se
fizermos um seminário sobre rela
cionam ento e sexualidade, como
poderia eu pensar que falar a um
púb lico de 12 ou 13 anos seria o
mesmo que falar a um público de 20
a 25. São universos completamente
diferentes e precisam ser respeitados.
Quais as características
principais da adolescência?
E da fase jovem?
Eu precisaria de um livro para
responder a essa pergunta, mas de
forma ampla e genérica, a adolescên
cia é um período de transição biop-
sicossocial do ser humano, enquanto
que a fase jovem é a consolidação
dessa transformação. Esse período
de transição é bastante complexo e
precisa ser assistido, com carinho, por
pais, professores, líderes e pastores.
Caso contrário, adolescentes e jovens
podem buscar referências em outras
"tribos", culturas e credos, que lhe
farão sair dos caminhos do Senhor.
Ü É comum os adolescentes
serem tratados de “aborrecen-
tes”. 0 que pode ser feito para
mudar esse conceito?
Mudar conceito sempre é algo
bem desafiador e difícil, mas no meu
ponto de vista, a igreja precisa enfati
zar o desenvolvimento de seminários,
capacitações, workshops e tantos ou
tros modelos que priorizem o ensino
da Palavra aos líderes, aos professores,
aos adolescentes e também aos pais.
Somente com uma igreja instruída é
que vamos conseguir mudar essa triste
realidade que vivemos hoje, em que
muitos professores não exploram as
qualidades de um adolescente por
não entender que por trás de toda
essa capa de rebeldia está um ado
lescente carente, necessitando de
afeto e atenção. Quando o professor
entende a fase da adolescência,
ele tem a capacidade de extrair do
adolescente trabalho, dedicação
e devoção para a Obra do Senhor.
Que conselhos práticos o
senhor daria aos professores e
líderes de adolescentes e aos
de jovens?
O conselho primordial é centrar
seu ministério na cruz de Cristo, em
uma vida de oração e leitura bíb li
ca. Esse é o princípio de qualquer
ministério bem-sucedido. Defendo
a bandeira do conhecimento como
agente transformador de qualquer
trabalho. Todo professor de ado
lescente e jovem precisa estar "an-
tenado" no universo juvenil, estar
conectado, conhecer o público alvo
que irá trabalhar. Como o professor
espera desenvolver um trabalho de
excelência se não conhece as d ife
renças geracionais que há dentro da
igreja? Se não conhece o universo
digital que os juvenis estão inseridos?
Não há qualquer possibilidade de
sucesso ministerial com juvenis sem
que haja preparação e conhecimento.
Quais seriam as principais
responsabilidades extraclasse de
um professor de adolescentes?
O professor possui um papel
fundamental na formação teológica,
cultural e no desenvolvimento espi
ritual dos adolescentes. O professor
que apenas se encarregar de suas
atividades em classe estará fadado
a um ministério ordinário e comum,
que logo não será mais aceito pelo
grupo de adolescentes, pois hoje,
com o avanço te cn o ló g ico , se a
liderança não desenvolver atividade
extraclasse, será mais prazeroso ao
adolescente ficar em casa conectado
na internet a estar na igreja. É evi
dente que estamos perdendo muitos
adolescentes para o mundo, drogas,
prostituição e até mesmo para outros
ministérios por falta de atividades
que envolvam o adolescente em
todas as suas necessidades.
, p Como um líder ou profes
sor deve agir ao identificar
que um adolescente está em
situação de risco?
É im portan te que o líder seja
próximo o suficiente do adolescente
para identificar uma possível situação
de risco. De forma geral, todo adoles
cente que estiver sofrendo qualquer
tipo de violência, seja ela física, psi
cológica ou sexual, vai demonstrar
através de seu comportamento que
alguma coisa está errada. Em casos
de agressão física, os sinais são mais
evidentes e o líder perceberá com
maior facilidade. Porém, em casos
de agressão psicológica ou sexual,
os sinais são mais imperceptíveis
e exigem maior cautela para sua
devida avaliação. Fique atento à
conduta sedutora excessiva, aversão
ao contato físico, comportamento
incompatível com a idade (regres
sões), auto-flagelação, culpabiliza-
ção, introversão excessiva e outros
comportamentos inadequados ou
antissociais. Nunca tome qualquer
atitude sem consultar alguém que
possa ajudá-lo, como seu pastor,
ou uma educadora na igreja, um
psicólogo, médico, assistente social,
pois são pessoas que saberão com
maior clareza entender os sinais que
o adolescente está oferecendo.
? 0 que deve ser feito para
alcançar e envolver adolescen
tes que vão à igreja porque são
obrigados pelos pais?
Esses são os mais d ifíce is de
traba lhar, pois para eles é mais
prazeroso fica r em casa do que
estar na EBD. O líder e professor
de adolescentes precisa ser alguém
"antenado" às tecnologias utilizadas
pelos adolescentes. E preciso que
o líder explore as redes sociais, as
ferramentas disponíveis na internet
e, acima disso, envolva o adoles
cente no processo de ensino da
Os adolescentes
e jovens possuem
universos culturais
diferentes,
maturidades
diferentes; e o
entendimento
dessas mudanças é
fundamental para o
resultado do ensino
de Cristo
EBD e nos grupos. Adolescentes
vivem um momento de onipotência
e o professor precisa explorar isso
transferindo responsabilidade para
ele. Deixe que ele faça parte do
processo. Deixe que ele ajude você
nas decisões, nas escolhas. Envolva
os adolescentes nas diretorias e veja
o quanto um adolescente motivado
pode transformar o seu trabalho. Esse
é o ponto de partida para adoles
centes desmotivados ou obrigados a
estarem na EBD: que eles façam parte
do processo e não apenas sintam-se
como simplesmente mais um.
Quais são os lim ites do
envolvimento emocional entre
o líder e o liderado?
É preciso que seja saudável, pois
o liderado não pode confundir au
toridade com amizada. No caso do
adolescente, esse limite precisa ser
respeitado para que o líder ou pro
fessor não caia no descrédito com
seus adolescentes devido à falta de
autoridade, e tão pouco seja taxado
de ditador sem coração. O líder não
pode ser mais um pai na vida do ado
lescente e também não pode ser igual
ao amigo da escola. Ele precisa ser
companheiro, confidente,porém ao
mesmo tempo deve ter a autoridade
para que haja respeito e consideração
por parte do adolescente.
P o r R e y n a l d o O d i l o M a r t i n s S o a r e s
FAMÍLIA: Um dos P
Quando Deus observou a vida do homem na
Terra, viu que não era bom que ele estivesse só
e, por isso, instituiu a família (Lição 1), a qual foi
a resposta para o drama de Adão. Nos primeiros
tempos de "lua de mel", no Paraíso, Adão viveu
o seu "sonho dourado", mas, ao que tudo indica,
isso não demorou muito, e o primeiro casal caiu
desgraçada mente.
Com a Queda, muitas circunstâncias mudaram.
O casal foi expulso do Éden e passou a experi
mentar as durezas da vida. Seus filhos, quando
cresceram, foram trabalhar "no pesado". Certo
dia, a inveja invadiu o coração do prim ogênito
(Lição 2) e ele matou o caçula. Grande tragédia.
Os descendentes de Caim, espelhando sua
conduta, criaram um padrão de vida distante
W mMf fít*■ V V f $5*
da presença do Eterno (Gn 4.23). A partir daí,
surgiram diferentes mudanças sociais na família
- poligamia, poliandria, dentre outros "arranjos"
familiares - em desacordo com o que o Senhor
estabeleceu no princípio (Lição 3).
O Todo-Poderoso sempre se interessou pelo
bem-estar das pessoas, por isso,ao longo da Bíblia,
observa-se o Senhor ajudando Seus servos (Adão,
Isaque e Jacó, por exemplo), a se prepararem para
construir um novo núcleo familiar(Lição 4). Esse
desejo de Deus permanece até hoje. Os Jovens
que servem ao Senhor, por tal razão, têm esse
excelente diferencial em suas vidas.
Entretanto, quando o Criador estabeleceu seu
padrão para a família, determinou ao homem que,
antes de formar um novo lar, deixasse pai e mãe
jV ^ „
ilares da Sociedade
(Lição 5). O Altíssimo estava criando um fenômeno
que posteriormente na filosofia se chamaria de
"ind iv iduação":o indivíduo se isola, dentro da
espécie, para gerar suas próprias características.
Obedecer a essa ordem é fundamental para que
se concretizem a liderança do esposo (Lição 6),
bem como a honrosa função de adjutora da es
posa (Lição 7), aspectos que serão decisivos para
que a família pegue a estrada para a felicidade.
O Senhor pensou em tudo isso, no afã dos seres
humanos viverem em unidade e com comunhão
com Deus.
Para a unidade familiar existir se faz necessário
que todos olhem na mesma direção. Isso só será
obtido através de uma comunicação eficaz (Lição
8). Pais e filhos que se entendem e se amam: esse
sempre foi o projeto do Criador. Entretanto os seres
humanos, frequentemente, provocam conflitos
familiares (Lição 9), envolvendo as pessoas mais
amadas. Por causa da frequência desses proble
mas, às vezes, a divisão se instala definitivamente
em famílias que servem a Deus (Lição 10). Uma
triste realidade que alcançou a família de Isaque,
mas que não significou a derrota total. No fim da
vida, houve a reconciliação familiar e todos foram
grandemente abençoados; afinal, tratava-sede
uma família segundo o coração de Deus (Lição 11).
Ser uma família segundo o coração de Deus
não significa, assim, a inexistência de conflitos,
frustrações e imperfeições. A família de Jesus
(Lição 12) fo i um exem plo disso, pois soube
vencer as dificuldades, tornando-se um modelo
WÜRk
para as famílias do Século XXI (Lição 13),
as quais vivem em meio a um caos sem
precedentes, como consequência da
cosmovisão pós-modernista, através da
qual é ensinado o relativismo moral, o
pluralismo cultural e o questionamento
da fé, dentre outras teses nocivas.
Prova desse descalabro pode ser en
contrada naguerra ideológica em curso,
com o apoio de Organismos Internacio
nais, a qual tem como objetivo primacial
que a união entre pessoas do mesmo
sexo seja reconhecida como família.
Isso, entretanto, apresenta-se como
uma tragédia social, bem como um aten
tado aos postulados bíblicos, pois a ideia
de casamento sempre se sustentou, des
de o início, em quatro pilastras: espécie
(deve acontecer entre seres humanos),
gênero (masculino e feminino),número
("dois": um espécime de cada gênero) e
fidelidade (casamento indissolúvel). Dessa
maneira ficou estabelecido por Deus o
paradigma monogâmico heterossexual
para a formação inicial da família.
A legislação brasileira hoje avalia o
casamento como um mero contrato,
o qual, a qua lquer m om ento e sem
nenhuma causa, pode ser desfeito, des
considerando, desta maneira, a coluna
da "fidelidade".
Com o reconhecimento das "uniões
homoafetivas" como família, aconte
ceu o desprezo ao segundo baluarte:
"g ê n e ro ". D estarte ,poderá exis tir o
entendimento que não há mais razão
para manter o casamento apenas entre
duas pessoas, pois o p ilar "núm ero"
é consequência lógica do "gênero".
Talvez, por tal razão, já estão sendo re
conhecidos, no Brasil, os denominados
"casamentos poliafetivos".1
Resta apenas, ao casamento, o pilar
"espécie". C ontudo será respeitado
por quanto tempo? Qual a justificativa
para valorizar tal fundamento? Se for a
perpetuação da espécie humana, isso já
foi menosprezado com a possibilidade
do casamento gay. A ruína da sociedade
hodierna se apressa velozmente.
Na Alemanha, por exemplo, ativistas
conseguiram a aprovação de uma lei cri
minalizando a zoofilia (sexo com animais),
pois se constatou naquele país a morte
de 500.000 animais anualmente por causa
de "abusos sexuais" de seus donos, no
entanto o grupo zoófilo "ZETA" pretende
ajuizar ação judicial a fim de derrubara lei.2
A queda do último pilar do casamento,
na velocidade como andam as coisas,
ao que parece, pode ser apenas uma
questão de tempo. &
’hhttp://brasil.estadao.com.br/noticias/rio-de-
-janeiro.rio-registra-primeira-uniao-estavel-entre-3-
-mulheres,1781538 -consulta em 27/10/2015.
2https://br.noticias.yahoo.com/alemanha-aprova-lei-
-contra-zoofilia-e-gera-protestos-165037262.html
-consulta em 27/10/2015.
Reynaldo Odilo
Martins Soares é
evangelista da Igreja
Assembléia de Deus
(RN), Graduado em
Direito pela UFRN,
Pós-Graduado em
Direito Processual
Civil e Penal pela
UnP - Universidade
Potiguar, Mestre e
Doutorando pela
Universidade do País
Basco - Espanha.
Articulista da Lição
de Jovens deste
trimestre.
▼ A mudança de paradigmas humanos sobre o conceito de família não modificará \
a definição dada pelo Altíssimo. Tudo o que está acontecendoé cum prim ento
de profecias bíblicas(Mt 24.12; 2Tm 3.1-4) e tornam desta um a Era turbulenta.
Há, com o se vê, um in ten to do m al para m u d a r os v a lo re s m orais, com o
objetivo da destruição do projeto divino, que, repita-se: é a família m onogâm ica
heterossexual. Todavia nem tudo está perdido. O Todo-Poderoso quer mudar este
quadro e estabelecer Seu Reino nas famílias. “Entrega 0 teu caminho ao Senhor;
confia neLe, e ele tudo fará” (SL 37.5).
siMpw® p ' ■ * C W 1
f I ^ W K t i
IA 1 Ç W 1 fÁ Â
P o r S i l a s D a n i e l
JOHN FLETCHER:
PREGADOR, PROFESSOR,
LÍDER E UMA VIDA SANTA
“F letch er ch egava a p a ssa r
de 14 a 16 horas p o r dia
d eb ru çad o sob re 0 te x to
bíblico em e stu d o e oração
*<.~M m ÊtÊÊÊÊÊK ÊK Êm »m m m ~~ ~
O suíço de língua francesa Jean Guillaume de
la Fléchère, mais conhecido pela forma anglicizada
de seu nome - John William Fletcher-, nasceu em
1729, na cidade de Nyon. Braço direito e amigo
íntim o dos líderes m etodistas John e Charles
Wesley, tendo sido escolhido por aquele para ser
seu sucessor, Fletcher era, conforme as palavras
do próprio John Wesley, "alguém tão devotado
a Deus, tanto exterior como interiormente, que
dific ilm ente encontrarei outro como ele deste
lado da eternidade". Ao falecer, foi descrito por
seu amigo como "um modelo de santidade sem
paralelo neste século".
Conta-se quequando pastoreou em Madeley,
Inglaterra, devido à influência de sua pregação,
que levou milhares a Cristo, todos os bares daquela
cidade foram fechados. Era um pastor dedicado,
que visitava sempre suas ovelhas e ensinava-as
com afinco a Palavra de Deus.
Fletcher aceitou Jesus como seu Salvador
após ouvir a pregação do Evangelho por um
pregador m etodista ao chegar em Londres a
primeira vez. Dedicou-se cedo ao estudo das
Sagradas Escrituras, chegando a passar de 14
a 16 horas por dia debruçado sobre o tex to
sagrado em estudo e oração. Também cedo
começou a pregar.
Tornou-se professor de Teologia em Trevecca,
no sul de Gales, sendo amado por seus alunos, a
quem convidava para passar horas gloriosas em
oração após as aulas. Era igualmente amado como
pregador, sendo, inclusive, chamado de "seráfico"
devido a suas pregações que pareciam ministradas
por um anjo de Deus. Chegou a passar cinco meses
em viagem pela França, Itália e Suíça atendendo
convites para pregar o Evangelho.
Fletcher faleceu em 1785, na Inglaterra, sendo
considerado um dos grandes teólogos, líderes
e pregadores do m etodism o e da história da
Igreja. Um homem de uma vida santa e iliba
da diante de Deus e dos homens. Um grande
exemplo de m estre.-^
revista's DE t iuvmz
A lguns pais possuem um
bom patrimônio financeiro para
deixar de legado aos seus filhos.
Outros não. Mas em contrapar
tida trabalham muito para ofere
cer aos filhos uma qualidade de
vida melhor do que tiveram em
sua infância e adolescência. Há
ainda àqueles que a única he
rança que deixarão será dívidas.
Fato é que a fa m ília do
adolescente sempre deixa um
legado . O ado lescen te não
herda apenas bens materiais.
Ele também recebe valores e
hábitos que influenciam em seu
comportamento. Sem mencionar
as crenças e heranças espirituais.
Óbvio que tais fatores não são
deterministas. Rorém é inegável
que a influencia da família na
vida do adolescente é m uito
grande!
E preciso sensibilidade para
discernir o que está por trás do
com po rtam en to ado lescen
te. Alguns cresceram em uma
família estável, com amparo,
incentivo, proteção e lim ites.
Outros possuem uma história
de vida atravessada pela orfan
dade, privações e/ou abusos.
Sem m encionar àqueles que
crescem em situação de risco.
Fato é que cada adolescente
que Deus traz até nós, educa
dores e líderes, precisam ser
abraçados, independente do
seu je ito , com portam en to e
histórico familiar. Por vezes, a
igreja é o segundo lar do ado
lescente. Por isso, importa que
professores e líderes estejam
pron tos para se envolver de
coração aberto , para aí sim
ensinar para transformar a vida
do adolescente e seu relaciona
mento com a sua família.
O objetivo de cada encontro
dom in ica l não é passar uma
informação ou conteúdo sim
plesmente. Mas, passar valores
bíblicos visando à formação do
caráter cristão no adolescente.
Por isso, é tão importante focar
nos princípios cristãos de rela
cionamento familiar, dentre os
quais destacamos alguns...
• Princípio da Autoridade
- Os pais são autoridades ins
tituídas por Deus para zelo e
proteção dos filhos. Submissão
à essa autoridade é imprescin
dível para receber as bênçãos
de Deus.
• Princípio da Honra - O
código de ética ensina que é
necessário respeitar os pais. A
Bíblia pede mais. Ele ordena
honra. O respeito tem haver com
atitudes externas. A honra tem
haver com o coração. O filho que
honra é o mesmo na presença
e na ausência dos pais.
• Princípio do Am or-A lguns
pais têm um com portam ento
indigno. E nestes casos, o amor
é o caminho mais seguro para
o filho trilhar. O p rinc ip io do
amor leva os filhos a perdoarem
e o perdão cura toda a dor,
desapontamento e mágoa que
possa existir.
• Leia da semeadura - E a
Bíblia quem ensina: "...porque
tudo o que o homem semear,
isso também ceifará." (Gl 6:7b) É
nossa responsabilidade ensinar
aos adolescentes que a maneira
como tratam seus pais são uma
semeadura para sua própria
vida. Esta lei funciona para as
coisas boas e coisas ruins. Por
isso é tão im portante ensiná-
-los a semear gratidão, honra,
obediência, honestidade etc.
Ninguém escolhe a família
que nasce. Mas todos nós po
demos escolher a família que
queremos construir. Algumas
famílias são mais certinhas que
outras. Nenhuma delas é perfei
ta. Algumas precisam de um ver
dadeiro milagre. Porém, quando
um adolescente faz uma aliança
com Jesus, ele passa a andar com
Deus. E Deus é especialista em
transformar histórias e famílias!
0 que é Liderança?
O tem a "lide rança" está na moda.
Diversos livros são publicados todos os
anos abordando o assunto. Empresas e
igrejas investem em formação de novos
líderes. Institutos e pesquisas continuam
apontando a necessidade de mais líderes
no Estado, nas corporações e em especial
nas igrejas.
É importante que se compreenda que
uma pessoa não se torna líder apenas
porque recebeu este título ou porque foi
nomeada para determinado cargo. A lide
rança é construída. Uma pessoa pode sim
começar a exercer uma liderança a partir de
uma nomeação. Mas há lideranças informais,
que surgem espontaneamente no dia a dia
e estas costumam exercer grande influencia
no grupo.
Líderes não se definem por idade.
Qualquer professor observador consegue
identificar em sua turma quem é o líder.
Flavianne Vaz
é historiadora.
Formada em Teologia
(FTSA) e Liderança
(EQUIP). Membro
da Assembléia de
Deus - Ministério
Crescer (RJ).
Trabalha no CEMP
- Centro de Estudos
do Movimento
Pentecostal da CPAD.
Sempre há um adolescente que exerce influencia
sobre os outros, que se destaca, que dita o ritmo
do trabalho (ou da bagunça)! Podemos observar
na Bíblia que a liderança de diversos personagens
nasceu na adolescência e juventude, como são os
casos de José, de Samuel e de Davi.
Sendo entendida como uma construção, a lide
rança precisa de um bom alicerce. E este fundamento
são os valores do líder. Os princípios e a forma de
ver o mundo irão direcionar a maneira como o
líder se relaciona com as pessoas. Por exemplo:
um líder auto-suficiente tenderá a ser controlador;
Outro inseguro tenderá a desconfiar dos membros
de sua equipe; àqueles que são otimistas, terão
facilidade de empreender grandes projetos.
Jesus fo i o maior líder da história. Em sua
vida podem os ver um insp irador m odelo de
liderança: "a liderança servidora''. - Ele mesmo
disse: "Porque até o Filho do Homem não veio
para ser servido, mas para servir e dar a sua vida
para salvar muita gente." (Mateus 20:28) E em sua
prática ministerial podemos identificar os valores
que são bons alicerces para construirmos nossa
própria liderança. São alguns deles...
• Relacionamento com Deus - É impensável
uma pessoa querer liderar o povo de Deus sem
uma aliança com o Senhor. O líder cristão precisa
zelar pela sua intimidade com o Pai.
• Compromisso com a verdade - Para ser
líder é preciso ter caráter. Nenhuma pessoa se
sujeita a uma liderança desonesta. O líder cristão
é chamado para ser luz, para ser o exemplo. E só
quem vive em verdade pode ensinar a Verdade.
• Amor ao próximo - Liderança diz respeito a
pessoas. Não há como servir sem amar. O amor é o
principal combustível do líder cristão. Quando tudo
fica difícil, é o amor que faz o líder continuar firme.
• Perseverança no propósito da liderança - Ao
contrário do que muitos pensam liderança não
é uma questão de prestígio, mas de responsa
bilidade. O líder cristão não pode perder o seu
senso de propósito. Ele tem uma missão: levar
as pessoas até Cristo e ajudá-las na caminhada.
Todos nós podemos ser líderes no Reino de
Deus. Para liderar não é necessário nomeações,
mas um coraçãodisposto a servir. Conforme Je
sus nos ensinou, liderança e serviço andam lado
a lado. Siga os valores que Jesus e engaje-se na
missão do Reino de Deus: "salvar muita gente"!
(Cf Mt 20:28). 0
REFERÊNCIAS
MAXWELL, John. Os 5 níveis de liderança.
Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
TOLER, Stan. GILBERT, Larry. Treinador de Líderes.
Rio de Janeiro: CPAD, 2014.
lEROIS
A cada capítulo uma história diferente, uma nova
biografia. Esta obra contém as biografias de grandes
servos de Jesus, como: Lutero, Finney, Wesley e
Moody, dentre outros que resolveram viver uma
vida de plenitude do evangelho. Conheça a vida de
pessoas verdadeiramente transformadas por Deus e
que, por isso, servem-nos como exemplos de vida.
Um estímulo para também buscarmos ser
reconhecidos como verdadeiros Heróis da Fé.
1 [OMEN'S .4 %
extraordinários
q u e INCENDIARAM
O MUNDO
O r l a n d o ^
Um dos maiores clássicos
da literatura evangélica.
I ÉÉH W
©®®(§)
w w w .c p a d .c o m .b r CPAD
investem na inclusão de alunos
portadores de deficiência
AssembLeianos buscam estratégias para atender
aos reclames da Grande Comissão e suprir
as necessidades dos alunos especiais
Desde os primórdios, infelizmente, encontramos
muitos na sociedade que olham com desprezo
as pessoas portadoras de deficiência física. Na
Palestina dos tempos bíblicos, os portadores de
deficiência sofriam com a discriminação de seus
conterrâneos. Eles sequer podiam participar da
liturgia como os demais. Certa feita, porém, o
Senhor Jesus Cristo visitou uma sinagoga e lá
ensinava a Palavra, quando, entre os religiosos,
estava um homem com uma das mãos mirrada
(Lc 6. 6-11). O Mestre logo percebeu que estava
sendo observado pelos fariseus, que procuravam
uma oportunidade de acusá-lo diante do povo.
Cristo, no entanto, convidou o deficiente que
ficasse de pé em meio ao púb lico e o curou.
Através desse ato, Jesus ensinou àqueles homens
que os portadores de deficiência tinham também
seu lugar na sociedade.
"Na Palestina, as pessoas portadoras de defi
ciência física eram excluídos da sociedade. Esse
comportamento tinha dois motivos: os deficientes
eram tidos como uma parcela da população não
abençoada por Deus, e considerados um peso
para a sociedade. Além disso, não participavam
das celebrações no Templo, devido ao mal estar
provocado pelos demais. A situação mudou quando
Jesus incluiu a todos. Verificamos isto na parábola
da grande ceia (Lc 14.15-24) na qual o dono da casa
ordenou que todos, sem exceção, participassem de
sua festividade. A partir da Era Cristã, os deficientes
passaram a ser incluídos entre os fieis", explica o
consultor teológico da CPAD e comentarista de
Lições Bíblicas, pastor Claudionor de Andrade.
Dessa forma, entende-se que os deficientes não
podem ser esquecidos pelos demais cristãos, mas
propiciar-lhes recursos para o devido acesso ao
ensino da Palavra de Deus.
Na Assembleia de Deus Ministério do Belém
(SP), liderada pelo presidente da Convenção
Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGA-
DB), pastor José Wellington Bezerra da Costa, a
Escola Dominical se mobilizou para atender aos
alunos portadores de deficiência auditiva. Os
professores Claudiomar Lucas de Sousa e Cléber
Macena (deficiente auditivo) são os responsáveis
por ensinar a Palavra aos alunos especiais.
"A classe existe há cerca de 10 anos, porém,
oficialmente, trabalhamos com os nossos alunos há
seis. Para a melhor compreensão deles, utilizamos
as Lições Bíblicas (Adultos), data show e os slides
extraídos da internet. Depois que descobrimos
esses slides, tivemos um grande avanço, pois a
imagens disponíveis são compatíveis com a lição
da revista destinada aos Adultos pela CPAD",
frisa Claudiomar.
Ele argumenta que pela falta de um material
adequado aos alunos, foi necessário fazer as
adaptações, mas revela que o seu objetivo é con
seguir fracionar a classe, separar os alunos jovens
dos casais e iniciar um trabalho específico com
as crianças, uma vez que os professores lecionam
para esses segmentos em uma só classe.
"O trabalho começou com apenas dois alunos,
situação que perdurou por um ano, mas agora a
nossa classe conta com cerca de 15. Desde o início,
o nosso objetivo foi e ainda é, contagiar as nossas
congregações da capital, para que no mínimo
possamos ter um interprete por igreja sede, com
vistas à expansão deste projeto", revela Claudiomar.
A coordenadora da classe de defic ientes
auditivos, Kézya Cristhina Sousa Castro Freitas,
membro da Assembleia de Deus em Rio Verde
(GO), conduzida pelo pastor W ellington Carlos
A lm eida Rocha, afirma que a inclusão desses
alunos especiais faz parte do crescimento na
igreja goiana.
"A preocupação em fazer a vontade do Senhor,
no que diz respeito a levar o Evangelho a todos,
fez a AD em Rio Verde estender suas mãos para
alcançar os deficientes auditivos", diz Kézya.
Porém, mais esta vez,
Jesus ensinou aos homens
que os portadores de
deficiência tinham seu
lugar na sociedade
A turma de alunos deficientes auditivos é alvo de total atenção dos
professores Cleber e Claudiomar em São Paulo
Ela conta que a ED oferece estrutura a fim de
adequar os alunos, como a sala "Gestos de Ado
ração" para o discipulado. A lição é ministrada por
um professor munido de vários recursos visuais e
objetos, cartazes, cores, textura e outros recursos;
mas também o ensino de novos vocabulários,
novos gestos para identificar os personagens e
conteúdos bíblicos. "Isso amplia as possibilidades
de comunicação sobre a Palavra da Verdade. E por
isso que a sala possui, em suas paredes, cartazes
bastante pedagógicos para os auxiliarem na co
municação religiosa e secular", explica.
Agora um dos objetivos atuais para a sala é a
formação de uma aluna em professora, o que vai
permitir que os demais entendam que Deus os ca
pacita para o trabalho de divulgação do Evangelho.
Inclusão de alunos na Bahia
Na AD em Salvador (Adesal), a liderança local
esmera-se nos recursos para que os crentes por
tadores de deficiência tenham acesso à ED, cultos
doutrinários, e congressos a fim de ofuscar o em
baraço causado pelas limitações físicas, sensoriais,
cognitivas ou de outra ordem. A igreja na capital
baiana é conduzida pelo pastor Israel Alves Ferreira.
"Dessa forma, considerando as orientações
oriundas do M inistério da Educação (MEC), o
corpo discente poderá ser formado por pessoas
com deficiência, a saber: aqueles que têm im
pedimentos de longo prazo de natureza física,
intelectual, mental ou sensorial. Pessoas com
transtornos globais do desenvolvimento: aqueles
que apresentam um quadro de alterações no
desenvolvimento neuropsicomotor, nas relações
sociais, na comunicação. Incluem-se nessa definição
pessoas com autismo clássico, diversas síndro-
mes e transtornos invasivos. A atenção também
é voltada para os alunos com altas habilidades/
superdotação, isto é, aqueles que apresentam um
potencial elevado e grande envolvimento nas áreas
do conhecimento humano, isoladas ou combina
das: intelectual, liderança, psicomotora, artes e
criatividade" explica a diretora do departamento
de ensino e Departamento Infantil (ambos setores
da Adesal), professora Laura Lidice.
A igreja também atende a pessoas portadoras
de síndrome de down, deficiência visual, auditiva;
orienta os professores a prestarem atenção às
peculiaridades de cada aluno para detectar a di
ficuldade e receba a orientação para lidar com tais
limitações através das redes de apoio no âmbito
profissional, os atendimentos especializados na área
de saúde e instituições especializadas para atender
pessoas com necessidades especiais. O objetivo
é a elaboração de estratégias e disponibilização
de recursos de acessibilidade. A Adesal também
atende alunosportadores de deficiência física
(atraso no desenvolvimento motor ou com paralisia
cerebral) que são inseridos no seu grupo etário.
O trabalho intitulado Ministério de Silêncio é
voltado para os deficientes auditivos que congregam
na AD em Santana (AP). As atividades tiveram início
através do trabalho da missionária Thami Carolina
Rodrigues, que investiu seu tempo aos fieis porta
dores de deficiência auditiva. Quando soube do
propósito de Thami, o líder da igreja amapaense,
pastor Lucifrancis Barbosa Tavares, se prontificou
em ajudar no que fosse possível para ajudar a esses
alunos especiais a aprender a Palavra.
Segundo o líder do Ministério do Silêncio e intér
prete, Melque Lima, no início dos trabalhos, foram
sugeridas várias ideias para adaptar o Ministério
do Silêncio na ED. A ministração das aulas era em
português e interpretadas para Libras, mas o tempo
revelou que as aulas ministradas apenas em libras
foi mais producente e satisfazia a necessidade do
aluno. "A turma é relativamente pequena, a classe
é conjunta e todos os alunos com a deficiência
estudam juntos em uma classe de discipulado. O
material utilizado nas aulas é Lições Bíblicas de
jovens e adultos, adaptada para a Libras", conta
Melque. O departamento também é conduzido
pelo professor e intérprete Heliton Souza.
O líder explica que as crianças frequentam as
salas do Departamento Infantil, acompanhadas por
intérpretes, sendo necessárias outras adaptações
específicas. Com isso, a Igreja prossegue em sua
lida no aprendizado da Palavra aos convertidos,
mesmo aqueles portadores de deficiência física. ?
ENTREVISTA do
COMENTARISTA
P o r G i l d a J ú l i o
Como entender Romanos
Romanos é a epístola de Paulo mais longa, mais teológica e mais
influente. Talvez por essas razões foi colocada em primeiro lugar entre
as do apóstolo. Ele escreveu esta carta a fim de preparar o caminho
para a obra que ele esperava realizar em Roma e na sua missão
prevista para a Espanha. Na Carta aos Romanos, o apóstolo disse
que diversas vezes planejou ir até Roma para anunciar a Palavra de
Deus na capital do Império, porém não havia conseguido (1.13-15;
15.22). Mas ele reitera o seu desejo de estar com os crentes romanos
(15.23-32). Paulo escreveu esta carta próximo do fim de sua terceira
viagem missionária (cf 15.25,26; A t 20.2,3; 1 Co 16. 5,6). Ele estava
em Corinto, hospedado na casa de Gaio (16.23; 1 Co 1.14). O tema
dos escritos de Paulo centra-se em Romanos 1.16,17, a saber: que
através de Jesus Cristo a justiça divina é revelada como a solução à
sua justa ira contra o pecado. O objetivo do Apóstolo dos Gentios era
preparar o caminho para a obra que ele aspirava realizar em Roma e
na sua missão para a Espanha. Neste trimestre, vamos estudar sobre
as características especiais e propósitos sobre a epístola. E para nos
auxiliar numa melhor compreensão sobre essa epístola, o articulista
convidado é o pastor José Gonçalves, líder da Assembleia de Deus em
Água Branca (PI), escritor e comentarista de Lições Bíblicas da CPAD.
jp Que estratégias o senhor
estabelece nas igrejas onde o
senhor passa e que fortalece
a Escola Dominical?
Primeiramente, a igreja deve
ser conscientizada, a partir de
seu líder, da importância que a
educação cristã tem na formação
dos valores familiares. A Escola
Dominical entra aqui como uma
agência na form ação desses
valores cristãos ao promover o
discipulado. Ela forma segui
dores que serão capazes de
reproduzir aos outros aquilo que
aprenderam. Para que esse fim
seja alcançado, é necessário in
vestir no treinamento de líderes e
professores, habilitando-os para
o desempenho do serviço cristão.
Todos, portanto, precisam par
ticipar desse processo. Em um
segundo momento, a atenção
deve ser voltada para a parte
estrutural desse projeto, onde a
parte física (prédios) e didática
(materiais) são contemplados.
'p- Qual a im portância da
Epístola aos Romanos para
a Igreja de hoje?
A princ ipa l im portânc ia
da Carta aos Romanos está na
construção de uma identidade
cristã: não há mais gentios e
judeus, mas, sim, o povo de
Deus formado por aqueles que
foram justificados em Cristo Je
sus. Em outras palavras, somos
a igreja de Deus! Somos povo
de Deus. Essa identidade cristã
só se tornou possível através da
manifestação da graça de Deus
na pessoa bend ita de Jesus
Cristo. Essa graça abriu a porta
de entrada para todas as bên
çãos de Deus, tanto na presente
era como também no porvir. A
habitação do Espírito Santo no
crente, promessa feita na antiga
aliança, tem seu cumprimento
agora na dispensação da graça.
Por que essa carta é con
siderada mais teológica que
as demais?
O conteúdo de Romanos,
que form a o corpus pau lino
dessa carta, possui alguns dos
maiores temas das Escrituras.
São esses temas que tornam
essa carta a mais teológica do
Novo Testamento. Logo após as
palavras de saudação, observa
mos a seção que trata sobre a
manifestação da justiça de Deus
mediante a fé (Rm 1.18-4.25). Em
nenhum outro lugar a doutrina
da justificação aparece com tan
ta clareza quanto aqui. Dentro
desse tema encontramos Paulo
argumentando sobre a necessi
dade que gentios, judeus e toda
a humanidade têm da salvação
/ ' E N S I N A D O R
de Deus. Por outro lado, a seção
que vai de 5.1 a 8.39 revela a
ação santificadora do Espírito
Santo no processo da salvação.
É destacado aqui o resultado
prático do evangelho na salvação
do crente. Através do Espírito
Santo, o crente experimenta a
paz com Deus. Nos capítulos 9 a
11, encontramos a teologia pau-
lina sobre o tratamento de Deus
com Israel, o Seu antigo povo.
São revelados três aspectos do
tratamento de Deus com Israel
- passado, presente e futuro.
Na última seção, Paulo mostra
o lado prático do evangelho na
transform ação de vidas (12.1
a 15.13). A conclusão da carta
trata do do em preendim ento
missionário do apóstolo.
^ Quais os erros cometidos
pelos judeus para com os
gentios?
Eu não diria que houvesse
um problema exclusivamente
judaico na Carta aos Romanos.
Paulo dem onstrou que tanto
judeus como gentios estavam
debaixo do pecado. Todos, por
tanto, precisavam da graça de
Deus. Mas, no capítulo 15, en
contramos Paulo se referindo aos
crentes "fortes" e aos "fracos".
O contexto mostra claramente
que esses crentes "fracos" eram
form ados por judeus que se
escandalizavam com a atitude
dos gentios em não observar
determinados exigências da lei.
Isso estava gerando conflitos na
igreja. Eram judeus crentes, mas
que ainda não tinham conseguido
de todo abandonar o legalismo
da lei. Em busca do equilíbrio,
Paulo exorta tanto judeus como
gentios a viverem a vida cristã
com tolerância. Eram crentes
imaturos, que ainda não tinha
conseguido discernir o signifi
cado da Nova Aliança, por isso
ainda se conduziam pela antiga.
Essa falta de imaturidade, que
evidentemente era prejudicial
para a comunhão da igreja, não
tinha o mesmo peso dos erros dos
judaizantes que, por exemplo,
perturbaram as igrejas da Galácia.
« Quais seriam os pontos
fundamentais da Epístola
aos Romanos para o desen
volvimento de um padrão de
espiritualidade saudável?
Romanos parte do princípio
da universalidade do pecado.
Todos, gentios, que possuíam
a revelação natural, bem como
os judeus, que receberam a re
velação especial da lei, estavam
debaixo do pecado. E a graça, e
somente a graça, que opera por
meio da fé, que os resgatará. A
graça e não os nossos méritos
é quem nos salva. Deus proveu
salvação para todos; cabe ao pe
cador responder positivamente
ou negativamente a essa graça.
Que erros comportamen-
tais e doutrinais a epístola aos
Romanos denuncia?
A epístola toma como ponto
de partida que o homemcaído
no pecado, insensível à revelação
de Deus, caiu nas malhas da ido
latria. A idolatria aparece nesse
contexto como aquilo que ocupa
o centro da adoração, ficando
no lugar de Deus. É exatamente
isso que observamos no argu
mento de Paulo: os homens se
tornando o centro de si mesmos.
Isso é exteriorizado na forma de
com portam entos reprovados
por Deus, como, por exemplo,
o relacionamento homossexual.
Nota-se que o apósto-
é mais incisivo quanto à
questão do homossexualismo
nesta epístola. Qual o motivo
desse cuidado? Existia o pe
rigo de este pecado invadir
os arraiais da igreja romana?
Essa observação apostólica,
como vimos exposta no capitulo
1, versículos 26 e 27 de Romanos,
tem sua razão de ser. É preciso
ver o contexto dessa passagem
para entender o porquê dessa
observação. O homossexualismo
era permitido e até mesmo ado
tado no mundo greco-romano.
A pederastia era algo comum e
tolerado naquela cultura. Paulo,
portanto, tinha consciência dis
so. Todavia, na cultura judaica e
bíblica da qual Paulo fazia parte,
esse era um com portam ento
reprovado (Lv 18.22). Essa repro
vação não está apenas na Bíblia,
mas também na literatura judaica
extra-bíblica. Paulo, portanto,
mostra que o afastamento de
Deus levou o ser humano a um
culto idólatra, onde o homem e
não Deus é o centro de tudo. As
perversões sexuais, a exemplo
do que aconteceu com a ado
ração do bezerro de ouro no
Êxodo, era o clímax desse culto
idólatra (Ex 32.1-19; 1 Co 10,7).
O homossexualismo aparece
aqui em Romanos como clímax
dessa idolatria.
Fale sobre a importância
da Epistola aos Romanos para
o movimento da Reforma
Protestante?
O pilar da Reforma foi a justifi
cação pela fé independentemente
das obras. Numa igreja onde
a salvação era meritória, essa
bandeira levantada por Martinho
Lutero soou como uma verdadeira
blasfêmia. Mas, o reformador não
se intimidou e essa sua convicção
o levou a outras, como, por exem
plo, a que restaurava o sacerdócio
universal dos crentes.
< JP> Que mensagem o senhor
deixa para os crentes, baseado
na Garta aos Romanos?
Leiam a Carta ao Romanos.
Essa leitura lhes dará a consci
ência da dimensão do grande
am or de Deus por todos os
homens. Ela nos conduzirá a
amarmos mais a Deus e honrar
mos o Senhor Jesus Cristo em
nossa maneira de viver,
ARTIGO
P o r W a n d e r s o n M a r t i n s d e O l i v e i r a
Nesta edição, a Ensinador Cristão publicará o projeto do segundo finalista
do Prêmio Professor de ED do Ano 2014. O trabalho pertence a
W anderson M. de Oliveira, Ele é graduado em filosofia e pedagogia,
e trabalha na Superintendência Regional de Ensino de Minas Gerais
Introdução
O Projeto Seminário fam
foi uma iniciativa dos professore:
da Escola Dominical da i
considerando
assunto Família Cristã
XXI: P rotegendo
Ataques do lni
este que foi o tema da
Lições Bíblir
de 2013 da CPAD,
pelo estimado j
Renovato de Lima.
Foi po r m eio do apro fun
dam ento do estudo do tema
que a igreja entendeu que, por
interm édio da Escola Dom ini
cal, pode ser uma forte aliada
da soc iedade para a judar a
combater todo tipo de dificul
dade que buscam assolar as
famílias, sejam elas de ordem
social, econômica, psicológica
ou espiritual. Entendendo isto
e acreditando nesta parceria -
igreja e sociedade -, foi realizado
nos dias 26 a 30 de junho de
2013 o 1o Seminário Família,
com o tema Minha Casa: Um
lugar de Milagre, voltado não
apenas para os m em bros da
igreja, mas para toda a comu-
ília nidade do bairro.
,s Justificativa
greja A • . .
a relevância do M 'greja Assembleia de Deus
no século ' MinÍStério Cor°nel Fabriciano,
seu Lar dos muniP '° de Ipatinga (MG). Con-
m igo. Assunto 9re9ai?ao do Morro do Carmo
revista ^ localizada em um bairro de
cas no 2o trimestre mUlta vuj nerabilidade social. É
■D, comentado uma ^ S 130 or|de existem muitos
pastor Elinaldo p rob le^ as c°m tráfico e con
sumo de drogas, alcoolismo e
assassinato de jovens, mas, é
também uma região que tem
um grande potencial missionário,
haja vista o crescimento da qua
lidade dos trabalhos realizados
pela igreja no bairro.
No que diz respeito ao perfil
só c io -econô m ico -cu ltu ra l, a
igreja atende a famílias de classe
baixa com grande parte dos pais
analfabetos e semi-analfabetos,
que têm uma renda salarial entre
01 (um) e 02 (dois) salários míni
mos. 80% (oitenta por cento) das
famílias moram em casa própria
com infra-estrutura inadequada 1
e 20% (vinte por cento) em casa I
de aluguel, tendo em média 05 (
(cinco) habitantes em cada casa
A maioria dessas famílias diz per
tencer a alguma religião, sendc
predominante o Catolicismc
Romano embora não praticantes.
A congregação tem hoje
150 membros e em média 100
congregados. A Escola Dominical
tem 170 alunos m atriculados
entre crianças, adolescentes,
jovens e adultos, dentre as quais
um bom número de crianças é
filhos de pais não crentes. De
modo geral, estas crianças são
carentes de afeto e atenção, o
que exige do professor uma sen
sibilidade muito aguçada para
compreender uma diversidade
de comportamentos e usar de vá
rias metodologias e habilidades
artísticas para prender a atenção
dos mesmos. São alunos que
apresentam dificuldades para
concentração, reflexão e para
o trabalho em am nn
Conclusão
Nosso sonho como cidadãos moradores do bairro Mora do Carmo é que o mesmo
seja transformado pelo poder e autoridade do Nome de Jesus através de um tra
balho de evangelização eficaz da igreja; realização de Campanhas Evangelístjcas
voltadas para o público jovem, execução de projetos sociais que envolvam crianças
e adolescentes em atividades culturais e artísticas potencializando vários talentos
que estão sendo perdidos nas drogas. O Seminário Família foi um exemplo claro e
prático de ações que a igreja pode desenvolver com vista a aproximar-se da comuni
dade não cristã, envolver-se com seus problemas e criar estratégias de evangelismo.
ue idia e de escrita e,
em sua maioria, compreendem
o valor da família, da escola,
da igreja e da sociedade. As
habilidades cognitivas e sociais
precisam ser trabalhadas de
torma consciente, competente
e com objetivos claros.
Partindo da c
desta realidade s<
da importância da
da igreja com
a Escola Domi
I Seminário Famíl
“ cvenco na escola municipal do
bairro e contamos com o apoio e
o empenho de sua equipe dire
tiva para divulgação do evento.
Metodologia
Estudo
C ™ um ae|es. hra notória a
satisfação de cada pai e de cada
mae que juntamente com seus
filhos adentravam no local para
mais um dia de evento. O apoio e
a participação da equipe diretiva
da Escola Municipal no sentido
liberar suas dependências e
ajudar na divulgação do evento
foram imprescindíveis. Com isso
pode-se concluir que a parceria
escola e igreja é uma união que
pode muito contribuir para uma
vida melhor em socieHaW^
sistemático das Li
Ções Bíblicas CPAD durante c
reensão 2 trimestre de 2013 e prepara-
e ciente çao espiritual para o Seminário
aproximação Família; Agendamento da es
a comunidade cola municipal. Agendamento
caí realizou o e preparação dnc n ,lorf..........
.... lia para a po
pulação, evangélica ou não do
bairro Morro do Carmo, em con
sonância com o tema abordado
nas Lições Bíblicas da CPAD.
Objetivo
O incentivo aos pais para que
de em aos filhos atenção e orien
tação, vivendo com eles os valores
ensinados no lar. ressa lta r,^ „
- 'vo total toram três plenárias e
| nove palestras. Os cultos, de
abertura e de encerram ento
aconteceram na igreja. Confec
ção do material de divulgação e
convites; Distribuição dos convi
tes e sensibilização das famílias
Para a participaçãono evento;
Realização simultânea das
lestras para casados,
adolescentes e <
30, na parte da manhã, plenária
para toda a famíli
da noite, culto de
Avaliação
O Seminário Família Minha
Casa: Um lugar de Milagre foi
considerado pela igreja o even-
to ma,s marcante do ano de
ZUU' nao só Pelo crescimento
psicossocial proporcionado aos
Participantes, mas, pela manifes
tação do Espírito Santo na vida
icbiduraaas, casamentos reno
vados e orações respondidas
foram muitos. A estratégia do
Seminário Família no bairro foi
tao assertiva que a igreja realizou
a 2 edição em 2014 e a 3o edição
p Para este ano de 2015jovens/
criança; No dia Autoavaliação
O tema proposto peias Lições
a e, na parte Biblicas / CPAD para o trimestre
encerramento. em questão fez __
Wanderson
M. de Oliveira. É
graduado em filosofia
e pedagogia, trabalha
na Superintendência
Regional de Ensino
de Minas Gerais.
Trabalho em conjunto
como Presbítero.
Jairo Fernandes
coordenador da
Escola Bíblica
Dominical da Igreja
Assembleia de Deus
da congregação
Morro do Carmo.
SALA de
LEITURA • / '/v fiwl!] Z * '[
®nm : umRwm imm- 11 nmiy 1 h ffifl ro ín w im w M m m '
pAs novas.
fronteiras
daEtica Cristã
Três Regras
Simples
LLAUUiyi
AS NOVAS FRONTEIRAS
DA ÉTICA
MARAVILHOSA GRAÇA TRES REGRAS SIMPLES
QUE MUDARÃO 0 MUNDOJOSE GONÇALVES
A Epistola aos Romanos é um dos
p rinc ipa is liv ros do Novo Testa*
mento e de toda a Biblia. Como já
disse alguém, ela é a “Catedral da
Doutrina C ris tã”. N este segundo
trimestre, a revista “Lições Bíblicas”
da CPAD terá como tema a Epístola
aos Romanos, e seu comentarista é o
pastor José Gonçalves, que apresenta
aos professores e alunos de Escola
Dominical este livro, que serve como
livro-texto da revista, com subsídios
que irão enriquecer ainda mais o
estudo desse importantíssimo livro
da Biblia.
Esta obra é indicada, portanto, a
professores e a lunos da ED, mas
também a todos que se interessam
pelo estudo das doutrinas bíblicas.
CLAUDIONOR DE ANDRADERUEBEN P. JOB
Família, aborto, liberação das drogas,
engenharia genética, eutanásia,
homossexualismo, transplante de
órgãos, m oral e ética cristã. Como
nos posicionar sobre todas estas
questões?
Nesta obra corajosa, o pastor Clau-
dionor de Andrade aborda essas e
diversas outras questões prementes
em nossos dias, por ex ig irem da
igreja atual uma resposta ao mesmo
tempo bíblica e racional sobre cada
um destes temas.
É uma obra indicada não apenas para
pastores e conselheiros cristãos, mas
para todo estudante da Biblia que
está sin tonizado com as grandes
questões éticas de nossos dias.
V ivemos em um m undo de ritm o
tão acelerado, que é fác il crer que
estamos todos presos em viver uma
vida que não queremos. Mas existem
três regras que podem mudar tudo:
Não Faça o Mal
Faça o Bem
Permaneça no Amor de Deus
Estas sim ples regras, ensinadas e
praticadas por John Wesley, propor
cionarão amor ao próximo, união e
um relacionamento profundo e diário
com Deus. Leia e experimente, ainda
hoje, uma mudança real de vida.
“Tire tempo para trabalhar. Esse é o
tempo do sucesso. Tire tempo para
pensar. Essa é a fonte do poder. Tire
tempo para brincar. Esse é o segredo
da juventude perpétua. Tire tempo para
1er. Esse é o fundamento da sabedoria.
Tire tempo para ser amigável. Esse é
o caminho da felicidade. Tire tempo
para sonhar. Isso é o que prende a sua
e a uma estrela. Tire tempo para amar
e ser amado. Esse é o privilégio dos
santos. Tire tempo para rir. Essa é a
música da alma".
TRECHO DO LIVRO
Uma Maça para meu Professor
Melody Carlson - Página 58
“Perfeccionistas-Os viciados em trabalho
não satisfazem simplesmente sendo
"bons o suficiente". Eles acreditam que
deveriam ser pais perfeitos, cônjuges
perfeitos e funcionários perfeitos e
funcionários perfeitos. Os seus padrões
são exigentes e realistas: ninguém é
capaz de alcançá-los. Mas os viciados
em trabalho bem que tentam. Eles
são rigidos consigo mesmo quando
cometem qualquer erro e sofrem de
uma culpa terrível quando não são os
melhores.
TRECHO DO LIVRO
Lidando com pessoas difíceis
Les Parrott III - Página 198/199
“Foque Periodicamente- A apresentação
do evangelho pode ser um tema repetido
continuamente na pregação, ensino e
ministério de grupos pequenos da igreja,
mas outras oportunidades para ouvir
a mensagem podem surgir na forma
de cruzada ou reunião evangelística.
Participe no planejamento do evento,
anuncie o evento nas publicações nos
meios de comunicação e organize um
esforço de âmbito denominacional-
inclusive transporte- para ter uma
delegação da sua igreja. E faça da
reunião um dos temas de oração".
TRECHO DO LIVRO
A Excelência do Ministério
Stan Toler - Página 111
/ ' ' E N S I N A D O R - . o ' ,
C R I S T Ã O J
PROFESSOR
RESPONDE
Tatiane de Souza
Alves é professora
da Escola Dominical
na Assembleia de
Deus Ministério
da Américas, líder
de coreografia e
Discipuladora de
meninas. Professora,
formada em Letras,
Pós Graduada em
Psicopedagia e
Docência do Ensino
Superior
' E N S I N A D O R ^
■ CRISTÃO J)
O versículo 28 de Lucas 14 faz um alerta: vai
edificar? Então planeje! O versículo cita uma torre,
e podemos pensar em uma casa, um prédio ou,
podemos ir mais longe, e pensar na edificação
de vidas.
Li em um livro de John Maxxuel sobre o con
selho de um velho carpinteiro a seu jovem apren-
paredes, contribuir para a renovação de mentes
e transformação de vidas (Rm 12.2). O professor,
independente da área em que atua, deve esforçar-
-se para que seu aprendizado nunca term ine,
pois, antes de ser professor, ele é um aprendiz.
Sua formação precisa ser contínua e diversificada.
Segundo Lécio Dornas, teólogo e educador
cristão, os seguintes aspectos, quanto ao preparo
do professor, devem ser observados:
Preparo espiritual: O professor da Escola
Dominical, antes deve ser um servo obediente e
dependente em tudo do seu Senhor, um adora
dor e um exemplo a ser copiado. Sua devoção
deve ser diária e suas experiências com Cristo
enriquecerão as suas aulas. Antes de métodos
e recursos didáticos, o professor precisa saber
o caminho da cruz. Os alunos da EBD precisam
de um professor motivado e motivador, sereno
e confiante, alegre e com paz no coração. E es
sas características são aperfeiçoadas em nós na
proporção da nossa intim idade com Deus, pois
são aspectos do fruto do Espírito Santo (GI 5.22).
Preparo bíblico: a leitura bíblica deve ser um
hábito na vida de todo cristão, especialmente do
professor. Fazer uso de dicionários, inclusive da
língua portuguesa, concordâncias é um meio de
Cada aula é uma
grande oportunidade e
deve s e r muito bem
aproveitada.
diz: "Meça duas vezes e serre apenas uma. Esse
conselho é bom tanto para a construção de casas
quanto para a edificação de vidas." Uma organi
zação prévia potencializa o resultado de qualquer
empreendimento.
E a isso que se propõe alguém que assume o
compromisso de lecionar na Escola Dominical. É
esse o seu dever diário, que se torna manifesto no
domingo. E isso só é possível com planejamento,
amor e dedicação.
Cada aula é uma grande oportunidade e deve
ser muito bem aproveitada. Para isso ela tem de
ser pensada e arquitetada com antecedência
para que os devidos ajustes possam ser feitos.
Pois cada aula é uma ocasião única para fortale
cer bases, acrescentar tijolinhos à fé de alguém,
construir muros de proteção espiritual, aprumar
melhorar nossa compreensão e enriquecer nosso
vocabulário.
Preparo didático: muitos educadores cristãos
acreditam que conhecimento bíblico basta para
ensinar a Bíblia, mas estão enganados. QuandoPaulo nos orienta a nos esforçarmos para exercer
com excelência nosso ministério, está dizendo, tam
bém, para pensarmos nas várias maneiras em que
uma aula pode ser ministrada. A criatividade tem
de ser trabalhada e colocada em prática, tudo isso
visando um maior alcance, um melhor aprendizado.
É urgente o entendimento da orientação que
Paulo nos dá em Romanos 12.7: esmerem-se,
dediquem-se ao máximo! Que nós, professores,
compreendamos essa necessidade e nossa valorosa
missão, nos esforçando para que cada aula seja um
momento oportuno para o agir do nosso Mestre. &
BOAS
IDEIAS
Po r T e l m a B u e n o
Epístola aos Romanos
EPISTOLA AOS
ROMANOS
A NECESSIDADE
UNIVERSAL DA
SALVAÇÃO
Prezado professor, neste trimestre estudaremos
a respeito da Epístola aos Romanos. Paulo, de forma
brilhante, revela como Deus nos libertou, em Jesus
Cristo, do poder do pecado e do jugo da lei.
Ao estudar a Epístola, você vai perceber que o
objetivo de Paulo era refutar os judaizantes, pois
estes, erroneamente, ensinavam que os gentios
deveriam obedecer à lei judaica. Então Paulo mostra
que, em Jesus, estamos livres da lei e do pecado.
Objetivo: Sondar o conhecimento dos alunos a
respeito da Epístola aos Romanos.
Material: Quadro branco ou de giz.
Procedimento: Apresente a nova revista e o tema
do trimestre. Depois, copie no quadro o esquema
abaixo (sem as respostas). Faça as indagações aos
alunos e aguarde as respostas. Preencha o quadro
juntamente com eles. Incentive-os a ler toda a Epístola
de Romanos no decorrer do trimestre.
EPÍSTOLA AOS ROMANOS
Quem é o autor? O apóstolo Paulo.
Qual é o tema central? A revelação da justiça de Deus.
Em que data fo i escrita? Cerca de 57 d.C.
Qual é o tema de Romanos?
O tema encontra-se em 1.16,17. A
justificação pela fé em Jesus Cristo.
Paulo mostra nos capítulos 1 e 2 de Romanos que
todos, judeus ou gentios, estão debaixo do peca
do e se tornaram escravos dele. O pecado entrou
no mundo pela desobediência de Adão e Eva. A
Queda afetou toda a humanidade, tornando todo
ser humano um pecador. A punição para o pecado
é uma só — a morte (Rm 3.23). Mas Cristo morreu
por causa dos nossos pecados.
Objetivo: Mostrar que o caminho da salvação
é Jesus.
Material: Folhas de papel ofício e uma cruz con
feccionada em papel ou cartolina.
Procedimento: Distribua uma folha de papel
ofício para cada aluno. Peça que balancem a folha
e ouçam o barulho que ela faz. Em seguida, sugira
que observem a textura do papel. Diga que quando
nascemos somos como a folha branca de papel, pois
ainda não temos consciência do pecado. Porém, à
medida que vamos crescendo, cometemos erros,
falhas e passamos a ter consciência dos nossos erros.
Sabemos a diferença entre certo e errado. Peça que
amassem a folha e em seguida tentem desamassá-
-la. Diga que o pecado nos deixa assim: marcados,
enrugados, feios. Já não temos o mesmo som (peça
que balancem a folha). Não temos a mesma textura
(reparem que o papel fica mais pesado, encorpado e
até menor). O pecado nos fere, machuca e afasta de
Deus. Mas Jesus veio a este mundo para nos libertar
do poder do pecado (mostre uma cruz confeccionada
em papel ou cartolina). Ele morreu e ressuscitou para
nos dar nova vida. Quando confessamos a Deus nos
sos pecados e pedimos seu perdão, Ele limpa nossa
vida com o sangue de Jesus (1 Jo 1.7). Jesus apaga
nossos pecados, cura as feridas e nos dá uma nova
vida (mostre uma nova folha de papel ofício). Diga
que o sacrifício de Cristo nos torna limpos, como a
nova folha. Conclua lendo 2 Coríntios 5.17.
■ i ( \E N S I N A D O Rii C R I S T Ã O ~E)
1 l i i T T i r i r a r * Ã r \ __
J U S T I F I C A Ç Ã O , * 1 z - * a
D M E N T E P E L A F É L I V A U
E M J E S U S ^
m m ^
Na terceira lição do trimestre, vamos estudar
a respeito da justificação pela fé em Jesus. A
salvação é uma dádiva divina. Ninguém poderia
ou pode ser salvo pelas obras da lei. Pela fé per
tencemos a Cristo, nos tornamos novas criaturas
e poderemos, um dia, desfrutar da vida eterna.
Objetivo: Compreender que o homem só pode
ser justificado diante da lei pela fé.
Material: 4 ou 5 bolas de gás (bexiga).
Procedimento: Peça que os alunos formem
um círculo. Explique que você vai jogar as bolas
para o alto e que eles não poderão deixar ne
nhuma das bolas caírem no chão. Certamente,
depois de algum tempo, algumas das bolas vão
cair. Exalte os esforços de todos e diga que se a
nossa salvação dependesse de alguma forma de
nós, como as bolas dependiam para não caírem,
nós, sem dúvida estaríamos perdidos. Todavia, a
nossa salvação não depende dos nossos atos, dos
nossos feitos ela depende única e exclusivamente
da nossa fé no sacrifício do Filho de Deus. A base
e o objeto da nossa fé devem ser um somente
— Jesus Cristo.
Na lição 5, os alunos vão estudar a respeito
da maravilhosa graça de Deus. Graça é favor
imerecido. Não merecíamos a salvação, mas o
Pai, por sua infinita misericórdia e amor, enviou
seu Filho para morrer em nosso lugar garantindo
a nossa salvação pela fé.
Objetivo: Mostrar aos alunos alguns dos be
nefícios da graça.
Material: Quadro branco ou de giz, a figura
de um presente desenhada em folha de papel
pardo e caneta hidrocor.
Procedimento: Escreva no quadro de giz o
vocábulo "GRAÇA". Pergunte aos alunos o que
vem à mente deles quando ouvem essa palavra.
Depois de ouvir os alunos com atenção, diga
que graça significa favor imerecido concedido
por Deus a toda criatura. A graça é operada me
diante a nossa fé. Ela é um presente de Deus. Em
seguida, escreva na figura do presente algumas
das bênçãos que nos foram outorgadas pela
graça de Jesus:
• salvação;
• paz com Deus (5.1);
• vida eterna (5.17,21);
• reconciliação (5.11,19);
• libertação do pecado (6.6).
I0 CULTIVO DAS
RELAÇÕES
INTERPESSOAIS
Aproveite a última lição do trim estre para
saber se os alunos compreenderam algumas
ideias importantes da Epístola aos Romanos. Esta
atividade vai dar a oportunidade de saber se seus
alunos realmente compreenderam essas ideias.
Caso perceba que eles estão com dificuldades,
reforce as ideias. Aproveite também para perguntar
o que mais gostaram e o porque.
Objetivo: Revisão do trimestre.
Material: Folhas e caneta.
Procedimento: Sente-se com seus alunos em
círculo e faça um comentário geral a respeito de
toda a Epístola aos Romanos. Depois, peça que
os alunos formem grupos. Distribua as folhas e as
canetas. Solicite que os componentes dos grupos
coloquem os nomes nas folhas. Estabeleça um
tem po de no máximo 10 minutos para que os
alunos enumerem corretamente e leiam as refe
rências. Recolha as folhas e corrija os exercícios.
O grupo que tiver mais acertos será o vencedor.
1) A recompensa pelo pecado é a morte. Jesus
morreu em nosso lugar.
2) Deus removeu a punição do pecado mediante
o sacrifício de Jesus Cristo na cruz do Calvário.
3) Deus escolhe pessoas para propósitos espe
cíficos.
4) Deus vai nos dar um novo corpo no céu, não
mais sujeito ao pecado e à morte.
5) Mediante a fé no sacrifício de Jesus Cristo,
fomos declarados "sem culpa".
6) O Espírito Santo que passa habitar em nós
depois da conversão nos ajuda a ser parecidos
com Jesus.
( ) Santificação - Romanos 5.2;15.16
( ) Justificação - Romanos 4.25; 5.18
( ) Glorificação - Romanos 8.18,19
( ) Eleição - Romanos 9.10-13
( ) Expiação - Romanos 3.25
( ) Redenção - Romanos 3.24; 8.23
GABARITO
( 6 ) Santificação
( 5 ) Justificação
( 4 ) Glorificação
( 3 ) Eleição
( 2 ) Expiação
( 1 ) Redenção
PRIM ÁR IO S
OS MILAGRES DE JESUS
Neste trimestre, as crianças da classe de primá
rios vão estudar a respeito dos milagres realizados
pelo Senhor Jesus. O objetivo é mostrar às criançasque Jesus é poderoso. Ele não mudou e continua a
realizar o impossível em nossas vidas. É importante
que você, professor, tenha consciência de que os
milagres realizados pelo Filho de Deus não tinham
o objetivo de atrair as multidões e surpreender as
pessoas. O alvo de Jesus era tão somente mostrar
que o Reino de Deus estava chegando por inter
médio de seu ministério (Mc 1.15).
Objetivo: Apresentar alguns dos milagres que
serão estudados no trimestre.
Material: Uma jarra com água e suco de uva,
peixinhos de borracha ou de papel, um vidro de
remédio.
Atividade: Mostre a jarra com o suco de uva e
pergunte: "Qual milagre de Jesus essa jarra nos
lembra?" Ouça os alunos. Depois diga que ela
nos lembra o primeiro milagre realizado por Jesus.
Em seguida, faça a seguinte indagação: "Onde
aconteceu esse milagre?" Diga que aconteceu
em uma festa de casamento na cidade de Caná.
(Faça os comentários que achar necessários a
respeito desse milagre.) Mostre alguns peixinhos
de papel ou de borracha. Pergunte: "Qual mila
gre estes peixinhos nos lembram?" (Incentive a
participação e ouça os alunos.) Este peixinho nos
lembra a pesca maravilhosa no mar da Galileia.
Neste trimestre nós também vamos estudar esse
milagre. Os ajudantes de Jesus pescaram a noite
toda, mas eles não pegaram nenhum peixinho.
Mas bastou uma palavra de Jesus para eles pega
rem muitos peixes!!! Mostre o vidro de remédio
e pergunte: "Qual milagre este vidro de remédio
nos mostra?" (Incentive a participação dos alunos).
A filha de Jairo estava muito doente. Ela deve ter
tomado muitos remédios. Mas nada adiantou. Ela
morreu. Porém, Jairo foi até Jesus. O Mestre foi
até a casa de Jairo, e chegando lá, fez a menina
viver novamente. Nós também vamos estudar esse
milagre neste trimestre. Não falte nenhuma aula
para que você não perca nenhum dos milagres
que vamos estudar.
JU N IO R ES
IGREJA, CASA DE DEUS
PRE-ADOLESCENTES
DONS E FRUTOS DO ESPIRITO SANTO
Professor, você ama a Casa de Deus? Então não
terá dificuldades de ensinar a respeito do tema do
trimestre. Tenha cuidado para que suas aulas não
sejam apenas informativas, mas que seus alunos
possam refletir, questionar e compreender que a
igreja não nasceu da vontade do homem, mas de
Deus. Que eles tenham uma visão correta a respeito
da Casa de Deus, tendo a consciência de que a
igreja não é uma organização, uma empresa, um
clube social ou lugar de entretenimento, mas é um
lugar onde várias gerações se unem para louvar e
exaltar o Todo-Poderoso. Que seus alunos possam
desenvolver um amor profundo pela igreja e por
aquEle que é o verdadeiro dono da casa, Deus.
Objetivo: Mostrar que a Igreja é a Casa de Deus.
Material: Uma caixa de papelão, tiras de pa
pel com as seguintes palavras: edifício de Deus,
lavoura de Deus, corpo de Cristo, um farol, família
de Deus, lugar de adoração.
Atividade: Sente-se com os seus alunos em
círculo. Explique que infelizmente muitas pessoas
têm uma visão errada da igreja e dos crentes. A
igreja é um lugar onde as pessoas que creem
em Jesus se reúnem para adorá-Lo. Em seguida,
peça que a turma forme dois grupos (meninos x
meninas). Peça que cada grupo retire um papel
da caixa. Só os componentes do grupo podem
saber o que está escrito. Devem manter segredo
total. Depois que todos os grupos retirarem os
papéis, explique que o grupo todo terá que re
presentar o que está no papel através de gestos,
mímica ou desenhos (nesse caso, distribua lápis e
papel). O grupo rival terá que descobrir o que eles
estão tentando dizer ou desenharam. Conclua a
atividade enfatizado que a igreja existe não para
oferecer entretenimento ou ajudar os carentes. A
igreja existe para adorar a Deus. Então, peça que
cada aluno fale uma frase de adoração ao Senhor.
A temática do trimestre é a respeito dos dons
espirituais e do fruto do Espírito. Os dons precisam
ser exercidos acompanhados dos frutos. Ter os
dons não significa espiritualidade, mas os frutos
evidenciam a nossa comunhão com o Senhor. Em
1 Coríntiosl .7, Paulo diz que nenhum dom faltava
à igreja de Corinto, mas no capítulo 3.1, o apóstolo
diz que eles eram carnais. Precisamos dos dons
espirituais, tanto quanto do fruto do Espírito.
Objetivo: Fazer os alunos refletirem a respeito
dos frutos que eles estão produzindo.
Material: Ramos ou algumas folhas de árvores,
como por exemplo, laranjeira, limoeiro, abacateiro,
figo, etc.
Atividade: Sente-se com os alunos em círculo.
Em seguida, mostre as folhas ou ramos, e peça
que eles digam o nome da árvore a que perten
cem. Explique que é difícil identificar uma árvore
apenas olhando as folhas ou ramos. Depois faça
a seguinte indagação: "O que identifica uma
árvore?" Ouça-os e depois peça que leiam Lucas
6.44. Explique que cada árvore é conhecida por
seus frutos. Assim como uma macieira não pode
produzir banana, uma árvore má não pode produzir
bons frutos. Os frutos representam as nossas ações.
Quando o nosso caráter é transformado e moldado
segundo a Palavra de Deus, passamos a produzir
o fruto do Espírito Santo (GI 5.22). Quem está em
Cristo é nova criatura e não mais anda segundo a
carne. Peça que leiam Gálatas 5.19-21 e enumerem
os frutos da carne. Quem vive segundo a carne,
produz frutos podres e não herdará o Reino de
Deus. Conclua lendo Gálatas 5.21.
E N S IN A D O R ^ ,
l CRISTÃO I
Neste trimestre os adolescentes vão estudar
a respeito da família cristã. A família tem sofrido
muitos ataques por parte do Inimigo, mas ela é
e continuará sendo a célula mais importante de
uma sociedade. Deus criou a família e deseja que
tenha uma vida familiar saudável.
Objetivo: Introduzir o trimestre e mostrar aos
alunos a importância da família.
Material: Caixa com diferentes objetos (porta-
-retrato, caneta, chaveiro, pilha, etc).
Atividade: Professor, sente-se com os alunos
em círculo. Coloque no centro do círculo a caixa
com os vários objetos que você trouxe. Depois,
peça que os alunos escolham um ob je to que
possa representar um membro de sua família.
Dê um tem po para que os alunos façam suas
escolhas. Em seguida, peça que o aluno diga
qual membro da família o objeto representa e o
porquê da escolha. Ouça com atenção os alunos
e explique que a família é a reunião de pessoas
com temperamentos e personalidades diferen
tes. Para que a vida em família seja uma bênção
é preciso que os membros da família cumpram
os princípios bíblicos estabelecidos pelo Senhor.
Peça que os alunos leiam estes princípios rela
cionados em Efésios 5. 22-33 e 6.1-4:
- Princípios para os maridos - Amar a esposa
(Ef 5.27,28)
- Princípio para as esposas - Honrar (ser sub
missa) ao marido (Ef 5.23,24)
- Princípios para os filhos - O bedecer aos
pais (Ef 6.1,2)
- Princípios para os pais - Não provocar os
filhos (Ef 6.4)
Os juvenis vão estudar a respeito de liderança
cristã. O objetivo é que eles aprendam que na
Igreja é Deus quem estabelece os líderes. Você
também é um líder à frente de sua classe. Por
isso, esteja atento a um aspecto importante da
liderança que será apresentado nesta dinâmica.
Objetivo: Compreender que o trabalho em
equipe é o princípio básico da liderança eficaz,
inclusive na causa do Senhor.
Atividade: Sente-se com seus alunos em círculo
e explique que todo líder, qualquer que seja a
área de atuação, corre o risco de desgastar-se no
exercício da liderança quando não sabe delegar
responsabilidades. Alguns pensam que podem
fazer tudo sozinhos. Puro engano! Todos precisam
de cooperadores (Rm 16.3). Os cooperadores
(equipe) precisam trabalhar em harmonia.
Explique que muitos não valorizam o trabalho
em equipe por falta de conhecimento, pois des
conhecem a importância e os benefícios deste.
Leia o texto bíblico de 1 Coríntios 3.6. Depois,
expliqueque "Paulo só teve o que plantar, por
que alguém lhe deu a semente, Apoio só teve
o que regar, porque Paulo plantou, e Deus só
deu crescimento porque os dois plantaram ".
Paulo e Apoio trabalharam em equipe. Trabalhar
em equipe é um princípio bíblico que deve ser
observado por todos que querem realizar a obra
de Deus. Em seguida, peça que formem grupos.
Cada grupo deverá fazer uma pantomima, uma
encenação utilizando apenas gestos, mostrando
a importância do trabalho em equipe.
/ ' E N S I N A D O R\ C R I S T Ã O J
A mais famosa epístola do apóstolo Paulo foi es
crita aproximadamente entre 57 e 58 d.C., com uma
margem de erro de um ou dois anos, de acordo com o
estudioso do Novo Testamento, D. A. Carson. O autor
é Paulo, embora tenha sido Tércio quem escreveu
a epístola, o amanuense do apóstolo (Rm 16.22). A
carta foi destinada aos crentes, judeus e gentios, que
constituíam a igreja em Roma (Rm 1.7,15). A maioria
dos estudiosos concorda que havia pelo menos dois
propósitos na epístola paulina: (1) missionário - O
apóstolo se apresentaria à igreja para remover as
suspeitas contra ele levantadas pelo partido judaico
de Jerusalém a fim de impedi-lo a chegar à Europa,
na Espanha; (2) D ou triná rio - Expor os d ire itos e
privilégios da salvação tanto dos judeus quanto dos
gentios, pois, em Cristo, não haveria mais judeu nem
grego, mas uma pessoa somente nascida de novo em
Jesus Cristo (Rm 14.1-10). Por isso, o principal texto
da Epístola aos Romanos é "Porque nele se descobre
a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas
o justo viverá da fé" (1.17).
Caro professor, estude bons comentários do Novo
Testamento. Associe o conhecim ento adqu irido a
partir do seu estudo introdutório, e sob a perspectiva
da visão do todo da carta de Paulo, com o auxílio da
A EPÍSTOLA, DE ROMANOS ESTÁ ESTRUTURADA
EM TRÊS GRANDES ÁREAS:
Área 1:
Argumentos
da Justificação
pela fé
(1-8)
Área 2:
A relação
de Israel com o
Plano de Salvação
(9-11)
Área 3:
Questões
práticas da
vida cristã
(12-16)
1. Prefácio e Sau
dação (1 .1-7 ); 2.
Paulo deseja ver os
romanos (1.8-15); 3.
Assunto: a justiça
pela fé (1.16-17); 4.
A depravação dos
gentios (1.18-32); 5.
Os judeus e a justiça
de Deus (2.1-3.8);6.
A universalidade do
pecado e o poder
da graça de Deus
(3.9-6.20); 7. Nova
vida e as primícias
do Espírito (7.1-8.39).
1. A tristeza de Paulo
pela incredulidade
de Israel (9.1-5); 2. A
liberdade da graça
(9.6-33);
3. A re je ição dos
judeus à justiça de
Deus (cap. 10); 4.
O fu tu ro de Israel
(11.1-32); 5. Hino de
adoração (11.32-36).
1. C onsa g ra çã o ,
am or e fe rv o r no
uso dos dons (12.1-
21); 3. Submissão à
autoridade (13.1-7); 4.
O amor ao próximo,
vigilância e pureza
(13.8-14);5. Tolerân
cia, liberdade e amor
(cap. 14);6. O exem
plo de Cristo (15.1-
13); 7. O apostola
do, o propósito e as
recomendações de
Paulo (15.14-16.27).
Fonte: Texto adaptado da Bíblia de Estudo Pentecostal (BEP), CPAD.
MARAVILHOSA
GRAÇA:
0 Evangelho
de Jesus Cristo
revelado na Carta
aos Romanos
M a r c e l o O l i v e ir a d e O l i v e ir a
A necessidade universal
da Salvação em Cristo
Justificação, somente
pela fé em Jesus Cristo
Caro professor, abordaremos a seção da Epístola
aos Romanos que se inicia em Romanos 1.18 e se
encerra em 3.9. Observando a estrutura da lição ora
estudada: I. A necessidade da salvação dos gentios;
II. A necessidade da salvação dos judeus; III. A neces
sidade da salvação da humanidade percebemos
que o comentário segue a estrutura que o apóstolo
Paulo estabeleceu nesta seção de Romanos, 1.18-3.9.
E fundamental que a organização da estrutura da
epístola esteja bem clara em sua mente.
Sobre os gentios
Na seção de Romanos 1.18-32, é demonstrada
com muita clareza a situação dos gentios diante
de Deus. Eles não reconheceram a Deus, que se
manifestou por intermédio da criação, fazendo que
o Pai Celestial os entregasse "aos desejos dos seus
corações, à impureza". Esta expressão é uma das
mais importantes no desenvolvimento da explicação
de Paulo em relação à situação dos gentios. Os
principais estudiosos dessa epístola concordam que
a expressão "Deus os entregou" não tem o sentido
de uma condição "decretada" por Deus para que os
gentios jamais se arrependessem, mas, pelo contrá
rio, seria uma deliberação divina perm itindo que o
gentio seguisse o seu próprio caminho de futilidade
de vida, aprofundando mais no pecado e na imun
dícia, pois na verdade esta seria uma consequência
natural de escravidão do pecado. Como frisa C. E. B
Cranfield, esta condição não seria um "privilégio" só
dos gentios, mas de toda a humanidade, mostrando
assim que a sessão 1.18-32 também engloba a rea
lidade dos judeus, que, de maneira oculta, repetia
o caminho dos gentios (2.1). Ou seja, ainda assim
Deus não perderia de vista a possibilidade do mais
vil pecador se arrepender, pois Ele quer que todos
os homens sejam salvos (1 Tm 2.4).
Sobre os judeus
Ora, a eleição dos judeus como povo de Deus
deveria lhes trazer humildade, gratidão e quebran
tamento. Mas aconteceu o contrário. A soberba, a
ingratidão e a dura cerviz fizeram com que esse povo
vivesse de maneira hipócrita perante Deus. Enquanto
criticava os gentios, ele ocultamente vivia os caminhos
do ser humano escravo do pecado. Por isso, o homem
judeu não tinha a desculpa de ser filho de Abraão, pois
na prática era filho do pecado: "Tu, que te glorias na
lei, desonras a Deus pela transgressão da lei? Porque,
como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre
os gentios por causa de vós" (Rm 2.23,24 cf. w.17-22).
Para explicar a doutrina da Justificação pela Fé, o
apóstolo Paulo usa dois tipos de linguagem na carta: a
do judiciário e a do sistema de sacrifício levítico. Como
o apóstolo pretende convencer o seu público leitor,
os judeus, bem como os gentios, de que mais do que
observar o sistema de Lei como requisito para a salva
ção, Deus havia manifestado a sua graça justificadora
lá no tempo da Antiga Aliança por intermédio do pai
da fé, Abraão, o apóstolo afirma com todas as letras:
"Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a
fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade,
não somente à que é da lei, mas também à que é da fé
de Abraão, o qual é pai de todos nós. [...] Pelo que isso
lhe foi também imputado como justiça" (Rm 4.16,22).
Dessa forma, o apóstolo argumentava ao judeu de
que, mesmo o gentio não tendo a Lei, a condição do
gentio em relação a Deus em nada é inferior ao do
judeu. Em Jesus, pela fé mediante a Graça de Deus,
o gentio é filho de Abraão por intermédio da fé, que
é pai tanto do judeu quanto do gentio achado por
Deus (Rm 4.9-13).
A linguagem judiciária da Justificação
Ser justificado por Deus é ser inocentado por Ele
mesmo da condição de culpado pelos atos. Ou seja,
o indivíduo não tem quaisquer condições de se auto-
declarar inocente ou de aliviar a sua consciência, pois
sabe que nada poderá apagar a sua culpa. Por isso,
Deus, em Cristo, na cruz do Calvário, nos reconciliou
para sempre (2 Co 5.19). De modo que o apóstolo
Paulo ratifica esse milagre: "Porque pela graça sois
salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom
de Deus" (Ef 2.8).
A linguagem sacrifical da Justificação
Trocar o culpado pelo inocente. O sangue de Jesus
Cristo foi derramado no lugar do sangue da humani
dade. Foi a substituição vicária de Cristo Jesus por
nós. Éramos culpados, mas Cristo se tornou culpado
por nós; éramos malditos, Cristo se tornou maldito
por nós; éramos dignos de morte, Cristo morreu em
nosso lugar e por nós (Rm 3.25).
A linguagem judiciária e sacrifical da justificação nos
mostra um Deus amoroso e misericordioso, que não fazacepção de pessoas e que deixa clara a real condição
do ser humano, seja ele judeu ou gentio: somos todos
carentes da graça e da misericórdia do Pai.
Caro professor, esse trecho bíblico [3.1— 4.25] é
importante para o desenvolvimento do argumento do
apóstolo em sua epístola. Estude-o com rigor.
Os benefícios da
justificação
Ora, pode uma doutrina como a da justificação
pela fé ter um benefício prático na vida do crente?
Há alguma consequência concreta quando o crente
toma aconsciência de que foi justificado por Deus por
intermédio da graça divina mediante a fé em Jesus?
Professor, é importante enfatizar aos alunos de que
toda doutrina bíblica possui uma aplicação para a vida.
Doutrina não é apenas teoria; ela visa a amadurecer o
crente a fim de que ele caminhe de maneira segura no
processo de amadurecimento da fé no caminho de Cristo.
Por isso, ao iniciar a aula desta semana, conforme a sua
possibilidade, reproduza resumidamente os benefícios
da doutrina da justificação pela fé com o objetivo de
facilitar a reflexão em sala de aula:
OS BENEFÍCIOS DA DOUTRINA DA JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ
Romanos 5.1-5
—► A graça de Deus
justificando o ser
humano
Romanos 5.6-11
—► O amor trinitário
Romanos 5.12-21
“ ► A nova Criação
de Deus
1. A bênção da paz com
Deus (v.1);
1. 0 amor do Pai pelo
ser humano (v.8);
1. O homem em Adão
(v.12);
2. A bênção de esperar
em Deus (v.2);
2. O Espírito Santo distri
bui o amor (5.5b);
2. O homem em Cristo
(v.17).
3. A bênção de sofrer
por Cristo Jesus (w.3-5).
3. 0 Filho realiza o amor
no coração (w.10,11).
1. A bênção da paz com
Deus (v.1);
O quadro acima destaca uma série de bênçãos que o
crente justificado por Deus tem acesso ao Pai no momento
em que abre o coração para a Palavra de Deus. Um dos
pontos mais importantes desse quadro são as imagens que
o apóstolo Paulo usa para destacar o "homem imperfeito
em Adão" e o "ser humano perfeito em Jesus". A maior
das bênçãos da justificação pela fé é que se por Adão
entrou no mundo a morte, o sofrimento, a traição etc, por
Cristo chegou a vida, a paz, a esperança, a alegria e tudo
quanto é bom para aquele que está em Cristo Jesus, o
nosso Senhor (Rm 5.12-21).
Enfatizar ao aluno a nova realidade de vida de uma pessoa
justificada por Deus é permitir-lhe conhecer uma das mais
ricas e consoladoras doutrinas sobre a condição do ser
humano agora justificado por Cristo. Quantas são as pes
soas que chegam às nossas comunidades sofridas, cheias
de condenação na alma e na consciência? O contato, a
assimilação e a fé nesta verdade bíblica quebrarão e des
truirão as amarras da alma e da consciência daqueles que
se sentem acusados e se tornam acuados pelo Inimigo de
nossas almas. Ore a Deus, peça-o para cada aluno viver
a graça dessa verdade em nome de Jesus.
A Maravilhosa Graça
O obstáculo à mensagem da Graça de Deus
Um dos maiores obstáculos sobre o ensino do
apóstolo Paulo quanto à maravilhosa graça de Deus é a
confusão feita com o Antinomismo. O prezado professor
já deve ter se interado das implicações imorais que o
Antinomismo traz às vidas das pessoas. A ideia do Anti
nomismo é promover a extinção de quaisquer espécies
de preceitos morais em forma de lei a ser seguida. De
modo que se qualquer cristão exigir o mínimo de um
comportamento moral do outro, logo ele será denomi
nado moralista, no sentido mais pejorativo do termo.
É claro que o apóstolo Paulo não estava ensinando
no capítulo 6 a extinção de quaisquer aspectos de ordem
moral. Quem criou essa confusão foram os intérpretes
de Paulo, mais vinculados às doutrinas do Gnosticismo,
ao ponto de defenderem a estapafúrdia ideia de que
quanto mais "o crente pecar mais a graça o alcançará",
uma interpretação transloucada de Romanos 5.20b:
"Mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça".
A analogia entre Adão e Cristo
Ora, qualquer estudante sério das Escrituras sabe
que o versículo acima é a culminação da analogia de
que o apóstolo faz entre Cristo e Adão (de acordo
com o que estudamos na lição 4). Bem como explicou
o erudito John Murray, a entrada e a universalidade
totalitária do pecado neste mundo, bem como o juízo
e a morte, estão ambos vinculados à pessoa de Adão
(onde o pecado superabundou). Entretanto, a entrada
da justiça divina, o predomínio da graça, da justificação,
retidão e da verdadeira vida estão ligadas a Jesus
Cristo (onde superabundou a graça). Neste aspecto,
o apóstolo quer mostrar que a história da humanidade
gira em torno desses dois eixos, Adão e Jesus.
A doutrina da maravilhosa graça de Deus nos
mostrará que o homem dominado pelo pecado só
pode ser livre desse domínio pela graça divina. Neste
sentido, ela é libertadora, pois livra o ser humano do
senhorio do mal; ela é vida, pois destrói o reinado da
morte; ela é eterna, pois faz o ser humano levantar-se
da morte para a vida plena.
O ser humano nascido de novo tem gerado den
tro dele uma nova consciência que, mesmo quem
não conheceu a Lei de Moisés, manifesta a ética e
o com portam ento baseado no Am or de Deus de
maneira consciente e sincera (Gl 5.22-24). Ou seja, o
Espírito Santo é quem convenceu este ser humano
do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8-11). Por isso,
a graça é maravilhosa!
A Lei, a Carne e o
Espírito
A vida segundo o
Espírito
Sobre o papel da Lei - Lembre-se sempre de que
um dos métodos argumentativos do apóstolo em suas
epístolas é o de criar perguntas retóricas a fim de ensinar
determinada doutrina. Como por exemplo: se pela Lei
eu conheço o pecado, então a Lei é má? O apóstolo
responderá imediatamente: De modo nenhum (Rm 7.7).
Se a Lei é de Deus, ela é boa e santa. Mas, então, ela
se tornou morte para mim? — De modo nenhum (Rm
7.13) — mais uma vez responde o apóstolo.
No versículo 7, o que vemos é o apóstolo Paulo
rejeitando a ideia de que a Lei é má, ou é pecado.
Pelo contrário, o apóstolo afirma que é pela Lei que
conhecemos o pecado. Ou seja, não que pela Lei
consumamos o pecado, mas o conhecemos. Aqui há
uma diferença gigante entre o conhecer o pecado e
o praticar o pecado. Alguém pode perguntar: Então
o que fez o ser humano pecar? De pronto o apóstolo
responde: "Mas o pecado, tomando ocasião pelo man
damento, despertou em mim toda a concupiscência:
porquanto, sem a lei, estava morto o pecado" (v.8).
Logo, a Lei não é pecado.
No versículo 13, mais uma pergunta retórica: a Lei
tornou-se morte para mim? A resposta do apóstolo é mais
um vigoroso: De modo nenhum. Na sequência do texto
o apóstolo Paulo mostra que o que ocorre é exatamente
o contrário: quem produz a morte não é a Lei, senão o
pecado. O pecado é quem produz a morte no ser humano.
A Lei o desmascara e sobre ele nos convence.
Lei e Pecado - Lei e Pecado são elementos diame
tralmente opostos. A santidade da Lei e em relação ao
pecado é de uma seriedade e solenidade na epístola
de Romanos ao ponto de o apóstolo deixar claro de
que a Lei não é a ministradora do pecado ou da morte.
Digamos que ela agrava o Pecado.
Há um ditado popular que diz: "Tudo o que é proi
bido é mais gostoso". A partir do momento em que o
ser humano toma contato com a proibição é como se
houvesse uma revolta contra aquela proibição e uma
necessidade imensa de violar aquilo que está proibido. E
nossa natureza pecaminosa. Se não quebrada a norma,
nenhuma consequência. Mas no caso da pessoa que
viola tal norma, sofrerá ela as consequências da norma.
Por esse aspecto, podemos dizer que a norma agrava
a violação, pois se não houvesse a norma não haveria
a violação. Se houvesse Lei, não haveria o pecado. A
graça de Deus apresentada pelo apóstolo Paulo implica
num compromisso muito sólido e vivo com a ética do
Reino de Deus e sua justiça.
O tema do capítulo oito
Caro professor,a lição sete abordará o último capítulo
da primeira seção da Carta aos Romanos. Lembra de
que a epístola está estruturada em três grandes seções:
1—8; 9— 11; 12— 16? Na presente lição, analisaremos
o capítulo 8, que conclui o argumento da justificação,
apresentado pelo apóstolo Paulo ao longo dos sete
capítulos anteriores: a vida no Espírito.
Ora, se ao longo dos sete capítulos o apóstolo
argumenta que Cristo nos justificou e nos libertou,
arrancando-nos das garras do império do pecado,
agora ele pretende mostrar como é a vida no Espírito
de quem foi justificado por Cristo. Para isso, é impor
tante o professor voltar-se para algumas referências dos
capítulos anteriores: Romanos 5.1-5; 7.4-6.
A nova vida no Espírito
"Portanto, agora, nenhuma condenação há para os
que estão em Cristo Jesus, que nãoandam segundo a
carne, mas segundo o espírito" (8.1). E significativo que
este primeiro versículo seja uma consequência natural e
prolongada de Romanos 7.6: "Mas, agora, estamos livres
da lei, pois morremos para aquilo em que estávamos
retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e
não na velhice da letra". Portanto, nenhuma condenação
há para quem está em Cristo!
O apóstolo passa a demonstrar o fato de que a
libertação do pecado produzida pelo Espírito resultou
em nosso livramento da culpa e da morte, fruto da obra
expiatória de Cristo no Calvário. Se no capítulo cinco
esta nova realidade de vida traz a esperança, pois é
uma nova realidade como produto do derramamento
do amor de Deus por intermédio do seu Espírito (v.5),
no oitavo o apóstolo trata o crente como que vivendo
e estando imerso nesta esperança, isto é, a vida plena
no Espírito Santo (8.1,6b).
A realidade de quem "anda" no Espírito vislumbra
no apóstolo uma perspectiva escatológica — "Porque
para mim tenho por certo que as aflições deste tempo
presente não são para comparar com a glória que em
nós há de ser revelada" (8.18) — arraigada na realidade
da existência: "E da mesma maneira também o Espírito
ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que
havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito
intercede por nós com gemidos inexprimíveis" (v.26).
Convide a sua classe a viver no Espírito. Nossa es
perança deve estar no céu, mas não podemos perder
de vista a realidade das coisas. Precisamos reproduzir
o vislumbre da gloriosa esperança onde habitamos.
Israel no piano da
redenção
m l i ç ã o s i
9 .
A nova vida em Cristo
"E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu,
sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles e
feito participante da raiz e da seiva da oliveira, não te
glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares,
não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti" (Rm
11.17,18). Infelizmente, não são poucos dentro da
igreja evangélica que esquecem essa advertência
e reverberam a ideia equivocada da Teologia da
Substituição. Penso ser importante usar este espaço
para falar um pouco da origem dessa teologia, pois
pode haver alguém da sua classe que desconhece
esse tema e lhe faça algumas perguntas.
A questão do papel do povo judeu hoje no plano de
Deus tem despertado sentimentos variados nos cristãos
do mundo atual em relação ao Israel contemporâneo.
Tais sentimentos atrelam-se ao método adotado na
interpretação bíblica ao longo da história eclesiástica.
Assim, o método alegórico foi importantíssimo para
o surgimento da Teologia da Substituição.
A destruição de Jerusalém, a Cidade de Deus, no
ano 70 d.C, foi um acontecimento crucial para a eficácia
desse método. No século IV, o clero cristão era constitu
ído por bispos ocidentais e orientais influenciados pelo
método alegórico — ele uniu-se ao império romano,
mediante Constantino, o imperador de Roma. Esses
clérigos consideraram a destruição de Jerusalém um
sinal de que Deus havia rejeitado o povo judeu.
Neste contexto, a Teologia da Substituição ga
nhou força dentro do Cristianismo. A igreja romana
advogou para si o título de o "Novo Israel de Deus".
E, a exemplo de outras tradições cristãs, passou a
ju lgar os judeus como "O povo rebelde que matou
Jesus" e para sempre fora rejeitado por Deus. Por
isso, o estudioso Arnold Fruchtenkbaum conceitua a
Teologia da Substituição como corrente que rejeita
o moderno Estado de Israel como cumprimento da
profecia bíblica. Neste caso, todas as profecias sobre
o povo judeu já fora cumprida e, por isso, não se
deve esperar nenhuma restauração futura de Israel
(cf. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. CPAD,
2008, pp.372). Ora, algumas respostas sobre a pro
fecia bíblica deveriam responder a estas questões:
Qual o público alvo da profecia bíblica? Cumpriu-se
toda? A quem Deus prometeu uma terra localizada
no Oriente Médio?À Igreja ou a Israel? Tal promessa
se cumpriu plenamente? Então, o estudioso sério
das Escrituras pensará muito antes de afirmar que a
Igreja substituiu Israel.
Aplicando a mensagem
Chegamos à seção bíblica em que o apóstolo
Paulo passa a tratar sobre a aplicabilidade da dou
trina. Os capítulos 12 a 16 de Romanos é a aplicação
da mensagem que o apóstolo desenvolveu ao longo
de toda a epístola (Rm 1— 11).
Vivemos num tempo em que tudo o que se conhece
o ser humano deseja aplicar na vida prática sem fazer
uma reflexão sobre as implicações da aplicabilidade
desse conhecimento. O tema das doutrinas bíblicas
não foge desta ordem. É natural, após de havermos
estudado, que se pergunte: qual o efeito prático que
a doutrina da justificação pela fé tem para a vida?
O apóstolo começa a responder a pergunta a partir
do assunto da santificação: "Mas transformai-vos pela
renovação do vosso entendimento" (Rm 12.2). Ora, a
base da santificação do crente é a sua união com Cristo,
pois a partir dessa união foi que o crente rompeu com o
pecado e andou em novidade de vida conforme a eficácia
da ressurreição do nosso Senhor (Rm 6.4,10-11). Como
o Espírito Santo é aquele com quem nós andamos; por
intermédio dEle, somos instados a viver somente para
Deus segundo a sua imperiosa vontade. Aqui, ocorre a
vocação e o chamado para vivermos uma vida de santidade.
No culto racional e nas virtudes cristãs
Deste modo, o crente nascido de novo tem uma ética
fundamentada na obra da redenção. A partir desta, somos
chamados a cultuar o nosso Deus com entendimento e
sabedoria (Rm 12.1), sendo instrumento disponível de Deus
para abençoar a vida dos nossos irmãos por intermédio do
uso dos dons (Rm 12.6-8). De modo que o amor suplanta
e se torna a grande medida dessa instrumentalidade. Ou
seja, fomos separados para amar sem fingimento; amar
cordialmente uns aos outros; sermos intensos no cuidado
com o outro e fervorosos no espírito; alegrando-se na
esperança, sendo paciente na tribulação e perseverando
em oração; comunicando a nossa necessidade ao outro;
sendo unânime naquilo que importa; não ambicionando
as coisas altas; não desejando o mal do outro; dando de
comer e de beber ao inimigo; não devolvendo o mal com
o mal, mas com o bem (Rm 12.9-21).
Viver esta santidade do amor não é fácil. Isto re
quer anular o nosso orgulho, soberba e prepotência.
Fomos justificados gratuitamente pela fé em Jesus
Cristo. Deus nos amou, apesar de nós. Então, não
podemos pagar o mal na mesma moeda.
Em Cristo, somos chamados e convocados a ser
amorosamente santos!
'E NS IN AD O R '* '
I CRISTÃO ■
Deveres civis, morais
e espirituais
A história da humanidade pode ser contada a partir
das sucessivas tentativas de derrubadas e soerguimen-
tos de governos humanos. Ora, o Antigo Testamento
mostra com clareza as derrubadas de impérios e reinos,
e o levantamento de outros reinos no lugar daqueles
abatidos. A história da humanidade também é uma
história da busca e de conquista do poder.
Na época do apóstolo Paulo, o sistema degoverno
vigente no mundo era a Monarquia Absolutista. O poder
era centralizado na pessoa do imperador de Roma.
Quando o apóstolo se refere sobre a devida obediência
às "Autoridades superiores", ele se referia a autoridade
civil exercida pelo governo de Roma, bem como a refe
rência direta aos administradores do governo romano.
Um ponto que é claro na epístola, e no capítulo 13,
é que as obrigações que incidem em nossa sujeição
às autoridades civis, mediante ao ensino apostólico,
significam fazer a "boa, agradável e perfeita vontade
de Deus" (Rm 12.2). Neste sentido, devemos obedi
ência ao governo civil porque, em primeiro lugar, toda
autoridade provém da parte de Deus. Neste caso, o
governo e os magistrados são responsáveis para punir
o malfeitor e assegurar o bem estar das pessoas de
bem (Rm 13.2-5). Outro ponto: a obediência à autori
dade não pode ser apenas pelo medo de ser punido,
mas pela consciência de que é uma instituição divina
(13.5). Entretanto, quando lemos a carta de Paulo aos
Romanos, mais especificamente o trecho sobre as
autoridades civis, nós devemos levar em conta algumas
questões importantes:
1 . O sistema de governo de Roma na época de
Paulo não é o mesmo do atual;
2. Diferentemente da Monarquia Absolutista, hoje
a maioria das nações tem o sistema de governo
sob a perspectiva de leis, segundo o advento das
Constituições.
3. No regime das Constituições, o chefe do Estado,
apesar de ser uma autoridade com poderes pre
vistos na Constituição, não é um déspota, mas
o servidor da nação com limites muito claros e
delimitados segundo o sistema constitucional.
4 . Se a autoridade fo r responsável por crime de
responsabilidade ou atentar contra a probidade
administrativa, a Constituição prevê caminhos
para a destituição dessa autoridade.
Portanto, hoje o que caracteriza a desobediên
cia civil é o descumprimento da Constituição e do
sistema de Leis vigente em nossa nação.
A Tolerância Cristã
O livro dos Atos dos Apóstolos, no capítulo 15, narra
o primeiro grande conflito que poderia levar grandes
prejuízos à comunhão da novata igreja. O problema teve
de ser tratado no que se chamou de o primeiro concílio
da igreja. Ora, por intermédio do ministério de Paulo
e de outros companheiros, muitos gentios chegaram
à fé. Mas havia grandes questões: o que era preciso
para ser um seguidor de Jesus? Era necessário o gentio
guardar toda a lei de Moisés? Conhecer e compreender
a mensagem do Evangelho não seria suficiente?
O concílio da igreja chegou à conclusão de que
os gentios não precisariam guardar a Lei de Moisés,
senão, apenas considerar as seguintes resoluções:
1 . Não comer carne de nenhum animal que tenha
sido oferecido aos ídolos;
2 . Não comer sangue nem carne de nenhum animal
que tenha sido estrangulado;
3. Não praticar imoralidade sexual.
Estas resoluções foram recebidas de maneira
amorosa pelos gentios. Mas temas dessa natureza
retornaram agora no capítulo 14 de Romanos. Pois o
apóstolo Paulo volta-se novamente perante o problema
que já havia sido superado. Entretanto, a questão maior
é que na igreja de Roma, judeus e gentios estavam
convivendo mutuamente, de modo que os judeus se
escandalizavam com a liberdade dos gentios. Mas
que nos chama atenção neste capítulo 14 é o ensino
de tolerância que o apóstolo passa a expor:
1. "Paremos de criticar uns aos outros" (v. 13);
2 . "Por estar unido com o Senhor Jesus, eu estou
convencido que nada é impuro em si mesmo" (v. 14);
3. "Mas, se alguém pensa que alguma coisa é impura,
então ela fica impura para ele", (v. 14);
O apóstolo conclui o argumento da tolerância
entre irmãos da seguinte maneira: "Se você faz com
que um irmão fique triste por causa do que você come,
então você não está agindo com amor. Não deixe
que a pessoa por quem Cristo morreu se perca por
causa da comida que você come. Não deem motivo
para os outros falarem mal daquilo que vocês acham
bom" (w.15,16). Pois na verdade o Reino de Deus não
é comida e nem bebida, mas vida correta, em paz e
com alegria no Espírito Santo (v.17).
Portanto, em nome da paz e da alegria, vale a pena
respeitar o diferente e aquele que não pensa da mesma
forma que você. Pensar diferente faz parte da grande
diversidade que há na Igreja, o Corpo de Cristo. Por
isso, viva em paz! Viva com alegria!
/ -E N S IN A D O R ,A-1-l
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LIÇÃO 8A
1 1 2 T
----
Cosmovisão 0 cultivo das relações
missionária
Se há uma característica que podemos confirmar na
carta do apóstolo Paulo aos Romanos é o sentimento
missionário do apóstolo. Paulo era um homem de co
ração voltado para as missões. O Espírito Santo usou a
instrumentalidade de Paulo para o Evangelho atingir a
civilização ocidental. Por isso, podemos notar caracte
rísticas muito profundas na visão missionária de Paulo.
A visão missionária de Paulo
O capítulo 15 de Romanos mostra a primeira
predisposição de o apóstolo anunciar o Evangelho a
quem nunca ouviu falar sobre ele. Neste sentido, veja
a fala do apóstolo: "E desta maneira me esforcei por
anunciar o evangelho, não onde Cristo houvera sido
nomeado, para não edificar sobre fundamento alheio"
(v.20). A partir deste texto, uma característica essencial
que brota naturalmente de Paulo é a sua forma honesta
de fazer Missões em que ele jamais anunciaria.Cristo
onde Ele já fora anunciado. Imagine oimpacto que essa
visão paulina traria em nossa prática missionária nos
tempos modernos!
A visão missionária que esteja voltada para as
pessoas é a mais fiel em relação ao Evangelho, pois
ela não está voltada para um projeto de extensão de
instituições religiosas, mas simplesmente em alcançar
corações e mentes que ainda não conhecem a Deus e
a justiça do seu Reino.
Outra característica que encontramos na visão mis
sionária de Paulo é a esperança. Note o versículo 24:
"Quando partir para a Espanha, irei ter convosco; pois
espero que, de passagem, vos verei e que para lá seja
encaminhado por vós, depois de ter gozado um pouco
da vossa companhia". De acordo com alguns estudiosos,
é problemática a questão se o apóstolo Paulo chegou
ou não à Espanha. Entretanto, a Epístola de Clemente
à Igreja de Corinto e o fragmento muratoriano (uma
cópia da lista mais antiga que se tem dos livros do Novo
Testamento) são considerados argumentos fortes em
relação à ida do apóstolo à Espanha. Apesar do tempo,
dos obstáculos do ministério e de tantas outras questões
que afligiam o apóstolo, ele não deixou de ter esperança
e novos planos. Mas antes, ele planejara ir à Jerusalém
para ministrar aos santos (v.25).
Predisposição para anunciar Cristo onde Ele não
fora anunciado e esperança renovada na missão de
Deus são características que brotam naturalmente da
leitura da epístola paulina: "Assim que, concluído isto,
e havendo-lhes consignado este fruto, de lá, passando
por vós, irei à Espanha" (v.28).
interpessoais
O último capítulo de Romanos, o 16, é uma des
crição de uma lista de pessoas que o apóstolo Paulo
conhecia, embora ele ainda não tivesse chegado à
igreja de Roma: Febe, a portadora da carta do apóstolo
(v. 1); Priscila e Àquila, casal que cuidou de Paulo em
Corinto (v.3); Epêneto, Amplíato e Pérside eram pessoas
queridas do apóstolo, onde demonstra um vínculo de
comunhão do apóstolo devido a expressão "querido"
(v.5,8,9,12); Maria, uma trabalhadora que por certo
fora uma das fundadoras da igreja, pois a expressão
"muito trabalhou" evoca essa ideia (v.6); Andrônico e
Júnias, segundo os estudiosos do Novo Testamento,
eram parentesdo apóstolo, bem como judeus (v.7);
Amplíato, o "d ile to amigo no Senhor" (v.8); Urbano,
o cooperador, e Estáquis como "meu amado" (v.9);
Apeles, um homem "aprovado em Cristo", a família
de Aristóbulo (v. 10); Herodião, de acordo com o nome
e o contexto mencionado sugerem que ele pertencia
à casa ou à família de Herodes (v.11); Trifena e Trifosa,
supõem-se que eram irmãs, e Pérside também era uma
mulher (v. 12); Rufo, o "eleito do Senhor" e a mãe de
Rufo que Paulo a respeitava devido o seu acolhimento
(v.13); Asíncrito, Flegonte, Hermes, Pátrobas, Hermas
e a todos os irmãos que estão com eles (v. 14); Filólogo
e Júlia, Nereu e sua irmã, ao irmão Olimpase todo o
povo que está com ele (v. 15); por final: "Saudai-vos
uns aos outros com santo ósculo" (v. 16).
Note a lista de pessoas que o apóstolo Paulo
conhecia sem ainda te r ido à igreja de Roma. Ex
pressões como "queridos no Senhor", "a igreja que
está em sua casa", "d ile to am igo", "meu amado"
mostram o carinho e o relacionamento de ternura
que o apóstolo cultivava com as pessoas, mesmo de
longe. Imagine a necessidade que temos de cultivar
o relacionamento de carinho e ternura com as pes
soas que estão pertos: a nossa família, a igreja onde
congregamos e pessoas próximas de nós.
A importância da relação interpessoal
A vida na igreja local é uma grande oportunidade
para termos um relacionamento de respeito e de
muita alegria com aqueles que chamamos de irmãos.
Na igreja local, nos relacionamentos com pessoas
de diversas características: criança, adolescente,
jovem, adulto, terceira idade, pessoas portadoras de
alguma deficiência. Ou seja, é o nosso universo de
relacionamento interpessoal. Neste aspecto, o último
capítulo de Romanos é um estímulo a doar-nos ao
próximo em nome de Jesus.
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Ensino de
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C e s a r M o i s é s C a r v a l h o
U m a p e d a g o g ia
PARA A
EDUCAÇÃO CRISTÃ
-ões Básicas da Ciência da Educação
a Pessoas não Especializadas
Uma Pedagogia
para a Educação Cristã
César Moisés Carvalho
A educação cristã é geralmente exercida por
professores leigos, sem uma formação que lhes dê
suporte. Porém, a complexidade dos problemas atuais
não comporta mais uma prática de ensino do senso
comum, restrita à catequese e a reprodução manual.
É preciso que haja, ao menos, noções básicas acerca
de educação e de sua ciência, a pedagogia.
Indo da ética ao ato de educar, do perfil do
superintendente à educação cristã como labor
teológico, César Moisés oferece uma base científica
para pessoas não especializadas, mas completamente
dedicadas à educação cristã.
E Ix iK IÊ ] Assista neste link o vídeo
x írE U rJ da palestra do autor baseada
rT C uQ e em um ^os sapitulos do livro lllr"'AEI http://youtu.be/QmmMNxHPhJO
APRENDENDO
com o MESTRE
P o r A n t o n i o G i l b e r t o
0 preparo e desempenho
do orofessor da ED
ÍCT3QUQ1
V o o c “Disse-Lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a
Loot verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai
senão por mim” (Jo 14.6)
TERCEIRA PARTE
Antonio GUberto é
pastor na Assembleia de
Deus em Cordovil (RJ),
consultor doutrinário
e teológico na CPAD,
comentarista de Lições
Bíblicas e psicólogo
E. Desafios à Educação Cris
tã nestes últimos dias
Avisos da Palavra de Deus
sobre a precaução da Igreja ante
os males dos últimos dias contra
ela: "E também houve entre o
povo falsos profetas, como entre
vós haverá falsos doutores, que
introduzirão encobertam ente
heresias de perdição e negarão
as suas dissoluções, pelos quais
será blasfemado o caminho da
verdade" (2 Pe 2.1,2); 2 Tm 3.1-5;
A t 20.20; e "mas o Espírito ex
pressamente diz que,nos últimos
tempos, apostatarão alguns da
fé, dando ouvidos a espíritos
enganadores e a doutrinas de
demônios" (1 Tm 4.1). 1
1. O desafio a derrocada dos
alicerces espirituais, morais e
sociais por toda parte.
SM 1.3 " verdade, que já
os fundamentos se transformam;
que pode fazer o justo?
Alguns desses alicerces ou
fundamentos:
• O alicerce da fé em Cristo
(Lc 18.8).
"Digo-vos que, depressa, lhes
fará justiça. Quando, porém, vier
o Filho do Homem, porventura,
achará fé na terra"?
• O alicerce da doutrina cristã
segundo a Bíblia (Tt 2.7).
"Porque convém que o bispo
seja irrepreensível como despen
seiro da casa de Deus"
Cuidem os p rim e iro da fé
(Rm 1. 17b)", mas igualmente
da doutrina
, como está revelado em 1
T im óteo 4.6. "Propondo estas
coisas aos irmãos, serás bom
ministro de Jesus Cristo criado
com as palavras de fé e boa
doutrina que tens seguido.
• O alicerce da santidade; da
retidão; da justiça; do direito;
da integridade; da honestidade
(Hb 12.14; 2 Co 7.1). "Segui a
paz com todos e a santificação,
sem a qual n inguém verá o
Senhor".
• O a1 icerce da preservação
das convicções bíblicas e cristãs,
p rim e iro quando ao Senhor
Jesus Cristo. "Por cuja causa
padeço também isto, mas não
me envergonho, porque eu sei
em quem tenho e estou certo de
que é poderoso para guardar o
meu depósito até àquele Dia"
( 2 Tm 1.12 "porque eu sei em
quem tenho crido"; não em que
tenho crido.
2. O desafio da ortodoxia
bíblica e cristã do próprio en
sinador.
1 Co 4.6 " aprendais a não ir
além do que está escrito".
"E eu, irmãos, apliquei essas
coisas por semelhança, a mim e
a Apoio, por amor de vós, para
que, em nós, aprendais a não ir
além do que está escrito, não
vos ensoberbecendo a favor de
um contra outro"
3. O desafio do relativismo
moral, humanista e filosófico,
hoje presente por toda parte,
sem ser notado, nem contes
tado.
O relativismo infiltra-se hoje
no lar, na escola, na igreja, nas
profissões, no Governo em ge
ral, na administração pública e
privada, e na vida relacional do
indivíduo.
(Relativismo é uma teoria
moral filosófica afirmando:
(1) Que tudo na vida é con
textuai;
(2) Que tudo é relativo e va
riável;
(3) Que tudo depende dos
fins em vista;
(4) Que nada nesta vida é
absoluto.
(Isto é, as realidades morais,
éticas) cristãs científicas etc., va
riam conforme a época, o lugar,
a finalidade e o povo .)'
1. O desafio do constante
surgimento de movimentos
religiosos heterodoxos quanto a
fé e a doutrinas cristãs, segundo
a Bíblia.
É o secularismo dentro da
igreja, que na linguagem prática
é o mundanismo no viver diário
dos membros da igreja.
Não estam os fa lando de
contextua lização no sen tido
de adequação da igreja aos re
cursos da moderna tecnologia;
a modernidade. Não. Estamos
falando da absorção pela igreja,
da filosofia de vida do mundo
incrédulo, sem Deus.
F. Alertas ao Mestre Cristão
1. Mestres, doutores, teólo
gos, escritores, professores e
filósofos da Igreja têm causado
quase todas as divergências, ci
sões, lutas e diversões na Igreja,
desde os primeiros séculos.
O Educador cristão precisa
tomar cuidado com isso, para
ele não ser mais desses.
2. A Palavra de Deus adverte
aos que sabem: "a ciência incha"
Ora, no tocan te às coisas
sacrificadas aos ídolos, sabemos
que todos temos ciência. A ciên
cia incha, mas o amor edifica" (1
Co 8.1).1 'A ciência significando
o conhecimento, o saber.; i
O mestre cristão, bem como
outras pessoas da igreja, dotadas
de conhecimento sistemático
têm uma forte tendência para
o orgulho, a presenção, a auto-
-suficiência e a autodependência.
O educador cristão precisa
sempre tomar cuidado com isso.
3. O mestre cristão precisa
sempre lembrar-se que ciência
(=conhecimento) não é exata
mente o mesmo que sabedoria.
E eu, irmãos,
apliquei essas
coisas por
semelhança, a
mime a Apoio,
por amor de vós,
para que, em nós,
aprendais a não ir
além do que está
escrito, não vos
ensoberbecendo a
favor de um contra
outro.
• Moisés, no princípio, era
"instruído em toda a ciência dos
egípcios" (At 7.22), conteúdo
segundo o relato Êx 18.12-27,
fa1tou-1he sabedoria para liderar
e cuidar do povo de Deus junto
ao Monte Sinai.
Essa sua falta de sabedoria
abrangia: local, modo, e horá
rio de atend im ento ao povo,
e também sabedoria quanto a
auxiliares necessários ao aten
dimento ao povo.
• O mestre cristão- precisa sa
ber que ,conforme a profecia de
"E tu , Daniel, fecha estas
palavras e sela este livro, até ao
fim do tempo; muitos correrão
de uma parte para a outra, e a
ciência se multiplicará" (Dn12.4),
neste, "tem po do fim " haverá
multiplicação da ciência,
E da tecno log ia , mas não
multiplicação d a sabedoria. I! '
O Educar cristão precisa to
mar cuidado consigo mesmo
quanto a isso.
&
4. O educador cristão, não
deve jamais prescindir do poder
de Deus na sua vida e no seu
ministério
Nesse sentido, o exemplo
de Jesus ao ensinar: Lc 5.17;
Mt 7.29; Lc 6.6-10. Jesus estava
ensinando nos casos aqui men
cionados, mas o poder de Deus
estava bem presente para operar
entre os ouvintes.
O Educador cristão deve
seguir os passos de Jesus
também aqui.
1. O mestre refletir devida
mente no que afirmou Jesus
em João 8.
Não é o conhecim ento da
verdade divina que liberta, e
sim a própria verdade, que é
Jesus. "Disse-lhe Jesus: Eu sou
o caminho, e a verdade, e a vida.
Ninguém vem ao Pai senão por
mim (Jo 14.6)
O conhecimento da verdade
divina e um meio de conduzir-nos
a ela. Ha muitos que conhecem
a verdade bíblica, mas vivem
confusos dominados pelo mal.
Jesus mesmo é que é a Ver
dade que liberta.
"O Mestre Cristão não deve
perder de vista este fato"
2. O mestre cristão, cer
tamente já observou que em
muitas igrejas da atualidade,
quase tudo é "light"
Evite entrar: por este caminho
de falsa liberdade (2 Pe 2.19).
"Prom etendo-lhes liberdade,
sendo eles mesmos servos da
corrupção. Porque de quem
alguém é vencido, do tal faz-se
também servo"
Trata-se dei m odern ism o
religioso; modernismo espiritual.
É doutrina Llight"; vida cristã
" ligh t"; ora ç ao "ligh t"; porte
pessoal "ligh t"; pastor "ligh t";
templo "light"; música "light" etc.
O Mestre Cristão deve pre
caver-se para também não ser á
"ligh t" . ✓
Crescimento e
aperfeiçoamento
em EVIDENCIA
.... ... ... ;
Da REDAção
24a Conferência é considerada maior
e ensino em Mato Gr
’ « » f í j ? ? ? í ? "
o o o o
Com o tema Instruindo para
toda boa obra, baseado em 2
Timóteo 3.17, a Casa Publicadora
das Assembleias de Deus (CPAD)
realizou a 24a Conferência de Es
cola Dominical em Cuiabá (MT).
O evento realizado no Centro de
Evangelismo da Assembléia de
Deus, Grande Templo liderado
pelo pastor Sebastião Rodrigues
de Souza fez parte da últim a
programação na área do ensino
cristão organizado pela editora
em 2015.
Segundo o coordenador geral
pastor Gutemberg Brito Junior a
24a Conferência foi a maior ativi
dade desta natureza em todos os
aspectos. "Recebemos caravanas
de várias cidades vizinhas com
destaque para a cidade de Tan
gará da Serra (MT), liderada pelo
Pastor Silas Paulo de Souza, Vice-
-Presidente da COMADEMAT.
Eles participaram com mais de
100 inscritos e foram agraciados
com a premiação de 1 kit multi
mídia (1 notebooke 1 projetor),
para ser usado exclusivamente
nas aulas de EBD".
No culto de abertura ministrou
a Palavra o pastor Kemuel Sotero,
representando o Conselho A d
ministrativo da CPAD, tomando
como texto base o Salmo 130
e versou sobre a m isericórdia
divina.
Ministraram as aulas pastores
Elienai Cabral (DF); Claudionor de
Andrade (RJ); Alexandre Coelho
(RJ); Eliezer Morais (RS); Esdras
Bentho (RJ); Cesar Moisés (RJ);
Jamiel Lopes (RJ) e as professoras
o o o o o u o u
Elaine Cruz (RJ); Telma Bueno
(RJ); Anita Oyaizu (SP); Sileia
Chiquini (PR); Helena Figueiredo
(RJ); Joane Bentes (PR) e os can
tores da CPAD Music Quarteto
Gileade, Rafael Dias e Lilian Paz.
Para o pastor Sebastião Rodri
gues de Souza a 24a Conferencia
de Escola Dominical, serviu de
benção e edificação espiritual.
"Os ensinos trazidos pelos pre-
letores, que de forma sistemática
nos transm itiu conhecimento,
ajudará a todos aqueles que
trabalham nesse departamento
de ensino da Igreja", diz líder,
que agradeceu a participação
da CPAD representada pe lo
diretor-executivo e a equipe de
professores. Ele estendeu tam
bém sua gratidão á equipe local
pela cooperação e organização
do evento. E ainda disse que
espera com ansiedade outra
atividade como esta.
O trabalho agradou a todos
815 congressistas inscritos. Jo-
neide Maria de Souza relatou
o o o o
que "A Conferência atingiu o
seu objetivo, crescemos na gra
ça e no conhecimento, saímos
daqui renovados pelo Espírito
Santo, e colocaremos em pra
tica em nossa Igreja tudo que
aprendem os". Para o pastor
Valmir Milomem, comentarista
da revista de Jovens da CPAD,
e membro da Igreja em Cuiabá.
A 24a Conferência foi um marco
da educação cristã para a igreja
de Mato Grosso. "Os seminários
e workshops ministrados foram
de alta qualidade tanto espiritual
quanto teológica, oferecendo
uma perspectiva abrangente
sobre a arte do ensino. Obreiros,
professores e aspirantes ao minis
tério do ensino que participaram
do evento receberam instruções
valiosas para a boa obra do Se
nhor. O aprendizado adquirido
certamente contribuirá com o
crescimento e aperfeiçoamento
da ED em nosso estado, dando-
-Ihe dinamismo e vivacidade",
enfatizou. 0
u
u
o
o
Plenárias e seminários marcam a 23;
feXonferência de ED em João Pessoa
Pi ?
w u u u u u o u u w u u u u u w
Com a finalidade de contribuir
com o ensino cristão nas As
sembleias de Deus brasileiras, a
CPAD investe em conferências de
Escola Dominical em diferentes
regiões do país. A 23a edição foi
destaque em João Pessoa (PB) e
marcaram presença professores,
pastores e comentaristas das
Lições Bíblicas da CPAD. Além
da cooperação de caravanas de
todo o Nordeste. Com o tema
baseado em Tim óteo 3. 17, os
preletores focaram suas plená
rias, seminários e workshops na
educação social e espiritual, a
qual apenas a Escola Dominical
é capaz de transmitir.
O evento foi no templo central
da Assembleia de Deus e a infra
estrutura montada ao redor do
templo central contou com quatro
tendas climatizadas, que serviram
como secretaria, sala de aula e es-
tande CPAD. No total, foram mais
de 750 metros quadrados de área
construída e climatizada para ofe
recer um ambiente propício para a
troca de experiências e crescimento
pessoal dos participantes.
Prestigiaram ao evento Ronal
do Rodrigues de Souza, Diretor
Executivo da CPAD; Pastor José
wellington Costa Junior, Presidente
do Conselho Administrativo da
CPAD; Pastor Luiz César Mariano,
Presidente do Conselho Fiscal da
Convenção Geral das Assembleias
de Deus no Brasil (CGADB) e os
cantores da CPAD Music Marcelo
Santos, Mira Mical e Alice Maciel.
No culto de abertura pastor
José Wellington Costa Júnior foi o
mensageiro. Ele enfatizou que cada
professor foi chamado a frutificar.
"Entendemos que a CPAD presta
um grande serviço às igrejas do Bra
sil. Reconhecemos que muitas têm
dificuldades de acesso ao ensino
da Palavra e a Escola Dominical é
um canal para ensino da Palavra".
O professor Esdras Bentho
surpreendeu com na plenária o
cristão e o mundo. Ele investigou
o conceito de mundo, mundano
e mundanismo nas Lições Bíblicas
entre 1934 e 1950 e de 2005 a
2012. A educadora Joane Benteslançou mão de várias técnicas
para ministrar a última plenária da
23a Conferência. A encenação foi
uma delas. A temática foi a Escola
Dominical como produtora de um
ambiente transformador na família.
Lágrimas de quebrantamento
foram visíveis no rosto de quem
pensou em desanimar. Ao final
da Conferência, Marcelo Moreno,
membro da AD na Paraíba, pediu
a oportun idade para falar aos
presentes: "Pensei em desistir,
mas o que ouvi e aprendi com a
Conferência de Escola Dominical
me deu motivos maiores para
prosseguir investindo na obra de
Deus", declarou.
Simultaneamente ao evento no
templo, professores e líderes que
trabalham com o Departamento
Infantil participaram de programa
ção especial.
Para o diretor-executivo da
CPAD, Ronaldo Rodrigues de
Souza, a 23a Conferência de ED
trouxe resultados positivos para
a igreja, e o primeiro aspecto po
sitivo foi sua temática: "O estudo
da Palavra, com o tema Escola
Dom inical co locado na mesa
de uma forma especial. E junto
com isso vem o despertamento,
a orientação e a motivação para
os professores continuarem em
sala de aula", enfatizou, o diretor
da Casa. &
Aprimoramento
durante o
evento
P o r R o b e r t o d o s S a n t o s
0 ministério
da sala de aula
É nesse espaço especifico da Escola Domini
cal que me situo para, através do ministério do
ensino, avançar no conhecimento da dinâmica
das relações professor/aluno, que dá vida ao
processo de ensino e aprendizagem. É obvio que
o ministério de ensino é uma prática que merece
a observância da pedagogia de Jesus.
Destacamos aqui a importância do ministério
de ensino de Jesus (Mt 9.35) , um ministério de
tota l dedicação educacional do evangelho do
Reino. Na verdade Jesus é considerado como
um dos grandes Mestres da humanidade, porque
Seu ensino se caracterizava pelo Seu estilo de
amorosidade, profundidade, didática inovadora,
aplicabilidade e interação com seus ouvintes.
Se, de um lado, a sala de aula absorve normas
ditadas pela estrutura didático-administrativa da
ED, por outro, ela constitui-se no principal espaço
onde se desenvolvem as ideias e as propostas para
mudanças nessa estrutura. Por isso, a ED deve
ser entendida como um espaço educacional de
transformações constantes nas áreas didática e
administrativa, pois trata-se de uma instituição que
não pode ser estaticamente imutável, porque é a
dinâmica da relação professor/aluno e estrutura
de ensino que devem ditar as regras de gestão
e aprofundamento epistemológico.
É no cotidiano da sala de aula que a filosofia
de um curso da ED que está sendo ministrado
e a sua estrutura e organização curricular são
postas à prova. Para além de sua relação com a
totalidade da instituição, a sala de aula constitui,
na ED, um espaço de captação das demandas e
pressões espirituais.
No ministério do professor dominical, a sala
de aula ocupa tem po e espaço relevantes. O
professor não pode confundir sala de aula com
púlpito. O púlpito é um espaço para pregação e a
sala de aula, claro, um espaço para o ensino. Isto
entendido fica mais fácil identificar a diferença entre
púlpito e sala de aula, porque muitos professores
dominicais confundem o ministério de ensino com
o ministério de pregação. Ser professor dominical
é ser guia, orientador, ensinador, pedagogo do
evangelho.
Podemos dizer que a vida ministerial do pro
fessor dominical, que no seu ministério em sala de
aula o professor dominical se dedica por inteiro
a ela, com sua teologia, sentimentos, intelecto
e prática pedagógica. E também nesse minis
tério dominical que ele atua com regularidade,
constância e espontaneidade, esta decorrendo,
muitas vezes, da não reflexão sobre as ações que
se reproduzem domingo a domingo. Essas ações
realizaram-se baseadas na probabilidade, sem
o cálculo rigoroso de suas implicações. Nelas,
pensamento e prática se unificam, sem que as
ideias em que se baseiam as decisões se elevem
ao nível da reflexão teórica. É em razão desse agir
não reflexivo e não questionador que a tendência
do ensino da ED da sala de aula se caracteriza
muitas vezes por uma prática pragmática e não
por uma práxis. É nesse fazer não rigoroso, porque
espontâneo, que predispõe o professor dom ini
cal à acomodação, à insatisfação, à prática de
modismos, de hábitos, costumes e técnicas não
bem definidas e organizadas.
A sala de aula é um desafio que todo professor
dominical deve ter em mente, que ele precisa
ter consciência de sua missão, que deve encarar
como um m inistério que exige compromisso,
responsabilidade, seriedade e total dedicação.
Essas ideias surgem, bem como às de outros
teólogos da educação dominical por mim refletidas
anteriormente sobre relações professor-aluno em
sala de aula. ED é um espaço onde a glória de
Cristo deve refletir a vocação do obreiro que se
propõe a ensinar o evangelho da graça de Deus.
O ministério de ensino dominical agora deve
ampliar o foco da escola abrangendo toda a estru
tura de ensino, compreendendo a diversidades de
disciplinas que são ministradas'a cada trimestre,
Roberto dos San
tos é pastor, doutor
em FUosofia peta
Cambridge Inter
national University,
mestre em Ciências
da Educação pela
UEP, com docência do
Ensino Superior pela
Universidade Gama
Filho, teólogo, peda
gogo, psicopedagogo,
escritor e membro da
Assembleia de Deus
do Ministério do
BeLém (SP).
a diversidades de características psicológicas de
cada faixa etária, oferecendo características próprias
dos seus conteúdos e procedimentos de ensino. A
sala de aula e o ministério do professor dominical
e dos alunos deveria ser a questão primeira da
administração de uma igreja local. Levantar os
problemas e as necessidades pedagógicas em
sala de aula permitiria avançar na explicitação de
outros componentes institucionais e teológicos
que se relacionam imediata ou mediatamente
com o ensino e que intervém na sua concepção
e forma de efetuar-se.
A razão de muitas classes dominicais fracas
sarem se encontra na política eclesiástica como é
distribuído as tarefas educacionais e administrativas
da ED, não levando em consideração a formação
técnico-teológica do professor dominical, bem
como o plano de desenvolvimento institucional
da escola. O grande problem a é que muitos
pastores pensam que a ED deve ter a mesma
estrutura de uma igreja, onde a sala de aula deve
imitar um culto, por exemplo. Este modelo de
ensino dominical tem levado a prática de ensino
a falência, a estagnação e rejeição por parte dos
alunos. Ninguém quer frequentar uma escola que
tem a cara de um culto. O culto tem sua própria
estrutura administrativa e espiritual, mas a sala de
aula é um espaço onde o ministério do professor
dominical deve seguir todas as exigências cabíveis
de uma estrutura e funcionamento da ED.
Foi desse ministério de ED, portanto, que parti
para conhecer o ensino e para nele intervir. Como
professor, educador, pedagogo e mestre em ciências
da educação, vejo que há uma profunda deficiência
em muitas igrejas que possuem o ministério de ED,
pois não há critérios, normas, gestão e preparo de
pessoas habilitadas e capazes de oferecer o melhor
ensino da Palavra. Melhor falando, é através de
uma atuação investidora e questionadora na sala
de aula que provocamos a ruptura com as deficiên
cias educacionais da ED, passando da ineficiência
pedagógico-administrativa à visão transformadora
do ministério de sala de aula.
Para saber dos professores dom in ica is a
concepção que tinham do ministério de Ensinar
e do que facilitava ou d ificu ltava o seu bem
desenvo lv im ento , e labore i um questionário
cujas questões referiam-se ao ato de ensinar
e às circunstancias em que ele acontecia. O
instrumento de verificação recebeu o nomede
Ensino Dominical. Como resultado da minha
tese de pós-doutorado em teologia , abordan
do a seguinte pesquisa: o legado pedagógico
do puritanismo - a educação teológica como
professor de transformação social. Esta tese foi
apresentada à banca de doutorado da Universi
dade da AWU nos Estados Unidos da América,
em novembro de 2014. Uma amostra de 10%
da to ta lid a d e dos professores fo i escolhida,
representando as categorias de titu lação do
professor ao superintendente. Considerou-se
também o tempo de ministério/docência desses
obreiros variando de um a dez anos ou mais,
43 professores responderam ao questionário.
Neste trabalho, tomei como objeto de aná
lise quatro questões abertas por oferecer aos
professores a oportunidade de falar sobre o seu
ministério de ensinar, como abaixo:
. Que habilidades, conhecimento ou atitudes
não definidos no presente questionário lhe pa
recem importantes para o sucesso no ministério
de professor dominical: Quais e por quê? Com
base em sua experiência docente /dom in ica l,
que atitudes dos professores, expressas na sua
conduta de ensino, favorecem ou dificultam o
aprendizado do aluno?
. Do ponto de vista das condições de ministé
rio em sua igreja/escola bíblica dominical, o que
facilita ou dificulta suas atividades pedagógicas?.
Gostaria de melhorar seu ministério de ensino?
Como? Considerando todas as questões acima,
como avaliá-laé? &
A importância da Escola Dominical
para a vida da Igreja
INTRODUÇÃO
A escola dominical tem uma influencia direta
no que tange ao fortalecimento da igreja local e o
preparo individual dos crentes para o serviço cristão.
Em nossos dias, quando se busca fórmulas rápidas
de crescimento institucional,líderes premidos por
resultados rápidos utilizam-se exageradamente de
fórmulas empresariais de crescimento, e colocam
em cheque a saúde espiritual da igreja, tornando-a
inchada, mas não necessariamente crescida. É evidente
que uma igreja cheia pode não significar ausência de
espiritualidade de seus membros ou de seu líder, mas
também não é necessariamente uma representação
exata do crescimento pretendido por Deus àquele
grupo. Como se aufere, então, se uma igreja está
crescendo deforma sadia? Observando a importância
que os líderes e os membros da igreja dão ao estudo
e a prática da Palavra de Deus. Dentro dessa esteira
vem a comunhão, a espiritualidade, o avivamento, os
dons, o poder pela oração e tantos outros elementos
que devem fazer parte da vida da igreja
O retorno para o crescimento adequado da
uma congregação ou de um campo de igrejas
passa por diversos fatores, entre eles uma es
cola dominical de excelência, estruturada, que
atenda aos alunos dentro de suas necessidades
pedagógicas e alcance os objetivos propostos de
ensino bíblico voltados para o amadurecimento
e fortalecimento dos santos.
I. PREGAÇÃO E ENSINO
O crescimento de uma igre
ja sólida passa também pela sua
dedicação à Palavra de Deus. Seja
pela pregação, seja pelo ensino, a
Palavra de Deus deve ocupar o lugar
de primazia nos discursos e na vida
da igreja.
Quando tratamos de discursos
da igreja, temos, como menciona
do acima, a pregação. Este meio
de comunicação é hábil para se
anunciar as verdades do evangelho
em um culto público, para todas as
pessoas que no santuário estive
rem. Mas em que pese o fato de a
pregação ser hábil para o anúncio
das verdades do evangelho, não é
necessariamente hábil para o ensino.
Nem todo evangelista é um mestre,
e nem todos os pregadores tem a
habilidade de exercer o ministério do
ensino. Evangelismo tem uma função
diferente do ensino, em que pese o
fato de que quando se evangeliza,
se transmite verdades ensinando às
pessoas a necessidade da salvação.
A pregação tem seu valor no culto
cristão, e mesmo fora dele podemos
utilizar a pregação da Palavra de Deus
para falar com aqueles que ainda não
conhecem o evangelho. Podemos
pregar com palavras ou com exem
plos pessoais, que em muitos casos
são muito mais convincentes. Em
muitos casos, pessoas ouvem uma
pregação e aceitam Jesus na mesma
hora, e em outros casos, a mensa
gem "faz" efeito em um momento
posterior. O ensino, porém, tem
suas peculiaridades. Com certeza, é
preciso ter habilidade para pregar,
mas para ensinar também. E preciso
saber para quem vamos ensinar, ter
o local apropriado para o ensino,
usar métodos mais adequados e
buscar um grau de avaliação naquilo
que ministramos. O próprio Jesus
fez uso do ministério do ensino em
seus discursos.
Não raro, pregadores podem
aparecer em nossas igrejas e destilar
ensinamentos que não correspon
dem à pureza da Palavra de Deus.
E o que faz com que a igreja local
exerça o discernimento necessário
para receber o ensino comprometido
com a Bíblia e rejeitar o ensino da
ninho? O conhecimento da Palavra
de Deus e das doutrinas sagradas.
Esse ensinamento é, sem dúvida,
solidificado por meio do trabalho de
professores comprometidos com o
ministério do ensino.
II. SOLIDIFICANDO OBREIROS
Um dos casos mais dignos de
nota acerca do ensino nas sagradas
Escrituras é o caso de Timóteo. Esse
moço, cujo nome consta em duas
cartas expressas do apóstolo Paulo,
foi pastor em Éfeso, e participou
da terceira viagem missionária do
apóstolo. Sobre ele, diz Paulo:
"Pela recordação que guardo de
tua fé sem fingimento, a mesma que,
primeiramente, habitou em tua avó
Lóide e em tua mãe Eunice, e estou
certo que habita em ti" (2Tm 1.5).
Nessa mesma Carta, Paulo lembra
a Timóteo: "E que desde a tua me
ninice sabes as sagradas Escrituras,
que podem fazer-te sábio para a
salvação, pela fé que há em Cristo
Jesus" (2Tm 3.15). Esses dois versos
mostram uma conexão que deve ser
preservada na igreja em nossos dias:
a educação cristã começa em casa,
no ambiente familiar. Paulo mostra
que desde pequeno Timóteo já era
ensinado sobre as Escrituras, e com
certeza por sua mãe e sua avó. Essas
mulheres, deforma doméstica, talvez
sem um preparo teológico refinado,
ensinaram a Timóteo não a teologia,
mas as Sagradas Escrituras.
Lóide e Eunice, pelo que se de
preende, não eram mulheres que
tenham tido acesso às questões teo
lógicas aprofundadas de seu tempo,
mas eram mulheres que conheciam
a Palavra de Deus e souberam, mais
que tudo, transmitir a Palavra e a fé
para o menino Timóteo, que mesmo
tendo um pai grego, cresceu crendo
no Deus de Israel. Isso é louvável,
pois a base da fé de Timóteo foi
lançada em casa.
O exemplo de Lóide e Eunice en
sinando Timóteo não é uma defesa
contra o academidsmo ou o estudo
da teologia em uma instituição for
mal. Elas fizeram o melhor dentro
de suas possibilidades, e Deus as
honrou, tanto que Timóteo se tornou
um grande obreiro. Mas o ministério
de Timóteo foi solidificado quan
do aprendeu um pouco mais com
Paulo e sua experiência missionária
e pastoral.Na prática, vivemos em
um país que, nos últimos anos, vem
reconhecendo a Teologia como um
curso universitário, e aqueles que
desejam, por exemplo, ser oficiais
militares capelães, precisam ter um
curso superior de teologia reconhe
cido pelo Ministério da Educação e
Cultura, o que exclui os chamados
cursos livres, que tem uma visão, em
tese, mais ministerial.
Ser um ministro do evangelho,
mais do que ter um curso livre ou
reconhecido de teologia, exige vo
cação! Entretanto, a vocação deve
vir acompanhada do devido preparo
científico, e esse preparo não deve
ser obstado. Há quem acredite que
um curso livre preenche os requisitos
para o acesso ao ministério, mas os
cursos reconhecidos preenchem e
preparam com mais profundidade
acadêmica, tendo em vista a obri
gatoriedade de se ter no grupo de
professores desses cursos pessoas
com comprovada capacidade para
apesquisa e o ensino. Pessoas que
defendem a não participação de
nossos jovens vocacionados em
cursos reconhecidos, quando ficam
doentes, desejam ser atendidas por
médicos que se formaram em insti
tuições formais e reconhecidas. Ou
quando têm uma dúvida ou demanda
jurídica, querem ser atendidos por
advogados e juízes que se formaram
em instituições reconhecidas em
Direito. Porque não estender essa
mesma linha de raciocínio a outras
áreas de conhecimento, como a
teologia?
Para ter um ministério, é preciso
vocação mais do que ter um curso de
teologia. Entretanto, os vocacionados
devem se preparar melhor para
o serviço ao Senhor. Eunice
e Lóide não tinham, ao que
parece, um bacharelado
em teologia, e o próprio
Timóteo não o tinha,
pois esse é um títu
lo de curso de uma
era posterior, quando
os estudos se tornaram
mais formais e serviram
para organizar melhor
o preparo intelectual,
técnico e científico. Evi
dentemente nem todos
aqueles que buscam
um curso de teologia o
fazem para que possam
ser pastores, mas ao me
nos para que possam ser
úteis na causa do mestre
com um pouco mais de
conhecimento.
I I I - O MINISTÉRIO DO
ENSINO C O M O DO M
MINISTERIAL
Uma característica im
portante ao crescimento
da igreja é a sua capacidade de
entender a importância do minis
tério do ensino. Paulo, escrevendo
aos Gálatas acerca do ministério e
o serviço aos santos, disse que o
Senhor havia concedido (conforme
entendemos, para a igreja), "... uns
para apóstolos, outros para profetas,
outros para evangelistas, outros para
pastores e doutores, com vistas ao
aperfeiçoamento dos santos para o
desempenho do seu serviço, para
a edificação a igreja" (Ef 4.11,12).
O que especificamente esse texto
apresenta?
Primeiro, que os dons ministeriais
são concessões divinas para a igreja
do Senhor. Tanto quanto os dons
espirituais, os dons ministeriais são
dádivas celestes para a igreja na
terra. Obreiros podem imaginar
que chegaram ao ministério por
vocação ou talentos próprios, mas
na verdade, eles chegaram onde
CURSO • ENSINADOR CRISTÃO 3
estão porque Deus o permitiu. E Deus
não dá igrejas a apóstolos, profetas,
evangelistas, pastores e doutores.
Deus dá à igreja apóstolos, profetas,
evangelistas, pastores e doutores.
Estes é que são um presente de Deus
à igreja, e não o contrário.
Segundo, há diversos ministérios,
cada um com sua vocação, e Paulo
mencionou pastores e doutores. Há
quem entenda que por terem sido
mencionados por último, pastores
e mestres estariam em último lugar
em uma suposta escala de valo
rização ministerial. Entretanto, tal
entendimento não encontra guarida
nas escrituras. Não há nesse texto
uma menção à hierarquias. O que
há são funções necessárias ao bom
andamento da igreja.
Terceiro, Paulo menciona pastores
e mestre juntos, como dois grupos de
obreiros que atuam unidos em prol
do crescimento da congregação. Es
tes dois obreiros ministram de forma
cooperada, e um dos requisitos ao
ministério pastoral é a aptidão para
o ensino. O mestre não precisa ter
necessariamente a aptidão pastoral
como requisito para ensinar, mas o
pastor deve saber ensinar como um
requisito pastoral.
Quarto, o ministério de mestre
é, na Bíblia, um ministério tanto
quanto é o ministério pastoral. A
igreja precisa ser pastoreada, e pre
cisa ser ensinada.Mestres tem uma
importância grandiosa para que uma
igreja cresça, e isso pode ser visto na
Escola Dominical. Uma igreja tem,
em regra, um pastor líder e outros
auxiliares, mas não muitos. Entretanto,
há muito mais possibilidades de uma
pessoa vocacionada ao ensino ser
aproveitada em outras esferas de
trabalho dentro da igreja local.
IV - O M ÉTO D O MAIS ADE
QUADO
Einstein disse: "Eu nunca ensino
aos meus alunos. Somente tento criar
condições nas quais eles possam
aprender". Horace Mann disse que
"um professor que tenta ensinar,
sem inspirar o aluno a aprender, está
martelando em ferro frio". Outro
pensador e prático da educação foi
Ole Ivar Lovaas, psicólogo america
no que dedicou sua vida como um
pioneiro a tratar de crianças com
autismo. Ele procurou entende-los
de forma que pudessem aprender
e conviver com a sociedade que
os cercava.
Conta-se de um ministro pro
testante no século 19 que teve de
sair da América para o continente
europeu para realizar uma série de
ministrações. Antes de chegar ao seu
destino, o navio em que viajava teve
de fundear em uma das ilhas próxi
mas ao continente, para abastecer,
o que deu pelo menos dois dias de
descanso aos viajantes.
O ministro, decidido a passear
pela praia, pôs-se a caminhar, e
encontrou na areia três pescadores
que consertavam suas redes, e pas
sou a observar o trabalho daqueles
homens. Quando os homens se
deram conta de que estavam sendo
observados, perguntaram ao ministro,
que estava vestindo uma roupa preta
com gola clerical, comum aos obrei
ros naqueles dias: "O senhor é um
ministro de Deus?", ao que o homem
respondeu: "Sim, eu sirvo a Deus".
Os pescadores então disseram: "Nós
também servimos a Deus!"
Intrigado, o ministro perguntou de
que forma eles oravam, e para sua sur
presa, ouviu a seguinte resposta: "Nós
oramos assim: Nós somos três, vós
sois três. Tende misericórdia de nós".
Naquele momento, o ministro disse
aos pescadores que aquela oração
CURSO ENSINADOR CRISTÃO
mm
não era correta, e que deveriam orar
como Jesus orou, e passou a recitar a
oração do Pai Nosso, palavras que os
pescadores não tinham ouvido ainda.
Impressionados com as palavras
de Jesus, eles repetiram aquela nova
oração e voltaram felizes para suas
casas. O ministro voltou ao navio, e no
dia seguinte partiu para a sua missão.
Duas semanas depois, passando
pelo mesmo lugar, o pregador foi
chamado à amurada do navio por
ocasião da parada da embarcação.
Havia pessoas‘daquela ilha que
rendo falar com ele. Já na amurada
do navio, o ministro reconheceu
os três pescadores daquele feliz
encontro que tiveram na praia. Ele
os cumprimentou e perguntou do
que precisavam, e os pescadores
lhe disseram: "Pastor, nos ensine
aquela linda oração que o senhor
recitou, pois nós a esquecemos e
não conseguimos mais falar com
Deus". Entendendo a seriedade de
sua atitude, e da pureza daqueles
pescadores, o pastor disse: "Meus
filhos, vão para suas casas e orem
assim: Nós somos três, vós sois três.
Tende misericórdia de nós".
A lição aqui é: "Se eles não po
dem aprender da forma com a qual
ensinamos, nós ensinamos da forma
com a qual eles aprendem". Essa é
uma forma inovadora de pensar no
ensino, e com certeza reflete a ne
cessidade que os professores têm de
alcançar seus alunos de uma forma
que eles consigam entender o que
foi ensinado. Para a mulher Samari-
tana, Jesus pediu água e depois lhe
ofereceu a Salvação. Ao homem rico,
que guardava a lei de Moisés desde
a sua mocidade (provavelmente essa
expressão não nos permite chamá-lo
de jovem rico...), Jesus orientou que
se desfizesse de seus bens para que,
distribuindo-os aos pobres, e após
seguir Jesus, tivesse um tesouro nos
céus. Para cada pessoa com quem
o Mestre se encontrou, Ele tinha um
método próprio para apresentar o
seu ensino. J
Responda
1. Explique as diferenças que existem entre a simples pre
gação da Palavra de Deus e o ensino da mesma?
2. À luz da Bíblia, onde a educação cristã deve ter início? Cite
pelo menos um exempLo bíblico.
3. 0 que 0 texto de Efésios 4.11,12 apresenta sobre dos mi
nisteriais? E no que consiste 0 ministério do ensino?
4. Todo método de ensino deve ser 0 mesmo ou é possível
usar métodos diferentes, conforme os tipos de aluno?
5. 0 ensino deve visar ao coletivo ou pode se dar também de
forma individualizada?Cite exemplos bíblicos.
6. Por que os dons ministeriais de mestre e pastor aparecem
ligados em Efésios 4?
7. Em síntese, qual a importância do ministério do ensino
para a vida da igreja?
CB®
MÓDULO II
A IMPORTÂNCIA DA ESCOLA DOMINICAL
PARA A VIDA DA IGREJA
Alexandre Coelho
IV - MESMO QUE A UM ALUNO
Um professor não pode medir seu
ministério pela quantidade de alunos
aos quais ministra. É evidente que os
alunos hão de procurar um mestre que
saiba ensinar, que tenha graça de Deus
para seu ministério, que se interesse
pelos alunos e torne palatáveis assun
tos mais complexos. Entretanto, se
tiver de, em algum momento, ensinar
a apenas um aluno, que o faça com a
mesma excelência com que ensina a
uma classe com muitos alunos.
Jesus nos deu um exemplo interes
sante em uma conversa que teve com
Nicodemos, um líder judeu. Este foi
procurar Jesus em particular, de noite;
e naquele diálogo, Jesus disse uma
frase que se tornaria, com o passar do
tempo, um resumo de todo o plano
de Deus para a humanidade: "Porque
Deus amou o mundo de tal maneira,
que deu o seu filho unigénito, para que
todo aquele que nele crê não pereça,
mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16).
Essas palavras do Senhor, que passa
riam os séculos, não foram ditas a uma
multidão no templo ou no deserto da
Judéia, mas em uma conversa informal
e particular, a um homem que falou-lhe
à noite para não ser descoberto. Jesus
deu a Nicodemos atenção completa,
como se este fosse o único na Terra a
ser salvo.
Esse exemplo nos mostra que o
ensino pode ser ministrado de forma
coletiva ou individualizada, mas inde
pendente da quantidade da audiência,
é preciso ter o ensino correto e a forma
adequada para se repassar as verdades
do reino de Deus.
Que possamos fazer do ministério
do ensino a nossa vocação, e por meio
dele participar do fortalecimento da
igreja, tanto em nossas casas como no
templo. Que possamos entender que
dons ministeriais são necessários à igreja,
e o dom de ensinar é tão importante
quanto o de profetizar e pastorear. Que
possamos ver em nossas crianças a
próxima geração de ministros, e incutir
neles a fé e a Palavra de Deus. &
Destaque as respostas deste encarrseu nome e enderem r , te e env'e com
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John C. Maxwell
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Todos queremos sentir que
o tempo que passamos na terra
faz a diferença.
Neste livro, John C. Maxwell
mostra como dar os primeiros passos para
viver uma vida que valha a pena através de
uma vida intencional. Quase todos têm boas
intenções, mas para uma vida intencional
é necessário pensamento e propósito.
É hora de investir em seu futuro,
escolhendo uma vida que vale a pena.
2 Jo h n c .
MAXWELL AJ.O HN C.M axwell
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ajudará a compreender a palavra de Deus. Em vez da
ordem canônica tradicional, o texto bíblico está na ordem
dos fatos e nos ajuda a ver como a história realmente
se desenrolou. Isto proporciona uma experiência única
sobre a história, e fornecerá uma nova e empolgante
compreensão dos livros da Bíblia que poderiam ter sido
difíceis de entender caso não soubéssemos sua posição
em ordem cronológica.
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Vooc “Disse-Lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a Loot verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6)
E. Desafios à Educação Cristã nestes últimos dias
F. Alertas ao Mestre Cristão
Plenárias e seminários marcam a 23;
A importância da Escola Dominical para a vida da Igreja
INTRODUÇÃO
I. PREGAÇÃO E ENSINO
II. SOLIDIFICANDO OBREIROSnull
III-O MINISTÉRIO DO ENSINO COMO DOM MINISTERIAL
IV - O MÉTODO MAIS ADEQUADO
Respondanull
1. Explique as diferenças que existem entre a simples pregação da Palavra de Deus e o ensino da mesma?
2. À luz da Bíblia, onde a educação cristã deve ter início? Cite pelo menos um exempLo bíblico.
3. 0 que 0 texto de Efésios 4.11,12 apresenta sobre dos ministeriais? E no que consiste 0 ministério do ensino?
4. Todo método de ensino deve ser 0 mesmo ou é possível usar métodos diferentes, conforme os tipos de aluno?
5. 0 ensino deve visar ao coletivo ou pode se dar também de forma individualizada? Cite exemplos bíblicos.
6. Por que os dons ministeriais de mestre e pastor aparecem ligados em Efésios 4?
7. Em síntese, qual a importância do ministério do ensino para a vida da igreja?
IV - MESMO QUE A UM ALUNOnull
Todos queremos sentir que o tempo que passamos na terra faz a diferença.
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