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EnsinadorLU/ém ur
D e u s e x i s t e ?
Por q u e
ACONTECEM 
COISAS RUINS 
COM PESSOAS 
B O A S ?
POR QUE JESUS
NORMAN LGEISLER 
e RONALD M. BROOKS
Quando nos fizerem perguntas 
como estas, devemos responder 
com seriedade e conhecimento 
sobre cada assunto. Está obra 
escrita pelos especialistas em 
apologética Nonnan L. Geisler 
e Ronald M. Brooks é uma 
excelente ferramenta para os
SERIA MAIOR 
DO QUE OUTROS 
LÍDERES 
RELIGIOSOS?
0800 021 7373
que buscam argumentar sobre 
questões intelectuais reais, 
referente a fé cristã. Os leitores 
descobrirão respostas para 
acusações clássicas ao 
cristianismo e aprenderão 
a identificar e responder 
ao mau uso da Escritura 
pelos não-crentes.
CB®
Da REDAÇÃO
P o r G i l d a J ú l i o
Para re fle tir
Quando buscava inspiração para escrever o editorial desta edição, 
me lembrei «desta passagem bíblica: "Por este motivo, te lembro que 
despertes o dom de Deus, que existe em ti pela imposição das minhas 
mãos. Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, 
e de amor, e de moderação" (2 Tm 1.6-7).
Com certeza, os dons são prim ordiais no ofic io do professor da 
Escola Dominical. Para desempenhar bem a chamada de educador, 
é necessário muito mais que boa vontade: é preciso ser vocacionado.
Observando tais qualidades, a revista Ensinador disponibilizou neste 
trim estre assuntos que farão você refletir e fazer uma autoavaliação 
positiva.
Uma sugestão é a entrevista com Adriel Lemos, psicólogo, escritor 
e coordenador estadual de jovens e adolescentes da Convenção das 
Assembleias de Deus em Santa Catarina e da Assembleia de Deus em 
Criciúma. Ele aborda a necessidade da liderança rever as suas estraté­
gias para alcançar adolescentes e jovens.
Quando falamos em crescimento da igreja, é preciso atentar para 
alguns detalhes que facilitam o acesso ao templo. Como, por exemplo, 
a questão dos alunos especiais. Para contar como as ADs estão fazendo 
nesse sentido, o repórter Eduardo Araújo fez uma reportagem sobre a 
inclusão social nas igrejas.
Nesta edição, você acompanha também a última parte do artigo do 
pastor Antonio G ilberto sobre "O preparo e o desempenho do profes­
sor da Escola Dominical". E ainda confere tudo sobre as duas últimas 
Conferências de Escola Dominical organizadas pela CPAD em 2015.
Um abraço!
E que Deus continue abençoando a sua vida!
Gilda Júlio
gilda.julio@cpad.com.br
Presidente da Convenção Geral 
Jose Wellington Bezerra da Costa 
Presidente do Conselho Administrativo 
José Wellington Costa Júnior 
Diretor-executivo 
Ronaldo Rodrigues de Souza 
Editor-chefe 
Silas Daniel
Editora - ■»
Gilda Júlio
Gerente de Publicações 
Alexandre Claudino Coelho 
Gerente Financeiro 
Josafá Franklin Santos Bomfim 
Gerente Comercial 
Cícero da Silva 
Gerente de Produção 
Jarbas Ramires Silva 
Chefe de Arte & Design 
Wagner de Almeida 
Design, diagramação e capa 
Suzane Barboza 
Fotos
Shutterstock 
Tratamento de imagem 
Djalma Cardoso
Central de vendas CPAD
0800-021.7373
livraria@cpad.com.br
Atendimento para assinaturas
Fones: 21 2406-7416 e 2406-7418
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Ouvidoria
ouvidoria@cpad.com.br
Ano 17 - n° 66 - abr/mai/jun de 2016
Número avulso: R$ 8,90 
Assinatura bianual: R$ 71,20 
Ensinador Cristão - revista evangélica trimestral, 
lançada em novembro de 1999, editada pela 
Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 
Correspondência para publicação deve ser 
endereçada ao Departamento de Jornalismo. 
As remessas de valor (pagamento de assinatura, 
publicidade etc.) exclusivamente à CPAD. A 
direção é responsável perante a Lei por toda 
matéria publicada. Perante a igreja, os artigos 
assinados são de responsabilidade de seus 
autores, não representando necessariamente 
a opinião da revista. Assegura-se a publicação, 
apenas, das colaborações solicitadas. 0 mesmo 
principio vale para anúncios.
CASA PUBLICADORA DAS 
ASSEMBLEIAS DE DEUS
Av. Brasil, 34.401 - Bangu 
CEP 21852-002 - Rio de Janeiro - RJ 
Fone 212406-7371 - Fax 212406-7370 
ensinador@cpad.com.br
SUMÁRIO
06
14
18
4 8
Ç A rtigosj;
Uma pedagogia para 
a Educação Cristã
Família: um dos 
pilares da sociedade
Família: 0 melhor 
patrimônio
0 ministério da sala 
de aula
Ç Seções
05 Espaço do Leitor
10 ED em Foco
11 Conversa Franca
17 Exemplo de Mestre 
22 Reportagem 
25 Entrevista do Comentarista
29 Sala de Leitura
30 0 Professor Responde
31 Boas Ideias
44 Aprendendo com 0 mestre
Z+ 6 Em Evidência
SUBSÍDIOS PARA
MARAVILHOSA GRAÇA 
0 Evangelho de Jesus Cristo 
revelado na carta aos Romanos
Reclamaçao, crítica 
e/ou sugestão? Ligue
Atendimento a todos 
os nossos periódicos
Mensageiro da Paz • Manual do Obreiro 
GeraçãoJC • Ensinador Cristão
Divulgue as atividades 
do Departamento de 
ensino de sua igreja
Entre em contato com
Ensinador Cristão
Avenida Brasil. 34401 ■ Bangu 
Rio de Janeiro • RJ • CEP 21852-002
Telefone 21 2406-7371 
Fax 21 2 4 0 6 - 7 3 7 0 
ensinador@cpad.com.br
21 2406-7416 / 2406-7418
SETOR DE ASSINATURAS
ESPAÇO do LEITOR
Departamento de Educação Cristã da CPAD
Expresse sua opinião e esclareça suas dúvidas sobre as Lições Bíblicas do trimestre
escoLadominical(â)cpad.com.br
Fonte Confiável
A revista tem sido 
uma ferramenta eficaz na 
preparação de obreiros de 
nossa igreja, e na formação e 
transmissão de conhecimento. 
Trata-se de um instrumento 
eficaz. Hoje, temos diversas 
literaturas que não são confiá­
veis, mas a revista Ensinador é 
um periódico comentado por 
pessoas de nossa denomina­
ção, capacitadas e tementes 
a Deus. É uma fonte confiável 
de pesquisa.
Pastor Gregg Ferreira, Pojuca (BA) 
Por e-mail
Visão 
Pedagógica
A revista Ensinador Cristão 
cumpre o propósito de 
apresentar uma visão mais 
pedagógica para o professor 
de Escola Dominical. Hoje, nós 
precisamos de tal subsídio.
O conteúdo da revista ajuda 
bastante na tarefa de ensinar 
aos seus leitores.
Pastor Paulo André Barbosa, 
Guaíba (RS)
Por e-mail
Riqueza
% Fenomenal
Indiscutivelmente, a Ensina­
dor Cristão é uma das mais 
importantes e indispensáveis 
ferramentas para toda a Igreja 
que objetiva um crescimento 
saudável e equilibrado na 
presença de Deus. Desde os 
seus aspectos pedagógicos/ 
didáticos até o conteúdo 
de suas informações, tudo é 
simplesmente de uma riqueza 
fenomenal. Que nós, prin­
cipalmente os obreiros do 
Senhor, professores e supe-
rintendentes de Escola Bíblica 
Dominical, bem como tam­
bém todos aqueles que te­
nham vocação para o ensino, 
possamos continuar utilizando 
essa abençoada ferramenta 
na obra do Senhor. Parabéns à 
CPAD por sempre se preocu­
par em proporcionar material 
de excelente qualidade!
Ev. Heleno Francisco 
Por e-mail
Recomendação
Sou assinante da re­
vista Esinador e considero-a o 
melhor periódico para os que 
lidam com ensino regular na 
igreja, incluindo a Escola Do­
minical. Sempre recomendo-a. 
Palavra de quem milita com 
ensino na igreja há décadas 
e é professor de Teologia em 
dois seminários.
Pastor Cézar Vieira 
Por whats App
Valioso
Meu nome é Marta 
Ribeiro Figueiredo, sou mem­
bro da Igreja Cristã Evangélica 
na Pavuna (RJ). Atualmente, 
pela misericórdia do Senhor, 
auxilio na secretaria da ED, 
mais já fui tesoureira na ED. 
Acho a revista Ensinador um 
instrumento valioso, tanto para 
ED quanto para a vida pessoal, 
com ensinamentos para a vida 
e a fé cristãs, e testemunhos 
enriquecedores. Os assuntos 
pro ela abordados são sempre 
atuais e importantes. Ela é 
também uma excelente fonte 
de pesquisa. Parabéns a toda 
equipe do Setor de Jornalismo 
e à CPAD!
Marta Ribeiro Figueiredo (RJ)
Por email
Bênção
A revista é umabênção! Ela é uma ferramenta 
necessária para os mestres 
ligados à Escola Dominical e 
Escolas Teológicas. Seu currí­
culo enriquece o aprendizado.
Pr Júlio César Simões, Cruzeiro (SP) 
Por e-mail
Lições Bíblicas
Anteriormente, era 
apenas uma revista para a 
classe de jovens e adultos 
para o estudo da Palavra de 
Deus aos domingos. Apesar 
de abordar sempre bons 
assuntos, havia um desinte­
resse da classe de jovens pela 
revista. Ano passado, porém, o 
coordenador nos apresentou a 
nova revista destinada para os 
jovens. Com assuntos atuais, 
exemplificados à luz da Bíblia, a 
nova revista ficou muito atrativa 
para os jovens, incentivando- 
-os a pesquisarem e estudarem 
mais sobre os assuntos aborda­
dos para poderem discutir na 
hora da aula. Um exemplo foi a 
lição "As epidemias globais", 
onde os alunos interessaram- 
-se bastante, havendo discus­
sões, exemplos, comentários 
de alunos que nunca falavam 
durante a aula. A busca pelo 
conhecimento e sabedoria 
vindas de Deus está tão grande 
que a turma que no inicio do 
ano era composta de 9 alunos 
passou para 22 alunos em um 
trimestre e sempre temos visi­
tantes. Glórias a Deus pela vida 
de nossos comentaristas das 
Lições Bíblicas dos Jovens e à 
CPAD, pois estão sendo usados 
para aguçar a busca pela pura e 
verdadeira Palavra de Deus.
Rute Rocha Carvalho, professora, 
AD Missões, Genipaúba (PA)
COM UNIQUE-SE COM A
ENSINADOR CRISTÃO
Por carta: Av. Brasil, 34.401 - Bangu 
21852-002 - Rio de Janeiro/RJ 
Por fax: 21 2406-7370 
Por email: ensinadorgicpad.com.br
Sua opinião é 
importante para nós!
Devido às lim itações de espaço, as 
cartas serão selecionadas e transcritas 
na íntegra ou em trechos considerados 
mais significativos. Serão publicadas 
as c o rre s p o n d ê n cia s a ss in a d a s e 
qu e con ten h am nom e e en d ereço 
com pletos e legíveis. No caso de uso 
de fax ou e-mail, só serão publicadas 
as cartas que informarem também a 
cidade e 0 Estado onde o Leitor reside.
ARTIGO de CAPA
Uma Pedagogia para a
Educação Cristã
Noções básicas para o exercício 
da Ciência da Educação
A pedagogia e uma <-ic. iua — - -
de teorizar/pensar sobre a prática da educação. Isso porque, 
como é sabido, qualquer civilização, sociedade grupo ou 
pequena comunidade, a fim de garantir sua sobrevivência
hií 
êx 
Dr
A pedagogia é uma ciência que nasceu da necessidade
a e , d u m UC y a ia .H M --------------
histórica e cultural, necessita de um sistema que ten ai e cuiturai, ^ ------
transmissão dos seus saberes h istoricam ente 
;ialmente tal processo de perpetuação
êxito na
oroduzidos. Se inicia....-------—-
dos costumes de cada povo se deu de forma praticamente 
espontânea, aos gregos, como informa Werner Jaeger, 
esse raciocínio não se aplica, pois ainda muito cedo - e e 
exatamente disso que decorre a sua im portanca universal 
_ " a ideia de educação representava para [este povoj o 
sentido de todo o esforço humano". Em outras palavras, 
I os gregos foram os primeiros a idealizarem a formaçao 
í de um elevado tip o de Homem" 1 A
chamavam deCom essa nova concepção, a que eles
transmissão da tota-paideia, os gregos revolucionaram a transmissão da to ta ­
lidade de seus costumes e também suas formas de vida,
transformando a educação espontânea em uma ação cons­
ciente que consiste na aquisição da cultura, que, para eles 
e um alto conceito de valor, um ideal consciente".2 Assim 
a aquisição da cultura foi transformada no "ato de educar"" 
isto e, passou a ser intencional com vistas à formação de 
um tipo ideal de ser humano. Como disserta Jaeger "no 
problema fundamental da divisão da História", é preciso 
fazer uma "distinção primacial entre o mundo pré-helênico 
e o que se inicia com os Gregos, o qual estabelece pela 
primeira vez de modo consciente um ideal de cultura como 
principio fo rm ativo".3 Essa ruptura marca uma valorização 
da individualidade do ser humano nunca antes vista no 
mundo antigo. Na realidade, a "importância dos Gregos 
como educadores deriva da sua nova concepção do lugar 
do indivíduo na sociedade".4
Mais ainda deve ser dito a respeito dos gregos antes de 
se particularizar o tema que está sendo analisado. A edu­
cação grega tendo em vista a formação, ou configuração, 
de um tipo ideal de ser humano, o "Homem vivo" 5 se dava 
através da aquisição da cultura helénica, isto é, aíravés de 
todas as esferas da vida - pensamento, linguagem, ação 
e todas as formas de arte".‘ E essa forma de educação no 
mundo antigo, um "processo de construção consciente" 
significa que "a essência da educação consiste na modela­
gem dos indivíduos pela norma da comunidade", ou seja 
este ideal de Homem, segundo o qual se devia formar
o indivíduo, nao e um esquema vazio, independente do 
espaço e do tpm nn” i
Vista como formação integral, a "educação grega nao e 
uma soma de técnicas e organizações privadas orientadas 
para a formação de uma individualidade perfeita e inde­
pendente", pois, como informa Jaeger em continuidade, 
tal "só aconteceu na época helenística, quando o Estado 
qrego já havia desaparecido - época da qual deriva em 
linha reta a pedagogia moderna".8 Quando o Estado grego 
dissolveu-se de sua forma inicial e as oligarquias passaram 
a pensar os seus indivíduos valorizando a individualidade 
acima do Estado, os gregos então tiveram de desenvolver 
a pedagogia — a ciência da educação. A delinnitaçao dos 
saberes tornou-se uma obrigatoriedade. O ideal de um 
tip o de pessoa continuou, mas agora já nao era mais o 
mesmo da paideia. E, se aos ouvidos modernos parece ter 
a pedagogia elitizado a educação grega, e preciso deixar 
claro que mesmo a paideia só era possível à aristocracia, e
não ao povo de um modo geral. ® ^ * * ^ ^ ^ * * ™ .
Desde então, a pedagogia discute o direito de alguém 
educar outrem, ou seja, busca fundamentos para o seu 
exercício, procura a melhor forma de gerir o processo de 
educar através do planejamento e da gestão, pensa em como 
o ser humano adquire conhecimento, isto e, quer conhecer 
melhor a epistemologia e, finalmente, persegue, através do 
estudo da didática, melhores formas de ensinar visando, 
acima de tudo, a aprendizagem por parte dos educandos. 
A fim de se pensar em uma pedagogia para a Educaçao 
Cristã, é preciso, ainda que ligeiramente, conhecer esses 
quatro campos da ciência da educação.
Fundamentos
Os fundamentos de uma determinada ciência sao a justi 
ficativa para a sua prática e/ou exercício. Nicola Abbagnano, 
diz que, nesta perspectiva, fundamento tem o significado 
de "Causa, no sentido de razão de ser". Na realidade, para 
esse autor, esta "é uma das significações principais do termo 
'causa', graças à qual contém a explicação e justificação 
racional da coisa da qual é causa"9 Assim, qualquer pe­
dagogia, possui fundamentos que orientam sua forma de 
enxergar a realidade e, consequentemente, o fenomeno 
educativo, dando origem a uma filosofia da educaçao que 
orientará sua ação docente, isto é, gerará, por sua vez, uma 
política educacional. Se esses fundamentos sao corretos, 
justos, coerentes, libertadores etc., é uma analise que cada 
educador precisa fazer no momento de optar por educar 
naquela perspectiva pedagógica. ■*
r
César Moisés 
Carvalho é pastor, 
pedagogo, professor 
universitário, pós- 
graduado em teologia 
pela PUC-Rio e chefe 
do Setor de Educação 
Cristã da CPAD.
Planejamento e Gestão
Decorrente da política educacional de determ inada 
pedagogia, é etapa imprescindível do processo educativo. 
Planejar e gerir, fugindo do espontaneísmo e do improviso, 
garante a aprendizagem do educando, que é o objetivo pri-
* 3
maz do processo educativo. Todavia, deve-se atentar para o 
tato de que a burocracia, em si, não é sinal de organização 
podendo murtas vezes servirapenas para escamotear uma 
situaçao de tolhimento da liberdade de pensar. É preciso 
na o Perder de vista a verdade de que todas as ações devem 
visar a aprendizagem do educando, sempre respeitando a 
sua condição de sujeito. Um planejamento e uma gestão 
que respeitem esse aspecto e persiga o objetivo maior do 
processo educativo, deve, obrigatoriamente, ter educadores 
que também se saibam sujeitos do processo educativo
r
, Assunto dos mais delicados em educação, a pergunta 
basica que a epistemologia procura responder é: como o 
i S®r humano aprende? Em uma pedagogia que valoriza o 
educando e nao apenas visa transformá-lo em um "depó­
sito de informações", é preciso responder a essa questão 
acrescentando o seguinte: como o ser humano aprende 
sem prejuízo de sua subjetividade? Em outras palavras, é 
preciso respeitar o aluno como detentor de vontade como 
sujeito de sua própria história, e não transformá-lo em um 
^ objeto manipulável que pode ser moldado ao nosso próprio 
■ mod°- Quando se reflete seriamente acerca desse assunto 
vemos que a redução do fenômeno educativo a uma única 
abordagem e, consequentemente, teoria do conhecimen- 
o, seja ela tradicionalista, comportamentalista, humanista 
cognitivista ou interacionista, é um equívoco.
Didática
ncompreendida por muitos e alvo de constantes inovações 
escabidas, a didática, ou, como dizia Comenius, a "arte de 
ensinar , constitui o momento decisivo da aula para edu­
cadores e educandos. E importante apenas pontuar que as 
atividades, com finalidades didáticas, devem ser coerentes 
com os fundamentos e/ou concepção filosófica da educação 
que fundamenta aquela determinada pedagogia. Assim de 
nada vale uma concepção progressista de educação, sem 
uma didatica que valorize, na prática, essa fundamentação.
Implicações "conclusivas'
Essa e uma pequena demonstração do caminho que os 
e ucadores cristãos devem tomar se quiserem ver o seu 
trabalho rendendo frutos. Se o objetivo é ensinar as pessoas 
com vistas a plena realização humana (Gn 1 26 27- Ef 1 10 
14; Tg 3.9), visando tornar-nos - educadores e educandos 
semelhantes a Cristo (Ef 4.13), precisamos de uma peda­
gogia que oriente o nosso quefazer docente, para que não 
nos achemos como meros replicadores religiosos. Eis uma 
tarefa urgente para a sobrevivência de todos os programas 
desenvolvidos sob a rubrica de Educação Cristã. 0
NOTAS
'JAEGER, W. Paidéia. A Formação 
do Homem Grego. 4. ed. São Paulo: 
Martins Fontes, 2001, p.7.
2 Ibid., p.8.
3 Ibidem.
4 Ibid., p.9.
5 Ibid., p.13.
6 Ibid., p.11.
7 Ibid., p.15.
8 Ibid., p.16.A
9 ABBAGNANO, N. Dicionário de
Filosofia. 4. ed. São Paulo: Martins 
Fontes, 2000, p.474.
10 COMENIUS. Didática magna. 2. 
ed. São Paulo: Martins Fontes, p.13.
r E N S IN A D O R . n ) CRISTAO y J
P P
D a R e d a ç a o
Exposição aborda origem 
da Escola Dom inical
Bíblias e uma revista de 1966 comentada por Eurico 
Bergstém foram destaque no evento
Com o objetivo de esclarecer 
a origem da Escola Dominical e 
a sua vital importância na vida 
do cristão, a diretoria do curso' 
Teológico Origem da Assembleia 
de Deus em Guaraciaba do Norte
Exposição organizada pelo curso de teologia 
atrai atenção de um público ávido em apren­
der mais sobre a origem da Escola Dominical
(CE) organizou uma exposição 
histórica e literária sobre a Escola 
Dominical. A atividade fez parte da 
grade curricular do sexto módulo 
do curso teológico.
Segundo o coordenador Carlos 
Alberto Araújo, o curso foi implan­
tado em 2014 e contam com 73 
alunos matriculados, sendo que 
cerca de 60% dos m ódulos já 
foram estudados. "Achamos por 
bem, na ocasião da conclusão do 
9o M ódulo,"Educação Cristã", 
promover uma exposição histó­
rica e literária da Escola Bíblica 
Dominical, tendo a Bíblia um lugar 
de destaque assim como a revista 
Lições Bíblicas de1966, a mais an­
tiga que encontramos, (A Lição de 
1966 tem como diretor-responsável 
Emílio Conde e comentaristas 
Eurico Bergstém e José Menezes) 
em meio a um acervo de Lições 
Bíblicas de diversas décadas e de 
todas as faixas etárias.Expondo 
a parte histórica da EBD, foi ela­
borado uma linha cronológica, 
que teve como ponto de partida 
a data de 1780, com Robert Rai- 
kes, culminando nos dias atuais", 
esclareceu coordenador", explica 
o coordenador.
Ele disse que a primeira for­
matura foi no inicio do primeiro 
semestre e alguns dos alunos já 
trabalham com a educação cristã 
da igreja. Carlos Alberto contou 
que é a primeira vez que organi­
zam um trabalho desta natureza e
durante 15 dias não só os alunos 
do curso de teologia, mas toda 
a igreja pode visitar e aprender 
mais sobre a Escola Dominical, 
através da exposição.
O evangelista relatou ainda 
que para enriquecer a exposição, 
foram utilizados recursos audiovi­
suais e fotografias. "As fotos do 
presidente da CGADB, pastor 
José Wellington Bezerra da Cos­
ta, os Consultores doutrinários,os 
principais Comentaristas das 
Lições Bíblicas da CPAD,e as 
ministrações das aulas da EBD 
em 11 congregações do nosso 
campo eclesiástico, foram colo­
cadas em destaque. Mas as 11 
salas da Escola Bíblica Dominical 
pastor Emiliano Ferreira da Costa, 
localizado na sede de nossa igre­
ja, também foram destacadas", 
conclui Carlos Alberto.
O líder da igreja, pastor João 
da Costa Melo enfatizou o valor 
do ensino bíblico-Teológico. "Esse 
primeiro momento serviu para 
vermos e valorizarmos o trabalho 
realizado pela equipe da EBD, 
reconhecendo o m érito deste 
trabalho para a direção do curso 
Teológico Origem da ADTC que 
desenvolveu a Exposição para 
também homenagear os professo­
res que voluntariamente lecionam 
a Palavra de Deus, realizando a 
obra com zelo e alegria, abenço­
ando vidas através do ensino da 
Bíblia Sagrada", finalizou líder. &
CONVERSA
Franca
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Escritor e psicólogo, Adriel Lemos, com 29 anos, já soma uma 
considerável bagagem em atividades com adolescentes e jovens. 
Há mais de 10 anos ele atua como líder juvenil e atualmente é se­
cretário geral e coordenador de jovens na Assembleia de Deus em 
Criciúma (SC), além de vice-coordenador estadual de adolescentes 
da Convenção das Assembleias de Deus em Santa Catarina. Nestas 
funções, ele agrega mais de dois mil jovens sob a sua responsabili­
dade. Embasado em estudos e situações práticas, Adriel explica a 
necessidade das convenções estaduais ligadas à Convenção Geral 
das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB) rever suas estratégias 
para alcançar adolescentes e jovens. Segundo o psicólogo, é pre­
ciso que elas institucionalizem as ações para que os departamentos 
tenham força e respaldo de seus pastores.
.. * ^ 0 senhor nasceu em lar evangélico?
Sim, porém me desviei na adolescência e depois fui resgatado 
novamente pela misericórdia de Deus. Firmei meus passos na fé 
aos 16 anos.
Adriel Lemos é 
líder de jovens da 
Assembleia de Deus em 
Criciúma (SC) e vice- 
coordenador estaduaL 
de adolescentes 
da Convenção das 
Assembleias de Deus em 
Santa Catarina.
p Como o senhor avalia a 
atual forma de trabalho com 
jovens e adolescentes dentro 
de nossas igrejas?
A Assembleia de Deus realiza 
um excelente trabalho com jovens 
e adolescentes, e a prova disso são 
os magníficos projetos de ED, con­
gressos e reuniões de avivamento 
prom ovidos. Porém, como psicó­
logo e obreiro, vejo tam bém que 
poderíamos fazer algo ainda melhor. 
Poderíamos desenvolver estratégias 
e m e todolog ias d ife ren tes, sem 
perder a essência do cristianismo 
puro e simples pregado por Cristo.
P Como seria essa organiza­
ção de trabalhos com ações 
específicas para adolescentes 
e para jovens.
São inúmeras as ações que po­
dem ser feitas, e uso como exemplo 
meu Estado, Santa Catarina. Aqui na 
CIADESCP, temos um departamento 
convencional de adolescentes e outro 
de jovens. São diretorias distintas, 
que pensam diferente, com eventos 
e estratégias diferentes. Dessa forma, 
conseguimos criar ações específi­
cas para adolescentes e jovens. É 
preciso que as convenções ligadas 
à CGADB revejam suas estratégias 
de alcance a adolescentes e jovens e 
institucionalizem as ações para que 
os departamentos tenham força e 
respaldo de seus pastores.
P Pode haver comprometi­
mento no resultado de ativida­
Estamoe perdendo muitos 
adolescentes para o mundo 
e até mesmo para outros 
ministérios por falta de 
atividades cjue envolvam o 
adolescente em todas as 
suas necessidades
des feitas com os adolescentes 
e os jovens juntos?
Sou radical nessa posição e de­
fendo a separação das atividades. 
São vários os fatores que uso como 
base para isso: o "tim e" de apren­
dizado muda do adolescente para 
o jovem ; as estratégias, a m e to ­
dologia, as ilustrações do sermão 
são diferentes. Os adolescentes e 
jovens possuem universos culturais 
diferentes, maturidades diferentes; 
e o entendimento dessas mudanças 
é fundamental para o resultado do 
ensino de Cristo. Por exemplo, se 
fizermos um seminário sobre rela­
cionam ento e sexualidade, como 
poderia eu pensar que falar a um 
púb lico de 12 ou 13 anos seria o 
mesmo que falar a um público de 20 
a 25. São universos completamente 
diferentes e precisam ser respeitados.
Quais as características 
principais da adolescência? 
E da fase jovem?
Eu precisaria de um livro para 
responder a essa pergunta, mas de 
forma ampla e genérica, a adolescên­
cia é um período de transição biop- 
sicossocial do ser humano, enquanto 
que a fase jovem é a consolidação 
dessa transformação. Esse período 
de transição é bastante complexo e 
precisa ser assistido, com carinho, por 
pais, professores, líderes e pastores. 
Caso contrário, adolescentes e jovens 
podem buscar referências em outras 
"tribos", culturas e credos, que lhe 
farão sair dos caminhos do Senhor.
Ü É comum os adolescentes 
serem tratados de “aborrecen- 
tes”. 0 que pode ser feito para 
mudar esse conceito?
Mudar conceito sempre é algo 
bem desafiador e difícil, mas no meu 
ponto de vista, a igreja precisa enfati­
zar o desenvolvimento de seminários, 
capacitações, workshops e tantos ou­
tros modelos que priorizem o ensino 
da Palavra aos líderes, aos professores, 
aos adolescentes e também aos pais. 
Somente com uma igreja instruída é 
que vamos conseguir mudar essa triste 
realidade que vivemos hoje, em que 
muitos professores não exploram as 
qualidades de um adolescente por 
não entender que por trás de toda 
essa capa de rebeldia está um ado­
lescente carente, necessitando de 
afeto e atenção. Quando o professor 
entende a fase da adolescência, 
ele tem a capacidade de extrair do 
adolescente trabalho, dedicação 
e devoção para a Obra do Senhor.
Que conselhos práticos o 
senhor daria aos professores e 
líderes de adolescentes e aos 
de jovens?
O conselho primordial é centrar 
seu ministério na cruz de Cristo, em 
uma vida de oração e leitura bíb li­
ca. Esse é o princípio de qualquer 
ministério bem-sucedido. Defendo 
a bandeira do conhecimento como 
agente transformador de qualquer 
trabalho. Todo professor de ado­
lescente e jovem precisa estar "an- 
tenado" no universo juvenil, estar 
conectado, conhecer o público alvo 
que irá trabalhar. Como o professor 
espera desenvolver um trabalho de 
excelência se não conhece as d ife­
renças geracionais que há dentro da 
igreja? Se não conhece o universo 
digital que os juvenis estão inseridos? 
Não há qualquer possibilidade de 
sucesso ministerial com juvenis sem 
que haja preparação e conhecimento.
Quais seriam as principais 
responsabilidades extraclasse de 
um professor de adolescentes?
O professor possui um papel 
fundamental na formação teológica, 
cultural e no desenvolvimento espi­
ritual dos adolescentes. O professor 
que apenas se encarregar de suas 
atividades em classe estará fadado 
a um ministério ordinário e comum, 
que logo não será mais aceito pelo 
grupo de adolescentes, pois hoje, 
com o avanço te cn o ló g ico , se a 
liderança não desenvolver atividade 
extraclasse, será mais prazeroso ao 
adolescente ficar em casa conectado 
na internet a estar na igreja. É evi­
dente que estamos perdendo muitos 
adolescentes para o mundo, drogas, 
prostituição e até mesmo para outros 
ministérios por falta de atividades 
que envolvam o adolescente em 
todas as suas necessidades.
, p Como um líder ou profes­
sor deve agir ao identificar 
que um adolescente está em 
situação de risco?
É im portan te que o líder seja 
próximo o suficiente do adolescente 
para identificar uma possível situação 
de risco. De forma geral, todo adoles­
cente que estiver sofrendo qualquer 
tipo de violência, seja ela física, psi­
cológica ou sexual, vai demonstrar 
através de seu comportamento que 
alguma coisa está errada. Em casos 
de agressão física, os sinais são mais 
evidentes e o líder perceberá com 
maior facilidade. Porém, em casos 
de agressão psicológica ou sexual, 
os sinais são mais imperceptíveis 
e exigem maior cautela para sua 
devida avaliação. Fique atento à 
conduta sedutora excessiva, aversão 
ao contato físico, comportamento 
incompatível com a idade (regres­
sões), auto-flagelação, culpabiliza- 
ção, introversão excessiva e outros 
comportamentos inadequados ou 
antissociais. Nunca tome qualquer 
atitude sem consultar alguém que 
possa ajudá-lo, como seu pastor, 
ou uma educadora na igreja, um 
psicólogo, médico, assistente social, 
pois são pessoas que saberão com 
maior clareza entender os sinais que 
o adolescente está oferecendo.
? 0 que deve ser feito para 
alcançar e envolver adolescen­
tes que vão à igreja porque são 
obrigados pelos pais?
Esses são os mais d ifíce is de 
traba lhar, pois para eles é mais 
prazeroso fica r em casa do que 
estar na EBD. O líder e professor 
de adolescentes precisa ser alguém 
"antenado" às tecnologias utilizadas 
pelos adolescentes. E preciso que 
o líder explore as redes sociais, as 
ferramentas disponíveis na internet 
e, acima disso, envolva o adoles­
cente no processo de ensino da
Os adolescentes 
e jovens possuem 
universos culturais 
diferentes, 
maturidades 
diferentes; e o 
entendimento 
dessas mudanças é 
fundamental para o 
resultado do ensino 
de Cristo
EBD e nos grupos. Adolescentes 
vivem um momento de onipotência 
e o professor precisa explorar isso 
transferindo responsabilidade para 
ele. Deixe que ele faça parte do 
processo. Deixe que ele ajude você 
nas decisões, nas escolhas. Envolva 
os adolescentes nas diretorias e veja 
o quanto um adolescente motivado 
pode transformar o seu trabalho. Esse 
é o ponto de partida para adoles­
centes desmotivados ou obrigados a 
estarem na EBD: que eles façam parte 
do processo e não apenas sintam-se 
como simplesmente mais um.
Quais são os lim ites do 
envolvimento emocional entre 
o líder e o liderado?
É preciso que seja saudável, pois 
o liderado não pode confundir au­
toridade com amizada. No caso do 
adolescente, esse limite precisa ser 
respeitado para que o líder ou pro­
fessor não caia no descrédito com 
seus adolescentes devido à falta de 
autoridade, e tão pouco seja taxado 
de ditador sem coração. O líder não 
pode ser mais um pai na vida do ado­
lescente e também não pode ser igual 
ao amigo da escola. Ele precisa ser 
companheiro, confidente,porém ao 
mesmo tempo deve ter a autoridade 
para que haja respeito e consideração 
por parte do adolescente.
P o r R e y n a l d o O d i l o M a r t i n s S o a r e s
FAMÍLIA: Um dos P
Quando Deus observou a vida do homem na 
Terra, viu que não era bom que ele estivesse só 
e, por isso, instituiu a família (Lição 1), a qual foi 
a resposta para o drama de Adão. Nos primeiros 
tempos de "lua de mel", no Paraíso, Adão viveu 
o seu "sonho dourado", mas, ao que tudo indica, 
isso não demorou muito, e o primeiro casal caiu 
desgraçada mente.
Com a Queda, muitas circunstâncias mudaram. 
O casal foi expulso do Éden e passou a experi­
mentar as durezas da vida. Seus filhos, quando 
cresceram, foram trabalhar "no pesado". Certo 
dia, a inveja invadiu o coração do prim ogênito 
(Lição 2) e ele matou o caçula. Grande tragédia.
Os descendentes de Caim, espelhando sua 
conduta, criaram um padrão de vida distante
W mMf fít*■ V V f $5*
da presença do Eterno (Gn 4.23). A partir daí, 
surgiram diferentes mudanças sociais na família 
- poligamia, poliandria, dentre outros "arranjos" 
familiares - em desacordo com o que o Senhor 
estabeleceu no princípio (Lição 3).
O Todo-Poderoso sempre se interessou pelo 
bem-estar das pessoas, por isso,ao longo da Bíblia, 
observa-se o Senhor ajudando Seus servos (Adão, 
Isaque e Jacó, por exemplo), a se prepararem para 
construir um novo núcleo familiar(Lição 4). Esse 
desejo de Deus permanece até hoje. Os Jovens 
que servem ao Senhor, por tal razão, têm esse 
excelente diferencial em suas vidas.
Entretanto, quando o Criador estabeleceu seu 
padrão para a família, determinou ao homem que, 
antes de formar um novo lar, deixasse pai e mãe
jV ^ „
ilares da Sociedade
(Lição 5). O Altíssimo estava criando um fenômeno 
que posteriormente na filosofia se chamaria de 
"ind iv iduação":o indivíduo se isola, dentro da 
espécie, para gerar suas próprias características. 
Obedecer a essa ordem é fundamental para que 
se concretizem a liderança do esposo (Lição 6), 
bem como a honrosa função de adjutora da es­
posa (Lição 7), aspectos que serão decisivos para 
que a família pegue a estrada para a felicidade. 
O Senhor pensou em tudo isso, no afã dos seres 
humanos viverem em unidade e com comunhão 
com Deus.
Para a unidade familiar existir se faz necessário 
que todos olhem na mesma direção. Isso só será 
obtido através de uma comunicação eficaz (Lição 
8). Pais e filhos que se entendem e se amam: esse
sempre foi o projeto do Criador. Entretanto os seres 
humanos, frequentemente, provocam conflitos 
familiares (Lição 9), envolvendo as pessoas mais 
amadas. Por causa da frequência desses proble­
mas, às vezes, a divisão se instala definitivamente 
em famílias que servem a Deus (Lição 10). Uma 
triste realidade que alcançou a família de Isaque, 
mas que não significou a derrota total. No fim da 
vida, houve a reconciliação familiar e todos foram 
grandemente abençoados; afinal, tratava-sede 
uma família segundo o coração de Deus (Lição 11).
Ser uma família segundo o coração de Deus 
não significa, assim, a inexistência de conflitos, 
frustrações e imperfeições. A família de Jesus 
(Lição 12) fo i um exem plo disso, pois soube 
vencer as dificuldades, tornando-se um modelo
WÜRk
para as famílias do Século XXI (Lição 13), 
as quais vivem em meio a um caos sem 
precedentes, como consequência da 
cosmovisão pós-modernista, através da 
qual é ensinado o relativismo moral, o 
pluralismo cultural e o questionamento 
da fé, dentre outras teses nocivas.
Prova desse descalabro pode ser en­
contrada naguerra ideológica em curso, 
com o apoio de Organismos Internacio­
nais, a qual tem como objetivo primacial 
que a união entre pessoas do mesmo 
sexo seja reconhecida como família.
Isso, entretanto, apresenta-se como 
uma tragédia social, bem como um aten­
tado aos postulados bíblicos, pois a ideia 
de casamento sempre se sustentou, des­
de o início, em quatro pilastras: espécie 
(deve acontecer entre seres humanos), 
gênero (masculino e feminino),número 
("dois": um espécime de cada gênero) e 
fidelidade (casamento indissolúvel). Dessa 
maneira ficou estabelecido por Deus o 
paradigma monogâmico heterossexual 
para a formação inicial da família.
A legislação brasileira hoje avalia o 
casamento como um mero contrato, 
o qual, a qua lquer m om ento e sem 
nenhuma causa, pode ser desfeito, des­
considerando, desta maneira, a coluna 
da "fidelidade".
Com o reconhecimento das "uniões 
homoafetivas" como família, aconte­
ceu o desprezo ao segundo baluarte:
"g ê n e ro ". D estarte ,poderá exis tir o 
entendimento que não há mais razão 
para manter o casamento apenas entre 
duas pessoas, pois o p ilar "núm ero" 
é consequência lógica do "gênero". 
Talvez, por tal razão, já estão sendo re­
conhecidos, no Brasil, os denominados 
"casamentos poliafetivos".1
Resta apenas, ao casamento, o pilar 
"espécie". C ontudo será respeitado 
por quanto tempo? Qual a justificativa 
para valorizar tal fundamento? Se for a 
perpetuação da espécie humana, isso já 
foi menosprezado com a possibilidade 
do casamento gay. A ruína da sociedade 
hodierna se apressa velozmente.
Na Alemanha, por exemplo, ativistas 
conseguiram a aprovação de uma lei cri­
minalizando a zoofilia (sexo com animais), 
pois se constatou naquele país a morte 
de 500.000 animais anualmente por causa 
de "abusos sexuais" de seus donos, no 
entanto o grupo zoófilo "ZETA" pretende 
ajuizar ação judicial a fim de derrubara lei.2 
A queda do último pilar do casamento, 
na velocidade como andam as coisas, 
ao que parece, pode ser apenas uma 
questão de tempo. &
’hhttp://brasil.estadao.com.br/noticias/rio-de- 
-janeiro.rio-registra-primeira-uniao-estavel-entre-3- 
-mulheres,1781538 -consulta em 27/10/2015. 
2https://br.noticias.yahoo.com/alemanha-aprova-lei- 
-contra-zoofilia-e-gera-protestos-165037262.html 
-consulta em 27/10/2015.
Reynaldo Odilo 
Martins Soares é 
evangelista da Igreja 
Assembléia de Deus 
(RN), Graduado em 
Direito pela UFRN, 
Pós-Graduado em 
Direito Processual 
Civil e Penal pela 
UnP - Universidade 
Potiguar, Mestre e 
Doutorando pela 
Universidade do País 
Basco - Espanha. 
Articulista da Lição 
de Jovens deste 
trimestre.
▼ A mudança de paradigmas humanos sobre o conceito de família não modificará \ 
a definição dada pelo Altíssimo. Tudo o que está acontecendoé cum prim ento 
de profecias bíblicas(Mt 24.12; 2Tm 3.1-4) e tornam desta um a Era turbulenta.
Há, com o se vê, um in ten to do m al para m u d a r os v a lo re s m orais, com o 
objetivo da destruição do projeto divino, que, repita-se: é a família m onogâm ica 
heterossexual. Todavia nem tudo está perdido. O Todo-Poderoso quer mudar este 
quadro e estabelecer Seu Reino nas famílias. “Entrega 0 teu caminho ao Senhor; 
confia neLe, e ele tudo fará” (SL 37.5).
siMpw® p ' ■ * C W 1
f I ^ W K t i
IA 1 Ç W 1 fÁ Â
P o r S i l a s D a n i e l
JOHN FLETCHER:
PREGADOR, PROFESSOR, 
LÍDER E UMA VIDA SANTA
“F letch er ch egava a p a ssa r 
de 14 a 16 horas p o r dia 
d eb ru çad o sob re 0 te x to 
bíblico em e stu d o e oração
*<.~M m ÊtÊÊÊÊÊK ÊK Êm »m m m ~~ ~
O suíço de língua francesa Jean Guillaume de 
la Fléchère, mais conhecido pela forma anglicizada 
de seu nome - John William Fletcher-, nasceu em 
1729, na cidade de Nyon. Braço direito e amigo 
íntim o dos líderes m etodistas John e Charles 
Wesley, tendo sido escolhido por aquele para ser 
seu sucessor, Fletcher era, conforme as palavras 
do próprio John Wesley, "alguém tão devotado 
a Deus, tanto exterior como interiormente, que 
dific ilm ente encontrarei outro como ele deste 
lado da eternidade". Ao falecer, foi descrito por 
seu amigo como "um modelo de santidade sem 
paralelo neste século".
Conta-se quequando pastoreou em Madeley, 
Inglaterra, devido à influência de sua pregação, 
que levou milhares a Cristo, todos os bares daquela 
cidade foram fechados. Era um pastor dedicado, 
que visitava sempre suas ovelhas e ensinava-as 
com afinco a Palavra de Deus.
Fletcher aceitou Jesus como seu Salvador 
após ouvir a pregação do Evangelho por um
pregador m etodista ao chegar em Londres a 
primeira vez. Dedicou-se cedo ao estudo das 
Sagradas Escrituras, chegando a passar de 14 
a 16 horas por dia debruçado sobre o tex to 
sagrado em estudo e oração. Também cedo 
começou a pregar.
Tornou-se professor de Teologia em Trevecca, 
no sul de Gales, sendo amado por seus alunos, a 
quem convidava para passar horas gloriosas em 
oração após as aulas. Era igualmente amado como 
pregador, sendo, inclusive, chamado de "seráfico" 
devido a suas pregações que pareciam ministradas 
por um anjo de Deus. Chegou a passar cinco meses 
em viagem pela França, Itália e Suíça atendendo 
convites para pregar o Evangelho.
Fletcher faleceu em 1785, na Inglaterra, sendo 
considerado um dos grandes teólogos, líderes 
e pregadores do m etodism o e da história da 
Igreja. Um homem de uma vida santa e iliba ­
da diante de Deus e dos homens. Um grande 
exemplo de m estre.-^
revista's DE t iuvmz
A lguns pais possuem um 
bom patrimônio financeiro para 
deixar de legado aos seus filhos. 
Outros não. Mas em contrapar­
tida trabalham muito para ofere­
cer aos filhos uma qualidade de 
vida melhor do que tiveram em 
sua infância e adolescência. Há 
ainda àqueles que a única he­
rança que deixarão será dívidas.
Fato é que a fa m ília do 
adolescente sempre deixa um 
legado . O ado lescen te não 
herda apenas bens materiais. 
Ele também recebe valores e 
hábitos que influenciam em seu 
comportamento. Sem mencionar 
as crenças e heranças espirituais. 
Óbvio que tais fatores não são 
deterministas. Rorém é inegável 
que a influencia da família na 
vida do adolescente é m uito 
grande!
E preciso sensibilidade para 
discernir o que está por trás do 
com po rtam en to ado lescen­
te. Alguns cresceram em uma 
família estável, com amparo, 
incentivo, proteção e lim ites. 
Outros possuem uma história 
de vida atravessada pela orfan­
dade, privações e/ou abusos. 
Sem m encionar àqueles que 
crescem em situação de risco.
Fato é que cada adolescente 
que Deus traz até nós, educa­
dores e líderes, precisam ser 
abraçados, independente do 
seu je ito , com portam en to e 
histórico familiar. Por vezes, a 
igreja é o segundo lar do ado­
lescente. Por isso, importa que 
professores e líderes estejam 
pron tos para se envolver de 
coração aberto , para aí sim 
ensinar para transformar a vida 
do adolescente e seu relaciona­
mento com a sua família.
O objetivo de cada encontro 
dom in ica l não é passar uma 
informação ou conteúdo sim­
plesmente. Mas, passar valores 
bíblicos visando à formação do 
caráter cristão no adolescente.
Por isso, é tão importante focar 
nos princípios cristãos de rela­
cionamento familiar, dentre os 
quais destacamos alguns...
• Princípio da Autoridade 
- Os pais são autoridades ins­
tituídas por Deus para zelo e 
proteção dos filhos. Submissão 
à essa autoridade é imprescin­
dível para receber as bênçãos 
de Deus.
• Princípio da Honra - O 
código de ética ensina que é 
necessário respeitar os pais. A 
Bíblia pede mais. Ele ordena 
honra. O respeito tem haver com 
atitudes externas. A honra tem 
haver com o coração. O filho que 
honra é o mesmo na presença 
e na ausência dos pais.
• Princípio do Am or-A lguns 
pais têm um com portam ento 
indigno. E nestes casos, o amor 
é o caminho mais seguro para 
o filho trilhar. O p rinc ip io do 
amor leva os filhos a perdoarem 
e o perdão cura toda a dor, 
desapontamento e mágoa que 
possa existir.
• Leia da semeadura - E a 
Bíblia quem ensina: "...porque 
tudo o que o homem semear, 
isso também ceifará." (Gl 6:7b) É 
nossa responsabilidade ensinar 
aos adolescentes que a maneira 
como tratam seus pais são uma 
semeadura para sua própria 
vida. Esta lei funciona para as 
coisas boas e coisas ruins. Por 
isso é tão im portante ensiná- 
-los a semear gratidão, honra, 
obediência, honestidade etc.
Ninguém escolhe a família 
que nasce. Mas todos nós po­
demos escolher a família que 
queremos construir. Algumas 
famílias são mais certinhas que 
outras. Nenhuma delas é perfei­
ta. Algumas precisam de um ver­
dadeiro milagre. Porém, quando 
um adolescente faz uma aliança 
com Jesus, ele passa a andar com 
Deus. E Deus é especialista em 
transformar histórias e famílias!
0 que é Liderança?
O tem a "lide rança" está na moda. 
Diversos livros são publicados todos os 
anos abordando o assunto. Empresas e 
igrejas investem em formação de novos 
líderes. Institutos e pesquisas continuam 
apontando a necessidade de mais líderes 
no Estado, nas corporações e em especial 
nas igrejas.
É importante que se compreenda que 
uma pessoa não se torna líder apenas 
porque recebeu este título ou porque foi 
nomeada para determinado cargo. A lide­
rança é construída. Uma pessoa pode sim 
começar a exercer uma liderança a partir de 
uma nomeação. Mas há lideranças informais, 
que surgem espontaneamente no dia a dia 
e estas costumam exercer grande influencia 
no grupo.
Líderes não se definem por idade. 
Qualquer professor observador consegue 
identificar em sua turma quem é o líder.
Flavianne Vaz 
é historiadora. 
Formada em Teologia 
(FTSA) e Liderança 
(EQUIP). Membro 
da Assembléia de 
Deus - Ministério 
Crescer (RJ). 
Trabalha no CEMP 
- Centro de Estudos 
do Movimento 
Pentecostal da CPAD.
Sempre há um adolescente que exerce influencia 
sobre os outros, que se destaca, que dita o ritmo 
do trabalho (ou da bagunça)! Podemos observar 
na Bíblia que a liderança de diversos personagens 
nasceu na adolescência e juventude, como são os 
casos de José, de Samuel e de Davi.
Sendo entendida como uma construção, a lide­
rança precisa de um bom alicerce. E este fundamento 
são os valores do líder. Os princípios e a forma de 
ver o mundo irão direcionar a maneira como o 
líder se relaciona com as pessoas. Por exemplo: 
um líder auto-suficiente tenderá a ser controlador; 
Outro inseguro tenderá a desconfiar dos membros 
de sua equipe; àqueles que são otimistas, terão 
facilidade de empreender grandes projetos.
Jesus fo i o maior líder da história. Em sua 
vida podem os ver um insp irador m odelo de 
liderança: "a liderança servidora''. - Ele mesmo 
disse: "Porque até o Filho do Homem não veio 
para ser servido, mas para servir e dar a sua vida 
para salvar muita gente." (Mateus 20:28) E em sua 
prática ministerial podemos identificar os valores 
que são bons alicerces para construirmos nossa 
própria liderança. São alguns deles...
• Relacionamento com Deus - É impensável 
uma pessoa querer liderar o povo de Deus sem 
uma aliança com o Senhor. O líder cristão precisa 
zelar pela sua intimidade com o Pai.
• Compromisso com a verdade - Para ser 
líder é preciso ter caráter. Nenhuma pessoa se 
sujeita a uma liderança desonesta. O líder cristão 
é chamado para ser luz, para ser o exemplo. E só 
quem vive em verdade pode ensinar a Verdade.
• Amor ao próximo - Liderança diz respeito a 
pessoas. Não há como servir sem amar. O amor é o 
principal combustível do líder cristão. Quando tudo 
fica difícil, é o amor que faz o líder continuar firme.
• Perseverança no propósito da liderança - Ao 
contrário do que muitos pensam liderança não 
é uma questão de prestígio, mas de responsa­
bilidade. O líder cristão não pode perder o seu 
senso de propósito. Ele tem uma missão: levar 
as pessoas até Cristo e ajudá-las na caminhada.
Todos nós podemos ser líderes no Reino de 
Deus. Para liderar não é necessário nomeações, 
mas um coraçãodisposto a servir. Conforme Je­
sus nos ensinou, liderança e serviço andam lado 
a lado. Siga os valores que Jesus e engaje-se na 
missão do Reino de Deus: "salvar muita gente"! 
(Cf Mt 20:28). 0
REFERÊNCIAS
MAXWELL, John. Os 5 níveis de liderança.
Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
TOLER, Stan. GILBERT, Larry. Treinador de Líderes.
Rio de Janeiro: CPAD, 2014.
lEROIS
A cada capítulo uma história diferente, uma nova 
biografia. Esta obra contém as biografias de grandes 
servos de Jesus, como: Lutero, Finney, Wesley e 
Moody, dentre outros que resolveram viver uma 
vida de plenitude do evangelho. Conheça a vida de 
pessoas verdadeiramente transformadas por Deus e 
que, por isso, servem-nos como exemplos de vida. 
Um estímulo para também buscarmos ser 
reconhecidos como verdadeiros Heróis da Fé.
1 [OMEN'S .4 %
extraordinários
q u e INCENDIARAM
O MUNDO
O r l a n d o ^
Um dos maiores clássicos 
da literatura evangélica.
I ÉÉH W
©®®(§)
w w w .c p a d .c o m .b r CPAD
investem na inclusão de alunos 
portadores de deficiência
AssembLeianos buscam estratégias para atender 
aos reclames da Grande Comissão e suprir 
as necessidades dos alunos especiais
Desde os primórdios, infelizmente, encontramos 
muitos na sociedade que olham com desprezo 
as pessoas portadoras de deficiência física. Na 
Palestina dos tempos bíblicos, os portadores de 
deficiência sofriam com a discriminação de seus 
conterrâneos. Eles sequer podiam participar da 
liturgia como os demais. Certa feita, porém, o 
Senhor Jesus Cristo visitou uma sinagoga e lá 
ensinava a Palavra, quando, entre os religiosos, 
estava um homem com uma das mãos mirrada 
(Lc 6. 6-11). O Mestre logo percebeu que estava 
sendo observado pelos fariseus, que procuravam 
uma oportunidade de acusá-lo diante do povo.
Cristo, no entanto, convidou o deficiente que 
ficasse de pé em meio ao púb lico e o curou. 
Através desse ato, Jesus ensinou àqueles homens 
que os portadores de deficiência tinham também 
seu lugar na sociedade.
"Na Palestina, as pessoas portadoras de defi­
ciência física eram excluídos da sociedade. Esse 
comportamento tinha dois motivos: os deficientes 
eram tidos como uma parcela da população não 
abençoada por Deus, e considerados um peso 
para a sociedade. Além disso, não participavam 
das celebrações no Templo, devido ao mal estar 
provocado pelos demais. A situação mudou quando
Jesus incluiu a todos. Verificamos isto na parábola 
da grande ceia (Lc 14.15-24) na qual o dono da casa 
ordenou que todos, sem exceção, participassem de 
sua festividade. A partir da Era Cristã, os deficientes 
passaram a ser incluídos entre os fieis", explica o 
consultor teológico da CPAD e comentarista de 
Lições Bíblicas, pastor Claudionor de Andrade. 
Dessa forma, entende-se que os deficientes não 
podem ser esquecidos pelos demais cristãos, mas 
propiciar-lhes recursos para o devido acesso ao 
ensino da Palavra de Deus.
Na Assembleia de Deus Ministério do Belém 
(SP), liderada pelo presidente da Convenção 
Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGA- 
DB), pastor José Wellington Bezerra da Costa, a 
Escola Dominical se mobilizou para atender aos 
alunos portadores de deficiência auditiva. Os 
professores Claudiomar Lucas de Sousa e Cléber 
Macena (deficiente auditivo) são os responsáveis 
por ensinar a Palavra aos alunos especiais.
"A classe existe há cerca de 10 anos, porém, 
oficialmente, trabalhamos com os nossos alunos há 
seis. Para a melhor compreensão deles, utilizamos 
as Lições Bíblicas (Adultos), data show e os slides 
extraídos da internet. Depois que descobrimos 
esses slides, tivemos um grande avanço, pois a 
imagens disponíveis são compatíveis com a lição 
da revista destinada aos Adultos pela CPAD", 
frisa Claudiomar.
Ele argumenta que pela falta de um material 
adequado aos alunos, foi necessário fazer as 
adaptações, mas revela que o seu objetivo é con­
seguir fracionar a classe, separar os alunos jovens 
dos casais e iniciar um trabalho específico com 
as crianças, uma vez que os professores lecionam 
para esses segmentos em uma só classe.
"O trabalho começou com apenas dois alunos, 
situação que perdurou por um ano, mas agora a 
nossa classe conta com cerca de 15. Desde o início, 
o nosso objetivo foi e ainda é, contagiar as nossas 
congregações da capital, para que no mínimo 
possamos ter um interprete por igreja sede, com 
vistas à expansão deste projeto", revela Claudiomar.
A coordenadora da classe de defic ientes 
auditivos, Kézya Cristhina Sousa Castro Freitas, 
membro da Assembleia de Deus em Rio Verde 
(GO), conduzida pelo pastor W ellington Carlos 
A lm eida Rocha, afirma que a inclusão desses 
alunos especiais faz parte do crescimento na 
igreja goiana.
"A preocupação em fazer a vontade do Senhor, 
no que diz respeito a levar o Evangelho a todos, 
fez a AD em Rio Verde estender suas mãos para 
alcançar os deficientes auditivos", diz Kézya.
Porém, mais esta vez,
Jesus ensinou aos homens 
que os portadores de
deficiência tinham seu 
lugar na sociedade
A turma de alunos deficientes auditivos é alvo de total atenção dos 
professores Cleber e Claudiomar em São Paulo
Ela conta que a ED oferece estrutura a fim de 
adequar os alunos, como a sala "Gestos de Ado­
ração" para o discipulado. A lição é ministrada por 
um professor munido de vários recursos visuais e 
objetos, cartazes, cores, textura e outros recursos; 
mas também o ensino de novos vocabulários, 
novos gestos para identificar os personagens e 
conteúdos bíblicos. "Isso amplia as possibilidades 
de comunicação sobre a Palavra da Verdade. E por 
isso que a sala possui, em suas paredes, cartazes 
bastante pedagógicos para os auxiliarem na co­
municação religiosa e secular", explica.
Agora um dos objetivos atuais para a sala é a 
formação de uma aluna em professora, o que vai 
permitir que os demais entendam que Deus os ca­
pacita para o trabalho de divulgação do Evangelho.
Inclusão de alunos na Bahia
Na AD em Salvador (Adesal), a liderança local 
esmera-se nos recursos para que os crentes por­
tadores de deficiência tenham acesso à ED, cultos 
doutrinários, e congressos a fim de ofuscar o em­
baraço causado pelas limitações físicas, sensoriais, 
cognitivas ou de outra ordem. A igreja na capital 
baiana é conduzida pelo pastor Israel Alves Ferreira.
"Dessa forma, considerando as orientações 
oriundas do M inistério da Educação (MEC), o 
corpo discente poderá ser formado por pessoas 
com deficiência, a saber: aqueles que têm im­
pedimentos de longo prazo de natureza física, 
intelectual, mental ou sensorial. Pessoas com 
transtornos globais do desenvolvimento: aqueles 
que apresentam um quadro de alterações no 
desenvolvimento neuropsicomotor, nas relações 
sociais, na comunicação. Incluem-se nessa definição
pessoas com autismo clássico, diversas síndro- 
mes e transtornos invasivos. A atenção também 
é voltada para os alunos com altas habilidades/ 
superdotação, isto é, aqueles que apresentam um 
potencial elevado e grande envolvimento nas áreas 
do conhecimento humano, isoladas ou combina­
das: intelectual, liderança, psicomotora, artes e 
criatividade" explica a diretora do departamento 
de ensino e Departamento Infantil (ambos setores 
da Adesal), professora Laura Lidice.
A igreja também atende a pessoas portadoras 
de síndrome de down, deficiência visual, auditiva; 
orienta os professores a prestarem atenção às 
peculiaridades de cada aluno para detectar a di­
ficuldade e receba a orientação para lidar com tais 
limitações através das redes de apoio no âmbito 
profissional, os atendimentos especializados na área 
de saúde e instituições especializadas para atender 
pessoas com necessidades especiais. O objetivo 
é a elaboração de estratégias e disponibilização 
de recursos de acessibilidade. A Adesal também 
atende alunosportadores de deficiência física 
(atraso no desenvolvimento motor ou com paralisia 
cerebral) que são inseridos no seu grupo etário.
O trabalho intitulado Ministério de Silêncio é 
voltado para os deficientes auditivos que congregam 
na AD em Santana (AP). As atividades tiveram início 
através do trabalho da missionária Thami Carolina 
Rodrigues, que investiu seu tempo aos fieis porta­
dores de deficiência auditiva. Quando soube do 
propósito de Thami, o líder da igreja amapaense, 
pastor Lucifrancis Barbosa Tavares, se prontificou 
em ajudar no que fosse possível para ajudar a esses 
alunos especiais a aprender a Palavra.
Segundo o líder do Ministério do Silêncio e intér­
prete, Melque Lima, no início dos trabalhos, foram 
sugeridas várias ideias para adaptar o Ministério 
do Silêncio na ED. A ministração das aulas era em 
português e interpretadas para Libras, mas o tempo 
revelou que as aulas ministradas apenas em libras 
foi mais producente e satisfazia a necessidade do 
aluno. "A turma é relativamente pequena, a classe 
é conjunta e todos os alunos com a deficiência 
estudam juntos em uma classe de discipulado. O 
material utilizado nas aulas é Lições Bíblicas de 
jovens e adultos, adaptada para a Libras", conta 
Melque. O departamento também é conduzido 
pelo professor e intérprete Heliton Souza.
O líder explica que as crianças frequentam as 
salas do Departamento Infantil, acompanhadas por 
intérpretes, sendo necessárias outras adaptações 
específicas. Com isso, a Igreja prossegue em sua 
lida no aprendizado da Palavra aos convertidos, 
mesmo aqueles portadores de deficiência física. ?
ENTREVISTA do 
COMENTARISTA
P o r G i l d a J ú l i o
Como entender Romanos
Romanos é a epístola de Paulo mais longa, mais teológica e mais 
influente. Talvez por essas razões foi colocada em primeiro lugar entre 
as do apóstolo. Ele escreveu esta carta a fim de preparar o caminho 
para a obra que ele esperava realizar em Roma e na sua missão 
prevista para a Espanha. Na Carta aos Romanos, o apóstolo disse 
que diversas vezes planejou ir até Roma para anunciar a Palavra de 
Deus na capital do Império, porém não havia conseguido (1.13-15; 
15.22). Mas ele reitera o seu desejo de estar com os crentes romanos 
(15.23-32). Paulo escreveu esta carta próximo do fim de sua terceira 
viagem missionária (cf 15.25,26; A t 20.2,3; 1 Co 16. 5,6). Ele estava 
em Corinto, hospedado na casa de Gaio (16.23; 1 Co 1.14). O tema 
dos escritos de Paulo centra-se em Romanos 1.16,17, a saber: que 
através de Jesus Cristo a justiça divina é revelada como a solução à 
sua justa ira contra o pecado. O objetivo do Apóstolo dos Gentios era 
preparar o caminho para a obra que ele aspirava realizar em Roma e 
na sua missão para a Espanha. Neste trimestre, vamos estudar sobre 
as características especiais e propósitos sobre a epístola. E para nos 
auxiliar numa melhor compreensão sobre essa epístola, o articulista 
convidado é o pastor José Gonçalves, líder da Assembleia de Deus em 
Água Branca (PI), escritor e comentarista de Lições Bíblicas da CPAD.
jp Que estratégias o senhor 
estabelece nas igrejas onde o 
senhor passa e que fortalece 
a Escola Dominical?
Primeiramente, a igreja deve 
ser conscientizada, a partir de 
seu líder, da importância que a 
educação cristã tem na formação 
dos valores familiares. A Escola 
Dominical entra aqui como uma 
agência na form ação desses 
valores cristãos ao promover o 
discipulado. Ela forma segui­
dores que serão capazes de 
reproduzir aos outros aquilo que 
aprenderam. Para que esse fim 
seja alcançado, é necessário in­
vestir no treinamento de líderes e 
professores, habilitando-os para 
o desempenho do serviço cristão. 
Todos, portanto, precisam par­
ticipar desse processo. Em um 
segundo momento, a atenção 
deve ser voltada para a parte
estrutural desse projeto, onde a 
parte física (prédios) e didática 
(materiais) são contemplados. 
'p- Qual a im portância da 
Epístola aos Romanos para 
a Igreja de hoje?
A princ ipa l im portânc ia 
da Carta aos Romanos está na 
construção de uma identidade 
cristã: não há mais gentios e 
judeus, mas, sim, o povo de 
Deus formado por aqueles que 
foram justificados em Cristo Je­
sus. Em outras palavras, somos 
a igreja de Deus! Somos povo 
de Deus. Essa identidade cristã 
só se tornou possível através da 
manifestação da graça de Deus 
na pessoa bend ita de Jesus 
Cristo. Essa graça abriu a porta 
de entrada para todas as bên­
çãos de Deus, tanto na presente 
era como também no porvir. A 
habitação do Espírito Santo no
crente, promessa feita na antiga 
aliança, tem seu cumprimento 
agora na dispensação da graça.
Por que essa carta é con­
siderada mais teológica que 
as demais?
O conteúdo de Romanos, 
que form a o corpus pau lino 
dessa carta, possui alguns dos 
maiores temas das Escrituras.
São esses temas que tornam 
essa carta a mais teológica do 
Novo Testamento. Logo após as 
palavras de saudação, observa­
mos a seção que trata sobre a 
manifestação da justiça de Deus 
mediante a fé (Rm 1.18-4.25). Em 
nenhum outro lugar a doutrina 
da justificação aparece com tan­
ta clareza quanto aqui. Dentro 
desse tema encontramos Paulo 
argumentando sobre a necessi­
dade que gentios, judeus e toda 
a humanidade têm da salvação
/ ' E N S I N A D O R
de Deus. Por outro lado, a seção 
que vai de 5.1 a 8.39 revela a 
ação santificadora do Espírito 
Santo no processo da salvação. 
É destacado aqui o resultado 
prático do evangelho na salvação 
do crente. Através do Espírito 
Santo, o crente experimenta a 
paz com Deus. Nos capítulos 9 a 
11, encontramos a teologia pau- 
lina sobre o tratamento de Deus 
com Israel, o Seu antigo povo. 
São revelados três aspectos do 
tratamento de Deus com Israel 
- passado, presente e futuro. 
Na última seção, Paulo mostra 
o lado prático do evangelho na 
transform ação de vidas (12.1 
a 15.13). A conclusão da carta 
trata do do em preendim ento 
missionário do apóstolo.
^ Quais os erros cometidos 
pelos judeus para com os 
gentios?
Eu não diria que houvesse 
um problema exclusivamente 
judaico na Carta aos Romanos. 
Paulo dem onstrou que tanto 
judeus como gentios estavam 
debaixo do pecado. Todos, por­
tanto, precisavam da graça de 
Deus. Mas, no capítulo 15, en­
contramos Paulo se referindo aos 
crentes "fortes" e aos "fracos". 
O contexto mostra claramente 
que esses crentes "fracos" eram 
form ados por judeus que se 
escandalizavam com a atitude 
dos gentios em não observar 
determinados exigências da lei. 
Isso estava gerando conflitos na 
igreja. Eram judeus crentes, mas 
que ainda não tinham conseguido 
de todo abandonar o legalismo 
da lei. Em busca do equilíbrio, 
Paulo exorta tanto judeus como 
gentios a viverem a vida cristã 
com tolerância. Eram crentes 
imaturos, que ainda não tinha 
conseguido discernir o signifi­
cado da Nova Aliança, por isso 
ainda se conduziam pela antiga. 
Essa falta de imaturidade, que
evidentemente era prejudicial 
para a comunhão da igreja, não 
tinha o mesmo peso dos erros dos 
judaizantes que, por exemplo, 
perturbaram as igrejas da Galácia.
« Quais seriam os pontos 
fundamentais da Epístola 
aos Romanos para o desen­
volvimento de um padrão de 
espiritualidade saudável?
Romanos parte do princípio 
da universalidade do pecado. 
Todos, gentios, que possuíam 
a revelação natural, bem como 
os judeus, que receberam a re­
velação especial da lei, estavam 
debaixo do pecado. E a graça, e 
somente a graça, que opera por 
meio da fé, que os resgatará. A 
graça e não os nossos méritos 
é quem nos salva. Deus proveu 
salvação para todos; cabe ao pe­
cador responder positivamente 
ou negativamente a essa graça.
Que erros comportamen- 
tais e doutrinais a epístola aos 
Romanos denuncia?
A epístola toma como ponto 
de partida que o homemcaído 
no pecado, insensível à revelação 
de Deus, caiu nas malhas da ido­
latria. A idolatria aparece nesse 
contexto como aquilo que ocupa 
o centro da adoração, ficando 
no lugar de Deus. É exatamente 
isso que observamos no argu­
mento de Paulo: os homens se 
tornando o centro de si mesmos. 
Isso é exteriorizado na forma de 
com portam entos reprovados 
por Deus, como, por exemplo, 
o relacionamento homossexual.
Nota-se que o apósto-
é mais incisivo quanto à 
questão do homossexualismo 
nesta epístola. Qual o motivo 
desse cuidado? Existia o pe­
rigo de este pecado invadir 
os arraiais da igreja romana?
Essa observação apostólica, 
como vimos exposta no capitulo 
1, versículos 26 e 27 de Romanos, 
tem sua razão de ser. É preciso
ver o contexto dessa passagem 
para entender o porquê dessa 
observação. O homossexualismo 
era permitido e até mesmo ado­
tado no mundo greco-romano. 
A pederastia era algo comum e 
tolerado naquela cultura. Paulo, 
portanto, tinha consciência dis­
so. Todavia, na cultura judaica e 
bíblica da qual Paulo fazia parte, 
esse era um com portam ento 
reprovado (Lv 18.22). Essa repro­
vação não está apenas na Bíblia, 
mas também na literatura judaica 
extra-bíblica. Paulo, portanto, 
mostra que o afastamento de 
Deus levou o ser humano a um 
culto idólatra, onde o homem e 
não Deus é o centro de tudo. As 
perversões sexuais, a exemplo 
do que aconteceu com a ado­
ração do bezerro de ouro no 
Êxodo, era o clímax desse culto 
idólatra (Ex 32.1-19; 1 Co 10,7). 
O homossexualismo aparece 
aqui em Romanos como clímax 
dessa idolatria.
Fale sobre a importância 
da Epistola aos Romanos para 
o movimento da Reforma 
Protestante?
O pilar da Reforma foi a justifi­
cação pela fé independentemente 
das obras. Numa igreja onde 
a salvação era meritória, essa 
bandeira levantada por Martinho 
Lutero soou como uma verdadeira 
blasfêmia. Mas, o reformador não 
se intimidou e essa sua convicção 
o levou a outras, como, por exem­
plo, a que restaurava o sacerdócio 
universal dos crentes.
< JP> Que mensagem o senhor 
deixa para os crentes, baseado 
na Garta aos Romanos?
Leiam a Carta ao Romanos. 
Essa leitura lhes dará a consci­
ência da dimensão do grande 
am or de Deus por todos os 
homens. Ela nos conduzirá a 
amarmos mais a Deus e honrar­
mos o Senhor Jesus Cristo em 
nossa maneira de viver,
ARTIGO
P o r W a n d e r s o n M a r t i n s d e O l i v e i r a
Nesta edição, a Ensinador Cristão publicará o projeto do segundo finalista 
do Prêmio Professor de ED do Ano 2014. O trabalho pertence a 
W anderson M. de Oliveira, Ele é graduado em filosofia e pedagogia, 
e trabalha na Superintendência Regional de Ensino de Minas Gerais
Introdução
O Projeto Seminário fam 
foi uma iniciativa dos professore: 
da Escola Dominical da i 
considerando 
assunto Família Cristã 
XXI: P rotegendo 
Ataques do lni 
este que foi o tema da 
Lições Bíblir 
de 2013 da CPAD, 
pelo estimado j 
Renovato de Lima.
Foi po r m eio do apro fun ­
dam ento do estudo do tema 
que a igreja entendeu que, por 
interm édio da Escola Dom ini­
cal, pode ser uma forte aliada 
da soc iedade para a judar a 
combater todo tipo de dificul­
dade que buscam assolar as 
famílias, sejam elas de ordem 
social, econômica, psicológica 
ou espiritual. Entendendo isto 
e acreditando nesta parceria - 
igreja e sociedade -, foi realizado 
nos dias 26 a 30 de junho de 
2013 o 1o Seminário Família, 
com o tema Minha Casa: Um 
lugar de Milagre, voltado não 
apenas para os m em bros da
igreja, mas para toda a comu- 
ília nidade do bairro.
,s Justificativa
greja A • . .
a relevância do M 'greja Assembleia de Deus 
no século ' MinÍStério Cor°nel Fabriciano, 
seu Lar dos muniP '° de Ipatinga (MG). Con- 
m igo. Assunto 9re9ai?ao do Morro do Carmo 
revista ^ localizada em um bairro de 
cas no 2o trimestre mUlta vuj nerabilidade social. É 
■D, comentado uma ^ S 130 or|de existem muitos 
pastor Elinaldo p rob le^ as c°m tráfico e con­
sumo de drogas, alcoolismo e 
assassinato de jovens, mas, é 
também uma região que tem 
um grande potencial missionário, 
haja vista o crescimento da qua­
lidade dos trabalhos realizados 
pela igreja no bairro.
No que diz respeito ao perfil
só c io -econô m ico -cu ltu ra l, a
igreja atende a famílias de classe 
baixa com grande parte dos pais 
analfabetos e semi-analfabetos, 
que têm uma renda salarial entre 
01 (um) e 02 (dois) salários míni­
mos. 80% (oitenta por cento) das 
famílias moram em casa própria 
com infra-estrutura inadequada 1 
e 20% (vinte por cento) em casa I 
de aluguel, tendo em média 05 (
(cinco) habitantes em cada casa
A maioria dessas famílias diz per 
tencer a alguma religião, sendc 
predominante o Catolicismc 
Romano embora não praticantes.
A congregação tem hoje 
150 membros e em média 100 
congregados. A Escola Dominical 
tem 170 alunos m atriculados 
entre crianças, adolescentes, 
jovens e adultos, dentre as quais 
um bom número de crianças é 
filhos de pais não crentes. De 
modo geral, estas crianças são 
carentes de afeto e atenção, o 
que exige do professor uma sen­
sibilidade muito aguçada para 
compreender uma diversidade 
de comportamentos e usar de vá­
rias metodologias e habilidades 
artísticas para prender a atenção 
dos mesmos. São alunos que 
apresentam dificuldades para 
concentração, reflexão e para 
o trabalho em am nn
Conclusão
Nosso sonho como cidadãos moradores do bairro Mora do Carmo é que o mesmo 
seja transformado pelo poder e autoridade do Nome de Jesus através de um tra­
balho de evangelização eficaz da igreja; realização de Campanhas Evangelístjcas 
voltadas para o público jovem, execução de projetos sociais que envolvam crianças 
e adolescentes em atividades culturais e artísticas potencializando vários talentos 
que estão sendo perdidos nas drogas. O Seminário Família foi um exemplo claro e 
prático de ações que a igreja pode desenvolver com vista a aproximar-se da comuni­
dade não cristã, envolver-se com seus problemas e criar estratégias de evangelismo.
ue idia e de escrita e, 
em sua maioria, compreendem 
o valor da família, da escola, 
da igreja e da sociedade. As 
habilidades cognitivas e sociais 
precisam ser trabalhadas de 
torma consciente, competente 
e com objetivos claros.
Partindo da c 
desta realidade s< 
da importância da 
da igreja com 
a Escola Domi 
I Seminário Famíl
“ cvenco na escola municipal do
bairro e contamos com o apoio e 
o empenho de sua equipe dire­
tiva para divulgação do evento. 
Metodologia 
Estudo
C ™ um ae|es. hra notória a 
satisfação de cada pai e de cada 
mae que juntamente com seus 
filhos adentravam no local para 
mais um dia de evento. O apoio e 
a participação da equipe diretiva 
da Escola Municipal no sentido 
liberar suas dependências e 
ajudar na divulgação do evento 
foram imprescindíveis. Com isso 
pode-se concluir que a parceria
escola e igreja é uma união que 
pode muito contribuir para uma 
vida melhor em socieHaW^
sistemático das Li 
Ções Bíblicas CPAD durante c
reensão 2 trimestre de 2013 e prepara-
e ciente çao espiritual para o Seminário 
aproximação Família; Agendamento da es 
a comunidade cola municipal. Agendamento
caí realizou o e preparação dnc n ,lorf..........
.... lia para a po­
pulação, evangélica ou não do 
bairro Morro do Carmo, em con­
sonância com o tema abordado 
nas Lições Bíblicas da CPAD.
Objetivo
O incentivo aos pais para que 
de em aos filhos atenção e orien­
tação, vivendo com eles os valores 
ensinados no lar. ressa lta r,^ „
- 'vo total toram três plenárias e 
| nove palestras. Os cultos, de 
abertura e de encerram ento 
aconteceram na igreja. Confec­
ção do material de divulgação e 
convites; Distribuição dos convi­
tes e sensibilização das famílias
Para a participaçãono evento; 
Realização simultânea das 
lestras para casados, 
adolescentes e <
30, na parte da manhã, plenária 
para toda a famíli 
da noite, culto de
Avaliação
O Seminário Família Minha 
Casa: Um lugar de Milagre foi 
considerado pela igreja o even- 
to ma,s marcante do ano de 
ZUU' nao só Pelo crescimento 
psicossocial proporcionado aos 
Participantes, mas, pela manifes­
tação do Espírito Santo na vida
icbiduraaas, casamentos reno­
vados e orações respondidas 
foram muitos. A estratégia do 
Seminário Família no bairro foi 
tao assertiva que a igreja realizou 
a 2 edição em 2014 e a 3o edição
p Para este ano de 2015jovens/
criança; No dia Autoavaliação
O tema proposto peias Lições 
a e, na parte Biblicas / CPAD para o trimestre 
encerramento. em questão fez __
Wanderson 
M. de Oliveira. É 
graduado em filosofia 
e pedagogia, trabalha 
na Superintendência 
Regional de Ensino 
de Minas Gerais. 
Trabalho em conjunto 
como Presbítero. 
Jairo Fernandes 
coordenador da 
Escola Bíblica 
Dominical da Igreja 
Assembleia de Deus 
da congregação 
Morro do Carmo.
SALA de
LEITURA • / '/v fiwl!] Z * '[
®nm : umRwm imm- 11 nmiy 1 h ffifl ro ín w im w M m m '
pAs novas.
fronteiras 
daEtica Cristã
Três Regras 
Simples
LLAUUiyi
AS NOVAS FRONTEIRAS 
DA ÉTICA
MARAVILHOSA GRAÇA TRES REGRAS SIMPLES 
QUE MUDARÃO 0 MUNDOJOSE GONÇALVES
A Epistola aos Romanos é um dos 
p rinc ipa is liv ros do Novo Testa* 
mento e de toda a Biblia. Como já 
disse alguém, ela é a “Catedral da 
Doutrina C ris tã”. N este segundo 
trimestre, a revista “Lições Bíblicas” 
da CPAD terá como tema a Epístola 
aos Romanos, e seu comentarista é o 
pastor José Gonçalves, que apresenta 
aos professores e alunos de Escola 
Dominical este livro, que serve como 
livro-texto da revista, com subsídios 
que irão enriquecer ainda mais o 
estudo desse importantíssimo livro 
da Biblia.
Esta obra é indicada, portanto, a 
professores e a lunos da ED, mas 
também a todos que se interessam 
pelo estudo das doutrinas bíblicas.
CLAUDIONOR DE ANDRADERUEBEN P. JOB
Família, aborto, liberação das drogas, 
engenharia genética, eutanásia, 
homossexualismo, transplante de 
órgãos, m oral e ética cristã. Como 
nos posicionar sobre todas estas 
questões?
Nesta obra corajosa, o pastor Clau- 
dionor de Andrade aborda essas e 
diversas outras questões prementes 
em nossos dias, por ex ig irem da 
igreja atual uma resposta ao mesmo 
tempo bíblica e racional sobre cada 
um destes temas.
É uma obra indicada não apenas para 
pastores e conselheiros cristãos, mas 
para todo estudante da Biblia que 
está sin tonizado com as grandes 
questões éticas de nossos dias.
V ivemos em um m undo de ritm o 
tão acelerado, que é fác il crer que 
estamos todos presos em viver uma 
vida que não queremos. Mas existem 
três regras que podem mudar tudo: 
Não Faça o Mal 
Faça o Bem
Permaneça no Amor de Deus 
Estas sim ples regras, ensinadas e 
praticadas por John Wesley, propor­
cionarão amor ao próximo, união e 
um relacionamento profundo e diário 
com Deus. Leia e experimente, ainda 
hoje, uma mudança real de vida.
“Tire tempo para trabalhar. Esse é o 
tempo do sucesso. Tire tempo para 
pensar. Essa é a fonte do poder. Tire 
tempo para brincar. Esse é o segredo 
da juventude perpétua. Tire tempo para 
1er. Esse é o fundamento da sabedoria. 
Tire tempo para ser amigável. Esse é 
o caminho da felicidade. Tire tempo 
para sonhar. Isso é o que prende a sua 
e a uma estrela. Tire tempo para amar 
e ser amado. Esse é o privilégio dos 
santos. Tire tempo para rir. Essa é a 
música da alma".
TRECHO DO LIVRO 
Uma Maça para meu Professor 
Melody Carlson - Página 58
“Perfeccionistas-Os viciados em trabalho 
não satisfazem simplesmente sendo 
"bons o suficiente". Eles acreditam que 
deveriam ser pais perfeitos, cônjuges 
perfeitos e funcionários perfeitos e 
funcionários perfeitos. Os seus padrões 
são exigentes e realistas: ninguém é 
capaz de alcançá-los. Mas os viciados 
em trabalho bem que tentam. Eles 
são rigidos consigo mesmo quando 
cometem qualquer erro e sofrem de 
uma culpa terrível quando não são os 
melhores.
TRECHO DO LIVRO
Lidando com pessoas difíceis 
Les Parrott III - Página 198/199
“Foque Periodicamente- A apresentação 
do evangelho pode ser um tema repetido 
continuamente na pregação, ensino e 
ministério de grupos pequenos da igreja, 
mas outras oportunidades para ouvir 
a mensagem podem surgir na forma 
de cruzada ou reunião evangelística. 
Participe no planejamento do evento, 
anuncie o evento nas publicações nos 
meios de comunicação e organize um 
esforço de âmbito denominacional- 
inclusive transporte- para ter uma 
delegação da sua igreja. E faça da 
reunião um dos temas de oração".
TRECHO DO LIVRO 
A Excelência do Ministério 
Stan Toler - Página 111
/ ' ' E N S I N A D O R - . o ' ,
C R I S T Ã O J
PROFESSOR
RESPONDE
Tatiane de Souza 
Alves é professora 
da Escola Dominical 
na Assembleia de 
Deus Ministério 
da Américas, líder 
de coreografia e 
Discipuladora de 
meninas. Professora, 
formada em Letras, 
Pós Graduada em 
Psicopedagia e 
Docência do Ensino 
Superior
' E N S I N A D O R ^ 
■ CRISTÃO J)
O versículo 28 de Lucas 14 faz um alerta: vai 
edificar? Então planeje! O versículo cita uma torre, 
e podemos pensar em uma casa, um prédio ou, 
podemos ir mais longe, e pensar na edificação 
de vidas.
Li em um livro de John Maxxuel sobre o con­
selho de um velho carpinteiro a seu jovem apren-
paredes, contribuir para a renovação de mentes 
e transformação de vidas (Rm 12.2). O professor, 
independente da área em que atua, deve esforçar- 
-se para que seu aprendizado nunca term ine, 
pois, antes de ser professor, ele é um aprendiz. 
Sua formação precisa ser contínua e diversificada.
Segundo Lécio Dornas, teólogo e educador 
cristão, os seguintes aspectos, quanto ao preparo 
do professor, devem ser observados:
Preparo espiritual: O professor da Escola 
Dominical, antes deve ser um servo obediente e 
dependente em tudo do seu Senhor, um adora­
dor e um exemplo a ser copiado. Sua devoção 
deve ser diária e suas experiências com Cristo 
enriquecerão as suas aulas. Antes de métodos 
e recursos didáticos, o professor precisa saber 
o caminho da cruz. Os alunos da EBD precisam 
de um professor motivado e motivador, sereno 
e confiante, alegre e com paz no coração. E es­
sas características são aperfeiçoadas em nós na 
proporção da nossa intim idade com Deus, pois 
são aspectos do fruto do Espírito Santo (GI 5.22).
Preparo bíblico: a leitura bíblica deve ser um 
hábito na vida de todo cristão, especialmente do 
professor. Fazer uso de dicionários, inclusive da 
língua portuguesa, concordâncias é um meio de
Cada aula é uma 
grande oportunidade e 
deve s e r muito bem 
aproveitada.
diz: "Meça duas vezes e serre apenas uma. Esse 
conselho é bom tanto para a construção de casas 
quanto para a edificação de vidas." Uma organi­
zação prévia potencializa o resultado de qualquer 
empreendimento.
E a isso que se propõe alguém que assume o 
compromisso de lecionar na Escola Dominical. É 
esse o seu dever diário, que se torna manifesto no 
domingo. E isso só é possível com planejamento, 
amor e dedicação.
Cada aula é uma grande oportunidade e deve 
ser muito bem aproveitada. Para isso ela tem de 
ser pensada e arquitetada com antecedência 
para que os devidos ajustes possam ser feitos. 
Pois cada aula é uma ocasião única para fortale­
cer bases, acrescentar tijolinhos à fé de alguém, 
construir muros de proteção espiritual, aprumar
melhorar nossa compreensão e enriquecer nosso 
vocabulário.
Preparo didático: muitos educadores cristãos 
acreditam que conhecimento bíblico basta para 
ensinar a Bíblia, mas estão enganados. QuandoPaulo nos orienta a nos esforçarmos para exercer 
com excelência nosso ministério, está dizendo, tam­
bém, para pensarmos nas várias maneiras em que 
uma aula pode ser ministrada. A criatividade tem 
de ser trabalhada e colocada em prática, tudo isso 
visando um maior alcance, um melhor aprendizado.
É urgente o entendimento da orientação que 
Paulo nos dá em Romanos 12.7: esmerem-se, 
dediquem-se ao máximo! Que nós, professores, 
compreendamos essa necessidade e nossa valorosa 
missão, nos esforçando para que cada aula seja um 
momento oportuno para o agir do nosso Mestre. &
BOAS
IDEIAS
Po r T e l m a B u e n o
Epístola aos Romanos
EPISTOLA AOS 
ROMANOS
A NECESSIDADE 
UNIVERSAL DA 
SALVAÇÃO
Prezado professor, neste trimestre estudaremos 
a respeito da Epístola aos Romanos. Paulo, de forma 
brilhante, revela como Deus nos libertou, em Jesus 
Cristo, do poder do pecado e do jugo da lei.
Ao estudar a Epístola, você vai perceber que o 
objetivo de Paulo era refutar os judaizantes, pois 
estes, erroneamente, ensinavam que os gentios 
deveriam obedecer à lei judaica. Então Paulo mostra 
que, em Jesus, estamos livres da lei e do pecado.
Objetivo: Sondar o conhecimento dos alunos a 
respeito da Epístola aos Romanos.
Material: Quadro branco ou de giz.
Procedimento: Apresente a nova revista e o tema 
do trimestre. Depois, copie no quadro o esquema 
abaixo (sem as respostas). Faça as indagações aos 
alunos e aguarde as respostas. Preencha o quadro 
juntamente com eles. Incentive-os a ler toda a Epístola 
de Romanos no decorrer do trimestre.
EPÍSTOLA AOS ROMANOS
Quem é o autor? O apóstolo Paulo.
Qual é o tema central? A revelação da justiça de Deus.
Em que data fo i escrita? Cerca de 57 d.C.
Qual é o tema de Romanos?
O tema encontra-se em 1.16,17. A 
justificação pela fé em Jesus Cristo.
Paulo mostra nos capítulos 1 e 2 de Romanos que 
todos, judeus ou gentios, estão debaixo do peca­
do e se tornaram escravos dele. O pecado entrou 
no mundo pela desobediência de Adão e Eva. A 
Queda afetou toda a humanidade, tornando todo 
ser humano um pecador. A punição para o pecado 
é uma só — a morte (Rm 3.23). Mas Cristo morreu 
por causa dos nossos pecados.
Objetivo: Mostrar que o caminho da salvação 
é Jesus.
Material: Folhas de papel ofício e uma cruz con­
feccionada em papel ou cartolina.
Procedimento: Distribua uma folha de papel 
ofício para cada aluno. Peça que balancem a folha 
e ouçam o barulho que ela faz. Em seguida, sugira 
que observem a textura do papel. Diga que quando 
nascemos somos como a folha branca de papel, pois 
ainda não temos consciência do pecado. Porém, à 
medida que vamos crescendo, cometemos erros, 
falhas e passamos a ter consciência dos nossos erros. 
Sabemos a diferença entre certo e errado. Peça que 
amassem a folha e em seguida tentem desamassá- 
-la. Diga que o pecado nos deixa assim: marcados, 
enrugados, feios. Já não temos o mesmo som (peça 
que balancem a folha). Não temos a mesma textura 
(reparem que o papel fica mais pesado, encorpado e 
até menor). O pecado nos fere, machuca e afasta de 
Deus. Mas Jesus veio a este mundo para nos libertar 
do poder do pecado (mostre uma cruz confeccionada 
em papel ou cartolina). Ele morreu e ressuscitou para 
nos dar nova vida. Quando confessamos a Deus nos­
sos pecados e pedimos seu perdão, Ele limpa nossa 
vida com o sangue de Jesus (1 Jo 1.7). Jesus apaga 
nossos pecados, cura as feridas e nos dá uma nova 
vida (mostre uma nova folha de papel ofício). Diga 
que o sacrifício de Cristo nos torna limpos, como a 
nova folha. Conclua lendo 2 Coríntios 5.17.
■ i ( \E N S I N A D O Rii C R I S T Ã O ~E)
1 l i i T T i r i r a r * Ã r \ __
J U S T I F I C A Ç Ã O , * 1 z - * a 
D M E N T E P E L A F É L I V A U 
E M J E S U S ^
m m ^
Na terceira lição do trimestre, vamos estudar 
a respeito da justificação pela fé em Jesus. A 
salvação é uma dádiva divina. Ninguém poderia 
ou pode ser salvo pelas obras da lei. Pela fé per­
tencemos a Cristo, nos tornamos novas criaturas 
e poderemos, um dia, desfrutar da vida eterna.
Objetivo: Compreender que o homem só pode 
ser justificado diante da lei pela fé.
Material: 4 ou 5 bolas de gás (bexiga).
Procedimento: Peça que os alunos formem 
um círculo. Explique que você vai jogar as bolas 
para o alto e que eles não poderão deixar ne­
nhuma das bolas caírem no chão. Certamente, 
depois de algum tempo, algumas das bolas vão 
cair. Exalte os esforços de todos e diga que se a 
nossa salvação dependesse de alguma forma de 
nós, como as bolas dependiam para não caírem, 
nós, sem dúvida estaríamos perdidos. Todavia, a 
nossa salvação não depende dos nossos atos, dos 
nossos feitos ela depende única e exclusivamente 
da nossa fé no sacrifício do Filho de Deus. A base 
e o objeto da nossa fé devem ser um somente 
— Jesus Cristo.
Na lição 5, os alunos vão estudar a respeito 
da maravilhosa graça de Deus. Graça é favor 
imerecido. Não merecíamos a salvação, mas o 
Pai, por sua infinita misericórdia e amor, enviou 
seu Filho para morrer em nosso lugar garantindo 
a nossa salvação pela fé.
Objetivo: Mostrar aos alunos alguns dos be­
nefícios da graça.
Material: Quadro branco ou de giz, a figura 
de um presente desenhada em folha de papel 
pardo e caneta hidrocor.
Procedimento: Escreva no quadro de giz o 
vocábulo "GRAÇA". Pergunte aos alunos o que 
vem à mente deles quando ouvem essa palavra. 
Depois de ouvir os alunos com atenção, diga 
que graça significa favor imerecido concedido 
por Deus a toda criatura. A graça é operada me­
diante a nossa fé. Ela é um presente de Deus. Em 
seguida, escreva na figura do presente algumas 
das bênçãos que nos foram outorgadas pela 
graça de Jesus:
• salvação;
• paz com Deus (5.1);
• vida eterna (5.17,21);
• reconciliação (5.11,19);
• libertação do pecado (6.6).
I0 CULTIVO DAS 
RELAÇÕES 
INTERPESSOAIS
Aproveite a última lição do trim estre para 
saber se os alunos compreenderam algumas 
ideias importantes da Epístola aos Romanos. Esta 
atividade vai dar a oportunidade de saber se seus 
alunos realmente compreenderam essas ideias. 
Caso perceba que eles estão com dificuldades, 
reforce as ideias. Aproveite também para perguntar 
o que mais gostaram e o porque.
Objetivo: Revisão do trimestre.
Material: Folhas e caneta.
Procedimento: Sente-se com seus alunos em 
círculo e faça um comentário geral a respeito de 
toda a Epístola aos Romanos. Depois, peça que 
os alunos formem grupos. Distribua as folhas e as 
canetas. Solicite que os componentes dos grupos 
coloquem os nomes nas folhas. Estabeleça um 
tem po de no máximo 10 minutos para que os 
alunos enumerem corretamente e leiam as refe­
rências. Recolha as folhas e corrija os exercícios. 
O grupo que tiver mais acertos será o vencedor.
1) A recompensa pelo pecado é a morte. Jesus 
morreu em nosso lugar.
2) Deus removeu a punição do pecado mediante 
o sacrifício de Jesus Cristo na cruz do Calvário.
3) Deus escolhe pessoas para propósitos espe­
cíficos.
4) Deus vai nos dar um novo corpo no céu, não 
mais sujeito ao pecado e à morte.
5) Mediante a fé no sacrifício de Jesus Cristo, 
fomos declarados "sem culpa".
6) O Espírito Santo que passa habitar em nós 
depois da conversão nos ajuda a ser parecidos 
com Jesus.
( ) Santificação - Romanos 5.2;15.16 
( ) Justificação - Romanos 4.25; 5.18 
( ) Glorificação - Romanos 8.18,19
( ) Eleição - Romanos 9.10-13 
( ) Expiação - Romanos 3.25 
( ) Redenção - Romanos 3.24; 8.23
GABARITO 
( 6 ) Santificação 
( 5 ) Justificação 
( 4 ) Glorificação 
( 3 ) Eleição 
( 2 ) Expiação 
( 1 ) Redenção
PRIM ÁR IO S
OS MILAGRES DE JESUS
Neste trimestre, as crianças da classe de primá­
rios vão estudar a respeito dos milagres realizados 
pelo Senhor Jesus. O objetivo é mostrar às criançasque Jesus é poderoso. Ele não mudou e continua a 
realizar o impossível em nossas vidas. É importante 
que você, professor, tenha consciência de que os 
milagres realizados pelo Filho de Deus não tinham 
o objetivo de atrair as multidões e surpreender as 
pessoas. O alvo de Jesus era tão somente mostrar 
que o Reino de Deus estava chegando por inter­
médio de seu ministério (Mc 1.15).
Objetivo: Apresentar alguns dos milagres que 
serão estudados no trimestre.
Material: Uma jarra com água e suco de uva, 
peixinhos de borracha ou de papel, um vidro de 
remédio.
Atividade: Mostre a jarra com o suco de uva e 
pergunte: "Qual milagre de Jesus essa jarra nos 
lembra?" Ouça os alunos. Depois diga que ela 
nos lembra o primeiro milagre realizado por Jesus. 
Em seguida, faça a seguinte indagação: "Onde 
aconteceu esse milagre?" Diga que aconteceu 
em uma festa de casamento na cidade de Caná. 
(Faça os comentários que achar necessários a 
respeito desse milagre.) Mostre alguns peixinhos 
de papel ou de borracha. Pergunte: "Qual mila­
gre estes peixinhos nos lembram?" (Incentive a 
participação e ouça os alunos.) Este peixinho nos 
lembra a pesca maravilhosa no mar da Galileia. 
Neste trimestre nós também vamos estudar esse 
milagre. Os ajudantes de Jesus pescaram a noite 
toda, mas eles não pegaram nenhum peixinho. 
Mas bastou uma palavra de Jesus para eles pega­
rem muitos peixes!!! Mostre o vidro de remédio 
e pergunte: "Qual milagre este vidro de remédio 
nos mostra?" (Incentive a participação dos alunos). 
A filha de Jairo estava muito doente. Ela deve ter 
tomado muitos remédios. Mas nada adiantou. Ela 
morreu. Porém, Jairo foi até Jesus. O Mestre foi 
até a casa de Jairo, e chegando lá, fez a menina 
viver novamente. Nós também vamos estudar esse 
milagre neste trimestre. Não falte nenhuma aula 
para que você não perca nenhum dos milagres 
que vamos estudar.
JU N IO R ES
IGREJA, CASA DE DEUS
PRE-ADOLESCENTES
DONS E FRUTOS DO ESPIRITO SANTO
Professor, você ama a Casa de Deus? Então não 
terá dificuldades de ensinar a respeito do tema do 
trimestre. Tenha cuidado para que suas aulas não 
sejam apenas informativas, mas que seus alunos 
possam refletir, questionar e compreender que a 
igreja não nasceu da vontade do homem, mas de 
Deus. Que eles tenham uma visão correta a respeito 
da Casa de Deus, tendo a consciência de que a 
igreja não é uma organização, uma empresa, um 
clube social ou lugar de entretenimento, mas é um 
lugar onde várias gerações se unem para louvar e 
exaltar o Todo-Poderoso. Que seus alunos possam 
desenvolver um amor profundo pela igreja e por 
aquEle que é o verdadeiro dono da casa, Deus.
Objetivo: Mostrar que a Igreja é a Casa de Deus.
Material: Uma caixa de papelão, tiras de pa­
pel com as seguintes palavras: edifício de Deus, 
lavoura de Deus, corpo de Cristo, um farol, família 
de Deus, lugar de adoração.
Atividade: Sente-se com os seus alunos em 
círculo. Explique que infelizmente muitas pessoas 
têm uma visão errada da igreja e dos crentes. A 
igreja é um lugar onde as pessoas que creem 
em Jesus se reúnem para adorá-Lo. Em seguida, 
peça que a turma forme dois grupos (meninos x 
meninas). Peça que cada grupo retire um papel 
da caixa. Só os componentes do grupo podem 
saber o que está escrito. Devem manter segredo 
total. Depois que todos os grupos retirarem os 
papéis, explique que o grupo todo terá que re­
presentar o que está no papel através de gestos, 
mímica ou desenhos (nesse caso, distribua lápis e 
papel). O grupo rival terá que descobrir o que eles 
estão tentando dizer ou desenharam. Conclua a 
atividade enfatizado que a igreja existe não para 
oferecer entretenimento ou ajudar os carentes. A 
igreja existe para adorar a Deus. Então, peça que 
cada aluno fale uma frase de adoração ao Senhor.
A temática do trimestre é a respeito dos dons 
espirituais e do fruto do Espírito. Os dons precisam 
ser exercidos acompanhados dos frutos. Ter os 
dons não significa espiritualidade, mas os frutos 
evidenciam a nossa comunhão com o Senhor. Em 
1 Coríntiosl .7, Paulo diz que nenhum dom faltava 
à igreja de Corinto, mas no capítulo 3.1, o apóstolo 
diz que eles eram carnais. Precisamos dos dons 
espirituais, tanto quanto do fruto do Espírito.
Objetivo: Fazer os alunos refletirem a respeito 
dos frutos que eles estão produzindo.
Material: Ramos ou algumas folhas de árvores, 
como por exemplo, laranjeira, limoeiro, abacateiro, 
figo, etc.
Atividade: Sente-se com os alunos em círculo. 
Em seguida, mostre as folhas ou ramos, e peça 
que eles digam o nome da árvore a que perten­
cem. Explique que é difícil identificar uma árvore 
apenas olhando as folhas ou ramos. Depois faça 
a seguinte indagação: "O que identifica uma 
árvore?" Ouça-os e depois peça que leiam Lucas 
6.44. Explique que cada árvore é conhecida por 
seus frutos. Assim como uma macieira não pode 
produzir banana, uma árvore má não pode produzir 
bons frutos. Os frutos representam as nossas ações. 
Quando o nosso caráter é transformado e moldado 
segundo a Palavra de Deus, passamos a produzir 
o fruto do Espírito Santo (GI 5.22). Quem está em 
Cristo é nova criatura e não mais anda segundo a 
carne. Peça que leiam Gálatas 5.19-21 e enumerem 
os frutos da carne. Quem vive segundo a carne, 
produz frutos podres e não herdará o Reino de 
Deus. Conclua lendo Gálatas 5.21.
E N S IN A D O R ^ , 
l CRISTÃO I
Neste trimestre os adolescentes vão estudar 
a respeito da família cristã. A família tem sofrido 
muitos ataques por parte do Inimigo, mas ela é 
e continuará sendo a célula mais importante de 
uma sociedade. Deus criou a família e deseja que 
tenha uma vida familiar saudável.
Objetivo: Introduzir o trimestre e mostrar aos 
alunos a importância da família.
Material: Caixa com diferentes objetos (porta- 
-retrato, caneta, chaveiro, pilha, etc).
Atividade: Professor, sente-se com os alunos 
em círculo. Coloque no centro do círculo a caixa 
com os vários objetos que você trouxe. Depois, 
peça que os alunos escolham um ob je to que 
possa representar um membro de sua família. 
Dê um tem po para que os alunos façam suas 
escolhas. Em seguida, peça que o aluno diga 
qual membro da família o objeto representa e o 
porquê da escolha. Ouça com atenção os alunos 
e explique que a família é a reunião de pessoas 
com temperamentos e personalidades diferen­
tes. Para que a vida em família seja uma bênção 
é preciso que os membros da família cumpram 
os princípios bíblicos estabelecidos pelo Senhor. 
Peça que os alunos leiam estes princípios rela­
cionados em Efésios 5. 22-33 e 6.1-4:
- Princípios para os maridos - Amar a esposa 
(Ef 5.27,28)
- Princípio para as esposas - Honrar (ser sub­
missa) ao marido (Ef 5.23,24)
- Princípios para os filhos - O bedecer aos 
pais (Ef 6.1,2)
- Princípios para os pais - Não provocar os 
filhos (Ef 6.4)
Os juvenis vão estudar a respeito de liderança 
cristã. O objetivo é que eles aprendam que na 
Igreja é Deus quem estabelece os líderes. Você 
também é um líder à frente de sua classe. Por 
isso, esteja atento a um aspecto importante da 
liderança que será apresentado nesta dinâmica.
Objetivo: Compreender que o trabalho em 
equipe é o princípio básico da liderança eficaz, 
inclusive na causa do Senhor.
Atividade: Sente-se com seus alunos em círculo 
e explique que todo líder, qualquer que seja a 
área de atuação, corre o risco de desgastar-se no 
exercício da liderança quando não sabe delegar 
responsabilidades. Alguns pensam que podem 
fazer tudo sozinhos. Puro engano! Todos precisam 
de cooperadores (Rm 16.3). Os cooperadores 
(equipe) precisam trabalhar em harmonia.
Explique que muitos não valorizam o trabalho 
em equipe por falta de conhecimento, pois des­
conhecem a importância e os benefícios deste. 
Leia o texto bíblico de 1 Coríntios 3.6. Depois, 
expliqueque "Paulo só teve o que plantar, por­
que alguém lhe deu a semente, Apoio só teve 
o que regar, porque Paulo plantou, e Deus só 
deu crescimento porque os dois plantaram ". 
Paulo e Apoio trabalharam em equipe. Trabalhar 
em equipe é um princípio bíblico que deve ser 
observado por todos que querem realizar a obra 
de Deus. Em seguida, peça que formem grupos. 
Cada grupo deverá fazer uma pantomima, uma 
encenação utilizando apenas gestos, mostrando 
a importância do trabalho em equipe.
/ ' E N S I N A D O R\ C R I S T Ã O J
A mais famosa epístola do apóstolo Paulo foi es­
crita aproximadamente entre 57 e 58 d.C., com uma 
margem de erro de um ou dois anos, de acordo com o 
estudioso do Novo Testamento, D. A. Carson. O autor 
é Paulo, embora tenha sido Tércio quem escreveu 
a epístola, o amanuense do apóstolo (Rm 16.22). A 
carta foi destinada aos crentes, judeus e gentios, que 
constituíam a igreja em Roma (Rm 1.7,15). A maioria 
dos estudiosos concorda que havia pelo menos dois 
propósitos na epístola paulina: (1) missionário - O 
apóstolo se apresentaria à igreja para remover as 
suspeitas contra ele levantadas pelo partido judaico 
de Jerusalém a fim de impedi-lo a chegar à Europa, 
na Espanha; (2) D ou triná rio - Expor os d ire itos e 
privilégios da salvação tanto dos judeus quanto dos 
gentios, pois, em Cristo, não haveria mais judeu nem 
grego, mas uma pessoa somente nascida de novo em 
Jesus Cristo (Rm 14.1-10). Por isso, o principal texto 
da Epístola aos Romanos é "Porque nele se descobre 
a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas 
o justo viverá da fé" (1.17).
Caro professor, estude bons comentários do Novo 
Testamento. Associe o conhecim ento adqu irido a 
partir do seu estudo introdutório, e sob a perspectiva 
da visão do todo da carta de Paulo, com o auxílio da
A EPÍSTOLA, DE ROMANOS ESTÁ ESTRUTURADA 
EM TRÊS GRANDES ÁREAS:
Área 1: 
Argumentos 
da Justificação 
pela fé 
(1-8)
Área 2:
A relação 
de Israel com o 
Plano de Salvação 
(9-11)
Área 3:
Questões 
práticas da 
vida cristã 
(12-16)
1. Prefácio e Sau­
dação (1 .1-7 ); 2. 
Paulo deseja ver os 
romanos (1.8-15); 3. 
Assunto: a justiça 
pela fé (1.16-17); 4. 
A depravação dos 
gentios (1.18-32); 5. 
Os judeus e a justiça 
de Deus (2.1-3.8);6. 
A universalidade do 
pecado e o poder 
da graça de Deus 
(3.9-6.20); 7. Nova 
vida e as primícias 
do Espírito (7.1-8.39).
1. A tristeza de Paulo 
pela incredulidade 
de Israel (9.1-5); 2. A 
liberdade da graça 
(9.6-33);
3. A re je ição dos 
judeus à justiça de 
Deus (cap. 10); 4. 
O fu tu ro de Israel 
(11.1-32); 5. Hino de 
adoração (11.32-36).
1. C onsa g ra çã o , 
am or e fe rv o r no 
uso dos dons (12.1- 
21); 3. Submissão à 
autoridade (13.1-7); 4. 
O amor ao próximo, 
vigilância e pureza 
(13.8-14);5. Tolerân­
cia, liberdade e amor 
(cap. 14);6. O exem­
plo de Cristo (15.1- 
13); 7. O apostola­
do, o propósito e as 
recomendações de 
Paulo (15.14-16.27).
Fonte: Texto adaptado da Bíblia de Estudo Pentecostal (BEP), CPAD.
MARAVILHOSA
GRAÇA:
0 Evangelho 
de Jesus Cristo 
revelado na Carta 
aos Romanos
M a r c e l o O l i v e ir a d e O l i v e ir a
A necessidade universal 
da Salvação em Cristo
Justificação, somente 
pela fé em Jesus Cristo
Caro professor, abordaremos a seção da Epístola 
aos Romanos que se inicia em Romanos 1.18 e se 
encerra em 3.9. Observando a estrutura da lição ora 
estudada: I. A necessidade da salvação dos gentios; 
II. A necessidade da salvação dos judeus; III. A neces­
sidade da salvação da humanidade percebemos 
que o comentário segue a estrutura que o apóstolo 
Paulo estabeleceu nesta seção de Romanos, 1.18-3.9. 
E fundamental que a organização da estrutura da 
epístola esteja bem clara em sua mente.
Sobre os gentios
Na seção de Romanos 1.18-32, é demonstrada 
com muita clareza a situação dos gentios diante 
de Deus. Eles não reconheceram a Deus, que se 
manifestou por intermédio da criação, fazendo que 
o Pai Celestial os entregasse "aos desejos dos seus 
corações, à impureza". Esta expressão é uma das 
mais importantes no desenvolvimento da explicação 
de Paulo em relação à situação dos gentios. Os 
principais estudiosos dessa epístola concordam que 
a expressão "Deus os entregou" não tem o sentido 
de uma condição "decretada" por Deus para que os 
gentios jamais se arrependessem, mas, pelo contrá­
rio, seria uma deliberação divina perm itindo que o 
gentio seguisse o seu próprio caminho de futilidade 
de vida, aprofundando mais no pecado e na imun­
dícia, pois na verdade esta seria uma consequência 
natural de escravidão do pecado. Como frisa C. E. B 
Cranfield, esta condição não seria um "privilégio" só 
dos gentios, mas de toda a humanidade, mostrando 
assim que a sessão 1.18-32 também engloba a rea­
lidade dos judeus, que, de maneira oculta, repetia 
o caminho dos gentios (2.1). Ou seja, ainda assim 
Deus não perderia de vista a possibilidade do mais 
vil pecador se arrepender, pois Ele quer que todos 
os homens sejam salvos (1 Tm 2.4).
Sobre os judeus
Ora, a eleição dos judeus como povo de Deus 
deveria lhes trazer humildade, gratidão e quebran­
tamento. Mas aconteceu o contrário. A soberba, a 
ingratidão e a dura cerviz fizeram com que esse povo 
vivesse de maneira hipócrita perante Deus. Enquanto 
criticava os gentios, ele ocultamente vivia os caminhos 
do ser humano escravo do pecado. Por isso, o homem 
judeu não tinha a desculpa de ser filho de Abraão, pois 
na prática era filho do pecado: "Tu, que te glorias na 
lei, desonras a Deus pela transgressão da lei? Porque, 
como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre 
os gentios por causa de vós" (Rm 2.23,24 cf. w.17-22).
Para explicar a doutrina da Justificação pela Fé, o 
apóstolo Paulo usa dois tipos de linguagem na carta: a 
do judiciário e a do sistema de sacrifício levítico. Como 
o apóstolo pretende convencer o seu público leitor, 
os judeus, bem como os gentios, de que mais do que 
observar o sistema de Lei como requisito para a salva­
ção, Deus havia manifestado a sua graça justificadora 
lá no tempo da Antiga Aliança por intermédio do pai 
da fé, Abraão, o apóstolo afirma com todas as letras: 
"Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a 
fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, 
não somente à que é da lei, mas também à que é da fé 
de Abraão, o qual é pai de todos nós. [...] Pelo que isso 
lhe foi também imputado como justiça" (Rm 4.16,22). 
Dessa forma, o apóstolo argumentava ao judeu de 
que, mesmo o gentio não tendo a Lei, a condição do 
gentio em relação a Deus em nada é inferior ao do 
judeu. Em Jesus, pela fé mediante a Graça de Deus, 
o gentio é filho de Abraão por intermédio da fé, que 
é pai tanto do judeu quanto do gentio achado por 
Deus (Rm 4.9-13).
A linguagem judiciária da Justificação
Ser justificado por Deus é ser inocentado por Ele 
mesmo da condição de culpado pelos atos. Ou seja, 
o indivíduo não tem quaisquer condições de se auto- 
declarar inocente ou de aliviar a sua consciência, pois 
sabe que nada poderá apagar a sua culpa. Por isso, 
Deus, em Cristo, na cruz do Calvário, nos reconciliou 
para sempre (2 Co 5.19). De modo que o apóstolo 
Paulo ratifica esse milagre: "Porque pela graça sois 
salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom 
de Deus" (Ef 2.8).
A linguagem sacrifical da Justificação
Trocar o culpado pelo inocente. O sangue de Jesus 
Cristo foi derramado no lugar do sangue da humani­
dade. Foi a substituição vicária de Cristo Jesus por 
nós. Éramos culpados, mas Cristo se tornou culpado 
por nós; éramos malditos, Cristo se tornou maldito 
por nós; éramos dignos de morte, Cristo morreu em 
nosso lugar e por nós (Rm 3.25).
A linguagem judiciária e sacrifical da justificação nos 
mostra um Deus amoroso e misericordioso, que não fazacepção de pessoas e que deixa clara a real condição 
do ser humano, seja ele judeu ou gentio: somos todos 
carentes da graça e da misericórdia do Pai.
Caro professor, esse trecho bíblico [3.1— 4.25] é 
importante para o desenvolvimento do argumento do 
apóstolo em sua epístola. Estude-o com rigor.
Os benefícios da 
justificação
Ora, pode uma doutrina como a da justificação 
pela fé ter um benefício prático na vida do crente? 
Há alguma consequência concreta quando o crente 
toma aconsciência de que foi justificado por Deus por 
intermédio da graça divina mediante a fé em Jesus?
Professor, é importante enfatizar aos alunos de que 
toda doutrina bíblica possui uma aplicação para a vida. 
Doutrina não é apenas teoria; ela visa a amadurecer o 
crente a fim de que ele caminhe de maneira segura no 
processo de amadurecimento da fé no caminho de Cristo. 
Por isso, ao iniciar a aula desta semana, conforme a sua 
possibilidade, reproduza resumidamente os benefícios 
da doutrina da justificação pela fé com o objetivo de 
facilitar a reflexão em sala de aula:
OS BENEFÍCIOS DA DOUTRINA DA JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ
Romanos 5.1-5 
—► A graça de Deus 
justificando o ser 
humano
Romanos 5.6-11 
—► O amor trinitário
Romanos 5.12-21 
“ ► A nova Criação 
de Deus
1. A bênção da paz com 
Deus (v.1);
1. 0 amor do Pai pelo 
ser humano (v.8);
1. O homem em Adão 
(v.12);
2. A bênção de esperar 
em Deus (v.2);
2. O Espírito Santo distri­
bui o amor (5.5b);
2. O homem em Cristo 
(v.17).
3. A bênção de sofrer 
por Cristo Jesus (w.3-5).
3. 0 Filho realiza o amor 
no coração (w.10,11).
1. A bênção da paz com 
Deus (v.1);
O quadro acima destaca uma série de bênçãos que o 
crente justificado por Deus tem acesso ao Pai no momento 
em que abre o coração para a Palavra de Deus. Um dos 
pontos mais importantes desse quadro são as imagens que 
o apóstolo Paulo usa para destacar o "homem imperfeito 
em Adão" e o "ser humano perfeito em Jesus". A maior 
das bênçãos da justificação pela fé é que se por Adão 
entrou no mundo a morte, o sofrimento, a traição etc, por 
Cristo chegou a vida, a paz, a esperança, a alegria e tudo 
quanto é bom para aquele que está em Cristo Jesus, o 
nosso Senhor (Rm 5.12-21).
Enfatizar ao aluno a nova realidade de vida de uma pessoa 
justificada por Deus é permitir-lhe conhecer uma das mais 
ricas e consoladoras doutrinas sobre a condição do ser 
humano agora justificado por Cristo. Quantas são as pes­
soas que chegam às nossas comunidades sofridas, cheias 
de condenação na alma e na consciência? O contato, a 
assimilação e a fé nesta verdade bíblica quebrarão e des­
truirão as amarras da alma e da consciência daqueles que 
se sentem acusados e se tornam acuados pelo Inimigo de 
nossas almas. Ore a Deus, peça-o para cada aluno viver 
a graça dessa verdade em nome de Jesus.
A Maravilhosa Graça
O obstáculo à mensagem da Graça de Deus
Um dos maiores obstáculos sobre o ensino do 
apóstolo Paulo quanto à maravilhosa graça de Deus é a 
confusão feita com o Antinomismo. O prezado professor 
já deve ter se interado das implicações imorais que o 
Antinomismo traz às vidas das pessoas. A ideia do Anti­
nomismo é promover a extinção de quaisquer espécies 
de preceitos morais em forma de lei a ser seguida. De 
modo que se qualquer cristão exigir o mínimo de um 
comportamento moral do outro, logo ele será denomi­
nado moralista, no sentido mais pejorativo do termo.
É claro que o apóstolo Paulo não estava ensinando 
no capítulo 6 a extinção de quaisquer aspectos de ordem 
moral. Quem criou essa confusão foram os intérpretes 
de Paulo, mais vinculados às doutrinas do Gnosticismo, 
ao ponto de defenderem a estapafúrdia ideia de que 
quanto mais "o crente pecar mais a graça o alcançará", 
uma interpretação transloucada de Romanos 5.20b: 
"Mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça".
A analogia entre Adão e Cristo
Ora, qualquer estudante sério das Escrituras sabe 
que o versículo acima é a culminação da analogia de 
que o apóstolo faz entre Cristo e Adão (de acordo 
com o que estudamos na lição 4). Bem como explicou 
o erudito John Murray, a entrada e a universalidade 
totalitária do pecado neste mundo, bem como o juízo 
e a morte, estão ambos vinculados à pessoa de Adão 
(onde o pecado superabundou). Entretanto, a entrada 
da justiça divina, o predomínio da graça, da justificação, 
retidão e da verdadeira vida estão ligadas a Jesus 
Cristo (onde superabundou a graça). Neste aspecto, 
o apóstolo quer mostrar que a história da humanidade 
gira em torno desses dois eixos, Adão e Jesus.
A doutrina da maravilhosa graça de Deus nos 
mostrará que o homem dominado pelo pecado só 
pode ser livre desse domínio pela graça divina. Neste 
sentido, ela é libertadora, pois livra o ser humano do 
senhorio do mal; ela é vida, pois destrói o reinado da 
morte; ela é eterna, pois faz o ser humano levantar-se 
da morte para a vida plena.
O ser humano nascido de novo tem gerado den­
tro dele uma nova consciência que, mesmo quem 
não conheceu a Lei de Moisés, manifesta a ética e 
o com portam ento baseado no Am or de Deus de 
maneira consciente e sincera (Gl 5.22-24). Ou seja, o 
Espírito Santo é quem convenceu este ser humano 
do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8-11). Por isso, 
a graça é maravilhosa!
A Lei, a Carne e o 
Espírito
A vida segundo o 
Espírito
Sobre o papel da Lei - Lembre-se sempre de que 
um dos métodos argumentativos do apóstolo em suas 
epístolas é o de criar perguntas retóricas a fim de ensinar 
determinada doutrina. Como por exemplo: se pela Lei 
eu conheço o pecado, então a Lei é má? O apóstolo 
responderá imediatamente: De modo nenhum (Rm 7.7). 
Se a Lei é de Deus, ela é boa e santa. Mas, então, ela 
se tornou morte para mim? — De modo nenhum (Rm 
7.13) — mais uma vez responde o apóstolo.
No versículo 7, o que vemos é o apóstolo Paulo 
rejeitando a ideia de que a Lei é má, ou é pecado. 
Pelo contrário, o apóstolo afirma que é pela Lei que 
conhecemos o pecado. Ou seja, não que pela Lei 
consumamos o pecado, mas o conhecemos. Aqui há 
uma diferença gigante entre o conhecer o pecado e 
o praticar o pecado. Alguém pode perguntar: Então 
o que fez o ser humano pecar? De pronto o apóstolo 
responde: "Mas o pecado, tomando ocasião pelo man­
damento, despertou em mim toda a concupiscência: 
porquanto, sem a lei, estava morto o pecado" (v.8). 
Logo, a Lei não é pecado.
No versículo 13, mais uma pergunta retórica: a Lei 
tornou-se morte para mim? A resposta do apóstolo é mais 
um vigoroso: De modo nenhum. Na sequência do texto 
o apóstolo Paulo mostra que o que ocorre é exatamente 
o contrário: quem produz a morte não é a Lei, senão o 
pecado. O pecado é quem produz a morte no ser humano. 
A Lei o desmascara e sobre ele nos convence.
Lei e Pecado - Lei e Pecado são elementos diame­
tralmente opostos. A santidade da Lei e em relação ao 
pecado é de uma seriedade e solenidade na epístola 
de Romanos ao ponto de o apóstolo deixar claro de 
que a Lei não é a ministradora do pecado ou da morte. 
Digamos que ela agrava o Pecado.
Há um ditado popular que diz: "Tudo o que é proi­
bido é mais gostoso". A partir do momento em que o 
ser humano toma contato com a proibição é como se 
houvesse uma revolta contra aquela proibição e uma 
necessidade imensa de violar aquilo que está proibido. E 
nossa natureza pecaminosa. Se não quebrada a norma, 
nenhuma consequência. Mas no caso da pessoa que 
viola tal norma, sofrerá ela as consequências da norma. 
Por esse aspecto, podemos dizer que a norma agrava 
a violação, pois se não houvesse a norma não haveria 
a violação. Se houvesse Lei, não haveria o pecado. A 
graça de Deus apresentada pelo apóstolo Paulo implica 
num compromisso muito sólido e vivo com a ética do 
Reino de Deus e sua justiça.
O tema do capítulo oito
Caro professor,a lição sete abordará o último capítulo 
da primeira seção da Carta aos Romanos. Lembra de 
que a epístola está estruturada em três grandes seções: 
1—8; 9— 11; 12— 16? Na presente lição, analisaremos 
o capítulo 8, que conclui o argumento da justificação, 
apresentado pelo apóstolo Paulo ao longo dos sete 
capítulos anteriores: a vida no Espírito.
Ora, se ao longo dos sete capítulos o apóstolo 
argumenta que Cristo nos justificou e nos libertou, 
arrancando-nos das garras do império do pecado, 
agora ele pretende mostrar como é a vida no Espírito 
de quem foi justificado por Cristo. Para isso, é impor­
tante o professor voltar-se para algumas referências dos 
capítulos anteriores: Romanos 5.1-5; 7.4-6.
A nova vida no Espírito
"Portanto, agora, nenhuma condenação há para os 
que estão em Cristo Jesus, que nãoandam segundo a 
carne, mas segundo o espírito" (8.1). E significativo que 
este primeiro versículo seja uma consequência natural e 
prolongada de Romanos 7.6: "Mas, agora, estamos livres 
da lei, pois morremos para aquilo em que estávamos 
retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e 
não na velhice da letra". Portanto, nenhuma condenação 
há para quem está em Cristo!
O apóstolo passa a demonstrar o fato de que a 
libertação do pecado produzida pelo Espírito resultou 
em nosso livramento da culpa e da morte, fruto da obra 
expiatória de Cristo no Calvário. Se no capítulo cinco 
esta nova realidade de vida traz a esperança, pois é 
uma nova realidade como produto do derramamento 
do amor de Deus por intermédio do seu Espírito (v.5), 
no oitavo o apóstolo trata o crente como que vivendo 
e estando imerso nesta esperança, isto é, a vida plena 
no Espírito Santo (8.1,6b).
A realidade de quem "anda" no Espírito vislumbra 
no apóstolo uma perspectiva escatológica — "Porque 
para mim tenho por certo que as aflições deste tempo 
presente não são para comparar com a glória que em 
nós há de ser revelada" (8.18) — arraigada na realidade 
da existência: "E da mesma maneira também o Espírito 
ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que 
havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito 
intercede por nós com gemidos inexprimíveis" (v.26).
Convide a sua classe a viver no Espírito. Nossa es­
perança deve estar no céu, mas não podemos perder 
de vista a realidade das coisas. Precisamos reproduzir 
o vislumbre da gloriosa esperança onde habitamos.
Israel no piano da 
redenção
m l i ç ã o s i
9 .
A nova vida em Cristo
"E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, 
sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles e 
feito participante da raiz e da seiva da oliveira, não te 
glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, 
não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti" (Rm 
11.17,18). Infelizmente, não são poucos dentro da 
igreja evangélica que esquecem essa advertência 
e reverberam a ideia equivocada da Teologia da 
Substituição. Penso ser importante usar este espaço 
para falar um pouco da origem dessa teologia, pois 
pode haver alguém da sua classe que desconhece 
esse tema e lhe faça algumas perguntas.
A questão do papel do povo judeu hoje no plano de 
Deus tem despertado sentimentos variados nos cristãos 
do mundo atual em relação ao Israel contemporâneo. 
Tais sentimentos atrelam-se ao método adotado na 
interpretação bíblica ao longo da história eclesiástica. 
Assim, o método alegórico foi importantíssimo para 
o surgimento da Teologia da Substituição.
A destruição de Jerusalém, a Cidade de Deus, no 
ano 70 d.C, foi um acontecimento crucial para a eficácia 
desse método. No século IV, o clero cristão era constitu­
ído por bispos ocidentais e orientais influenciados pelo 
método alegórico — ele uniu-se ao império romano, 
mediante Constantino, o imperador de Roma. Esses 
clérigos consideraram a destruição de Jerusalém um 
sinal de que Deus havia rejeitado o povo judeu.
Neste contexto, a Teologia da Substituição ga­
nhou força dentro do Cristianismo. A igreja romana 
advogou para si o título de o "Novo Israel de Deus". 
E, a exemplo de outras tradições cristãs, passou a 
ju lgar os judeus como "O povo rebelde que matou 
Jesus" e para sempre fora rejeitado por Deus. Por 
isso, o estudioso Arnold Fruchtenkbaum conceitua a 
Teologia da Substituição como corrente que rejeita 
o moderno Estado de Israel como cumprimento da 
profecia bíblica. Neste caso, todas as profecias sobre 
o povo judeu já fora cumprida e, por isso, não se 
deve esperar nenhuma restauração futura de Israel 
(cf. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. CPAD, 
2008, pp.372). Ora, algumas respostas sobre a pro­
fecia bíblica deveriam responder a estas questões: 
Qual o público alvo da profecia bíblica? Cumpriu-se 
toda? A quem Deus prometeu uma terra localizada 
no Oriente Médio?À Igreja ou a Israel? Tal promessa 
se cumpriu plenamente? Então, o estudioso sério 
das Escrituras pensará muito antes de afirmar que a 
Igreja substituiu Israel.
Aplicando a mensagem
Chegamos à seção bíblica em que o apóstolo 
Paulo passa a tratar sobre a aplicabilidade da dou­
trina. Os capítulos 12 a 16 de Romanos é a aplicação 
da mensagem que o apóstolo desenvolveu ao longo 
de toda a epístola (Rm 1— 11).
Vivemos num tempo em que tudo o que se conhece 
o ser humano deseja aplicar na vida prática sem fazer 
uma reflexão sobre as implicações da aplicabilidade 
desse conhecimento. O tema das doutrinas bíblicas 
não foge desta ordem. É natural, após de havermos 
estudado, que se pergunte: qual o efeito prático que 
a doutrina da justificação pela fé tem para a vida?
O apóstolo começa a responder a pergunta a partir 
do assunto da santificação: "Mas transformai-vos pela 
renovação do vosso entendimento" (Rm 12.2). Ora, a 
base da santificação do crente é a sua união com Cristo, 
pois a partir dessa união foi que o crente rompeu com o 
pecado e andou em novidade de vida conforme a eficácia 
da ressurreição do nosso Senhor (Rm 6.4,10-11). Como 
o Espírito Santo é aquele com quem nós andamos; por 
intermédio dEle, somos instados a viver somente para 
Deus segundo a sua imperiosa vontade. Aqui, ocorre a 
vocação e o chamado para vivermos uma vida de santidade.
No culto racional e nas virtudes cristãs
Deste modo, o crente nascido de novo tem uma ética 
fundamentada na obra da redenção. A partir desta, somos 
chamados a cultuar o nosso Deus com entendimento e 
sabedoria (Rm 12.1), sendo instrumento disponível de Deus 
para abençoar a vida dos nossos irmãos por intermédio do 
uso dos dons (Rm 12.6-8). De modo que o amor suplanta 
e se torna a grande medida dessa instrumentalidade. Ou 
seja, fomos separados para amar sem fingimento; amar 
cordialmente uns aos outros; sermos intensos no cuidado 
com o outro e fervorosos no espírito; alegrando-se na 
esperança, sendo paciente na tribulação e perseverando 
em oração; comunicando a nossa necessidade ao outro; 
sendo unânime naquilo que importa; não ambicionando 
as coisas altas; não desejando o mal do outro; dando de 
comer e de beber ao inimigo; não devolvendo o mal com 
o mal, mas com o bem (Rm 12.9-21).
Viver esta santidade do amor não é fácil. Isto re­
quer anular o nosso orgulho, soberba e prepotência. 
Fomos justificados gratuitamente pela fé em Jesus 
Cristo. Deus nos amou, apesar de nós. Então, não 
podemos pagar o mal na mesma moeda.
Em Cristo, somos chamados e convocados a ser 
amorosamente santos!
'E NS IN AD O R '* ' 
I CRISTÃO ■
Deveres civis, morais 
e espirituais
A história da humanidade pode ser contada a partir 
das sucessivas tentativas de derrubadas e soerguimen- 
tos de governos humanos. Ora, o Antigo Testamento 
mostra com clareza as derrubadas de impérios e reinos, 
e o levantamento de outros reinos no lugar daqueles 
abatidos. A história da humanidade também é uma 
história da busca e de conquista do poder.
Na época do apóstolo Paulo, o sistema degoverno 
vigente no mundo era a Monarquia Absolutista. O poder 
era centralizado na pessoa do imperador de Roma. 
Quando o apóstolo se refere sobre a devida obediência 
às "Autoridades superiores", ele se referia a autoridade 
civil exercida pelo governo de Roma, bem como a refe­
rência direta aos administradores do governo romano.
Um ponto que é claro na epístola, e no capítulo 13, 
é que as obrigações que incidem em nossa sujeição 
às autoridades civis, mediante ao ensino apostólico, 
significam fazer a "boa, agradável e perfeita vontade 
de Deus" (Rm 12.2). Neste sentido, devemos obedi­
ência ao governo civil porque, em primeiro lugar, toda 
autoridade provém da parte de Deus. Neste caso, o 
governo e os magistrados são responsáveis para punir 
o malfeitor e assegurar o bem estar das pessoas de 
bem (Rm 13.2-5). Outro ponto: a obediência à autori­
dade não pode ser apenas pelo medo de ser punido, 
mas pela consciência de que é uma instituição divina 
(13.5). Entretanto, quando lemos a carta de Paulo aos 
Romanos, mais especificamente o trecho sobre as 
autoridades civis, nós devemos levar em conta algumas 
questões importantes:
1 . O sistema de governo de Roma na época de 
Paulo não é o mesmo do atual;
2. Diferentemente da Monarquia Absolutista, hoje 
a maioria das nações tem o sistema de governo 
sob a perspectiva de leis, segundo o advento das 
Constituições.
3. No regime das Constituições, o chefe do Estado, 
apesar de ser uma autoridade com poderes pre­
vistos na Constituição, não é um déspota, mas 
o servidor da nação com limites muito claros e 
delimitados segundo o sistema constitucional.
4 . Se a autoridade fo r responsável por crime de 
responsabilidade ou atentar contra a probidade 
administrativa, a Constituição prevê caminhos 
para a destituição dessa autoridade.
Portanto, hoje o que caracteriza a desobediên­
cia civil é o descumprimento da Constituição e do 
sistema de Leis vigente em nossa nação.
A Tolerância Cristã
O livro dos Atos dos Apóstolos, no capítulo 15, narra 
o primeiro grande conflito que poderia levar grandes 
prejuízos à comunhão da novata igreja. O problema teve 
de ser tratado no que se chamou de o primeiro concílio 
da igreja. Ora, por intermédio do ministério de Paulo 
e de outros companheiros, muitos gentios chegaram 
à fé. Mas havia grandes questões: o que era preciso 
para ser um seguidor de Jesus? Era necessário o gentio 
guardar toda a lei de Moisés? Conhecer e compreender 
a mensagem do Evangelho não seria suficiente?
O concílio da igreja chegou à conclusão de que 
os gentios não precisariam guardar a Lei de Moisés, 
senão, apenas considerar as seguintes resoluções:
1 . Não comer carne de nenhum animal que tenha 
sido oferecido aos ídolos;
2 . Não comer sangue nem carne de nenhum animal 
que tenha sido estrangulado;
3. Não praticar imoralidade sexual.
Estas resoluções foram recebidas de maneira 
amorosa pelos gentios. Mas temas dessa natureza 
retornaram agora no capítulo 14 de Romanos. Pois o 
apóstolo Paulo volta-se novamente perante o problema 
que já havia sido superado. Entretanto, a questão maior 
é que na igreja de Roma, judeus e gentios estavam 
convivendo mutuamente, de modo que os judeus se 
escandalizavam com a liberdade dos gentios. Mas 
que nos chama atenção neste capítulo 14 é o ensino 
de tolerância que o apóstolo passa a expor:
1. "Paremos de criticar uns aos outros" (v. 13);
2 . "Por estar unido com o Senhor Jesus, eu estou 
convencido que nada é impuro em si mesmo" (v. 14);
3. "Mas, se alguém pensa que alguma coisa é impura, 
então ela fica impura para ele", (v. 14);
O apóstolo conclui o argumento da tolerância 
entre irmãos da seguinte maneira: "Se você faz com 
que um irmão fique triste por causa do que você come, 
então você não está agindo com amor. Não deixe 
que a pessoa por quem Cristo morreu se perca por 
causa da comida que você come. Não deem motivo 
para os outros falarem mal daquilo que vocês acham 
bom" (w.15,16). Pois na verdade o Reino de Deus não 
é comida e nem bebida, mas vida correta, em paz e 
com alegria no Espírito Santo (v.17).
Portanto, em nome da paz e da alegria, vale a pena 
respeitar o diferente e aquele que não pensa da mesma 
forma que você. Pensar diferente faz parte da grande 
diversidade que há na Igreja, o Corpo de Cristo. Por 
isso, viva em paz! Viva com alegria!
/ -E N S IN A D O R ,A-1-l
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LIÇÃO 8A
1 1 2 T
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Cosmovisão 0 cultivo das relações
missionária
Se há uma característica que podemos confirmar na 
carta do apóstolo Paulo aos Romanos é o sentimento 
missionário do apóstolo. Paulo era um homem de co­
ração voltado para as missões. O Espírito Santo usou a 
instrumentalidade de Paulo para o Evangelho atingir a 
civilização ocidental. Por isso, podemos notar caracte­
rísticas muito profundas na visão missionária de Paulo.
A visão missionária de Paulo
O capítulo 15 de Romanos mostra a primeira 
predisposição de o apóstolo anunciar o Evangelho a 
quem nunca ouviu falar sobre ele. Neste sentido, veja 
a fala do apóstolo: "E desta maneira me esforcei por 
anunciar o evangelho, não onde Cristo houvera sido 
nomeado, para não edificar sobre fundamento alheio" 
(v.20). A partir deste texto, uma característica essencial 
que brota naturalmente de Paulo é a sua forma honesta 
de fazer Missões em que ele jamais anunciaria.Cristo 
onde Ele já fora anunciado. Imagine oimpacto que essa 
visão paulina traria em nossa prática missionária nos 
tempos modernos!
A visão missionária que esteja voltada para as 
pessoas é a mais fiel em relação ao Evangelho, pois 
ela não está voltada para um projeto de extensão de 
instituições religiosas, mas simplesmente em alcançar 
corações e mentes que ainda não conhecem a Deus e 
a justiça do seu Reino.
Outra característica que encontramos na visão mis­
sionária de Paulo é a esperança. Note o versículo 24: 
"Quando partir para a Espanha, irei ter convosco; pois 
espero que, de passagem, vos verei e que para lá seja 
encaminhado por vós, depois de ter gozado um pouco 
da vossa companhia". De acordo com alguns estudiosos, 
é problemática a questão se o apóstolo Paulo chegou 
ou não à Espanha. Entretanto, a Epístola de Clemente 
à Igreja de Corinto e o fragmento muratoriano (uma 
cópia da lista mais antiga que se tem dos livros do Novo 
Testamento) são considerados argumentos fortes em 
relação à ida do apóstolo à Espanha. Apesar do tempo, 
dos obstáculos do ministério e de tantas outras questões 
que afligiam o apóstolo, ele não deixou de ter esperança 
e novos planos. Mas antes, ele planejara ir à Jerusalém 
para ministrar aos santos (v.25).
Predisposição para anunciar Cristo onde Ele não 
fora anunciado e esperança renovada na missão de 
Deus são características que brotam naturalmente da 
leitura da epístola paulina: "Assim que, concluído isto, 
e havendo-lhes consignado este fruto, de lá, passando 
por vós, irei à Espanha" (v.28).
interpessoais
O último capítulo de Romanos, o 16, é uma des­
crição de uma lista de pessoas que o apóstolo Paulo 
conhecia, embora ele ainda não tivesse chegado à 
igreja de Roma: Febe, a portadora da carta do apóstolo 
(v. 1); Priscila e Àquila, casal que cuidou de Paulo em 
Corinto (v.3); Epêneto, Amplíato e Pérside eram pessoas 
queridas do apóstolo, onde demonstra um vínculo de 
comunhão do apóstolo devido a expressão "querido" 
(v.5,8,9,12); Maria, uma trabalhadora que por certo 
fora uma das fundadoras da igreja, pois a expressão 
"muito trabalhou" evoca essa ideia (v.6); Andrônico e 
Júnias, segundo os estudiosos do Novo Testamento, 
eram parentesdo apóstolo, bem como judeus (v.7); 
Amplíato, o "d ile to amigo no Senhor" (v.8); Urbano, 
o cooperador, e Estáquis como "meu amado" (v.9); 
Apeles, um homem "aprovado em Cristo", a família 
de Aristóbulo (v. 10); Herodião, de acordo com o nome 
e o contexto mencionado sugerem que ele pertencia 
à casa ou à família de Herodes (v.11); Trifena e Trifosa, 
supõem-se que eram irmãs, e Pérside também era uma 
mulher (v. 12); Rufo, o "eleito do Senhor" e a mãe de 
Rufo que Paulo a respeitava devido o seu acolhimento 
(v.13); Asíncrito, Flegonte, Hermes, Pátrobas, Hermas 
e a todos os irmãos que estão com eles (v. 14); Filólogo 
e Júlia, Nereu e sua irmã, ao irmão Olimpase todo o 
povo que está com ele (v. 15); por final: "Saudai-vos 
uns aos outros com santo ósculo" (v. 16).
Note a lista de pessoas que o apóstolo Paulo 
conhecia sem ainda te r ido à igreja de Roma. Ex­
pressões como "queridos no Senhor", "a igreja que 
está em sua casa", "d ile to am igo", "meu amado" 
mostram o carinho e o relacionamento de ternura 
que o apóstolo cultivava com as pessoas, mesmo de 
longe. Imagine a necessidade que temos de cultivar 
o relacionamento de carinho e ternura com as pes­
soas que estão pertos: a nossa família, a igreja onde 
congregamos e pessoas próximas de nós.
A importância da relação interpessoal
A vida na igreja local é uma grande oportunidade 
para termos um relacionamento de respeito e de 
muita alegria com aqueles que chamamos de irmãos. 
Na igreja local, nos relacionamentos com pessoas 
de diversas características: criança, adolescente, 
jovem, adulto, terceira idade, pessoas portadoras de 
alguma deficiência. Ou seja, é o nosso universo de 
relacionamento interpessoal. Neste aspecto, o último 
capítulo de Romanos é um estímulo a doar-nos ao 
próximo em nome de Jesus.
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para um 
Ensino de 
Q ualidade
C e s a r M o i s é s C a r v a l h o
U m a p e d a g o g ia
PARA A
EDUCAÇÃO CRISTÃ
-ões Básicas da Ciência da Educação 
a Pessoas não Especializadas
Uma Pedagogia 
para a Educação Cristã
César Moisés Carvalho
A educação cristã é geralmente exercida por 
professores leigos, sem uma formação que lhes dê 
suporte. Porém, a complexidade dos problemas atuais 
não comporta mais uma prática de ensino do senso 
comum, restrita à catequese e a reprodução manual.
É preciso que haja, ao menos, noções básicas acerca 
de educação e de sua ciência, a pedagogia.
Indo da ética ao ato de educar, do perfil do 
superintendente à educação cristã como labor 
teológico, César Moisés oferece uma base científica 
para pessoas não especializadas, mas completamente 
dedicadas à educação cristã.
E Ix iK IÊ ] Assista neste link o vídeo 
x írE U rJ da palestra do autor baseada 
rT C uQ e em um ^os sapitulos do livro lllr"'AEI http://youtu.be/QmmMNxHPhJO
APRENDENDO 
com o MESTRE
P o r A n t o n i o G i l b e r t o
0 preparo e desempenho 
do orofessor da ED
ÍCT3QUQ1
V o o c “Disse-Lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a 
Loot verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai 
senão por mim” (Jo 14.6)
TERCEIRA PARTE
Antonio GUberto é 
pastor na Assembleia de 
Deus em Cordovil (RJ), 
consultor doutrinário 
e teológico na CPAD, 
comentarista de Lições 
Bíblicas e psicólogo
E. Desafios à Educação Cris­
tã nestes últimos dias
Avisos da Palavra de Deus 
sobre a precaução da Igreja ante 
os males dos últimos dias contra 
ela: "E também houve entre o 
povo falsos profetas, como entre 
vós haverá falsos doutores, que 
introduzirão encobertam ente 
heresias de perdição e negarão 
as suas dissoluções, pelos quais 
será blasfemado o caminho da 
verdade" (2 Pe 2.1,2); 2 Tm 3.1-5; 
A t 20.20; e "mas o Espírito ex­
pressamente diz que,nos últimos 
tempos, apostatarão alguns da 
fé, dando ouvidos a espíritos 
enganadores e a doutrinas de 
demônios" (1 Tm 4.1). 1
1. O desafio a derrocada dos 
alicerces espirituais, morais e 
sociais por toda parte.
SM 1.3 " verdade, que já 
os fundamentos se transformam; 
que pode fazer o justo?
Alguns desses alicerces ou 
fundamentos:
• O alicerce da fé em Cristo 
(Lc 18.8).
"Digo-vos que, depressa, lhes 
fará justiça. Quando, porém, vier
o Filho do Homem, porventura, 
achará fé na terra"?
• O alicerce da doutrina cristã 
segundo a Bíblia (Tt 2.7).
"Porque convém que o bispo 
seja irrepreensível como despen­
seiro da casa de Deus"
Cuidem os p rim e iro da fé 
(Rm 1. 17b)", mas igualmente 
da doutrina
, como está revelado em 1 
T im óteo 4.6. "Propondo estas 
coisas aos irmãos, serás bom 
ministro de Jesus Cristo criado 
com as palavras de fé e boa 
doutrina que tens seguido.
• O alicerce da santidade; da 
retidão; da justiça; do direito; 
da integridade; da honestidade 
(Hb 12.14; 2 Co 7.1). "Segui a 
paz com todos e a santificação, 
sem a qual n inguém verá o 
Senhor".
• O a1 icerce da preservação 
das convicções bíblicas e cristãs, 
p rim e iro quando ao Senhor 
Jesus Cristo. "Por cuja causa 
padeço também isto, mas não 
me envergonho, porque eu sei 
em quem tenho e estou certo de 
que é poderoso para guardar o 
meu depósito até àquele Dia" 
( 2 Tm 1.12 "porque eu sei em
quem tenho crido"; não em que 
tenho crido.
2. O desafio da ortodoxia 
bíblica e cristã do próprio en­
sinador.
1 Co 4.6 " aprendais a não ir 
além do que está escrito".
"E eu, irmãos, apliquei essas 
coisas por semelhança, a mim e 
a Apoio, por amor de vós, para 
que, em nós, aprendais a não ir 
além do que está escrito, não 
vos ensoberbecendo a favor de 
um contra outro"
3. O desafio do relativismo 
moral, humanista e filosófico, 
hoje presente por toda parte, 
sem ser notado, nem contes­
tado.
O relativismo infiltra-se hoje 
no lar, na escola, na igreja, nas 
profissões, no Governo em ge­
ral, na administração pública e 
privada, e na vida relacional do 
indivíduo.
(Relativismo é uma teoria 
moral filosófica afirmando:
(1) Que tudo na vida é con­
textuai;
(2) Que tudo é relativo e va­
riável;
(3) Que tudo depende dos 
fins em vista;
(4) Que nada nesta vida é 
absoluto.
(Isto é, as realidades morais, 
éticas) cristãs científicas etc., va­
riam conforme a época, o lugar, 
a finalidade e o povo .)'
1. O desafio do constante 
surgimento de movimentos 
religiosos heterodoxos quanto a 
fé e a doutrinas cristãs, segundo 
a Bíblia.
É o secularismo dentro da 
igreja, que na linguagem prática 
é o mundanismo no viver diário 
dos membros da igreja.
Não estam os fa lando de 
contextua lização no sen tido 
de adequação da igreja aos re­
cursos da moderna tecnologia; 
a modernidade. Não. Estamos 
falando da absorção pela igreja, 
da filosofia de vida do mundo 
incrédulo, sem Deus.
F. Alertas ao Mestre Cristão
1. Mestres, doutores, teólo­
gos, escritores, professores e 
filósofos da Igreja têm causado 
quase todas as divergências, ci­
sões, lutas e diversões na Igreja, 
desde os primeiros séculos.
O Educador cristão precisa 
tomar cuidado com isso, para 
ele não ser mais desses.
2. A Palavra de Deus adverte 
aos que sabem: "a ciência incha"
Ora, no tocan te às coisas 
sacrificadas aos ídolos, sabemos 
que todos temos ciência. A ciên­
cia incha, mas o amor edifica" (1 
Co 8.1).1 'A ciência significando 
o conhecimento, o saber.; i
O mestre cristão, bem como 
outras pessoas da igreja, dotadas 
de conhecimento sistemático 
têm uma forte tendência para 
o orgulho, a presenção, a auto- 
-suficiência e a autodependência.
O educador cristão precisa 
sempre tomar cuidado com isso.
3. O mestre cristão precisa 
sempre lembrar-se que ciência 
(=conhecimento) não é exata­
mente o mesmo que sabedoria.
E eu, irmãos, 
apliquei essas 
coisas por 
semelhança, a 
mime a Apoio, 
por amor de vós, 
para que, em nós, 
aprendais a não ir 
além do que está 
escrito, não vos 
ensoberbecendo a 
favor de um contra 
outro.
• Moisés, no princípio, era 
"instruído em toda a ciência dos 
egípcios" (At 7.22), conteúdo 
segundo o relato Êx 18.12-27, 
fa1tou-1he sabedoria para liderar 
e cuidar do povo de Deus junto 
ao Monte Sinai.
Essa sua falta de sabedoria 
abrangia: local, modo, e horá­
rio de atend im ento ao povo, 
e também sabedoria quanto a 
auxiliares necessários ao aten­
dimento ao povo.
• O mestre cristão- precisa sa­
ber que ,conforme a profecia de
"E tu , Daniel, fecha estas 
palavras e sela este livro, até ao 
fim do tempo; muitos correrão 
de uma parte para a outra, e a 
ciência se multiplicará" (Dn12.4), 
neste, "tem po do fim " haverá 
multiplicação da ciência,
E da tecno log ia , mas não 
multiplicação d a sabedoria. I! '
O Educar cristão precisa to­
mar cuidado consigo mesmo 
quanto a isso.
&
4. O educador cristão, não 
deve jamais prescindir do poder 
de Deus na sua vida e no seu 
ministério
Nesse sentido, o exemplo 
de Jesus ao ensinar: Lc 5.17; 
Mt 7.29; Lc 6.6-10. Jesus estava 
ensinando nos casos aqui men­
cionados, mas o poder de Deus 
estava bem presente para operar 
entre os ouvintes.
O Educador cristão deve 
seguir os passos de Jesus 
também aqui.
1. O mestre refletir devida­
mente no que afirmou Jesus 
em João 8.
Não é o conhecim ento da 
verdade divina que liberta, e 
sim a própria verdade, que é 
Jesus. "Disse-lhe Jesus: Eu sou 
o caminho, e a verdade, e a vida. 
Ninguém vem ao Pai senão por 
mim (Jo 14.6)
O conhecimento da verdade 
divina e um meio de conduzir-nos 
a ela. Ha muitos que conhecem 
a verdade bíblica, mas vivem 
confusos dominados pelo mal.
Jesus mesmo é que é a Ver­
dade que liberta.
"O Mestre Cristão não deve 
perder de vista este fato"
2. O mestre cristão, cer­
tamente já observou que em 
muitas igrejas da atualidade, 
quase tudo é "light"
Evite entrar: por este caminho 
de falsa liberdade (2 Pe 2.19). 
"Prom etendo-lhes liberdade, 
sendo eles mesmos servos da 
corrupção. Porque de quem 
alguém é vencido, do tal faz-se 
também servo"
Trata-se dei m odern ism o 
religioso; modernismo espiritual.
É doutrina Llight"; vida cristã 
" ligh t"; ora ç ao "ligh t"; porte 
pessoal "ligh t"; pastor "ligh t"; 
templo "light"; música "light" etc.
O Mestre Cristão deve pre­
caver-se para também não ser á 
"ligh t" . ✓
Crescimento e 
aperfeiçoamento
em EVIDENCIA
.... ... ... ;
Da REDAção
24a Conferência é considerada maior
e ensino em Mato Gr
’ « » f í j ? ? ? í ? "
o o o o
Com o tema Instruindo para 
toda boa obra, baseado em 2 
Timóteo 3.17, a Casa Publicadora 
das Assembleias de Deus (CPAD) 
realizou a 24a Conferência de Es­
cola Dominical em Cuiabá (MT). 
O evento realizado no Centro de 
Evangelismo da Assembléia de 
Deus, Grande Templo liderado 
pelo pastor Sebastião Rodrigues 
de Souza fez parte da últim a 
programação na área do ensino 
cristão organizado pela editora 
em 2015.
Segundo o coordenador geral 
pastor Gutemberg Brito Junior a 
24a Conferência foi a maior ativi­
dade desta natureza em todos os 
aspectos. "Recebemos caravanas 
de várias cidades vizinhas com 
destaque para a cidade de Tan­
gará da Serra (MT), liderada pelo 
Pastor Silas Paulo de Souza, Vice- 
-Presidente da COMADEMAT. 
Eles participaram com mais de 
100 inscritos e foram agraciados 
com a premiação de 1 kit multi­
mídia (1 notebooke 1 projetor), 
para ser usado exclusivamente 
nas aulas de EBD".
No culto de abertura ministrou 
a Palavra o pastor Kemuel Sotero, 
representando o Conselho A d­
ministrativo da CPAD, tomando 
como texto base o Salmo 130 
e versou sobre a m isericórdia 
divina.
Ministraram as aulas pastores 
Elienai Cabral (DF); Claudionor de 
Andrade (RJ); Alexandre Coelho 
(RJ); Eliezer Morais (RS); Esdras 
Bentho (RJ); Cesar Moisés (RJ); 
Jamiel Lopes (RJ) e as professoras
o o o o o u o u
Elaine Cruz (RJ); Telma Bueno 
(RJ); Anita Oyaizu (SP); Sileia 
Chiquini (PR); Helena Figueiredo 
(RJ); Joane Bentes (PR) e os can­
tores da CPAD Music Quarteto 
Gileade, Rafael Dias e Lilian Paz.
Para o pastor Sebastião Rodri­
gues de Souza a 24a Conferencia 
de Escola Dominical, serviu de 
benção e edificação espiritual. 
"Os ensinos trazidos pelos pre- 
letores, que de forma sistemática 
nos transm itiu conhecimento, 
ajudará a todos aqueles que 
trabalham nesse departamento 
de ensino da Igreja", diz líder, 
que agradeceu a participação 
da CPAD representada pe lo 
diretor-executivo e a equipe de 
professores. Ele estendeu tam­
bém sua gratidão á equipe local 
pela cooperação e organização 
do evento. E ainda disse que 
espera com ansiedade outra 
atividade como esta.
O trabalho agradou a todos 
815 congressistas inscritos. Jo- 
neide Maria de Souza relatou
o o o o
que "A Conferência atingiu o 
seu objetivo, crescemos na gra­
ça e no conhecimento, saímos 
daqui renovados pelo Espírito 
Santo, e colocaremos em pra­
tica em nossa Igreja tudo que 
aprendem os". Para o pastor 
Valmir Milomem, comentarista 
da revista de Jovens da CPAD, 
e membro da Igreja em Cuiabá. 
A 24a Conferência foi um marco 
da educação cristã para a igreja 
de Mato Grosso. "Os seminários 
e workshops ministrados foram 
de alta qualidade tanto espiritual 
quanto teológica, oferecendo 
uma perspectiva abrangente 
sobre a arte do ensino. Obreiros, 
professores e aspirantes ao minis­
tério do ensino que participaram 
do evento receberam instruções 
valiosas para a boa obra do Se­
nhor. O aprendizado adquirido 
certamente contribuirá com o 
crescimento e aperfeiçoamento 
da ED em nosso estado, dando- 
-Ihe dinamismo e vivacidade", 
enfatizou. 0
u 
u 
o 
o
Plenárias e seminários marcam a 23;
feXonferência de ED em João Pessoa
Pi ?
w u u u u u o u u w u u u u u w
Com a finalidade de contribuir 
com o ensino cristão nas As­
sembleias de Deus brasileiras, a 
CPAD investe em conferências de 
Escola Dominical em diferentes 
regiões do país. A 23a edição foi 
destaque em João Pessoa (PB) e 
marcaram presença professores, 
pastores e comentaristas das 
Lições Bíblicas da CPAD. Além 
da cooperação de caravanas de 
todo o Nordeste. Com o tema 
baseado em Tim óteo 3. 17, os 
preletores focaram suas plená­
rias, seminários e workshops na 
educação social e espiritual, a 
qual apenas a Escola Dominical 
é capaz de transmitir.
O evento foi no templo central 
da Assembleia de Deus e a infra 
estrutura montada ao redor do 
templo central contou com quatro 
tendas climatizadas, que serviram 
como secretaria, sala de aula e es- 
tande CPAD. No total, foram mais 
de 750 metros quadrados de área 
construída e climatizada para ofe­
recer um ambiente propício para a 
troca de experiências e crescimento 
pessoal dos participantes.
Prestigiaram ao evento Ronal­
do Rodrigues de Souza, Diretor 
Executivo da CPAD; Pastor José 
wellington Costa Junior, Presidente 
do Conselho Administrativo da 
CPAD; Pastor Luiz César Mariano, 
Presidente do Conselho Fiscal da 
Convenção Geral das Assembleias 
de Deus no Brasil (CGADB) e os 
cantores da CPAD Music Marcelo 
Santos, Mira Mical e Alice Maciel.
No culto de abertura pastor 
José Wellington Costa Júnior foi o 
mensageiro. Ele enfatizou que cada 
professor foi chamado a frutificar.
"Entendemos que a CPAD presta 
um grande serviço às igrejas do Bra­
sil. Reconhecemos que muitas têm 
dificuldades de acesso ao ensino 
da Palavra e a Escola Dominical é 
um canal para ensino da Palavra".
O professor Esdras Bentho 
surpreendeu com na plenária o 
cristão e o mundo. Ele investigou 
o conceito de mundo, mundano 
e mundanismo nas Lições Bíblicas 
entre 1934 e 1950 e de 2005 a 
2012. A educadora Joane Benteslançou mão de várias técnicas 
para ministrar a última plenária da 
23a Conferência. A encenação foi 
uma delas. A temática foi a Escola 
Dominical como produtora de um 
ambiente transformador na família.
Lágrimas de quebrantamento 
foram visíveis no rosto de quem 
pensou em desanimar. Ao final 
da Conferência, Marcelo Moreno, 
membro da AD na Paraíba, pediu 
a oportun idade para falar aos
presentes: "Pensei em desistir, 
mas o que ouvi e aprendi com a 
Conferência de Escola Dominical 
me deu motivos maiores para 
prosseguir investindo na obra de 
Deus", declarou.
Simultaneamente ao evento no 
templo, professores e líderes que 
trabalham com o Departamento 
Infantil participaram de programa­
ção especial.
Para o diretor-executivo da 
CPAD, Ronaldo Rodrigues de 
Souza, a 23a Conferência de ED 
trouxe resultados positivos para 
a igreja, e o primeiro aspecto po­
sitivo foi sua temática: "O estudo 
da Palavra, com o tema Escola 
Dom inical co locado na mesa 
de uma forma especial. E junto 
com isso vem o despertamento, 
a orientação e a motivação para 
os professores continuarem em 
sala de aula", enfatizou, o diretor 
da Casa. &
Aprimoramento 
durante o 
evento
P o r R o b e r t o d o s S a n t o s
0 ministério 
da sala de aula
É nesse espaço especifico da Escola Domini­
cal que me situo para, através do ministério do 
ensino, avançar no conhecimento da dinâmica 
das relações professor/aluno, que dá vida ao 
processo de ensino e aprendizagem. É obvio que 
o ministério de ensino é uma prática que merece 
a observância da pedagogia de Jesus.
Destacamos aqui a importância do ministério 
de ensino de Jesus (Mt 9.35) , um ministério de 
tota l dedicação educacional do evangelho do 
Reino. Na verdade Jesus é considerado como 
um dos grandes Mestres da humanidade, porque 
Seu ensino se caracterizava pelo Seu estilo de 
amorosidade, profundidade, didática inovadora, 
aplicabilidade e interação com seus ouvintes.
Se, de um lado, a sala de aula absorve normas 
ditadas pela estrutura didático-administrativa da 
ED, por outro, ela constitui-se no principal espaço 
onde se desenvolvem as ideias e as propostas para 
mudanças nessa estrutura. Por isso, a ED deve 
ser entendida como um espaço educacional de 
transformações constantes nas áreas didática e 
administrativa, pois trata-se de uma instituição que 
não pode ser estaticamente imutável, porque é a 
dinâmica da relação professor/aluno e estrutura 
de ensino que devem ditar as regras de gestão 
e aprofundamento epistemológico.
É no cotidiano da sala de aula que a filosofia 
de um curso da ED que está sendo ministrado 
e a sua estrutura e organização curricular são 
postas à prova. Para além de sua relação com a 
totalidade da instituição, a sala de aula constitui, 
na ED, um espaço de captação das demandas e 
pressões espirituais.
No ministério do professor dominical, a sala 
de aula ocupa tem po e espaço relevantes. O 
professor não pode confundir sala de aula com 
púlpito. O púlpito é um espaço para pregação e a 
sala de aula, claro, um espaço para o ensino. Isto 
entendido fica mais fácil identificar a diferença entre 
púlpito e sala de aula, porque muitos professores
dominicais confundem o ministério de ensino com 
o ministério de pregação. Ser professor dominical 
é ser guia, orientador, ensinador, pedagogo do 
evangelho.
Podemos dizer que a vida ministerial do pro­
fessor dominical, que no seu ministério em sala de 
aula o professor dominical se dedica por inteiro 
a ela, com sua teologia, sentimentos, intelecto 
e prática pedagógica. E também nesse minis­
tério dominical que ele atua com regularidade, 
constância e espontaneidade, esta decorrendo, 
muitas vezes, da não reflexão sobre as ações que 
se reproduzem domingo a domingo. Essas ações 
realizaram-se baseadas na probabilidade, sem 
o cálculo rigoroso de suas implicações. Nelas, 
pensamento e prática se unificam, sem que as 
ideias em que se baseiam as decisões se elevem 
ao nível da reflexão teórica. É em razão desse agir 
não reflexivo e não questionador que a tendência 
do ensino da ED da sala de aula se caracteriza 
muitas vezes por uma prática pragmática e não 
por uma práxis. É nesse fazer não rigoroso, porque 
espontâneo, que predispõe o professor dom ini­
cal à acomodação, à insatisfação, à prática de 
modismos, de hábitos, costumes e técnicas não 
bem definidas e organizadas.
A sala de aula é um desafio que todo professor 
dominical deve ter em mente, que ele precisa 
ter consciência de sua missão, que deve encarar 
como um m inistério que exige compromisso, 
responsabilidade, seriedade e total dedicação.
Essas ideias surgem, bem como às de outros 
teólogos da educação dominical por mim refletidas 
anteriormente sobre relações professor-aluno em 
sala de aula. ED é um espaço onde a glória de 
Cristo deve refletir a vocação do obreiro que se 
propõe a ensinar o evangelho da graça de Deus.
O ministério de ensino dominical agora deve 
ampliar o foco da escola abrangendo toda a estru­
tura de ensino, compreendendo a diversidades de 
disciplinas que são ministradas'a cada trimestre,
Roberto dos San­
tos é pastor, doutor 
em FUosofia peta 
Cambridge Inter­
national University, 
mestre em Ciências 
da Educação pela 
UEP, com docência do 
Ensino Superior pela 
Universidade Gama 
Filho, teólogo, peda­
gogo, psicopedagogo, 
escritor e membro da 
Assembleia de Deus 
do Ministério do 
BeLém (SP).
a diversidades de características psicológicas de 
cada faixa etária, oferecendo características próprias 
dos seus conteúdos e procedimentos de ensino. A 
sala de aula e o ministério do professor dominical 
e dos alunos deveria ser a questão primeira da 
administração de uma igreja local. Levantar os 
problemas e as necessidades pedagógicas em 
sala de aula permitiria avançar na explicitação de 
outros componentes institucionais e teológicos 
que se relacionam imediata ou mediatamente 
com o ensino e que intervém na sua concepção 
e forma de efetuar-se.
A razão de muitas classes dominicais fracas­
sarem se encontra na política eclesiástica como é 
distribuído as tarefas educacionais e administrativas 
da ED, não levando em consideração a formação 
técnico-teológica do professor dominical, bem 
como o plano de desenvolvimento institucional 
da escola. O grande problem a é que muitos 
pastores pensam que a ED deve ter a mesma 
estrutura de uma igreja, onde a sala de aula deve 
imitar um culto, por exemplo. Este modelo de 
ensino dominical tem levado a prática de ensino 
a falência, a estagnação e rejeição por parte dos 
alunos. Ninguém quer frequentar uma escola que 
tem a cara de um culto. O culto tem sua própria 
estrutura administrativa e espiritual, mas a sala de 
aula é um espaço onde o ministério do professor 
dominical deve seguir todas as exigências cabíveis 
de uma estrutura e funcionamento da ED.
Foi desse ministério de ED, portanto, que parti 
para conhecer o ensino e para nele intervir. Como 
professor, educador, pedagogo e mestre em ciências 
da educação, vejo que há uma profunda deficiência 
em muitas igrejas que possuem o ministério de ED, 
pois não há critérios, normas, gestão e preparo de 
pessoas habilitadas e capazes de oferecer o melhor 
ensino da Palavra. Melhor falando, é através de 
uma atuação investidora e questionadora na sala 
de aula que provocamos a ruptura com as deficiên­
cias educacionais da ED, passando da ineficiência
pedagógico-administrativa à visão transformadora 
do ministério de sala de aula.
Para saber dos professores dom in ica is a 
concepção que tinham do ministério de Ensinar 
e do que facilitava ou d ificu ltava o seu bem 
desenvo lv im ento , e labore i um questionário 
cujas questões referiam-se ao ato de ensinar 
e às circunstancias em que ele acontecia. O 
instrumento de verificação recebeu o nomede 
Ensino Dominical. Como resultado da minha 
tese de pós-doutorado em teologia , abordan­
do a seguinte pesquisa: o legado pedagógico 
do puritanismo - a educação teológica como 
professor de transformação social. Esta tese foi 
apresentada à banca de doutorado da Universi­
dade da AWU nos Estados Unidos da América, 
em novembro de 2014. Uma amostra de 10% 
da to ta lid a d e dos professores fo i escolhida, 
representando as categorias de titu lação do 
professor ao superintendente. Considerou-se 
também o tempo de ministério/docência desses 
obreiros variando de um a dez anos ou mais, 
43 professores responderam ao questionário.
Neste trabalho, tomei como objeto de aná­
lise quatro questões abertas por oferecer aos 
professores a oportunidade de falar sobre o seu 
ministério de ensinar, como abaixo:
. Que habilidades, conhecimento ou atitudes 
não definidos no presente questionário lhe pa­
recem importantes para o sucesso no ministério 
de professor dominical: Quais e por quê? Com 
base em sua experiência docente /dom in ica l, 
que atitudes dos professores, expressas na sua 
conduta de ensino, favorecem ou dificultam o 
aprendizado do aluno?
. Do ponto de vista das condições de ministé­
rio em sua igreja/escola bíblica dominical, o que 
facilita ou dificulta suas atividades pedagógicas?. 
Gostaria de melhorar seu ministério de ensino? 
Como? Considerando todas as questões acima, 
como avaliá-laé? &
A importância da Escola Dominical 
para a vida da Igreja
INTRODUÇÃO
A escola dominical tem uma influencia direta 
no que tange ao fortalecimento da igreja local e o 
preparo individual dos crentes para o serviço cristão. 
Em nossos dias, quando se busca fórmulas rápidas 
de crescimento institucional,líderes premidos por 
resultados rápidos utilizam-se exageradamente de 
fórmulas empresariais de crescimento, e colocam 
em cheque a saúde espiritual da igreja, tornando-a 
inchada, mas não necessariamente crescida. É evidente 
que uma igreja cheia pode não significar ausência de 
espiritualidade de seus membros ou de seu líder, mas 
também não é necessariamente uma representação 
exata do crescimento pretendido por Deus àquele 
grupo. Como se aufere, então, se uma igreja está
crescendo deforma sadia? Observando a importância 
que os líderes e os membros da igreja dão ao estudo 
e a prática da Palavra de Deus. Dentro dessa esteira 
vem a comunhão, a espiritualidade, o avivamento, os 
dons, o poder pela oração e tantos outros elementos 
que devem fazer parte da vida da igreja
O retorno para o crescimento adequado da 
uma congregação ou de um campo de igrejas 
passa por diversos fatores, entre eles uma es­
cola dominical de excelência, estruturada, que 
atenda aos alunos dentro de suas necessidades 
pedagógicas e alcance os objetivos propostos de 
ensino bíblico voltados para o amadurecimento 
e fortalecimento dos santos.
I. PREGAÇÃO E ENSINO
O crescimento de uma igre­
ja sólida passa também pela sua 
dedicação à Palavra de Deus. Seja 
pela pregação, seja pelo ensino, a 
Palavra de Deus deve ocupar o lugar 
de primazia nos discursos e na vida 
da igreja.
Quando tratamos de discursos 
da igreja, temos, como menciona­
do acima, a pregação. Este meio 
de comunicação é hábil para se 
anunciar as verdades do evangelho 
em um culto público, para todas as 
pessoas que no santuário estive­
rem. Mas em que pese o fato de a 
pregação ser hábil para o anúncio 
das verdades do evangelho, não é 
necessariamente hábil para o ensino. 
Nem todo evangelista é um mestre, 
e nem todos os pregadores tem a 
habilidade de exercer o ministério do 
ensino. Evangelismo tem uma função 
diferente do ensino, em que pese o 
fato de que quando se evangeliza, 
se transmite verdades ensinando às 
pessoas a necessidade da salvação.
A pregação tem seu valor no culto
cristão, e mesmo fora dele podemos 
utilizar a pregação da Palavra de Deus 
para falar com aqueles que ainda não 
conhecem o evangelho. Podemos 
pregar com palavras ou com exem­
plos pessoais, que em muitos casos 
são muito mais convincentes. Em 
muitos casos, pessoas ouvem uma 
pregação e aceitam Jesus na mesma 
hora, e em outros casos, a mensa­
gem "faz" efeito em um momento 
posterior. O ensino, porém, tem 
suas peculiaridades. Com certeza, é 
preciso ter habilidade para pregar, 
mas para ensinar também. E preciso 
saber para quem vamos ensinar, ter 
o local apropriado para o ensino, 
usar métodos mais adequados e 
buscar um grau de avaliação naquilo 
que ministramos. O próprio Jesus 
fez uso do ministério do ensino em 
seus discursos.
Não raro, pregadores podem 
aparecer em nossas igrejas e destilar 
ensinamentos que não correspon­
dem à pureza da Palavra de Deus. 
E o que faz com que a igreja local 
exerça o discernimento necessário 
para receber o ensino comprometido
com a Bíblia e rejeitar o ensino da­
ninho? O conhecimento da Palavra 
de Deus e das doutrinas sagradas. 
Esse ensinamento é, sem dúvida, 
solidificado por meio do trabalho de 
professores comprometidos com o 
ministério do ensino.
II. SOLIDIFICANDO OBREIROS
Um dos casos mais dignos de 
nota acerca do ensino nas sagradas 
Escrituras é o caso de Timóteo. Esse 
moço, cujo nome consta em duas 
cartas expressas do apóstolo Paulo, 
foi pastor em Éfeso, e participou 
da terceira viagem missionária do 
apóstolo. Sobre ele, diz Paulo:
"Pela recordação que guardo de 
tua fé sem fingimento, a mesma que, 
primeiramente, habitou em tua avó 
Lóide e em tua mãe Eunice, e estou 
certo que habita em ti" (2Tm 1.5). 
Nessa mesma Carta, Paulo lembra 
a Timóteo: "E que desde a tua me­
ninice sabes as sagradas Escrituras, 
que podem fazer-te sábio para a 
salvação, pela fé que há em Cristo 
Jesus" (2Tm 3.15). Esses dois versos 
mostram uma conexão que deve ser
preservada na igreja em nossos dias: 
a educação cristã começa em casa, 
no ambiente familiar. Paulo mostra 
que desde pequeno Timóteo já era 
ensinado sobre as Escrituras, e com 
certeza por sua mãe e sua avó. Essas 
mulheres, deforma doméstica, talvez 
sem um preparo teológico refinado, 
ensinaram a Timóteo não a teologia, 
mas as Sagradas Escrituras.
Lóide e Eunice, pelo que se de­
preende, não eram mulheres que 
tenham tido acesso às questões teo­
lógicas aprofundadas de seu tempo, 
mas eram mulheres que conheciam 
a Palavra de Deus e souberam, mais 
que tudo, transmitir a Palavra e a fé 
para o menino Timóteo, que mesmo 
tendo um pai grego, cresceu crendo 
no Deus de Israel. Isso é louvável, 
pois a base da fé de Timóteo foi 
lançada em casa.
O exemplo de Lóide e Eunice en­
sinando Timóteo não é uma defesa 
contra o academidsmo ou o estudo 
da teologia em uma instituição for­
mal. Elas fizeram o melhor dentro 
de suas possibilidades, e Deus as 
honrou, tanto que Timóteo se tornou 
um grande obreiro. Mas o ministério 
de Timóteo foi solidificado quan­
do aprendeu um pouco mais com 
Paulo e sua experiência missionária 
e pastoral.Na prática, vivemos em 
um país que, nos últimos anos, vem 
reconhecendo a Teologia como um 
curso universitário, e aqueles que 
desejam, por exemplo, ser oficiais 
militares capelães, precisam ter um 
curso superior de teologia reconhe­
cido pelo Ministério da Educação e 
Cultura, o que exclui os chamados 
cursos livres, que tem uma visão, em 
tese, mais ministerial.
Ser um ministro do evangelho, 
mais do que ter um curso livre ou 
reconhecido de teologia, exige vo­
cação! Entretanto, a vocação deve 
vir acompanhada do devido preparo 
científico, e esse preparo não deve 
ser obstado. Há quem acredite que 
um curso livre preenche os requisitos 
para o acesso ao ministério, mas os
cursos reconhecidos preenchem e 
preparam com mais profundidade 
acadêmica, tendo em vista a obri­
gatoriedade de se ter no grupo de 
professores desses cursos pessoas 
com comprovada capacidade para 
apesquisa e o ensino. Pessoas que 
defendem a não participação de 
nossos jovens vocacionados em 
cursos reconhecidos, quando ficam 
doentes, desejam ser atendidas por 
médicos que se formaram em insti­
tuições formais e reconhecidas. Ou 
quando têm uma dúvida ou demanda 
jurídica, querem ser atendidos por 
advogados e juízes que se formaram 
em instituições reconhecidas em 
Direito. Porque não estender essa 
mesma linha de raciocínio a outras 
áreas de conhecimento, como a 
teologia?
Para ter um ministério, é preciso 
vocação mais do que ter um curso de 
teologia. Entretanto, os vocacionados 
devem se preparar melhor para 
o serviço ao Senhor. Eunice 
e Lóide não tinham, ao que 
parece, um bacharelado 
em teologia, e o próprio 
Timóteo não o tinha, 
pois esse é um títu­
lo de curso de uma 
era posterior, quando 
os estudos se tornaram 
mais formais e serviram 
para organizar melhor 
o preparo intelectual, 
técnico e científico. Evi­
dentemente nem todos 
aqueles que buscam 
um curso de teologia o 
fazem para que possam 
ser pastores, mas ao me­
nos para que possam ser 
úteis na causa do mestre 
com um pouco mais de 
conhecimento.
I I I - O MINISTÉRIO DO 
ENSINO C O M O DO M 
MINISTERIAL
Uma característica im­
portante ao crescimento
da igreja é a sua capacidade de 
entender a importância do minis­
tério do ensino. Paulo, escrevendo 
aos Gálatas acerca do ministério e 
o serviço aos santos, disse que o 
Senhor havia concedido (conforme 
entendemos, para a igreja), "... uns 
para apóstolos, outros para profetas, 
outros para evangelistas, outros para 
pastores e doutores, com vistas ao 
aperfeiçoamento dos santos para o 
desempenho do seu serviço, para 
a edificação a igreja" (Ef 4.11,12). 
O que especificamente esse texto 
apresenta?
Primeiro, que os dons ministeriais 
são concessões divinas para a igreja 
do Senhor. Tanto quanto os dons 
espirituais, os dons ministeriais são 
dádivas celestes para a igreja na 
terra. Obreiros podem imaginar 
que chegaram ao ministério por 
vocação ou talentos próprios, mas 
na verdade, eles chegaram onde
CURSO • ENSINADOR CRISTÃO 3
estão porque Deus o permitiu. E Deus 
não dá igrejas a apóstolos, profetas, 
evangelistas, pastores e doutores. 
Deus dá à igreja apóstolos, profetas, 
evangelistas, pastores e doutores. 
Estes é que são um presente de Deus 
à igreja, e não o contrário.
Segundo, há diversos ministérios, 
cada um com sua vocação, e Paulo 
mencionou pastores e doutores. Há 
quem entenda que por terem sido 
mencionados por último, pastores 
e mestres estariam em último lugar 
em uma suposta escala de valo­
rização ministerial. Entretanto, tal 
entendimento não encontra guarida 
nas escrituras. Não há nesse texto 
uma menção à hierarquias. O que 
há são funções necessárias ao bom 
andamento da igreja.
Terceiro, Paulo menciona pastores 
e mestre juntos, como dois grupos de 
obreiros que atuam unidos em prol 
do crescimento da congregação. Es­
tes dois obreiros ministram de forma 
cooperada, e um dos requisitos ao 
ministério pastoral é a aptidão para 
o ensino. O mestre não precisa ter 
necessariamente a aptidão pastoral 
como requisito para ensinar, mas o 
pastor deve saber ensinar como um 
requisito pastoral.
Quarto, o ministério de mestre 
é, na Bíblia, um ministério tanto 
quanto é o ministério pastoral. A 
igreja precisa ser pastoreada, e pre­
cisa ser ensinada.Mestres tem uma 
importância grandiosa para que uma 
igreja cresça, e isso pode ser visto na 
Escola Dominical. Uma igreja tem, 
em regra, um pastor líder e outros 
auxiliares, mas não muitos. Entretanto, 
há muito mais possibilidades de uma 
pessoa vocacionada ao ensino ser 
aproveitada em outras esferas de 
trabalho dentro da igreja local.
IV - O M ÉTO D O MAIS ADE­
QUADO
Einstein disse: "Eu nunca ensino 
aos meus alunos. Somente tento criar 
condições nas quais eles possam 
aprender". Horace Mann disse que 
"um professor que tenta ensinar, 
sem inspirar o aluno a aprender, está 
martelando em ferro frio". Outro 
pensador e prático da educação foi 
Ole Ivar Lovaas, psicólogo america­
no que dedicou sua vida como um 
pioneiro a tratar de crianças com 
autismo. Ele procurou entende-los 
de forma que pudessem aprender 
e conviver com a sociedade que 
os cercava.
Conta-se de um ministro pro­
testante no século 19 que teve de 
sair da América para o continente 
europeu para realizar uma série de 
ministrações. Antes de chegar ao seu 
destino, o navio em que viajava teve 
de fundear em uma das ilhas próxi­
mas ao continente, para abastecer, 
o que deu pelo menos dois dias de 
descanso aos viajantes.
O ministro, decidido a passear 
pela praia, pôs-se a caminhar, e 
encontrou na areia três pescadores 
que consertavam suas redes, e pas­
sou a observar o trabalho daqueles 
homens. Quando os homens se 
deram conta de que estavam sendo 
observados, perguntaram ao ministro, 
que estava vestindo uma roupa preta 
com gola clerical, comum aos obrei­
ros naqueles dias: "O senhor é um 
ministro de Deus?", ao que o homem 
respondeu: "Sim, eu sirvo a Deus". 
Os pescadores então disseram: "Nós 
também servimos a Deus!"
Intrigado, o ministro perguntou de 
que forma eles oravam, e para sua sur­
presa, ouviu a seguinte resposta: "Nós 
oramos assim: Nós somos três, vós 
sois três. Tende misericórdia de nós". 
Naquele momento, o ministro disse 
aos pescadores que aquela oração
CURSO ENSINADOR CRISTÃO
mm
não era correta, e que deveriam orar 
como Jesus orou, e passou a recitar a 
oração do Pai Nosso, palavras que os 
pescadores não tinham ouvido ainda.
Impressionados com as palavras 
de Jesus, eles repetiram aquela nova 
oração e voltaram felizes para suas 
casas. O ministro voltou ao navio, e no 
dia seguinte partiu para a sua missão. 
Duas semanas depois, passando 
pelo mesmo lugar, o pregador foi 
chamado à amurada do navio por 
ocasião da parada da embarcação. 
Havia pessoas‘daquela ilha que­
rendo falar com ele. Já na amurada 
do navio, o ministro reconheceu 
os três pescadores daquele feliz 
encontro que tiveram na praia. Ele 
os cumprimentou e perguntou do 
que precisavam, e os pescadores 
lhe disseram: "Pastor, nos ensine 
aquela linda oração que o senhor 
recitou, pois nós a esquecemos e 
não conseguimos mais falar com 
Deus". Entendendo a seriedade de 
sua atitude, e da pureza daqueles 
pescadores, o pastor disse: "Meus 
filhos, vão para suas casas e orem 
assim: Nós somos três, vós sois três. 
Tende misericórdia de nós".
A lição aqui é: "Se eles não po­
dem aprender da forma com a qual 
ensinamos, nós ensinamos da forma 
com a qual eles aprendem". Essa é 
uma forma inovadora de pensar no 
ensino, e com certeza reflete a ne­
cessidade que os professores têm de 
alcançar seus alunos de uma forma 
que eles consigam entender o que 
foi ensinado. Para a mulher Samari- 
tana, Jesus pediu água e depois lhe 
ofereceu a Salvação. Ao homem rico, 
que guardava a lei de Moisés desde 
a sua mocidade (provavelmente essa 
expressão não nos permite chamá-lo 
de jovem rico...), Jesus orientou que 
se desfizesse de seus bens para que, 
distribuindo-os aos pobres, e após 
seguir Jesus, tivesse um tesouro nos 
céus. Para cada pessoa com quem 
o Mestre se encontrou, Ele tinha um 
método próprio para apresentar o 
seu ensino. J
Responda
1. Explique as diferenças que existem entre a simples pre­
gação da Palavra de Deus e o ensino da mesma?
2. À luz da Bíblia, onde a educação cristã deve ter início? Cite 
pelo menos um exempLo bíblico.
3. 0 que 0 texto de Efésios 4.11,12 apresenta sobre dos mi­
nisteriais? E no que consiste 0 ministério do ensino?
4. Todo método de ensino deve ser 0 mesmo ou é possível 
usar métodos diferentes, conforme os tipos de aluno?
5. 0 ensino deve visar ao coletivo ou pode se dar também de 
forma individualizada?Cite exemplos bíblicos.
6. Por que os dons ministeriais de mestre e pastor aparecem 
ligados em Efésios 4?
7. Em síntese, qual a importância do ministério do ensino 
para a vida da igreja?
CB®
MÓDULO II
A IMPORTÂNCIA DA ESCOLA DOMINICAL 
PARA A VIDA DA IGREJA
Alexandre Coelho
IV - MESMO QUE A UM ALUNO
Um professor não pode medir seu 
ministério pela quantidade de alunos 
aos quais ministra. É evidente que os 
alunos hão de procurar um mestre que 
saiba ensinar, que tenha graça de Deus 
para seu ministério, que se interesse 
pelos alunos e torne palatáveis assun­
tos mais complexos. Entretanto, se 
tiver de, em algum momento, ensinar 
a apenas um aluno, que o faça com a 
mesma excelência com que ensina a 
uma classe com muitos alunos.
Jesus nos deu um exemplo interes­
sante em uma conversa que teve com 
Nicodemos, um líder judeu. Este foi 
procurar Jesus em particular, de noite; 
e naquele diálogo, Jesus disse uma 
frase que se tornaria, com o passar do 
tempo, um resumo de todo o plano 
de Deus para a humanidade: "Porque 
Deus amou o mundo de tal maneira, 
que deu o seu filho unigénito, para que 
todo aquele que nele crê não pereça, 
mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16). 
Essas palavras do Senhor, que passa­
riam os séculos, não foram ditas a uma 
multidão no templo ou no deserto da 
Judéia, mas em uma conversa informal 
e particular, a um homem que falou-lhe 
à noite para não ser descoberto. Jesus 
deu a Nicodemos atenção completa, 
como se este fosse o único na Terra a 
ser salvo.
Esse exemplo nos mostra que o 
ensino pode ser ministrado de forma 
coletiva ou individualizada, mas inde­
pendente da quantidade da audiência, 
é preciso ter o ensino correto e a forma 
adequada para se repassar as verdades 
do reino de Deus.
Que possamos fazer do ministério 
do ensino a nossa vocação, e por meio 
dele participar do fortalecimento da 
igreja, tanto em nossas casas como no 
templo. Que possamos entender que 
dons ministeriais são necessários à igreja, 
e o dom de ensinar é tão importante 
quanto o de profetizar e pastorear. Que 
possamos ver em nossas crianças a 
próxima geração de ministros, e incutir 
neles a fé e a Palavra de Deus. &
Destaque as respostas deste encarrseu nome e enderem r , te e env'e com
Departamento de!orna, ° ^ °naüsmo, no endereço:
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278852 / fobwato. U.5«22-5cu,2^ °,'“ 'I<
John C. Maxwell
; i f c ■ ê
Todos queremos sentir que 
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faz a diferença.
Neste livro, John C. Maxwell 
mostra como dar os primeiros passos para 
viver uma vida que valha a pena através de 
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escolhendo uma vida que vale a pena.
2 Jo h n c .
MAXWELL AJ.O HN C.M axwell
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Uma Surpreen
Viagem " a História
de Deus
BÍBLIA DE ESTUDO
CRONOLÓGICA
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I Uma forma confiável de 
I aplicá-la em sua vida
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ajudará a compreender a palavra de Deus. Em vez da 
ordem canônica tradicional, o texto bíblico está na ordem 
dos fatos e nos ajuda a ver como a história realmente 
se desenrolou. Isto proporciona uma experiência única 
sobre a história, e fornecerá uma nova e empolgante 
compreensão dos livros da Bíblia que poderiam ter sido 
difíceis de entender caso não soubéssemos sua posição 
em ordem cronológica.
I 0800 021 7373
w w w .c p a d .c o m .b r CB4D
	Ensinadornull
	LU/émur
	ESPAÇO do LEITOR
	escoLadominical(â)cpad.com.br
	Fonte Confiável
	Visão Pedagógica
	Riquezanull
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	1. Explique as diferenças que existem entre a simples pregação da Palavra de Deus e o ensino da mesma?
	2. À luz da Bíblia, onde a educação cristã deve ter início? Cite pelo menos um exempLo bíblico.
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