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FILME: ENRON – Os mais espertos da sala
O documentário retrata a ascensão e a queda da gigante energética americana Enron Corporation. Como uma empresa foi de ativos de 10 milhões para ativos de 65 milhões em 16 anos e precisou apenas de 24 dias para falir.
A Enron foi formada em 1985 por Kenneth Lay, no início da década de 1990 iniciou a venda de eletricidade a preços de mercado e, logo depois, o Congresso aprovou a legislação que desregulamentava a venda de gás natural, permitindo que a Enron vendesse energia a preços mais elevados, aumentando significativamente suas receitas.
O documentário apresenta que as fraudes contábeis da Enron já aconteciam na divisão de petróleo, e que o Ken Lay foi alertado por um de seus funcionários sobre o fato, porém Ken Lay não tomou nenhuma providência. Um desses funcionários foi preso por corrupção, Ken Lay precisava arrumar outro executivo para obter lucros, alguém que compartilhasse dos seus princípios, foi aí que surgiu o executivo Jeffrey Skilling. Para Jeffrey assumir a presidência da empresa ele montou uma equipe de executivos e que a contabilidade fosse feita pelo método de marcação a mercado, com relatórios financeiros deficientes. A empresa registrava como receita valores futuros esperados de contratos de longo prazo, mesmo sem garantia de realização.
Numa tentativa de maior crescimento, a Enron utilizou uma estratégia de diversificação. A empresa possuía e operava uma variedade de ativos, usinas de eletricidade, fabricas de papel, usinas de água e serviço de banda larga. Também incluía a criação de usinas de geração de energia em países como a Índia, porém a Índia não tinha como pagar a energia consumida, e mesmo assim a Enron pagou um bônus gigantesco para os seus executivos, por supostos lucros obtidos.
A Enron tinha demonstrações financeiras complexas, junto com práticas antiéticas o que confundiam não apenas os acionistas, mas também os analistas, que sempre que eram questionados informavam que precisavam verificar com o Jeffrey. Andrew Fastow, outro executivo da Enron também defendia o uso da contabilidade de marcação a mercado, e junto com outros executivos criaram balanços, estruturas de financiamento complexas e negócios que poucas pessoas conseguiam entender.
Outro ponto importante do documentário era o sistema de remuneração e avaliação de desempenho dos funcionários de alto valor, o que contribuiu para uma cultura corporativa que priorizava ganhos a curto prazo para aumentar o bônus, negligenciando a ética, as demonstrações ferindo os princípios da prudência e fidedignidade dos documentos. Os funcionários buscavam constantemente iniciar novos negócios, sem considerar a qualidade dos fluxos de caixa ou lucros, apenas para obter avaliações de desempenho mais elevadas.
Jim Chanos um investidor e vendedor a descoberto, após ler um artigo no jornal sobre como a contabilidade de marcação a mercado tinha se tornado comum nas industrias de energia, decidiu pegar os relatórios da Enron pessoalmente para conferir, e achou estranho a unidade da empresa de banda larga está se destacando bem em meio aos problemas que as demais empresas de banda larga vinham sofrendo e ficou alarmado com o quanto a Enron estava gastando do seu capital e grande quantidade de acoes sendo vendidas por pessoas de dentro da própria empresa.
Ele (Chanos) entrou em contato com a jornalista Bethany McLean da revista Fortune e contou suas descobertas, ela se interessou e acabou encontrando diversos problemas, porém o que chamou a atenção eram as dívidas enormes. Bethany então ligou para Jeffrey para discutir suas descobertas, porém a reação de Jeffrey foi chamar Bethany de antiética por não pesquisar corretamente.
Outro ponto interessante do documentário é a carta anônima que a Sherron Watkins, vice-presidente de desenvolvimento corporativo enviou para Ken Lay alertando sobre as práticas contábeis da empresa. Em novembro de 2001 a SEC anunciou uma investigação formal sobre as transações da Enron, e em novembro de 2001, todas as agencias de classificação de riscos rebaixaram a Enron para classificação de status de lixo, com isso os preços das ações da Enron caiu para US$ 0,61. Em 30 de novembro de 2001 a Enron Europe pediu falência, e em 1 de dezembro os restantes da Enron fez o mesmo. Funcionários tiveram menos de 30 minutos para deixar o prédio, e os planos de poupança dos funcionários que eram vinculados as ações da Enron perderam o valor.
REFERÊNCIAS:
ENRON – Os mais espertos da sala. Direção: Alex Gibney. Produção: Alex Gibney. Estados Unidos: Filmes HDNet, 2005, 109 min. Documentário. Disponível: YouTube. Assistido em 19 Abr. 2025.

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