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FARMÁCIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
FARMÁCIA INTERDISCIPLINAR (FI) 
 
 
 
 
 
 
POSTAGEM 1 
 
ATIVIDADE 1 – RELATÓRIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Polo Tatuapé 
 
 
 
2024 
 
 
 
RESUMO 
O diagnóstico laboratorial é essencial na medicina, auxiliando no esclarecimento de 
diagnósticos e definição de tratamentos. Um estudo feito em Farmácia Interdisciplinar 
analisou um aumento de 25% na hemólise de amostras em um laboratório de coleta. A 
pesquisa focou na fase pré-analítica e a identificação de variáveis que contribuíram para 
esse aumento pode melhorar a qualidade do processo e impactar nas concentrações dos 
analitos analisados. O controle de qualidade na fase pré-analítica em laboratórios é vital, 
pois os exames influenciam diretamente no tratamento do paciente. Compreender a 
legislação vigente garante a segurança do paciente e a confiança do profissional. Ao 
abordar desafios profissionais, o estudo visa compartilhar conhecimentos sobre a 
qualidade das amostras e métodos de execução corretos. 
 
Palavras-chave: qualidade, paciente, laboratório,hemólise, exames. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
O setor de bioquímica do laboratório de análises clínicas “DIAGNÓSTICO” notou que, em 
seus postos de coleta central e mais 10 postos de coleta, identificou que em 25% das 
amostras de soros coletadas em tubos secos sofreram algum grau de hemólise. Com o 
intuito de identificar a situação-problema de hemólise nas amostras de soro em tubos 
secos procurou-se revisar o sistema de controle de qualidade, que envolve desde o 
primeiro contato com o paciente, passando pelo profissional responsável pela coleta, 
pelos instrumentos e materiais utilizados, até o armazenamento e transporte para análise. 
As análises clínicas são divididas em três etapas, sendo elas a pré-analítica, a analítica e 
a pós-analítica. A situação-problema descrita abrange a fase pré-analítica, pois, a 
Resolução de Diretoria Colegiada nº 786 de 5 de maio de 2023 define que esta fase “se 
inicia com a solicitação da análise, passando pela obtenção do material biológico, e finda 
ao se iniciar a análise propriamente dita”, e ainda, as variações pré-analíticas podem estar 
relacionadas com a coleta, o armazenamento e o transporte (MOTTA, CORRÊA, MOTTA, 
2001 e LOPES, 2003, apud SILVA et al, 2022). Deste modo, sendo o laboratório 
“DIAGNÓSTICO”, o laboratório responsável pelas análises e tendo seus postos de coleta, 
“deve implantar procedimentos de controle da qualidade para monitorar e assegurar a 
validade das análises. O monitoramento deve incluir, mas não se limitar, a utilização de 
controles internos e, quando aplicável, controles externos (RDC 512/2021 apud BRASIL, 
2022).” 
A fase pré-analítica envolve vários processos, materiais e suprimentos fundamentais para 
a garantia da qualidade nas análises e melhor precisão dos resultados. Dentre eles, os 
tubos de coleta adequados e ordem de coleta conforme o tipo de tubo e de exame. A 
Clinical & Laboratory Standart Institute (CLSI) recomenda que para a sequência de tubos 
na coleta de sangue venoso a vácuo deve ser feita seguindo uma sequência para que não 
haja contaminação do material a ser colhido no tubo seguinte, quando houver mais de um 
tipo de analito no mesmo indivíduo (SILVA et al, 2022). 
 Podemos detectar e evitar a hemólise que é o processo que resulta na quebra das 
hemácias, liberando hemoglobina no sangue, o que pode ocorrer tanto em doenças 
quanto durante a manipulação de amostras. Ao centrifugar uma amostra, a presença de 
hemólise se manifesta por uma coloração avermelhada do soro ou plasma, que reflete a 
intensidade do rompimento das células. Existem níveis baixos de hemólise que, apesar de 
não serem visíveis, podem interferir nos testes laboratoriais. Para minimizar esse 
problema durante a coleta, é essencial seguir cuidados na fase pré-analítica. Entre as 
causas de hemólise estão punções inadequadas, uso de agulhas de tamanho inadequado 
e conexões soltas que permitem a entrada de ar. Além disso, agitações bruscas das 
amostras também podem levar à destruição das células sanguíneas. 
Para obtenção de soro com ativador de coágulo, sem gel separador, é chamado de tubo 
seco. Também chamado de tubo de coleta de sangue sem aditivos, tem como uma de 
suas características inibir a absorção de proteínas e permitir o armazenamento para 
reteste por tempo prolongado. Este tubo tem a tampa vermelha e é utilizado para coleta e 
armazenamento de sangue para testes bioquímicos, imunológicos e sorológicos 
(FLEURY, 2019). 
Para Silva et al, 2022: 
“No contexto da bioquímica clínica, hemólise significa o rompimento da membrana da 
hemácia, ocasionando a liberação da hemoglobina e de outros elementos internos no 
líquido circundante. Ela pode ser criada in vivo e/ou in vitro. Enquanto a hemólise in vivo 
lembra uma situação clínico-patológica, a in vitro confirma erros na técnica de coleta, 
processamento, transporte ou armazenamento da amostra como o uso prolongado do 
torniquete, o uso do sistema de coleta a vácuo e o transporte do sangue da seringa para o 
tubo sem remover a agulha (SILVA et al, 2022. Bioquímica Clínica. São Paulo: Editora Sol, 
2022).” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MATERIAL E MÉTODOS 
A realização deste projeto, consiste em uma revisão bibliográfica sobre gestão do 
Laboratório de Análises Clínicas (LAC) e controle de qualidade da fase pré-clínica 
aplicada aos LAC 's. A revisão analítica baseia-se nas normas da Agência Nacional de 
Vigilância Sanitária (ANVISA), utilizando fontes de informação científica disponíveis em 
bases de dados eletrônicos. Os temas pesquisados foram propostos no manual de 
orientações da disciplina Farmácia Interdisciplinar do curso de Bacharelado em Farmácia. 
Realizou-se uma pesquisa com revisão bibliográfica, utilizando artigos, revistas online e 
legislação vigente sobre coleta de sangue para exames clínicos. Destacou-se a 
importância do controle de qualidade na fase pré-analítica do laboratório clínico, 
principalmente no caso de aumento de análises com hemólise, indicando possíveis erros 
nesta fase. O próximo artigo abordará esses erros e as correções necessárias para evitar 
a hemólise. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
BRASIL; Ministério da Saúde; Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). RDC 
786, de 05 de maio de 2023. Dispõe sobre os requisitos técnico-sanitários para o 
funcionamento de Laboratórios Clínicos, de Laboratórios de Anatomia Patológica e 
de outros Serviços que executam as atividades relacionadas aos Exames de 
Análises Clínicas (EAC) e dá outras providências. Disponível em: 
https://antigo.anvisa.gov.br/documents/10181/5919009/RDC_786_2023_.pdf/d803afbc-59
c1-4dc2-9bb1-32f5131eca59. Acesso em 29 de agosto de 2024. 
BRASIL; Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Coleta, acondicionamento, 
transporte, recepção e destinação de amostras para análises laboratoriais no 
âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. Guia 19/2019, 3ª edição, 2022. 
Disponível em: 
https://antigo.anvisa.gov.br/documents/10181/2957432/Guia+n%C2%BA+19_2019_vers%
C3%A3o+3.pdf/c78ae870-afa2-44e3-b65f-9ffeb0521003. Acesso em 29 de agosto de 
2024. 
CLINICAL AND LABORATORY STANDARDS INSTITUTE (CLSI). CLSI H3-A6: 
Procedures for the Collection of Diagnostic Blood Specimens by Venipuncture; Approved 
Standard. 6. ed. Wayne: NCCLS, 2008. apud SILVA, E. F.; DIAS, A. T.; GONÇALVES, F. 
B. Bioquímica Clínica. São Paulo: Editora Sol, 2022. 
FLEURY, M. K.; Programa Nacional de Controle de Qualidade (PNCQ); Manual de Coleta 
em Laboratório Clínico. 3ª edição, 2019. Disponível em: 
https://pncq.org.br/uploads/2019/PNCQ-Manual_de_Coleta_2019-Web-24_04_19.pdf. 
Acesso em 29 de agosto de 2024. 
SILVA, E. F.; DIAS, A. T.; GONÇALVES, F. B. Bioquímica Clínica. São Paulo: Editora Sol, 
2022.

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