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GESTÃO EMPREENDEDORA UNEC NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA – NEAD/UNEC Prof. Arthur Ferreira da Silva Júnior: arthur.unec@gmail.com Página 1 CAPÍTULO II – DEFINIÇÕES, CONCEITOS E DETERMINANTES DO EMPREENDEDORISMO. INTRODUÇÃO Caríssimos discentes, iremos começar o nosso Capítulo II. Neste abordaremos sobre as características do Espírito Empreendedor, as determinantes do empreende- dorismo, o conceito de Oportunidade, Criatividade e Inovação. 2.1 CONCEITO DE ESPIRITO EMPRESARIAL Ter um espirito empresarial responsável sig- nifica saber gerir uma empresa de modo a reforçar o seu contributo positivo para a sociedade e ao mesmo tempo minimizar o impacto negativo sobre as populações e o ambiente. Este espirito traduz-se na forma como os em- presários interagem quotidianamente com as varias partes interessadas: clientes e parceiros comerciais no mercado, trabalhadores no local de trabalho, co- munidade local e ambiente. Os empresários responsáveis: ❖ tratam os clientes, os parceiros comerciais e os concorrentes com equidade e honestidade; ❖ preocupam-se com a saúde, a segurança e o bem-estar geral de trabalhadores e consumidores; ❖ motivam os seus trabalhadores, proporcionando-lhes formação e oportunidades de desenvolvimento; agem como ≪bons cida- dãos≫ na comunidade local; e ❖ respeitam os recursos naturais e o ambiente. Aulas 9 e 10 GESTÃO EMPREENDEDORA UNEC NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA – NEAD/UNEC Prof. Arthur Ferreira da Silva Júnior: arthur.unec@gmail.com Página 2 Os empresários responsáveis fazem tudo isto e ainda mais, não se limitando a cumprir a regulamentação em vigor, mas excedendo por vezes, a titulo voluntário, os requisitos mínimos legalmente estabelecidos. O disk-pizza a domicílio é um tipo de negócio muito comum nos dias de hoje, mas que representou no passado, uma mudança enorme na maneira como o ne- gócio pizzaria era tratado. Pois bem, antes do disk-pizza, uma pizzaria funcionava no sistema a la carte. O cliente ia até a pizzaria, sentava-se, fazia o pedido, aguardava a pizza ficar pronta, comia, pagava a conta e ia embora. Então, alguém percebeu que as pessoas estavam cada vez mais sem tempo e gostavam de ficar em casa, preferindo o conforto do lar. Estas pessoas tinham telefones e, se elas tivessem uma opção, certamente ligariam para fazer um pedido. E por que não de uma pizza? Assim, surgiu o primeiro serviço de disk-pizza do mundo. Uma oportunidade que é aproveitada até hoje e que deu origem aos mais variados tipos de serviços de entrega de alimentos, churrascos, comida italiana, japonesa, chinesa etc. Se bem que, atualmente, um disk-pizza tem que ter novos atributos, porque somente o serviço de entrega já não é mais novidade. Esta é a dinâmica da oportunidade. Se sua empresa descobre uma oportuni- dade e age para aproveitá-la, passa a ter uma grande chance de ser a escolhida pelos clientes na hora da decisão de compra. Entretanto, existem muitas empresas que atuam sobre uma oportunidade que foi detectada há muito tempo atrás. E é difícil comercializar produtos e serviços sem atratividade. A solução acaba sendo a diminuição dos preços e depois, da qualidade. Consequentemente, problemas de fluxo de caixa também podem começar a ocorrer. Como a competição no mercado é grande, os clientes passam a optar por produtos de concorrentes. Com menos clientes, a situação se complica e então mais uma em- presa está prestes a fechar as portas. GESTÃO EMPREENDEDORA UNEC NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA – NEAD/UNEC Prof. Arthur Ferreira da Silva Júnior: arthur.unec@gmail.com Página 3 O negócio do Disk- Pizza, surgiu quando diversos fatores, aparentemente sem nenhuma relação, geraram uma ideia que se traduziu em uma oportunidade de negó- cio. Alguns destes fatores foram: ❖ A percepção de que as pessoas tinham cada vez menos tempo; ❖ A tecnologia existente nos telefones e disponível para a população; ❖ As características do produto pizza; ❖ As características do processo de produção e entrega. É interessante notar que todos estes fatores estavam ao alcance de qualquer pessoa. Bastava olhar para eles com “olhos atentos e curiosos”. Para isso, é impor- tante ter sempre em mente a seguinte pergunta: o que a empresa pode fazer para melhorar aquilo que já faz? Essa pergunta é determinante para quem quer ter um espirito empresarial aflo- rado. Podemos então relacionar uma série de questões cujas respostas ampliarão a compreensão sobre o espirito empresarial: 1) Existe uma necessidade de mercado que não é suprida ou é suprida com deficiên- cias? 2) Qual é a quantidade de potenciais clientes para este negócio? 3) Qual é o seu perfil? Onde se localizam? 4) Quais são os principais concorrentes? Quais são os seus pontos fortes e fracos? 5) Existem ameaças, como por exemplo, uma nova tecnologia que está prestes a en- trar no mercado? 6) Existem aspectos legais específicos que devem ser considerados? 7) Quais são os valores que o novo produto/serviço agrega para os clientes? 8) Quais são as vantagens que a empresa terá ao entrar no negócio? 9) Será que o momento correto é realmente este? 10) A oportunidade de negócio condiz com as expectativas de lucro da empresa? 11) Qual é o investimento necessário? A empresa tem capacidade para isso? 12) Tenho vontade pessoal de atuar neste negócio? GESTÃO EMPREENDEDORA UNEC NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA – NEAD/UNEC Prof. Arthur Ferreira da Silva Júnior: arthur.unec@gmail.com Página 4 Aqui, apresentamos resumidamente, algumas questões da permanência no mercado da seguinte forma: 1) Atenção ao ambiente de negócios; 2) Formulação de diversas ideias; 3) Constatação de uma oportunidade potencial; 4) Coleta de informações para maior segurança sobre a oportunidade existente e ge- ração de aprendizado; 5) Planejamento dos recursos necessários para o aproveitamento da oportunidade; 6) Execução do planejamento; 7) Análise dos resultados; 8) Atenção ao novo ambiente de negócios. 2.2 DETERMINANTES DO EMPREENDEDORISMO Planejar a atuação sobre uma oportunidade detectada pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso. De uma forma bastante simples, planejar significa responder: o que será feito, como será feito, quanto irá custar, quem irá fazer, porque será feito e quando será feito. Pode até ser que neste momento seja detectado algum item que inviabilize a ação da empresa em relação ao aproveitamento da oportunidade. GESTÃO EMPREENDEDORA UNEC NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA – NEAD/UNEC Prof. Arthur Ferreira da Silva Júnior: arthur.unec@gmail.com Página 5 O registro de informações permite a compara- ção do planejamento com o que realmente aconteceu e é muito útil para que novas de- cisões sejam tomadas em relação à continui- dade de atuação da empresa naquela opor- tunidade específica. Lembre-se que toda oportunidade tem um tempo de duração. A maneira como a empresa orga- niza seus processos para aproveitar uma oportuni- dade deve ser coerente com as condições que ca- racterizam a própria oportunidade. Por exemplo: uma loja de roupas que esteja se reposicionando para atuar no segmento jovem, deverá adaptar seus processos, instalações, forma de atendi- mento etc., para estar adequada ao novo público. Se isso não for feito, pode até existir a oportunidade, mas com certeza seu aproveitamento pleno não ocorrerá. Esta questão pode parecer simples, mas muitos negócios incorrem neste erro e fecham suas portas. Claro, se não houver coerência entre a opor- tunidade e o negócio, é muito provável que faltem clientes. Permanecer no mercado é estar atento às oportu- nidades e agir corretamente para aproveitá-las. GESTÃO EMPREENDEDORA UNEC NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA – NEAD/UNEC Prof. Arthur Ferreira da Silva Júnior: arthur.unec@gmail.comPágina 6 2.2.1 Oportunidades na Prática Seu Olavo é proprietário de uma lanchonete de bairro há 20 anos e fecha sempre às 18 horas, como nos velhos tempos. No ano passado, uma escola noturna foi aberta no mesmo quarteirão que sua lanchonete e hoje tem mais de 300 alunos. Seu Olavo continua fechando às 18 horas, quando vários alunos estão chegando e procurando al- guma coisa para comer. • Será que seu Olavo está perdendo uma oportuni- dade? Dona Aparecida tem uma loja de confecções em casa e outro dia viu na televisão um modelo diferente. Imedia- tamente viajou e comprou muitas peças, fazendo uma dí- vida enorme. Tinha certeza de que seria um ótimo negó- cio. No começo, o produto vendeu bem, mas logo a pro- cura diminuiu. Só então Dona Aparecida se deu conta de que a novela na qual ela havia visto o produto tinha ter- minado. Ficou com um monte de peças “encalhadas” e com a dívida para pagar. Dona Aparecida não sabia que toda oportunidade tem seu tempo e se deixou levar pela emoção de que estava fazendo um bom negócio. GESTÃO EMPREENDEDORA UNEC NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA – NEAD/UNEC Prof. Arthur Ferreira da Silva Júnior: arthur.unec@gmail.com Página 7 Por ter um espaço vago em sua garagem, Dona Joana decidiu abrir um armarinho. Achava que era uma boa ideia, pois muitas amigas tinham o hábito de costurar. Abriu a empresa, comprou esto- ques e só então percebeu que não havia clientes suficientes para o faturamento necessário ao negócio. O motivo principal é que o ar- marinho se localizava numa rua sem fluxo de pessoas. Os amigos João e Omar são sócios em uma indústria de móveis. Convencidos de que deviam ampliar seus negócios, entraram em uma feira do setor e fizeram muitas vendas. Quando iniciaram a produção, perceberam que não tinham condições de produzir dentro do tempo prometido e acabaram atrasando nas entregas. Perderam clientes, tiveram pedidos cancelados e estão sem recursos financei- ros, pois havia gasto com a matéria-prima. Os sócios não sabiam que deviam ter estudado e planejado todos os aspectos da indústria para que pudessem aproveitar as oportunidades proporcionadas pela feira. “De onde vêm as boas ideias” http://www.youtube.com/watch?v=T9uA_JQ8njc GESTÃO EMPREENDEDORA UNEC NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA – NEAD/UNEC Prof. Arthur Ferreira da Silva Júnior: arthur.unec@gmail.com Página 8 2.2.2 Avaliação da ideia do negócio. A coleta de informações sobre as oportunidades de negócios identificadas – é a segunda fase do ciclo de criação de um negócio próprio tem como finalidade analisar as características desses negócios. Particularmente, tem por objetivo avaliar a atrati- vidade e possíveis problemas desses negócios, para subsidiar a decisão do futuro empreendedor na escolha que irá desenvolver. Para facilitar a coleta de informações e a escolha da oportunidade de negócio, devem ser analisados os seguintes fatores mais importantes: 1) Sazonalidade; 2) Efeitos da situação econômica; 3) Controle governamental; 4) Dependência de elementos de disponibilidade e custo incerto; 5) Ciclo de vida do setor – expansão, estagnação ou retração; 6) Lucratividade; 7) Mudanças que estão ocorrendo no setor; 8) Efeitos da evolução tecnológica; 9) Grau de imunidade à concorrência; 10) Atração pessoal; 11) Barreiras à entrada. Cada oportunidade de negócio identificada terá avaliação diferente nos fatores, em função da visão, experiência e recursos de cada potencial empreendedor. Se não fosse assim, todos escolheriam o mesmo negócio para desenvolver. Um empreende- dor jovem e dinâmico, por exemplo, vai dar preferência a oportunidades com grande potencial de crescimento, mesmo que tenha de enfrentar consideráveis dificuldades; já um empreendedor mais idoso vai preferir oportunidades com potencial de cresci- mento menor, mas em compensação, sem grandes dificuldades. Em seguida vamos descrever cada um dos fatores, sua influência sobre os ne- gócios e algumas medidas para reduzir efeitos adversos. GESTÃO EMPREENDEDORA UNEC NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA – NEAD/UNEC Prof. Arthur Ferreira da Silva Júnior: arthur.unec@gmail.com Página 9 A maioria dos negócios tem algum tipo de sa- zonalidade nas suas vendas e lucros. Alguns negó- cios com sazonalidade bem definida são sorvete- rias, fábricas de gelo, choperias, confecções de maiôs, hotéis de praia etc. Nos casos em que a sazonalidade for mais acentuada, o empreendedor precisa fazer algum tipo de ajuste no seu negócio para reduzir seus efei- tos. Alguns possíveis ajustes são: ❖ Desenvolver outro negócio com a sazonalidade complementar ao negócio principal; ❖ Utilizar pessoal temporário nos períodos de maior demanda para evitar a ociosidade nos períodos de baixa; ❖ Produzir num ritmo constante, acumulando estoque nos períodos de baixa para os picos de demanda; ❖ Abrir o negócio só na temporada de alta demanda e fechar na de baixa. Há, evidentemente, um fator de risco embutido nos negócios com Sazonalidade muito acentuada, decorrente do maior conhecimento necessário para abrir um negó- cio complementar, da maior necessidade de capital de giro para produzir estoques e, até mesmo, da dificuldade de conseguir pessoal só para a temporada de alta. Por isso, a sazonalidade acentuada e considerada fator negativo na avaliação de um ne- gócio. A grande maioria dos negócios é afetada ne- gativamente pela recessão econômica – alguns mais, outros menos. Os produtos de consumo de baixo custo, por exemplo, tendem a ser menos afe- tados pela recessão econômica do que os do custo alto, devido ao fenômeno do down trading, que con- GESTÃO EMPREENDEDORA UNEC NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA – NEAD/UNEC Prof. Arthur Ferreira da Silva Júnior: arthur.unec@gmail.com Página 10 siste na procura, por parte do consumidor, em época de recessão econômica, de pro- dutos mais baratos que satisfaçam suas necessidades. Portanto, os produtos de con- sumo mais caros e considerados supérfluos, cuja aquisição pode ser adiada, são os mais afetados pela recessão econômica. Algumas medidas que o empreendedor pode tomar para reduzir o efeito nega- tivo da recessão econômica são as mesmas utilizadas para reduzir o efeito negativo da sazonalidade, descritas anteriormente. Além dessas o empreendedor deve: ❖ Planejar a retomada dos negócios para o início da recuperação econômica; ❖ Dimensionar o negócio para que ele possa operar eficientemente na recessão, e expandi-lo na retomada, através da utilização da capacidade de terceiros; ❖ Manter bom relacionamento com os fornecedores na recessão para assegurar fornecimento na expansão. Há empresas – particularmente as de bens de capital – que são as mais afeta- das pela recessão e por isso dimensionam sua capacidade produtiva para evitar oci- osidade na recessão. Essas empresas, em condições econômicas de uma recessão, podem reduzir esses serviços, transferindo os efeitos da recessão para seus fornece- dores. O poder do governo sobre a livre iniciativa é o poder de criar distorções, favoritismo, corrupções e outros males que acabam inibindo o processo de destruição criativa e a própria iniciativa. Órgãos re- guladores como a Secretaria Especial de Informá- tica – SEI, Instituto do Açúcar e do Álcool – IAA, Instituto Brasileiro do Café – IBC, entre tantos ou- tros, são responsáveis por mais males do que benefícios ais setores sob suas influ- encias. Não pretendemos, neste momento, discutir os efeitos negativos do excesso de controle governamental sobre a livre iniciativa. O que pretendemos é alertar para o GESTÃO EMPREENDEDORA UNEC NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA – NEAD/UNEC Prof. Arthur Ferreira da Silva Júnior: arthur.unec@gmail.com Página 11 fato de que setores sob controle governamental são pouco atrativos paraos verdadei- ros empreendedores. Que não querem somar aos riscos de iniciar um novo negócio aqueles que são incontroláveis da mudança das regras do jogo implementada por uma burocracia geralmente mal informada. Normalmente, negócios sob controle governamental são muito vulneráveis a mudanças imprevistas na sua regulamentação, em épocas de inflação elevada, de déficit da balança comercial ou de eleições. Toda economia regulada, como aconteceu em 1986 com o plano cruzado, é uma economia de escassez. Numa economia livre, quando ocorre escassez, o preço dos produtos tende a subir, reduzindo a demanda e encorajando os produtores a au- mentar o fornecimento. Numa economia regulada os consumidores estão “protegidos” dos aumentos de preços e os produtores, “desmotivados” a aumentarem a produção. Com isto, temos a escassez que não é resolvida. Normalmente essa escassez acaba gerando uma crise que pressiona os preços para cima, como aconteceu com o ágio cobrado pelos fornecedores, no segundo semestre de 1986, e a pretendida proteção ao consumidor não passou de demagogia. O futuro dos negócios dependentes de matérias-primas, componentes ou pro- dutos sujeitos a escassez estará em risco toda vez que essa escassez se manifestar. Portanto, o futuro empreendedor deve certificar-se de que o negócio escolhido não depende de elementos de disponibili- dade e custo incerto, ou, pelo menos, que tem garantia de fornecimento a preços aceitáveis em épocas de escassez. É mais fácil iniciar um negócio num setor em expansão do que num em estag- nação ou retração. Isto por duas razões. Primeira: em setores em expansão os novos consumidores estão entrando no mer- cado não tem tradição ou lealdade para com os fornecedores existentes. GESTÃO EMPREENDEDORA UNEC NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA – NEAD/UNEC Prof. Arthur Ferreira da Silva Júnior: arthur.unec@gmail.com Página 12 Portanto, é muito mais fácil atraí-los do que se eles tivessem hábitos arraigados, como acontece a miúde em setores tradicionais, normal- mente em estagnação. Segunda: em setores em expansão, a demanda geralmente é maior do que a oferta, e os concorrentes estão mais preocupados em atender essa demanda do que em combater um eventual novo concorrente. Já nos setores em estagnação, e, sobretudo nos setores em retração, a concorrência é acir- rada, e cada novo concorrente vai ter de enfrentar uma competição fe- roz. Para iniciar um negócio em um setor em estagnação ou mesmo em retração, é preciso, para obter sucesso, ter clara vantagem competitiva em relação aos outros concorrentes. Essa vantagem competitiva, normalmente, se resume em oferecer preço menor pelo mesmo produto ou um produto aperfeiçoado pelo mesmo preço. É claro que o aperfeiçoamento do produto não precisa ser real; podem ser também in- duzidos na percepção do consumidor, como é comum no setor de perfumes e cosmé- ticos. Isso não quer dizer que o futuro empreendedor deva evitar os setores em es- tagnação e retração, mas que somente devem iniciar novo negócio nesses setores quando dispuser de inovação ou diferenciação real, em relação aos concorrentes es- tabelecidos. É importante, também, que essa inovação ou diferenciação não possa ser copiada rapidamente pelos concorrentes. Essa dificuldade em copiar a inovação é comumente chamada de barreira à entrada no negócio. Outra forma de iniciar um novo negócio em um setor em estagnação ou retração é procurar um nicho de mer- cado que esteja em expansão, onde é mais fácil conse- guir a diferenciação. Mesmo em setores em retração, sempre há pequenos nichos que estão em expansão. Na escolha de setores em expansão, é preciso ter cuidado com modismos, que são explosões de demanda com ciclo de vida muito rápido, como frequentemente te- mos visto nos últimos anos. Foram as corridas aos rinques de patinação, pistas de boliche, cubos mágicos e tantos outros que duraram só alguns meses. Os poucos GESTÃO EMPREENDEDORA UNEC NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA – NEAD/UNEC Prof. Arthur Ferreira da Silva Júnior: arthur.unec@gmail.com Página 13 empreendedores que souberam aproveitar estes modismos fizeram fortuna, mas a grande vitória, que, entusiasmada com a grande expansão destes negócios, investiu durante o auge desta expansão, acabou perdendo dinheiro quando estes modismos passaram. Abrir novo negócio em setores em expansão requer cuidadoso planejamento financeiro para acompanhar o crescimento dos concorrentes. Nem sempre a lucratividade do negócio é suficiente para sustentar o ritmo de crescimento do setor. A penali- dade para aqueles que não conseguirem acompa- nhar o crescimento é, geralmente, a perda de com- petitividade em relação aos concorrentes, acompa- nhada da perda de lucratividade. Nesse caso a melhor solução para o empreendedor é vender parte ou todo seu negócio a quem tem os recursos para acompanhar o cres- cimento, ou então procurar especializar-se em um nicho de mercado. PRESTE ATENÇÃO: Algumas características comuns a todos os empreendedores: – É uma qualidade do caráter, ligada à honestidade e à coe- rência entre princípios e atitudes, como base do compromisso com as pessoas e com o negócio. – É a capacidade de reunir as forças de um grupo em torno de um objetivo, transformando as pessoas em parceiros, estimulando seu crescimento e dando exemplo para manter a motivação elevada. – É a capacidade de expressar de forma clara as próprias ideias e emoções e também de ouvir os outros. Essas características auxiliam no desenvolvimento da habilidade de con- viver e interagir com as outras pessoas. GESTÃO EMPREENDEDORA UNEC NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA – NEAD/UNEC Prof. Arthur Ferreira da Silva Júnior: arthur.unec@gmail.com Página 14 – É a capacidade de agir para prevenir ou corrigir problemas decorrentes das variações do mercado, reconhecendo e ana- lisando, no dia-a-dia, mudanças na economia e no comportamento dos clientes. – É o talento natural de estar sempre atento ao que acontece ao redor. É ser capaz de identificar as necessidades dos clientes e transformar isso em um negócio. – É estar sempre disposto e entusiasmado para trabalhar em busca da realização de objetivos. – Todo empreendimento precisa ser or- ganizado. É necessário ter metas, planejar como alcançá-las e controlar os resultados. Acompanhar sistematicamente os custos, as vendas e o desenvolvimento das metas faz parte do dia-a-dia do empreendedor. Quem não for capaz de organizar-se tem poucas chances de ser um bom empresário. – É ser capaz de enfrentar e superar as dificuldades sem se deixar abater, tendo claro que obstáculos podem surgir e que vencê-los é a condição para atingir os objetivos. – É a capacidade de buscar soluções novas e adequadas para os problemas, de estar o tempo todo procurando as me- lhores formas de atender os desejos do cliente, melhorando a qualidade e reduzindo os custos. – É a capacidade de, ao perceber um problema ou detectar uma oportunidade, agir rapidamente para solucioná-lo ou aproveitá-la. GESTÃO EMPREENDEDORA UNEC NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA – NEAD/UNEC Prof. Arthur Ferreira da Silva Júnior: arthur.unec@gmail.com Página 15 – Abrir uma empresa é uma decisão que envolve mais riscos que a vida com carteira assinada. Mas que pode trazer em troca a sensação de vitória que só as conquistas pessoais são capazes de proporcionar. Aos interessados, um aviso: 56% dos pequenos e micro negócios fe- cham antes de completar cinco anos. O alto porcentual, divulgado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE- SP), mostra que todo cuidado é pouco quando se trata de montar um empreendimento. “Ninguém nasce empreendedor. Todo Mundo precisa ter noções de gerenciamento antes de aventurar-se”, afirma Jose Luiz Ricca, diretor superintendentedo SEBRAE-SP. Causas para esta realidade: Deficiências no planejamento. Falhas na gestão; Brigas entre sócios. GESTÃO EMPREENDEDORA UNEC NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA – NEAD/UNEC Prof. Arthur Ferreira da Silva Júnior: arthur.unec@gmail.com Página 16 1) Os empresários responsáveis agem da seguinte maneira, exceto: a) Tratam os clientes, os parceiros comerciais e os concorrentes com indiferença e apatia. b) preocupam-se com a saúde, a segurança e o bem-estar geral de trabalhadores e consumidores. c) motivam os seus trabalhadores, proporcionando-lhes formação e oportunidades de desenvolvimento. d) agem como ≪bons cidadãos≫ na comunidade local. 2) Ter espirito empreendedor significa fazer várias coisas dentro da organização, entre elas pode-se citar, exceto: a) Planejamento dos recursos necessários para o aproveitamento da oportunidade. b) Execução do planejamento. c) Análise dos resultados. d) Desatenção ao novo ambiente de negócios. 3) São determinantes do empreendedorismo, exceto: a) Planejamento. b) Coerência. c) Análise. d) Acompanhamento e controle. 4) O negócio do Disk- Pizza, surgiu quando diversos fatores, aparentemente sem ne- nhuma relação, geraram uma ideia que se traduziu em uma oportunidade de negó- cio. Alguns destes fatores foram, exceto: a) A percepção de que as pessoas tinham cada vez menos tempo. b) A tecnologia existente nos telefones e disponível para a população. c) A percepção que as pessoas não gostavam de ir até as pizzarias. d) As características do processo de produção e entrega. GESTÃO EMPREENDEDORA UNEC NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA – NEAD/UNEC Prof. Arthur Ferreira da Silva Júnior: arthur.unec@gmail.com Página 17 5) ________________________:O registro de informações permite a comparação do planejamento com o que realmente aconteceu e é muito útil para que novas deci- sões sejam tomadas em relação à continuidade de atuação da empresa naquela oportunidade específica. Lembre-se que toda oportunidade tem um tempo de du- ração. Complete a frase: a) Planejamento. b) Avaliação. c) Acompanhamento e controle. d) Controle. 6) De acordo com o Vídeo “De onde vêm as boas ideias”, do link http://www.youtube.com/watch?v=T9uA_JQ8njc , podemos perceber que, este nos traz uma mensagem sobre: a) Todos nós temos boas ideias. b) O acaso favorece a mente das pessoas conectadas. c) Todos nós não precisamos de conectividade. d) As boas ideias surgem somente quando estamos mais velhos e experientes. 7) A sazonalidade diz respeito a: a) Diferenças de idade; b) Diferenças de religião; c) É um período que varia em certas épocas do ano; d) Todas as respostas estão corretas. 8) Uma medida que o empreendedor pode tomar para reduzir o efeito negativo da recessão econômica é: a) Planejar a retomada dos negócios para o início da recuperação econômica; b) Abrir novo negócio em setores em expansão; c) Vender parte ou todo seu negócio; d) Todas as respostas estão corretas. http://www.youtube.com/watch?v=T9uA_JQ8njc GESTÃO EMPREENDEDORA UNEC NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA – NEAD/UNEC Prof. Arthur Ferreira da Silva Júnior: arthur.unec@gmail.com Página 18 9) A coleta de informações sobre as oportunidades de negócios identificadas – é a _____________________ do ciclo de criação de um negócio próprio tem como fi- nalidade analisar as características desses negócios. Complete a frase: a) Primeira fase. b) Segunda fase. c) Terceira fase. d) Quarta fase. 10) Algumas medidas que o empreendedor pode tomar para reduzir o efeito negativo da recessão econômica são as mesmas utilizadas para reduzir o efeito negativo da sazonalidade, descritas anteriormente. Além dessas o empreendedor deve exceto: a) Planejar a retomada dos negócios para o início da recuperação econômica. b) Dimensionar o negócio para que ele possa operar eficientemente na recessão, e expandi-lo na retomada, através da utilização da capacidade de terceiros. c) Não se preocupar com a economia do País, pois isso não afetará o seu negócio. d) Manter bom relacionamento com os fornecedores na recessão para assegurar fornecimento na expansão. 11) Nos casos em que a sazonalidade for mais acentuada, o empreendedor precisa fazer algum tipo de ajuste no seu negócio para reduzir seus efeitos. Alguns possí- veis ajustes são, exceto: a) Desenvolver outro negócio com a sazonalidade complementar ao negócio prin- cipal. b) Utilizar pessoal temporário nos períodos de maior demanda para evitar a ociosi- dade nos períodos de baixa. c) Produzir num ritmo acelerado, acumulando estoque nos períodos de baixa. d) Abrir o negócio só na temporada de alta demanda e fechar na de baixa. GESTÃO EMPREENDEDORA UNEC NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA – NEAD/UNEC Prof. Arthur Ferreira da Silva Júnior: arthur.unec@gmail.com Página 19 12) A coleta de informações sobre as oportunidades de negócios identificadas – é a _______________________________________ tem como finalidade analisar as características desses negócios. Particularmente, tem por objetivo avaliar a atra- tividade e possíveis problemas desses negócios, para subsidiar a decisão do fu- turo empreendedor na escolha que irá desenvolver. Complete a frase: a) Primeira fase do ciclo de criação de um negócio próprio. b) Segunda fase do ciclo de criação de um negócio próprio. c) Terceira fase do ciclo de criação de um negócio próprio. d) Quarta fase do ciclo de criação de um negócio próprio.