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Inovação
Você vai compreender o conceito de inovação e os exemplos ilustrativos de sua categorização, bem como
os aspectos relativos a equipes inovadoras e as medidas de avaliação de processos de inovação.
Ugo Medrado Corrêa
1. Itens iniciais
Propósito
Compreensão do conceito de inovação e suas classificações, assim como das etapas do processo e das
práticas de gestão de equipes e de avaliação, para o entendimento de sua importância estratégica no
contexto das organizações.
Preparação
Tenha papel e lápis à mão para acompanhar a leitura deste material.
Objetivos
Descrever o conceito de inovação e seu desenvolvimento nas organizações.
Identificar características de uma equipe inovadora e medidas de avaliação de desempenho.
Introdução
De maneira geral, o que é uma inovação?
Trata-se de um fenômeno relacionado ao progresso e à geração de riquezas na sociedade. A inovação,
portanto, definitivamente está no coração das atividades contemporâneas modernas, sendo o motor de nossa
sociedade.
Em muitas ocasiões, ela até personifica a transformação de problemas em soluções. Entretanto, a inovação é
um processo complexo, já que envolve um esforço de gestão contínuo com resultados cujo sucesso pode ser
alto ou baixo.
Inspiração e criatividade, afinal, não são suficientes para uma ideia transformar-se em inovação. É necessário
que o espírito empreendedor lidere um processo longo e arriscado. Por esse motivo, é importante ter como
referência os estudos e as boas práticas nessa área.
Tendo em vista essas observações, inicialmente descreveremos neste material o que é uma inovação,
estabelecendo quais são suas características principais. Também falaremos sobre as diferenças e as
semelhanças existentes entre as inovações e as invenções. Em seguida, listaremos diversos exemplos de
tipos de inovação, mostrando como eles podem ser categorizados.
Dando continuidade ao tópico, ainda abordaremos os pontos principais do desenvolvimento dela dentro de
uma organização. Por fim, descreveremos os aspectos fundamentais de gestão de equipes inovadoras, bem
como as medidas de avaliação ao longo do tempo do processo de inovação nas organizações.
Fala, mestre!
Augusto Miranda, engenheiro elétrico com mais de 20 anos de experiência, é diretor-presidente da Equatorial
Energia, uma holding brasileira que atua em várias áreas do setor elétrico, incluindo geração, transmissão e
distribuição, com destaque para energias renováveis, como solar e eólica. Ele compartilha que o sucesso da
empresa se deve ao foco nas pessoas, inovação constante e a capacidade de diversificar suas operações.
Augusto destaca a importância do engajamento da equipe e a necessidade de estar sempre atento às
oportunidades em diversos estados brasileiros. Ele acredita que a transição energética é essencial para o
futuro do setor, enfatizando o papel das energias renováveis no Brasil.
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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
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1. A Inovação e suas categorias
Invenção e inovação: relação e diferenças
Assista ao vídeo e entenda a distinção entre invenção e inovação. Além disso, descubra como as ideias
pioneiras se transformam em produtos que moldam o mundo moderno.
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Para começarmos nosso estudo, precisamos saber o que é considerado uma inovação. Nesse sentido, será
importante discutirmos a relação e a diferença entre invenção e inovação.
Invenção
A invenção é o resultado de uma ação de criação, da concepção de algo novo, seja um objeto concreto ou
mesmo uma ideia teórica. Em outras palavras, pode-se inventar uma nova forma de se construir física ou
mentalmente alguma coisa. Contudo, nem sempre uma invenção torna-se uma inovação.
Por isso, destacaremos a seguir o exemplo de uma invenção que, só depois de muitos séculos, pôde ser
considerada uma inovação.
O italiano Leonardo Da Vinci (pintor da clássica pintura mundialmente conhecida como Mona Lisa) também era
um grande inventor. No distante século XV, ele criou desenhos de objetos voadores muito parecidos com o
que, hoje em dia, é conhecido como um helicóptero.
Veja as figuras a seguir para compará-los:
Da Vinci foi a primeira pessoa a ter a ideia do que seria um helicóptero, mas não foi o criador da primeira
fábrica que o produzia. Ou seja, o famoso pintor é considerado o inventor do helicóptero, e não a pessoa
inovadora responsável por produzi-los e vendê-los pela primeira vez. 
Inovação
Uma inovação é algo novo que passa a fazer parte da vida das pessoas e das empresas. Do ponto de vista
empresarial, ela é introduzida no mercado durante o processo de produção de um produto ou serviço vendido
aos consumidores.
Uma invenção torna-se uma inovação quando passa a gerar valor econômico e/ou social. 
O produto inovador surge, por exemplo, quando o helicóptero moderno inspirado no desenho de Da Vinci
passa a ser produzido e comercializado. Vale destacar que nem todas as invenções – inclusive as de Da Vinci
– tornaram-se inovações.
Conceito de inovação
Assista ao vídeo e compreenda o conceito de inovação, veja como ela pode surgir e impactar as organizações.
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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Segundo Tidd e Bessant (2009), inovação é o processo de transformar ideias em realidade, obtendo ganhos
por meio desse processo e impactando o mercado e a sociedade.
A questão-chave da inovação é saber identificar conexões, ver oportunidades e, por fim, obter
ganhos como resultado disso.
A palavra inovação é derivada do termo em latim innovatio se refere à “implementação de um novo produto ou
melhoria significante em um produto existente. Podendo também ser um processo ou um novo método
organizacional nas práticas do negócio” (OCDE, 2004).
Segundo a Lei de Inovação nº 10.973 de 2004, inovação é definida como “introdução de novidade ou
aperfeiçoamento no ambiente produtivo e social que resulte em novos produtos, serviços ou processos ou
que compreenda a agregação de novas funcionalidades ou características a produto, serviço ou processo já
existente que possa resultar em melhorias e em efetivo ganho de qualidade ou desempenho”.
Já observamos ao longo de nossas vidas como novas tecnologias têm o potencial de provocar mudanças
radicais. Porém, apesar do consenso em torno do assunto, uma ideia ou um objeto inovador não é
necessariamente a consequência do uso de uma nova tecnologia sofisticada. Afinal, a revisão de um processo
de produção bem estabelecido pode gerar práticas inovadoras de alto impacto.
Isso não significa, no entanto, que uma inovação possa surgir apenas da sorte ou do acaso. Uma grande
inspiração ou criatividade não será suficiente para esse processo poder se desenvolver.
Como falaremos mais adiante, inovações são o resultado de muito trabalho, de reflexão sobre estratégias e de
enfrentamento de riscos.
Atividade discursiva
Você conhece algum exemplo brasileiro de inovação de sucesso? Conte-nos sobre ele!
Chave de resposta
Atualmente encontrado em qualquer supermercado, o pão de queijo congelado é considerado um caso de
sucesso. Esse produto inovador nasceu da transformação de uma receita tradicionalmente caseira de
Minas Gerais em um item industrializado.
Nos anos 1990, foi criada uma massa de pão de queijo que, após ser congelada, mantinha o mesmo gosto
e sabor da receita mineira de sempre quando era assada. Esse processo aconteceu graças à parceria entre
uma universidade mineira e os empreendedores locais.
Tipos de inovação
Apontaremos agora os caminhos diversos que uma inovação pode trilhar. Para isso, ofereceremos alguns
exemplos concretos de sua aplicação.
Novo produto
Um produto é um objeto material que tenha sido fabricado. Trata-se, em
suma, do resultado de uma produção industrial que será vendido aos
consumidores.
Exemplo: Iphone (2007). Em um passado não muito distante, o mercado
de celulares smartphones era dominado por modelos com teclados
físicos. A empresa norte-americana Apple inovou ao trazer um dispositivo
com tela sensívelao toque, dispensando, assim, a grande quantidade de
botões físicos. O mercado de celulares nunca mais foi o mesmo depois
do lançamento do iPhone.
Novo serviço
Um serviço é alguma atividade feita para atender à necessidade do
consumidor. Ele não se trata de um objeto físico, e sim de algo não
material que é servido ao cliente.
Exemplo: Nubank (2013). A empresa de serviços financeiros inovou ao
criar um cartão de crédito que juntava tecnologia e prioridade dada ao
consumidor. Gerenciado exclusivamente por um aplicativo de celular, o
cartão tornou-se um sucesso no Brasil. Sem as altas taxas de anuidade
cobradas pelos concorrentes na época de seu lançamento e com um
atendimento realizado por meio de mensagens, a empresa conquistou
milhões de clientes.
Novo processo
Exemplo: Toyota (1970). A montadora de automóveis inovou ao criar seu
processo de gerenciamento da produção. O esforço da empresa era para
produzir somente o necessário e no tempo devido para tal (just in time).
Seu objetivo era evitar desperdícios e organizar a produção. Graças a
isso, foi possível aumentar a produtividade e a eficiência da montadora.
Novo modelo de negócios
Um modelo de negócios é a maneira que uma empresa encontra para ser
rentável, ou seja, conseguir faturamento. Trata-se do mecanismo pelo
qual ela cria, entrega e captura valor para os clientes.
Exemplo: Tinder (2012). O aplicativo de celular voltado para
relacionamentos inovou ao usar a localização dos usuários para conectar
pessoas desconhecidas. O modelo de negócios inovador da empresa
oferece vantagens por assinatura, como, por exemplo, oferecer ao
usuário mais facilidades para encontrar seu par.
Novo posicionamento
Ele indica o reposicionamento de mercado de um produto, de um serviço
ou de uma marca como um todo. Isso significa provocar uma mudança de
percepção dos consumidores em relação ao valor ou à utilidade de um
produto ou de um serviço já estabelecido.
Exemplo: Häagen-Dazs (1959). A fábrica de sorvetes de Nova York
passava por dificuldades para competir com grandes fabricantes da
iguaria. Desse modo, seus fundadores resolveram inovar ao
reposicionarem seus sorvetes como um produto de luxo (premium)
voltado para adultos.
Inovação social
Uma inovação social é uma ação direcionada a resolver ou enfrentar
problemas da sociedade. Ela, dessa forma, aponta estratégias ou
soluções capazes de criar valor para a coletividade. 
Exemplo: Bike Anjo (2010). Plataforma que cria e conecta uma
comunidade de ciclistas voluntários, a Bike Anjo ajuda aqueles
considerados novatos a adotar o estilo de vida da bicicleta. O objetivo do
grupo é apresentar uma alternativa sobre duas ruas para o problema de
transporte nas cidades.
Categorias de inovação
As categorias de inovação são outra classificação importante em relação aos tipos de inovações. Elas estão
relacionadas ao impacto de cada inovação.
Cada tipo pode ser classificado em uma categoria. Apontaremos a seguir quais são as principais inovações:
Inovação disruptiva
Uma disrupção acontece quando há uma interrupção no curso normal de alguma coisa. Em outras
palavras, ela é uma inovação que transforma radicalmente um mercado, substituindo seus
competidores por uma solução mais acessível, conveniente e simples. O que era anteriormente
oferecido no mercado torna-se obsoleto, não consegue competir com seus concorrentes e
praticamente desaparece. O lançamento do iPhone, por exemplo, foi disruptivo.
Inovação incremental
Oferece uma melhoria a uma solução que já existe, mas não provoca mudança radical. Em geral, a
inovação incremental acontece quando uma empresa que já atua no mercado promove uma melhoria
gradual em sua solução. Como exemplo, podemos pensar nos medicamentos de combate ao HIV:
originalmente, eles precisavam ser mantidos em refrigeração, mas uma inovação incremental
dispensou essa necessidade. Não se trata da criação de um novo medicamento, e sim de algo
extremamente importante em termos de distribuição e armazenamento, especialmente nos países
africanos com alta incidência do vírus e problemas de logística.
Inovação lateral
Acontece quando uma empresa aproveita em seu setor de atuação uma inovação que já foi
implementada em outro mercado. Isso ocorre com frequência em pesquisa médica: um medicamento
para uma doença pode, anos depois, mostrar-se útil para o tratamento de outros problemas.
Tipos e categorias de inovação
Assista ao vídeo e conheça os diferentes tipos e categorias de inovação. Além disso, identifique exemplos
reais de suas aplicações.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
O desenvolvimento de uma inovação
Como falamos anteriormente, a inovação é o resultado de muito trabalho, dedicação e espírito empreendedor.
Esse processo pode ser facilitado por ações voltadas para uma gestão criteriosa de dados, recursos
financeiros e equipes dentro de uma organização. Desenvolveremos mais detalhadamente essas ideias a
seguir.
Por que é importante inovar?
As inovações são fator-chave para o crescimento e a sobrevivência de uma empresa. As empresas
desenvolvem estratégias de competição por consumidores. Como qualquer atividade econômica está
sujeita a incertezas e riscos, o objetivo é facilitar seu posicionamento de mercado — estar em uma
posição de vantagem frente aos seus concorrentes.
TIGRE, 2014, p.
A empresa tenta adaptar-se da melhor forma possível ao ambiente para melhorar suas chances de sucesso.
Como vimos, uma estratégia inovadora pode ser implementada de diversas maneiras: lançamento de
produtos, adoção de uma tecnologia visando à redução de custos de produção, lucratividade etc.
Além da competição natural entre as empresas, pode haver mudanças inesperadas no ambiente de negócios
que as “empurram” na busca de soluções inovadoras, por exemplo:
Avanços tecnológicos radicais.
Mudanças no comportamento dos consumidores.
Intensificação da competição com a entrada de novas empresas.
Mudanças na regulamentação (leis e normas) do setor econômico.
Escassez de insumos e/ou fornecedores.
Estratégias empresariais típicas
Diante desse cenário, as empresas adotam estratégias competitivas para enfrentar os desafios que se
impõem. Contudo, a depender do segmento de atuação, uma organização pode, por exemplo, adotar mais de
uma estratégia.
Vejamos os tipos de estratégias:
Estratégia de preço
O objetivo é conquistar o mercado pelo menor preço. A empresa considera que os consumidores
fazem suas escolhas levando em conta o preço em primeiro lugar. Para oferecer os mais baixos, ela
precisa ter custos menores.
Em geral, isso é alcançado pelo emprego de mão de obra barata, ou seja, com o pagamento de baixos
salários.
Estratégia de diferenciação
A empresa busca oferecer ao mercado produtos ou serviços que a diferenciem de seus concorrentes.
Ela o faz empregando uma mão de obra com mais escolaridade e pagando salários mais altos para
reter talentos.
Frequentemente, organizações do tipo possuem uma equipe interna de pesquisa e desenvolvimento
(PD). Além disso, elas fazem parcerias em rede com outras empresas e/ou universidades e centros de
pesquisa.
Até uma cópia ou imitação pode ser um instrumento de aprendizado desde que o produto ou serviço
final seja superior ao da fonte de inspiração inicial. Aprende-se, portanto, como fazer ainda melhor. O
objetivo dessa estratégia inovadora é produzir e ganhar valor.
Estratégia de excelência operacional
A estratégia de excelência operacional compõe um objetivo constante, pois uma posição de
excelência ou vantagem não é permanente, devendo ser renovada de tempos em tempos para que
não seja ultrapassada.
Ter excelência na produção de um produto inovador que já foi ultrapassado não configura uma
vantagem. Um segredo industrial até pode garantir uma posição vantajosa, mas, em geral, ela não
dura para sempre.
As empresas que adotam processos inovadores são copiadas por suas concorrentes depois de certo tempo.
Vimos isso anteriormente ao falarmos da empresa montadora de carros Toyota. Hoje em dia, outras
montadorasjá adotam processos similares de produção, o que diminui ou anula a vantagem da Toyota.
Um modelo simplificado do processo de inovação
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As inovações dependem da maneira como a empresa faz a organização e a gestão de seus processos de
inovação. É fundamental ter um processo estruturado para poder dar seguimento às ideias surgidas.
A imagem a seguir lista etapas importantes no gerenciamento de uma inovação distribuídas pelo tempo
(ordem cronológica):
Processo de inovação.
1. Busca
 
A primeira fase de uma inovação envolve a
identificação de oportunidades de mudança,
observando os sinais e fazendo novas
conexões. Trata-se do momento de gerar ideias
e propor soluções. Podemos pensar, por
exemplo, no modelo de reunião de tempestade
de ideias (o chamado brainstorming), fase que
lida com o maior número de informações e de
possibilidades de atuação.
O desafio é saber organizar o grande volume de
informações que pode surgir da análise de
dados de produção e vendas, do feedback dos consumidores e principalmente dos funcionários da empresa.
Contudo, não há tempo nem recurso para se realizar uma busca infinita por soluções. É necessário ter foco
nos objetivos da empresa e, ao mesmo tempo, não construir barreiras à própria criatividade.
2. Seleção
A segunda fase está preocupada com a escolha das ideias a
serem transformadas em decisões estratégicas. De todas
as soluções propostas na etapa anterior, é preciso escolher
a que vai para a frente.
Essa seleção leva em consideração as limitações que a
empresa enfrenta e os riscos do mercado, assim como a
competência e a expertise já existentes na organização. Lançar um novo produto ou serviço muito longe da
área de atuação tradicional de uma organização aumenta as chances de que a inovação não seja bem-
sucedida.
Isso não significa que a empresa não possa explorar novas áreas de competência: inovação requer justamente
estudo e aprendizado. Uma organização inovadora deve encontrar caminhos e relacionamentos para ter
acesso ao conhecimento, à tecnologia e aos recursos necessários.
3. Implementação
A terceira etapa tem como objetivo o
desenvolvimento da ideia. Seu desafio é
transformar em algo mais próximo da realidade
o que já foi proposto como solução inovadora.
Em outras palavras, é como se, após termos
reunido todas as peças de um quebra-cabeça,
agora fosse o momento de juntá-las.
 
Nesta etapa, as incertezas vão gradualmente
sendo substituídas pelo conhecimento. A
percepção mais realista das fraquezas do
projeto inovador leva a um vai e vem de identificação e resolução de problemas.
Após etapas anteriores mais exploratórias, a surgida nesse momento sugere uma lógica equivalente à de um
funil que se torna cada vez mais estreito. O esforço inovador lida com dificuldades inesperadas que sempre
aparecerão – mesmo naqueles planejamentos mais detalhistas.
O pulo do gato, nesta etapa, é envolver o usuário o mais cedo possível. Ele, aliás, pode ser tanto um
consumidor (caso a inovação seja de um produto ou serviço) quanto um funcionário da empresa (se ela for de
processo gerencial). 
O usuário deve participar ativamente do processo de implementação da solução inovadora. Esse movimento
favorece a qualidade da inovação. 
4. Captura
Nas empresas, o processo de inovação, na maioria das
vezes, é uma ferramenta para obter ganhos. Ou seja, no
final, a organização está preocupada em conseguir
benefícios econômicos ao introduzir uma inovação.
Esses benefícios são aqueles que já mencionamos
anteriormente, como, por exemplo, o aumento das vendas,
a redução de custos e uma maior rentabilidade.
Esta última etapa diz respeito justamente ao momento de
colher os frutos que a empresa plantou ao longo do processo de inovação. Em termos objetivos, isso deve
traduzir-se em um melhor posicionamento dela em seu mercado de atuação e/ou um aumento de sua
rentabilidade.
As etapas do processo de inovação
Veja um detalhamento das etapas do processo de inovação e os principais conceitos relacionados ao assunto.
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Descrevemos as características principais de uma inovação e seus impactos na sociedade. Entre as
alternativas a seguir, qual delas representa da melhor forma a diferença entre inovação e invenção?
A
Inovações são diferentes de invenções, porque usam alta tecnologia em seu processo criativo.
B
Inovações são diferentes de invenções, pois elas geram valor econômico ou social.
C
Inovações são diferentes de invenções, já que têm um impacto menor na prática das empresas e na sociedade
em geral.
D
Inovações são diferentes de invenções, uma vez que não necessariamente elas são o fruto de trabalho de um
cientista.
E
Inovações, ao contrário das inovações, não dependem da criatividade.
A alternativa B está correta.
O principal ponto de diferença entre uma inovação e uma invenção é justamente o impacto que a inovação
traz para a sociedade. Invenções podem trazer conhecimento, mas são as inovações que transformam as
ideias em realidade. Uma inovação é algo concreto que atende às necessidades de empresas e pessoas.
Questão 2
Os estudos em estratégias de negócios dão grande importância às práticas empresariais que levam ao
sucesso de uma inovação. Sobre o processo de implementação desta, é correto afirmar que
A
uma estratégia de inovação de sucesso é uma ferramenta para obter prestígio.
B
a seleção de ideias inovadoras não pode se restringir às limitações que a empresa enfrenta, como os riscos do
mercado, a competência e a expertise já existentes na organização.
C
uma boa prática de inovação tem como requisito a adoção pela empresa de novas tecnologias que provoquem
mudanças significativas no mercado.
D
uma inovação envolve a identificação de oportunidades de mudança, observando os sinais de mercado e
fazendo novas conexões de informação.
E
uma ideia inovadora surge apenas quando muitas pessoas trabalham no mesmo ambiente físico e debatem
diariamente formas de se inovar.
A alternativa D está correta.
O pulo do gato de uma inovação é captar a energia empreendedora que existe dentro das pessoas. Ou seja,
trata-se de observar tanto a realidade quanto os problemas que as empresas e a sociedade enfrentam,
propondo soluções para eles.
2. Construindo uma equipe inovadora
Formação de equipes
Assista ao vídeo e entenda a importância das equipes na condução da inovação, veja as vantagens e
desvantagens do trabalho em grupo. Além disso, compreenda como o trabalho colaborativo impulsiona a
criatividade e o sucesso empresarial.
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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Não existe tecnologia capaz de superar a inteligência e a criatividade humana, pelo menos até o momento
atual. É verdade que observamos como as novas tecnologias são responsáveis por mudanças inovadoras
radicais. Contudo, qualquer processo de inovação depende de decisões de pessoas dentro de uma
organização. 
Tecnologias e métodos são instrumentos criados para servir a necessidades das pessoas.
Em outras palavras, as novas tecnologias são a lenha da fogueira – e não o fósforo que acende o fogo. As
pessoas é que decidem não só acendê-lo como também mantê-lo aceso.
Desse modo, o ponto de partida da inovação reside em três pilares: criatividade, empreendedorismo e 
empenho. A seleção de boas ideias com potencial inovador é uma decisão humana. Ainda existe outro fator
não menos importante: a capacidade de as pessoas correrem riscos e ficarem vulneráveis a erros. 
Atualmente, a inovação é cada vez mais estudada e analisada do ponto de vista dos recursos humanos e da
psicologia social aplicada aos negócios. Por conta disso, a estratégia empresarial está interessada em
descobrir quais combinações de equipe e que ambientes de trabalho são mais favoráveis à inovação. 
De modo geral, as histórias de sucesso em inovação veiculadas nos jornais e na televisão costumam
colocar em evidência o papel dos talentos individuais, como, por exemplo, noscasos em que uma
pessoa foi, por conta própria, a responsável por criar uma solução inovadora.
As pesquisas sobre as características determinantes para a inovação indicam que o trabalho em equipe tem
se mostrado mais bem-sucedido. Comparada ao trabalho solitário, a combinação de talentos no mesmo time
favorece mais a criatividade, a flexibilidade e a implementação de ideias inovadoras.
O desafio é fortalecer os benefícios da atuação em grupo e reduzir ao máximo tanto as desvantagens quanto
os conflitos que podem surgir em um time. Tendo isso em vista, apontaremos a seguir as principais vantagens
e desvantagens do trabalho em equipe:
Após conhecermos essas vantagens e desvantagens, devemos observar agora as importantes características
que, segundo Tidd e Bessant (2009), são úteis para a construção de uma equipe de alto desempenho
inovador:
Estabelecer objetivos claros e desafiadores
É importante que a equipe tenha um entendimento comum e um alinhamento das tarefas prioritárias e
do objetivo do trabalho. Com isso, todos se comprometem a alcançar os benefícios advindos do
cumprimento das metas.
Tarefas conflitantes e visões diferentes quanto ao objetivo podem dificultar o desempenho criativo.
Seleção de pessoas competentes
O que parece óbvio, mas nem sempre é colocado em prática, diz respeito à seleção de pessoas que
tenham habilidades compatíveis com os resultados que se espera da equipe. O conhecimento não
precisa ser o mesmo, mas as habilidades individuais devem se encaixar para fazer a engrenagem dela
funcionar.
As pessoas selecionadas precisam igualmente estar dispostas a colaborar em grupo e a cooperar
com seus colegas. A escolha dos integrantes deve, na medida do possível, promover o equilíbrio de
papéis e estilos de comportamento.
Vantagens 
 Maior disponibilidade de informação e
conhecimento.
Mais oportunidades de criar e melhorar
ideias na interação de colegas de
trabalho.
A participação e o envolvimento na
solução de problemas aumentam o
comprometimento e a identificação com
os resultados futuros.
O desenvolvimento do grupo aumenta a
coesão e o espírito de companheirismo
entre as pessoas integrantes da equipe.
Desvantagens 
 A pressão social para o consenso e
a uniformidade de opiniões pode
limitar as contribuições individuais e
levar a soluções de qualidade menor.
Pessoas com personalidade
dominante podem ter influência
desigual em relação aos outros e
aos resultados da equipe.
Pessoas respondem menos por suas
escolhas quando estão em grupo.
Isso pode propiciar tomadas de
decisão mais arriscadas.
Visões individuais de prejulgamento
podem estimular níveis de
competição não produtivos e a ideia
de que há vencedores e perdedores.
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Liderança com base em princípios
Os líderes de uma equipe podem ser pessoas formalmente apontadas na estrutura da hierarquia da
empresa ou aquelas que despontem naturalmente como líderes. Sua função é exercer influência e
motivar a equipe para alcançar os objetivos finais. Líderes também são responsáveis pelas conexões
realizadas com atores externos à equipe.
Uma liderança deve ser guiada por princípios de respeito e inclusão de todos. O clima de espaço
seguro e de pertencimento é necessário para que todos os membros da equipe se sintam motivados
para contribuir.
Além disso, o líder precisa manter mecanismos de resolução de conflitos dentro do time. O pior
cenário ocorre quando, por ele provocar medo, as pessoas da equipe não se sentem confortáveis
para fazer perguntas ou propor novas ideias.
Comunicação
A comunicação bem-sucedida em uma equipe pode ser descrita como a vontade e a abertura de seus
integrantes para escutarem um ao outro e estarem abertos à opinião de todos. Há, portanto, muito
respeito pelas contribuições dos demais integrantes.
Isso facilita a liberdade para o desenvolvimento de novas ideias. Se não houver esforço para uma
comunicação e um entendimento real entre os membros da equipe, o desempenho criativo será
prejudicado.
Apoio externo e reconhecimento
Os integrantes da equipe precisam de recursos, incentivos e reconhecimento dentro e fora de seu
grupo. Ser admirado e respeitado pela contribuição de seu trabalho ajuda a manter um nível elevado
de energia e motivação – e, consequentemente, um bom desempenho ao longo do tempo.
Nos ambientes de inovação contemporâneos, as equipes têm ligação contínua tanto com outras
dentro da mesma empresa quanto com aquelas provenientes de organizações externas. Esses
parceiros e redes existentes fora da equipe são fontes de aprovação e incentivo.
Diversidade nas equipes
O ambiente nas empresas ainda não é tão diverso como na sociedade em geral, embora exista um
crescente campo de estudos sobre o papel da diversidade das equipes no desempenho ao inovar.
Esse estudo considera a existência de duas dimensões de diversidade: as dimensões externas são as
características mais aparentes nas pessoas, como gênero, idade, nacionalidade e formação
educacional; já as internas correspondem aos aspectos cognitivos, como as atividades de raciocínio,
aprendizado e processamento de informações.
De acordo com Aggarwal e Woolley (2018), tais dimensões são características pessoais psicológicas
que influenciam a forma como uma pessoa faz a leitura do ambiente ao seu redor. Equipes que têm
como característica a diversidade em aspectos externos e internos possuem um maior potencial
inovador.
Um caso de sucesso de uma equipe inovadora é a empresa norte-americana Google.
Google
A gigante de tecnologia Google foi fundada, em 1998, por dois
estudantes de doutorado da Universidade de Stanford, na Califórnia,
EUA. Suas atividades iniciais propuseram um modelo inovador para
buscas na internet.
A empresa rapidamente se transformou na principal ferramenta de
buscas on-line, desbancando todos seus concorrentes. Hoje em dia, é a
página web mais visitada no mundo. 
Expansão
Desde então, o Google continua expandindo seus negócios, introduzindo
constantemente inovações nos diversos segmentos de mercado em que
atua. Dos estágios iniciais até hoje, o número de funcionários da
companhia saltou de 2 mil para 55 mil pessoas. 
Mesmo com esse tamanho gigante, a organização ainda é referência em
gestão de sucesso em inovação.
Cultura organizacional
O Google implementa uma cultura organizacional na qual seus
funcionários dedicam 20% do tempo deles a atividades que não fazem
parte de suas atribuições principais. Já os seus gerentes são obrigados a
reservar 20% do tempo deles fora de seus segmentos de negócio e 10%
dele no desenvolvimento de novos produtos ou soluções.
As metas de dedicação a esse esforço de inovação não têm uma
obrigação periódica, podendo ser cumpridas de acordo com a
disponibilidade do funcionário.
Obrigações contratuais
Essa cultura da empresa é reforçada por obrigações contratuais,
avaliações de desempenho e pressão dos colegas de trabalho. As ideias
surgidas seguem o caminho formal de desenvolvimento de novos
produtos, o que inclui protótipos e testes com consumidores finais. 
A geração de ideias e o teste massivo de novas soluções fazem com que
o Google introduza no mercado cerca de 100 novos produtos todos os
anos. Além disso, graças às receitas crescentes do grande sucesso de
seu mecanismo de buscas, a empresa pode ter uma política ousada de
contratação e retenção de talentos.
Avaliação de inovações
Como destacamos anteriormente, a inovação tem uma importância estratégica para o crescimento e a
sobrevivência das empresas.
Até o momento, vínhamos discorrendo sobre as etapas iniciais do processo de inovação. No entanto, nesta
seção, descreveremos as ações que se concentram na última etapa do processo: a avaliação de inovações.
As boas práticas de gestão empresarial têm como princípio sempre avaliar e monitorar a implementação das
estratégias de negócios — dentre elas, as de inovação. Em outras palavras, as empresas acompanham se as
estratégias estão dando o resultado esperado, se foram bem-sucedidas.
A avaliação periódica das estratégias de inovaçãoé um exercício de revisão e de aprendizado. Vale sempre
lembrar que não existe uma receita de bolo universal para o sucesso em inovação, pois as necessidades das
empresas variam de acordo com sua área de atuação. Portanto, cada uma constrói e aprimora sua estratégia
particular de inovação.
A avaliação de performance e desempenho é uma boa prática de gestão, sendo considerada inquestionável
nos dias de hoje. Isso está ligado ao seguinte raciocínio: o que pode ser avaliado é concretizado e segue
adiante.
Entretanto, muitas organizações podem cair na ilusão de coletar dados sobre todas suas atividades e tentar
avaliar o maior número possível delas. Metas muito ambiciosas, contudo, raramente são alcançadas.
Muitos indicadores podem gerar uma avalanche de dados e informações difíceis de se analisar, o que tira o
foco dos funcionários para as atividades realmente produtivas e eficientes.
Atenção
A estratégia de inovação deve empregar uma quantidade reduzida de indicadores que seja capaz de
mostrar claramente o quadro da situação de desempenho. O principal objetivo é trazer transparência à
evolução dos projetos levados adiante. 
As principais funções de um sistema de avaliação são: 
Comunicar
Deixar claro quais são as fontes de valor para a organização e as expectativas de desempenho para
todas as pessoas envolvidas no processo de inovação.
Monitorar
Acompanhar a execução dos esforços de inovação com um olhar atento para intervir quando for
necessário.
Aprender
Identificar os pontos que precisam de melhoria no processo de inovação e investigar soluções para
esses problemas. Além disso, um sistema de avaliação deve procurar novas oportunidades de ação
para a organização inovar.
E como construir um sistema de avaliação de inovações? 
Para deixar essas ideias de avaliação mais concretas, apontaremos alguns exemplos de indicadores utilizados
em um sistema de avaliação. Reunidos por Davila, Epstein e Shelton (2006), eles mostram o que se pode
implementar em uma organização. Lembre-se de que a decisão sobre quais indicadores serão utilizados deve
estar alinhada à estratégia de inovação da empresa. 
Indicadores de resultado
A seguir, apresentamos alguns dos mais importantes indicadores de resultado para avaliação de inovações:
Rentabilidade da empresa
Valor (preço) das ações, crescimento de vendas, crescimento de receitas e percentual de vendas de
novos produtos sobre o total de vendas.
Relação com os consumidores
Quantidade de novos consumidores como resultado direto da inovação, fatia de mercado que a
empresa ocupa em relação ao total de vendas do setor de atuação, percentual de lealdade/retorno
dos consumidores e nível de satisfação dos deles, em especial quanto às soluções inovadoras.
Valor adquirido
Margem obtida em cada venda de produto ou serviço, receitas advindas das soluções inovadoras,
rentabilidade das operações de inovação e número de novos produtos ou serviços oferecidos.
Indicadores de implementação
Vamos conhecer os principais indicadores de implementação de inovações.
Portfólio/catálogo de oferta
Fatia dos esforços dedicados a cada categoria de inovação (disruptiva, incremental e lateral),
alinhamento entre distribuição de recursos e estratégia de inovação.
Execução
Redução de custos dentro do planejado, tempo real de desenvolvimento da inovação em comparação
com o tempo esperado, velocidade de produção e entrega, produtividade da equipe de P&D e número
de patentes registradas por ano.
Comprometimento
Fatia do orçamento dedicada ao esforço de inovação comparada com o total do orçamento da
empresa, investimentos em treinamento dos funcionários e grau de envolvimento dos setores da
empresa em soluções inovadoras.
Construção de rede
Número de alianças estratégicas concretizadas com organizações externas à empresa, distribuição
entre as fontes de inovação (interna ou externa) e número de funcionários com experiência anterior
em inovação.
Gerenciamento da estrutura
Percentual de indicadores de performance individual e gratificações alinhados com a estratégia de
inovação, qualidade da infraestrutura das tecnologias da informação (TI) e quantidade de recursos
financeiros disponíveis para inovação.
Propriedade intelectual e patentes
Propriedade intelectual é um conjunto de normas nacionais e internacionais que protege os direitos de
recompensa da criação de trabalhos científicos, industriais ou artísticos. Ou seja, essas normas cobrem
invenções em todos os campos da atividade humana.
Dentro da estrutura de normas de propriedade intelectual, existem as patentes, que são um direito concedido
pelo governo ao responsável por uma criação. Esse direito confere exclusividade na fabricação, no uso, na
venda ou em qualquer exploração comercial da criação em questão.
Entretanto, os registros de patente são de acesso livre ao público em geral e funcionam como grandes bases
de conhecimento. No Brasil, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) é o órgão governamental
responsável pelo registro delas.
Aspectos fundamentais na construção de um sistema de avaliação do
desempenho ao se inovar
Neste vídeo, a especialista enumera as características importantes para a construção de um sistema de
avaliação de inovações.
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Verificando o aprendizado
Questão 1
As inovações podem ter um impacto radical na vida das pessoas. Sobre o papel dos funcionários, é correto
afirmar que
A
qualquer processo de inovação depende de boas ideias selecionadas por pessoas dentro de uma
organização.
B
o conhecimento científico é o principal determinante do sucesso de uma inovação. Por esse motivo, a
empresa deve concentrar-se na contratação de engenheiros qualificados.
C
os avanços tecnológicos recentes demonstram o papel central da inteligência artificial nas inovações, lugar
antes ocupado pelos funcionários de uma empresa.
D
a especialização dos funcionários é fundamental para o processo de inovação florescer. Deve-se separar
aqueles que criam soluções inovadoras daqueles que fazem parte do cotidiano operacional da empresa.
E
pessoas competentes para inovações têm perfis específicos, e é importante mantê-los em um ambiente de
trabalho afastado dos demais funcionários da empresa.
A alternativa A está correta.
As pessoas têm um caráter central dentro do processo de inovação. Não existem tecnologias ou
computadores capazes de levar adiante o desenvolvimento de uma inovação.
Questão 2
A avaliação de resultados é uma boa prática com grande aceitação por parte dos líderes dentro de uma
empresa. Sobre o processo de avaliação do desempenho ao se inovar, é correto dizer que
A
o principal objetivo das práticas de avaliação é trazer rapidez para a evolução dos projetos inovadores que são
levados adiante pela empresa.
B
as organizações precisam coletar a maior quantidade possível de dados sobre todos seus funcionários e
tentar avaliar o maior número possível deles.
C
as organizações devem coletar a maior quantidade possível de dados sobre todas as suas atividades
inovadoras e tentar avaliar o maior número possível delas.
D
o principal objetivo das práticas de avaliação é trazer transparência para a evolução dos projetos inovadores
que são levados adiante pela empresa.
E
o processo de avaliação de desempenho deve se concentrar na minimização de custos.
A alternativa D está correta.
Uma grande quantidade de dados coletada sobre as atividades da empresa atrapalha mais o processo de
inovação do que o ajuda. O mais importante é comunicar com clareza e objetividade como está o
andamento do esforço de inovação, levando em consideração a estratégia da empresa.
3. Conclusão
Considerações finais
Verificamos, neste estudo, como os esforços para inovar têm como característica comum o risco de um
fracasso. Uma ideia brilhante passa por um processo longo e cheio de curvas até que possa ser levada ao
mercado para tentar sua chance de sucesso. Por conta disso, apontamos ainda que é preciso cultivar uma
cultura deaprendizado contínuo da empresa ao longo do desenvolvimento de uma solução inovadora. 
Mesmo que as descobertas tecnológicas constituam avanços com potencial para mudar radicalmente os
mercados e as pessoas em pouco tempo, postulamos que o processo de inovação ainda está centrado nas
atividades humanas. As pessoas, afinal, são o motor das inovações e aquelas que serão beneficiadas no final.
Frisamos, por fim, que o desenvolvimento de uma inovação, como toda relação humana, é um processo
complexo. Por esse motivo, as estratégias e as ferramentas de negócio são fundamentais para se organizar e
avaliar esse processo.
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Vale a pena explorar histórias de sucesso do ponto de vista das pessoas que puderam vivenciar tal processo.
Um exemplo disso é este livro:
 
ISAACSON, W. Steve Jobs: a biografia. 1. ed. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2011.
Referências
AGGARWAL, I.; WOOLLEY, A. W. Team creativity, cognition, and cognitive style diversity. Management Science,
v. 65, n. 4, p. 1568-1599, 2018.
 
BRASIL. Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004. Dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica
e tecnológica no ambiente produtivo e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2004.
 
DAVILA, T.; EPSTEIN, M. J.; SHELTON, R. D. Making innovation work: how to manage it, measure it and profit
from it. New Jersey: Pearson Education, 2006.
ISAACSON, W. Steve Jobs: a biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
 
• 
ISAKSEN, S.; TIDD, J. Meeting the innovation challenge. Chichester: John Wiley & Sons, 2006.
 
ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO – OCDE. The Economic Impact of
ICT: Measurement, Evidence and Implications. Paris: OECD Publishing, 2004.
 
TIDD, J.; BESSANT, J. Managing innovation: integrating technological, market and organizational change. 4. ed.
West Sussex: John Wiley & Sons, 2009.
 
TIGRE, P. B. Gestão da inovação: a economia da tecnologia no Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: Campus-Elsevier,
2014.
	Inovação
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	Fala, mestre!
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	1. A Inovação e suas categorias
	Invenção e inovação: relação e diferenças
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	Estratégias empresariais típicas
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	Um modelo simplificado do processo de inovação
	As etapas do processo de inovação
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	2. Construindo uma equipe inovadora
	Formação de equipes
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	Aspectos fundamentais na construção de um sistema de avaliação do desempenho ao se inovar
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	Verificando o aprendizado
	3. Conclusão
	Considerações finais
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	Referências

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