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UNIASSELVI CENTRO UNIVERSITARIO LEONARDO DA VINCI CENTRO UNIVERSITARIO LEONARDO DA VINCI SOCIEDADE EDUCACIONAL LEONARDO DA VINCI S/S LTDA PROJETO DE EXTENSÃO INCLUSÃO DIGITAL DO IDOSO Identificação: Aluno: Dayana Roque Castro Matricula: 6992422 Turma: 16146BR Título da Atividade de extensão: Inclusão digital de idosos. Instituição Proponente: UNIASSELVI Data de Início: 01/07/2023 Data de Término: 31/12/2028 Carga horária total da atividade extensionista: 20 horas. Selecione a MODALIDADE de extensão: Projeto Informe a submodalidade de extensão: Projeto Social Informe o número de um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ao qual o projeto está vinculado: Educação de Qualidade Curso propositor: Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Informe a área do conhecimento do curso propositor: Computação e Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) A atividade extensionista será ofertada para mais de um curso? Sim Selecione a(s) competência(s) profissiográficas que o curso propositor pretende desenvolver nos estudantes por meio da atividade de extensão: COMUNICAÇÃO TÉCNICO-DIGITAL PENSAMENTO CIENTÍFICO RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS PENSAMENTO ANALÍTICO TOMADA DE DECISÃO LIDERANÇA PENSAMENTO CRIATIVO PENSAMENTO CRÍTICO PROATIVIDADE ATIVIDADE DE EXTENSÃO AUTOCONSCIÊNCIA ADAPTABILIDADE SÓCIO-CULTURAL Palavras-chave (de três a cinco): Idoso, Inclusão, Tecnologia. Objetivo da Atividade de Extensão: Objetivo Geral: Promover a inclusão digital de idosos. Objetivos específicos: • Promover a cidadania e a autonomia do idoso, perante as tecnologias; • Manter a mente do idoso ativa; • Exercitar a potencialidade do idoso no raciocínio lógico utilizado pelo computador; • Propiciar a interação do idoso com outras pessoas via Internet; • Desenvolver a autovalorização e a confiança da pessoa idosa no uso do computador e de outros instrumentos digitais. O estudante deverá apresentar algum conhecimento mínimo prévio? Não são necessários conhecimentos prévios. Público-alvo impactado Pessoas com idade acima de 60 anos. Metodologia • Sensibilização e de desenvolvimento da coordenação motora; • Aulas de iniciação ao estudo e funcionamento do computador; • Aulas de conhecimento básico de Sistema Operacional, editor de texto, gerador de apresentação; • Oficinas de produção de texto; • Oficinas para o uso da Internet; • Oficinas para uso de Redes Sociais; • Oficinas sobre segurança na Internet. Justificativa: Precisamos perceber as pessoas idosas como sujeitos ativos e a educação como um processo contínuo, que não ocorre somente no período escolar, nos anos da infância e juventude, mas da infância à vida adulta e à velhice. A inclusão digital do idoso refere-se ao processo de garantir que os idosos tenham acesso e habilidades para utilizar as tecnologias digitais, como computadores, smartphones, tablets e internet. Essa inclusão é importante porque a tecnologia digital desempenha um papel cada vez mais significativo na sociedade atual, oferecendo oportunidades de comunicação, acesso à informação, serviços e entretenimento. A inclusão digital do idoso envolve fornecer aos idosos os recursos necessários para acessar e utilizar as tecnologias digitais de forma eficaz. Isso inclui a disponibilidade de dispositivos acessíveis e amigáveis, como computadores com teclados maiores, interfaces simplificadas e software adaptado às necessidades dos idosos, como aumentar o tamanho das fontes ou habilitar recursos de voz. Além disso, é importante fornecer treinamento e suporte adequado para ajudar os idosos a aprenderem a usar as tecnologias digitais, superando possíveis barreiras de conhecimento e insegurança. Os benefícios da inclusão digital para os idosos são diversos. Eles podem se manter conectados com amigos e familiares por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens e videochamadas, solidão e isolamento social. O acesso à informação sobre saúde, notícias, serviços públicos e entretenimento também pode ser obtido através da internet. Além disso, a inclusão digital do idoso pode estimular a aprendizagem contínua, fornecendo acesso a cursos online, jogos educativos e recursos culturais. O acesso da população idosa na era digital possibilita a manutenção de seus papéis sociais, do exercício de cidadania, a autonomia, o acesso a uma sociedade dinâmica e complexa, mantendo a mente ativa. Introdução A inclusão digital traz benefícios como informação, novos conhecimentos, atualização, aplicação de relações através de redes sociais e melhoria da autoestima. A mediação do projeto aqui apresentado será realizada pelos acadêmicos da Uniasselvi – SC com o intuito de promover a inclusão digital de idosos na localidade. Ao longo dos anos, o idoso foi perdendo o poder por conta das modificações sociais, culturais e econômicas. Vemos, constantemente, a falta de preocupação das pessoas com os idosos, seja em supermercados, ônibus urbanos, filas de banco que, embora preferenciais, não resolvem o problema da espera. O idoso não é incapaz, porém necessita de cuidados específicos, como as pessoas em outras faixas etárias e/ou com condições específicas. Para Garcia (2001, p.18), Na maioria dos países em desenvolvimento não existe uma preocupação com o envelhecimento da população, motivo esse compreensível devido ao crescimento demográfico acelerado, êxodo rural muito acentuado, entre outros fatores. Apesar das pesquisas científicas terem conseguido ampliar um pouco mais o tempo da existência humana, a sociedade não acompanhou esse padrão de longevidade. Com isso, a situação dos idosos tem-se agravado progressivamente, pois os poderes públicos não dispõem de recursos suficientes para elaborar uma política social que atenda às necessidades reais deste grupo etário. Considerando o contexto brasileiro, Aun e Angelo (2007) avaliaram projetos de inclusão digital e perceberam que as maiores preocupações são direcionadas à disponibilização de tecnologias. Um exemplo disso são os telecentros distribuídos pelo país que fornecem equipamentos tecnológicos, porém carecem de pessoas capacitadas para ensinar sobre as TIC, no que diz respeito ao uso crítico das informações disponíveis nos ambientes digitais bem como à contribuição intelectual de conteúdos em ambientes colaborativos da Web 2.0. Todavia, o homem contemporâneo, e todo o contexto que ele está inserido, possui uma nova forma de se constituir e se organizar, são globalizados. Isso se deu, principalmente, pela evolução tecnológica, logo, grande parte de aparelhos e, até mesmo tarefas, são informatizados. Grande parte das informações são manipuladas por meio de sistemas e tecnologia. Entretanto, há exclusão de algumas parcelas da população para o uso desse conhecimento, entre elas, os idosos (SARAIVA et al, 2011). Silveira (2010), relata que uma parcela da população, que vem sofrendo restrições com os avanços tecnológicos, são os idosos. A atual geração de idosos tem tido dificuldades em entender a nova linguagem tecnológica e em lidar com avanços até mesmo na realização de tarefas básicas como, por exemplo, operar celulares e caixas eletrônicos instalados nos bancos. As TICs estão presentes de diversas formas no dia a dia. De acordo com Vechiato (2010), elas poderão ser fundamental no processo de inclusão digital, principalmente, se relacionar qualidade de vida com os avanços tecnológicos, dessa forma, as competências e habilidades adquirida no decorrer da vida poderão continuar sendo desenvolvidas e possibilitando que esses conhecimentos sejam compartilhados, substituindo o tempo ocioso, gerado com a saída dessas pessoas dos seus empregos e a nova fase da vida que é marcada pela aposentadoria em que, muitas vezes osujeito se sente incapaz ou inválido, por sujeitos ativos frente à sociedade, que fazem a diferença e capazes de somar seus conhecimentos com o contexto do mundo hodierno. Resumo da Atividade Extensionista: Os idosos, em geral, sentem-se excluídos da tecnológica. Nossa vida está marcada pela revolução da informática, da robótica e da microeletrônica. Cada vez mais estamos dependentes das máquinas eletrônicas e daí a necessidade da criação de estratégias que viabilizem a inclusão do segmento idoso no mundo tecnológico. Desta forma, este projeto tem como objetivo promover a inclusão digital de idosos a fim de garantir que os idosos tenham acesso e habilidades para utilizar as tecnologias digitais, como computadores, smartphones, tablets e internet. Cronograma Dia Ação CH Data de execução 1 - Contato inicial - Reconhecimento da equipe e do espaço - Planejamento/pesquisa. 4h 2 - Encontro 1 - Sensibilização e de desenvolvimento da coordenação motora. 2h 3 - Encontro 2 - Aulas de iniciação ao estudo e funcionamento do computador. 2h 4 - Encontro 3 - Aulas de conhecimento básico de Sistema Operacional, editor de texto, gerador de apresentação. 2h 5 - Encontro 4 - Oficinas de produção de texto. 2h 6 - Encontro 5 - Oficinas para o uso da Internet. 2h 7 - Encontro 6 - Oficinas para uso de Redes Sociais. 2h 8 - Encontro 7 - Oficinas sobre segurança na Internet. 2h 9 - Encontro 8 - Roda de conversa com os alunos e tira dúvidas sobre o que mais precisa usar a partir do que foi ensinado (encerramento e despedida); - Fechamento da Oficina. 2h Total 20h Avaliação da Atividade Extensionista: Qualitativa Informe quais procedimentos/ferramentas que serão utilizados para a avaliação da Atividade Extensionista: Questionário Informe a periodicidade da avaliação da Atividade Extensionista: Semestral Referências: ALVARENGA, Glaucia Martins de Oliveira et al. Idosos e inclusão digital com tablet: uma revisão sistemática da literatura. Estud. interdiscip. envelhec, p. 125-142, 2018. DA SILVEIRA, Michele Marinho et al. Educação e inclusão digital para idosos. RENOTE, v. 8, n. 2, 2010. AUN, M. P.; ANGELO, E. S. Observatório da inclusão digital. In:AUN, M. P. (Coord.). Observatório da inclusão digital: descrição e avaliação dos indicadores adotados nos programas governamentais de infoinclusão. Belo Horizonte: Gráfica Orion, 2007. p.63- 105. GARCIA, H. D. A terceira idade e a internet: uma questão para o novo milênio. 2001. 171f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, Marília, 2001. Disponível em: . MACHADO, Leticia Rocha et al. Mapeamento de competências digitais: a inclusão social dos idosos. ETD-Educação Temática Digital, v. 18, n. 4, p. 903-921, 2016. MEDEIROS, Felipe de Luca et al. Inclusão digital e capacidade funcional de idosos residentes em Florianópolis, Santa Catarina, Brasil (EpiFloripa 2009-2010). Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 15, p. 106-122, 2012. RAYMUNDO, Taiuani; GIL, Henrique; BERNARDO, Lilian. Desenvolvimento de projetos de inclusão digital para idosos. Revista de Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento, v. 24, n. 3, p. 22-44, 2019. SARAIVA, Caroline Andréia Eifler. A informática além do ensinar: conviver e interagir com idosos. III Mostra de pesquisa da pós-graduação PUCRS, 3, Porto Alegre.Anais.Porto Alegre: Pucrs, 2011. p. 1 -3. SILVEIRA, Michele Marinho da; ROCHA, Josemara de Paula; VIDMAR, Marlon Francys. Educação e inclusão digital para idosos. CINTED - UFRGS, 8., PortoAlegre: Ufrgs, 2010. v. 8, p. 1 -13. VECHIATO, Fernando Luiz. Repositório digital como ambiente de inclusão digital e social para usuários idosos. Marília, 2010. 14p. Dissertação (Mestrado) -Universidade Estadual Paulista. Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ciência da Informação. VECHIATO, Fernando Luiz; VIDOTTI, Silvana Aparecida Borsetti Gregorio. Contribuições de elementos do construtivismo e da mediação da informação para a inclusão digital de idosos. Informação & Informação, v. 15, n. 2, p. 40-59, 2010 image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image1.png image2.png image3.png