Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

Introdução à Fisiologia
Weber Gomes Ferreira
Introdução à Fisiologia
2
Introdução
As milhares reações químicas que ocorrem no nosso organismo são chamadas de 
metabolismo, que, pelas vias metabólicas, resultam a síntese de moléculas, assim 
como a degradação delas. Entretanto, as células necessitam de energia e possuem 
vias metabólicas capazes de converter nutrientes alimentares em energia utilizável. 
O processo metabólico é chamado de bioenergética, que, na atividade física, as 
células musculares esqueléticas extraem energia dos nutrientes alimentares. Assim, 
quando não há energia disponível, a contração muscular não acontece e o trabalho é 
interrompido. 
Objetivos da Aprendizagem
Ao final do conteúdo, esperamos que você seja capaz de:
• descrever os conceitos da fisiologia do exercício e as reações mediante o 
exercício;
• conceituar fibra muscular e reconhecer suas contrações;
• descrever o transporte, as transferências de energia e as vias metabólicas.
3
Introdução à Fisiologia
O nosso corpo necessita, de acordo com Mcardle, Katch e Katch (2003), de suprimento 
de energia para a realização de múltiplas e complexas funções, e a energia vinda da 
oxidação dos macros nutrientes é recolhida e direcionada pelo ATP. Essa energia 
existente na molécula de ATP é que aciona os processos celulares que necessitam 
de energia.
Por isso, o músculo esquelético realiza três funções importantes: 1) força para a 
locomoção; 2) força para a sustentação postural; e 3) produção de calor durante 
períodos de exposição ao frio, para o músculo esquelético do indivíduo se mover e 
respirar (POWERS e HOWLEY, 2000).
Bioenergética: Utilização do ATP e fontes de energia para o corpo
Na bioenergética, as células musculares armazenam quantidades limitadas de ATP, 
requerendo uma quantidade de suprimentos de ATP para o exercício, facilitando o 
fornecimento de energia necessária para a contração, por meio das vias metabólicas 
celulares com a capacidade de produção rápida de ATP (POWERS, HOWLEY, 2000; 
MCARDLE, KATCH, KATCH, 2003). 
Assim, a energia existe sob várias formas (mecânica, elétrica, química etc.), todas 
sendo intercambiáveis. Um exemplo, são as fibras musculares que convertem energia 
química obtida dos nutrientes em energia mecânica para realizar um movimento. O 
organismo consome diariamente carboidratos, gorduras e proteínas a fim de fornecer 
energia para manter em funcionamento as atividades celulares em repouso e durante 
o exercício. Os principais nutrientes utilizados como energia são as gorduras e os 
carboidratos, as proteínas contribuem com uma pequena quantidade da energia total 
utilizada. A fonte imediata de energia para a contração muscular é o composto de 
alta energia adenosina trifosfato (ATP) (POWERS, HOWLEY, 2000; MCARDLE, KATCH, 
KATCH, 2003; MCARDLE, KATCH, KATCH, 2008).
4
Carboidratos
Os carboidratos armazenados provêm o corpo 
com uma forma de energia rapidamente 
disponível. 1 grama de carboidrato fornece cerca 
de 4kcal de energia
Fonte: ShuttersTOCK (2024).
#PraTodosVerem: a figura representa um homem vestindo roupa de corrida, com carboidrato em gel em um sachê.
Gorduras
A gordura corporal armazenada é um combustível 
ideal para o exercício prolongado, pois as moléculas 
de gordura contêm grandes quantidades de 
energia por unidade de peso. 1 grama de gordura 
tem ~9 kcal de energia.
Fonte: ShuttersTOCK (2024).
#PraTodosVerem: a imagem apresenta um homem correndo no acostamento de uma via.
Proteínas
As proteínas são formadas por meio da união dos 
aminoácidos em ligações químicas denominadas 
peptídicas e contêm ~ 4 kcal por grama.
Fonte: ShuttersTOCK (2024).
#PraTodosVerem: a imagem apresenta um pote de suplemento alimentar de proteína, no primeiro plano um recipiente de 
medição cheio de suplemento.
A Produção Anaeróbica de ATP
A combinação da ATP e a creatina fosfato, de acordo Powers e Honley (2000), são 
armazenadas como sistema ATP- CP (ou sistema fosfagênio) provendo energia para 
a contração muscular no início do exercício e em exercícios de curta duração e de alta 
intensidade (duração menos de cinco segundos).
Segunda via metabólica habilitada a produzir ATP rapidamente e sem o envolvimento 
de O2 é a glicólise, que é uma via anaeróbica utilizada para transferir energia de 
ligações de glicose para unir o Pi ao ADP.
5
Tipos de Fibra Muscular
Tipos de Fibra Muscular (I e II) e suas Contrações
Os tipos de fibra muscular esquelética humana podem ser divididos em três classes 
baseadas em suas propriedades bioquímicas, sendo uma categoria de fibra lenta – a 
fibra Tipo I – e duas categorias de fibra rápida – fibra Tipo IIa e fibra Tipo IIb.
Figura 4 - Fibra muscular esquelética.
Fonte: Wikimedia (2024).
#PraTodosVerem: a imagem representa a organização de um músculo esque-
lético mostrando os feixes musculares e a fibra muscular.
Tipos de Fibra Muscular (I E II) e suas Capacidades 
Aeróbias e Anaeróbias
As fibras lentas (Tipo I) são denominadas oxidativas lentas devido à alta concentração 
e à alta atividade enzimática mitocondrial, essa fibra possui uma grande capacidade 
de metabolismo aeróbico de alta resistência à fadiga recrutadas durante a realização 
de exercícios contínuos.
Já as fibras de Tipo II são fibras de contração rápida, apresentando um número 
pequeno de mitocôndrias, uma capacidade limitada de metabolismo aeróbico e 
6
menos resistentes à fadiga recrutadas durante a realização de exercícios de curta 
duração ou explosão de força.
Fibra Tipo I
Altamente resistentes à fadiga.
Fibra Tipo II a
Características bioquímicas e de fadiga intermediária entre as das fibras Tipo II 
b e Tipo I.
Fibra Tipo II b
Capacidade limitada de metabolismo aeróbico e menos resistentes à fadiga.
Mioglobina e hipertrofia muscular
Na análise entre a mioglobina (proteína encontrada nos músculos estriados, responsável 
por ligar ao oxigênio) e a hipertrofia muscular, de acordo Mcardle, Katch e Katch 
(2003), o aumento na tensão muscular (força) proporcionará o estímulo primário no 
início do crescimento do músculo esquelético (hipertrofia), por meio do treinamento 
com exercícios, assim, grandes quantidades de mioglobina nas fibras musculares de 
contração lenta e uma alta capacidade de gerar ATP aerobiamente proporcionam o 
armazenamento intramuscular de oxigênio. 
Entretanto, Gomes (2009) descreve que o músculo esquelético é composto de 
filamentos musculares pela qual a força desenvolvida pelo músculo representa a 
soma das forças de determinados filamentos. Esta força máxima depende do número 
de filamentos musculares que compõem o músculo e da espessura deles. 
Podendo ser do tipo sarcoplasmático (tendo o engrossamento da fibra que se verifica 
pela parte não contrátil do tecido muscular, e influi pouco na melhora do crescimento da 
força máxima, mas aumenta essencialmente a capacidade para um trabalho longo) e 
tipo miofibrilar (está ligado ao aumento do número e do volume de miofibrilas) levando 
ao crescimento substancial da forçamáxima na prática do treinamento (GOMES, 2009; 
POWERS e HOWLEY, 2003).
7
Assim, o aumento do tamanho do musculo através do treinamento de resistência 
ocorre a hipertrofia (aumento do diâmetro da fibra muscular decorrente do aumento 
das miofibrilas), tendo aumento da seção da área transversal das fibras musculares 
já existentes atribuindo o tamanho e o número aumentados dos filamentos de actina 
(filamento claro) e miosina (filamento escuro) e à adição de sarcômeros (unidades 
de contração muscular onde estão localizados os filamentos de actina e miosina) 
dentro das fibras musculares existentes (POWERS e HOWLEY, 2003). Ao longo da fibra 
muscular, existem inúmeros sarcômeros com seus próprios filamentos de actina e 
miosina. Sendo assim, a contração e a força muscular acontecem dentro de cada 
sarcômero.
Os tipos de fibras contidos nos músculos esqueléticos poderão 
ser motivados pela genética, pelos níveis hormonais no sangue e 
pelos hábitos de exercício do indivíduo.
AtençãoControle da Pressão Arterial, Débito Cardíaco e 
Transporte de Oxigênio Através do Sangue
A Pressão Arterial (PA) é definida como uma força exercida do sangue contra as 
paredes arteriais, determinado pela quantidade de sangue bombeado e a resistência 
do fluxo sanguíneo (POWERS e HOWLEY, 2003). A PA é distinta por dois valores 
distintos, sendo a PA sistólica tendo a média mais alta nas artérias e a PA diastólica, 
representando a menor média, sendo normal para um homem adulto 120/80 e para 
mulheres 110/70 (MAIOR, 2011). O seu controle é importante durante a atividade 
física para a compreensão das respostas cardiovasculares na condução segura do 
treinamento.
O Débito Cardíaco (DC) é a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada 
minuto, já o transporte de oxigênio sendo feito por meio de gases dissolvidos no sangue, 
a principal porção do O2 e do CO2 transportados pelo sangue é de O2 combinado à 
hemoglobina (GUYTON, 2006; MAIOR, 2011).
8
Figura 5 - Aferindo pressão no teste ergométrico.
Fonte: Shutterstock (2024)
#PraTodosVerem: a imagem representa um médico e um paciência. O médico 
mede a pressão arterial do paciência.
Para saber mais sobre o controle da pressão arterial x 
atividade física, acesse https://www.scielo.br/j/rbme/a/
k8YvbkCVGmRZCvLxg7vgHHG/?lang=pt e faça uma leitura 
para refletir sobre programas de atividade física sistematizados 
que representam a abordagem não farmacológica inicial para a 
prevenção e o tratamento da Hipertensão Arterial.
Reflita
Controle da Pressão Arterial Durante o Exercício 
Físico e seus Efeitos Agudos e Crônicos
A importância da medida da PA, segundo Maior (2011), consiste em averiguar o relativo 
estresse cardiovascular que acarreta uma forma segura de conduzir o treinamento, 
apresentando subsídios adicionais à manipulação de variáveis associadas à sua 
intensidade absoluta e relativa como: tipo de exercício, intervalo de recuperação, 
número de repetições e séries, carga mobilizada e velocidade de execução. 
O controle da pressão arterial varia de acordo com a modalidade do exercício gerando 
tensão na contração muscular, comprimindo os vasos arteriais que irrigam o músculo, 
https://www.scielo.br/j/rbme/a/k8YvbkCVGmRZCvLxg7vgHHG/?lang=pt
https://www.scielo.br/j/rbme/a/k8YvbkCVGmRZCvLxg7vgHHG/?lang=pt
9
aumentando a PA e sendo influenciada pelos aumentos também da frequência cardíaca, 
volume sanguíneo e de ejeção da resistência periférica, em indivíduos sedentários a 
tendência da PA é elevar-se mais rapidamente, devido ao maior esforço realizado pelo 
individuo. Já em atletas, essa elevação se dá de forma muito mais amena (MCARDLE, 
KATCH E KATCH, 2003; MAIOR, 2011).
Os efeitos agudos (decorrem de uma única sessão de exercício, incluindo as respostas 
observadas durante a execução e no período recuperação pós-exercício, como: resposta 
a um treinamento individual, caminhada, trote em uma pista, nadar, corrida) e crônicos 
(adaptações resultantes de um período de treinamento regular como: individualidade 
-incluindo herança genética, especificidade do treinamento podendo ter predomínio 
aeróbio, anaeróbio ou misto, relação entre volume e intensidade, progressão da 
carga) do exercício físico sobre a pressão arterial por meio de exercícios isotônicos 
(produção de força com movimento articular) ou isométricos (produção de força sem 
movimento articular), sendo que o exercício isométrico é altamente contraindicado 
para os indivíduos hipertensos, por impedir a circulação sanguínea, aumentando a PA 
no desenvolvimento de volume, força, potência e resistência do músculo (MCARDLE, 
KATCH E KATCH, 2003; MAIOR, 2011; POWERS e HOWLEY, 2003).
Alunos hipertensos participam de treinamento físico e aeróbico 
(como caminhada, corrida, bicicleta, musculação) produzindo um 
efeito hipotensor (pós treinamento), recomendado no tratamento 
da hipertensão arterial. Tendo o objetivo na melhora da força/
hipertrofia muscular que pode proporcionar grandes elevações da 
pressão arterial durante sua execução, assim, o aluno deve evitar 
exercícios de alta intensidade..
Curiosidade
10
Figura 6 - Aferição de pressão arterial.
Fonte: Pixabay (2024).
#PraTodosVerem: a imagem representa a aferição da pressão sistólica no 
momento do aparecimento do primeiro som e da pressão diastólica no desapa-
recimento do som.
11
Conclusão
Chegamos ao final do conteúdo. Aproveite para revisitar o que aprendemos durante 
este tempo.
Bioenergética 
A energia existe sob várias formas (mecânica, elétrica, química etc.), todas 
sendo intercambiáveis e o organismo consome diariamente carboidratos, 
gorduras e proteínas a fim de fornecer energia para manter em funcionamento 
as atividades celulares em repouso e durante o exercício. 
Tipos de fibra muscular (I e II) e suas capacidades aeróbias e 
anaeróbias
As fibras lentas (Tipo I) possuem uma grande capacidade de metabolismo 
aeróbico de alta resistência à fadiga; e as fibras de Tipo II têm uma capacidade 
limitada de metabolismo aeróbico e são menos resistentes à fadiga. 
Controle da pressão arterial x exercício físico
O controle da pressão arterial é importante na manipulação de variáveis 
associadas à sua intensidade absoluta e relativa, como: tipo de exercício, 
intervalo de recuperação, número de repetições e séries, carga mobilizada e 
velocidade de execução. 
12
Fonte: Plataforma Deduca (2021)
#PraTodosVerem: a imagem representa o desenho do corpo humano de um 
homem.
13
Referências
GUYTON, A.C; HALL, J.E. Tratado de Fisiologia Médica. São Paulo: Elsevier, 2006. 
GOMES, Antônio Carlos. Treinamento desportivo: estruturação e periodização. São 
Paulo: Artmed, 2009.
MAIOR, A. S. Fisiologia dos exercícios resistidos. São Paulo: Phorte, 2011.
MCARDLE, W. D.; KATCH, F.; KATCH, L. Fisiologia do exercício: energia, nutrição e 
desempenho humano. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. 
POWERS, S. K.; HOWLEY, E. T. Fisiologia do exercício: teoria e aplicação ao 
condicionamento e ao desempenho. São Paulo: Manole, 2000.

Mais conteúdos dessa disciplina