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Prévia do material em texto

Armando Moraes e
Maria Soledade da Costa
Cidadania 
Moral e 
Ética
ENSINO FUNDAMENTAL
ANO
03
MANUAL DO 
EDUCADOR
Formação Continuada
 
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei no 9.610, 
de 19 de fevereiro de 1998. 
Fizeram-se todos os esforços para localizar os detentores dos direitos das fotos, 
das ilustrações e dos textos contidos neste livro. 
A Formando Cidadãos Editora pede desculpas se houve alguma omissão e, 
em edições futuras, terá prazer em incluir quaisquer créditos faltantes.
EDITORAS
Isabela Nóbrega
Márcia Regina Silva
REVISÃO DE TEXTO
Porto Textual 
PROJETO GRÁFICO E CAPA
Danielle Vilela
 
EDITORAÇÃO ELETRÔNICA
Adriana Ribeiro
Felipe Moura
COORDENAÇÃO EDITORIAL
Direitos reservados à
Multi Marcas Editoriais Ltda.
Rua Neto Campelo Júnior, 37
Mustardinha - Recife / PE
CEP: 50760-330
Fone: (81) 3447.1178
CNPJ: 00.726.498/0001-74
IE: 0214538-37
Armando Moraes
Maria Soledade da Costa
3o ano
Cidadania Moral e Ética
Ensino Fundamental
MANUAL DO 
EDUCADOR
Formação Continuada
ISBN: 978-85-403-2479-4
4a edição
APRESENTAÇÃO
O Manual do Educador de Cidadania moral e Ética emerge como um guia 
indispensável para educadores comprometidos com a formação integral 
dos alunos. Ao longo das páginas, você encontrará, além dos conteúdos, 
estratégias práticas para envolver os alunos, estimulando-os a realizar 
discussões significativas em sala de aula, cultivando a reflexão e a huma-
nidade. Com o auxílio deste livro, será possível promover a compreensão 
dos valores morais e éticos e despertar a cidadania nos alunos.
O fragmento do poema Escola é..., de Paulo Freire, representa um pouco 
do que encontraremos nessa jornada rumo à cidadania. 
Escola é...
O lugar em que se fazem amigos.
Não se trata só de prédios, salas, quadros,
Programas, horários, conceitos...
Escola é, sobretudo, gente
Gente que trabalha, que estuda
Que alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente,
O coordenador é gente,
O professor é gente,
O aluno é gente,
Cada funcionário é gente. [...]
Fazer amigos, educar-se, ser feliz. 
É por aqui que podemos começar a melhorar o mundo.
Que a semente da ética, da moral e da cidadania floresça
em cada um de nós.
Abraço,
Os autores
SUMÁRIO
 5 Conhecendo o Manual
 7 Estrutura do livro do aluno
 8 Sumário do livro do aluno
 10 Mensagem
 11 Unidade 1
 12 Fundamentação: Aprendendo com os 
 valores universais
 13 Objetivos da aprendizagem
 14 Grades semanais
 16 Páginas do livro do aluno
 27 Fundamentação: Ame seus alunos
 29 Unidade 2
 30 Fundamentação: O professor-aluno: 
 Sugestões práticas para melhorar seu ensino
 31 Objetivos da aprendizagem
 32 Grades semanais
 34 Páginas do livro do aluno
 49 Fundamentação: Não tenha medo de errar
 51 Unidade 3
 52 Fundamentação: Escola: reflexo da 
 convivência social
 53 Objetivos da aprendizagem
 54 Grades semanais
 56 Páginas do livro do aluno
 71 Fundamentação: Valores do educador: 
 uma ponte para a sociedade do futuro
 73 Unidade 4
 74 Fundamentação: Diferença e diversidade
 75 Objetivos da aprendizagem
 76 Grades semanais
 78 Páginas do livro do aluno
 93 Fundamentação: Ensinar a criança... 
 a desenvolver a responsabilidade
 95 Pensamento
CONHECENDO O MANUAL
Este Manual foi concebido para ser um material pedagógico que auxilie o trabalho de professores 
em sala de aula, por isso apresenta fundamentações, planejamento de aulas em grades semanais, 
dinâmicas, estrutura e sumário do livro do aluno.
ESTRUTURA DO 
LIVRO DO ALUNO
São apresentadas infor-
mações sobre a estrutura 
do livro do aluno, apontan-
do tudo que é necessário 
para o professor explorá-
-lo da melhor maneira.
SUMÁRIO DO LIVRO DO ALUNO
É apresentada a página de 
sumário do livro do aluno para que 
o professor possa ter acesso ao 
conteúdo anual que será proposto 
para as crianças.
PLANEJAMENTO DE AULAS
O planejamento de aulas 
foi pensado para 40 sema-
nas com cinco dias letivos, 
totalizando 200 dias. 
FUNDAMENTAÇÃO
Os textos apresentados 
têm, em geral, caráter de for-
mação, ou seja, foram selecio-
nados para dar embasamento 
e segurança ao professor em 
relação ao trabalho diário com 
as crianças.
5
PÁGINAS DO LIVRO DO ALUNO
São apresentadas as páginas do livro do aluno 
propostas para serem trabalhadas ao longo da 
semana. Esta seção acompanha as orientações 
didáticas ou, em algumas semanas, sugestões de 
atividades.
GRADES SEMANAIS
Trazem o planejamento semanal dos 
momentos em que cada área de conhe-
cimento deverá ser trabalhada. Inclusive, 
apresentam breves orientações de ativida-
des que poderão ser realizadas em sala de 
aula e a indi cação das páginas do livro do 
aluno que deverão ser trabalhadas. Além 
disso, há espaço para registrar as datas 
correspondentes às semanas.
OBJETIVOS DE 
APRENDIZAGEM
Indicam os conteúdos, as 
habilidades e os objetivos 
de aprendizagem que serão 
trabalhados ao longo da 
unidade.
6
ESTRUTURA DO LIVRO DO ALUNO
O livro do aluno está organizado com elementos gráficos específicos: 
títulos, textos didáticos, atividades, comandos, boxes e imagens.
Textos didáticos
São textos explicativos que abordam 
os assuntos de maneira simples, clara e 
objetiva.
Comando
No início de cada atividade, são apresen-
tados comandos cujo texto, em geral, 
inicia com a ação que deverá ser feita 
para a realização da atividade proposta. 
Isso porque, ao ouvir ou ler o comando, 
a criança deverá identificar o que deve 
fazer para realizá-la corretamente.
Atividades
Seção com propostas de atividades 
relacionadas aos conteúdos e assuntos 
que estão sendo trabalhados, de manei-
ra que a construção de conhecimento 
possa acontecer por meio de sugestões 
literais, inferenciais e de opinião própria.
Título 
Localiza-se, em geral, antes da apresen-
tação de algum conteúdo específico que 
será trabalhado.
7
SUMÁRIO DO LIVRO DO ALUNO
8
PLANEJAMENTO DE AULAS
pololia | stock.adobe.com
9
MENSAGEM
Há muitos anos um médico residente de um hospital de Nova York ouviu um 
cirurgião lamentar que a maioria dos tumores cerebrais era fatal. O cirurgião 
vaticinou que algum dia um colega seu descobriria como salvar a vida desses 
pacientes. O médico residente Ernst Sachs enfrentou o desafio de ser esse ci-
rurgião. Naquela época, o principal especialista de anatomia do cérebro era Sir 
Victor Horsley. Sachs obteve permissão para aprender com ele, porém achou 
melhor passar por um treinamento antes, estudando durante seis meses com o 
médico mais competente da Alemanha. Depois disso, seguiu para a Inglaterra, 
onde foi assistente do Dr. Horsley durante dois anos, fazendo longos e compli-
cados experimentos em dezenas de macacos.
Quando Sachs retornou aos Estados Unidos, foi ridicularizado por ter solici-
tado permissão para tratar de tumores cerebrais. Movido por uma necessidade 
incontrolável de ver seu pedido atendido, ele precisou vencer obstáculos e lutar 
contra o desânimo durante anos. Hoje, graças ao Dr. Sachs, a maioria dos tu-
mores cerebrais pode ser curada. Seu livro, The Diagnosis and Treatment of Brain 
Tumors, é considerado uma autoridade no assunto.
NÃO SIGA PARA ONDE O CAMINHO PODE LEVAR; EM VEZ DISSO, VÁ AONDE 
NÃO HÁ CAMINHO E DEIXE SUAS PEGADAS.
O fato de alguma coisa não estar sendo feita hoje não 
significa que nunca possa ser feita.
Talvez você seja a pessoa indicada para fazê-la!
Pequeno devocional de Deus para mulheres. Tradução: Maria Emília de Oliveira. Campinas: 
United Press, 2000.
10
ATURALIZAR
O que vamos estudar:
• O que é ética? 
• O diálogo 
• O respeito 
• A solidariedade 
• A justiça
11
FUNDAMENTAÇÃO 
APRENDENDO COM OS VALORES UNIVERSAIS
OS VALORES HUMANOS ABSOLUTOS E OS ASPECTOS DA PERSONALIDADE
VERDADE – ASPECTO INTELECTUAL
A verdade é o princípio básico que está por 
trás de todas as formas de vida. Ela dirige a 
conduta do ser humano autêntico e o ajuda a 
superar seus temores. É o que dá significado e 
dignidade à vida. A verdade é um valor huma-
no porque o indivíduo, mesmo conhecendo-a 
dentro da relatividade de sua mentecom os educandos.
“Torna-se vital a atitude pessoal que adota o 
educador”, diz Josep Maria Puig (1998, p. 185), ao 
explorar que o êxito ou fracasso do processo edu-
cacional reside no modo como o educador o realiza. 
A atitude pessoal ainda é necessária e igualmente 
importante no momento de discutir temas pessoais 
ou socialmente controversos. O tato do profissio-
nal traduz-se na habilidade em estabelecer um bom 
clima e proporcionar aos alunos a experiência de 
sentirem-se “bons” e aprenderem com o sucesso.
Em se tratando de situações controversas que 
surgem no contexto escolar, a atitude e a postura do 
profissional necessitarão conter em si os atributos 
da neutralidade e da imparcialidade, principalmente 
quando os temas que surgirem envolverem algum 
valor, como ir contra algo tido como aceito univer-
salmente? O mesmo poderíamos dizer do fato de 
aprovar algo de reconhecimento negativo, comple-
menta Puig (1998, p. 185-199).
Qual deve ser a postura desse educador? Por um 
lado, mostrar-se comprometido e parcial com re-
lação a valores e, por outro, permanecer neutro e 
asséptico a respeito desses temas.
Todo nascimento se paga com a morte, toda 
ventura com a desventura. Homens e deuses podem 
tentar, no prazo que lhes cabe, distribuir a sorte de 
cada um, segundo critérios diferentes do curso cego 
do destino; ao fim e ao cabo, a realidade triunfa 
sobre eles.
Com a separação da ciência e da poesia, a divisão 
de trabalho já possibilitou-nos chegar à linguagem. 
E é enquanto signo que a linguagem, a palavra, che-
ga à linguagem. E é enquanto signo que a linguagem, 
a palavra, chega à ciência. Enquanto som, enquanto 
imagem e enquanto palavra, ela está dividida em 
todas as artes, sem jamais deixar de se compor (se 
reconstituir novamente) por meio da junção das 
partes — da arte total.
Só as obras de arte conseguiram escapar à mera 
imitação daquilo que, de algum modo qualquer, já 
é, pois são sempre originais, não se repetem. É, por-
tanto, a repetição que promove a perda do poder, 
tornando-o esclarecido, conhecido. Não há, portan-
to, o medo, tudo está decifrado.
RICOTTA, Luiza. Valores do educador: uma ponte para a sociedade do futuro. 
São Paulo: Ágora, 2006.
am
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om
72
O que vamos estudar:
• O que é lixo?
• A reciclagem
• A poluição das águas
• As fontes de poluição da água
• Como economizar água
• A destruição da Amazônia
• A extinção dos animais
• A extinção dos vegetais
73
FUNDAMENTAÇÃO
DIFERENÇA E DIVERSIDADE
Ofício do Professor: Aprender mais para ensinar melhor. São Paulo: Abril, 2002.
Fique atento ao uso de estereótipos entre alunos
• As crianças e os jovens, frequentemente, reproduzem os estereótipos sobre as pessoas diferen-
tes — muitas vezes sobre os próprios colegas, como ao tratarem das diferenças físicas entre eles.
• Há os mais altos e os mais baixos. Os que enxergam melhor e os que usam óculos. Os mais ágeis 
e os mais lentos. Há os mais precoces e os mais infantis. Todos eles compõem o quebra-cabeça da 
diversidade escolar.
• Todos eles devem ser valorizados pelo que são e ser encorajados a tomar parte das atividades 
em condições de igualdade com os outros — contribuindo com aquilo que sabem fazer.
• Os que têm maior dificuldade contribuem com o que podem, com aquilo que fazem melhor. 
Aqueles com mais facilidade (o que inclui o professor) colaboram com os demais, incentivando-os, 
ensinando-os. Esta é a fórmula para um ambiente escolar verdadeiramente solidário e democrático.
Valorize a arte do diálogo no cotidiano
• No dia a dia escolar, o que não falta são conflitos entre os alunos. Os confrontos fazem parte do 
amadurecimento pessoal deles e, se bem trabalhados, sinalizam um bom caminho para a conquista 
da autonomia. Nessas horas, a melhor alternativa é o diálogo.
• Ouça os pontos de vista de cada parte e proponha um entendimento comum, de modo que cada 
um possa ouvir o outro e sentir-se ouvido também. Chegue a um acordo amigável entre as partes, 
contemplando as reivindicações de ambas (isso é fazer justiça). E evite ao máximo as punições, as 
represálias, etc.
• Por incrível que pareça, esses momentos “delicados” são ótimas ocasiões para que se tomem 
a ética e a cidadania como matéria de ensino — isto é, na própria vivência dos conflitos e na busca 
de soluções justas para eles.
Estimule o respeito e a solidariedade em relação aos alunos “diferentes”
• Quando você tiver, em sua sala, algum aluno que sofra o risco de ser discriminado (por sua 
condição étnica, física, religiosa, etc.), procure envolvê-lo nas atividades em condição de igualdade 
com os outros.
• Como forma indireta de abordar a questão do preconceito, você pode lançar mão de estraté-
gias preventivas, como escolha de textos que focalizem o problema. Um bom exemplo é o texto O 
menino das meias vermelhas, de Carlos Heitor Cony.
• Outro exemplo de discriminação são as piadas. Quase sempre elas contêm preconceitos mas-
carados. Você deve, na medida do possível, apontar o perigo que elas carregam.
74
OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM
CONTEÚDOS
• O que é lixo?
• A reciclagem
• A poluição das águas
• As fontes de poluição da água
• Como economizar água
• A destruição da Amazônia
• A extinção dos animais
• A extinção dos vegetais
HABILIDADES
• Citar os efeitos prejudiciais do lixo no meio ambiente e enumerar doenças associadas ao lixo.
• Apontar a reciclagem como uma forma de aproveitamento do lixo.
• Mostrar, por meio de exemplos, que a água é um recurso muito importante para o nosso planeta, 
que precisamos combater a sua poluição e evitar o seu desperdício.
• Identificar as causas da destruição florestal na Amazônia.
• Elencar a extinção das espécies animais e vegetais e falar da importância de preservar o meio am-
biente para a sua sobrevivência.
• Demonstrar autonomia em relação aos estudos sobre o lixo e sobre as doenças causadas por ele.
• Participar de campanhas de reciclagem do lixo.
• Valorizar o meio ambiente, não poluindo os rios, as praias e evitando o desperdício de água.
• Explicar o processo de destruição da Amazônia por meio de painel ilustrativo.
• Apreciar as políticas de defesa das espécies que estão em extinção ou ameaçadas. 
METODOLOGIA
• Pesquisar doenças associadas ao lixo.
• Confeccionar cartazes sobre formas de reutilização, reciclagem e redução do lixo.
• Identificar os coletores adequados a cada tipo de lixo e organizar uma coleta seletiva na escola.
• Visitar a estação de tratamento de água da cidade onde vive.
• Fazer uma maquete identificando as fontes poluidoras da água.
• Confeccionar e distribuir panfletos com informações sobre o combate ao desperdício da água.
• Produzir um texto sobre a destruição florestal na Amazônia.
• Confeccionar um mural com figuras de animais e plantas que estão em extinção.
75
a
31a SEMANA
32a SEMANA
33a SEMANA
34a SEMANA
Cidadania Moral e Ética – Dinâmica – página 49
Mural das necessidades
Leve um grande cartaz em branco e distribua folhas de papel ofício para as crianças. Peça que os 
alunos escrevam, de forma bem colorida, tudo o que eles fazem que necessita da água (tomar banho, 
lavar a louça, molhar as plantas, fazer comida, escovar os dentes, etc.).
A ideia é fazer com que as crianças tenham consciência do quanto a água é necessária para o nosso 
dia a dia e de como é importante preservá-la. Com isso, elas estarão mais preparadas para observarem 
criticamente o uso da água.
35a SEMANA
Semana de revisão
Orientação didática:
• Realize exercícios de fixação para revisar os conteúdos estudados.
Cidadania Moral e Ética – O que é lixo? – páginas 50, 51 e 52
Orientação didática:
Observe as atitudes das crianças: se elas jogam papel, sacos, restos de comidas no chão ou se 
utilizam os cestos de lixo. A partir daí, inicie uma roda de conversa sobre as atitudes das crianças. 
Pergunte-lhes:
• Por que devemos colocar os papéis, os sacos e os restos de comida no cesto de lixo?
• O que acontece se todo mundo jogar o lixo na rua, na escola ou na sala?
• Podemosaproveitar o lixo? 
• Para onde vão os restos de comida e os papéis que jogamos fora?
• Registre as falas das crianças.
Cidadania Moral e Ética – A reciclagem – páginas 53, 54 e 55 
Orientação didática:
Solicite aos alunos que diferenciem o significado das palavras reduzir, reutilizar e reciclar, pedindo-
-lhes exemplos de materiais na sala de aula que podem ser reciclados e de materiais que podem ser 
reutilizados.
Cidadania Moral e Ética – A poluição das águas – página 56
Orientação didática:
Solicite aos alunos que pesquisem três imagens que retratam a poluição da água. Depois, peça que 
escrevam no caderno as formas de poluição que encontram e como elas poderiam ter sido evitadas.
GRADES SEMANAIS
76
36a SEMANA
37a SEMANA
38a SEMANA
39a SEMANA
40a SEMANA
Cidadania Moral e Ética – As fontes de poluição da água – página 57
Orientação didática:
Questione os alunos sobre como ocorre a poluição das águas. Conduza a reflexão e ressalte estes 
três itens: deposição de esgoto doméstico e industrial nos rios; falta de saneamento básico e falta de 
educação e consciência ecológica da população.
Cidadania Moral e Ética – Como economizar água – páginas 58, 59 e 60
Orientação didática:
Monte uma peça teatral sobre o tema. Os alunos devem montar os diálogos apresentando maneiras 
de economizar água. A peça pode ser apresentada em outras turmas.
Cidadania Moral e Ética – A destruição da Amazônia – páginas 61 e 62
Orientação didática:
Oriente os seus alunos a pensarem que, por meio de pequenos gestos, podemos ajudar a conservar 
a natureza: por exemplo, ser mais responsável com produtos extraídos da natureza, como papel, evita 
que mais recursos sejam extraídos para se produzirem mais mercadorias.
Cidadania Moral e Ética – A extinção dos animais – página 63 / A extinção dos vegetais – página 64
Orientação didática:
Apresente uma lista com os nomes de animais e plantas extintos e/ou ameaçados de extinção. Peça 
que cada aluno escolha um e traga para escola o máximo de curiosidades e imagens desse animal/
planta.
Semana de avaliação
Orientação didática:
• Realize atividades de avaliação para os conteúdos estudados.
77
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Trabalhe com os alunos, por meio de uma leitura dinâmica, o que deve ser feito com o lixo.
Divida a turma em dois grupos e solicite que escrevam a poesia Lugar de lixo é no lixo em uma cartolina. 
Depois da leitura, estimule o debate.
50
Lugar de lixo é no lixo
Geraldo Peixoto (Trecho)
No colégio, o lixo podre 
Produz até mesmo o enfarte
Tem papel por todo canto
Saco plástico em toda parte!
O verde está poluído 
Do lixo que é confundido até com obra de arte.
Mas vamos ter que mudar 
Essa educação tão crua
Eu vou fazer minha parte 
Você vai fazer a sua
Vamos deixar de ser fracos 
Botando o lixo nos sacos, 
Em vez de lançar na rua [...]
7878
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Comente com os alunos que a produção do lixo 
é diária e se dá em todos os setores. 
Mostre-lhes que as grandes cidades podem vir a 
enfrentar situações complicadas em busca de meios 
para dar fim a tanto lixo. Nas cidades pequenas, é 
preciso cuidar para que o lixo não aumente, espe-
cialmente em cidades turísticas, onde, em épocas de 
férias e de feriados, crescem o número de pessoas 
no local e, consequentemente, a quantidade de lixo.
51
Estimule a reflexão sobre as atitudes pessoais 
em relação à produção do lixo.
Enfatize que o melhor meio para diminuir a pro-
dução do lixo é evitar o desperdício e diminuir o 
consumo.
7979
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Convide os alunos a voltarem para o pátio 
depois do recreio. Peça a eles que observem como 
ficou o espaço, se há objetos fora do lugar e quais 
são, se há lixo jogado no chão, etc. Volte para a 
sala e converse com a turma sobre o que foi visto.
Discuta com o grupo a possibilidade de criar 
uma rotina para que o pátio esteja organizado e 
limpo no final de cada recreio.
Proponha aos alunos que formem pequenos 
grupos responsáveis pela manutenção do espaço 
depois de todos irem embora. Em seguida, a tur-
52
ma recolhe os objetos encontrados e os guarda 
em uma caixa de achados e perdidos, que ficará 
exposta na escola, ou a turma passa pelas salas 
contando o que encontrou e perguntando quem é 
o dono dos brinquedos perdidos.
Nesse momento, os alunos contam aos cole-
gas das outras salas sobre a preocupação com o 
espaço externo e aproveitam para compartilhar 
ideias para mantê-lo organizado e limpo.
Continua...
8080
É importante que este seja um trabalho que se estenda pelo ano todo, pois os valores precisam de 
tempo para serem interiorizados.
53
AUTONOMIA
ESPAÇO MATERIAIS TEMPO
Sala de aula Sacos de lixo, cestos e caixas
30 minutos, duas vezes por 
semana, durante o ano todo.
8181
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Proponha que os alunos façam uma pesquisa na escola 
para verem quantas pessoas sabem a diferença entre reciclar 
e reutilizar. Oriente os alunos a anotarem as respostas e o 
ano em que o aluno entrevistado está. Construa um gráfico, 
na classe, com as respostas de todos os alunos, separadas 
por ano, e afixe-o nos corredores da escola.
Escreva as definições em folhas e exponha-as junto ao 
gráfico.
Proponha à professora de Arte a construção da maquete 
de uma cidade com objetos descartáveis. Crie uma história e 
personagens para essa cidade com a classe.
54
8282
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Realize uma atividade de campo com as crianças 
para elas observarem como é feita a coleta de lixo 
na cidade, se há lixeiras nas ruas, etc. Elas devem 
anotar no caderno as questões que julgarem neces-
sário mudar ou adequar para manter a cidade limpa.
Proponha que escrevam uma carta para a Câma-
ra Municipal dando sugestão de como melhorar a 
questão da coleta e o tratamento do lixo na cidade, 
segundo os aspectos levantados.
55
Leve os alunos ao local onde o lixo da cidade é 
despejado. Caso existam moradores nas redonde-
zas, pensem juntos em uma mudança de local.
Proponha que pesquisem, no serviço de limpeza 
urbana, a quantidade de lixo recolhida na cidade 
ou no bairro em uma semana e qual o destino dado 
a ele.
8383
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
A água
Realize uma roda de conversa sobre a impor-
tância da água na vida das pessoas. Solicite que 
os alunos falem uma frase sobre o assunto e vá 
registrando tudo no quadro. Depois, peça que eles 
copiem os registros no caderno.
Divida os alunos em dupla e entregue a cada crian-
ça um copo com água. Peça que olhem para a água do 
próprio copo e desejem coisas boas para ela, como 
saúde, paz, alegria, felicidade, amor. Depois, solicite 
que eles coloquem o copo de água em frente ao cora-
ção e imaginem que ele se enche de sentimentos bons.
56
Por fim, solicite que doem ao parceiro o copo 
de água, mas antes falem a seguinte frase: “Muita 
saúde para você”. Um fala e entrega, e, depois, o 
outro faz o mesmo. Bebem a água juntos e dizem 
ao final para o colega: “Muito obrigado”. Questione 
sobre como foi viver esse contato com a água e o 
que vão levar da atividade para usar no cotidiano.
WENDELL, Ney. Praticando a generosidade em sala de aula. Recife: Prazer de 
Ler, 2013. Adaptado para fins didáticos.
8484
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Solicite aos alunos que criem cartazes para cha-
mar a atenção da população sobre a responsabi-
lidade de cada um de nós em diminuir ou acabar 
com a poluição das águas. Procure trabalhar com as 
crianças as formas de transmissão, os sintomas e o 
tratamento de doenças adquiridas por meio da água 
poluída. Se possível, leve os alunos a uma estação 
de tratamento de água e mostre o início de uma 
rede de distribuição de água tratada. Solicite que os 
alunos façam cartazes para informar a população 
sobre como se prevenir.
57
A água e a poluição
Solicite que os alunos pesquisem figuras que 
apresentem a água e a poluição em diversos 
ambientes.
Depois, pegue as figuras e, junto com eles, or-
ganize um painel mostrando para todos a água e a 
poluição no meio ambiente.
8585
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Proponha aos alunos que representem, por meiode mímica, situações do uso da água. Forme grupos 
e solicite que cada um escolha uma situação em 
que a água é utilizada no dia a dia da escola e re-
presente-a para a turma. Cada equipe se apresenta 
na sua vez, para as demais adivinharem a situação 
encenada. Ganha o grupo que melhor representar.
58
ANOTAÇÕES
8686
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Divida a classe em grupos de cinco. Peça que 
cada grupo escreva três palavras relacionadas ao 
tema em estudo. Depois, dobre essas palavras se-
paradamente. O grupo decide a ordem em que cada 
um vai jogar e se reúne ao redor de uma bacia com 
água. Quem começa escolhe um de seus três pa-
péis dobrados para jogá-los dentro da bacia. Só o 
verso da parte onde está a palavra deve tocar na 
água. Quando o papel se abre e a palavra aparece, 
o segundo jogador começa a contar uma história 
com ela. Depois, será a vez de ele escolher um de 
59
seus papéis para jogá-lo na água. Quando o segundo 
papel se abre e a palavra aparece, o terceiro joga-
dor continua a história, incluindo nela a segunda 
palavra. O jogo prossegue assim até que o último 
participante dê um final à história. Devem-se fazer 
três rodadas, até que terminem os papéis.
MARQUES, Francisco. O Chico dos Bonecos. In: Revista Nova Escola. São Paulo: 
Abril, set. 1999. Adaptado para fins didáticos.
8787
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
De forma lúdica, as crianças irão interagir com as 
dicas, associando-as a tarefas que são executadas na 
casa delas. Isso dá concretude aos conceitos apreendi-
dos e favorece uma práxis cidadã de fato. A orientação 
do educador é o fator diferencial nessas atividades.
As atividades dessa seção colocam os alunos em 
consonância com a realidade do planeta em rela-
ção à escassez de água potável. Igualmente criam 
a consciência de corresponsabilidade quanto ao 
problema, pois somos todos seres humanos e uma 
crise hídrica afeta a todos sem distinção.
60
É a reflexão cidadã relacionada ao protagonismo 
de cada um que está em jogo. Por isso a orientação 
do educador é imprescindível para que o aluno se 
sinta agente de mudanças. O dado informativo pode 
virar slide ou pode haver exibição de curtas e docu-
mentários sobre o tema.
8888
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Converse com seus alunos sobre a Floresta Ama-
zônica e sua importância para todos nós. Aproveite o 
momento para levar, para a sala de aula, imagens de 
espécies de árvores e animais que se encontram nesse 
bioma. 
Os alunos exercitarão o poder de crítica e de sín-
tese, examinando as imagens e construindo opiniões 
acerca de seu papel em sociedade. É um crescimento 
pedagógico esperado e necessário.
Sua orientação e o acompanhamento dessas etapas 
é fundamental para o aprendizado dos alunos.
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Krakenim
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8989
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
A partir da conhecida música interpretada por 
Luís Gonzaga, as crianças farão um trabalho leve, 
porém de grande alcance crítico. O desenho, a partir 
da letra da música, é um modo de exercitar a cons-
ciência crítica e assimilar valores e informações 
importantes para a cidadania na práxis.
Oriente, antecipadamente, a pesquisa sobre Chico 
Mendes e, depois, auxile as crianças na montagem 
de um painel com a pesquisa realizada.
62
A montagem desse painel resgata valores e 
ideias sobre a preservação do meio ambiente, que 
são importantes na formação cidadã dos alunos. 
Após a montagem do painel, pode haver uma roda 
de conversa sobre o trabalho ou mesmo um peque-
no debate sobre o tema com as crianças.
9090
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Nosso planeta está perdendo suas matas. Mas al-
gumas áreas ainda resistem, com muita vida, beleza 
e energia. Uma delas é a Amazônia, a maior vitrine 
de espécies vivas da Terra e um dos nossos mais 
ricos patrimônios naturais.
Lá, tudo supera a imaginação. Em sua imensidão, 
a Floresta Amazônica guarda mistérios, mitos das 
selvas e capítulos inteiros da história do Brasil. No 
entanto, ela pode desaparecer se não for bem cui-
dada e protegida.
63
Solicite que seus alunos realizem uma pesqui-
sa de gravuras de animais em extinção. Realize 
uma roda de conversa e comente sobre o assunto 
estudado.
Monte com seus alunos um álbum com as figuras 
relacionadas e escreva, abaixo das imagens, infor-
mações importantes sobre os animais.
9191
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
As atividades dessa página fazem os alunos 
refletirem sobre aspectos práticos em torno da 
extinção de espécies de vegetais por causa da 
ação exploradora do ser humano. A orientação 
do educador é fundamental para a execução das 
tarefas, que servem de instrumento de avaliação.
Ao final da seção, a pesquisa ajuda a apreen-
der mais conteúdos e informações acerca das 
espécies de vegetais em extinção. Para uma 
consciência cidadã aguçada, quanto mais infor-
mações, melhor.
64
ANOTAÇÕES
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FUNDAMENTAÇÃO
ENSINAR A CRIANÇA...
A DESENVOLVER A RESPONSABILIDADE
O grande desafio de desenvolver na criança o 
sentido da responsabilidade é quase sempre o ex-
cesso de amor. Os pais, quase sempre, amam seus 
filhos, e esse amor ilimitado e maravilhoso algumas 
vezes faz nascer o sentimento de superproteção, que 
atrapalha o estímulo à responsabilidade autônoma.
O QUE É...
A educação dos filhos dos seres humanos deveria 
imitar, pelo menos em parte, a das aves e de outros 
mamíferos. Observe que esses animais oferecem uma 
proteção ilimitada aos filhotes em tudo quanto diz res-
peito às condições biológicas de sobrevivência. Assim 
sendo, não deixam faltar água ou alimento, cuidam da 
proteção dos pequenos e por ela lutam com força que 
se redobra. Mas os animais não “enchem a bola” dos 
filhotes, aplaudindo-os a todo momento, achando que 
são especiais e muito mais lindos do que os filhotes de 
outros bichos, ainda que da mesma espécie.
Os humanos saudáveis, pais que efetivamente me-
recem a dignidade dessa missão, também exercem 
cuidados e proteções biológicos, mas às vezes exage-
ram muito, desenvolvendo o sentido de superproteção.
Com essas considerações não se pretende negar 
o que se disse anteriormente. O amparo emocional 
é essencial, e o elogio precisa sempre acompanhar 
o crescimento, mas existe diferença entre proteger 
e superproteger. Querer o melhor para os filhos não 
significa jamais facilitar-lhes demais as coisas, evi-
tar-lhes desapontamentos, impedir que assumam o 
senso de responsabilidade pelo que fazem. Existe 
uma diferença imensa entre fingir que algo feito de 
modo errado não aconteceu, acobertando a falha 
e estimulando a irresponsabilidade, e “cair de pau” 
sobre algo que foi feito errado, desfiando um rosário 
de críticas, inventando castigos e penas e fazendo 
da sala de jantar — ou da sala de aula — a antecâ-
mara de um minipresídio correcional.
O meio-termo é a síntese do bom, e uma boa edu-
cação abomina a vergonha pelo erro e a sensação de 
culpa que exige expiação, colocando em seu lugar o 
sentido de responsabilidade pela falha cometida. Pa-
pel que se joga fora do cesto, por exemplo, é para ser 
apanhado novamente para que fique no lugar certo, 
mas a firmeza dessa conduta não implica “cara feia” 
para exigir autoridade no cumprimento.
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93
O desenvolvimento moral de uma criança não 
é tanto uma questão de razão, mas, sim, de 
sentimento, e, portanto, lindos argumentos 
favoráveis a uma conduta costumam entrar 
por um ouvido e sair pelo outro.
Muito mais eficientes que palavras, mui-
to mais marcantes que conselhos, são os 
atos dos adultos exercitados em forma de 
exemplos, mas evidenciados por meio das 
palavras que os demonstram. Levantar-
-se da mesa para levar ao lixo um papel 
amassado, ao lado de um comentário como 
“Está vendo como eu não atiro coisas ao lixo, 
mas levanto-me e vou até ele”, é bem mais 
significativo que o gesto simples, nem sempre 
percebido.
Reiterando o exemplo, seria legítimo afirmar que 
uma criança não desenvolve o sentimento de respon-
sabilidade se não sentir que há outros modos de agir e 
que sãomelhores. Se imita um amiguinho que age de forma 
incorreta e se sua forma de agir causa espanto e decepção aos 
pais, não é no ato de incutir-lhe sentimento de culpa e de vergonha que 
se está educando para a responsabilidade, mas no sentimento que emerge quando se mostra que 
nem todos agem assim. Isso não significa ensinar-lhe que seu amigo “age de maneira errada por-
que não tem responsabilidade”, mas que, talvez, não tenha aprendido que existem maneiras mais 
corretas de agir. Além disso, é importante que a criança pense que o senso de responsabilidade não 
constitui uma qualidade que apenas pais e professores apreciam, mas que é apreciada por todos.
Quando for possível, extraia de desenhos animados, cenas de novela, notícias de jornal e, 
sobretudo, de histórias que se contam exemplos de ação responsável, chamando a atenção da 
criança para a beleza dessa conduta.
A consciência que toda criança tem de si mesma é elemento essencial na formação de seu 
senso de responsabilidade. Não é importante que a criança diga apenas “Eu sou assim”, mas que 
reflita se é bom ou não “ser assim” e que seja levada a definir se quer melhorar algo em si mesma 
e como pretende fazer para que essa transformação ocorra.
Não se preocupe, nessas horas, em ser ilimitadamente explícito.
Funciona bem mais induzir com perguntas a descoberta da criança. “O que você achou da 
atitude do Ronaldo?” vale bem mais que “Você viu como foi maravilhoso o que o Ronaldo fez?”.
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COMO FAZER
94
E AINDA MAIS...
Ajude as crianças a fazerem planos, a estabe-
lecerem metas. Mostre-lhes a diferença entre os 
planos imediatos e os que demoram bastante para 
se concretizar, os planos mais simples e os mais 
difíceis, os que praticamente não envolvem a mobi-
lização de qualquer recurso e os que, ao contrário, 
parecem situados entre a fronteira do possível e do 
sonho. Fazer planos a curto, médio e longo prazos é 
importante, mas bem mais importante é o esforço 
no sentido de buscar concretizar os planos traça-
dos. Para que essa concretização seja construída, é 
importante que se anotem os planos e que se ajude 
a criança a pensar no tempo possível para seu al-
cance. Não esqueça essas anotações e em muitas 
oportunidades chame a criança para conversar so-
bre esses planos. Se a criança quiser trocá-los por 
outros e mostrar seu enfoque em outras metas, en-
tenda que isso é natural, o que não é natural é tentar 
viver sem qualquer planejamento, passar pela vida 
sem projetos, sem metas.
Jamais aceite que a criança o encare como “per-
feito” ou um “fazedor de coisas certas”. Mostre-lhe 
que os adultos às vezes também se fragilizam e que 
não há vergonha alguma em assumir que também 
erramos. Muito mais importante para a educação de 
uma criança é descobrir que seu pai ou seus pro-
fessores procuram sempre “corrigir sua rota” e, as-
sumindo erros, buscam corrigi-los do que acreditar 
que são infalíveis.
Converse com a criança sobre “heróis”. Ouça 
quais pessoas ela elege como tal e fale também de 
“seus heróis”, ensinando-a que o verdadeiro heroís-
mo não está, por exemplo, na força, mas na forma 
como é usada essa força, que não é expressa pela 
valentia em si, mas pelo uso que se faz da valentia.
Ajude-a a ser “um herói” mostrando-lhe o mé-
rito que existe mesmo nas pequenas conquistas, se 
alcançadas com persistência. Ensine-a a ser persis-
tente, destaque a persistência que admira em outras 
pessoas e ajude-a a se tornar uma admiradora de 
todos aqueles que lutam por um ideal, mesmo que, 
a princípio, pareça de difícil alcance.
Ensiná-la a ser responsável significa tornar-se 
alguém capaz de responder pelos próprios atos 
e, dessa forma, acatar que toda causa gera uma 
consequência. Se a criança porta-se mal em uma 
festa ou em um shopping, não há qualquer problema 
em retirá-la desse lugar, mas, após passar a raiva, 
deve-se conversar com a criança mostrando que 
seu castigo não surgiu do desejo adulto de castigá-
-la, mas como inevitável consequência da maneira 
como ela agiu. Ajude a criança a construir um có-
digo de sanções que acredita ser viável para atos 
praticados e desperte a responsabilidade dela para 
cumprir essas mesmas sanções que estabeleceu.
Tornar-se responsável é, antes de mais nada, sa-
ber dizer “não”, e não se chega a esse estágio sem 
muita conversa, sem valer-se de muitos exemplos 
e sem que a criança descubra que nem todas as 
normas desagradáveis são normas injustas.
ANTUNES, Celso. A linguagem do afeto: Como ensinar virtudes e transmitir 
valores. Campinas: Papirus, 2005.
95
PENSAMENTO
“No mundo das tecnologias, o papel 
do professor será 
mais valorizado, 
como formador 
na ética e na 
cidadania, o que 
nenhuma máquina 
pode fazer.”
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Andrea Ramal
96e emi-
tindo julgamentos variáveis sobre as coisas, 
pode fazer dela a motivação para a busca do 
divino. A verdade absoluta é Deus. 
AÇÃO CORRETA – ASPECTO FÍSICO
A ação correta resulta da nossa sintonia 
harmônica com a natureza e o universo. Agi-
mos corretamente sempre que ouvimos a voz 
interior, nossa consciência.
É um valor humano porque, sendo o ho-
mem uma mescla de ignorância e conheci-
mento, de bem e mal, tem na ação correta a 
prevalência do bem. Só o ser humano é capaz 
de moldar seu caráter e escolher o próprio 
comportamento. Como valor absoluto, é a lei 
cósmica eterna que tudo sustenta e permeia. 
AMOR – ASPECTO PSÍQUICO
O amor é a energia de criação, coesão, 
transformação e manutenção da vida. É a 
força que abastece a psique, a alma. Essa ple-
nitude é o alimento que nutre nossa mente e 
se reflete em nossos pensamentos, palavras 
e ações. O exercício do amor revela nosso ser 
profundo, sagrado, transcendental e sublime. 
Quando conseguimos transpor a autopreser-
vação e o sentido de posse e vencemos os li-
mites das preferências e aversões, realizamos 
a divindade na condição humana. Como valor 
absoluto, é a manifestação de Deus. 
PAZ – ASPECTO MENTAL
A paz é o alicerce da felicidade do ser hu-
mano. Ela advém da eliminação da desordem 
interior criada pelos estímulos dos sentidos 
e das emoções e pela formação sucessiva 
e não seletiva de pensamentos e desejos. 
Nossa mente pode ser nossa principal aliada, 
mas também o nosso mais sério obstáculo 
a ser transposto. Disciplinada, é o ponto de 
equilíbrio entre a personalidade e o espírito. 
Desorientada, é fonte de inquietações, pensa-
mentos inúteis e desgastantes. Na paz, é que 
se processam as transformações da nossa 
personalidade. Enquanto valor absoluto, é a 
bem-aventurança divina. 
NÃO VIOLÊNCIA – ASPECTO 
ESPIRITUAL
A não violência é o reflexo da vitória do 
espírito sobre nossa natureza animal instin-
tiva. Respeitar a si mesmo, todos os seres 
e coisas criados e as leis naturais, com hu-
mildade, amor e cooperação, é vivenciar a 
não violência. A vida se nutre da vida, mas 
o ser humano pode subsistir sem causar da-
nos desnecessários às demais formas de vida. 
Pela não violência revelamos o que existe de 
melhor em nós. É a característica dos fortes 
e mansos de coração. É um valor absoluto, 
porque é a meta da realização humana. 
CARVALHO, Luiz Edgar de. Há maneiras de ler que são maneiras de ser: 
Programa de Educação em Valores Humanos. Lumensana Publicações 
Eletrônicas para ler e pensar. Março 2009.
12
OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM
CONTEÚDOS
• O que é ética?
• O diálogo
• O respeito
• A solidariedade
• A justiça
HABILIDADES
• Entender o conceito de ética.
• Reconhecer valores fundamentais para a vida em sociedade: o respeito, a justiça, o diálogo e a 
solidariedade.
• Compreender a importância da prática do diálogo em todos os grupos sociais.
• Identificar a atenção dada às pessoas como uma prática saudável de respeito ao outro.
• Reconhecer atitudes de solidariedade ao próximo.
• Entender a necessidade de se praticar a justiça.
• Demonstrar autonomia em relação aos assuntos estudados.
• Valorizar o aprendizado de aspectos fundamentais para se viver em sociedade: respeito, justiça, 
diálogo e solidariedade.
• Manter a ética no ambiente escolar e fora dele.
• Valorizar o diálogo em casa, na sala de aula e em outros espaços sociais.
• Praticar atitudes de solidariedade com os colegas.
• Refletir sobre a justiça praticada na escola e fora dela.
METODOLOGIA
• Explicar o que é ética e como ela pode ser praticada no nosso dia a dia.
• Criar um diálogo com um colega, demonstrando situações comuns, como o momento das brinca-
deiras na hora do recreio ou as atividades em grupo, etc.
• Descrever atitudes de respeito ao outro.
• Dramatizar situações em que praticamos a solidariedade.
• Identificar a prática da justiça em textos estudados.
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13
aGRADES SEMANAIS
1a SEMANA
5a SEMANA
2a SEMANA
3a SEMANA
4a SEMANA
Semana de adaptação - Dinâmica - página 5
Dicionário da amizade
• Objetivo: Conhecer os colegas.
• Idade: Todas.
• Material: Folhas e lápis.
Para desenvolver essa dinâmica, cada um dos integrantes deve receber uma folha. Em seguida, peça 
aos participantes que escrevam, em uma folha, um “dicionário” com palavras que remetem a bons 
valores e a atitudes que fazem parte das amizades. Além disso, os alunos devem escrever ao lado das 
palavras o que, para eles, é a definição de cada uma.
Após isso, eles devem trocar a folha com os colegas e ler o que cada um recebeu. Ao fim, deve ser 
estabelecido um momento para eles falarem o que descobriram com o “dicionário” do colega e os 
valores absorvidos.
Semana de revisão
Orientação didática:
Realize um exercício de fixação para revisar os conteúdos estudados.
Cidadania Moral e Ética – O que é ética? – página 6
Orientação didática:
Procure trabalhar a leitura de imagens de diversas situações nas quais possam ser exploradas atitu-
des éticas. Peça aos alunos que pesquisem, em revistas ou na Internet, diversas imagens que mostram 
atitudes éticas. Em seguida, confeccione com elas um mural.
Cidadania Moral e Ética – O que é ética? – página 7
Orientação didática:
Explique para o aluno que a ética e o respeito são valores fundamentais que devem ser cultivados e 
promovidos em todos os lugares — em casa, na escola, na rua ou no parque.
Cidadania Moral e Ética – O diálogo – páginas 8 e 9 
Orientação didática: 
Promova uma discussão com os alunos para maior compreensão do assunto estudado. Simule drama-
tizações reportando situações do dia a dia em que é necessário exercitar o respeito e o diálogo. Instrua as 
crianças a criarem textos em que se fale sobre o respeito entre as pessoas. Exalte o valor da participação 
dos alunos.
14
6a SEMANA
7a SEMANA
8a SEMANA
9a SEMANA
10a SEMANA
Cidadania Moral e Ética – O respeito – página 10
Orientação didática: 
Construa com sua turma o “varal dos comportamentos que quero ter”, no qual ficarão diariamente 
expostos exemplos de atitudes que dialogam com os combinados escolares. Solicite que cada crian-
ça desenhe, pinte e/ou escreva um bom comportamento que teve, gostaria de ter ou que observou em 
algum colega. Peça que cada estudante fale sobre os comportamentos que registrou. No momento em 
que pendurarem esses registros no varal, promova uma discussão sobre a importância dessas posturas 
para uma convivência respeitosa.
Cidadania Moral e Ética – O respeito – página 11
Orientação didática:
Convide os estudantes para uma roda de conversa sobre o que é tratar os outros com respei-
to. Amplie essa discussão questionando: “Vocês concordam com a frase ‘Respeite os mais velhos’?”. 
Problematize: “Por que devemos respeitar os mais velhos?”, “É a idade que define quem merece ser 
respeitado?”.
Cidadania Moral e Ética – A solidariedade – páginas 12 e 13
Orientação didática:
Colocar-se no lugar do outro é o primeiro “gatilho” para se tornar uma pessoa mais solidária. Assim, 
ao ensinar solidariedade para as crianças, comece fazendo com que elas entendam como seria estar no 
lugar de outra pessoa em determinada situação.
Cidadania Moral e Ética – A justiça – páginas 14, 15 e 16
Orientação didática:
Convide os alunos para se sentarem em círculo e pergunte a eles o que entendem por direitos e de-
veres. Anote na lousa as ideias iniciais apresentadas. Auxilie os alunos no esclarecimento de que as leis 
e regras da sociedade existem para que as pessoas cumpram os seus deveres e tenham os seus direitos 
preservados. Ressalte que na escola, assim como em todo e qualquer espaço social, também existem 
regras para garantir que as pessoas possam usufruir de tal espaço segundo o princípio da equidade e da 
justiça.
Semana de avaliação
Orientação didática:
Realize atividades de avaliação abordando os conteúdos estudados.
15
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Queda do chapéu da ética
Formação: Turma em círculo e um aluno no centro.
Materiais: Um chapéu e fichas contendo palavras relacionadas aoconceito de ética.
Desenvolvimento: A criança no centro do círculo jogará o chapéu para 
cima dizendo uma das palavras das fichas. Quem estiver com a ficha que 
tenha a mesma palavra deverá correr para pegar o chapéu antes que ele 
caia no chão e assim sucessivamente. Caso não consiga pegar o chapéu, o 
aluno no centro continua e diz uma nova palavra.
GUEDES, Maria Hermínia de Sousa. Continuando a brincadeira. Rio de Janeiro: Sprint, 2005.
6
1616
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Entregue para os alunos metade de uma folha de papel-sulfite desenhada com o seguinte formato.
Peça aos alunos que escrevam na cartela os quatro valores estudados (respeito, justiça, solidariedade 
e diálogo). Explique que podem repetir o mesmo valor quantas vezes quiserem, desde que não deixem de 
colocar os quatro na cartela.
7
Continua...
1717
Em seguida, fite os valores trabalhados. Verifique o valor que mais se repetiu entre os alunos e questione-os 
acerca das opiniões que têm sobre ele.
Na atividade desta página, manifesta-se uma excelente ocasião para avaliar como os alunos interpretam 
e canalizam lições. Incentive-os de modo que eles não tenham receio de expressar o saber de forma livre, 
sem buscar “a forma certa” de expor ideias.
8
Respeito Respeito Solidariedade Justiça
Respeito Solidariedade Diálogo Respeito
1818
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Material: Papel em tiras.
Ponha uma pilha de tiras de papel em cima da 
mesa e escreva situações no quadro, por exemplo: 
“Cliente com uma reclamação em uma loja”, “Crian-
ça querendo um pedaço de bolo da mãe”. Nas tiras 
de papel, estarão escritas frases educadas e frases 
ofensivas.
Divida as crianças em duplas. Um dos alunos vai 
até a pilha, pega uma tira e diz ao outro o que está 
escrito. A dupla então avaliará se a atitude foi boa 
ou não para o diálogo e farão sugestões, nas fra-
9
ses ofensivas, sobre o modo correto de proceder na 
situação proposta.
Explore a oralidade dos alunos nessa atividade, 
bem como a noção de diálogo e respeito ao próximo 
que eles carregam em si.
Preste atenção a qualquer comportamento que 
não esteja em acordo com o valor trabalhado (sem 
suprimir a heterogeneidade do aluno, claro) e guie-os 
à compreensão da importância do diálogo positivo 
para a boa convivência entre as pessoas.
1919
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Com os alunos em círculo, peça que cada um pense 
em uma palavra, sem verbalizá-la nesse momento. 
Solicite, então, que todos, a um sinal dado por você, 
falem alto a própria palavra, ao mesmo tempo. Em se-
guida, peça aos alunos que repitam a palavra dita por 
cada um dos colegas. Abra espaço para que os alunos 
compartilhem o que sentiram e perceberam durante a 
atividade. Geralmente, eles falam sobre a impossibili-
dade de ouvir o colega por conta do barulho.
10
Na sequência, problematize perguntando: “O que 
esta atividade tem a ver com o tema diálogo?” (acres-
cente às respostas que, no diálogo, é importante ouvir 
o outro e também ser ouvido); “Será que é possível 
estabelecer e manter um diálogo quando não se ouve 
e não se presta atenção ao que o outro está dizendo?”.
Ao final, pergunte aos estudantes se há uma rela-
ção entre diálogo e respeito.
2020
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Com os alunos divididos em gru-
pos, sorteie temas como respeito, 
amizade, união, gentileza e solida-
riedade. Após o sorteio, solicite aos 
alunos que façam um trabalho en-
volvendo o tema sorteado (pode ser 
cartaz, poema, música, dança, entre 
outros). Ao final da apresentação na 
turma, o trabalho pode ser estendido 
e apresentado para toda a escola.
11
2121
Inicie a aula solicitando aos alunos que reflitam sobre a palavra solidariedade e as várias situações a que 
ela nos remete. Proponha algumas questões que podem ser facilitadoras para tal reflexão, como: “Ao ouvir a 
palavra solidariedade, vocês conseguem se lembrar de algum acontecimento específico?”; “Vocês se recordam 
de como se sentiram ao praticar um ato de solidariedade?”; "Já tiveram alguma experiência em que alguém 
foi solidário com vocês?"; “O que vocês têm para contar sobre suas experiências com as atitudes solidárias?”.
ARAÚJO, Liliane dos Guimarães Alvim. Solidariedade: da reflexão à ação. Portal do Professor – MEC. Online. Adaptado.
12
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
2222
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Partindo do princípio de que a solidariedade é 
um valor que se constrói na relação do sujeito com 
o outro, torna-se imprescindível que a escola ofe-
reça espaços para viabilizar a aprendizagem de tal 
virtude. As aulas devem ter o propósito de auxiliar 
o aluno na compreensão de que a solidariedade vai 
além do âmbito da ajuda financeira, realizada atra-
vés da doação de alimentos, roupas, brinquedos, 
dentre outras.
13
Sabe-se que contribuir para que os alunos tor-
nem-se solidários não aniquila os problemas so-
ciais, a que todos os brasileiros estão expostos e 
sujeitos, dada a má distribuição da renda no País, 
mas colabora com a construção de uma sociedade 
em que possa haver sonhos e esperanças de dias 
melhores para todos.
ARAÚJO, Liliane dos Guimarães Alvim. Solidariedade, um valor que se constrói. 
Portal do Professor – MEC. Online. Adaptado.
2323
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Oriente os alunos a realizarem, previamente, um estudo 
sobre o tema justiça e meio ambiente. Divida a turma em gru-
pos e organize uma dramatização com situações de injustiça 
com os recursos naturais: converse com as crianças sobre o 
que os seres humanos estão fazendo para evitar a degradação 
do meio ambiente. Incentive os alunos a prepararem cenários 
e utilizarem recursos como fantoches, etc. Depois das apre-
sentações, realize um debate e faça alguns questionamentos, 
como: “As pessoas estão sendo justas com elas mesmas?”; 
“De que forma podemos contribuir para que todas as pessoas 
tenham as mesmas condições de igualdade?”.
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2424
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Leve uma imagem do símbolo da justiça (uma 
balança) e explore-a junto aos alunos, perguntan-
do-lhes se sabem o que ela representa. Ressalte 
que tal objeto simboliza a equidade, o equilíbrio, a 
igualdade das decisões aplicadas pela lei.
Peça aos alunos que imaginem que a balança da 
justiça é capaz de pesar os direitos e os deveres dos 
alunos na escola e pergunte que direitos e deveres 
cada um deles selecionaria para colocar na balança 
para que ela ficasse equilibrada.
15
ANOTAÇÕES
2525
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Foque os objetivos da educação: discernimento 
hábil entre o bom e o mau, o verdadeiro e o falso 
e preferência para o bom e o verdadeiro (e não 
para o mau e o falso). 
Converse com seus alunos sobre as formas de 
se fazer justiça.
Exemplifique algumas práticas cotidianas que 
demonstram a prática da justiça em ambientes de 
convívio social.
16
bom e o mau
verdadeiro e o falso
2626
Certa vez fui chamada para dar uma palestra sobre o papel 
da felicidade no processo de ensino-aprendizagem. Como de 
costume, a fim de personalizar a apresentação, perguntei à dire-
ção da escola quais pontos gostariam que fossem enfatizados. A 
resposta foi a necessidade de autoestima profissional e melhoria 
na qualidade dos relacionamentos entre professor e aluno.
Muito bem. Estava eu quase no fim da palestra quando uma 
professora levantou a mão e disse: “Tudo muito bonito, Solimar. 
Só que eu não sou paga para amar meus alunos, não”. Eu respondi: 
“É verdade. Somos pagos para lecionar, educar, ministrar nossa 
disciplina. Afinal, este é nosso trabalho. Não somos pagos para 
amar. Amar se faz de graça. Já está na lei que diz ‘ama ao próximo 
como a ti mesmo’. O amor tem que ser gratuito. Se formos pagos 
para amar, isso não é amor”.
Eu tinha um aluno chamado Lucas, que era aquele tipo de aluno 
que logo rotulamos de “Não quer nada com nada”. Bagunceiro, 
preguiçoso, não fazia nada. De repente, Lucas mudou em minhas 
aulas. O que fiz? Um gesto simples, não intencional. Ele precisava 
de ajuda para entender um ponto da matéria; parei ao lado dele, 
expliquei novamente, designei outro alunopara acompanhá-lo 
mais de perto — tirando dúvidas. Enquanto eu atendia outros 
alunos, voltei para ver o resultado e elogiei sinceramente os 
esforços dele perante a turma. Pronto, na aula seguinte Lucas 
estava com todo o dever pronto e foi o primeiro a querer me 
mostrar o caderno. Ele entendeu o pequeníssimo gesto de amor.
Eles percebem quando nós amamos a turma. A nossa energia 
boa, positiva, viva é irradiada por todos os poros e sai pelos nos-
sos olhos amorosos. Certa vez alguém disse que era impossível 
esconder o amor onde ele está presente e fingir um amor que 
não existe. De certa forma, muito verdadeiro isso. Professor tem 
que amar trabalhar com gente! Amar seus alunos.
Esse amor é ilustrado por uma outra história da qual eu gosto 
muito.
FUNDAMENTAÇÃO
AME SEUS ALUNOS
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27
EU AMAVA AQUELES GAROTOS
Um professor universitário levou seus alunos de Sociologia às favelas de Baltimore para 
estudarem as histórias de duzentos garotos. Pediu a eles que redigissem uma avaliação sobre 
o futuro de cada menino.
“Eles não têm chance alguma.”
Vinte e cinco anos mais tarde, outro professor de Sociologia deparou-se com o estudo anterior. 
Pediu aos seus alunos que acompanhassem o projeto, a fim de ver o que havia acontecido com 
esses garotos. Com exceção de vinte deles, que haviam se mudado ou morrido, os estudantes 
descobriram que 176 dos 180 restantes haviam alcançado uma posição mais bem-sucedida do que 
a comum, como advogados, médicos e homens de negócios.
O professor ficou intrigado e resolveu continuar o estudo.
Felizmente, todos os homens continuavam na mesma área, e ele pôde perguntar a cada um: 
“A que você atribui o seu sucesso?”. Em todos os casos, a resposta veio com sentimento: “A uma 
professora”.
A professora ainda estava viva. Ele a procurou e perguntou à senhora idosa, embora ainda 
ativa, que fórmula mágica havia usado para resgatar esses garotos das favelas para um mundo 
de conquistas bem-sucedidas.
Os olhos da professora faiscaram, e seus lábios se abriram em um delicado sorriso:
— É realmente muito simples — disse ela. — Eu amava aqueles garotos. 
Eu realmente espero que meus alunos tenham sucesso na vida. Eu acredito que é possível, mes-
mo quando nem eles mesmos parecem acreditar. Sei que às vezes, aliás, muitas vezes, é frustrante 
para o professor estar em uma sala de aula em que a maioria parece não estar interessado. Afinal, 
sabemos que parece que a educação deixou de ser a prioridade das pessoas há bastante tempo. 
Entretanto, quando um aluno se torna bem-sucedido, você sente que alcançou o verdadeiro sucesso 
como professor.
Alguns dos meus grandes amigos foram meus alunos, talvez pelo simples fato de eu amá-los 
primeiro.
SILVA, Solimar. 50 atitudes do professor de sucesso. Petrópolis: Vozes, 2014.
28
O que vamos estudar:
• Cidadania, meio ambiente e 
sustentabilidade
• A natureza
• O meio urbano
• A família e o meio ambiente
• A escola, um ambiente especial
29
FUNDAMENTAÇÃO
O PROFESSOR–ALUNO: SUGESTÕES PRÁTICAS PARA MELHORAR SEU ENSINO
O bom professor nunca deixa de ser aluno. Como 
aluno, o professor está sempre aprendendo — sobre si 
mesmo, sobre seus alunos, sobre o mundo em que vive. 
As sugestões que se seguem resumem algumas ideias 
práticas para tornar o professor um excelente aluno e, 
como consequência, um professor muito melhor.
• Prepare-se com antecedência, evitando a im-
provisação. Assim, você não empregará a sua ener-
gia na “tensão didática” durante a semana, guar-
dando-a para os momentos de meditação e para a 
vida pessoal.
• Pratique a estratégia “Atacar e descansar”, ou 
seja, trabalhar a lição um pouco cada dia e depois 
permitir que ela fique “fervendo” em sua mente e no 
seu coração em um período de “descanso”.
• Ache um colega com quem possa conversar a 
respeito do ensino.
• Faça pesquisas informais durante a semana 
com membros da classe para descobrir opiniões e 
experiências com o tema daquela semana.
• Programe atividades extraclasse com sua turma.
• Assim que terminar a lição, avalie a aula os méto-
dos, etc. Anote as mudanças que fará da próxima vez.
• Logo após a lição, reformule seu plano de aula 
e prepare o plano da próxima semana. 
• Obtenha feedback (retorno) sobre suas aulas e 
seu desempenho como professor por meio de um 
ou vários destes canais:
• Prepare um plano de aula e siga-o! Faça a si 
mesmo algumas perguntas-chaves sobre a lição no 
final do seu preparo:
- Questionários preenchidos pelos alunos.
- Conversas informais com os alunos (e/ou os 
pais deles).
- Gravações ou vídeos das suas aulas.
- Grupo de “colaboradores” com quem possa dia-
logar antes e depois da aula.
- Divulgação do seu endereço eletrônico para os 
alunos conversarem sobre a aula, esclarecerem 
dúvidas, etc.
- Conheço bem o texto?
- Existe algum método criativo apropriado para 
visualizar ainda melhor essa aula?
- Posso envolver os alunos ainda mais no pro-
cesso de aprendizagem?
- Há aplicação prática e objetiva incluída na 
lição?
- Tenho todos os materiais prontos para ensinar 
essa aula?
MERKH, David J. 101 Ideias criativas para professores. 4. ed. São Paulo: Hagnos, 
2002. Adaptado para fins didáticos.
PERGUNTAS PARA DISCUSSÃO
Como você tem obtido retorno sobre seu 
ensino? O que você tem aprendido?
O que significa a estratégia “Atacar e des-
cansar” no preparo de uma aula? Como 
funciona?
Como seria o preparo ideal de um profes-
sor durante a semana? (Procure escorçar, 
no domingo, como será sua aula em cada 
dia da semana.)
Quais são algumas maneiras práticas pe-
las quais o professor pode continuar sendo 
aluno?
30
OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM
CONTEÚDOS
• Cidadania, meio ambiente e sustentabilidade
• A natureza
• O meio urbano
• A família e o meio ambiente
• A escola, um ambiente especial
HABILIDADES
• Compreender o conceito de meio ambiente e entender o que é ética no meio ambiente.
• Reconhecer a necessidade de conviver em harmonia com a natureza.
• Identificar problemas enfrentados no meio urbano.
• Perceber a casa como um meio ambiente, um lugar para onde, mesmo indo a outros lugares, sem-
pre voltamos.
• Reconhecer a escola como um ambiente especial, onde se desenvolve a aprendizagem.
• Respeitar o meio ambiente, conscientizando-se da necessidade que temos dele para viver.
• Praticar ações de ética no meio ambiente e para com a natureza.
• Interessar-se pela conservação do meio urbano.
• Respeitar a casa, o ambiente particular em que se vive, cuidando para garantir o bem-estar de 
todos os familiares.
• Valorizar a escola como local onde se desenvolvem potencialidades.
METODOLOGIA
• Explicar o que é meio ambiente e relacionar atitudes de ética no meio ambiente a situações do dia a dia.
• Produzir textos sobre as ações humanas na natureza.
• Confeccionar a maquete de uma fábrica para demonstrar a poluição no meio urbano.
• Relacionar as atividades feitas em casa com as que são feitas em sala de aula para garantir o 
aprendizado e a importância de um meio ambiente saudável para se viver.
• Criar cartazes sobre o tema A escola, um ambiente especial.
31
aGRADES SEMANAIS
11a SEMANA
12a SEMANA
13a SEMANA
14a SEMANA
Cidadania Moral e Ética – Dinâmica – página 17
Importância do grupo
• Objetivo: Despertar a proximidade e promover a relação com o outro.
• Idade: Todas.
• Material: Papéis e canetas.
Devem ser distribuídas quatro folhas e uma caneta para cada participante. Em cada uma das folhas, 
os participantes deverão desenhar uma mão, um pé, uma cabeça e um coração.
Eles devem ser orientados a escreverem, na mão, o que podem oferecer ao grupo e, no pé, o que 
aprenderam na caminhada até o momento. Já na cabeça, devem escrever as ideias que surgiram duran-
te a interação com o grupo e, no coração, o que sentem em relação a todos.
Essa dinâmica serve para despertar uma proximidade com o grupo e expor quais valores expressa-
mos e esperamos dos outros.
Cidadania Moral e Ética – Cidadania, meio ambiente e sustentabilidade – páginas 18, 19 e 20
Orientaçãodidática:
Converse com seus alunos sobre a importância do meio ambiente para os seres vivos. Pesquise 
notícias e reportagens sobre a organização funcional do meio ambiente. Monte, com os seus alunos, um 
painel ilustrativo do meio ambiente.
Cidadania Moral e Ética – Cidadania, meio ambiente e sustentabilidade – páginas 21 e 22
Orientação didática:
Confeccione, com os alunos, uma maquete, utilizando massa de modelar, palito de picolé, de chur-
rasco, isopor, lápis de cera, entre outros materiais, para representar o meio ambiente.
Cidadania Moral e Ética – A natureza – páginas 23 e 24 
Orientação didática:
Estimular o contato com o meio ambiente é muito importante para desenvolver uma consciência 
ambiental nos alunos. Leve seus alunos para ambientes onde eles possam correr, brincar, aprender e 
exercitar a curiosidade, como praças, parques florestais, hortas, planetários e lagos.
32
15a SEMANA
16a SEMANA
17a SEMANA
18a SEMANA
19a SEMANA
20a SEMANA
Semana de revisão
 Orientação didática:
• Realize um exercício de fixação para revisar os conteúdos estudados.
Cidadania Moral e Ética – O meio urbano – páginas 25 e 26
Orientação didática:
Para engajar os alunos no tema, pense nas atividades a partir do cotidiano dos estudantes, refletin-
do, por exemplo, sobre como eles se deslocam pela cidade.
Cidadania Moral e Ética – O meio urbano – página 27
Orientação didática:
Faça perguntas como: “Será que a relação com o espaço urbano de quem usa transporte coletivo 
é a mesma de quem usa transporte individual?” ou “A experiência de realizar determinado trajeto é a 
mesma para todas as pessoas, independentemente da cor de pele, do gênero, da idade e das caracte-
rísticas físicas?”.
Cidadania Moral e Ética – A família e o meio ambiente – páginas 28, 29 e 30
Orientação didática:
A maior parte dos problemas ecológicos tem origem no descarte inadequado do lixo. Pergunte aos 
alunos se, na família deles, é feita a separação do lixo para reciclagem. É importante mostrar para as 
crianças que o descarte inadequado é prejudicial à sociedade como um todo.
Cidadania Moral e Ética – A escola, um ambiente especial – páginas 31 e 32
Orientação didática:
Assistir a um filme, um vídeo ou a um documentário é muito produtivo e inspirador para as crianças. 
Apresentar os temas das aulas usando essas táticas é mais eficiente e chama mais atenção dos alunos.
Semana de avaliação
Orientação didática: 
• Realize atividades de avaliação sobre os conteúdos estudados.
33
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
ANOTAÇÕES
Promover momentos perto da natureza ou dar 
aulas ao ar livre é ideal. É importante conversar com 
os alunos sobre a incansável luta da natureza pela 
sobrevivência e lembrá-los das catástrofes como 
uma resposta ao caos que o meio ambiente vive. Alie 
outras disciplinas que se adéquam ao tema.
Promova passeatas, murais, jograis, trabalhos 
em grupo. Use o lúdico, mas sempre mostre a se-
riedade e a responsabilidade desse tema.
18
3434
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Você pode promover um debate com o objetivo 
de elucidar que cada ser é único, mas vive em so-
ciedade, o que implica conviver com as diferenças. 
Respeitar as diferenças é ser flexível, compreender 
os pontos de vista e o jeito de ser dos outros.
19
Shubham
 M
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3535
20
Realize um passeio com seus alunos pelo jardim, 
pelo quarteirão ou pelo bairro da escola, para que eles 
sintam os cheiros peculiares de cada área, constatando 
assim a poluição do ar de cada ambiente. Siga o passeio 
fazendo referências também a esgotos que estejam a 
céu aberto, lixos e outros agentes poluentes do ar que 
encontrar no caminho. Depois, solicite que digam qual 
área acharam mais poluída.
Solicite aos alunos que criem cartazes para chamar 
a atenção da população sobre a responsabilidade de 
cada um de nós em fazer o possível para diminuir ou 
acabar com a poluição do solo.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
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3636
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Jogo das perguntas e respostas
a. Peça que um aluno elabore uma pergunta 
sobre o tema estudado e solicite a outro aluno 
que a responda.
b. Solicite a um terceiro aluno que diga se con-
corda ou não com a resposta do colega e por quê.
c. Solicite a um quarto aluno que:
1. Repita a resposta do primeiro colega e a 
opinião do segundo.
21
2. Diga se concorda ou não com a opinião do 
segundo colega e por quê.
Observações:
1a) A dinâmica poderá ter continuidade com 
uma nova pergunta.
2a) Você e seus alunos poderão comen-
tar a experiência, observando contribuições 
à aprendizagem e manifestando percepções 
pessoais.
3737
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Hoje, mais do que antes, a sustentabilidade do planeta 
depende da confluência das ações de todos os países, de 
todos os povos.
As grandes desigualdades entre ricos e pobres são prejudi-
ciais a todos. “A ética do cuidado com a Terra aplica-se em to-
dos os níveis, internacional, nacional e individual. Todas as na-
ções só têm a ganhar com a sustentabilidade mundial, e todas 
estão ameaçadas caso não consigamos essa sustentabilidade.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares 
nacionais: meio ambiente, saúde / Secretaria de Educação Fundamen-
tal. Brasília: MEC/SEF, 1997, p. 32.
22
3838
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Elementos básicos da natureza
Promova uma roda de conversa sobre os elemen-
tos básicos da natureza, solicitando uma pesquisa 
de gravuras que representem vários desses ele-
mentos. Para a realização dessa atividade, distribua 
revistas velhas e peça que, em grupo ou dupla, os 
alunos procurem as gravuras.
Em seguida, junto com os grupos, monte um gran-
de mural e coloque-o em um lugar visível da sala.
23
Pesquise diversas notícias e reportagens sobre a 
ação do ser humano na natureza, transformando os 
ambientes. Vale a pena realizar uma análise mais 
apurada das vantagens e desvantagens dessa ação. 
É possível ainda trabalhar ações voltadas para o 
desenvolvimento sustentável, ou seja, sem agredir 
a natureza.
3939
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Profissionais da natureza
Elementos necessários: Biblioteca, caderno e 
caneta ou lápis.
Procedimento:
• Os alunos deverão pesquisar profissões direta 
e indiretamente relacionadas à natureza e ao meio 
ambiente.
• Em seguida, cada aluno deverá elaborar uma re-
dação na qual fale sobre a importância da profissão 
pesquisada e reflita sobre estas frases: “De que ma-
neira o profissional pode colaborar para a melhoria da 
24
vida e do meio ambiente?”, “Que atitudes ele pode ter 
para preservar melhor nosso planeta e nossa vida?”.
Sugestão de profissões:
• Lixeiro • Gari
• Jardineiro • Guarda florestal
• Faxineiro • Cozinheiro
• Floricultor • Agricultor
• Jornalista • Político
• Artista • Professor
BRANCO, Sandra. Atividades com temas transversais. São Paulo: 
Cortez, 2009.
4040
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Realize uma roda de conversa com os alunos sobre o 
meio urbano. Em seguida, exponha para todos, por meio 
de uma gravura, as partes do meio urbano. Proponha aos 
alunos assistirem a algum vídeo interativo sobre o tema. No 
decorrer do vídeo, faça pequenas pausas, explicando-lhes 
os detalhes.
Promova um momento de reflexão sobre os malefícios 
que a zona urbana pode trazer para a vida das pessoas. Cite 
exemplos do cotidiano, como trânsito caótico, congestiona-
mento, poluição sonora e visual, fumaça, poeira, agitação, 
etc. Incentive os alunos a interagirem na aula com você.
25
poluição sonora
poluição visual
fumaçapoeira
agitação
4141
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Promova uma dinâmica em que a proposta é compartilhar a ideia que os alunos têm do meio urbano. 
Ela pode ser dividida em três momentos:
26
Primeiro momento:
Proponha que cada aluno escreva, em 
tiras de papel, várias palavras que comple-
tem a frase: “No meio urbano, é bom viver 
porque...”.
Segundo momento:
Divida a turma em grupos e peça a cada gru-
po que discuta sobre o que foi escrito nas tiras 
individuais. Incentive as crianças a registrarem 
as principaisideias, criando uma pequena reda-
ção coletiva, que expresse o conjunto das ideias 
apresentadas em cada tirinha de papel.
Continua...
42
Terceiro momento:
Solicite ao representante de cada grupo que leia 
para o restante da turma os textos elaborados. As 
crianças devem ser incentivadas a comentarem o 
trabalho de cada grupo. Em seguida, sugira que os 
alunos montem um mural ou uma dramatização a 
partir dos textos criados. Nesse caso, é necessário 
dispor, na sala, de materiais que ajudem na criação 
dos personagens.
27
CANDAU, Vera Maria; JACAUINO, Susana Beatriz. Et. al. Tecendo 
a cidadania. Oficinas pedagógicas de direitos humanos. Petró-
polis: Vozes, 1995.
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4343
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Cantinho da Família
Um dia antes da atividade, solicite a cada um da 
turma que traga para a próxima aula duas fotos 
da família, algum objeto pequeno de casa e outro 
objeto pessoal. No dia da atividade, peça que cada 
um desenhe em um papel-ofício uma imagem da 
própria casa e das pessoas que vivem dentro dela. 
Depois, explique-lhes que cada educando vai mon-
tar, em cima da própria mesa ou cadeira, um “Can-
tinho da Família”, expondo as fotos, os objetos que 
trouxeram e o desenho, em uma arrumação livre.
28
Continua...
H
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4444
Esclareça que todos, agora, vão participar de 
uma visita a um “local de exposição” e que irão se 
deslocar para perto das cadeiras ou mesas, um de 
cada vez. Ao chegar ao local, o educando que fez o 
cantinho explica aos demais tudo que está exposto, 
podendo contar alguma história dos objetos. Todos 
estão livres para fazer alguma pergunta depois que 
o educando-expositor falar. Ao final, peça aos alu-
nos que recolham os materiais e pergunte o que eles 
sentiram realizando esta atividade, qual a importân-
cia de viver em família, de que eles mais gostam na 
família e por quê.
29
ANOTAÇÕES
4545
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Jogo da devolução
Com a turma em círculo, solicite aos educandos 
que coloquem, no meio da sala, um objeto pessoal 
(lápis, caneta, caderno, etc.). Depois, peça para que 
cada um pegue um objeto que não seja seu.
Quando todos estiverem com o objeto escolhido 
nas mãos, pergunte-lhes como é estar com algo 
que não é seu; se pegar algo de alguém sem pedir 
é certo ou errado.
30
Com isso, cada um vai apresentar o objeto que 
tem nas mãos, e o dono vai se revelar. O educando 
vai ao dono do objeto e fala: “Desculpe-me, eu de-
volvo seu objeto”. O dono agradece. Todos devem 
proceder da mesma forma. Ao término da sequência, 
o educador conduz um bate-papo sobre o que eles 
mais aprenderam e por que é tão importante pedir 
desculpas.
WENDELL, Ney. Praticando a gentileza em sala de aula. Recife: Prazer de Ler, 
2012.
4646
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Divida a turma em duplas. As duplas formam 
duas filas, uma de frente para a outra.
Explique que, ao seu sinal, as duplas irão se en-
contrar e fazer de conta que são dois amigos que 
se veem depois de muito tempo. Devem agir dessa 
forma duas vezes. Depois, agem como se fossem 
dois aniversariantes que parabenizam alegremente 
um ao outro, duas vezes.
31
Por fim, são dois amigos que vão se despedir e 
repetem a encenação duas vezes. Antes de se sen-
tarem, devem agradecer ao colega com um abraço. 
Pergunte à turma o que mais aprenderam com a 
atividade e que palavras foram ditas para o outro. 
Lembre, junto à turma, os momentos marcantes e 
faça uma lista de termos gentis.
Depois de ler a lista para a turma, questione-lhes 
a importância desses termos na convivência diária.
4747
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Na escola
Combine com seus alunos que sempre haverá o 
ajudante do dia. Essa prática é importante para que 
os alunos adquiram responsabilidade pelas tarefas 
que lhes são incumbidas. As obrigações podem ser:
• Ajudar o professor a distribuir e recolher o ma-
terial de aula nas carteiras.
• Apagar a lousa.
32
• Reservar, na biblioteca, os livros que toda a 
turma irá precisar.
• Sempre recolher o lixo que se forma com as 
sobras de papel ou de outros materiais da aula de 
Artes.
Guia Prático para Professores de Ensino Fundamental. São Paulo: Edições Lua 
das Artes, abril, 2005.
4848
FUNDAMENTAÇÃO
Assim, cometeremos erros o tempo todo. A questão é buscarmos não repetir 
os erros cometidos. Devemos buscar incessantemente o aprimoramento em nos-
sa profissão, seja ela qual for. Não dá para fazer como uma professora de Ciên-
cias a cujas aulas uma aluna estagiária assistia. Essa professora tinha o mesmo 
caderno da época em que a estagiária estudou naquela escola. Em determinada 
aula, a professora ditava conteúdo relacionado a combustíveis. Quando um aluno 
perguntou sobre o GNV, que não estava em seu caderno amarelado, a professora 
desconversou e disse que seria tópico para uma outra aula.
Meu filho Lucas, aos 3 anos, começou a utilizar a expressão “Você é medro-
sa” quando se sentia contrariado. Acho que ele pensava que medrosa era uma 
palavra feia e, assim, estaria me ofendendo. Expliquei para ele que todos somos 
medrosos. Ele, espantado, perguntou: “Até eu, mamãe?!”. Sim, todos temos algum 
tipo de medo. E não há mal nisso. É necessário que tenhamos limites para nos 
proteger, pois o medo também é mecanismo de sobrevivência.
Somos seres muito medrosos. Uma consulta rápida a uma lista de fobias no 
Wikipédia revela um dicionário imenso de fobias. Só na letra A temos mais de 
quarenta fobias listadas. No site há a informação de que os dicionários médicos 
trazem centenas de fobias e que o número de fobias possíveis é quase infinito.
Então, embora ter medo seja algo natural e possa até mesmo desencadear 
aversões mais específicas, que seriam as fobias, nós devemos estar alertas em 
relação aos medos que nos paralisam profissionalmente.
NÃO TENHA MEDO DE ERRAR
O medo é um grande inibidor de novas ações. Às vezes, paralisamos por medo. E não me refiro aqui ao 
medo do qual somos reféns nas grandes cidades com a criminalidade e insegurança. Há medos invisíveis que 
nos prendem. Um deles é o medo de errar.
Se temos medo de errar, muitas vezes sequer tentamos fazer algo diferente. As escolas, no geral, não valo-
rizam o erro como forma positiva de exercício de criatividade. Ainda encontramos ambientes muito positivistas. 
É o certo e o errado. O preto e o branco. E esquecem as nuanças de cores e a gama de respostas possíveis.
Saímos da faculdade sem saber de tudo e passamos a vida inteira sem sabê-lo. Estamos em constante 
processo de aprendizagem. Ou pelo menos deveríamos estar. A formação do professor deve ser contínua. É 
impossível que apenas três ou quatro anos de curso superior deem conta de nossa formação completa. Por 
isso mesmo, chama-se formação inicial.
Não me lembro de onde li e 
qual é a fonte, mas há uma ci-
tação que diz que a covardia é 
o medo consentido, enquanto a 
coragem nada mais é do que o 
medo dominado. E muitas vezes 
é isso mesmo que teremos que 
fazer: sentir medo, mas seguir 
adiante, minimizando o medo de 
errar.
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49
Lembro-me de que na adolescência eu ficava imagi-
nando como os professores não ruborizavam diante da 
turma para dar aula. Logo eles, que passavam tão pouco 
tempo conosco, nunca pareciam tímidos, enquanto eu, 
para apresentar trabalhos, ficava logo vermelha como 
um tomate. Acabei me tornando a oradora ao final do 
Ensino Médio, quando estaríamos no teatro da câmara 
municipal da minha cidade, com todas as turmas de for-
mandos e seus familiares e amigos me ouvindo. Fiquei 
ansiosa, tensa e fui para o palco quando chamada, ape-
sar de já estar vermelha antes de segurar o microfone.
As pessoas diziam que eu falava bem em público. 
Talvez não soubessem o quanto eu enfrentava esse 
medo várias vezes, em vez de fugir dos convites e obri-
gações, na igreja ou na escola. Sentia medo, mas seguia 
em frente. Até que me tornei professora e palestrante. 
Tenho fascínio por falar em público. Mesmo que nos 
primeiros segundos ainda tenha medoe, muitas vezes, 
ainda ruborize. A paixão por compartilhar ideias e co-
nhecimento é mais forte do que o medo de errar.
Seja qual for o seu medo de errar, tente. Tenha hu-
mildade suficiente para admitir os erros e as limita-
ções. No início de nossa carreira, principalmente, talvez 
estejamos muito inseguros quanto aos aspectos do que 
ensinar e como. Talvez gastemos mais tempo prepa-
rando uma aula e ainda fiquemos ansiosos com as per-
guntas que os alunos podem fazer, com medo de não 
saber responder adequadamente.
Costumo dizer para meus alunos, futuros professo-
res, que não há nada de errado em dizer que não sabe, 
que vai pesquisar ou estudar mais sobre o assunto. 
Brinco dizendo que não podemos fazer isso o tempo 
inteiro, senão há algo errado. Precisamos nos preparar 
cada vez mais para entrar em sala de aula. Do contrário, 
os alunos vão começar a desconfiar também que não 
sabemos nada.
Assim, tenhamos medo, mas aquele medo que nos 
faz ficar mais cautelosos, prepararmo-nos mais. Tenha, 
sobretudo, humildade. Não precisamos impressionar 
nossos alunos com nosso vasto conhecimento ou dar 
uma aula repleta de termos difíceis ou inacessíveis a 
eles. Temos que dar aulas para os alunos, não para 
nós mesmos.
TENTE NOVAS FORMAS DE ENSINAR, 
CRIE PROJETOS, FAÇA ALGO DIFERENTE. 
TENHA MEDO, MAS NÃO TENHA 
MEDO DE ERRAR. SÓ ERRAMOS 
AO TENTAR FAZER ALGO.
SILVA, Solimar. 50 atitudes do professor de sucesso. Petrópolis: Vozes, 2014.
50
O que vamos estudar:
• O que é saúde?
• O exercício físico e a 
alimentação
• As vacinas
• A saúde, um direito de todos
• O que é a fome?
51
FUNDAMENTAÇÃO
ESCOLA: REFLEXO DA CONVIVÊNCIA SOCIAL
Riolando Azzi*
A escola também reflete o modelo violento de 
convivência social. E o mais grave é que muitos 
educadores não se percebem como violadores dos 
direitos dos alunos. É o que podemos chamar de 
violência simbólica, que, segundo Dulce Whitaker 
(1994), “ajuda não só a obscurecer a violência que 
está no dia a dia, no cotidiano, como também a es-
conder suas verdadeiras causas”. É a violência sutil 
que, em geral, não aparece de forma tão explícita 
e serve para escamotear e dissimular os conflitos.
Essa mesma autora ainda chama a atenção para 
o fato de que muitas vezes “os professores não se 
dão conta de que o que torna as crianças apáticas 
não são propriamente os conteúdos ministrados, 
mas, sim, o ponto de partida da ação pedagógica, 
que se apresenta carregado de autoritarismo e, 
portanto, de violência simbólica”.
Em uma pesquisa sobre a percepção dos alu-
nos e educadores em relação à violência urbana 
e escolar, essa visão da escola enquanto espaço 
de violência é destacada pelos alunos, e estes 
exemplificam como ela se manifesta: “Quando o 
professor fala: ‘Este aluno está perdido comigo’” — 
isto porque o aluno era indisciplinado — “ou então 
‘este aluno não quer nada com a escola e, por mim, 
está reprovado’”.
E o mais interessante é que os professores não 
veem essas formas de relacionamento com os 
alunos como desrespeitosas ou violentas. Para 
estes, a violência na escola aparece, basicamen-
te, na relação entre os alunos e destes para com 
o educador. É como se o professor pudesse ficar 
isento de tais práticas, mas, na verdade, todos 
nós somos produtos do conjunto das relações 
sociais da sociedade da qual fazemos parte. Daí 
a importância de termos conhecimento de como 
essas relações são produzidas para podermos 
pensar alternativas de superação. 
ESCOLA E FORMAÇÃO ÉTICA
E qual é o papel da educação e da escola 
nesse contexto? Se entendermos que a educa-
ção é um processo de construção coletiva, con-
tínua e permanente de formação do indivíduo, 
que se dá na relação entre os indivíduos e entre 
estes e a natureza, a escola é, portanto, o local 
privilegiado dessa formação, porque trabalha 
com o conhecimento, com valores, atitudes e 
a formação de hábitos.
Dependendo da concepção e da direção que a 
escola venha a assumir, esta poderá ser local de 
violação de direitos ou de respeito e de busca pela 
materialização dos direitos de todos os cidadãos, 
ou seja, de construção da cidadania.
Entendemos que um projeto de escola que 
busque a formação da cidadania precisa ter como 
objetivo: tratar todos os indivíduos com dignidade, 
com respeito à divergência.
Com frequência também, a classe burguesa em 
ascensão repete em suas atitudes o mesmo modelo 
da dominação senhorial. Enquanto, nas empresas 
e nas fábricas, os operários encontram restrições 
quanto aos direitos sociais, diversos membros da 
nova elite contribuem com esmolas para a cons-
trução de igrejas e colégios confessionais, onde, 
inclusive, são educados os próprios filhos.
A concepção neoliberal, atualmente em voga, 
repete com frequência o mesmo projeto burguês 
segundo o qual a modernização do País deve ser 
feita mediante o abandono e até mesmo a repres-
são dos grupos marginalizados, considerados 
ineficientes e um obstáculo para o bem-estar do 
País. A queima dos mendigos e a violência contra os 
sem-terra evidenciam de forma dolorosa a cons-
ciência burguesa a respeito da “inutilidade” dos 
seres humanos que não contribuem “ativamente” 
para o progresso brasileiro.
*Riolando Azzi é doutor em Filosofia, professor na Universidade Federal do 
Rio de Janeiro e pesquisador do Centro João XXIII, Rio de Janeiro.
52
OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM
CONTEÚDOS
• O que é saúde?
• O exercício físico e a alimentação
• As vacinas
• A saúde, um direito de todos
• O que é a fome?
HABILIDADES
• Identificar atitudes éticas na saúde.
• Apontar a importância da prática de atividades físicas e da alimentação balanceada para a saúde.
• Enfatizar a necessidade das vacinas para a saúde pública.
• Entender que a saúde é um direito de todos.
• Identificar a fome como um problema sério que tem afetado o mundo.
• Demonstrar autonomia nos assuntos estudados.
• Apreciar as atividades físicas e o estudo da alimentação para a saúde.
• Valorizar as campanhas do governo para a vacinação.
• Argumentar sobre ações que demonstram o direito (ou a sua negação) à saúde.
• Refletir sobre as possíveis soluções para este grande problema mundial, a fome.
METODOLOGIA
• Dramatizar situações envolvendo a ética na saúde e participar de um lanche coletivo.
• Praticar atividades físicas, como alongamento ou outra atividade de movimento, no pátio da escola 
ou na sala de aula.
• Confeccionar panfletos incentivando a vacinação para evitar doenças.
• Produzir um texto sobre o direito de todos à saúde.
• Pesquisar lugares em que as pessoas têm vivido situações de extrema pobreza e fome.
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53
a
21a SEMANA
25a SEMANA
22a SEMANA
23a SEMANA
24a SEMANA
Cidadania Moral e Ética – Dinâmica – página 33
Pular corda
Pular corda melhora a capacidade cardiorrespiratória, queima calorias, fortalece pernas e pés e 
ainda melhora a coordenação motora — e diverte!
Que tal relembrar as músicas de pular corda da infância e entrar na brincadeira? Vale até fazer 
adaptações com o nome da criança.
[nome da pessoa] bateu em minha porta, e eu abri
Senhoras e senhores, ponham a mão no chão
Senhoras e senhores, pulem em um pé só
Senhoras e senhores, deem uma rodadinha
E vá pro olho da rua
Semana de revisão
Orientação didática:
• Realize exercícios de fixação para revisar os conteúdos estudados.
Cidadania Moral e Ética – O que é saúde? – páginas 34, 35 e 36
Orientação didática:
Faça uma roda de conversa com os alunos e fale sobre como ser ético na saúde em situações prá-
ticas do cotidiano. Solicite aos alunos uma pesquisa sobre os cuidados que podemos ter com a nossa 
saúde.
Cidadania Moral e Ética – O exercício físico e a alimentação – páginas 37 e 38
Orientação didática:
Separe um dia da semana e promova atividades como: jogar bola, pega-pega, caça ao tesouro e 
esconde-esconde, entre outras. Em uma era tão digital, brincadeiras assim acabam esquecidas, e, por 
isso, é preciso incentivar que as crianças as pratiquem.
Cidadania Moral e Ética – O exercício físico e a alimentação –página 39
Orientação didática:
Algumas atividades lúdicas relacionadas à alimentação saudável podem ser colocadas em prática durante 
as aulas.
1 - Fazer um jogo da memória com ingredientes (frutas, legumes, verduras) e o nome deles. O aluno 
que acertar experimenta o alimento; este é o jeito perfeito de assimilar nomes ao paladar.
2 - Preparar um prato saudável em conjunto, seguindo receitas simples, como uma salada. Dessa 
forma, a criança se envolve mais nesse processo.
GRADES SEMANAIS
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26a SEMANA
27a SEMANA
28a SEMANA
29a SEMANA
30a SEMANA
Cidadania Moral e Ética – As vacinas – páginas 40 e 41
Orientação didática:
Comece a aula fazendo perguntas aos alunos. Seguem algumas sugestões:
• Quem aqui já tomou vacinas?
• O que vocês sabem sobre as vacinas?
• E sobre a vacina da covid-19?
• De que são compostas as vacinas?
• Como as vacinas funcionam em nosso organismo?
Este é um momento rico de levantamento de conhecimentos prévios.
Cidadania Moral e Ética – As vacinas – página 42
Orientação didática:
Solicite, com antecedência, que no dia da aula os estudantes tragam a carteirinha de vacinação. 
Peça que observem os carimbos e a identificação das vacinas que eles tomaram. Imprima ou utilize um 
recurso visual para mostrar aos estudantes o calendário de vacinação, que indica todas as vacinas e as 
idades correspondentes previstas para cada uma.
Cidadania Moral e Ética – A saúde, um direito de todos – páginas 43 e 44
Orientação didática:
Inicie a aula explicando que um dos documentos mais importantes existentes para a garantia dos 
direitos dos adolescentes é o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). E a saúde é um dos direi-
tos apresentados nesse documento. Leia o artigo 4o para os alunos, depois promova um momento de 
reflexão. 
Cidadania Moral e Ética – O que é a fome? – páginas 45, 46, 47 e 48
Orientação didática:
Para iniciar a aula, você pode relacionar o tema da fome ao município onde vocês residem, questio-
nando se há casos de fome no local.
Semana de avaliação
Orientação didática:
• Realize atividades de avaliação para os conteúdos estudados.
55
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Organize uma roda de conversa com seus alunos para 
discutir a importância da limpeza para a saúde. Ques-
tione-os sobre os hábitos de higiene pessoal que cada 
um pratica e o que acham das pessoas que não gostam 
de tomar banho, escovar os dentes, lavar as mãos, etc.
Converse com os alunos sobre a importância da saúde 
mental e emocional para o bom convívio em sociedade.
Explique-lhes que pessoas mental e emocionalmen-
te equilibradas são mais propensas a tomar melhores 
decisões e a conviver harmonicamente com as demais.
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5656
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Distribua cópias do poema a seguir para as crian-
ças e solicite-lhes uma leitura coletiva.
Saúde
Se saúde quiseres ter, mil cuidados vais tomar, com 
um banhinho de limpeza, perfumado vais ficar.
Com a saúde tem cuidado, pois com esta não se brinca, 
os vírus não perdoam o menino que não se limpa.
O banho devo tomar e, com dentes bem lavados, muito 
cheiroso quero ficar e manter os micróbios afastados.
Publicado por: Cantinho Saúde, março, 2011.
35
As atividades propostas nesta página e na an-
terior são uma oportunidade inicial de os alunos 
refletirem sobre o texto que leram e aliarem o co-
nhecimento cotidiano ao que aprendem em sala de 
aula. Exalte práticas saudáveis e também formas de 
não expor a saúde a riscos desnecessários.
5757
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
A escola é o espaço da aprendizagem, e nada 
melhor do que transformá-la em um local para a 
promoção dos cuidados com os dentes. Para isso, 
pode-se fazer uso de livros e filmes explicativos 
para ajudar a ilustrar as explicações sobre a impor-
tância de escovar os dentes, por exemplo.
O emprego de atividades lúdicas serve como mo-
tivação para as crianças tornarem a higiene bucal 
um hábito diário. Como a maioria das atividades é 
realizada em grupo, os pequenos se sentem esti-
mulados a seguirem os colegas.
36
ANOTAÇÕES
5858
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Corpo triste e corpo feliz
Mostre para a turma diversas imagens de pes-
soas tristes e peça que os educandos identifiquem 
como estão o corpo, o rosto, etc. Depois, peça que 
eles andem na sala como se fossem uma daquelas 
pessoas. Pergunte a eles como fica o corpo quando 
se está triste. Posteriormente, mostre imagens de 
pessoas alegres, pedindo que as observem o má-
ximo possível. Novamente solicite que andem pela 
sala e imitem uma daquelas pessoas das imagens. 
Pergunte à turma o que mudou. Converse com os 
37
educandos sobre como é possível identificar quando 
se está triste ou alegre. Solicite que façam uma pes-
quisa na instituição, na rua e em casa, observando 
as pessoas e como elas demonstram o que estão 
sentindo. No outro dia, avalie com eles como foi a 
pesquisa e o que aprenderam.
WENDELL, Ney. Praticando a generosidade em sala de aula. Recife: Prazer de 
Ler, 2013. Adaptado para fins didáticos.
5959
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Incentive os alunos a terem 
uma alimentação saudável e a 
praticarem exercícios. Mesmo 
estando na escola, pode haver 
a visita de um nutricionista e 
de um educador físico para 
falar com os alunos sobre o 
tema. É uma boa ocasião para 
essa formação.
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6060
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Os exercícios propostos aju-
dam a fixar as informações do 
texto de abertura da seção, fa-
zendo a ligação com o cotidiano 
dos alunos, de modo que eles 
façam comparações e reflexões 
acerca de suas práticas alimen-
tares e de exercícios físicos. 
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40
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Explique aos alunos que a vacinação é um direito de to-
dos, por isso os cidadãos devem estar sempre atentos às 
campanhas que são promovidas pelo governo e ao calendário 
de vacinação. Aproveite a oportunidade para conversar sobre 
a importância da imunidade para a manutenção da saúde.
Realize com seus alunos uma roda de debate, na qual cada 
criança poderá expor seus conhecimentos sobre o conteúdo. 
Peça-lhes que perguntem aos responsáveis quantas e quais 
as vacinas que elas já tomaram.
Pesquise datas de futuras campanhas e fixe-as na en-
trada do colégio, alertando os pais.
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6262
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
A conversa com as crianças encontra concretude 
na explicação com base nessas tabelas demonstra-
tivas de vacinas e doenças que estas evitam. É muito 
importante essa visualização por parte dos alunos. 
Pesquise inclusive algum vídeo ou documentário 
de curta duração para exibir em sala, abordando o 
tema e correlacionando-o com a realidade.
41
ANOTAÇÕES
6363
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Para as atividades, solicite com antecedência que 
as crianças tragam a carteira de vacinação para a 
execução da tarefa. Mediante alguma resistência, 
peça que levem uma foto da carteira.
42
Cartão de 
Vacinação
Nome: XXXXXXXXX
Data: XX - XX - XXXX
6464
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Trabalhe a dinâmica a seguir com seus alunos.
Círculo de todo mundo
Preencha o chão da sala com um círculo de papel 
para cada educando. Dê uma caneta para cada um 
e diga que passarão de círculo em círculo e escre-
verão o próprio nome nele. O importante é que, em 
cada círculo, eles escrevam o nome de forma cria-
tiva e diferente, ocupando um pequeno lugar, e que 
deixem espaço para todos. Dê sinal para que eles 
mudem de círculo, até passarem por todos. Ao final, 
43
informe que eles devem passar e observar como 
ficaram os círculos e dizer o que isso significa para 
cada um. Verifique se houve conflito em relação aos 
espaços. Estabeleça a discussão sobre o valor do 
lugar de cada um, do lugar de todos e as diferenças 
entre individualidade e coletividade.
WENDELL, Ney. Praticando a generosidade em sala de aula. Recife: Prazer de 
Ler, 2013. Adaptado para fins didáticos.
Depois da atividade, reforce a ideia de que, como 
cidadãos, temos o nosso lugar e devemos lutar pelo 
direito a condições dignas de vida.
6565
ORIENTAÇÃODIDÁTICA
Os doentes de mentira
Material: Uma bexiga inflada contendo pergun-
tas relacionadas à saúde.
Desenvolvimento: Cada participante se apresen-
ta fingindo estar com uma doença ou dor: cabeça 
machucada, braços e pernas engessados (sem po-
der dobrar o joelho ou cotovelo), dor de dente ou 
de barriga, braço na tipoia, etc.
Converse com o grupo sobre o propósito da 
brincadeira, que é demonstrar como nos sentimos 
quando adoecemos e/ou sentimos dor.
44
Respondam, juntos, às perguntas que estão den-
tro da bexiga, que podem ser:
• Por que algumas pessoas têm dificuldade em 
manter a saúde estável?
• Como é o atendimento nos consultórios, postos 
de saúde e hospitais públicos?
• Quem deve ser atendido prioritariamente? Por 
que alguns têm que esperar muito tempo para serem 
atendidos em hospitais?
• Como podemos ajudar as pessoas doentes?
• Há doenças que podem ser evitadas? Como?
6666
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Converse com seus alunos sobre a questão da 
fome no Brasil e no mundo. Aproveite a oportunida-
de para apresentar os efeitos físicos e psicológicos 
da inanição, explicando como esse problema afeta 
a cidadania.
Selecione trechos do livro Fome, um tema proibi-
do, de Josué de Castro, para ler em sala de aula. Em 
seguida, promova um debate com os alunos sobre 
o que foi abordado.
45
Organize, juntamente aos pais e à direção da 
escola, uma campanha de arrecadação e doação 
de alimentos a um asilo, creche ou instituições si-
milares. Os alunos devem escrever cartazes de di-
vulgação, separar os alimentos por tipo e participar 
ativamente da entrega nos locais escolhidos.
Solicite aos alunos que elaborem cartazes rela-
cionados ao combate à fome e ao não desperdício 
de alimentos. Exponha os cartazes nas paredes de 
toda a escola, socializando a produção.
6767
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Garrafa da consciência
Material: Uma garrafa vazia (pode ser de refrigerante).
Desenvolvimento: O grupo deve sentar formando um círculo. 
Coloque a garrafa deitada no chão no centro da sala e faça-a girar 
rapidamente: quando ela parar, estará apontando (gargalo) para 
alguém, que responderá uma pergunta sobre o assunto trabalhado. 
A pessoa indicada pela garrafa terá, então, a tarefa de girá-la e for-
mular uma pergunta para quem ela apontar e assim sucessivamente.
É importante que as perguntas direcionadas sejam relacionadas 
ao tema trabalhado. Sugira algumas e auxile os educandos sempre 
que precisarem.
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6868
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
As atividades dessa página retomam os temas já 
trabalhados, como uma revisão dos pontos princi-
pais vistos, e também abordam a fome como uma 
questão pública e de interesse social. As crianças 
farão ligações com o cotidiano.
Por isso é importante o acompanhamento do 
educador em sua execução, para uma melhor orien-
tação e associação entre os pontos trabalhados.
47
O texto é muito claro quanto ao tema que propõe 
apresentar. Após a leitura, organize um debate com 
as crianças acerca das razões que geram a fome 
entre a população mundial, assim como a proposi-
ção de soluções que podem minimizar ou resolver 
o problema. Ouvir as crianças sobre assuntos como 
este é sempre interessante e útil, pois valoriza a 
observação delas em relação ao mundo ao redor.
6969
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Pesquise previamente os alimentos mais consu-
midos em sua região.
Em seguida, apresente-os aos alunos e, por meio 
de um sorteio, convide alguns para falarem quais 
são os alimentos expostos de que mais gostam e 
que mais consomem. Ao final, realize um lanche 
coletivo com a turma, reforçando a importância 
desses alimentos para a saúde.
48
Procure fazer com que seus alunos adquiram 
o hábito de ter uma alimentação nutritiva. Os pais 
precisam dar exemplo de alimentação saudável. As 
crianças copiam os modelos alimentares dos pais e 
de pessoas que admiram. Se a família tem bons há-
bitos, a criança os incorpora com o passar do tempo. 
Quando ela rejeita qualquer alimento, o melhor é 
não insistir, mas, sim, dar exemplos.
7070
FUNDAMENTAÇÃO
Educar envolve, inicialmente, um voto de con-
fiança de que esse barco terá um comando, alguém 
para dirigi-lo.
Ninguém confia o aprendizado a outro sem antes 
certificar-se de que o condutor será competente para 
tal. Ter a crença de que este ou aquele educador será 
excelente para a formação pessoal auxilia muito o 
processo e coloca abaixo quaisquer barreiras. Isso se 
obtém, muitas vezes, por meio de uma boa reputação, 
sendo os alunos os responsáveis por fazerem propa-
ganda do trabalho e da disposição do professor. Mas, 
ainda assim, há um questionamento muito particular 
por parte do aluno: Quem é ela? Quem é ele? Confio 
ou não? Aceito ou não? Essas questões passam, pri-
meiramente, por um crivo extremamente pessoal.
Estamos acostumados a ouvir: “Tal professor 
sabe muito, mas não sabe passar bem a matéria”. 
Há algo de pessoal instalado aí: a aceitação ou não 
pelo aluno desse educador.
Curioso é que também a evolução do educador 
passa por um processo pessoal importante. O pro-
fessor que se identifica com o trabalho está ligado ao 
modo como somos como pessoas. A maneira de ser, 
aliada à nossa maneira de ensinar, resulta na maneira 
de ensinar a nossa maneira de ser. As duas porções, 
pessoal e profissional, acabam surgindo entremeadas.
Sabemos quanto somos testados, como educa-
dores, na prática educacional. Somos observados, 
inicialmente criticados, questionados e, depois de 
corresponder ao universo de expectativas pessoais 
de cada um dentro da classe, recebemos o glorioso 
voto de confiança: sim, você pode nos conduzir.
Se o educador é figura central, pressupõe-se que 
ele tenha condições para tal. Mas e se não tiver?
O que fazer com aqueles que acreditam já saber 
tudo e nem mesmo aceitam os novos aprendiza-
dos, pois se vangloriam da experiência que trazem 
e colocam-se em posição de poder quanto ao sa-
ber? Certamente que o investimento na formação do 
educador tende a ser o grande passo rumo a meios 
VALORES DO EDUCADOR: UMA PONTE PARA A SOCIEDADE DO FUTURO
• o conhecimento sobre a família, para que se 
possa sensibilizá-la sobre as questões surgidas 
no âmbito da aprendizagem e do relacionamento 
com as pessoas da vida escolar;
• o conhecimento sobre a educação brasileira 
contemporânea, podendo acompanhar tendên-
cias, projetos e críticas apresentadas em jornais, 
revistas, sites, etc.;
• o conhecimento acerca da importância social 
e formadora da escola;
• o conhecimento acerca da importância da 
educação inclusiva, que propicia, de fato, que 
todos possam ter uma experiência positiva na 
aprendizagem, ainda que cada um dentro de um 
ritmo específico ou de diferenças sociais, econô-
micas, raciais, físicas e mentais;
• a flexibilidade e disposição para as mudanças 
necessárias;
• a visão do outro, colocando-se no lugar do 
aluno e podendo enxergar como se chega até o 
universo dele;
• a adoção de um estilo: comportamentos, 
modo de organizar as aulas, de se movimentar, 
de usar a voz, o humor e os recursos pedagógicos;
• a troca de ideias e a busca de compreensão 
e do aprofundamento;
• a apropriação de um conhecimento teórico 
e conceitual para a construção de novos saberes 
que partam da experiência vivida pelo educador;
• a autonomia no trabalho, a personalização 
do comportamento profissional.
eficazes e eficientes de ensino. Para isso, é preciso 
demarcar quão essencial é:
71
A atitude do educador é de suma importância, 
pois está orientada a ser um modelo associado à 
qualidade de formar, de lidar com o trabalho, de-
dicar-se — assim como da crença que deposita nos 
alunos, da facilidade em estabelecer contato, da 
motivação, do modo de explorar temas didáticos e 
pedagógicos. Enfim, muitas são as maneiras pelas 
quais o profissional de educação pode explorar um 
universo de competências. A finalidade da prática 
educativa não se torna plena e útil se nela não es-
tiverem envolvidas as atitudes pessoais que irão se 
manifestar durante a relação

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