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ANGLO
R E V I S A O
D E I N V E R N O
Todos os direitos reservados por SOMOS Sistemas de Ensino S.A.
Avenida Paulista, 901, 6º andar – Bela Vista
São Paulo – SP – CEP 01310-200
http://www.somoseducacao.com.br
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação
 
 
 
 
 Anglo : 3ª série : multidisciplinar : volume único : 
revisão de inverno / obra coletiva. - 1. ed. − São Paulo : 
SOMOS Sistemas de Ensino, 2022. 
 
 
Vários autores 
ISBN 978-85-468-2943-9 
Bibliografia 
 
 
 
1. Ensino médio - Compêndio 2. Vestibulares 
 
CDD 378.1662 22-0020
Angélica Ilaqua – CRB-8/7057
Presidência: Mario Ghio Júnior
Vice-presidência de educação digital: Camila Montero Vaz Cardoso
Direção editorial: Lidiane Vivaldini Olo
Direção pedagógica: Daniel Perry
Coordenação pedagógica: Henrique Braga
Gerência editorial: Marcela Pontes
Coordenação de projetos editoriais premium: Michelle Y. Urcci Gonçalves
Edição de projetos editoriais premium: Daniela Carvalho e Ludmila da Guarda
Planejamento e controle de produção: Flávio Matuguma (ger.), 
Juliana Batista (coord.) e Anny Lima e Suelen Ramos (analistas)
Gerência de Arte: Fernanda Costa da Silva 
Coordenação de design: Erik Taketa
Edição: Atarukas Produção Editorial
Diagramação: Atarukas Produção Editorial
Ilustrações: Atarukas Produção Editorial
Uma publicação
0_INICIAIS_REV_INVERNO_2022.indd 10_INICIAIS_REV_INVERNO_2022.indd 1 22/02/22 11:0222/02/22 11:02
REVISÃO REVISÃO 
DE INVERNODE INVERNO
LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS 
LÍNGUA PORTUGUESA
Felipe Leal, HENRIQUE Santos Braga e 
Eduardo CalBUCCI (Entendimento de texto) 
Daniel Fonseca, HENRIQUE Santos Braga, 
Eduardo CalBUCCI e Sérgio de Lima PAGANIM (Gramática) 
 Fernando Marcílio Lopes Couto, Mauricio Soares da Silva Filho e 
Paulo Giovani de Oliveira (Literatura) 
REDAÇÃO
 Felipe Leal, Sérgio de Lima PAGANIM e Luciana Migliaccio (LUCY) 
LÍNGUA INGLESA
PATRICIA Helena Costa Senne dos Santos 
Mauricio Pierucci
MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS
Fábio PELICANO Borges Vieira
FERNANDO de Moraes Trindade
GLENN Albert Jacques Van Amson
Roberto Teixeira Cardoso (ROBBY)
THALES Graça Athanásio
THIAGO Dutra de Araújo
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
BIOLOGIA
GABRIEL Antonini
JOÃO CARLOS Rodrigues Coelho
JOSÉ MANOEL Martins
MARCELO Perrenoud
MARCOS Engelstein
NELSON H. Carvalho de Castro
RENATO da Silva Corrêa Filho 
FÍSICA
CARLINHOS N. Marmo
Ronaldo CARRILHO
ÉLCIO Moutinho Silveira
HARLEY Sato
MADSON Molina
Márcio MIRANDA
QUÍMICA
João USBERCO
Philippe Spitaleri Kaufmann (PH)
Reinaldo Putvinskis (JUNIOR)
ROBSON Groto
RODRIGO Machado
Rodrigo Putvinskis (ALEMÃO) 
CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
HISTÓRIA
LUCAS Kodama Secco
VINICIUS de Paula 
GEOGRAFIA
Vagner Augusto da Silva (GUGU)
0_INICIAIS_REV_INVERNO_2022.indd 20_INICIAIS_REV_INVERNO_2022.indd 2 22/02/22 11:0222/02/22 11:02
SUMÁRIO
LINGUAGENS, CÓDIGOS 
E SUAS TECNOLOGIAS
Entendimento de texto 4
 Gabarito 9
Gramática 10
 Gabarito 20
Literatura 21
 Gabarito 30
Redação 32
Língua Inglesa 35
 Gabarito 39
MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS 42
 Gabarito 52
CIÊNCIAS DA NATUREZA 
E SUAS TECNOLOGIAS
Biologia 54
 Gabarito 70
Física 72
 Gabarito 90
Química 92
 Gabarito 106
CIÊNCIAS HUMANAS 
E SUAS TECNOLOGIAS
História do Brasil 110
 Gabarito 117
História Geral 118
 Gabarito 128
Geografia do Brasil 129
 Gabarito 137
Geografia Geral 138
 Gabarito 145
LINGUAGENS, CÓDIGOS 
E SUAS TECNOLOGIAS
Entendimento de texto
Gramática
Literatura
Redação
Língua Inglesa
4 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
ENTENDIMENTO DE TEXTO
TEMA 1 APREENSÃO E 
COMPREENSÃO
1 (Unicamp-SP) Na opinião de Klaus R. Mecke, profes-
sor no Instituto de Física Teórica da Universidade 
de Stuttgart, Alemanha, o uso da linguagem da 
física na literatura obedeceria ao seguinte propó-
sito: 
Uma função literária central da fórmula seria 
simbolizar a violência. A fórmula torna-se metáfo-
ra para a violência, para o calculismo desumano, 
para a morte e para a fria mecânica – para o gol-
pe de força. Recorde-se também O Pêndulo de 
Foucault, de Umberto Eco, em que a fórmula do 
pêndulo caracteriza o estrangulamento de um ser 
humano. Passo a citar: “O período de oscilação, 
T, é independente da massa do corpo suspenso 
(igualdade de todos os homens perante Deus)...”. 
Também aqui a fórmula constitui uma referência 
irônica à marginalização do sujeito, reduzido à 
“massa inerte” suspensa.
MECKE, Klaus R. A imagem da Física na Literatura. 
Gazeta de Física, 2004, p. 6-7 (adaptado).
Segundo Mecke, a função literária de algumas 
noções da Física, presentes em determinados ro-
mances, expressa
a) a falta de liberdade do sujeito nas relações so-
ciais, mas o uso da independência do período 
do pêndulo simples com a massa do corpo sus-
penso, feito por Umberto Eco, está incorreto.
b) a revogação parcial das leis da natureza, e o 
uso da independência do período do pêndulo 
simples com a massa do corpo suspenso, feito 
por Umberto Eco, está correto.
c) a concordância quanto ao modo como repre-
sentamos a natureza, mas o uso da indepen-
dência do período do pêndulo simples com a 
massa do corpo suspenso, feito por Umberto 
Eco, está incorreto.
d) a privação da liberdade do ser humano, e o 
uso da independência do período do pêndulo 
simples com a massa do corpo suspenso, feito 
por Umberto Eco, está correto.
2 (Enem)
Há cerca de dez anos, estimava-se que 11,2% 
da população brasileira poderia ser considerada 
dependente de álcool. Esse índice, dividido por 
gênero, apontava que 17,1% da população mascu-
lina e 5,7% da população feminina eram consumi-
dores da bebida. Quando analisada a distribuição 
etária desse consumo, outro choque: a pesquisa 
evidenciou que 41,2% de estudantes da educação 
básica da rede pública brasileira já haviam feito 
uso de álcool.
Dados atuais apontam que a porcentagem de 
dependentes de álcool subiu para 15%. Estima-se 
que o país gaste 7,3% do PIB por ano para tratar 
de problemas relacionados ao alcoolismo, desde o 
tratamento de pacientes até a perda da produtivi-
dade no trabalho.
A indústria do álcool no Brasil, que produz 
do açúcar ao álcool combustível, movimenta 3,5% 
do PIB.
Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 28, n. 4, dez./ 2006. 
Disponível em: (com adaptações).
A partir dos dados apresentados, conclui-se que
a) o país, para tratar pessoas com problemas pro-
vocados pelo alcoolismo, gasta o dobro do que 
movimenta para produzir bebida alcoólica.
b) o aumento do número de brasileiros dependen-
tes de álcool acarreta decréscimo no percentual 
do PIB gasto no tratamento dessas pessoas.
c) o elevado percentual de estudantes que já con-
sumiram bebida alcoólica é indicativo de que 
o consumo do álcool é problema que deve ser 
enfrentado pela sociedade.
d) as mulheres representam metade da população 
brasileira dependente de álcool.
e) o aumento na porcentagem de brasileiros de-
pendentes de álcool deveu-se, basicamente, ao 
crescimento da indústria do álcool.
3 (Unicamp-SP)
 Alguns pesquisadores falam sobre a neces-
sidade de um “letramento racial”, para “reeducar 
o indivíduo em uma perspectiva antirracista”, 
baseado em fundamentos como o reconheci- 
mento de privilégios, do racismo como um pro-
blema social atual, não apenas legado histórico, e 
a capacidade de interpretar as práticas racializa-
das. Ouvir é sempre a primeira orientação dada 
por qualquer especialista ou ativista: uma escuta 
atenta, sincera e empática. Luciana Alves, educa-
dora da Unifesp, afirma que “Uma das principais 
coisas é atenção à linguagem. A gente tem uma 
linguagem sexista, racista, homofóbica, que passa 
Entendimento de texto 5
pelas piadas e pelo uso de termos que a gente já 
naturalizou. ‘A coisa tá preta’, ‘denegrir’, ‘serviço 
de preto’... Só o fato de você prestar atenção na 
linguagem já anuncia uma postura de reconstru-
ção. Se o outro diz que tem uma carga negativa e 
ofensiva, acredite”.
Gente branca: o que os brancosno contacto com os ombros da imagem penetrava-a 
duma voluptuosidade beata. Um fluido mais doce 
que o ar da terra envolvia-a, fazia-lhe passar no 
corpo a carícia do éter do Paraíso. Parecia-lhe ser 
uma santa no andor, ou mais alto, no Céu... 
Amaro babava-se para ela: 
– Oh filhinha, és mais linda que Nossa Se-
nhora! 
Ela deu uma olhadela viva ao espelho. Era, 
decerto, linda. Não tanto como Nossa Senhora... 
Mas com o seu rosto trigueiro, de lábios rubros, 
alumiado por aquele rebrilho dos olhos negros, se 
estivesse sobre o altar, com cantos ao órgão e um 
culto sussurrando em redor, faria palpitar bem for-
te o coração dos fiéis... 
Amaro então chegou-se por detrás dela, cru-
zou-lhe os braços sobre o seio, apertou-a toda – e 
estendendo os lábios por sobre os dela, deu-lhe 
um beijo mudo, muito longo... Os olhos de Amélia 
cerravam-se, a cabeça inclinava-se-lhe para trás, 
pesada de desejo. 
(...) 
Mas endireitou-se de repente, fixou Amaro ba-
tendo as pálpebras como acordada de muito longe; 
uma onda de sangue escaldou-lhe o rosto: 
– Oh Amaro, que horror, que pecado!... 
– Tolice! disse ele. 
Mas ela desprendia-se do manto, toda aflita: 
– Tira-mo, tira-mo! gritava, como se a seda a 
queimasse. 
Então Amaro fez-se muito sério. Realmente 
não se devia brincar com coisas sagradas...
(CAPÍTULO XVIII) 
 Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2000.
1 (Uerj) No fragmento IV, observa-se que Amaro e 
Amélia têm atitudes distintas após se beijarem na 
sacristia. Suas atitudes são resultado do conflito 
entre dois temas presentes na obra de Eça de 
Queirós.
Explicite esses dois temas e, em seguida, retire 
do fragmento uma expressão que sintetize esse 
conflito.
 
 
 
 
 
 
 
 
Literatura 25
TEMA 5 QUINCAS BORBA
1 
Rubião fitava a enseada, – eram oito horas da 
manhã. Quem o visse, com os polegares metidos 
no cordão do chambre, à janela de uma grande 
casa de Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele 
pedaço de água quieta; mas, em verdade, vos digo 
que pensava em outra coisa. Cotejava o passado 
com o presente. Que era, há um ano? Professor. 
Que é agora? Capitalista. Olha para si, para as chi-
nelas (umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente 
amigo, Cristiano Palha), para a casa, para o jardim, 
para a enseada, para os morros e para o céu; e tudo, 
desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma 
sensação de propriedade.
– Vejam como Deus escreve direito por linhas 
tortas, pensa ele. Se mana Piedade tem casado 
com Quincas Borba, apenas me daria uma espe-
rança colateral. Não casou; ambos morreram, e 
aqui está tudo comigo; de modo que o que parecia 
uma desgraça...
ASSIS, Machado de, Quincas Borba, cap. I.
a) Indique uma marca da onisciência do narrador 
presente no trecho.
 
 
 
 
 
 
b) Embora o uso de terceira pessoa suponha cer-
to distanciamento da matéria narrada, o trecho 
apresenta um traço de subjetividade do narra-
dor. Indique-o.
 
 
 
 
 
 
Texto para as questões 2 e 3.
Para responder às questões, leia o trecho de uma fala 
do personagem Quincas Borba, extraída do romance 
Quincas Borba, de Machado de Assis, publicado ori-
ginalmente em 1891.
— […] O encontro de duas expansões, ou a 
expansão de duas formas, pode determinar a su-
pressão de uma delas; mas, rigorosamente, não 
há morte, há vida, porque a supressão de uma é 
condição da sobrevivência da outra, e a destruição 
não atinge o princípio universal e comum. Daí o 
caráter conservador e benéfico da guerra. Supõe 
tu um campo de batatas e duas tribos famintas. 
As batatas apenas chegam para alimentar uma das 
tribos, que assim adquire forças para transpor a 
montanha e ir à outra vertente, onde há batatas 
em abundância; mas, se as duas tribos dividirem 
em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-
-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, 
nesse caso, é a destruição; a guerra é a conserva-
ção. Uma das tribos extermina a outra e recolhe 
os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, acla-
mações, recompensas públicas e todos os demais 
efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, 
tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo 
motivo real de que o homem só comemora e ama o 
que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo ra-
cional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação 
que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou 
compaixão; ao vencedor, as batatas. [...] Aparente-
mente, há nada mais contristador que uma dessas 
terríveis pestes que devastam um ponto do globo? 
E, todavia, esse suposto mal é um benefício, não 
só porque elimina os organismos fracos, incapazes 
de resistência, como porque dá lugar à observação, 
à descoberta da droga curativa. A higiene é filha de 
podridões seculares; devemo-la a milhões de cor-
rompidos e infectos. Nada se perde, tudo é ganho.
(Quincas Borba, 2016.)
2 (Unesp-SP) Considerando o contexto histórico de 
produção, verifica-se no trecho uma alusão irônica
a) à teoria darwiniana.
b) à filosofia idealista.
c) à ideologia capitalista.
d) à filosofia iluminista.
e) à ideologia socialista.
26 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
3 (Unesp-SP) Está empregado em sentido figurado 
o termo sublinhado em:
a) “nenhuma pessoa canoniza uma ação que vir-
tualmente a destrói”.
b) “a supressão de uma é condição da sobrevivên-
cia da outra”.
c) “Uma das tribos extermina a outra e recolhe os 
despojos”.
d) “Daí o caráter conservador e benéfico da 
guerra”.
e) “não chegam a nutrir-se suficientemente e mor-
rem de inanição”.
4 
[...] Sofia estava magnífica. Trajava azul escu-
ro, mui decotada [...] os braços nus, com uns tons 
de ouro claro, ajustavam-se às espáduas e aos seios, 
tão acostumados ao gás do salão. Diadema de pé-
rolas feitiças, tão bem acabadas, que iam de par 
com as duas pérolas naturais, que lhe ornavam as 
orelhas, e que Rubião lhe dera um dia”
ASSIS, Machado de, Quincas Borba, cap. LXIX.
a) A descrição de Sofia revela um traço importante 
de seu comportamento e de sua personalida-
de. Indique esse traço.
 
 
 
 
 
 
 
 
b) O trecho estabelece uma distinção entre o 
diadema e os brincos usados por Sofia. O que 
essa distinção revela a respeito de sua situação 
familiar e de suas relações com Rubião?
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TEMA 6 A RELÍQUIA
1 A epígrafe do romance A relíquia, de Eça de Quei-
rós, traz as seguintes palavras: “Sobre a nudez 
forte da verdade, o manto diáfano da fantasia”. 
A partir dessa informação, responda:
a) Levando em conta a estrutura do romance, 
como se pode entender o uso do termo fanta-
sia, na epígrafe?
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
b) Qual a verdade cuja nudez é revelada sob o 
manto diáfano da fantasia?
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Texto para as questões 2 e 3.
[...] Naquela forma rotunda que caracteriza a 
sua eloquência universitária, o Doutor Topsius diz: 
“o ilustre fidalgo lusitano transportava ali restos dos 
seus antepassados, recolhidos por ele, antes de deixar 
o solo sacro da pátria, no seu velho solar torreado!...” 
Maneira de dizer singularmente falaz e censurável! 
Porque faz supor, a Alemanha erudita, que eu viajava 
pelas terras do Evangelho – trazendo embrulhados 
num papel pardo os ossos dos meus avós!
Literatura 27
Nenhuma outra imputação me poderia tanto 
desaprazer e desconvir. Não por me denunciar à 
Igreja, como um profanador leviano de sepulturas 
domésticas; menos me pesam a mim, comendador 
e proprietário, as fulminações da Igreja, que as fo-
lhas secas que às vezes caem sobre o meu guarda-
-sol de cima de um ramo morto; nem realmente a 
Igreja, depois de ter embolsado os seus emolumen-
tos por enterrar um molho de ossos, se importa que 
eles para sempre jazam resguardados sob a rígida 
paz de um mármore eterno, ou que andem choca-
lhados nas dobras moles de um papel pardo. Mas 
a afirmação de Topsius desacredita-me perante a 
Burguesia Liberal; e só da Burguesia Liberal, oni-
presente e onipotente, se alcançam, nestes tempos 
de semitismo e de capitalismo,as cousas boas da 
vida, desde os empregos nos bancos até as comen-
das da Conceição. Eu tenho filhos, tenho ambi-
ções. Ora, a Burguesia Liberal aprecia, recolhe, 
assimila com alacridade um cavalheiro ornado de 
avoengos e solares; é o vinho precioso e velho que 
vai apurar o vinho novo e cru; mas com razão detes-
ta o bacharel, filho de algo, que passeie por diante 
dela, enfunado e teso, com as mãos carregadas de 
ossos de antepassados – como um sarcasmo mudo 
aos antepassados e aos ossos que a ela lhe faltam.
QUEIRÓS, Eça de. A relíquia. 
São Paulo: Ateliê Editorial, 2001. p. 50-51.
2 No trecho, o narrador revela os motivos mais pro-
fundos que o levam a contar a história de sua vida:
a) o desejo de construir uma autoimagem positiva 
perante a sociedade.
b) o esforço para mostrar a todos a verdade dos 
fatos.
c) a dedicação à sua classe social de origem, 
como forma de homenagear os pais.
d) a denúncia das instituições eclesiásticas.
e) o desprezo pelas tradições portuguesas.
3 No trecho, a imagem da Igreja associa-se
a) à fé.
b) ao poder.
c) ao interesse financeiro.
d) à reflexão teológica.
e) à defesa da moralidade.
4 (Fuvest-SP) Atente para as seguintes afirmações 
relativas ao desfecho do romance A Relíquia, de 
Eça de Queirós:
I. O autor revela, por meio de Teodorico, sua 
descrença num Jesus divinizado, imagem que 
é substituída pela ideia de Consciência.
II. Ao ser sincero com Crispim, Teodorico conquis-
ta a vida de burguês que sempre almejou.
III. Teodorico dá ouvidos à mensagem de Cristo, 
arrepende-se de sua hipocrisia beata e abraça 
a fé católica.
 Está correto o que se afirma apenas em
a) I.
b) II.
c) I e II.
d) II e III.
e) I e III.
TEMA 7 BELLE ÉPOQUE
1 (Unesp-SP)
Tal movimento distingue-se pela atenuação 
do sentimentalismo e da melancolia, a ausência 
quase completa de interesse político no contexto 
da obra (embora não na conduta) e (como os mode-
los franceses) pelo cuidado da escrita, aspirando a 
uma expressão de tipo plástico. O mito da pureza 
da língua, do casticismo vernacular abonado pela 
autoridade dos autores clássicos, empolgou toda 
essa fase da cultura brasileira e foi um critério de 
excelência. É possível mesmo perguntar se a visão 
luxuosa dos autores desse movimento não repre-
sentava para as classes dominantes uma espécie 
de correlativo da prosperidade material e, para o 
comum dos leitores, uma miragem compensadora 
que dava conforto.
(Antonio Candido. Iniciação à literatura brasileira, 2010. Adaptado.)
O texto refere-se ao movimento denominado
a) Romantismo.
b) Barroco.
c) Parnasianismo.
d) Arcadismo.
e) Realismo.
2 (Enem-PPL)
Chamou-me o bragantino e levou-me pelos 
corredores e pátios até ao hospício propriamente. 
Aí é que percebi que ficava e onde, na seção, na 
de indigentes, aquela em que a imagem do que a 
Desgraça pode sobre a vida dos homens é mais 
formidável. O mobiliário, o vestuário das camas, 
as camas, tudo é de uma pobreza sem par. Sem fa-
zer monopólio, os loucos são da proveniência mais 
diversa, originando-se em geral das camadas mais 
pobres da nossa gente pobre. São de imigrantes 
italianos, portugueses e outros mais exóticos, são 
os negros roceiros, que teimam em dormir pelos 
desvãos das janelas sobre uma esteira esmolamba-
da e uma manta sórdida; são copeiros, cocheiros, 
moços de cavalariça, trabalhadores braçais. No 
meio disto, muitos com educação, mas que a falta 
de recursos e proteção atira naquela geena social.
BARRETO, L. Diário do hospício e O cemitério dos vivos. 
São Paulo: Cosac & Naify, 2010.
28 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
No relato de sua experiência no sanatório onde 
foi internado, Lima Barreto expõe uma realidade 
social e humana marcada pela exclusão. Em seu 
testemunho, essa reclusão demarca uma 
a) medida necessária de intervenção terapêutica.
b) forma de punição indireta aos hábitos desre-
grados.
c) compensação para as desgraças dos indivíduos.
d) oportunidade de ressocialização em um novo 
ambiente.
e) conveniência da invisibilidade a grupos vulne-
ráveis e periféricos.
TEMA 8 MODERNISMO
 Texto para a questão 1.
Tal vanguarda rompeu radicalmente com a 
ideia de arte como imitação da natureza, preva-
lecente na pintura europeia desde a Renascença. 
Seus principais adeptos abandonaram as noções 
tradicionais de perspectiva, tentando representar 
solidez e volume numa superfície bidimensional, 
sem converter pela ilusão a tela plana num espaço 
pictórico tridimensional. Múltiplos aspectos do ob-
jeto eram figurados simultaneamente; as formas 
visíveis eram analisadas e transformadas em pla-
nos geométricos, que eram recompostos segundo 
vários pontos de vista simultâneos. Tal vanguarda 
era e dizia ser realista, mas tratava-se de um rea-
lismo conceitual, e não óptico.
(Ian Chilvers (org). Dicionário Oxford de arte, 2007. Adaptado.)
1 (Unifesp) Uma pintura representativa da vanguar-
da à qual o texto se refere está reproduzida em: 
a) 
 (Edvard Munch, O grito, 1893.)
b) 
 (René Magritte, Império das luzes, 1954.) 
c) 
 (Pablo Picasso, As senhoritas de Avignon, 1907.)
d) 
 (Henri Matisse, Violinista à janela, 1917.)
e) 
 
 
 
 (Roy Lichtenstein, Luminárias vermelhas, 1990.)
Literatura 29
Texto para a questão 2.
MACUNAÍMA
Uma feita a Sol cobrira os três manos duma 
escaminha de suor e Macunaíma se lembrou de to-
mar banho. Porém no rio era impossível por causa 
das piranhas tão vorazes que de quando em quan-
do na luta pra pegar um naco de irmã espedaçada, 
pulavam aos cachos pra fora d’água metro e mais. 
Então Macunaíma enxergou numa lapa bem no 
meio do rio uma cova cheia d’água. E a cova era 
que-nem a marca dum pé-gigante. Abicaram. O 
herói depois de muitos gritos por causa do frio da 
água entrou na cova e se lavou inteirinho. Mas a 
água era encantada porque aquele buraco na lapa 
era marca do pezão do Sumé, do tempo em que 
andava pregando o evangelho de Jesus pra indiada 
brasileira. Quando o herói saiu do banho estava 
branco louro e de olhos azuizinhos, a água lavara 
o pretume dele. E ninguém não seria capaz mais 
de indicar nele um filho da tribo retinta dos Tapa-
nhumas. Nem bem Jiguê percebeu o milagre, se 
atirou na marca do pezão do Sumé. Porém a água 
já estava muito suja da negrura do herói e por mais 
que Jiguê esfregasse feito maluco atirando água pra 
todos os lados só conseguiu ficar da cor do bronze 
novo. Macunaíma teve dó e consolou: 
– Olhe, mano Jiguê, branco você ficou não, po-
rém pretume foi-se e antes fanhoso que sem nariz. 
Maanape então é que foi se lavar, mas Jiguê 
esborrifara toda a água encantada pra fora da cova. 
Tinha só um bocado lá no fundo e Maanape con-
seguiu molhar só a palma dos pés e das mãos. Por 
isso ficou negro bem filho da tribo dos Tapanhumas. 
ANDRADE, Mário de. Macunaíma. 22. 
ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 1986. 
2 (Unifesp)
 Os haviam “civilizado” a 
imagem do índio, injetando nele os padrões do 
cavalheirismo convencional. Os , 
ao contrário, procuraram nele e no negro o primi-
tivismo, que injetaram nos padrões da civilização 
dominante como renovação e quebra das conven-
ções acadêmicas.
CANDIDO, Antonio. Iniciação à literatura brasileira, 2010 (adaptado).
As lacunas do texto devem ser preenchidas, res-
pectivamente, por 
a) românticos e simbolistas. 
b) árcades e simbolistas. 
c) árcades e modernistas. 
d) românticos e modernistas. 
e) simbolistas e modernistas.
ANOTAÇÕES
30 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
GABARITO LITERATURA
2 a 
3 a
4 a) O trecho evidencia a sensualidade de Sofia: ela 
explorava de forma proposital sua beleza, apre-
sentando-se “mui decotada” e com “os braços 
nus”. Além disso, o narrador denuncia seu há-
bito de frequentar a sociedade, ao sugerir que 
seus seios eram “acostumados ao gás do salão”.
b) O diadema usado por ela era feito de “pérolas 
feitiças”, isto é, falsas, o que indica que as con-
dições financeiras de Sofia e seu marido ainda 
não permitiam a ela a aquisição de joias ver-
dadeiras, ao contrário do queocorre com os 
mimos dados por Rubião, os brincos formados 
por “duas pérolas naturais” (isto é, verdadeiras), 
que evidenciam, de um lado, a riqueza deste, e, 
de outro, o quando ele se encontravam seduzi-
do pela beleza dela.
TEMA 6 A RELÍQUIA
1 a) Um dos capítulos do romance, o III, é todo ele 
voltado para uma viagem no tempo (real ou 
sonhada) experimentada pelo protagonista. 
Vivendo no século XIX, ele se vê transportado 
para os tempos da crucificação de Cristo. Pode-
-se aludir, ainda, à imagem fantasiosa que, ao 
longo da narrativa, Teodorico tenta construir 
perante a tia rica, para justificar o recebimento 
da herança.
b) A "fantasia" envolvida no enredo de A relíquia 
revela a hipocrisia do narrador Teodorico Ra-
poso. Esse caráter negativo pode também ser 
estendido para diversos aspectos da sociedade 
e da cultura portuguesa do final do séc. XIX 
como, por exemplo, o caráter superficial das 
crenças religiosas, o sensualismo extremo, a 
indiferença para com os humildes etc. 
2 a
3 c
4 c
TEMA 1 CLASSICISMO E LITERATURA 
COLONIAL
1 d
2 b
3 c
TEMA 2 POEMAS ESCOLHIDOS DE 
GREGÓRIO DE MATOS
1 a
2 b
3 e
4 d
TEMA 3 ROMANTISMO
1 a
2 d
TEMA 4 REALISMO
1 Os dois temas muito presentes na obra de Eça de 
Queirós são a religiosidade e o erotismo. O trecho 
mostra uma cena de erotismo em plena sacristia 
de uma igreja. Amélia paramenta-se com o manto 
de Nossa Senhora, provocando forte desejo físico 
no padre. Uma expressão que sintetiza o conflito 
entre os dois temas é “voluptuosidade beata”. 
TEMA 5 QUINCAS BORBA
1 a) No trecho, o narrador explicita ao leitor os pen-
samentos da personagem, o que evidencia a sua 
onisciência.
 b) Em uma pequena passagem do trecho, o nar-
rador se utiliza da primeira pessoa: “em verdade, 
vos digo”, o que sugere essa subjetividade.
Literatura 31
TEMA 7 BELLE ÉPOQUE
1 c
2 e
TEMA 8 MODERNISMO
1 c
2 d
ANOTAÇÕES
32 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
1. A dissertação
Tipo de texto em que enunciador faz uma análise 
crítica de uma situação-problema ou tema polê-
mico, apresentado com base em uma coletânea 
de textos temáticos e/ou figurativos. O objetivo é 
expor o ponto de vista do autor acerca do tema, 
fundamentando-o com argumentos moldados pela 
leitura da coletânea de textos e por seu repertório 
pessoal.
2. Competências gerais avaliadas
• Nível de leitura dos textos que compõem a proposta 
de redação.
• Julgamento crítico do tema proposto.
• Adequação da redação ao tema e às instruções da 
proposta.
• Posicionamento claro a respeito da questão posta 
em debate.
• Apresentação de argumentos consistentes para a 
defesa da tese.
• Afirmações compatíveis com a realidade, sem 
simplismos.
• Progressão e articulação de ideias ao longo do texto.
• Emprego de recursos de linguagem de norma-
-padrão.
3. Estrutura ortodoxa da dissertação
• Introdução: apresenta os elementos que nortearão 
a análise, ou seja, o tema, seu contexto e o ponto de 
vista do autor.
• Desenvolvimento: resultado da seleção de argu-
mentos pertinentes para levar o leitor a compreen-
der por quais motivos o autor do texto defende a 
opinião que apresentou.
• Conclusão: encerra o texto e depende diretamente 
da análise construída, do tema e das instruções do 
vestibular (síntese do texto; reafirmação da tese; ou 
proposta de intervenção).
4. Etapas da produção do texto dissertativo
• Leitura da coletânea de textos: apreensão da ques-
tão posta em debate. 
• Seleção de informações a partir da leitura da cole-
tânea e do repertório pessoal.
• Determinação do posicionamento do autor a res-
peito do tema. 
• Organização da sequência das ideias. 
• Elaboração final do texto e revisão.
5. Análise de tema: Fuvest 2019
Texto 1
O progresso, longe de consistir em mudança, de-
pende da capacidade de retenção. Quando a mudança 
é absoluta, não permanece coisa alguma a ser melhora-
da e nenhuma direção é estabelecida para um possível 
aperfeiçoamento; e quando a experiência não é retida, 
a infância é perpétua.
George Santayana, A vida da razão, 1905, 
vol. I, cap. XII (adaptado).
Texto 2
O Historiador
Veio para ressuscitar o tempo
e escalpelar os mortos,
as condecorações, as liturgias, as espadas,
o espectro das fazendas submergidas,
o muro de pedra entre membros da família,
o ardido queixume das solteironas,
os negócios de trapaça, as ilusões jamais confirmadas
nem desfeitas.
Veio para contar
o que não faz jus a ser glorificado
e se deposita, grânulo,
no poço vazio da memória.
É importuno,
sabe-se importuno e insiste,
rancoroso, fiel.
Carlos Drummond de Andrade, 
A paixão medida, 1981.
REDAÇÃO
Redação 33
Texto 3
Flávio Cerqueira, Amnésia, 2015
Texto 4
A minha vontade, com a raiva que todos estamos 
sentindo, é deixar aquela ruína [o Museu Nacional 
depois do incêndio] como memento mori, como me-
mória dos mortos, das coisas mortas, dos povos mor-
tos, dos arquivos mortos, destruídos nesse incêndio. 
Eu não construiria nada naquele lugar. E, sobretudo, 
não tentaria esconder, apagar esse evento, fingindo 
que nada aconteceu e tentando colocar ali um prédio 
moderno, um museu digital, um museu da Internet 
– não duvido nada que surjam com essa ideia. Gos-
taria que aquilo permanecesse em cinzas, em ruínas, 
apenas com a fachada de pé, para que todos vissem 
e se lembrassem. Um memorial.
Eduardo Viveiros de Castro, 
Público.pt, 04/09/2018.
Texto 5
Articular historicamente o passado não significa 
conhecê-lo ‘como ele de fato foi’. Significa apropriar-
-se de uma reminiscência, tal como ela relampeja no 
momento de um perigo.
Walter Benjamin, 
Sobre o conceito de história, 1940.
Considerando as ideias apresentadas nos textos 
e também outras informações que julgar pertinen-
tes, redija uma dissertação em prosa, na qual você 
exponha seu ponto de vista sobre o tema: De que 
maneira o passado contribui para a compreensão 
do presente?
Essa escultura 
de um garoto negro 
foi esculpida no ta-
manho real de uma 
criança, com seus 
cabelos crespos, seu 
nariz largo, sua boca 
marcada. A criança 
segura uma lata por 
sobre sua cabeça, de 
onde escorre uma 
tinta branca sobre 
seu corpo feito de 
bronze.
Nexo Jornal, 13/07/2018.
6. Redações acima da média.
Texto I
"Past continuous": o inglês sabe das coisas
O presente pode ser definido como vivência re-
sultante da intepretação dos eventos passados e das 
projeções futuras. Nesse contexto, o "ontem" contri-
bui decisivamente para a compreensão do "hoje", seja 
em experiências coletivas ou individuais, traumáticas 
ou acalentadoras, fornecendo os subsídios necessários 
para a interpretação desses fenômenos e as condições 
que os geraram.
Exemplos dessa importância do passado são inú-
meros, sendo que alguns saltam aos olhos, como por 
exemplo os famosos "Museus do holocausto", antigos 
campos de concentração e de extermínio comandados 
pelos nazistas. A valorização e a preservação desses 
locais, bem como o incentivo à visitação constituem 
ferramentas históricas para entender o que foi o na-
zismo, suas implicações na contemporaneidade e suas 
características. Construir uma memória viva desse 
período contribuiu decisivamente para não cometer 
suas atrocidades novamente, protegendo a sociedade 
da barbárie, além de auxiliar na identificação de seu 
eventual ressurgimento e em formas de combatê-lo 
na atualidade.
Está aí, aliás, um dos motivos da permanência de 
inúmeros preconceitos na sociedade brasileira, tendo 
como grande representante o racismo. Na contramão 
do comportamento alemão, no Brasil não há um gran-
de memorial ou museu da escravidão, restringindo a 
lembrança desse momento crucial da história do país 
a um ou dois dias no ano em que as pessoas – nem 
todas – deixam de ir ao trabalho, cenário certamen-
te cômico, não fosse gravemente trágico. O resultado 
disso pode ser visto em diversos campos sociais, na 
desvalorização de profissionais negros, no estigma de 
criminosos que recebem. Em suma, a desvalorização 
do passadocausa a repetição dos erros e das mazelas 
que deveriam estar superadas.
Além da compreensão de experiências em socie-
dade, o passado se reflete também na individualidade 
do ser humano. Exemplos claros disso são as muitas 
mulheres que, por conta de experiências traumáticas 
como estupro e assédio, apresentam muitas dificulda-
des de relacionamento com homens, sexualmente ou 
não, mostrando algo marcante: as condutas de cada 
um certamente têm raízes no passado. Assim, tanto 
o comportamento atual do indivíduo, bem como a de 
34 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
ANOTAÇÕES
mudá-lo, passam, invariavelmente, pela revisitação de 
sua história. 
As experiências históricas têm grande influên-
cia no presente. Nazismo e racismo são exemplos 
certeiros de como traumas passados reverberam na 
atualidade, seja pelo fato de serem lembrados ou 
negligenciados, bem como o passado dos indivíduos 
faz parte de sua conduta presente. O passado, por-
tanto, é reminiscência e, paradoxalmente, contínuo 
na civilização. 
Felipe Ribeiro Fabbrini
Texto II
Nacionalismo partido ao meio
Em Fantasia, reino concebido por Michel End 
no livro "A história sem fim", há uma cidade habitada 
por indivíduos peculiares, que vagam sem rumo e 
atuam irracionalmente, construindo rodas quadra-
das. São personagens esquecidos de suas origens, 
sem pensamento crítico e identidade. Apesar de ser 
um clássico infanto-juvenil, o livro de End metafo-
riza a interdependência entre passado e presente. 
A manipulação da História é uma arma contra a 
identidade de um povo, capaz de homogeneizá-lo ou 
polarizá-lo perigosamente.
O modo como a memória de um país é preser-
vada relaciona-se diretamente com seu nacionalismo. 
Seja nos Estados Unidos ou nos países europeus, a de 
preservação de museus e centros culturais é prioritá-
ria, coincidentemente, ou não, são essas nações que 
possuem nacionalismo e identidade exacerbados. Em 
contrapartida, o chamado "complexo de vira-lata" e o 
nacionalismo restrito ao futebol imperam no país que 
negligenciou por anos seu maior acervo nacional. O 
incêndio do Museu Nacional, mais do que a perda de 
arquivos, é a perda da identidade, a combustão do elo 
entre brasileiros. 
Sem compartilhar um passado comum, é mais fá-
cil extremismos se desenvolverem em uma população. 
"O visconde partido ao meio" de Ítalo Calvino, tem 
como protagonista um nobre partido em duas partes 
por uma bala de canhão durante a guerra. Suas partes 
opostas, ao retornarem a sua terra, realizam desgraças 
e oprimem a população local. Seja a metade "boa" ou a 
"ruim", a perda da identidade do visconde leva as duas 
a realizarem atos irracionais e prejudiciais. Analoga-
mente, sem uma memória coletiva consolidada não há 
amálgama que una diversos setores de um país, como 
na Guerra de Secessão dos Estados Unidos recém-
-independentes, as guerras civis africanas ou mesmo 
a polarização política atual no Brasil.
O desconhecimento do passado, a perda da 
identidade, o esfacelamento da memória. Irracional-
-mente vagam, insistem em atitudes não pensadas, 
mas empurram a sociedade para a frente, sobre ro-
das quadradas, atolando-a.
Rafaela Pereira Carbone
TEMAS TEXT COMPREHENSION; COHESION; 
COHERENCE; VOCABULARY; GRAMMAR
 (USCS) Leia o texto para responder às questões 
de 1 a 10.
We too often think 
we are better at something than we are
Are you familiar with the Dunning Kruger 
effect? It holds that the more incompetent people 
are, the less they are aware of their incompetence. 
The effect is named after David Dunning of the 
University of Michigan and Justin Kruger of New 
York University.
Dunning and Kruger gave their test subjects 
a series of cognitive tasks and asked them to 
estimate how well they did. At best, 25 percent 
of the participants viewed their performance 
more or less realistically; only some people 
underestimated themselves. The quarter of 
subjects who scored worst on the tests really 
missed the mark, wildly exaggerating their 
cognitive abilities. Is it possible that boasting 
and failing are two sides of the same coin? As 
the researchers emphasize, their work highlights 
a general feature of self-perception: each of us 
tends to overlook our cognitive deficiencies.
So why is the chasm between would-be and 
actual performance so gaping? Don’t we all have 
an interest in assessing ourselves realistically? 
It surely would spare us a great deal of wasted 
effort and perhaps a few embarrassments. The 
answer, it seems, is that a moderate inflation 
of self-esteem has certain benefits. According 
to a review by psychologists Shelley Taylor 
and Jonathon Brown, rose-colored glasses 
tend to increase our sense of well-being and 
our performance. On the other hand, people 
afflicted by depression are inclined to be 
brutally realistic in their self–assessments. 
An embellished self-image seems to help us 
weather the ups and downs of daily life.
AYAN, Steve. 
Disponível em: , 
15 maio 2018 (adaptado).
Glossary
rose-colored glasses: expressão usada como referência a uma vi-
são positiva ou idealista.
1 Assinale a alternativa cuja citação melhor 
representa os resultados obtidos pela pesquisa 
de Dunning e Kruger.
a) “We learn something every day, and lots of 
times it’s that what we learned the day before 
was wrong.” (Bill Vaughan, 1915-1977)
b) “Ignorance more frequently produces confi-
dence than does knowledge.” (Charles Darwin, 
1809-1882)
c) “Angry people are not always wise.” (Jane 
Austen, 1775- 1817)
d) “Education is the most powerful weapon which 
you can use to change the world.” (Nelson 
Mandela, 1918-2013)
e) “Being ignorant is not so much a shame, as 
being unwilling to learn.” (Benjamin Franklin, 
1706-1790)
2 De acordo com o texto, para realizar a pesquisa, 
o procedimento empregado foi a aplicação de 
testes cognitivos e a
a) solicitação de uma autoavaliação aos partici-
pantes.
b) solicitação de mútua avaliação entre os par-
ticipantes.
c) identificação das deficiências cognitivas dos 
participantes.
d) observação do número de participantes que 
falharam no teste.
e) observação dos erros específicos de cada par-
ticipante.
3 Consider the fragment from the second paragraph 
“each of us tends to overlook our cognitive 
deficiencies”. The best definition of the underlined 
word is
a) take notice of. d) look for.
b) look after. e) fail to notice.
c) pay attention to.
4 No parágrafo 3, a palavra “chasm” pode ser en-
tendida como:
a) semelhança. d) competição.
b) diferença. e) conversa.
c) discussão.
5 In the third paragraph, the word “gaping“ means:
a) tiny. d) meaningless.
b) unnecessary. e) flattering.
c) huge.
LÍNGUA INGLESA
Língua Inglesa 35
36 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
6 De acordo com o último parágrafo,
a) as pessoas não têm interesse em se autoavaliar 
de maneira realista.
b) não há explicação para a discrepância existente 
entre percepção da habilidade e performance.
c) uma percepção distorcida das próprias habili-
dades pode levar à depressão.
d) é vergonhoso não ter ciência de suas próprias 
limitações.
e) uma visão otimista tende a aumentar nosso de-
sempenho e a sensação de bem-estar. 
7 No último parágrafo, a expressão “on the other 
hand” estabelece, entre a frase que ela introduz 
e a anterior, uma relação de
a) tempo. d) oposição.
b) consequência. e) reiteração.
c) modo.
8 A tradução mais adequada para o trecho do último 
parágrafo “An embellished self-image seems to 
help us weather the ups and downs of daily life” é:
a) Uma autoimagem distorcida afeta negativa-
mente a nossa rotina.
b) O autocuidado promove resistência às condi-
ções climáticas adversas.
c) O autocuidado promove resistência às intem-
péries do dia a dia.
d) Uma autoimagem positiva ajuda a resistir aos 
altos e baixos da vida cotidiana.
e) Uma autoimagem embelezada ajuda a identifi-
car os altos e baixos do dia a dia.
9 A expressão “the more incompetent …the less…”, 
no primeiro parágrafo, dá ideiade
a) causalidade. d) substituição.
b) contraste. e) concessão.
c) proporcionalidade.
10 No início do terceiro parágrafo “So why is the 
chasm...?”, a palavra “so“ dá ideia de:
a) intensificação. d) conclusão.
b) comparação. e) exceção.
c) adição.
Examine o cartum para responder às questões 11 e 12.
“We know how to handle our money. The 
problem is handling it less often.”
Disponível em: .
11 (USCS-SP) O efeito de humor do cartum decorre, 
principalmente,
a) do fato de o personagem portar um manual 
dentro de um restaurante.
b) das dificuldades financeiras do casal.
c) do emprego da palavra “handle” com diferen-
tes significados.
d) da expressão facial dos personagens.
e) da inutilidade do manual, visto que os persona-
gens já dominam o assunto.
12 (USCS-SP) No cartum, o termo “often” pode ser 
substituído, sem alteração de sentido, por:
a) rarely.
b) hardly.
c) scarcely.
d) occasionally.
e) frequently.
 Leia a tirinha de Charlie Brown e sua turma para 
responder às questões 13 e 14.
Disponível em: .
13 (USCS-SP) A reação dos personagens no último 
quadrinho indica que eles
a) discordam da opinião de Charlie Brown.
b) não são jogadores talentosos.
c) não gostam de jogar beisebol.
d) estão cansados da vida.
e) acham beisebol entediante.
14 (USCS-SP) No terceiro quadrinho, a palavra “may” 
expressa ideia de
a) possibilidade.
b) capacidade.
c) permissão.
d) habilidade.
e) inevitabilidade.
TEMAS EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES
Texto para as questões 1 a 15.
Children’s sugar intake equals five doughnuts a 
day, campaigners say
Children and young people are consuming 
the equivalent of 20 chocolate chip biscuits a day 
in sugar, according to anti-obesity campaigners. 
The calculations by the Obesity Health Alliance 
(OHA) have led to renewed calls for food and 
soft drinks manufacturers to make their products 
healthier to cut the number of dangerously 
overweight children. They want urgent action 
to reduce the amount of “hidden” sugar in many 
common foodstuffs.
Children and young people aged between 11 
and 18 typically have an intake of 73.2 grams of 
sugar a day, far in excess of the 30 grams – or 
seven teaspoons – maximum recommended in 
official health advice, according to the OHA’s 
estimates. Those 73.2 grams are the equivalent of 
20 chocolate chip or custard cream biscuits, 14.6 
jelly babies or 4.8 jam-filled doughnuts. Four- to 
10-year-olds are consuming 53.5 grams of sugar 
a day, while the figure among 19- to 64-year-olds 
is 59.9 grams daily.
Dr. Alison Tedstone, Public Health England’s 
chief nutritionist, said that while some food 
manufacturers have pledged to cut the amount of 
sugar in their products, certain kinds of retailers 
– including coffee chains – need to follow suit. 
Producers including the supermarkets Tesco and 
Waitrose, Nestlé, and Kellogg’s have announced 
plans to reduce their use of sugar as part of a 
reformulation drive ahead of the government’s 
sugar tax coming into force in 2018. However, 
many other firms have made no such commitment 
and may be hit by the tax. Public Health England 
(PHE) wants all food manufacturers and outlets 
to strip 20% of all sugar out of a wide range of 
products by 2020.
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
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25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
Sarah Toule, head of health information 
at World Cancer Research Fund, said that 
overweight or obese children are much more 
likely to be dangerously overweight in adulthood 
and thus increase their risk of developing 11 
forms of cancer.
(Denis Campbell. www.theguardian.com, 24.02.2017. Adaptado.)
Glossary
custard (ℓ. 17): creme
jelly (ℓ. 18): gelatina
jam (ℓ. 18): geleia
to pledge(ed) (ℓ. 24): prometer
retailer (ℓ. 25): varejista
to strip (ℓ. 35): retirar
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
1 (Med. Univag-MT) No trecho do primeiro pa rá gra-
fo “The calculations by the Obesity Health Alliance 
(OHA) have led to renewed calls for food and soft 
drinks manufacturers to make their products 
healthier to cut the number of dangerously 
overweight children”, o termo em destaque 
refere-se:
a) aos produtos saudáveis.
b) aos dirigentes da OHA.
c) às crianças que apresentam sobrepeso.
d) aos fabricantes de alimentos e refrigerantes.
e) aos participantes de campanhas antiobesidade.
2 (Med. Univag-MT) Na frase “They want urgent 
action to reduce…” (ℓ. 8-9), o pronome they refere-
-se a:
a) soft drink manufacturers.
b) products of soft drink manufacturers.
c) overweight children.
d) common foodstuffs.
e) anti-obesity campaigners.
3 (Med. Univag-MT) No trecho do primeiro parágrafo 
“to make their products healthier to cut the number 
of dangerously overweight children”, o termo “to” 
indica:
a) finalidade.
b) causa.
c) condição.
d) contraste.
e) ressalva.
4 (Med. Univag-MT) A Obesity Health Alliance re-
comenda que a quantidade máxima de açúcar 
ingerida por dia deve ser equivalente a:
a) 20 biscoitos com gotas de chocolate.
b) 14,6 doces de gelatina.
c) uma garrafa de refrigerante.
d) sete colheres de chá.
e) 4,8 rosquinhas recheadas com geleia.
36
37
38
40
41
Língua Inglesa 37
38 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
5 (Med. Univag-MT) According to the text,
a) OHA believes that any food product should not 
exceed 30 grams of sugar.
b) all age groups mentioned in the text consume 
too much sugar.
c) industrialized food should clearly inform its 
amount of sugar.
d) the PHE recommended amount of sugar a day 
is too low.
e) the maximum sugar intake allowed a day is 
equivalent to 4.8 jam-filled doughnuts.
6 (Med. Univag-MT) No trecho “while the figure 
among 19-to 64-year-olds is 59.9 grams daily” (ℓ. 
20-21), a palavra while:
a) indica duração de tempo e poderia ser substi-
tuída, sem alteração de significado, por until.
b) equivale, em português, a por um breve ins-
tante.
c) indica simultaneidade e pode ser entendida 
como durante o mesmo tempo que.
d) indica condição, e poderia ser corretamente 
substituída as long as.
e) indica contraste e poderia ser substituída, sem 
mudança de sentido, por whereas.
7 (Med. Univag-MT) Na frase “need to follow suit” (ℓ. 
26), a expressão verbal need to poderia ser subs-
tituída, sem mudança de sentido, por:
a) must
b) might
c) could
d) mustn’t
e) has to 
8 (Med. Univag-MT) The expression follow suit (ℓ. 
26) means:
a) set up a standard
b) do the same thing
c) refuse to comply
d) overlook
e) go after better results
9 (Med. Univag-MT) Na frase “as part of a reformu-
lation drive” (ℓ. 29-30), a palavra drive pode ser 
entendida como:
a) dirigida
b) dificuldade
c) esforço
d) falta
e) exagerada
10 (Med. Univag-MT) In the segment “ahead of the 
government’s sugar tax coming into force” (ℓ. 30-
31), the expressions ahead of and coming into 
force mean, respectively:
a) before; becoming effective
b) on top of; starting to be forbidden
c) due to; being compelled
d) instead of; being assessed
e) despite; being allowed
11 (Med. Univag-MT) Na frase “However, many other 
firms have made no such commitment…” (ℓ. 31-
32), a palavra however:
a) indica consequência e poderia ser substituída 
por hence.
b) dá ideia de adição e poderia ser substituída por 
futhermore.
c) equivale, em português, a isto é.
d) dá ideia de contraste e poderia ser substituída, 
sem mudança de sentido, por nonetheless.
e) indica causa e poderia ser substituída por 
because.
12 (Med. Univag-MT) In the phrase “and may be hit 
by the tax” (ℓ. 33), the verb form may indicates:
a) ability
b) possibility
c) necessity
d) advice
e) obligation
13 (Med. Univag-MT) De acordo com o terceiro pa-
rágrafo,
a) as redes de café já cortaram grande parte do 
açúcar em seus produtos.
b) o governo da Inglaterra criou um imposto sobre 
o açúcar que entrará em vigor em 2018.
c) as empresas Nestlé e Kellogg’s já reduziram 
20% do teor de açúcar em todos os seus pro-
dutos.
d) as redes de supermercados Tesco e Waitrose 
ignorama possibilidade de serem afetadas 
pelo imposto sobre o açúcar.
e) a Dra. Alison Tedstone estabeleceu que até 
2020 todo o açúcar dos alimentos industrializa-
dos deverá ser eliminado.
14 (Med. Univag-MT) In the phrase “...overweight or 
obese children are much more likely to be dan-
gerously overweight in adulthood...” (ℓ. 39-40), the 
term likely:
a) indicates satisfaction.
b) means in average.
c) suggests exemplification.
d) indicates probability.
e) could be replaced, without change in meaning, 
by similarly.
15 (Med. Univag-MT) No trecho do quarto parágrafo 
“dangerously overweight in adulthood and 
thus increase their risk of developing 11 forms 
of cancer”, o termo em destaque equivale, em 
português, a
a) desde.
b) contudo.
c) também.
d) quando.
e) assim.
Língua Inglesa 39
ANOTAÇÕES
TEMAS TEXT COMPREHENSION; COHESION; 
COHERENCE; VOCABULARY; GRAMMAR
1 b
2 a
3 e
4 b
5 c
6 e
7 d
8 d
9 c
10 d
11 c
12 e
13 b
14 a
TEMAS EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES
1 d
2 e
3 a
4 d
5 b
6 e
7 a
8 b
9 c
10 a
11 d
12 b
13 b
14 d
15 e
GABARITO LÍNGUA INGLESA
Língua Inglesa 40
ANOTAÇÕES
40 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
Matemática 41
MATEMÁTICA 
E SUAS TECNOLOGIAS
42 Matemática e suas Tecnologias
TEMA 1 PORCENTAGEM
1 (Insper-SP) Uma peça pode ser fabricada pelo 
técnico A, com moldagem manual, ou pelo téc-
nico B, com impressora 3D. Para fabricar a peça 
com moldagem manual, gastam-se 4 horas de 
trabalho do técnico A e R$ 40,00 de material. O 
valor da hora de trabalho do técnico A é R$ 17,00. 
Quando feita com impressora 3D, a mesma peça 
é fabricada em 3 horas de trabalho do técnico B, 
com gasto de R$ 12,00 com material.
 Juntos, o total de técnicos A e B da fábrica é igual 
a 68. Se esses técnicos fabricam 480 peças em 
24 horas, então o total de técnicos B supera o de 
técnicos A em
a) 18,5%.
b) 21,5%.
c) 18%.
d) 25%.
e) 12,5%.
2 (Udesc) Cláudio e João, após jogarem 25 par-
tidas de xadrez, apresentavam o placar de 14 
vitórias de Cláudio contra 10 vitórias de João. 
João decidiu melhorar seu desempenho e seu 
objetivo é ganhar todas as próximas partidas até 
que sua taxa percentual de vitórias aumente em 
pelo menos 12%.
 O número mínimo de vitórias consecutivas para 
que o objetivo de João seja alcançado é igual a
a) 10.
b) 6.
c) 8.
d) 9.
e) 7.
3 (Famerp-SP) O infográfico indica o desempenho, em 
termos de aproveitamento percentual dos pontos 
possíveis, das principais seleções de futebol nas ca-
tegorias masculino e feminino em Copas do Mundo.
Alto aproveitamento 
masculino e baixo 
aproveitamento 
feminino
Baixo aproveitamento 
masculino e alto 
aproveitamento 
feminino
Alto aproveitamento 
masculino e feminino
EUA
Noruega
Dinamarca
Argentina
Gana
México
Nigéria
Colômbia
Austrália
Coreia do Norte
Coreia do Sul
Nova Zelândia
Japão
SuéciaRússia
Inglaterra
Alemanha
Itália França
Brasil
50
50
25
APROVEITA
MENTO
 FE
MININO 
25
APROVEITAMENTO MASCULINO
0 0
75 75
10
0%
100%
Baixo aproveitamento 
masculino e feminino
APROVEITAMENTO
MASCULINO X FEMININO
% de pontos obtidos em 
relação ao total de 
pontos possíveis
Considerando vitórias (3 pontos),
empates (1 ponto) e derrotas (0 ponto),
exibindo as seleções que já
participaram mais de uma vez
em ambas as Copas
(WWW.NEXOJORNAL.COM.BR, 29.06.2018. ADAPTADO.)
Em relação ao total de países indicados no info-
gráfico, aqueles que obtiveram mais de 25% dos 
pontos na categoria feminino e menos de 50% 
dos pontos na categoria masculino em Copas do 
Mundo correspondem a
a) 25%.
b) 30%.
c) 35%.
d) 20%.
e) 40%.
TEMA 2 EQUAÇÕES E INEQUAÇÕES 
ELEMENTARES
1 (UEG-GO) No centro de uma cidade, há três esta-
cionamentos que cobram da seguinte maneira:
Estacionamento A Estacionamento B Estacionamento C
R$ 5,00 pela 
primeira hora
R$ 3,00 por 
cada hora 
subsequente
R$ 4,00 por 
hora
R$ 6,00 pela 
primeira hora
R$ 2,00 por 
cada hora 
subsequente
 Será mais vantajoso, financeiramente, parar
a) no estacionamento A, desde que o automóvel 
fique estacionado por quatro horas.
b) no estacionamento B, desde que o automóvel 
fique estacionado por três horas.
c) em qualquer um, desde que o automóvel fique 
estacionado por uma hora.
d) em qualquer um, desde que o automóvel fique 
estacionado por duas horas.
e) no estacionamento C, desde que o automóvel 
fique estacionado por uma hora.
MATEMÁTICA
Matemática 43
2 (UFRGS-RS) Sendo a e b números reais quaisquer, 
considere as seguintes afirmações.
 I. (a – b)2 ≥ 0.
 II. Se a > b, então a3 > b3.
 III. Se a > b > 1, então 1
a
1
b
> > 1.
 Quais afirmações estão corretas? 
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.
TEMA 3 TEORIA DAS FUNÇÕES
1 (UFJF-MG) No plano cartesiano abaixo está repre-
sentado o gráfico da função ƒ: [23,8] → [22,7], no 
qual os pontos pretos destacados são os pontos 
em que o gráfico passa sobre os cruzamentos 
da malha.
7
3
5
1
1 2 4 63 5 7 8
x
21
212223
22
0
6
2
4
y
Seja k 5 ƒ(23) 1 ƒ(21) 1 ƒ(3) 2 ƒ(4) 1 ƒ(5).
O valor de x para o qual f(x) 5 k é 
a) 7 b) 6 c) 3 d) 2 e) 1
2 (Uece) Se f, g e h são funções reais de variável 
real definidas, respectivamente, por ƒ(x) 5 
1
x , 
g(x) 5  x 1 1
x 2 1
 e h(x) 5 x2, é correto afirmar que o 
gráfico da função composta (h o g o f ) (x) 5 h(g(f (x))) 
cruza o eixo dos x (eixo horizontal no sistema de 
coordenadas cartesianas usual) em um ponto cuja 
abscissa é um número
a) inteiro negativo.
b) inteiro positivo.
c) irracional negativo.
d) irracional positivo.
3 (UFMG) Observe a figura.
 
1
1
x0
y
Nessa figura, está representado o gráfico de y 5 f(x).
Sendo g(x) = 1 2 f(x), a única alternativa FALSA 
sobre a função g é
a) g(x) 5 0 para todo x g(a) para todo 
x real.
44 Matemática e suas Tecnologias
4 (UFPE) Seja g: R → R uma função tal que, para 
todo x, g(2x 1 3) 5 2x. O valor de g(5) é:
a) 10
b) 32
c) igual a g(13)
d) 2
e) impossível de calcular apenas com esses dados.
TEMA 4 FUNÇÃO AFIM OU 
QUADRÁTICA
1 (Cesgranrio-RJ) O diretor de uma orquestra per-
cebeu que, com o ingresso a R$ 9,00 em média, 
300 pessoas assistem aos concertos e que, para 
cada redução de R$ 1,00 no preço dos ingressos, o 
público aumenta em 100 espectadores. Qual deve 
ser o preço para que a receita seja máxima?
a) R$ 9,00
b) R$ 8,00
c) R$ 7,00
d) R$ 6,00
e) R$ 5,00
2 (Cesgranrio-RJ) O valor de um carro novo é de 
R$ 9.000,00 e, com 4 anos de uso, é de R$ 4.000,00. 
Supondo que o preço caia com o tempo, segundo 
uma linha reta, o valor de um carro com 1 ano de 
uso é:
a) R$ 8.250,00
b) R$ 8.000,00
c) R$ 7.750,00
d) R$ 7.500,00
e) R$ 7.000,00
3 (UFMG) Observe a figura.
 
5
V
25
0 x
y
Nessa figura, está representada a parábola de 
vértice V, gráfico da função de segundo grau cuja 
expressão é
a) y 5 x2
5
 2 2x
b) y 5 x2 2 10x
c) y 5 x2 1 10x
d) y 5 x2
5
 2 10x
e) y 5 x2
5
 1 10x
TEMA 5 RAZÃO E PROPORÇÃO
1 (Uerj) Admita que, em dezembro de 2014, uma 
filha tinha 20 anos e seu pai, 50.
Em dezembro de 2024, a razão entre as idades da 
filha e do pai será de:
a) 1
5
b) 1
2
c) 3
4
d) 4
3
Matemática 45
2 (Unesp-SP) Estudos sobre modelos atômicos foram 
fundamentais para o desenvolvimento da Química 
como ciência. Por volta de 450 a.C., os filósofos gregos 
Leucipo e Demócrito construíram a hipótese de que 
o mundo e, em consequência, a matéria eram cons-
tituídos a partir de unidades idênticas e indivisíveis, 
chamadas átomos. Contudo, foi somente a partir do 
século XIX que a realização de experimentos tornou 
possível a comprovação de hipóteses desenvolvidas 
ao longo do tempo. Um dos primeiros modelos acei-
tos foi criado por John Dalton, apresentado em um 
livro de sua autoria, publicado em 1808. Anos depois, 
outros dois principais modelos foram desenvolvidos, 
até que, em 1913, o físico Niels Bohr publicou um livro 
com sua teoriasobre o modelo atômico.
Tomando como referência as datas de publicação 
dos trabalhos de Dalton e de Bohr, a linha do tempo 
que apresenta os fatos históricos do desenvolvimen-
to do modelo atômico, com espaço proporcional 
à distância de tempo entre eles, é:
a) 
Leucipo e Demócrito
Dalton Rutherford
1808 1913
Bohr
Thomson
b) 
Leucipo e Demócrito
Dalton Thomson
1808 1913
Bohr
Rutherford
c) 
Leucipo e Demócrito
Dalton Thomson
1808 1913
Bohr
Rutherford
d) 
Leucipo e Demócrito
Dalton Rutherford
1808 1913
Bohr
Thomson
e) 
Leucipo e Demócrito
Dalton Thomson
1808 1913
Bohr
Rutherford
TEMA 6 FUNÇÃO TRIGONOMÉTRICA
1 (Unesp-SP) Pode-se afirmar que existem valores de 
x [ R para os quais cos4x 2 sen4x é DIFERENTE de:
a) 1 2 2 sen2x
b) cos2x 2 sen2x
c) 1
2
 1 1
2
 cos22x
d) 2cos2x 2 1
e) cos(2x) 
2 (UFRGS-RS) Se ƒ(x) 5 a 1 b ? senx tem como gráfico
 
3
2
1
21
2 p
então
a) a 5 22 e b 5 1
b) a 5 21 e b 5 2
c) a 5 1 e b 5 21
d) a 5 1 e b 5 22
e) a 5 2 e b 5 21
46 Matemática e suas Tecnologias
TEMA 7 SEQUÊNCIAS
1 (Fuvest-SP) O cilindro de papelão central de uma 
fita crepe tem raio externo de 3 cm. A fita tem 
espessura de 0,01 cm e dá 100 voltas completas.
3 c
m
0,01 cm
Considerando que, a cada volta, o raio externo do 
rolo é aumentado no valor da espessura da fita, o 
comprimento total da fita é de, aproximadamente,
Note e adote:
p > 3,14.
a) 9,4 m.
b) 11,0 m.
c) 18,8 m.
d) 22,0 m.
e) 25,1 m.
2 (Unicamp-SP) A figura a seguir exibe um pentágono 
em que quatro lados consecutivos têm comprimen-
tos a, b, c e d.
b
c
d
u
a
 Se a sequência (a, b, c, d) é uma progressão geo-
métrica de razão q > 1, então tan u é igual a 
a) 1
q
b) q c) q2 d) √q
3 (Udesc) O objetivo de um concurso era criar o ser 
vivo matemático mais curioso. O vencedor, batizado 
por seus criadores de Punctorum Grande, possuía as 
seguintes características: no seu nascimento ele era 
composto apenas por um ponto, e após 40 minutos 
duas hastes saíam deste ponto com um novo ponto 
em cada extremidade. Após mais 40 minutos, outras 
duas hastes, com um novo ponto em cada, saíam de 
cada um dos pontos existentes, e assim sucessiva-
mente a cada 40 minutos.
 O número de pontos que esse ser vivo tinha 
após cinco horas e vinte minutos do seu nasci-
mento era:
a) 6561
b) 255
c) 2187
d) 4347
e) 64
4 (Fuvest-SP) Forma‐se uma pilha de folhas de papel, 
em que cada folha tem 0,1 mm de espessura. A pi-
lha é formada da seguinte maneira: coloca‐se uma 
folha na primeira vez e, em cada uma das vezes se-
guintes, tantas quantas já houverem sido colocadas 
anteriormente. Depois de 33 dessas operações, a 
altura da pilha terá a ordem de grandeza
a) da altura de um poste.
b) da altura de um prédio de 30 andares.
c) do comprimento da Av. Paulista.
d) da distância da cidade de São Paulo (SP) à cida-
de do Rio de Janeiro (RJ).
e) do diâmetro da Terra.
Matemática 47
5 (Udesc) Sejam (16, 18, 20, …) e ( 1
2
, 3, 11
2
,…) duas 
progressões aritméticas. Essas duas progressões 
apresentarão somas iguais, para uma mesma 
quantidade de termos somados, quando o valor 
da soma for igual a: 
a) 154
b) 4 774
c) 63
d) 4 914
e) 1 584
6 (Unesp-SP) A figura mostra cinco retângulos jus-
tapostos de uma sequência. Todos os retângulos 
possuem mesma altura, igual a 1 cm.
2 cm
2 cm2 cm
2 cm 2 cm
2 cm2 cm
2 cm 2 cm
1 cm
 Sabendo que 1 m² equivale a 10 000 cm² e que 
a sequência é constituída por 100 retângulos, a 
figura formada tem área igual a
a) 2 m²
b) 2,5 m²
c) 5 m²
d) 4 m²
e) 4,5 m²
7 (Unicamp-SP) Considere que (a, b, 3, c) é uma 
progressão aritmética de números reais, e que a 
soma de seus elementos é igual a 8. O produto 
dos elementos dessa progressão é igual a
a) 30.
b) 10.
c) 215.
d) 220.
8 (Uece) O quadro numérico a seguir, ordenado 
crescentemente da esquerda para a direita e de 
cima para baixo, construído seguindo uma lógica 
estrutural, tem 50 linhas e 50 colunas, portanto, 
possui 2.500 posições.
1ª linha 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 50
2ª linha 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 100
3ª linha 3 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36 150
4ª linha 4 8 12 16 20 24 28 32 36 40 44 48 200
…
…
…
…
…… … … … … … … … … … … … … …
 Se n é o número de posições em que estão colo-
cados múltiplos de 17, então n é igual a
a) 204
b) 220
c) 196
d) 212
TEMA 8 MATRIZES E 
DETERMINANTES
1 (Unicamp-SP) Sabendo que a e b são números 
reais, considere a matriz quadrada de ordem 3,
1 1
1
2 2
=
a
A b a
b 
.
 Se a soma dos elementos em cada linha da matriz 
A tem sempre o mesmo valor, então o determi-
nante de A é igual a
a) 0
b) 2
c) 5
d) 10
48 Matemática e suas Tecnologias
2 (UEM-PR) Sobre matrizes, assinale o que for correto.
01) A matriz A = [aij]n×n, com aij = 0, se ic) 4t
d) 3!2t
11 (UFRGS-RS) Considere o quadrado ABCD da figu-
ra a seguir, em que G é o ponto médio de CD, F é 
o ponto médio de AC e AE = EF = 
AC
4
.
 BA
D G
F
E
C
 A razão entre a área do quadrilátero EFGD e a área 
do quadrado ABCD é
a) 1
4
b) 1
2
c) 1
3
d) 2
3
e) 1
Matemática 51
TEMA 10 GEOMETRIA ESPACIAL
1 (UPF-RS) Na figura abaixo, está representado 
um cubo.
 
D
E
C
 A seção produzida no cubo pelo plano CDE tem 
a forma de
a) triângulo.
b) trapézio.
c) retângulo.
d) pentágono.
e) hexágono.
2 (ESPM-SP) Um marceneiro dispunha de 2 placas 
de madeira iguais, medindo 60 cm por 2 m. Sem 
sobrepor as placas, ele fez exatamente 7 cortes re-
tilíneos, dividindo-as em peças retangulares, com 
as quais construiu a estante mostrada na figura, 
sem sobra alguma de material.
60 cm 60 cm
z
y
x
2 m
 Supondo desprezíveis as espessuras dos cortes e das 
placas, podemos afirmar que o volume V = x ∙ y ∙ z 
ocupado pela estante, em cm³ é igual a:
a) 264 000
b) 176 000
c) 198 000
d) 236 000
e) 218 000
3 (FGV-SP) Sobre a face quadrada BCHG do paralele-
pípedo reto-retângulo ABCDEFGH foram traçados 
GQ e HP, intersectando-se em J, com P e Q divi-
dindo BC em três segmentos congruentes tais que 
BP = PQ = QC. Sabe-se ainda que HE = 8 cm e que 
GJHEFI é um prisma reto de volume igual a 81 cm³.
 
E
F
A B
P
Q
C
J
G
H
D
I
 O volume do paralelepípedo ABCDEFGH, em cm³, 
é igual a
a) 243
b) 216
c) 192
d) 96
e) 72
4 (Unicamp-SP) Se um tetraedro regular e um cubo 
têm áreas de superfície iguais, a razão entre o 
comprimento das arestas do tetraedro e o com-
primento das arestas do cubo é igual a
a) √ 2 ? √ 3 .
b) 4√ 2 ? √ 3 .
c) √ 2 ? 4√ 3 .
d) 4√ 2 ? 4√ 3 .
52 Matemática e suas Tecnologias
TEMA 1 PORCENTAGEM 
1 e
2 e
3 b
TEMA 2 EQUAÇÕES E INEQUAÇÕES 
ELEMENTARES
1 d
2 d
TEMA 3 TEORIA DAS FUNÇÕES
1 e
2 a
3 d
4 d
TEMA 4 FUNÇÃO AFIM OU 
QUADRÁTICA
1 d
2 c
3 a
TEMA 5 RAZÃO E PROPORÇÃO
1 b
2 e
TEMA 6 FUNÇÃO TRIGONOMÉTRICA
1 c
2 d
TEMA 7 SEQUÊNCIAS
1 d
2 a
3 a
4 d
5 d
6 a
7 c
8 c
TEMA 8 MATRIZES E 
DETERMINANTES
1 d
2 01 + 16 = 17
3 b
TEMA 9 GEOMETRIA PLANA
1 c
2 b
3 c
4 a
5 c
6 b
7 b
8 a
9 c
10 c
11 a
TEMA 10 GEOMETRIA ESPACIAL
1 b
2 c
3 b
4 c
GABARITO MATEMÁTICA
CIÊNCIAS DA NATUREZA 
E SUAS TECNOLOGIAS
Biologia
Física
Química
54 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
BIOLOGIA
TEMA 1 ECOLOGIA
1 (Unifesp) Considere as definições seguintes.
 I. Pirâmide de números: expressa o número de 
indivíduos por nível trófico.
 II. Pirâmide de biomassa: expressa a massa seca 
(“peso seco”) de matéria orgânica por nível 
trófico (g/m2).
 III. Pirâmide de energia: expressa a energia acu-
mulada por nível trófico (kJ/m2).
Se o fluxo de energia no Cerrado brasileiro for re-
presentado por esses três tipos de pirâmides, o 
resultado obtido quanto à forma de cada uma será:
a)
b)
c)
d)
e) 
2 (Ufscar-SP) Em um experimento, populações de 
tamanho conhecido de duas espécies de insetos 
(A e B) foram colocadas cada uma em um reci-
piente diferente (recipientes 1 e 2). Em um terceiro 
recipiente (recipiente 3), ambas as espécies foram 
colocadas juntas.
Durante certo tempo, foram feitas contagens do 
número de indivíduos em cada recipiente e os re-
sultados estão representados nos gráficos.
no d
e 
in
di
ví
du
os
Recipiente 1
A
tempo
Recipiente 2
B
tempo
Recipiente 3
B
A
tempo
A partir desses resultados, pode-se concluir que
a) a espécie A se beneficia da interação com a 
espécie B.
b) o crescimento populacional da espécie A inde-
pende da presença de B.
c) a espécie B depende da espécie A para manter 
constante o número de indivíduos.
d) a espécie B tem melhor desempenho quando 
em competição com a espécie A.
e) o número de indivíduos de ambas se mantém 
constante ao longo do tempo quando as duas 
populações se desenvolvem separadamente.
3 (Vunesp) Sr. José Horácio, um morador de Ipatin-
ga, MG, flagrou uma cena curiosa, filmou-a e man-
dou-a para um telejornal. Da ponte de um lago no 
parque da cidade, pessoas atiravam migalhas de 
pão aos peixes. Um socozinho (Butorides striata), 
ave que se alimenta de peixes, recolhia com seu 
bico algumas migalhas de pão e as levava para 
um lugar mais calmo, à beira do lago e longe das 
pessoas. Atirava essas migalhas “roubadas” no 
lago e, quando os peixes vinham para comê-las, 
capturava e engolia esses peixes. Sobre os orga-
nismos presentes na cena, pode-se afirmar que
a) o socozinho é um parasita, os homens e os pei-
xes são os organismos parasitados.
b) o socozinho é um predador, que pode ocupar 
o terceiro nível trófico dessa cadeia alimentar.
c) o homem é produtor, os peixes são consumi-
dores primários e o socozinho é consumidor 
secundário.
d) os peixes e o socozinho são consumidores se-
cundários, enquanto o homem ocupa o último 
nível trófico dessa cadeia alimentar.
e) os peixes são detritívoros e o socozinho é con-
sumidor primário.
4 (FGV-SP) Um biólogo foi a campo e cavou os ninhos 
de dois formigueiros distintos, porém da mesma 
espécie de formigas saúvas. Um dos formigueiros 
havia sido abandonado pelas formigas há pouco 
tempo, enquanto o outro formigueiro ainda estava 
ativo. No formigueiro ativo, observou a presença 
de uma única espécie de fungo, o qual era cultiva-
do e utilizado pelas formigas como alimento. No 
formigueiro abandonado, o biólogo observou a 
presença de fungos de várias espécies, mas não 
daquele presente no formigueiro ativo. Ao estudar 
o assunto, verificou que essa espécie de fungo só 
ocorre quando em associação com essa espécie 
de formiga. Sobre essa espécie de formiga e essa 
Biologia 55
espécie de fungo, pode-se dizer que apresentam 
uma relação conhecida como
a) amensalismo, na qual o fungo é prejudicado 
pela presença das formigas, mas estas não são 
afetadas pela presença do fungo.
b) parasitismo, em que as formigas são as parasi-
tas e dependem do fungo para sua alimentação 
e reprodução.
c) inquilinismo, no qual os fungos beneficiam-se 
do ambiente e cuidados proporcionados pelo 
formigueiro, sem prejuízo às formigas.
d) mutualismo, em que tanto os fungos quanto 
as formigas dependem uns dos outros para a 
sobrevivência.
e) comensalismo, no qual as formigas, comensais, 
obtêm seu alimento da espécie associada, os 
fungos, sem que estes sejam prejudicados ou 
beneficiados.
5 (Enem) Ao longo do século XX, a taxa de variação 
na população do Brasil foi sempre positiva (cresci-
mento). Essa taxa leva em consideração o número 
de nascimentos (N), o número de mortes (M), o de 
emigrantes (E) e o de imigrantes (I) por unidade de 
tempo. É correto afirmar que, no século XX:
a) M > I + E + N.
b) N + I > M + E.
c) N + E > M + I.
d) M + Nindica-
dor do grau de poluição da água por esgotos 
domésticos.
08. Salmonelas e estafilococos presentes nas 
águas são bactérias muito comuns, responsá-
veis pelo fenômeno biológico conhecido como 
“maré vermelha”.
16. Existem bactérias capazes de fixar o nitrogênio 
atmosférico e transferi-lo para o solo e para al-
gumas plantas, como o feijão e a soja.
32. A água tratada dos efluentes domésticos das 
lagoas de estabilização citadas no texto acima, 
por ser tóxica, não pode ser usada para nenhu-
ma finalidade humana.
7 (Unifesp) Analise a figura.
A figura mostra o processo de ocupação do solo 
em uma área dos pampas gaúchos. Considerando 
a sucessão ecológica, é correto afirmar que:
a) na fase 2 temos a sucessão secundária uma vez 
que, na 1, teve início a sucessão primária.
b) ocorre maior competição na fase 3 que na 4, uma 
vez que capins e liquens habitam a mesma área.
c) após as fases representadas, ocorrerá um está-
gio seguinte, com arbustos de pequeno porte, 
e, depois, o clímax, com árvores.
d) depois do estabelecimento da fase 4 surgirão 
os primeiros animais, dando início à sucessão 
zoológica.
e) a comunidade atinge o clímax na fase 4, situa-
ção em que a diversidade de organismos e a 
biomassa tendem a se manter constantes.
TEMA 2 BACTÉRIAS, VÍRUS, 
FUNGOS E ALGAS
1 (Acafe-SC)
Antibiótico doxiciclina pode ser esperança 
no tratamento do Parkinson
Um estudo publicado na revista Scientific Reports, 
do grupo Nature, sugere que o medicamento antibióti-
co doxiciclina – usado há mais de meio século contra 
infecções bacterianas – pode ser indicado em doses 
mais baixas para o tratamento da doença de Parkin-
son. Segundo os autores, a substância reduz a toxicida-
de de uma proteína conhecida como a-sinucleína, que, 
56 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
em certas condições, forma agregados que recobrem e 
lesam as células do sistema nervoso central.
Fonte: Secretaria de Estado da Educação – Estado do Paraná, 01/03/2017. 
Disponível em: http://www.biologia.seed.pr.gov.br.
Considerando as informações do texto e os co-
nhecimentos relacionados ao tema é correto afir-
mar, exceto:
a) Os antibióticos são medicamentos utilizados no 
combate às infecções bacterianas como: her-
pes simples, meningite e sífilis.
b) As bactérias apresentam três mecanismos de 
transferência de genes que aumentam a diver-
sidade genética: transformação, transdução 
e conjugação. A transformação bacteriana se 
dá pela absorção de fragmentos de DNA que 
estão dispersos no ambiente, provenientes de 
bactérias mortas e decompostas.
c) As bactérias têm sido usadas pela engenharia 
genética, como por exemplo, na síntese de pro-
teínas humanas como a insulina e o hormônio 
de crescimento.
d) Certas infecções hospitalares podem ser de difícil 
combate por meio de antibióticos comumente 
utilizados. Esse feito deve-se à seleção de linha-
gens de bactérias resistentes aos antibióticos.
2 (Unifesp) HIV e HPV são vírus responsáveis por 
duas das principais doenças sexualmente trans-
missíveis (DSTs) da atualidade, a AIDS e o con-
diloma (ou crista-de-galo), respectivamente. Em 
julho de 2003, os meios de comunicação divulga-
ram que foi liberado, apenas para testes, o uso 
de um gel que impediria o contágio pelo vírus da 
AIDS por meio do ato sexual. Esse gel, usado na 
vagina ou no ânus, possui substâncias que reco-
nhecem e destroem a cápsula proteica do vírus.
Considerando tal mecanismo de ação, pode-se 
afirmar corretamente que:
a) princípio de ação semelhante poderia ser usa-
do para a produção de medicamentos contra o 
HPV, causador do condiloma ou crista-de-galo, 
mas não seria eficiente contra a sífilis.
b) a prevenção da gonorreia, doença para a qual tam-
bém não há vacina, poderia ser feita por um gel 
que apresentasse o mesmo mecanismo de ação.
c) embora a cápsula proteica seja destruída, se 
o material genético do vírus continuar íntegro, 
isso é suficiente para que ele infecte novas cé-
lulas naquele meio.
d) se os resultados forem completamente positi-
vos, esse medicamento liberará a população do 
uso definitivo da camisinha como preservativo 
das DSTs de uma forma geral, mas não como 
método contraceptivo.
e) o uso do gel, se der resultados, será mais efi-
ciente que o uso de uma possível vacina na 
diminuição da incidência da doença, já que 
não incorre na inoculação de vírus mortos ou 
atenua dos no corpo humano.
3 (Unesp-SP) Parte da população brasileira vive na 
periferia das grandes cidades, onde os serviços 
de saneamento básico, como sistema de esgoto 
e coleta do lixo, são precários. Nesses ambientes, 
podem ser observadas com facilidade as caracte-
rísticas seguintes:
 I. locais com água parada;
 II. aumento da população de ratos;
 III. liberação de esgotos a céu aberto.
Assinale a alternativa que lista, respectivamente, as 
doenças que estão associadas a essas características.
a) I – febre amarela, causada por uma bactéria 
transmitida por mosquito que se reproduz em 
água parada; II – doença de Chagas, cujo pro-
tozoário causador utiliza ratos como transmis-
sores; III – febre maculosa, cujas bactérias se 
concentram em água contaminada.
b) I – dengue, causada por uma bactéria transmiti-
da por um mosquito que se reproduz em água 
parada; II – toxoplasmose, em que os ratos são 
vetores; III – tétano, causado por bactérias que 
se concentram em água contaminada.
c) I – dengue, causada por vírus transmitido por 
um mosquito que se reproduz em água para-
da; II – leptospirose, causada por uma bactéria 
transmitida por ratos; III – cólera, causada por 
uma bactéria que pode ser ingerida com água 
ou alimentos contaminados.
d) I – doença de Chagas, cujo transmissor se re-
produz em água parada; II – cólera, causada 
por uma bactéria transmitida por ratos; III – 
leishmaniose, causada por protozoários que se 
concentram em água contaminada.
e) I – hepatite A, causada por vírus presentes em 
água parada; II – amebíase, causada por ame-
bas que são transmitidas por ratos; III – sífilis, 
causada por bactérias que se concentram em 
água contaminada.
4 (Ufop-MG) Bactérias, fungos e vírus são agentes 
causadores de diversas patologias.
Qual das opções abaixo mostra doenças causadas 
por bactérias?
a) tuberculose e tétano.
b) gastroenterite e malária.
c) sífilis e sarampo.
d) varíola e tétano.
5 (Enem)
Estima-se que haja atualmente no mundo 40 
milhões de pessoas infectadas pelo HIV (o vírus 
que causa a AIDS), sendo que as taxas de novas in-
fecções continuam crescendo, principalmente na 
Biologia 57
África, Ásia e Rússia. Nesse cenário de pandemia, 
uma vacina contra o HIV teria imenso impacto, 
pois salvaria milhões de vidas. Certamente seria 
um marco na história planetária e também uma es-
perança para as populações carentes de tratamento 
antiviral e de acompanhamento médico.
TANURI, A.; FERREIRA JUNIOR, O. C. Vacina contra Aids: desafios e 
esperanças. Ciência Hoje (44) 26, 2009 (adaptado).
Uma vacina eficiente contra o HIV deveria
a) induzir a imunidade, para proteger o organismo 
da contaminação viral.
b) ser capaz de alterar o genoma do organismo por-
tador, induzindo a síntese de enzimas protetoras.
c) produzir antígenos capazes de se ligarem ao 
vírus, impedindo que este entre nas células do 
organismo humano.
d) ser amplamente aplicada em animais, visto que 
esses são os principais transmissores do vírus 
para os seres humanos.
e) estimular a imunidade, minimizando a transmis-
são do vírus por gotículas de saliva.
6 (UFPR) A figura apresenta uma classificação dos 
seres vivos baseada em sua fonte primária de 
energia. Bactérias são encontradas nos grupos:
 
RESPIRAÇÃO
ANAERÓBICA
1
HETEROTRÓFICOS
LITOTRÓFICOS
3
FOTOTRÓFICOS
4
QUIMIOTRÓFICOS
TODOS OS
SERES VIVOS
RESPIRAÇÃO
AERÓBICA
2
a) 1, 2 e 3, apenas.
b) 1, 2 e 4, apenas. 
c) 1, 3 e 4, apenas.
d) 2, 3 e 4, apenas.
e) 1, 2, 3 e 4.
7 (PUCC-SP) Os fungos já foram considerados vege-
tais e, de fato, ambos apresentam algumas carac-
terísticas em comum. No entanto,apenas fungos 
apresentam 
a) células com complexo golgiense. 
b) formação de ATP na cadeia respiratória. 
c) membrana celular lipoproteica. 
d) via glicolítica no citoplasma celular. 
e) glicogênio como reserva energética. 
8 (Mack-SP) 
Alga deixa água com gosto ruim 
Lavar as mãos, tomar banho, beber água ou um 
simples cafezinho virou um tormento para quase 4 
milhões de moradores das regiões sul e leste de São 
Paulo [...]. O desconforto é recorrente. Basta chegar 
a época de estiagem e as algas proliferam "por causa 
do excesso de nutrientes nas águas". Tais "nutrien-
tes" são, na realidade, esgoto. [...] O problema está 
localizado na Represa do Guarapiranga (zona sul). 
[...] A alga é uma cianobactéria, que libera uma to-
xina chamada geosmina. [...] “cheiro e o sabor apa-
recem após o tratamento com aplicação de carvão 
ativado em pó e permanganato de potássio”, expli-
cou o gerente da Unidade de Tratamento de Água.
Estadão, 19 set. 2008 (adaptado).
 Algas e cianobactérias são bem diferenciadas 
evolutivamente, mas têm algumas características 
comuns, dentre as quais
a) a presença de clorofila e, portanto, capacidade 
de realizar a fotossíntese.
b) a presença de organelas citoplasmáticas como 
cloroplastos.
c) parede celular, basicamente constituída de ce-
lulose e hemicelulose.
d) organização filamentosa pluricelular com divi-
são de trabalho.
e) capacidade de fixação do nitrogênio atmosférico.
TEMA 3 BOTÂNICA
1 (Unifor-CE) Os esquemas abaixo representam ci-
clos de vida dos seres vivos.
58 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
Os ciclos de vida da maioria dos animais e de to-
dos os vegetais estão representados, respectiva-
mente, em:
a) III e II.
b) I e II.
c) I e III.
d) II e I.
e) II e III.
2 (FCC-SP) Um musgo apresenta o aspecto indicado 
na figura a seguir. Qual letra da tabela abaixo indica 
corretamente o qual representam as estruturas I e II?
I II
a) Gametófito feminino 
e haploide Esporófito diploide
b) Gametófito dioico e 
diploide Esporófito haploide
c) Gametófito 
masculino e haploide Esporófito diploide
d) Esporófito diploide Gametófito dioico e 
haploide
e) Esporófito haploide Gametófito feminino 
e haploide
3 (UFRJ) Analise o esquema abaixo.
A sequência correta que representa o ciclo de vida 
de uma pteridófita é:
a) Esporófito, liberação de esporos, gametófito, 
fecundação.
b) Esporófito, gametófito, liberação de esporos, 
fecundação.
c) Gametófito, esporófito, liberação de esporos, 
fecundação.
d) Liberação de esporos, esporófito, fecundação, 
gametófito.
e) Gametófito, liberação de esporos, esporófito, 
fecundação.
4 (Mack-SP) Briófitas e Pteridófitas são denomina-
das plantas criptogâmicas, o que significa que são 
plantas que não têm flores.
A respeito desses dois grupos de vegetais, são 
feitas as seguintes afirmações.
 I. Nas Pteridófitas, a meiose é espórica, enquan-
to nas Briófitas ela é gamética.
 II. Nas Briófitas, o gametófito é mais desenvol-
vido do que o esporófito e nas Pteridófitas é 
o inverso.
 III. Nas Pteridófitas, há tecidos condutores es-
pecializados, enquanto nas Briófitas eles não 
existem.
 IV. Nas Pteridófitas, o esporófito é sempre di-
ploide, enquanto nas Briófitas ele é sempre 
haploide.
Estão corretas, apenas,
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) I e IV.
e) II e IV.
5 (Ufop-MG) Em qual das alternativas se faz, em rela-
ção às características apresentadas, uma distinção 
correta entre Gimnospermas e Pteridófitas?
Características Gimnospermas Pteridófitas
a) Meiose Ausente Presente
b) Haplodiploidia Ausente Presente
c) Semente Presente Ausente
d) Xilema e floema Ausente Presente
6 (Vunesp) Analisando os processos sexuados e ci-
clos de vida das plantas, considere as informações 
seguintes.
 I. Fase gametofítica muito desenvolvida.
 II. Fase esporofítica independente da planta ha-
ploide.
 III. Fase gametofítica muito reduzida.
 IV. Fase esporofítica cresce sobre a planta haploide.
 V. Sementes não abrigadas.
Pode-se afirmar corretamente que
a) I e II ocorrem nas briófitas e pteridófitas.
b) III e V ocorrem nas angiospermas, mas não nas 
pteridófitas.
c) IV ocorre apenas nas briófitas.
d) I e V ocorrem nas gimnospermas.
e) II ocorre nas briófitas, mas não nas angiosper-
mas.
7 (UEMG) Na história biológica das plantas, muitos 
eventos ocorreram durante a seleção para a vida 
Biologia 59
no ambiente terrestre. Sobre essa história, só é 
CORRETO afirmar que
a) o desenvolvimento de vasos condutores de sei-
vas é característica que surgiu nos ancestrais 
das pteridófitas.
b) as primeiras fanerógamas eram dotadas de fru-
tos sem sementes.
c) as gimnospermas foram selecionadas para di-
versidade de agentes polinizadores.
d) as angiospermas constituíram as primeiras es-
permáfitas.
8 (Unifesp) As bananeiras, em geral, são polinizadas 
por morcegos. Entretanto, as bananas que come-
mos são produzidas por partenocarpia, que con-
siste na formação de frutos sem que antes tenha 
havido a fecundação. Isso significa que:
a) essas bananas não são derivadas de um ovário 
desenvolvido.
b) se as flores fossem fecundadas, comeríamos 
bananas com sementes.
c) bananeiras partenocárpicas não produzem flo-
res, apenas frutos.
d) podemos identificar as bananas como exem-
plos de pseudofruto.
e) mesmo sem polinizadores, ocorre a polinização 
das flores de bananeira.
9 (FGV-SP) Em algumas espécies de plantas, ocorre 
autoincompatibilidade entre o grão de pólen e o 
estigma da mesma flor. Esse mecanismo, geneti-
camente determinado, impede que nessas espé-
cies ocorra a:
a) polinização.
b) partenogênese.
c) autofecundação.
d) fecundação interna.
e) fecundação cruzada.
10 (UFPE) Um fruto verdadeiro é originado do desen-
volvimento de um ovário, enquanto um pseudo-
fruto tem origem a partir do desenvolvimento de 
outras partes da flor, e não do ovário. Assinale a 
alternativa que indica apenas frutos verdadeiros.
a) Abacaxi, ameixa e pêssego.
b) Morango, uva e tomate.
c) Caju, laranja e mamão.
d) Maçã, trigo e milho.
e) Melancia, mamão e feijão.
11 (PUC-MG) Os caules apresentam características 
específicas de cada grupo de plantas.
Sobre as figuras apresentadas, é correto afirmar, 
exceto:
a) 3 é caule de monocotiledônea, que não 
apresenta câmbio com crescimento secundário 
em espessura nem delimitação clara entre 
córtex e cilindro central.
b) 4 é caule de dicotiledônea apresentando feixes 
vasculares liberolenhosos e há, nesse grupo de 
plantas, crescimento secundário em espessura.
c) Em 2 encontra-se semente com cotilédones tri-
ploides e endosperma bem desenvolvido.
d) A semente representada em 1 apresenta reser-
vas nutritivas no endosperma bem desenvolvi-
do e cotilédone reduzido.
12 (Udesc) Analise as afirmativas quanto à polinização 
e à reprodução nas plantas gimnospermas.
 I. Algumas espécies de pinheiro do gênero Pi-
nus são monoicas, e outras, como o pinheiro-
-do-Paraná, são dioicas.
 II. Os morcegos, as abelhas e os pássaros são os 
principais agentes polinizadores.
 III. As flores apresentam autofecundação, e o 
vento contribui para autofecundação trans-
portando as oosferas.
 IV. Sementes de gimnospermas não estão 
localizadas no interior de um fruto.
 V. O grão de pólen possui sacos aéreos que, du-
rante o dia, ao se manterem aquecidos, são 
carregados pelo vento; e à noite, quando a 
temperatura é reduzida, eles caem sobre as 
flores femininas.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas IV e V são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas III e V são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas I, IV e V são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.
TEMA 4 PROTEÍNAS E 
ÁCIDOS NUCLEICOS
1 (Unesp-SP) As proteínas são moléculas com-
plexas formadas por unidades denominadas 
60 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
..................., que se unem umas às outras por meio 
de ................... Cada unidade é formada por um 
átomo de carbono,de um país racista podem fazer pela 
igualdade além de não serem racistas. UOL, 21/05/2018 (adaptado).
Segundo Luciana Alves, para combater o racismo 
e mudar de postura em relação a ele, é funda-
mental
a) ouvir com atenção os discursos e orientações 
de especialistas e ativistas.
b) reconhecer expressões racistas existentes em 
práticas naturalizadas.
c) passar por um “letramento racial” que dispense 
o legado histórico.
d) prestar atenção às práticas históricas e às orien-
tações da educadora.
4 (Fuvest-SP) 
Quando Bernal Díaz avistou pela primeira 
vez a capital asteca, ficou sem palavras. Anos 
mais tarde, as palavras viriam: ele escreveu um 
alentado relato de suas experiências como mem-
bro da expedição espanhola liderada por Hernán 
Cortés rumo ao Império Asteca. Naquela tarde 
de novembro de 1519, porém, quando Díaz e seus 
companheiros de conquista emergiram do desfi-
ladeiro e depararam-se pela primeira vez com o 
Vale do México lá embaixo, viram um cenário 
que, anos depois, assim descreveram: “vislumbra-
mos tamanhas maravilhas que não sabíamos o 
que dizer, nem se o que se nos apresentava diante 
dos olhos era real”.
Matthew Restall. Sete mitos da conquista espanhola. Rio de Janeiro: 
Civilização Brasileira, 2006, p. 15-16. Adaptado.
O texto mostra um aspecto importante da con-
quista da América pelos espanhóis, a saber,
a) a superioridade cultural dos nativos americanos 
em relação aos europeus.
b) o caráter amistoso do primeiro encontro e da 
posterior convivência entre conquistadores e 
conquistados.
c) a surpresa dos conquistadores diante de mani-
festações culturais dos nativos americanos.
d) o reconhecimento, pelos nativos, da importân-
cia dos contatos culturais e comerciais com os 
europeus.
e) a rápida desaparição das culturas nativas da 
América Espanhola.
5 (Fuvest-SP)
Sonetilho do falso Fernando Pessoa
Onde nasci, morri.
Onde morri, existo.
E das peles que visto
muitas há que não vi.
Sem mim como sem ti
posso durar. Desisto
de tudo quanto é misto
e que odiei ou senti.
Nem Fausto nem Mefisto,
à deusa que se ri
deste nosso oaristo*,
eis‐me a dizer: assisto
além, nenhum, aqui,
mas não sou eu, nem isto.
Carlos Drummond de Andrade. Claro Enigma.
*conversa íntima entre casais.
Ulisses
O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo –
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.
Este, que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.
Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá‐la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.
Fernando Pessoa. Mensagem. 
Considerando os poemas, assinale a alternativa 
correta.
a) As noções de que a identidade do poeta inde-
pende de sua existência biográfica, no “Sone-
tilho”, e de que o mito se perpetua para além 
da vida, em “Ulisses”, produzem uma analogia 
entre os poemas.
b) As referências a Mefisto (“diabo”, na lenda 
alemã de Fausto) e a Deus no “Sonetilho” e 
em “Ulisses”, respectivamente, associadas ao 
polo de opostos “morte” e “vida”, revelam uma 
perspectiva cristã comum aos poemas.
6 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
c) O resgate da forma clássica, no “Sonetilho”, e a 
referência à primeira pessoa do plural, em “Ulis-
ses”, denotam um mesmo espírito agregador e 
comunitário.
d) O eu lírico de cada poema se identifica, res-
pectivamente, com seus títulos. No poema de 
Drummond, trata‐se de alguém referido como 
“falso Fernando Pessoa”, já no poema de Pes-
soa, o eu lírico é “Ulisses”.
e) Os versos “As coisas tangíveis / tornam‐se in-
sensíveis / à palma da mão. // Mas as coisas fin-
das, / muito mais que lindas, / essas ficarão”, de 
outro poema de Claro Enigma, sugerem uma 
relação de contraste com os poemas citados.
6 (Unicamp-SP)
Disponível em: . 
Acesso em: 28 maio 2018.
Acho que só devemos ler a espécie de livros 
que nos ferem e trespassam. Um livro tem que ser 
como um machado para quebrar o mar de gelo do 
bom senso e do senso comum.
Franz Kafka, carta a Oscar Pollak, 1904. 
Disponível em: . 
Acesso em: 28 maio 2018 (adaptado). 
Assinale o excerto que confirma os dois textos 
anteriores.
a) A leitura é, fundamentalmente, processo políti-
co. Aqueles que formam leitores – professores, 
bibliotecários – desempenham um papel po-
lítico. (Marisa Lajolo, A formação do leitor no 
Brasil. São Paulo: Ática, 1996, p. 28.)
b) Pelo que sabemos, quando há um esforço real 
de igualitarização, há aumento sensível do hábi-
to de leitura e, portanto, difusão crescente das 
obras. (Antonio Candido, Vários escritos. São 
Paulo: Duas Cidades, 2004, p. 187.)
c) Ler é abrir janelas, construir pontes que ligam o 
que somos com o que tantos outros imagina-
ram, pensaram, escreveram; ler é fazer-nos ex-
pandidos. (Gilberto Gil, Discurso no lançamento 
do Ano Ibero-Americano da Leitura, 2004.)
d) A leitura é uma forma servil de sonhar. Se tenho 
de sonhar, por que não sonhar os meus pró-
prios sonhos? (Fernando Pessoa, Páginas ínti-
mas e de Autointerpretação. São Paulo: Ática, 
1966, p. 23.)
TEMA 2 GÊNEROS TEXTUAIS
1 (Fuvest-SP)
Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n’roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa
 [aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar
 [lembranças
A todo pessoal
Adeus
Meu caro amigo. Chico Buarque e Francis Hime, 1976.
a) Levando em conta o período histórico em que 
a letra da música foi composta, justifique o uso 
do plural no terceiro verso.
 
 
 
 
 
 
 
 
b) A letra da canção apresenta características de 
qual gênero discursivo? Aponte duas dessas 
características.
 
 
 
 
 
 
 
Entendimento de texto 7
2 (Unicamp-SP) Leia o texto a seguir, publicado no 
Instagram e em um livro do @akapoeta João Do-
ederlein.
DOEDERLEIN, João. O livro dos ressignificados. 
 São Paulo: Paralela, 2017, p. 17.
A ressignificação de estrela ocorre porque o ver-
bete apresenta
a) diversas acepções dessa palavra de modo am-
plo, literal e descritivo.
b) cinco definições da palavra relativas à realidade 
e uma definição figurada.
c) vários contextos de uso que evidenciam o cará-
ter expositivo do gênero verbete.
d) uma entrada formal de dicionário e acepções 
que expressam visões particulares.
3 (Unicamp-SP) O texto a seguir, publicado junto com 
a charge abaixo, foi escrito em homenagem a Ma-
rielle Franco, mulher negra, da favela, socióloga, ve-
readora do Rio de Janeiro. Defensora dos Direitos 
Humanos, Marielle foi morta a tiros no dia 14 de 
março de 2018, no Estácio, região central da cidade.
O luto por Marielle me conduz ao poema A 
flor e a náusea de Carlos Drummond, cada dia 
mais atual, nos lembrando que “o tempo não che-
gou de completa justiça. O tempo é ainda de fezes, 
maus poemas, alucinações e espera”. Ele pergunta: 
“Posso, sem armas, revoltar-me?”. O inimigo está 
com a faca, o queijo, os fuzis e as balas na mão, 
o que aumenta nosso sentimento de impotência. 
Drummond me mostra a flor furando “o asfalto, o 
tédio, o nojo e o ódio” e, dessa forma, “me salvo 
e dou a poucos uma esperança mínima”. A poe-
sia, território onde os assassinos não entram, tem 
esse poder milagroso de colocar ao nosso alcance 
a arma da razão com muita munição de esperança.
FREIRE, José Ribamar Bessa. Uma toada para Marielle: a flor que fura o 
asfalto. A charge de Quinho foi encontrada na internet pelo autor da crônica. 
Disponível em: . Acesso em: 3 set. 2018 (adaptado).
a) Segundo o dicionário Michaelis, “estar com a 
faca e o queijo na mão” significa “terao qual se ligam um grupo 
..................., um grupo ..................., que apresenta 
um átomo de nitrogênio, e um radical de estrutura 
variável.
 Os termos que completam corretamente os espa-
ços em branco são, pela ordem, 
a) monopeptídeos ... ligação glicosídica... carbo-
xila... amina.
b) monopeptídeos ... ligação peptídica... amina... 
carboxila.
c) aminoácidos ... ligação peptídica... carboxila... 
amina.
d) aminoácidos ... ligação glicosídica... amina... 
carboxila.
e) nucleotídeos ... reação de desidratação... car-
boxila... amina.
2 (UniEvangélica-GO) Leia o texto a seguir.
 As proteínas têm ampla gama de estruturas e fun-
ções. Apesar de sua grande diversidade, todas as 
proteínas compartilham três níveis de estrutura, 
conhecidos como estrutura primária, secundária 
e terciária. Um quarto nível é observado quando 
uma proteína é composta por duas ou mais ca-
deias polipeptídicas. No entanto, a estrutura de 
uma proteína também depende das condições 
físicas e químicas do seu ambiente.
 CAMPBELL, Neil A. et al. Biologia. 8. ed. 
Porto Alegre: Artmed, 2010. p. 80-85.
 Se pH, salinidade, temperatura ou outros aspec-
tos do ambiente forem alterados, a proteína pode 
passar por uma desnaturação. E, como resultado 
da desnaturação:
a) ocorrem ligações peptídicas, formadas por rea-
ções de desidratação que unem o grupo car-
boxila de um aminoácido ao grupo amino de 
outro aminoácido.
b) surgem segmentos das cadeias polipeptídicas en-
rolados ou dobrados repetidamente, em padrões 
que contribuem para a estrutura secundária.
c) ocorre que a forma da proteína será reforçada 
por ligações covalentes adicionais, chamadas 
de pontes dissulfeto, entre dois monômeros de 
cisteína.
d) ocorre a perda de conformação da proteína e 
por consequência da habilidade de realizar fun-
ções, tornando-se biologicamente inativada.
3 (Uerj) A velocidade de uma reação enzimática 
corresponde à razão entre quantidade de produ-
to formado e tempo decorrido. Essa velocidade 
depende, entre outros fatores, da temperatura 
de incubação da enzima. Acima de uma deter-
minada temperatura, porém, a enzima sofre des-
naturação. Considere um experimento no qual 
foi medida a velocidade máxima de uma reação 
enzimática em duas diferentes temperaturas. Ob-
serve a tabela:
Velocidade máxima de reação – Vmáx
Tempo 
(minutos)
45 ºC 50 ºC
1 96 128
2 85 106
3 74 84
4 63 62
 Para cada temperatura calculou-se a taxa de des-
naturação da enzima, definida como a queda da 
Vmáx da reação por minuto de incubação. Se D1 
é a taxa de desnaturação da enzima a 45 ºC e D2, 
a taxa de desnaturação a 50 ºC, a razão é:
a) 0,5 
b) 1,0 
c) 2,5 
d) 4,0
4 (PUC-RJ) Com o advento da Biologia Molecular, o 
ser humano conseguiu realizar inúmeras façanhas, 
como identificar pessoas que estiveram em deter-
minados locais, realizar testes de paternidade e 
determinar a relação filogenética entre diferentes 
seres vivos, através do sequenciamento e homo-
logia dos ácidos desoxirribonucleicos de cada 
indivíduo. Esse ácido tem como característica ser 
uma molécula polimérica de fita
a) simples, composta por pentoses, bases nitro-
genadas e fosfato.
b) dupla, composta de pentoses, bases nitroge-
nadas e fosfato.
c) dupla, composta por hexoses, aminoácidos e 
nitrogênio.
d) dupla, composta por nucleotídeos ligados por 
pontes de enxofre.
e) simples, composta por nucleotídeos unidos por 
ligações de hidrogênio.
5 (UFSM-RS) Milhares de anos após o último mamu-
te lanoso caminhar sobre a tundra, os cientistas 
conseguiram sequenciar 50% do genoma desse 
animal extinto, recuperando boa parte do seu ma-
terial genético.
Biologia 61
 Scientific American Brasil, ed. Especial, 2009.
 Sobre o DNA, é possível afirmar:
 I. Na molécula do DNA, são encontradas as 
quatro bases nitrogenadas: adenina, guanina, 
citosina e timina.
 II. A ligação entre as bases complementares da 
dupla fita do DNA é feita através de ligações 
de hidrogênio.
 III. Se, no filamento de DNA, houver a sequência 
TTTCCATGT, haverá, no seu filamento com-
plementar, a sequência AAAGGUACA.
 Está(ão) correta(s)
a) apenas I.
b) apenas I e II.
c) apenas II.
d) apenas I e III.
e) apenas II e III.
6 (Udesc) Determinada cadeia polipeptídica apre-
senta um total de 30 aminoácidos. Analise as pro-
posições em relação a essa cadeia e assinale (V) 
para verdadeira e (F) para falsa. 
( ) O número de nucleotídeos no RNA mensa-
geiro que originou este polipeptídeo é 90. 
( ) O número de códons no RNA mensageiro 
que originou a cadeia polipeptídica é 45. 
( ) O número de RNA transportadores utiliza-
dos é 90. 
( ) O gene que originou o polipeptídeo possuía 
30 pares de nucleotídeos. 
Assinale a alternativa que contém a sequência cor-
reta, de cima para baixo. 
a) F – V – F – F 
b) V – F – F – F 
c) F – V – F – V 
d) F – F – F – V 
e) V – V – F – F 
7 (UFU-MG) Após a análise de DNA de uma célula 
de mamífero, verifica-se que 15% das bases nitro-
genadas são representadas por uma base que tem 
como característica a formação de três ligações 
de hidrogênio com a base complementar. Consi-
derando essas informações, é correto afirmar que 
a quantidade de
a) citosina representa 35% da quantidade total de 
bases nitrogenadas.
b) adenina representa 30% da quantidade total de 
bases nitrogenadas.
c) timina representa 35% da quantidade total de 
bases nitrogenadas.
d) guanina representa 30% da quantidade total de 
bases nitrogenadas.
8 (PUC-MG) Sobre o esquema abaixo, foram feitas 
algumas afirmações.
 I. O esquema representa o mecanismo da tradu-
ção, no qual interagem os três tipos de RNAs.
 II. O pareamento do códon com anticódon es-
pecífico resulta na entrada do aminoácido 
correto, determinado pela sequência codifi-
cadora.
 III. Toda molécula de RNAm possui um códon de 
iniciação, que é sempre o mesmo – AUG.
 IV. A perda de um único nucleotídeo no gene 
que dá origem ao RNAm pode alterar a tra-
dução a partir daquele ponto.
 V. A associação entre aminoácidos para formar 
proteínas depende de ligações peptídicas.
Estão CORRETAS as afirmativas:
a) I, IV e V, apenas.
b) I, II e III, apenas.
c) II, III e IV, apenas.
d) I, II, III, IV e V.
9 (Fatec-SP) O metabolismo celular depende de 
uma série de reações químicas controladas por 
enzimas, isto é, proteínas que atuam como cata-
lisadores e que podem sofrer mutações genéti-
cas, sendo modificadas ou eliminadas. Assinale 
a alternativa correta, levando em conta os ácidos 
nucleicos, a ocorrência de mutações e as conse-
quentes mudanças do ciclo de vida da célula.
62 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
a) O DNA é constituído por códons, que determinam a sequência de bases do RNA mensageiro, necessária 
à formação dos anticódons, responsáveis pela produção das proteínas.
b) No caso de uma mutação acarretar a transformação de um códon em outro relacionado ao mesmo ami-
noácido, não haverá alteração na molécula proteica formada, nem no metabolismo celular.
c) A mutação altera a sequência de aminoácidos do DNA, acarretando alterações na sequência de bases do 
RNA mensageiro e, consequentemente, na produção das proteínas.
d) As mutações atuam diretamente sobre as proteínas, provocando a desnaturação dessas moléculas e, 
consequentemente, a inativação delas.
e) Quando algumas proteínas são alteradas por mutações, suas funções no metabolismo celular passam a 
ser realizadas pelos aminoácidos.
10 (Uerj) Alguns vírus, como o da poliomielite, contêm RNA de fita simples (+), que podem funcionar diretamente 
como mensageiros na célula infectada. Esses RNA possuem uma sequência nucleotídica necessária para que 
o códon de iniciação da síntese proteica seja identificado, como mostra o esquema a seguir:
Códon de
iniciação
Códon de
terminação
Sequência traduzidaSequência de 
reconhecimento
Considere, para um RNAm desse tipo, que sintetiza um peptídeo viral, as seguintes informações:
 – se a base nitrogenada adenina do códon de iniciação é a de número 1, a base uracilado códon de termi-
nação será a de número 133, seguindo-se o sentido da tradução;
 – o códon UGG aparece duas vezes na porção desse RNA que codifica o peptídeo.
Observe, na tabela abaixo, a identificação de alguns códons:
Códon Aminoácido codificado ou 
função
AUG metionina – iniciação
UAA, UAG, UGA terminação
UGG triptofano
O aminoácido metionina, introduzido no peptídeo pelo códon iniciador, é imediatamente removido após o 
término da tradução. A percentagem de triptofano na composição da molécula desse peptídeo é de:
a) 1,48%.
b) 1,55%.
c) 4,44%.
d) 4,65%.
TEMA 5 BIOLOGIA CELULAR, BIOENERGÉTICA 
E BIOTECNOLOGIA
1 (UFU-MG) Considere as atividades celulares e as organelas apresentadas nas colunas abaixo.
I – Digestão intracelular a) Retículo endoplasmático granular
II – Síntese de proteínas b) Centríolos
III – Acúmulo e eliminação de secreções c) Mitocôndrias
IV – Participação na divisão celular d) Lisossomos
V – Respiração celular e) Complexo de Golgi
 Assinale a alternativa que corresponde à associação correta entre as duas colunas.
a) I-C; II-B; III-A; IV-E; V-D.
b) I-E; II-A; III-C; IV-D; V-B.
Biologia 63
c) I-D; II-A; III-E; IV-B; V-C.
d) I-D; II-E; III-A; IV-B; V-C.
2 (UFPA) Os organismos multicelulares exibem uma 
variedade de especializações celulares com funções 
e morfologia distintas. O citoplasma dessas células 
apresenta várias organelas ou estruturas e, depen-
dendo da especialização celular, irá predominar uma 
organela sobre as demais. A respeito das caracterís-
ticas típicas das organelas, é correto afirmar:
a) Ribossomos são grânulos constituídos por uma 
fita de DNA e proteínas; participam na síntese 
de proteínas.
b) O complexo de Golgi é composto por cister-
nas e vesículas; participa no processamento das 
proteínas e secreção celular.
c) Mitocôndrias são formadas por lamelas e pre-
enchidas pelo estroma; participam no processo 
da fotossíntese.
d) Peroxissomos são lisossomos; participam no ar-
mazenamento de substâncias como proteínas 
e lipídios.
e) Retículo endoplasmático agranular é formado 
por cristas e preenchido por uma matriz; parti-
cipa na produção e liberação de energia.
3 (Uninassau-PE) As duplas capas lipídicas são o fun-
damento de todas as membranas biológicas e sua 
estrutura se ajusta ao modelo de mosaico fluido de 
Singer e Nicholson (1972).
 A imagem anterior representa o modelo do mosai-
co fluido. Sobre a morfologia e o funcionamento 
da membrana plasmática, identifique a alternativa 
correta a seguir.
a) A bicamada de fosfolipídios permite a passa-
gem de substâncias indiscriminadamente atra-
vés de sua estrutura.
b) As proteínas inseridas na bicamada lipídica per-
mitem a passagem de substâncias lipossolúveis 
(ex.: glicose) pela membrana.
c) O glicocálix é formado por polissacarídeos li-
gados a proteínas ou lipídios e tem como uma 
de suas funções permitir a passagem de subs-
tâncias da parte interna para a parte externa 
da célula.
d) A bicamada lipídica tem uma região polar ou hi-
drofílica, voltada para a periferia da membrana, 
e uma região hidrofóbica ou apolar, localizada 
na região central da membrana.
e) O colesterol é componente encontrado em 
todas as membranas celulares promovendo a 
elasticidade das mesmas.
4 (UFPA) Os organismos vivos podem ser forma-
dos por células procarióticas ou eucarióticas. 
A principal diferença entre essas células é a 
presença ou não de um núcleo delimitado por 
membrana. Considerando esse aspecto, é cor-
reto afirmar que:
a) o modelo do “mosaico fluído” é aplicado apenas 
para a membrana plasmática de procariontes e 
eucariontes, não se aplicando às demais biomem-
branas, como aquelas presentes no retículo en-
doplasmático, complexo de Golgi e mitocôndria.
b) somente os ribossomos, o centríolo e o mesos-
somo são organelas não membranosas presen-
tes em células procarióticas.
c) a parede celular das cianobactérias contém os 
mesmos açúcares presentes na parede celular 
de células vegetais, fungos e algas.
d) transportes como osmose e difusão simples 
ocorrem por meio da membrana plasmática de 
células procarióticas e eucarióticas com grande 
consumo de energia na forma de ATP.
e) o DNA, o RNAm, o RNAt e o RNAr, ácidos nu-
cleicos presentes tanto em células procarióti-
cas quanto em células eucarióticas, atuam na 
síntese proteica.
5 (PUCC-SP) As atividades dos seres vivos exigem 
ATP obtido nas reações de fermentação ou res-
piração aeróbica. A tabela abaixo compara o ren-
dimento desses processos em sementes de arroz 
quando germinam em ambientes que diferem no 
teor de oxigênio.
Porcentagens de O2 no ar
0 5,2 10,4 20,8
Taxas 
relativas
de 
utilização 
de 
glicose
Fermentação 75% 40% 18% 0
Respiração 
aeróbica 0 6% 10% 18%
Esses dados levaram às seguintes afirmações:
 I. Na ausência de O2, as sementes obtêm ATP 
exclusivamente nas reações da glicólise.
 II. À medida que aumenta o teor de O2 no ar, as 
sementes passam a economizar glicose, pois, 
para cada molécula de açúcar oxidada, a respi-
ração produz mais ATP do que a fermentação.
64 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
 III. Quando o teor de O2 alcança 20,8%, as rea-
ções da glicólise cessam e todo o ATP que as 
sementes utilizam provém exclusivamente do 
ciclo de Krebs.
É correto o que se afirma em:
a) I, somente.
b) II, somente.
c) I e II, somente.
d) II e III, somente.
e) I, II e III.
6 (Unioeste-PR) Referente à produção e consumo de 
energia pela célula, é correto afirmar que:
a) o processo que permite as células utilizarem o 
CO2 como oxidante das moléculas orgânicas é 
a respiração celular.
b) lipídios representam o combustível preferido 
das células, mas na falta deste composto as cé-
lulas utilizam glicose ou até mesmo proteínas 
como fonte de energia.
c) elétrons H+ são capturados durante a glicólise 
e o ciclo de Krebs para a produção do ácido 
cítrico, que representa a molécula inicial no pro-
cesso de respiração.
d) no organismo humano, a fibra muscular estria-
da pode realizar o processo de fermentação, 
que é um processo anaeróbio de produção de 
ATP.
e) a fonte imediata que permite a síntese de ATP 
na fosforilação oxidativa é a transferência de 
fosfatos de alta energia provenientes do ciclo 
de Krebs.
7 (PUC-RJ) O cianureto é um veneno que mata em 
poucos minutos, sendo utilizado na condenação à 
morte na câmara de gás. Ele combina-se de forma 
irreversível com pelo menos uma molécula envol-
vida na produção de ATP.
 Assim, ao se analisar uma célula de uma pessoa que 
tenha sido exposta ao cianureto, a maior parte do 
veneno será encontrada dentro de: 
a) retículo endoplasmático.
b) peroxissomos.
c) lisossomos.
d) mitocôndria.
e) complexo de Golgi.
8 (FGV-SP) Observe a figura que ilustra uma possí-
vel explicação, formulada pela pesquisadora Lynn 
Margulis, em 1981, para o processo de evolução 
das células eucariontes a partir de um ancestral 
procarionte.
(www.cientic.com/tema_classif_img3.html)
 De acordo com a pesquisadora, o processo evo-
lutivo celular teria ocorrido em função
a) da internalização de organelas membranosas, 
tais como o lisossomo e o complexo de Golgi, 
a partir da simbiose com procariontes.
b) do surgimento do núcleo celular a partir da 
incorporação de organismos primitivos proca-
riontes semelhantes às bactérias.
c) do desenvolvimento de organelas membrano-
sas, tais como mitocôndrias e cloroplastos, a 
partir de invaginações da membrana celular.
d) da fagocitose de procariontes aeróbios e fotos-
sintetizantes, originando os eucariontes autó-
trofos e heterótrofos, respectivamente.
e) da formação de membranas internas e, poste-
riormente, da endossimbiose de ancestrais das 
mitocôndrias e dos cloroplastos.
9 (UFRGS-RS) Assinale com V (verdadeiro) ou F (fal-
so) as afirmações que seguem, referentes à respi-
ração celular.
( ) A respiração celular é constituída por três ro-
tas: a oxidação do piruvato, o ciclo do ácido 
cítrico e o ciclo das pentoses.
( ) Nas transferências de íons hidrogênio ao lon-
go da cadeia respiratória,há liberação de elé-
trons que vão sendo captados por transporta-
dores intermediários como os citocromos.
( ) No ciclo do ácido cítrico, ocorre maior libera-
ção de hidrogênio do que durante a fase de 
glicólise.
( ) Nos eucariontes, a fase de glicólise ocorre 
no interior das mitocôndrias e na ausência 
de oxigênio.
a) F – F – F – V.
b) F – V – F – V.
c) V – V – V – F.
d) V – F – V – V.
e) F – V – V – F.
10 (Ufop-MG) Com relação à fotossíntese, assinale a 
afirmativa correta.
a) A produção de carboidrato ocorrerá indepen-
dentemente da etapa fotoquímica da fotossín-
Biologia 65
tese, se os cloroplastos forem providos com um 
suprimento constante de ATP e água.
b) Ao se adicionar H2O
18 a uma suspensão de 
cloroplastos capazes de fazer fotossíntese, a 
marcação irá aparecer no oxigênio, quando a 
suspensão for exposta à luz.
c) Na fase de escuro, a energia solar captada pela 
clorofila é utilizada para sintetizar ATP, a partir 
de ADP e Pi (fosfato inorgânico).
d) A membrana tilacoide é a sede das reações do 
escuro, enquanto no estroma ocorrem as rea-
ções de luz da fotossíntese.
11 (UFRGS-RS) As hemácias humanas foram selecio-
nadas ao longo da evolução de modo que desem-
penhassem hoje em dia suas funções de maneira 
eficiente. Durante esse processo evolutivo, as mi-
tocôndrias e os núcleos foram perdidos na fase 
madura. Quais dos processos biológicos a seguir 
continuam a ocorrer nas hemácias maduras, ape-
sar dessa adaptação?
a) Cadeia transportadora de elétrons.
b) Ciclo de Krebs.
c) Glicólise.
d) Replicação.
e) Transcrição.
12 (UFRGS-RS) Pedro estava doente e perdeu uma 
semana de aulas. Preocupado com os conteúdos 
da disciplina de Biologia, soube pelos colegas que 
o assunto trabalhado fora Biotecnologia. Cada co-
lega lembrou um aspecto das aulas.
 – EDUARDO lembrou que a identidade genética 
individual pode ser estabelecida pela técnica DNA 
“fingerprint”, ou impressão digital genética, que 
utiliza DNA codificante.
 – De acordo com MARIANA, as enzimas de res-
trição são aquelas que podem cortar o DNA em 
pontos determinados.
 – Segundo LAURA, plasmídeos são utilizados 
como vetores para a clonagem de genes.
 – RAFAEL definiu proteoma como o conjunto de 
proteínas expressas pelo genoma.
 – JOANA relatou que vacinas genéticas são usa-
das para inocular nas pessoas microrganismos 
vivos transgênicos ou atenuados.
 Ao voltar à escola, Pedro conversou com a profes-
sora e constatou que estavam corretas
a) apenas as afirmações de Eduardo, Mariana e 
Laura.
b) apenas as afirmações de Mariana, Laura e Rafael.
c) apenas as afirmações de Eduardo e Joana.
d) apenas as afirmações de Rafael e Joana.
e) as afirmações de todos os colegas.
TEMA 6 PARASITOSES E 
INVERTEBRADOS
1 (PUC-SP) Na primeira década deste século, o mé-
dico brasileiro Carlos Chagas iniciou uma série 
de estudos que o levaram a descrever o ciclo de 
vida de um importante ...(I)... pertencente à ...(II)... 
Trypanosoma cruzi, agente etiológico do mal de 
Chagas e que tem como transmissor um ...(III)... 
pertencente ao ...(IV)... Triatoma, popularmente 
conhecido por “barbeiro”.
No trecho acima, as lacunas I, II, III e IV devem ser 
substituídas correta e, respectivamente, por:
a) protozoário, família, inseto e filo.
b) protozoário, espécie, inseto e gênero.
c) bacilo, espécie, verme e gênero.
d) bacilo, família, verme e filo.
e) vírus, ordem, molusco e gênero.
2 (Unicamp-SP) Uma criança, depois de passar férias 
em uma fazenda, foi levada a um posto de saúde 
com quadro sugestivo de pneumonia. Os resultados 
dos exames descartaram pneumonia por vírus ou 
bactéria. A doença regrediu sem necessidade de 
tratamento. Algumas semanas depois, um exa-
me de fezes de rotina detectou parasitismo por 
Ascaris lumbricoides (lombriga) e por Enterobius 
vermicularis (oxiúro). A mãe foi informada de que 
um dos vermes poderia ter causado a pneumonia.
a) Qual poderia ter sido o verme responsável? Jus-
tifique sua resposta.
b) Cite um outro verme que pode causar sintomas 
semelhantes no ser humano. 
3 (Ufscar-SP) O gráfico refere-se à prevalência do 
Schistosoma mansoni em três regiões distintas, I, 
II e III, do Brasil.
%
 d
e 
in
di
ví
du
os
 in
fe
ct
ad
os
100
80
60
40
20
1850 1900 1950 2000 Ano
I
II
III
No período de 1890 a 1900 ocorreu um intenso 
fluxo migratório humano da região I para as regiões 
II e III. Responda:
a) A que filo pertence o Schistosoma mansoni e 
que doença causa ao homem?
66 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
b) Como você explica a diferença de prevalência 
de Schistosoma mansoni entre as regiões II e 
III, no ano 2000, sabendo que na região II pre-
dominam lagos e lagoas e na região III predo-
minam rios? 
4 (PUC-SP) O gráfico abaixo tem relação com o ciclo 
de um protozoário parasita pertencente ao gêne-
ro Plasmodium. Nele, são mostradas as variações 
de temperatura corpórea em função do tempo de 
pessoas infectadas pelo parasita:
te
m
pe
ra
tu
ra
 c
or
pó
re
a 
(ºC
)
Tempo (horas)
0 12 24 36 48 60 72
40
39
38
37
36
As setas no gráfico indicam o momento em que 
uma das formas de vida desse parasita
a) entrou na circulação por meio da picada de um 
inseto infectado.
b) apresentou alta taxa de reprodução no fígado.
c) apresentou alta taxa de reprodução nas fibras 
cardíacas.
d) foi liberada no sangue, após o rompimento de 
hemácias.
e) causou sérias lesões no intestino.
5 (PUC-PR) Com relação aos parasitas e às doenças 
que causam, pode-se afirmar que:
 I. a larva cercária, do Schistosoma mansoni, pe-
netra no homem pela pele, causando-lhe a 
esquistossomose.
 II. a teníase é doença causada pela Taenia solium 
ou pela Taenia saginata.
 III. a cisticercose é doença causada pela larva da 
Taenia solium.
 IV. a lombriga ou ascaridíase é doença causada 
pelo Ascaris lumbricoides.
 V. o amarelão é doença causada pelo Necator 
americanus ou pelo Ancylostoma duodenale.
 VI. a filariose, que pode originar a elefantíase, é 
causada pela Wuchereria bancrofti.
Estão corretas:
a) todas.
b) apenas I, II, III, IV e V.
c) apenas I, II, IV, V e VI.
d) apenas II, III, IV e VI.
e) apenas I, III, V e VI.
6 (Unicamp-SP) As figuras a seguir mostram o cres-
cimento corporal de dois grupos de invertebrados 
até atingirem a fase adulta.
a) Identifique um grupo de invertebrados que 
pode ter o crescimento corporal como o repre-
sentado na figura A e outro como o represen-
tado na figura B. Justifique.
b) Dê duas características morfológicas que per-
mitam diferenciar entre si dois grupos de inver-
tebrados relacionados com o gráfico A.
7 (Unesp-SP) O camarão e a abelha são animais per-
tencentes ao mesmo filo, embora separados em 
classes distintas.
Cite:
a) duas características que permitam agrupá-los 
no mesmo filo;
b) duas características que os separam em classes 
distintas.
8 (Unicamp-SP) Levantamentos faunísticos da sera-
pilheira (material recém-caído no solo, constituído 
principalmente de folhas, cascas, galhos, flores, 
frutos e sementes) de florestas tropicais revelam 
a presença de uma grande variedade de espécies 
nessa camada superficial do solo. Considerando-
-se os diferentes filos animais, espera-se encontrar 
na serapilheira representantes de 
a) Chordata, Arthropoda, Cnidaria. 
b) Echinodermata, Anellida, Mollusca. 
c) Chordata, Arthropoda, Mollusca. 
d) Echinodermata, Anellida, Cnidaria. 
9 (Unesp-SP) Para voar, os insetos consomem muito 
oxigênio, em consequência da elevada atividade 
muscular necessária para o movimento de suas 
asas. Para suprir a intensa demanda, o oxigênio é 
levado às células musculares
Biologia 67
a) pelo sangue, através de um sistema cardiovas-
cular fechado, o que favorece um rápido aporte 
desse gás aos tecidos.
b) pelo sangue, através de um sistema cardiovas-
cular aberto, o que favorece um rápido aporte 
desse gás aos tecidos.
c) através de um sistema de túbulos denominado 
traqueia, o qual leva o sangue rico nesse gás 
aos tecidos musculares.
d) através de um conjuntode túbulos denominado 
traqueia, o qual transporta esse gás desde orifí-
cios externos até os tecidos, sem que o sangue 
participe desse transporte.
e) através de um coração rudimentar dividido em 
câmaras, das quais partem túbulos, chamados 
traqueias, que distribuem o sangue rico nesse 
gás aos tecidos do corpo.
TEMA 7 CORDADOS E EMBRIOLOGIA
1 (Fuvest-SP) No desenvolvimento dos cordados, 
três caracteres gerais salientam-se, distinguindo-
-os de outros animais. Assinale a alternativa que 
inclui estes três caracteres:
a) notocorda, três folhetos germinativos, tubo ner-
voso dorsal;
b) corpo segmentado, tubo digestório completo, 
tubo nervoso dorsal;
c) simetria bilateral, corpo segmentado; notocorda;
d) simetria bilateral, três folhetos germinativos, 
notocorda;
e) tubo nervoso dorsal, notocorda, fendas bran-
quiais na faringe.
2 (Udesc) Analise as proposições quanto às carac-
terísticas dos anfíbios.
 I. A reprodução é sexuada, com fecundação ex-
terna, e são de sexos distintos (macho e fêmea).
 II. São homeotérmicos, ou seja, mantêm a tem-
peratura corpórea praticamente constante, 
independente das variações térmicas do 
ambiente.
 III. Apresentam pele lisa e glândulas mucosas, 
que são responsáveis pela manutenção da 
umidade da pele.
 IV. São amniotas, pois apresentam bolsa amnió-
tica ou âmnio que protege o embrião.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras.
e) Todas as afirmativas são verdadeiras.
3 (Unifesp) A presença de ovos com envoltório 
rígido é mencionada como uma das principais 
características que propiciaram a conquista do 
ambiente terrestre aos vertebrados. Contudo, 
essa característica só resultou em sucesso adap-
tativo porque veio acompanhada de outra novi-
dade evolutiva para o grupo no qual surgiu. Tal 
novidade foi:
a) a total impermeabilidade da casca.
b) o cuidado à prole.
c) a fecundação interna.
d) o controle interno da temperatura.
e) a eliminação de excretas pela casca.
4 (PUC-RJ) Os pássaros apresentam determinadas 
adaptações que facilitam sua capacidade de voar. 
Essas adaptações incluem:
a) presença de sacos aéreos e amônia como ex-
creta nitrogenado.
b) pecilotermia e ácido úrico como excreta nitro-
genado.
c) presença de ossos pneumáticos e de sacos aéreos.
d) presença de sacos aéreos e de moela.
e) homeotermia e amônia como excreta nitrogenado.
5 Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirma-
ções abaixo, relativas às características dos orga-
nismos da classe Mammalia.
( ) Pelos e glândulas mamárias.
( ) Músculo diafragma que separa o tórax do 
abdômen.
( ) Respiração pulmonar e branquial nos aquáticos.
( ) Amônia como principal produto de excreção.
A sequência correta de preenchimento dos parên-
teses, de cima para baixo, é
a) V – V – F – V.
b) F – F – V – V.
c) F – F – V – F.
d) F – V – F – F.
e) V – V – F – F.
6 (UFV-MG) A embriologia dos répteis tem sido 
abordada em filmes de ficção sobre dinossauros. 
Entretanto, considerando os répteis atuais, assi-
nale a alternativa que NÃO poderia ser abordada 
numa cena de filme, como sendo um fato biologi-
camente correto:
a) Embriões de répteis apresentando âmnio, cório 
e alantoide.
b) Embriões de répteis nutrindo-se da vasculari-
zação placentária.
c) Embriões de répteis apresentando fendas bran-
quiais.
d) Embriões de répteis dentro de ovos com muito 
vitelo.
e) Embriões de répteis com a coluna vertebral sur-
gindo do mesoderma.
68 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
7 (UFRGS-RS) O esquema a seguir representa um 
corte transversal de um animal, mostrando os três 
folhetos embrionários básicos.
Considere as seguintes afirmativas, a partir do 
esquema:
 I. O animal é um celomado.
 II. Os rins originam-se do mesoderma; folheto 
embrionário indicado pelo no 3.
 III. O tubo neural, que formará o sistema nervoso, 
origina-se do ectoderma; folheto embrionário 
indicado pelo no 1.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
8 (Fuvest-SP) Em condições normais, a placenta hu-
mana tem por funções:
a) proteger o feto contra traumatismos, permitir a 
troca de gases e sintetizar as hemácias do feto.
b) proteger o feto contra traumatismos, permitir a 
troca de gases e sintetizar os leucócitos do feto.
c) permitir o fluxo direto de sangue entre a mãe e 
o filho e a eliminação dos excretas fetais.
d) permitir a troca de gases e nutrientes e a elimi-
nação dos excretas fetais dissolvidos.
e) permitir o fluxo direto de sangue do filho para 
a mãe, responsável pela eliminação de gás car-
bônico e de excretas fetais.
TEMA 8 FISIOLOGIA ANIMAL 
E HUMANA
1 (UFC-CE) A carne escura das pernas e coxas da 
galinha é constituída, principalmente, por um cer-
to tipo de fibra muscular diferente daquele da sua 
carne branca, o que torna essas fibras adaptadas 
a diferentes tipos de atividades. Observe as três 
afirmativas a seguir.
 I. A carne escura das pernas e coxas tem fibras 
musculares ricas em mioglobina, fornecendo 
oxigênio às mitocôndrias durante esforços 
musculares prolongados.
 II. A carne branca dos músculos peitorais tem 
fibras musculares relativamente pobres em 
mioglobina, sendo sua contração rápida, mas 
não mantida por muito tempo.
 III. As fibras musculares lentas estão adaptadas 
à realização de trabalho contínuo, possuindo 
menor quantidade de mitocôndrias e pouca 
irrigação sanguínea.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas a afirmativa I está correta.
b) Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
c) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
d) Apenas a afirmativa III está correta.
e) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
2 (PUCC-SP) As afirmações a seguir referem-se ao 
tecido muscular.
 I. Encontra-se em órgãos viscerais e nas pare-
des dos vasos sanguíneos.
 II. Constitui a maior parte da musculatura dos 
vertebrados.
 III. Apresenta miofilamentos de actina e de miosina.
 IV. Possui numerosas estrias transversais.
 V. Contrai-se sempre involuntariamente.
Assinale a alternativa que classifica corretamente 
cada tipo de tecido muscular quanto a essas ca-
racterísticas.
a) ESTRIADO: I – IV; CARDÍACO: I – III; LISO: II – V.
b) ESTRIADO: I – IV; CARDÍACO: I – III – V; LISO: 
II – III – V.
c) ESTRIADO: I – III – IV; CARDÍACO: III – IV; LISO: 
II – IV – V.
d) ESTRIADO: II – III – IV; CARDÍACO: III – IV - V; 
LISO: I – III – V.
e) ESTRIADO: II – III – V; CARDÍACO: I – IV – V; 
LISO: I – III.
3 (PUC-MG) No processo de ossificação, o papel 
dos osteoclastos é:
a) promover a deposição de cálcio nas epífises.
b) reabsorver a matriz óssea.
c) revestir o periósteo.
d) reforçar as suturas cranianas.
e) formar, por mitoses, os osteócitos.
4 (Unitau-SP) Os animais, salvo raras exceções, ali-
mentam-se a partir da incorporação do material 
nutriente através do sistema digestivo. Quanto a 
esse processo, no homem, é incorreta a afirmação:
a) A saliva amolece os alimentos e inicia a quebra 
do amido com auxílio da ptialina.
b) A digestão de proteínas inicia-se no estômago, 
por ação da pepsina.
c) Os sais biliares emulsionam as gorduras, facili-
tando a ação das lipases.
d) O suco intestinal, composto por diversas enzi-
mas, quebra o alimento em molécula simples, 
para que possam ser absorvidas.
Biologia 69
e) As moléculas orgânicas são absorvidas no in-
testino grosso, que apresenta vilosidades e mi-
crovilosidades celulares, que aumentam a área 
de absorção.
5 (UFSC)
Os seres vivos necessitam de um suprimento 
de energia capaz de manter sua atividade meta-
bólica. Essa energia é extraída dos alimentos, que 
podem ser produzidos pelos próprios organismos, 
no caso dos autótrofos, ou obtidos a partir de uma 
fonte orgânica externa, no caso dos heterótrofos. 
As substâncias orgânicas, tais como proteínas, 
carboidratos e lipídios, devem ser desdobradasem 
compostos mais simples e mais solúveis, de tal ma-
neira que possam ser assimiladas pelo organismo. 
A esse processo de transformação dos alimentos 
em compostos relativamente mais simples, absor-
víveis e utilizáveis denominamos digestão.
PAULINO, W. R. Biologia Atual. São Paulo: 
Editora Ática, 1996. p. 296.
Com relação a esse assunto, assinale a(s) pro-
posição(ões) VERDADEIRA(S).
01) A mastigação, a deglutição e os movimentos 
peristálticos constituem a digestão química.
02) A água e os sais minerais são absorvidos, pelo 
tubo digestivo, sem transformação química.
04) A digestão do amido é rápida e ocorre em dois 
momentos: na boca, pela ação da amilase sali-
var, e no estômago, sob a ação das peptidases.
08) A bile não tem enzimas, mas apresenta sais 
biliares, que emulsificam os lipídios, transfor-
mando-os em gotículas menores que facilitam 
a digestão das gorduras.
16) Os nutrientes digeridos são absorvidos princi-
palmente no intestino delgado, onde as células 
epiteliais das vilosidades apresentam expan-
sões digitiformes – as microvilosidades –, que 
aumentam, consideravelmente, a superfície de 
absorção dos nutrientes.
32) Pessoas que tiveram sua vesícula biliar extir-
pada não apresentam dificuldade em digerir 
lipídios e, por isso, podem fazer uma dieta rica 
em gorduras.
6 (Enem) As serpentes que habitam regiões de seca 
podem ficar em jejum por um longo período de 
tempo devido à escassez de alimento. Assim, a 
sobrevivência desses predadores está relacionada 
ao aproveitamento máximo dos nutrientes obti-
dos com a presa capturada. De acordo com essa 
situação, essas serpentes apresentam alterações 
morfológicas e fisiológicas, como o aumento das 
vilosidades intestinais e a intensificação da irriga-
ção sanguínea na porção interna dessas estruturas.
 A função do aumento das vilosidades intestinais 
para essas serpentes é maximizar o(a)
a) comprimento do trato gastrointestinal para ca-
ber mais alimento.
b) área de contato com o conteúdo intestinal para 
absorção dos nutrientes.
c) liberação de calor via irrigação sanguínea para 
controle térmico do sistema digestório.
d) secreção de enzimas digestivas para aumentar 
a degradação proteica no estômago.
e) processo de digestão para diminuir o tempo de 
permanência do alimento no intestino.
7 (Unicamp-SP) A cirrose hepática é uma séria enfer-
midade que frequentemente surge do hábito de 
ingerir bebida alcoólica. O álcool pode alterar vá-
rias estruturas do fígado, como ductos biliares e as 
células produtoras de bile, além de causar acúmulo 
de glóbulos de gordura.
a) Qual a importância da bile para o processo de 
digestão e em que parte do tubo digestório a 
bile é lançada?
b) Outra função realizada pelo fígado é a produ-
ção e armazenamento de glicogênio. Espera-
-se que esse processo ocorra depois de uma 
refeição ou após um longo período de jejum? 
Qual a importância do armazenamento do gli-
cogênio?
70 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
GABARITO BIOLOGIA
TEMA 1 ECOLOGIA
1 a
2 d
3 b
4 d
5 b
6 01 + 04 + 16 = 21
7 e
TEMA 2 BACTÉRIAS, VÍRUS, 
FUNGOS E ALGAS
1 a
2 a
3 c
4 a
5 a
6 e
7 e
8 a
TEMA 3 BOTÂNICA
1 c
2 a
3 a
4 c
5 c
6 c
7 a
8 b
9 c
10 e
11 c
12 d
TEMA 4 PROTEÍNAS E 
ÁCIDOS NUCLEICOS
1 c
2 d
3 a
4 b
5 b
6 b
7 c
8 d
9 b
10 d
TEMA 5 BIOLOGIA CELULAR, BIOENERGÉTICA 
E BIOTECNOLOGIA
1 c
2 b
3 d
4 e
5 c
6 d
7 d
8 e
9 e
10 b
11 c
12 b
Biologia 71
TEMA 6 PARASITOSES E 
INVERTEBRADOS
1 b
2 a) O verme responsável pode ter sido o Ascaris lum-
bricoides. Durante seu desenvolvimento no corpo 
humano o parasita passa por estágios larvários 
que migram, via circulação sanguínea, pelo fígado, 
coração e pulmões. Nos pulmões podem causar 
problemas respiratórios como a pneumonia.
 b) O Ancylostoma duodenale ou o Necator ameri-
canus, causadores do amarelão, apresentam ci-
clo de vida semelhante ao do Ascaris, podendo 
causar os mesmos sintomas pulmonares. 
3 a) O Schistosoma mansoni pertence ao filo dos 
platelmintos e causa a esquistossomose nos 
seres humanos.
 b) Lagos e lagoas favorecem a permanência das 
larvas cercárias do Schistosoma na região II, au-
mentando a chance de encontrarem seus hos-
pedeiros. Isso não ocorre na região III, em que 
as águas dos rios devem ser correntes e acabam 
levando as cercárias, diminuindo suas chances 
de encontrar hospedeiros.
4 d
5 a
6 a) A figura A mostra o padrão de crescimento 
corporal de artrópodes. O gráfico B mostra o 
padrão de crescimento corporal de poríferos, 
moluscos, equinodermos e outros invertebra-
dos que, por não possuírem exoesqueleto qui-
tinoso, têm crescimento corporal contínuo. Em 
artrópodes o exoesqueleto rígido de quitina 
limita o crescimento corporal e esse só ocorre 
durante o processo de muda ou ecdise.
 b) Os insetos possuem o corpo dividido em ca-
beça, tórax e abdôme três pares de patas to-
rácicas nos adultos, um par de antenas, asas 
em diversas espécies e respiração traqueal. 
Os aracnídeos possuem o corpo dividido em 
cefalotórax e abdôme, quatro pares de patas 
cefalotorácicas, asas e antenas ausentes e res-
piração através de pulmões foiláceos. Já os 
crustáceos possuem o corpo dividido em ce-
falotórax e abdôme, número de patas variável, 
dois pares de antenas, asas ausentes e respi-
ração branquial (em geral).
7 a) Exoesqueleto quitinoso e presença de apêndi-
ces articulados.
 b) Camarão é um crustáceo com corpo dividido em 
cefalotórax e abdome, 2 pares de antenas e 5 
pares de pernas (em geral). Abelha é um inseto 
com corpo dividido em cabeça, tórax e abdome, 
1 par de antenas e 3 pares de pernas.
8 c
9 d
TEMA 7 CORDADOS E EMBRIOLOGIA
1 e
2 a
3 c
4 c
5 e
6 b
7 e
8 d
TEMA 8 FISIOLOGIA ANIMAL E HUMANA
1 e
2 d
3 b
4 e
5 02 + 08 + 16 = 26
6 b
7 a) A bile contém sais que funcionam como um 
“detergente” natural, emulsificando as gordu-
ras. Os sais biliares são capazes de transformar 
gotas de gorduras em gotículas microscópicas 
de gorduras. A bile é produzida pelo fígado e 
secretada no duodeno.
 b) As células do fígado produzem e armazenam 
o glicogênio após as refeições. O glicogênio 
hepático se constitui em importante reserva 
enérgica durante os períodos de jejum.
72 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
TEMA 1 DINÂMICA
1 (Udesc) Os blocos de massa m1 e m2 estão conecta-
dos por um fio ideal, que passa por uma polia ideal, 
como mostra a figura. Os blocos, que possuem a 
mesma massa de 4,0 kg, são liberados do repouso 
com m1 a meio metro da linha horizontal. O plano 
possui inclinação de 30° com a horizontal. Todas as 
forças de atrito são desprezáveis.
 
m1
m2
u
Assinale a alternativa que corresponde ao valor apro-
ximado do tempo para m1 atingir a linha horizontal.
a) 0,32 s
b) 0,16 s
c) 0,63 s
d) 0,95 s
e) 0,47 s
2 (Fuvest-SP) De férias em Macapá, cidade brasileira 
situada na linha do equador e a 51° de longitude 
oeste, Maria faz um selfie em frente ao monumento 
do marco zero do equador. Ela envia a foto a seu 
namorado, que trabalha em um navio ancorado 
próximo à costa da Groenlândia, a 60° de latitude 
norte, e no mesmo meridiano em que ela está. 
Considerando apenas os efeitos da rotação da 
Terra em torno de seu eixo, determine, para essa 
situação,
a) a velocidade escalar vM de Maria;
b) o módulo aM da aceleração de Maria;
c) a velocidade escalar vn do namorado de Maria;
d) a medida do ângulo a entre as direções das 
acelerações de Maria e de seu namorado.
Note e adote:
Maria e seu namorado estão parados em relação 
à superfície da Terra.
As velocidades e acelerações devem ser deter-
minadas em relação ao centro da Terra.
Considere a Terra uma esfera com raio 6 ∙ 106 m. 
Duração do dia  80.000 s
p  3
Ignore os efeitos da translação da Terra em tor-
no do Sol.
sen 30° = cos 60° = 0,5
sen 60° = cos 30°  0,9
3 (Enem) Em uma colisão frontal entre dois automó-
veis, a força que o cinto de segurança exerceso-
bre o tórax e abdômen do motorista pode causar 
lesões graves nos órgãos internos. Pensando na 
segurança do seu produto, um fabricante de auto-
móveis realizou testes em cinco modelos diferentes 
de cinto. Os testes simularam uma colisão de 0,30 
segundo de duração, e os bonecos que represen-
tavam os ocupantes foram equipados com acele-
rômetros. Esse equipamento registra o módulo da 
desaceleração do boneco em função do tempo. 
FÍSICA
Física 73
Os parâmetros como massa dos bonecos, dimen-
sões dos cintos e velocidade imediatamente antes 
e após o impacto foram os mesmos para todos os 
testes. O resultado final obtido está no gráfico de 
aceleração por tempo.
Qual modelo de cinto oferece menor risco de le-
são interna ao motorista? 
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5
4 (Fuvest-SP) Objetos em queda sofrem os efeitos 
da resistência do ar, a qual exerce uma força que 
se opõe ao movimento desses objetos, de tal 
modo que, após um certo tempo, eles passam a se 
mover com velocidade constante. Para uma par-
tícula de poeira no ar, caindo verticalmente, essa 
 
força pode ser aproximada por 
#
Fa = –b#v , sendo #v 
a velocidade da partícula de poeira e b uma cons-
tante positiva. O gráfico mostra o comportamento 
do módulo da força resultante sobe a partícula, FR, 
como função de v, o módulo de #v .
Note e adote:
– O ar está em repouso.
O valor da constante b, em unidades de N ∙ s/m, é 
a) 1,0 ∙ 10–14
b) 1,5 ∙ 10–14
c) 3,0 ∙ 10–14
d) 1,0 ∙ 10–10
e) 3,0 ∙ 10–10
5 (UFPR) Uma mola de massa desprezível foi presa a 
uma estrutura por meio da corda b. Um corpo de 
massa m igual a 2.000 g está suspenso por meio 
das cordas a, c e d, de acordo com a figura abai-
xo, a qual representa a configuração do sistema 
após ser atingido o equilíbrio. Considerando que 
a constante elástica da mola é 20 N/cm e a acele-
ração gravitacional é 10 m/s2, assinale a alternativa 
que apresenta a deformação que a mola sofreu por 
ação das forças que sobre ela atuaram, em relação 
à situação em que nenhuma força estivesse atuan-
do sobre ela. Considere ainda que as massas de 
todas as cordas e da mola são irrelevantes.
Mola
a) 0,5 cm
b) 1,2 cm
c) 2,5 cm
d) 3,5 cm
e) 5,2 cm
6 (UFSC) Finalmente, o momento mais aguardado 
pela plateia do Circo da Física: o Globo. Em uma 
esfera de aço com 4,84 m de diâmetro cujo coe-
ficiente de atrito entre o pneu e o aço é 0,2, cin-
co destemidos pilotos fazem manobras radicais 
com suas motos. No ponto alto da apresentação, 
o Globo se abre, deixando a plateia apreensiva e 
extasiada, e três pilotos parecem flutuar no ar com 
suas motos, como mostrado na figura abaixo.
74 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
 Com base no exposto acima e na figura, é correto 
afirmar que:
01) o período da rotação do piloto 1, quando está 
com a velocidade mínima para realizar a ma-
nobra, é de 2,0 s.
02) a velocidade angular mínima do piloto 1 é de 
aproximadamente 4,54 rad/s. 
04) a velocidade mínima para o piloto 1 realizar a 
manobra é de 11,0 m/s.
08) a velocidade mínima para o piloto 1 realizar a 
manobra aumenta se o raio do Globo aumentar.
16) a força centrífuga sobre o sistema piloto-moto 
tem o sentido para o centro da trajetória.
32) um piloto com massa menor do que o piloto 1 po-
deria realizar a manobra com menor velocidade.
7 (UEM-PR) Dois blocos, A e B, estão em repouso 
sobre uma superfície plana e horizontal. O bloco 
A está a uma certa distância à direta do bloco B, 
ao qual é conectado por um fio inextensível e de 
massa desprezível. No instante t = 0 s, sobre o blo-
co A é aplicada uma força constante de módulo 
F, na direção horizontal e no sentido da esquerda 
para a direita. Considerando os blocos A e B como 
sendo pontos materiais, que suas massas são res-
pectivamente mA e mB, e desprezando os atritos, 
assinale o que for correto.
01) O módulo da força de tração que atua no fio 
é de  mBF
mA + mB
. 
02) O módulo da aceleração adquirida pelo bloco 
B é de  F
mA + mB
. 
04) O módulo da velocidade do bloco A após um 
intervalo de tempo dt s é de  dt F
mA + mB
. 
08) O deslocamento realizado pelo bloco B no 
intervalo de tempo dt s é de  (dt)2 F
2(mA + mB). 
16) As forças que o fio exerce sobre os blocos A 
e B têm o mesmo módulo, a mesma direção e 
o mesmo sentido.
8 (Unesp-SP) Algumas embalagens trazem, im-
pressas em sua superfície externa, informações 
sobre a quantidade máxima de caixas iguais a 
ela que podem ser empilhadas, sem que haja 
risco de danificar a embalagem ou os produtos 
contidos na primeira caixa da pilha, de baixo 
para cima.
Considere a situação em que três caixas iguais 
estejam empilhadas dentro de um elevador e 
que, em cada uma delas, esteja impressa uma 
imagem que indica que, no máximo, seis caixas 
iguais a ela podem ser empilhadas.
Física 75
Suponha que esse elevador esteja parado no an-
dar térreo de um edifício e que passe a descrever 
um movimento uniformemente acelerado para 
cima. Adotando g = 10 m/s2, é correto afirmar 
que a maior aceleração vertical que esse elevador 
pode experimentar, de modo que a caixa em con-
tato com o piso receba deste, no máximo, a mes-
ma força que receberia se o elevador estivesse 
parado e, na pilha, houvesse seis caixas, é igual a 
a) 4 m/s2 
b) 8 m/s2 
c) 10 m/s2
d) 6 m/s2 
e) 2 m/s2
9 (Unicamp-SP) Um estudo publicado em 2014 na 
renomada revista científica Physical Review Letters 
(http://journals.aps.org/prl/abstract/10.1103/Phys 
RevLett.112.175502) descreve como a antiga civi-
lização egípcia reduzia o atrito entre a areia e os 
trenós que levavam pedras de até algumas tone-
ladas para o local de construção das pirâmides. 
O artigo demonstrou que a areia na frente do tre-
nó era molhada com a quantidade certa de água 
para que ficasse mais rígida, diminuindo a força 
necessária para puxar o trenó. Caso necessário, 
use g = 10 m/s2 para resolver as questões abaixo.
a) Considere que, no experimento realizado 
pelo estudo citado acima, um bloco de mas-
sa m = 2 kg foi colocado sobre uma superfí-
cie de areia úmida e puxado por uma mola 
de massa desprezível e constante elástica 
k = 840 N/m, com velocidade constante, 
como indica a figura 1. Se a mola em repouso 
tinha comprimento Irepouso = 0,10 m, qual é o 
coeficiente de atrito dinâmico entre o bloco 
e a areia?
 
Areia
Bloco
Ipuxando = 0,11 m
F
b) Nesse experimento, o menor valor de coefi-
ciente de atrito entre a areia e o trenó é ob-
tido com a quantidade de água que torna a 
areia rígida ao cisalhamento. Essa rigidez 
pode ser caracterizada pelo seu módulo de 
cisalhamento, dado por G = FI
Adx
, em que F é 
o módulo da força aplicada tangencialmente a 
uma superfície de área A de um material de es-
pessura l, e que a deforma por uma distância dx, 
como indica a figura 2. Considere que a figura 
representa o experimento realizado para medir 
G da areia e também o coeficiente de atrito di-
nâmico entre a areia e o bloco, ambos em função 
da quantidade de água na areia. O resultado do 
experimento é mostrado no gráfico apresentado 
na figura 3. Com base no experimento descrito, 
qual é o valor da razão 
I
dx
 da medida que re-
sultou no menor coeficiente de atrito dinâmico?
d
Co
efi
ci
en
te
 d
e 
at
rit
o 
di
nâ
m
ic
o
M
ód
ul
o 
de
 c
is
al
ha
m
en
to
 (x
 1
05 P
a)
Porcentagem de água na areia
Note que há duas escalas para o eixo das orde-
nadas, uma para cada curva. A legenda e as setas 
indicam as escalas de cada curva.
76 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
TEMA 2 GRAVITAÇÃO
1 (PUCC-SP) Considere um planeta que tenha raio e 
massa duas vezes maiores que os da Terra. Sendo 
a aceleração da gravidade na superfície da Terra 
igual a 10 m/s2, na superfície daquele planeta ela 
vale, em metros por segundo ao quadrado:
a) 2,5
b) 5,0
c) 10
d) 15
e) 20
2 (UFRGS-RS) Em 12 de agosto de 2018, a NASA 
lançou uma sonda espacial, a Parker Solar Probe, 
com o objetivo de aprofundar estudos sobre o 
Sol e o vento solar (o fluxo contínuo de partículasemitidas pela coroa solar). A sonda deverá ser 
colocada em uma órbita tal que, em seu ponto 
de máxima aproximação do Sol, chegará a uma 
distância deste menor que 
1
24
 da distância Sol 
– Terra.
 Considere FT o módulo da força gravitacional 
exercida pelo Sol sobre a sonda, quando esta 
se encontra na atmosfera terrestre, e considere 
FS o módulo da força gravitacional exercida pelo 
Sol sobre a sonda, quando a distância desta ao 
Sol for igual a 
1
24
 da distância Sol – Terra.
 A razão FS/FT entre os módulos dessas forças so-
bre a sonda é igual a
a) 1.
b) 12.
c) 24.
d) 144.
e) 576.
3 (Enem-PPL) Observações astronômicas indicam 
que no centro de nossa galáxia, a Via Láctea, pro-
vavelmente exista um buraco negro cuja massa 
é igual a milhares de vezes a massa do Sol. Uma 
técnica simples para estimar a massa desse bura-
co negro consiste em observar algum objeto que 
orbite ao seu redor e medir o período de uma 
rotação completa, T, bem como o raio médio, R, 
da órbita do objeto, que supostamente se deslo-
ca, com boa aproximação, em movimento circular 
uniforme. Nessa situação, considere que a força 
resultante, devido ao movimento circular, é igual, 
em magnitude, à força gravitacional que o buraco 
negro exerce sobre o objeto.
A partir do conhecimento do período de rotação, 
da distância média e da constante gravitacional, 
G, a massa do buraco negro é 
a) 4p2R2
GT2
b) p2R3
2GT2
c) 2p2R3
GT2
d) 4p2R3
GT2
e) p2R5
GT2
Física 77
4 (Famerp-SP) Um satélite geoestacionário é aquele 
que se encontra parado em relação a um ponto sobre 
a superfície da Terra. Se a Terra fosse perfeitamente 
esférica, com distribuição homogênea de massa, es-
ses pontos só poderiam estar no plano que contém a 
Linha do Equador terrestre. Na realidade, os satélites 
geoestacionários encontram-se sobre pontos ligei-
ramente fora desse plano. Para colocar um satélite 
estacionário em órbita ao redor de outro astro, como 
a Lua ou Marte, considerando-os perfeitamente es-
féricos e com distribuição homogênea de massa, o 
raio da órbita do satélite dependerá apenas 
a) do período de rotação do astro e da massa do 
satélite.
b) da massa e do raio do astro e da massa do satélite.
c) do raio e do período de rotação do astro e da 
massa do satélite.
d) da massa e do período de rotação do astro. 
e) da massa e do raio do astro.
5 (Udesc) Analise as proposições com relação às Leis 
de Kepler sobre o movimento planetário.
 I. A velocidade de um planeta é maior no periélio.
 II. Os planetas movem-se em órbitas circulares, 
estando o Sol no centro da órbita.
 III. O período orbital de um planeta aumenta 
com o raio médio de sua órbita.
 IV. Os planetas movem-se em órbitas elípticas, 
estando o Sol em um dos focos.
 V. A velocidade de um planeta é maior no afélio.
 Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas II, III e V são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas III, IV e V são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas I, III e V são verdadeiras.
6 (UFSC)
Quer subir de elevador até o espaço? Apesar 
de esta ideia já ter surgido há mais de 100 anos, 
um avanço em nanotecnologia pode significar que 
iremos de elevador até o espaço com um cabo feito 
de diamante ou de carbono. A empresa japonesa de 
construção Obayashi investiga a viabilidade de um 
elevador espacial, visando a uma estação espacial li-
gada ao equador por um cabo de 96.000 quilômetros 
feito de nanotecnologia de carbono, conforme a figu-
ra abaixo. A estação espacial orbitaria a Terra numa 
posição geoestacionária e carros robóticos com mo-
tores magnéticos levariam sete dias para alcançar a 
estação espacial, transportando carga e pessoas até 
o espaço por uma fração dos custos atuais.
Disponível em: . 
[Adaptado] Acesso em: 29 jul. 2015.
 Considerando que, fisicamente, seja possível a im-
plementação desse elevador espacial, é CORRETO 
afirmar que:
01) a estação espacial japonesa deve possuir movi-
mento circular ao redor da Terra com velocidade 
linear igual à velocidade linear de rotação da 
superfície da Terra.
02) as pessoas que visitarem a estação espacial 
poderão flutuar no seu interior porque lá não 
haverá atração gravitacional.
04) a velocidade angular da estação espacial deve ser 
igual à velocidade angular de rotação da Terra.
08) um carro robótico terá, no trajeto da Terra até 
a estação espacial, vetor velocidade constante. 
16) o período do movimento da estação espacial 
ao redor da Terra deve ser igual ao período de 
rotação diária da Terra. 
32) a força de atração gravitacional da Terra será 
a força centrífuga, responsável por manter a 
estação espacial em órbita. 
64) o valor da aceleração da gravidade (g) na posição 
da estação espacial terá um módulo menor que 
seu valor na superfície da Terra.
78 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
7 (UEM-PR)
Em um livro do escritor estadunidense de ficção 
científica Robert Anson Heinlein (1907-1988), lê-
-se: “A escolha do pessoal para a primeira expedição 
humana a Marte foi feita tendo como base a teoria 
de que o maior perigo para o homem era o próprio 
homem. Naquele tempo – oito anos terrestres depois 
da fundação da primeira colônia humana em Luna – 
uma viagem interplanetária de seres humanos devia 
ser feita em órbitas de queda livre, levando, da Terra 
a Marte, cento e cinquenta e oito dias terrestres e 
vice-versa, além de uma espera em Marte de cento 
e cinquenta e cinco dias, até que os planetas voltas-
sem lentamente às posições anteriores, permitindo 
a existência de uma órbita de retorno.”
HEINLEIN, R. A. Um estranho numa terra estranha. 
Rio de Janeiro: Artenova, 1973, p. 3.
 Considere a razão entre as massas da Terra e de 
Marte igual a 9 e a razão entre os raios da Terra e de 
Marte igual a 2; considere, ainda, que não há forças 
de atrito e que a velocidade de escape de um corpo 
é a velocidade mínima com que se deve lançá-lo a 
partir da superfície de um astro para que ele consiga 
vencer a atração gravitacional desse astro.
 Assinale o que for correto.
01) A velocidade de escape de um corpo é direta-
mente proporcional à raiz quadrada da razão 
entre a massa e o raio do planeta.
02) A velocidade de escape de uma espaçona-
ve a partir da superfície da Terra é menor 
do que a velocidade de escape com que se 
deve lançar a mesma espaçonave a partir da 
superfície de Marte.
04) A velocidade de escape de uma espaçonave 
não depende de sua massa.
08) Para que uma espaçonave orbite o planeta 
Marte, a velocidade dela deve ser proporcional 
ao raio da órbita.
16) Uma espaçonave com os motores desligados 
e aproximando-se de Marte está sujeita a uma 
força que depende de sua velocidade.
8 (Uerj) A figura ilustra o movimento de um planeta 
em torno do Sol.
planeta
F
A
B
A1
A3
A2
C
E
D
Se os tempos gastos para o planeta se deslocar 
de A para B, de C para D e de E para F são iguais, 
então as áreas A1, A2 e A3 apresentam a seguinte 
relação:
a) A1 5 A2 5 A3
b) A1 . A2 5 A3
c) A1 , A2 , A3
d) A1 . A2 . A3
TEMA 3 ÓPTICA GEOMÉTRICA
1 Um objeto geométrico, identificado pelos vértices de 
A a J, é colocado diante de um espelho plano, próxi-
mo a um observador O, conforme indica a figura.
B C F G
A D E
J I
H
O
a) represente a imagem do objeto conjugada 
pelo espelho plano.
b) Construa um raio de luz emitido por F que re-
flete no espelho e incide em O.
Física 79
c) O objeto pode ser visto, em toda sua extensão, 
por reflexão pelo observador O? Justifique sua 
resposta determinando o campo visual de O.
2 (Unesp-SP) Quando entrou em uma ótica para 
comprar novos óculos, um rapaz deparou-se com 
três espelhos sobre o balcão: um plano, um es-
férico côncavo e um esférico convexo, todos ca-
pazes de formar imagens nítidas de objetos reais 
colocados à sua frente. Notouainda que, ao se 
posicionar sempre à mesma distância desses es-
pelhos, via três diferentes imagens de seu rosto, 
representadas na figura a seguir.
IMAGEM A IMAGEM B IMAGEM C
Em seguida, associou cada imagem vista por ele 
a um tipo de espelho e classificou-as quanto às 
suas naturezas.
Uma associação correta feita pelo rapaz está indi-
cada na alternativa: 
a) o espelho A é o côncavo e a imagem conjugada 
por ele é real. 
b) o espelho B é o plano e a imagem conjugada 
por ele é real. 
c) o espelho C é o côncavo e a imagem conjugada 
por ele é virtual. 
d) o espelho A é o plano e a imagem conjugada 
por ele é virtual. 
e) o espelho C é o convexo e a imagem conjugada 
por ele é virtual. 
3 (Famerp-SP) Uma pessoa observa uma moeda 
no fundo de uma piscina que contém água até 
a altura de 2,0 m. Devido à refração, a pessoa vê 
a imagem da moeda acima da sua posição real, 
como ilustra a figura. Considere os índices de re-
fração absolutos do ar e da água iguais a 1,0 e 
4
3
, 
respectivamente.
F
a) Considerando sen u = 0,80, qual o valor do 
seno do ângulo b?
b) Determine a quantos centímetros acima da po-
sição real a pessoa vê a imagem da moeda. 
4 (PUC-PR) A figura apresenta uma montagem utili-
zada por um professor de Física numa aula expe-
rimental, sendo E1 um espelho côncavo de distân-
cia focal 15 cm. E2 é um espelho plano, disposto 
paralelamente ao eixo principal do espelho E1. F 
é uma fonte luminosa, situada a 5 cm do ponto A, 
de paredes opacas, dotada de uma abertura, de 
forma que a luz incide inicialmente em E1.
 Na figura, AO = AB = BC = CD = 15 cm.
 A respeito da imagem final conjugada pelos dois 
espelhos, pode-se afirmar:
a) É virtual e se forma no ponto C.
b) Não será projetável, pois E2 conjuga imagem 
virtual.
c) É real e se localiza entre E2 e o eixo principal 
de E1.
d) É real e vai se formar no ponto D.
e) É virtual e está localizada no ponto B.
80 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
5 (PUCC-SP) Uma pessoa se coloca na frente de uma 
câmara escura, a 2 m do orifício dessa câmara, e a 
sua imagem, que se forma no fundo da mesma, 
tem 6 cm de altura. Para que ela tenha 4 cm de 
altura, essa pessoa, em relação à câmara, deve 
a) afastar-se 1 m. 
b) afastar-se 2 m. 
c) afastar-se 3 m. 
d) aproximar-se 1 m. 
e) aproximar-se 2 m. 
 
6 (PUC-RJ) A uma certa hora da manhã, a inclinação 
dos raios solares é tal que um muro de 4,0 m de 
altura projeta, no chão horizontal, uma sombra de 
comprimento 6,0 m. 
Uma senhora de 1,6 m de altura, caminhando 
na direção do muro, é totalmente coberta pela 
sombra quando se encontra a quantos metros do 
muro? 
a) 2,0 
b) 2,4 
c) 1,5 
d) 3,6 
e) 1,1 
7 (UFRJ) A figura a seguir (evidentemente fora de 
escala) mostra o ponto O em que está o olho de 
um observador da Terra olhando um eclipse solar 
total, isto é, aquele no qual a Lua impede toda a 
luz do Sol de chegar ao observador.
a) Para que o eclipse seja anelar, isto é, para que a 
Lua impeça a visão dos raios emitidos por uma 
parte central do Sol, mas permita a visão da luz 
emitida pelo restante do Sol, a Lua deve estar 
mais próxima ou mais afastada do observador 
do que na situação da figura? Justifique sua res-
posta com palavras ou com um desenho. 
b) Sabendo que o raio do Sol é 0,70 ∙ 106 km, o 
da Lua, 1,75 ∙ 103 km, e que a distância entre 
o centro do Sol e o observador na Terra é de 
150 ∙ 106 km, calcule a distância d entre o ob-
servador e o centro da Lua para a qual ocorre 
o eclipse total indicado na figura. 
8 (Unifesp) Em um parque de diversões existem dois 
grandes espelhos dispostos verticalmente, um de 
frente para o outro, a 10 m de distância um do 
outro. Um deles é plano, o outro é esférico convexo. 
Uma criança se posiciona, em repouso, a 4 m do 
espelho esférico e vê as duas primeiras imagens 
que esses espelhos formam dela: Ip, formada pelo 
espelho plano, e IC, formada pelo espelho esférico, 
conforme representado na figura.
10 m
4 m 2 m
IP
IC
Fora de 
escala
Calcule:
a) a distância, em metros, entre Ip e IC.
b) a que distância do espelho esférico, em me-
tros, a criança deveria se posicionar para que 
sua imagem IC tivesse um terço de sua altura. 
9 (Unirio-RJ) A figura ilustra a secção longitudinal de 
um diamante lapidado, cujo índice de refração é 
2,4. Suponha que um feixe luminoso incida per-
pendicularmente à face AE. Marque a opção que 
mostra a trajetória seguida pelo feixe.
A E
135º 135º
a) 
A E
Física 81
b) 
A E
c) 
A E
d) 
A E
e) 
A E
10 (UEM-PR) Um homem, de 1,80 m de altura, está 
parado sobre uma superfície plana a 2,0 m de um 
espelho plano que está à sua frente. Ele observa 
no espelho toda a extensão de seu próprio corpo, 
dos pés à cabeça, e um poste, de 2 m de altura, 
disposto 3 m atrás de si. Com base nessas infor-
mações, assinale o que for correto.
01) A imagem observada pelo homem no espelho 
plano é direita, virtual, igual e enantiomorfa. 
02) O espelho possui uma altura mínima de 90 cm. 
04) Se o homem der um passo para frente, dimi-
nuindo sua distância em relação ao espelho 
em 40 cm, ele não observará mais sua imagem, 
dos pés à cabeça, no espelho plano. 
08) A distância do poste até a imagem do homem, 
formada no espelho plano, é de 5,0 m. 
16) A distância do homem à sua imagem, formada 
no espelho plano, é o dobro da distância do 
homem até o espelho.
11 (Unicamp-SP) Um objeto é disposto em frente a 
uma lente convergente, conforme a figura abaixo. 
Os focos principais da lente são indicados com a 
letra F. Pode-se afirmar que a imagem formada 
pela lente
 
lente
1 
cm
1 cm
objeto
F F
a) é real, invertida e mede 4 cm.
b) é virtual, direta e fica a 6 cm da lente.
c) é real, direta e mede 2 cm.
d) é real, invertida e fica a 3 cm da lente.
12 (Uece) Uma folha de papel, com um texto impres-
so, está protegida por uma espessa placa de vidro. 
O índice de refração do ar é 1,0 e o do vidro, 1,5. 
Se a placa tiver 3 cm de espessura, a distância do 
topo da placa à imagem de uma letra do texto, 
quando observada na vertical, é:
lâmina 
de vidro
papel 
c/texto
3 cm
a) 1 cm.
b) 2 cm.
c) 3 cm.
d) 4 cm.
82 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
TEMA 4 CALORIMETRIA/GASES
1 (Famema) Considere que um fogão forneça um 
fluxo constante de calor e que esse calor seja in-
teiramente transferido da chama ao que se deseja 
aquecer. O calor específico da água é 1,00 cal/(g · 
°C) e o calor específico de determinado óleo é 0,45 
cal/(g · °C). Para que 1 000 g de água, inicialmente 
a 20 °C, atinja a temperatura de 100 °C, é neces-
sário aquecê-la por cinco minutos sobre a chama 
desse fogão. Se 200 g desse óleo for aquecido 
nesse fogão durante um minuto, a temperatura 
desse óleo será elevada em, aproximadamente,
a) 120 °C.
b) 180 °C.
c) 140 °C.
d) 160 °C.
e) 100 °C.
2 (UFRGS-RS) Uma quantidade de calor Q = 56.100,00 J 
é fornecida a 100 g de gelo que se encontra inicial-
mente a –10 °C.
Sendo
• o calor específico do gelo cg = 2,1 J/g (°C), 
• o calor específico da água ca = 4,2 J/g (°C) e
• o calor latente de fusão CL = 330,0 J/g (°C) 
a temperatura final da água em °C é, aproxima-
damente, 
a) 83,8
b) 60,0
c) 54,8
d) 50,0
e) 37,7 
3 (UFPR) O diagrama P × V abaixo ilustra uma se-
quência de processos termodinâmicos executada 
por um gás ideal monoatômico, passando pelos 
pontos A, B, C e D, caracterizados pelos valores 
de pressão e volume apresentados no diagrama.
 
P
3P0
2P0
P0
V0 2V0 3V0 V
B
A
D
C
 Tendo em vista as informações apresentadas no 
diagrama, considere as seguintes afirmativas:
 1. O processo A → B é isométrico.
 2. Os pontos C e D estão à mesma temperatura.
 3. O trabalho realizado pelo gás no processo B → C 
é nulo.
 4. O processo C → D é isobárico.
 Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras.
e) Asafirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.
4 (Acafe-SC) Considere o caso abaixo e responda: 
Qual é a transformação sofrida pelo gás ao sair do 
spray?
 
B
o
m
b
inha d
e asm
a
B
o
m
b
inha d
e asm
a
 As pessoas com asma, geralmente, utilizam bron-
codilatadores em forma de spray ou mais conheci-
dos como bombinhas de asma. Esses, por sua vez, 
precisam ser agitados antes da inalação para que 
a medicação seja diluída nos gases do aerossol, 
garantindo sua homogeneidade e uniformidade 
na hora da aplicação.
 Podemos considerar o gás que sai do aerossol 
como sendo um gás ideal, logo, sofre certa trans-
formação em sua saída. 
a) O gás sofre uma compressão adiabática.
b) O gás sofre uma expansão adiabática.
c) O gás sofre uma expansão isotérmica.
d) O gás sofre uma compressão isotérmica.
Física 83
5 (Unesp-SP) Por meio de uma bomba de ar com-
primido, um tratorista completa a pressão de um 
dos pneus do seu trator florestal, elevando-a de 
1,1 · 105 Pa (16 ibf·/pol2) para 1,3 · 105 Pa (19 ibf·/pol2), 
valor recomendado pelo fabricante.
 Se durante esse processo a variação do volume 
do pneu é desprezível, o aumento da pressão no 
pneu se explica apenas por causa do aumento
a) da temperatura do ar, que se eleva em 18% ao 
entrar no pneu, pois o acréscimo do número de 
mols de ar pode ser considerado desprezível.
b) da temperatura do ar, que se eleva em 36% ao 
entrar no pneu, pois o acréscimo do número de 
mols de ar pode ser considerado desprezível.
c) do número de mols de ar introduzidos no 
pneu, que aumenta em 18%, pois o acréscimo 
de temperatura do ar pode ser considerado 
desprezível.
d) do número de mols de ar introduzidos no 
pneu, que aumenta em 28%, pois o acréscimo 
de temperatura do ar pode ser considerado 
desprezível.
e) do número de mols de ar introduzidos no 
pneu, que aumenta em 36%, pois o acréscimo 
de temperatura do ar pode ser considerado 
desprezível.
6 (UFRGS-RS) Enquanto se expande, um gás recebe 
o calor Q = 100 J e realiza o trabalho W = 70 J. Ao 
final do processo, podemos afirmar que a energia 
interna do gás
a) aumentou 170 J.
b) aumentou 100 J.
c) aumentou 30 J.
d) diminuiu 70 J.
e) diminuiu 30 J.
TEMA 5 CINEMÁTICA
1 (Mack-SP) Estudando o movimento de um corpo, 
a partir do instante zero, obtivemos o gráfico a se-
guir. Entre os instantes 4 s e 7 s, o deslocamento 
do corpo foi de 24 m. O valor da velocidade no 
instante zero (v0) era:
 
t (s)7420
v (m/s)
v0
a) –2 m/s.
b) –4 m/s.
c) –6 m/s.
d) –8 m/s.
e) –10 m/s.
2 (Mack-SP) Em certo instante passam pela origem 
de uma trajetória retilínea os móveis A, com M.R.U., 
e B, com M.R.U.V. A partir desse instante, constrói-
-se o diagrama a seguir. O tempo gasto pelo móvel 
B para ficar 32 m à frente do A é:
 t (s)
v (m/s)
10
6
B
A
0 2
a) 2 s.
b) 4 s.
c) 6 s.
d) 7 s.
e) 8 s.
84 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
3 (Unesp-SP) Juliana pratica corridas e consegue 
correr 5,0 km em meia hora. Seu próximo desafio 
é participar da corrida de São Silvestre, cujo per-
curso é de 15 km. Como é uma distância maior do 
que a que está acostumada a correr, seu instrutor 
orientou que diminuísse sua velocidade média ha-
bitual em 40% durante a nova prova. Se seguir a 
orientação de seu instrutor, Juliana completará a 
corrida de São Silvestre em 
a) 2h40min
b) 3h00min
c) 2h15min
d) 2h30min
e) 1h52min
4 (Udesc) Dois ciclistas, A e B, partem da mesma 
posição no instante t = 0 e movimentam-se no 
mesmo sentido e em trajetória retilínea. Na figura 
são mostrados os gráficos da velocidade em fun-
ção do tempo dos dois ciclistas.
 0 t (s)5,0
1,0
2,0
3,0
4,0
5,0
10,0 15,0 20,0 25,0
B
A
v (m/s)
 Leia com atenção e analise as afirmações sobre 
os gráficos.
 I. A aceleração do ciclista B no intervalo de t = 0 
a t = 10,0 s foi maior do que a aceleração do 
ciclista A no intervalo de t = 0 a t = 25,0 s.
 II. No instante t = 15,0 s, o ciclista A ultrapassou 
o ciclista B.
 III. Decorridos 20,0 s, o ciclista A estava na frente 
do ciclista B.
 IV. Decorridos 25,0 s, o ciclista A estava na frente 
de B e a distância entre eles era igual a 2,5 m.
 Assinale a alternativa CORRETA:
a) todas as afirmativas estão corretas.
b) somente estão corretas as afirmações I e IV.
c) somente estão corretas as afirmações I, III e IV.
d) somente estão corretas as afirmações II e III.
e) somente estão corretas as afirmações II, III e IV.
5 (Famema) De dentro do ônibus, que ainda fazia 
manobras para estacionar no ponto de parada, o 
rapaz, atrasado para o encontro com a namorada, 
a vê indo embora pela calçada. Quando finalmente 
o ônibus para e o rapaz desce, a distância que o 
separa da namorada é de 180 m.
 Sabendo que a namorada do rapaz se movimenta 
com velocidade constante de 0,5 m/s e que o rapaz 
pode correr com velocidade constante de 5 m/s, o 
tempo mínimo para que ele consiga alcançá-la é de
a) 10 s.
b) 45 s.
c) 25 s.
d) 50 s.
e) 40 s.
6 (Fuvest-SP) Um estímulo nervoso em um dos dedos 
do pé de um indivíduo demora cerca de 30 ms 
para chegar ao cérebro. Nos membros inferiores, 
o pulso elétrico, que conduz a informação do estí-
mulo, é transmitido pelo nervo ciático, chegando 
à base do tronco em 20 ms. Da base do tronco ao 
cérebro, o pulso é conduzido na medula espinhal. 
Considerando que a altura média do brasileiro é 
de 1,70 m e supondo uma razão média de 0,6 entre 
o comprimento dos membros inferiores e a altura 
de uma pessoa, pode‐se concluir que as veloci-
dades médias de propagação do pulso nervoso 
desde os dedos do pé até o cérebro e da base do 
tronco até o cérebro são, respectivamente:
a) 51 m/s e 51 m/s.
b) 51 m/s e 57 m/s.
c) 57 m/s e 57 m/s.
d) 57 m/s e 68 m/s.
e) 68 m/s e 68 m/s.
Física 85
7 (Unicamp-SP) A volta da França é uma das maiores 
competições do ciclismo mundial. Num treino, um 
ciclista entra num circuito reto e horizontal (movimen-
to em uma dimensão) com velocidade constante e 
positiva. No instante t1, ele acelera sua bicicleta com 
uma aceleração constante e positiva até o instante t2. 
Entre t2 e t3, ele varia sua velocidade com uma acele-
ração também constante, porém negativa. Ao final 
do percurso, a partir do instante t3, ele se mantém 
em movimento retilíneo uniforme. De acordo com 
essas informações, o gráfico que melhor descreve a 
velocidade do atleta em função do tempo é
a) 
0
tempo
ve
lo
ci
d
ad
e
t1 t2 t3
b) 
0
tempo
ve
lo
ci
d
ad
e
t1 t2 t3
c) 
0
tempo
ve
lo
ci
d
ad
e
t1 t2 t3
d) 
0
tempo
ve
lo
ci
d
ad
e
t1 t2 t3
TEMA 6 TRABALHO E ENERGIA
1 (Unicamp-SP) Um carregador em um depósito em-
purra uma caixa de 20 kg, que inicialmente estava 
em repouso. Para colocar a caixa em movimento, 
é necessária uma força horizontal de 30 N. Uma 
vez iniciado o deslizamento, são necessários 20 N 
para manter a caixa movendo-se com velocidade 
constante.
a) Determine os coeficientes de atrito estático e 
cinético entre a caixa e o solo.
b) Determine o trabalho realizado pelo carregador 
ao arrastar a caixa por 5 m.
c) Qual seria o trabalho realizado pelo carregador 
se a força horizontal aplicada inicialmente fosse 
de 20 N? Justifique sua resposta.
2 (Fuvest-SP) Um atleta está dentro de um elevador 
que se move para cima com velocidade constante 
V. Ele começa a levantar uma massa de 100 kg, 
inicialmente apoiada no piso do elevador, quando 
este passa pela altura z = 0,0 m, e termina quando 
o piso do elevador passa por z = 27,0 m. A massa 
é levantada pelo atleta até uma altura de 2,0 m 
acima do piso do elevador. O trabalho realizado 
pelo atleta sobre a massa é W. A variação da ener-
gia potencial da massa durante o levantamento, 
em relação ao referencial da Terra, é ∆U. Podemos 
afirmar, usando g = 10 m/s2, que
86 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
a) W = 2000 J e ∆U = 2000 J.
b) W = 2000 J e ∆U = 29000 J.
c) W = 27000 J e ∆U = 27000 J.
d) W = 2000 J e ∆U = 27000 J.
e) W = 29000 J e ∆U = 29000 J.
 3 (Unicamp-SP) Uma usina hidrelétrica gera eletricida-
de a partir da transformaçãode energia potencial 
mecânica em energia elétrica. A usina de Itaipu, res-
ponsável pela geração de 25% da energia elétrica 
utilizada no Brasil, é formada por 18 unidades gera-
doras. Nelas, a água desce por um duto sob a ação 
da gravidade, fazendo girar a turbina e o gerador, 
como indicado na figura a seguir. Pela tubulação de 
cada unidade passam 700 m3/s de água. O processo 
de geração tem uma eficiência de 77%, ou seja, nem 
toda a energia potencial mecânica é transformada 
em energia elétrica. Considere a densidade da água 
1000 kg/m3 e g = 10 m/s2.
Água
Barragem
Turbina/Gerador
H
a) Qual a potência gerada em cada unidade da usina 
se a altura da coluna d’água for H = 130 m? Qual 
a potência total gerada na usina?
b) Uma cidade como Campinas consome 6 · 109 Wh 
por dia. Para quantas cidades como Campinas 
Itaipu é capaz de suprir energia elétrica? Ignore 
as perdas na distribuição.
4 (PUCC-SP) Um carrinho de montanha russa parte 
do repouso do ponto A e percorre a pista sem 
atrito, esquematizada a seguir.
 Dado: g = 10 m/s2.
 
A
B
h
3,0 m
 A máxima altura h do ponto A, em metros, para 
que o carrinho passe por B, cujo raio de curvatura 
é 10 m, sem perder o contato com a pista, é
a) 5,0.
b) 8,0.
c) 10.
d) 12.
e) 15.
5 (UFRJ) A figura mostra o perfil de um trilho vertical 
JKLM cujo trecho KLM é circular de centro em C e 
raio R.
R
J
M
K
C
h = R
2
L
 Um bloco de pequenas dimensões é abandonado 
a uma altura h = R
2
 acima do plano horizontal que 
contém o centro C e passa a deslizar sobre o trilho 
com atrito desprezível.
Física 87
a) Determine a direção e o sentido da velocidade 
n & do bloco no instante em que ele passa pelo 
ponto L e calcule seu módulo em função de R e 
da aceleração da gravidade g.
b) Determine a direção e o sentido da resultante F & 
das forças que atuam sobre o bloco no instante 
em que ele passa pelo ponto L (informando o 
ângulo que ela forma com a horizontal) e calcule 
seu módulo em função da massa m do bloco e 
da aceleração da gravidade g.
TEMA 7 ELETROSTÁTICA
1 (Mack-SP) Na figura, um elétron de carga e massa 
m é lançado com velocidade inicial V no campo 
elétrico uniforme entre as placas planas e paralelas 
de comprimento ℓ e separadas pela distância d. O 
elétron entra no campo, perpendicularmente às 
linhas de força, num ponto equidistante das placas. 
Desprezando as ações gravitacionais e sabendo 
que o elétron tangencia a placa superior (ponto A) 
ao emergir do campo, então a intensidade deste 
campo elétrico é:
 
a) E = eℓ2/mdv2.
b) E = eℓ/mdv.
c) E = mdv/eℓ.
d) E = mdv2/eℓ2.
e) E = mdv2/2eℓ2.
2 (Famerp-SP-Adaptada) Duas esferas metálicas de di-
mensões diferentes, situadas no ar, são eletrizadas e 
colocadas sobre suportes isolantes com seus centros 
distando 6,0 metros entre si. As esferas são unidas 
com um fio condutor até que atinjam o equilíbrio ele-
trostático, situação em que a esfera A fica eletrizada 
com carga positiva de valor 8,0 · 1028 C e a esfera B, 
com carga também positiva de valor 5,0 · 1028 C.
 
++ + BA
3,0 m 3,0 m
M
Considerando a constante eletrostática do ar igual 
a 9,0 · 109 (N · m2)/C2, calcule a intensidade do 
campo elétrico, em N/C, resultante da ação das 
cargas elétricas das duas esferas no ponto M.
3 (PUC-RS) Para responder à questão, considere a figu-
ra abaixo, que representa as linhas de força do campo 
elétrico gerado por duas cargas puntuais QA e QB.
A soma QA e QB é necessariamente um número
a) par.
b) ímpar.
c) inteiro.
d) positivo.
e) negativo.
88 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
4 (Mack-SP) Duas cargas elétricas puntiformes idên-
ticas Q1 e Q2, cada uma com 1,0 · 10–7C, encon-
tram-se fixas sobre um plano horizontal, conforme 
a figura abaixo. Uma terceira carga q, de massa 10 g, 
encontra-se em equilíbrio no ponto P, formando 
assim um triângulo isósceles vertical. Sabendo 
que as únicas forças que agem em q são as de 
interação eletrostática com Q1 e Q2 e seu próprio 
peso, o valor desta terceira carga é:
Dados: k0 = 9,0 · 109 N · m2/C2; g = 10 m/s2
 
q
P
Q1 Q2
3,0 cm
30° 30°
3,0 cm
a) 1,0 · 10–7C.
b) 2,0 · 10–7C.
c) 1,0 · 10–6C.
d) 2,0 · 10–6C.
e) 1,0 · 10–5C.
5 (UFJF/Pism-MG) Duas pequenas esferas condutoras 
idênticas estão eletrizadas. A primeira esfera tem 
uma carga de 2Q e a segunda, uma carga de 6Q. As 
duas esferas estão separadas por uma distância d e 
a força eletrostática entre elas é F1. Em seguida, as 
esferas são colocadas em contato e depois, separa-
das por uma distância 2d. Nessa nova configuração, 
a força eletrostática entre as esferas é F2.
Pode-se afirmar sobre a relação entre as forças 
F1 e F2 que:
a) F1 = 3F2
b) F1 = F2 /12
c) F1 = F2/3
d) F1 = 4F2
e) F1 = F2
6 (UFJF/Pism-MG) Em uma experiência realizada em 
sala de aula, o professor de Física usou três esferas 
metálicas, idênticas e numeradas de 1 a 3, suspen-
sas por fios isolantes em três arranjos diferentes, 
como mostra a figura abaixo:
Inicialmente, o professor eletrizou a esfera 3 com 
carga negativa. Na sequência, o professor apro-
ximou a esfera 1 da esfera 3 e elas se repeliram. 
Em seguida, ele aproximou a esfera 2 da esfera 
1 e elas se atraíram. Por fim, aproximou a esfera 
2 da esfera 3 e elas se atraíram. Na tentativa de 
explicar o fenômeno, 6 alunos fizeram os seguin-
tes comentários:
João: A esfera 1 pode estar eletrizada negati-
vamente, e a esfera 2, positivamente.
Maria: A esfera 1 pode estar eletrizada positi-
vamente e a esfera 2, negativamente.
Letícia: A esfera 1 pode estar eletrizada nega-
tivamente, e a esfera 2, neutra.
Joaquim: A esfera 1 pode estar neutra e a es-
fera 2, eletrizada positivamente.
Marcos: As esferas 1 e 2 podem estar neutras.
Marta: As esferas 1 e 2 podem estar eletriza-
das positivamente.
Assinale a alternativa que apresenta os alunos que 
fizeram comentários corretos com relação aos fe-
nômenos observados:
a) somente João e Maria.
b) somente João e Letícia.
c) somente Joaquim e Marta.
d) somente João, Letícia e Marcos.
e) somente Letícia e Maria.
Física 89
7 (Mack-SP) O módulo do vetor campo elétrico (E) 
gerado por uma esfera metálica de dimensões 
desprezíveis, eletrizada positivamente, no vácuo 
(k0 = 9 · 109N · m2/C2), varia com a distância ao 
seu centro (d), segundo o diagrama dado. Sendo 
e = 1,6 · 10–19C (módulo da carga do elétron ou 
do próton) a carga elementar, podemos afirmar 
que essa esfera possui:
 
E (104 V/m)
28,8
3,2
1,0 3,0 d(1022 m)0
a) um excesso de 1 · 1010 elétrons em relação ao 
número de prótons.
b) um excesso de 2 · 1010 elétrons em relação ao 
número de prótons.
c) um excesso de 1 · 1010 prótons em relação ao 
número de elétrons.
d) um excesso de 2 · 1010 prótons em relação ao 
número de elétrons.
e) igual número de elétrons e prótons.
8 (Uece) Os aparelhos de televisão que antecede-
ram a tecnologia atual, de LED e LCD, utilizavam 
um tubo de raios catódicos para produção da ima-
gem. De modo simplificado, esse dispositivo pro-
duz uma diferença de potencial da ordem de 25 kV 
entre pontos distantes de 50 cm um do outro. Essa 
diferença de potencial gera um campo elétrico 
que acelera elétrons até que estes se choquem 
com a frente do monitor, produzindo os pontos 
luminosos que compõem a imagem.
Com a simplificação acima, pode-se estimar cor-
retamente que o campo elétrico por onde passa 
esse feixe de elétrons é 
a) 0,5 kV/m
b) 25 kV
c) 50.000 V/m
d) 1,250 kV ∙ cm
90 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
GABARITO FÍSICA
TEMA 1 DINÂMICA 
1 c
2 a) vM = 450 m/s
 b) aM = 0,03375 m/s2
 c) vM = 225 m/s
 d) a = 0° 
3 b
4 e
5 a
6 02 + 04 + 08 = 14
7 01 + 02 + 04 + 08 = 15
8 c
9 a) m = 0,42
 b) I
dx
 = 400
TEMA 2 GRAVITAÇÃO 
1 b
2 e
3 d
4 d
5 c
6 04 + 16 + 64 = 84
7 01 + 04 = 05
8 a
TEMA 3 ÓPTICA GEOMÉTRICA 
1 a) A imagem do objeto é representada por simetria, 
em relação ao plano que passa pelo espelho:
 
B C F G G’ F’ C’ B’
H’ E’ D’
I’ J’
A’A D E
J I
H
O
 Dessa forma, o observador não conseguepoder am-
plo e irrestrito”. Como isso aparece no trecho 
da crônica e na charge?
 
 
 
 
 
b) Como a ideia de “munição de esperança” está 
expressa na charge e no poema citado?
 
 
 
 
 
4 (Fuvest-SP) Examine o anúncio.
Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul.
No contexto do anúncio, a frase “A diferença tem 
que ser só uma letra” pressupõe a
a) necessidade de leis de proteção para todos que 
trabalham.
b) existência de desigualdade entre homens e mu-
lheres no mercado de trabalho.
c) permanência de preconceito racial na contrata-
ção de mulheres para determinadas profissões.
d) importância de campanhas dirigidas para a mu-
lher trabalhadora.
e) discriminação de gênero que se manifesta na 
própria linguagem.
8 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
5 (Unicamp-SP)
Na década de 1950, quando iniciava seu gover-
no, Juscelino Kubitschek prometeu “50 anos em 5”. 
Na campanha do atual governo o slogan ficou assim: 
“O Brasil voltou, 20 anos em dois”. A “tradução” não 
tinha como dar certo; era como comparar vinho com 
água. E mais: havia uma vírgula no meio do cami-
nho. Na propaganda, apenas uma vírgula impede 
que a leitura, ao invés de ser positiva e associada 
ao progressismo de Juscelino, se transforme numa 
mensagem de retrocesso: o Brasil de fato “voltou” 
muito nesses últimos dois anos; para trás.
SCHWARCZ, Lilia. Havia uma vírgula no meio do caminho. 
Nexo Jornal, 21/05/2018 (adaptado).
Considerando o gênero propaganda institucional 
e o paralelo histórico traçado pela autora, é corre-
to afirmar que o slogan do atual governo fracassou 
porque
a) o uso da vírgula provocou uma leitura negativa 
do trecho que alude ao slogan da década de 
1950.
b) a mensagem projetada pelo slogan anterior era 
mais clara, direta, e não exigia o uso da vírgula.
c) a alusão ao slogan anterior afasta o público jo-
vem e provoca a perda de seu poder persua-
sivo.
d) o duplo sentido do verbo “voltar” gerou uma 
mensagem que se afasta daquela projetada 
pelo slogan anterior.
TEMA 3 FUNÇÕES DA LINGUAGEM
1 (Enem)
Há o hipotrélico. O termo é novo, de impensada 
origem e ainda sem definição que lhe apanhe em 
todas as pétalas o significado. Sabe-se, só, que vem 
do bom português. Para a prática, tome-se hipo-
trélico querendo dizer: antipodático, sengraçante 
imprizido; ou talvez, vicedito: indivíduo pedante, 
importuno agudo, falta de respeito para com a opi-
nião alheia. Sob mais que, tratando-se de palavra 
inventada, e, como adiante se verá, embirrando o 
hipotrélico em não tolerar neologismos, começa ele 
por se negar nominalmente a própria existência.
ROSA, G. Tutameia: terceiras estórias. RJ: Nova Fronteira, 2001.
Nesse trecho de uma obra de Guimarães Rosa, 
depreende-se a predominância de uma das fun-
ções da linguagem, identificada como 
a) metalinguística, pois o trecho tem como pro-
pósito essencial usar a língua portuguesa para 
explicar a própria língua, por isso a utilização 
de vários sinônimos e definições.
b) referencial, pois o trecho tem como principal 
objetivo discorrer sobre um fato que não diz 
respeito ao escritor ou ao leitor, por isso o pre-
domínio da terceira pessoa.
c) fática, pois o trecho apresenta clara tentativa 
de estabelecimento de conexão com o leitor, 
por isso o emprego dos termos “sabe-se lá” e 
“tome-se hipotrélico”.
d) poética, pois o trecho trata da criação de pa-
lavras novas, necessária para textos em prosa, 
por isso o emprego de “hipotrélico”.
e) expressiva, pois o trecho tem como meta mos-
trar a subjetividade do autor, por isso o uso do 
advérbio de dúvida “talvez”.
2 (Enem)
Com Niciga, 
parar de fumar fica muito mais fácil
1. Fumar aumenta o número de receptores do 
seu cérebro que se ativam com nicotina.
2. Se você interrompe o fornecimento de uma 
vez, eles enlouquecem e você sente os desagradá-
veis sintomas da falta do cigarro.
3. Com seus adesivos transdérmicos, Niciga 
libera nicotina terapêutica de forma controlada no 
seu organismo, facilitando o processo de parar de 
fumar e ajudando a sua força de vontade. Com Nici-
ga, você tem o dobro de chances de parar de fumar.
Época, 24 nov. 2009 (adaptado).
Para convencer o leitor, o anúncio emprega como 
recurso expressivo, principalmente,
a) as rimas entre Niciga e nicotina.
b) o uso de metáforas como “força de vontade”.
c) a repetição enfática de termos semelhantes 
como “fácil” e “facilidade”.
d) a utilização dos pronomes de segunda pessoa, 
que fazem um apelo direto ao leitor.
e) a informação sobre as consequências do con-
sumo do cigarro para amedrontar o leitor.
ANOTAÇÕES
Gramática 9
GABARITO ENTENDIMENTO DE TEXTO
TEMA 1 APREENSÃO E 
COMPREENSÃO
1 d
2 c
3 b
4 c
5 a
6 c
TEMA 2 GÊNEROS TEXTUAIS
1 a) No contexto, o uso do plural em “Se me permi-
tem” configura um caso de indeterminação do 
sujeito, que consiste em um recurso usado pelo 
eu lírico para não precisar explicitar o respon-
sável por essa permissão. Uma hipótese para o 
emprego do verbo permitir no plural é a can-
ção ter sido feita durante a ditadura civil-militar 
brasileira (que começou em 1964 e se intensifi-
cou depois do AI-5 em 1968), caracterizada por 
perseguir quem defendia ideias contrárias ao 
regime autoritário: na época, músicas, filmes, 
peças de teatro, livros, reportagens jornalísti-
cas, programas de rádio e de televisão foram 
censurados. Assim, ao dizer que pretende man-
dar notícias por um disco, o eu lírico condiciona 
essa ação à autorização dos agentes da repres-
são, que aparecem indeterminados na oração 
“Se me permitem”.
 b) A canção “Meu caro amigo” apresenta a estru-
tura de uma carta. As duas características mais 
evidentes desse gênero são o uso do vocativo 
(“Meu caro amigo”) e a despedida explícita (“A 
Marieta manda um beijo para os seus / Um bei-
jo na família, na Cecília e nas crianças / o Fran-
cis aproveita pra também mandar lembranças 
/ A todo pessoal / Adeus”).
2 d
3 a) O poder amplo e irrestrito é atribuído, na crô-
nica, ao "inimigo", que, estando com "a faca, o 
queijo, os fuzis e as balas na mão", aumenta nossa 
sensação de impotência.  Na charge, esse amplo 
poder aparece sobretudo no segundo quadrinho, 
quando a figura de Marielle Franco é destruída 
com facilidade por uma bala que chega abrupta-
mente e sem origem certa. Porém, no final tanto 
da crônica quanto da charge, sugere-se que é pre-
ciso criar mecanismos para combater esse amplo 
poder do inimigo.
 b) Na charge, a ideia de esperança aparece quan-
do se sugere que a morte de Marielle (represen-
tada por uma planta) possibilitará a multiplicação 
dessa voz. Ou seja, há a esperança de que a morte 
da vereadora mobilize mais pessoas em nome da 
causa que ela defendia. No poema de Drummond, 
a "munição de esperança", junto à "arma da ra-
zão", é colocada ao nosso alcance por meio da 
poesia. É a poesia, portanto, que dá a esperança 
de combater os inimigos e a desumanidade que 
predomina no mundo.
4 b
5 d
TEMA 3 FUNÇÕES DA LINGUAGEM
1 a
2 d
Entendimento de texto 9
ANOTAÇÕES
GRAMÁTICA
TEMA 1 VARIAÇÃO LINGUÍSTICA E 
NORMA CULTA
1 (Enem)
Serafim da Silva Neto defendia a tese da uni-
dade da língua portuguesa no Brasil, entrevendo 
que no Brasil as delimitações dialetais espaciais 
não eram tão marcadas como as isoglossas1 da Ro-
mânia Antiga. Mas Paul Teyssier, na sua História 
da Língua Portuguesa, reconhece que na diver-
sidade socioletal essa pretensa unidade se desfaz. 
Diz Teyssier:
“A realidade, porém, é que as divisões ‘diale-
tais’ no Brasil são menos geográficas que socio-
culturais. As diferenças na maneira de falar são 
maiores, num determinado lugar, entre um homem 
culto e o vizinho analfabeto que entre dois brasi-
leiros do mesmo nível cultural originários de duas 
regiões distantes uma da outra.”
1isoglossa – linha imaginária que, em um mapa, une os pontos de ocorrência 
de traços e fenômenos linguísticos idênticos.
FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa. 
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.visualizar 
o objeto, por reflexão, em toda sua extensão.
 b) A partir da representação da imagem, é possível 
construir o raio de luz incidente sobre o espelho 
e o raio refletido:
 
B C F G G’ F’ C’ B’
H’ E’ D’
I’ J’
A’A D E
J I
H
O
 c) Para determinar o campo visual de O, é preciso 
representar sua “imagem” por simetria, atrás do 
espelho (pois não é possível enxergar a figura 
inteira):
 
B C F G G’ F’ C’ B’
H’ E’ D’
I’ J’
A’A D E
J I
H
O O’
2 c
3 a) sen b = 0,6 
 b) d = 0,875 m 
4 d
5 a
6 d
7 a) Justificando com um desenho. A figura mostra 
a posição da Lua relativamente à Terra e ao Sol, 
em dois tipos de eclipse do Sol: total e anelar.
Física 91
 Nessa figura nota-se que o eclipse anelar do Sol 
ocorre quando a Lua está mais afastada do obser-
vador, ou seja, a Lua está no apogeu.
 b) d = 3,75 ∙ 105 km. 
8 a) d = 18 m 
 b) distância do objeto = 8 metros 
9 b
10 01 + 02 + 16 = 19
11 a
12 b
TEMA 4 CALORIMETRIA/GASES 
1 b 
2 d
3 a
4 b
5 c
6 c
TEMA 5 CINEMÁTICA 
1 d
2 e
3 d
4 b
5 e
6 d
7 a
TEMA 6 TRABALHO E ENERGIA 
1 a) Coeficiente de atrito estático: 0,15.
 Coeficiente de atrito cinético: 0,10.
 b) W = 100 J.
 c) O trabalho seria nulo. Se fosse aplicada uma força 
horizontal de intensidade 20 N, a caixa permane-
ceria em repouso. Logo, não há deslocamento e, 
portanto, não há realização de trabalho.
2 b
3 a) Em cada unidade Pot = 7,0 · 108 W;
 Pottotal = 1,26 · 1010 W.
 b) O número de cidades é, aproximadamente, 50.
4 b
5 a) Sua velocidade em L tem direção vertical, sentido 
para cima e módulo √g · R .
 b) F & faz 45° com a horizontal, aponta de L para K e 
tem intensidade igual a mg · √ 2 .
TEMA 7 ELETROSTÁTICA
1 d
2 30 N/C
3 d
4 a
5 a
6 b
7 d
8 c
92 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
TEMA 1
MODELOS ATÔMICOS, TABELA PERIÓDICA, 
LIGAÇÕES QUÍMICAS, GEOMETRIA MOLECULAR 
E RADIOATIVIDADE
1 (UPF-RS) Uma forma de determinar a extensão de 
uma fratura em um osso do corpo é por meio do 
uso do equipamento de Raios X. Para que essa 
tecnologia e outros avanços tecnológicos pudes-
sem ser utilizados, um grande passo teve de ser 
dado pelos cientistas: a concepção científica do 
modelo atômico.
 Sobre o modelo atômico proposto, associe as afir-
mações da coluna 1 com seus respectivos respon-
sáveis, na coluna 2.
Coluna 1 Coluna 2
1. Toda a matéria é formada por 
átomos, partículas esféricas, 
maciças, indivisíveis e indestru-
tíveis.
( ) Rutherford-
-Bohr
2. Elaborou um modelo de áto-
mo constituído por uma esfera 
maciça, de carga elétrica positi-
va, que continha “corpúsculos” 
de carga negativa (elétrons) nela 
dispersos.
( ) Rutherford
3. O átomo seria constituído por 
duas regiões: uma central, cha-
mada núcleo, e uma periférica, 
chamada de eletrosfera.
( ) Dalton
4. Os elétrons ocupam determi-
nados níveis de energia ou ca-
madas eletrônicas.
( ) Thomson
 A sequência correta de preenchimento dos parên-
teses da coluna 2, de cima para baixo, é:
a) 2 – 3 – 1 – 4.
b) 3 – 2 – 1 – 4.
c) 4 – 3 – 1 – 2.
d) 3 – 4 – 1 – 2.
e) 4 – 2 – 1 – 3.
2 (UPF-RS) Sobre os átomos dos elementos quími-
cos Ca (grupo 2) e F (grupo 17), são feitas as se-
guintes afirmações:
 I. São conhecidos como alcalinoterrosos e calco-
gênios, respectivamente.
 II. Formam uma substância química representada 
por CaF2, chamada fluoreto de cálcio.
 III. A ligação química entre esses dois átomos é 
iônica.
 IV. Ca possui maior energia de ionização do que F.
Dados: Ca (Z = 20) e F (Z = 9)
 Está correto apenas o que se afirma em
a) I, II e III.
b) I, III e IV.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III.
3 (Falbe-SP) A temperatura de fusão de compos-
tos iônicos está relacionada à energia reticular, 
ou seja, à intensidade da atração entre cátions e 
ânions na estrutura do retículo cristalino iônico.
A força de atração entre cargas elétricas opostas 
depende do produto das cargas e da distância en-
tre elas. De modo geral, quanto maior o produto 
entre os módulos das cargas elétricas dos íons e 
menores as distâncias entre os seus núcleos, maior 
a energia reticular.
Considere os seguintes pares de substâncias iô-
nicas:
 I. MgF2 e MgO
 II. KF e CaO
 III. LiF e KBr
As substâncias que apresentam a maior tempe-
ratura de fusão nos grupos I, II e III são, respecti-
vamente, 
a) MgO, CaO e LiF. 
b) MgF2, KF e KBr. 
c) MgO, KF e LiF. 
d) MgF2, CaO e KBr.
4 (FMP-RJ) O berquélio é um elemento químico cujo 
isótopo do 247Bk de maior longa vida tem meia-
-vida de 1.379 anos. O decaimento radioativo des-
se isótopo envolve emissões de partículas a e b 
sucessivamente até chegar ao chumbo, isótopo 
estável 207Pb.
 O número de partículas emitidas e o tempo decor-
rido para que certa quantidade inicial se reduza 
de são, respectivamente,
Dados: Pb (Z = 82); Bk (Z = 97).
a) 10 a, 4 b e 1.034 anos
b) 10 a, 5 b e 2.758 anos
c) 4a, 8 b e 1.034 anos
d) 5a, 10 b e 2.758 anos
e) 5a, 6 b e 690 anos
5 (FCMSCSP) O tetracloreto de carbono (CCℓ4), a 
amônia (NH3) e o sulfeto de hidrogênio (H2S) são 
substâncias moleculares que apresentam, respec-
tivamente, as seguintes formas geométricas:
QUÍMICA
Química 93
a) 
b) 
c) 
d) 
e) 
6 (UEG-GO) No dia 13 setembro de 2017, fez 30 anos 
do acidente radiológico Césio-137, em Goiânia-
-GO. Sabe-se que a meia-vida desse isótopo ra-
dioativo é de aproximadamente 30 anos. Então, 
em 2077, a massa que restará, em relação à massa 
inicial da época do acidente, será de
a) 
b) 
c) 
d) 
e) 
7 (Uece) Sobre o composto diclorodifluorometano 
usado em refrigerantes e como propelente de ae-
rossol, pode-se afirmar corretamente que ele tem
a) quatro pares de elétrons compartilhados.
b) um total de 26 elétrons de valência não ligantes.
c) hibridação sp para o átomo de carbono.
d) todas as ligações covalentes com a mesma 
energia.
8 (UEPG-PR) Com relação aos fenômenos de fissão 
e fusão nuclear, assinale o que for correto.
01) Na fissão nuclear é liberada uma maior quan-
tidade de energia do que na fusão.
02) Fusão nuclear é a junção de núcleos atômicos 
pequenos formando núcleos maiores, liberan-
do uma grande quantidade de energia.
04) O processo de fissão nuclear é aproveitado pelo 
homem para a geração de energia elétrica.
08) O processo de fusão nuclear ocorre natural-
mente no Sol e em outras estrelas.
16) Fissão nuclear é o processo de quebra de nú-
cleos atômicos grandes em núcleos menores, 
liberando uma grande quantidade de energia.
 
 
 
 
9 (UFRGS-RS) Na coluna da direita, abaixo, estão 
relacionadas algumas substâncias químicas; na 
da esquerda, características dessas substâncias.
 Associe adequadamente a coluna da esquerda à 
da direita.
( ) Sólido com alta ma-
leabilidade e brilho 
metálico. 
( ) Gás com coloração 
esverdeada. 
( ) Gás pouco denso e 
altamente inflamável.
( ) Substância condu-
tora de eletricidade 
quando fundida. 
1. Cloreto de sódio 
2. Ouro
3. Cloro
4. Bromo
5. Hidrogênio
 A sequência correta de preenchimento dos parên-
teses, de cima para baixo, é
a) 1 – 2 – 3 – 4. 
b) 1 – 3 – 5 – 2. 
c) 2 – 3 – 4 – 5. 
d) 3 – 2 – 4 – 1. 
e) 2 – 3 – 5 – 1.
10 (Fuvest-SP) A reação de água com ácido clorídri-
co produz o ânion cloreto e o cátion hidrônio. A 
estrutura que representa corretamente o cátion 
hidrônio é 
a) 
b) H+
c) 
d) 
e) 
 
TEMA 2 POLARIDADE, INTERAÇÕES INTERMO-
LECULARES E COMPOSTOS ORGÂNICOS
1 (Vunesp) Considere as seguintes substâncias quími-
cas: CCℓ4, HCCℓ3, CO2, H2S, Cℓ2, H3CCH3 e NH3.
a) Qual o tipo de ligação química que ocorre nes-
sas moléculas? Classifique-as em substâncias 
polares e não polares.
b) Separe essas substâncias de acordo com o tipo 
de interação intermolecular (forças de Van der 
H • • H
O
H
+
H H
O
H
• • • •H — O
+
H • •
• •
H
O
H
+
94 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
Waals, dipolo-dipolo e ligações de hidrogênio) 
que apresentam quando em presença de ou-
tras substâncias iguais a elas.
CCℓ4HCCℓ3
CO2
H2S
Cℓ2
H3CCH3
NH3
2 (UPF-RS) Muitas das propriedades físicas das 
substâncias moleculares, como temperatura de 
fusão, temperatura de ebulição e solubilidade, 
podem ser interpretadas com base na polaridade 
das moléculas. Essa polaridade se relaciona com 
a geometria molecular e com o tipo de interações 
intermoleculares.
 O quadro a seguir apresenta algumas substâncias e 
suas respectivas temperaturas de ebulição a 1 atm.
Substâncias TE (ºC)
A CH4 –161,5
B HCℓ –85
C H2O 99,97
 Com base nas informações apresentadas, analise 
as seguintes afirmativas:
 I. Quanto mais intensas forem as forças intermo-
leculares, maior será temperatura de ebulição 
de uma substância molecular.
 II. As interações intermoleculares nas moléculas 
são A: dipolo induzido-dipolo induzido; B: di-
polo-dipolo; C: ligação de hidrogênio.
 III. A geometria molecular e a polaridade das subs-
tâncias são: A: tetraédrica e apolar; B: linear e 
polar; C: linear e polar.
 Está incorreto apenas o que se afirma em:
a) III.
b) I e III.
c) I e II.
d) II e III.
e) I.
3 (Fuvest-SP) O gráfico a seguir indica a temperatu-
ra de ebulição de bromoalcanos (CnH2n+1Br) para 
diferentes tamanhos de cadeia carbônica.
1
–80
0
80
P.E
. (
ºC
)
160
2 3
n
4 5
9
F
18,998
17
Cℓ
35,453
35
Br
79,904
53
I
126,904
 Considerando as propriedades periódicas dos 
halogênios, a alternativa que descreve adequa-
damente o comportamento expresso no gráfico 
de temperaturas de ebulição versus tamanho de 
cadeia carbônica para CnH2n+1F ( )e CnH2n+1I (•) é:
Note e adote: P.E. = ponto de ebulição 
a) 
b) 
c) 
d) 
e) 
 
4 (Fuvest-SP) Ao se preparar molho de tomate (con-
sidere apenas a fervura de tomate batido com 
água e azeite), é possível observar que a fração 
aquosa (fase inferior) fica vermelha logo no início 
e a fração oleosa (fase superior), inicialmente com 
a cor característica do azeite, começa a ficar aver-
melhada conforme o preparo do molho. Por outro 
lado, ao se preparar uma sopa de beterraba (con-
sidere apenas a fervura de beterraba batida com 
água e azeite), a fração aquosa (fase inferior) fica 
com a cor rosada e a fração oleosa (fase superior) 
1
–80
0
80
P.E
. (
ºC
)
160
2 3
n
4 5
1
–80
0
80
P.E
. (
ºC
)
160
2 3
n
4 5
1
–80
0
80
P.E
. (
ºC
)
160
2 3
n
4 5
1
–80
0
80
P.E
. (
ºC
)
160
2 3
n
4 5
1
–80
0
80
P.E
. (
ºC
)
160
2 3
n
4 5
Química 95
permanece com sua coloração típica durante todo 
o processo, não tendo sua cor alterada.
 Considerando as informações apresentadas no 
texto e no quadro, a principal razão para a dife-
rença de coloração descrita é que a fração oleosa
Note e adote: 
Massas molares (g/mol): 
Licopeno = 537; betanina = 551. 
a) fica mais quente do que a aquosa, degradando 
a betanina; o mesmo não é observado com o 
licopeno, devido à sua cadeia carbônica longa.
b) está mais exposta ao ar, que oxida a betanina; 
o mesmo não é observado com o licopeno, de-
vido à grande quantidade de duplas ligações.
c) é apolar e a betanina, polar, havendo pouca in-
teração; o mesmo não é observado com o lico-
peno, que é apolar e irá interagir com o azeite.
d) é apolar e a aquosa, polar, mantendo-se separa-
das; o licopeno age como um surfactante mis-
turando as fases, colorindo a oleosa, enquanto 
a betanina não.
e) tem alta viscosidade, facilitando a difusão do 
licopeno, composto de menor massa molar; o 
mesmo não é observado para a betanina, com 
maior massa.
5 (UFPR) A coloração de Gram é um importante mé-
todo empregado na microbiologia, que permite 
diferenciar bactérias em duas classes – as Gram-
-positivas e Gram-negativas – em função das pro-
priedades químicas da parede celular. As bactérias 
Gram-positivas possuem na parede celular uma ca-
mada espessa de peptideoglicano, que é uma rede 
polimérica contendo açúcares (N-acetilglicosamina 
e ácido N-acetilmurâmico) e oligopeptídeos, en-
quanto as bactérias Gram-negativas contêm uma 
camada fina. Na coloração de Gram utiliza-se o 
cristal violeta (cloreto de hexametilpararoanilina), 
que interage com o peptideoglicano. A adição de 
iodeto causa a precipitação do corante e as partí-
culas sólidas ficam aprisionadas na rede polimérica, 
corando a parede celular. Abaixo estão esquema-
tizadas a rede polimérica do peptideoglicano e as 
estruturas das espécies envolvidas. 
Cl–
Fonte: . 
Acesso em: ago. 2013.
A partir das informações fornecidas, é correto afir-
mar que a principal interação entre o cristal violeta 
e a parede celular é: 
a) ligação de hidrogênio. 
b) interação íon-dipolo. 
c) interação íon-dipolo instantâneo. 
d) interação dipolo-dipolo. 
e) interação dipolo-dipolo instantâneo. 
6 (UFRGS-RS) Octanagem ou índice de octano serve 
como uma medida da qualidade da gasolina. O 
índice faz relação de equivalência à resistência de 
detonação de uma mistura percentual de isoctano 
e n-heptano.
 O nome IUPAC do composto isoctano é 
2,2,4-trimetilpentano e o número de carbono(s) 
secundário(s) que apresenta é
96 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
a) 0.
b) 1.
c) 2.
d) 3.
e) 5.
7 (EsPCEx-SP) Um aluno, durante uma aula de quí-
mica orgânica, apresentou um relatório em que 
indicava e associava alguns compostos orgânicos 
com o tipo de isomeria plana correspondente que 
eles apresentam. Ele fez as seguintes afirmativas 
acerca desses compostos e da isomeria corres-
pondente:
 I. os compostos butan-1-ol e butan-2-ol apresen-
tam entre si isomeria de posição.
 II. os compostos pent-2-eno e 2 metilbut-2-eno 
apresentam entre si isomeria de cadeia.
 III. os compostos propanal e propanona apresentam 
entre si isomeria de compensação (metameria).
 IV. os compostos etanoato de metila e metanoato 
de etila apresentam entre si isomeria de função.
 Das afirmativas feitas pelo aluno, as que apre-
sentam a correta relação química dos compostos 
orgânicos citados e o tipo de isomeria plana cor-
respondente são, apenas,
a) I e II.
b) I, II e III.
c) II e IV.
d) I, II e IV.
e) III e IV.
8 (PUC-SP) As moléculas cis-1,2-dicloroeteno e 
trans-1,2- dicloroeteno são isômeros espaciais.
 Sobre essas moléculas, podemos afirmar que
a) a molécula cis é apolar e a molécula trans é 
polar.
b) a molécula cis possui maior temperatura de 
ebulição.
c) a molécula cis possui momento dipolar resul-
tante igual a zero.
d) as duas moléculas possuem apenas ligações 
covalentes polares.
9 (Unifesp) Analise a fórmula que representa a es-
trutura molecular do ácido oleico.
O
OH
a) A cadeia carbônica do ácido oleico é homogê-
nea ou heterogênea? Saturada ou insaturada?
b) Escreva as fórmulas molecular e mínima do áci-
do oleico. 
10 (Albert Einstein) Examine a estrutura do glutamato 
monossódico, composto utilizado para realçar o 
sabor de alimentos.
 O número de átomos de carbono quiral presente 
na estrutura do glutamato monossódico é
a) 3.
b) 2.
c) 4.
d) 5.
e) 1.
TEMA 3 SEPARAÇÃO DE MISTURAS, 
MOL E GASES
1 (Famerp-SP) O esquema a seguir representa o pro-
cesso de extração do óleo essencial de cascas de 
laranja.
 Os números 1 e 2 correspondem a processos de 
separação de misturas denominados, respectiva-
mente,
a) dissolução fracionada e filtração.
b) decantação e centrifugação.
c) centrifugação e filtração.
d) destilação e decantação.
e) filtração e destilação.
2 (Unicamp-SP)
Para preparar o sal, faça da seguinte manei-
ra: colher os caules e folhas de aguapé, colocar 
para secar ao sol. Quando as folhas murcharem, 
clarearem e secarem, queimar as ramas até ficar 
tição, mexer até virar cinzas, coar com uma penei-
ra especial (de fibra ou cipó), acrescentar água e 
Química 97
misturar até virar um caldo escuro. Deixar, então, 
decantar para assentar a cinza, levar para uma 
panela de barro, ao fogo baixo, até a água secar. 
Estará pronto para o consumo de sal.
Disponível em: . 
Acesso em: 16 maio 2019 (adaptado).
 Nesses procedimentos, os seguintes processos de 
separaçãopodem ser identificados: 
a) peneiração, sublimação fracionada, secagem 
e destilação.
b) queimação, filtração, dissolução fracionada e 
sublimação.
c) peneiração, dissolução fracionada, decantação 
e evaporação.
d) queimação, evaporação, flotação e destilação 
fracionada.
3 (Vunesp) A água potável é um recurso natural con-
siderado escasso em diversas regiões do nosso 
planeta. Mesmo em locais onde a água é relativa-
mente abundante, às vezes é necessário submetê-
-la a algum tipo de tratamento antes de distribuí-la 
para consumo humano. O tratamento pode, além 
de outros processos, envolver as seguintes etapas:
 I. Manter a água em repouso por um tempo ade-
quado, para a deposição, no fundo do recipien-
te, do material em suspensão mecânica.
 II. Remoção das partículas menores, em suspen-
são, não separáveis pelo processo descrito na 
etapa I.
 III. Evaporação e condensação da água, para di-
minuição da concentração de sais (no caso de 
água salobra ou do mar). Neste caso, pode ser 
necessária a adição de quantidade conveniente 
de sais minerais após o processo.
Às etapas I, II e III correspondem, respectivamen-
te, os processos de separação denominados
a) filtração, decantação e dissolução.
b) destilação, filtração e decantação.
c) decantação, filtração e dissolução.
d) decantação, filtração e destilação.
e) filtração, destilação e dissolução.
4 (Unicamp-SP) Responsável por 20% dos acidentes, 
o uso de pneu “careca” é considerado falta grave e 
o condutor recebe punição de 5 pontos na carteira 
de habilitação. A borracha do pneu, entre outros 
materiais, é constituída por um polímero de isopre-
no (C5H8) e tem uma densidade igual a 0,92 g cm–3. 
Considere que o desgaste médio de um pneu até 
o momento de sua troca corresponda ao consumo 
de 31 mols de isopreno e que a manta que forma a 
banda de rodagem desse pneu seja um retângulo 
de 20 cm 3 190 cm. Para esse caso específico, a es-
pessura gasta do pneu seria de, aproximadamente,
Dados de massas molares em g mol–1: C=12 e H=1. 
a) 0,55 cm. 
b) 0,51 cm. 
c) 0,75 cm. 
d) 0,60 cm. 
5 (UFSC)
Uma nova definição para o mol está disponível
Em 2018, a União Internacional de Quími-
ca Pura e Aplicada (IUPAC) publicou uma nova 
definição para o mol, estabelecendo que “um mol 
contém exatamente 6,02214076 · 1023 entidades 
elementares”. Essa definição substitui a definição 
vigente desde 1971, que relacionava o mol à massa.
Disponível em: . 
[Adaptado]. Acesso em: 20 set. 2018.
 Sobre o assunto e com base nas informações aci-
ma, é correto afirmar que:
Dados: Zn = 65,4; As = 74,5.
01) pela nova definição, assume-se que um mol 
de átomos de ouro possui mais átomos do que 
um mol de moléculas de sacarose (C12H22O11).
02) há mais átomos em 1,00 g de zinco do que em 
1,00 g de arsênio.
04) em 1,00 mol de moléculas de água, há 1,00 mol 
de átomos de oxigênio e 2,00 mol de átomos 
de hidrogênio.
08) há mais átomos de oxigênio em 2,00 mol de 
moléculas de CO2 do que em um 1,00 mol de 
moléculas de C6H12O6.
16) na reação H2(g) + Cl2(g) B 2HCl(g) o número 
total de átomos de produto é maior do que o 
número total de átomos dos reagentes.
6 (Fuvest-SP) Um grão de milho de pipoca, visto a 
olho nu, apresenta duas regiões distintas, repre-
sentadas por A e B na figura. Em A, ocorre o teci-
do acumulador de amido usado, pela planta, para 
nutrir o embrião. Em B, os tecidos vegetais pos-
suem maior teor de água. Ao ser aquecida, parte 
da água transforma-se em vapor, aumentando a 
pressão interna do grão. Quando a temperatura 
atinge 177 ºC, a pressão se torna suficiente para 
romper o grão, que vira uma pipoca.
 
B
A
98 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
 Um estudo feito por um grupo de pesquisadores de-
terminou que o interior do grão tem 4,5 mg de água, 
da qual, no momento imediatamente anterior ao seu 
rompimento, apenas 9% está na fase vapor, atuando 
como um gás ideal e ocupando 0,1 mL. Dessa forma, 
foi possível calcular a pressão Pfinal no momento ime-
diatamente anterior ao rompimento do grão.
 A associação correta entre região do milho e Pfinal 
é dada por:
Note e adote: 
– Constante universal dos gases: 
R = 0,082 L · atm/(K · mol)
– K = ºC + 273
– Massas molares (g/mol): H = 1; O = 16.
a) A = endosperma e Pfinal = 8,3 atm.
b) B = endosperma e Pfinal = 5,9 atm.
c) A = xilema e Pfinal = 22,1 atm.
d) B = xilema e Pfinal = 5,9 atm. 
e) B = endosperma e Pfinal = 92,0 atm.
7 (SLMandic-SP)
Quando a pressão total do ar atmosférico seco, 
a 20 °C, é de 760 mmHg, a pressão parcial do gás 
Oxigênio (PO2) é cerca de 160 mmHg, normalmen-
te suficiente para manter a vida como a conhece-
mos. Em alguns casos clínicos esta pressão não é 
suficiente para forçar a passagem de oxigênio para 
a corrente sanguínea com rapidez suficiente para 
um bom funcionamento celular. 
Holum, J.R. Elements of general, organic and biological chemistry. 
9th ed. USA: John Wiley and sons, 1995. p. 103. 
A um paciente com problemas respiratórios foi 
administrado “Heliox”, uma mistura de gases con-
tendo unicamente oxigênio e hélio, com 92,5% em 
massa de O2. Sabendo-se que a pressão atmos-
férica no local era 730 mmHg, a pressão parcial 
do gás oxigênio administrado ao paciente, em 
mmHg, é de, aproximadamente, 
Dados: massas molares MO2 = 32 g ∙ mol–1 e 
M He = 4 g ∙ mol–1.
a) 703. 
b) 675. 
c) 649.
d) 456.
e) 442.
8 (FGV-SP)
Nos meses de verão, os países do sul da Euro-
pa apresentam temperaturas muito elevadas. No 
mês de julho de 2013, a temperatura no interior 
de Portugal atingiu o valor mais alto já registrado 
no país, 47 °C.
Disponível em: . Acesso em: 16 maio 2019 (adaptado).
 Suponha que, nessa localidade, quando a tempe-
ratura ainda estava 27 ºC, um pneu de automóvel 
foi calibrado adequadamente com pressão 30 psi, 
que corresponde ao valor 2 atm. Considerando 
que a expansão da borracha do pneu é desprezí-
vel e seu volume se manteve constante, o aumento 
percentual aproximado da pressão no interior do 
pneu foi de
a) 20%.
b) 14%.
c) 10%.
d) 7%.
e) 3%.
9 (Uninove-SP) Considere que certa quantidade de 
ar está armazenada em um recipiente de 2,5 L à 
pressão de 1 atm e temperatura de 25 °C.
a) Sabendo que K = °C + 273, calcule o volume 
dessa mesma quantidade de ar quando a pres-
são e a temperatura são reduzidas a 0,85 atm e 
15 °C, respectivamente.
b) Caso o ar seja trocado por igual número de mol 
de argônio, ocorrerá algum tipo de alteração 
no volume de gás armazenado no recipiente? 
Justifique sua resposta.
10 (Unicamp-SP) Balões de Mylar metalizados são 
bastante comuns em festas, sendo comercializa-
dos em lojas e parques. Ascendem na atmosfera 
quando preenchidos com gás hélio e só murcham 
definitivamente se apresentarem algum vazamen-
to. Imagine que um cliente tenha comprado um 
desses balões e, após sair da loja, retorna para 
reclamar, dizendo: “não bastasse a noite fria que 
está lá fora, ainda tenho que voltar para trocar o 
balão com defeito”. O vendedor da loja, depois 
de conversar um pouco com o cliente, sugere não 
trocá-lo e afirma que o balão está
a) como saiu da loja; garante que estará normal na 
casa do cliente, pois as moléculas do gás irão 
aumentar de tamanho, voltando ao normal num 
ambiente mais quente.
b) como saiu da loja; garante que não há vaza-
mento e que o balão estará normal na casa do 
cliente, considerando que o gás irá se expandir 
num ambiente mais quente.
c) murcho; propõe enchê-lo com ar, pois o balão 
é menos permeável ao ar, o que garantirá que 
ele não irá murchar lá fora e, na casa do cliente, 
irá se comportar como se estivesse cheio com 
hélio.
d) murcho; propõe enchê-lo novamente com hélio 
e garante que o balão não voltará a murchar 
quando for retirado da loja, mantendo o forma-
to na casa do cliente.
Química 99
TEMA 4 CÁLCULO ESTEQUIOMÉTRICO 
E TERMOQUÍMICA
1 (FCMSCSP) Em um experimento de laboratório, 
um grupo de alunos recebeu umaamostra de cer-
to metal M para determinar o valor de sua massa, 
sem o uso de balança, a partir de dados forne-
cidos pelo professor e de um dado obtido pelo 
próprio grupo, no laboratório.
 Dado 1: 13,95 g de outra amostra do mesmo me-
tal M reagem com excesso de solução de ácido 
forte, produzindo 0,25 mol de gás hidrogênio, de 
acordo com a seguinte reação:
M(s) + 2H+(aq) → M2+(aq) + H2(g)
 Dado 2: O metal M corresponde a um dos cinco 
metais a seguir (com suas respectivas densidades): 
alumínio (2,7 g/cm3); chumbo (11,3 g/cm3); cobre 
(8,9 g/cm3); ferro (7,9 g/cm3); e zinco (7,1 g/cm3).
 Dado 3: Determinação do volume da amostra 
recebida pelo grupo por meio da inserção da 
amostra em uma proveta com água, conforme re-
presentam as figuras.
antes depois
100 mL
90 mL
80 mL
70 mL
60 mL
50 mL
40 mL
30 mL
20 mL
10 mL
100 mL
90 mL
80 mL
70 mL
60 mL
50 mL
40 mL
30 mL
20 mL
10 mL
 A amostra recebida pelo grupo tinha massa igual a
a) 54 g.
b) 142 g.
c) 178 g.
d) 158 g.
e) 226 g.
2 (Fuvest-SP) O cinamaldeído é um dos principais 
compostos que dão o sabor e o aroma da canela. 
Quando exposto ao ar, oxida conforme a equação 
balanceada:
O
H + 1
2
O
OH
 Uma amostra de 19,80 g desse composto puro foi 
exposta ao ar por 74 dias e depois pesada no-
vamente, sendo que a massa final aumentou em 
1,20 g. A porcentagem desse composto que foi 
oxidada no período foi de
Note e adote: 
– Massas molares (g/mol): 
Cinamaldeído = 132; O2 = 32.
– Considere que não houve perda de cinamaldeído 
ou do produto de oxidação por evaporação.
a) 10%.
b) 25%.
c) 50%.
d) 75%.
e) 90%.
3 (UFRR) Etanoato de butila ou éster butílico do ácido 
acético é um éster encontrado em vários tipos de 
frutas, com odor que lembra maçã ou banana. Indus-
trialmente é utilizado como flavorizante artificial para 
balas, doces, biscoitos e na indústria farmacêutica.
 Sabendo-se que na síntese desse éster foram adi-
cionados 200 g de cada reagente, o número de 
mols de etanoato de butila obtidos, consideran-
do-se um rendimento de 80%, é igual a:
a) 2,66 mols.
b) 2,16 mols.
c) 2,70 mols.
d) 3,33 mols.
e) 3,37 mols.
 Informação dos autores: C2H4O2 + C4H10O → C6H12O2 + H2O
4 (Famerp-SP) A principal fonte de energia para o 
nosso organismo é a glicose, obtida por meio da 
alimentação a partir de fontes diversas. Sua fór-
mula estrutural é apresentada a seguir:
 
H
OOH
OH
HO
HO
HO
glicose
 A queima da glicose que ocorre na respiração ce-
lular produz energia de acordo com a equação:
 C6H12O6 + 6O2 → 6CO2 + 6H2O
 ∆H = –2 800 kJ/mol de glicose
a) Escreva o nome das funções orgânicas presen-
tes na fórmula da glicose.
b) Considerando que um indivíduo, para realizar 
suas atividades cotidianas, necessita gastar 
12 600 kJ de energia, e que 60% dessa energia 
provém da respiração celular, calcule a massa 
de glicose que deve ser ingerida diariamente 
por esse indivíduo.
100 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
5 (UFRGS-RS) Considere a reação de hidrogena-
ção do ciclopenteno, em fase gasosa, formando 
ciclopentano, e a tabela de entalpias de ligação, 
mostradas abaixo.
+ H2(g)
Entalpias de ligação (kJ mol–1)
H — H 437
C — H 414
C — C 335
C C 600
 Qual será o valor da entalpia da reação de hidro-
genação do ciclopenteno em kJ/mol?
a) –265.
b) –126.
c) +126.
d) +265.
e) +335.
6 (Albert Einstein) Uma forma de reduzir a polui-
ção atmosférica provocada pelo gás dióxido de 
enxofre (SO2), produzido em certas atividades in-
dustriais, é realizar a lavagem dos gases de exaus-
tão com uma suspensão aquosa de cal hidratada 
[Ca(OH)2]. Com isso, ocorre uma reação química 
em que se formam sulfito de cálcio (CaSO3) sólido 
e água (H2O) líquida, evitando a emissão do po-
luente para o ar.
 Considerando que o volume molar de gás nas 
Condições Ambiente de Temperatura e Pressão 
(CATP) é igual a 25 L/mol, para cada 1,2 kg de sul-
fito de cálcio formado, o volume de dióxido de 
enxofre, medido nessas condições, que deixa de 
ser emitido para a atmosfera é de
a) 1 250 L.
b) 125 L.
c) 25 L.
d) 250 L.
e) 12,5 L.
7 (UEL-PR) A hipoglicemia é caracterizada por uma 
concentração de glicose abaixo de 0,70 gL–1 no 
sangue. O quadro de hipoglicemia em situações 
extremas pode levar a crises convulsivas, perda de 
consciência e morte do indivíduo, se não for rever-
tido a tempo. Entretanto, na maioria das vezes, o 
indivíduo, percebendo os sinais de hipoglicemia, 
consegue reverter este déficit, consumindo de 15 
a 20 gramas de carboidratos, preferencialmente 
simples, como a glicose. 
 A metabolização da glicose, C6H12O6, durante a 
respiração, pode ser representada pela equação 
química de combustão:
 C6H12O6(s) + 6 O2(g) → 6 CO2(g) + 6 H2O(l)
 No quadro a seguir, são informadas reações quí-
micas e seus respectivos calores de formação a 25 ºC 
e 1 atm:
Reações químicas ∆Hf
o (kJmol–1) 
C(s, grafite) + O2(g) → CO2(g) –394
H2(g) + ½ O2(g) → H2O(l) –286
6 C(s) + 6O2(g) + 3O2(g) → C6H12O6(s) –1.260
 Sabendo que a Massa Molar (MM) da glicose é 
igual a 180 g mol–1, determine a quantidade apro-
ximada de energia liberada em kJ ∙ mol–1 no esta-
do padrão, ∆Hro, na combustão da glicose, con-
sumida em 350 mL de refrigerante do tipo Cola, o 
qual possui, em sua composição, 35 g de glicose.
a) –315
b) –113
c) –471
d) –257
e) –548
8 (Famerp-SP) Latão é uma liga metálica formada 
pela mistura de cobre e zinco. Uma amostra de 
3,25 g de latão foi colocada em um recipiente 
contendo ácido sulfúrico em quantidade suficien-
te para reagir com todo o zinco presente nessa 
amostra, produzindo 0,5 litro de gás hidrogênio, 
conforme a reação equacionada a seguir:
 Zn(s) + H2SO4(aq) → ZnSO4(aq) + H2(g)
a) Apresente o posicionamento dos elementos 
cobre e zinco na Classificação Periódica em re-
lação ao período e ao grupo a que pertencem. 
O que esses elementos têm em comum devido 
a esse posicionamento?
b) Considerando que a massa molar do zinco seja 
65 g/mol e que o volume molar dos gases, nas 
condições de realização do experimento, seja 
25 L/mol, determine a porcentagem de zinco 
na amostra de latão utilizada.
9 (Fuvest-SP) Equipamentos domésticos chamados de 
vaporizadores para roupa utilizam o vapor de água 
gerado por um sistema de resistências elétricas a 
partir de água líquida. Um equipamento com po-
tência nominal de 1.600 W foi utilizado para passar 
roupas por 20 minutos, consumindo 540 mL de água. 
Em relação ao gasto total de energia do equipamen-
to, o gasto de energia utilizado apenas para vapori-
zar a água, após ela já ter atingido a temperatura de 
ebulição, equivale a, aproximadamente,
Note e adote: 
– Entalpia de vaporização da água a 
100 ºC = 40 kJ/mol;
– Massa molar da água = 18 g/mol;
– Densidade da água = 1 g/mL.
Química 101
a) 0,04%.
b) 0,062%.
c) 4,6%.
d) 40%.
e) 62%.
10 (Uece) Considerando a equação de formação da 
glicose não balanceada C + H2 + O2 → C6H12O6, 
atente às seguintes equações:
 I. C + O2 → CO2 ∆H = –94,1 kcal
 II. H2 + ½O2 → H2O ∆H = –68,3 kcal
 III. C6H12O6 + 6 O2 → 6 CO2 + 6 H2O
 ∆H = –673,0 kcal
 A massa de glicose formada a partir da reação de 
14,4 g de carbono e sua entalpia de formação em 
kcal/mol serão, respectivamente,
Dados: C = 12; H = 1; O = 16.
a) 36 g e +301,4 kcal/mol.
b) 36 g e –301,4 kcal/mol.
c) 18 g e –201,4 kcal/mol.
d) 18 g e +201,4 kcal/mol.
TEMA 5 FUNÇÕES INORGÂNICAS
1 (Enem) Realizou-se um experimento, utilizando-se 
o esquema mostrado na figura, para medir a con-
dutibilidade elétrica de soluções. Foram monta-
dos cinco kits contendo, cada um, três soluções de 
mesma concentração, sendo uma de ácido, uma 
de base e outra de sal. Os kits analisados pelos 
alunos foram:
Kit Solução 1 Solução 2 Solução 3
1 H3BO3 Mg(OH)2 AgBr
2 H3PO4 Ca(OH)2 KCl
3 H2SO4 NH3 ∙ H2O AgBr
4 HClO4 NaOH NaCl
5 HNO3 Zn(OH)2 CaSO4
Qual dos kits analisados provocou o acendimento 
da lâmpada com um brilho mais intenso nas três 
soluções? 
a) Kit 1. 
b) Kit 2. 
c) Kit 3. 
d) Kit 4. 
e) Kit 5.
2 (UFRGS-RS) Na coluna da direita abaixo, estãolistados compostos inorgânicos; na da esquerda, 
sua classificação.
 Associe adequadamente a coluna da esquerda à 
da direita.
 ( ) Oxiácido forte 1. Óxido de zinco
 ( ) Hidrácido fraco 2. Hidróxido de alumínio
 ( ) Base forte 3. Ácido cianídrico
 ( ) Base fraca 4. Hidróxido de potássio
 5. Ácido sulfúrico
 A sequência correta de preenchimento dos parên-
teses, de cima para baixo, é 
a) 1 – 2 – 3 – 4.
b) 1 – 3 – 5 – 2.
c) 3 – 4 – 2 – 5.
d) 5 – 2 – 4 – 1.
e) 5 – 3 – 4 – 2.
3 (Albert Einstein) O quadro apresenta informações 
sobre quatro substâncias químicas, todas brancas, 
em pó.
Substância
Dissolve-se 
em água
Reage com ácido 
clorídrico 
produzindo 
efervecência?
Carbonato 
de sódio
sim sim
Sulfato de 
sódio
sim não
Carbonato 
de bário
não sim
Sulfato de 
bário
não não
 Um professor forneceu aos seus alunos uma cópia 
desse quadro, amostras de duas dessas substâncias, 
sem qualquer identificação, e solicitou que os es-
tudantes as identificassem. Os alunos notaram que 
uma das amostras se dissolveu em água e outra não, 
e que apenas a substância insolúvel em água reagiu 
com ácido clorídrico, produzindo efervescência.
 Então, eles concluíram que as amostras recebidas 
eram de
a) sulfato de sódio e carbonato de sódio.
b) carbonato de sódio e carbonato de bário.
c) sulfato de sódio e sulfato de bário.
d) carbonato de sódio e sulfato de bário.
e) sulfato de sódio e carbonato de bário.
102 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
4 (Uerj) No tratamento dos sintomas da acidez esto-
macal, emprega-se o hidróxido de alumínio, que 
neutraliza o excesso do ácido clorídrico produzido 
no estômago.
 Na neutralização total, a quantidade de mols de 
ácido clorídrico que reage com um mol de hidró-
xido de alumínio para formação do sal neutro cor-
responde a:
a) 2
b) 3
c) 4
d) 6
5 (Unesp-SP) Analise o quadro 1, que apresenta di-
ferentes soluções aquosas com a mesma concen-
tração em mol/L e à mesma temperatura.
Quadro 1
Solução Nome Fórmula
1 Nitrato de bário Ba(NO3)2
2 Cromato de sódio Na2CrO4
3 Nitrato de prata AgNO3
4 Nitrato de sódio NaNO3
 O quadro 2 apresenta o resultado das misturas, 
de volumes iguais, de cada duas dessas soluções.
Quadro 2
Mistura Resultado
1 + 2 Formação de precipitado (ppt 1)
1 + 3 Não ocorre formação de precipitado
1 + 4 Não ocorre formação de precipitado
2 + 3 Formação de precipitado (ppt 2)
2 + 4 Não ocorre formação de precipitado
3 + 4 Não ocorre formação de precipitado
 De acordo com essas informações, os precipita-
dos formados, ppt 1 e ppt 2, são, respectivamente, 
a) BaCrO4 e NaNO3. 
b) BaCrO4 e Ag2CrO4. 
c) Ba(NO3)2 e AgNO3.
d) Na2CrO4 e Ag2CrO4.
e) NaNO3 e Ag2CrO4.
6 (Enem-PPL) O mármore, rocha metamórfica 
composta principalmente de carbonato de cál-
cio (CaCO3), é muito utilizada como material de 
construção e também na produção de esculturas. 
Entretanto, se peças de mármore são expostas a 
ambientes externos, particularmente em grandes 
cidades e zonas industriais, elas sofrem ao longo 
do tempo um processo de desgaste, caracteriza-
do pela perda de massa da peça.
 Esse processo de deterioração ocorre em função da
a) oxidação do mármore superficial pelo oxigênio.
b) decomposição do mármore pela radiação solar.
c) onda de choque provocada por ruídos externos.
d) abrasão por material particulado presente no ar.
e) acidez da chuva que cai sobre a superfície da peça.
7 (Famerp-SP) Filtros contendo óxido de cálcio são 
utilizados no tratamento de biogás, removendo 
dele gases prejudiciais ao meio ambiente. Por ser 
uma substância com propriedades básicas, o óxi-
do de cálcio é eficiente na remoção de
a) CO2 e H2S
b) CO2 e NH3
c) NH3 e H2S
d) CO e NH3
e) CO e CO2
8 (Unesp-SP) Leia o texto a seguir, que servirá de 
base para a resposta à questão.
O carbonato de cálcio pode ser encontrado na 
natureza na forma de rocha sedimentar (calcário) 
ou como rocha metamórfica (mármore). Ambos 
encontram importantes aplicações industriais e 
comerciais. Por exemplo, o mármore é bastante 
utilizado na construção civil tanto para fins es-
truturais como ornamentais. Já o calcário é usado 
como matéria-prima em diversos processos quími-
cos, dentre eles, a produção da cal.
A cal é obtida industrialmente por tratamen-
to térmico do calcário em temperatura acima de 
900 °C, pela reação
CaCO3(s) → CaO(s) + CO2(g)
Por suas crescentes aplicações, constitui-se 
num importante produto da indústria química. 
Na agricultura é usado para correção da acidez do 
solo, na siderurgia como fundente e escorificante, 
na fabricação do papel é um agente branqueador e 
corretor de acidez, no tratamento de água também 
corrige a acidez e atua como agente floculante e na 
construção civil é agente cimentante. 
Sobre o processo de obtenção e as propriedades 
associadas ao produto, indique qual das afirma-
ções é totalmente correta.
a) A reação é de decomposição e o CaO é usado 
como branqueador na indústria do papel, por-
que é um agente oxidante.
b) A reação é endotérmica e o CaO é classificado 
como um óxido ácido.
c) A reação é exotérmica e, se a cal reagir com a água, 
produz Ca(OH)2, que é um agente cimentante.
d) A reação é endotérmica e o CaO é classificado 
como um óxido básico.
e) A reação é de decomposição e no tratamento 
de água o CaO reduz o pH, atuando como flo-
culante.
Química 103
Leia o texto e responda à questão 9.
Por volta de 1834, o norte-americano Charles 
Goodyear teve a ideia de misturar um pó seco à borra-
cha, para absorver o excesso de umidade que a tornava 
muito pegajosa quando fazia calor.
Em 1839, enquanto fazia experiências com enxofre 
em pó como agente secante, acidentalmente deixou 
cair, sobre um fogão quente, um pouco de borracha 
misturada ao enxofre. A massa carbonizada e viscosa 
que se formou chamou sua atenção, o que o levou a 
descobrir um processo que produziria resultados uni-
formes: uma borracha permanentemente rija, elástica 
e estável, no inverno ou no verão. Goodyear, por não 
ser químico e desconhecer a estrutura da borracha 
natural, não compreendeu que, com o enxofre, tinha 
conseguido as ligações cruzadas fundamentais entre 
as moléculas de borracha, o que permite que essas 
moléculas permaneçam flexíveis, mas impede que es-
correguem umas pelas outras com o calor.
LE COUTEUR, Penny e BURRESON, Jay. 
Os botões de Napoleão: as 17 moléculas que mudaram a História. 
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006. Adaptado.
O processo descrito anteriormente foi denomina-
do vulcanização da borracha em referência a Vulcano, 
o deus romano do fogo. Observe, nos esquemas a 
seguir, como os átomos de enxofre “prendem” as ca-
deias umas às outras.
Moléculas de borracha não
vulcanizada (sem ligações cruzadas)
Moléculas de borracha
vulcanizada (com ligações cruzadas)
Átomos de
enxofre
Moléculas de borracha não
vulcanizada (sem ligações cruzadas)
Moléculas de borracha
vulcanizada (com ligações cruzadas)
Átomos de
enxofre
9 (Etec-SP) A combustão da borracha vulcanizada 
potencializa a formação da chuva ácida, pois:
a) o enxofre liberado não reage com a água da 
chuva.
b) a reação da borracha com a água da chuva au-
menta a acidez da água.
c) a combustão é incompleta, formando a fuligem 
(carvão em pó), que reage com a água da chuva.
d) a borracha, quando queimada, produz compos-
tos de caráter básico, neutralizando a acidez da 
chuva.
e) o enxofre, quando queimado, produz compos-
tos que reagem com a água da chuva, tornan-
do-a mais ácida.
TEMA 6 SOLUÇÕES
1 (Unioeste-PR) A recristalização é uma técnica de 
purificação de sólidos. Ela consiste na solubiliza-
ção à quente do produto em um solvente adequa-
do, filtração da solução para retirada dos contami-
nantes insolúveis e permite que a solução atinja a 
temperatura ambiente (20 ºC) para formação dos 
cristais purificados. Um produto X deve ser recris-
talizado. Estão disponíveis quatro solventes, A, B, 
C e D, e a curva de solubilidade de X nesses qua-
tro solventes (em g soluto/100 mL de solvente) é 
mostrada abaixo.De acordo com as informações, assinale a opção que 
apresenta o solvente mais adequado para a recris-
talização de X, na temperatura de 100 ºC, de forma 
a otimizar o rendimento deste procedimento.
a) A
b) B
c) C
d) D
e) Nenhum solvente é adequado.
2 (Albert Einstein) Considere as informações:
 • No estado de Sergipe, encontram-se as maio-
res reservas brasileiras de minerais de potássio, 
constituídas principalmente por silvinita, com-
104 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
 Sabendo que o título dessa solução a 60 °C é de 
aproximadamente 35,5%, qual o coeficiente de 
solubilidade aproximado de NH4Cℓ em água na 
temperatura em questão?
a) 35,5 g de NH4Cℓ em 100 g de H2O a 60 °C.
b) 55 g de NH4Cℓ em 1 000 g de H2O a 60 °C.
c) 55 g de NH4Cℓ em 100 g de H2O a 60 °C.
d) 0,355 g de NH4Cℓ em 100 g de H2O a 60 °C.
7 (PUC-SP) A análise gravimétrica é baseada em 
medidas de massa. A substância a ser testada 
pode ser misturada com um reagente para forma-
ção de um precipitado, o qual é pesado. É pos-
sível determinar a quantidade de cálcio presen-
te na água, por exemplo, misturando a amostra 
com excesso de ácido etanodióico, seguida de 
uma solução de amônia. Os íons cálcio reagem 
com íons etanodioato formando etanodioato de 
cálcio. O etanodioato de cálcio é convertido em 
óxido de cálcio, através de aquecimento, o qual 
é pesado. Uma amostra de 200 cm3 de água foi 
submetida ao tratamento descrito acima. A con-
versão de etanodioato de cálcio em óxido de cál-
cio foi feita em um cadinho que tinha uma massa 
de 28,520 g. Após a conversão, a massa obtida 
foi de 28,850 g. 
 Qual a concentração aproximada de íons cálcio na 
amostra de água?
a) 3 × 10–2 mol/L.
b) 6 × 10–3 mol/L.
c) 3 × 10–5 mol/L.
d) 0,33 mol/L.
8 (PUCC-SP) O veneno de formiga contém o ácido 
metanoico, HCOOH. Para neutralizar 1,0 mL de so-
lução 0,1 mol/L desse ácido, é necessário utilizar um 
volume de solução de NaOH 0,02 mol/L igual a
a) 5 mL.
b) 10 mL.
c) 15 mL.
d) 20 mL.
e) 25 mL.
9 (Fuvest-SP) Em um experimento, determinadas 
massas de ácido maleico e acetona foram mis-
turadas a 0 ºC, preparando-se duas misturas 
idênticas. Uma delas (X) foi resfriada a –78 ºC, 
enquanto a outra (M) foi mantida a 0 ºC. A se-
guir, ambas as misturas (M e X) foram filtradas, 
resultando nas misturas N e Y. Finalmente, um 
dos componentes de cada mistura foi totalmente 
retirado por destilação. Os recipientes (marcados 
pelas letras O e Z) representam o que restou de 
cada mistura após a destilação. Nas figuras, as 
moléculas de cada componente estão represen-
tadas por retângulos ou triângulos.
posta pela associação dos minerais halita (NaCℓ) 
e silvita (KCℓ). O teor médio de íons potássio na 
silvinita é cerca de 8% em massa.
 • Na água do mar, a concentração média de íons 
potássio é cerca de 0,4 g/L.
 O volume de água do mar que contém a mesma 
massa de íons potássio existente em cada tonela-
da de silvinita é
a) 200 L.
b) 2 000 000 L.
c) 2 000 L.
d) 20 000 L.
e) 200 000 L.
3 (Famema) Considere duas soluções aquosas: uma 
de soro fisiológico (cloreto de sódio a 0,9% m/V) e 
outra de soro glicosado (glicose a 5% m/V).
a) Qual dessas soluções é melhor condutora elé-
trica? Justifique sua resposta.
b) Determine a quantidade, em mol, de moléculas 
de glicose, C6H12O6, presentes em 100 mL de 
soro glicosado e a quantidade total, em mol, 
de íons Na+ e Cℓ– presentes em 100 mL de soro 
fisiológico.
Dados: C = 12; H = 1; O = 16; Na = 23; Cℓ = 35,5.
4 (Unesp-SP) O soro fisiológico é uma das soluções 
mais utilizadas na área de saúde. Consiste em uma 
solução aquosa de cloreto de sódio NaCℓ 0,9% em 
massa por volume, que equivale à concentração 
0,15 mol·L–1. Dispondo de uma solução estoque 
de NaCℓ 0,50 mol·L–1, o volume necessário dessa 
solução, em mL, para preparar 250 mL de soro 
fisiológico será igual a
a) 15.
b) 100.
c) 25.
d) 75.
e) 50.
5 (Unesp-SP) A concentração de cloreto de sódio no 
soro fisiológico é 0,15 mol/L. Esse soro apresenta a 
mesma pressão osmótica que uma solução aquo-
sa 0,15 mol/L de 
a) sacarose, C12H22O11.
b) sulfato de sódio, Na2SO4.
c) sulfato de alumínio, Aℓ2(SO4)3.
d) glicose, C6H12O6.
e) cloreto de potássio, KCℓ.
6 (PUC-SP) Uma solução saturada de NH4Cℓ em 
água foi feita a 60 °C e utilizou-se 1 000 mL de 
água. Considere a densidade da água a 60 °C 
como 1,0 g/mL. 
Química 105
M
0 ºC
–78 ºC
N O
X Y Z
 Tanto no recipiente M como no recipiente X estão 
representadas soluções I de II , 
cuja solubilidade III com a diminuição 
da temperatura. A uma determinada tempe-
ratura, as concentrações em M e N e em X e Y 
são IV . Em diferentes instantes, as molé-
culas representadas por um retângulo pertencem 
a um composto que pode estar V ou no 
estado VI .
 As lacunas que correspondem aos números de I a 
VI devem ser corretamente preenchidas por:
 Considere que não houve perda do solvente du-
rante a filtração.
Note e adote: 
Composto
Ponto de 
fusão (ºC)
Ponto de 
ebulição (ºC)
ácido maleico 138 202
acetona –95 56
a) I – saturadas; II – acetona; III – aumenta; IV – di-
ferentes; V – sólido; VI – líquido.
b) I – homogêneas; II – ácido maleico; III – diminui; 
IV – iguais; V – dissolvido; VI – líquido.
c) I – saturadas; II – ácido maleico; III – diminui; IV 
– iguais; V – dissolvido; VI – sólido.
d) I – heterogêneas; II – acetona; III – aumenta; IV 
– diferentes; V – sólido; VI – sólido.
e) I – saturadas; II – ácido maleico; III – diminui; 
IV – iguais; V – sólido; VI – líquido.
106 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
TEMA 1
MODELOS ATÔMICOS, TABELA PERIÓDICA, 
LIGAÇÕES QUÍMICAS, GEOMETRIA MOLECULAR 
E RADIOATIVIDADE
1 c
2 c
3 a
4 b
5 b
6 c
7 a
8 Corretas: 02, 04, 08 e 16
9 e
10 a
TEMA 2 POLARIDADE, INTERAÇÕES INTERMO-
LECULARES E COMPOSTOS ORGÂNICOS 
1 a) e b) 
Van der Waals está sendo utilizado como sinônimo 
de dipolo-induzido nessa questão.
Substâncias 
químicas
Tipo de 
ligação
Polaridade
Interação 
intermolecular
CCl4 covalente apolar Van der Waals
HCCl3 covalente polar dipolo-dipolo
CO2 covalente apolar Van der Waals
H2S covalente polar dipolo-dipolo
Cl2 covalente apolar Van der Waals
H3CCH3 covalente apolar Van der Waals
NH3 covalente polar
Ligações de 
hidrogênio
2 c
3 e
4 c
5 b
6 b
7 a
8 b
9 a) A cadeia carbônica do ácido oleico é homogê-
nea e insaturada.
b) Fórmula molecular do ácido oleico: C18H34O2. 
 Fórmula mínima do ácido oleico: C9H17O.
10 e
TEMA 3 SEPARAÇÃO DE MISTURAS, 
MOL E GASES 
1 e
2 c
3 d
4 d
5 02 + 04 = 06.
6 a
7 e
8 d
9 a) 2,84 L 
 b) Não ocorrerá alteração de volume, pois todas 
as variáveis (mol, temperatura e pressão) per-
manecem iguais. 
10 b
 Como a temperatura do lado de fora da loja é 
menor do que do lado de dentro, o gás hélio sofre 
contração e o balão murcha.
 Quando o cliente voltar para um ambiente mais 
quente do que aquele do lado de fora da loja, o 
gás hélio voltará a expandir.
TEMA 4 CÁLCULO ESTEQUIOMÉTRICO 
E TERMOQUÍMICA
1 d
2 c 
3 b 
4 a) Álcool e aldeído.
b) Energia proveniente da respiração celular: 
 
12 600 kJ · 60% = 7 560 kJ
 1 mol C6H12O6 — 2 800 kJ
 180 g — 2 800 kJ
 m — 7 560 kJ
 m = 486 g
5 b 
GABARITO QUÍMICA
6 d
7 e
8 a) Os elementos cobre e zinco pertencem aos gru-
pos 11 e 12, respectivamente. Quanto ao período, 
ambos pertencem ao 4o período, o que lhes con-
fere o mesmo número de camadas eletrônicas.
b) A equação química que representa a reação do 
zinco com o ácido sulfúrico é:
 Zn(s) + H2SO4(aq) → ZnSO4(aq) + H2(g)
 1 mol — 1 mol
 65 g — 25 L
 m — 0,5 L
 m = 1,3g
 3,25 g — 100%
 1,3 g — p
 P = 40%
9 e
10 b
TEMA 5 FUNÇÕES INORGÂNICAS
1 d
2 e 
3 e
4 b
5 b
6 e
7 a
8 d
9 e
TEMA 6 SOLUÇÕES
1 b
O solvente mais adequado para a utilização é 
aquele no qual o soluto apresentará maior varia-
ção de solubilidade dentro do intervalo de tem-
peratura indicado, permitindo,assim, com a dimi-
nuição de temperatura, haver maior recristalização 
do sólido que se pretende obter.
2 e
3 a) Dentre as apresentadas, a solução de cloreto 
de sódio é a única condutora elétrica, devido à 
presença de íons livres provenientes da disso-
ciação do cloreto de sódio:
NaCℓ H2O Na+ + Cℓ–
 O soro glicosado é uma solução formada a par-
tir da dissolução de glicose, soluto molecular 
que não sofre ionização, formando assim uma 
solução molecular, portanto, não condutora de 
corrente elétrica:
(C6H12O6)n 
H2O n C6H12O6
b) 
 glicose 5% m/V
 (5g de glicose — 100ml solução)
 1 mol glicose — 180g
 n — 5g
 n = 0,027 mol de moléculas
 Cloreto de sódio 0,9% m/V
 (0,9g NaCl — 100ml solução)
 1 mol de NaCl — 58,5g
 x — 0,9g
 x = 0,015 mol de NaCl
 1 mol de NaCl — 2 mol de íons
 0,015 mol NaCl — y
 y = 0,030 mol de íons
4 d
 Para obter solução aquosa de NaCℓ, de concen-
tração molar 0,15 mol · L–1, a partir de uma solução 
aquosa de NaCℓ, de concentração 0,50 mol · L–1, 
deve-se fazer uma diluição.
Diluição: n1antes = n1 'depois
MVantes = M'V'depois
0,50mol ? L–1 ? V = 0,15mol ? L–1 ? 250mL ⇒
V 
0,15mol ? L–1 ? 250mL
0,50mol ? L–1
 ⇒ V = 75mL
5 e
6 c
7 a
8 a
9 c
Química 107
108 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
ANOTAÇÕES
CIÊNCIAS HUMANAS E 
SUAS TECNOLOGIAS
História do Brasil
História Geral
Geografia do Brasil
Geografia Geral
110 Ciências Humanas e suas Tecnologias
HISTÓRIA DO BRASIL
TEMA 1 BRASIL COLÔNIA
 Leia o texto para responder às questões 1 e 2.
As primeiras expedições na costa africana a 
partir da ocupação de Ceuta em 1415, ainda na terra 
de povos berberes, foram registrando a geografia, 
as condições de navegação e de ancoragem. Nas 
paradas, os portugueses negociavam com as popu-
lações locais e sequestravam pessoas que chegavam 
às praias, levando-as para os navios para serem ven-
didas como escravas. Tal ato era justificado pelo fato 
de esses povos serem infiéis, seguidores das leis de 
Maomé, considerados inimigos, e, portanto, podiam 
ser escravizados, pois acreditavam ser justo guerrear 
com eles. Mais ao sul, além do rio Senegal, os po-
vos encontrados não eram islamizados, portanto 
não eram inimigos, mas eram pagãos, ignorantes 
das leis de Deus, e no entender dos portugueses da 
época também podiam ser escravizados, pois ao se 
converterem ao cristianismo teriam uma chance de 
salvar suas almas na vida além desta.
SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil africano, 2007.
1 (Unesp-SP) O texto caracteriza
a) o mercado atlântico de africanos escravizados 
em seu período de maior intensidade e o con-
trole do tráfico pelas Companhias de Comércio.
b) o avanço gradual da presença europeia na Áfri-
ca e a conformação de um modelo de explora-
ção da natureza e do trabalho.
c) as estratégias da colonização europeia e a sua 
busca por uma exploração sustentável do con-
tinente africano.
d) o caráter laico do Estado português e as suas 
ações diplomáticas junto aos reinos e às socie-
dades organizadas da África.
e) o pioneirismo português na expansão marítima 
e a concentração de sua atividade exploradora 
nas áreas centrais do continente africano.
2 (Unesp-SP) De acordo com o texto,
a) a motivação da conquista europeia da África foi 
essencialmente religiosa, destituída de caráter 
econômico.
b) os líderes políticos africanos apoiavam a cate-
quização dos povos nativos pelos conquista-
dores europeus.
c) os africanos aceitavam a escravização e não re-
sistiam à presença europeia no continente.
d) os povos africanos reconheciam a ação euro-
peia no continente como uma cruzada religiosa 
e moral.
e) a escravização foi muitas vezes justificada pelos 
europeus como uma forma de redimir e salvar 
os africanos.
3 (Uece)
Segundo nos informa Darcy Ribeiro (1995, 
p.194), em fins do século XVI, a colônia possuía 
3 cidades, a maior delas, Salvador, então sede do 
Governo Geral, contava com aproximadamente 15 
mil habitantes; no final do século XVII, Salvador 
tinha em torno de 30 mil habitantes e Recife tinha 
20 mil. Ao final do século XVIII, enquanto cidades 
centenárias como Salvador e Recife tinham por 
volta de 40 mil e 25 mil habitantes, respectivamen-
te, a jovem cidade de Vila Rica, hoje Ouro Preto, 
elevada à categoria de Vila somente em 1711, já 
possuía cerca de 30 mil habitantes.
RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: A formação e o sentido do Brasil. São 
Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 194.
 O fenômeno demográfico do rápido crescimento 
populacional de Vila Rica (Ouro Preto) no século 
XVIII é atribuído
a) ao processo de interiorização da colonização 
portuguesa no Brasil a partir da expansão da 
atividade pecuarista, por meio das correntes do 
sertão de dentro, oriunda da Bahia, e do sertão 
de fora, originária de Pernambuco.
b) à grande migração de colonos e de pessoas 
oriundas de Portugal para a região que hoje é 
Minas Gerais, em função das descobertas de 
jazidas de ouro e pedras preciosas, o que fez 
surgirem vários centros urbanos na área.
c) ao estímulo ao desenvolvimento da colônia, 
promovido por Sebastião José de Carvalho e 
Melo, o marquês de Pombal, secretário de Es-
tado do Reino, sob o reinado de D. José I, que 
incentivou a indústria e a educação no Brasil.
d) à ocupação de vastos espaços do território 
da colônia por colonos espanhóis das regiões 
do Potosi e do Rio da Prata, quando ocorreu a 
União Ibérica (1580-1640), época em que reis 
hispânicos governaram o reino de Portugal.
História do Brasil 111
4 (UFRGS-RS) Leia o segmento abaixo, do escritor 
indígena Ailton Krenak.
Os fatos e a história recente dos últimos 500 
anos têm indicado que o tempo desse encontro 
entre as nossas culturas é um tempo que acontece 
e se repete todo dia. Não houve um encontro en-
tre as culturas dos povos do Ocidente e a cultura 
do continente americano numa data e num tempo 
demarcado que pudéssemos chamar de 1500 ou 
de 1800. Estamos convivendo com esse contato 
desde sempre.
KRENAK, Ailton. O eterno retorno do encontro. 
In: NOVAES, Adauto (org.). A outra margem do Ocidente. 
São Paulo: Funarte, Companhia das Letras, 1999. p. 25.
 Considerando a história indígena no Brasil, a prin-
cipal ideia contida no segmento é
a) negação da conquista europeia na América, em 
1500.
b) ausência de transformação social nas socieda-
des ameríndias.
c) exclusão dos povos americanos da história oci-
dental.
d) estagnação social do continente sul-americano 
após a chegada dos europeus.
e) continuidade histórica do contato cultural entre 
ocidentais e indígenas.
5 (Uece) No Ceará, durante os séculos XVII e XVIII, 
formou-se o que o historiador cearense Capistra-
no de Abreu denominaria como “Civilização do 
Couro”. Este aspecto característico da coloniza-
ção cearense está ligado
a) ao fato de existir, nas terras cearenses, uma farta 
manada de gado bufalino natural da região, o 
que proporcionou, aos nativos locais e aos eu-
ropeus colonizadores, as condições ideais para 
explorarem aquela riqueza.
b) ao desenvolvimento, após a decadência da pro-
dução algodoeira, de uma grande atividade de 
pecuária de corte e leiteira que, ainda hoje, é 
uma das maiores do Brasil e sustenta a econo-
mia cearense.
c) ao processo colonizatório cearense que ocorreu 
a partir da ocupação pela pecuária, na capita-
nia, através da frente de ocupação do sertão 
de fora, conduzida por pernambucanos, e da 
frente de ocupação do sertão de dentro, con-
trolada principalmente por baianos.
d) ao modelo original de ocupação através da pe-
cuária bovina que, saindo do Ceará, ajudou na 
ocupação do interior nordestino e na coloniza-
ção dos serrados do Centro-Oeste, dos Pampas 
do sul do país e do Pantanal mato-grossense.
6 (Fuvest-SP)
 Este quadro, pintado por Franz Post por volta de 
1660, pode ser corretamente relacionado 
a) à iniciativa pioneira dos holandeses de constru-
ção dos primeiros engenhos no Nordeste. 
b) à riqueza do açúcar, alvo principal do interesse 
dos holandesesno Nordeste. 
c) à condição especial dispensada pelos holande-
ses aos escravos africanos. 
d) ao início da exportação do açúcar para a Euro-
pa por determinação de Maurício de Nassau. 
e) ao incentivo à vinda de holandeses para a cons-
tituição de pequenas propriedades rurais. 
7 (Famerp-SP)
A camada intermediária abrangia, nas Minas, 
indivíduos entregues a uma gama variada de ati-
vidades profissionais. Creio ser possível arriscar a 
hipótese de que poucos viviam com certo conforto 
e despreocupação, a grande maioria sendo consti-
tuída pelos que tinham de lutar diariamente pela 
subsistência, numa capitania inteiramente voltada 
para a faina aurífera e para a mineração de dia-
mantes.
(Laura Vergueiro. Opulência e miséria das Minas Gerais, 1983.)
Entre os membros do grupo social apresentado 
no texto, viviam nas Minas Gerais do século XVIII:
a) pecuaristas, alfaiates e escravos.
b) vendeiros, bandeirantes e grandes produtores 
rurais.
c) pintores, altos dignitários da Igreja e prostitutas.
d) tropeiros, contratadores de diamante e romeiros.
e) carpinteiros, padres e faiscadores. 
8 (Famerp-SP)
A independência foi, desse modo, ruptura e 
continuidade.
(Miriam Dolhnikoff. História do Brasil Império, 2019.)
Na independência brasileira, uma ruptura e uma 
continuidade podem ser exemplificadas, respec-
tivamente,
112 Ciências Humanas e suas Tecnologias
a) pelo esforço de unificação nacional e pelo res-
peito aos direitos trabalhistas.
b) pelo afastamento da Grã-Bretanha e pela apro-
ximação com os Estados Unidos.
c) pela fragmentação política do território e pela 
hegemonia política das elites rurais.
d) pelo rompimento em relação ao império portu-
guês e pela preservação da escravidão.
e) pela implantação do sistema republicano e pelo 
estímulo à produção agrícola.
9 (Mack-SP)
A grande lavoura açucareira na colônia brasi-
leira iniciou-se com o uso extensivo da mão de obra 
indígena (...) Do ponto de vista dos portugueses, 
no período de escravidão indígena, o sistema de 
relações de trabalho era algo que fora pormeno-
rizadamente elaborado. Tal período foi também 
aquele em que o contato entre os europeus e o 
gentio começou a criar categorias e definições so-
ciais e raciais que caracterizaram continuamente 
a experiência colonial.
(Schwartz, Stuart B. Segredos Internos: Engenhos e escravos na sociedade 
colonial. São Paulo: Cia. das Letras, 2005, p. 57.)
Sobre o trabalho escravo durante o período colo-
nial é correto afirmar que
a) o uso da mão de obra indígena estendeu-se 
durante todo o período colonial. No primeiro 
momento, durante a extração do pau-brasil, os 
portugueses utilizavam o escambo. No segundo 
momento, a partir da produção canavieira, foi 
organizada a escravidão dos povos indígenas.
b) desde o primeiro contato com os portugueses, 
os indígenas foram submetidos ao trabalho es-
cravo. Seja na extração do pau-brasil, seja na 
grande lavoura canavieira, o sistema escravista 
baseado na mão de obra nativa predominou 
diante de outras formas de trabalho.
c) a partir da necessidade de mão de obra para 
a produção canavieira, os povos indígenas fo-
ram submetidos à escravidão. Porém, a partir 
da chegada dos primeiros grupos de africa-
nos, a escravidão indígena foi paulatinamente 
abandonada até chegar ao fim, em meados do 
século XVII.
d) a escravidão indígena foi implantada durante 
o chamado Período Pré-colonial e tinha como 
objetivo usar o máximo de mão de obra para 
a extração do pau-brasil. Com a implantação 
da grande lavoura e a chegada dos africanos, 
a escravidão indígena perdeu força e foi aban-
donada no século XVIII.
e) após utilizar o trabalho indígena com o escam-
bo, os portugueses recorrem à sua escraviza-
ção. Isso se deve à necessidade portuguesa de 
mão de obra para a grande lavoura e à indis-
posição indígena para o trabalho aos moldes 
europeus. No século XVII, é substituída defini-
tivamente pela escravidão africana.
10 (Unifesp) Estima-se que entre 1700 e 1760 aporta-
ram em nosso litoral, vindas de Portugal e das ilhas 
do Atlântico, cerca de 600 mil pessoas, em média 
anual de 8 a 10 mil.
 Sobre essa corrente imigratória, é correto afirmar 
que 
a) continuava a despejar, como nos dois séculos 
anteriores, pessoas das classes subalternas, in-
teressadas em fazer fortuna na América portu-
guesa. 
b) era constituída, em sua maioria, e pela primeira 
vez, de negros trazidos para alimentar a voraci-
dade por mão de obra escrava nas mais varia-
das atividades. 
c) tratava-se de gente das mais variadas condições 
sociais, atraída principalmente pela possibilida-
de de enriquecer na região das Minas. 
d) representava uma ruptura com a fase anterior, 
pelo fato de agora ser atraída visando satisfazer 
a retomada do ciclo açucareiro e o início do 
algodoeiro. 
e) caracterizava-se pelo grande número de cris-
tãos-novos e pequenos proprietários rurais, 
atraídos pelas lucrativas atividades de abaste-
cer o mercado interno. 
11 (UEFS-BA) A Inconfidência Mineira (1789) e a Con-
juração Baiana (1798) expressaram localmente 
o conjunto de mudanças ocorridas no mundo 
ocidental a partir de meados do século XVIII. 
Apesar de suas diferenças, os dois movimentos 
opunham-se
a) à submissão colonial implícita na política mer-
cantilista metropolitana.
b) à importação de ideais iluministas pela cultura 
brasileira.
c) à divisão do país entre ricos donatários portu-
gueses.
d) à influência das independências das colônias 
inglesas da América.
e) à participação de homens livres pobres na pre-
paração da independência.
História do Brasil 113
12 (FGV-SP) Leia os quatro trechos seguintes.
 I. Acreditavam os conspiradores que a derrama 
seria o estopim que faria explodir a rebelião 
contra a dominação colonial. Em uma de suas 
reuniões criaram até a palavra de ordem para 
começarem a agir. “Tal dia faço o batizado” 
era a senha.
 II. Dois envolvidos [...] escaparam às garras da 
repressão: José Basílio da Gama, que fugiu 
para Lisboa quando começaram as prisões, 
e Manoel Arruda da Câmara, que era sócio 
correspondente da Sociedade Literária do Rio 
de Janeiro, mas vivia no exterior. [...] O fato é 
que um ano após a prisão dos acusados nada 
de grave fora apurado, até porque recorre-
ram ao recurso de negar articulação contra o 
domínio português. Em geral admitiram que 
suas reuniões eram marcadas por discussões 
filosóficas e científicas.
 III. [...] dentre os 33 presos e processados, havia 
11 escravos, cinco alfaiates, seis soldados, três 
oficiais, um negociante e um cirurgião. [...] Suas 
ideias principais envolviam o seguinte: a França 
constituía o modelo a seguir; o fim da escravi-
dão; a separação entre Igreja e Estado [...]
 IV. Criou-se um Governo Provisório [...], integra-
do por representantes de cinco segmentos da 
sociedade: Domingos Teotônio Jorge (milita-
res), Domingos José Martins (comerciantes), 
Manoel Correia de Araújo (agricultores), pa-
dre João Ribeiro Pessoa de Melo Montene-
gro (sacerdotes) e doutor José Luís Mendonça 
(magistrados). [...] Empenhado em ampliar o 
movimento anticolonial, o Governo Provisório 
enviou emissários a outras capitanias: Paraíba, 
Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas e Bahia.
Rubim Santos Leão Aquino et alii, 
“Sociedade brasileira: uma história através dos movimentos sociais”.
 Os trechos de I a IV tratam, respectivamente, dos 
seguintes eventos 
a) Conjuração Mineira; Confederação do Equa-
dor; Conjuração Baiana; Guerra dos Mascates. 
b) Conjuração Mineira; Conjuração do Rio de Ja-
neiro; Conjuração Baiana; Revolução de 1817. 
c) Revolta de Vila Rica; Conjuração do Rio de Ja-
neiro; Conjuração Baiana; Revolução de 1817. 
d) Conjuração Mineira; Conjuração do Rio de Ja-
neiro; Revolução de 1817; Revolta dos Cabanos. 
e) Conjuração Baiana; Conjuração Mineira; Revo-
lução de 1817; Conspiração dos Suassuna. 
13 (Mack-SP)
O resto empório das douradas Minas
Por mim o falará: quando mais finas
Se derramam as lágrimas no imposto
Clamao desgosto de um país decadente.
(Cláudio Manoel da Costa)
O intelectual e advogado, autor da poesia acima, 
foi um dos integrantes da mais importante revolta 
colonial brasileira, conhecida como Inconfidência 
Mineira.
Sobre esse movimento podemos afirmar que
a) era de natureza nativista e influenciado pelos 
discursos iluministas. Buscava a proclamação 
da república, que teria Ouro Preto como capi-
tal, e também o perdão de todas as dívidas para 
com a Fazenda Real.
b) manifestava-se contra os rigores da política fis-
cal metropolitana sobre a Capitania das Minas, 
exercida através da Casa de Contratação, e ins-
pirava-se nos ideais revolucionários franceses.
c) visava à independência econômica e à política 
da Colônia. O levante foi deflagrado quando 
se exigiu o pagamento dos impostos atrasados 
pelas Casas de Fundição em todo o país.
d) era de caráter nacionalista, visando à inde-
pendência da Colônia e ao rompimento dos 
lanços com a metrópole, com o livre direito de 
implantação de manufaturas nas capitanias e 
ao comércio exterior.
e) foi ideologicamente influenciado pelos princí-
pios iluministas, divulgados em Minas por uma 
elite intelectual e acolhidos pela população lo-
cal, devido à crise econômica.
14 (Unesp-SP)
Com a vinda da Corte, pela primeira vez, 
desde o início da colonização, configuravam-se 
nos trópicos portugueses preocupações próprias 
de uma colônia de povoamento e não apenas de 
exploração ou feitoria comercial, pois que no Rio 
teriam que viver e, para sobreviver, explorar “os 
enormes recursos naturais” e as potencialidades 
do Império nascente, tendo em vista o fomento do 
bem-estar da própria população local.
DIAS, Maria Odila Leite da Silva. A interiorização 
da metrópole e outros estudos, 2005. 
 A alteração na relação entre o governo português 
e o Brasil, mencionada no texto, pode ser notada, 
por exemplo, 
a) na redução dos impostos sobre a exportação do 
açúcar e do algodão, no reforço do sistema colo-
nial e na maior integração do território brasileiro. 
114 Ciências Humanas e suas Tecnologias
b) no estreitamento dos vínculos diplomáticos com 
os Estados Unidos, na instalação de um modelo 
federalista e na modernização dos portos. 
c) na ampliação do comércio com as colônias es-
panholas do Rio da Prata, na reurbanização do 
Rio de Janeiro e na redução do contingente do 
funcionalismo público. 
d) na abertura de estradas, na melhoria das comu-
nicações entre as capitanias e no maior apare-
lhamento militar e policial. 
e) no restabelecimento de laços comerciais com 
França e Inglaterra, na fundação de casas ban-
cárias e no aprimoramento da navegação de 
cabotagem. 
TEMA 2 BRASIL IMPÉRIO
1 No contexto da Independência do Brasil, os diri-
gentes políticos, atentos ao processo de fragmen-
tação dos Vice-Reinados da América espanhola 
em várias nações independentes, preocuparam-se 
com a manutenção da unidade política e territorial 
da ex-colônia portuguesa na América.
 As estratégias para manter a unidade política e 
territorial do Brasil, nesse contexto, foram:
 I. A criação do Poder Moderador, de atribuição 
exclusiva do imperador, possibilitando a dis-
solução da Assembleia Geral e a nomeação 
de cargos no poder judiciário.
 II. A instituição, na Constituição de 1824, do uni-
tarismo, restringindo as propostas de descen-
tralização da administração estatal.
 III. A repressão militar dos revoltosos da Con-
federação do Equador, da Farroupilha e da 
Balaiada, adeptos de propostas separatistas 
e/ou federalistas.
 IV. A flexibilização das relações escravistas para 
evitar movimentos de fragmentação, insufla-
dos por quilombolas e seguidores da Revolu-
ção do Haiti.
 Assinale a alternativa CORRETA. 
a) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
b) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
c) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
d) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
e) Todas as afirmativas são corretas. 
2 (Enem) 
 MOREAUX, F. R. Proclamação da Independência. 
Disponível em: . Acesso em: 14 jun. 2010.
 FERREZ, M. D. Pedro II. 
SCHWARCZ, L. M. As barbas do Imperador. D. Pedro II, 
um monarca nos trópicos. São Paulo: Cia. das Letras, 1998.
 As imagens, que retratam D. Pedro I e D. Pedro II, 
procuram transmitir determinadas representações 
políticas acerca dos dois monarcas e seus contex-
tos de atuação. A ideia que cada imagem evoca é, 
respectivamente 
a) Habilidade militar – riqueza pessoal. 
b) Liderança popular – estabilidade política. 
c) Instabilidade econômica – herança europeia. 
d) Isolamento político – centralização do poder. 
e) Nacionalismo exacerbado – inovação adminis-
trativa. 
3 (UFRGS-RS) Leia o segmento abaixo.
Nas primeiras décadas do século XIX, a re-
gião Centro-Sul consolidou-se como eixo político-
-econômico do Brasil.
 Considerando esse processo histórico, assinale a 
alternativa correta.
a) O desenvolvimento da produção açucareira 
em Cuba, desde fins do século XVIII, foi fator 
decisivo para a chamada “crise do açúcar” no 
Brasil e para o direcionamento da economia ao 
mercado internacional do café.
História do Brasil 115
b) O deslocamento do centro histórico-geográfico 
do Nordeste para a região Centro-Sul do Bra-
sil teve como principal consequência uma crise 
econômica, marcada pela diminuição drástica 
das exportações de café na primeira metade 
do século XIX.
c) A vinda da Família Real para o Brasil, em 1808, 
integrava o projeto de consolidação do Império 
português na América e foi motivada, sobretu-
do, pela ameaça de invasão francesa na Bahia.
d) A definição do Rio de Janeiro como centro polí-
tico do Brasil e a imposição de medidas proibi-
tivas do tráfico transatlântico de escravos tive-
ram como consequência a redução significativa 
de desembarques de africanos escravizados na 
região sudeste do Império.
e) A expansão napoleônica em Portugal teve pro-
fundas repercussões no Brasil, caracterizando 
um processo de distanciamento do império 
brasileiro em relação à cultura francesa, durante 
a primeira metade do século XIX.
4 (UPF-RS)
Era um sonho dantesco… o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros… estalar de açoite…
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar…
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!
ALVES, Castro. O Navio Negreiro. São Paulo: Global, 2016.
 Essa é uma parte do poema “O Navio Negreiro”, 
escrito em 1869 pelo poeta baiano Castro Alves. 
A lei Eusébio de Queiroz, que proibiu o tráfico 
negreiro para o Brasil, foi promulgada em 1850. 
Castro Alves, que apoiava a causa abolicionista, 
teria escrito esse poema 19 anos depois da referi-
da lei, com o objetivo de
a) impedir a revogação da lei que proibiu o tráfico 
transatlântico de negros africanos, como era o 
desejo de muitos traficantes que haviam perdi-
do seus lucrativos negócios.
b) abolir a escravidão, ao menos na região onde 
nasceu, a Bahia, que, no século XIX, era a prin-
cipal região escravista do Brasil.
c) persuadir intelectuais que eram seus contempo-
râneos a aderirem à causa abolicionista, como 
Joaquim Nabuco, Luís Gama e José do Patro-
cínio, reconhecidos escravocratas.
d) dramatizar em versos o sofrimento dos negros 
africanos no momento em que tiveram que sair 
de sua terra em direção ao Brasil, transportados 
nos porões dos navios negreiros, para contri-
buir assim com a luta pelo fim da escravidão.
e) apenas preservar a memória do sofrimento dos 
africanos que haviam sido escravizados, pois, 
em 1869, o Brasil já havia abolido a escravidão, 
sendo o último país do continente americano 
a acabar com a vergonhosa prática.
5 (Unesp-SP) 
Em nome do povo do Rio Grande, depus o 
governador Braga e entreguei o governo ao seu 
substituto legal Marciano Ribeiro.E em nome do 
Rio Grande do Sul eu lhe digo que nesta província 
extrema [...] não toleramos imposições humilhan-
tes, nem insultos de qualquer espécie. [...] O Rio 
Grande é a sentinela do Brasil, que olha vigilante 
para o Rio da Prata. Merece, pois, maior conside-
ração e respeito. Não pode e nem deve ser opri-
mido pelo despotismo. Exigimos que o governo 
imperial nos dê um governador de nossa confian-
ça, que olhe pelos nossos interesses, pelo nosso 
progresso, pela nossa dignidade, ou nos separare-
mos do centro e com a espada na mão saberemos 
morrer com honra, ou viver com liberdade.
Bento Gonçalves [carta ao Regente Feijó, setembro de 1835] 
apud Sandra Jatahy Pesavento. A Revolução Farroupilha, 1986.
 A Revolução Farroupilha foi um dos movimentos 
armados contrários ao poder central no Período 
Regencial brasileiro (1831-1840). O movimento dos 
Farrapos teve algumas particularidades, quando 
comparado aos demais. 
 Entre os motivos da Revolução Farroupilha, pode-
mos citar 
a) o desejo rio-grandense de maior autonomia 
política e econômica da província frente ao 
poder imperial, sediado no Rio de Janeiro. 
b) a incorporação, ao território brasileiro, da Pro-
víncia Cisplatina, que passou a concorrer com 
os gaúchos pelo controle do mercado interno 
do charque. 
c) a dificuldade de controle e vigilância da frontei-
ra sul do império, que representava constante 
ameaça de invasão espanhola e platina. 
d) a proteção do charque rio-grandense pela 
Corte, evitando a concorrência do charque 
estrangeiro e garantindo os baixos preços dos 
produtos locais. 
e) a destruição das lavouras gaúchas pelas guer-
ras de independência na região do Prata e a 
decorrente redução da produção agrícola no 
Sul do Brasil. 
116 Ciências Humanas e suas Tecnologias
6 (FGV-SP)
Documentos inéditos descobertos na Inglater-
ra relatam que, apenas 13 anos depois de procla-
mada a Independência, o governo brasileiro pediu 
auxílio militar às grandes potências da época – 
Inglaterra e França – para reprimir a Cabanagem 
[...] no Pará.
[...] Em 1835, o regente Diogo Antônio Feijó 
reuniu-se secretamente com os embaixadores da 
França e da Grã-Bretanha.
Durante a reunião, Feijó pediu ajuda militar, 
de 300 a 400 homens para cada um dos países, 
no intuito de ajudar o governo central brasileiro a 
acabar com a rebelião.
Luís Indriunas, Folha de S.Paulo, 13.10.1999.
 A partir das informações apresentadas pelos do-
cumentos encontrados, é correto afirmar que o 
período regencial 
a) foi marcado pela disputa política entre regres-
sistas e progressistas, que defendiam, respec-
tivamente, a escravidão e a imediata abolição 
da escravatura. 
b) pode ser considerado parte de um momento 
especial de construção do Estado nacional no 
Brasil, durante o qual a unidade territorial este-
ve em perigo. 
c) não apresentou grande preocupação por parte 
das autoridades regenciais e nem da aristocra-
cia rural, apesar das inúmeras rebeliões espa-
lhadas pelo país. 
d) teve como característica marcante a ampliação 
da participação popular por meio do voto uni-
versal e da criação do Conselho de Represen-
tantes das Províncias do Império. 
e) teve como momento mais importante a aprova-
ção do Ato Adicional de 1834, que estabeleceu 
medidas político-administrativas voltadas para 
a centralização política. 
7 (Uerj)
Quando chegar o feliz momento da abolição, 
não será devido nunca à inclinação sincera do povo 
ou do governo, a menos que venham a sofrer gran-
de mudança. Pois quase me aventuraria a dizer 
que não há dez pessoas em todo o Império que 
considerem esse comércio um crime ou o enca-
rem sob outro aspecto que não seja o de ganho 
e perda, de simples especulação mercantil, que 
deve continuar ou cessar conforme for vantajoso ou 
não. Acostumados a não fazer nada, os brasileiros 
em geral estão convencidos de que os escravos são 
necessários como animais de carga, sem os quais 
os brancos não poderiam viver.
HENRY CHAMBERLAIN, agente diplomático britânico, em 31/12/1823. 
Adaptado de SOUSA, O. T. Fatos e personagens em torno de um regime. 
Rio de Janeiro: José Olympio, 1960.
Após a emancipação política do Império do Brasil, 
o debate sobre o fim do tráfico intercontinental de 
escravos e da escravidão esteve em pauta, como 
abordado por Henry Chamberlain em 1823.
Naquele contexto, de acordo com o diplomata 
britânico, as resistências à abolição do tráfico e da 
escravidão estavam associadas à conjuntura de:
a) desqualificação do trabalho braçal.
b) vigência da sociedade burguesa.
c) instabilidade do regime jurídico.
d) decadência da estrutura agrária.
ANOTAÇÕES
História do Brasil 117
GABARITO HISTÓRIA DO BRASIL
ANOTAÇÕES
TEMA 1 BRASIL COLÔNIA
1 b
2 e
3 b
4 e
5 c
6 b
7 e
8 d
9 a
10 c
11 a
12 b
13 e
14 d
TEMA 2 BRASIL IMPÉRIO
1 c
2 b
3 a
4 d
5 a
6 b
7 a
118 Ciências Humanas e suas Tecnologias
TEMA 1 HISTÓRIA ANTIGA
1 (Famerp-SP)
Com esta civilização surge [...] uma vida eco-
nômica dominada pelo comércio marítimo. Tal 
traço lhe atribui uma originalidade precisa entre 
as civilizações orientais, às quais ela se liga por 
tantos laços. Isto era inevitável, numa ilha onde 
a natureza impunha ao homem condições de vida 
muito diversas das reinantes nos vales do Nilo e 
do Eufrates.
AYMARD, André; AUBOYER, Jeannine. O homem no 
 Oriente próximo. In: O Oriente e a Grécia Antiga, vol. 2, 1962.
 O excerto destaca a originalidade da civilização 
cretense, entre 2000 e 1400 a.C., em relação às so-
ciedades do Mediterrâneo Oriental e do Oriente 
Médio, caracterizadas 
a) pela alta produção de gêneros alimentícios com 
um mínimo de esforço individual.
b) pela inexistência de contatos comerciais com 
economias dos povos vizinhos.
c) pela divisão socialmente igualitária dos bens 
produzidos em grande escala.
d) pelo conhecimento dos segredos da escrita 
pela casta de produtores agrícolas.
e) pela presença do trabalho coletivo em regiões 
favoráveis à economia agrícola.
2 (Famema) Leia o excerto sobre a preparação dos 
rapazes na Grécia Antiga para exercer seu papel 
de cidadão e pai de família.
Dois tipos de iniciação persistiam nas épocas 
clássica e helenística em Atenas. A primeira, de 
origem mais arcaica, era a apresentação do adoles-
cente à 1fratria paterna, inicialmente em um sacri-
fício oferecido pelo pai aos deuses Zeus e Atena. 
A segunda, provavelmente estabelecida na época 
clássica, era o serviço militar, chamado efebia. Am-
bas tinham igual importância para os gregos do 
período, e era indispensável que o jovem passasse 
pelas duas.
(Maria Beatriz Florenzano. Nascer, viver e morrer na Grécia Antiga, 1996. 
Adaptado.)
1fratria: grupo de pessoas que acreditavam ter o mesmo ancestral.
De acordo com o excerto, tornar-se cidadão em 
Atenas dependia
a) da formação intelectual e do pertencimento às 
tropas da cidade.
b) da aceitação pelo grupo familiar e da prepara-
ção para a guerra.
c) do casamento dentro da linhagem e do auxílio 
militar ao Estado.
d) de pagamentos feitos aos sacerdotes e do com-
bate aos inimigos.
e) do reconhecimento pelas autoridades civis e da 
capacidade bélica.
3 (UFPR) Leia o trecho abaixo, escrito por Agostinho 
de Hipona (354-430) em 410, sobre a devastação 
de Roma:
Não, irmãos, não nego o que ocorreu em Roma. 
Coisas horríveis nos são anunciadas: devastação, in-
cêndios, rapinas, mortes e tormentos de homens. É 
verdade. Ouvimos muitos relatos, gememos e muito 
choramos por tudo isso, não podemos consolar-nos 
ante tantas desgraças que se abateram sobre a cidade.
Santo Agostinho. Sermão sobre a devastação de Roma. 
Tradução de Jean Lauand. Disponível em: . Acesso em: 11 ago. 2018.
 Considerando os conhecimentos sobre a história 
do Império Romano (27 a.C.-476 d.C.) e as informa-
ções do trecho acima, assinale a alternativa que 
situa o contexto histórico em que ocorreram os 
problemas relatados sobreSILVA, R. V. M. O português brasileiro e o português europeu contemporâneo: 
alguns aspectos da diferença. Disponível em: . 
Acesso em: 23 jun. 2008.
De acordo com as informações presentes no texto, 
os pontos de vista de Serafim da Silva Neto e de 
Paul Teyssier convergem em relação
a) à influência dos aspectos socioculturais nas 
diferenças dos falares entre indivíduos, pois 
ambos consideram que pessoas de mesmo 
nível sociocultural falam de forma semelhante.
b) à delimitação dialetal no Brasil assemelhar-se 
ao que ocorria na România Antiga, pois ambos 
consideram a variação linguística no Brasil 
como decorrente de aspectos geográficos.
c) à variação sociocultural entre brasileiros de 
diferentes regiões, pois ambos consideram 
o fator sociocultural de bastante peso na 
constituição das variedades linguísticas no 
Brasil.
d) à diversidade da língua portuguesa na Ro-
mânia Antiga, que até hoje continua a existir, 
manifestando-se nas variantes linguísticas do 
português atual no Brasil.
e) à existência de delimitações dialetais geográ-
ficas pouco marcadas no Brasil, embora cada 
um enfatize aspectos diferentes da questão.
2 (UFG-GO)
Ninguém aí do poder em Brasília manja de 
marxismo e semiologia. Fala-se na necessidade de 
eliminar a herança feagaceana (que, aliás, não é 
maldita, é sinistra), mas não da ruptura linguística 
com essa herança, ou seja, o PT reproduz a mesma 
linguagem feia e inestética do PSDB.
“Custo Brasil” é de matar! A “flexibilização la-
boral” designa desemprego. Carteira de trabalho é 
luxo. Se a polícia der uma blitz e pedir carteira de 
trabalho, 40 por cento da população vai em cana.
A linguagem revela a ideologia e governa os 
homens. Prova é que nunca até hoje existiu polí-
tico mudo. Ao contrário, político é falastrão, fala 
qualquer coisa, fala pelos cotovelos. Não é senão 
por isso que o enigmático ministro José Dirceu 
prestigia no Paraná o comediante Ratinho, cujo 
gogó midiático agrada aos ouvidos da plebe boça-
lizada que não frequentou os Cieps.
VASCONCELLOS, Gilberto F. O Richelieu do Ratinho e a herança 
linguística tucana. Caros Amigos. São Paulo: Casa Amarela, nº 61, 
jul. 2003, p. 17.
Considerando a variedade linguística do texto, 
tem-se que
a) o uso do verbo MANJAR, em “manja de mar-
xismo e semiologia”, denota apropriação de 
termo exclusivo de grupo social estigmatizado.
b) a expressão “herança feagaceana” é um em-
préstimo linguístico que significa o conjunto da 
política social empreendida pelo ex-presidente 
FHC.
c) a expressão EM CANA, em “40 por cento da 
população vai em cana”, é uma variedade re-
gional, empregada com sentido pejorativo.
d) a expressão “gogó midiático” é um exemplo de 
que o autor, no seu raciocínio, combina registro 
coloquial com registro formal.
e) a palavra “blitz” é um neologismo, consolida-
do no português, que integra o léxico ativo de 
segmentos sociais marginalizados.
3 (UFU-MG)
10 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
Disponível em: . Acesso em: 27 ago. 2018.
O último quadro da tirinha apresenta um uso pro-
nominal bastante comum na modalidade oral do 
português brasileiro, independentemente do grau 
de escolaridade, da região ou da classe social do 
falante.
Assinale a alternativa que apresenta o uso pro-
nominal equivalente à modalidade escrita e cujo 
registro seja formal.
a) Quais as chances de a senhora avaliar a ele com 
carinho e compreensão?
b) Quais as chances de a senhora avaliar-lhe com 
carinho e compreensão?
c) Quais as chances de a senhora lhe avaliar com 
carinho e compreensão?
d) Quais as chances de a senhora avaliá-lo com 
carinho e compreensão?
4 (Vunesp)
Tu amarás outras mulheres 
E tu me esquecerás! 
É tão cruel, mas é a vida. E no entretanto 
Alguma coisa em ti pertence-me! 
Em mim alguma coisa és tu. 
O lado espiritual do nosso amor 
Nos marcou para sempre. 
Oh, vem em pensamento nos meus braços! 
Que eu te afeiçoe e acaricie...
BANDEIRA, Manuel. A Vigília de Hero. In: O Ritmo Dissoluto. Poesia 
Completa e Prosa. 2ª ed. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1967, p. 224.
Se usasse a forma de tratamento VOCÊ para de-
signar a segunda pessoa, Manuel Bandeira deve-
ria mudar a flexão de alguns verbos. Esses verbos 
seriam, sem exceção, os seguintes:
a) Amar, ser (30. verso), marcar, afeiçoar.
b) Amar, esquecer, ser (50. verso), vir.
c) Ser (30. verso), pertencer, marcar, acariciar.
d) Ser (30. verso), pertencer, afeiçoar, acariciar.
e) Amar, pertencer, vir, afeiçoar, acariciar.
5 (FGV-SP)
 O primeiro passo para aprender a pensar, 
curiosamente, é aprender a observar. Só que isso, 
infelizmente, não é ensinado. Hoje nossos alunos 
são proibidos de observar o mundo, trancafiados 
que ficam numa sala de aula, estrategicamente 
colocada bem longe do dia e da realidade. Nos-
sas escolas nos obrigam a estudar mais os livros 
de antigamente do que a realidade que nos cerca. 
Observar, para muitos professores, significa ler o 
que os grandes intelectuais do passado observaram 
– gente como Rousseau, Platão ou Keynes. Só que 
esses grandes pensadores seriam os primeiros a 
dizer “esqueçam tudo o que escrevi”, se estivessem 
vivos. Na época não existia internet nem compu-
tadores, o mundo era totalmente diferente. Eles 
ficariam chocados se soubessem que nossos alunos 
são impedidos de observar o mundo que os cerca 
e obrigados a ler teoria escrita 200 ou 2000 anos 
atrás – o que leva os jovens de hoje a se sentir 
alienados, confusos e sem respostas coerentes para 
explicar a realidade.
 Não que eu seja contra livros, muito pelo con-
trário. Sou a favor de observar primeiro, ler depois. 
Os livros, se forem bons, confirmarão o que você 
já suspeitava. Ou porão tudo em ordem, de for-
ma esclarecedora. Existem livros antigos maravi-
lhosos, com fatos que não podem ser esquecidos, 
mas precisam ser dosados com o aprendizado da 
observação.
 Ensinar a observar deveria ser a tarefa nú-
mero 1 da educação. Quase metade das grandes 
descobertas científicas surgiu não da lógica, do 
raciocínio ou do uso de teoria, mas da simples ob-
servação, auxiliada talvez por novos instrumentos, 
como o telescópio, o microscópio, o tomógrafo, ou 
pelo uso de novos algoritmos matemáticos. Se você 
tem dificuldade de raciocínio, talvez seja porque 
não aprendeu a observar direito, e seu problema 
nada tem a ver com sua cabeça.
[...]
KANITZ, Stephen. Observar e pensar. Veja, 04 ago. 2004 (adaptado) 
Ou PORÃO tudo em ordem, de forma esclarece-
dora.
...e seu problema nada TEM a VER com sua ca-
beça.
Assinale a alternativa em que os verbos derivados 
de “pôr”, “ter” e “ver”, em destaque nas frases 
acima, estão corretamente conjugados.
a) Não aprovaríamos o orçamento, a menos que 
eles se dispusessem a negociar, que se detives-
sem na análise do assunto e revissem os custos.
b) Quando se propuserem a ajudar-nos, não se 
ativerem a detalhes e reverem sua atitude, ha-
verá acordo.
Gramática 11
12 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
c) Os que previram seu insucesso não se ateram 
ao potencial do rapaz; tampouco supuseram 
que ele resistiria.
d) Mantiveram a justiça porque recomporam os 
fatos e reviram as provas.
e) O contrato será renovado se preverem proble-
mas mas não se indisporem com os inquilinos 
e manterem a calma.
TEMA 2 SINTAGMA NOMINAL: 
CLASSES E FUNÇÕES
1 (EEAR-SP)
O lema da tropa
O destemido tenente, no seu primeiro dia 
como comandante de uma fração de tropa, ven-
do que alguns de seus combatentes apresentavam 
medo e angústia diante da barbárie da guerra, 
gritou, com firmeza, para inspirar seus homens a 
enfrentarem o grupamento inimigo que se apro-
ximava:
– Ou mato ou morro!
Ditas essas palavras, metade de seus homens 
fugiu para o mato e outra metade fugiu para o 
morro.
No texto acima, considerando os aspectos mor-
fológicos da Língua Portuguesa, a construção do 
humor se efetua, principalmente, pela
a) falta de capacidade linguística dos combatentes 
que, ao confundirem as palavras do tenente, no 
contexto, atribuíramRoma e a sua conse-
quência para o Império, entre os séculos IV e V.
a) Trata-se do contexto das invasões dos povos 
visigodos, sendo uma das causas do final do 
Império Romano do Oriente.
b) Trata-se do contexto dos saques de povos vân-
dalos, sendo uma das causas do final do Sacro 
Império Romano-Germânico.
c) Trata-se do contexto das pilhagens de povos 
ostrogodos, sendo uma das causas do final do 
Império Bizantino.
d) Trata-se do contexto das incorporações de po-
vos vikings, sendo uma das causas do final do 
Sacro Império Romano do Oriente.
e) Trata-se do contexto das invasões de povos 
bárbaros, sendo uma das causas do final do 
Império Romano do Ocidente.
HISTÓRIA GERAL
História Geral 119
4 (Vunesp) 
“Todos os caminhos levam a Roma”
Disponível em: . Acesso em: 26 out. 2018 (original colorido).
 A frase e o mapa fazem referência a uma característica marcante do Império Romano (30 a.C. a 476 d.C.).
 Assinale a alternativa que apresenta essa característica.
a) A grande extensão territorial do Império impediu a construção de qualquer sistema de ligação entre a 
capital e a periferia, fazendo com que somente a cidade de Roma dispusesse de estradas pavimentadas 
para a circulação de pessoas e bigas.
b) Em seu processo de expansão, o Império Romano fundou colônias nos cinco continentes e estabeleceu 
órgãos administrativos que, em escala reduzida, reproduziam a administração central e davam aos habi-
tantes de todas as partes a sensação de viver na própria capital, a cidade de Roma.
c) Diferentes pontos do Império Romano estavam ligados à capital, a cidade de Roma, e entre si por milha-
res de quilômetros de estradas pavimentadas, por onde circulavam, principalmente, os mensageiros do 
Império.
d) O processo de desintegração do Império Romano levou à construção de estradas que tinham o objetivo 
de facilitar a fuga dos habitantes da cidade de Roma, aterrorizados pela violência praticada pelos povos 
germânicos, que saquearam a cidade.
e) Devido à grande influência do catolicismo na formação do Império Romano, os habitantes da capital, a 
cidade de Roma, financiaram a pavimentação de milhares de quilômetros de estradas que eram utilizadas 
para a peregrinação à Terra Santa.
TEMA 2 HISTÓRIA MEDIEVAL
1 (UFPR)
Para muitos pesquisadores, é correto assinalar que durante a Idade Média foram os árabes, não os cristãos, 
os herdeiros e sucessores da ciência helênica, uma herança que fez com que toda a extensão dos seus domínios, 
da Espanha ao Afeganistão, o mundo muçulmano, fosse cenário de uma atividade intelectual intensa, não só 
em filosofia, mas também em matemática, astronomia e medicina. Nem sempre conhecida ou traduzida no 
Ocidente, essa produção está preservada em uma grande quantidade de manuscritos.
BISSIO, Beatriz. O mundo falava árabe. A civilização árabe-islâmica clássica através da obra de Ibn Khaldun e Ibn Battuta. 
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012, p. 36.
120 Ciências Humanas e suas Tecnologias
 Com base no texto anterior e nos conhecimentos 
sobre o mundo muçulmano na Idade Média, assi-
nale a alternativa correta.
a) Foi justamente em função do seu caráter reli-
gioso fragmentado que o mundo muçulmano e 
a sua civilização distinguiram-se mais vigorosa-
mente do Ocidente cristão, fortemente homo-
gêneo. A existência, no seio do Império Muçul-
mano, de numerosas tendências religiosas teve 
consequências consideráveis na produção de 
manuscritos.
b) Apesar da sua hegemonia nas ciências durante 
o período medieval, a civilização muçulmana 
era, afinal, um simples conjunto díspar de em-
préstimos culturais, o qual não conseguia refle-
tir o novo universalismo e a nova ordem social 
que se instaurou com o surgimento do Islã.
c) Durante esse período, cidades como Córdoba, 
Bagdá e Alexandria, entre outras, se tornaram 
centros de intercâmbio de conhecimentos. Tra-
tava-se de um circuito cosmopolita do qual a 
Europa, periférica e tragada por diversas crises 
religiosas, não participou.
d) A Idade Média foi um período caraterizado pelo 
domínio efetivo, militar e político, dos países 
muçulmanos sobre os países cristãos. Um domí-
nio caracterizado, entre outras coisas, pela pre-
sença hegemônica da língua árabe nos espaços 
comerciais, políticos e acadêmicos da Europa.
e) Existe consenso entre a maioria dos historiado-
res que estudam o período de que a emergên-
cia do horizonte renascentista deve muito ao 
trabalho dos sábios e acadêmicos muçulmanos, 
conhecidos pelo mundo cristão, sobretudo, 
através da Península Ibérica.
2 (UFPR) Leia o trecho abaixo, retirado de uma car-
ta escrita entre 830 e 840 pelo aristocrata franco 
Eginhardo, em favor de camponeses: 
Ao nosso mui querido amigo, o glorioso conde 
Hatton, Eginhardo, saudação eterna do Senhor. 
Um dos vossos servos, de nome Huno, veio à igreja 
dos santos mártires Marcelino e Pedro pedir mer-
cê* pela falta que cometeu contraindo casamento 
sem o vosso consentimento [...] Vimos, pois, solici-
tar a vossa bondade para que em nosso favor useis 
de indulgência em relação a este homem, se julgais 
que a sua falta pode ser perdoada. Desejo-vos boa 
saúde com a graça do Senhor.
Cartas de Eginhardo. Tradução de Ricardo da Costa. Extratos 
de documentos medievais sobre o campesinato (sécs. V-XV). 
Disponível em: . Acesso em: 11 ago. 2018.
*pedir mercê: pedir intercessão 
 No extrato citado, encontramos elementos da 
vida social e econômica do período medieval eu-
ropeu (Alta Idade Média). Esse documento insere-
-se em qual sistema social, político e econômico 
predominante nesse contexto?
a) Feudalismo, caracterizado pela ruralização da 
economia, pela relação senhorial entre nobres e 
servos e pela atuação social e política da Igreja 
Católica.
b) Mercantilismo, caracterizado pela urbanização 
da economia, pela relação senhorial entre no-
bres e camponeses e pela atuação social e po-
lítica da Igreja Protestante.
c) Socialismo, caracterizado pela ruralização da 
economia, pela relação remunerada entre no-
bres e servos e pela atuação cultural e política 
da Igreja Cristã.
d) Mercantilismo, caracterizado pela urbanização 
da economia, pela relação campesina entre no-
bres e vassalos e pela atuação social e política 
da Igreja Ortodoxa.
e) Feudalismo, caracterizado pela urbanização da 
economia, pela relação agrária entre o clero e 
os servos e pela atuação social e cultural da 
Igreja Cristã.
3 (Mack-SP)
O que se deve chamar de feudalismo ou ter-
mo correlato (modo de produção feudal, sociedade 
feudal, sistema feudal etc.) é o conjunto da forma-
ção social dominante no Ocidente da Idade Mé-
dia Central, com suas facetas política, econômica, 
ideológica, institucional, social, cultural, religiosa. 
Em suma, uma totalidade histórica, da qual o feu-
do foi apenas um elemento.
(Franco Júnior, Hilário. A Idade Média: Nascimento do Ocidente. 
São Paulo, Brasiliense, 2010, p. 88.)
 Entre os séculos IX e XIII, a Europa ocidental 
conheceu o auge do modo de produção feudal. 
Sobre o feudalismo, é incorreto afirmar que
a) foi resultado de uma lenta transformação, que 
teve início no final do Império Romano, passou 
pelas invasões germânicas e começou a estru-
turar-se após o período carolíngio.
b) em sua formação, apresenta tanto raízes roma-
nas (Vilas e Colonato) como raízes germânicas 
(Comitatus e Beneficium).
c) sua sociedade era composta por três camadas 
fixas, ou seja, de difícil mobilidade: os sacerdo-
tes, os guerreiros e os trabalhadores.
d) a Vassalagem, representada pela relação entre 
senhores feudais e seus servos, apresenta como 
principal característica a fidelidade do vassalo 
a seu suserano.
História Geral 121
e) os servos não eram trabalhadores livres, mas também não eram escravos. Estavam ligados à terra, não 
podendo ser retirados dela para serem vendidos.
4 (Unesp-SP)
Por muitíssimo tempo escreveu-sea história sem se preocupar com as mulheres. No século XII, assim 
como hoje, masculino e feminino não andam um sem o outro. As damas de Guînes e as damas de Ardres tive-
ram todas por marido um ás da guerra, senhor de uma fortaleza que seu mais remoto ancestral havia edificado.
DUBY, Georges. Damas do século XII: a lembrança 
das ancestrais, 1997 (adaptado).
 O texto trata de relações desenvolvidas num meio social específico, durante a Idade Média ocidental. Nele,
a) as mulheres passavam a maior parte de seu tempo nas igrejas, o que incluía o trabalho de orientação 
religiosa, e os homens atravessavam as noites em tabernas e restaurantes.
b) os homens controlavam os espaços públicos, o que incluía as ações militares, e as mulheres, confinadas ao 
espaço doméstico, eram associadas à maternidade e, ocasionalmente, à santidade.
c) os homens responsabilizavam-se pelos assuntos culturais, o que incluía a instrução dos filhos, e as mulheres 
dedicavam-se ao preparo das refeições cotidianas e, ocasionalmente, de banquetes.
d) as mulheres eram obrigadas a pagar impostos, o que incluía o dízimo, e os homens, livres de qualquer 
tributo, conseguiam acumular mais bens e, ocasionalmente, enriquecer.
e) os homens dedicavam-se ao comércio, o que incluía deslocamentos para regiões afastadas de casa, e as mu-
lheres incumbiam-se do trabalho nas lavouras e, ocasionalmente, na forja de metais.
5 (PUC-RS) A respeito do Renascimento Comercial e Urbano na Europa dos séculos XII e XIII, considere as 
afirmações a seguir.
 I. As cidades situavam-se no cruzamento de rotas comerciais ou à beira de rios, eram cercadas por muralhas, 
e o crescimento populacional provocava a ocupação de terrenos extramuros.
 II. O processo de expansão urbana estava ligado ao crescimento da produção agrícola e ao fortalecimento 
de rotas comerciais terrestres entre as cidades portuárias italianas, as feiras francesas e as cidades da 
região de Flandres.
 III. “O ar das cidades torna os homens livres” era um ditado do período, referindo-se ao costume de consi-
derar livre o servo que trabalhasse por determinado período de tempo no burgo.
 IV. A autonomia administrativa e jurídica das cidades era conquistada através do pagamento de franquias 
aos senhores feudais ou da compra de cartas de privilégios.
 Estão corretas as afirmativas
a) I e II, apenas.
b) III e IV, apenas.
c) I, II e III apenas.
d) I, II, III e IV.
6 (UFJF/Pism-MG) O mapa abaixo informa sobre rotas mercantis que conectavam Europa medieval, Ásia e 
África, entre os séculos XI e XII:
(Disponível em: . Acesso em: 31 jul. 2018.)
122 Ciências Humanas e suas Tecnologias
Considerando-se a natureza e a incidência das 
rotas indicadas no mapa, é possível concluir que:
a) a Idade Média foi um período marcado por uma 
economia rural, fechada e pautada pela ausên-
cia de trocas comerciais.
b) a possibilidade de oferta de produtos de luxo 
oriundos do norte da África e Ásia nas princi-
pais cortes europeias é posterior à expansão 
marítima do século XV.
c) cidades como Roma, Paris e Londres são cons-
truções modernas e representativas do estilo 
de vida contemporâneo, portanto, sem elos 
com o mundo pré-capitalista.
d) durante a Idade Média existia uma circulação 
de produtos e pessoas, o que favoreceu a for-
mação de redes mercantis que conectavam 
diversas cidades.
e) o Mar Mediterrâneo serviu, durante a Idade 
Média, como barreira geográfica natural, o que 
favoreceu o isolamento das diferentes regiões 
europeias.
7 (UFU-MG) Observe a imagem. 
Pintura medieval de 1411.
 Disponível em: .
 Essa pintura retrata um dos fatores que contribuí-
ram para a derrocada do sistema feudal na Europa 
Medieval.
 Sobre o contexto abordado, é correto afirmar que 
a rápida disseminação da peste negra decorreu 
em grande parte em função
a) da circulação de mercadorias na Europa total-
mente urbanizada.
b) do reforço do sistema servil, que debilitou ainda 
mais os camponeses.
c) da crença na ira divina, que dificultava a cura 
pela medicina.
d) do baixo nível nutricional e das precárias con-
dições sanitárias dos indivíduos.
 Leia o texto, analise a figura a seguir e responda à 
questão 8.
A Peste Negra, ou Morte Negra, era assim 
chamada porque no seu desenvolvimento provoca-
va hemorragias subcutâneas, que assumiam uma 
coloração escura no momento terminal da doen-
ça. A morte dava-se entre três e sete dias, depois 
de contraída a patologia, e levava de 75% a 100% 
dos acometidos. O agente causador da peste era 
transmitido pelo rato, por meio das pulgas, e sua 
penetração na pele humana causava uma adenite 
aguda, que recebia o nome de “bubão”, principal 
sintoma da doença. Daí também o nome de peste 
bubônica. 
SIMONI, K. De peste e literatura: imagens do Decameron de 
Giovanni Boccaccio. Anuário de Literatura Umbral. Disponível 
em: . Acesso em: 27 jun. 2017.
A dança macabra. Xilogravura italiana de 1486.
FRANCO JUNIOR, H. A Idade Média, nascimento do Ocidente. 
São Paulo: Brasiliense, 2006, p. 30.
8 (UEL-PR) A Peste Negra, que atingiu a Europa 
no séc. XIV, espalhou o pânico e transformou a 
maneira como se concebia a morte. A Dança Ma-
cabra, expressão artística surgida nesse período, 
representava temas fúnebres e sombrios, como a 
decrepitude dos corpos já em forma cadavérica 
ou esquelética. Ao chamar a atenção para a fra-
gilidade e a finitude da vida, sugeria que todos, 
independentemente de sua posição social, haviam 
de compartilhar o mesmo destino.
 Com base na figura, nos textos e nos conhecimen-
tos sobre a Baixa Idade Média, assinale a alterna-
tiva correta.
a) Em uma sociedade dividida em ordens, a Dan-
ça Macabra foi interpretada como uma crítica 
social que nivelava os estamentos em face do 
fenômeno da morte.
b) Na gravura, dois personagens são conduzidos 
por figuras macabras, revelando que, devido 
às péssimas condições de vida, os camponeses 
eram os que mais temiam a morte.
História Geral 123
c) Na maioria dos países, a epidemia de Peste Negra assolou burgos e castelos, mas preservou os campo-
neses do contágio, por estarem eles isolados no campo.
d) Por viverem nos mosteiros, os membros da Igreja foram poupados da Peste Negra, reforçando a imagem 
do clero como estamento de origem divina.
e) Devido ao grande número de vítimas da Peste Negra, a sociedade na Baixa Idade Média se tornou indi-
ferente à morte, entendendo-a apenas como uma passagem à vida eterna.
TEMA 3 HISTÓRIA MODERNA
1 (Famerp-SP)
A base comum das ideias mercantilistas consiste na atuação de dois novos fatores: os Estados modernos 
nacionais, ou seja, as monarquias absolutas, e os efeitos de toda ordem provocados pelas grandes navegações 
e descobrimentos sobre a vida das sociedades europeias.
(Francisco Falcon. Mercantilismo e transição, 1986. Adaptado.)
Os dois fatores mencionados no texto expressam-se, respectivamente,
a) no intervencionismo econômico dos Estados modernos e no aumento dos metais nobres entesourados.
b) na redução significativa do comércio interno europeu e na colonização da América e da África.
c) no desenvolvimento de teorias voltadas à defesa do livre comércio e na política de degredo de encarce-
rados.
d) na difusão das ideias sociais libertárias e no aperfeiçoamento dos instrumentos e das técnicas de nave-
gação.
e) no controle político burguês dos Estados modernos e no surgimento de órgãos regradores do comércio 
internacional.
2 (UFRGS-RS) Considere as imagens abaixo, em que é representada, de formas distintas, a crucificação de 
Cristo.
 
 A crucificação (Giotto, c. 1330) Trindade (Masaccio, c. 1427)
 A comparação entre as duas pinturas mostra uma transformação fundamental na história da arte do Ocidente, 
que teve no chamado Renascimento italiano do século XV um de seus momentos principais.
 Assinale a alternativa que apresenta aprincipal característica do Renascimento italiano.
a) O desaparecimento das representações de anjos, indicando o advento do racionalismo filosófico e o 
abandono da metafísica religiosa.
b) O aprimoramento do realismo estético na representação humana, afirmando o predomínio do humanismo 
em detrimento do antropocentrismo.
124 Ciências Humanas e suas Tecnologias
 Leia o texto para responder à questão 4.
Regimes que se dizem cristãos e que derivam 
sua autoridade de um determinado corpo de tex-
tos já variaram do reino feudal de Jerusalém aos 
shakers, do império dos tsares russos à República 
Holandesa, da Genebra de Calvino à Inglaterra 
georgiana. Em épocas distintas, a teologia cristã 
absorveu Aristóteles e Marx. Todos afirmavam 
provir dos ensinamentos de Cristo – embora em 
geral desagradando a outros cristãos igualmente 
convencidos de sua cristandade.
HOBSBAWM, Eric. Como mudar o mundo. Marx e o marxismo 
(1840-2011). São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 312.
4 (PUCC-SP) No texto de Eric Hobsbawm, há informa-
ções que nos fazem lembrar da Reforma Protestante, 
a qual pôs um fim no monopólio espiritual da Igreja 
Católica, oferecendo novas opções religiosas.
 Um dos efeitos do movimento, sobretudo a partir 
de Calvino, foi
a) a destruição da maioria das bibliotecas, restan-
do algumas pertencentes à Igreja Católica que 
serviam de base para os movimentos heréticos.
b) o estímulo ao desenvolvimento capitalista, na me-
dida em que criou uma ética favorável ao lucro, 
ao trabalho árduo e ao enriquecimento pessoal.
c) o fim das promoções eclesiásticas baseadas no 
critério da riqueza pessoal ou familiar dos sacer-
dotes, adquirida com a venda das indulgências.
d) a reafirmação da tese que defendia a salvação 
da alma pela fé e pelas boas obras, contrariando 
o dogma que determinava a salvação pela fé.
e) o incentivo ao surgimento de movimentos heré-
ticos contra a prática religiosa desenvolvida por 
seitas rurais que deram origem às Reformas.
5 (Famerp-SP)
[Maquiavel] elogia a República romana como 
tendo sido a mais perfeita forma de governo e um 
verdadeiro Estado unido pelo espírito público de 
seus cidadãos; no entanto, numa época como a 
sua, seria necessário um líder que utilizasse a 
força como princípio, tese que desenvolve em O 
Príncipe.
(Teresa Aline Pereira de Queiroz. O Renascimento, 1995.)
 A obra O Príncipe foi escrita por Maquiavel 
em 1513 e publicada em 1532. Nela, o pensador 
florentino
a) rejeita a noção de república, valorizando o prin-
cípio de participação política direta de todos 
os cidadãos.
b) defende a submissão do poder secular ao po-
der atemporal, reconhecendo a Igreja como o 
centro da vida política.
c) O desenvolvimento da teoria da perspectiva 
geométrica, marcada pelo princípio do “pon-
to de fuga”, que favorecia a representação em 
profundidade dos espaços.
d) A representação de colunas jônicas, mostran-
do que o interesse em relação à Antiguidade 
grega ocorreu apenas a partir do Quattrocento.
e) A interiorização da cena representada, assina-
lando o desinteresse da arte renascentista pe-
las paisagens da natureza.
3 (UFPR) Considere o excerto abaixo sobre o livro 
Utopia, do escritor inglês Thomas Morus (1478- 
-1535), lançado entre 1516 e 1518:
[...] Em sua obra Utopia, Morus descreve a 
vida numa ilha em formato de lua crescente, na 
qual tudo é dividido de maneira equânime entre 
as pessoas, onde não existe injustiça e violência e 
se vive confortavelmente. [...] na ilha de Utopia, 
o problema da exclusão social, tema candente de 
seu tempo, [...] seria resolvido de uma vez por to-
das. E de que maneira? Pela aplicação de todos ao 
trabalho [...].
LOPES, M. A. Uma História da ideia de utopia: o real e o 
imaginário no pensamento político de Thomas Morus. História: 
Questões & Debates, Curitiba, n. 40, 2004, p. 141-142.
 A partir do trecho acima e dos conhecimentos 
sobre o início da Idade Moderna (1453-1789), é 
correto afirmar que a obra de Morus pertenceu ao:
a) Iluminismo europeu e foi publicada no contexto 
do absolutismo inglês, em que o clero católico 
possuía privilégios, terras e metais preciosos, 
ao contrário da maioria da população.
b) Renascimento europeu e foi publicada no con-
texto do republicanismo inglês, em que os par-
lamentares possuíam terras, títulos de nobreza 
e isenção de impostos, ao contrário da maioria 
da população.
c) Arcadismo europeu e foi publicada no contexto 
do protecionismo inglês, em que o clero pro-
testante possuía terras, privilégios e perdão de 
dívidas, ao contrário da maioria da população.
d) Humanismo europeu e foi publicada no contex-
to do absolutismo inglês, em que a aristocracia 
possuía privilégios, terras e rendas, ao contrário 
da maioria da população.
e) Romantismo europeu e foi publicada no con-
texto de expansionismo inglês, em que a mo-
narquia possuía manufaturas, terras e ouro, ao 
contrário da maioria da população.
História Geral 125
concedidos, sobretudo, aos vice-reis e capitães-ge-
rais nascidos na Espanha. Com menor incidência, 
esta mercê régia também podia ser remuneração 
de serviços militares, de feitos na conquista, colo-
nização e fundação de cidades.
RAMINELLI, R. Nobreza e riqueza no Antigo Regime ibérico 
setecentista. Revista de História, n. 169, jul.-dez. 2013.
 Segundo o texto, as concessões da Coroa espa-
nhola visavam ao fortalecimento do seu poder na 
América ao
a) restringir os privilégios dos comerciantes.
b) reestruturar a organização das tropas.
c) reconhecer os opositores do regime.
d) facilitar a atuação dos magistrados.
e) fortalecer a lealdade dos súditos.
8 (UFU-MG)
A apaixonada crença no progresso que profes-
sava o típico pensador iluminista refletia os au-
mentos visíveis no conhecimento e na técnica, na 
riqueza, no bem-estar e na civilização que podia 
ver em toda a sua volta e que, com certa justiça, 
atribuía ao avanço de suas ideias. No começo do 
século, as bruxas ainda eram queimadas; no final, 
os governos do Iluminismo, como o austríaco, já 
tinham abolido não só a tortura judicial, mas tam-
bém a servidão.
HOBSBAWN, Eric. A Era das Revoluções: 1789-1848. 
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. p. 38.
Considerando-se o Movimento Iluminista, são ca-
racterísticas desse movimento, EXCETO
a) críticas ao mercantilismo e às instituições cen-
tralizadoras do absolutismo.
b) críticas ao monopólio comercial, pois este invia-
bilizaria o mercado autorregulado.
c) críticas ao questionamento, à investigação e à 
experiência como forma de conhecimento da 
natureza.
d) crença nos direitos naturais (à vida, à liberdade 
e à propriedade privada).
TEMA 4 HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA
1 (Enem-PPL)
A partir da segunda metade do século XVIII, 
com a primeira Revolução Industrial e o nasci-
mento do proletariado, cresceram as pressões por 
uma maior participação política, e a urbanização 
intensificou-se, recriando uma paisagem social 
muito distinta da que antes existia.
QUINTANEIRO, T.; BARBOSA, M. L. O.; OLIVEIRA, M. 
G. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim e Weber. Belo 
Horizonte: UFMG, 2002.
c) analisa experiências políticas do passado e do 
presente, propondo um modelo de atuação do 
governante.
d) celebra o princípio da experiência do indivíduo, 
identificando os conselhos dos anciãos como 
origem de todo poder.
e) questiona o militarismo da Roma Antiga, su-
gerindo aos governantes abandonar projetos 
imperiais e expansionistas.
6 (Mack-SP) Ao analisar o processo de conquista 
da América pelos espanhóis, o historiador Héctor 
Bruit afirmou:
O que mais chama a atenção em todo esse 
processo da conquista americana é a atitude dos 
indígenas em relação ao cristianismo. Documentos 
diversos atestam que os índios simulavam ser cris-
tãos por meio dos significados das formas, rituais e 
gestos da nova religião, mas no fundo a simulação 
lhes permitia encobrir suas crenças idólatras
BRUIT, Héctor Hernan. Bartolomé de las Casas e a simulação 
dos vencidos. Campinas/São Paulo: Editora da UNICAMP/
Iluminuras, 1995,p. 16.
 É correto afirmar, pela análise do excerto, que
a) a conquista militar dos espanhóis possibilitou a 
imposição do cristianismo no continente ame-
ricano. Por isso, tentativas de sobrevivência e 
ressignificação de símbolos religiosos, por par-
te dos indígenas, não surtiram efeito.
b) a conquista da América envolveu complexas re-
lações entre conquistadores e conquistados. 
Nessas relações, concepções religiosas, estra-
tégias de domínio e sobrevivência e ressignifi-
cação de símbolos se fizeram presentes.
c) as relações entre espanhóis e indígenas foram 
permeadas por conflitos e estranhamentos cul-
turais. Daí a necessidade europeia de impor o 
cristianismo aos nativos e, com isso, angariar 
fundos pecuniários à Igreja na América.
d) os conquistados, ao ressignificar símbolos cul-
turais dos conquistadores espanhóis, simula-
ram a sobrevivência de sua própria cultura. Daí 
a facilidade com que as populações nativas fo-
ram aculturadas durante a conquista.
e) os embates culturais foram constantes em todo 
o processo da conquista. Nesses embates, o 
consenso pela autodeterminação das popula-
ções indígenas ajuda a explicar o sucesso do 
empreendimento espanhol na América.
7 (Enem-PPL)
Embora a compra de cargos e títulos fosse bem 
difundida na América, muitos nobres, aí morado-
res, receberam títulos da monarquia devido a suas 
qualidades e serviços. Desde o século XVI, os tí-
tulos de marquês e conde (títulos de Castela) eram 
126 Ciências Humanas e suas Tecnologias
(Martin Tovar y Tovar. Assinatura da independência da Venezuela, 1876. 
 www.cervantesvirtual.com)
(Georgina de Albuquerque. Sessão do Conselho de Estado, 1922. 
www.museudeartedorio.org.br)
Nessas representações, pode-se observar
a) o caráter elitista dos movimentos emancipató-
rios.
b) a influência das ideias liberais vindas da Europa.
c) o uso de tropas coloniais com participação po-
pular.
d) o exemplo da independência norte-americana.
e) a negociação diplomática com as metrópoles.
4 (Mack-SP)
Em agosto de 1791, passados dois anos da 
Revolução Francesa e dos seus reflexos em São 
Domingos, os escravos se revoltaram. Em uma 
luta que se estendeu por doze anos, eles derrota-
ram, por sua vez, os brancos locais e os soldados 
da monarquia francesa. Debelaram também uma 
invasão espanhola, uma expedição britânica com 
algo em torno de sessenta mil homens e uma ex-
pedição francesa de semelhantes dimensões co-
mandada pelo cunhado de Bonaparte. A derrota 
da expedição de Bonaparte, em 1803, resultou no 
estabelecimento do Estado negro do Haiti, que 
permanece até os dias de hoje.
JAMES, C. L. R. Os jacobinos negros: Toussaint L’Ouverture e a 
revolução de São Domingos. São Paulo: Bomtempo, 2000, p. 15.
 As mudanças citadas foram conduzidas principal-
mente pelos seguintes atores sociais:
a) Burguesia e trabalhadores assalariados.
b) Igreja e corporações de ofício.
c) Realeza e comerciantes.
d) Campesinato e artesãos.
e) Nobreza e artífices.
2 (Uerj) 
Caricatura de Napoleão Bonaparte, 1814.
Disponível em: (adaptado).
 A derrota de Napoleão Bonaparte, em 1814-1815, 
foi registrada de diversas formas nas sociedades 
europeias. Na imagem, o imperador francês tenta 
devorar o globo terrestre, sendo atacado por uma 
águia, um dos símbolos do Império Russo.
 Dois impactos que as guerras napoleônicas exer-
ceram sobre as relações internacionais na Europa 
da época foram:
a) crise agrária e consolidação dos Estados repu-
blicanos.
b) concorrência industrial e retomada de domínios 
coloniais.
c) integração comercial e declínio de monarquias 
absolutistas.
d) expansionismo territorial e reorganização das 
fronteiras políticas.
3 (Famema) Observe as obras que representaram, 
posteriormente aos fatos, os processos de inde-
pendência da Venezuela e do Brasil.
História Geral 127
 Acerca da independência do Haiti e de seus reflexos em outras regiões da América, assinale a alternativa 
correta.
a) O movimento foi realizado sob a égide dos ideais liberais e nacionalistas, defendidos, por sua vez, pelo 
Iluminismo francês. Seu sucesso foi determinante para a realização de importantes transformações estru-
turais nas sociedades das novas nações latino-americanas.
b) Trata-se de uma articulação escrava que, sob influência direta dos interesses geopolíticos norte-americanos 
e dos ideais iluministas, colocou em xeque o controle francês sobre a ilha. Seu sucesso incentivou o sur-
gimento do movimento zapatista, em 1994.
c) Resultado de insatisfações sociais e políticas da população escrava, demonstrou a força popular no con-
texto do surgimento dos Estados nacionais na América Latina. Seu sucesso influenciou Simón Bolívar e 
San Martín a iniciarem as lutas pelas independências na América do Sul.
d) Apesar de seu sucesso, o movimento resultou na ascensão de governantes corruptos que, longe de re-
solverem as desigualdades sociais, contribuíram para a consolidação de grupos oligárquicos no poder. 
Esses aspectos determinaram o surgimento do caudilhismo no contexto da América Latina independente.
e) Foi a única revolta escrava bem-sucedida da história americana e as dificuldades que tiveram que superar 
coloca em evidência a magnitude dos interesses envolvidos. No Brasil, sua influência pôde ser sentida na 
articulação que levaria à Revolta dos Malês, em 1835. 
ANOTAÇÕES
128 Ciências Humanas e suas Tecnologias
ANOTAÇÕES
TEMA 1 HISTÓRIA ANTIGA
1 e
2 b
3 e
4 c
TEMA 2 HISTÓRIA MEDIEVAL
1 e
2 a
3 d
4 b
5 d
6 d
7 d
8 a
TEMA 3 HISTÓRIA MODERNA
1 a
2 c
3 d
4 b
5 c
6 b
7 e
8 c
TEMA 4 HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA
1 a
2 d
3 a
4 e
GABARITO HISTÓRIA GERAL
Geografia do Brasil 129
TEMA 1 DINÂMICA DA NATUREZA
1 (Fuvest-SP) A figura exemplifica o comportamento 
de povos indígenas que viveram no Brasil há 1 000 
anos. Eles construíam suas casas escavadas na ter-
ra, faziam fogueiras e manuseavam objetos. 
Escavações revelam hábitos de antigos povos que ocuparam o Sul do país. 
Folha de S.Paulo, 20 mar. 2016 (adaptado).
 Com base nos dados apresentados e em seus co-
nhecimentos, assinale a alternativa correta quanto 
à época geológica desses sítios arqueológicos, 
quanto ao elemento químico analisado coerente 
com as práticas humanas exemplificadas na figura 
e quanto ao método de datação.
a) Holoceno, silício e datação por quantificação 
de isótopos estáveis.
b) Jurássico, carbono e datação por decaimento 
radioativo de isótopos.
c) Holoceno, carbono e datação por decaimento 
radioativo de isótopos.
d) Jurássico, silício e datação por decaimento ra-
dioativo de isótopos.
e) Jurássico, carbono e datação por quantificação 
de isótopos estáveis.
2 (Fuvest-SP) A Litosfera é fragmentada em placas 
que deslizam, convergem e se separam umas em 
relação às outras à medida que se movimentam 
sobre a Astenosfera. Essa dinâmica compõe a Tec-
tônica de Placas, reconhecida inicialmente pelo 
cientista alemão Alfred Wegener, que elaborou 
a teoria da Deriva Continental no início do século 
XX, tal como demonstrado a seguir.
WEGENER, A. The Origin of Continents and Oceans, 1924 (adaptado).
 As bases da teoria de Wegener seguiram inúmeras 
evidências deixadas na superfície dos continentes 
ao longo do tempo geológico. Considerando as 
figuras e seus conhecimentos, indique o fator bá-
sico que influenciou o raciocínio de Wegener.
a) As repartições internas atuais dos continentes 
no Hemisfério Norte.
b) A continuidade dos sistemas fluviais entre Amé-
rica e África.
c) As ligações atuais entre os continentes no He-
misfério Sul.
d) A semelhança entre os contornos da costa sul-
-americana e africana.
e) A distribuição das águas constituindo um só 
oceano.
GEOGRAFIA DO BRASIL
130 Ciências Humanas e suas Tecnologias
3 (Albert Einstein)
(Revista Agroambiente On-line, vol. 5, nº 2, 2011. Adaptado.)
 A técnica apresentada na imagem permite
a) identificar o perfil topográfico a partir da rela-
ção entre as camadas dosolo.
b) explorar informações sobre o manto terrestre a 
partir do solo regional.
c) classificar o solo a partir da descrição de suas 
características morfológicas.
d) analisar o solo para estabelecer planos direto-
res sustentáveis em áreas urbanas.
e) intervir em profundidade no solo para corrigir 
excessos do intemperismo biológico. 
4 (Enem-PPL) 
LEINZ, V. Geologia geral. São Paulo: Editora Nacional, 1989 (adaptado).
 A causa da formação do curso-d’água encachoei-
rado, tal como ilustrado na imagem, é a
a) deposição de fragmentos rochosos.
b) circulação das águas em redemoinho.
c) quantidade de material sólido transportado.
d) escavação de caldeirões pelo turbilhonamento.
e) diferente resistência à erosão oferecida pelas 
rochas. 
5 (Fuvest-SP)
MASSAS DE AR QUE ATUAM 
NO TERRITÓRIO BRASILEIRO
M. E. Simielli. Geoatlas, 2010 (adaptado).
O Brasil possui um território extenso, com 92% 
pertencente à zona intertropical. As massas de ar 
que atuam em território brasileiro possuem influ-
ências oceânicas e continentais. Sobre as carac-
terísticas dessas massas de ar, é correto afirmar: 
a) W representa a Massa Equatorial Atlântica de 
ar quente e úmido, responsável pela grande 
umidade na Amazônia. 
b) Y indica a Massa Polar Atlântica, que se desloca 
a partir do sul em direção ao norte do território 
brasileiro e tem como característica a presen-
ça de ar frio, podendo atingir a região Centro-
-Oeste no inverno. 
c) Z indica a Massa Tropical Continental, que tem 
como característica a presença de ar quente e 
úmido, ocasionando alagamentos no Centro-
-Oeste no inverno. 
d) X indica a Massa Equatorial Continental de ar 
quente e seco, que atua no nordeste do litoral 
brasileiro. 
e) V representa a Massa Temperada Atlântica de ar 
frio e seco, que atua no sul do litoral brasileiro. 
Geografia do Brasil 131
6 (Enem) 
 Mínimas – Quinta-feira
 CPTEC/INPE 28/08/2014
Disponível em: . 
Acesso em: 25 ago. 2014 (aadaptado).
Umidade relativa do ar, por região do país, 
para o dia 28/08/2014
Regiões
Umidade relativa
(intervalo médio)
Norte 60 – 70%
Nordeste 90 – 100%
Centro-Oeste 55 – 65% 
Sudeste 65 – 75% 
Sul 90 – 70% 
No dia em que foram colhidos os dados meteo-
rológicos apresentados, qual fator climático foi 
determinante para explicar os índices de umidade 
relativa do ar nas regiões Nordeste e Sul? 
a) Altitude, que forma barreiras naturais. 
b) Vegetação, que afeta a incidência solar. 
c) Massas de ar, que provocam precipitações. 
d) Correntes marítimas, que atuam na troca de 
calor. 
e) Continentalidade, que influencia na amplitude 
da temperatura. 
7 (Aman-RJ) Na Serra do Mar, na região Sudeste 
do Brasil, durante o verão, ocorrem deslizamen-
tos de terra, causando prejuízos e perdas huma-
nas. Esses deslizamentos, em grande medida, são 
desencadeados por intensas chuvas __________, 
que decorrem do movimento ascensional força-
do da umidade oceânica, oriunda da massa de ar 
__________, pelas escarpas litorâneas.
Ao atingir elevadas altitudes, essa massa de ar 
perde temperatura, provocando condensação do 
vapor e consequente precipitação.
Assinale a alternativa cujos termos completam 
correta e respectivamente as lacunas: 
a) orográficas – Tropical atlântica 
b) frontais – Polar atlântica 
c) convectivas – Equatorial atlântica 
d) orográficas – Polar atlântica 
e) frontais – Tropical atlântica 
8 (UPF-RS) Com base nos climogramas 1, 2 e 3 e nos 
seus conhecimentos sobre a classificação climáti-
ca segundo Strahler no Brasil, analise as afirmati-
vas que seguem. 
Fonte: Terra; Araujo; Guimarães. Conexões. Ed. Moderna. 2008. p. 250.
 I. O climograma 1 é típico do clima litorâneo 
úmido e é fortemente influenciado pela massa 
tropical atlântica (mTa).
 II. O climograma 2 é típico das áreas com lati-
tudes mais altas do território brasileiro. Tem 
estações bem definidas e sem influência de 
massas de ar carregadas de umidade.
 III. O climograma 3 é típico do clima tropical e 
predomina na maior parte do território bra-
sileiro. A amplitude térmica anual é baixa e a 
principal massa de ar que predomina na re-
gião é a tropical continental (mTc).
132 Ciências Humanas e suas Tecnologias
É correto o que se afirma em 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) I e II, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) I, II e III. 
9 (Unicamp-SP) 
Fonte: . 
Acesso em: 21 ago. 2017.
O climograma acima refere-se a uma região 
a) subtropical, onde as temperaturas mais altas estão concentradas no verão e as precipitações estão 
concentradas no outono. 
b) polar, onde as temperaturas mais baixas estão concentradas no inverno e as precipitações estão 
bem distribuídas ao longo do ano. 
c) tropical, onde as altas temperaturas estão bem distribuídas ao longo de todo o ano e as precipitações 
estão concentradas no verão. 
d) temperada, onde as temperaturas médias mantêm-se ao longo de todo o ano e as precipitações estão 
concentradas no inverno. 
10 (Fuvest-SP) A curva de temperatura do ar ilustrada na figura caracteriza um fenômeno meteorológico que é 
mais frequente no outono e no inverno. Em ambientes urbanos com elevado número de indústrias e polui-
ção veicular, esse fenômeno pode ocasionar quadros de elevadas concentrações de poluentes, provocando 
problemas à saúde da população e danos à fauna e à flora. 
CETESB. Disponível em: . Acesso em: 17 maio 2019.
 O texto e a ilustração apresentados referem-se
a) à camada de ozônio.
b) à inversão térmica.
c) ao efeito estufa natural.
d) à chuva ácida.
e) ao smog fotoquímico.
Geografia do Brasil 133
11 (FCMSCSP) A imagem representa uma vegetação característica do Cerrado.
(https://arvoresertecnologico.tumblr.com, 25.04.2019. Adaptado.)
 Essa formação corresponde às
a) savanas.
b) estepes.
c) campinaranas.
d) veredas.
e) restingas.
TEMA 2 ESPAÇO GEOGRÁFICO
1 (Falbe-SP) Os mapas a seguir apresentam as duas divisões regionais utilizadas pelo Brasil, a Divisão Regional 
do IBGE e a Divisão em Complexos Regionais Brasileiros.
 DIVISÃO REGIONAL (IBGE)
Fonte: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/�chaTecnicaAula.html?aula=32399. Acessp e, 05/05/2017
Fonte: . Acesso em: 5 maio 2017.
134 Ciências Humanas e suas Tecnologias
OS TRÊS COMPLEXOS REGIONAIS BRASILEIROS
Fonte: . Acesso em: 5 maio 2017.
Sobre essas duas regionalizações podemos afir-
mar que: 
a) A divisão em Complexos Regionais tem como 
critério os limites político-administrativos que 
coincidem os limites entre os estados. Não leva 
em conta questões de ordem socioeconômica. 
b) A divisão em Grandes Regiões parte inicialmen-
te do conceito de região geográfica, pois esse 
conceito era tido como aquele que teria menos 
influência do papel da sociedade na construção 
do espaço geográfico. 
c) A divisão em Grandes Regiões parte do con-
ceito de região homogênea, pois assim pode-
ria agrupar áreas semelhantes em torno de um 
mesmo critério. Assim, seria possível propor 
uma análise de caráter regional para o planeja-
mento urbano. 
d) A divisão em Complexos Regionais parte de cri-
térios como o processo de formação histórico 
e econômico do Brasil, associado à moderni-
zação brasileira, por meio de suas atividades 
produtivas. 
2 (Enem)
Em 1967, o geógrafo brasileiro Pedro Pinchas 
Geiger propôs uma divisão regional do país em 
regiões geoeconômicas ou complexos regionais. 
Essa divisão baseia-se no processo histórico de 
formação do território brasileiro, levando em con-
ta, especialmente, os efeitos da industrialização. 
Dessa forma, busca-se refletir a realidade do país 
e compreender seus mais profundos contrastes.
Disponível em: .Acesso em: 23 ago. 2012 (adaptado).
A divisão em regiões geoeconômicas ou complexos 
regionais encontra-se na seguinte representação: 
a) 
b) 
c) 
d) 
e) 
Geografia do Brasil 135
3 (Enem-PPL)
 Figura 1 
Disponível em: . 
Acesso em: 2 out. 2015 (adaptado).
 Figura 2 
Disponível em: . 
Acesso em: 2 out. 2015.
 No planejamento das ações governamentais, a 
segunda forma de regionalização apresenta a 
vantagem de
a) respeitar a divisão político-administrativa.
b) reconhecer as desigualdades sociais.
c) considerar as identidades culturais.
d) valorizar a dinâmica econômica.
e) incorporar os critérios naturais.
TEMA 3 EXPLORAÇÃO DOS 
RECURSOS NATURAIS
1 (Unicamp-SP) Apesar da queda de preço que vêm 
sofrendo nos últimos anos, algumas commodities 
minerais continuam sendo importante fonte para a 
pauta de exportações do Brasil. Na figura a seguir, 
observamos vias de escoamento (os corredores 
de exportação) da Amazônia Oriental, partindo 
de três municípios paraenses: Oriximiná, Paraua-
pebas e Ipixuna do Pará.
Adaptado de M. de A. Monteiro; M. C. N. Coelho; E. J. da S. Barbosa.
Fronteira, corredores de exportação e rede urbana na Amazônia Oriental. 
Revista GEOgraphia, Rio de Janeiro, v. 13, n. 26, p. 47, 2011.
Identifique o produto extraído em cada um dos 
municípios e a via de escoamento correspondente: 
a) cobre, corredor baixo Amazonas; bauxita, corre-
dor Carajás; ferro, corredor do vale do rio Capim. 
b) bauxita, corredor baixo Amazonas; ferro, corredor 
Carajás; caulim, corredor do vale do rio Capim.
c) carvão mineral, corredor Carajás-Tocantins; 
caulim, corredor do vale do rio Capim; bauxita, 
corredor baixo Amazonas. 
d) ferro, corredor Carajás; bauxita, corredor baixo 
Amazonas; cobre, corredor do vale do rio Capim. 
2 (EsPCEx-SP) O Brasil possui destaque mundial 
na exportação de minérios. Os minérios de ferro, 
manganês e a bauxita, importantes matérias-pri-
mas para as indústrias siderúrgicas e metalúrgicas, 
estão entre as principais commodities do país. A 
seguir estão numeradas no mapa algumas das 
mais importantes áreas de extração mineral no 
Brasil. Assinale a alternativa que expressa a cor-
reta relação entre o minério e a sua localização no 
território brasileiro. 
136 Ciências Humanas e suas Tecnologias
4 (FCMSCSP) Os gráficos apresentam valores váli-
dos para o Brasil em 2017.
GRÁFICO 1
(http://epe.gov.br. Adaptado.)
 Os valores observados correspondem, respecti-
vamente,
a) à matriz energética e à energia final.
b) à energia final e à energia primária.
c) à energia primária e à matriz energética.
d) à matriz elétrica e à matriz energética.
e) à matriz energética e à matriz elétrica.
GRÁFICO 2
Carvão
4,1%Solar e eólica
6,9%
Petróleo e 
derivados
2,5%
Nuclear
2,6%
Gás 
 natural
10,5%
Hidráulica
65,2%
Biomassa
8,2%
Lixívia e outras 
renováveis 
5,9% Carvão
5,7%
Outras não 
renováveis
0,6%
Lenha e 
carvão vegetal
8,0%
Petróleo e 
derivados
36,4%
Derivados 
da cana
17,0%
Hidráulica
12,0% Gás 
 natural
13,0%Nuclear
1,4%
a) A área 1 refere-se à extração de ferro no Qua-
drilátero Ferrífero.
b) Na área 2 situa-se uma das maiores reservas de 
manganês do mundo, no Maciço de Urucum.
c) Na área 3 destacam-se as imensas reservas de 
bauxita.
d) Na área 4 situam-se as maiores jazidas de ferro 
do mundo, na Serra de Carajás.
e) A área 5 refere-se ao Vale do Aço, no Planalto 
das Guianas, principal área produtora de man-
ganês no País.
3 (Unesp-SP) A construção da Usina Hidrelétrica de 
Itaipu durante os anos 1970 e 1980
a) contribuiu para a queda do regime cívico-mili-
tar brasileiro, depois que a imprensa denunciou 
grandes desvios de verbas da obra.
b) assegurou a autonomia energética definitiva de 
Argentina e Paraguai, países que participaram 
do projeto e se beneficiaram com sua execu-
ção.
c) permitiu o restabelecimento das relações di-
plomáticas entre Argentina, Brasil e Paraguai, 
rompidas desde a Guerra do Paraguai.
d) proporcionou a consolidação das hegemonias 
argentina e brasileira no comércio e no controle 
político da região do Rio da Prata.
e) foi uma iniciativa conjunta dos governos mili-
tares do Brasil e do Paraguai, que teve forte 
impacto geoestratégico na região do Rio da 
Prata.
ANOTAÇÕES
Geografia do Brasil 137
TEMA 1 DINÂMICA DA NATUREZA
1 c
2 d
3 c
4 e
5 b
6 c
7 a
8 a
9 c
10 b
11 d
TEMA 2 ESPAÇO GEOGRÁFICO
1 d
2 b
3 a
TEMA 3 EXPLORAÇÃO DOS 
RECURSOS NATURAIS
1 b
2 b
3 e
4 d
ANOTAÇÕES
GABARITO GEOGRAFIA DO BRASIL
138 Ciências Humanas e suas Tecnologias
GEOGRAFIA GERAL
TEMA 1 REPRESENTAÇÕES ESPACIAIS 
E CARTOGRÁFICAS
1 (Unicamp-SP) As coordenadas geográficas são 
um sistema de linhas imaginárias traçadas sobre 
o globo terrestre ou um mapa. Através da interse-
ção de um meridiano com um paralelo, podemos 
localizar cada ponto da superfície da Terra. Como 
a Terra apresenta uma superfície quase esférica, é 
possível determinar dois pontos diametralmente 
opostos, denominados antípodas. Apenas algu-
mas cidades brasileiras têm uma cidade antípoda, 
como Coari (AM) e Pontes e Lacerda (MT). Assina-
le a alternativa que indica duas cidades antípodas.
a) Pontes e Lacerda (Brasil) – 15º latitude S e 60º 
longitude W; Candelária (Filipinas) – 15º latitude 
N e 60º longitude E.
b) Coari (Brasil) – 4º latitude S e 63° longitude W; Te-
mon (Malásia) – 4º latitude N e 63º longitude E.
c) Coari (Brasil) – 4º latitude S e 63° longitude W; Te-
mon (Malásia) – 4º latitude N e 117º longitude E.
d) Pontes e Lacerda (Brasil) – 15º latitude S e 60º 
longitude W; Candelária (Filipinas) – 75º latitude 
N e 120º longitude E.
2 (Unesp-SP) Analise os mapas temáticos hipotéti-
cos.
(Marcello Martinelli. Mapas, gráficos e redes, 2014.)
 Considerando os métodos de representação da 
cartografia temática, pode-se afirmar que o mapa 
temático
a) 2 apresenta relações de proporcionalidade en-
tre os lugares.
b) 3 apresenta relações de ordem entre os luga-
res.
c) 3 apresenta relações de diversidade entre os 
lugares.
d) 1 apresenta relações de proporcionalidade en-
tre os lugares.
e) 2 apresenta relações de ordem entre os luga-
res.
3 (Enem)
Anamorfose é a transformação cartográfica 
espacial em que a forma dos objetos é distorcida, 
de forma a realçar o tema. A área das unidades 
espaciais às quais o tema se refere é alterada de 
forma proporcional ao respectivo valor.
GASPAR, A. J. Dicionário de ciências cartográficas. Lisboa: Lidel, 2004.
 A técnica descrita foi aplicada na seguinte forma 
de representação do espaço: 
a)
b)
Geografia Geral 139
c)
d)
e)
4 (EsPCEx-SP) Observe o esquema topográfico a 
seguir: 
Disponível em: . Carta Topográfica Folha SF.22-C-II-4.
 A partir da análise e interpretação do esquema, é 
correto afirmar:
 I. A porção norte é a mais favorável ao emprego 
da mecanização agrícola.
 II. As menores altitudes estão localizadas na por-
ção nordeste do esquema.
 III. As encostas mais íngremes e, portanto, mais 
sujeitas aos processos erosivos são observadas 
à margem esquerda do rio.
 IV. A jusante do rio encontra-se na direção oeste 
do esquema.
 V. A distância real entre os pontos X e Y traçados 
no esquema é de 15 km.
 Assinale a alternativa em que todas as afirmativas 
estão corretas.
a) I, II e III.
b) I, II e V.
c) I, III e IV.
d) II, IV e V.
e) III, IV e V.
5 (Unicamp-SP) Dois amigos planejaram assistir à 
abertura da Copa do Mundo em Moscou. Eles 
partiram no dia 10 de junho de 2018 do Aeroporto 
Presidente Juscelino Kubitschek (Brasília), situado 
a 45° de longitude Oeste, às 16 horas, com destino 
ao Aeroporto de Heathrow (Londres), situado a 0° 
de longitude. O voo teve duração de 10 horas. Os 
dois amigos esperaram portrês horas para parti-
rem em direção ao Aeroporto Internacional Do-
modedovo (Moscou), situado a 60º de longitude 
Leste, e o segundo voo durou quatro horas. 
 Com base nessas informações e considerando 
que o continente europeu adota, neste período 
do ano, o horário de verão, que adianta os relógios 
em uma hora, indique o dia e a hora em que os 
dois amigos chegaram ao Aeroporto Internacional 
Domodedovo em Moscou.
a) 11 de junho, às 13 horas.
b) 11 de junho, às 16 horas.
c) 11 de junho, às 17 horas.
d) 10 de junho, às 16 horas.
140 Ciências Humanas e suas Tecnologias
TEMA 2 DINÂMICA DA NATUREZA
1 (Fuvest-SP) No planeta Terra, há processos esculto-
res, tais como a ação do gelo, o intemperismo e a 
ação do vento. A atuação de tais processos pode ser 
representada em gráficos elaborados segundo va-
riações médias de temperatura e precipitação anual. 
Considere as características do deserto do Saara, da 
Antártida e de uma floresta tropical e identifique o 
gráfico em que estão corretamente localizados. 
a)
b)
c) 
d)
e)
2 (Unicamp-SP) Moçambique foi atingido por três 
ciclones tropicais entre março e abril de 2019. Ci-
clone tropical é um termo geral para grandes e 
complexas tempestades que giram em torno de 
uma área de baixa pressão formada em águas 
oceânicas tropicais ou subtropicais quentes. A 
formação de um ciclone tropical requer enormes 
quantidades de calor na superfície da água, que 
devem atingir no mínimo 26,5 ºC, e ventos de pelo 
menos 119 km/h em algum ponto da tempestade. 
A partir do exposto, assinale a alternativa que ex-
plica a gênese dos ciclones tropicais na costa de 
Moçambique.
a) A corrente marítima das Agulhas foi responsá-
vel pelo deslocamento das águas superficiais 
aquecidas para áreas de baixa pressão situadas 
no canal de Moçambique.
b) O clima semiárido e desértico no litoral de Mo-
çambique faz com que as águas de sua costa 
estejam sempre aquecidas, favorecendo assim 
a formação dos ciclones.
c) Os ciclones que atingem o litoral de Moçambi-
que têm origem no encontro das águas quentes 
do Oceano Atlântico com o Oceano Índico, no 
cabo da Boa Esperança.
d) A corrente marítima de Benguela foi responsá-
vel pelo deslocamento das águas aquecidas do 
Oceano Índico para o canal que separa Moçam-
bique de Madagascar.
3 (Fuvest-SP)
Se muita gente hoje enxerga a Terra como um 
sistema dinâmico de conexões entre atmosfera, 
águas, rochas e biodiversidade, isso se deve, em 
larga medida, a Alexander von Humboldt (1769-
1859). O vulcão Chimborazo (6.268 m de altitu-
de), no atual Equador, foi utilizado por Humboldt 
como exemplo para apresentar com clareza, pela 
primeira vez, como cada faixa altitudinal em 
regiões montanhosas é um microcosmo de climas 
e biodiversidade.
Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/. Adaptado.
Geografia Geral 141
Representação esquemática do vulcão 
Chimborazo
Disponível em https://www.pinterest.com/. Adaptado. 2019.
 Considerando a relação entre vegetação e altitu-
de, da base até o topo das zonas do vulcão repre-
sentado, é possível obter a sequência:
a) Floresta Temperada, Floresta de Coníferas, 
Floresta Tropical, Exposição de Rocha, Tundra, 
Neve e Gelo.
b) Floresta Temperada, Floresta Tropical, Flores-
ta de Coníferas, Exposição de Rocha, Tundra, 
Neve e Gelo.
c) Floresta Tropical, Floresta de Coníferas, Flo-
resta Temperada, Tundra, Exposição de Rocha, 
Neve e Gelo.
d) Floresta Tropical, Floresta Temperada, Flores-
ta de Coníferas, Tundra, Exposição de Rocha, 
Neve e Gelo.
e) Floresta Tropical, Floresta de Coníferas, Tundra, 
Floresta Temperada, Exposição de Rocha, Neve 
e Gelo.
4 (Unicamp-SP) A figura a seguir retrata a variação 
latitudinal dos padrões espaciais de distribuição 
dos principais biomas terrestres. 
PETERSEN, James F.; SACK, Dorothy; GLABLER, Robert E. Fundamentos 
de Geografia Física. São Paulo: Cengage, 2015. p. 158.
 Considere a figura anterior e assinale a alternativa 
correta.
a) As florestas têm um aumento na diversidade de 
suas espécies à medida que a precipitação au-
menta e as temperaturas apresentam declínio.
b) Os desertos e as savanas ocorrem em todos os 
continentes, em áreas com temperaturas eleva-
das e baixo volume de precipitação.
c) A taiga apresenta espécies arbóreas de maior 
porte em razão da umidade proveniente das 
baixas pressões de médias latitudes do Hemis-
fério Norte.
d) As savanas e as florestas de monções depen-
dem da sazonalidade climática: invernos frios e 
chuvosos, verões quentes e secos.
5 (Enem-PPL)
Os antigos filósofos, observando o grande vo-
lume de água de rios como o Nilo, Reno e outros, 
imaginavam que as chuvas eram insuficientes para 
alimentar tão consideráveis massas de água. Foi no 
século XVIII que Pierre Pernault mediu a quan-
tidade de chuva durante três anos na cabeceira 
do rio Sena. Também mediu o volume de água do 
referido rio e chegou à conclusão de que apenas a 
sexta parte se escoava e o restante era evaporado.
LEINZ, V. Geologia geral. São Paulo: Editora Nacional, 1989 (adaptado).
 A investigação feita por Pierre Pernault contribuiu 
diretamente para a explicação científica sobre
a) intemperismo químico.
b) rede de drenagem.
c) degelo de altitude.
d) erosão pluvial.
e) ciclo hidrológico.
TEMA 3 GLOBALIZAÇÃO
1 (Unesp-SP)
O advento de chefes de Estado-empresa marca 
uma transição sistêmica entre o enfraquecimento 
do Estado-nação e o fortalecimento da corporação 
apoiada em sua racionalidade técnico-econômica e 
gerencial. Essa transferência leva, por um lado, ao 
esvaziamento do Estado, reduzido à administração 
e à gestão, e, de outro, à politização da empresa, 
que expande sua esfera de poder muito além de sua 
atividade tradicional de produção. A corporação 
tende a se tornar o novo poder político-cultural.
(Pierre Musso. “Na era do Estado-empresa”. http://diplomatique.org.br, 
30.04.2019. Adaptado.)
142 Ciências Humanas e suas Tecnologias
 Coerentes com o neoliberalismo, as propostas do 
Estado-empresa convergem para
a) a apropriação das forças produtivas pelo Esta-
do e a defesa da igualdade social.
b) o pluralismo democrático e a redistribuição de 
renda por programas de assistência social.
c) a regulamentação da força de trabalho e a de-
fesa da produção flexível.
d) o protecionismo econômico e a implantação de 
políticas fiscais contra a inflação.
e) a adoção de privatizações e a mínima interven-
ção do Estado na economia.
2 (Enem)
Texto I
As fronteiras, ao mesmo tempo que se sepa-
ram, unem e articulam, por elas passando discur-
sos de legitimação da ordem social tanto quanto 
do conflito.
CUNHA, L. Terras lusitanas e gentes dos brasis: a nação e o seu retrato 
literário. Revista Ciências Sociais, n. 2, 2009.
Texto II
As últimas barreiras ao livre movimento do 
dinheiro e das mercadorias e informação que ren-
dem dinheiro andam de mãos dadas com a pressão 
para cavar novos fossos e erigir novas muralhas que 
barrem o movimento daqueles que em consequên-
cia perdem, física ou espiritualmente, suas raízes.
BAUMAN, Z. Globalização: as consequências humanas. 
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.
 A ressignificação contemporânea da ideia de fron-
teira compreende a
a) liberação da circulação de pessoas.
b) preponderância dos limites naturais.
c) supressão dos obstáculos aduaneiros.
d) desvalorização da noção de nacionalismo.
e) seletividade dos mecanismos segregadores.
3 (Enem)
Os portos sempre foram respostas ao comércio 
praticado em grande volume, que se dá via marí-
tima, lacustre e fluvial, e sofreram adaptações, ou 
modernizações, de acordo com um conjunto de 
fatores que vão desde a sua localização privilegiada 
frente a extensas hinterlândias, passando por sua 
conectividade com modernas redes de transpor-
tes que garantam acessibilidade, associados, no 
atual momento, à tecnologia, que o transformam 
em pontas de lança de uma economia globalizada 
que comprime o tempo em nome da produtividadee da competitividade.
ROCHA NETO, J. M.; CRAVIDÃO, F. D. 
Portos no contexto do meio técnico. 
Mercator, n. 2, maio-ago, 2014 (adaptado).
 Uma mudança que permitiu aos portos adequa-
rem-se às novas necessidades comerciais aponta-
das no texto foi a
a) intensificação do uso de contêineres.
b) compactação das áreas de estocagem.
c) burocratização dos serviços de alfândega.
d) redução da profundidade dos atracadouros.
e) superação da especialização dos cargueiros.
4 (Enem)
Em Beirute, no Líbano, quando perguntado 
sobre onde se encontram os refugiados sírios, a 
resposta do homem é imediata: “em todos os luga-
res e em lugar nenhum”. Andando ao acaso, não é 
raro ver, sob um prédio ou num canto de calçada, 
ao abrigo do vento, uma família refugiada em volta 
de uma refeição frugal posta sobre jornais como 
se fossem guardanapos. Também se vê de vez em 
quando uma tenda com a sigla ACNUR (Alto Co-
missariado das Nações Unidas para Refugiados), 
erguida em um dos raros terrenos vagos da capital.
JABER, H. Quem realmente acolhe os refugiados? 
Le Monde Diplomatique Brasil. out. 2015 (adaptado).
 O cenário descrito aponta para uma crise huma-
nitária que é explicada pelo processo de
a) migração massiva de pessoas atingidas por ca-
tástrofe natural.
b) hibridização cultural de grupos caracterizados 
por homogeneidade social.
c) desmobilização voluntária de militantes coop-
tados por seitas extremistas.
d) peregrinação religiosa de fiéis orientados por 
lideranças fundamentalistas.
e) desterritorialização forçada de populações afe-
tadas por conflitos armados.
5 (Enem-PPL)
Os objetivos da ONU, de acordo com o dis-
posto no capítulo primeiro de sua Carta, são qua-
tro: 1) manter a paz e segurança internacionais; 
2) desenvolver ações amistosas entre as nações, 
com base no respeito ao princípio de igualdade de 
direitos e de autodeterminação dos povos; 3) con-
seguir uma cooperação internacional para resolver 
os problemas internacionais de caráter econômico, 
social, cultural ou humanitário; 4) ser um centro 
destinado a harmonizar a ação das nações para a 
consecução desses objetivos comuns.
GONÇALVES, W. Relações internacionais. 
Rio de Janeiro: Zahar, 2008 (adaptado).
 De acordo com os objetivos descritos, o papel do 
organismo internacional mencionado consiste em
a) regular o sistema financeiro global.
b) mediar conflitos de ordem geopolítica.
c) legitimar ações de expansionismo territorial.
d) promover a padronização de hábitos de consumo.
e) estabelecer barreiras à circulação de mercadorias.
Geografia Geral 143
TEMA 4 QUESTÕES AMBIENTAIS
1 (Unesp-SP)
Alguns especialistas argumentam que deveria haver rótulos climáticos na comida, da mesma forma que 
há informações sobre nutrição. Em teoria, os rótulos poderiam ajudar os consumidores a escolher produtos de 
baixo impacto ambiental e dariam aos agricultores e produtores mais incentivos para mudarem seus produtos.
(The New York Times. “Como fazer compras, cozinhar e comer em um mundo que está aquecendo?”. www.folha.uol.com.br, 06.05.2019. Adaptado.)
 Considerando a proposta apresentada pelo excerto, um dado que poderia constar nos rótulos de alimentos seria
a) o débito fluvial.
b) a estrutura fundiária.
c) o código florestal.
d) a pegada de carbono.
e) a diversidade ecológica.
2 (EsPCEx-SP)
Ao longo do século XX, a demanda global de água doce dobrou a cada 20 anos. Se mantidos os padrões de 
consumo atuais, em 2025 cerca de 2/3 da população mundial experimentarão escassez moderada ou severa de água.
MAGNOLI, D. Geografia para o Ensino Médio. 
1. ed. São Paulo: Atual, 2012, p. 90.
 Entre as causas da escassez de água no mundo, podemos destacar:
 I. a água doce disponível no mundo é muito inferior às necessidades de consumo atuais.
 II. além de os recursos hídricos apresentarem uma distribuição geográfica muito desigual, os países mais 
pobres carecem de sistemas adequados de fornecimento e tratamento de água.
 III. a contaminação de mananciais, o uso excessivo e o desperdício desse recurso provocam a escassez de 
água para o consumo e fazem dela, em determinados locais, um recurso finito.
 IV. significativas alterações no ciclo hidrológico, sobretudo nas áreas urbanas, onde a retirada da vegetação e 
a impermeabilização do solo dificultam a infiltração da água e o consequente abastecimento dos aquíferos.
 V. o uso excessivo e o desperdício desse recurso, principalmente pela atividade industrial, é responsável 
pela maior parte da demanda global de água.
 Assinale a alternativa que apresenta todas as afirmativas corretas.
a) I, II e IV.
b) I, III e V.
c) I, IV e V.
d) II, III e IV.
e) II, IV e V.
3 (Uerj)
O que compõe a Pegada?
A Pegada Ecológica de um país, de uma cidade ou de uma pessoa corresponde ao tamanho das áreas 
produtivas de terra e de mar necessárias para gerar produtos, bens e serviços que sustentam determinados 
estilos de vida. Em outras palavras, é uma forma de traduzir, em hectares, a extensão de território que uma 
pessoa ou toda uma sociedade “utiliza”, em média, para se sustentar. O carbono é um dos componentes da 
Pegada Ecológica. 
Disponível em: . Acesso em: 17 maio 2019 (adaptado).
SCOTT e BORGMAN. O globo, 10 out. 2017 (adaptado).
144 Ciências Humanas e suas Tecnologias
2 (Unesp-SP) Em 03.04.2017, o jornal El País publicou 
matéria que pode ser assim resumida:
Os países não têm poder político 
sobre os demais Estados Partes, mas possuem 
ferramentas para tentar reconduzir a situação de 
um membro, caso esse se afaste dos princípios do 
Tratado de Assunção, assinado em 1991. Nessa 
perspectiva, insere-se a aplicação da cláusula de-
mocrática do bloco sobre a , em função 
da crise política, institucional, social, de abasteci-
mento e econômica que atravessa o país.
 As lacunas do excerto devem ser preenchidas por
a) do Nafta – Argentina.
b) do Mercosul – Bolívia.
c) da ALADI – Venezuela.
d) da ALADI – Bolívia.
e) do Mercosul – Venezuela.
3 (Unesp-SP) Criado em resposta às crises econô-
micas do final da década de 1990, o G-20 reflete 
o contexto de
a) unilateralidade da antiga ordem mundial, mar-
cada pela supremacia britânica no Conselho de 
Segurança das Nações Unidas.
b) bipolaridade da antiga ordem mundial, carac-
terizada pela estabilidade financeira dos países 
desenvolvidos e subdesenvolvidos.
c) multipolaridade da antiga ordem mundial, mar-
cada pelo fortalecimento da cooperação entre 
blocos econômicos.
d) multipolaridade da nova ordem mundial, ca-
racterizada pela diversidade de interesses das 
economias industrializadas e emergentes.
e) bipolaridade da nova ordem mundial, caracteri-
zada pelo controle norte-americano e soviético 
das instituições financeiras internacionais.
 Tendo em vista a posição da maioria da comunida-
de científica, a situação retratada nos quadrinhos 
contribui diretamente para o agravamento do se-
guinte problema ambiental:
a) erosão dos solos.
b) aquecimento global.
c) contaminação lacustre.
d) assoreamento dos rios.
TEMA 5 ORGANIZAÇÕES 
SUPRANACIONAIS
1 (Unicamp-SP) O referendo realizado no Reino Uni-
do em junho de 2016 conduziu ao Brexit, após 43 
anos de adesão à União Europeia. São potenciais 
consequências dessa decisão, nos níveis nacional 
e continental, respectivamente,
a) o pedido da Irlanda do Norte por um novo re-
ferendo para decidir sua permanência no Reino 
Unido e a continuidade da livre circulação da 
moeda europeia, o euro, no Reino Unido.
b) o pedido da Inglaterra por um novo referendo 
para decidir sua permanência no Reino Unido 
e a continuidade da livre circulação da moeda 
europeia, o euro, no Reino Unido.
c) o pedido da Escócia por um novo referendo 
para decidir sua permanência no Reino Unido 
e o comprometimento da livre circulação de 
cidadãos europeus no Reino Unido.
d) o pedido do País de Gales por um novo refe-
rendo para decidir sua permanência no Reino 
Unido e o comprometimento da livre circulação 
de cidadãos europeus no Reino Unido.
ANOTAÇÕES
GeografiaGeral 145
TEMA 1 REPRESENTAÇÕES ESPACIAIS 
E CARTOGRÁFICAS
1 c
2 e
3 c
4 c
5 c
TEMA 2 DINÂMICA DA NATUREZA
1 a
2 a
3 d
4 c
5 e
TEMA 3 GLOBALIZAÇÃO
1 e
2 e
3 a
4 e
5 b
TEMA 4 QUESTÕES AMBIENTAIS
1 d
2 d
3 b
TEMA 5 ORGANIZAÇÕES 
SUPRANACIONAIS
1 c
2 e
3 d
GABARITO GEOGRAFIA GERAL
 
ANOTAÇÕES
146 Ciências Humanas e suas Tecnologias
ANOTAÇÕES
Geografia Geral 147
ANOTAÇÕES
148 Ciências Humanas e suas Tecnologias
ANOTAÇÕES
798646
	Blank Page
	Blank Pagevalores de advérbios aos 
verbos pronunciados pelo tenente.
b) ausência de interpretação plausível por parte 
dos combatentes que, ao ouvirem as palavras, 
confundem suas classes gramaticais, atribuindo 
a elas valores inadmissíveis na Língua Portugue-
sa.
c) capacidade que os combatentes tiveram de in-
terpretar as palavras pronunciadas, confundin-
do verbos com substantivos, justificando, com 
isso, a vasta flexibilidade de sentidos de uma 
língua em sua situação de uso.
d) capacidade de os combatentes trocarem, pro-
positalmente, as classes morfológicas das pala-
vras pronunciadas pelo tenente, justificando o 
medo deles e a rigidez de significados e infle-
xibilidade de sentidos de tais palavras.
2 (Esc. Naval) Em “[...] vocês já perceberam que 
marinheiro velho dificilmente baixa a terra [...]”, a 
posição do adjetivo é importante, pois, se escre-
vêssemos “velho marinheiro”, o valor semântico 
seria outro. Em que opção a troca de posição dos 
termos implicou uma mudança semântica?
a) Os marinheiros, em seus uniformes brancos, 
destacam-se nas paradas militares. / Os mari-
nheiros, em seus brancos uniformes, destacam-
-se nas paradas militares.
b) Os alunos gostavam de ouvir as narrativas tra-
dicionais sobre os perigos do mar. / Os alunos 
gostavam de ouvir as tradicionais narrativas so-
bre os perigos do mar.
c) Depois de muito tempo longe de casa, os ho-
mens do mar sentem falta de uma comida gos-
tosa. / Depois de muito tempo longe de casa, 
os homens do mar sentem falta de uma gostosa 
comida.
d) Os navios e seus homens preparavam-se para 
cumprir um longo percurso, de acordo com a 
derrota traçada. / Os navios e seus homens pre-
paravam-se para cumprir um percurso longo, 
de acordo com a derrota traçada.
e) Antigamente, o recebimento de uma mensa-
gem simples aplacava as saudades dos mari-
nheiros. / Antigamente, o recebimento de uma 
simples mensagem aplacava as saudades dos 
marinheiros.
3 (Fuvest-SP) Leia o seguinte trecho de uma entrevis-
ta concedida pelo ministro do Supremo Tribunal 
Federal, Joaquim Barbosa:
Entrevistador: O protagonismo do STF dos 
últimos tempos tem usurpado as funções do Con-
gresso?
Entrevistado: Temos uma Constituição mui-
to boa, mas excessivamente detalhista, com um 
número imenso de dispositivos e, por isso, sus-
cetível a fomentar interpretações e toda sorte de 
litígios. Também temos um sistema de jurisdição 
constitucional, talvez único no mundo, com um rol 
enorme de agentes e instituições dotadas da prer-
rogativa ou de competência para trazer questões ao 
Supremo. É um leque considerável de interesses, 
de visões, que acaba causando a intervenção do 
STF nas mais diversas questões, nas mais dife-
rentes áreas, inclusive dando margem a esse tipo 
de acusação. Nossas decisões não deveriam passar 
de duzentas, trezentas por ano. Hoje, são analisa-
dos cinquenta mil, sessenta mil processos. É uma 
insanidade.
Veja, 15 jun. 2011.
No trecho “dotadas da prerrogativa ou de com-
petência”, a presença de artigo antes do primeiro 
substantivo e a sua ausência antes do segundo 
fazem que o sentido de cada um desses substan-
tivos seja, respectivamente,
a) figurado e próprio.
b) abstrato e concreto.
Gramática 13
c) específico e genérico.
d) técnico e comum.
e) lato e estrito.
4 (UPE)
Bruxas não existem
 Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, 
mulheres malvadas que passavam o tempo todo 
maquinando coisas perversas. Os meus amigos 
também acreditavam nisso. A prova para nós era 
uma mulher muito velha, uma solteirona, que mo-
rava numa casinha caindo aos pedaços, no fim de 
nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós 
só a chamávamos de “bruxa”.
Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos 
pareciam palha, o nariz era comprido, ela tinha 
uma enorme verruga no queixo. E estava sempre 
falando sozinha. Nunca tínhamos entrado na casa, 
mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, 
nós a encontraríamos preparando venenos num 
grande caldeirão.
Nossa diversão predileta era incomodá-la. Vol-
ta e meia invadíamos o pequeno pátio para dali 
roubar frutas e quando, por acaso, a velha saía à 
rua para fazer compras no pequeno armazém ali 
perto, corríamos atrás dela gritando “bruxa, bru-
xa!”.
Um dia encontramos, no meio da rua, um bode 
morto. A quem pertencera esse animal, nós não 
sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com 
ele: jogá-lo na casa da bruxa. O que seria fácil. Ao 
contrário do que sempre acontecia, naquela ma-
nhã, e talvez por esquecimento, ela deixara aberta 
a janela da frente. Sob comando do João Pedro, 
que era o nosso líder, levantamos o bicho, que era 
grande e pesava bastante, e com muito esforço nós 
o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para 
dentro, mas aí os chifres ficaram presos na cortina.
– Vamos logo – gritava o João Pedro –, antes 
que a bruxa apareça. E ela apareceu. No momento 
exato em que, finalmente, conseguíamos introdu-
zir o bode pela janela, a porta se abriu e ali estava 
ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. 
Rindo, saímos correndo. Eu, gordinho, era o úl-
timo.
E então aconteceu. De repente, enfiei o pé 
num buraco e caí. De imediato senti uma dor ter-
rível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. 
Gemendo, tentei me levantar, mas não consegui. 
E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com 
o cabo de vassoura na mão, aproximava-se. Àquela 
altura a turma estava longe, ninguém poderia me 
ajudar. E a mulher sem dúvida descarregaria em 
mim sua fúria.
Em um momento, ela estava junto a mim, 
transtornada de raiva. Mas aí viu a minha perna, 
e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a 
mim e começou a examiná-la com uma habilidade 
surpreendente.
– Está quebrada – disse por fim. – Mas pode-
mos dar um jeito. Não se preocupe, sei fazer isso. 
Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. 
Confie em mim.
Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços 
e com eles, e com seu cinto de pano, improvisou 
uma tala, imobilizando-me a perna. A dor dimi-
nuiu muito e, amparado nela, fui até minha casa. 
“Chame uma ambulância”, disse a mulher à minha 
mãe. Sorriu.
Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, 
o médico engessou minha perna e em poucas se-
manas eu estava recuperado. Desde então, deixei 
de acreditar em bruxas. E tornei-me grande amigo 
de uma senhora que morava em minha rua, uma 
senhora muito boa que se chamava Ana Custódio.
SCLIAR, Moacyr. Disponível em: . Acesso em: 11 jun. 2016.
Sobre o emprego de recursos que promovem 
certos efeitos de sentido no texto, analise as pro-
posições a seguir.
I. A atribuição do adjetivo “solteirona” à persona-
gem (1o parágrafo) pretende apenas acrescen-
tar uma informação (o estado civil) acerca da 
referida mulher.
II. No trecho: “Era muito feia, ela (...)” (2o pará-
grafo), a inversão do sujeito desloca o foco de 
atenção para o predicativo, enfatizando essa 
característica da personagem.
III. No trecho: “(...) a porta se abriu e ali estava ela, 
a bruxa, empunhando um cabo de vassoura.” 
(5o parágrafo), a presença e a posição do termo 
“a bruxa” acrescentam suspense a esse trecho.
IV. Com a construção do período curto: “E então 
aconteceu.” (6o parágrafo), o narrador acentua 
o nível de tensão, com a finalidade de introduzir 
o clímax da narrativa.
Estão CORRETAS, apenas
a) I e II.
b) I, III e IV.
c) I e IV.
d) II e III.
e) II, III e IV.
14 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
5 (EsPCEx-SP)
Noruega como Modelo de Reabilitação de 
Criminosos
[...]
A diferença entre os dois países (Noruega e 
Brasil) é a seguinte: enquanto lá os presos saem 
e praticamente não cometem crimes, respeitan-
do a população, aqui os presos saem roubando e 
matando pessoas. Mas essas são consequências 
aparentemente colaterais, porque a população ma-
nifesta muito mais prazer no massacre contra o 
preso produzido dentro dos presídios (a vingança 
é uma festa, dizia Nietzsche).
LUIZ FLÁVIO GOMES, jurista, diretor-presidente do Instituto 
Avante Brasile coeditor do Portal atualidadesdodireito.com.br. Estou 
no blogdolfg.com.br.
** Colaborou Flávia Mestriner Botelho, socióloga e pesquisadora 
do Instituto Avante Brasil.
Disponível em: . Acesso em: 17 de mar. 2017 (adaptado).
Em “A população manifesta muito mais prazer no 
massacre contra o preso”, o termo destacado tem 
a função de:
a) Adjunto adnominal.
b) Agente da passiva.
c) Objeto direto.
d) Objeto indireto.
e) Complemento nominal.
TEMA 3 PRONOMES 
(FORICIDADE E DÊIXIS)
Texto para as questões 1 e 2.
Formato global
Folha de S.Paulo, 08/10/2017
Eles estão convictos de que a Terra é plana, de 
que a gravidade não existe e de que está em curso 
um complô de cientistas e agências governamen-
tais para nos convencer do contrário. Essa consti-
tui mais uma das tribos exóticas que passaram a 
existir ou ganharam visibilidade com a internet.
No caso em tela, os movimentos terraplanistas 
modernos existem pelo menos desde os anos 50 e 
têm raízes no fundamentalismo bíblico; parecem 
viver, porém, um surto inflacionário, com prolife-
ração de sites em que pretendem provar cientifi-
camente que estão certos.
De tão absurda e facilmente desmontável, a 
tese nem mereceria comentário se esse tipo de 
coletividade virtual não fosse sintoma de um fe-
nômeno mais geral que envolve o relacionamento 
de grupos no mundo digital. 
Pelo lado positivo, ninguém mais está con-
denado à solidão. Ao conectar mais de 3 bilhões 
de pessoas em torno de qualquer tema, a internet 
torna quase impossível que até o mais heterodoxo 
dos pensantes não encontre alguém que defenda 
ideias tão excêntricas quanto as suas.
Isso se aplica a inclinações políticas, gostos 
artísticos, preferências sexuais. Trata-se de alter-
nativa formidável a quem se vê incompreendido ou 
mesmo rejeitado por familiares e vizinhos.
Há, contudo, uma faceta menos brilhante 
nessa tendência. Devido a efeitos psicológicos 
frequentes nas interações entre indivíduos que 
pensam de forma muito semelhante e se isolam 
dos demais, não é incomum que tais comunidades 
se tornem cada vez mais radicais e descoladas da 
realidade.
Sob esse aspecto, o exemplo dos terraplanistas 
se afigura quase benigno. Suas ideias têm reduzido 
impacto prático e baixíssima chance de viralização.
Muito mais perigosas são as teses defendidas 
por militantes antivacinação ou mesmo por facções 
terroristas como o Estado Islâmico, que também 
se valem da rede mundial de computadores para 
difundir sua mensagem, conquistar e orientar 
adeptos. Aqui, toda a sociedade corre risco.
Também nesse caldo de cultura brotam as 
famigeradas “fake news”, notícias falsas criadas 
pela má-fé e propagadas em meio à balbúrdia in-
formativa.
Boatos, teses estapafúrdias, teorias conspirató-
rias e ideologias tóxicas, claro, sempre circularam 
pelo mundo; agora, encontraram um veículo ideal 
de difusão. O terraplanista, de todo modo, é um 
preço razoável a pagar pela expansão das possibili-
dades de nos expressarmos sem amarras.
Disponível em: . Acesso em: 08 out. 2017.
1 (PUC-SP) A primeira palavra do primeiro parágrafo 
é um pronome cujo referente diz respeito aos
a) componentes das tribos exóticas.
b) cientistas e às agências governamentais.
c) militantes de teses gravitacionistas.
d) indivíduos que contestam “fake news” terra-
planistas.
Gramática 15
2 (PUC-SP) Nos sétimo e oitavo parágrafos, os pro-
nomes destacados no próprio texto relacionam-
-se, respectivamente,
a) aos aspectos benignos da terraplanagem; aos 
indivíduos que defendem a antivacinação ou 
fazem parte do terrorismo.
b) aos adeptos da teoria de que a Terra é plana; 
às pessoas contrárias à vacinação ou adeptas 
ao terrorismo.
c) aos partidários que enfrentam a viralização 
de ideias; aos sujeitos que se valem da rede 
mundial de computadores para difundir ideias 
terroristas.
d) aos terraplanistas; aos militantes da vacinação 
ou adeptos de segmentos terroristas como os 
do Estado Islâmico.
3 (PUC-SP)
A queda do poderoso machão
Paula Cesarino Costa, OMBUDSMAN* da Folha 
de S.Paulo
Folha de S.Paulo, 09/04/2017
Em janeiro de 2016, a Folha anunciou a es-
treia de blog voltado à discussão das questões de 
gênero e do chamado empoderamento feminino. 
Nascido do movimento #Agora É Que São Elas, 
em que mulheres ocuparam o espaço de colunistas 
homens nos jornais, o blog homônimo se somava 
a dezenas de outros. Interpretei como saudável a 
oferta de novos temas aos leitores do jornal.
Neste espaço, já alertara de que os tempos de 
redes sociais turbulentas sinalizavam a hora de 
reinventar as páginas de opinião. Contabilizava, 
em agosto de 2016, 32 mulheres entre os 130 co-
lunistas do jornal.
Na madrugada da sexta, 31 de março, o #Agora 
É Que São Elas publicou um post de potencial 
arrebatador nas redes sociais. O post “José Mayer 
me assediou” foi colocado no ar à 0h45. Nele, a 
figurinista Susllem Tonani acusava o ator de tê-la 
assediado durante oito meses na TV Globo. De 
manhã, o texto já era lido e compartilhado nas 
redes sociais. Por volta das 10h, a Folha tirou-o do 
ar sem dar explicação.
No segundo parágrafo, “neste espaço” refere-se
a) ao tema empoderamento.
b) ao espaço dos colunistas homens dos jornais.
c) à coluna da ombudsman.
d) ao blog #Agora É Que São Elas.
4 (UFF-RJ)
Texto I
 O homem pensa ter na 4Cidade a base de toda 
a sua grandeza e só nela tem a fonte de toda a sua 
miséria. Vê, 1Jacinto! Na Cidade perdeu ele a força 
e beleza harmoniosa do corpo, e se tornou esse 
ser ressequido e escanifrado ou obeso e afogado 
em unto, de ossos moles como trapos, de nervos 
trêmulos como arames, com cangalhas, com chi-
nós, com dentaduras de chumbo, sem sangue, sem 
fibra, sem viço, torto, corcunda esse ser em que 
Deus, espantado, mal pôde reconhecer o seu es-
belto e rijo e nobre Adão!
 Na Cidade findou a sua liberdade moral: cada 
manhã ela 2lhe impõe uma necessidade, e cada 
necessidade o arremessa para uma dependência: 
3pobre e subalterno, a sua vida é um constante soli-
citar, adular, vergar, rastejar, aturar; rico e superior 
como um Jacinto, a sociedade logo o enreda em 
tradições, preceitos, etiquetas, cerimônias, praxes, 
ritos, serviços mais disciplinares que os de um cár-
cere ou de um quartel... A sua tranquilidade (bem 
tão alto que Deus com ela recompensa os santos) 
onde está, meu Jacinto?
 Sumida para sempre, nessa batalha desespe-
rada pelo pão ou pela fama, ou pelo poder, ou pelo 
gozo, ou pela fugidia rodela de ouro!
Eça de Queiroz
Vocabulário
escanifrado – magro, enfraquecido
unto – gordura
chinós – cabeleira postiça, peruca
Texto II
16 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
 Este grafite está estampado 2ali no 4Parque 
dos Patins, um lugar muito frequentado pelo pú-
blico infantil, na Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio. 
1Veja só. 3É uma mulher fantasiada, com um fuzil 
atravessado nas costas, uma metralhadora na mão 
esquerda e uma pistola na direita. Lá no fundo, 
dá para ver o morro do Corcovado e o Cristo 
Redentor. Deve haver quem ache que é arte de 
rua. A coluna acha um horror. É apenas mais um 
retrato que emporcalha a paisagem carioca. Com 
todo respeito.
Ancelmo Gois. O Globo, 29/06/2010.
Quanto à construção linguística do Texto I e a le-
genda do Texto II, pode-se afirmar que
a) a progressão das ideias nos dois textos se 
efetiva por um narrador de primeira pessoa, 
enunciado como personagem “Jacinto” (Texto 
I), e um narrador de terceira pessoa referido de 
modo genérico como uma “coluna” de jornal 
(Texto II).
b) a interlocução se apresenta diferentemente 
nos dois textos: como um substantivo “Jacin-
to” (Texto I, ref. 1) e como desinência de ter-
ceira pessoa do singular do modo imperativo 
em “Veja só.” (Texto II, ref. 1) em referência à 
pessoa com quem se fala.
c) o emprego do pronome pessoal “lhe” (Texto 
I, ref. 2) referindo-se a “homem” aproxima o 
narradordo leitor; o emprego do pronome de-
monstrativo “este” e do advérbio “ali” (Texto II, 
ref. 2) aproximam espacialmente o narrador da 
imagem destacada no grafite.
d) o uso da vírgula marca a enumeração de verbos 
substantivados (Texto I, ref. 3); a vírgula usada 
na descrição da mulher fantasiada (Texto II, ref. 
3) encadeia a enumeração de ações simultâ-
neas.
e) a palavra “Cidade” escrita com maiúscula (Texto 
I, ref. 4) produz um sentido de especificidade; 
a expressão “Parque dos Patins” (Texto II, ref. 
4), com maiúsculas, nomeia um substantivo de 
valor irrestrito.
5 (Unesp-SP) A questão toma por base um poema 
de Luís Delfino (1834-1910) e a reprodução de um 
mosaico da Catedral de Monreale.
Jesus Pantocrátor1
Há na Itália, em Palermo, ou pouco ao pé, na igreja
De Monreale, feita em mosaico, a divina
Figura de Jesus Pantocrátor: domina
Aquela face austera, aquele olhar troveja.
Não: aquela cabeça é de um Deus, não se inclina.
À árida pupila a doce, a benfazeja
Lágrima falta, e o peito enorme não arqueja
À dor. Fê-lo tremendo a ficção bizantina2.
Este criou o inferno, e o espetáculo hediondo
Que há nos frescos3 de Santo Stefano Rotondo4;
Este do mundo antigo espedaçado assoma...
Este não redimiu; não foi à Cruz: olhai-o:
Tem o anátema5 à boca, às duas mãos o raio,
E em vez do espinho à fronte as três coroas de
[Roma.
Luís Delfino. Rosas negras, 1938.
(1) Pantocrátor: que tudo rege, que governa tudo.
(2) Bizantina: referente ao Império Romano do Oriente (330-1453 
d.C.) e às manifestações culturais desse império.
(3) Fresco: o mesmo que afresco, pintura mural que resulta da apli-
cação de cores diluídas em água sobre um revestimento ainda 
fresco de argamassa, para facilitar a absorção da tinta.
(4) Santo Stefano Rotondo: igreja erigida por volta de 460 d.C., em 
Roma, em homenagem a Santo Estêvão (Stefano, em italiano), 
mártir do cristianismo.
(5) Anátema: reprovação enérgica, sentença de maldição que expulsa 
da Igreja, excomunhão.
Catedral de Monreale, Itália
O pronome demonstrativo este, empregado no 
início dos versos de números 9, 11 e 12, faz refe-
rência
a) ao peito enorme do Pantocrátor.
b) a Santo Estêvão.
c) ao próprio eu lírico.
d) à figura de Jesus Pantocrátor.
e) a Satanás, o mestre das trevas.
Gramática 17
TEMA 4 VERBOS: SINTAXE E 
SEMÂNTICA
1 (FGV-SP)
Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de 
“menino diabo”; e verdadeiramente não era outra 
coisa; fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, 
indiscreto, traquinas e voluntarioso. Por exemplo, 
um dia quebrei a cabeça de uma escrava, porque 
me negara uma colher do doce de coco que estava 
fazendo, e, não contente com o malefício, deitei 
um punhado de cinza ao tacho, e, não satisfeito 
da travessura, fui dizer à minha mãe que a escrava 
é que estragara o doce “por pirraça”; e eu tinha 
apenas seis anos. Prudêncio, um moleque de casa, 
era o meu cavalo de todos os dias; punha as mãos 
no chão, recebia um cordel nos queixos, à guisa de 
freio, eu trepava-lhe ao dorso, com uma varinha na 
mão, fustigava-o, dava mil voltas a um e outro lado, 
e ele obedecia – algumas vezes gemendo –, mas 
obedecia sem dizer palavra, ou, quando muito, um 
“Ai, nhonhô!”, ao que eu retorquia: “Cala a boca, 
besta!”. Esconder os chapéus das visitas, deitar ra-
bos de papel a pessoas graves, puxar pelo rabicho 
das cabeleiras, dar beliscões nos braços das ma-
tronas, e outras muitas façanhas deste jaez, eram 
mostras de um gênio indócil, mas devo crer que 
eram também expressões de um espírito robusto, 
porque meu pai tinha-me em grande admiração; e 
se às vezes me repreendia, à vista de gente, fazia-o 
por simples formalidade: em particular dava-me 
beijos.
Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas.
A frase do texto em que o segundo verbo exprime 
ideia de anterioridade em relação ao primeiro é:
a) “Desde os cinco anos merecera eu a alcunha 
de ‘menino diabo’; e verdadeiramente não era 
outra coisa”.
b) “à vista de gente, fazia-o por simples formalida-
de: em particular dava-me beijos”.
c) “punha as mãos no chão, recebia um cordel nos 
queixos”.
d) “que eram também expressões de um espírito 
robusto, porque meu pai tinha-me em grande 
admiração”.
e) “um dia quebrei a cabeça de uma escrava, por-
que me negara uma colher do doce de coco”.
2 (PUC-SP)
A APOTEOSE DO BESTEIROL ENERGÉTICO
Um momento histórico! O clímax, o ponto que 
todos pensávamos ser inatingível foi enfim alcan-
çado. O apogeu do besteirol energético brasileiro. 
Se não vejamos.
Há três ou quatro anos que um dos mais re-
nomados e respeitados físicos brasileiros, Roberto 
Salmeron, vem insistindo com autoridades do país 
para que o Brasil se associe ao esforço interna-
cional em prol do desenvolvimento da fusão nu-
clear para produção de energia. O esforço seria 
concentrado em uma instituição multinacional 
denominada ITER (International Thermonuclear 
Experimental Reactor).
Essa tecnologia é o sonho de cientistas para 
a solução definitiva do excruciante problema de 
fornecimento de energia no futuro. É uma alterna-
tiva não poluente, ou seja, limpa, não contribuindo 
de maneira significativa seja para o efeito estufa, 
seja para diferentes formas de impactos negati-
vos locais ao meio ambiente. É um combustível 
abundante, inesgotável quase e democraticamente 
distribuído (são principalmente isótopos do hidro-
gênio, portanto, encontrado onde houver água).
De acordo com essa proposta, o Brasil associar-
-se-ia a Portugal, o que seria garantido por acordos 
já existentes entre os dois países. O Brasil teria ple-
no e irrestrito acesso a resultados experimentais, 
nossos pesquisadores podendo (ou melhor, deven-
do) participar dos experimentos e dos cálculos. A 
adesão custaria aproximadamente US$1 milhão. A 
proposta rolou, rolou... e nada aconteceu.
Rogério Cezar de Cerqueira Leite. Folha de S.Paulo, 18 nov. 2008
O que indicam os tempos verbais destacados?
a) O clímax, o ponto que todos pensávamos ser 
inatingível foi enfim alcançado – o verbo no 
pretérito imperfeito do indicativo expressa a 
obrigatoriedade de todos pensarmos do mes-
mo modo.
b) Essa tecnologia é o sonho de cientistas para a 
solução definitiva do excruciante problema de 
fornecimento de energia no futuro. É uma al-
ternativa não poluente – os verbos no presente 
do modo indicativo indicam que os fatos talvez 
se concretizem.
c) O Brasil associar-se-ia a Portugal, o que seria 
garantido por acordos já existentes entre os 
dois países – os verbos no futuro do pretérito 
do modo indicativo indicam que os fatos que 
futuramente poderiam se concretizar não se 
concretizaram.
d) O Brasil teria pleno e irrestrito acesso a resul-
tados experimentais, nossos pesquisadores 
podendo (ou melhor, devendo) participar dos 
experimentos e dos cálculos. A adesão custaria 
18 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
aproximadamente US$1 milhão – os verbos no 
futuro do pretérito do modo indicativo indicam 
que os fatos voltaram a se concretizar.
e) A proposta rolou, rolou... e nada aconteceu – o 
pretérito perfeito do indicativo indica que ainda 
há chance de a proposta de associação entre 
Brasil e Portugal, que continuou em discussão, 
se efetivar.
3 (Fuvest-SP)
O samba
À direita do terreiro, adumbra-se* na escuridão 
um maciço de construções, ao qual às vezes 
recortam no azul do céu os trêmulos vislumbres 
das labaredas fustigadas pelo vento.
[...] É aí o quartel ou quadrado da fazenda, 
nome que tem um grande pátio cercado de 
senzalas, às vezes com alpendrada corrida em 
volta, e um ou dois portões que o fecham como 
praça d’armas.
Em torno da fogueira, já esbarrondada pelo 
chão, que ela cobriu de brasido e cinzas, dançam 
os pretos o samba com um frenesi que toca o delí-
rio. Não se descreve, nem se imagina esse deses-
perado saracoteio, no qual todo o corpo estremece, 
pula, sacode, gira, bamboleia, como se quisesse 
desgrudar-se.
Tudo salta, até os crioulinhos que esperneiam 
no cangote das mães, ou se enrolam nas saias das 
raparigas. Os maistaludos viram cambalhotas e 
pincham à guisa de sapos em roda do terreiro. Um 
desses corta jaca no espinhaço do pai, negro forni-
do, que não sabendo mais como desconjuntar-se, 
atirou consigo ao chão e começou de rabanar como 
um peixe em seco. [...]
José de Alencar, Til.
(*) “adumbra-se” = delineia-se, esboça-se.
Na composição do texto, foram usados, reitera-
damente,
I. sujeitos pospostos;
II. termos que intensificam a ideia de movimento;
III. verbos no presente histórico.
Está correto o que se indica em
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) I, II e III.
4 (Fuvest-SP)
Ele se aproximou e com voz cantante de nor-
destino que a emocionou, perguntou-lhe:
– E se me desculpe, senhorinha, posso convi-
dar a passear?
– Sim, respondeu atabalhoadamente com pres-
sa antes que ele mudasse de ideia.
– E, se me permite, qual é mesmo a sua graça?
– Macabéa.
– Maca – o quê?
– Bea, foi ela obrigada a completar.
– Me desculpe mas até parece doença, doença 
de pele.
– Eu também acho esquisito mas minha mãe 
botou ele por promessa a Nossa Senhora da Boa 
Morte se eu vingasse, até um ano de idade eu não 
era chamada porque não tinha nome, eu preferia 
continuar a nunca ser chamada em vez de ter um 
nome que ninguém tem mas parece que deu certo 
– parou um instante retomando o fôlego perdido e 
acrescentou desanimada e com pudor – pois como 
o senhor vê eu vinguei... pois é...
– Também no sertão da Paraíba promessa é 
questão de grande dívida de honra.
Eles não sabiam como se passeia. Andaram 
sob a chuva grossa e pararam diante da vitrine de 
uma loja de ferragem onde estavam expostos atrás 
do vidro canos, latas, parafusos grandes e pregos. 
E Macabéa, com medo de que o silêncio já sig-
nificasse uma ruptura, disse ao recém-namorado:
– Eu gosto tanto de parafuso e prego, e o se-
nhor?
Da segunda vez em que se encontraram caía 
uma chuva fininha que ensopava os ossos. Sem 
nem ao menos se darem as mãos caminhavam na 
chuva que na cara de Macabéa parecia lágrimas 
escorrendo.
Clarice Lispector, A hora da estrela.
No trecho “Sem nem ao menos se darem as mãos 
caminhavam na chuva”, o segmento sublinhado 
pode ser corretamente substituído por: “Sem que 
nem ao menos se
a) deem as mãos”.
b) davam as mãos”.
c) deram as mãos”.
d) dessem as mãos”.
e) dariam as mãos”.
5 (Famerp-SP)
Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibi-
lidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada 
Gramática 19
ANOTAÇÕESnos meus pensamentos, como às vezes acontece. 
Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa 
se enganchara na minha saia. Voltei-me e vi que se 
tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia 
a um menino a que a sujeira e o sangue interno 
davam um tom quente de pele. O menino esta-
va de pé no degrau da grande confeitaria. Seus 
olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, 
informavam-me de sua paciente aflição. Paciente 
demais. Percebi vagamente um pedido, antes de 
compreender o seu sentido concreto. Um pouco 
aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a 
mão da criança o que me ceifara os pensamentos.
 – Um doce, moça, compre um doce para mim.
Clarice Lispector. A descoberta do mundo, 1999.
“Percebi vagamente um pedido.” (1o parágrafo)
Na voz passiva, sem alteração de sentido, essa 
oração transforma-se em:
a) Um pedido é percebido vagamente.
b) Um pedido vagamente é percebido por mim.
c) Um pedido é percebido vagamente por alguém.
d) Um pedido foi vagamente percebido por al-
guém.
e) Um pedido foi vagamente percebido por mim.
20 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
GABARITO GRAMÁTICA
TEMA 1 VARIAÇÃO LINGUÍSTICA E 
NORMA CULTA
1 e
2 d
3 d
4 b
5 a
TEMA 2 SINTAGMA NOMINAL: 
CLASSES E FUNÇÕES
1 c
2 e
3 c
4 e
5 e
TEMA 3 PRONOMES 
(FORICIDADE E DÊIXIS)
1 a
2 b
3 c
4 b
5 d
TEMA 4 VERBOS: SINTAXE E 
SEMÂNTICA
1 e
2 c
3 e
4 d
5 e
LITERATURA
2 Em seus sermões, Padre Antônio Vieira realiza uma 
forma de expressão típica do contexto luso-colo-
nial do século XVII. Isso se manifesta na maneira 
como o padre
a) critica veladamente o ponto de vista positivo 
com que a Igreja considerava a morte.
b) inverte um suposto senso comum a respeito da 
morte, de modo a enfatizar valores contrarre-
formistas.
c) demonstra como a sabedoria de Salomão foi 
superior inclusive à de Jesus Cristo.
d) constata que a vida na sociedade colonial bra-
sileira era tão miserável que não restava outra 
saída aos fiéis senão desejar a morte.
e) parabeniza os fiéis que se ocupam em melhorar 
concretamente a vida terrena das pessoas.
3 (Unesp-SP) 
Destinada unicamente à exportação, em fun-
ção da qual se organiza e mantém a exploração, tal 
atividade econômica desenvolveu-se à margem das 
necessidades próprias da sociedade brasileira. No 
alvorecer do século XIX, essa atividade econômi-
ca, que se iniciara sob tão brilhantes auspícios e 
absorvera durante cem anos o melhor das atenções 
e dos esforços do país, já tocava sua ruína final. 
Os prenúncios dessa ruína já se faziam aliás sen-
tir para os observadores menos cegos pela cobiça 
desde longa data. De meados do século XVIII em 
diante, essa atividade econômica, contudo, não 
fizera mais que declinar. 
JÚNIOR, Caio Prado. Formação do Brasil contemporâneo, 1999 (adaptado).
A atividade econômica a que o texto se refere está 
presente em:
a) A ti trocou-te a máquina mercante, 
Que em tua larga barra tem entrado, 
A mim foi-me trocando, e tem trocado, 
Tanto negócio e tanto negociante. 
Deste em dar tanto açúcar excelente 
Pelas drogas inúteis, que abelhuda 
Simples aceitas do sagaz Brichote.
(Gregório de Matos, “À cidade da Bahia”.)
b) Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, 
Que viva de guardar alheio gado, 
De tosco trato, de expressões grosseiro, 
Dos frios gelos e dos sóis queimado. 
Tenho próprio casal e nele assisto; 
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite; 
Das brancas ovelhinhas tiro o leite, 
E mais as finas lãs, de que me visto.
(Tomás Antônio Gonzaga, “Lira I”.)
TEMA 1 CLASSICISMO E LITERATURA 
COLONIAL
1 (Unesp-SP) Leia o soneto “Alma minha gentil, que 
te partiste”, do poeta português Luís de Camões 
(1525?-1580), para responder à questão a seguir.
Alma minha gentil, que te partiste
tão cedo desta vida descontente,
repousa lá no Céu eternamente,
e viva eu cá na terra sempre triste.
Se lá no assento etéreo, onde subiste,
memória desta vida se consente,
não te esqueças daquele amor ardente
que já nos olhos meus tão puro viste.
E se vires que pode merecer-te
alguma coisa a dor que me ficou
da mágoa, sem remédio, de perder-te,
roga a Deus, que teus anos encurtou,
que tão cedo de cá me leve a ver-te,
quão cedo de meus olhos te levou.
Sonetos, 2001.
De modo indireto, o soneto camoniano acaba 
também por explorar o tema da
a) falsidade humana.
b) indiferença divina.
c) desumanidade do mundo.
d) efemeridade da vida.
e) falibilidade da memória.
Texto para a questão 2.
Como se dissera o mais sábio de todos os ho-
mens: Se com toda a minha eloquência houvera de 
orar pelos mortos e pelos vivos, aos mortos havia 
de dar os parabéns, e fazer um largo panegírico1 
de suas felicidades: e aos vivos havia de dar os 
pêsames, e fazer uma oração verdadeiramente fú-
nebre e triste, em que lamentasse as suas misérias 
e desgraças. Isso disse Salomão, com cuja autori-
dade nenhuma outra humana pode competir: só 
foi maior que ela a que juntamente é humana e 
divina, a da eterna sabedoria de Cristo.
1 Discurso para elogiar alguém.
Vieira, Padre Antônio. Sermão de quarta-feira de cinzas 
(para ser pregado na Capela Real). In: Obras completas de Padre Antonio 
Vieira Porto: Lello & Irmão Editores, s/d, p. 637.
Literatura 21
22 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
c) Tu não verás, Marília, cem cativos 
Tirarem o cascalho e a rica terra, 
Ou dos cercos dos rios caudalosos, 
Ou da minada Serra. 
Não verás separar ao hábil negro 
Do pesado esmeril a grossa areia, 
E já brilharem os granetes de ouro 
No fundo da bateia.
(Tomás Antônio Gonzaga, “Lira III”.)
d) Pescadoresdo Mondego, 
Que girais por essa praia, 
Se vós enganais o peixe, 
Também Lise vos engana. 
Vós ambos sois pescadores; 
Mas com diferença tanta, 
Vós ao peixe armais com redes, 
Ela co’os olhos vos arma.
(Cláudio Manuel da Costa, “Romance I”.)
e) Aonde levas, Pastora, 
Essas tenras ovelhinhas? 
Que para seu mal lhes basta 
O seres tu quem as guia. 
Acaso vão para o vale, 
Ou para a serra vizinha? 
Vão acaso para o monte, 
Que lá mais distante fica?
(Cláudio Manuel da Costa, “Romance IV”.)
TEMA 2 POEMAS ESCOLHIDOS DE 
GREGÓRIO DE MATOS
1 
 [...] 
Sai um pobrete de Cristo 
de Portugal, ou do Algarve 
cheio de drogas alheias 
para daí tirar gages1: 
 
O tal foi sota-tendeiro2 
de um cristão-novo em tal parte, 
que por aqueles serviços 
o despachou a embarcar-se. 
 
Fez-lhe uma carregação 
entre amigos, e compadres: 
e ei-lo comissário feito 
de linhas, lonas, beirames. 
 
Entra pela barra dentro, 
dá fundo, e logo a entonar-se 
começa a bordo da Nau 
cum vestidinho flamante. 
1 “tirar gages”: ter lucro, obter vantagem financeira
2 “sota”: prefixo que indica posição inferior; “tendeiro”: comerciante que vende 
em tendas.
Salta em terra, toma casas, 
arma a botica dos trastes, 
em casa come Baleia, 
na rua entoja manjares. 
 
Vendendo gato por lebre, 
antes que quatro anos passem, 
já tem tantos mil cruzados, 
segundo afirmam Pasguates. 
[...]
MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos de Gregório de Matos. 
São Paulo: Companhia das Letras, 2010, pp. 54-55.
 Gregório de Matos demonstra valores da nobreza 
colonial baiana, na medida em que 
a) menospreza a ascensão social de comerciantes.
b) exalta as oportunidades de negócio em Salvador.
c) elogia os manjares gastronômicos da Bahia.
d) defende o direito dos animais.
e) se solidariza com os pobres.
2 
Largo em sentir, em respirar sucinto 
Peno, e calo tão fino, e tão atento, 
Que fazendo disfarce do tormento 
Mostro que o não padeço, e sei que o sinto. 
 
O mal, que fora encubro, ou que desminto, 
Dentro no coração é que o sustento: 
Com que, para penar é sentimento, 
Para não se entender é labirinto. 
 
Ninguém sufoca a voz nos seus retiros; 
Da tempestade é o estrondo efeito: 
Lá tem ecos a terra, o mar suspiros. 
 
Mas oh do meu segredo alto conceito! 
Pois não me chegam a vir à boca os tiros 
Dos combates, que vão dentro no peito.
MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos de Gregório de Matos. 
São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 218.
Considerando o poema, assinale a alternativa cor-
reta.
a) A referência ao “mal” revela a perspectiva cristã 
do poema.
b) O texto lírico trabalha a oposição entre essência x 
aparência.
c) O tormento faz com que o poeta perca a sua 
própria identidade biográfica.
d) A indecisão entre o pecado e a vida virtuosa 
acentua o estilo barroco do texto.
e) O poeta satiriza os indivíduos que não expres-
sam a insatisfação com o governo.
Literatura 23
3 
No Brasil apenas incorporou a seu acervo lexi-
cográfico a contribuição tupi e africana, vivificada 
pelo caudal gírio e chulo do tempo, e por uma 
linguagem figurada que aqui e ali fazia despontar 
o barroco tropical. A paisagem brasileira, na sua 
vida social e na sua realidade linguística, penetrou 
na criação literária de Gregório durante os últimos 
quinze anos de sua vida, depois do seu regresso à 
Bahia em 1679-1681.
SPINA, Segismundo. A poesia de Gregório de Matos. 
São Paulo: Edusp, 1995, p. 31.
A variedade léxica da obra de Gregório de Matos 
mencionada no excerto crítico pode ser verificada 
nos seguintes versos:
a) “Pois para temperar a tirania, 
Como quis que aqui fosse a neve ardente, 
Permitiu parecesse a chama fria.”
b) “Onde escrevem sem vergonha 
Não só brancos, mas mestiços, 
Que para os bons sou inferno, 
E para os maus paraíso”
c) “Que faz no objeto, que mostra, ou que 
retrata, 
Mesclando a cor purpúrea à cristalina, 
Não sei quando é rubi, ou quando é prata.”
d) “Para tropa do trapo vazo a tripa, 
E mais não digo, porque a Musa topa 
Em apa, epa, ipa, opa, upa.”
e) “Tenha embora um avô nascido lá, 
Cá te, três pela costa do Cairu, 
E o principal se diz Praguaçu, 
Descendente este tal de um Guinamá”
4
Não vi em minha vida a formosura, 
Ouvia falar nela cada dia, 
E ouvida me incitava, e me movia 
A querer ver tão bela arquitetura. 
 
Ontem a vi por minha desventura 
Na cara, no bom ar, na galhardia 
De uma mulher, que em Anjo se mentia, 
De um Sol, que se trajava em criatura.
Me matem, disse eu vendo abrasar-me, 
Se esta a cousa não é, que encarecer-me 
Sabia o mundo, e tanto exagerar-me.
Olhos meus, disse então por defender-me, 
Se a beleza heis de ver para matar-me, 
Antes, olhos, cegueis, do que eu perder-me.
MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos de Gregório de Matos. 
São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 215.
O soneto de Gregório de Matos denota um ele-
mento presente no estilo barroco, ou seja,
a) a metalinguagem, na disposição do poeta em 
ressaltar seu sentimento.
b) o humor, no processo de caricaturização da 
dama a quem se refere.
c) a religiosidade, na atitude de arrepender-se 
diante de um anjo.
d) o cultismo, na associação da dama a elementos 
grandiosos.
e) o realismo, visto no vigor explicativo dos fatos.
TEMA 3 ROMANTISMO
Texto para a questão 1.
Um pensamento liberal moderno, em tudo 
oposto ao pesado escravismo dos anos 1840, pode 
formular-se tanto entre políticos e intelectuais das 
cidades mais importantes quanto junto a bacharéis 
egressos das famílias nordestinas que pouco ou 
nada poderiam esperar do cativeiro em declínio.
BOSI, Alfredo. Dialética da colonização. São Paulo: 
Companhia das Letras, 1992. p. 224.
1 (PUCC-SP) Ideias liberais, tornadas públicas, en-
traram em conflito com a realidade escravista do 
Brasil, tal como se pode avaliar na força dramática 
que assumiram 
a) os poemas libertários de Castro Alves, já ao 
final do período romântico.
b) os romances naturalistas de Aluísio Azevedo e 
Machado de Assis.
c) as páginas de literatura documental de Antonil 
e Pero de Magalhães Gândavo.
d) os manifestos pré-modernistas de Euclides da 
Cunha e Augusto dos Anjos.
e) as crônicas de costumes de Olavo Bilac e João 
do Rio.
24 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
2 (Unesp-SP)
Tal movimento não era apenas um movimento 
europeu de caráter universal, conquistando uma 
nação após outra e criando uma linguagem literária 
universal que, em última análise, era tão inteligí-
vel na Rússia e na Polônia quanto na Inglaterra e 
na França; ele também provou ser uma daquelas 
correntes que, como o Classicismo da Renascen-
ça, subsistiu como fator duradouro no desenvol-
vimento da arte. Na verdade, não existe produto 
da arte moderna, nenhum impulso emocional, ne-
nhuma impressão ou estado de espírito do homem 
moderno, que não deva sua sutileza e variedade 
à sensibilidade que se desenvolveu a partir desse 
movimento. Toda exuberância, anarquia e violên-
cia da arte moderna, seu lirismo balbuciante, seu 
exibicionismo irrestrito e profuso, derivaram dele. 
E essa atitude subjetiva e egocêntrica tornou-se 
de tal modo natural para nós, tão absolutamente 
inevitável, que nos parece impossível reproduzir 
sequer uma sequência abstrata de pensamento 
sem fazer referência aos nossos sentimentos. 
HAUSER, Arnold. História social da arte e da literatura, 1995 (adaptado).
O texto refere-se ao movimento denominado 
a) Barroco. 
b) Arcadismo. 
c) Realismo. 
d) Romantismo. 
e) Simbolismo.
TEMA 4 REALISMO
Texto para a questão 1.
O fragmento de texto apresentado foi retirado 
do romance O crime do padre Amaro, de Eça de 
Queirós.
FRAGMENTO IV
Ela então, movendo-se com uma cautela sole-
ne, chegou-se ao espelho da sacristia – um antigo 
espelho de reflexo esverdeado, com um caixilho 
negro de carvalho lavrado, tendo no topo uma cruz. 
Mirou-se um momento, naquela seda azul-celeste 
que a envolvia toda, picada do brilho agudo das 
estrelas, com uma magnificência sideral. Sentia-
-lhe o peso rico. A santidade que o manto adquirira

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