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ANGLO R E V I S A O D E I N V E R N O Todos os direitos reservados por SOMOS Sistemas de Ensino S.A. Avenida Paulista, 901, 6º andar – Bela Vista São Paulo – SP – CEP 01310-200 http://www.somoseducacao.com.br Dados Internacionais de Catalogação na Publicação Anglo : 3ª série : multidisciplinar : volume único : revisão de inverno / obra coletiva. - 1. ed. − São Paulo : SOMOS Sistemas de Ensino, 2022. Vários autores ISBN 978-85-468-2943-9 Bibliografia 1. Ensino médio - Compêndio 2. Vestibulares CDD 378.1662 22-0020 Angélica Ilaqua – CRB-8/7057 Presidência: Mario Ghio Júnior Vice-presidência de educação digital: Camila Montero Vaz Cardoso Direção editorial: Lidiane Vivaldini Olo Direção pedagógica: Daniel Perry Coordenação pedagógica: Henrique Braga Gerência editorial: Marcela Pontes Coordenação de projetos editoriais premium: Michelle Y. Urcci Gonçalves Edição de projetos editoriais premium: Daniela Carvalho e Ludmila da Guarda Planejamento e controle de produção: Flávio Matuguma (ger.), Juliana Batista (coord.) e Anny Lima e Suelen Ramos (analistas) Gerência de Arte: Fernanda Costa da Silva Coordenação de design: Erik Taketa Edição: Atarukas Produção Editorial Diagramação: Atarukas Produção Editorial Ilustrações: Atarukas Produção Editorial Uma publicação 0_INICIAIS_REV_INVERNO_2022.indd 10_INICIAIS_REV_INVERNO_2022.indd 1 22/02/22 11:0222/02/22 11:02 REVISÃO REVISÃO DE INVERNODE INVERNO LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS LÍNGUA PORTUGUESA Felipe Leal, HENRIQUE Santos Braga e Eduardo CalBUCCI (Entendimento de texto) Daniel Fonseca, HENRIQUE Santos Braga, Eduardo CalBUCCI e Sérgio de Lima PAGANIM (Gramática) Fernando Marcílio Lopes Couto, Mauricio Soares da Silva Filho e Paulo Giovani de Oliveira (Literatura) REDAÇÃO Felipe Leal, Sérgio de Lima PAGANIM e Luciana Migliaccio (LUCY) LÍNGUA INGLESA PATRICIA Helena Costa Senne dos Santos Mauricio Pierucci MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS Fábio PELICANO Borges Vieira FERNANDO de Moraes Trindade GLENN Albert Jacques Van Amson Roberto Teixeira Cardoso (ROBBY) THALES Graça Athanásio THIAGO Dutra de Araújo CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS BIOLOGIA GABRIEL Antonini JOÃO CARLOS Rodrigues Coelho JOSÉ MANOEL Martins MARCELO Perrenoud MARCOS Engelstein NELSON H. Carvalho de Castro RENATO da Silva Corrêa Filho FÍSICA CARLINHOS N. Marmo Ronaldo CARRILHO ÉLCIO Moutinho Silveira HARLEY Sato MADSON Molina Márcio MIRANDA QUÍMICA João USBERCO Philippe Spitaleri Kaufmann (PH) Reinaldo Putvinskis (JUNIOR) ROBSON Groto RODRIGO Machado Rodrigo Putvinskis (ALEMÃO) CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS HISTÓRIA LUCAS Kodama Secco VINICIUS de Paula GEOGRAFIA Vagner Augusto da Silva (GUGU) 0_INICIAIS_REV_INVERNO_2022.indd 20_INICIAIS_REV_INVERNO_2022.indd 2 22/02/22 11:0222/02/22 11:02 SUMÁRIO LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS Entendimento de texto 4 Gabarito 9 Gramática 10 Gabarito 20 Literatura 21 Gabarito 30 Redação 32 Língua Inglesa 35 Gabarito 39 MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS 42 Gabarito 52 CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS Biologia 54 Gabarito 70 Física 72 Gabarito 90 Química 92 Gabarito 106 CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS História do Brasil 110 Gabarito 117 História Geral 118 Gabarito 128 Geografia do Brasil 129 Gabarito 137 Geografia Geral 138 Gabarito 145 LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS Entendimento de texto Gramática Literatura Redação Língua Inglesa 4 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias ENTENDIMENTO DE TEXTO TEMA 1 APREENSÃO E COMPREENSÃO 1 (Unicamp-SP) Na opinião de Klaus R. Mecke, profes- sor no Instituto de Física Teórica da Universidade de Stuttgart, Alemanha, o uso da linguagem da física na literatura obedeceria ao seguinte propó- sito: Uma função literária central da fórmula seria simbolizar a violência. A fórmula torna-se metáfo- ra para a violência, para o calculismo desumano, para a morte e para a fria mecânica – para o gol- pe de força. Recorde-se também O Pêndulo de Foucault, de Umberto Eco, em que a fórmula do pêndulo caracteriza o estrangulamento de um ser humano. Passo a citar: “O período de oscilação, T, é independente da massa do corpo suspenso (igualdade de todos os homens perante Deus)...”. Também aqui a fórmula constitui uma referência irônica à marginalização do sujeito, reduzido à “massa inerte” suspensa. MECKE, Klaus R. A imagem da Física na Literatura. Gazeta de Física, 2004, p. 6-7 (adaptado). Segundo Mecke, a função literária de algumas noções da Física, presentes em determinados ro- mances, expressa a) a falta de liberdade do sujeito nas relações so- ciais, mas o uso da independência do período do pêndulo simples com a massa do corpo sus- penso, feito por Umberto Eco, está incorreto. b) a revogação parcial das leis da natureza, e o uso da independência do período do pêndulo simples com a massa do corpo suspenso, feito por Umberto Eco, está correto. c) a concordância quanto ao modo como repre- sentamos a natureza, mas o uso da indepen- dência do período do pêndulo simples com a massa do corpo suspenso, feito por Umberto Eco, está incorreto. d) a privação da liberdade do ser humano, e o uso da independência do período do pêndulo simples com a massa do corpo suspenso, feito por Umberto Eco, está correto. 2 (Enem) Há cerca de dez anos, estimava-se que 11,2% da população brasileira poderia ser considerada dependente de álcool. Esse índice, dividido por gênero, apontava que 17,1% da população mascu- lina e 5,7% da população feminina eram consumi- dores da bebida. Quando analisada a distribuição etária desse consumo, outro choque: a pesquisa evidenciou que 41,2% de estudantes da educação básica da rede pública brasileira já haviam feito uso de álcool. Dados atuais apontam que a porcentagem de dependentes de álcool subiu para 15%. Estima-se que o país gaste 7,3% do PIB por ano para tratar de problemas relacionados ao alcoolismo, desde o tratamento de pacientes até a perda da produtivi- dade no trabalho. A indústria do álcool no Brasil, que produz do açúcar ao álcool combustível, movimenta 3,5% do PIB. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 28, n. 4, dez./ 2006. Disponível em: (com adaptações). A partir dos dados apresentados, conclui-se que a) o país, para tratar pessoas com problemas pro- vocados pelo alcoolismo, gasta o dobro do que movimenta para produzir bebida alcoólica. b) o aumento do número de brasileiros dependen- tes de álcool acarreta decréscimo no percentual do PIB gasto no tratamento dessas pessoas. c) o elevado percentual de estudantes que já con- sumiram bebida alcoólica é indicativo de que o consumo do álcool é problema que deve ser enfrentado pela sociedade. d) as mulheres representam metade da população brasileira dependente de álcool. e) o aumento na porcentagem de brasileiros de- pendentes de álcool deveu-se, basicamente, ao crescimento da indústria do álcool. 3 (Unicamp-SP) Alguns pesquisadores falam sobre a neces- sidade de um “letramento racial”, para “reeducar o indivíduo em uma perspectiva antirracista”, baseado em fundamentos como o reconheci- mento de privilégios, do racismo como um pro- blema social atual, não apenas legado histórico, e a capacidade de interpretar as práticas racializa- das. Ouvir é sempre a primeira orientação dada por qualquer especialista ou ativista: uma escuta atenta, sincera e empática. Luciana Alves, educa- dora da Unifesp, afirma que “Uma das principais coisas é atenção à linguagem. A gente tem uma linguagem sexista, racista, homofóbica, que passa Entendimento de texto 5 pelas piadas e pelo uso de termos que a gente já naturalizou. ‘A coisa tá preta’, ‘denegrir’, ‘serviço de preto’... Só o fato de você prestar atenção na linguagem já anuncia uma postura de reconstru- ção. Se o outro diz que tem uma carga negativa e ofensiva, acredite”. Gente branca: o que os brancosno contacto com os ombros da imagem penetrava-a duma voluptuosidade beata. Um fluido mais doce que o ar da terra envolvia-a, fazia-lhe passar no corpo a carícia do éter do Paraíso. Parecia-lhe ser uma santa no andor, ou mais alto, no Céu... Amaro babava-se para ela: – Oh filhinha, és mais linda que Nossa Se- nhora! Ela deu uma olhadela viva ao espelho. Era, decerto, linda. Não tanto como Nossa Senhora... Mas com o seu rosto trigueiro, de lábios rubros, alumiado por aquele rebrilho dos olhos negros, se estivesse sobre o altar, com cantos ao órgão e um culto sussurrando em redor, faria palpitar bem for- te o coração dos fiéis... Amaro então chegou-se por detrás dela, cru- zou-lhe os braços sobre o seio, apertou-a toda – e estendendo os lábios por sobre os dela, deu-lhe um beijo mudo, muito longo... Os olhos de Amélia cerravam-se, a cabeça inclinava-se-lhe para trás, pesada de desejo. (...) Mas endireitou-se de repente, fixou Amaro ba- tendo as pálpebras como acordada de muito longe; uma onda de sangue escaldou-lhe o rosto: – Oh Amaro, que horror, que pecado!... – Tolice! disse ele. Mas ela desprendia-se do manto, toda aflita: – Tira-mo, tira-mo! gritava, como se a seda a queimasse. Então Amaro fez-se muito sério. Realmente não se devia brincar com coisas sagradas... (CAPÍTULO XVIII) Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2000. 1 (Uerj) No fragmento IV, observa-se que Amaro e Amélia têm atitudes distintas após se beijarem na sacristia. Suas atitudes são resultado do conflito entre dois temas presentes na obra de Eça de Queirós. Explicite esses dois temas e, em seguida, retire do fragmento uma expressão que sintetize esse conflito. Literatura 25 TEMA 5 QUINCAS BORBA 1 Rubião fitava a enseada, – eram oito horas da manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no cordão do chambre, à janela de uma grande casa de Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava em outra coisa. Cotejava o passado com o presente. Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capitalista. Olha para si, para as chi- nelas (umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade. – Vejam como Deus escreve direito por linhas tortas, pensa ele. Se mana Piedade tem casado com Quincas Borba, apenas me daria uma espe- rança colateral. Não casou; ambos morreram, e aqui está tudo comigo; de modo que o que parecia uma desgraça... ASSIS, Machado de, Quincas Borba, cap. I. a) Indique uma marca da onisciência do narrador presente no trecho. b) Embora o uso de terceira pessoa suponha cer- to distanciamento da matéria narrada, o trecho apresenta um traço de subjetividade do narra- dor. Indique-o. Texto para as questões 2 e 3. Para responder às questões, leia o trecho de uma fala do personagem Quincas Borba, extraída do romance Quincas Borba, de Machado de Assis, publicado ori- ginalmente em 1891. — […] O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a su- pressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o caráter conservador e benéfico da guerra. Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir- -se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conserva- ção. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, acla- mações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo ra- cional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas. [...] Aparente- mente, há nada mais contristador que uma dessas terríveis pestes que devastam um ponto do globo? E, todavia, esse suposto mal é um benefício, não só porque elimina os organismos fracos, incapazes de resistência, como porque dá lugar à observação, à descoberta da droga curativa. A higiene é filha de podridões seculares; devemo-la a milhões de cor- rompidos e infectos. Nada se perde, tudo é ganho. (Quincas Borba, 2016.) 2 (Unesp-SP) Considerando o contexto histórico de produção, verifica-se no trecho uma alusão irônica a) à teoria darwiniana. b) à filosofia idealista. c) à ideologia capitalista. d) à filosofia iluminista. e) à ideologia socialista. 26 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias 3 (Unesp-SP) Está empregado em sentido figurado o termo sublinhado em: a) “nenhuma pessoa canoniza uma ação que vir- tualmente a destrói”. b) “a supressão de uma é condição da sobrevivên- cia da outra”. c) “Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos”. d) “Daí o caráter conservador e benéfico da guerra”. e) “não chegam a nutrir-se suficientemente e mor- rem de inanição”. 4 [...] Sofia estava magnífica. Trajava azul escu- ro, mui decotada [...] os braços nus, com uns tons de ouro claro, ajustavam-se às espáduas e aos seios, tão acostumados ao gás do salão. Diadema de pé- rolas feitiças, tão bem acabadas, que iam de par com as duas pérolas naturais, que lhe ornavam as orelhas, e que Rubião lhe dera um dia” ASSIS, Machado de, Quincas Borba, cap. LXIX. a) A descrição de Sofia revela um traço importante de seu comportamento e de sua personalida- de. Indique esse traço. b) O trecho estabelece uma distinção entre o diadema e os brincos usados por Sofia. O que essa distinção revela a respeito de sua situação familiar e de suas relações com Rubião? TEMA 6 A RELÍQUIA 1 A epígrafe do romance A relíquia, de Eça de Quei- rós, traz as seguintes palavras: “Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia”. A partir dessa informação, responda: a) Levando em conta a estrutura do romance, como se pode entender o uso do termo fanta- sia, na epígrafe? b) Qual a verdade cuja nudez é revelada sob o manto diáfano da fantasia? Texto para as questões 2 e 3. [...] Naquela forma rotunda que caracteriza a sua eloquência universitária, o Doutor Topsius diz: “o ilustre fidalgo lusitano transportava ali restos dos seus antepassados, recolhidos por ele, antes de deixar o solo sacro da pátria, no seu velho solar torreado!...” Maneira de dizer singularmente falaz e censurável! Porque faz supor, a Alemanha erudita, que eu viajava pelas terras do Evangelho – trazendo embrulhados num papel pardo os ossos dos meus avós! Literatura 27 Nenhuma outra imputação me poderia tanto desaprazer e desconvir. Não por me denunciar à Igreja, como um profanador leviano de sepulturas domésticas; menos me pesam a mim, comendador e proprietário, as fulminações da Igreja, que as fo- lhas secas que às vezes caem sobre o meu guarda- -sol de cima de um ramo morto; nem realmente a Igreja, depois de ter embolsado os seus emolumen- tos por enterrar um molho de ossos, se importa que eles para sempre jazam resguardados sob a rígida paz de um mármore eterno, ou que andem choca- lhados nas dobras moles de um papel pardo. Mas a afirmação de Topsius desacredita-me perante a Burguesia Liberal; e só da Burguesia Liberal, oni- presente e onipotente, se alcançam, nestes tempos de semitismo e de capitalismo,as cousas boas da vida, desde os empregos nos bancos até as comen- das da Conceição. Eu tenho filhos, tenho ambi- ções. Ora, a Burguesia Liberal aprecia, recolhe, assimila com alacridade um cavalheiro ornado de avoengos e solares; é o vinho precioso e velho que vai apurar o vinho novo e cru; mas com razão detes- ta o bacharel, filho de algo, que passeie por diante dela, enfunado e teso, com as mãos carregadas de ossos de antepassados – como um sarcasmo mudo aos antepassados e aos ossos que a ela lhe faltam. QUEIRÓS, Eça de. A relíquia. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001. p. 50-51. 2 No trecho, o narrador revela os motivos mais pro- fundos que o levam a contar a história de sua vida: a) o desejo de construir uma autoimagem positiva perante a sociedade. b) o esforço para mostrar a todos a verdade dos fatos. c) a dedicação à sua classe social de origem, como forma de homenagear os pais. d) a denúncia das instituições eclesiásticas. e) o desprezo pelas tradições portuguesas. 3 No trecho, a imagem da Igreja associa-se a) à fé. b) ao poder. c) ao interesse financeiro. d) à reflexão teológica. e) à defesa da moralidade. 4 (Fuvest-SP) Atente para as seguintes afirmações relativas ao desfecho do romance A Relíquia, de Eça de Queirós: I. O autor revela, por meio de Teodorico, sua descrença num Jesus divinizado, imagem que é substituída pela ideia de Consciência. II. Ao ser sincero com Crispim, Teodorico conquis- ta a vida de burguês que sempre almejou. III. Teodorico dá ouvidos à mensagem de Cristo, arrepende-se de sua hipocrisia beata e abraça a fé católica. Está correto o que se afirma apenas em a) I. b) II. c) I e II. d) II e III. e) I e III. TEMA 7 BELLE ÉPOQUE 1 (Unesp-SP) Tal movimento distingue-se pela atenuação do sentimentalismo e da melancolia, a ausência quase completa de interesse político no contexto da obra (embora não na conduta) e (como os mode- los franceses) pelo cuidado da escrita, aspirando a uma expressão de tipo plástico. O mito da pureza da língua, do casticismo vernacular abonado pela autoridade dos autores clássicos, empolgou toda essa fase da cultura brasileira e foi um critério de excelência. É possível mesmo perguntar se a visão luxuosa dos autores desse movimento não repre- sentava para as classes dominantes uma espécie de correlativo da prosperidade material e, para o comum dos leitores, uma miragem compensadora que dava conforto. (Antonio Candido. Iniciação à literatura brasileira, 2010. Adaptado.) O texto refere-se ao movimento denominado a) Romantismo. b) Barroco. c) Parnasianismo. d) Arcadismo. e) Realismo. 2 (Enem-PPL) Chamou-me o bragantino e levou-me pelos corredores e pátios até ao hospício propriamente. Aí é que percebi que ficava e onde, na seção, na de indigentes, aquela em que a imagem do que a Desgraça pode sobre a vida dos homens é mais formidável. O mobiliário, o vestuário das camas, as camas, tudo é de uma pobreza sem par. Sem fa- zer monopólio, os loucos são da proveniência mais diversa, originando-se em geral das camadas mais pobres da nossa gente pobre. São de imigrantes italianos, portugueses e outros mais exóticos, são os negros roceiros, que teimam em dormir pelos desvãos das janelas sobre uma esteira esmolamba- da e uma manta sórdida; são copeiros, cocheiros, moços de cavalariça, trabalhadores braçais. No meio disto, muitos com educação, mas que a falta de recursos e proteção atira naquela geena social. BARRETO, L. Diário do hospício e O cemitério dos vivos. São Paulo: Cosac & Naify, 2010. 28 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias No relato de sua experiência no sanatório onde foi internado, Lima Barreto expõe uma realidade social e humana marcada pela exclusão. Em seu testemunho, essa reclusão demarca uma a) medida necessária de intervenção terapêutica. b) forma de punição indireta aos hábitos desre- grados. c) compensação para as desgraças dos indivíduos. d) oportunidade de ressocialização em um novo ambiente. e) conveniência da invisibilidade a grupos vulne- ráveis e periféricos. TEMA 8 MODERNISMO Texto para a questão 1. Tal vanguarda rompeu radicalmente com a ideia de arte como imitação da natureza, preva- lecente na pintura europeia desde a Renascença. Seus principais adeptos abandonaram as noções tradicionais de perspectiva, tentando representar solidez e volume numa superfície bidimensional, sem converter pela ilusão a tela plana num espaço pictórico tridimensional. Múltiplos aspectos do ob- jeto eram figurados simultaneamente; as formas visíveis eram analisadas e transformadas em pla- nos geométricos, que eram recompostos segundo vários pontos de vista simultâneos. Tal vanguarda era e dizia ser realista, mas tratava-se de um rea- lismo conceitual, e não óptico. (Ian Chilvers (org). Dicionário Oxford de arte, 2007. Adaptado.) 1 (Unifesp) Uma pintura representativa da vanguar- da à qual o texto se refere está reproduzida em: a) (Edvard Munch, O grito, 1893.) b) (René Magritte, Império das luzes, 1954.) c) (Pablo Picasso, As senhoritas de Avignon, 1907.) d) (Henri Matisse, Violinista à janela, 1917.) e) (Roy Lichtenstein, Luminárias vermelhas, 1990.) Literatura 29 Texto para a questão 2. MACUNAÍMA Uma feita a Sol cobrira os três manos duma escaminha de suor e Macunaíma se lembrou de to- mar banho. Porém no rio era impossível por causa das piranhas tão vorazes que de quando em quan- do na luta pra pegar um naco de irmã espedaçada, pulavam aos cachos pra fora d’água metro e mais. Então Macunaíma enxergou numa lapa bem no meio do rio uma cova cheia d’água. E a cova era que-nem a marca dum pé-gigante. Abicaram. O herói depois de muitos gritos por causa do frio da água entrou na cova e se lavou inteirinho. Mas a água era encantada porque aquele buraco na lapa era marca do pezão do Sumé, do tempo em que andava pregando o evangelho de Jesus pra indiada brasileira. Quando o herói saiu do banho estava branco louro e de olhos azuizinhos, a água lavara o pretume dele. E ninguém não seria capaz mais de indicar nele um filho da tribo retinta dos Tapa- nhumas. Nem bem Jiguê percebeu o milagre, se atirou na marca do pezão do Sumé. Porém a água já estava muito suja da negrura do herói e por mais que Jiguê esfregasse feito maluco atirando água pra todos os lados só conseguiu ficar da cor do bronze novo. Macunaíma teve dó e consolou: – Olhe, mano Jiguê, branco você ficou não, po- rém pretume foi-se e antes fanhoso que sem nariz. Maanape então é que foi se lavar, mas Jiguê esborrifara toda a água encantada pra fora da cova. Tinha só um bocado lá no fundo e Maanape con- seguiu molhar só a palma dos pés e das mãos. Por isso ficou negro bem filho da tribo dos Tapanhumas. ANDRADE, Mário de. Macunaíma. 22. ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 1986. 2 (Unifesp) Os haviam “civilizado” a imagem do índio, injetando nele os padrões do cavalheirismo convencional. Os , ao contrário, procuraram nele e no negro o primi- tivismo, que injetaram nos padrões da civilização dominante como renovação e quebra das conven- ções acadêmicas. CANDIDO, Antonio. Iniciação à literatura brasileira, 2010 (adaptado). As lacunas do texto devem ser preenchidas, res- pectivamente, por a) românticos e simbolistas. b) árcades e simbolistas. c) árcades e modernistas. d) românticos e modernistas. e) simbolistas e modernistas. ANOTAÇÕES 30 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias GABARITO LITERATURA 2 a 3 a 4 a) O trecho evidencia a sensualidade de Sofia: ela explorava de forma proposital sua beleza, apre- sentando-se “mui decotada” e com “os braços nus”. Além disso, o narrador denuncia seu há- bito de frequentar a sociedade, ao sugerir que seus seios eram “acostumados ao gás do salão”. b) O diadema usado por ela era feito de “pérolas feitiças”, isto é, falsas, o que indica que as con- dições financeiras de Sofia e seu marido ainda não permitiam a ela a aquisição de joias ver- dadeiras, ao contrário do queocorre com os mimos dados por Rubião, os brincos formados por “duas pérolas naturais” (isto é, verdadeiras), que evidenciam, de um lado, a riqueza deste, e, de outro, o quando ele se encontravam seduzi- do pela beleza dela. TEMA 6 A RELÍQUIA 1 a) Um dos capítulos do romance, o III, é todo ele voltado para uma viagem no tempo (real ou sonhada) experimentada pelo protagonista. Vivendo no século XIX, ele se vê transportado para os tempos da crucificação de Cristo. Pode- -se aludir, ainda, à imagem fantasiosa que, ao longo da narrativa, Teodorico tenta construir perante a tia rica, para justificar o recebimento da herança. b) A "fantasia" envolvida no enredo de A relíquia revela a hipocrisia do narrador Teodorico Ra- poso. Esse caráter negativo pode também ser estendido para diversos aspectos da sociedade e da cultura portuguesa do final do séc. XIX como, por exemplo, o caráter superficial das crenças religiosas, o sensualismo extremo, a indiferença para com os humildes etc. 2 a 3 c 4 c TEMA 1 CLASSICISMO E LITERATURA COLONIAL 1 d 2 b 3 c TEMA 2 POEMAS ESCOLHIDOS DE GREGÓRIO DE MATOS 1 a 2 b 3 e 4 d TEMA 3 ROMANTISMO 1 a 2 d TEMA 4 REALISMO 1 Os dois temas muito presentes na obra de Eça de Queirós são a religiosidade e o erotismo. O trecho mostra uma cena de erotismo em plena sacristia de uma igreja. Amélia paramenta-se com o manto de Nossa Senhora, provocando forte desejo físico no padre. Uma expressão que sintetiza o conflito entre os dois temas é “voluptuosidade beata”. TEMA 5 QUINCAS BORBA 1 a) No trecho, o narrador explicita ao leitor os pen- samentos da personagem, o que evidencia a sua onisciência. b) Em uma pequena passagem do trecho, o nar- rador se utiliza da primeira pessoa: “em verdade, vos digo”, o que sugere essa subjetividade. Literatura 31 TEMA 7 BELLE ÉPOQUE 1 c 2 e TEMA 8 MODERNISMO 1 c 2 d ANOTAÇÕES 32 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias 1. A dissertação Tipo de texto em que enunciador faz uma análise crítica de uma situação-problema ou tema polê- mico, apresentado com base em uma coletânea de textos temáticos e/ou figurativos. O objetivo é expor o ponto de vista do autor acerca do tema, fundamentando-o com argumentos moldados pela leitura da coletânea de textos e por seu repertório pessoal. 2. Competências gerais avaliadas • Nível de leitura dos textos que compõem a proposta de redação. • Julgamento crítico do tema proposto. • Adequação da redação ao tema e às instruções da proposta. • Posicionamento claro a respeito da questão posta em debate. • Apresentação de argumentos consistentes para a defesa da tese. • Afirmações compatíveis com a realidade, sem simplismos. • Progressão e articulação de ideias ao longo do texto. • Emprego de recursos de linguagem de norma- -padrão. 3. Estrutura ortodoxa da dissertação • Introdução: apresenta os elementos que nortearão a análise, ou seja, o tema, seu contexto e o ponto de vista do autor. • Desenvolvimento: resultado da seleção de argu- mentos pertinentes para levar o leitor a compreen- der por quais motivos o autor do texto defende a opinião que apresentou. • Conclusão: encerra o texto e depende diretamente da análise construída, do tema e das instruções do vestibular (síntese do texto; reafirmação da tese; ou proposta de intervenção). 4. Etapas da produção do texto dissertativo • Leitura da coletânea de textos: apreensão da ques- tão posta em debate. • Seleção de informações a partir da leitura da cole- tânea e do repertório pessoal. • Determinação do posicionamento do autor a res- peito do tema. • Organização da sequência das ideias. • Elaboração final do texto e revisão. 5. Análise de tema: Fuvest 2019 Texto 1 O progresso, longe de consistir em mudança, de- pende da capacidade de retenção. Quando a mudança é absoluta, não permanece coisa alguma a ser melhora- da e nenhuma direção é estabelecida para um possível aperfeiçoamento; e quando a experiência não é retida, a infância é perpétua. George Santayana, A vida da razão, 1905, vol. I, cap. XII (adaptado). Texto 2 O Historiador Veio para ressuscitar o tempo e escalpelar os mortos, as condecorações, as liturgias, as espadas, o espectro das fazendas submergidas, o muro de pedra entre membros da família, o ardido queixume das solteironas, os negócios de trapaça, as ilusões jamais confirmadas nem desfeitas. Veio para contar o que não faz jus a ser glorificado e se deposita, grânulo, no poço vazio da memória. É importuno, sabe-se importuno e insiste, rancoroso, fiel. Carlos Drummond de Andrade, A paixão medida, 1981. REDAÇÃO Redação 33 Texto 3 Flávio Cerqueira, Amnésia, 2015 Texto 4 A minha vontade, com a raiva que todos estamos sentindo, é deixar aquela ruína [o Museu Nacional depois do incêndio] como memento mori, como me- mória dos mortos, das coisas mortas, dos povos mor- tos, dos arquivos mortos, destruídos nesse incêndio. Eu não construiria nada naquele lugar. E, sobretudo, não tentaria esconder, apagar esse evento, fingindo que nada aconteceu e tentando colocar ali um prédio moderno, um museu digital, um museu da Internet – não duvido nada que surjam com essa ideia. Gos- taria que aquilo permanecesse em cinzas, em ruínas, apenas com a fachada de pé, para que todos vissem e se lembrassem. Um memorial. Eduardo Viveiros de Castro, Público.pt, 04/09/2018. Texto 5 Articular historicamente o passado não significa conhecê-lo ‘como ele de fato foi’. Significa apropriar- -se de uma reminiscência, tal como ela relampeja no momento de um perigo. Walter Benjamin, Sobre o conceito de história, 1940. Considerando as ideias apresentadas nos textos e também outras informações que julgar pertinen- tes, redija uma dissertação em prosa, na qual você exponha seu ponto de vista sobre o tema: De que maneira o passado contribui para a compreensão do presente? Essa escultura de um garoto negro foi esculpida no ta- manho real de uma criança, com seus cabelos crespos, seu nariz largo, sua boca marcada. A criança segura uma lata por sobre sua cabeça, de onde escorre uma tinta branca sobre seu corpo feito de bronze. Nexo Jornal, 13/07/2018. 6. Redações acima da média. Texto I "Past continuous": o inglês sabe das coisas O presente pode ser definido como vivência re- sultante da intepretação dos eventos passados e das projeções futuras. Nesse contexto, o "ontem" contri- bui decisivamente para a compreensão do "hoje", seja em experiências coletivas ou individuais, traumáticas ou acalentadoras, fornecendo os subsídios necessários para a interpretação desses fenômenos e as condições que os geraram. Exemplos dessa importância do passado são inú- meros, sendo que alguns saltam aos olhos, como por exemplo os famosos "Museus do holocausto", antigos campos de concentração e de extermínio comandados pelos nazistas. A valorização e a preservação desses locais, bem como o incentivo à visitação constituem ferramentas históricas para entender o que foi o na- zismo, suas implicações na contemporaneidade e suas características. Construir uma memória viva desse período contribuiu decisivamente para não cometer suas atrocidades novamente, protegendo a sociedade da barbárie, além de auxiliar na identificação de seu eventual ressurgimento e em formas de combatê-lo na atualidade. Está aí, aliás, um dos motivos da permanência de inúmeros preconceitos na sociedade brasileira, tendo como grande representante o racismo. Na contramão do comportamento alemão, no Brasil não há um gran- de memorial ou museu da escravidão, restringindo a lembrança desse momento crucial da história do país a um ou dois dias no ano em que as pessoas – nem todas – deixam de ir ao trabalho, cenário certamen- te cômico, não fosse gravemente trágico. O resultado disso pode ser visto em diversos campos sociais, na desvalorização de profissionais negros, no estigma de criminosos que recebem. Em suma, a desvalorização do passadocausa a repetição dos erros e das mazelas que deveriam estar superadas. Além da compreensão de experiências em socie- dade, o passado se reflete também na individualidade do ser humano. Exemplos claros disso são as muitas mulheres que, por conta de experiências traumáticas como estupro e assédio, apresentam muitas dificulda- des de relacionamento com homens, sexualmente ou não, mostrando algo marcante: as condutas de cada um certamente têm raízes no passado. Assim, tanto o comportamento atual do indivíduo, bem como a de 34 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias ANOTAÇÕES mudá-lo, passam, invariavelmente, pela revisitação de sua história. As experiências históricas têm grande influên- cia no presente. Nazismo e racismo são exemplos certeiros de como traumas passados reverberam na atualidade, seja pelo fato de serem lembrados ou negligenciados, bem como o passado dos indivíduos faz parte de sua conduta presente. O passado, por- tanto, é reminiscência e, paradoxalmente, contínuo na civilização. Felipe Ribeiro Fabbrini Texto II Nacionalismo partido ao meio Em Fantasia, reino concebido por Michel End no livro "A história sem fim", há uma cidade habitada por indivíduos peculiares, que vagam sem rumo e atuam irracionalmente, construindo rodas quadra- das. São personagens esquecidos de suas origens, sem pensamento crítico e identidade. Apesar de ser um clássico infanto-juvenil, o livro de End metafo- riza a interdependência entre passado e presente. A manipulação da História é uma arma contra a identidade de um povo, capaz de homogeneizá-lo ou polarizá-lo perigosamente. O modo como a memória de um país é preser- vada relaciona-se diretamente com seu nacionalismo. Seja nos Estados Unidos ou nos países europeus, a de preservação de museus e centros culturais é prioritá- ria, coincidentemente, ou não, são essas nações que possuem nacionalismo e identidade exacerbados. Em contrapartida, o chamado "complexo de vira-lata" e o nacionalismo restrito ao futebol imperam no país que negligenciou por anos seu maior acervo nacional. O incêndio do Museu Nacional, mais do que a perda de arquivos, é a perda da identidade, a combustão do elo entre brasileiros. Sem compartilhar um passado comum, é mais fá- cil extremismos se desenvolverem em uma população. "O visconde partido ao meio" de Ítalo Calvino, tem como protagonista um nobre partido em duas partes por uma bala de canhão durante a guerra. Suas partes opostas, ao retornarem a sua terra, realizam desgraças e oprimem a população local. Seja a metade "boa" ou a "ruim", a perda da identidade do visconde leva as duas a realizarem atos irracionais e prejudiciais. Analoga- mente, sem uma memória coletiva consolidada não há amálgama que una diversos setores de um país, como na Guerra de Secessão dos Estados Unidos recém- -independentes, as guerras civis africanas ou mesmo a polarização política atual no Brasil. O desconhecimento do passado, a perda da identidade, o esfacelamento da memória. Irracional- -mente vagam, insistem em atitudes não pensadas, mas empurram a sociedade para a frente, sobre ro- das quadradas, atolando-a. Rafaela Pereira Carbone TEMAS TEXT COMPREHENSION; COHESION; COHERENCE; VOCABULARY; GRAMMAR (USCS) Leia o texto para responder às questões de 1 a 10. We too often think we are better at something than we are Are you familiar with the Dunning Kruger effect? It holds that the more incompetent people are, the less they are aware of their incompetence. The effect is named after David Dunning of the University of Michigan and Justin Kruger of New York University. Dunning and Kruger gave their test subjects a series of cognitive tasks and asked them to estimate how well they did. At best, 25 percent of the participants viewed their performance more or less realistically; only some people underestimated themselves. The quarter of subjects who scored worst on the tests really missed the mark, wildly exaggerating their cognitive abilities. Is it possible that boasting and failing are two sides of the same coin? As the researchers emphasize, their work highlights a general feature of self-perception: each of us tends to overlook our cognitive deficiencies. So why is the chasm between would-be and actual performance so gaping? Don’t we all have an interest in assessing ourselves realistically? It surely would spare us a great deal of wasted effort and perhaps a few embarrassments. The answer, it seems, is that a moderate inflation of self-esteem has certain benefits. According to a review by psychologists Shelley Taylor and Jonathon Brown, rose-colored glasses tend to increase our sense of well-being and our performance. On the other hand, people afflicted by depression are inclined to be brutally realistic in their self–assessments. An embellished self-image seems to help us weather the ups and downs of daily life. AYAN, Steve. Disponível em: , 15 maio 2018 (adaptado). Glossary rose-colored glasses: expressão usada como referência a uma vi- são positiva ou idealista. 1 Assinale a alternativa cuja citação melhor representa os resultados obtidos pela pesquisa de Dunning e Kruger. a) “We learn something every day, and lots of times it’s that what we learned the day before was wrong.” (Bill Vaughan, 1915-1977) b) “Ignorance more frequently produces confi- dence than does knowledge.” (Charles Darwin, 1809-1882) c) “Angry people are not always wise.” (Jane Austen, 1775- 1817) d) “Education is the most powerful weapon which you can use to change the world.” (Nelson Mandela, 1918-2013) e) “Being ignorant is not so much a shame, as being unwilling to learn.” (Benjamin Franklin, 1706-1790) 2 De acordo com o texto, para realizar a pesquisa, o procedimento empregado foi a aplicação de testes cognitivos e a a) solicitação de uma autoavaliação aos partici- pantes. b) solicitação de mútua avaliação entre os par- ticipantes. c) identificação das deficiências cognitivas dos participantes. d) observação do número de participantes que falharam no teste. e) observação dos erros específicos de cada par- ticipante. 3 Consider the fragment from the second paragraph “each of us tends to overlook our cognitive deficiencies”. The best definition of the underlined word is a) take notice of. d) look for. b) look after. e) fail to notice. c) pay attention to. 4 No parágrafo 3, a palavra “chasm” pode ser en- tendida como: a) semelhança. d) competição. b) diferença. e) conversa. c) discussão. 5 In the third paragraph, the word “gaping“ means: a) tiny. d) meaningless. b) unnecessary. e) flattering. c) huge. LÍNGUA INGLESA Língua Inglesa 35 36 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias 6 De acordo com o último parágrafo, a) as pessoas não têm interesse em se autoavaliar de maneira realista. b) não há explicação para a discrepância existente entre percepção da habilidade e performance. c) uma percepção distorcida das próprias habili- dades pode levar à depressão. d) é vergonhoso não ter ciência de suas próprias limitações. e) uma visão otimista tende a aumentar nosso de- sempenho e a sensação de bem-estar. 7 No último parágrafo, a expressão “on the other hand” estabelece, entre a frase que ela introduz e a anterior, uma relação de a) tempo. d) oposição. b) consequência. e) reiteração. c) modo. 8 A tradução mais adequada para o trecho do último parágrafo “An embellished self-image seems to help us weather the ups and downs of daily life” é: a) Uma autoimagem distorcida afeta negativa- mente a nossa rotina. b) O autocuidado promove resistência às condi- ções climáticas adversas. c) O autocuidado promove resistência às intem- péries do dia a dia. d) Uma autoimagem positiva ajuda a resistir aos altos e baixos da vida cotidiana. e) Uma autoimagem embelezada ajuda a identifi- car os altos e baixos do dia a dia. 9 A expressão “the more incompetent …the less…”, no primeiro parágrafo, dá ideiade a) causalidade. d) substituição. b) contraste. e) concessão. c) proporcionalidade. 10 No início do terceiro parágrafo “So why is the chasm...?”, a palavra “so“ dá ideia de: a) intensificação. d) conclusão. b) comparação. e) exceção. c) adição. Examine o cartum para responder às questões 11 e 12. “We know how to handle our money. The problem is handling it less often.” Disponível em: . 11 (USCS-SP) O efeito de humor do cartum decorre, principalmente, a) do fato de o personagem portar um manual dentro de um restaurante. b) das dificuldades financeiras do casal. c) do emprego da palavra “handle” com diferen- tes significados. d) da expressão facial dos personagens. e) da inutilidade do manual, visto que os persona- gens já dominam o assunto. 12 (USCS-SP) No cartum, o termo “often” pode ser substituído, sem alteração de sentido, por: a) rarely. b) hardly. c) scarcely. d) occasionally. e) frequently. Leia a tirinha de Charlie Brown e sua turma para responder às questões 13 e 14. Disponível em: . 13 (USCS-SP) A reação dos personagens no último quadrinho indica que eles a) discordam da opinião de Charlie Brown. b) não são jogadores talentosos. c) não gostam de jogar beisebol. d) estão cansados da vida. e) acham beisebol entediante. 14 (USCS-SP) No terceiro quadrinho, a palavra “may” expressa ideia de a) possibilidade. b) capacidade. c) permissão. d) habilidade. e) inevitabilidade. TEMAS EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES Texto para as questões 1 a 15. Children’s sugar intake equals five doughnuts a day, campaigners say Children and young people are consuming the equivalent of 20 chocolate chip biscuits a day in sugar, according to anti-obesity campaigners. The calculations by the Obesity Health Alliance (OHA) have led to renewed calls for food and soft drinks manufacturers to make their products healthier to cut the number of dangerously overweight children. They want urgent action to reduce the amount of “hidden” sugar in many common foodstuffs. Children and young people aged between 11 and 18 typically have an intake of 73.2 grams of sugar a day, far in excess of the 30 grams – or seven teaspoons – maximum recommended in official health advice, according to the OHA’s estimates. Those 73.2 grams are the equivalent of 20 chocolate chip or custard cream biscuits, 14.6 jelly babies or 4.8 jam-filled doughnuts. Four- to 10-year-olds are consuming 53.5 grams of sugar a day, while the figure among 19- to 64-year-olds is 59.9 grams daily. Dr. Alison Tedstone, Public Health England’s chief nutritionist, said that while some food manufacturers have pledged to cut the amount of sugar in their products, certain kinds of retailers – including coffee chains – need to follow suit. Producers including the supermarkets Tesco and Waitrose, Nestlé, and Kellogg’s have announced plans to reduce their use of sugar as part of a reformulation drive ahead of the government’s sugar tax coming into force in 2018. However, many other firms have made no such commitment and may be hit by the tax. Public Health England (PHE) wants all food manufacturers and outlets to strip 20% of all sugar out of a wide range of products by 2020. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 Sarah Toule, head of health information at World Cancer Research Fund, said that overweight or obese children are much more likely to be dangerously overweight in adulthood and thus increase their risk of developing 11 forms of cancer. (Denis Campbell. www.theguardian.com, 24.02.2017. Adaptado.) Glossary custard (ℓ. 17): creme jelly (ℓ. 18): gelatina jam (ℓ. 18): geleia to pledge(ed) (ℓ. 24): prometer retailer (ℓ. 25): varejista to strip (ℓ. 35): retirar Com base no texto, assinale a alternativa correta. 1 (Med. Univag-MT) No trecho do primeiro pa rá gra- fo “The calculations by the Obesity Health Alliance (OHA) have led to renewed calls for food and soft drinks manufacturers to make their products healthier to cut the number of dangerously overweight children”, o termo em destaque refere-se: a) aos produtos saudáveis. b) aos dirigentes da OHA. c) às crianças que apresentam sobrepeso. d) aos fabricantes de alimentos e refrigerantes. e) aos participantes de campanhas antiobesidade. 2 (Med. Univag-MT) Na frase “They want urgent action to reduce…” (ℓ. 8-9), o pronome they refere- -se a: a) soft drink manufacturers. b) products of soft drink manufacturers. c) overweight children. d) common foodstuffs. e) anti-obesity campaigners. 3 (Med. Univag-MT) No trecho do primeiro parágrafo “to make their products healthier to cut the number of dangerously overweight children”, o termo “to” indica: a) finalidade. b) causa. c) condição. d) contraste. e) ressalva. 4 (Med. Univag-MT) A Obesity Health Alliance re- comenda que a quantidade máxima de açúcar ingerida por dia deve ser equivalente a: a) 20 biscoitos com gotas de chocolate. b) 14,6 doces de gelatina. c) uma garrafa de refrigerante. d) sete colheres de chá. e) 4,8 rosquinhas recheadas com geleia. 36 37 38 40 41 Língua Inglesa 37 38 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias 5 (Med. Univag-MT) According to the text, a) OHA believes that any food product should not exceed 30 grams of sugar. b) all age groups mentioned in the text consume too much sugar. c) industrialized food should clearly inform its amount of sugar. d) the PHE recommended amount of sugar a day is too low. e) the maximum sugar intake allowed a day is equivalent to 4.8 jam-filled doughnuts. 6 (Med. Univag-MT) No trecho “while the figure among 19-to 64-year-olds is 59.9 grams daily” (ℓ. 20-21), a palavra while: a) indica duração de tempo e poderia ser substi- tuída, sem alteração de significado, por until. b) equivale, em português, a por um breve ins- tante. c) indica simultaneidade e pode ser entendida como durante o mesmo tempo que. d) indica condição, e poderia ser corretamente substituída as long as. e) indica contraste e poderia ser substituída, sem mudança de sentido, por whereas. 7 (Med. Univag-MT) Na frase “need to follow suit” (ℓ. 26), a expressão verbal need to poderia ser subs- tituída, sem mudança de sentido, por: a) must b) might c) could d) mustn’t e) has to 8 (Med. Univag-MT) The expression follow suit (ℓ. 26) means: a) set up a standard b) do the same thing c) refuse to comply d) overlook e) go after better results 9 (Med. Univag-MT) Na frase “as part of a reformu- lation drive” (ℓ. 29-30), a palavra drive pode ser entendida como: a) dirigida b) dificuldade c) esforço d) falta e) exagerada 10 (Med. Univag-MT) In the segment “ahead of the government’s sugar tax coming into force” (ℓ. 30- 31), the expressions ahead of and coming into force mean, respectively: a) before; becoming effective b) on top of; starting to be forbidden c) due to; being compelled d) instead of; being assessed e) despite; being allowed 11 (Med. Univag-MT) Na frase “However, many other firms have made no such commitment…” (ℓ. 31- 32), a palavra however: a) indica consequência e poderia ser substituída por hence. b) dá ideia de adição e poderia ser substituída por futhermore. c) equivale, em português, a isto é. d) dá ideia de contraste e poderia ser substituída, sem mudança de sentido, por nonetheless. e) indica causa e poderia ser substituída por because. 12 (Med. Univag-MT) In the phrase “and may be hit by the tax” (ℓ. 33), the verb form may indicates: a) ability b) possibility c) necessity d) advice e) obligation 13 (Med. Univag-MT) De acordo com o terceiro pa- rágrafo, a) as redes de café já cortaram grande parte do açúcar em seus produtos. b) o governo da Inglaterra criou um imposto sobre o açúcar que entrará em vigor em 2018. c) as empresas Nestlé e Kellogg’s já reduziram 20% do teor de açúcar em todos os seus pro- dutos. d) as redes de supermercados Tesco e Waitrose ignorama possibilidade de serem afetadas pelo imposto sobre o açúcar. e) a Dra. Alison Tedstone estabeleceu que até 2020 todo o açúcar dos alimentos industrializa- dos deverá ser eliminado. 14 (Med. Univag-MT) In the phrase “...overweight or obese children are much more likely to be dan- gerously overweight in adulthood...” (ℓ. 39-40), the term likely: a) indicates satisfaction. b) means in average. c) suggests exemplification. d) indicates probability. e) could be replaced, without change in meaning, by similarly. 15 (Med. Univag-MT) No trecho do quarto parágrafo “dangerously overweight in adulthood and thus increase their risk of developing 11 forms of cancer”, o termo em destaque equivale, em português, a a) desde. b) contudo. c) também. d) quando. e) assim. Língua Inglesa 39 ANOTAÇÕES TEMAS TEXT COMPREHENSION; COHESION; COHERENCE; VOCABULARY; GRAMMAR 1 b 2 a 3 e 4 b 5 c 6 e 7 d 8 d 9 c 10 d 11 c 12 e 13 b 14 a TEMAS EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES 1 d 2 e 3 a 4 d 5 b 6 e 7 a 8 b 9 c 10 a 11 d 12 b 13 b 14 d 15 e GABARITO LÍNGUA INGLESA Língua Inglesa 40 ANOTAÇÕES 40 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Matemática 41 MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS 42 Matemática e suas Tecnologias TEMA 1 PORCENTAGEM 1 (Insper-SP) Uma peça pode ser fabricada pelo técnico A, com moldagem manual, ou pelo téc- nico B, com impressora 3D. Para fabricar a peça com moldagem manual, gastam-se 4 horas de trabalho do técnico A e R$ 40,00 de material. O valor da hora de trabalho do técnico A é R$ 17,00. Quando feita com impressora 3D, a mesma peça é fabricada em 3 horas de trabalho do técnico B, com gasto de R$ 12,00 com material. Juntos, o total de técnicos A e B da fábrica é igual a 68. Se esses técnicos fabricam 480 peças em 24 horas, então o total de técnicos B supera o de técnicos A em a) 18,5%. b) 21,5%. c) 18%. d) 25%. e) 12,5%. 2 (Udesc) Cláudio e João, após jogarem 25 par- tidas de xadrez, apresentavam o placar de 14 vitórias de Cláudio contra 10 vitórias de João. João decidiu melhorar seu desempenho e seu objetivo é ganhar todas as próximas partidas até que sua taxa percentual de vitórias aumente em pelo menos 12%. O número mínimo de vitórias consecutivas para que o objetivo de João seja alcançado é igual a a) 10. b) 6. c) 8. d) 9. e) 7. 3 (Famerp-SP) O infográfico indica o desempenho, em termos de aproveitamento percentual dos pontos possíveis, das principais seleções de futebol nas ca- tegorias masculino e feminino em Copas do Mundo. Alto aproveitamento masculino e baixo aproveitamento feminino Baixo aproveitamento masculino e alto aproveitamento feminino Alto aproveitamento masculino e feminino EUA Noruega Dinamarca Argentina Gana México Nigéria Colômbia Austrália Coreia do Norte Coreia do Sul Nova Zelândia Japão SuéciaRússia Inglaterra Alemanha Itália França Brasil 50 50 25 APROVEITA MENTO FE MININO 25 APROVEITAMENTO MASCULINO 0 0 75 75 10 0% 100% Baixo aproveitamento masculino e feminino APROVEITAMENTO MASCULINO X FEMININO % de pontos obtidos em relação ao total de pontos possíveis Considerando vitórias (3 pontos), empates (1 ponto) e derrotas (0 ponto), exibindo as seleções que já participaram mais de uma vez em ambas as Copas (WWW.NEXOJORNAL.COM.BR, 29.06.2018. ADAPTADO.) Em relação ao total de países indicados no info- gráfico, aqueles que obtiveram mais de 25% dos pontos na categoria feminino e menos de 50% dos pontos na categoria masculino em Copas do Mundo correspondem a a) 25%. b) 30%. c) 35%. d) 20%. e) 40%. TEMA 2 EQUAÇÕES E INEQUAÇÕES ELEMENTARES 1 (UEG-GO) No centro de uma cidade, há três esta- cionamentos que cobram da seguinte maneira: Estacionamento A Estacionamento B Estacionamento C R$ 5,00 pela primeira hora R$ 3,00 por cada hora subsequente R$ 4,00 por hora R$ 6,00 pela primeira hora R$ 2,00 por cada hora subsequente Será mais vantajoso, financeiramente, parar a) no estacionamento A, desde que o automóvel fique estacionado por quatro horas. b) no estacionamento B, desde que o automóvel fique estacionado por três horas. c) em qualquer um, desde que o automóvel fique estacionado por uma hora. d) em qualquer um, desde que o automóvel fique estacionado por duas horas. e) no estacionamento C, desde que o automóvel fique estacionado por uma hora. MATEMÁTICA Matemática 43 2 (UFRGS-RS) Sendo a e b números reais quaisquer, considere as seguintes afirmações. I. (a – b)2 ≥ 0. II. Se a > b, então a3 > b3. III. Se a > b > 1, então 1 a 1 b > > 1. Quais afirmações estão corretas? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas III. d) Apenas I e II. e) I, II e III. TEMA 3 TEORIA DAS FUNÇÕES 1 (UFJF-MG) No plano cartesiano abaixo está repre- sentado o gráfico da função ƒ: [23,8] → [22,7], no qual os pontos pretos destacados são os pontos em que o gráfico passa sobre os cruzamentos da malha. 7 3 5 1 1 2 4 63 5 7 8 x 21 212223 22 0 6 2 4 y Seja k 5 ƒ(23) 1 ƒ(21) 1 ƒ(3) 2 ƒ(4) 1 ƒ(5). O valor de x para o qual f(x) 5 k é a) 7 b) 6 c) 3 d) 2 e) 1 2 (Uece) Se f, g e h são funções reais de variável real definidas, respectivamente, por ƒ(x) 5 1 x , g(x) 5 x 1 1 x 2 1 e h(x) 5 x2, é correto afirmar que o gráfico da função composta (h o g o f ) (x) 5 h(g(f (x))) cruza o eixo dos x (eixo horizontal no sistema de coordenadas cartesianas usual) em um ponto cuja abscissa é um número a) inteiro negativo. b) inteiro positivo. c) irracional negativo. d) irracional positivo. 3 (UFMG) Observe a figura. 1 1 x0 y Nessa figura, está representado o gráfico de y 5 f(x). Sendo g(x) = 1 2 f(x), a única alternativa FALSA sobre a função g é a) g(x) 5 0 para todo x g(a) para todo x real. 44 Matemática e suas Tecnologias 4 (UFPE) Seja g: R → R uma função tal que, para todo x, g(2x 1 3) 5 2x. O valor de g(5) é: a) 10 b) 32 c) igual a g(13) d) 2 e) impossível de calcular apenas com esses dados. TEMA 4 FUNÇÃO AFIM OU QUADRÁTICA 1 (Cesgranrio-RJ) O diretor de uma orquestra per- cebeu que, com o ingresso a R$ 9,00 em média, 300 pessoas assistem aos concertos e que, para cada redução de R$ 1,00 no preço dos ingressos, o público aumenta em 100 espectadores. Qual deve ser o preço para que a receita seja máxima? a) R$ 9,00 b) R$ 8,00 c) R$ 7,00 d) R$ 6,00 e) R$ 5,00 2 (Cesgranrio-RJ) O valor de um carro novo é de R$ 9.000,00 e, com 4 anos de uso, é de R$ 4.000,00. Supondo que o preço caia com o tempo, segundo uma linha reta, o valor de um carro com 1 ano de uso é: a) R$ 8.250,00 b) R$ 8.000,00 c) R$ 7.750,00 d) R$ 7.500,00 e) R$ 7.000,00 3 (UFMG) Observe a figura. 5 V 25 0 x y Nessa figura, está representada a parábola de vértice V, gráfico da função de segundo grau cuja expressão é a) y 5 x2 5 2 2x b) y 5 x2 2 10x c) y 5 x2 1 10x d) y 5 x2 5 2 10x e) y 5 x2 5 1 10x TEMA 5 RAZÃO E PROPORÇÃO 1 (Uerj) Admita que, em dezembro de 2014, uma filha tinha 20 anos e seu pai, 50. Em dezembro de 2024, a razão entre as idades da filha e do pai será de: a) 1 5 b) 1 2 c) 3 4 d) 4 3 Matemática 45 2 (Unesp-SP) Estudos sobre modelos atômicos foram fundamentais para o desenvolvimento da Química como ciência. Por volta de 450 a.C., os filósofos gregos Leucipo e Demócrito construíram a hipótese de que o mundo e, em consequência, a matéria eram cons- tituídos a partir de unidades idênticas e indivisíveis, chamadas átomos. Contudo, foi somente a partir do século XIX que a realização de experimentos tornou possível a comprovação de hipóteses desenvolvidas ao longo do tempo. Um dos primeiros modelos acei- tos foi criado por John Dalton, apresentado em um livro de sua autoria, publicado em 1808. Anos depois, outros dois principais modelos foram desenvolvidos, até que, em 1913, o físico Niels Bohr publicou um livro com sua teoriasobre o modelo atômico. Tomando como referência as datas de publicação dos trabalhos de Dalton e de Bohr, a linha do tempo que apresenta os fatos históricos do desenvolvimen- to do modelo atômico, com espaço proporcional à distância de tempo entre eles, é: a) Leucipo e Demócrito Dalton Rutherford 1808 1913 Bohr Thomson b) Leucipo e Demócrito Dalton Thomson 1808 1913 Bohr Rutherford c) Leucipo e Demócrito Dalton Thomson 1808 1913 Bohr Rutherford d) Leucipo e Demócrito Dalton Rutherford 1808 1913 Bohr Thomson e) Leucipo e Demócrito Dalton Thomson 1808 1913 Bohr Rutherford TEMA 6 FUNÇÃO TRIGONOMÉTRICA 1 (Unesp-SP) Pode-se afirmar que existem valores de x [ R para os quais cos4x 2 sen4x é DIFERENTE de: a) 1 2 2 sen2x b) cos2x 2 sen2x c) 1 2 1 1 2 cos22x d) 2cos2x 2 1 e) cos(2x) 2 (UFRGS-RS) Se ƒ(x) 5 a 1 b ? senx tem como gráfico 3 2 1 21 2 p então a) a 5 22 e b 5 1 b) a 5 21 e b 5 2 c) a 5 1 e b 5 21 d) a 5 1 e b 5 22 e) a 5 2 e b 5 21 46 Matemática e suas Tecnologias TEMA 7 SEQUÊNCIAS 1 (Fuvest-SP) O cilindro de papelão central de uma fita crepe tem raio externo de 3 cm. A fita tem espessura de 0,01 cm e dá 100 voltas completas. 3 c m 0,01 cm Considerando que, a cada volta, o raio externo do rolo é aumentado no valor da espessura da fita, o comprimento total da fita é de, aproximadamente, Note e adote: p > 3,14. a) 9,4 m. b) 11,0 m. c) 18,8 m. d) 22,0 m. e) 25,1 m. 2 (Unicamp-SP) A figura a seguir exibe um pentágono em que quatro lados consecutivos têm comprimen- tos a, b, c e d. b c d u a Se a sequência (a, b, c, d) é uma progressão geo- métrica de razão q > 1, então tan u é igual a a) 1 q b) q c) q2 d) √q 3 (Udesc) O objetivo de um concurso era criar o ser vivo matemático mais curioso. O vencedor, batizado por seus criadores de Punctorum Grande, possuía as seguintes características: no seu nascimento ele era composto apenas por um ponto, e após 40 minutos duas hastes saíam deste ponto com um novo ponto em cada extremidade. Após mais 40 minutos, outras duas hastes, com um novo ponto em cada, saíam de cada um dos pontos existentes, e assim sucessiva- mente a cada 40 minutos. O número de pontos que esse ser vivo tinha após cinco horas e vinte minutos do seu nasci- mento era: a) 6561 b) 255 c) 2187 d) 4347 e) 64 4 (Fuvest-SP) Forma‐se uma pilha de folhas de papel, em que cada folha tem 0,1 mm de espessura. A pi- lha é formada da seguinte maneira: coloca‐se uma folha na primeira vez e, em cada uma das vezes se- guintes, tantas quantas já houverem sido colocadas anteriormente. Depois de 33 dessas operações, a altura da pilha terá a ordem de grandeza a) da altura de um poste. b) da altura de um prédio de 30 andares. c) do comprimento da Av. Paulista. d) da distância da cidade de São Paulo (SP) à cida- de do Rio de Janeiro (RJ). e) do diâmetro da Terra. Matemática 47 5 (Udesc) Sejam (16, 18, 20, …) e ( 1 2 , 3, 11 2 ,…) duas progressões aritméticas. Essas duas progressões apresentarão somas iguais, para uma mesma quantidade de termos somados, quando o valor da soma for igual a: a) 154 b) 4 774 c) 63 d) 4 914 e) 1 584 6 (Unesp-SP) A figura mostra cinco retângulos jus- tapostos de uma sequência. Todos os retângulos possuem mesma altura, igual a 1 cm. 2 cm 2 cm2 cm 2 cm 2 cm 2 cm2 cm 2 cm 2 cm 1 cm Sabendo que 1 m² equivale a 10 000 cm² e que a sequência é constituída por 100 retângulos, a figura formada tem área igual a a) 2 m² b) 2,5 m² c) 5 m² d) 4 m² e) 4,5 m² 7 (Unicamp-SP) Considere que (a, b, 3, c) é uma progressão aritmética de números reais, e que a soma de seus elementos é igual a 8. O produto dos elementos dessa progressão é igual a a) 30. b) 10. c) 215. d) 220. 8 (Uece) O quadro numérico a seguir, ordenado crescentemente da esquerda para a direita e de cima para baixo, construído seguindo uma lógica estrutural, tem 50 linhas e 50 colunas, portanto, possui 2.500 posições. 1ª linha 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 50 2ª linha 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 100 3ª linha 3 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36 150 4ª linha 4 8 12 16 20 24 28 32 36 40 44 48 200 … … … … …… … … … … … … … … … … … … … Se n é o número de posições em que estão colo- cados múltiplos de 17, então n é igual a a) 204 b) 220 c) 196 d) 212 TEMA 8 MATRIZES E DETERMINANTES 1 (Unicamp-SP) Sabendo que a e b são números reais, considere a matriz quadrada de ordem 3, 1 1 1 2 2 = a A b a b . Se a soma dos elementos em cada linha da matriz A tem sempre o mesmo valor, então o determi- nante de A é igual a a) 0 b) 2 c) 5 d) 10 48 Matemática e suas Tecnologias 2 (UEM-PR) Sobre matrizes, assinale o que for correto. 01) A matriz A = [aij]n×n, com aij = 0, se ic) 4t d) 3!2t 11 (UFRGS-RS) Considere o quadrado ABCD da figu- ra a seguir, em que G é o ponto médio de CD, F é o ponto médio de AC e AE = EF = AC 4 . BA D G F E C A razão entre a área do quadrilátero EFGD e a área do quadrado ABCD é a) 1 4 b) 1 2 c) 1 3 d) 2 3 e) 1 Matemática 51 TEMA 10 GEOMETRIA ESPACIAL 1 (UPF-RS) Na figura abaixo, está representado um cubo. D E C A seção produzida no cubo pelo plano CDE tem a forma de a) triângulo. b) trapézio. c) retângulo. d) pentágono. e) hexágono. 2 (ESPM-SP) Um marceneiro dispunha de 2 placas de madeira iguais, medindo 60 cm por 2 m. Sem sobrepor as placas, ele fez exatamente 7 cortes re- tilíneos, dividindo-as em peças retangulares, com as quais construiu a estante mostrada na figura, sem sobra alguma de material. 60 cm 60 cm z y x 2 m Supondo desprezíveis as espessuras dos cortes e das placas, podemos afirmar que o volume V = x ∙ y ∙ z ocupado pela estante, em cm³ é igual a: a) 264 000 b) 176 000 c) 198 000 d) 236 000 e) 218 000 3 (FGV-SP) Sobre a face quadrada BCHG do paralele- pípedo reto-retângulo ABCDEFGH foram traçados GQ e HP, intersectando-se em J, com P e Q divi- dindo BC em três segmentos congruentes tais que BP = PQ = QC. Sabe-se ainda que HE = 8 cm e que GJHEFI é um prisma reto de volume igual a 81 cm³. E F A B P Q C J G H D I O volume do paralelepípedo ABCDEFGH, em cm³, é igual a a) 243 b) 216 c) 192 d) 96 e) 72 4 (Unicamp-SP) Se um tetraedro regular e um cubo têm áreas de superfície iguais, a razão entre o comprimento das arestas do tetraedro e o com- primento das arestas do cubo é igual a a) √ 2 ? √ 3 . b) 4√ 2 ? √ 3 . c) √ 2 ? 4√ 3 . d) 4√ 2 ? 4√ 3 . 52 Matemática e suas Tecnologias TEMA 1 PORCENTAGEM 1 e 2 e 3 b TEMA 2 EQUAÇÕES E INEQUAÇÕES ELEMENTARES 1 d 2 d TEMA 3 TEORIA DAS FUNÇÕES 1 e 2 a 3 d 4 d TEMA 4 FUNÇÃO AFIM OU QUADRÁTICA 1 d 2 c 3 a TEMA 5 RAZÃO E PROPORÇÃO 1 b 2 e TEMA 6 FUNÇÃO TRIGONOMÉTRICA 1 c 2 d TEMA 7 SEQUÊNCIAS 1 d 2 a 3 a 4 d 5 d 6 a 7 c 8 c TEMA 8 MATRIZES E DETERMINANTES 1 d 2 01 + 16 = 17 3 b TEMA 9 GEOMETRIA PLANA 1 c 2 b 3 c 4 a 5 c 6 b 7 b 8 a 9 c 10 c 11 a TEMA 10 GEOMETRIA ESPACIAL 1 b 2 c 3 b 4 c GABARITO MATEMÁTICA CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS Biologia Física Química 54 Ciências da Natureza e suas Tecnologias BIOLOGIA TEMA 1 ECOLOGIA 1 (Unifesp) Considere as definições seguintes. I. Pirâmide de números: expressa o número de indivíduos por nível trófico. II. Pirâmide de biomassa: expressa a massa seca (“peso seco”) de matéria orgânica por nível trófico (g/m2). III. Pirâmide de energia: expressa a energia acu- mulada por nível trófico (kJ/m2). Se o fluxo de energia no Cerrado brasileiro for re- presentado por esses três tipos de pirâmides, o resultado obtido quanto à forma de cada uma será: a) b) c) d) e) 2 (Ufscar-SP) Em um experimento, populações de tamanho conhecido de duas espécies de insetos (A e B) foram colocadas cada uma em um reci- piente diferente (recipientes 1 e 2). Em um terceiro recipiente (recipiente 3), ambas as espécies foram colocadas juntas. Durante certo tempo, foram feitas contagens do número de indivíduos em cada recipiente e os re- sultados estão representados nos gráficos. no d e in di ví du os Recipiente 1 A tempo Recipiente 2 B tempo Recipiente 3 B A tempo A partir desses resultados, pode-se concluir que a) a espécie A se beneficia da interação com a espécie B. b) o crescimento populacional da espécie A inde- pende da presença de B. c) a espécie B depende da espécie A para manter constante o número de indivíduos. d) a espécie B tem melhor desempenho quando em competição com a espécie A. e) o número de indivíduos de ambas se mantém constante ao longo do tempo quando as duas populações se desenvolvem separadamente. 3 (Vunesp) Sr. José Horácio, um morador de Ipatin- ga, MG, flagrou uma cena curiosa, filmou-a e man- dou-a para um telejornal. Da ponte de um lago no parque da cidade, pessoas atiravam migalhas de pão aos peixes. Um socozinho (Butorides striata), ave que se alimenta de peixes, recolhia com seu bico algumas migalhas de pão e as levava para um lugar mais calmo, à beira do lago e longe das pessoas. Atirava essas migalhas “roubadas” no lago e, quando os peixes vinham para comê-las, capturava e engolia esses peixes. Sobre os orga- nismos presentes na cena, pode-se afirmar que a) o socozinho é um parasita, os homens e os pei- xes são os organismos parasitados. b) o socozinho é um predador, que pode ocupar o terceiro nível trófico dessa cadeia alimentar. c) o homem é produtor, os peixes são consumi- dores primários e o socozinho é consumidor secundário. d) os peixes e o socozinho são consumidores se- cundários, enquanto o homem ocupa o último nível trófico dessa cadeia alimentar. e) os peixes são detritívoros e o socozinho é con- sumidor primário. 4 (FGV-SP) Um biólogo foi a campo e cavou os ninhos de dois formigueiros distintos, porém da mesma espécie de formigas saúvas. Um dos formigueiros havia sido abandonado pelas formigas há pouco tempo, enquanto o outro formigueiro ainda estava ativo. No formigueiro ativo, observou a presença de uma única espécie de fungo, o qual era cultiva- do e utilizado pelas formigas como alimento. No formigueiro abandonado, o biólogo observou a presença de fungos de várias espécies, mas não daquele presente no formigueiro ativo. Ao estudar o assunto, verificou que essa espécie de fungo só ocorre quando em associação com essa espécie de formiga. Sobre essa espécie de formiga e essa Biologia 55 espécie de fungo, pode-se dizer que apresentam uma relação conhecida como a) amensalismo, na qual o fungo é prejudicado pela presença das formigas, mas estas não são afetadas pela presença do fungo. b) parasitismo, em que as formigas são as parasi- tas e dependem do fungo para sua alimentação e reprodução. c) inquilinismo, no qual os fungos beneficiam-se do ambiente e cuidados proporcionados pelo formigueiro, sem prejuízo às formigas. d) mutualismo, em que tanto os fungos quanto as formigas dependem uns dos outros para a sobrevivência. e) comensalismo, no qual as formigas, comensais, obtêm seu alimento da espécie associada, os fungos, sem que estes sejam prejudicados ou beneficiados. 5 (Enem) Ao longo do século XX, a taxa de variação na população do Brasil foi sempre positiva (cresci- mento). Essa taxa leva em consideração o número de nascimentos (N), o número de mortes (M), o de emigrantes (E) e o de imigrantes (I) por unidade de tempo. É correto afirmar que, no século XX: a) M > I + E + N. b) N + I > M + E. c) N + E > M + I. d) M + Nindica- dor do grau de poluição da água por esgotos domésticos. 08. Salmonelas e estafilococos presentes nas águas são bactérias muito comuns, responsá- veis pelo fenômeno biológico conhecido como “maré vermelha”. 16. Existem bactérias capazes de fixar o nitrogênio atmosférico e transferi-lo para o solo e para al- gumas plantas, como o feijão e a soja. 32. A água tratada dos efluentes domésticos das lagoas de estabilização citadas no texto acima, por ser tóxica, não pode ser usada para nenhu- ma finalidade humana. 7 (Unifesp) Analise a figura. A figura mostra o processo de ocupação do solo em uma área dos pampas gaúchos. Considerando a sucessão ecológica, é correto afirmar que: a) na fase 2 temos a sucessão secundária uma vez que, na 1, teve início a sucessão primária. b) ocorre maior competição na fase 3 que na 4, uma vez que capins e liquens habitam a mesma área. c) após as fases representadas, ocorrerá um está- gio seguinte, com arbustos de pequeno porte, e, depois, o clímax, com árvores. d) depois do estabelecimento da fase 4 surgirão os primeiros animais, dando início à sucessão zoológica. e) a comunidade atinge o clímax na fase 4, situa- ção em que a diversidade de organismos e a biomassa tendem a se manter constantes. TEMA 2 BACTÉRIAS, VÍRUS, FUNGOS E ALGAS 1 (Acafe-SC) Antibiótico doxiciclina pode ser esperança no tratamento do Parkinson Um estudo publicado na revista Scientific Reports, do grupo Nature, sugere que o medicamento antibióti- co doxiciclina – usado há mais de meio século contra infecções bacterianas – pode ser indicado em doses mais baixas para o tratamento da doença de Parkin- son. Segundo os autores, a substância reduz a toxicida- de de uma proteína conhecida como a-sinucleína, que, 56 Ciências da Natureza e suas Tecnologias em certas condições, forma agregados que recobrem e lesam as células do sistema nervoso central. Fonte: Secretaria de Estado da Educação – Estado do Paraná, 01/03/2017. Disponível em: http://www.biologia.seed.pr.gov.br. Considerando as informações do texto e os co- nhecimentos relacionados ao tema é correto afir- mar, exceto: a) Os antibióticos são medicamentos utilizados no combate às infecções bacterianas como: her- pes simples, meningite e sífilis. b) As bactérias apresentam três mecanismos de transferência de genes que aumentam a diver- sidade genética: transformação, transdução e conjugação. A transformação bacteriana se dá pela absorção de fragmentos de DNA que estão dispersos no ambiente, provenientes de bactérias mortas e decompostas. c) As bactérias têm sido usadas pela engenharia genética, como por exemplo, na síntese de pro- teínas humanas como a insulina e o hormônio de crescimento. d) Certas infecções hospitalares podem ser de difícil combate por meio de antibióticos comumente utilizados. Esse feito deve-se à seleção de linha- gens de bactérias resistentes aos antibióticos. 2 (Unifesp) HIV e HPV são vírus responsáveis por duas das principais doenças sexualmente trans- missíveis (DSTs) da atualidade, a AIDS e o con- diloma (ou crista-de-galo), respectivamente. Em julho de 2003, os meios de comunicação divulga- ram que foi liberado, apenas para testes, o uso de um gel que impediria o contágio pelo vírus da AIDS por meio do ato sexual. Esse gel, usado na vagina ou no ânus, possui substâncias que reco- nhecem e destroem a cápsula proteica do vírus. Considerando tal mecanismo de ação, pode-se afirmar corretamente que: a) princípio de ação semelhante poderia ser usa- do para a produção de medicamentos contra o HPV, causador do condiloma ou crista-de-galo, mas não seria eficiente contra a sífilis. b) a prevenção da gonorreia, doença para a qual tam- bém não há vacina, poderia ser feita por um gel que apresentasse o mesmo mecanismo de ação. c) embora a cápsula proteica seja destruída, se o material genético do vírus continuar íntegro, isso é suficiente para que ele infecte novas cé- lulas naquele meio. d) se os resultados forem completamente positi- vos, esse medicamento liberará a população do uso definitivo da camisinha como preservativo das DSTs de uma forma geral, mas não como método contraceptivo. e) o uso do gel, se der resultados, será mais efi- ciente que o uso de uma possível vacina na diminuição da incidência da doença, já que não incorre na inoculação de vírus mortos ou atenua dos no corpo humano. 3 (Unesp-SP) Parte da população brasileira vive na periferia das grandes cidades, onde os serviços de saneamento básico, como sistema de esgoto e coleta do lixo, são precários. Nesses ambientes, podem ser observadas com facilidade as caracte- rísticas seguintes: I. locais com água parada; II. aumento da população de ratos; III. liberação de esgotos a céu aberto. Assinale a alternativa que lista, respectivamente, as doenças que estão associadas a essas características. a) I – febre amarela, causada por uma bactéria transmitida por mosquito que se reproduz em água parada; II – doença de Chagas, cujo pro- tozoário causador utiliza ratos como transmis- sores; III – febre maculosa, cujas bactérias se concentram em água contaminada. b) I – dengue, causada por uma bactéria transmiti- da por um mosquito que se reproduz em água parada; II – toxoplasmose, em que os ratos são vetores; III – tétano, causado por bactérias que se concentram em água contaminada. c) I – dengue, causada por vírus transmitido por um mosquito que se reproduz em água para- da; II – leptospirose, causada por uma bactéria transmitida por ratos; III – cólera, causada por uma bactéria que pode ser ingerida com água ou alimentos contaminados. d) I – doença de Chagas, cujo transmissor se re- produz em água parada; II – cólera, causada por uma bactéria transmitida por ratos; III – leishmaniose, causada por protozoários que se concentram em água contaminada. e) I – hepatite A, causada por vírus presentes em água parada; II – amebíase, causada por ame- bas que são transmitidas por ratos; III – sífilis, causada por bactérias que se concentram em água contaminada. 4 (Ufop-MG) Bactérias, fungos e vírus são agentes causadores de diversas patologias. Qual das opções abaixo mostra doenças causadas por bactérias? a) tuberculose e tétano. b) gastroenterite e malária. c) sífilis e sarampo. d) varíola e tétano. 5 (Enem) Estima-se que haja atualmente no mundo 40 milhões de pessoas infectadas pelo HIV (o vírus que causa a AIDS), sendo que as taxas de novas in- fecções continuam crescendo, principalmente na Biologia 57 África, Ásia e Rússia. Nesse cenário de pandemia, uma vacina contra o HIV teria imenso impacto, pois salvaria milhões de vidas. Certamente seria um marco na história planetária e também uma es- perança para as populações carentes de tratamento antiviral e de acompanhamento médico. TANURI, A.; FERREIRA JUNIOR, O. C. Vacina contra Aids: desafios e esperanças. Ciência Hoje (44) 26, 2009 (adaptado). Uma vacina eficiente contra o HIV deveria a) induzir a imunidade, para proteger o organismo da contaminação viral. b) ser capaz de alterar o genoma do organismo por- tador, induzindo a síntese de enzimas protetoras. c) produzir antígenos capazes de se ligarem ao vírus, impedindo que este entre nas células do organismo humano. d) ser amplamente aplicada em animais, visto que esses são os principais transmissores do vírus para os seres humanos. e) estimular a imunidade, minimizando a transmis- são do vírus por gotículas de saliva. 6 (UFPR) A figura apresenta uma classificação dos seres vivos baseada em sua fonte primária de energia. Bactérias são encontradas nos grupos: RESPIRAÇÃO ANAERÓBICA 1 HETEROTRÓFICOS LITOTRÓFICOS 3 FOTOTRÓFICOS 4 QUIMIOTRÓFICOS TODOS OS SERES VIVOS RESPIRAÇÃO AERÓBICA 2 a) 1, 2 e 3, apenas. b) 1, 2 e 4, apenas. c) 1, 3 e 4, apenas. d) 2, 3 e 4, apenas. e) 1, 2, 3 e 4. 7 (PUCC-SP) Os fungos já foram considerados vege- tais e, de fato, ambos apresentam algumas carac- terísticas em comum. No entanto,apenas fungos apresentam a) células com complexo golgiense. b) formação de ATP na cadeia respiratória. c) membrana celular lipoproteica. d) via glicolítica no citoplasma celular. e) glicogênio como reserva energética. 8 (Mack-SP) Alga deixa água com gosto ruim Lavar as mãos, tomar banho, beber água ou um simples cafezinho virou um tormento para quase 4 milhões de moradores das regiões sul e leste de São Paulo [...]. O desconforto é recorrente. Basta chegar a época de estiagem e as algas proliferam "por causa do excesso de nutrientes nas águas". Tais "nutrien- tes" são, na realidade, esgoto. [...] O problema está localizado na Represa do Guarapiranga (zona sul). [...] A alga é uma cianobactéria, que libera uma to- xina chamada geosmina. [...] “cheiro e o sabor apa- recem após o tratamento com aplicação de carvão ativado em pó e permanganato de potássio”, expli- cou o gerente da Unidade de Tratamento de Água. Estadão, 19 set. 2008 (adaptado). Algas e cianobactérias são bem diferenciadas evolutivamente, mas têm algumas características comuns, dentre as quais a) a presença de clorofila e, portanto, capacidade de realizar a fotossíntese. b) a presença de organelas citoplasmáticas como cloroplastos. c) parede celular, basicamente constituída de ce- lulose e hemicelulose. d) organização filamentosa pluricelular com divi- são de trabalho. e) capacidade de fixação do nitrogênio atmosférico. TEMA 3 BOTÂNICA 1 (Unifor-CE) Os esquemas abaixo representam ci- clos de vida dos seres vivos. 58 Ciências da Natureza e suas Tecnologias Os ciclos de vida da maioria dos animais e de to- dos os vegetais estão representados, respectiva- mente, em: a) III e II. b) I e II. c) I e III. d) II e I. e) II e III. 2 (FCC-SP) Um musgo apresenta o aspecto indicado na figura a seguir. Qual letra da tabela abaixo indica corretamente o qual representam as estruturas I e II? I II a) Gametófito feminino e haploide Esporófito diploide b) Gametófito dioico e diploide Esporófito haploide c) Gametófito masculino e haploide Esporófito diploide d) Esporófito diploide Gametófito dioico e haploide e) Esporófito haploide Gametófito feminino e haploide 3 (UFRJ) Analise o esquema abaixo. A sequência correta que representa o ciclo de vida de uma pteridófita é: a) Esporófito, liberação de esporos, gametófito, fecundação. b) Esporófito, gametófito, liberação de esporos, fecundação. c) Gametófito, esporófito, liberação de esporos, fecundação. d) Liberação de esporos, esporófito, fecundação, gametófito. e) Gametófito, liberação de esporos, esporófito, fecundação. 4 (Mack-SP) Briófitas e Pteridófitas são denomina- das plantas criptogâmicas, o que significa que são plantas que não têm flores. A respeito desses dois grupos de vegetais, são feitas as seguintes afirmações. I. Nas Pteridófitas, a meiose é espórica, enquan- to nas Briófitas ela é gamética. II. Nas Briófitas, o gametófito é mais desenvol- vido do que o esporófito e nas Pteridófitas é o inverso. III. Nas Pteridófitas, há tecidos condutores es- pecializados, enquanto nas Briófitas eles não existem. IV. Nas Pteridófitas, o esporófito é sempre di- ploide, enquanto nas Briófitas ele é sempre haploide. Estão corretas, apenas, a) I e II. b) I e III. c) II e III. d) I e IV. e) II e IV. 5 (Ufop-MG) Em qual das alternativas se faz, em rela- ção às características apresentadas, uma distinção correta entre Gimnospermas e Pteridófitas? Características Gimnospermas Pteridófitas a) Meiose Ausente Presente b) Haplodiploidia Ausente Presente c) Semente Presente Ausente d) Xilema e floema Ausente Presente 6 (Vunesp) Analisando os processos sexuados e ci- clos de vida das plantas, considere as informações seguintes. I. Fase gametofítica muito desenvolvida. II. Fase esporofítica independente da planta ha- ploide. III. Fase gametofítica muito reduzida. IV. Fase esporofítica cresce sobre a planta haploide. V. Sementes não abrigadas. Pode-se afirmar corretamente que a) I e II ocorrem nas briófitas e pteridófitas. b) III e V ocorrem nas angiospermas, mas não nas pteridófitas. c) IV ocorre apenas nas briófitas. d) I e V ocorrem nas gimnospermas. e) II ocorre nas briófitas, mas não nas angiosper- mas. 7 (UEMG) Na história biológica das plantas, muitos eventos ocorreram durante a seleção para a vida Biologia 59 no ambiente terrestre. Sobre essa história, só é CORRETO afirmar que a) o desenvolvimento de vasos condutores de sei- vas é característica que surgiu nos ancestrais das pteridófitas. b) as primeiras fanerógamas eram dotadas de fru- tos sem sementes. c) as gimnospermas foram selecionadas para di- versidade de agentes polinizadores. d) as angiospermas constituíram as primeiras es- permáfitas. 8 (Unifesp) As bananeiras, em geral, são polinizadas por morcegos. Entretanto, as bananas que come- mos são produzidas por partenocarpia, que con- siste na formação de frutos sem que antes tenha havido a fecundação. Isso significa que: a) essas bananas não são derivadas de um ovário desenvolvido. b) se as flores fossem fecundadas, comeríamos bananas com sementes. c) bananeiras partenocárpicas não produzem flo- res, apenas frutos. d) podemos identificar as bananas como exem- plos de pseudofruto. e) mesmo sem polinizadores, ocorre a polinização das flores de bananeira. 9 (FGV-SP) Em algumas espécies de plantas, ocorre autoincompatibilidade entre o grão de pólen e o estigma da mesma flor. Esse mecanismo, geneti- camente determinado, impede que nessas espé- cies ocorra a: a) polinização. b) partenogênese. c) autofecundação. d) fecundação interna. e) fecundação cruzada. 10 (UFPE) Um fruto verdadeiro é originado do desen- volvimento de um ovário, enquanto um pseudo- fruto tem origem a partir do desenvolvimento de outras partes da flor, e não do ovário. Assinale a alternativa que indica apenas frutos verdadeiros. a) Abacaxi, ameixa e pêssego. b) Morango, uva e tomate. c) Caju, laranja e mamão. d) Maçã, trigo e milho. e) Melancia, mamão e feijão. 11 (PUC-MG) Os caules apresentam características específicas de cada grupo de plantas. Sobre as figuras apresentadas, é correto afirmar, exceto: a) 3 é caule de monocotiledônea, que não apresenta câmbio com crescimento secundário em espessura nem delimitação clara entre córtex e cilindro central. b) 4 é caule de dicotiledônea apresentando feixes vasculares liberolenhosos e há, nesse grupo de plantas, crescimento secundário em espessura. c) Em 2 encontra-se semente com cotilédones tri- ploides e endosperma bem desenvolvido. d) A semente representada em 1 apresenta reser- vas nutritivas no endosperma bem desenvolvi- do e cotilédone reduzido. 12 (Udesc) Analise as afirmativas quanto à polinização e à reprodução nas plantas gimnospermas. I. Algumas espécies de pinheiro do gênero Pi- nus são monoicas, e outras, como o pinheiro- -do-Paraná, são dioicas. II. Os morcegos, as abelhas e os pássaros são os principais agentes polinizadores. III. As flores apresentam autofecundação, e o vento contribui para autofecundação trans- portando as oosferas. IV. Sementes de gimnospermas não estão localizadas no interior de um fruto. V. O grão de pólen possui sacos aéreos que, du- rante o dia, ao se manterem aquecidos, são carregados pelo vento; e à noite, quando a temperatura é reduzida, eles caem sobre as flores femininas. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas IV e V são verdadeiras. b) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras. c) Somente as afirmativas III e V são verdadeiras. d) Somente as afirmativas I, IV e V são verdadeiras. e) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras. TEMA 4 PROTEÍNAS E ÁCIDOS NUCLEICOS 1 (Unesp-SP) As proteínas são moléculas com- plexas formadas por unidades denominadas 60 Ciências da Natureza e suas Tecnologias ..................., que se unem umas às outras por meio de ................... Cada unidade é formada por um átomo de carbono,de um país racista podem fazer pela igualdade além de não serem racistas. UOL, 21/05/2018 (adaptado). Segundo Luciana Alves, para combater o racismo e mudar de postura em relação a ele, é funda- mental a) ouvir com atenção os discursos e orientações de especialistas e ativistas. b) reconhecer expressões racistas existentes em práticas naturalizadas. c) passar por um “letramento racial” que dispense o legado histórico. d) prestar atenção às práticas históricas e às orien- tações da educadora. 4 (Fuvest-SP) Quando Bernal Díaz avistou pela primeira vez a capital asteca, ficou sem palavras. Anos mais tarde, as palavras viriam: ele escreveu um alentado relato de suas experiências como mem- bro da expedição espanhola liderada por Hernán Cortés rumo ao Império Asteca. Naquela tarde de novembro de 1519, porém, quando Díaz e seus companheiros de conquista emergiram do desfi- ladeiro e depararam-se pela primeira vez com o Vale do México lá embaixo, viram um cenário que, anos depois, assim descreveram: “vislumbra- mos tamanhas maravilhas que não sabíamos o que dizer, nem se o que se nos apresentava diante dos olhos era real”. Matthew Restall. Sete mitos da conquista espanhola. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006, p. 15-16. Adaptado. O texto mostra um aspecto importante da con- quista da América pelos espanhóis, a saber, a) a superioridade cultural dos nativos americanos em relação aos europeus. b) o caráter amistoso do primeiro encontro e da posterior convivência entre conquistadores e conquistados. c) a surpresa dos conquistadores diante de mani- festações culturais dos nativos americanos. d) o reconhecimento, pelos nativos, da importân- cia dos contatos culturais e comerciais com os europeus. e) a rápida desaparição das culturas nativas da América Espanhola. 5 (Fuvest-SP) Sonetilho do falso Fernando Pessoa Onde nasci, morri. Onde morri, existo. E das peles que visto muitas há que não vi. Sem mim como sem ti posso durar. Desisto de tudo quanto é misto e que odiei ou senti. Nem Fausto nem Mefisto, à deusa que se ri deste nosso oaristo*, eis‐me a dizer: assisto além, nenhum, aqui, mas não sou eu, nem isto. Carlos Drummond de Andrade. Claro Enigma. *conversa íntima entre casais. Ulisses O mito é o nada que é tudo. O mesmo sol que abre os céus É um mito brilhante e mudo – O corpo morto de Deus, Vivo e desnudo. Este, que aqui aportou, Foi por não ser existindo. Sem existir nos bastou. Por não ter vindo foi vindo E nos criou. Assim a lenda se escorre A entrar na realidade, E a fecundá‐la decorre. Em baixo, a vida, metade De nada, morre. Fernando Pessoa. Mensagem. Considerando os poemas, assinale a alternativa correta. a) As noções de que a identidade do poeta inde- pende de sua existência biográfica, no “Sone- tilho”, e de que o mito se perpetua para além da vida, em “Ulisses”, produzem uma analogia entre os poemas. b) As referências a Mefisto (“diabo”, na lenda alemã de Fausto) e a Deus no “Sonetilho” e em “Ulisses”, respectivamente, associadas ao polo de opostos “morte” e “vida”, revelam uma perspectiva cristã comum aos poemas. 6 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias c) O resgate da forma clássica, no “Sonetilho”, e a referência à primeira pessoa do plural, em “Ulis- ses”, denotam um mesmo espírito agregador e comunitário. d) O eu lírico de cada poema se identifica, res- pectivamente, com seus títulos. No poema de Drummond, trata‐se de alguém referido como “falso Fernando Pessoa”, já no poema de Pes- soa, o eu lírico é “Ulisses”. e) Os versos “As coisas tangíveis / tornam‐se in- sensíveis / à palma da mão. // Mas as coisas fin- das, / muito mais que lindas, / essas ficarão”, de outro poema de Claro Enigma, sugerem uma relação de contraste com os poemas citados. 6 (Unicamp-SP) Disponível em: . Acesso em: 28 maio 2018. Acho que só devemos ler a espécie de livros que nos ferem e trespassam. Um livro tem que ser como um machado para quebrar o mar de gelo do bom senso e do senso comum. Franz Kafka, carta a Oscar Pollak, 1904. Disponível em: . Acesso em: 28 maio 2018 (adaptado). Assinale o excerto que confirma os dois textos anteriores. a) A leitura é, fundamentalmente, processo políti- co. Aqueles que formam leitores – professores, bibliotecários – desempenham um papel po- lítico. (Marisa Lajolo, A formação do leitor no Brasil. São Paulo: Ática, 1996, p. 28.) b) Pelo que sabemos, quando há um esforço real de igualitarização, há aumento sensível do hábi- to de leitura e, portanto, difusão crescente das obras. (Antonio Candido, Vários escritos. São Paulo: Duas Cidades, 2004, p. 187.) c) Ler é abrir janelas, construir pontes que ligam o que somos com o que tantos outros imagina- ram, pensaram, escreveram; ler é fazer-nos ex- pandidos. (Gilberto Gil, Discurso no lançamento do Ano Ibero-Americano da Leitura, 2004.) d) A leitura é uma forma servil de sonhar. Se tenho de sonhar, por que não sonhar os meus pró- prios sonhos? (Fernando Pessoa, Páginas ínti- mas e de Autointerpretação. São Paulo: Ática, 1966, p. 23.) TEMA 2 GÊNEROS TEXTUAIS 1 (Fuvest-SP) Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever Mas o correio andou arisco Se me permitem, vou tentar lhe remeter Notícias frescas nesse disco Aqui na terra tão jogando futebol Tem muito samba, muito choro e rock’n’roll Uns dias chove, noutros dias bate sol Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa [aqui tá preta A Marieta manda um beijo para os seus Um beijo na família, na Cecília e nas crianças O Francis aproveita pra também mandar [lembranças A todo pessoal Adeus Meu caro amigo. Chico Buarque e Francis Hime, 1976. a) Levando em conta o período histórico em que a letra da música foi composta, justifique o uso do plural no terceiro verso. b) A letra da canção apresenta características de qual gênero discursivo? Aponte duas dessas características. Entendimento de texto 7 2 (Unicamp-SP) Leia o texto a seguir, publicado no Instagram e em um livro do @akapoeta João Do- ederlein. DOEDERLEIN, João. O livro dos ressignificados. São Paulo: Paralela, 2017, p. 17. A ressignificação de estrela ocorre porque o ver- bete apresenta a) diversas acepções dessa palavra de modo am- plo, literal e descritivo. b) cinco definições da palavra relativas à realidade e uma definição figurada. c) vários contextos de uso que evidenciam o cará- ter expositivo do gênero verbete. d) uma entrada formal de dicionário e acepções que expressam visões particulares. 3 (Unicamp-SP) O texto a seguir, publicado junto com a charge abaixo, foi escrito em homenagem a Ma- rielle Franco, mulher negra, da favela, socióloga, ve- readora do Rio de Janeiro. Defensora dos Direitos Humanos, Marielle foi morta a tiros no dia 14 de março de 2018, no Estácio, região central da cidade. O luto por Marielle me conduz ao poema A flor e a náusea de Carlos Drummond, cada dia mais atual, nos lembrando que “o tempo não che- gou de completa justiça. O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera”. Ele pergunta: “Posso, sem armas, revoltar-me?”. O inimigo está com a faca, o queijo, os fuzis e as balas na mão, o que aumenta nosso sentimento de impotência. Drummond me mostra a flor furando “o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio” e, dessa forma, “me salvo e dou a poucos uma esperança mínima”. A poe- sia, território onde os assassinos não entram, tem esse poder milagroso de colocar ao nosso alcance a arma da razão com muita munição de esperança. FREIRE, José Ribamar Bessa. Uma toada para Marielle: a flor que fura o asfalto. A charge de Quinho foi encontrada na internet pelo autor da crônica. Disponível em: . Acesso em: 3 set. 2018 (adaptado). a) Segundo o dicionário Michaelis, “estar com a faca e o queijo na mão” significa “terao qual se ligam um grupo ..................., um grupo ..................., que apresenta um átomo de nitrogênio, e um radical de estrutura variável. Os termos que completam corretamente os espa- ços em branco são, pela ordem, a) monopeptídeos ... ligação glicosídica... carbo- xila... amina. b) monopeptídeos ... ligação peptídica... amina... carboxila. c) aminoácidos ... ligação peptídica... carboxila... amina. d) aminoácidos ... ligação glicosídica... amina... carboxila. e) nucleotídeos ... reação de desidratação... car- boxila... amina. 2 (UniEvangélica-GO) Leia o texto a seguir. As proteínas têm ampla gama de estruturas e fun- ções. Apesar de sua grande diversidade, todas as proteínas compartilham três níveis de estrutura, conhecidos como estrutura primária, secundária e terciária. Um quarto nível é observado quando uma proteína é composta por duas ou mais ca- deias polipeptídicas. No entanto, a estrutura de uma proteína também depende das condições físicas e químicas do seu ambiente. CAMPBELL, Neil A. et al. Biologia. 8. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010. p. 80-85. Se pH, salinidade, temperatura ou outros aspec- tos do ambiente forem alterados, a proteína pode passar por uma desnaturação. E, como resultado da desnaturação: a) ocorrem ligações peptídicas, formadas por rea- ções de desidratação que unem o grupo car- boxila de um aminoácido ao grupo amino de outro aminoácido. b) surgem segmentos das cadeias polipeptídicas en- rolados ou dobrados repetidamente, em padrões que contribuem para a estrutura secundária. c) ocorre que a forma da proteína será reforçada por ligações covalentes adicionais, chamadas de pontes dissulfeto, entre dois monômeros de cisteína. d) ocorre a perda de conformação da proteína e por consequência da habilidade de realizar fun- ções, tornando-se biologicamente inativada. 3 (Uerj) A velocidade de uma reação enzimática corresponde à razão entre quantidade de produ- to formado e tempo decorrido. Essa velocidade depende, entre outros fatores, da temperatura de incubação da enzima. Acima de uma deter- minada temperatura, porém, a enzima sofre des- naturação. Considere um experimento no qual foi medida a velocidade máxima de uma reação enzimática em duas diferentes temperaturas. Ob- serve a tabela: Velocidade máxima de reação – Vmáx Tempo (minutos) 45 ºC 50 ºC 1 96 128 2 85 106 3 74 84 4 63 62 Para cada temperatura calculou-se a taxa de des- naturação da enzima, definida como a queda da Vmáx da reação por minuto de incubação. Se D1 é a taxa de desnaturação da enzima a 45 ºC e D2, a taxa de desnaturação a 50 ºC, a razão é: a) 0,5 b) 1,0 c) 2,5 d) 4,0 4 (PUC-RJ) Com o advento da Biologia Molecular, o ser humano conseguiu realizar inúmeras façanhas, como identificar pessoas que estiveram em deter- minados locais, realizar testes de paternidade e determinar a relação filogenética entre diferentes seres vivos, através do sequenciamento e homo- logia dos ácidos desoxirribonucleicos de cada indivíduo. Esse ácido tem como característica ser uma molécula polimérica de fita a) simples, composta por pentoses, bases nitro- genadas e fosfato. b) dupla, composta de pentoses, bases nitroge- nadas e fosfato. c) dupla, composta por hexoses, aminoácidos e nitrogênio. d) dupla, composta por nucleotídeos ligados por pontes de enxofre. e) simples, composta por nucleotídeos unidos por ligações de hidrogênio. 5 (UFSM-RS) Milhares de anos após o último mamu- te lanoso caminhar sobre a tundra, os cientistas conseguiram sequenciar 50% do genoma desse animal extinto, recuperando boa parte do seu ma- terial genético. Biologia 61 Scientific American Brasil, ed. Especial, 2009. Sobre o DNA, é possível afirmar: I. Na molécula do DNA, são encontradas as quatro bases nitrogenadas: adenina, guanina, citosina e timina. II. A ligação entre as bases complementares da dupla fita do DNA é feita através de ligações de hidrogênio. III. Se, no filamento de DNA, houver a sequência TTTCCATGT, haverá, no seu filamento com- plementar, a sequência AAAGGUACA. Está(ão) correta(s) a) apenas I. b) apenas I e II. c) apenas II. d) apenas I e III. e) apenas II e III. 6 (Udesc) Determinada cadeia polipeptídica apre- senta um total de 30 aminoácidos. Analise as pro- posições em relação a essa cadeia e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa. ( ) O número de nucleotídeos no RNA mensa- geiro que originou este polipeptídeo é 90. ( ) O número de códons no RNA mensageiro que originou a cadeia polipeptídica é 45. ( ) O número de RNA transportadores utiliza- dos é 90. ( ) O gene que originou o polipeptídeo possuía 30 pares de nucleotídeos. Assinale a alternativa que contém a sequência cor- reta, de cima para baixo. a) F – V – F – F b) V – F – F – F c) F – V – F – V d) F – F – F – V e) V – V – F – F 7 (UFU-MG) Após a análise de DNA de uma célula de mamífero, verifica-se que 15% das bases nitro- genadas são representadas por uma base que tem como característica a formação de três ligações de hidrogênio com a base complementar. Consi- derando essas informações, é correto afirmar que a quantidade de a) citosina representa 35% da quantidade total de bases nitrogenadas. b) adenina representa 30% da quantidade total de bases nitrogenadas. c) timina representa 35% da quantidade total de bases nitrogenadas. d) guanina representa 30% da quantidade total de bases nitrogenadas. 8 (PUC-MG) Sobre o esquema abaixo, foram feitas algumas afirmações. I. O esquema representa o mecanismo da tradu- ção, no qual interagem os três tipos de RNAs. II. O pareamento do códon com anticódon es- pecífico resulta na entrada do aminoácido correto, determinado pela sequência codifi- cadora. III. Toda molécula de RNAm possui um códon de iniciação, que é sempre o mesmo – AUG. IV. A perda de um único nucleotídeo no gene que dá origem ao RNAm pode alterar a tra- dução a partir daquele ponto. V. A associação entre aminoácidos para formar proteínas depende de ligações peptídicas. Estão CORRETAS as afirmativas: a) I, IV e V, apenas. b) I, II e III, apenas. c) II, III e IV, apenas. d) I, II, III, IV e V. 9 (Fatec-SP) O metabolismo celular depende de uma série de reações químicas controladas por enzimas, isto é, proteínas que atuam como cata- lisadores e que podem sofrer mutações genéti- cas, sendo modificadas ou eliminadas. Assinale a alternativa correta, levando em conta os ácidos nucleicos, a ocorrência de mutações e as conse- quentes mudanças do ciclo de vida da célula. 62 Ciências da Natureza e suas Tecnologias a) O DNA é constituído por códons, que determinam a sequência de bases do RNA mensageiro, necessária à formação dos anticódons, responsáveis pela produção das proteínas. b) No caso de uma mutação acarretar a transformação de um códon em outro relacionado ao mesmo ami- noácido, não haverá alteração na molécula proteica formada, nem no metabolismo celular. c) A mutação altera a sequência de aminoácidos do DNA, acarretando alterações na sequência de bases do RNA mensageiro e, consequentemente, na produção das proteínas. d) As mutações atuam diretamente sobre as proteínas, provocando a desnaturação dessas moléculas e, consequentemente, a inativação delas. e) Quando algumas proteínas são alteradas por mutações, suas funções no metabolismo celular passam a ser realizadas pelos aminoácidos. 10 (Uerj) Alguns vírus, como o da poliomielite, contêm RNA de fita simples (+), que podem funcionar diretamente como mensageiros na célula infectada. Esses RNA possuem uma sequência nucleotídica necessária para que o códon de iniciação da síntese proteica seja identificado, como mostra o esquema a seguir: Códon de iniciação Códon de terminação Sequência traduzidaSequência de reconhecimento Considere, para um RNAm desse tipo, que sintetiza um peptídeo viral, as seguintes informações: – se a base nitrogenada adenina do códon de iniciação é a de número 1, a base uracilado códon de termi- nação será a de número 133, seguindo-se o sentido da tradução; – o códon UGG aparece duas vezes na porção desse RNA que codifica o peptídeo. Observe, na tabela abaixo, a identificação de alguns códons: Códon Aminoácido codificado ou função AUG metionina – iniciação UAA, UAG, UGA terminação UGG triptofano O aminoácido metionina, introduzido no peptídeo pelo códon iniciador, é imediatamente removido após o término da tradução. A percentagem de triptofano na composição da molécula desse peptídeo é de: a) 1,48%. b) 1,55%. c) 4,44%. d) 4,65%. TEMA 5 BIOLOGIA CELULAR, BIOENERGÉTICA E BIOTECNOLOGIA 1 (UFU-MG) Considere as atividades celulares e as organelas apresentadas nas colunas abaixo. I – Digestão intracelular a) Retículo endoplasmático granular II – Síntese de proteínas b) Centríolos III – Acúmulo e eliminação de secreções c) Mitocôndrias IV – Participação na divisão celular d) Lisossomos V – Respiração celular e) Complexo de Golgi Assinale a alternativa que corresponde à associação correta entre as duas colunas. a) I-C; II-B; III-A; IV-E; V-D. b) I-E; II-A; III-C; IV-D; V-B. Biologia 63 c) I-D; II-A; III-E; IV-B; V-C. d) I-D; II-E; III-A; IV-B; V-C. 2 (UFPA) Os organismos multicelulares exibem uma variedade de especializações celulares com funções e morfologia distintas. O citoplasma dessas células apresenta várias organelas ou estruturas e, depen- dendo da especialização celular, irá predominar uma organela sobre as demais. A respeito das caracterís- ticas típicas das organelas, é correto afirmar: a) Ribossomos são grânulos constituídos por uma fita de DNA e proteínas; participam na síntese de proteínas. b) O complexo de Golgi é composto por cister- nas e vesículas; participa no processamento das proteínas e secreção celular. c) Mitocôndrias são formadas por lamelas e pre- enchidas pelo estroma; participam no processo da fotossíntese. d) Peroxissomos são lisossomos; participam no ar- mazenamento de substâncias como proteínas e lipídios. e) Retículo endoplasmático agranular é formado por cristas e preenchido por uma matriz; parti- cipa na produção e liberação de energia. 3 (Uninassau-PE) As duplas capas lipídicas são o fun- damento de todas as membranas biológicas e sua estrutura se ajusta ao modelo de mosaico fluido de Singer e Nicholson (1972). A imagem anterior representa o modelo do mosai- co fluido. Sobre a morfologia e o funcionamento da membrana plasmática, identifique a alternativa correta a seguir. a) A bicamada de fosfolipídios permite a passa- gem de substâncias indiscriminadamente atra- vés de sua estrutura. b) As proteínas inseridas na bicamada lipídica per- mitem a passagem de substâncias lipossolúveis (ex.: glicose) pela membrana. c) O glicocálix é formado por polissacarídeos li- gados a proteínas ou lipídios e tem como uma de suas funções permitir a passagem de subs- tâncias da parte interna para a parte externa da célula. d) A bicamada lipídica tem uma região polar ou hi- drofílica, voltada para a periferia da membrana, e uma região hidrofóbica ou apolar, localizada na região central da membrana. e) O colesterol é componente encontrado em todas as membranas celulares promovendo a elasticidade das mesmas. 4 (UFPA) Os organismos vivos podem ser forma- dos por células procarióticas ou eucarióticas. A principal diferença entre essas células é a presença ou não de um núcleo delimitado por membrana. Considerando esse aspecto, é cor- reto afirmar que: a) o modelo do “mosaico fluído” é aplicado apenas para a membrana plasmática de procariontes e eucariontes, não se aplicando às demais biomem- branas, como aquelas presentes no retículo en- doplasmático, complexo de Golgi e mitocôndria. b) somente os ribossomos, o centríolo e o mesos- somo são organelas não membranosas presen- tes em células procarióticas. c) a parede celular das cianobactérias contém os mesmos açúcares presentes na parede celular de células vegetais, fungos e algas. d) transportes como osmose e difusão simples ocorrem por meio da membrana plasmática de células procarióticas e eucarióticas com grande consumo de energia na forma de ATP. e) o DNA, o RNAm, o RNAt e o RNAr, ácidos nu- cleicos presentes tanto em células procarióti- cas quanto em células eucarióticas, atuam na síntese proteica. 5 (PUCC-SP) As atividades dos seres vivos exigem ATP obtido nas reações de fermentação ou res- piração aeróbica. A tabela abaixo compara o ren- dimento desses processos em sementes de arroz quando germinam em ambientes que diferem no teor de oxigênio. Porcentagens de O2 no ar 0 5,2 10,4 20,8 Taxas relativas de utilização de glicose Fermentação 75% 40% 18% 0 Respiração aeróbica 0 6% 10% 18% Esses dados levaram às seguintes afirmações: I. Na ausência de O2, as sementes obtêm ATP exclusivamente nas reações da glicólise. II. À medida que aumenta o teor de O2 no ar, as sementes passam a economizar glicose, pois, para cada molécula de açúcar oxidada, a respi- ração produz mais ATP do que a fermentação. 64 Ciências da Natureza e suas Tecnologias III. Quando o teor de O2 alcança 20,8%, as rea- ções da glicólise cessam e todo o ATP que as sementes utilizam provém exclusivamente do ciclo de Krebs. É correto o que se afirma em: a) I, somente. b) II, somente. c) I e II, somente. d) II e III, somente. e) I, II e III. 6 (Unioeste-PR) Referente à produção e consumo de energia pela célula, é correto afirmar que: a) o processo que permite as células utilizarem o CO2 como oxidante das moléculas orgânicas é a respiração celular. b) lipídios representam o combustível preferido das células, mas na falta deste composto as cé- lulas utilizam glicose ou até mesmo proteínas como fonte de energia. c) elétrons H+ são capturados durante a glicólise e o ciclo de Krebs para a produção do ácido cítrico, que representa a molécula inicial no pro- cesso de respiração. d) no organismo humano, a fibra muscular estria- da pode realizar o processo de fermentação, que é um processo anaeróbio de produção de ATP. e) a fonte imediata que permite a síntese de ATP na fosforilação oxidativa é a transferência de fosfatos de alta energia provenientes do ciclo de Krebs. 7 (PUC-RJ) O cianureto é um veneno que mata em poucos minutos, sendo utilizado na condenação à morte na câmara de gás. Ele combina-se de forma irreversível com pelo menos uma molécula envol- vida na produção de ATP. Assim, ao se analisar uma célula de uma pessoa que tenha sido exposta ao cianureto, a maior parte do veneno será encontrada dentro de: a) retículo endoplasmático. b) peroxissomos. c) lisossomos. d) mitocôndria. e) complexo de Golgi. 8 (FGV-SP) Observe a figura que ilustra uma possí- vel explicação, formulada pela pesquisadora Lynn Margulis, em 1981, para o processo de evolução das células eucariontes a partir de um ancestral procarionte. (www.cientic.com/tema_classif_img3.html) De acordo com a pesquisadora, o processo evo- lutivo celular teria ocorrido em função a) da internalização de organelas membranosas, tais como o lisossomo e o complexo de Golgi, a partir da simbiose com procariontes. b) do surgimento do núcleo celular a partir da incorporação de organismos primitivos proca- riontes semelhantes às bactérias. c) do desenvolvimento de organelas membrano- sas, tais como mitocôndrias e cloroplastos, a partir de invaginações da membrana celular. d) da fagocitose de procariontes aeróbios e fotos- sintetizantes, originando os eucariontes autó- trofos e heterótrofos, respectivamente. e) da formação de membranas internas e, poste- riormente, da endossimbiose de ancestrais das mitocôndrias e dos cloroplastos. 9 (UFRGS-RS) Assinale com V (verdadeiro) ou F (fal- so) as afirmações que seguem, referentes à respi- ração celular. ( ) A respiração celular é constituída por três ro- tas: a oxidação do piruvato, o ciclo do ácido cítrico e o ciclo das pentoses. ( ) Nas transferências de íons hidrogênio ao lon- go da cadeia respiratória,há liberação de elé- trons que vão sendo captados por transporta- dores intermediários como os citocromos. ( ) No ciclo do ácido cítrico, ocorre maior libera- ção de hidrogênio do que durante a fase de glicólise. ( ) Nos eucariontes, a fase de glicólise ocorre no interior das mitocôndrias e na ausência de oxigênio. a) F – F – F – V. b) F – V – F – V. c) V – V – V – F. d) V – F – V – V. e) F – V – V – F. 10 (Ufop-MG) Com relação à fotossíntese, assinale a afirmativa correta. a) A produção de carboidrato ocorrerá indepen- dentemente da etapa fotoquímica da fotossín- Biologia 65 tese, se os cloroplastos forem providos com um suprimento constante de ATP e água. b) Ao se adicionar H2O 18 a uma suspensão de cloroplastos capazes de fazer fotossíntese, a marcação irá aparecer no oxigênio, quando a suspensão for exposta à luz. c) Na fase de escuro, a energia solar captada pela clorofila é utilizada para sintetizar ATP, a partir de ADP e Pi (fosfato inorgânico). d) A membrana tilacoide é a sede das reações do escuro, enquanto no estroma ocorrem as rea- ções de luz da fotossíntese. 11 (UFRGS-RS) As hemácias humanas foram selecio- nadas ao longo da evolução de modo que desem- penhassem hoje em dia suas funções de maneira eficiente. Durante esse processo evolutivo, as mi- tocôndrias e os núcleos foram perdidos na fase madura. Quais dos processos biológicos a seguir continuam a ocorrer nas hemácias maduras, ape- sar dessa adaptação? a) Cadeia transportadora de elétrons. b) Ciclo de Krebs. c) Glicólise. d) Replicação. e) Transcrição. 12 (UFRGS-RS) Pedro estava doente e perdeu uma semana de aulas. Preocupado com os conteúdos da disciplina de Biologia, soube pelos colegas que o assunto trabalhado fora Biotecnologia. Cada co- lega lembrou um aspecto das aulas. – EDUARDO lembrou que a identidade genética individual pode ser estabelecida pela técnica DNA “fingerprint”, ou impressão digital genética, que utiliza DNA codificante. – De acordo com MARIANA, as enzimas de res- trição são aquelas que podem cortar o DNA em pontos determinados. – Segundo LAURA, plasmídeos são utilizados como vetores para a clonagem de genes. – RAFAEL definiu proteoma como o conjunto de proteínas expressas pelo genoma. – JOANA relatou que vacinas genéticas são usa- das para inocular nas pessoas microrganismos vivos transgênicos ou atenuados. Ao voltar à escola, Pedro conversou com a profes- sora e constatou que estavam corretas a) apenas as afirmações de Eduardo, Mariana e Laura. b) apenas as afirmações de Mariana, Laura e Rafael. c) apenas as afirmações de Eduardo e Joana. d) apenas as afirmações de Rafael e Joana. e) as afirmações de todos os colegas. TEMA 6 PARASITOSES E INVERTEBRADOS 1 (PUC-SP) Na primeira década deste século, o mé- dico brasileiro Carlos Chagas iniciou uma série de estudos que o levaram a descrever o ciclo de vida de um importante ...(I)... pertencente à ...(II)... Trypanosoma cruzi, agente etiológico do mal de Chagas e que tem como transmissor um ...(III)... pertencente ao ...(IV)... Triatoma, popularmente conhecido por “barbeiro”. No trecho acima, as lacunas I, II, III e IV devem ser substituídas correta e, respectivamente, por: a) protozoário, família, inseto e filo. b) protozoário, espécie, inseto e gênero. c) bacilo, espécie, verme e gênero. d) bacilo, família, verme e filo. e) vírus, ordem, molusco e gênero. 2 (Unicamp-SP) Uma criança, depois de passar férias em uma fazenda, foi levada a um posto de saúde com quadro sugestivo de pneumonia. Os resultados dos exames descartaram pneumonia por vírus ou bactéria. A doença regrediu sem necessidade de tratamento. Algumas semanas depois, um exa- me de fezes de rotina detectou parasitismo por Ascaris lumbricoides (lombriga) e por Enterobius vermicularis (oxiúro). A mãe foi informada de que um dos vermes poderia ter causado a pneumonia. a) Qual poderia ter sido o verme responsável? Jus- tifique sua resposta. b) Cite um outro verme que pode causar sintomas semelhantes no ser humano. 3 (Ufscar-SP) O gráfico refere-se à prevalência do Schistosoma mansoni em três regiões distintas, I, II e III, do Brasil. % d e in di ví du os in fe ct ad os 100 80 60 40 20 1850 1900 1950 2000 Ano I II III No período de 1890 a 1900 ocorreu um intenso fluxo migratório humano da região I para as regiões II e III. Responda: a) A que filo pertence o Schistosoma mansoni e que doença causa ao homem? 66 Ciências da Natureza e suas Tecnologias b) Como você explica a diferença de prevalência de Schistosoma mansoni entre as regiões II e III, no ano 2000, sabendo que na região II pre- dominam lagos e lagoas e na região III predo- minam rios? 4 (PUC-SP) O gráfico abaixo tem relação com o ciclo de um protozoário parasita pertencente ao gêne- ro Plasmodium. Nele, são mostradas as variações de temperatura corpórea em função do tempo de pessoas infectadas pelo parasita: te m pe ra tu ra c or pó re a (ºC ) Tempo (horas) 0 12 24 36 48 60 72 40 39 38 37 36 As setas no gráfico indicam o momento em que uma das formas de vida desse parasita a) entrou na circulação por meio da picada de um inseto infectado. b) apresentou alta taxa de reprodução no fígado. c) apresentou alta taxa de reprodução nas fibras cardíacas. d) foi liberada no sangue, após o rompimento de hemácias. e) causou sérias lesões no intestino. 5 (PUC-PR) Com relação aos parasitas e às doenças que causam, pode-se afirmar que: I. a larva cercária, do Schistosoma mansoni, pe- netra no homem pela pele, causando-lhe a esquistossomose. II. a teníase é doença causada pela Taenia solium ou pela Taenia saginata. III. a cisticercose é doença causada pela larva da Taenia solium. IV. a lombriga ou ascaridíase é doença causada pelo Ascaris lumbricoides. V. o amarelão é doença causada pelo Necator americanus ou pelo Ancylostoma duodenale. VI. a filariose, que pode originar a elefantíase, é causada pela Wuchereria bancrofti. Estão corretas: a) todas. b) apenas I, II, III, IV e V. c) apenas I, II, IV, V e VI. d) apenas II, III, IV e VI. e) apenas I, III, V e VI. 6 (Unicamp-SP) As figuras a seguir mostram o cres- cimento corporal de dois grupos de invertebrados até atingirem a fase adulta. a) Identifique um grupo de invertebrados que pode ter o crescimento corporal como o repre- sentado na figura A e outro como o represen- tado na figura B. Justifique. b) Dê duas características morfológicas que per- mitam diferenciar entre si dois grupos de inver- tebrados relacionados com o gráfico A. 7 (Unesp-SP) O camarão e a abelha são animais per- tencentes ao mesmo filo, embora separados em classes distintas. Cite: a) duas características que permitam agrupá-los no mesmo filo; b) duas características que os separam em classes distintas. 8 (Unicamp-SP) Levantamentos faunísticos da sera- pilheira (material recém-caído no solo, constituído principalmente de folhas, cascas, galhos, flores, frutos e sementes) de florestas tropicais revelam a presença de uma grande variedade de espécies nessa camada superficial do solo. Considerando- -se os diferentes filos animais, espera-se encontrar na serapilheira representantes de a) Chordata, Arthropoda, Cnidaria. b) Echinodermata, Anellida, Mollusca. c) Chordata, Arthropoda, Mollusca. d) Echinodermata, Anellida, Cnidaria. 9 (Unesp-SP) Para voar, os insetos consomem muito oxigênio, em consequência da elevada atividade muscular necessária para o movimento de suas asas. Para suprir a intensa demanda, o oxigênio é levado às células musculares Biologia 67 a) pelo sangue, através de um sistema cardiovas- cular fechado, o que favorece um rápido aporte desse gás aos tecidos. b) pelo sangue, através de um sistema cardiovas- cular aberto, o que favorece um rápido aporte desse gás aos tecidos. c) através de um sistema de túbulos denominado traqueia, o qual leva o sangue rico nesse gás aos tecidos musculares. d) através de um conjuntode túbulos denominado traqueia, o qual transporta esse gás desde orifí- cios externos até os tecidos, sem que o sangue participe desse transporte. e) através de um coração rudimentar dividido em câmaras, das quais partem túbulos, chamados traqueias, que distribuem o sangue rico nesse gás aos tecidos do corpo. TEMA 7 CORDADOS E EMBRIOLOGIA 1 (Fuvest-SP) No desenvolvimento dos cordados, três caracteres gerais salientam-se, distinguindo- -os de outros animais. Assinale a alternativa que inclui estes três caracteres: a) notocorda, três folhetos germinativos, tubo ner- voso dorsal; b) corpo segmentado, tubo digestório completo, tubo nervoso dorsal; c) simetria bilateral, corpo segmentado; notocorda; d) simetria bilateral, três folhetos germinativos, notocorda; e) tubo nervoso dorsal, notocorda, fendas bran- quiais na faringe. 2 (Udesc) Analise as proposições quanto às carac- terísticas dos anfíbios. I. A reprodução é sexuada, com fecundação ex- terna, e são de sexos distintos (macho e fêmea). II. São homeotérmicos, ou seja, mantêm a tem- peratura corpórea praticamente constante, independente das variações térmicas do ambiente. III. Apresentam pele lisa e glândulas mucosas, que são responsáveis pela manutenção da umidade da pele. IV. São amniotas, pois apresentam bolsa amnió- tica ou âmnio que protege o embrião. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. b) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras. c) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras. d) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras. e) Todas as afirmativas são verdadeiras. 3 (Unifesp) A presença de ovos com envoltório rígido é mencionada como uma das principais características que propiciaram a conquista do ambiente terrestre aos vertebrados. Contudo, essa característica só resultou em sucesso adap- tativo porque veio acompanhada de outra novi- dade evolutiva para o grupo no qual surgiu. Tal novidade foi: a) a total impermeabilidade da casca. b) o cuidado à prole. c) a fecundação interna. d) o controle interno da temperatura. e) a eliminação de excretas pela casca. 4 (PUC-RJ) Os pássaros apresentam determinadas adaptações que facilitam sua capacidade de voar. Essas adaptações incluem: a) presença de sacos aéreos e amônia como ex- creta nitrogenado. b) pecilotermia e ácido úrico como excreta nitro- genado. c) presença de ossos pneumáticos e de sacos aéreos. d) presença de sacos aéreos e de moela. e) homeotermia e amônia como excreta nitrogenado. 5 Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirma- ções abaixo, relativas às características dos orga- nismos da classe Mammalia. ( ) Pelos e glândulas mamárias. ( ) Músculo diafragma que separa o tórax do abdômen. ( ) Respiração pulmonar e branquial nos aquáticos. ( ) Amônia como principal produto de excreção. A sequência correta de preenchimento dos parên- teses, de cima para baixo, é a) V – V – F – V. b) F – F – V – V. c) F – F – V – F. d) F – V – F – F. e) V – V – F – F. 6 (UFV-MG) A embriologia dos répteis tem sido abordada em filmes de ficção sobre dinossauros. Entretanto, considerando os répteis atuais, assi- nale a alternativa que NÃO poderia ser abordada numa cena de filme, como sendo um fato biologi- camente correto: a) Embriões de répteis apresentando âmnio, cório e alantoide. b) Embriões de répteis nutrindo-se da vasculari- zação placentária. c) Embriões de répteis apresentando fendas bran- quiais. d) Embriões de répteis dentro de ovos com muito vitelo. e) Embriões de répteis com a coluna vertebral sur- gindo do mesoderma. 68 Ciências da Natureza e suas Tecnologias 7 (UFRGS-RS) O esquema a seguir representa um corte transversal de um animal, mostrando os três folhetos embrionários básicos. Considere as seguintes afirmativas, a partir do esquema: I. O animal é um celomado. II. Os rins originam-se do mesoderma; folheto embrionário indicado pelo no 3. III. O tubo neural, que formará o sistema nervoso, origina-se do ectoderma; folheto embrionário indicado pelo no 1. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas III. d) Apenas II e III. e) I, II e III. 8 (Fuvest-SP) Em condições normais, a placenta hu- mana tem por funções: a) proteger o feto contra traumatismos, permitir a troca de gases e sintetizar as hemácias do feto. b) proteger o feto contra traumatismos, permitir a troca de gases e sintetizar os leucócitos do feto. c) permitir o fluxo direto de sangue entre a mãe e o filho e a eliminação dos excretas fetais. d) permitir a troca de gases e nutrientes e a elimi- nação dos excretas fetais dissolvidos. e) permitir o fluxo direto de sangue do filho para a mãe, responsável pela eliminação de gás car- bônico e de excretas fetais. TEMA 8 FISIOLOGIA ANIMAL E HUMANA 1 (UFC-CE) A carne escura das pernas e coxas da galinha é constituída, principalmente, por um cer- to tipo de fibra muscular diferente daquele da sua carne branca, o que torna essas fibras adaptadas a diferentes tipos de atividades. Observe as três afirmativas a seguir. I. A carne escura das pernas e coxas tem fibras musculares ricas em mioglobina, fornecendo oxigênio às mitocôndrias durante esforços musculares prolongados. II. A carne branca dos músculos peitorais tem fibras musculares relativamente pobres em mioglobina, sendo sua contração rápida, mas não mantida por muito tempo. III. As fibras musculares lentas estão adaptadas à realização de trabalho contínuo, possuindo menor quantidade de mitocôndrias e pouca irrigação sanguínea. Assinale a alternativa correta. a) Apenas a afirmativa I está correta. b) Apenas as afirmativas II e III estão corretas. c) Apenas as afirmativas I e III estão corretas. d) Apenas a afirmativa III está correta. e) Apenas as afirmativas I e II estão corretas. 2 (PUCC-SP) As afirmações a seguir referem-se ao tecido muscular. I. Encontra-se em órgãos viscerais e nas pare- des dos vasos sanguíneos. II. Constitui a maior parte da musculatura dos vertebrados. III. Apresenta miofilamentos de actina e de miosina. IV. Possui numerosas estrias transversais. V. Contrai-se sempre involuntariamente. Assinale a alternativa que classifica corretamente cada tipo de tecido muscular quanto a essas ca- racterísticas. a) ESTRIADO: I – IV; CARDÍACO: I – III; LISO: II – V. b) ESTRIADO: I – IV; CARDÍACO: I – III – V; LISO: II – III – V. c) ESTRIADO: I – III – IV; CARDÍACO: III – IV; LISO: II – IV – V. d) ESTRIADO: II – III – IV; CARDÍACO: III – IV - V; LISO: I – III – V. e) ESTRIADO: II – III – V; CARDÍACO: I – IV – V; LISO: I – III. 3 (PUC-MG) No processo de ossificação, o papel dos osteoclastos é: a) promover a deposição de cálcio nas epífises. b) reabsorver a matriz óssea. c) revestir o periósteo. d) reforçar as suturas cranianas. e) formar, por mitoses, os osteócitos. 4 (Unitau-SP) Os animais, salvo raras exceções, ali- mentam-se a partir da incorporação do material nutriente através do sistema digestivo. Quanto a esse processo, no homem, é incorreta a afirmação: a) A saliva amolece os alimentos e inicia a quebra do amido com auxílio da ptialina. b) A digestão de proteínas inicia-se no estômago, por ação da pepsina. c) Os sais biliares emulsionam as gorduras, facili- tando a ação das lipases. d) O suco intestinal, composto por diversas enzi- mas, quebra o alimento em molécula simples, para que possam ser absorvidas. Biologia 69 e) As moléculas orgânicas são absorvidas no in- testino grosso, que apresenta vilosidades e mi- crovilosidades celulares, que aumentam a área de absorção. 5 (UFSC) Os seres vivos necessitam de um suprimento de energia capaz de manter sua atividade meta- bólica. Essa energia é extraída dos alimentos, que podem ser produzidos pelos próprios organismos, no caso dos autótrofos, ou obtidos a partir de uma fonte orgânica externa, no caso dos heterótrofos. As substâncias orgânicas, tais como proteínas, carboidratos e lipídios, devem ser desdobradasem compostos mais simples e mais solúveis, de tal ma- neira que possam ser assimiladas pelo organismo. A esse processo de transformação dos alimentos em compostos relativamente mais simples, absor- víveis e utilizáveis denominamos digestão. PAULINO, W. R. Biologia Atual. São Paulo: Editora Ática, 1996. p. 296. Com relação a esse assunto, assinale a(s) pro- posição(ões) VERDADEIRA(S). 01) A mastigação, a deglutição e os movimentos peristálticos constituem a digestão química. 02) A água e os sais minerais são absorvidos, pelo tubo digestivo, sem transformação química. 04) A digestão do amido é rápida e ocorre em dois momentos: na boca, pela ação da amilase sali- var, e no estômago, sob a ação das peptidases. 08) A bile não tem enzimas, mas apresenta sais biliares, que emulsificam os lipídios, transfor- mando-os em gotículas menores que facilitam a digestão das gorduras. 16) Os nutrientes digeridos são absorvidos princi- palmente no intestino delgado, onde as células epiteliais das vilosidades apresentam expan- sões digitiformes – as microvilosidades –, que aumentam, consideravelmente, a superfície de absorção dos nutrientes. 32) Pessoas que tiveram sua vesícula biliar extir- pada não apresentam dificuldade em digerir lipídios e, por isso, podem fazer uma dieta rica em gorduras. 6 (Enem) As serpentes que habitam regiões de seca podem ficar em jejum por um longo período de tempo devido à escassez de alimento. Assim, a sobrevivência desses predadores está relacionada ao aproveitamento máximo dos nutrientes obti- dos com a presa capturada. De acordo com essa situação, essas serpentes apresentam alterações morfológicas e fisiológicas, como o aumento das vilosidades intestinais e a intensificação da irriga- ção sanguínea na porção interna dessas estruturas. A função do aumento das vilosidades intestinais para essas serpentes é maximizar o(a) a) comprimento do trato gastrointestinal para ca- ber mais alimento. b) área de contato com o conteúdo intestinal para absorção dos nutrientes. c) liberação de calor via irrigação sanguínea para controle térmico do sistema digestório. d) secreção de enzimas digestivas para aumentar a degradação proteica no estômago. e) processo de digestão para diminuir o tempo de permanência do alimento no intestino. 7 (Unicamp-SP) A cirrose hepática é uma séria enfer- midade que frequentemente surge do hábito de ingerir bebida alcoólica. O álcool pode alterar vá- rias estruturas do fígado, como ductos biliares e as células produtoras de bile, além de causar acúmulo de glóbulos de gordura. a) Qual a importância da bile para o processo de digestão e em que parte do tubo digestório a bile é lançada? b) Outra função realizada pelo fígado é a produ- ção e armazenamento de glicogênio. Espera- -se que esse processo ocorra depois de uma refeição ou após um longo período de jejum? Qual a importância do armazenamento do gli- cogênio? 70 Ciências da Natureza e suas Tecnologias GABARITO BIOLOGIA TEMA 1 ECOLOGIA 1 a 2 d 3 b 4 d 5 b 6 01 + 04 + 16 = 21 7 e TEMA 2 BACTÉRIAS, VÍRUS, FUNGOS E ALGAS 1 a 2 a 3 c 4 a 5 a 6 e 7 e 8 a TEMA 3 BOTÂNICA 1 c 2 a 3 a 4 c 5 c 6 c 7 a 8 b 9 c 10 e 11 c 12 d TEMA 4 PROTEÍNAS E ÁCIDOS NUCLEICOS 1 c 2 d 3 a 4 b 5 b 6 b 7 c 8 d 9 b 10 d TEMA 5 BIOLOGIA CELULAR, BIOENERGÉTICA E BIOTECNOLOGIA 1 c 2 b 3 d 4 e 5 c 6 d 7 d 8 e 9 e 10 b 11 c 12 b Biologia 71 TEMA 6 PARASITOSES E INVERTEBRADOS 1 b 2 a) O verme responsável pode ter sido o Ascaris lum- bricoides. Durante seu desenvolvimento no corpo humano o parasita passa por estágios larvários que migram, via circulação sanguínea, pelo fígado, coração e pulmões. Nos pulmões podem causar problemas respiratórios como a pneumonia. b) O Ancylostoma duodenale ou o Necator ameri- canus, causadores do amarelão, apresentam ci- clo de vida semelhante ao do Ascaris, podendo causar os mesmos sintomas pulmonares. 3 a) O Schistosoma mansoni pertence ao filo dos platelmintos e causa a esquistossomose nos seres humanos. b) Lagos e lagoas favorecem a permanência das larvas cercárias do Schistosoma na região II, au- mentando a chance de encontrarem seus hos- pedeiros. Isso não ocorre na região III, em que as águas dos rios devem ser correntes e acabam levando as cercárias, diminuindo suas chances de encontrar hospedeiros. 4 d 5 a 6 a) A figura A mostra o padrão de crescimento corporal de artrópodes. O gráfico B mostra o padrão de crescimento corporal de poríferos, moluscos, equinodermos e outros invertebra- dos que, por não possuírem exoesqueleto qui- tinoso, têm crescimento corporal contínuo. Em artrópodes o exoesqueleto rígido de quitina limita o crescimento corporal e esse só ocorre durante o processo de muda ou ecdise. b) Os insetos possuem o corpo dividido em ca- beça, tórax e abdôme três pares de patas to- rácicas nos adultos, um par de antenas, asas em diversas espécies e respiração traqueal. Os aracnídeos possuem o corpo dividido em cefalotórax e abdôme, quatro pares de patas cefalotorácicas, asas e antenas ausentes e res- piração através de pulmões foiláceos. Já os crustáceos possuem o corpo dividido em ce- falotórax e abdôme, número de patas variável, dois pares de antenas, asas ausentes e respi- ração branquial (em geral). 7 a) Exoesqueleto quitinoso e presença de apêndi- ces articulados. b) Camarão é um crustáceo com corpo dividido em cefalotórax e abdome, 2 pares de antenas e 5 pares de pernas (em geral). Abelha é um inseto com corpo dividido em cabeça, tórax e abdome, 1 par de antenas e 3 pares de pernas. 8 c 9 d TEMA 7 CORDADOS E EMBRIOLOGIA 1 e 2 a 3 c 4 c 5 e 6 b 7 e 8 d TEMA 8 FISIOLOGIA ANIMAL E HUMANA 1 e 2 d 3 b 4 e 5 02 + 08 + 16 = 26 6 b 7 a) A bile contém sais que funcionam como um “detergente” natural, emulsificando as gordu- ras. Os sais biliares são capazes de transformar gotas de gorduras em gotículas microscópicas de gorduras. A bile é produzida pelo fígado e secretada no duodeno. b) As células do fígado produzem e armazenam o glicogênio após as refeições. O glicogênio hepático se constitui em importante reserva enérgica durante os períodos de jejum. 72 Ciências da Natureza e suas Tecnologias TEMA 1 DINÂMICA 1 (Udesc) Os blocos de massa m1 e m2 estão conecta- dos por um fio ideal, que passa por uma polia ideal, como mostra a figura. Os blocos, que possuem a mesma massa de 4,0 kg, são liberados do repouso com m1 a meio metro da linha horizontal. O plano possui inclinação de 30° com a horizontal. Todas as forças de atrito são desprezáveis. m1 m2 u Assinale a alternativa que corresponde ao valor apro- ximado do tempo para m1 atingir a linha horizontal. a) 0,32 s b) 0,16 s c) 0,63 s d) 0,95 s e) 0,47 s 2 (Fuvest-SP) De férias em Macapá, cidade brasileira situada na linha do equador e a 51° de longitude oeste, Maria faz um selfie em frente ao monumento do marco zero do equador. Ela envia a foto a seu namorado, que trabalha em um navio ancorado próximo à costa da Groenlândia, a 60° de latitude norte, e no mesmo meridiano em que ela está. Considerando apenas os efeitos da rotação da Terra em torno de seu eixo, determine, para essa situação, a) a velocidade escalar vM de Maria; b) o módulo aM da aceleração de Maria; c) a velocidade escalar vn do namorado de Maria; d) a medida do ângulo a entre as direções das acelerações de Maria e de seu namorado. Note e adote: Maria e seu namorado estão parados em relação à superfície da Terra. As velocidades e acelerações devem ser deter- minadas em relação ao centro da Terra. Considere a Terra uma esfera com raio 6 ∙ 106 m. Duração do dia 80.000 s p 3 Ignore os efeitos da translação da Terra em tor- no do Sol. sen 30° = cos 60° = 0,5 sen 60° = cos 30° 0,9 3 (Enem) Em uma colisão frontal entre dois automó- veis, a força que o cinto de segurança exerceso- bre o tórax e abdômen do motorista pode causar lesões graves nos órgãos internos. Pensando na segurança do seu produto, um fabricante de auto- móveis realizou testes em cinco modelos diferentes de cinto. Os testes simularam uma colisão de 0,30 segundo de duração, e os bonecos que represen- tavam os ocupantes foram equipados com acele- rômetros. Esse equipamento registra o módulo da desaceleração do boneco em função do tempo. FÍSICA Física 73 Os parâmetros como massa dos bonecos, dimen- sões dos cintos e velocidade imediatamente antes e após o impacto foram os mesmos para todos os testes. O resultado final obtido está no gráfico de aceleração por tempo. Qual modelo de cinto oferece menor risco de le- são interna ao motorista? a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 4 (Fuvest-SP) Objetos em queda sofrem os efeitos da resistência do ar, a qual exerce uma força que se opõe ao movimento desses objetos, de tal modo que, após um certo tempo, eles passam a se mover com velocidade constante. Para uma par- tícula de poeira no ar, caindo verticalmente, essa força pode ser aproximada por # Fa = –b#v , sendo #v a velocidade da partícula de poeira e b uma cons- tante positiva. O gráfico mostra o comportamento do módulo da força resultante sobe a partícula, FR, como função de v, o módulo de #v . Note e adote: – O ar está em repouso. O valor da constante b, em unidades de N ∙ s/m, é a) 1,0 ∙ 10–14 b) 1,5 ∙ 10–14 c) 3,0 ∙ 10–14 d) 1,0 ∙ 10–10 e) 3,0 ∙ 10–10 5 (UFPR) Uma mola de massa desprezível foi presa a uma estrutura por meio da corda b. Um corpo de massa m igual a 2.000 g está suspenso por meio das cordas a, c e d, de acordo com a figura abai- xo, a qual representa a configuração do sistema após ser atingido o equilíbrio. Considerando que a constante elástica da mola é 20 N/cm e a acele- ração gravitacional é 10 m/s2, assinale a alternativa que apresenta a deformação que a mola sofreu por ação das forças que sobre ela atuaram, em relação à situação em que nenhuma força estivesse atuan- do sobre ela. Considere ainda que as massas de todas as cordas e da mola são irrelevantes. Mola a) 0,5 cm b) 1,2 cm c) 2,5 cm d) 3,5 cm e) 5,2 cm 6 (UFSC) Finalmente, o momento mais aguardado pela plateia do Circo da Física: o Globo. Em uma esfera de aço com 4,84 m de diâmetro cujo coe- ficiente de atrito entre o pneu e o aço é 0,2, cin- co destemidos pilotos fazem manobras radicais com suas motos. No ponto alto da apresentação, o Globo se abre, deixando a plateia apreensiva e extasiada, e três pilotos parecem flutuar no ar com suas motos, como mostrado na figura abaixo. 74 Ciências da Natureza e suas Tecnologias Com base no exposto acima e na figura, é correto afirmar que: 01) o período da rotação do piloto 1, quando está com a velocidade mínima para realizar a ma- nobra, é de 2,0 s. 02) a velocidade angular mínima do piloto 1 é de aproximadamente 4,54 rad/s. 04) a velocidade mínima para o piloto 1 realizar a manobra é de 11,0 m/s. 08) a velocidade mínima para o piloto 1 realizar a manobra aumenta se o raio do Globo aumentar. 16) a força centrífuga sobre o sistema piloto-moto tem o sentido para o centro da trajetória. 32) um piloto com massa menor do que o piloto 1 po- deria realizar a manobra com menor velocidade. 7 (UEM-PR) Dois blocos, A e B, estão em repouso sobre uma superfície plana e horizontal. O bloco A está a uma certa distância à direta do bloco B, ao qual é conectado por um fio inextensível e de massa desprezível. No instante t = 0 s, sobre o blo- co A é aplicada uma força constante de módulo F, na direção horizontal e no sentido da esquerda para a direita. Considerando os blocos A e B como sendo pontos materiais, que suas massas são res- pectivamente mA e mB, e desprezando os atritos, assinale o que for correto. 01) O módulo da força de tração que atua no fio é de mBF mA + mB . 02) O módulo da aceleração adquirida pelo bloco B é de F mA + mB . 04) O módulo da velocidade do bloco A após um intervalo de tempo dt s é de dt F mA + mB . 08) O deslocamento realizado pelo bloco B no intervalo de tempo dt s é de (dt)2 F 2(mA + mB). 16) As forças que o fio exerce sobre os blocos A e B têm o mesmo módulo, a mesma direção e o mesmo sentido. 8 (Unesp-SP) Algumas embalagens trazem, im- pressas em sua superfície externa, informações sobre a quantidade máxima de caixas iguais a ela que podem ser empilhadas, sem que haja risco de danificar a embalagem ou os produtos contidos na primeira caixa da pilha, de baixo para cima. Considere a situação em que três caixas iguais estejam empilhadas dentro de um elevador e que, em cada uma delas, esteja impressa uma imagem que indica que, no máximo, seis caixas iguais a ela podem ser empilhadas. Física 75 Suponha que esse elevador esteja parado no an- dar térreo de um edifício e que passe a descrever um movimento uniformemente acelerado para cima. Adotando g = 10 m/s2, é correto afirmar que a maior aceleração vertical que esse elevador pode experimentar, de modo que a caixa em con- tato com o piso receba deste, no máximo, a mes- ma força que receberia se o elevador estivesse parado e, na pilha, houvesse seis caixas, é igual a a) 4 m/s2 b) 8 m/s2 c) 10 m/s2 d) 6 m/s2 e) 2 m/s2 9 (Unicamp-SP) Um estudo publicado em 2014 na renomada revista científica Physical Review Letters (http://journals.aps.org/prl/abstract/10.1103/Phys RevLett.112.175502) descreve como a antiga civi- lização egípcia reduzia o atrito entre a areia e os trenós que levavam pedras de até algumas tone- ladas para o local de construção das pirâmides. O artigo demonstrou que a areia na frente do tre- nó era molhada com a quantidade certa de água para que ficasse mais rígida, diminuindo a força necessária para puxar o trenó. Caso necessário, use g = 10 m/s2 para resolver as questões abaixo. a) Considere que, no experimento realizado pelo estudo citado acima, um bloco de mas- sa m = 2 kg foi colocado sobre uma superfí- cie de areia úmida e puxado por uma mola de massa desprezível e constante elástica k = 840 N/m, com velocidade constante, como indica a figura 1. Se a mola em repouso tinha comprimento Irepouso = 0,10 m, qual é o coeficiente de atrito dinâmico entre o bloco e a areia? Areia Bloco Ipuxando = 0,11 m F b) Nesse experimento, o menor valor de coefi- ciente de atrito entre a areia e o trenó é ob- tido com a quantidade de água que torna a areia rígida ao cisalhamento. Essa rigidez pode ser caracterizada pelo seu módulo de cisalhamento, dado por G = FI Adx , em que F é o módulo da força aplicada tangencialmente a uma superfície de área A de um material de es- pessura l, e que a deforma por uma distância dx, como indica a figura 2. Considere que a figura representa o experimento realizado para medir G da areia e também o coeficiente de atrito di- nâmico entre a areia e o bloco, ambos em função da quantidade de água na areia. O resultado do experimento é mostrado no gráfico apresentado na figura 3. Com base no experimento descrito, qual é o valor da razão I dx da medida que re- sultou no menor coeficiente de atrito dinâmico? d Co efi ci en te d e at rit o di nâ m ic o M ód ul o de c is al ha m en to (x 1 05 P a) Porcentagem de água na areia Note que há duas escalas para o eixo das orde- nadas, uma para cada curva. A legenda e as setas indicam as escalas de cada curva. 76 Ciências da Natureza e suas Tecnologias TEMA 2 GRAVITAÇÃO 1 (PUCC-SP) Considere um planeta que tenha raio e massa duas vezes maiores que os da Terra. Sendo a aceleração da gravidade na superfície da Terra igual a 10 m/s2, na superfície daquele planeta ela vale, em metros por segundo ao quadrado: a) 2,5 b) 5,0 c) 10 d) 15 e) 20 2 (UFRGS-RS) Em 12 de agosto de 2018, a NASA lançou uma sonda espacial, a Parker Solar Probe, com o objetivo de aprofundar estudos sobre o Sol e o vento solar (o fluxo contínuo de partículasemitidas pela coroa solar). A sonda deverá ser colocada em uma órbita tal que, em seu ponto de máxima aproximação do Sol, chegará a uma distância deste menor que 1 24 da distância Sol – Terra. Considere FT o módulo da força gravitacional exercida pelo Sol sobre a sonda, quando esta se encontra na atmosfera terrestre, e considere FS o módulo da força gravitacional exercida pelo Sol sobre a sonda, quando a distância desta ao Sol for igual a 1 24 da distância Sol – Terra. A razão FS/FT entre os módulos dessas forças so- bre a sonda é igual a a) 1. b) 12. c) 24. d) 144. e) 576. 3 (Enem-PPL) Observações astronômicas indicam que no centro de nossa galáxia, a Via Láctea, pro- vavelmente exista um buraco negro cuja massa é igual a milhares de vezes a massa do Sol. Uma técnica simples para estimar a massa desse bura- co negro consiste em observar algum objeto que orbite ao seu redor e medir o período de uma rotação completa, T, bem como o raio médio, R, da órbita do objeto, que supostamente se deslo- ca, com boa aproximação, em movimento circular uniforme. Nessa situação, considere que a força resultante, devido ao movimento circular, é igual, em magnitude, à força gravitacional que o buraco negro exerce sobre o objeto. A partir do conhecimento do período de rotação, da distância média e da constante gravitacional, G, a massa do buraco negro é a) 4p2R2 GT2 b) p2R3 2GT2 c) 2p2R3 GT2 d) 4p2R3 GT2 e) p2R5 GT2 Física 77 4 (Famerp-SP) Um satélite geoestacionário é aquele que se encontra parado em relação a um ponto sobre a superfície da Terra. Se a Terra fosse perfeitamente esférica, com distribuição homogênea de massa, es- ses pontos só poderiam estar no plano que contém a Linha do Equador terrestre. Na realidade, os satélites geoestacionários encontram-se sobre pontos ligei- ramente fora desse plano. Para colocar um satélite estacionário em órbita ao redor de outro astro, como a Lua ou Marte, considerando-os perfeitamente es- féricos e com distribuição homogênea de massa, o raio da órbita do satélite dependerá apenas a) do período de rotação do astro e da massa do satélite. b) da massa e do raio do astro e da massa do satélite. c) do raio e do período de rotação do astro e da massa do satélite. d) da massa e do período de rotação do astro. e) da massa e do raio do astro. 5 (Udesc) Analise as proposições com relação às Leis de Kepler sobre o movimento planetário. I. A velocidade de um planeta é maior no periélio. II. Os planetas movem-se em órbitas circulares, estando o Sol no centro da órbita. III. O período orbital de um planeta aumenta com o raio médio de sua órbita. IV. Os planetas movem-se em órbitas elípticas, estando o Sol em um dos focos. V. A velocidade de um planeta é maior no afélio. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras. b) Somente as afirmativas II, III e V são verdadeiras. c) Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras. d) Somente as afirmativas III, IV e V são verdadeiras. e) Somente as afirmativas I, III e V são verdadeiras. 6 (UFSC) Quer subir de elevador até o espaço? Apesar de esta ideia já ter surgido há mais de 100 anos, um avanço em nanotecnologia pode significar que iremos de elevador até o espaço com um cabo feito de diamante ou de carbono. A empresa japonesa de construção Obayashi investiga a viabilidade de um elevador espacial, visando a uma estação espacial li- gada ao equador por um cabo de 96.000 quilômetros feito de nanotecnologia de carbono, conforme a figu- ra abaixo. A estação espacial orbitaria a Terra numa posição geoestacionária e carros robóticos com mo- tores magnéticos levariam sete dias para alcançar a estação espacial, transportando carga e pessoas até o espaço por uma fração dos custos atuais. Disponível em: . [Adaptado] Acesso em: 29 jul. 2015. Considerando que, fisicamente, seja possível a im- plementação desse elevador espacial, é CORRETO afirmar que: 01) a estação espacial japonesa deve possuir movi- mento circular ao redor da Terra com velocidade linear igual à velocidade linear de rotação da superfície da Terra. 02) as pessoas que visitarem a estação espacial poderão flutuar no seu interior porque lá não haverá atração gravitacional. 04) a velocidade angular da estação espacial deve ser igual à velocidade angular de rotação da Terra. 08) um carro robótico terá, no trajeto da Terra até a estação espacial, vetor velocidade constante. 16) o período do movimento da estação espacial ao redor da Terra deve ser igual ao período de rotação diária da Terra. 32) a força de atração gravitacional da Terra será a força centrífuga, responsável por manter a estação espacial em órbita. 64) o valor da aceleração da gravidade (g) na posição da estação espacial terá um módulo menor que seu valor na superfície da Terra. 78 Ciências da Natureza e suas Tecnologias 7 (UEM-PR) Em um livro do escritor estadunidense de ficção científica Robert Anson Heinlein (1907-1988), lê- -se: “A escolha do pessoal para a primeira expedição humana a Marte foi feita tendo como base a teoria de que o maior perigo para o homem era o próprio homem. Naquele tempo – oito anos terrestres depois da fundação da primeira colônia humana em Luna – uma viagem interplanetária de seres humanos devia ser feita em órbitas de queda livre, levando, da Terra a Marte, cento e cinquenta e oito dias terrestres e vice-versa, além de uma espera em Marte de cento e cinquenta e cinco dias, até que os planetas voltas- sem lentamente às posições anteriores, permitindo a existência de uma órbita de retorno.” HEINLEIN, R. A. Um estranho numa terra estranha. Rio de Janeiro: Artenova, 1973, p. 3. Considere a razão entre as massas da Terra e de Marte igual a 9 e a razão entre os raios da Terra e de Marte igual a 2; considere, ainda, que não há forças de atrito e que a velocidade de escape de um corpo é a velocidade mínima com que se deve lançá-lo a partir da superfície de um astro para que ele consiga vencer a atração gravitacional desse astro. Assinale o que for correto. 01) A velocidade de escape de um corpo é direta- mente proporcional à raiz quadrada da razão entre a massa e o raio do planeta. 02) A velocidade de escape de uma espaçona- ve a partir da superfície da Terra é menor do que a velocidade de escape com que se deve lançar a mesma espaçonave a partir da superfície de Marte. 04) A velocidade de escape de uma espaçonave não depende de sua massa. 08) Para que uma espaçonave orbite o planeta Marte, a velocidade dela deve ser proporcional ao raio da órbita. 16) Uma espaçonave com os motores desligados e aproximando-se de Marte está sujeita a uma força que depende de sua velocidade. 8 (Uerj) A figura ilustra o movimento de um planeta em torno do Sol. planeta F A B A1 A3 A2 C E D Se os tempos gastos para o planeta se deslocar de A para B, de C para D e de E para F são iguais, então as áreas A1, A2 e A3 apresentam a seguinte relação: a) A1 5 A2 5 A3 b) A1 . A2 5 A3 c) A1 , A2 , A3 d) A1 . A2 . A3 TEMA 3 ÓPTICA GEOMÉTRICA 1 Um objeto geométrico, identificado pelos vértices de A a J, é colocado diante de um espelho plano, próxi- mo a um observador O, conforme indica a figura. B C F G A D E J I H O a) represente a imagem do objeto conjugada pelo espelho plano. b) Construa um raio de luz emitido por F que re- flete no espelho e incide em O. Física 79 c) O objeto pode ser visto, em toda sua extensão, por reflexão pelo observador O? Justifique sua resposta determinando o campo visual de O. 2 (Unesp-SP) Quando entrou em uma ótica para comprar novos óculos, um rapaz deparou-se com três espelhos sobre o balcão: um plano, um es- férico côncavo e um esférico convexo, todos ca- pazes de formar imagens nítidas de objetos reais colocados à sua frente. Notouainda que, ao se posicionar sempre à mesma distância desses es- pelhos, via três diferentes imagens de seu rosto, representadas na figura a seguir. IMAGEM A IMAGEM B IMAGEM C Em seguida, associou cada imagem vista por ele a um tipo de espelho e classificou-as quanto às suas naturezas. Uma associação correta feita pelo rapaz está indi- cada na alternativa: a) o espelho A é o côncavo e a imagem conjugada por ele é real. b) o espelho B é o plano e a imagem conjugada por ele é real. c) o espelho C é o côncavo e a imagem conjugada por ele é virtual. d) o espelho A é o plano e a imagem conjugada por ele é virtual. e) o espelho C é o convexo e a imagem conjugada por ele é virtual. 3 (Famerp-SP) Uma pessoa observa uma moeda no fundo de uma piscina que contém água até a altura de 2,0 m. Devido à refração, a pessoa vê a imagem da moeda acima da sua posição real, como ilustra a figura. Considere os índices de re- fração absolutos do ar e da água iguais a 1,0 e 4 3 , respectivamente. F a) Considerando sen u = 0,80, qual o valor do seno do ângulo b? b) Determine a quantos centímetros acima da po- sição real a pessoa vê a imagem da moeda. 4 (PUC-PR) A figura apresenta uma montagem utili- zada por um professor de Física numa aula expe- rimental, sendo E1 um espelho côncavo de distân- cia focal 15 cm. E2 é um espelho plano, disposto paralelamente ao eixo principal do espelho E1. F é uma fonte luminosa, situada a 5 cm do ponto A, de paredes opacas, dotada de uma abertura, de forma que a luz incide inicialmente em E1. Na figura, AO = AB = BC = CD = 15 cm. A respeito da imagem final conjugada pelos dois espelhos, pode-se afirmar: a) É virtual e se forma no ponto C. b) Não será projetável, pois E2 conjuga imagem virtual. c) É real e se localiza entre E2 e o eixo principal de E1. d) É real e vai se formar no ponto D. e) É virtual e está localizada no ponto B. 80 Ciências da Natureza e suas Tecnologias 5 (PUCC-SP) Uma pessoa se coloca na frente de uma câmara escura, a 2 m do orifício dessa câmara, e a sua imagem, que se forma no fundo da mesma, tem 6 cm de altura. Para que ela tenha 4 cm de altura, essa pessoa, em relação à câmara, deve a) afastar-se 1 m. b) afastar-se 2 m. c) afastar-se 3 m. d) aproximar-se 1 m. e) aproximar-se 2 m. 6 (PUC-RJ) A uma certa hora da manhã, a inclinação dos raios solares é tal que um muro de 4,0 m de altura projeta, no chão horizontal, uma sombra de comprimento 6,0 m. Uma senhora de 1,6 m de altura, caminhando na direção do muro, é totalmente coberta pela sombra quando se encontra a quantos metros do muro? a) 2,0 b) 2,4 c) 1,5 d) 3,6 e) 1,1 7 (UFRJ) A figura a seguir (evidentemente fora de escala) mostra o ponto O em que está o olho de um observador da Terra olhando um eclipse solar total, isto é, aquele no qual a Lua impede toda a luz do Sol de chegar ao observador. a) Para que o eclipse seja anelar, isto é, para que a Lua impeça a visão dos raios emitidos por uma parte central do Sol, mas permita a visão da luz emitida pelo restante do Sol, a Lua deve estar mais próxima ou mais afastada do observador do que na situação da figura? Justifique sua res- posta com palavras ou com um desenho. b) Sabendo que o raio do Sol é 0,70 ∙ 106 km, o da Lua, 1,75 ∙ 103 km, e que a distância entre o centro do Sol e o observador na Terra é de 150 ∙ 106 km, calcule a distância d entre o ob- servador e o centro da Lua para a qual ocorre o eclipse total indicado na figura. 8 (Unifesp) Em um parque de diversões existem dois grandes espelhos dispostos verticalmente, um de frente para o outro, a 10 m de distância um do outro. Um deles é plano, o outro é esférico convexo. Uma criança se posiciona, em repouso, a 4 m do espelho esférico e vê as duas primeiras imagens que esses espelhos formam dela: Ip, formada pelo espelho plano, e IC, formada pelo espelho esférico, conforme representado na figura. 10 m 4 m 2 m IP IC Fora de escala Calcule: a) a distância, em metros, entre Ip e IC. b) a que distância do espelho esférico, em me- tros, a criança deveria se posicionar para que sua imagem IC tivesse um terço de sua altura. 9 (Unirio-RJ) A figura ilustra a secção longitudinal de um diamante lapidado, cujo índice de refração é 2,4. Suponha que um feixe luminoso incida per- pendicularmente à face AE. Marque a opção que mostra a trajetória seguida pelo feixe. A E 135º 135º a) A E Física 81 b) A E c) A E d) A E e) A E 10 (UEM-PR) Um homem, de 1,80 m de altura, está parado sobre uma superfície plana a 2,0 m de um espelho plano que está à sua frente. Ele observa no espelho toda a extensão de seu próprio corpo, dos pés à cabeça, e um poste, de 2 m de altura, disposto 3 m atrás de si. Com base nessas infor- mações, assinale o que for correto. 01) A imagem observada pelo homem no espelho plano é direita, virtual, igual e enantiomorfa. 02) O espelho possui uma altura mínima de 90 cm. 04) Se o homem der um passo para frente, dimi- nuindo sua distância em relação ao espelho em 40 cm, ele não observará mais sua imagem, dos pés à cabeça, no espelho plano. 08) A distância do poste até a imagem do homem, formada no espelho plano, é de 5,0 m. 16) A distância do homem à sua imagem, formada no espelho plano, é o dobro da distância do homem até o espelho. 11 (Unicamp-SP) Um objeto é disposto em frente a uma lente convergente, conforme a figura abaixo. Os focos principais da lente são indicados com a letra F. Pode-se afirmar que a imagem formada pela lente lente 1 cm 1 cm objeto F F a) é real, invertida e mede 4 cm. b) é virtual, direta e fica a 6 cm da lente. c) é real, direta e mede 2 cm. d) é real, invertida e fica a 3 cm da lente. 12 (Uece) Uma folha de papel, com um texto impres- so, está protegida por uma espessa placa de vidro. O índice de refração do ar é 1,0 e o do vidro, 1,5. Se a placa tiver 3 cm de espessura, a distância do topo da placa à imagem de uma letra do texto, quando observada na vertical, é: lâmina de vidro papel c/texto 3 cm a) 1 cm. b) 2 cm. c) 3 cm. d) 4 cm. 82 Ciências da Natureza e suas Tecnologias TEMA 4 CALORIMETRIA/GASES 1 (Famema) Considere que um fogão forneça um fluxo constante de calor e que esse calor seja in- teiramente transferido da chama ao que se deseja aquecer. O calor específico da água é 1,00 cal/(g · °C) e o calor específico de determinado óleo é 0,45 cal/(g · °C). Para que 1 000 g de água, inicialmente a 20 °C, atinja a temperatura de 100 °C, é neces- sário aquecê-la por cinco minutos sobre a chama desse fogão. Se 200 g desse óleo for aquecido nesse fogão durante um minuto, a temperatura desse óleo será elevada em, aproximadamente, a) 120 °C. b) 180 °C. c) 140 °C. d) 160 °C. e) 100 °C. 2 (UFRGS-RS) Uma quantidade de calor Q = 56.100,00 J é fornecida a 100 g de gelo que se encontra inicial- mente a –10 °C. Sendo • o calor específico do gelo cg = 2,1 J/g (°C), • o calor específico da água ca = 4,2 J/g (°C) e • o calor latente de fusão CL = 330,0 J/g (°C) a temperatura final da água em °C é, aproxima- damente, a) 83,8 b) 60,0 c) 54,8 d) 50,0 e) 37,7 3 (UFPR) O diagrama P × V abaixo ilustra uma se- quência de processos termodinâmicos executada por um gás ideal monoatômico, passando pelos pontos A, B, C e D, caracterizados pelos valores de pressão e volume apresentados no diagrama. P 3P0 2P0 P0 V0 2V0 3V0 V B A D C Tendo em vista as informações apresentadas no diagrama, considere as seguintes afirmativas: 1. O processo A → B é isométrico. 2. Os pontos C e D estão à mesma temperatura. 3. O trabalho realizado pelo gás no processo B → C é nulo. 4. O processo C → D é isobárico. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras. b) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras. c) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras. d) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras. e) Asafirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras. 4 (Acafe-SC) Considere o caso abaixo e responda: Qual é a transformação sofrida pelo gás ao sair do spray? B o m b inha d e asm a B o m b inha d e asm a As pessoas com asma, geralmente, utilizam bron- codilatadores em forma de spray ou mais conheci- dos como bombinhas de asma. Esses, por sua vez, precisam ser agitados antes da inalação para que a medicação seja diluída nos gases do aerossol, garantindo sua homogeneidade e uniformidade na hora da aplicação. Podemos considerar o gás que sai do aerossol como sendo um gás ideal, logo, sofre certa trans- formação em sua saída. a) O gás sofre uma compressão adiabática. b) O gás sofre uma expansão adiabática. c) O gás sofre uma expansão isotérmica. d) O gás sofre uma compressão isotérmica. Física 83 5 (Unesp-SP) Por meio de uma bomba de ar com- primido, um tratorista completa a pressão de um dos pneus do seu trator florestal, elevando-a de 1,1 · 105 Pa (16 ibf·/pol2) para 1,3 · 105 Pa (19 ibf·/pol2), valor recomendado pelo fabricante. Se durante esse processo a variação do volume do pneu é desprezível, o aumento da pressão no pneu se explica apenas por causa do aumento a) da temperatura do ar, que se eleva em 18% ao entrar no pneu, pois o acréscimo do número de mols de ar pode ser considerado desprezível. b) da temperatura do ar, que se eleva em 36% ao entrar no pneu, pois o acréscimo do número de mols de ar pode ser considerado desprezível. c) do número de mols de ar introduzidos no pneu, que aumenta em 18%, pois o acréscimo de temperatura do ar pode ser considerado desprezível. d) do número de mols de ar introduzidos no pneu, que aumenta em 28%, pois o acréscimo de temperatura do ar pode ser considerado desprezível. e) do número de mols de ar introduzidos no pneu, que aumenta em 36%, pois o acréscimo de temperatura do ar pode ser considerado desprezível. 6 (UFRGS-RS) Enquanto se expande, um gás recebe o calor Q = 100 J e realiza o trabalho W = 70 J. Ao final do processo, podemos afirmar que a energia interna do gás a) aumentou 170 J. b) aumentou 100 J. c) aumentou 30 J. d) diminuiu 70 J. e) diminuiu 30 J. TEMA 5 CINEMÁTICA 1 (Mack-SP) Estudando o movimento de um corpo, a partir do instante zero, obtivemos o gráfico a se- guir. Entre os instantes 4 s e 7 s, o deslocamento do corpo foi de 24 m. O valor da velocidade no instante zero (v0) era: t (s)7420 v (m/s) v0 a) –2 m/s. b) –4 m/s. c) –6 m/s. d) –8 m/s. e) –10 m/s. 2 (Mack-SP) Em certo instante passam pela origem de uma trajetória retilínea os móveis A, com M.R.U., e B, com M.R.U.V. A partir desse instante, constrói- -se o diagrama a seguir. O tempo gasto pelo móvel B para ficar 32 m à frente do A é: t (s) v (m/s) 10 6 B A 0 2 a) 2 s. b) 4 s. c) 6 s. d) 7 s. e) 8 s. 84 Ciências da Natureza e suas Tecnologias 3 (Unesp-SP) Juliana pratica corridas e consegue correr 5,0 km em meia hora. Seu próximo desafio é participar da corrida de São Silvestre, cujo per- curso é de 15 km. Como é uma distância maior do que a que está acostumada a correr, seu instrutor orientou que diminuísse sua velocidade média ha- bitual em 40% durante a nova prova. Se seguir a orientação de seu instrutor, Juliana completará a corrida de São Silvestre em a) 2h40min b) 3h00min c) 2h15min d) 2h30min e) 1h52min 4 (Udesc) Dois ciclistas, A e B, partem da mesma posição no instante t = 0 e movimentam-se no mesmo sentido e em trajetória retilínea. Na figura são mostrados os gráficos da velocidade em fun- ção do tempo dos dois ciclistas. 0 t (s)5,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 B A v (m/s) Leia com atenção e analise as afirmações sobre os gráficos. I. A aceleração do ciclista B no intervalo de t = 0 a t = 10,0 s foi maior do que a aceleração do ciclista A no intervalo de t = 0 a t = 25,0 s. II. No instante t = 15,0 s, o ciclista A ultrapassou o ciclista B. III. Decorridos 20,0 s, o ciclista A estava na frente do ciclista B. IV. Decorridos 25,0 s, o ciclista A estava na frente de B e a distância entre eles era igual a 2,5 m. Assinale a alternativa CORRETA: a) todas as afirmativas estão corretas. b) somente estão corretas as afirmações I e IV. c) somente estão corretas as afirmações I, III e IV. d) somente estão corretas as afirmações II e III. e) somente estão corretas as afirmações II, III e IV. 5 (Famema) De dentro do ônibus, que ainda fazia manobras para estacionar no ponto de parada, o rapaz, atrasado para o encontro com a namorada, a vê indo embora pela calçada. Quando finalmente o ônibus para e o rapaz desce, a distância que o separa da namorada é de 180 m. Sabendo que a namorada do rapaz se movimenta com velocidade constante de 0,5 m/s e que o rapaz pode correr com velocidade constante de 5 m/s, o tempo mínimo para que ele consiga alcançá-la é de a) 10 s. b) 45 s. c) 25 s. d) 50 s. e) 40 s. 6 (Fuvest-SP) Um estímulo nervoso em um dos dedos do pé de um indivíduo demora cerca de 30 ms para chegar ao cérebro. Nos membros inferiores, o pulso elétrico, que conduz a informação do estí- mulo, é transmitido pelo nervo ciático, chegando à base do tronco em 20 ms. Da base do tronco ao cérebro, o pulso é conduzido na medula espinhal. Considerando que a altura média do brasileiro é de 1,70 m e supondo uma razão média de 0,6 entre o comprimento dos membros inferiores e a altura de uma pessoa, pode‐se concluir que as veloci- dades médias de propagação do pulso nervoso desde os dedos do pé até o cérebro e da base do tronco até o cérebro são, respectivamente: a) 51 m/s e 51 m/s. b) 51 m/s e 57 m/s. c) 57 m/s e 57 m/s. d) 57 m/s e 68 m/s. e) 68 m/s e 68 m/s. Física 85 7 (Unicamp-SP) A volta da França é uma das maiores competições do ciclismo mundial. Num treino, um ciclista entra num circuito reto e horizontal (movimen- to em uma dimensão) com velocidade constante e positiva. No instante t1, ele acelera sua bicicleta com uma aceleração constante e positiva até o instante t2. Entre t2 e t3, ele varia sua velocidade com uma acele- ração também constante, porém negativa. Ao final do percurso, a partir do instante t3, ele se mantém em movimento retilíneo uniforme. De acordo com essas informações, o gráfico que melhor descreve a velocidade do atleta em função do tempo é a) 0 tempo ve lo ci d ad e t1 t2 t3 b) 0 tempo ve lo ci d ad e t1 t2 t3 c) 0 tempo ve lo ci d ad e t1 t2 t3 d) 0 tempo ve lo ci d ad e t1 t2 t3 TEMA 6 TRABALHO E ENERGIA 1 (Unicamp-SP) Um carregador em um depósito em- purra uma caixa de 20 kg, que inicialmente estava em repouso. Para colocar a caixa em movimento, é necessária uma força horizontal de 30 N. Uma vez iniciado o deslizamento, são necessários 20 N para manter a caixa movendo-se com velocidade constante. a) Determine os coeficientes de atrito estático e cinético entre a caixa e o solo. b) Determine o trabalho realizado pelo carregador ao arrastar a caixa por 5 m. c) Qual seria o trabalho realizado pelo carregador se a força horizontal aplicada inicialmente fosse de 20 N? Justifique sua resposta. 2 (Fuvest-SP) Um atleta está dentro de um elevador que se move para cima com velocidade constante V. Ele começa a levantar uma massa de 100 kg, inicialmente apoiada no piso do elevador, quando este passa pela altura z = 0,0 m, e termina quando o piso do elevador passa por z = 27,0 m. A massa é levantada pelo atleta até uma altura de 2,0 m acima do piso do elevador. O trabalho realizado pelo atleta sobre a massa é W. A variação da ener- gia potencial da massa durante o levantamento, em relação ao referencial da Terra, é ∆U. Podemos afirmar, usando g = 10 m/s2, que 86 Ciências da Natureza e suas Tecnologias a) W = 2000 J e ∆U = 2000 J. b) W = 2000 J e ∆U = 29000 J. c) W = 27000 J e ∆U = 27000 J. d) W = 2000 J e ∆U = 27000 J. e) W = 29000 J e ∆U = 29000 J. 3 (Unicamp-SP) Uma usina hidrelétrica gera eletricida- de a partir da transformaçãode energia potencial mecânica em energia elétrica. A usina de Itaipu, res- ponsável pela geração de 25% da energia elétrica utilizada no Brasil, é formada por 18 unidades gera- doras. Nelas, a água desce por um duto sob a ação da gravidade, fazendo girar a turbina e o gerador, como indicado na figura a seguir. Pela tubulação de cada unidade passam 700 m3/s de água. O processo de geração tem uma eficiência de 77%, ou seja, nem toda a energia potencial mecânica é transformada em energia elétrica. Considere a densidade da água 1000 kg/m3 e g = 10 m/s2. Água Barragem Turbina/Gerador H a) Qual a potência gerada em cada unidade da usina se a altura da coluna d’água for H = 130 m? Qual a potência total gerada na usina? b) Uma cidade como Campinas consome 6 · 109 Wh por dia. Para quantas cidades como Campinas Itaipu é capaz de suprir energia elétrica? Ignore as perdas na distribuição. 4 (PUCC-SP) Um carrinho de montanha russa parte do repouso do ponto A e percorre a pista sem atrito, esquematizada a seguir. Dado: g = 10 m/s2. A B h 3,0 m A máxima altura h do ponto A, em metros, para que o carrinho passe por B, cujo raio de curvatura é 10 m, sem perder o contato com a pista, é a) 5,0. b) 8,0. c) 10. d) 12. e) 15. 5 (UFRJ) A figura mostra o perfil de um trilho vertical JKLM cujo trecho KLM é circular de centro em C e raio R. R J M K C h = R 2 L Um bloco de pequenas dimensões é abandonado a uma altura h = R 2 acima do plano horizontal que contém o centro C e passa a deslizar sobre o trilho com atrito desprezível. Física 87 a) Determine a direção e o sentido da velocidade n & do bloco no instante em que ele passa pelo ponto L e calcule seu módulo em função de R e da aceleração da gravidade g. b) Determine a direção e o sentido da resultante F & das forças que atuam sobre o bloco no instante em que ele passa pelo ponto L (informando o ângulo que ela forma com a horizontal) e calcule seu módulo em função da massa m do bloco e da aceleração da gravidade g. TEMA 7 ELETROSTÁTICA 1 (Mack-SP) Na figura, um elétron de carga e massa m é lançado com velocidade inicial V no campo elétrico uniforme entre as placas planas e paralelas de comprimento ℓ e separadas pela distância d. O elétron entra no campo, perpendicularmente às linhas de força, num ponto equidistante das placas. Desprezando as ações gravitacionais e sabendo que o elétron tangencia a placa superior (ponto A) ao emergir do campo, então a intensidade deste campo elétrico é: a) E = eℓ2/mdv2. b) E = eℓ/mdv. c) E = mdv/eℓ. d) E = mdv2/eℓ2. e) E = mdv2/2eℓ2. 2 (Famerp-SP-Adaptada) Duas esferas metálicas de di- mensões diferentes, situadas no ar, são eletrizadas e colocadas sobre suportes isolantes com seus centros distando 6,0 metros entre si. As esferas são unidas com um fio condutor até que atinjam o equilíbrio ele- trostático, situação em que a esfera A fica eletrizada com carga positiva de valor 8,0 · 1028 C e a esfera B, com carga também positiva de valor 5,0 · 1028 C. ++ + BA 3,0 m 3,0 m M Considerando a constante eletrostática do ar igual a 9,0 · 109 (N · m2)/C2, calcule a intensidade do campo elétrico, em N/C, resultante da ação das cargas elétricas das duas esferas no ponto M. 3 (PUC-RS) Para responder à questão, considere a figu- ra abaixo, que representa as linhas de força do campo elétrico gerado por duas cargas puntuais QA e QB. A soma QA e QB é necessariamente um número a) par. b) ímpar. c) inteiro. d) positivo. e) negativo. 88 Ciências da Natureza e suas Tecnologias 4 (Mack-SP) Duas cargas elétricas puntiformes idên- ticas Q1 e Q2, cada uma com 1,0 · 10–7C, encon- tram-se fixas sobre um plano horizontal, conforme a figura abaixo. Uma terceira carga q, de massa 10 g, encontra-se em equilíbrio no ponto P, formando assim um triângulo isósceles vertical. Sabendo que as únicas forças que agem em q são as de interação eletrostática com Q1 e Q2 e seu próprio peso, o valor desta terceira carga é: Dados: k0 = 9,0 · 109 N · m2/C2; g = 10 m/s2 q P Q1 Q2 3,0 cm 30° 30° 3,0 cm a) 1,0 · 10–7C. b) 2,0 · 10–7C. c) 1,0 · 10–6C. d) 2,0 · 10–6C. e) 1,0 · 10–5C. 5 (UFJF/Pism-MG) Duas pequenas esferas condutoras idênticas estão eletrizadas. A primeira esfera tem uma carga de 2Q e a segunda, uma carga de 6Q. As duas esferas estão separadas por uma distância d e a força eletrostática entre elas é F1. Em seguida, as esferas são colocadas em contato e depois, separa- das por uma distância 2d. Nessa nova configuração, a força eletrostática entre as esferas é F2. Pode-se afirmar sobre a relação entre as forças F1 e F2 que: a) F1 = 3F2 b) F1 = F2 /12 c) F1 = F2/3 d) F1 = 4F2 e) F1 = F2 6 (UFJF/Pism-MG) Em uma experiência realizada em sala de aula, o professor de Física usou três esferas metálicas, idênticas e numeradas de 1 a 3, suspen- sas por fios isolantes em três arranjos diferentes, como mostra a figura abaixo: Inicialmente, o professor eletrizou a esfera 3 com carga negativa. Na sequência, o professor apro- ximou a esfera 1 da esfera 3 e elas se repeliram. Em seguida, ele aproximou a esfera 2 da esfera 1 e elas se atraíram. Por fim, aproximou a esfera 2 da esfera 3 e elas se atraíram. Na tentativa de explicar o fenômeno, 6 alunos fizeram os seguin- tes comentários: João: A esfera 1 pode estar eletrizada negati- vamente, e a esfera 2, positivamente. Maria: A esfera 1 pode estar eletrizada positi- vamente e a esfera 2, negativamente. Letícia: A esfera 1 pode estar eletrizada nega- tivamente, e a esfera 2, neutra. Joaquim: A esfera 1 pode estar neutra e a es- fera 2, eletrizada positivamente. Marcos: As esferas 1 e 2 podem estar neutras. Marta: As esferas 1 e 2 podem estar eletriza- das positivamente. Assinale a alternativa que apresenta os alunos que fizeram comentários corretos com relação aos fe- nômenos observados: a) somente João e Maria. b) somente João e Letícia. c) somente Joaquim e Marta. d) somente João, Letícia e Marcos. e) somente Letícia e Maria. Física 89 7 (Mack-SP) O módulo do vetor campo elétrico (E) gerado por uma esfera metálica de dimensões desprezíveis, eletrizada positivamente, no vácuo (k0 = 9 · 109N · m2/C2), varia com a distância ao seu centro (d), segundo o diagrama dado. Sendo e = 1,6 · 10–19C (módulo da carga do elétron ou do próton) a carga elementar, podemos afirmar que essa esfera possui: E (104 V/m) 28,8 3,2 1,0 3,0 d(1022 m)0 a) um excesso de 1 · 1010 elétrons em relação ao número de prótons. b) um excesso de 2 · 1010 elétrons em relação ao número de prótons. c) um excesso de 1 · 1010 prótons em relação ao número de elétrons. d) um excesso de 2 · 1010 prótons em relação ao número de elétrons. e) igual número de elétrons e prótons. 8 (Uece) Os aparelhos de televisão que antecede- ram a tecnologia atual, de LED e LCD, utilizavam um tubo de raios catódicos para produção da ima- gem. De modo simplificado, esse dispositivo pro- duz uma diferença de potencial da ordem de 25 kV entre pontos distantes de 50 cm um do outro. Essa diferença de potencial gera um campo elétrico que acelera elétrons até que estes se choquem com a frente do monitor, produzindo os pontos luminosos que compõem a imagem. Com a simplificação acima, pode-se estimar cor- retamente que o campo elétrico por onde passa esse feixe de elétrons é a) 0,5 kV/m b) 25 kV c) 50.000 V/m d) 1,250 kV ∙ cm 90 Ciências da Natureza e suas Tecnologias GABARITO FÍSICA TEMA 1 DINÂMICA 1 c 2 a) vM = 450 m/s b) aM = 0,03375 m/s2 c) vM = 225 m/s d) a = 0° 3 b 4 e 5 a 6 02 + 04 + 08 = 14 7 01 + 02 + 04 + 08 = 15 8 c 9 a) m = 0,42 b) I dx = 400 TEMA 2 GRAVITAÇÃO 1 b 2 e 3 d 4 d 5 c 6 04 + 16 + 64 = 84 7 01 + 04 = 05 8 a TEMA 3 ÓPTICA GEOMÉTRICA 1 a) A imagem do objeto é representada por simetria, em relação ao plano que passa pelo espelho: B C F G G’ F’ C’ B’ H’ E’ D’ I’ J’ A’A D E J I H O Dessa forma, o observador não conseguepoder am- plo e irrestrito”. Como isso aparece no trecho da crônica e na charge? b) Como a ideia de “munição de esperança” está expressa na charge e no poema citado? 4 (Fuvest-SP) Examine o anúncio. Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul. No contexto do anúncio, a frase “A diferença tem que ser só uma letra” pressupõe a a) necessidade de leis de proteção para todos que trabalham. b) existência de desigualdade entre homens e mu- lheres no mercado de trabalho. c) permanência de preconceito racial na contrata- ção de mulheres para determinadas profissões. d) importância de campanhas dirigidas para a mu- lher trabalhadora. e) discriminação de gênero que se manifesta na própria linguagem. 8 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias 5 (Unicamp-SP) Na década de 1950, quando iniciava seu gover- no, Juscelino Kubitschek prometeu “50 anos em 5”. Na campanha do atual governo o slogan ficou assim: “O Brasil voltou, 20 anos em dois”. A “tradução” não tinha como dar certo; era como comparar vinho com água. E mais: havia uma vírgula no meio do cami- nho. Na propaganda, apenas uma vírgula impede que a leitura, ao invés de ser positiva e associada ao progressismo de Juscelino, se transforme numa mensagem de retrocesso: o Brasil de fato “voltou” muito nesses últimos dois anos; para trás. SCHWARCZ, Lilia. Havia uma vírgula no meio do caminho. Nexo Jornal, 21/05/2018 (adaptado). Considerando o gênero propaganda institucional e o paralelo histórico traçado pela autora, é corre- to afirmar que o slogan do atual governo fracassou porque a) o uso da vírgula provocou uma leitura negativa do trecho que alude ao slogan da década de 1950. b) a mensagem projetada pelo slogan anterior era mais clara, direta, e não exigia o uso da vírgula. c) a alusão ao slogan anterior afasta o público jo- vem e provoca a perda de seu poder persua- sivo. d) o duplo sentido do verbo “voltar” gerou uma mensagem que se afasta daquela projetada pelo slogan anterior. TEMA 3 FUNÇÕES DA LINGUAGEM 1 (Enem) Há o hipotrélico. O termo é novo, de impensada origem e ainda sem definição que lhe apanhe em todas as pétalas o significado. Sabe-se, só, que vem do bom português. Para a prática, tome-se hipo- trélico querendo dizer: antipodático, sengraçante imprizido; ou talvez, vicedito: indivíduo pedante, importuno agudo, falta de respeito para com a opi- nião alheia. Sob mais que, tratando-se de palavra inventada, e, como adiante se verá, embirrando o hipotrélico em não tolerar neologismos, começa ele por se negar nominalmente a própria existência. ROSA, G. Tutameia: terceiras estórias. RJ: Nova Fronteira, 2001. Nesse trecho de uma obra de Guimarães Rosa, depreende-se a predominância de uma das fun- ções da linguagem, identificada como a) metalinguística, pois o trecho tem como pro- pósito essencial usar a língua portuguesa para explicar a própria língua, por isso a utilização de vários sinônimos e definições. b) referencial, pois o trecho tem como principal objetivo discorrer sobre um fato que não diz respeito ao escritor ou ao leitor, por isso o pre- domínio da terceira pessoa. c) fática, pois o trecho apresenta clara tentativa de estabelecimento de conexão com o leitor, por isso o emprego dos termos “sabe-se lá” e “tome-se hipotrélico”. d) poética, pois o trecho trata da criação de pa- lavras novas, necessária para textos em prosa, por isso o emprego de “hipotrélico”. e) expressiva, pois o trecho tem como meta mos- trar a subjetividade do autor, por isso o uso do advérbio de dúvida “talvez”. 2 (Enem) Com Niciga, parar de fumar fica muito mais fácil 1. Fumar aumenta o número de receptores do seu cérebro que se ativam com nicotina. 2. Se você interrompe o fornecimento de uma vez, eles enlouquecem e você sente os desagradá- veis sintomas da falta do cigarro. 3. Com seus adesivos transdérmicos, Niciga libera nicotina terapêutica de forma controlada no seu organismo, facilitando o processo de parar de fumar e ajudando a sua força de vontade. Com Nici- ga, você tem o dobro de chances de parar de fumar. Época, 24 nov. 2009 (adaptado). Para convencer o leitor, o anúncio emprega como recurso expressivo, principalmente, a) as rimas entre Niciga e nicotina. b) o uso de metáforas como “força de vontade”. c) a repetição enfática de termos semelhantes como “fácil” e “facilidade”. d) a utilização dos pronomes de segunda pessoa, que fazem um apelo direto ao leitor. e) a informação sobre as consequências do con- sumo do cigarro para amedrontar o leitor. ANOTAÇÕES Gramática 9 GABARITO ENTENDIMENTO DE TEXTO TEMA 1 APREENSÃO E COMPREENSÃO 1 d 2 c 3 b 4 c 5 a 6 c TEMA 2 GÊNEROS TEXTUAIS 1 a) No contexto, o uso do plural em “Se me permi- tem” configura um caso de indeterminação do sujeito, que consiste em um recurso usado pelo eu lírico para não precisar explicitar o respon- sável por essa permissão. Uma hipótese para o emprego do verbo permitir no plural é a can- ção ter sido feita durante a ditadura civil-militar brasileira (que começou em 1964 e se intensifi- cou depois do AI-5 em 1968), caracterizada por perseguir quem defendia ideias contrárias ao regime autoritário: na época, músicas, filmes, peças de teatro, livros, reportagens jornalísti- cas, programas de rádio e de televisão foram censurados. Assim, ao dizer que pretende man- dar notícias por um disco, o eu lírico condiciona essa ação à autorização dos agentes da repres- são, que aparecem indeterminados na oração “Se me permitem”. b) A canção “Meu caro amigo” apresenta a estru- tura de uma carta. As duas características mais evidentes desse gênero são o uso do vocativo (“Meu caro amigo”) e a despedida explícita (“A Marieta manda um beijo para os seus / Um bei- jo na família, na Cecília e nas crianças / o Fran- cis aproveita pra também mandar lembranças / A todo pessoal / Adeus”). 2 d 3 a) O poder amplo e irrestrito é atribuído, na crô- nica, ao "inimigo", que, estando com "a faca, o queijo, os fuzis e as balas na mão", aumenta nossa sensação de impotência. Na charge, esse amplo poder aparece sobretudo no segundo quadrinho, quando a figura de Marielle Franco é destruída com facilidade por uma bala que chega abrupta- mente e sem origem certa. Porém, no final tanto da crônica quanto da charge, sugere-se que é pre- ciso criar mecanismos para combater esse amplo poder do inimigo. b) Na charge, a ideia de esperança aparece quan- do se sugere que a morte de Marielle (represen- tada por uma planta) possibilitará a multiplicação dessa voz. Ou seja, há a esperança de que a morte da vereadora mobilize mais pessoas em nome da causa que ela defendia. No poema de Drummond, a "munição de esperança", junto à "arma da ra- zão", é colocada ao nosso alcance por meio da poesia. É a poesia, portanto, que dá a esperança de combater os inimigos e a desumanidade que predomina no mundo. 4 b 5 d TEMA 3 FUNÇÕES DA LINGUAGEM 1 a 2 d Entendimento de texto 9 ANOTAÇÕES GRAMÁTICA TEMA 1 VARIAÇÃO LINGUÍSTICA E NORMA CULTA 1 (Enem) Serafim da Silva Neto defendia a tese da uni- dade da língua portuguesa no Brasil, entrevendo que no Brasil as delimitações dialetais espaciais não eram tão marcadas como as isoglossas1 da Ro- mânia Antiga. Mas Paul Teyssier, na sua História da Língua Portuguesa, reconhece que na diver- sidade socioletal essa pretensa unidade se desfaz. Diz Teyssier: “A realidade, porém, é que as divisões ‘diale- tais’ no Brasil são menos geográficas que socio- culturais. As diferenças na maneira de falar são maiores, num determinado lugar, entre um homem culto e o vizinho analfabeto que entre dois brasi- leiros do mesmo nível cultural originários de duas regiões distantes uma da outra.” 1isoglossa – linha imaginária que, em um mapa, une os pontos de ocorrência de traços e fenômenos linguísticos idênticos. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.visualizar o objeto, por reflexão, em toda sua extensão. b) A partir da representação da imagem, é possível construir o raio de luz incidente sobre o espelho e o raio refletido: B C F G G’ F’ C’ B’ H’ E’ D’ I’ J’ A’A D E J I H O c) Para determinar o campo visual de O, é preciso representar sua “imagem” por simetria, atrás do espelho (pois não é possível enxergar a figura inteira): B C F G G’ F’ C’ B’ H’ E’ D’ I’ J’ A’A D E J I H O O’ 2 c 3 a) sen b = 0,6 b) d = 0,875 m 4 d 5 a 6 d 7 a) Justificando com um desenho. A figura mostra a posição da Lua relativamente à Terra e ao Sol, em dois tipos de eclipse do Sol: total e anelar. Física 91 Nessa figura nota-se que o eclipse anelar do Sol ocorre quando a Lua está mais afastada do obser- vador, ou seja, a Lua está no apogeu. b) d = 3,75 ∙ 105 km. 8 a) d = 18 m b) distância do objeto = 8 metros 9 b 10 01 + 02 + 16 = 19 11 a 12 b TEMA 4 CALORIMETRIA/GASES 1 b 2 d 3 a 4 b 5 c 6 c TEMA 5 CINEMÁTICA 1 d 2 e 3 d 4 b 5 e 6 d 7 a TEMA 6 TRABALHO E ENERGIA 1 a) Coeficiente de atrito estático: 0,15. Coeficiente de atrito cinético: 0,10. b) W = 100 J. c) O trabalho seria nulo. Se fosse aplicada uma força horizontal de intensidade 20 N, a caixa permane- ceria em repouso. Logo, não há deslocamento e, portanto, não há realização de trabalho. 2 b 3 a) Em cada unidade Pot = 7,0 · 108 W; Pottotal = 1,26 · 1010 W. b) O número de cidades é, aproximadamente, 50. 4 b 5 a) Sua velocidade em L tem direção vertical, sentido para cima e módulo √g · R . b) F & faz 45° com a horizontal, aponta de L para K e tem intensidade igual a mg · √ 2 . TEMA 7 ELETROSTÁTICA 1 d 2 30 N/C 3 d 4 a 5 a 6 b 7 d 8 c 92 Ciências da Natureza e suas Tecnologias TEMA 1 MODELOS ATÔMICOS, TABELA PERIÓDICA, LIGAÇÕES QUÍMICAS, GEOMETRIA MOLECULAR E RADIOATIVIDADE 1 (UPF-RS) Uma forma de determinar a extensão de uma fratura em um osso do corpo é por meio do uso do equipamento de Raios X. Para que essa tecnologia e outros avanços tecnológicos pudes- sem ser utilizados, um grande passo teve de ser dado pelos cientistas: a concepção científica do modelo atômico. Sobre o modelo atômico proposto, associe as afir- mações da coluna 1 com seus respectivos respon- sáveis, na coluna 2. Coluna 1 Coluna 2 1. Toda a matéria é formada por átomos, partículas esféricas, maciças, indivisíveis e indestru- tíveis. ( ) Rutherford- -Bohr 2. Elaborou um modelo de áto- mo constituído por uma esfera maciça, de carga elétrica positi- va, que continha “corpúsculos” de carga negativa (elétrons) nela dispersos. ( ) Rutherford 3. O átomo seria constituído por duas regiões: uma central, cha- mada núcleo, e uma periférica, chamada de eletrosfera. ( ) Dalton 4. Os elétrons ocupam determi- nados níveis de energia ou ca- madas eletrônicas. ( ) Thomson A sequência correta de preenchimento dos parên- teses da coluna 2, de cima para baixo, é: a) 2 – 3 – 1 – 4. b) 3 – 2 – 1 – 4. c) 4 – 3 – 1 – 2. d) 3 – 4 – 1 – 2. e) 4 – 2 – 1 – 3. 2 (UPF-RS) Sobre os átomos dos elementos quími- cos Ca (grupo 2) e F (grupo 17), são feitas as se- guintes afirmações: I. São conhecidos como alcalinoterrosos e calco- gênios, respectivamente. II. Formam uma substância química representada por CaF2, chamada fluoreto de cálcio. III. A ligação química entre esses dois átomos é iônica. IV. Ca possui maior energia de ionização do que F. Dados: Ca (Z = 20) e F (Z = 9) Está correto apenas o que se afirma em a) I, II e III. b) I, III e IV. c) II e III. d) II e IV. e) III. 3 (Falbe-SP) A temperatura de fusão de compos- tos iônicos está relacionada à energia reticular, ou seja, à intensidade da atração entre cátions e ânions na estrutura do retículo cristalino iônico. A força de atração entre cargas elétricas opostas depende do produto das cargas e da distância en- tre elas. De modo geral, quanto maior o produto entre os módulos das cargas elétricas dos íons e menores as distâncias entre os seus núcleos, maior a energia reticular. Considere os seguintes pares de substâncias iô- nicas: I. MgF2 e MgO II. KF e CaO III. LiF e KBr As substâncias que apresentam a maior tempe- ratura de fusão nos grupos I, II e III são, respecti- vamente, a) MgO, CaO e LiF. b) MgF2, KF e KBr. c) MgO, KF e LiF. d) MgF2, CaO e KBr. 4 (FMP-RJ) O berquélio é um elemento químico cujo isótopo do 247Bk de maior longa vida tem meia- -vida de 1.379 anos. O decaimento radioativo des- se isótopo envolve emissões de partículas a e b sucessivamente até chegar ao chumbo, isótopo estável 207Pb. O número de partículas emitidas e o tempo decor- rido para que certa quantidade inicial se reduza de são, respectivamente, Dados: Pb (Z = 82); Bk (Z = 97). a) 10 a, 4 b e 1.034 anos b) 10 a, 5 b e 2.758 anos c) 4a, 8 b e 1.034 anos d) 5a, 10 b e 2.758 anos e) 5a, 6 b e 690 anos 5 (FCMSCSP) O tetracloreto de carbono (CCℓ4), a amônia (NH3) e o sulfeto de hidrogênio (H2S) são substâncias moleculares que apresentam, respec- tivamente, as seguintes formas geométricas: QUÍMICA Química 93 a) b) c) d) e) 6 (UEG-GO) No dia 13 setembro de 2017, fez 30 anos do acidente radiológico Césio-137, em Goiânia- -GO. Sabe-se que a meia-vida desse isótopo ra- dioativo é de aproximadamente 30 anos. Então, em 2077, a massa que restará, em relação à massa inicial da época do acidente, será de a) b) c) d) e) 7 (Uece) Sobre o composto diclorodifluorometano usado em refrigerantes e como propelente de ae- rossol, pode-se afirmar corretamente que ele tem a) quatro pares de elétrons compartilhados. b) um total de 26 elétrons de valência não ligantes. c) hibridação sp para o átomo de carbono. d) todas as ligações covalentes com a mesma energia. 8 (UEPG-PR) Com relação aos fenômenos de fissão e fusão nuclear, assinale o que for correto. 01) Na fissão nuclear é liberada uma maior quan- tidade de energia do que na fusão. 02) Fusão nuclear é a junção de núcleos atômicos pequenos formando núcleos maiores, liberan- do uma grande quantidade de energia. 04) O processo de fissão nuclear é aproveitado pelo homem para a geração de energia elétrica. 08) O processo de fusão nuclear ocorre natural- mente no Sol e em outras estrelas. 16) Fissão nuclear é o processo de quebra de nú- cleos atômicos grandes em núcleos menores, liberando uma grande quantidade de energia. 9 (UFRGS-RS) Na coluna da direita, abaixo, estão relacionadas algumas substâncias químicas; na da esquerda, características dessas substâncias. Associe adequadamente a coluna da esquerda à da direita. ( ) Sólido com alta ma- leabilidade e brilho metálico. ( ) Gás com coloração esverdeada. ( ) Gás pouco denso e altamente inflamável. ( ) Substância condu- tora de eletricidade quando fundida. 1. Cloreto de sódio 2. Ouro 3. Cloro 4. Bromo 5. Hidrogênio A sequência correta de preenchimento dos parên- teses, de cima para baixo, é a) 1 – 2 – 3 – 4. b) 1 – 3 – 5 – 2. c) 2 – 3 – 4 – 5. d) 3 – 2 – 4 – 1. e) 2 – 3 – 5 – 1. 10 (Fuvest-SP) A reação de água com ácido clorídri- co produz o ânion cloreto e o cátion hidrônio. A estrutura que representa corretamente o cátion hidrônio é a) b) H+ c) d) e) TEMA 2 POLARIDADE, INTERAÇÕES INTERMO- LECULARES E COMPOSTOS ORGÂNICOS 1 (Vunesp) Considere as seguintes substâncias quími- cas: CCℓ4, HCCℓ3, CO2, H2S, Cℓ2, H3CCH3 e NH3. a) Qual o tipo de ligação química que ocorre nes- sas moléculas? Classifique-as em substâncias polares e não polares. b) Separe essas substâncias de acordo com o tipo de interação intermolecular (forças de Van der H • • H O H + H H O H • • • •H — O + H • • • • H O H + 94 Ciências da Natureza e suas Tecnologias Waals, dipolo-dipolo e ligações de hidrogênio) que apresentam quando em presença de ou- tras substâncias iguais a elas. CCℓ4HCCℓ3 CO2 H2S Cℓ2 H3CCH3 NH3 2 (UPF-RS) Muitas das propriedades físicas das substâncias moleculares, como temperatura de fusão, temperatura de ebulição e solubilidade, podem ser interpretadas com base na polaridade das moléculas. Essa polaridade se relaciona com a geometria molecular e com o tipo de interações intermoleculares. O quadro a seguir apresenta algumas substâncias e suas respectivas temperaturas de ebulição a 1 atm. Substâncias TE (ºC) A CH4 –161,5 B HCℓ –85 C H2O 99,97 Com base nas informações apresentadas, analise as seguintes afirmativas: I. Quanto mais intensas forem as forças intermo- leculares, maior será temperatura de ebulição de uma substância molecular. II. As interações intermoleculares nas moléculas são A: dipolo induzido-dipolo induzido; B: di- polo-dipolo; C: ligação de hidrogênio. III. A geometria molecular e a polaridade das subs- tâncias são: A: tetraédrica e apolar; B: linear e polar; C: linear e polar. Está incorreto apenas o que se afirma em: a) III. b) I e III. c) I e II. d) II e III. e) I. 3 (Fuvest-SP) O gráfico a seguir indica a temperatu- ra de ebulição de bromoalcanos (CnH2n+1Br) para diferentes tamanhos de cadeia carbônica. 1 –80 0 80 P.E . ( ºC ) 160 2 3 n 4 5 9 F 18,998 17 Cℓ 35,453 35 Br 79,904 53 I 126,904 Considerando as propriedades periódicas dos halogênios, a alternativa que descreve adequa- damente o comportamento expresso no gráfico de temperaturas de ebulição versus tamanho de cadeia carbônica para CnH2n+1F ( )e CnH2n+1I (•) é: Note e adote: P.E. = ponto de ebulição a) b) c) d) e) 4 (Fuvest-SP) Ao se preparar molho de tomate (con- sidere apenas a fervura de tomate batido com água e azeite), é possível observar que a fração aquosa (fase inferior) fica vermelha logo no início e a fração oleosa (fase superior), inicialmente com a cor característica do azeite, começa a ficar aver- melhada conforme o preparo do molho. Por outro lado, ao se preparar uma sopa de beterraba (con- sidere apenas a fervura de beterraba batida com água e azeite), a fração aquosa (fase inferior) fica com a cor rosada e a fração oleosa (fase superior) 1 –80 0 80 P.E . ( ºC ) 160 2 3 n 4 5 1 –80 0 80 P.E . ( ºC ) 160 2 3 n 4 5 1 –80 0 80 P.E . ( ºC ) 160 2 3 n 4 5 1 –80 0 80 P.E . ( ºC ) 160 2 3 n 4 5 1 –80 0 80 P.E . ( ºC ) 160 2 3 n 4 5 Química 95 permanece com sua coloração típica durante todo o processo, não tendo sua cor alterada. Considerando as informações apresentadas no texto e no quadro, a principal razão para a dife- rença de coloração descrita é que a fração oleosa Note e adote: Massas molares (g/mol): Licopeno = 537; betanina = 551. a) fica mais quente do que a aquosa, degradando a betanina; o mesmo não é observado com o licopeno, devido à sua cadeia carbônica longa. b) está mais exposta ao ar, que oxida a betanina; o mesmo não é observado com o licopeno, de- vido à grande quantidade de duplas ligações. c) é apolar e a betanina, polar, havendo pouca in- teração; o mesmo não é observado com o lico- peno, que é apolar e irá interagir com o azeite. d) é apolar e a aquosa, polar, mantendo-se separa- das; o licopeno age como um surfactante mis- turando as fases, colorindo a oleosa, enquanto a betanina não. e) tem alta viscosidade, facilitando a difusão do licopeno, composto de menor massa molar; o mesmo não é observado para a betanina, com maior massa. 5 (UFPR) A coloração de Gram é um importante mé- todo empregado na microbiologia, que permite diferenciar bactérias em duas classes – as Gram- -positivas e Gram-negativas – em função das pro- priedades químicas da parede celular. As bactérias Gram-positivas possuem na parede celular uma ca- mada espessa de peptideoglicano, que é uma rede polimérica contendo açúcares (N-acetilglicosamina e ácido N-acetilmurâmico) e oligopeptídeos, en- quanto as bactérias Gram-negativas contêm uma camada fina. Na coloração de Gram utiliza-se o cristal violeta (cloreto de hexametilpararoanilina), que interage com o peptideoglicano. A adição de iodeto causa a precipitação do corante e as partí- culas sólidas ficam aprisionadas na rede polimérica, corando a parede celular. Abaixo estão esquema- tizadas a rede polimérica do peptideoglicano e as estruturas das espécies envolvidas. Cl– Fonte: . Acesso em: ago. 2013. A partir das informações fornecidas, é correto afir- mar que a principal interação entre o cristal violeta e a parede celular é: a) ligação de hidrogênio. b) interação íon-dipolo. c) interação íon-dipolo instantâneo. d) interação dipolo-dipolo. e) interação dipolo-dipolo instantâneo. 6 (UFRGS-RS) Octanagem ou índice de octano serve como uma medida da qualidade da gasolina. O índice faz relação de equivalência à resistência de detonação de uma mistura percentual de isoctano e n-heptano. O nome IUPAC do composto isoctano é 2,2,4-trimetilpentano e o número de carbono(s) secundário(s) que apresenta é 96 Ciências da Natureza e suas Tecnologias a) 0. b) 1. c) 2. d) 3. e) 5. 7 (EsPCEx-SP) Um aluno, durante uma aula de quí- mica orgânica, apresentou um relatório em que indicava e associava alguns compostos orgânicos com o tipo de isomeria plana correspondente que eles apresentam. Ele fez as seguintes afirmativas acerca desses compostos e da isomeria corres- pondente: I. os compostos butan-1-ol e butan-2-ol apresen- tam entre si isomeria de posição. II. os compostos pent-2-eno e 2 metilbut-2-eno apresentam entre si isomeria de cadeia. III. os compostos propanal e propanona apresentam entre si isomeria de compensação (metameria). IV. os compostos etanoato de metila e metanoato de etila apresentam entre si isomeria de função. Das afirmativas feitas pelo aluno, as que apre- sentam a correta relação química dos compostos orgânicos citados e o tipo de isomeria plana cor- respondente são, apenas, a) I e II. b) I, II e III. c) II e IV. d) I, II e IV. e) III e IV. 8 (PUC-SP) As moléculas cis-1,2-dicloroeteno e trans-1,2- dicloroeteno são isômeros espaciais. Sobre essas moléculas, podemos afirmar que a) a molécula cis é apolar e a molécula trans é polar. b) a molécula cis possui maior temperatura de ebulição. c) a molécula cis possui momento dipolar resul- tante igual a zero. d) as duas moléculas possuem apenas ligações covalentes polares. 9 (Unifesp) Analise a fórmula que representa a es- trutura molecular do ácido oleico. O OH a) A cadeia carbônica do ácido oleico é homogê- nea ou heterogênea? Saturada ou insaturada? b) Escreva as fórmulas molecular e mínima do áci- do oleico. 10 (Albert Einstein) Examine a estrutura do glutamato monossódico, composto utilizado para realçar o sabor de alimentos. O número de átomos de carbono quiral presente na estrutura do glutamato monossódico é a) 3. b) 2. c) 4. d) 5. e) 1. TEMA 3 SEPARAÇÃO DE MISTURAS, MOL E GASES 1 (Famerp-SP) O esquema a seguir representa o pro- cesso de extração do óleo essencial de cascas de laranja. Os números 1 e 2 correspondem a processos de separação de misturas denominados, respectiva- mente, a) dissolução fracionada e filtração. b) decantação e centrifugação. c) centrifugação e filtração. d) destilação e decantação. e) filtração e destilação. 2 (Unicamp-SP) Para preparar o sal, faça da seguinte manei- ra: colher os caules e folhas de aguapé, colocar para secar ao sol. Quando as folhas murcharem, clarearem e secarem, queimar as ramas até ficar tição, mexer até virar cinzas, coar com uma penei- ra especial (de fibra ou cipó), acrescentar água e Química 97 misturar até virar um caldo escuro. Deixar, então, decantar para assentar a cinza, levar para uma panela de barro, ao fogo baixo, até a água secar. Estará pronto para o consumo de sal. Disponível em: . Acesso em: 16 maio 2019 (adaptado). Nesses procedimentos, os seguintes processos de separaçãopodem ser identificados: a) peneiração, sublimação fracionada, secagem e destilação. b) queimação, filtração, dissolução fracionada e sublimação. c) peneiração, dissolução fracionada, decantação e evaporação. d) queimação, evaporação, flotação e destilação fracionada. 3 (Vunesp) A água potável é um recurso natural con- siderado escasso em diversas regiões do nosso planeta. Mesmo em locais onde a água é relativa- mente abundante, às vezes é necessário submetê- -la a algum tipo de tratamento antes de distribuí-la para consumo humano. O tratamento pode, além de outros processos, envolver as seguintes etapas: I. Manter a água em repouso por um tempo ade- quado, para a deposição, no fundo do recipien- te, do material em suspensão mecânica. II. Remoção das partículas menores, em suspen- são, não separáveis pelo processo descrito na etapa I. III. Evaporação e condensação da água, para di- minuição da concentração de sais (no caso de água salobra ou do mar). Neste caso, pode ser necessária a adição de quantidade conveniente de sais minerais após o processo. Às etapas I, II e III correspondem, respectivamen- te, os processos de separação denominados a) filtração, decantação e dissolução. b) destilação, filtração e decantação. c) decantação, filtração e dissolução. d) decantação, filtração e destilação. e) filtração, destilação e dissolução. 4 (Unicamp-SP) Responsável por 20% dos acidentes, o uso de pneu “careca” é considerado falta grave e o condutor recebe punição de 5 pontos na carteira de habilitação. A borracha do pneu, entre outros materiais, é constituída por um polímero de isopre- no (C5H8) e tem uma densidade igual a 0,92 g cm–3. Considere que o desgaste médio de um pneu até o momento de sua troca corresponda ao consumo de 31 mols de isopreno e que a manta que forma a banda de rodagem desse pneu seja um retângulo de 20 cm 3 190 cm. Para esse caso específico, a es- pessura gasta do pneu seria de, aproximadamente, Dados de massas molares em g mol–1: C=12 e H=1. a) 0,55 cm. b) 0,51 cm. c) 0,75 cm. d) 0,60 cm. 5 (UFSC) Uma nova definição para o mol está disponível Em 2018, a União Internacional de Quími- ca Pura e Aplicada (IUPAC) publicou uma nova definição para o mol, estabelecendo que “um mol contém exatamente 6,02214076 · 1023 entidades elementares”. Essa definição substitui a definição vigente desde 1971, que relacionava o mol à massa. Disponível em: . [Adaptado]. Acesso em: 20 set. 2018. Sobre o assunto e com base nas informações aci- ma, é correto afirmar que: Dados: Zn = 65,4; As = 74,5. 01) pela nova definição, assume-se que um mol de átomos de ouro possui mais átomos do que um mol de moléculas de sacarose (C12H22O11). 02) há mais átomos em 1,00 g de zinco do que em 1,00 g de arsênio. 04) em 1,00 mol de moléculas de água, há 1,00 mol de átomos de oxigênio e 2,00 mol de átomos de hidrogênio. 08) há mais átomos de oxigênio em 2,00 mol de moléculas de CO2 do que em um 1,00 mol de moléculas de C6H12O6. 16) na reação H2(g) + Cl2(g) B 2HCl(g) o número total de átomos de produto é maior do que o número total de átomos dos reagentes. 6 (Fuvest-SP) Um grão de milho de pipoca, visto a olho nu, apresenta duas regiões distintas, repre- sentadas por A e B na figura. Em A, ocorre o teci- do acumulador de amido usado, pela planta, para nutrir o embrião. Em B, os tecidos vegetais pos- suem maior teor de água. Ao ser aquecida, parte da água transforma-se em vapor, aumentando a pressão interna do grão. Quando a temperatura atinge 177 ºC, a pressão se torna suficiente para romper o grão, que vira uma pipoca. B A 98 Ciências da Natureza e suas Tecnologias Um estudo feito por um grupo de pesquisadores de- terminou que o interior do grão tem 4,5 mg de água, da qual, no momento imediatamente anterior ao seu rompimento, apenas 9% está na fase vapor, atuando como um gás ideal e ocupando 0,1 mL. Dessa forma, foi possível calcular a pressão Pfinal no momento ime- diatamente anterior ao rompimento do grão. A associação correta entre região do milho e Pfinal é dada por: Note e adote: – Constante universal dos gases: R = 0,082 L · atm/(K · mol) – K = ºC + 273 – Massas molares (g/mol): H = 1; O = 16. a) A = endosperma e Pfinal = 8,3 atm. b) B = endosperma e Pfinal = 5,9 atm. c) A = xilema e Pfinal = 22,1 atm. d) B = xilema e Pfinal = 5,9 atm. e) B = endosperma e Pfinal = 92,0 atm. 7 (SLMandic-SP) Quando a pressão total do ar atmosférico seco, a 20 °C, é de 760 mmHg, a pressão parcial do gás Oxigênio (PO2) é cerca de 160 mmHg, normalmen- te suficiente para manter a vida como a conhece- mos. Em alguns casos clínicos esta pressão não é suficiente para forçar a passagem de oxigênio para a corrente sanguínea com rapidez suficiente para um bom funcionamento celular. Holum, J.R. Elements of general, organic and biological chemistry. 9th ed. USA: John Wiley and sons, 1995. p. 103. A um paciente com problemas respiratórios foi administrado “Heliox”, uma mistura de gases con- tendo unicamente oxigênio e hélio, com 92,5% em massa de O2. Sabendo-se que a pressão atmos- férica no local era 730 mmHg, a pressão parcial do gás oxigênio administrado ao paciente, em mmHg, é de, aproximadamente, Dados: massas molares MO2 = 32 g ∙ mol–1 e M He = 4 g ∙ mol–1. a) 703. b) 675. c) 649. d) 456. e) 442. 8 (FGV-SP) Nos meses de verão, os países do sul da Euro- pa apresentam temperaturas muito elevadas. No mês de julho de 2013, a temperatura no interior de Portugal atingiu o valor mais alto já registrado no país, 47 °C. Disponível em: . Acesso em: 16 maio 2019 (adaptado). Suponha que, nessa localidade, quando a tempe- ratura ainda estava 27 ºC, um pneu de automóvel foi calibrado adequadamente com pressão 30 psi, que corresponde ao valor 2 atm. Considerando que a expansão da borracha do pneu é desprezí- vel e seu volume se manteve constante, o aumento percentual aproximado da pressão no interior do pneu foi de a) 20%. b) 14%. c) 10%. d) 7%. e) 3%. 9 (Uninove-SP) Considere que certa quantidade de ar está armazenada em um recipiente de 2,5 L à pressão de 1 atm e temperatura de 25 °C. a) Sabendo que K = °C + 273, calcule o volume dessa mesma quantidade de ar quando a pres- são e a temperatura são reduzidas a 0,85 atm e 15 °C, respectivamente. b) Caso o ar seja trocado por igual número de mol de argônio, ocorrerá algum tipo de alteração no volume de gás armazenado no recipiente? Justifique sua resposta. 10 (Unicamp-SP) Balões de Mylar metalizados são bastante comuns em festas, sendo comercializa- dos em lojas e parques. Ascendem na atmosfera quando preenchidos com gás hélio e só murcham definitivamente se apresentarem algum vazamen- to. Imagine que um cliente tenha comprado um desses balões e, após sair da loja, retorna para reclamar, dizendo: “não bastasse a noite fria que está lá fora, ainda tenho que voltar para trocar o balão com defeito”. O vendedor da loja, depois de conversar um pouco com o cliente, sugere não trocá-lo e afirma que o balão está a) como saiu da loja; garante que estará normal na casa do cliente, pois as moléculas do gás irão aumentar de tamanho, voltando ao normal num ambiente mais quente. b) como saiu da loja; garante que não há vaza- mento e que o balão estará normal na casa do cliente, considerando que o gás irá se expandir num ambiente mais quente. c) murcho; propõe enchê-lo com ar, pois o balão é menos permeável ao ar, o que garantirá que ele não irá murchar lá fora e, na casa do cliente, irá se comportar como se estivesse cheio com hélio. d) murcho; propõe enchê-lo novamente com hélio e garante que o balão não voltará a murchar quando for retirado da loja, mantendo o forma- to na casa do cliente. Química 99 TEMA 4 CÁLCULO ESTEQUIOMÉTRICO E TERMOQUÍMICA 1 (FCMSCSP) Em um experimento de laboratório, um grupo de alunos recebeu umaamostra de cer- to metal M para determinar o valor de sua massa, sem o uso de balança, a partir de dados forne- cidos pelo professor e de um dado obtido pelo próprio grupo, no laboratório. Dado 1: 13,95 g de outra amostra do mesmo me- tal M reagem com excesso de solução de ácido forte, produzindo 0,25 mol de gás hidrogênio, de acordo com a seguinte reação: M(s) + 2H+(aq) → M2+(aq) + H2(g) Dado 2: O metal M corresponde a um dos cinco metais a seguir (com suas respectivas densidades): alumínio (2,7 g/cm3); chumbo (11,3 g/cm3); cobre (8,9 g/cm3); ferro (7,9 g/cm3); e zinco (7,1 g/cm3). Dado 3: Determinação do volume da amostra recebida pelo grupo por meio da inserção da amostra em uma proveta com água, conforme re- presentam as figuras. antes depois 100 mL 90 mL 80 mL 70 mL 60 mL 50 mL 40 mL 30 mL 20 mL 10 mL 100 mL 90 mL 80 mL 70 mL 60 mL 50 mL 40 mL 30 mL 20 mL 10 mL A amostra recebida pelo grupo tinha massa igual a a) 54 g. b) 142 g. c) 178 g. d) 158 g. e) 226 g. 2 (Fuvest-SP) O cinamaldeído é um dos principais compostos que dão o sabor e o aroma da canela. Quando exposto ao ar, oxida conforme a equação balanceada: O H + 1 2 O OH Uma amostra de 19,80 g desse composto puro foi exposta ao ar por 74 dias e depois pesada no- vamente, sendo que a massa final aumentou em 1,20 g. A porcentagem desse composto que foi oxidada no período foi de Note e adote: – Massas molares (g/mol): Cinamaldeído = 132; O2 = 32. – Considere que não houve perda de cinamaldeído ou do produto de oxidação por evaporação. a) 10%. b) 25%. c) 50%. d) 75%. e) 90%. 3 (UFRR) Etanoato de butila ou éster butílico do ácido acético é um éster encontrado em vários tipos de frutas, com odor que lembra maçã ou banana. Indus- trialmente é utilizado como flavorizante artificial para balas, doces, biscoitos e na indústria farmacêutica. Sabendo-se que na síntese desse éster foram adi- cionados 200 g de cada reagente, o número de mols de etanoato de butila obtidos, consideran- do-se um rendimento de 80%, é igual a: a) 2,66 mols. b) 2,16 mols. c) 2,70 mols. d) 3,33 mols. e) 3,37 mols. Informação dos autores: C2H4O2 + C4H10O → C6H12O2 + H2O 4 (Famerp-SP) A principal fonte de energia para o nosso organismo é a glicose, obtida por meio da alimentação a partir de fontes diversas. Sua fór- mula estrutural é apresentada a seguir: H OOH OH HO HO HO glicose A queima da glicose que ocorre na respiração ce- lular produz energia de acordo com a equação: C6H12O6 + 6O2 → 6CO2 + 6H2O ∆H = –2 800 kJ/mol de glicose a) Escreva o nome das funções orgânicas presen- tes na fórmula da glicose. b) Considerando que um indivíduo, para realizar suas atividades cotidianas, necessita gastar 12 600 kJ de energia, e que 60% dessa energia provém da respiração celular, calcule a massa de glicose que deve ser ingerida diariamente por esse indivíduo. 100 Ciências da Natureza e suas Tecnologias 5 (UFRGS-RS) Considere a reação de hidrogena- ção do ciclopenteno, em fase gasosa, formando ciclopentano, e a tabela de entalpias de ligação, mostradas abaixo. + H2(g) Entalpias de ligação (kJ mol–1) H — H 437 C — H 414 C — C 335 C C 600 Qual será o valor da entalpia da reação de hidro- genação do ciclopenteno em kJ/mol? a) –265. b) –126. c) +126. d) +265. e) +335. 6 (Albert Einstein) Uma forma de reduzir a polui- ção atmosférica provocada pelo gás dióxido de enxofre (SO2), produzido em certas atividades in- dustriais, é realizar a lavagem dos gases de exaus- tão com uma suspensão aquosa de cal hidratada [Ca(OH)2]. Com isso, ocorre uma reação química em que se formam sulfito de cálcio (CaSO3) sólido e água (H2O) líquida, evitando a emissão do po- luente para o ar. Considerando que o volume molar de gás nas Condições Ambiente de Temperatura e Pressão (CATP) é igual a 25 L/mol, para cada 1,2 kg de sul- fito de cálcio formado, o volume de dióxido de enxofre, medido nessas condições, que deixa de ser emitido para a atmosfera é de a) 1 250 L. b) 125 L. c) 25 L. d) 250 L. e) 12,5 L. 7 (UEL-PR) A hipoglicemia é caracterizada por uma concentração de glicose abaixo de 0,70 gL–1 no sangue. O quadro de hipoglicemia em situações extremas pode levar a crises convulsivas, perda de consciência e morte do indivíduo, se não for rever- tido a tempo. Entretanto, na maioria das vezes, o indivíduo, percebendo os sinais de hipoglicemia, consegue reverter este déficit, consumindo de 15 a 20 gramas de carboidratos, preferencialmente simples, como a glicose. A metabolização da glicose, C6H12O6, durante a respiração, pode ser representada pela equação química de combustão: C6H12O6(s) + 6 O2(g) → 6 CO2(g) + 6 H2O(l) No quadro a seguir, são informadas reações quí- micas e seus respectivos calores de formação a 25 ºC e 1 atm: Reações químicas ∆Hf o (kJmol–1) C(s, grafite) + O2(g) → CO2(g) –394 H2(g) + ½ O2(g) → H2O(l) –286 6 C(s) + 6O2(g) + 3O2(g) → C6H12O6(s) –1.260 Sabendo que a Massa Molar (MM) da glicose é igual a 180 g mol–1, determine a quantidade apro- ximada de energia liberada em kJ ∙ mol–1 no esta- do padrão, ∆Hro, na combustão da glicose, con- sumida em 350 mL de refrigerante do tipo Cola, o qual possui, em sua composição, 35 g de glicose. a) –315 b) –113 c) –471 d) –257 e) –548 8 (Famerp-SP) Latão é uma liga metálica formada pela mistura de cobre e zinco. Uma amostra de 3,25 g de latão foi colocada em um recipiente contendo ácido sulfúrico em quantidade suficien- te para reagir com todo o zinco presente nessa amostra, produzindo 0,5 litro de gás hidrogênio, conforme a reação equacionada a seguir: Zn(s) + H2SO4(aq) → ZnSO4(aq) + H2(g) a) Apresente o posicionamento dos elementos cobre e zinco na Classificação Periódica em re- lação ao período e ao grupo a que pertencem. O que esses elementos têm em comum devido a esse posicionamento? b) Considerando que a massa molar do zinco seja 65 g/mol e que o volume molar dos gases, nas condições de realização do experimento, seja 25 L/mol, determine a porcentagem de zinco na amostra de latão utilizada. 9 (Fuvest-SP) Equipamentos domésticos chamados de vaporizadores para roupa utilizam o vapor de água gerado por um sistema de resistências elétricas a partir de água líquida. Um equipamento com po- tência nominal de 1.600 W foi utilizado para passar roupas por 20 minutos, consumindo 540 mL de água. Em relação ao gasto total de energia do equipamen- to, o gasto de energia utilizado apenas para vapori- zar a água, após ela já ter atingido a temperatura de ebulição, equivale a, aproximadamente, Note e adote: – Entalpia de vaporização da água a 100 ºC = 40 kJ/mol; – Massa molar da água = 18 g/mol; – Densidade da água = 1 g/mL. Química 101 a) 0,04%. b) 0,062%. c) 4,6%. d) 40%. e) 62%. 10 (Uece) Considerando a equação de formação da glicose não balanceada C + H2 + O2 → C6H12O6, atente às seguintes equações: I. C + O2 → CO2 ∆H = –94,1 kcal II. H2 + ½O2 → H2O ∆H = –68,3 kcal III. C6H12O6 + 6 O2 → 6 CO2 + 6 H2O ∆H = –673,0 kcal A massa de glicose formada a partir da reação de 14,4 g de carbono e sua entalpia de formação em kcal/mol serão, respectivamente, Dados: C = 12; H = 1; O = 16. a) 36 g e +301,4 kcal/mol. b) 36 g e –301,4 kcal/mol. c) 18 g e –201,4 kcal/mol. d) 18 g e +201,4 kcal/mol. TEMA 5 FUNÇÕES INORGÂNICAS 1 (Enem) Realizou-se um experimento, utilizando-se o esquema mostrado na figura, para medir a con- dutibilidade elétrica de soluções. Foram monta- dos cinco kits contendo, cada um, três soluções de mesma concentração, sendo uma de ácido, uma de base e outra de sal. Os kits analisados pelos alunos foram: Kit Solução 1 Solução 2 Solução 3 1 H3BO3 Mg(OH)2 AgBr 2 H3PO4 Ca(OH)2 KCl 3 H2SO4 NH3 ∙ H2O AgBr 4 HClO4 NaOH NaCl 5 HNO3 Zn(OH)2 CaSO4 Qual dos kits analisados provocou o acendimento da lâmpada com um brilho mais intenso nas três soluções? a) Kit 1. b) Kit 2. c) Kit 3. d) Kit 4. e) Kit 5. 2 (UFRGS-RS) Na coluna da direita abaixo, estãolistados compostos inorgânicos; na da esquerda, sua classificação. Associe adequadamente a coluna da esquerda à da direita. ( ) Oxiácido forte 1. Óxido de zinco ( ) Hidrácido fraco 2. Hidróxido de alumínio ( ) Base forte 3. Ácido cianídrico ( ) Base fraca 4. Hidróxido de potássio 5. Ácido sulfúrico A sequência correta de preenchimento dos parên- teses, de cima para baixo, é a) 1 – 2 – 3 – 4. b) 1 – 3 – 5 – 2. c) 3 – 4 – 2 – 5. d) 5 – 2 – 4 – 1. e) 5 – 3 – 4 – 2. 3 (Albert Einstein) O quadro apresenta informações sobre quatro substâncias químicas, todas brancas, em pó. Substância Dissolve-se em água Reage com ácido clorídrico produzindo efervecência? Carbonato de sódio sim sim Sulfato de sódio sim não Carbonato de bário não sim Sulfato de bário não não Um professor forneceu aos seus alunos uma cópia desse quadro, amostras de duas dessas substâncias, sem qualquer identificação, e solicitou que os es- tudantes as identificassem. Os alunos notaram que uma das amostras se dissolveu em água e outra não, e que apenas a substância insolúvel em água reagiu com ácido clorídrico, produzindo efervescência. Então, eles concluíram que as amostras recebidas eram de a) sulfato de sódio e carbonato de sódio. b) carbonato de sódio e carbonato de bário. c) sulfato de sódio e sulfato de bário. d) carbonato de sódio e sulfato de bário. e) sulfato de sódio e carbonato de bário. 102 Ciências da Natureza e suas Tecnologias 4 (Uerj) No tratamento dos sintomas da acidez esto- macal, emprega-se o hidróxido de alumínio, que neutraliza o excesso do ácido clorídrico produzido no estômago. Na neutralização total, a quantidade de mols de ácido clorídrico que reage com um mol de hidró- xido de alumínio para formação do sal neutro cor- responde a: a) 2 b) 3 c) 4 d) 6 5 (Unesp-SP) Analise o quadro 1, que apresenta di- ferentes soluções aquosas com a mesma concen- tração em mol/L e à mesma temperatura. Quadro 1 Solução Nome Fórmula 1 Nitrato de bário Ba(NO3)2 2 Cromato de sódio Na2CrO4 3 Nitrato de prata AgNO3 4 Nitrato de sódio NaNO3 O quadro 2 apresenta o resultado das misturas, de volumes iguais, de cada duas dessas soluções. Quadro 2 Mistura Resultado 1 + 2 Formação de precipitado (ppt 1) 1 + 3 Não ocorre formação de precipitado 1 + 4 Não ocorre formação de precipitado 2 + 3 Formação de precipitado (ppt 2) 2 + 4 Não ocorre formação de precipitado 3 + 4 Não ocorre formação de precipitado De acordo com essas informações, os precipita- dos formados, ppt 1 e ppt 2, são, respectivamente, a) BaCrO4 e NaNO3. b) BaCrO4 e Ag2CrO4. c) Ba(NO3)2 e AgNO3. d) Na2CrO4 e Ag2CrO4. e) NaNO3 e Ag2CrO4. 6 (Enem-PPL) O mármore, rocha metamórfica composta principalmente de carbonato de cál- cio (CaCO3), é muito utilizada como material de construção e também na produção de esculturas. Entretanto, se peças de mármore são expostas a ambientes externos, particularmente em grandes cidades e zonas industriais, elas sofrem ao longo do tempo um processo de desgaste, caracteriza- do pela perda de massa da peça. Esse processo de deterioração ocorre em função da a) oxidação do mármore superficial pelo oxigênio. b) decomposição do mármore pela radiação solar. c) onda de choque provocada por ruídos externos. d) abrasão por material particulado presente no ar. e) acidez da chuva que cai sobre a superfície da peça. 7 (Famerp-SP) Filtros contendo óxido de cálcio são utilizados no tratamento de biogás, removendo dele gases prejudiciais ao meio ambiente. Por ser uma substância com propriedades básicas, o óxi- do de cálcio é eficiente na remoção de a) CO2 e H2S b) CO2 e NH3 c) NH3 e H2S d) CO e NH3 e) CO e CO2 8 (Unesp-SP) Leia o texto a seguir, que servirá de base para a resposta à questão. O carbonato de cálcio pode ser encontrado na natureza na forma de rocha sedimentar (calcário) ou como rocha metamórfica (mármore). Ambos encontram importantes aplicações industriais e comerciais. Por exemplo, o mármore é bastante utilizado na construção civil tanto para fins es- truturais como ornamentais. Já o calcário é usado como matéria-prima em diversos processos quími- cos, dentre eles, a produção da cal. A cal é obtida industrialmente por tratamen- to térmico do calcário em temperatura acima de 900 °C, pela reação CaCO3(s) → CaO(s) + CO2(g) Por suas crescentes aplicações, constitui-se num importante produto da indústria química. Na agricultura é usado para correção da acidez do solo, na siderurgia como fundente e escorificante, na fabricação do papel é um agente branqueador e corretor de acidez, no tratamento de água também corrige a acidez e atua como agente floculante e na construção civil é agente cimentante. Sobre o processo de obtenção e as propriedades associadas ao produto, indique qual das afirma- ções é totalmente correta. a) A reação é de decomposição e o CaO é usado como branqueador na indústria do papel, por- que é um agente oxidante. b) A reação é endotérmica e o CaO é classificado como um óxido ácido. c) A reação é exotérmica e, se a cal reagir com a água, produz Ca(OH)2, que é um agente cimentante. d) A reação é endotérmica e o CaO é classificado como um óxido básico. e) A reação é de decomposição e no tratamento de água o CaO reduz o pH, atuando como flo- culante. Química 103 Leia o texto e responda à questão 9. Por volta de 1834, o norte-americano Charles Goodyear teve a ideia de misturar um pó seco à borra- cha, para absorver o excesso de umidade que a tornava muito pegajosa quando fazia calor. Em 1839, enquanto fazia experiências com enxofre em pó como agente secante, acidentalmente deixou cair, sobre um fogão quente, um pouco de borracha misturada ao enxofre. A massa carbonizada e viscosa que se formou chamou sua atenção, o que o levou a descobrir um processo que produziria resultados uni- formes: uma borracha permanentemente rija, elástica e estável, no inverno ou no verão. Goodyear, por não ser químico e desconhecer a estrutura da borracha natural, não compreendeu que, com o enxofre, tinha conseguido as ligações cruzadas fundamentais entre as moléculas de borracha, o que permite que essas moléculas permaneçam flexíveis, mas impede que es- correguem umas pelas outras com o calor. LE COUTEUR, Penny e BURRESON, Jay. Os botões de Napoleão: as 17 moléculas que mudaram a História. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006. Adaptado. O processo descrito anteriormente foi denomina- do vulcanização da borracha em referência a Vulcano, o deus romano do fogo. Observe, nos esquemas a seguir, como os átomos de enxofre “prendem” as ca- deias umas às outras. Moléculas de borracha não vulcanizada (sem ligações cruzadas) Moléculas de borracha vulcanizada (com ligações cruzadas) Átomos de enxofre Moléculas de borracha não vulcanizada (sem ligações cruzadas) Moléculas de borracha vulcanizada (com ligações cruzadas) Átomos de enxofre 9 (Etec-SP) A combustão da borracha vulcanizada potencializa a formação da chuva ácida, pois: a) o enxofre liberado não reage com a água da chuva. b) a reação da borracha com a água da chuva au- menta a acidez da água. c) a combustão é incompleta, formando a fuligem (carvão em pó), que reage com a água da chuva. d) a borracha, quando queimada, produz compos- tos de caráter básico, neutralizando a acidez da chuva. e) o enxofre, quando queimado, produz compos- tos que reagem com a água da chuva, tornan- do-a mais ácida. TEMA 6 SOLUÇÕES 1 (Unioeste-PR) A recristalização é uma técnica de purificação de sólidos. Ela consiste na solubiliza- ção à quente do produto em um solvente adequa- do, filtração da solução para retirada dos contami- nantes insolúveis e permite que a solução atinja a temperatura ambiente (20 ºC) para formação dos cristais purificados. Um produto X deve ser recris- talizado. Estão disponíveis quatro solventes, A, B, C e D, e a curva de solubilidade de X nesses qua- tro solventes (em g soluto/100 mL de solvente) é mostrada abaixo.De acordo com as informações, assinale a opção que apresenta o solvente mais adequado para a recris- talização de X, na temperatura de 100 ºC, de forma a otimizar o rendimento deste procedimento. a) A b) B c) C d) D e) Nenhum solvente é adequado. 2 (Albert Einstein) Considere as informações: • No estado de Sergipe, encontram-se as maio- res reservas brasileiras de minerais de potássio, constituídas principalmente por silvinita, com- 104 Ciências da Natureza e suas Tecnologias Sabendo que o título dessa solução a 60 °C é de aproximadamente 35,5%, qual o coeficiente de solubilidade aproximado de NH4Cℓ em água na temperatura em questão? a) 35,5 g de NH4Cℓ em 100 g de H2O a 60 °C. b) 55 g de NH4Cℓ em 1 000 g de H2O a 60 °C. c) 55 g de NH4Cℓ em 100 g de H2O a 60 °C. d) 0,355 g de NH4Cℓ em 100 g de H2O a 60 °C. 7 (PUC-SP) A análise gravimétrica é baseada em medidas de massa. A substância a ser testada pode ser misturada com um reagente para forma- ção de um precipitado, o qual é pesado. É pos- sível determinar a quantidade de cálcio presen- te na água, por exemplo, misturando a amostra com excesso de ácido etanodióico, seguida de uma solução de amônia. Os íons cálcio reagem com íons etanodioato formando etanodioato de cálcio. O etanodioato de cálcio é convertido em óxido de cálcio, através de aquecimento, o qual é pesado. Uma amostra de 200 cm3 de água foi submetida ao tratamento descrito acima. A con- versão de etanodioato de cálcio em óxido de cál- cio foi feita em um cadinho que tinha uma massa de 28,520 g. Após a conversão, a massa obtida foi de 28,850 g. Qual a concentração aproximada de íons cálcio na amostra de água? a) 3 × 10–2 mol/L. b) 6 × 10–3 mol/L. c) 3 × 10–5 mol/L. d) 0,33 mol/L. 8 (PUCC-SP) O veneno de formiga contém o ácido metanoico, HCOOH. Para neutralizar 1,0 mL de so- lução 0,1 mol/L desse ácido, é necessário utilizar um volume de solução de NaOH 0,02 mol/L igual a a) 5 mL. b) 10 mL. c) 15 mL. d) 20 mL. e) 25 mL. 9 (Fuvest-SP) Em um experimento, determinadas massas de ácido maleico e acetona foram mis- turadas a 0 ºC, preparando-se duas misturas idênticas. Uma delas (X) foi resfriada a –78 ºC, enquanto a outra (M) foi mantida a 0 ºC. A se- guir, ambas as misturas (M e X) foram filtradas, resultando nas misturas N e Y. Finalmente, um dos componentes de cada mistura foi totalmente retirado por destilação. Os recipientes (marcados pelas letras O e Z) representam o que restou de cada mistura após a destilação. Nas figuras, as moléculas de cada componente estão represen- tadas por retângulos ou triângulos. posta pela associação dos minerais halita (NaCℓ) e silvita (KCℓ). O teor médio de íons potássio na silvinita é cerca de 8% em massa. • Na água do mar, a concentração média de íons potássio é cerca de 0,4 g/L. O volume de água do mar que contém a mesma massa de íons potássio existente em cada tonela- da de silvinita é a) 200 L. b) 2 000 000 L. c) 2 000 L. d) 20 000 L. e) 200 000 L. 3 (Famema) Considere duas soluções aquosas: uma de soro fisiológico (cloreto de sódio a 0,9% m/V) e outra de soro glicosado (glicose a 5% m/V). a) Qual dessas soluções é melhor condutora elé- trica? Justifique sua resposta. b) Determine a quantidade, em mol, de moléculas de glicose, C6H12O6, presentes em 100 mL de soro glicosado e a quantidade total, em mol, de íons Na+ e Cℓ– presentes em 100 mL de soro fisiológico. Dados: C = 12; H = 1; O = 16; Na = 23; Cℓ = 35,5. 4 (Unesp-SP) O soro fisiológico é uma das soluções mais utilizadas na área de saúde. Consiste em uma solução aquosa de cloreto de sódio NaCℓ 0,9% em massa por volume, que equivale à concentração 0,15 mol·L–1. Dispondo de uma solução estoque de NaCℓ 0,50 mol·L–1, o volume necessário dessa solução, em mL, para preparar 250 mL de soro fisiológico será igual a a) 15. b) 100. c) 25. d) 75. e) 50. 5 (Unesp-SP) A concentração de cloreto de sódio no soro fisiológico é 0,15 mol/L. Esse soro apresenta a mesma pressão osmótica que uma solução aquo- sa 0,15 mol/L de a) sacarose, C12H22O11. b) sulfato de sódio, Na2SO4. c) sulfato de alumínio, Aℓ2(SO4)3. d) glicose, C6H12O6. e) cloreto de potássio, KCℓ. 6 (PUC-SP) Uma solução saturada de NH4Cℓ em água foi feita a 60 °C e utilizou-se 1 000 mL de água. Considere a densidade da água a 60 °C como 1,0 g/mL. Química 105 M 0 ºC –78 ºC N O X Y Z Tanto no recipiente M como no recipiente X estão representadas soluções I de II , cuja solubilidade III com a diminuição da temperatura. A uma determinada tempe- ratura, as concentrações em M e N e em X e Y são IV . Em diferentes instantes, as molé- culas representadas por um retângulo pertencem a um composto que pode estar V ou no estado VI . As lacunas que correspondem aos números de I a VI devem ser corretamente preenchidas por: Considere que não houve perda do solvente du- rante a filtração. Note e adote: Composto Ponto de fusão (ºC) Ponto de ebulição (ºC) ácido maleico 138 202 acetona –95 56 a) I – saturadas; II – acetona; III – aumenta; IV – di- ferentes; V – sólido; VI – líquido. b) I – homogêneas; II – ácido maleico; III – diminui; IV – iguais; V – dissolvido; VI – líquido. c) I – saturadas; II – ácido maleico; III – diminui; IV – iguais; V – dissolvido; VI – sólido. d) I – heterogêneas; II – acetona; III – aumenta; IV – diferentes; V – sólido; VI – sólido. e) I – saturadas; II – ácido maleico; III – diminui; IV – iguais; V – sólido; VI – líquido. 106 Ciências da Natureza e suas Tecnologias TEMA 1 MODELOS ATÔMICOS, TABELA PERIÓDICA, LIGAÇÕES QUÍMICAS, GEOMETRIA MOLECULAR E RADIOATIVIDADE 1 c 2 c 3 a 4 b 5 b 6 c 7 a 8 Corretas: 02, 04, 08 e 16 9 e 10 a TEMA 2 POLARIDADE, INTERAÇÕES INTERMO- LECULARES E COMPOSTOS ORGÂNICOS 1 a) e b) Van der Waals está sendo utilizado como sinônimo de dipolo-induzido nessa questão. Substâncias químicas Tipo de ligação Polaridade Interação intermolecular CCl4 covalente apolar Van der Waals HCCl3 covalente polar dipolo-dipolo CO2 covalente apolar Van der Waals H2S covalente polar dipolo-dipolo Cl2 covalente apolar Van der Waals H3CCH3 covalente apolar Van der Waals NH3 covalente polar Ligações de hidrogênio 2 c 3 e 4 c 5 b 6 b 7 a 8 b 9 a) A cadeia carbônica do ácido oleico é homogê- nea e insaturada. b) Fórmula molecular do ácido oleico: C18H34O2. Fórmula mínima do ácido oleico: C9H17O. 10 e TEMA 3 SEPARAÇÃO DE MISTURAS, MOL E GASES 1 e 2 c 3 d 4 d 5 02 + 04 = 06. 6 a 7 e 8 d 9 a) 2,84 L b) Não ocorrerá alteração de volume, pois todas as variáveis (mol, temperatura e pressão) per- manecem iguais. 10 b Como a temperatura do lado de fora da loja é menor do que do lado de dentro, o gás hélio sofre contração e o balão murcha. Quando o cliente voltar para um ambiente mais quente do que aquele do lado de fora da loja, o gás hélio voltará a expandir. TEMA 4 CÁLCULO ESTEQUIOMÉTRICO E TERMOQUÍMICA 1 d 2 c 3 b 4 a) Álcool e aldeído. b) Energia proveniente da respiração celular: 12 600 kJ · 60% = 7 560 kJ 1 mol C6H12O6 — 2 800 kJ 180 g — 2 800 kJ m — 7 560 kJ m = 486 g 5 b GABARITO QUÍMICA 6 d 7 e 8 a) Os elementos cobre e zinco pertencem aos gru- pos 11 e 12, respectivamente. Quanto ao período, ambos pertencem ao 4o período, o que lhes con- fere o mesmo número de camadas eletrônicas. b) A equação química que representa a reação do zinco com o ácido sulfúrico é: Zn(s) + H2SO4(aq) → ZnSO4(aq) + H2(g) 1 mol — 1 mol 65 g — 25 L m — 0,5 L m = 1,3g 3,25 g — 100% 1,3 g — p P = 40% 9 e 10 b TEMA 5 FUNÇÕES INORGÂNICAS 1 d 2 e 3 e 4 b 5 b 6 e 7 a 8 d 9 e TEMA 6 SOLUÇÕES 1 b O solvente mais adequado para a utilização é aquele no qual o soluto apresentará maior varia- ção de solubilidade dentro do intervalo de tem- peratura indicado, permitindo,assim, com a dimi- nuição de temperatura, haver maior recristalização do sólido que se pretende obter. 2 e 3 a) Dentre as apresentadas, a solução de cloreto de sódio é a única condutora elétrica, devido à presença de íons livres provenientes da disso- ciação do cloreto de sódio: NaCℓ H2O Na+ + Cℓ– O soro glicosado é uma solução formada a par- tir da dissolução de glicose, soluto molecular que não sofre ionização, formando assim uma solução molecular, portanto, não condutora de corrente elétrica: (C6H12O6)n H2O n C6H12O6 b) glicose 5% m/V (5g de glicose — 100ml solução) 1 mol glicose — 180g n — 5g n = 0,027 mol de moléculas Cloreto de sódio 0,9% m/V (0,9g NaCl — 100ml solução) 1 mol de NaCl — 58,5g x — 0,9g x = 0,015 mol de NaCl 1 mol de NaCl — 2 mol de íons 0,015 mol NaCl — y y = 0,030 mol de íons 4 d Para obter solução aquosa de NaCℓ, de concen- tração molar 0,15 mol · L–1, a partir de uma solução aquosa de NaCℓ, de concentração 0,50 mol · L–1, deve-se fazer uma diluição. Diluição: n1antes = n1 'depois MVantes = M'V'depois 0,50mol ? L–1 ? V = 0,15mol ? L–1 ? 250mL ⇒ V 0,15mol ? L–1 ? 250mL 0,50mol ? L–1 ⇒ V = 75mL 5 e 6 c 7 a 8 a 9 c Química 107 108 Ciências da Natureza e suas Tecnologias ANOTAÇÕES CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS História do Brasil História Geral Geografia do Brasil Geografia Geral 110 Ciências Humanas e suas Tecnologias HISTÓRIA DO BRASIL TEMA 1 BRASIL COLÔNIA Leia o texto para responder às questões 1 e 2. As primeiras expedições na costa africana a partir da ocupação de Ceuta em 1415, ainda na terra de povos berberes, foram registrando a geografia, as condições de navegação e de ancoragem. Nas paradas, os portugueses negociavam com as popu- lações locais e sequestravam pessoas que chegavam às praias, levando-as para os navios para serem ven- didas como escravas. Tal ato era justificado pelo fato de esses povos serem infiéis, seguidores das leis de Maomé, considerados inimigos, e, portanto, podiam ser escravizados, pois acreditavam ser justo guerrear com eles. Mais ao sul, além do rio Senegal, os po- vos encontrados não eram islamizados, portanto não eram inimigos, mas eram pagãos, ignorantes das leis de Deus, e no entender dos portugueses da época também podiam ser escravizados, pois ao se converterem ao cristianismo teriam uma chance de salvar suas almas na vida além desta. SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil africano, 2007. 1 (Unesp-SP) O texto caracteriza a) o mercado atlântico de africanos escravizados em seu período de maior intensidade e o con- trole do tráfico pelas Companhias de Comércio. b) o avanço gradual da presença europeia na Áfri- ca e a conformação de um modelo de explora- ção da natureza e do trabalho. c) as estratégias da colonização europeia e a sua busca por uma exploração sustentável do con- tinente africano. d) o caráter laico do Estado português e as suas ações diplomáticas junto aos reinos e às socie- dades organizadas da África. e) o pioneirismo português na expansão marítima e a concentração de sua atividade exploradora nas áreas centrais do continente africano. 2 (Unesp-SP) De acordo com o texto, a) a motivação da conquista europeia da África foi essencialmente religiosa, destituída de caráter econômico. b) os líderes políticos africanos apoiavam a cate- quização dos povos nativos pelos conquista- dores europeus. c) os africanos aceitavam a escravização e não re- sistiam à presença europeia no continente. d) os povos africanos reconheciam a ação euro- peia no continente como uma cruzada religiosa e moral. e) a escravização foi muitas vezes justificada pelos europeus como uma forma de redimir e salvar os africanos. 3 (Uece) Segundo nos informa Darcy Ribeiro (1995, p.194), em fins do século XVI, a colônia possuía 3 cidades, a maior delas, Salvador, então sede do Governo Geral, contava com aproximadamente 15 mil habitantes; no final do século XVII, Salvador tinha em torno de 30 mil habitantes e Recife tinha 20 mil. Ao final do século XVIII, enquanto cidades centenárias como Salvador e Recife tinham por volta de 40 mil e 25 mil habitantes, respectivamen- te, a jovem cidade de Vila Rica, hoje Ouro Preto, elevada à categoria de Vila somente em 1711, já possuía cerca de 30 mil habitantes. RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: A formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 194. O fenômeno demográfico do rápido crescimento populacional de Vila Rica (Ouro Preto) no século XVIII é atribuído a) ao processo de interiorização da colonização portuguesa no Brasil a partir da expansão da atividade pecuarista, por meio das correntes do sertão de dentro, oriunda da Bahia, e do sertão de fora, originária de Pernambuco. b) à grande migração de colonos e de pessoas oriundas de Portugal para a região que hoje é Minas Gerais, em função das descobertas de jazidas de ouro e pedras preciosas, o que fez surgirem vários centros urbanos na área. c) ao estímulo ao desenvolvimento da colônia, promovido por Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal, secretário de Es- tado do Reino, sob o reinado de D. José I, que incentivou a indústria e a educação no Brasil. d) à ocupação de vastos espaços do território da colônia por colonos espanhóis das regiões do Potosi e do Rio da Prata, quando ocorreu a União Ibérica (1580-1640), época em que reis hispânicos governaram o reino de Portugal. História do Brasil 111 4 (UFRGS-RS) Leia o segmento abaixo, do escritor indígena Ailton Krenak. Os fatos e a história recente dos últimos 500 anos têm indicado que o tempo desse encontro entre as nossas culturas é um tempo que acontece e se repete todo dia. Não houve um encontro en- tre as culturas dos povos do Ocidente e a cultura do continente americano numa data e num tempo demarcado que pudéssemos chamar de 1500 ou de 1800. Estamos convivendo com esse contato desde sempre. KRENAK, Ailton. O eterno retorno do encontro. In: NOVAES, Adauto (org.). A outra margem do Ocidente. São Paulo: Funarte, Companhia das Letras, 1999. p. 25. Considerando a história indígena no Brasil, a prin- cipal ideia contida no segmento é a) negação da conquista europeia na América, em 1500. b) ausência de transformação social nas socieda- des ameríndias. c) exclusão dos povos americanos da história oci- dental. d) estagnação social do continente sul-americano após a chegada dos europeus. e) continuidade histórica do contato cultural entre ocidentais e indígenas. 5 (Uece) No Ceará, durante os séculos XVII e XVIII, formou-se o que o historiador cearense Capistra- no de Abreu denominaria como “Civilização do Couro”. Este aspecto característico da coloniza- ção cearense está ligado a) ao fato de existir, nas terras cearenses, uma farta manada de gado bufalino natural da região, o que proporcionou, aos nativos locais e aos eu- ropeus colonizadores, as condições ideais para explorarem aquela riqueza. b) ao desenvolvimento, após a decadência da pro- dução algodoeira, de uma grande atividade de pecuária de corte e leiteira que, ainda hoje, é uma das maiores do Brasil e sustenta a econo- mia cearense. c) ao processo colonizatório cearense que ocorreu a partir da ocupação pela pecuária, na capita- nia, através da frente de ocupação do sertão de fora, conduzida por pernambucanos, e da frente de ocupação do sertão de dentro, con- trolada principalmente por baianos. d) ao modelo original de ocupação através da pe- cuária bovina que, saindo do Ceará, ajudou na ocupação do interior nordestino e na coloniza- ção dos serrados do Centro-Oeste, dos Pampas do sul do país e do Pantanal mato-grossense. 6 (Fuvest-SP) Este quadro, pintado por Franz Post por volta de 1660, pode ser corretamente relacionado a) à iniciativa pioneira dos holandeses de constru- ção dos primeiros engenhos no Nordeste. b) à riqueza do açúcar, alvo principal do interesse dos holandesesno Nordeste. c) à condição especial dispensada pelos holande- ses aos escravos africanos. d) ao início da exportação do açúcar para a Euro- pa por determinação de Maurício de Nassau. e) ao incentivo à vinda de holandeses para a cons- tituição de pequenas propriedades rurais. 7 (Famerp-SP) A camada intermediária abrangia, nas Minas, indivíduos entregues a uma gama variada de ati- vidades profissionais. Creio ser possível arriscar a hipótese de que poucos viviam com certo conforto e despreocupação, a grande maioria sendo consti- tuída pelos que tinham de lutar diariamente pela subsistência, numa capitania inteiramente voltada para a faina aurífera e para a mineração de dia- mantes. (Laura Vergueiro. Opulência e miséria das Minas Gerais, 1983.) Entre os membros do grupo social apresentado no texto, viviam nas Minas Gerais do século XVIII: a) pecuaristas, alfaiates e escravos. b) vendeiros, bandeirantes e grandes produtores rurais. c) pintores, altos dignitários da Igreja e prostitutas. d) tropeiros, contratadores de diamante e romeiros. e) carpinteiros, padres e faiscadores. 8 (Famerp-SP) A independência foi, desse modo, ruptura e continuidade. (Miriam Dolhnikoff. História do Brasil Império, 2019.) Na independência brasileira, uma ruptura e uma continuidade podem ser exemplificadas, respec- tivamente, 112 Ciências Humanas e suas Tecnologias a) pelo esforço de unificação nacional e pelo res- peito aos direitos trabalhistas. b) pelo afastamento da Grã-Bretanha e pela apro- ximação com os Estados Unidos. c) pela fragmentação política do território e pela hegemonia política das elites rurais. d) pelo rompimento em relação ao império portu- guês e pela preservação da escravidão. e) pela implantação do sistema republicano e pelo estímulo à produção agrícola. 9 (Mack-SP) A grande lavoura açucareira na colônia brasi- leira iniciou-se com o uso extensivo da mão de obra indígena (...) Do ponto de vista dos portugueses, no período de escravidão indígena, o sistema de relações de trabalho era algo que fora pormeno- rizadamente elaborado. Tal período foi também aquele em que o contato entre os europeus e o gentio começou a criar categorias e definições so- ciais e raciais que caracterizaram continuamente a experiência colonial. (Schwartz, Stuart B. Segredos Internos: Engenhos e escravos na sociedade colonial. São Paulo: Cia. das Letras, 2005, p. 57.) Sobre o trabalho escravo durante o período colo- nial é correto afirmar que a) o uso da mão de obra indígena estendeu-se durante todo o período colonial. No primeiro momento, durante a extração do pau-brasil, os portugueses utilizavam o escambo. No segundo momento, a partir da produção canavieira, foi organizada a escravidão dos povos indígenas. b) desde o primeiro contato com os portugueses, os indígenas foram submetidos ao trabalho es- cravo. Seja na extração do pau-brasil, seja na grande lavoura canavieira, o sistema escravista baseado na mão de obra nativa predominou diante de outras formas de trabalho. c) a partir da necessidade de mão de obra para a produção canavieira, os povos indígenas fo- ram submetidos à escravidão. Porém, a partir da chegada dos primeiros grupos de africa- nos, a escravidão indígena foi paulatinamente abandonada até chegar ao fim, em meados do século XVII. d) a escravidão indígena foi implantada durante o chamado Período Pré-colonial e tinha como objetivo usar o máximo de mão de obra para a extração do pau-brasil. Com a implantação da grande lavoura e a chegada dos africanos, a escravidão indígena perdeu força e foi aban- donada no século XVIII. e) após utilizar o trabalho indígena com o escam- bo, os portugueses recorrem à sua escraviza- ção. Isso se deve à necessidade portuguesa de mão de obra para a grande lavoura e à indis- posição indígena para o trabalho aos moldes europeus. No século XVII, é substituída defini- tivamente pela escravidão africana. 10 (Unifesp) Estima-se que entre 1700 e 1760 aporta- ram em nosso litoral, vindas de Portugal e das ilhas do Atlântico, cerca de 600 mil pessoas, em média anual de 8 a 10 mil. Sobre essa corrente imigratória, é correto afirmar que a) continuava a despejar, como nos dois séculos anteriores, pessoas das classes subalternas, in- teressadas em fazer fortuna na América portu- guesa. b) era constituída, em sua maioria, e pela primeira vez, de negros trazidos para alimentar a voraci- dade por mão de obra escrava nas mais varia- das atividades. c) tratava-se de gente das mais variadas condições sociais, atraída principalmente pela possibilida- de de enriquecer na região das Minas. d) representava uma ruptura com a fase anterior, pelo fato de agora ser atraída visando satisfazer a retomada do ciclo açucareiro e o início do algodoeiro. e) caracterizava-se pelo grande número de cris- tãos-novos e pequenos proprietários rurais, atraídos pelas lucrativas atividades de abaste- cer o mercado interno. 11 (UEFS-BA) A Inconfidência Mineira (1789) e a Con- juração Baiana (1798) expressaram localmente o conjunto de mudanças ocorridas no mundo ocidental a partir de meados do século XVIII. Apesar de suas diferenças, os dois movimentos opunham-se a) à submissão colonial implícita na política mer- cantilista metropolitana. b) à importação de ideais iluministas pela cultura brasileira. c) à divisão do país entre ricos donatários portu- gueses. d) à influência das independências das colônias inglesas da América. e) à participação de homens livres pobres na pre- paração da independência. História do Brasil 113 12 (FGV-SP) Leia os quatro trechos seguintes. I. Acreditavam os conspiradores que a derrama seria o estopim que faria explodir a rebelião contra a dominação colonial. Em uma de suas reuniões criaram até a palavra de ordem para começarem a agir. “Tal dia faço o batizado” era a senha. II. Dois envolvidos [...] escaparam às garras da repressão: José Basílio da Gama, que fugiu para Lisboa quando começaram as prisões, e Manoel Arruda da Câmara, que era sócio correspondente da Sociedade Literária do Rio de Janeiro, mas vivia no exterior. [...] O fato é que um ano após a prisão dos acusados nada de grave fora apurado, até porque recorre- ram ao recurso de negar articulação contra o domínio português. Em geral admitiram que suas reuniões eram marcadas por discussões filosóficas e científicas. III. [...] dentre os 33 presos e processados, havia 11 escravos, cinco alfaiates, seis soldados, três oficiais, um negociante e um cirurgião. [...] Suas ideias principais envolviam o seguinte: a França constituía o modelo a seguir; o fim da escravi- dão; a separação entre Igreja e Estado [...] IV. Criou-se um Governo Provisório [...], integra- do por representantes de cinco segmentos da sociedade: Domingos Teotônio Jorge (milita- res), Domingos José Martins (comerciantes), Manoel Correia de Araújo (agricultores), pa- dre João Ribeiro Pessoa de Melo Montene- gro (sacerdotes) e doutor José Luís Mendonça (magistrados). [...] Empenhado em ampliar o movimento anticolonial, o Governo Provisório enviou emissários a outras capitanias: Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas e Bahia. Rubim Santos Leão Aquino et alii, “Sociedade brasileira: uma história através dos movimentos sociais”. Os trechos de I a IV tratam, respectivamente, dos seguintes eventos a) Conjuração Mineira; Confederação do Equa- dor; Conjuração Baiana; Guerra dos Mascates. b) Conjuração Mineira; Conjuração do Rio de Ja- neiro; Conjuração Baiana; Revolução de 1817. c) Revolta de Vila Rica; Conjuração do Rio de Ja- neiro; Conjuração Baiana; Revolução de 1817. d) Conjuração Mineira; Conjuração do Rio de Ja- neiro; Revolução de 1817; Revolta dos Cabanos. e) Conjuração Baiana; Conjuração Mineira; Revo- lução de 1817; Conspiração dos Suassuna. 13 (Mack-SP) O resto empório das douradas Minas Por mim o falará: quando mais finas Se derramam as lágrimas no imposto Clamao desgosto de um país decadente. (Cláudio Manoel da Costa) O intelectual e advogado, autor da poesia acima, foi um dos integrantes da mais importante revolta colonial brasileira, conhecida como Inconfidência Mineira. Sobre esse movimento podemos afirmar que a) era de natureza nativista e influenciado pelos discursos iluministas. Buscava a proclamação da república, que teria Ouro Preto como capi- tal, e também o perdão de todas as dívidas para com a Fazenda Real. b) manifestava-se contra os rigores da política fis- cal metropolitana sobre a Capitania das Minas, exercida através da Casa de Contratação, e ins- pirava-se nos ideais revolucionários franceses. c) visava à independência econômica e à política da Colônia. O levante foi deflagrado quando se exigiu o pagamento dos impostos atrasados pelas Casas de Fundição em todo o país. d) era de caráter nacionalista, visando à inde- pendência da Colônia e ao rompimento dos lanços com a metrópole, com o livre direito de implantação de manufaturas nas capitanias e ao comércio exterior. e) foi ideologicamente influenciado pelos princí- pios iluministas, divulgados em Minas por uma elite intelectual e acolhidos pela população lo- cal, devido à crise econômica. 14 (Unesp-SP) Com a vinda da Corte, pela primeira vez, desde o início da colonização, configuravam-se nos trópicos portugueses preocupações próprias de uma colônia de povoamento e não apenas de exploração ou feitoria comercial, pois que no Rio teriam que viver e, para sobreviver, explorar “os enormes recursos naturais” e as potencialidades do Império nascente, tendo em vista o fomento do bem-estar da própria população local. DIAS, Maria Odila Leite da Silva. A interiorização da metrópole e outros estudos, 2005. A alteração na relação entre o governo português e o Brasil, mencionada no texto, pode ser notada, por exemplo, a) na redução dos impostos sobre a exportação do açúcar e do algodão, no reforço do sistema colo- nial e na maior integração do território brasileiro. 114 Ciências Humanas e suas Tecnologias b) no estreitamento dos vínculos diplomáticos com os Estados Unidos, na instalação de um modelo federalista e na modernização dos portos. c) na ampliação do comércio com as colônias es- panholas do Rio da Prata, na reurbanização do Rio de Janeiro e na redução do contingente do funcionalismo público. d) na abertura de estradas, na melhoria das comu- nicações entre as capitanias e no maior apare- lhamento militar e policial. e) no restabelecimento de laços comerciais com França e Inglaterra, na fundação de casas ban- cárias e no aprimoramento da navegação de cabotagem. TEMA 2 BRASIL IMPÉRIO 1 No contexto da Independência do Brasil, os diri- gentes políticos, atentos ao processo de fragmen- tação dos Vice-Reinados da América espanhola em várias nações independentes, preocuparam-se com a manutenção da unidade política e territorial da ex-colônia portuguesa na América. As estratégias para manter a unidade política e territorial do Brasil, nesse contexto, foram: I. A criação do Poder Moderador, de atribuição exclusiva do imperador, possibilitando a dis- solução da Assembleia Geral e a nomeação de cargos no poder judiciário. II. A instituição, na Constituição de 1824, do uni- tarismo, restringindo as propostas de descen- tralização da administração estatal. III. A repressão militar dos revoltosos da Con- federação do Equador, da Farroupilha e da Balaiada, adeptos de propostas separatistas e/ou federalistas. IV. A flexibilização das relações escravistas para evitar movimentos de fragmentação, insufla- dos por quilombolas e seguidores da Revolu- ção do Haiti. Assinale a alternativa CORRETA. a) Somente as afirmativas I e II são corretas. b) Somente as afirmativas III e IV são corretas. c) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. d) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. e) Todas as afirmativas são corretas. 2 (Enem) MOREAUX, F. R. Proclamação da Independência. Disponível em: . Acesso em: 14 jun. 2010. FERREZ, M. D. Pedro II. SCHWARCZ, L. M. As barbas do Imperador. D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Cia. das Letras, 1998. As imagens, que retratam D. Pedro I e D. Pedro II, procuram transmitir determinadas representações políticas acerca dos dois monarcas e seus contex- tos de atuação. A ideia que cada imagem evoca é, respectivamente a) Habilidade militar – riqueza pessoal. b) Liderança popular – estabilidade política. c) Instabilidade econômica – herança europeia. d) Isolamento político – centralização do poder. e) Nacionalismo exacerbado – inovação adminis- trativa. 3 (UFRGS-RS) Leia o segmento abaixo. Nas primeiras décadas do século XIX, a re- gião Centro-Sul consolidou-se como eixo político- -econômico do Brasil. Considerando esse processo histórico, assinale a alternativa correta. a) O desenvolvimento da produção açucareira em Cuba, desde fins do século XVIII, foi fator decisivo para a chamada “crise do açúcar” no Brasil e para o direcionamento da economia ao mercado internacional do café. História do Brasil 115 b) O deslocamento do centro histórico-geográfico do Nordeste para a região Centro-Sul do Bra- sil teve como principal consequência uma crise econômica, marcada pela diminuição drástica das exportações de café na primeira metade do século XIX. c) A vinda da Família Real para o Brasil, em 1808, integrava o projeto de consolidação do Império português na América e foi motivada, sobretu- do, pela ameaça de invasão francesa na Bahia. d) A definição do Rio de Janeiro como centro polí- tico do Brasil e a imposição de medidas proibi- tivas do tráfico transatlântico de escravos tive- ram como consequência a redução significativa de desembarques de africanos escravizados na região sudeste do Império. e) A expansão napoleônica em Portugal teve pro- fundas repercussões no Brasil, caracterizando um processo de distanciamento do império brasileiro em relação à cultura francesa, durante a primeira metade do século XIX. 4 (UPF-RS) Era um sonho dantesco… o tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. Em sangue a se banhar. Tinir de ferros… estalar de açoite… Legiões de homens negros como a noite, Horrendos a dançar… Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! ALVES, Castro. O Navio Negreiro. São Paulo: Global, 2016. Essa é uma parte do poema “O Navio Negreiro”, escrito em 1869 pelo poeta baiano Castro Alves. A lei Eusébio de Queiroz, que proibiu o tráfico negreiro para o Brasil, foi promulgada em 1850. Castro Alves, que apoiava a causa abolicionista, teria escrito esse poema 19 anos depois da referi- da lei, com o objetivo de a) impedir a revogação da lei que proibiu o tráfico transatlântico de negros africanos, como era o desejo de muitos traficantes que haviam perdi- do seus lucrativos negócios. b) abolir a escravidão, ao menos na região onde nasceu, a Bahia, que, no século XIX, era a prin- cipal região escravista do Brasil. c) persuadir intelectuais que eram seus contempo- râneos a aderirem à causa abolicionista, como Joaquim Nabuco, Luís Gama e José do Patro- cínio, reconhecidos escravocratas. d) dramatizar em versos o sofrimento dos negros africanos no momento em que tiveram que sair de sua terra em direção ao Brasil, transportados nos porões dos navios negreiros, para contri- buir assim com a luta pelo fim da escravidão. e) apenas preservar a memória do sofrimento dos africanos que haviam sido escravizados, pois, em 1869, o Brasil já havia abolido a escravidão, sendo o último país do continente americano a acabar com a vergonhosa prática. 5 (Unesp-SP) Em nome do povo do Rio Grande, depus o governador Braga e entreguei o governo ao seu substituto legal Marciano Ribeiro.E em nome do Rio Grande do Sul eu lhe digo que nesta província extrema [...] não toleramos imposições humilhan- tes, nem insultos de qualquer espécie. [...] O Rio Grande é a sentinela do Brasil, que olha vigilante para o Rio da Prata. Merece, pois, maior conside- ração e respeito. Não pode e nem deve ser opri- mido pelo despotismo. Exigimos que o governo imperial nos dê um governador de nossa confian- ça, que olhe pelos nossos interesses, pelo nosso progresso, pela nossa dignidade, ou nos separare- mos do centro e com a espada na mão saberemos morrer com honra, ou viver com liberdade. Bento Gonçalves [carta ao Regente Feijó, setembro de 1835] apud Sandra Jatahy Pesavento. A Revolução Farroupilha, 1986. A Revolução Farroupilha foi um dos movimentos armados contrários ao poder central no Período Regencial brasileiro (1831-1840). O movimento dos Farrapos teve algumas particularidades, quando comparado aos demais. Entre os motivos da Revolução Farroupilha, pode- mos citar a) o desejo rio-grandense de maior autonomia política e econômica da província frente ao poder imperial, sediado no Rio de Janeiro. b) a incorporação, ao território brasileiro, da Pro- víncia Cisplatina, que passou a concorrer com os gaúchos pelo controle do mercado interno do charque. c) a dificuldade de controle e vigilância da frontei- ra sul do império, que representava constante ameaça de invasão espanhola e platina. d) a proteção do charque rio-grandense pela Corte, evitando a concorrência do charque estrangeiro e garantindo os baixos preços dos produtos locais. e) a destruição das lavouras gaúchas pelas guer- ras de independência na região do Prata e a decorrente redução da produção agrícola no Sul do Brasil. 116 Ciências Humanas e suas Tecnologias 6 (FGV-SP) Documentos inéditos descobertos na Inglater- ra relatam que, apenas 13 anos depois de procla- mada a Independência, o governo brasileiro pediu auxílio militar às grandes potências da época – Inglaterra e França – para reprimir a Cabanagem [...] no Pará. [...] Em 1835, o regente Diogo Antônio Feijó reuniu-se secretamente com os embaixadores da França e da Grã-Bretanha. Durante a reunião, Feijó pediu ajuda militar, de 300 a 400 homens para cada um dos países, no intuito de ajudar o governo central brasileiro a acabar com a rebelião. Luís Indriunas, Folha de S.Paulo, 13.10.1999. A partir das informações apresentadas pelos do- cumentos encontrados, é correto afirmar que o período regencial a) foi marcado pela disputa política entre regres- sistas e progressistas, que defendiam, respec- tivamente, a escravidão e a imediata abolição da escravatura. b) pode ser considerado parte de um momento especial de construção do Estado nacional no Brasil, durante o qual a unidade territorial este- ve em perigo. c) não apresentou grande preocupação por parte das autoridades regenciais e nem da aristocra- cia rural, apesar das inúmeras rebeliões espa- lhadas pelo país. d) teve como característica marcante a ampliação da participação popular por meio do voto uni- versal e da criação do Conselho de Represen- tantes das Províncias do Império. e) teve como momento mais importante a aprova- ção do Ato Adicional de 1834, que estabeleceu medidas político-administrativas voltadas para a centralização política. 7 (Uerj) Quando chegar o feliz momento da abolição, não será devido nunca à inclinação sincera do povo ou do governo, a menos que venham a sofrer gran- de mudança. Pois quase me aventuraria a dizer que não há dez pessoas em todo o Império que considerem esse comércio um crime ou o enca- rem sob outro aspecto que não seja o de ganho e perda, de simples especulação mercantil, que deve continuar ou cessar conforme for vantajoso ou não. Acostumados a não fazer nada, os brasileiros em geral estão convencidos de que os escravos são necessários como animais de carga, sem os quais os brancos não poderiam viver. HENRY CHAMBERLAIN, agente diplomático britânico, em 31/12/1823. Adaptado de SOUSA, O. T. Fatos e personagens em torno de um regime. Rio de Janeiro: José Olympio, 1960. Após a emancipação política do Império do Brasil, o debate sobre o fim do tráfico intercontinental de escravos e da escravidão esteve em pauta, como abordado por Henry Chamberlain em 1823. Naquele contexto, de acordo com o diplomata britânico, as resistências à abolição do tráfico e da escravidão estavam associadas à conjuntura de: a) desqualificação do trabalho braçal. b) vigência da sociedade burguesa. c) instabilidade do regime jurídico. d) decadência da estrutura agrária. ANOTAÇÕES História do Brasil 117 GABARITO HISTÓRIA DO BRASIL ANOTAÇÕES TEMA 1 BRASIL COLÔNIA 1 b 2 e 3 b 4 e 5 c 6 b 7 e 8 d 9 a 10 c 11 a 12 b 13 e 14 d TEMA 2 BRASIL IMPÉRIO 1 c 2 b 3 a 4 d 5 a 6 b 7 a 118 Ciências Humanas e suas Tecnologias TEMA 1 HISTÓRIA ANTIGA 1 (Famerp-SP) Com esta civilização surge [...] uma vida eco- nômica dominada pelo comércio marítimo. Tal traço lhe atribui uma originalidade precisa entre as civilizações orientais, às quais ela se liga por tantos laços. Isto era inevitável, numa ilha onde a natureza impunha ao homem condições de vida muito diversas das reinantes nos vales do Nilo e do Eufrates. AYMARD, André; AUBOYER, Jeannine. O homem no Oriente próximo. In: O Oriente e a Grécia Antiga, vol. 2, 1962. O excerto destaca a originalidade da civilização cretense, entre 2000 e 1400 a.C., em relação às so- ciedades do Mediterrâneo Oriental e do Oriente Médio, caracterizadas a) pela alta produção de gêneros alimentícios com um mínimo de esforço individual. b) pela inexistência de contatos comerciais com economias dos povos vizinhos. c) pela divisão socialmente igualitária dos bens produzidos em grande escala. d) pelo conhecimento dos segredos da escrita pela casta de produtores agrícolas. e) pela presença do trabalho coletivo em regiões favoráveis à economia agrícola. 2 (Famema) Leia o excerto sobre a preparação dos rapazes na Grécia Antiga para exercer seu papel de cidadão e pai de família. Dois tipos de iniciação persistiam nas épocas clássica e helenística em Atenas. A primeira, de origem mais arcaica, era a apresentação do adoles- cente à 1fratria paterna, inicialmente em um sacri- fício oferecido pelo pai aos deuses Zeus e Atena. A segunda, provavelmente estabelecida na época clássica, era o serviço militar, chamado efebia. Am- bas tinham igual importância para os gregos do período, e era indispensável que o jovem passasse pelas duas. (Maria Beatriz Florenzano. Nascer, viver e morrer na Grécia Antiga, 1996. Adaptado.) 1fratria: grupo de pessoas que acreditavam ter o mesmo ancestral. De acordo com o excerto, tornar-se cidadão em Atenas dependia a) da formação intelectual e do pertencimento às tropas da cidade. b) da aceitação pelo grupo familiar e da prepara- ção para a guerra. c) do casamento dentro da linhagem e do auxílio militar ao Estado. d) de pagamentos feitos aos sacerdotes e do com- bate aos inimigos. e) do reconhecimento pelas autoridades civis e da capacidade bélica. 3 (UFPR) Leia o trecho abaixo, escrito por Agostinho de Hipona (354-430) em 410, sobre a devastação de Roma: Não, irmãos, não nego o que ocorreu em Roma. Coisas horríveis nos são anunciadas: devastação, in- cêndios, rapinas, mortes e tormentos de homens. É verdade. Ouvimos muitos relatos, gememos e muito choramos por tudo isso, não podemos consolar-nos ante tantas desgraças que se abateram sobre a cidade. Santo Agostinho. Sermão sobre a devastação de Roma. Tradução de Jean Lauand. Disponível em: . Acesso em: 11 ago. 2018. Considerando os conhecimentos sobre a história do Império Romano (27 a.C.-476 d.C.) e as informa- ções do trecho acima, assinale a alternativa que situa o contexto histórico em que ocorreram os problemas relatados sobreSILVA, R. V. M. O português brasileiro e o português europeu contemporâneo: alguns aspectos da diferença. Disponível em: . Acesso em: 23 jun. 2008. De acordo com as informações presentes no texto, os pontos de vista de Serafim da Silva Neto e de Paul Teyssier convergem em relação a) à influência dos aspectos socioculturais nas diferenças dos falares entre indivíduos, pois ambos consideram que pessoas de mesmo nível sociocultural falam de forma semelhante. b) à delimitação dialetal no Brasil assemelhar-se ao que ocorria na România Antiga, pois ambos consideram a variação linguística no Brasil como decorrente de aspectos geográficos. c) à variação sociocultural entre brasileiros de diferentes regiões, pois ambos consideram o fator sociocultural de bastante peso na constituição das variedades linguísticas no Brasil. d) à diversidade da língua portuguesa na Ro- mânia Antiga, que até hoje continua a existir, manifestando-se nas variantes linguísticas do português atual no Brasil. e) à existência de delimitações dialetais geográ- ficas pouco marcadas no Brasil, embora cada um enfatize aspectos diferentes da questão. 2 (UFG-GO) Ninguém aí do poder em Brasília manja de marxismo e semiologia. Fala-se na necessidade de eliminar a herança feagaceana (que, aliás, não é maldita, é sinistra), mas não da ruptura linguística com essa herança, ou seja, o PT reproduz a mesma linguagem feia e inestética do PSDB. “Custo Brasil” é de matar! A “flexibilização la- boral” designa desemprego. Carteira de trabalho é luxo. Se a polícia der uma blitz e pedir carteira de trabalho, 40 por cento da população vai em cana. A linguagem revela a ideologia e governa os homens. Prova é que nunca até hoje existiu polí- tico mudo. Ao contrário, político é falastrão, fala qualquer coisa, fala pelos cotovelos. Não é senão por isso que o enigmático ministro José Dirceu prestigia no Paraná o comediante Ratinho, cujo gogó midiático agrada aos ouvidos da plebe boça- lizada que não frequentou os Cieps. VASCONCELLOS, Gilberto F. O Richelieu do Ratinho e a herança linguística tucana. Caros Amigos. São Paulo: Casa Amarela, nº 61, jul. 2003, p. 17. Considerando a variedade linguística do texto, tem-se que a) o uso do verbo MANJAR, em “manja de mar- xismo e semiologia”, denota apropriação de termo exclusivo de grupo social estigmatizado. b) a expressão “herança feagaceana” é um em- préstimo linguístico que significa o conjunto da política social empreendida pelo ex-presidente FHC. c) a expressão EM CANA, em “40 por cento da população vai em cana”, é uma variedade re- gional, empregada com sentido pejorativo. d) a expressão “gogó midiático” é um exemplo de que o autor, no seu raciocínio, combina registro coloquial com registro formal. e) a palavra “blitz” é um neologismo, consolida- do no português, que integra o léxico ativo de segmentos sociais marginalizados. 3 (UFU-MG) 10 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Disponível em: . Acesso em: 27 ago. 2018. O último quadro da tirinha apresenta um uso pro- nominal bastante comum na modalidade oral do português brasileiro, independentemente do grau de escolaridade, da região ou da classe social do falante. Assinale a alternativa que apresenta o uso pro- nominal equivalente à modalidade escrita e cujo registro seja formal. a) Quais as chances de a senhora avaliar a ele com carinho e compreensão? b) Quais as chances de a senhora avaliar-lhe com carinho e compreensão? c) Quais as chances de a senhora lhe avaliar com carinho e compreensão? d) Quais as chances de a senhora avaliá-lo com carinho e compreensão? 4 (Vunesp) Tu amarás outras mulheres E tu me esquecerás! É tão cruel, mas é a vida. E no entretanto Alguma coisa em ti pertence-me! Em mim alguma coisa és tu. O lado espiritual do nosso amor Nos marcou para sempre. Oh, vem em pensamento nos meus braços! Que eu te afeiçoe e acaricie... BANDEIRA, Manuel. A Vigília de Hero. In: O Ritmo Dissoluto. Poesia Completa e Prosa. 2ª ed. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1967, p. 224. Se usasse a forma de tratamento VOCÊ para de- signar a segunda pessoa, Manuel Bandeira deve- ria mudar a flexão de alguns verbos. Esses verbos seriam, sem exceção, os seguintes: a) Amar, ser (30. verso), marcar, afeiçoar. b) Amar, esquecer, ser (50. verso), vir. c) Ser (30. verso), pertencer, marcar, acariciar. d) Ser (30. verso), pertencer, afeiçoar, acariciar. e) Amar, pertencer, vir, afeiçoar, acariciar. 5 (FGV-SP) O primeiro passo para aprender a pensar, curiosamente, é aprender a observar. Só que isso, infelizmente, não é ensinado. Hoje nossos alunos são proibidos de observar o mundo, trancafiados que ficam numa sala de aula, estrategicamente colocada bem longe do dia e da realidade. Nos- sas escolas nos obrigam a estudar mais os livros de antigamente do que a realidade que nos cerca. Observar, para muitos professores, significa ler o que os grandes intelectuais do passado observaram – gente como Rousseau, Platão ou Keynes. Só que esses grandes pensadores seriam os primeiros a dizer “esqueçam tudo o que escrevi”, se estivessem vivos. Na época não existia internet nem compu- tadores, o mundo era totalmente diferente. Eles ficariam chocados se soubessem que nossos alunos são impedidos de observar o mundo que os cerca e obrigados a ler teoria escrita 200 ou 2000 anos atrás – o que leva os jovens de hoje a se sentir alienados, confusos e sem respostas coerentes para explicar a realidade. Não que eu seja contra livros, muito pelo con- trário. Sou a favor de observar primeiro, ler depois. Os livros, se forem bons, confirmarão o que você já suspeitava. Ou porão tudo em ordem, de for- ma esclarecedora. Existem livros antigos maravi- lhosos, com fatos que não podem ser esquecidos, mas precisam ser dosados com o aprendizado da observação. Ensinar a observar deveria ser a tarefa nú- mero 1 da educação. Quase metade das grandes descobertas científicas surgiu não da lógica, do raciocínio ou do uso de teoria, mas da simples ob- servação, auxiliada talvez por novos instrumentos, como o telescópio, o microscópio, o tomógrafo, ou pelo uso de novos algoritmos matemáticos. Se você tem dificuldade de raciocínio, talvez seja porque não aprendeu a observar direito, e seu problema nada tem a ver com sua cabeça. [...] KANITZ, Stephen. Observar e pensar. Veja, 04 ago. 2004 (adaptado) Ou PORÃO tudo em ordem, de forma esclarece- dora. ...e seu problema nada TEM a VER com sua ca- beça. Assinale a alternativa em que os verbos derivados de “pôr”, “ter” e “ver”, em destaque nas frases acima, estão corretamente conjugados. a) Não aprovaríamos o orçamento, a menos que eles se dispusessem a negociar, que se detives- sem na análise do assunto e revissem os custos. b) Quando se propuserem a ajudar-nos, não se ativerem a detalhes e reverem sua atitude, ha- verá acordo. Gramática 11 12 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias c) Os que previram seu insucesso não se ateram ao potencial do rapaz; tampouco supuseram que ele resistiria. d) Mantiveram a justiça porque recomporam os fatos e reviram as provas. e) O contrato será renovado se preverem proble- mas mas não se indisporem com os inquilinos e manterem a calma. TEMA 2 SINTAGMA NOMINAL: CLASSES E FUNÇÕES 1 (EEAR-SP) O lema da tropa O destemido tenente, no seu primeiro dia como comandante de uma fração de tropa, ven- do que alguns de seus combatentes apresentavam medo e angústia diante da barbárie da guerra, gritou, com firmeza, para inspirar seus homens a enfrentarem o grupamento inimigo que se apro- ximava: – Ou mato ou morro! Ditas essas palavras, metade de seus homens fugiu para o mato e outra metade fugiu para o morro. No texto acima, considerando os aspectos mor- fológicos da Língua Portuguesa, a construção do humor se efetua, principalmente, pela a) falta de capacidade linguística dos combatentes que, ao confundirem as palavras do tenente, no contexto, atribuíramRoma e a sua conse- quência para o Império, entre os séculos IV e V. a) Trata-se do contexto das invasões dos povos visigodos, sendo uma das causas do final do Império Romano do Oriente. b) Trata-se do contexto dos saques de povos vân- dalos, sendo uma das causas do final do Sacro Império Romano-Germânico. c) Trata-se do contexto das pilhagens de povos ostrogodos, sendo uma das causas do final do Império Bizantino. d) Trata-se do contexto das incorporações de po- vos vikings, sendo uma das causas do final do Sacro Império Romano do Oriente. e) Trata-se do contexto das invasões de povos bárbaros, sendo uma das causas do final do Império Romano do Ocidente. HISTÓRIA GERAL História Geral 119 4 (Vunesp) “Todos os caminhos levam a Roma” Disponível em: . Acesso em: 26 out. 2018 (original colorido). A frase e o mapa fazem referência a uma característica marcante do Império Romano (30 a.C. a 476 d.C.). Assinale a alternativa que apresenta essa característica. a) A grande extensão territorial do Império impediu a construção de qualquer sistema de ligação entre a capital e a periferia, fazendo com que somente a cidade de Roma dispusesse de estradas pavimentadas para a circulação de pessoas e bigas. b) Em seu processo de expansão, o Império Romano fundou colônias nos cinco continentes e estabeleceu órgãos administrativos que, em escala reduzida, reproduziam a administração central e davam aos habi- tantes de todas as partes a sensação de viver na própria capital, a cidade de Roma. c) Diferentes pontos do Império Romano estavam ligados à capital, a cidade de Roma, e entre si por milha- res de quilômetros de estradas pavimentadas, por onde circulavam, principalmente, os mensageiros do Império. d) O processo de desintegração do Império Romano levou à construção de estradas que tinham o objetivo de facilitar a fuga dos habitantes da cidade de Roma, aterrorizados pela violência praticada pelos povos germânicos, que saquearam a cidade. e) Devido à grande influência do catolicismo na formação do Império Romano, os habitantes da capital, a cidade de Roma, financiaram a pavimentação de milhares de quilômetros de estradas que eram utilizadas para a peregrinação à Terra Santa. TEMA 2 HISTÓRIA MEDIEVAL 1 (UFPR) Para muitos pesquisadores, é correto assinalar que durante a Idade Média foram os árabes, não os cristãos, os herdeiros e sucessores da ciência helênica, uma herança que fez com que toda a extensão dos seus domínios, da Espanha ao Afeganistão, o mundo muçulmano, fosse cenário de uma atividade intelectual intensa, não só em filosofia, mas também em matemática, astronomia e medicina. Nem sempre conhecida ou traduzida no Ocidente, essa produção está preservada em uma grande quantidade de manuscritos. BISSIO, Beatriz. O mundo falava árabe. A civilização árabe-islâmica clássica através da obra de Ibn Khaldun e Ibn Battuta. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012, p. 36. 120 Ciências Humanas e suas Tecnologias Com base no texto anterior e nos conhecimentos sobre o mundo muçulmano na Idade Média, assi- nale a alternativa correta. a) Foi justamente em função do seu caráter reli- gioso fragmentado que o mundo muçulmano e a sua civilização distinguiram-se mais vigorosa- mente do Ocidente cristão, fortemente homo- gêneo. A existência, no seio do Império Muçul- mano, de numerosas tendências religiosas teve consequências consideráveis na produção de manuscritos. b) Apesar da sua hegemonia nas ciências durante o período medieval, a civilização muçulmana era, afinal, um simples conjunto díspar de em- préstimos culturais, o qual não conseguia refle- tir o novo universalismo e a nova ordem social que se instaurou com o surgimento do Islã. c) Durante esse período, cidades como Córdoba, Bagdá e Alexandria, entre outras, se tornaram centros de intercâmbio de conhecimentos. Tra- tava-se de um circuito cosmopolita do qual a Europa, periférica e tragada por diversas crises religiosas, não participou. d) A Idade Média foi um período caraterizado pelo domínio efetivo, militar e político, dos países muçulmanos sobre os países cristãos. Um domí- nio caracterizado, entre outras coisas, pela pre- sença hegemônica da língua árabe nos espaços comerciais, políticos e acadêmicos da Europa. e) Existe consenso entre a maioria dos historiado- res que estudam o período de que a emergên- cia do horizonte renascentista deve muito ao trabalho dos sábios e acadêmicos muçulmanos, conhecidos pelo mundo cristão, sobretudo, através da Península Ibérica. 2 (UFPR) Leia o trecho abaixo, retirado de uma car- ta escrita entre 830 e 840 pelo aristocrata franco Eginhardo, em favor de camponeses: Ao nosso mui querido amigo, o glorioso conde Hatton, Eginhardo, saudação eterna do Senhor. Um dos vossos servos, de nome Huno, veio à igreja dos santos mártires Marcelino e Pedro pedir mer- cê* pela falta que cometeu contraindo casamento sem o vosso consentimento [...] Vimos, pois, solici- tar a vossa bondade para que em nosso favor useis de indulgência em relação a este homem, se julgais que a sua falta pode ser perdoada. Desejo-vos boa saúde com a graça do Senhor. Cartas de Eginhardo. Tradução de Ricardo da Costa. Extratos de documentos medievais sobre o campesinato (sécs. V-XV). Disponível em: . Acesso em: 11 ago. 2018. *pedir mercê: pedir intercessão No extrato citado, encontramos elementos da vida social e econômica do período medieval eu- ropeu (Alta Idade Média). Esse documento insere- -se em qual sistema social, político e econômico predominante nesse contexto? a) Feudalismo, caracterizado pela ruralização da economia, pela relação senhorial entre nobres e servos e pela atuação social e política da Igreja Católica. b) Mercantilismo, caracterizado pela urbanização da economia, pela relação senhorial entre no- bres e camponeses e pela atuação social e po- lítica da Igreja Protestante. c) Socialismo, caracterizado pela ruralização da economia, pela relação remunerada entre no- bres e servos e pela atuação cultural e política da Igreja Cristã. d) Mercantilismo, caracterizado pela urbanização da economia, pela relação campesina entre no- bres e vassalos e pela atuação social e política da Igreja Ortodoxa. e) Feudalismo, caracterizado pela urbanização da economia, pela relação agrária entre o clero e os servos e pela atuação social e cultural da Igreja Cristã. 3 (Mack-SP) O que se deve chamar de feudalismo ou ter- mo correlato (modo de produção feudal, sociedade feudal, sistema feudal etc.) é o conjunto da forma- ção social dominante no Ocidente da Idade Mé- dia Central, com suas facetas política, econômica, ideológica, institucional, social, cultural, religiosa. Em suma, uma totalidade histórica, da qual o feu- do foi apenas um elemento. (Franco Júnior, Hilário. A Idade Média: Nascimento do Ocidente. São Paulo, Brasiliense, 2010, p. 88.) Entre os séculos IX e XIII, a Europa ocidental conheceu o auge do modo de produção feudal. Sobre o feudalismo, é incorreto afirmar que a) foi resultado de uma lenta transformação, que teve início no final do Império Romano, passou pelas invasões germânicas e começou a estru- turar-se após o período carolíngio. b) em sua formação, apresenta tanto raízes roma- nas (Vilas e Colonato) como raízes germânicas (Comitatus e Beneficium). c) sua sociedade era composta por três camadas fixas, ou seja, de difícil mobilidade: os sacerdo- tes, os guerreiros e os trabalhadores. d) a Vassalagem, representada pela relação entre senhores feudais e seus servos, apresenta como principal característica a fidelidade do vassalo a seu suserano. História Geral 121 e) os servos não eram trabalhadores livres, mas também não eram escravos. Estavam ligados à terra, não podendo ser retirados dela para serem vendidos. 4 (Unesp-SP) Por muitíssimo tempo escreveu-sea história sem se preocupar com as mulheres. No século XII, assim como hoje, masculino e feminino não andam um sem o outro. As damas de Guînes e as damas de Ardres tive- ram todas por marido um ás da guerra, senhor de uma fortaleza que seu mais remoto ancestral havia edificado. DUBY, Georges. Damas do século XII: a lembrança das ancestrais, 1997 (adaptado). O texto trata de relações desenvolvidas num meio social específico, durante a Idade Média ocidental. Nele, a) as mulheres passavam a maior parte de seu tempo nas igrejas, o que incluía o trabalho de orientação religiosa, e os homens atravessavam as noites em tabernas e restaurantes. b) os homens controlavam os espaços públicos, o que incluía as ações militares, e as mulheres, confinadas ao espaço doméstico, eram associadas à maternidade e, ocasionalmente, à santidade. c) os homens responsabilizavam-se pelos assuntos culturais, o que incluía a instrução dos filhos, e as mulheres dedicavam-se ao preparo das refeições cotidianas e, ocasionalmente, de banquetes. d) as mulheres eram obrigadas a pagar impostos, o que incluía o dízimo, e os homens, livres de qualquer tributo, conseguiam acumular mais bens e, ocasionalmente, enriquecer. e) os homens dedicavam-se ao comércio, o que incluía deslocamentos para regiões afastadas de casa, e as mu- lheres incumbiam-se do trabalho nas lavouras e, ocasionalmente, na forja de metais. 5 (PUC-RS) A respeito do Renascimento Comercial e Urbano na Europa dos séculos XII e XIII, considere as afirmações a seguir. I. As cidades situavam-se no cruzamento de rotas comerciais ou à beira de rios, eram cercadas por muralhas, e o crescimento populacional provocava a ocupação de terrenos extramuros. II. O processo de expansão urbana estava ligado ao crescimento da produção agrícola e ao fortalecimento de rotas comerciais terrestres entre as cidades portuárias italianas, as feiras francesas e as cidades da região de Flandres. III. “O ar das cidades torna os homens livres” era um ditado do período, referindo-se ao costume de consi- derar livre o servo que trabalhasse por determinado período de tempo no burgo. IV. A autonomia administrativa e jurídica das cidades era conquistada através do pagamento de franquias aos senhores feudais ou da compra de cartas de privilégios. Estão corretas as afirmativas a) I e II, apenas. b) III e IV, apenas. c) I, II e III apenas. d) I, II, III e IV. 6 (UFJF/Pism-MG) O mapa abaixo informa sobre rotas mercantis que conectavam Europa medieval, Ásia e África, entre os séculos XI e XII: (Disponível em: . Acesso em: 31 jul. 2018.) 122 Ciências Humanas e suas Tecnologias Considerando-se a natureza e a incidência das rotas indicadas no mapa, é possível concluir que: a) a Idade Média foi um período marcado por uma economia rural, fechada e pautada pela ausên- cia de trocas comerciais. b) a possibilidade de oferta de produtos de luxo oriundos do norte da África e Ásia nas princi- pais cortes europeias é posterior à expansão marítima do século XV. c) cidades como Roma, Paris e Londres são cons- truções modernas e representativas do estilo de vida contemporâneo, portanto, sem elos com o mundo pré-capitalista. d) durante a Idade Média existia uma circulação de produtos e pessoas, o que favoreceu a for- mação de redes mercantis que conectavam diversas cidades. e) o Mar Mediterrâneo serviu, durante a Idade Média, como barreira geográfica natural, o que favoreceu o isolamento das diferentes regiões europeias. 7 (UFU-MG) Observe a imagem. Pintura medieval de 1411. Disponível em: . Essa pintura retrata um dos fatores que contribuí- ram para a derrocada do sistema feudal na Europa Medieval. Sobre o contexto abordado, é correto afirmar que a rápida disseminação da peste negra decorreu em grande parte em função a) da circulação de mercadorias na Europa total- mente urbanizada. b) do reforço do sistema servil, que debilitou ainda mais os camponeses. c) da crença na ira divina, que dificultava a cura pela medicina. d) do baixo nível nutricional e das precárias con- dições sanitárias dos indivíduos. Leia o texto, analise a figura a seguir e responda à questão 8. A Peste Negra, ou Morte Negra, era assim chamada porque no seu desenvolvimento provoca- va hemorragias subcutâneas, que assumiam uma coloração escura no momento terminal da doen- ça. A morte dava-se entre três e sete dias, depois de contraída a patologia, e levava de 75% a 100% dos acometidos. O agente causador da peste era transmitido pelo rato, por meio das pulgas, e sua penetração na pele humana causava uma adenite aguda, que recebia o nome de “bubão”, principal sintoma da doença. Daí também o nome de peste bubônica. SIMONI, K. De peste e literatura: imagens do Decameron de Giovanni Boccaccio. Anuário de Literatura Umbral. Disponível em: . Acesso em: 27 jun. 2017. A dança macabra. Xilogravura italiana de 1486. FRANCO JUNIOR, H. A Idade Média, nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2006, p. 30. 8 (UEL-PR) A Peste Negra, que atingiu a Europa no séc. XIV, espalhou o pânico e transformou a maneira como se concebia a morte. A Dança Ma- cabra, expressão artística surgida nesse período, representava temas fúnebres e sombrios, como a decrepitude dos corpos já em forma cadavérica ou esquelética. Ao chamar a atenção para a fra- gilidade e a finitude da vida, sugeria que todos, independentemente de sua posição social, haviam de compartilhar o mesmo destino. Com base na figura, nos textos e nos conhecimen- tos sobre a Baixa Idade Média, assinale a alterna- tiva correta. a) Em uma sociedade dividida em ordens, a Dan- ça Macabra foi interpretada como uma crítica social que nivelava os estamentos em face do fenômeno da morte. b) Na gravura, dois personagens são conduzidos por figuras macabras, revelando que, devido às péssimas condições de vida, os camponeses eram os que mais temiam a morte. História Geral 123 c) Na maioria dos países, a epidemia de Peste Negra assolou burgos e castelos, mas preservou os campo- neses do contágio, por estarem eles isolados no campo. d) Por viverem nos mosteiros, os membros da Igreja foram poupados da Peste Negra, reforçando a imagem do clero como estamento de origem divina. e) Devido ao grande número de vítimas da Peste Negra, a sociedade na Baixa Idade Média se tornou indi- ferente à morte, entendendo-a apenas como uma passagem à vida eterna. TEMA 3 HISTÓRIA MODERNA 1 (Famerp-SP) A base comum das ideias mercantilistas consiste na atuação de dois novos fatores: os Estados modernos nacionais, ou seja, as monarquias absolutas, e os efeitos de toda ordem provocados pelas grandes navegações e descobrimentos sobre a vida das sociedades europeias. (Francisco Falcon. Mercantilismo e transição, 1986. Adaptado.) Os dois fatores mencionados no texto expressam-se, respectivamente, a) no intervencionismo econômico dos Estados modernos e no aumento dos metais nobres entesourados. b) na redução significativa do comércio interno europeu e na colonização da América e da África. c) no desenvolvimento de teorias voltadas à defesa do livre comércio e na política de degredo de encarce- rados. d) na difusão das ideias sociais libertárias e no aperfeiçoamento dos instrumentos e das técnicas de nave- gação. e) no controle político burguês dos Estados modernos e no surgimento de órgãos regradores do comércio internacional. 2 (UFRGS-RS) Considere as imagens abaixo, em que é representada, de formas distintas, a crucificação de Cristo. A crucificação (Giotto, c. 1330) Trindade (Masaccio, c. 1427) A comparação entre as duas pinturas mostra uma transformação fundamental na história da arte do Ocidente, que teve no chamado Renascimento italiano do século XV um de seus momentos principais. Assinale a alternativa que apresenta aprincipal característica do Renascimento italiano. a) O desaparecimento das representações de anjos, indicando o advento do racionalismo filosófico e o abandono da metafísica religiosa. b) O aprimoramento do realismo estético na representação humana, afirmando o predomínio do humanismo em detrimento do antropocentrismo. 124 Ciências Humanas e suas Tecnologias Leia o texto para responder à questão 4. Regimes que se dizem cristãos e que derivam sua autoridade de um determinado corpo de tex- tos já variaram do reino feudal de Jerusalém aos shakers, do império dos tsares russos à República Holandesa, da Genebra de Calvino à Inglaterra georgiana. Em épocas distintas, a teologia cristã absorveu Aristóteles e Marx. Todos afirmavam provir dos ensinamentos de Cristo – embora em geral desagradando a outros cristãos igualmente convencidos de sua cristandade. HOBSBAWM, Eric. Como mudar o mundo. Marx e o marxismo (1840-2011). São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 312. 4 (PUCC-SP) No texto de Eric Hobsbawm, há informa- ções que nos fazem lembrar da Reforma Protestante, a qual pôs um fim no monopólio espiritual da Igreja Católica, oferecendo novas opções religiosas. Um dos efeitos do movimento, sobretudo a partir de Calvino, foi a) a destruição da maioria das bibliotecas, restan- do algumas pertencentes à Igreja Católica que serviam de base para os movimentos heréticos. b) o estímulo ao desenvolvimento capitalista, na me- dida em que criou uma ética favorável ao lucro, ao trabalho árduo e ao enriquecimento pessoal. c) o fim das promoções eclesiásticas baseadas no critério da riqueza pessoal ou familiar dos sacer- dotes, adquirida com a venda das indulgências. d) a reafirmação da tese que defendia a salvação da alma pela fé e pelas boas obras, contrariando o dogma que determinava a salvação pela fé. e) o incentivo ao surgimento de movimentos heré- ticos contra a prática religiosa desenvolvida por seitas rurais que deram origem às Reformas. 5 (Famerp-SP) [Maquiavel] elogia a República romana como tendo sido a mais perfeita forma de governo e um verdadeiro Estado unido pelo espírito público de seus cidadãos; no entanto, numa época como a sua, seria necessário um líder que utilizasse a força como princípio, tese que desenvolve em O Príncipe. (Teresa Aline Pereira de Queiroz. O Renascimento, 1995.) A obra O Príncipe foi escrita por Maquiavel em 1513 e publicada em 1532. Nela, o pensador florentino a) rejeita a noção de república, valorizando o prin- cípio de participação política direta de todos os cidadãos. b) defende a submissão do poder secular ao po- der atemporal, reconhecendo a Igreja como o centro da vida política. c) O desenvolvimento da teoria da perspectiva geométrica, marcada pelo princípio do “pon- to de fuga”, que favorecia a representação em profundidade dos espaços. d) A representação de colunas jônicas, mostran- do que o interesse em relação à Antiguidade grega ocorreu apenas a partir do Quattrocento. e) A interiorização da cena representada, assina- lando o desinteresse da arte renascentista pe- las paisagens da natureza. 3 (UFPR) Considere o excerto abaixo sobre o livro Utopia, do escritor inglês Thomas Morus (1478- -1535), lançado entre 1516 e 1518: [...] Em sua obra Utopia, Morus descreve a vida numa ilha em formato de lua crescente, na qual tudo é dividido de maneira equânime entre as pessoas, onde não existe injustiça e violência e se vive confortavelmente. [...] na ilha de Utopia, o problema da exclusão social, tema candente de seu tempo, [...] seria resolvido de uma vez por to- das. E de que maneira? Pela aplicação de todos ao trabalho [...]. LOPES, M. A. Uma História da ideia de utopia: o real e o imaginário no pensamento político de Thomas Morus. História: Questões & Debates, Curitiba, n. 40, 2004, p. 141-142. A partir do trecho acima e dos conhecimentos sobre o início da Idade Moderna (1453-1789), é correto afirmar que a obra de Morus pertenceu ao: a) Iluminismo europeu e foi publicada no contexto do absolutismo inglês, em que o clero católico possuía privilégios, terras e metais preciosos, ao contrário da maioria da população. b) Renascimento europeu e foi publicada no con- texto do republicanismo inglês, em que os par- lamentares possuíam terras, títulos de nobreza e isenção de impostos, ao contrário da maioria da população. c) Arcadismo europeu e foi publicada no contexto do protecionismo inglês, em que o clero pro- testante possuía terras, privilégios e perdão de dívidas, ao contrário da maioria da população. d) Humanismo europeu e foi publicada no contex- to do absolutismo inglês, em que a aristocracia possuía privilégios, terras e rendas, ao contrário da maioria da população. e) Romantismo europeu e foi publicada no con- texto de expansionismo inglês, em que a mo- narquia possuía manufaturas, terras e ouro, ao contrário da maioria da população. História Geral 125 concedidos, sobretudo, aos vice-reis e capitães-ge- rais nascidos na Espanha. Com menor incidência, esta mercê régia também podia ser remuneração de serviços militares, de feitos na conquista, colo- nização e fundação de cidades. RAMINELLI, R. Nobreza e riqueza no Antigo Regime ibérico setecentista. Revista de História, n. 169, jul.-dez. 2013. Segundo o texto, as concessões da Coroa espa- nhola visavam ao fortalecimento do seu poder na América ao a) restringir os privilégios dos comerciantes. b) reestruturar a organização das tropas. c) reconhecer os opositores do regime. d) facilitar a atuação dos magistrados. e) fortalecer a lealdade dos súditos. 8 (UFU-MG) A apaixonada crença no progresso que profes- sava o típico pensador iluminista refletia os au- mentos visíveis no conhecimento e na técnica, na riqueza, no bem-estar e na civilização que podia ver em toda a sua volta e que, com certa justiça, atribuía ao avanço de suas ideias. No começo do século, as bruxas ainda eram queimadas; no final, os governos do Iluminismo, como o austríaco, já tinham abolido não só a tortura judicial, mas tam- bém a servidão. HOBSBAWN, Eric. A Era das Revoluções: 1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. p. 38. Considerando-se o Movimento Iluminista, são ca- racterísticas desse movimento, EXCETO a) críticas ao mercantilismo e às instituições cen- tralizadoras do absolutismo. b) críticas ao monopólio comercial, pois este invia- bilizaria o mercado autorregulado. c) críticas ao questionamento, à investigação e à experiência como forma de conhecimento da natureza. d) crença nos direitos naturais (à vida, à liberdade e à propriedade privada). TEMA 4 HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA 1 (Enem-PPL) A partir da segunda metade do século XVIII, com a primeira Revolução Industrial e o nasci- mento do proletariado, cresceram as pressões por uma maior participação política, e a urbanização intensificou-se, recriando uma paisagem social muito distinta da que antes existia. QUINTANEIRO, T.; BARBOSA, M. L. O.; OLIVEIRA, M. G. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim e Weber. Belo Horizonte: UFMG, 2002. c) analisa experiências políticas do passado e do presente, propondo um modelo de atuação do governante. d) celebra o princípio da experiência do indivíduo, identificando os conselhos dos anciãos como origem de todo poder. e) questiona o militarismo da Roma Antiga, su- gerindo aos governantes abandonar projetos imperiais e expansionistas. 6 (Mack-SP) Ao analisar o processo de conquista da América pelos espanhóis, o historiador Héctor Bruit afirmou: O que mais chama a atenção em todo esse processo da conquista americana é a atitude dos indígenas em relação ao cristianismo. Documentos diversos atestam que os índios simulavam ser cris- tãos por meio dos significados das formas, rituais e gestos da nova religião, mas no fundo a simulação lhes permitia encobrir suas crenças idólatras BRUIT, Héctor Hernan. Bartolomé de las Casas e a simulação dos vencidos. Campinas/São Paulo: Editora da UNICAMP/ Iluminuras, 1995,p. 16. É correto afirmar, pela análise do excerto, que a) a conquista militar dos espanhóis possibilitou a imposição do cristianismo no continente ame- ricano. Por isso, tentativas de sobrevivência e ressignificação de símbolos religiosos, por par- te dos indígenas, não surtiram efeito. b) a conquista da América envolveu complexas re- lações entre conquistadores e conquistados. Nessas relações, concepções religiosas, estra- tégias de domínio e sobrevivência e ressignifi- cação de símbolos se fizeram presentes. c) as relações entre espanhóis e indígenas foram permeadas por conflitos e estranhamentos cul- turais. Daí a necessidade europeia de impor o cristianismo aos nativos e, com isso, angariar fundos pecuniários à Igreja na América. d) os conquistados, ao ressignificar símbolos cul- turais dos conquistadores espanhóis, simula- ram a sobrevivência de sua própria cultura. Daí a facilidade com que as populações nativas fo- ram aculturadas durante a conquista. e) os embates culturais foram constantes em todo o processo da conquista. Nesses embates, o consenso pela autodeterminação das popula- ções indígenas ajuda a explicar o sucesso do empreendimento espanhol na América. 7 (Enem-PPL) Embora a compra de cargos e títulos fosse bem difundida na América, muitos nobres, aí morado- res, receberam títulos da monarquia devido a suas qualidades e serviços. Desde o século XVI, os tí- tulos de marquês e conde (títulos de Castela) eram 126 Ciências Humanas e suas Tecnologias (Martin Tovar y Tovar. Assinatura da independência da Venezuela, 1876. www.cervantesvirtual.com) (Georgina de Albuquerque. Sessão do Conselho de Estado, 1922. www.museudeartedorio.org.br) Nessas representações, pode-se observar a) o caráter elitista dos movimentos emancipató- rios. b) a influência das ideias liberais vindas da Europa. c) o uso de tropas coloniais com participação po- pular. d) o exemplo da independência norte-americana. e) a negociação diplomática com as metrópoles. 4 (Mack-SP) Em agosto de 1791, passados dois anos da Revolução Francesa e dos seus reflexos em São Domingos, os escravos se revoltaram. Em uma luta que se estendeu por doze anos, eles derrota- ram, por sua vez, os brancos locais e os soldados da monarquia francesa. Debelaram também uma invasão espanhola, uma expedição britânica com algo em torno de sessenta mil homens e uma ex- pedição francesa de semelhantes dimensões co- mandada pelo cunhado de Bonaparte. A derrota da expedição de Bonaparte, em 1803, resultou no estabelecimento do Estado negro do Haiti, que permanece até os dias de hoje. JAMES, C. L. R. Os jacobinos negros: Toussaint L’Ouverture e a revolução de São Domingos. São Paulo: Bomtempo, 2000, p. 15. As mudanças citadas foram conduzidas principal- mente pelos seguintes atores sociais: a) Burguesia e trabalhadores assalariados. b) Igreja e corporações de ofício. c) Realeza e comerciantes. d) Campesinato e artesãos. e) Nobreza e artífices. 2 (Uerj) Caricatura de Napoleão Bonaparte, 1814. Disponível em: (adaptado). A derrota de Napoleão Bonaparte, em 1814-1815, foi registrada de diversas formas nas sociedades europeias. Na imagem, o imperador francês tenta devorar o globo terrestre, sendo atacado por uma águia, um dos símbolos do Império Russo. Dois impactos que as guerras napoleônicas exer- ceram sobre as relações internacionais na Europa da época foram: a) crise agrária e consolidação dos Estados repu- blicanos. b) concorrência industrial e retomada de domínios coloniais. c) integração comercial e declínio de monarquias absolutistas. d) expansionismo territorial e reorganização das fronteiras políticas. 3 (Famema) Observe as obras que representaram, posteriormente aos fatos, os processos de inde- pendência da Venezuela e do Brasil. História Geral 127 Acerca da independência do Haiti e de seus reflexos em outras regiões da América, assinale a alternativa correta. a) O movimento foi realizado sob a égide dos ideais liberais e nacionalistas, defendidos, por sua vez, pelo Iluminismo francês. Seu sucesso foi determinante para a realização de importantes transformações estru- turais nas sociedades das novas nações latino-americanas. b) Trata-se de uma articulação escrava que, sob influência direta dos interesses geopolíticos norte-americanos e dos ideais iluministas, colocou em xeque o controle francês sobre a ilha. Seu sucesso incentivou o sur- gimento do movimento zapatista, em 1994. c) Resultado de insatisfações sociais e políticas da população escrava, demonstrou a força popular no con- texto do surgimento dos Estados nacionais na América Latina. Seu sucesso influenciou Simón Bolívar e San Martín a iniciarem as lutas pelas independências na América do Sul. d) Apesar de seu sucesso, o movimento resultou na ascensão de governantes corruptos que, longe de re- solverem as desigualdades sociais, contribuíram para a consolidação de grupos oligárquicos no poder. Esses aspectos determinaram o surgimento do caudilhismo no contexto da América Latina independente. e) Foi a única revolta escrava bem-sucedida da história americana e as dificuldades que tiveram que superar coloca em evidência a magnitude dos interesses envolvidos. No Brasil, sua influência pôde ser sentida na articulação que levaria à Revolta dos Malês, em 1835. ANOTAÇÕES 128 Ciências Humanas e suas Tecnologias ANOTAÇÕES TEMA 1 HISTÓRIA ANTIGA 1 e 2 b 3 e 4 c TEMA 2 HISTÓRIA MEDIEVAL 1 e 2 a 3 d 4 b 5 d 6 d 7 d 8 a TEMA 3 HISTÓRIA MODERNA 1 a 2 c 3 d 4 b 5 c 6 b 7 e 8 c TEMA 4 HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA 1 a 2 d 3 a 4 e GABARITO HISTÓRIA GERAL Geografia do Brasil 129 TEMA 1 DINÂMICA DA NATUREZA 1 (Fuvest-SP) A figura exemplifica o comportamento de povos indígenas que viveram no Brasil há 1 000 anos. Eles construíam suas casas escavadas na ter- ra, faziam fogueiras e manuseavam objetos. Escavações revelam hábitos de antigos povos que ocuparam o Sul do país. Folha de S.Paulo, 20 mar. 2016 (adaptado). Com base nos dados apresentados e em seus co- nhecimentos, assinale a alternativa correta quanto à época geológica desses sítios arqueológicos, quanto ao elemento químico analisado coerente com as práticas humanas exemplificadas na figura e quanto ao método de datação. a) Holoceno, silício e datação por quantificação de isótopos estáveis. b) Jurássico, carbono e datação por decaimento radioativo de isótopos. c) Holoceno, carbono e datação por decaimento radioativo de isótopos. d) Jurássico, silício e datação por decaimento ra- dioativo de isótopos. e) Jurássico, carbono e datação por quantificação de isótopos estáveis. 2 (Fuvest-SP) A Litosfera é fragmentada em placas que deslizam, convergem e se separam umas em relação às outras à medida que se movimentam sobre a Astenosfera. Essa dinâmica compõe a Tec- tônica de Placas, reconhecida inicialmente pelo cientista alemão Alfred Wegener, que elaborou a teoria da Deriva Continental no início do século XX, tal como demonstrado a seguir. WEGENER, A. The Origin of Continents and Oceans, 1924 (adaptado). As bases da teoria de Wegener seguiram inúmeras evidências deixadas na superfície dos continentes ao longo do tempo geológico. Considerando as figuras e seus conhecimentos, indique o fator bá- sico que influenciou o raciocínio de Wegener. a) As repartições internas atuais dos continentes no Hemisfério Norte. b) A continuidade dos sistemas fluviais entre Amé- rica e África. c) As ligações atuais entre os continentes no He- misfério Sul. d) A semelhança entre os contornos da costa sul- -americana e africana. e) A distribuição das águas constituindo um só oceano. GEOGRAFIA DO BRASIL 130 Ciências Humanas e suas Tecnologias 3 (Albert Einstein) (Revista Agroambiente On-line, vol. 5, nº 2, 2011. Adaptado.) A técnica apresentada na imagem permite a) identificar o perfil topográfico a partir da rela- ção entre as camadas dosolo. b) explorar informações sobre o manto terrestre a partir do solo regional. c) classificar o solo a partir da descrição de suas características morfológicas. d) analisar o solo para estabelecer planos direto- res sustentáveis em áreas urbanas. e) intervir em profundidade no solo para corrigir excessos do intemperismo biológico. 4 (Enem-PPL) LEINZ, V. Geologia geral. São Paulo: Editora Nacional, 1989 (adaptado). A causa da formação do curso-d’água encachoei- rado, tal como ilustrado na imagem, é a a) deposição de fragmentos rochosos. b) circulação das águas em redemoinho. c) quantidade de material sólido transportado. d) escavação de caldeirões pelo turbilhonamento. e) diferente resistência à erosão oferecida pelas rochas. 5 (Fuvest-SP) MASSAS DE AR QUE ATUAM NO TERRITÓRIO BRASILEIRO M. E. Simielli. Geoatlas, 2010 (adaptado). O Brasil possui um território extenso, com 92% pertencente à zona intertropical. As massas de ar que atuam em território brasileiro possuem influ- ências oceânicas e continentais. Sobre as carac- terísticas dessas massas de ar, é correto afirmar: a) W representa a Massa Equatorial Atlântica de ar quente e úmido, responsável pela grande umidade na Amazônia. b) Y indica a Massa Polar Atlântica, que se desloca a partir do sul em direção ao norte do território brasileiro e tem como característica a presen- ça de ar frio, podendo atingir a região Centro- -Oeste no inverno. c) Z indica a Massa Tropical Continental, que tem como característica a presença de ar quente e úmido, ocasionando alagamentos no Centro- -Oeste no inverno. d) X indica a Massa Equatorial Continental de ar quente e seco, que atua no nordeste do litoral brasileiro. e) V representa a Massa Temperada Atlântica de ar frio e seco, que atua no sul do litoral brasileiro. Geografia do Brasil 131 6 (Enem) Mínimas – Quinta-feira CPTEC/INPE 28/08/2014 Disponível em: . Acesso em: 25 ago. 2014 (aadaptado). Umidade relativa do ar, por região do país, para o dia 28/08/2014 Regiões Umidade relativa (intervalo médio) Norte 60 – 70% Nordeste 90 – 100% Centro-Oeste 55 – 65% Sudeste 65 – 75% Sul 90 – 70% No dia em que foram colhidos os dados meteo- rológicos apresentados, qual fator climático foi determinante para explicar os índices de umidade relativa do ar nas regiões Nordeste e Sul? a) Altitude, que forma barreiras naturais. b) Vegetação, que afeta a incidência solar. c) Massas de ar, que provocam precipitações. d) Correntes marítimas, que atuam na troca de calor. e) Continentalidade, que influencia na amplitude da temperatura. 7 (Aman-RJ) Na Serra do Mar, na região Sudeste do Brasil, durante o verão, ocorrem deslizamen- tos de terra, causando prejuízos e perdas huma- nas. Esses deslizamentos, em grande medida, são desencadeados por intensas chuvas __________, que decorrem do movimento ascensional força- do da umidade oceânica, oriunda da massa de ar __________, pelas escarpas litorâneas. Ao atingir elevadas altitudes, essa massa de ar perde temperatura, provocando condensação do vapor e consequente precipitação. Assinale a alternativa cujos termos completam correta e respectivamente as lacunas: a) orográficas – Tropical atlântica b) frontais – Polar atlântica c) convectivas – Equatorial atlântica d) orográficas – Polar atlântica e) frontais – Tropical atlântica 8 (UPF-RS) Com base nos climogramas 1, 2 e 3 e nos seus conhecimentos sobre a classificação climáti- ca segundo Strahler no Brasil, analise as afirmati- vas que seguem. Fonte: Terra; Araujo; Guimarães. Conexões. Ed. Moderna. 2008. p. 250. I. O climograma 1 é típico do clima litorâneo úmido e é fortemente influenciado pela massa tropical atlântica (mTa). II. O climograma 2 é típico das áreas com lati- tudes mais altas do território brasileiro. Tem estações bem definidas e sem influência de massas de ar carregadas de umidade. III. O climograma 3 é típico do clima tropical e predomina na maior parte do território bra- sileiro. A amplitude térmica anual é baixa e a principal massa de ar que predomina na re- gião é a tropical continental (mTc). 132 Ciências Humanas e suas Tecnologias É correto o que se afirma em a) I, apenas. b) II, apenas. c) I e II, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. 9 (Unicamp-SP) Fonte: . Acesso em: 21 ago. 2017. O climograma acima refere-se a uma região a) subtropical, onde as temperaturas mais altas estão concentradas no verão e as precipitações estão concentradas no outono. b) polar, onde as temperaturas mais baixas estão concentradas no inverno e as precipitações estão bem distribuídas ao longo do ano. c) tropical, onde as altas temperaturas estão bem distribuídas ao longo de todo o ano e as precipitações estão concentradas no verão. d) temperada, onde as temperaturas médias mantêm-se ao longo de todo o ano e as precipitações estão concentradas no inverno. 10 (Fuvest-SP) A curva de temperatura do ar ilustrada na figura caracteriza um fenômeno meteorológico que é mais frequente no outono e no inverno. Em ambientes urbanos com elevado número de indústrias e polui- ção veicular, esse fenômeno pode ocasionar quadros de elevadas concentrações de poluentes, provocando problemas à saúde da população e danos à fauna e à flora. CETESB. Disponível em: . Acesso em: 17 maio 2019. O texto e a ilustração apresentados referem-se a) à camada de ozônio. b) à inversão térmica. c) ao efeito estufa natural. d) à chuva ácida. e) ao smog fotoquímico. Geografia do Brasil 133 11 (FCMSCSP) A imagem representa uma vegetação característica do Cerrado. (https://arvoresertecnologico.tumblr.com, 25.04.2019. Adaptado.) Essa formação corresponde às a) savanas. b) estepes. c) campinaranas. d) veredas. e) restingas. TEMA 2 ESPAÇO GEOGRÁFICO 1 (Falbe-SP) Os mapas a seguir apresentam as duas divisões regionais utilizadas pelo Brasil, a Divisão Regional do IBGE e a Divisão em Complexos Regionais Brasileiros. DIVISÃO REGIONAL (IBGE) Fonte: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/�chaTecnicaAula.html?aula=32399. Acessp e, 05/05/2017 Fonte: . Acesso em: 5 maio 2017. 134 Ciências Humanas e suas Tecnologias OS TRÊS COMPLEXOS REGIONAIS BRASILEIROS Fonte: . Acesso em: 5 maio 2017. Sobre essas duas regionalizações podemos afir- mar que: a) A divisão em Complexos Regionais tem como critério os limites político-administrativos que coincidem os limites entre os estados. Não leva em conta questões de ordem socioeconômica. b) A divisão em Grandes Regiões parte inicialmen- te do conceito de região geográfica, pois esse conceito era tido como aquele que teria menos influência do papel da sociedade na construção do espaço geográfico. c) A divisão em Grandes Regiões parte do con- ceito de região homogênea, pois assim pode- ria agrupar áreas semelhantes em torno de um mesmo critério. Assim, seria possível propor uma análise de caráter regional para o planeja- mento urbano. d) A divisão em Complexos Regionais parte de cri- térios como o processo de formação histórico e econômico do Brasil, associado à moderni- zação brasileira, por meio de suas atividades produtivas. 2 (Enem) Em 1967, o geógrafo brasileiro Pedro Pinchas Geiger propôs uma divisão regional do país em regiões geoeconômicas ou complexos regionais. Essa divisão baseia-se no processo histórico de formação do território brasileiro, levando em con- ta, especialmente, os efeitos da industrialização. Dessa forma, busca-se refletir a realidade do país e compreender seus mais profundos contrastes. Disponível em: .Acesso em: 23 ago. 2012 (adaptado). A divisão em regiões geoeconômicas ou complexos regionais encontra-se na seguinte representação: a) b) c) d) e) Geografia do Brasil 135 3 (Enem-PPL) Figura 1 Disponível em: . Acesso em: 2 out. 2015 (adaptado). Figura 2 Disponível em: . Acesso em: 2 out. 2015. No planejamento das ações governamentais, a segunda forma de regionalização apresenta a vantagem de a) respeitar a divisão político-administrativa. b) reconhecer as desigualdades sociais. c) considerar as identidades culturais. d) valorizar a dinâmica econômica. e) incorporar os critérios naturais. TEMA 3 EXPLORAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS 1 (Unicamp-SP) Apesar da queda de preço que vêm sofrendo nos últimos anos, algumas commodities minerais continuam sendo importante fonte para a pauta de exportações do Brasil. Na figura a seguir, observamos vias de escoamento (os corredores de exportação) da Amazônia Oriental, partindo de três municípios paraenses: Oriximiná, Paraua- pebas e Ipixuna do Pará. Adaptado de M. de A. Monteiro; M. C. N. Coelho; E. J. da S. Barbosa. Fronteira, corredores de exportação e rede urbana na Amazônia Oriental. Revista GEOgraphia, Rio de Janeiro, v. 13, n. 26, p. 47, 2011. Identifique o produto extraído em cada um dos municípios e a via de escoamento correspondente: a) cobre, corredor baixo Amazonas; bauxita, corre- dor Carajás; ferro, corredor do vale do rio Capim. b) bauxita, corredor baixo Amazonas; ferro, corredor Carajás; caulim, corredor do vale do rio Capim. c) carvão mineral, corredor Carajás-Tocantins; caulim, corredor do vale do rio Capim; bauxita, corredor baixo Amazonas. d) ferro, corredor Carajás; bauxita, corredor baixo Amazonas; cobre, corredor do vale do rio Capim. 2 (EsPCEx-SP) O Brasil possui destaque mundial na exportação de minérios. Os minérios de ferro, manganês e a bauxita, importantes matérias-pri- mas para as indústrias siderúrgicas e metalúrgicas, estão entre as principais commodities do país. A seguir estão numeradas no mapa algumas das mais importantes áreas de extração mineral no Brasil. Assinale a alternativa que expressa a cor- reta relação entre o minério e a sua localização no território brasileiro. 136 Ciências Humanas e suas Tecnologias 4 (FCMSCSP) Os gráficos apresentam valores váli- dos para o Brasil em 2017. GRÁFICO 1 (http://epe.gov.br. Adaptado.) Os valores observados correspondem, respecti- vamente, a) à matriz energética e à energia final. b) à energia final e à energia primária. c) à energia primária e à matriz energética. d) à matriz elétrica e à matriz energética. e) à matriz energética e à matriz elétrica. GRÁFICO 2 Carvão 4,1%Solar e eólica 6,9% Petróleo e derivados 2,5% Nuclear 2,6% Gás natural 10,5% Hidráulica 65,2% Biomassa 8,2% Lixívia e outras renováveis 5,9% Carvão 5,7% Outras não renováveis 0,6% Lenha e carvão vegetal 8,0% Petróleo e derivados 36,4% Derivados da cana 17,0% Hidráulica 12,0% Gás natural 13,0%Nuclear 1,4% a) A área 1 refere-se à extração de ferro no Qua- drilátero Ferrífero. b) Na área 2 situa-se uma das maiores reservas de manganês do mundo, no Maciço de Urucum. c) Na área 3 destacam-se as imensas reservas de bauxita. d) Na área 4 situam-se as maiores jazidas de ferro do mundo, na Serra de Carajás. e) A área 5 refere-se ao Vale do Aço, no Planalto das Guianas, principal área produtora de man- ganês no País. 3 (Unesp-SP) A construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu durante os anos 1970 e 1980 a) contribuiu para a queda do regime cívico-mili- tar brasileiro, depois que a imprensa denunciou grandes desvios de verbas da obra. b) assegurou a autonomia energética definitiva de Argentina e Paraguai, países que participaram do projeto e se beneficiaram com sua execu- ção. c) permitiu o restabelecimento das relações di- plomáticas entre Argentina, Brasil e Paraguai, rompidas desde a Guerra do Paraguai. d) proporcionou a consolidação das hegemonias argentina e brasileira no comércio e no controle político da região do Rio da Prata. e) foi uma iniciativa conjunta dos governos mili- tares do Brasil e do Paraguai, que teve forte impacto geoestratégico na região do Rio da Prata. ANOTAÇÕES Geografia do Brasil 137 TEMA 1 DINÂMICA DA NATUREZA 1 c 2 d 3 c 4 e 5 b 6 c 7 a 8 a 9 c 10 b 11 d TEMA 2 ESPAÇO GEOGRÁFICO 1 d 2 b 3 a TEMA 3 EXPLORAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS 1 b 2 b 3 e 4 d ANOTAÇÕES GABARITO GEOGRAFIA DO BRASIL 138 Ciências Humanas e suas Tecnologias GEOGRAFIA GERAL TEMA 1 REPRESENTAÇÕES ESPACIAIS E CARTOGRÁFICAS 1 (Unicamp-SP) As coordenadas geográficas são um sistema de linhas imaginárias traçadas sobre o globo terrestre ou um mapa. Através da interse- ção de um meridiano com um paralelo, podemos localizar cada ponto da superfície da Terra. Como a Terra apresenta uma superfície quase esférica, é possível determinar dois pontos diametralmente opostos, denominados antípodas. Apenas algu- mas cidades brasileiras têm uma cidade antípoda, como Coari (AM) e Pontes e Lacerda (MT). Assina- le a alternativa que indica duas cidades antípodas. a) Pontes e Lacerda (Brasil) – 15º latitude S e 60º longitude W; Candelária (Filipinas) – 15º latitude N e 60º longitude E. b) Coari (Brasil) – 4º latitude S e 63° longitude W; Te- mon (Malásia) – 4º latitude N e 63º longitude E. c) Coari (Brasil) – 4º latitude S e 63° longitude W; Te- mon (Malásia) – 4º latitude N e 117º longitude E. d) Pontes e Lacerda (Brasil) – 15º latitude S e 60º longitude W; Candelária (Filipinas) – 75º latitude N e 120º longitude E. 2 (Unesp-SP) Analise os mapas temáticos hipotéti- cos. (Marcello Martinelli. Mapas, gráficos e redes, 2014.) Considerando os métodos de representação da cartografia temática, pode-se afirmar que o mapa temático a) 2 apresenta relações de proporcionalidade en- tre os lugares. b) 3 apresenta relações de ordem entre os luga- res. c) 3 apresenta relações de diversidade entre os lugares. d) 1 apresenta relações de proporcionalidade en- tre os lugares. e) 2 apresenta relações de ordem entre os luga- res. 3 (Enem) Anamorfose é a transformação cartográfica espacial em que a forma dos objetos é distorcida, de forma a realçar o tema. A área das unidades espaciais às quais o tema se refere é alterada de forma proporcional ao respectivo valor. GASPAR, A. J. Dicionário de ciências cartográficas. Lisboa: Lidel, 2004. A técnica descrita foi aplicada na seguinte forma de representação do espaço: a) b) Geografia Geral 139 c) d) e) 4 (EsPCEx-SP) Observe o esquema topográfico a seguir: Disponível em: . Carta Topográfica Folha SF.22-C-II-4. A partir da análise e interpretação do esquema, é correto afirmar: I. A porção norte é a mais favorável ao emprego da mecanização agrícola. II. As menores altitudes estão localizadas na por- ção nordeste do esquema. III. As encostas mais íngremes e, portanto, mais sujeitas aos processos erosivos são observadas à margem esquerda do rio. IV. A jusante do rio encontra-se na direção oeste do esquema. V. A distância real entre os pontos X e Y traçados no esquema é de 15 km. Assinale a alternativa em que todas as afirmativas estão corretas. a) I, II e III. b) I, II e V. c) I, III e IV. d) II, IV e V. e) III, IV e V. 5 (Unicamp-SP) Dois amigos planejaram assistir à abertura da Copa do Mundo em Moscou. Eles partiram no dia 10 de junho de 2018 do Aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek (Brasília), situado a 45° de longitude Oeste, às 16 horas, com destino ao Aeroporto de Heathrow (Londres), situado a 0° de longitude. O voo teve duração de 10 horas. Os dois amigos esperaram portrês horas para parti- rem em direção ao Aeroporto Internacional Do- modedovo (Moscou), situado a 60º de longitude Leste, e o segundo voo durou quatro horas. Com base nessas informações e considerando que o continente europeu adota, neste período do ano, o horário de verão, que adianta os relógios em uma hora, indique o dia e a hora em que os dois amigos chegaram ao Aeroporto Internacional Domodedovo em Moscou. a) 11 de junho, às 13 horas. b) 11 de junho, às 16 horas. c) 11 de junho, às 17 horas. d) 10 de junho, às 16 horas. 140 Ciências Humanas e suas Tecnologias TEMA 2 DINÂMICA DA NATUREZA 1 (Fuvest-SP) No planeta Terra, há processos esculto- res, tais como a ação do gelo, o intemperismo e a ação do vento. A atuação de tais processos pode ser representada em gráficos elaborados segundo va- riações médias de temperatura e precipitação anual. Considere as características do deserto do Saara, da Antártida e de uma floresta tropical e identifique o gráfico em que estão corretamente localizados. a) b) c) d) e) 2 (Unicamp-SP) Moçambique foi atingido por três ciclones tropicais entre março e abril de 2019. Ci- clone tropical é um termo geral para grandes e complexas tempestades que giram em torno de uma área de baixa pressão formada em águas oceânicas tropicais ou subtropicais quentes. A formação de um ciclone tropical requer enormes quantidades de calor na superfície da água, que devem atingir no mínimo 26,5 ºC, e ventos de pelo menos 119 km/h em algum ponto da tempestade. A partir do exposto, assinale a alternativa que ex- plica a gênese dos ciclones tropicais na costa de Moçambique. a) A corrente marítima das Agulhas foi responsá- vel pelo deslocamento das águas superficiais aquecidas para áreas de baixa pressão situadas no canal de Moçambique. b) O clima semiárido e desértico no litoral de Mo- çambique faz com que as águas de sua costa estejam sempre aquecidas, favorecendo assim a formação dos ciclones. c) Os ciclones que atingem o litoral de Moçambi- que têm origem no encontro das águas quentes do Oceano Atlântico com o Oceano Índico, no cabo da Boa Esperança. d) A corrente marítima de Benguela foi responsá- vel pelo deslocamento das águas aquecidas do Oceano Índico para o canal que separa Moçam- bique de Madagascar. 3 (Fuvest-SP) Se muita gente hoje enxerga a Terra como um sistema dinâmico de conexões entre atmosfera, águas, rochas e biodiversidade, isso se deve, em larga medida, a Alexander von Humboldt (1769- 1859). O vulcão Chimborazo (6.268 m de altitu- de), no atual Equador, foi utilizado por Humboldt como exemplo para apresentar com clareza, pela primeira vez, como cada faixa altitudinal em regiões montanhosas é um microcosmo de climas e biodiversidade. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/. Adaptado. Geografia Geral 141 Representação esquemática do vulcão Chimborazo Disponível em https://www.pinterest.com/. Adaptado. 2019. Considerando a relação entre vegetação e altitu- de, da base até o topo das zonas do vulcão repre- sentado, é possível obter a sequência: a) Floresta Temperada, Floresta de Coníferas, Floresta Tropical, Exposição de Rocha, Tundra, Neve e Gelo. b) Floresta Temperada, Floresta Tropical, Flores- ta de Coníferas, Exposição de Rocha, Tundra, Neve e Gelo. c) Floresta Tropical, Floresta de Coníferas, Flo- resta Temperada, Tundra, Exposição de Rocha, Neve e Gelo. d) Floresta Tropical, Floresta Temperada, Flores- ta de Coníferas, Tundra, Exposição de Rocha, Neve e Gelo. e) Floresta Tropical, Floresta de Coníferas, Tundra, Floresta Temperada, Exposição de Rocha, Neve e Gelo. 4 (Unicamp-SP) A figura a seguir retrata a variação latitudinal dos padrões espaciais de distribuição dos principais biomas terrestres. PETERSEN, James F.; SACK, Dorothy; GLABLER, Robert E. Fundamentos de Geografia Física. São Paulo: Cengage, 2015. p. 158. Considere a figura anterior e assinale a alternativa correta. a) As florestas têm um aumento na diversidade de suas espécies à medida que a precipitação au- menta e as temperaturas apresentam declínio. b) Os desertos e as savanas ocorrem em todos os continentes, em áreas com temperaturas eleva- das e baixo volume de precipitação. c) A taiga apresenta espécies arbóreas de maior porte em razão da umidade proveniente das baixas pressões de médias latitudes do Hemis- fério Norte. d) As savanas e as florestas de monções depen- dem da sazonalidade climática: invernos frios e chuvosos, verões quentes e secos. 5 (Enem-PPL) Os antigos filósofos, observando o grande vo- lume de água de rios como o Nilo, Reno e outros, imaginavam que as chuvas eram insuficientes para alimentar tão consideráveis massas de água. Foi no século XVIII que Pierre Pernault mediu a quan- tidade de chuva durante três anos na cabeceira do rio Sena. Também mediu o volume de água do referido rio e chegou à conclusão de que apenas a sexta parte se escoava e o restante era evaporado. LEINZ, V. Geologia geral. São Paulo: Editora Nacional, 1989 (adaptado). A investigação feita por Pierre Pernault contribuiu diretamente para a explicação científica sobre a) intemperismo químico. b) rede de drenagem. c) degelo de altitude. d) erosão pluvial. e) ciclo hidrológico. TEMA 3 GLOBALIZAÇÃO 1 (Unesp-SP) O advento de chefes de Estado-empresa marca uma transição sistêmica entre o enfraquecimento do Estado-nação e o fortalecimento da corporação apoiada em sua racionalidade técnico-econômica e gerencial. Essa transferência leva, por um lado, ao esvaziamento do Estado, reduzido à administração e à gestão, e, de outro, à politização da empresa, que expande sua esfera de poder muito além de sua atividade tradicional de produção. A corporação tende a se tornar o novo poder político-cultural. (Pierre Musso. “Na era do Estado-empresa”. http://diplomatique.org.br, 30.04.2019. Adaptado.) 142 Ciências Humanas e suas Tecnologias Coerentes com o neoliberalismo, as propostas do Estado-empresa convergem para a) a apropriação das forças produtivas pelo Esta- do e a defesa da igualdade social. b) o pluralismo democrático e a redistribuição de renda por programas de assistência social. c) a regulamentação da força de trabalho e a de- fesa da produção flexível. d) o protecionismo econômico e a implantação de políticas fiscais contra a inflação. e) a adoção de privatizações e a mínima interven- ção do Estado na economia. 2 (Enem) Texto I As fronteiras, ao mesmo tempo que se sepa- ram, unem e articulam, por elas passando discur- sos de legitimação da ordem social tanto quanto do conflito. CUNHA, L. Terras lusitanas e gentes dos brasis: a nação e o seu retrato literário. Revista Ciências Sociais, n. 2, 2009. Texto II As últimas barreiras ao livre movimento do dinheiro e das mercadorias e informação que ren- dem dinheiro andam de mãos dadas com a pressão para cavar novos fossos e erigir novas muralhas que barrem o movimento daqueles que em consequên- cia perdem, física ou espiritualmente, suas raízes. BAUMAN, Z. Globalização: as consequências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999. A ressignificação contemporânea da ideia de fron- teira compreende a a) liberação da circulação de pessoas. b) preponderância dos limites naturais. c) supressão dos obstáculos aduaneiros. d) desvalorização da noção de nacionalismo. e) seletividade dos mecanismos segregadores. 3 (Enem) Os portos sempre foram respostas ao comércio praticado em grande volume, que se dá via marí- tima, lacustre e fluvial, e sofreram adaptações, ou modernizações, de acordo com um conjunto de fatores que vão desde a sua localização privilegiada frente a extensas hinterlândias, passando por sua conectividade com modernas redes de transpor- tes que garantam acessibilidade, associados, no atual momento, à tecnologia, que o transformam em pontas de lança de uma economia globalizada que comprime o tempo em nome da produtividadee da competitividade. ROCHA NETO, J. M.; CRAVIDÃO, F. D. Portos no contexto do meio técnico. Mercator, n. 2, maio-ago, 2014 (adaptado). Uma mudança que permitiu aos portos adequa- rem-se às novas necessidades comerciais aponta- das no texto foi a a) intensificação do uso de contêineres. b) compactação das áreas de estocagem. c) burocratização dos serviços de alfândega. d) redução da profundidade dos atracadouros. e) superação da especialização dos cargueiros. 4 (Enem) Em Beirute, no Líbano, quando perguntado sobre onde se encontram os refugiados sírios, a resposta do homem é imediata: “em todos os luga- res e em lugar nenhum”. Andando ao acaso, não é raro ver, sob um prédio ou num canto de calçada, ao abrigo do vento, uma família refugiada em volta de uma refeição frugal posta sobre jornais como se fossem guardanapos. Também se vê de vez em quando uma tenda com a sigla ACNUR (Alto Co- missariado das Nações Unidas para Refugiados), erguida em um dos raros terrenos vagos da capital. JABER, H. Quem realmente acolhe os refugiados? Le Monde Diplomatique Brasil. out. 2015 (adaptado). O cenário descrito aponta para uma crise huma- nitária que é explicada pelo processo de a) migração massiva de pessoas atingidas por ca- tástrofe natural. b) hibridização cultural de grupos caracterizados por homogeneidade social. c) desmobilização voluntária de militantes coop- tados por seitas extremistas. d) peregrinação religiosa de fiéis orientados por lideranças fundamentalistas. e) desterritorialização forçada de populações afe- tadas por conflitos armados. 5 (Enem-PPL) Os objetivos da ONU, de acordo com o dis- posto no capítulo primeiro de sua Carta, são qua- tro: 1) manter a paz e segurança internacionais; 2) desenvolver ações amistosas entre as nações, com base no respeito ao princípio de igualdade de direitos e de autodeterminação dos povos; 3) con- seguir uma cooperação internacional para resolver os problemas internacionais de caráter econômico, social, cultural ou humanitário; 4) ser um centro destinado a harmonizar a ação das nações para a consecução desses objetivos comuns. GONÇALVES, W. Relações internacionais. Rio de Janeiro: Zahar, 2008 (adaptado). De acordo com os objetivos descritos, o papel do organismo internacional mencionado consiste em a) regular o sistema financeiro global. b) mediar conflitos de ordem geopolítica. c) legitimar ações de expansionismo territorial. d) promover a padronização de hábitos de consumo. e) estabelecer barreiras à circulação de mercadorias. Geografia Geral 143 TEMA 4 QUESTÕES AMBIENTAIS 1 (Unesp-SP) Alguns especialistas argumentam que deveria haver rótulos climáticos na comida, da mesma forma que há informações sobre nutrição. Em teoria, os rótulos poderiam ajudar os consumidores a escolher produtos de baixo impacto ambiental e dariam aos agricultores e produtores mais incentivos para mudarem seus produtos. (The New York Times. “Como fazer compras, cozinhar e comer em um mundo que está aquecendo?”. www.folha.uol.com.br, 06.05.2019. Adaptado.) Considerando a proposta apresentada pelo excerto, um dado que poderia constar nos rótulos de alimentos seria a) o débito fluvial. b) a estrutura fundiária. c) o código florestal. d) a pegada de carbono. e) a diversidade ecológica. 2 (EsPCEx-SP) Ao longo do século XX, a demanda global de água doce dobrou a cada 20 anos. Se mantidos os padrões de consumo atuais, em 2025 cerca de 2/3 da população mundial experimentarão escassez moderada ou severa de água. MAGNOLI, D. Geografia para o Ensino Médio. 1. ed. São Paulo: Atual, 2012, p. 90. Entre as causas da escassez de água no mundo, podemos destacar: I. a água doce disponível no mundo é muito inferior às necessidades de consumo atuais. II. além de os recursos hídricos apresentarem uma distribuição geográfica muito desigual, os países mais pobres carecem de sistemas adequados de fornecimento e tratamento de água. III. a contaminação de mananciais, o uso excessivo e o desperdício desse recurso provocam a escassez de água para o consumo e fazem dela, em determinados locais, um recurso finito. IV. significativas alterações no ciclo hidrológico, sobretudo nas áreas urbanas, onde a retirada da vegetação e a impermeabilização do solo dificultam a infiltração da água e o consequente abastecimento dos aquíferos. V. o uso excessivo e o desperdício desse recurso, principalmente pela atividade industrial, é responsável pela maior parte da demanda global de água. Assinale a alternativa que apresenta todas as afirmativas corretas. a) I, II e IV. b) I, III e V. c) I, IV e V. d) II, III e IV. e) II, IV e V. 3 (Uerj) O que compõe a Pegada? A Pegada Ecológica de um país, de uma cidade ou de uma pessoa corresponde ao tamanho das áreas produtivas de terra e de mar necessárias para gerar produtos, bens e serviços que sustentam determinados estilos de vida. Em outras palavras, é uma forma de traduzir, em hectares, a extensão de território que uma pessoa ou toda uma sociedade “utiliza”, em média, para se sustentar. O carbono é um dos componentes da Pegada Ecológica. Disponível em: . Acesso em: 17 maio 2019 (adaptado). SCOTT e BORGMAN. O globo, 10 out. 2017 (adaptado). 144 Ciências Humanas e suas Tecnologias 2 (Unesp-SP) Em 03.04.2017, o jornal El País publicou matéria que pode ser assim resumida: Os países não têm poder político sobre os demais Estados Partes, mas possuem ferramentas para tentar reconduzir a situação de um membro, caso esse se afaste dos princípios do Tratado de Assunção, assinado em 1991. Nessa perspectiva, insere-se a aplicação da cláusula de- mocrática do bloco sobre a , em função da crise política, institucional, social, de abasteci- mento e econômica que atravessa o país. As lacunas do excerto devem ser preenchidas por a) do Nafta – Argentina. b) do Mercosul – Bolívia. c) da ALADI – Venezuela. d) da ALADI – Bolívia. e) do Mercosul – Venezuela. 3 (Unesp-SP) Criado em resposta às crises econô- micas do final da década de 1990, o G-20 reflete o contexto de a) unilateralidade da antiga ordem mundial, mar- cada pela supremacia britânica no Conselho de Segurança das Nações Unidas. b) bipolaridade da antiga ordem mundial, carac- terizada pela estabilidade financeira dos países desenvolvidos e subdesenvolvidos. c) multipolaridade da antiga ordem mundial, mar- cada pelo fortalecimento da cooperação entre blocos econômicos. d) multipolaridade da nova ordem mundial, ca- racterizada pela diversidade de interesses das economias industrializadas e emergentes. e) bipolaridade da nova ordem mundial, caracteri- zada pelo controle norte-americano e soviético das instituições financeiras internacionais. Tendo em vista a posição da maioria da comunida- de científica, a situação retratada nos quadrinhos contribui diretamente para o agravamento do se- guinte problema ambiental: a) erosão dos solos. b) aquecimento global. c) contaminação lacustre. d) assoreamento dos rios. TEMA 5 ORGANIZAÇÕES SUPRANACIONAIS 1 (Unicamp-SP) O referendo realizado no Reino Uni- do em junho de 2016 conduziu ao Brexit, após 43 anos de adesão à União Europeia. São potenciais consequências dessa decisão, nos níveis nacional e continental, respectivamente, a) o pedido da Irlanda do Norte por um novo re- ferendo para decidir sua permanência no Reino Unido e a continuidade da livre circulação da moeda europeia, o euro, no Reino Unido. b) o pedido da Inglaterra por um novo referendo para decidir sua permanência no Reino Unido e a continuidade da livre circulação da moeda europeia, o euro, no Reino Unido. c) o pedido da Escócia por um novo referendo para decidir sua permanência no Reino Unido e o comprometimento da livre circulação de cidadãos europeus no Reino Unido. d) o pedido do País de Gales por um novo refe- rendo para decidir sua permanência no Reino Unido e o comprometimento da livre circulação de cidadãos europeus no Reino Unido. ANOTAÇÕES GeografiaGeral 145 TEMA 1 REPRESENTAÇÕES ESPACIAIS E CARTOGRÁFICAS 1 c 2 e 3 c 4 c 5 c TEMA 2 DINÂMICA DA NATUREZA 1 a 2 a 3 d 4 c 5 e TEMA 3 GLOBALIZAÇÃO 1 e 2 e 3 a 4 e 5 b TEMA 4 QUESTÕES AMBIENTAIS 1 d 2 d 3 b TEMA 5 ORGANIZAÇÕES SUPRANACIONAIS 1 c 2 e 3 d GABARITO GEOGRAFIA GERAL ANOTAÇÕES 146 Ciências Humanas e suas Tecnologias ANOTAÇÕES Geografia Geral 147 ANOTAÇÕES 148 Ciências Humanas e suas Tecnologias ANOTAÇÕES 798646 Blank Page Blank Pagevalores de advérbios aos verbos pronunciados pelo tenente. b) ausência de interpretação plausível por parte dos combatentes que, ao ouvirem as palavras, confundem suas classes gramaticais, atribuindo a elas valores inadmissíveis na Língua Portugue- sa. c) capacidade que os combatentes tiveram de in- terpretar as palavras pronunciadas, confundin- do verbos com substantivos, justificando, com isso, a vasta flexibilidade de sentidos de uma língua em sua situação de uso. d) capacidade de os combatentes trocarem, pro- positalmente, as classes morfológicas das pala- vras pronunciadas pelo tenente, justificando o medo deles e a rigidez de significados e infle- xibilidade de sentidos de tais palavras. 2 (Esc. Naval) Em “[...] vocês já perceberam que marinheiro velho dificilmente baixa a terra [...]”, a posição do adjetivo é importante, pois, se escre- vêssemos “velho marinheiro”, o valor semântico seria outro. Em que opção a troca de posição dos termos implicou uma mudança semântica? a) Os marinheiros, em seus uniformes brancos, destacam-se nas paradas militares. / Os mari- nheiros, em seus brancos uniformes, destacam- -se nas paradas militares. b) Os alunos gostavam de ouvir as narrativas tra- dicionais sobre os perigos do mar. / Os alunos gostavam de ouvir as tradicionais narrativas so- bre os perigos do mar. c) Depois de muito tempo longe de casa, os ho- mens do mar sentem falta de uma comida gos- tosa. / Depois de muito tempo longe de casa, os homens do mar sentem falta de uma gostosa comida. d) Os navios e seus homens preparavam-se para cumprir um longo percurso, de acordo com a derrota traçada. / Os navios e seus homens pre- paravam-se para cumprir um percurso longo, de acordo com a derrota traçada. e) Antigamente, o recebimento de uma mensa- gem simples aplacava as saudades dos mari- nheiros. / Antigamente, o recebimento de uma simples mensagem aplacava as saudades dos marinheiros. 3 (Fuvest-SP) Leia o seguinte trecho de uma entrevis- ta concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa: Entrevistador: O protagonismo do STF dos últimos tempos tem usurpado as funções do Con- gresso? Entrevistado: Temos uma Constituição mui- to boa, mas excessivamente detalhista, com um número imenso de dispositivos e, por isso, sus- cetível a fomentar interpretações e toda sorte de litígios. Também temos um sistema de jurisdição constitucional, talvez único no mundo, com um rol enorme de agentes e instituições dotadas da prer- rogativa ou de competência para trazer questões ao Supremo. É um leque considerável de interesses, de visões, que acaba causando a intervenção do STF nas mais diversas questões, nas mais dife- rentes áreas, inclusive dando margem a esse tipo de acusação. Nossas decisões não deveriam passar de duzentas, trezentas por ano. Hoje, são analisa- dos cinquenta mil, sessenta mil processos. É uma insanidade. Veja, 15 jun. 2011. No trecho “dotadas da prerrogativa ou de com- petência”, a presença de artigo antes do primeiro substantivo e a sua ausência antes do segundo fazem que o sentido de cada um desses substan- tivos seja, respectivamente, a) figurado e próprio. b) abstrato e concreto. Gramática 13 c) específico e genérico. d) técnico e comum. e) lato e estrito. 4 (UPE) Bruxas não existem Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona, que mo- rava numa casinha caindo aos pedaços, no fim de nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a chamávamos de “bruxa”. Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido, ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos preparando venenos num grande caldeirão. Nossa diversão predileta era incomodá-la. Vol- ta e meia invadíamos o pequeno pátio para dali roubar frutas e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando “bruxa, bru- xa!”. Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal, nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela ma- nhã, e talvez por esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob comando do João Pedro, que era o nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos na cortina. – Vamos logo – gritava o João Pedro –, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No momento exato em que, finalmente, conseguíamos introdu- zir o bode pela janela, a porta se abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo. Eu, gordinho, era o úl- timo. E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma dor ter- rível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão, aproximava-se. Àquela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher sem dúvida descarregaria em mim sua fúria. Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu a minha perna, e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com uma habilidade surpreendente. – Está quebrada – disse por fim. – Mas pode- mos dar um jeito. Não se preocupe, sei fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim. Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano, improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor dimi- nuiu muito e, amparado nela, fui até minha casa. “Chame uma ambulância”, disse a mulher à minha mãe. Sorriu. Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em poucas se- manas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa que se chamava Ana Custódio. SCLIAR, Moacyr. Disponível em: . Acesso em: 11 jun. 2016. Sobre o emprego de recursos que promovem certos efeitos de sentido no texto, analise as pro- posições a seguir. I. A atribuição do adjetivo “solteirona” à persona- gem (1o parágrafo) pretende apenas acrescen- tar uma informação (o estado civil) acerca da referida mulher. II. No trecho: “Era muito feia, ela (...)” (2o pará- grafo), a inversão do sujeito desloca o foco de atenção para o predicativo, enfatizando essa característica da personagem. III. No trecho: “(...) a porta se abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura.” (5o parágrafo), a presença e a posição do termo “a bruxa” acrescentam suspense a esse trecho. IV. Com a construção do período curto: “E então aconteceu.” (6o parágrafo), o narrador acentua o nível de tensão, com a finalidade de introduzir o clímax da narrativa. Estão CORRETAS, apenas a) I e II. b) I, III e IV. c) I e IV. d) II e III. e) II, III e IV. 14 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias 5 (EsPCEx-SP) Noruega como Modelo de Reabilitação de Criminosos [...] A diferença entre os dois países (Noruega e Brasil) é a seguinte: enquanto lá os presos saem e praticamente não cometem crimes, respeitan- do a população, aqui os presos saem roubando e matando pessoas. Mas essas são consequências aparentemente colaterais, porque a população ma- nifesta muito mais prazer no massacre contra o preso produzido dentro dos presídios (a vingança é uma festa, dizia Nietzsche). LUIZ FLÁVIO GOMES, jurista, diretor-presidente do Instituto Avante Brasile coeditor do Portal atualidadesdodireito.com.br. Estou no blogdolfg.com.br. ** Colaborou Flávia Mestriner Botelho, socióloga e pesquisadora do Instituto Avante Brasil. Disponível em: . Acesso em: 17 de mar. 2017 (adaptado). Em “A população manifesta muito mais prazer no massacre contra o preso”, o termo destacado tem a função de: a) Adjunto adnominal. b) Agente da passiva. c) Objeto direto. d) Objeto indireto. e) Complemento nominal. TEMA 3 PRONOMES (FORICIDADE E DÊIXIS) Texto para as questões 1 e 2. Formato global Folha de S.Paulo, 08/10/2017 Eles estão convictos de que a Terra é plana, de que a gravidade não existe e de que está em curso um complô de cientistas e agências governamen- tais para nos convencer do contrário. Essa consti- tui mais uma das tribos exóticas que passaram a existir ou ganharam visibilidade com a internet. No caso em tela, os movimentos terraplanistas modernos existem pelo menos desde os anos 50 e têm raízes no fundamentalismo bíblico; parecem viver, porém, um surto inflacionário, com prolife- ração de sites em que pretendem provar cientifi- camente que estão certos. De tão absurda e facilmente desmontável, a tese nem mereceria comentário se esse tipo de coletividade virtual não fosse sintoma de um fe- nômeno mais geral que envolve o relacionamento de grupos no mundo digital. Pelo lado positivo, ninguém mais está con- denado à solidão. Ao conectar mais de 3 bilhões de pessoas em torno de qualquer tema, a internet torna quase impossível que até o mais heterodoxo dos pensantes não encontre alguém que defenda ideias tão excêntricas quanto as suas. Isso se aplica a inclinações políticas, gostos artísticos, preferências sexuais. Trata-se de alter- nativa formidável a quem se vê incompreendido ou mesmo rejeitado por familiares e vizinhos. Há, contudo, uma faceta menos brilhante nessa tendência. Devido a efeitos psicológicos frequentes nas interações entre indivíduos que pensam de forma muito semelhante e se isolam dos demais, não é incomum que tais comunidades se tornem cada vez mais radicais e descoladas da realidade. Sob esse aspecto, o exemplo dos terraplanistas se afigura quase benigno. Suas ideias têm reduzido impacto prático e baixíssima chance de viralização. Muito mais perigosas são as teses defendidas por militantes antivacinação ou mesmo por facções terroristas como o Estado Islâmico, que também se valem da rede mundial de computadores para difundir sua mensagem, conquistar e orientar adeptos. Aqui, toda a sociedade corre risco. Também nesse caldo de cultura brotam as famigeradas “fake news”, notícias falsas criadas pela má-fé e propagadas em meio à balbúrdia in- formativa. Boatos, teses estapafúrdias, teorias conspirató- rias e ideologias tóxicas, claro, sempre circularam pelo mundo; agora, encontraram um veículo ideal de difusão. O terraplanista, de todo modo, é um preço razoável a pagar pela expansão das possibili- dades de nos expressarmos sem amarras. Disponível em: . Acesso em: 08 out. 2017. 1 (PUC-SP) A primeira palavra do primeiro parágrafo é um pronome cujo referente diz respeito aos a) componentes das tribos exóticas. b) cientistas e às agências governamentais. c) militantes de teses gravitacionistas. d) indivíduos que contestam “fake news” terra- planistas. Gramática 15 2 (PUC-SP) Nos sétimo e oitavo parágrafos, os pro- nomes destacados no próprio texto relacionam- -se, respectivamente, a) aos aspectos benignos da terraplanagem; aos indivíduos que defendem a antivacinação ou fazem parte do terrorismo. b) aos adeptos da teoria de que a Terra é plana; às pessoas contrárias à vacinação ou adeptas ao terrorismo. c) aos partidários que enfrentam a viralização de ideias; aos sujeitos que se valem da rede mundial de computadores para difundir ideias terroristas. d) aos terraplanistas; aos militantes da vacinação ou adeptos de segmentos terroristas como os do Estado Islâmico. 3 (PUC-SP) A queda do poderoso machão Paula Cesarino Costa, OMBUDSMAN* da Folha de S.Paulo Folha de S.Paulo, 09/04/2017 Em janeiro de 2016, a Folha anunciou a es- treia de blog voltado à discussão das questões de gênero e do chamado empoderamento feminino. Nascido do movimento #Agora É Que São Elas, em que mulheres ocuparam o espaço de colunistas homens nos jornais, o blog homônimo se somava a dezenas de outros. Interpretei como saudável a oferta de novos temas aos leitores do jornal. Neste espaço, já alertara de que os tempos de redes sociais turbulentas sinalizavam a hora de reinventar as páginas de opinião. Contabilizava, em agosto de 2016, 32 mulheres entre os 130 co- lunistas do jornal. Na madrugada da sexta, 31 de março, o #Agora É Que São Elas publicou um post de potencial arrebatador nas redes sociais. O post “José Mayer me assediou” foi colocado no ar à 0h45. Nele, a figurinista Susllem Tonani acusava o ator de tê-la assediado durante oito meses na TV Globo. De manhã, o texto já era lido e compartilhado nas redes sociais. Por volta das 10h, a Folha tirou-o do ar sem dar explicação. No segundo parágrafo, “neste espaço” refere-se a) ao tema empoderamento. b) ao espaço dos colunistas homens dos jornais. c) à coluna da ombudsman. d) ao blog #Agora É Que São Elas. 4 (UFF-RJ) Texto I O homem pensa ter na 4Cidade a base de toda a sua grandeza e só nela tem a fonte de toda a sua miséria. Vê, 1Jacinto! Na Cidade perdeu ele a força e beleza harmoniosa do corpo, e se tornou esse ser ressequido e escanifrado ou obeso e afogado em unto, de ossos moles como trapos, de nervos trêmulos como arames, com cangalhas, com chi- nós, com dentaduras de chumbo, sem sangue, sem fibra, sem viço, torto, corcunda esse ser em que Deus, espantado, mal pôde reconhecer o seu es- belto e rijo e nobre Adão! Na Cidade findou a sua liberdade moral: cada manhã ela 2lhe impõe uma necessidade, e cada necessidade o arremessa para uma dependência: 3pobre e subalterno, a sua vida é um constante soli- citar, adular, vergar, rastejar, aturar; rico e superior como um Jacinto, a sociedade logo o enreda em tradições, preceitos, etiquetas, cerimônias, praxes, ritos, serviços mais disciplinares que os de um cár- cere ou de um quartel... A sua tranquilidade (bem tão alto que Deus com ela recompensa os santos) onde está, meu Jacinto? Sumida para sempre, nessa batalha desespe- rada pelo pão ou pela fama, ou pelo poder, ou pelo gozo, ou pela fugidia rodela de ouro! Eça de Queiroz Vocabulário escanifrado – magro, enfraquecido unto – gordura chinós – cabeleira postiça, peruca Texto II 16 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Este grafite está estampado 2ali no 4Parque dos Patins, um lugar muito frequentado pelo pú- blico infantil, na Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio. 1Veja só. 3É uma mulher fantasiada, com um fuzil atravessado nas costas, uma metralhadora na mão esquerda e uma pistola na direita. Lá no fundo, dá para ver o morro do Corcovado e o Cristo Redentor. Deve haver quem ache que é arte de rua. A coluna acha um horror. É apenas mais um retrato que emporcalha a paisagem carioca. Com todo respeito. Ancelmo Gois. O Globo, 29/06/2010. Quanto à construção linguística do Texto I e a le- genda do Texto II, pode-se afirmar que a) a progressão das ideias nos dois textos se efetiva por um narrador de primeira pessoa, enunciado como personagem “Jacinto” (Texto I), e um narrador de terceira pessoa referido de modo genérico como uma “coluna” de jornal (Texto II). b) a interlocução se apresenta diferentemente nos dois textos: como um substantivo “Jacin- to” (Texto I, ref. 1) e como desinência de ter- ceira pessoa do singular do modo imperativo em “Veja só.” (Texto II, ref. 1) em referência à pessoa com quem se fala. c) o emprego do pronome pessoal “lhe” (Texto I, ref. 2) referindo-se a “homem” aproxima o narradordo leitor; o emprego do pronome de- monstrativo “este” e do advérbio “ali” (Texto II, ref. 2) aproximam espacialmente o narrador da imagem destacada no grafite. d) o uso da vírgula marca a enumeração de verbos substantivados (Texto I, ref. 3); a vírgula usada na descrição da mulher fantasiada (Texto II, ref. 3) encadeia a enumeração de ações simultâ- neas. e) a palavra “Cidade” escrita com maiúscula (Texto I, ref. 4) produz um sentido de especificidade; a expressão “Parque dos Patins” (Texto II, ref. 4), com maiúsculas, nomeia um substantivo de valor irrestrito. 5 (Unesp-SP) A questão toma por base um poema de Luís Delfino (1834-1910) e a reprodução de um mosaico da Catedral de Monreale. Jesus Pantocrátor1 Há na Itália, em Palermo, ou pouco ao pé, na igreja De Monreale, feita em mosaico, a divina Figura de Jesus Pantocrátor: domina Aquela face austera, aquele olhar troveja. Não: aquela cabeça é de um Deus, não se inclina. À árida pupila a doce, a benfazeja Lágrima falta, e o peito enorme não arqueja À dor. Fê-lo tremendo a ficção bizantina2. Este criou o inferno, e o espetáculo hediondo Que há nos frescos3 de Santo Stefano Rotondo4; Este do mundo antigo espedaçado assoma... Este não redimiu; não foi à Cruz: olhai-o: Tem o anátema5 à boca, às duas mãos o raio, E em vez do espinho à fronte as três coroas de [Roma. Luís Delfino. Rosas negras, 1938. (1) Pantocrátor: que tudo rege, que governa tudo. (2) Bizantina: referente ao Império Romano do Oriente (330-1453 d.C.) e às manifestações culturais desse império. (3) Fresco: o mesmo que afresco, pintura mural que resulta da apli- cação de cores diluídas em água sobre um revestimento ainda fresco de argamassa, para facilitar a absorção da tinta. (4) Santo Stefano Rotondo: igreja erigida por volta de 460 d.C., em Roma, em homenagem a Santo Estêvão (Stefano, em italiano), mártir do cristianismo. (5) Anátema: reprovação enérgica, sentença de maldição que expulsa da Igreja, excomunhão. Catedral de Monreale, Itália O pronome demonstrativo este, empregado no início dos versos de números 9, 11 e 12, faz refe- rência a) ao peito enorme do Pantocrátor. b) a Santo Estêvão. c) ao próprio eu lírico. d) à figura de Jesus Pantocrátor. e) a Satanás, o mestre das trevas. Gramática 17 TEMA 4 VERBOS: SINTAXE E SEMÂNTICA 1 (FGV-SP) Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de “menino diabo”; e verdadeiramente não era outra coisa; fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e voluntarioso. Por exemplo, um dia quebrei a cabeça de uma escrava, porque me negara uma colher do doce de coco que estava fazendo, e, não contente com o malefício, deitei um punhado de cinza ao tacho, e, não satisfeito da travessura, fui dizer à minha mãe que a escrava é que estragara o doce “por pirraça”; e eu tinha apenas seis anos. Prudêncio, um moleque de casa, era o meu cavalo de todos os dias; punha as mãos no chão, recebia um cordel nos queixos, à guisa de freio, eu trepava-lhe ao dorso, com uma varinha na mão, fustigava-o, dava mil voltas a um e outro lado, e ele obedecia – algumas vezes gemendo –, mas obedecia sem dizer palavra, ou, quando muito, um “Ai, nhonhô!”, ao que eu retorquia: “Cala a boca, besta!”. Esconder os chapéus das visitas, deitar ra- bos de papel a pessoas graves, puxar pelo rabicho das cabeleiras, dar beliscões nos braços das ma- tronas, e outras muitas façanhas deste jaez, eram mostras de um gênio indócil, mas devo crer que eram também expressões de um espírito robusto, porque meu pai tinha-me em grande admiração; e se às vezes me repreendia, à vista de gente, fazia-o por simples formalidade: em particular dava-me beijos. Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas. A frase do texto em que o segundo verbo exprime ideia de anterioridade em relação ao primeiro é: a) “Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de ‘menino diabo’; e verdadeiramente não era outra coisa”. b) “à vista de gente, fazia-o por simples formalida- de: em particular dava-me beijos”. c) “punha as mãos no chão, recebia um cordel nos queixos”. d) “que eram também expressões de um espírito robusto, porque meu pai tinha-me em grande admiração”. e) “um dia quebrei a cabeça de uma escrava, por- que me negara uma colher do doce de coco”. 2 (PUC-SP) A APOTEOSE DO BESTEIROL ENERGÉTICO Um momento histórico! O clímax, o ponto que todos pensávamos ser inatingível foi enfim alcan- çado. O apogeu do besteirol energético brasileiro. Se não vejamos. Há três ou quatro anos que um dos mais re- nomados e respeitados físicos brasileiros, Roberto Salmeron, vem insistindo com autoridades do país para que o Brasil se associe ao esforço interna- cional em prol do desenvolvimento da fusão nu- clear para produção de energia. O esforço seria concentrado em uma instituição multinacional denominada ITER (International Thermonuclear Experimental Reactor). Essa tecnologia é o sonho de cientistas para a solução definitiva do excruciante problema de fornecimento de energia no futuro. É uma alterna- tiva não poluente, ou seja, limpa, não contribuindo de maneira significativa seja para o efeito estufa, seja para diferentes formas de impactos negati- vos locais ao meio ambiente. É um combustível abundante, inesgotável quase e democraticamente distribuído (são principalmente isótopos do hidro- gênio, portanto, encontrado onde houver água). De acordo com essa proposta, o Brasil associar- -se-ia a Portugal, o que seria garantido por acordos já existentes entre os dois países. O Brasil teria ple- no e irrestrito acesso a resultados experimentais, nossos pesquisadores podendo (ou melhor, deven- do) participar dos experimentos e dos cálculos. A adesão custaria aproximadamente US$1 milhão. A proposta rolou, rolou... e nada aconteceu. Rogério Cezar de Cerqueira Leite. Folha de S.Paulo, 18 nov. 2008 O que indicam os tempos verbais destacados? a) O clímax, o ponto que todos pensávamos ser inatingível foi enfim alcançado – o verbo no pretérito imperfeito do indicativo expressa a obrigatoriedade de todos pensarmos do mes- mo modo. b) Essa tecnologia é o sonho de cientistas para a solução definitiva do excruciante problema de fornecimento de energia no futuro. É uma al- ternativa não poluente – os verbos no presente do modo indicativo indicam que os fatos talvez se concretizem. c) O Brasil associar-se-ia a Portugal, o que seria garantido por acordos já existentes entre os dois países – os verbos no futuro do pretérito do modo indicativo indicam que os fatos que futuramente poderiam se concretizar não se concretizaram. d) O Brasil teria pleno e irrestrito acesso a resul- tados experimentais, nossos pesquisadores podendo (ou melhor, devendo) participar dos experimentos e dos cálculos. A adesão custaria 18 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias aproximadamente US$1 milhão – os verbos no futuro do pretérito do modo indicativo indicam que os fatos voltaram a se concretizar. e) A proposta rolou, rolou... e nada aconteceu – o pretérito perfeito do indicativo indica que ainda há chance de a proposta de associação entre Brasil e Portugal, que continuou em discussão, se efetivar. 3 (Fuvest-SP) O samba À direita do terreiro, adumbra-se* na escuridão um maciço de construções, ao qual às vezes recortam no azul do céu os trêmulos vislumbres das labaredas fustigadas pelo vento. [...] É aí o quartel ou quadrado da fazenda, nome que tem um grande pátio cercado de senzalas, às vezes com alpendrada corrida em volta, e um ou dois portões que o fecham como praça d’armas. Em torno da fogueira, já esbarrondada pelo chão, que ela cobriu de brasido e cinzas, dançam os pretos o samba com um frenesi que toca o delí- rio. Não se descreve, nem se imagina esse deses- perado saracoteio, no qual todo o corpo estremece, pula, sacode, gira, bamboleia, como se quisesse desgrudar-se. Tudo salta, até os crioulinhos que esperneiam no cangote das mães, ou se enrolam nas saias das raparigas. Os maistaludos viram cambalhotas e pincham à guisa de sapos em roda do terreiro. Um desses corta jaca no espinhaço do pai, negro forni- do, que não sabendo mais como desconjuntar-se, atirou consigo ao chão e começou de rabanar como um peixe em seco. [...] José de Alencar, Til. (*) “adumbra-se” = delineia-se, esboça-se. Na composição do texto, foram usados, reitera- damente, I. sujeitos pospostos; II. termos que intensificam a ideia de movimento; III. verbos no presente histórico. Está correto o que se indica em a) I, apenas. b) II, apenas. c) III, apenas. d) I e II, apenas. e) I, II e III. 4 (Fuvest-SP) Ele se aproximou e com voz cantante de nor- destino que a emocionou, perguntou-lhe: – E se me desculpe, senhorinha, posso convi- dar a passear? – Sim, respondeu atabalhoadamente com pres- sa antes que ele mudasse de ideia. – E, se me permite, qual é mesmo a sua graça? – Macabéa. – Maca – o quê? – Bea, foi ela obrigada a completar. – Me desculpe mas até parece doença, doença de pele. – Eu também acho esquisito mas minha mãe botou ele por promessa a Nossa Senhora da Boa Morte se eu vingasse, até um ano de idade eu não era chamada porque não tinha nome, eu preferia continuar a nunca ser chamada em vez de ter um nome que ninguém tem mas parece que deu certo – parou um instante retomando o fôlego perdido e acrescentou desanimada e com pudor – pois como o senhor vê eu vinguei... pois é... – Também no sertão da Paraíba promessa é questão de grande dívida de honra. Eles não sabiam como se passeia. Andaram sob a chuva grossa e pararam diante da vitrine de uma loja de ferragem onde estavam expostos atrás do vidro canos, latas, parafusos grandes e pregos. E Macabéa, com medo de que o silêncio já sig- nificasse uma ruptura, disse ao recém-namorado: – Eu gosto tanto de parafuso e prego, e o se- nhor? Da segunda vez em que se encontraram caía uma chuva fininha que ensopava os ossos. Sem nem ao menos se darem as mãos caminhavam na chuva que na cara de Macabéa parecia lágrimas escorrendo. Clarice Lispector, A hora da estrela. No trecho “Sem nem ao menos se darem as mãos caminhavam na chuva”, o segmento sublinhado pode ser corretamente substituído por: “Sem que nem ao menos se a) deem as mãos”. b) davam as mãos”. c) deram as mãos”. d) dessem as mãos”. e) dariam as mãos”. 5 (Famerp-SP) Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibi- lidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada Gramática 19 ANOTAÇÕESnos meus pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchara na minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino a que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O menino esta- va de pé no degrau da grande confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto. Um pouco aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara os pensamentos. – Um doce, moça, compre um doce para mim. Clarice Lispector. A descoberta do mundo, 1999. “Percebi vagamente um pedido.” (1o parágrafo) Na voz passiva, sem alteração de sentido, essa oração transforma-se em: a) Um pedido é percebido vagamente. b) Um pedido vagamente é percebido por mim. c) Um pedido é percebido vagamente por alguém. d) Um pedido foi vagamente percebido por al- guém. e) Um pedido foi vagamente percebido por mim. 20 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias GABARITO GRAMÁTICA TEMA 1 VARIAÇÃO LINGUÍSTICA E NORMA CULTA 1 e 2 d 3 d 4 b 5 a TEMA 2 SINTAGMA NOMINAL: CLASSES E FUNÇÕES 1 c 2 e 3 c 4 e 5 e TEMA 3 PRONOMES (FORICIDADE E DÊIXIS) 1 a 2 b 3 c 4 b 5 d TEMA 4 VERBOS: SINTAXE E SEMÂNTICA 1 e 2 c 3 e 4 d 5 e LITERATURA 2 Em seus sermões, Padre Antônio Vieira realiza uma forma de expressão típica do contexto luso-colo- nial do século XVII. Isso se manifesta na maneira como o padre a) critica veladamente o ponto de vista positivo com que a Igreja considerava a morte. b) inverte um suposto senso comum a respeito da morte, de modo a enfatizar valores contrarre- formistas. c) demonstra como a sabedoria de Salomão foi superior inclusive à de Jesus Cristo. d) constata que a vida na sociedade colonial bra- sileira era tão miserável que não restava outra saída aos fiéis senão desejar a morte. e) parabeniza os fiéis que se ocupam em melhorar concretamente a vida terrena das pessoas. 3 (Unesp-SP) Destinada unicamente à exportação, em fun- ção da qual se organiza e mantém a exploração, tal atividade econômica desenvolveu-se à margem das necessidades próprias da sociedade brasileira. No alvorecer do século XIX, essa atividade econômi- ca, que se iniciara sob tão brilhantes auspícios e absorvera durante cem anos o melhor das atenções e dos esforços do país, já tocava sua ruína final. Os prenúncios dessa ruína já se faziam aliás sen- tir para os observadores menos cegos pela cobiça desde longa data. De meados do século XVIII em diante, essa atividade econômica, contudo, não fizera mais que declinar. JÚNIOR, Caio Prado. Formação do Brasil contemporâneo, 1999 (adaptado). A atividade econômica a que o texto se refere está presente em: a) A ti trocou-te a máquina mercante, Que em tua larga barra tem entrado, A mim foi-me trocando, e tem trocado, Tanto negócio e tanto negociante. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis, que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. (Gregório de Matos, “À cidade da Bahia”.) b) Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Que viva de guardar alheio gado, De tosco trato, de expressões grosseiro, Dos frios gelos e dos sóis queimado. Tenho próprio casal e nele assisto; Dá-me vinho, legume, fruta, azeite; Das brancas ovelhinhas tiro o leite, E mais as finas lãs, de que me visto. (Tomás Antônio Gonzaga, “Lira I”.) TEMA 1 CLASSICISMO E LITERATURA COLONIAL 1 (Unesp-SP) Leia o soneto “Alma minha gentil, que te partiste”, do poeta português Luís de Camões (1525?-1580), para responder à questão a seguir. Alma minha gentil, que te partiste tão cedo desta vida descontente, repousa lá no Céu eternamente, e viva eu cá na terra sempre triste. Se lá no assento etéreo, onde subiste, memória desta vida se consente, não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro viste. E se vires que pode merecer-te alguma coisa a dor que me ficou da mágoa, sem remédio, de perder-te, roga a Deus, que teus anos encurtou, que tão cedo de cá me leve a ver-te, quão cedo de meus olhos te levou. Sonetos, 2001. De modo indireto, o soneto camoniano acaba também por explorar o tema da a) falsidade humana. b) indiferença divina. c) desumanidade do mundo. d) efemeridade da vida. e) falibilidade da memória. Texto para a questão 2. Como se dissera o mais sábio de todos os ho- mens: Se com toda a minha eloquência houvera de orar pelos mortos e pelos vivos, aos mortos havia de dar os parabéns, e fazer um largo panegírico1 de suas felicidades: e aos vivos havia de dar os pêsames, e fazer uma oração verdadeiramente fú- nebre e triste, em que lamentasse as suas misérias e desgraças. Isso disse Salomão, com cuja autori- dade nenhuma outra humana pode competir: só foi maior que ela a que juntamente é humana e divina, a da eterna sabedoria de Cristo. 1 Discurso para elogiar alguém. Vieira, Padre Antônio. Sermão de quarta-feira de cinzas (para ser pregado na Capela Real). In: Obras completas de Padre Antonio Vieira Porto: Lello & Irmão Editores, s/d, p. 637. Literatura 21 22 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias c) Tu não verás, Marília, cem cativos Tirarem o cascalho e a rica terra, Ou dos cercos dos rios caudalosos, Ou da minada Serra. Não verás separar ao hábil negro Do pesado esmeril a grossa areia, E já brilharem os granetes de ouro No fundo da bateia. (Tomás Antônio Gonzaga, “Lira III”.) d) Pescadoresdo Mondego, Que girais por essa praia, Se vós enganais o peixe, Também Lise vos engana. Vós ambos sois pescadores; Mas com diferença tanta, Vós ao peixe armais com redes, Ela co’os olhos vos arma. (Cláudio Manuel da Costa, “Romance I”.) e) Aonde levas, Pastora, Essas tenras ovelhinhas? Que para seu mal lhes basta O seres tu quem as guia. Acaso vão para o vale, Ou para a serra vizinha? Vão acaso para o monte, Que lá mais distante fica? (Cláudio Manuel da Costa, “Romance IV”.) TEMA 2 POEMAS ESCOLHIDOS DE GREGÓRIO DE MATOS 1 [...] Sai um pobrete de Cristo de Portugal, ou do Algarve cheio de drogas alheias para daí tirar gages1: O tal foi sota-tendeiro2 de um cristão-novo em tal parte, que por aqueles serviços o despachou a embarcar-se. Fez-lhe uma carregação entre amigos, e compadres: e ei-lo comissário feito de linhas, lonas, beirames. Entra pela barra dentro, dá fundo, e logo a entonar-se começa a bordo da Nau cum vestidinho flamante. 1 “tirar gages”: ter lucro, obter vantagem financeira 2 “sota”: prefixo que indica posição inferior; “tendeiro”: comerciante que vende em tendas. Salta em terra, toma casas, arma a botica dos trastes, em casa come Baleia, na rua entoja manjares. Vendendo gato por lebre, antes que quatro anos passem, já tem tantos mil cruzados, segundo afirmam Pasguates. [...] MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos de Gregório de Matos. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, pp. 54-55. Gregório de Matos demonstra valores da nobreza colonial baiana, na medida em que a) menospreza a ascensão social de comerciantes. b) exalta as oportunidades de negócio em Salvador. c) elogia os manjares gastronômicos da Bahia. d) defende o direito dos animais. e) se solidariza com os pobres. 2 Largo em sentir, em respirar sucinto Peno, e calo tão fino, e tão atento, Que fazendo disfarce do tormento Mostro que o não padeço, e sei que o sinto. O mal, que fora encubro, ou que desminto, Dentro no coração é que o sustento: Com que, para penar é sentimento, Para não se entender é labirinto. Ninguém sufoca a voz nos seus retiros; Da tempestade é o estrondo efeito: Lá tem ecos a terra, o mar suspiros. Mas oh do meu segredo alto conceito! Pois não me chegam a vir à boca os tiros Dos combates, que vão dentro no peito. MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos de Gregório de Matos. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 218. Considerando o poema, assinale a alternativa cor- reta. a) A referência ao “mal” revela a perspectiva cristã do poema. b) O texto lírico trabalha a oposição entre essência x aparência. c) O tormento faz com que o poeta perca a sua própria identidade biográfica. d) A indecisão entre o pecado e a vida virtuosa acentua o estilo barroco do texto. e) O poeta satiriza os indivíduos que não expres- sam a insatisfação com o governo. Literatura 23 3 No Brasil apenas incorporou a seu acervo lexi- cográfico a contribuição tupi e africana, vivificada pelo caudal gírio e chulo do tempo, e por uma linguagem figurada que aqui e ali fazia despontar o barroco tropical. A paisagem brasileira, na sua vida social e na sua realidade linguística, penetrou na criação literária de Gregório durante os últimos quinze anos de sua vida, depois do seu regresso à Bahia em 1679-1681. SPINA, Segismundo. A poesia de Gregório de Matos. São Paulo: Edusp, 1995, p. 31. A variedade léxica da obra de Gregório de Matos mencionada no excerto crítico pode ser verificada nos seguintes versos: a) “Pois para temperar a tirania, Como quis que aqui fosse a neve ardente, Permitiu parecesse a chama fria.” b) “Onde escrevem sem vergonha Não só brancos, mas mestiços, Que para os bons sou inferno, E para os maus paraíso” c) “Que faz no objeto, que mostra, ou que retrata, Mesclando a cor purpúrea à cristalina, Não sei quando é rubi, ou quando é prata.” d) “Para tropa do trapo vazo a tripa, E mais não digo, porque a Musa topa Em apa, epa, ipa, opa, upa.” e) “Tenha embora um avô nascido lá, Cá te, três pela costa do Cairu, E o principal se diz Praguaçu, Descendente este tal de um Guinamá” 4 Não vi em minha vida a formosura, Ouvia falar nela cada dia, E ouvida me incitava, e me movia A querer ver tão bela arquitetura. Ontem a vi por minha desventura Na cara, no bom ar, na galhardia De uma mulher, que em Anjo se mentia, De um Sol, que se trajava em criatura. Me matem, disse eu vendo abrasar-me, Se esta a cousa não é, que encarecer-me Sabia o mundo, e tanto exagerar-me. Olhos meus, disse então por defender-me, Se a beleza heis de ver para matar-me, Antes, olhos, cegueis, do que eu perder-me. MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos de Gregório de Matos. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 215. O soneto de Gregório de Matos denota um ele- mento presente no estilo barroco, ou seja, a) a metalinguagem, na disposição do poeta em ressaltar seu sentimento. b) o humor, no processo de caricaturização da dama a quem se refere. c) a religiosidade, na atitude de arrepender-se diante de um anjo. d) o cultismo, na associação da dama a elementos grandiosos. e) o realismo, visto no vigor explicativo dos fatos. TEMA 3 ROMANTISMO Texto para a questão 1. Um pensamento liberal moderno, em tudo oposto ao pesado escravismo dos anos 1840, pode formular-se tanto entre políticos e intelectuais das cidades mais importantes quanto junto a bacharéis egressos das famílias nordestinas que pouco ou nada poderiam esperar do cativeiro em declínio. BOSI, Alfredo. Dialética da colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p. 224. 1 (PUCC-SP) Ideias liberais, tornadas públicas, en- traram em conflito com a realidade escravista do Brasil, tal como se pode avaliar na força dramática que assumiram a) os poemas libertários de Castro Alves, já ao final do período romântico. b) os romances naturalistas de Aluísio Azevedo e Machado de Assis. c) as páginas de literatura documental de Antonil e Pero de Magalhães Gândavo. d) os manifestos pré-modernistas de Euclides da Cunha e Augusto dos Anjos. e) as crônicas de costumes de Olavo Bilac e João do Rio. 24 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias 2 (Unesp-SP) Tal movimento não era apenas um movimento europeu de caráter universal, conquistando uma nação após outra e criando uma linguagem literária universal que, em última análise, era tão inteligí- vel na Rússia e na Polônia quanto na Inglaterra e na França; ele também provou ser uma daquelas correntes que, como o Classicismo da Renascen- ça, subsistiu como fator duradouro no desenvol- vimento da arte. Na verdade, não existe produto da arte moderna, nenhum impulso emocional, ne- nhuma impressão ou estado de espírito do homem moderno, que não deva sua sutileza e variedade à sensibilidade que se desenvolveu a partir desse movimento. Toda exuberância, anarquia e violên- cia da arte moderna, seu lirismo balbuciante, seu exibicionismo irrestrito e profuso, derivaram dele. E essa atitude subjetiva e egocêntrica tornou-se de tal modo natural para nós, tão absolutamente inevitável, que nos parece impossível reproduzir sequer uma sequência abstrata de pensamento sem fazer referência aos nossos sentimentos. HAUSER, Arnold. História social da arte e da literatura, 1995 (adaptado). O texto refere-se ao movimento denominado a) Barroco. b) Arcadismo. c) Realismo. d) Romantismo. e) Simbolismo. TEMA 4 REALISMO Texto para a questão 1. O fragmento de texto apresentado foi retirado do romance O crime do padre Amaro, de Eça de Queirós. FRAGMENTO IV Ela então, movendo-se com uma cautela sole- ne, chegou-se ao espelho da sacristia – um antigo espelho de reflexo esverdeado, com um caixilho negro de carvalho lavrado, tendo no topo uma cruz. Mirou-se um momento, naquela seda azul-celeste que a envolvia toda, picada do brilho agudo das estrelas, com uma magnificência sideral. Sentia- -lhe o peso rico. A santidade que o manto adquirira