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Atividades – Ciclo do Açúcar no Brasil Colonial 
1- As transformações provocadas pelo açúcar
A produção de açúcar no Novo Mundo transformou a economia, a sociedade e o meio ambiente do período. Mais que isso, o advento do açúcar revolucionou de modo definitivo as sociedades, com consequências até os dias de hoje.
“A aceleração da produção de açúcar nas regiões de floresta tropical do Novo Mundo [...] está relacionada com um impacto social de enorme alcance: foi o principal estímulo para a construção do escravismo moderno. Foi nos territórios da América tropical que o modelo de produção de monoculturas e trabalho escravo gerou o maior impacto na ecologia das paisagens. Desde o início da agricultura, especialmente no contexto das civilizações complexas surgidas nos últimos 7 mil anos, o desflorestamento global concentrou-se nas florestas temperadas do hemisfério norte. O desmatamento tropical é um fenômeno moderno
[...]. O Brasil e algumas ilhas do Caribe, como Cuba e Jamaica, tornaram-se os símbolos do desmatamento provocado pela cana. [...] em 1711, o jesuíta Antonil já havia descrito a fórmula sintética do canavial como um impiedoso conquistador ecológico – ‘feita a escolha da melhor terra para a cana, roça-se, queima-se e alimpa-se, tirando-lhe tudo o que podia servir de embaraço’. A floresta tropical, com toda a sua diversidade, aos olhos dos produtores, representava apenas um ‘embaraço’ para o avanço da cana. [...] E o impacto nas florestas não se devia apenas à abertura de terras para o plantio. Para cada quilo de açúcar produzido, cerca de 15 quilos de lenha eram queimados nas fornalhas que alimentavam os enormes caldeirões onde o caldo da cana era cristalizado. Para purgar o açúcar nas moendas, utilizava-se cinza de madeira, em muitos lugares retirada dos manguezais. O conjunto da infraestrutura estava calcado na madeira ou em materiais cuja produção requeria o uso de lenha em fornalhas – como tijolos, telhas e cal. Das árvores tropicais provinham até as caixas onde o açúcar era acondicionado para exportação.
No outro extremo da cadeia econômica, o açúcar transformava a ecologia do consumo. No mundo pré-moderno, a culinária pouco utilizava o sabor adocicado – era pontual o uso de mel, [...] de frutas etc. O açúcar foi uma revolução. Por ser fácil de armazenar e transportar, além de adoçar sem modificar muito o sabor da comida, tornou-se o adoçante quase hegemônico. [...] Quais as consequências hoje do consumo global de mais de 160 milhões de toneladas de açúcar, contra apenas 8 milhões no início do século XX?
Quais os efeitos sociais de um consumo médio anual de 23 quilos, em uma escala que vai de um mínimo de 8 quilos em Bangladesh para um máximo de 66 quilos em Israel? Como avaliar o efeito da combinação do açúcar com as bebidas energéticas (como o café) que estimulam a atividade dos corpos humanos no ritmo de vida frenética da civilização urbano-industrial? Como equacionar o cortejo de delícias gustativas que o açúcar gerou, associado ao crescimento epidêmico da diabetes, das cáries dentárias e da obesidade?
A sensação doce na boca tornou-se um dos traços culturais distintivos da globalização. Mas quem considerar todos os seus componentes históricos – incluindo os desflorestamentos, as escravidões e as chamadas ‘doenças da civilização’ – não poderá deixar de notar um gosto amargo, por vezes demasiadamente amargo, do império da doçura.”
PÁDUA, José Augusto. O amargo avanço da doçura. Revista de História da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro, jul. 2013. Disponível em . Acesso em 23 fev. 2016.
a) Segundo o autor, quais foram as principais transformações ocorridas no mundo após a consolidação da indústria de produção do açúcar?
b) Quais seriam as prováveis consequências da produção açucareira para o meio ambiente local? Utilize trechos do texto para justificar sua resposta.
2- Leia o texto a seguir para responder às questões.
“A glicose é um importante componente da sacarose, a substância a que nos referimos quando falamos de açúcar. [...] é o arranjo espacial dos átomos da molécula de glicose (e de outros açúcares) que resulta no sabor – um doce sabor. [...] O açúcar – o desejo de sua doçura – moldou a história humana. Foram os lucros proporcionados pelo enorme mercado do açúcar que se desenvolveu na Europa que motivaram o envio de escravos africanos para o Novo Mundo.” LE COUTEUR, Penny; BURRESON, Jay. Os botões de Napoleão: as 17 moléculas que mudaram a história. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006. p. 54-68.
a) Como se explica o sabor doce do açúcar?
b) O texto afirma que o desejo pela doçura do açúcar “moldou a história humana”. Você concorda com a afirmação? Justifique.
3- INTERPRETANDO DOCUMENTOS: TEXTO
Leia o trecho da obra do senhor de engenho Henry Koster, Viagens ao nordeste do Brasil, no qual relatou sua experiência na colônia portuguesa na América, no início do século XIX. Depois, responda ao que se pede.
Havíamos perdido muito tempo e as canas deveriam ser plantadas para a safra no ano imediato. Os negros de minha propriedade não eram suficientes para a labuta e contratei trabalhadores livres e, em pouco tempo, trinta a quarenta homens, alguns com suas famílias, vieram morar nas terras do engenho. Muitos ergueram choças de folhas de coqueiros que se tornaram residências, poucos construíram cabanas de barro. Indígenas, mulatos, negros livres e trabalhadores escravos constituíam uma multidão sugestiva. KOSTER, Henry. Viagens ao nordeste do Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1942. p. 294. 
a) No fragmento, Koster descreve as relações de trabalho em sua propriedade e a utilização de trabalhadores livres. De acordo com seu relato, qual era a função dos trabalhadores livres no engenho?
b) De que forma Koster classifica os trabalhadores de seu engenho?
4- André João Antonil (1649-1716) foi um religioso italiano. Veio para a América portuguesa em 1681, onde se tornou professor de retórica e reitor do Colégio da Bahia entre os anos 1706 e 1709. Em 1711, publicou Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas, com relatos detalhados sobre a economia colonial, dando destaque à produção de açúcar, de tabaco, à criação de gado, entre outras atividades. Leia, a seguir, alguns trechos de sua obra.
Capítulo I: Do cabedal que há de ter o senhor de um engenho real.
O ser senhor de engenho é título a que muitos aspiram, porque traz consigo o ser servido, obedecido e respeitado de muitos. E se for, qual deve ser, homem de cabedal e governo, bem se pode estimar no Brasil o ser senhor de engenho, quanto proporcionalmente se estimam os títulos entre os fidalgos do Reino. [...] Servem ao senhor do engenho, em vários ofícios, além dos escravos de enxada e fouce que têm nas fazendas e na moenda, e fora os mulatos e mulatas, negros e negras de casa, ou ocupados em outras partes, barqueiros, canoeiros, calafates, carapinas, carreiros, oleiros, vaqueiros, pastores e pescadores. Tem mais, cada senhor destes, necessariamente, um mestre de açúcar, um banqueiro e um contrabanqueiro, um purgador, um caixeiro no engenho e outro na cidade, feitores nos partidos e roças, um feitor-mor do engenho, e para o espiritual um sacerdote seu capelão, e cada qual destes oficiais tem soldada.
[...] O que tudo bem considerado, assim como obriga a uns homens de bastante cabedal e de bom juízo a quererem antes ser lavradores possantes de cana, [...] do que ser senhores de engenho por poucos anos, com a lida e atenção que pede o governo de toda essa fábrica [...].
Capítulo IX: Como se há de haver o senhor do engenho com seus escravos.
Os escravos são as mãos e os pés do senhor do engenho, porque sem eles no Brasil não é possível fazer, conservar e aumentar fazenda, nem ter engenho corrente. [...] ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas. 3. ed. Belo Horizonte : Itatiaia/Edusp, 1982. (Coleção Reconquista do Brasil). Disponível em: . Acesso em: 9 jan. 2016.Agora, faça o que se pede:
a) De acordo com Antonil, por que muitos desejavam ser senhor de engenho?
b) Com base em seus conhecimentos, explique o significado da frase: “[...] bem se pode estimar no Brasil o ser senhor de engenho, quanto proporcionalmente se estimam os títulos entre os fidalgos do Reino”.
c) Qual era a posição social dos lavradores de cana? Por que Antonil diz que alguns homens de “bom juízo” preferem ser lavradores de cana em vez de senhores de engenho?
5- O trecho a seguir foi escrito pela historiadora brasileira Vera Lucia Amaral Ferlini. Leia-o com atenção e responda às questões propostas.
O centro da produção açucareira não ficaria no Sul.
Seria o Nordeste, com seu solo de aluvião fértil, o massapé, que desenvolveria a lavoura de cana e o fabrico do açúcar, transformando a colônia em elemento fundamental do Império Português.
Não apenas o solo favorecia o plantio da cana e os negócios do açúcar no Nordeste. Servida por vasta rede hidrográfica litorânea, com clima quente e úmido, as comunicações com a metrópole eram facilitadas pela menor distância em relação à Europa e pelo regime favorável de ventos, fundamental à navegação. [...] 
Ao final do primeiro século de colonização, o Brasil produzia, anualmente, 350 mil arrobas de açúcar. A produção brasileira conheceria anos de glória até 1650, quando começaria a manifestar-se a concorrência das Antilhas e da América Central. FERLINI, Vera Lucia Amaral. A civilização do açúcar: séculos XVI a XVIII. São Paulo: Brasiliense, 1998. p. 22-24. (Coleção Tudo é História).
“Engenhos instalados no Brasil (1570)”
a) De acordo com a tabela em que região do Brasil a maior parte dos engenhos estava instalada?
b) De acordo com sua resposta ao item anterior e com o texto da historiadora que você acabou de ler, responda: por que o centro da produção açucareira se concentrou naquela região?
c) A historiadora apontou um fator que fez com que a produção de açúcar decaísse pouco a pouco ao longo do século XVII. Que fator foi esse?
d) Repare que o título do livro da historiadora Ferlini é A civilização do açúcar. Por que ela teria dado esse nome à sua obra? Será que a escolha dos termos “civilização” e “açúcar” para o título teria sido por acaso? Para complementar sua resposta, localize, no texto deste capítulo, um trecho que justifique a validade do título do livro escrito pela historiadora.
6- Nos séculos XVI e XVII, quando o Brasil era uma colônia de Portugal, a produção de cana, concentrada no litoral nordestino, era a maior riqueza da economia colonial. Naquele tempo, o principal produto obtido da cana era o açúcar, exportado para a Europa.
Explique algumas razões para a escolha da produção do açúcar como principal atividade econômica da América portuguesa.
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