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DIREITO PENAL
Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de 
Autoridade
Livro Eletrônico
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
DIREITO PENAL
Douglas Vargas
Sumário
Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade ........................................................................................4
1. Disposições Iniciais acerca do Abuso de Autoridade .............................................................................4
1.1. Abuso de Autoridade ..............................................................................................................................................5
1.2. Sujeito Ativo ................................................................................................................................................................8
1.3. Concurso de Pessoas e Abuso de Autoridade ........................................................................................9
1.4. Efeitos da Condenação ...................................................................................................................................... 10
1.5. Penas Restritivas de Direitos ........................................................................................................................12
1.6. Das Sanções ..............................................................................................................................................................13
1.7. Abuso de Autoridade e Justiça Militar ......................................................................................................13
2. Abuso de Autoridade em Espécie ....................................................................................................................14
2.1. Art. 9º ............................................................................................................................................................................14
2.2. Art. 10 ...........................................................................................................................................................................16
2.3. Art. 12 ...........................................................................................................................................................................17
2.4. Art. 13 ...........................................................................................................................................................................19
2.5. Art. 15 ..........................................................................................................................................................................20
2.6. Art. 15-A ......................................................................................................................................................................21
2.7. Art. 16 .......................................................................................................................................................................... 22
2.8. Art. 18 ..........................................................................................................................................................................23
2.9. Art. 19 .......................................................................................................................................................................... 24
2.10. Art. 20 .......................................................................................................................................................................25
2.11. Art. 21 .........................................................................................................................................................................26
2.12. Art. 22 .......................................................................................................................................................................27
2.13. Art. 23 ...................................................................................................................................................................... 29
2.14. Art. 24 .......................................................................................................................................................................30
2.15. Art. 25 .......................................................................................................................................................................30
2.16. Art. 27 .......................................................................................................................................................................32
2.17. Art. 28 .......................................................................................................................................................................32
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2.18. Art. 29 .......................................................................................................................................................................33
2.19. Art. 30 .......................................................................................................................................................................34
2.20. Art. 31 .......................................................................................................................................................................34
2.21. Art. 32 .......................................................................................................................................................................35
2.22. Art. 33 ......................................................................................................................................................................36
2.23. Art. 36 ......................................................................................................................................................................37
2.24. Art. 37 ......................................................................................................................................................................37
2.25. Art. 38 ......................................................................................................................................................................38
3. Considerações Finais .............................................................................................................................................38
Resumo ...............................................................................................................................................................................40
Questões de Concurso ...............................................................................................................................................48
Gabarito ..............................................................................................................................................................................57
Gabarito Comentado ...................................................................................................................................................58
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https://www.grancursosonline.com.brsentido de que deve prevalecer o critério físico-astronômico, sendo dia 
o espaço entre o nascimento e o pôr-do-sol.
Já não bastasse a complicação do assunto, o legislador nos brinda um critério totalmente 
novo para configuração do abuso de autoridade, ao restringir a configuração do crime ao cum-
primento realizado antes das 5h e depois das 21h.
Não se sabe ainda como a doutrina se posicionará sobre o assunto. Há quem entenda que 
a janela temporal alterou a sistemática atual, como Greco e Sanches. Nesse sentido, o mais 
seguro é aguardar as manifestações dos tribunais e dos demais juristas do país.
O sujeito ativo é o agente ou autoridade que cumpre o mandado judicial na forma vedada 
pelo tipo penal.
O sujeito passivo imediato é aquele que tem seu imóvel violado pela conduta. O sujeito 
passivo mediato é o Estado.
O elemento subjetivo também é o mesmo dos demais crimes: consubstancia-se no dolo, 
acrescido da finalidade especial de agir prevista na legislação em estudo (Art. 1º, §1º).
De certa forma sendo prolixo e repetindo a legislação já consolidada sobre o tema, o le-
gislador inseriu ainda o §2º, que trata das exceções de ingresso em domicílio em casos de 
desastre, flagrante delito ou para prestar socorro:
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§ 2º Não haverá crime se o ingresso for para prestar socorro, ou quando houver fundados indícios 
que indiquem a necessidade do ingresso em razão de situação de flagrante delito ou de desastre.
2.13. Art. 23
Art. 23. Inovar artificiosamente, no curso de diligência, de investigação ou de processo, o estado 
de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de eximir-se de responsabilidade ou de responsabilizar 
criminalmente alguém ou agravar-lhe a responsabilidade:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
A redação do tipo penal, “inovar artificiosamente” indica que o delito em questão é uma 
modalidade especial do delito de fraude processual previsto no Código Penal, no entanto dire-
cionada ao agente público que, durante diligência, utiliza de meio enganoso para se eximir de 
responsabilidade ou para responsabilizar ou agravar a responsabilidade de terceiro.
Mais uma vez é importante notar a abrangência do tipo. O termo diligência é amplo e 
abrange diversos atos praticados no âmbito de investigações e processos diversos.
Ademais, como a inovação artificiosa é elementar do tipo, entende-se que deve ser capaz 
de enganar, pois do contrário, não se configura o delito em estudo.
Há ainda a previsão do parágrafo único, na qual existem duas condutas equiparadas 
distintas:
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem pratica a conduta com o intuito de:
I – eximir-se de responsabilidade civil ou administrativa por excesso praticado no curso de diligên-
cia;
Primeiramente temos a conduta equiparada daquele que, se excede durante o curso de 
diligência regular, e inova artificiosamente para eximir-se de responsabilidade civil ou admi-
nistrativa.
II – omitir dados ou informações ou divulgar dados ou informações incompletos para desviar o cur-
so da investigação, da diligência ou do processo.
Ademais, o inciso II apresenta a conduta daquele que omite dados ou os divulga incomple-
tos para desviar curso de investigação, diligência ou processo.
O art. 24, o qual estudaremos a seguir, apresenta uma modalidade especial da inovação arti-
ficiosa prevista no art. 23. Cuidado para que o examinador não te induza em erro elaborando 
situações hipotéticas sobre o tema.
O sujeito ativo da conduta é a autoridade pública que pratica a inovação artificiosa com a 
finalidade prevista no tipo penal.
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O sujeito passivo direto é a pessoa prejudicada pela inovação. O sujeito passivo indireto 
é o estado.
O elemento subjetivo se coaduna com o dos demais crimes: consubstancia-se no dolo, 
acrescido da finalidade especial de agir. Entretanto, no caso do art. 23, a finalidade especial foi 
detalhada no próprio tipo penal, conforme já apresentamos anteriormente.
2.14. Art. 24
Art. 24. Constranger, sob violência ou grave ameaça, funcionário ou empregado de instituição hos-
pitalar pública ou privada a admitir para tratamento pessoa cujo óbito já tenha ocorrido, com o fim 
de alterar local ou momento de crime, prejudicando sua apuração:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, além da pena correspondente à violência.
De uma forma simplificada, a conduta do art. 24 consiste em remover de um determina-
do local de crime o cadáver de alguém, apresentando-o em seguida em instituição hospitalar 
como se ainda fosse vítima viva, assim fraudando a apuração criminal através de uma chan-
cela hospitalar contaminada.
Trata-se, portanto, de modalidade especial do art. 23 supramencionado, atingindo de forma 
específica a conduta do agente público que constrange, com violência ou grave ameaça, um 
funcionário ou empregado de instituição hospitalar para que realize a referida admissão da 
pessoa morta como se vítima viva fosse.
É necessário que o agente tenha ciência de que o indivíduo apresentado à instituição hospita-
lar já está morto. Se o agente público considera que a vítima ainda está viva, por erro, não se 
configura o delito em estudo.
O sujeito ativo é o agente público que pratica a referida conduta.
O sujeito passivo ou imediato é o funcionário ou empregado da instituição hospitalar que 
foi constrangido pela ação do agente público.
O sujeito passivo mediato é o Estado.
O elemento subjetivo se coaduna com o dos demais crimes: consubstancia-se no dolo, 
acrescido da finalidade especial de agir. Entretanto, assim como ocorre com o art. 23, a finali-
dade especial foi detalhada no próprio tipo penal, conforme apresentado.
2.15. Art. 25
Art. 25. Proceder à obtenção de prova, em procedimento de investigação ou fiscalização, por meio 
manifestamente ilícito:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
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A conduta do art. 25 atinge o agente público que procede à obtenção de prova, em proce-
dimento de investigação ou fiscalização, por meio manifestamente ilícito.
Em primeiro plano, verifique que a conduta não se limita ao âmbito de investigações, mas 
também à atividade de fiscalização.
Em outro giro, merece especial atenção o termo selecionado pelo legislador: meio mani-
festamente ilícito.
É preciso lembrar, para adequadamente interpretar o referido tipo penal, que prova ilegal é 
gênero, do qual são espécies as provas ilícitas e provas ilegítimas:
Prova ilegal
Prova ilegítima
Viola norma de 
direito 
processual
Prova ilícita Viola norma 
constitucional
Nesse sentido, o legislador cuidou da criminalização da conduta praticada em relação à 
prova ilícita (aquela que viola princípios constitucionais) mas não em relação à prova ilegítima.Ademais, é importante ressaltar que fazer uso da prova ilícita, com ciência dessa condi-
ção, é também conduta criminalizada nos termos do parágrafo único:
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem faz uso de prova, em desfavor do investigado ou 
fiscalizado, com prévio conhecimento de sua ilicitude.
Outro ponto que certamente irá gerar debate está na questão da prova ilícita por derivação. 
Mais uma vez, a manifestação existente até o momento está na obra brilhantemente elaborada 
por Greco e Sanches, na qual os doutrinadores se posicionam no sentido de que o uso de pro-
va derivada também está abrangido pelo tipo em comento, desde que o agente que a utiliza 
tenha conhecimento dessa condição.
O sujeito ativo é o agente público que pratica a conduta.
Em caso de ação penal privada, na qual o advogado do querelante utiliza prova ilícita, por 
exemplo, não há falar especificamente no delito em estudo, posto que este não é agente públi-
co nos termos da legislação em estudo.
É o que ensina a doutrina existente até o momento.
O sujeito passivo ou imediato é a pessoa atingida pela conduta delituosa.
O sujeito passivo mediato é o Estado.
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O elemento subjetivo se coaduna com o dos demais crimes: consubstancia-se no dolo, 
acrescido da finalidade especial de agir prevista no §1º do art. 1º da lei em estudo.
No caso da conduta equiparada, há um dolo específico ainda mais detalhado: a finalidade 
de prejudicar investigado ou fiscalizado.
2.16. Art. 27
Art. 27. Requisitar instauração ou instaurar procedimento investigatório de infração penal ou admi-
nistrativa, em desfavor de alguém, à falta de qualquer indício da prática de crime, de ilícito funcional 
ou de infração administrativa:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Outro tipo penal bastante confuso, o artigo 27 prevê a conduta daquele que requisita ou 
instaura procedimento investigatório de infração penal ou administrativa, à falta de qualquer 
indício pertinente.
Assim sendo, são atingidas as autoridades competentes para requisitar ou para instaurar 
efetivamente o procedimento.
O requisito essencial, note-se, é a falta de qualquer indício. Assim sendo, a instauração 
ainda que diante de indícios mínimos não configurará o crime em estudo.
Ademais, o parágrafo único ressalta ainda não haver crime quando se tratar de instauração 
de “sindicância ou investigação preliminar sumária, devidamente justificada”:
Parágrafo único. Não há crime quando se tratar de sindicância ou investigação preliminar sumária, 
devidamente justificada.
O sujeito ativo do delito é o agente público que instaura ou requisita a instauração dos re-
feridos procedimentos.
O sujeito passivo imediato é a pessoa objeto da investigação em questão. O sujeito passi-
vo mediato é o Estado.
O elemento subjetivo se coaduna com o dos demais crimes: consubstancia-se no dolo, 
acrescido da finalidade especial de agir prevista nas elementares do tipo em questão.
2.17. Art. 28
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Art. 28. Divulgar gravação ou trecho de gravação sem relação com a prova que se pretenda produzir, 
expondo a intimidade ou a vida privada ou ferindo a honra ou a imagem do investigado ou acusado:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Em 2016 teve enorme repercussão em nosso país a divulgação de uma gravação realizada, 
em sede de interceptação telefônica, de telefonema realizado entre o ex-presidente Lula e a 
então presidente Dilma sobre um suposto termo de posse.
Na ocasião, a referida conduta não possuía qualquer previsão na Lei de abuso de autori-
dade vigente (4.898/65), sendo que o fato foi discutido no âmbito da legislação penal vigente 
bem como no âmbito correcional, pelo órgão responsável (CNJ).
No entanto, em 2019, a Lei 13.869/19 passa a contar com um delito específico de abuso de 
autoridade por parte daquele que divulgar gravação ou trecho de gravação sem relação com 
a prova que se pretenda produzir, expondo a intimidade, a vida privada ou ferindo a honra ou 
imagem do investigado.
Não estou afirmando que a ideia para esse tipo penal surgiu do fato de 2016. Trata-se ape-
nas de uma curiosa coincidência.
Dito isso, o sujeito ativo da conduta será qualquer agente público a quem incumbe asse-
gurar o sigilo de determinada gravação: juízes, delegados, membros do MP, da Defensoria 
Pública, entre outros.
O sujeito passivo direto é a pessoa atingida pela conduta. O sujeito passivo indireto 
é o Estado.
O elemento subjetivo se coaduna com o dos demais crimes: consubstancia-se no dolo, 
acrescido da finalidade especial de agir prevista no art. 1º, §1º da legislação em estudo.
2.18. Art. 29
Art. 29. Prestar informação falsa sobre procedimento judicial, policial, fiscal ou administrativo com 
o fim de prejudicar interesse de investigado:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
O art. 29 tipifica a conduta daquele que presta informação falsa sobre procedimento ju-
dicial, policial, fiscal ou administrativo, com a finalidade específica de prejudicar interesse de 
investigado.
Estamos diante de modalidade especial do delito de falsidade ideológica previsto no Có-
digo Penal.
O sujeito ativo da conduta será qualquer agente público que prestar a referida informação
O sujeito passivo direto é a pessoa atingida pela conduta.
O sujeito passivo indireto é o Estado.
O elemento subjetivo se coaduna com o dos demais crimes: consubstancia-se no dolo, 
acrescido da finalidade especial de agir prevista próprio tipo penal (finalidade de prejudicar 
interesse do investigado).
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2.19. Art. 30
Art. 30. Dar início ou proceder à persecução penal, civil ou administrativa sem justa causa funda-
mentada ou contra quem sabe inocente:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
O art. 30 apresenta como abuso de autoridade a conduta daquele que dá início ou procede 
à persecução penal, civil ou administrativa, sem justa causa fundamentada ou contra quem 
sabe inocente.
Estamos diante de modalidade especial do delito inspirado no art. 339 do Código Penal 
(denunciação caluniosa). Entretanto, a previsão é ainda mais abrangente, posto que no art. 339 
CP há a exigência de que a imputação seja de crime.
Já no tipo penal do art. 30 da Lei 13.869/19, basta a instauração dos procedimentos em 
questão “sem justa causa” ou contra pessoa que se sabe inocente.
Mais uma vez a técnica legislativa peca quanto à taxatividade: como definir o que é justa 
causa para fins da criminalização da conduta?
Em tese o debate pode ser realizado de forma bastante ampla. Imagina-se ainda maior o 
problema no caso concreto. Nesse sentido, Sanches e Greco levantam, já em sede doutrinária, 
dúvidas sobre a constitucionalidade do dispositivo.No entanto, note que ainda não há ma-
nifestação jurisprudencial sobre o tema, nem em sede de controle difuso, nem em sede de 
controle concentrado de constitucionalidade.
O sujeito ativo da conduta será o agente público com atribuição para iniciar a referida per-
secução penal.
O sujeito passivo direto é a pessoa atingida pela conduta.
O sujeito passivo indireto é o Estado.
O elemento subjetivo se coaduna com o dos demais crimes: consubstancia-se no dolo, 
acrescido da finalidade especial de agir prevista no art. 1º, §1º da legislação em estudo.
2.20. Art. 31
Art. 31. Estender injustificadamente a investigação, procrastinando-a em prejuízo do investigado 
ou fiscalizado:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, inexistindo prazo para execução ou conclusão de 
procedimento, o estende de forma imotivada, procrastinando-o em prejuízo do investigado ou do 
fiscalizado.
Mais uma tipificação confusa para a conta do legislador. O termo injustificadamente (pre-
visto no caput) e a expressão de forma imotivada prevista no parágrafo único são de difícil 
definição, tornando o tipo bastante aberto.
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Ademais, o fato de o parágrafo único utilizar a expressão “inexistindo prazo para execução 
ou conclusão do procedimento” leva a crer que a conduta punida no caput é aquela da autori-
dade que extrapola o prazo legal para conclusão dos procedimentos.
Sobre isso, no entanto, devemos novamente aguardar os debates doutrinários que certa-
mente virão nos próximos meses.
A manifestação que já existe, no entanto, é no sentido de que o simples decurso do prazo 
não deverá configurar o delito. Por exemplo, em casos de difícil elucidação os quais implicam 
em atuação de maior complexidade por parte dos órgãos envolvidos na persecução penal, não 
há falar na conduta do art. 31.
O sujeito ativo da conduta será o agente público com atribuição para conduzir os referidos 
procedimentos.
O sujeito passivo direto é a pessoa atingida pela conduta.
O sujeito passivo indireto é o Estado.
O elemento subjetivo se coaduna com o dos demais crimes: consubstancia-se no dolo, 
acrescido da finalidade especial de agir prevista no art. 1º, §1º da legislação em estudo. Mais 
uma vez há ainda uma restrição excedente, consubstanciada no tipo penal (“finalidade de pre-
judicar interesse do investigado ou fiscalizado”).
2.21. Art. 32
Art. 32. Negar ao interessado, seu defensor ou advogado acesso aos autos de investigação prelimi-
nar, ao termo circunstanciado, ao inquérito ou a qualquer outro procedimento investigatório de infra-
ção penal, civil ou administrativa, assim como impedir a obtenção de cópias, ressalvado o acesso 
a peças relativas a diligências em curso, ou que indiquem a realização de diligências futuras, cujo 
sigilo seja imprescindível:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
No art. 32 há a tipificação de duas ações distintas: A negativa de acesso aos autos de in-
vestigação, ao TC, ao inquérito ou a outro procedimento investigatório, e a atuação no sentido 
de impedir a obtenção de cópias.
O referido tipo penal guarda intrínseca relação com a Súmula Vinculante 14 do STF, a saber:
Súmula Vinculante 14
“É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de 
prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com 
competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa.”
No mesmo sentido o Estatuto da OAB, ao tratar dos direitos do advogado:
Art. 7º São direitos do advogado:
XIV – examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir investigação, mesmo sem procu-
ração, autos de flagrante e de investigações de qualquer natureza, findos ou em andamento, ainda 
que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital;
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Logo, a violação aos direitos do advogado ou defensor, no sentido de obter acesso aos au-
tos dos procedimentos em questão, as quais antes encontravam amparo em remédios como 
mandado de segurança e reclamação ao STF (e até mesmo em sede de HC, a depender do 
risco para a liberdade do investigado) agora também encontra guarida na Lei de Abuso de 
Autoridade.
Noutro giro, cabe chamar a sua atenção para a exceção prevista no caput:
[...] ressalvado o acesso a peças relativas a diligências em curso, ou que indiquem a realização de 
diligências futuras, cujo sigilo seja imprescindível[...]
É sabido que no caso de diligências em curso, cuja ciência pela parte investigada pode pre-
judicar sua eficácia (v.g.: interceptação telefônica em andamento), os autos ficam apartados do 
procedimento principal, não sendo entregues ao defensor enquanto durar a medida.
Tais autos, felizmente, continuam a integrar exceção à regra geral, como não poderia dei-
xar de ser.
O sujeito ativo da conduta será o agente público com atribuição para presidir o procedi-
mento sobre o qual se nega o referido acesso.
O sujeito passivo direto é a pessoa atingida pela recusa.
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O elemento subjetivo se coaduna com o dos demais crimes: consubstancia-se no dolo, 
acrescido da finalidade especial de agir prevista no art. 1º, §1º da legislação em estudo.
2.22. Art. 33
Art. 33. Exigir informação ou cumprimento de obrigação, inclusive o dever de fazer ou de não fazer, 
sem expresso amparo legal:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem se utiliza de cargo ou função pública ou invoca a 
condição de agente público para se eximir de obrigação legal ou para obter vantagem ou privilégio 
indevido.
O art. 33 configura uma modalidade especial de constrangimento ilegal, na qual o agente 
público exige informação ou cumprimento de obrigação sem expresso amparo legal.
Especial atenção deve se dar ao verbo escolhido pelo legislador: exigir. Da mesma forma 
com que ocorre no delito de concussão, a exigência possui caráter de imposição, de ordem.
Consubstancia-se também o delito no caso do agente que utiliza sua condição de agente 
público para eximir-se de obrigação legal ou obter vantagem ou privilégio indevido.
A conduta do parágrafo único, nos ensina a doutrina, é a famosa “carteirada”, na qual o 
agente público se utiliza de sua condição para se eximir de obrigação ou para obter privilégios 
em razão do cargo que ocupa.
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Nunca é demais ressaltar que a referida conduta, prevista no parágrafo único, já era objeto 
de severa reprimenda na esfera administrativa, pelos entes correcionais dos mais diversos ór-
gãos da administração pública. Ademais, a própria lei de improbidade prevê sanções aplicadasà referida prática.
Nesse diapasão, a tipificação em questão com certeza será objeto de aprofundado debate 
jurídico nos próximos meses. Mais uma vez, o tipo penal é aberto, e a análise de casos concre-
tos será necessária para tornar mais claros os cenários e situações que se coadunam ao tipo 
penal em estudo.
O sujeito ativo da conduta será qualquer agente público.
O sujeito passivo direto é a pessoa constrangida pela referida ação.
O sujeito passivo indireto é o Estado.
O elemento subjetivo se coaduna com o dos demais crimes: consubstancia-se no dolo, 
acrescido da finalidade especial de agir prevista no art. 1º, §1º da legislação em estudo.
No caso do parágrafo único, há também a finalidade específica de obter vantagem ou pri-
vilégio indevido, ou de se eximir de obrigação legal.
2.23. Art. 36
Art. 36. Decretar, em processo judicial, a indisponibilidade de ativos financeiros em quantia que 
extrapole exacerbadamente o valor estimado para a satisfação da dívida da parte e, ante a demons-
tração, pela parte, da excessividade da medida, deixar de corrigi-la:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
O art. 36 da legislação em estudo pune o magistrado que decretar, em processo judicial, a 
indisponibilidade de ativos financeiros no termo previsto no tipo penal.
Como ocorreu em alguns outros crimes previstos na legislação em estudo, já existem algu-
mas manifestações no sentido de que o referido tipo penal seria inconstitucional, em razão do 
termo “exacerbadamente”, que não apresenta a taxatividade que se espera do legislador em 
sede de direito penal.
Por hora, é claro, o mais seguro é se ater ao texto de lei.
O sujeito ativo da conduta não é qualquer agente público, mas o juiz, haja vista a narrati-
va do tipo.
O sujeito passivo direto é a pessoa constrangida pela referida ação.
O sujeito passivo indireto é o Estado.
O elemento subjetivo se coaduna com o dos demais crimes: consubstancia-se no dolo, 
acrescido da finalidade especial de agir prevista no art. 1º, §1º da legislação em estudo.
2.24. Art. 37
Art. 37. Demorar demasiada e injustificadamente no exame de processo de que tenha requerido 
vista em órgão colegiado, com o intuito de procrastinar seu andamento ou retardar o julgamento:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
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O art. 37 trata da conduta do agente público que demorar demasiadamente e injustificada-
mente no exame de processo de que tenha requerido vista em órgão colegiado, com a finali-
dade específica de procrastinar seu andamento ou retardar seu julgamento.
Mais uma vez, estamos diante de tipo penal polêmico, que com certeza será objeto de 
debates sobre sua constitucionalidade, por conta do termo “demasiadamente”. Questiona a 
doutrina: o que seria demorar demasiadamente?
Novamente, por hora, o mais seguro é conhecer o tipo penal e acompanhar as manifesta-
ções judiciais e do magistério penal de nosso país.
O sujeito ativo da conduta é o agente público que pratica a ação definida no tipo.
O sujeito passivo direto é a pessoa prejudicada pela omissão e pela demora narradas 
no art. 37.
O sujeito passivo indireto é o Estado.
O elemento subjetivo se coaduna com o dos demais crimes: consubstancia-se no dolo, 
acrescido da finalidade especial de agir prevista no art. 1º, §1º da legislação em estudo. Ade-
mais, há ainda a finalidade específica cumulativa de “procrastinar o processo ou retardar seu 
julgamento”.
2.25. Art. 38
Art. 38. Antecipar o responsável pelas investigações, por meio de comunicação, inclusive rede so-
cial, atribuição de culpa, antes de concluídas as apurações e formalizada a acusação:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Mais um dispositivo legal que havia sido vetado pela Presidência e cujo veto foi derrubado 
pelo CN, o art. 38 pune a conduta da autoridade responsável por investigações que antecipa 
por meio de comunicação a atribuição de culpa antes de concluídas as apurações e formaliza-
da a acusação.
A doutrina existente se manifesta no sentido de que o que não é cabível é a atribuição de 
culpa, sendo que a mera publicidade do indivíduo como suspeito não configura meio idôneo 
de configuração do delito.
O sujeito ativo é a autoridade com atribuição para ser responsável pelas investigações.
O sujeito passivo direto é a pessoa prejudicada pela omissão e pela demora narradas 
no art. 37.
O sujeito passivo indireto é o Estado.
O elemento subjetivo se coaduna com o dos demais crimes: consubstancia-se no dolo, 
acrescido da finalidade especial de agir prevista no art. 1º, §1º da legislação em estudo.
3. consiDerAções finAis
Caro(a) aluno(a): você está de parabéns. A aula até o momento foi longa e sei que, em 
muitos pontos, de leitura não muito agradável, posto que estamos muito limitados pela dispo-
nibilidade de fontes jurídicas sobre o tema, o qual é demasiado recente.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
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Sabendo disso, resta apenas que você saiba o seguinte: a lei em estudo prevê, expressa-
mente, a aplicação subsidiária do CPP e da Lei 9.099/95:
Art. 39. Aplicam-se ao processo e ao julgamento dos delitos previstos nesta Lei, no que couber, as 
disposições do Decreto-Lei n. 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo Penal), e da Lei 
n. 9.099, de 26 de setembro de 1995.
As demais disposições legais (Art. 40 em diante) são disposições que alteraram outras 
leis de nosso país, devendo ser estudadas no âmbito dos referidos diplomas legais (tais como 
a lei de interceptações telefônicas, o ECA, entre outros).
Sabendo disso, só faltam duas coisas para encerrar nossa aula: revisão e questões.
Peço desculpas pelo fato de que a lista de questões é autoral. Afinal de contas, o diploma 
penal é recente, e não podemos contar com questões de certames anteriores.
Vamos nessa?
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RESUMO
Estrutura da Lei:
Lei 13.869/19
Capítulo 1 Disposições Gerais
(Art. 1º)
Capítulo 2 Sujeitos do Crime
(Art. 2º)
Capítulo 3 Ação Penal
(Art. 3º)
Capítulo 4 Penas e Efeitos da Condenação
(Arts. 4º e 5)
Capítulo 5 Sanções civis e administrativas
(Arts. 6º a 8º)
Capítulo 6 Crimes e Penas
(Arts. 9º a 38º) 
Capítulo7 Procedimento
(Art. 39º)
Capítulo 8 Disposições Finais
(Arts. 40º a 44º)
Conceitos Básicos:
Art. 1º Esta Lei define os crimes de abuso de autoridade, cometidos por agente público, servidor ou 
não, que, no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las, abuse do poder que lhe tenha 
sido atribuído.
Os delitos previstos na Lei n. 13.869/2019 são classificados como próprios, ou seja, só 
podem ser praticados por um sujeito ativo específico: o agente público.
Dolo Específico:
§ 1º As condutas descritas nesta Lei constituem crime de abuso de autoridade quando praticadas 
peloagente com a finalidade específica de prejudicar outrem ou beneficiar a si mesmo ou a terceiro, 
ou, ainda, por mero capricho ou satisfação pessoal.
Obs.: � Forma culposa: Continuam não existindo crimes de abuso de autoridade na 
forma CULPOSA.
 � Vedação ao “crime de hermenêutica”:
§ 2º A divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas não configura abuso de 
autoridade.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
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Sujeito Ativo:
Art. 2º É sujeito ativo do crime de abuso de autoridade qualquer agente público, servidor ou não, da 
administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal, dos Municípios e de Território, compreendendo, mas não se limitando a:
I – servidores públicos e militares ou pessoas a eles equiparadas;
II – membros do Poder Legislativo;
III – membros do Poder Executivo;
IV – membros do Poder Judiciário;
V – membros do Ministério Público;
VI – membros dos tribunais ou conselhos de contas.
Parágrafo único. Reputa-se agente público, para os efeitos desta Lei, todo aquele que exerce, ain-
da que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou 
qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função em órgão ou 
entidade abrangidos pelo caput deste artigo.
O rol apresentado na lei é considerado EXEMPLIFICATIVO para a doutrina.
Art. 2º
Servidores públicos e 
militares ou pessoas 
equiparadas
Membros dos poderes 
Legislativo, Executivo, 
Judiciário e MP
Membros dos Tribunais 
ou Conselhos de Contas
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Parágrafo único
Quem exerce, ainda 
que 
transitoriamente ou 
sem remuneração...
Por...
Eleição
Nomeação
Designação
Contratação
Ou outra forma de 
vínculo ou 
investidura
de Mandato, cargo, 
emprego ou 
função...
Na Adm. Direta
Indireta
Ou fundacional
De qualquer dos 
poderes, em todas 
as esferas!
Concurso de Pessoas & Abuso de Autoridade:
É possível a coautoria e a participação de particulares em delitos de abuso de autoridade, 
desde que o particular tenha o conhecimento da referida condição pessoal do autor com o qual 
está praticando a conduta delituosa.
Natureza da Ação Penal:
Por expressa previsão legal, todos os crimes previstos no referido diploma legal são de 
ação penal pública incondicionada.
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Efeitos da Condenação:
Obrigação de indenizar o 
dano causado pelo crime;
Inabilitação para o exercício 
de cargo, mandato ou 
função pública, pelo período 
de 1 (um) a 5 (cinco) anos;
A perda do cargo, do 
mandato ou da função 
pública.
Efeitos
Obrigação de 
Indenizar
Inabilitação e perda 
do cargo...
Devem ser 
declarados 
motivadamente na 
sentença
Requerem 
reincidência
NÃO são efeitos 
automáticos.
Penas Restritivas de Direitos:
A prestação de serviços comunitários ou a entidades públicas;
A suspensão do exercício do cargo, da função ou mandato, pelo prazo de 1 a 6 meses, com 
perda dos vencimentos e vantagens.
Não confunda a suspensão do exercício do cargo (pena restritiva de direitos) com a inabi-
litação para o exercício do cargo (efeito da condenação).
Suspensão
É pena restritiva de 
direitos
1 a 6 meses + perda 
dos vencimentos
Inabilitação
É efeito da 
condenação
1 a 5 anos
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Das Sanções:
As sanções penais previstas na lei serão aplicadas independentemente das sanções cíveis 
ou administrativas cabíveis.
Exceções a essa previsão:
1) Existência do fato e sua autoria: Havendo decisão sobre a existência do fato ou sobre 
sua autoria no âmbito do juízo criminal, tal mérito não poderá mais ser discutido nas esferas 
cível e administrativa;
2) Coisa Julgada: Sentença penal que reconhecer que o fato foi praticado sob o manto de 
excludente de ilicitude fará coisa julgada no âmbito cível e administrativo-disciplinar.
Crimes em Espécie – Revisão do Texto Legal
Art. 9º Decretar medida de privação da liberdade em manifesta desconformidade com as hipóte-
ses legais:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena a autoridade judiciária que, dentro de prazo razoável, deixar 
de:
I – relaxar a prisão manifestamente ilegal;
II – substituir a prisão preventiva por medida cautelar diversa ou de conceder liberdade provisória, 
quando manifestamente cabível;
III – deferir liminar ou ordem de habeas corpus, quando manifestamente cabível.
Art. 10. Decretar a condução coercitiva de testemunha ou investigado manifestamente descabida 
ou sem prévia intimação de comparecimento ao juízo:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Art. 12. Deixar injustificadamente de comunicar prisão em flagrante à autoridade judiciária no pra-
zo legal:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem:
I – deixa de comunicar, imediatamente, a execução de prisão temporária ou preventiva à autoridade 
judiciária que a decretou;
II – deixa de comunicar, imediatamente, a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontra à 
sua família ou à pessoa por ela indicada;
III – deixa de entregar ao preso, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, a nota de culpa, assinada pela 
autoridade, com o motivo da prisão e os nomes do condutor e das testemunhas;
IV – prolonga a execução de pena privativa de liberdade, de prisão temporária, de prisão preventiva, 
de medida de segurança ou de internação, deixando, sem motivo justo e excepcionalíssimo, de exe-
cutar o alvará de soltura imediatamente após recebido ou de promover a soltura do preso quando 
esgotado o prazo judicial ou legal.
Art. 13. Constranger o preso ou o detento, mediante violência, grave ameaça ou redução de sua 
capacidade de resistência, a:
I – exibir-se ou ter seu corpo ou parte dele exibido à curiosidade pública;
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II – submeter-se a situação vexatória ou a constrangimento não autorizadoem lei;
III – produzir prova contra si mesmo ou contra terceiro:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, sem prejuízo da pena cominada à violência.
Art. 15. Constranger a depor, sob ameaça de prisão, pessoa que, em razão de função, ministério, 
ofício ou profissão, deva guardar segredo ou resguardar sigilo:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem prossegue com o interrogatório:
I – de pessoa que tenha decidido exercer o direito ao silêncio; ou
II – de pessoa que tenha optado por ser assistida por advogado ou defensor público, sem a presen-
ça de seu patrono.
Art. 16. Deixar de identificar-se ou identificar-se falsamente ao preso por ocasião de sua captura 
ou quando deva fazê-lo durante sua detenção ou prisão:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, como responsável por interrogatório em sede de 
procedimento investigatório de infração penal, deixa de identificar-se ao preso ou atribui a si mesmo 
falsa identidade, cargo ou função.
Art. 18. Submeter o preso a interrogatório policial durante o período de repouso noturno, salvo se 
capturado em flagrante delito ou se ele, devidamente assistido, consentir em prestar declarações:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Art. 19. Impedir ou retardar, injustificadamente, o envio de pleito de preso à autoridade judiciária 
competente para a apreciação da legalidade de sua prisão ou das circunstâncias de sua custódia:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena o magistrado que, ciente do impedimento ou da demora, 
deixa de tomar as providências tendentes a saná-lo ou, não sendo competente para decidir sobre a 
prisão, deixa de enviar o pedido à autoridade judiciária que o seja.
Art. 20. Impedir, sem justa causa, a entrevista pessoal e reservada do preso com seu advogado:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem impede o preso, o réu solto ou o investigado de en-
trevistar-se pessoal e reservadamente com seu advogado ou defensor, por prazo razoável, antes de 
audiência judicial, e de sentar-se ao seu lado e com ele comunicar-se durante a audiência, salvo no 
curso de interrogatório ou no caso de audiência realizada por videoconferência.
Art. 21. Manter presos de ambos os sexos na mesma cela ou espaço de confinamento:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem mantém, na mesma cela, criança ou adolescente na 
companhia de maior de idade ou em ambiente inadequado, observado o disposto na Lei n. 8.069, de 
13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente).
Art. 22. Invadir ou adentrar, clandestina ou astuciosamente, ou à revelia da vontade do ocupante, 
imóvel alheio ou suas dependências, ou nele permanecer nas mesmas condições, sem determina-
ção judicial ou fora das condições estabelecidas em lei:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
§ 1º Incorre na mesma pena, na forma prevista no caput deste artigo, quem:
I – coage alguém, mediante violência ou grave ameaça, a franquear-lhe o acesso a imóvel ou suas 
dependências;
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III – cumpre mandado de busca e apreensão domiciliar após as 21h (vinte e uma horas) ou antes 
das 5h (cinco horas).
§ 2º Não haverá crime se o ingresso for para prestar socorro, ou quando houver fundados indícios 
que indiquem a necessidade do ingresso em razão de situação de flagrante delito ou de desastre.
Art. 23. Inovar artificiosamente, no curso de diligência, de investigação ou de processo, o estado 
de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de eximir-se de responsabilidade ou de responsabilizar 
criminalmente alguém ou agravar-lhe a responsabilidade:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem pratica a conduta com o intuito de:
I – eximir-se de responsabilidade civil ou administrativa por excesso praticado no curso de diligên-
cia;
II – omitir dados ou informações ou divulgar dados ou informações incompletos para desviar o cur-
so da investigação, da diligência ou do processo.
Art. 24. Constranger, sob violência ou grave ameaça, funcionário ou empregado de instituição hos-
pitalar pública ou privada a admitir para tratamento pessoa cujo óbito já tenha ocorrido, com o fim 
de alterar local ou momento de crime, prejudicando sua apuração:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, além da pena correspondente à violência.
Art. 25. Proceder à obtenção de prova, em procedimento de investigação ou fiscalização, por meio 
manifestamente ilícito:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem faz uso de prova, em desfavor do investigado ou 
fiscalizado, com prévio conhecimento de sua ilicitude.
Art. 27. Requisitar instauração ou instaurar procedimento investigatório de infração penal ou ad-
ministrativa, em desfavor de alguém, à falta de qualquer indício da prática de crime, de ilícito fun-
cional ou de infração administrativa:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Parágrafo único. Não há crime quando se tratar de sindicância ou investigação preliminar sumária, 
devidamente justificada.
Art. 28. Divulgar gravação ou trecho de gravação sem relação com a prova que se pretenda pro-
duzir, expondo a intimidade ou a vida privada ou ferindo a honra ou a imagem do investigado ou 
acusado:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Art. 29. Prestar informação falsa sobre procedimento judicial, policial, fiscal ou administrativo com 
o fim de prejudicar interesse de investigado:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Art. 30. Dar início ou proceder à persecução penal, civil ou administrativa sem justa causa funda-
mentada ou contra quem sabe inocente:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Art. 31. Estender injustificadamente a investigação, procrastinando-a em prejuízo do investigado 
ou fiscalizado:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, inexistindo prazo para execução ou conclusão de 
procedimento, o estende de forma imotivada, procrastinando-o em prejuízo do investigado ou do 
fiscalizado.
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Art. 32. Negar ao interessado, seu defensor ou advogado acesso aos autos de investigação pre-
liminar, ao termo circunstanciado, ao inquérito ou a qualquer outro procedimento investigatório 
de infração penal, civil ou administrativa, assim como impedir a obtenção de cópias, ressalvado o 
acesso a peças relativas a diligências em curso, ou que indiquem a realização de diligências futu-
ras, cujo sigilo seja imprescindível:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Art. 33. Exigir informação ou cumprimento de obrigação, inclusive o dever de fazer ou de não fazer, 
sem expresso amparo legal:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem se utiliza de cargo ou função pública ou invoca a 
condiçãode agente público para se eximir de obrigação legal ou para obter vantagem ou privilégio 
indevido.
Art. 36. Decretar, em processo judicial, a indisponibilidade de ativos financeiros em quantia que 
extrapole exacerbadamente o valor estimado para a satisfação da dívida da parte e, ante a de-
monstração, pela parte, da excessividade da medida, deixar de corrigi-la:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Art. 37. Demorar demasiada e injustificadamente no exame de processo de que tenha requerido 
vista em órgão colegiado, com o intuito de procrastinar seu andamento ou retardar o julgamento:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Art. 38. Antecipar o responsável pelas investigações, por meio de comunicação, inclusive rede 
social, atribuição de culpa, antes de concluídas as apurações e formalizada a acusação:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
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QUESTÕES DE CONCURSO
001. (CESPE/CEBRASPE/2021/CODEVASF/ASSESSOR JURÍDICO/DIREITO) Cometerá cri-
me previsto na Lei n.º 13.869/2019 (Lei de Abuso de Autoridade) o funcionário público que 
iniciar persecução administrativa sem justa causa fundamentada.
002. (CESPE/CEBRASPE/2021/PRF/POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL) Qualquer agente 
público, ainda que não seja servidor e não perceba remuneração, pode ser sujeito ativo do cri-
me de abuso de autoridade.
003. (CESPE/CEBRASPE/2021/POLÍCIA FEDERAL/DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL) A 
antecipação, por delegado da Polícia Federal, por meio de rede social, da atribuição de culpa, 
antes de concluídas as apurações e formalizada a acusação, caracteriza crime previsto na Lei 
de Abuso de Autoridade.
004. (CESPE/CEBRASPE/2021/POLÍCIA FEDERAL/PAPILOSCOPISTA POLICIAL FEDE-
RAL) Suponha que determinado policial federal tenha dado início à persecução penal contra 
uma pessoa, sem justa causa fundamentada, e outro policial, da mesma delegacia, tenha im-
pedido, sem justa causa, a entrevista pessoal e reservada do preso com seu advogado. Nessas 
situações, os dois policiais estarão sujeitos à mesma sanção penal.
005. (CESPE/CEBRASPE/2021/DEPEN/CARGO 8/AGENTE FEDERAL DE EXECUÇÃO PE-
NAL) Em cada um do item que se segue, é apresentada uma situação hipotética seguida de 
uma assertiva a ser julgada, acerca da legislação especial penal.
O Ministério Público perdeu o prazo para oferecer denúncia relativa a um crime de abuso de au-
toridade. Nessa situação, apesar de esse tipo de ação ser pública e incondicionada, admite-se 
a apresentação de ação penal privada subsidiária.
006. (CESPE/CEBRASPE/2021/PC-DF/AGENTE DE POLÍCIA DA CARREIRA DE POLÍCIA CI-
VIL DO DISTRITO FEDERAL) Caracteriza abuso de autoridade o cumprimento de mandado de 
busca e apreensão domiciliar fora do horário do expediente forense, se feito sem justa causa.
007. (CESPE/CEBRASPE/2021/PC-SE/AGENTE DE POLÍCIA JUDICIÁRIA) Não caracteri-
za abuso de autoridade a submissão de preso a interrogatório durante o período de repouso 
noturno em caso de flagrante delito ou se ele, devidamente assistido, consentir em prestar 
declarações.
008. (CESPE/CEBRASPE/2021/PC-SE/AGENTE DE POLÍCIA JUDICIÁRIA) Acerca dos cri-
mes de abuso de autoridade, julgue o item a seguir.
A ação penal, nesse caso, será pública incondicionada, podendo a autoridade policial instaurar 
inquérito de ofício sem qualquer provocação.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
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009. (CESPE/CEBRASPE/2021/PC-SE/AGENTE DE POLÍCIA JUDICIÁRIA) A perda do cargo 
em razão de condenação por crime de abuso de autoridade é de efeito automático, proceden-
do-se o afastamento do servidor público a partir do recebimento da denúncia.
010. (MPE-PR/2021/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/ADAPTADA) Os efeitos da con-
denação de perda do cargo, do mandato ou da função pública, previstos no inciso III do art. 4º, 
da Lei 13.869/19 (Lei de Abuso de Autoridade), além de estarem condicionados à reincidência 
em crime de abuso de autoridade, não são automáticos, devendo, pois, contar com necessária 
motivação na sentença penal condenatória.
011. (CETAP/2021/SEAP/PA/POLICIAL PENAL/AGENTE PENITENCIÁRIO FEMININO) Em 
conformidade com a Lei n.º 13.869, de 5 de setembro de 2019, e suas alterações, são efeitos 
da condenação: I- tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime, devendo o 
juiz, a requerimento do ofendido, fixar na sentença o valor mínimo para reparação dos danos 
causados pela infração, considerando os prejuízos por ele sofridos. II- a inabilitação para o 
exercício de cargo, mandato ou função pública, pelo período de 1 (um) a 5 (cinco) anos. III- a 
perda do cargo, do mandato ou da função pública. Estão corretos:
a) apenas os itens l e ll.
b) apenas os itens ll e ll.
c) apenas os itens l e ll.
d) todos os itens.
012. (CETAP/2021/SEAP – PA/POLICIAL PENAL/AGENTE PENITENCIÁRIO FEMININO) 
Determinado agente público deixou, injustificadamente e por mero capricho, de comunicar pri-
são em flagrante à autoridade judiciária no prazo legal. Neste caso, é correto afirmar, à luz da 
Lei n.º 13.869, de 5 de setembro de 2019, e suas alterações:
a) O fato é atípico.
b) Há na lei previsão expressa de redução da pena pela metade caso o crime tenha sido prati-
cado na modalidade culposa.
c) A pena é de detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
d) Embora o fato seja típico, não pode ser considerado crime de abuso de autoridade.
013. (CETAP/2021/SEAP – PA/POLICIAL PENAL/AGENTE PENITENCIÁRIO MASCULINO) 
É pena restritiva de direitos substitutiva das privativas de liberdade previstas na Lei n.º 13.869, 
de 05 de setembro de 2019 (Lei de Abuso de Autoridade) e suas alterações:
a) Multa.
b) Limitação de final de semana.
c) Perda de bens.
d) Prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
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014. (IBADE/2021/IAPEN – AC/ADVOGADO) Conforme a Lei n. 13.869/2019, que dispõe so-
bre os crimes de abuso de autoridade, assinale a alternativa CORRETA.
É considerado crime de abuso de autoridade:
a) submeter o preso a interrogatório policial durante o período de repouso diurno. (Art. 18)
b) deixar justificadamente de comunicar prisão em flagrante à autoridade judiciária no prazo 
legal. (Art. 12)
c) constranger o preso ou o detento, mediante violência, grave ameaça ou redução de sua 
capacidade de resistência, a submeter-se a situação vexatória ou a constrangimento não au-
torizado em lei. (Art. 13)
d) decretar medida de privação da liberdade em conformidade com as hipóteses legais. (Art. 9º)
e) manter presos do mesmo sexo na mesma cela ou espaço de confinamento. (Art. 21)
015. (NC/UFPR/2021/PC-PR/INVESTIGADOR DE POLÍCIA/PAPILOSCOPISTA) Considere 
as seguintes ações:
1. Submeter preso capturado em flagrante delito à realização de interrogatório policial durante 
o períodode repouso noturno.
2. Utilizar prova ilícita em desfavor do investigado, ainda que haja divergência na interpretação 
de lei sobre o caráter ilícito da prova.
3. Retardar, injustificadamente, o envio de pleito de preso à autoridade judiciária competente 
para a apreciação da legalidade de sua prisão ou das circunstâncias de sua custódia.
4. Prosseguir com o interrogatório de pessoa que tenha decidido exercer o direito ao silêncio.
De acordo com a Lei n. 13.869/2019, constitui(em) crime(s) de abuso de autoridade:
a) 1 apenas.
b) 2 e 3 apenas.
c) 3 e 4 apenas.
d) 1, 2 e 4 apenas.
e) 1, 2, 3 e 4.
016. (NC/UFPR/2021/PC-PR/DELEGADO DE POLÍCIA) Sobre a Lei n. 13.869/2019, que dis-
põe sobre os crimes de abuso de autoridade, assinale a alternativa correta.
a) O interrogatório pode ser realizado em período de repouso noturno, sem que a realização do 
ato constitua abuso de autoridade nas hipóteses de cumprimento de prisão preventiva, tempo-
rária e captura em flagrante, ainda que sem a concordância do preso.
b) É típica a conduta da autoridade que deixa de comunicar imediatamente a prisão de qual-
quer pessoa e o local onde se encontra esse preso à sua família ou à pessoa por ele indicada.
c) Os crimes de abuso de autoridade só se processam mediante representação da vítima.
d) É atípica a conduta da autoridade que prossegue com o interrogatório de pessoa que tenha 
decidido exercer o direito ao silêncio.
e) A divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas não serve como fun-
damento para afastar a configuração de abuso de autoridade.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
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017. (VUNESP/2021/PREFEITURA DE GUARUJÁ-SP/PROCURADOR JURÍDICO) Os crimes 
da Lei de Abuso de Autoridade são de ação penal
a) privada.
b) pública condicionada à representação do ofendido.
c) pública, condicionada à conclusão do processo administrativo disciplinar.
d) pública incondicionada, não se admitindo ação privada subsidiária.
e) pública incondicionada, admitindo-se, contudo, ação privada subsidiária.
018. (PM-MT/2021/PM-MT/SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR) Tendo em vista as disposi-
ções gerais da Lei n. 13.869/2019, que define os crimes de abuso de autoridade, é INCORRE-
TO afirmar:
a) Constitui crime de abuso de autoridade a conduta praticada pelo agente público com a fina-
lidade específica de beneficiar a si mesmo ou a terceiro.
b) O agente público, servidor ou não, que, no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-
-las, abuse do poder que lhe tenha sido atribuído, comete crime de abuso de autoridade.
c) Constitui crime de abuso de autoridade a conduta praticada pelo agente público com a fina-
lidade específica de prejudicar outrem.
d) A divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas pode configurar abu-
so de autoridade.
e) Constitui crime de abuso de autoridade a conduta praticada pelo agente público por mero 
capricho ou satisfação pessoal.
019. (PM-MT/2021/PM-MT/SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR) Segundo os dispositivos da 
Lei n. 13.869/2019, que define os crimes de abuso de autoridade, acerca dos efeitos da conde-
nação e das penas restritivas de direitos, assinale a afirmativa correta.
a) As penas restritivas de direitos podem ser aplicadas autônoma ou cumulativamente.
b) Deve o Juiz, a requerimento do ofendido, fixar na sentença o valor máximo para reparação 
dos danos causados pelo crime, considerando o caráter punitivo da obrigação de indenizar.
c) A perda do cargo, do mandato ou da função pública decorre automaticamente da condena-
ção por crime de abuso de autoridade.
d) Em caso de reincidência em crime de abuso de autoridade, é prevista pena de inabilitação 
para o exercício de cargo, mandato ou função pública, pelo período de 2 (dois) a 8 (oito) anos.
e) O sujeito ativo do crime de abuso de autoridade poderá ser condenado à pena restritiva de 
direitos cumulada com a privativa de liberdade.
020. (PM-MT/2021/SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR) De acordo com a Lei n. 13.869/2019, 
que dispõe sobre os crimes de abuso de autoridade, haverá crime quando o agente policial
a) cumprir mandado de busca e apreensão domiciliar depois das 5 h (cinco horas) e antes das 
21 h (vinte e uma horas).
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
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b) ingressar, à revelia da vontade do ocupante, em imóvel alheio ou suas dependências.
c) permanecer em imóvel alheio ou suas dependências, sem determinação judicial, para pres-
tar socorro.
d) ingressar em imóvel alheio ou suas dependências, quando houver fundados indícios de 
situação de flagrante delito.
e) adentrar imóvel alheio ou suas dependências, quando houver fundados indícios da necessi-
dade do ingresso em razão de desastre.
021. (INSTITUTO AOCP/2021/PC-PA/ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL) Referente à Lei de Abu-
so de Autoridade (Lei n. 13.869/2019), assinale a alternativa INCORRETA.
a) A divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas não configura abuso 
de autoridade.
b) Os crimes previstos nessa Lei são de ação penal pública incondicionada.
c) São possíveis efeitos da condenação, dentre outros, a inabilitação para o exercício de cargo, 
mandato ou função pública, pelo período de um a oito anos.
d) A perda do cargo, do mandato ou da função pública, como efeito da condenação, está con-
dicionada à ocorrência de reincidência em crime de abuso de autoridade e não é automática, 
devendo ser declarada motivadamente na sentença.
e) Entre as possíveis penas restritivas de direitos substitutivas das privativas de liberdade, está 
a suspensão do exercício do cargo, da função ou do mandato, pelo prazo de um a seis meses, 
com a perda dos vencimentos e das vantagens.
022. (FUNDATEC/2021/PGE-RS/PROCURADOR DO ESTADO) Francisco, delegado de polícia, 
apresentou sua carteira funcional e invocou sua condição de autoridade policial para ingressar 
sem passar pela fila e sem pagar ingresso, em boate da Zona Sul da Capital, onde fora jantar 
e dançar com sua namorada durante sua noite de folga. Na ocasião, também invocou sua 
condição para não efetuar o pagamento da bebida consumida. Na semana seguinte, retornou 
à boate, agora em serviço, para averiguar a ocorrência de tráfico de entorpecentes no local. 
Agora solicitou, para “aliviar” a fiscalização e não prejudicar a imagem do estabelecimento, 
jantar e bebida de graça para toda sua equipe. Considerando o enunciado é correto afirmar que 
Francisco cometeu:
a) Crime de abuso de autoridade, duas vezes.
b) Crime de corrupção passiva, duas vezes.
c) Crime de corrupção na segunda oportunidade, não praticando ilícito penal na primei-
ra ocasião.
d) Crime de abuso de autoridade na primeira ocasião e de corrupção passiva na segunda 
oportunidade.
e) Crime de abuso de autoridade na primeira ocasião e de prevaricação na segunda oportunidade.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
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Douglas Vargas023. (FGV/2021/TJ-RO/TÉCNICO JUDICIÁRIO) Constitui delito de abuso de autoridade cum-
prir mandado de busca e apreensão domiciliar:
a) fora do período de luminosidade solar;
b) após as 18h ou antes das 6h;
c) após as 20h ou antes das 8h;
d) após as 21h ou antes das 5h;
e) fora do horário de expediente forense.
024. (FCC/2021/DPE-SC/DEFENSOR PÚBLICO) De acordo com a Lei de abuso de autoridade 
(Lei n. 13.869/2019), é crime deixar de
a) comunicar, no prazo de 24 horas, a execução de prisão temporária ou preventiva à autorida-
de judiciária que a decretou.
b) substituir, em prazo razoável, a prisão preventiva por medida cautelar diversa ou de conce-
der liberdade provisória, quando manifestamente cabível.
c) comunicar, em prazo razoável, a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontra à sua 
família ou à pessoa por ela indicada.
d) identificar-se ou identificar-se falsamente ao investigado ou acusado em qualquer fase do 
inquérito policial ou da ação penal.
e) comunicar a prisão em flagrante à autoridade policial no prazo legal em qualquer hipótese.
025. (CEV-URCA/2021/PREFEITURA DE CRATO – CE/GUARDA MUNICIPAL) Com base em 
lei de abuso de autoridade, é sujeito ativo do crime de abuso de autoridade qualquer agente 
público, servidor ou não, da administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Po-
deres da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de Território, compreenden-
do, mas não se limitando a:
a) Servidores públicos e militares ou pessoas a eles equiparadas
b) Membros do Poder Legislativo
c) Membros do Poder Executivo
d) As alternativas “a”, “b”e “c” estão erradas
e) As alternativas “a”, “b”e “c” estão corretas
026. (IDECAN/2021/PEFOCE/AUXILIAR DE PERÍCIA) Marcelo, indiciado em inquérito poli-
cial que apura prática de delito de extorsão, é chamado a depor pela autoridade policial. Ao 
comparecer, opta por ser assistido por seu advogado. Todavia, enquanto aguarda a chegada 
do patrono, é constrangido pela autoridade policial, que passa a fazer insinuações no sentido 
de que, se Marcelo não colaborasse, não desse seu depoimento logo, poderia sair dali preso. 
Nessa hipótese, assinale a alternativa correta.
a) Embora não tenha agido corretamente, a autoridade policial não praticou crime algum, pois, 
na fase pré-processual, é possível inquirir pessoas sem a presença de advogado.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
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b) Não houve prática de delito no caso em tela, pois, na fase pré-processual, não há previsão 
de contraditório nem ampla defesa.
c) Agiu corretamente a autoridade policial, pois a falta de cooperação do indiciado traduz com-
portamento que deve ser reprimido.
d) Na hipótese, somente ocorreria delito previsto na lei de abuso de autoridade se o delegado 
realizasse o constrangimento mediante violência ou grave ameaça.
e) A autoridade policial praticou delito previsto na lei de abuso de autoridade. Embora seja 
possível inquirir pessoas sem a presença de advogado na fase pré-processual, sua presença 
se impõe quando investigado fizer essa opção.
027. (IDECAN/2021/PEFOCE/AUXILIAR DE PERÍCIA) Ivo foi preso em flagrante pela prática 
de delito de roubo com emprego de arma de fogo. Mesmo após 24 horas do flagrante, e sem 
qualquer justificativa, a autoridade policial ainda não havia feito a necessária comunicação da 
prisão em flagrante à autoridade judiciária. Nessa hipótese, é correto afirmar que
a) a atitude da autoridade policial configura crime previsto na lei de abuso de autoridade; crime 
omissivo próprio que inadmite tentativa, consumando-se com a mera omissão.
b) a atitude da autoridade policial configura crime previsto na lei de abuso de autoridade, mas 
na modalidade tentada, pois o prazo para a comunicação da prisão ainda não expirou com 
as 24 horas.
c) a autoridade policial não praticou crime algum, mas a prisão em flagrante será considerada 
ilegal e, portanto, deverá ser imediatamente relaxada.
d) a autoridade policial não praticou crime algum, mas será possível ao defensor de Ivo entrar 
com pedido de habeas corpus em virtude da ilegalidade da prisão.
e) a autoridade policial praticou crime de constrangimento ilegal e cárcere privado; além disso, 
a prisão será considerada ilegal e poderá anular todo o processo.
028. (OBJETIVA/2021/PREFEITURA DE CASCAVEL – PR/GUARDA MUNICIPAL) Conside-
rando-se a Lei n. 13.869/2019, sobre os crimes e as penas de abuso de autoridade, assinalar a 
alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE:
Decretar a condução coercitiva de testemunha ou investigado, manifestamente descabida ou 
sem prévia intimação de comparecimento ao juízo, terá pena de _________________.
a) detenção, de um a quatro anos, e multa
b) multa, apenas
c) detenção, de quatro a oito anos, apenas
d) detenção, de um a quatro anos, apenas
e) detenção, de quatro a sete anos, e multa
029. (ADM&TEC/2020/PREFEITURA DE GRAVATÁ – PE/GUARDA MUNICIPAL) Analise as 
afirmativas a seguir:
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
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I – Nos termos do artigo 22 da Lei n. 13.869, de 2019, invadir ou adentrar, clandestina ou as-
tuciosamente, ou à revelia da vontade do ocupante, um imóvel alheio ou suas dependências, 
ou nele permanecer nas mesmas condições, sem determinação judicial ou fora das condi-
ções estabelecidas em lei, é uma atitude sujeita à pena de detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) 
anos, e multa.
II – A Lei n. 13.869, de 2019, em seu artigo 15, determina que constranger a depor, sob ameaça 
de prisão, uma pessoa que, em razão de função, do ministério, do ofício ou da profissão, deva 
guardar segredo ou resguardar sigilo, é uma atitude sujeita à pena de multa e reparação do 
dano causado.
Marque a alternativa CORRETA:
a) As duas afirmativas são verdadeiras.
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
d) As duas afirmativas são falsas.
030. (IPEFAE/2020/PREFEITURA DE CAMPOS DO JORDÃO – SP/AGENTE DE TRÂNSITO) 
O sujeito ativo de uma infração penal é aquele que comete o crime, praticando a conduta des-
crita na lei penal incriminadora. Pode ser sujeito ativo no crime de abuso de autoridade:
a) Quem exerce cargo, emprego ou função pública, de natureza civil, ou militar, apenas perma-
nentemente.
b) Quem exerce cargo, emprego ou função pública, de natureza civil, ou militar, ainda que tran-
sitoriamente e sem remuneração.
c) Quem exerce cargo, emprego ou função pública, de natureza civil, ou militar, ainda que tran-
sitoriamente, porém apenas se mediante remuneração.
d) Quem exerce cargo, emprego ou função pública, ou privada de natureza civil, ou militar, ain-
da que transitoriamente, porém apenas se mediante remuneração.
031. (EDUCA/2020/PREFEITURA DE CABEDELO – PB/GUARDAS METROPOLITANAS DE 
CABEDELO) Está preconizado no art. 2º da Lei n. 13.869/19, “é sujeito ativo do crime de abuso 
de autoridade qualquer agente público, servidor ou não, da administração direta, indireta ou 
fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municí-
pios e de Território, compreendendo, mas não se limitando a”:
I – Servidores públicos e militares ou pessoas a eles equiparadas. II. Membros do Poder Le-
gislativo. III. Membros do Poder Executivo. IV. Membrosdo Poder Judiciário. V. Membros do 
Ministério Público. VI. Membros dos tribunais ou conselhos de contas.
Estão CORRETAS:
a) III, IV, V e VI.
b) I, II, V e VI.
c) I, II, III, IV e V.
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d) I, II, III, IV, V e VI.
e) II, III, IV, V e VI.
032. (IBADE/2020/PREFEITURA DE CARIACICA – ES/GUARDA MUNICIPAL) Incorre em cri-
me de abuso de autoridade o agente público que, no exercício de suas funções, por mera sa-
tisfação pessoal:
I – adentra imóvel alheio contra a vontade do ocupante;
II – adentra imóvel alheio para prestar socorro a pessoa ferida que se encontra no interior 
do imóvel;
III – coage alguém, mediante violência ou grave ameaça, a franquear-lhe o acesso a imóvel ou 
suas dependências.
Considerando as assertivas acima, estão corretas:
a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
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GABARITO
1. C
2. C
3. C
4. E
5. C
6. E
7. C
8. C
9. E
10. C
11. d
12. c
13. d
14. c
15. c
16. b
17. e
18. d
19. a
20. b
21. c
22. d
23. d
24. b
25. e
26. e
27. a
28. a
29. b
30. b
31. d
32. c
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
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GABARITO COMENTADO
001. (CESPE/CEBRASPE/2021/CODEVASF/ASSESSOR JURÍDICO/DIREITO) Cometerá cri-
me previsto na Lei n.º 13.869/2019 (Lei de Abuso de Autoridade) o funcionário público que 
iniciar persecução administrativa sem justa causa fundamentada.
É crime de abuso de autoridade previsto no art. 30 da Lei 13.869/19:
Art. 30. Dar início ou proceder à persecução penal, civil ou administrativa sem justa causa funda-
mentada ou contra quem sabe inocente:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Certo.
002. (CESPE/CEBRASPE/2021/PRF/POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL) Qualquer agente 
público, ainda que não seja servidor e não perceba remuneração, pode ser sujeito ativo do cri-
me de abuso de autoridade.
Exatamente. Essa é a definição legal:
Lei de Abuso de Autoridade: Art. 2º, Parágrafo único, “Reputa-se agente público, para os efeitos 
desta Lei, todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, 
nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, 
cargo, emprego ou função em órgão ou entidade abrangidos pelo caput deste artigo.”
Certo.
003. (CESPE/CEBRASPE/2021/POLÍCIA FEDERAL/DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL) A 
antecipação, por delegado da Polícia Federal, por meio de rede social, da atribuição de culpa, 
antes de concluídas as apurações e formalizada a acusação, caracteriza crime previsto na Lei 
de Abuso de Autoridade.
É o crime do art. 38 da Lei 13.869/19:
Art. 38. Antecipar o responsável pelas investigações, por meio de comunicação, inclusive rede so-
cial, atribuição de culpa, antes de concluídas as apurações e formalizada a acusação
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Certo.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
DIREITO PENAL
Douglas Vargas
004. (CESPE/CEBRASPE/2021/POLÍCIA FEDERAL/PAPILOSCOPISTA POLICIAL FEDE-
RAL) Suponha que determinado policial federal tenha dado início à persecução penal contra 
uma pessoa, sem justa causa fundamentada, e outro policial, da mesma delegacia, tenha im-
pedido, sem justa causa, a entrevista pessoal e reservada do preso com seu advogado. Nessas 
situações, os dois policiais estarão sujeitos à mesma sanção penal.
Questão mais pesada, pois demanda do aluno conhecimento acerca das penas:
Conduta 1:
Art. 30. Dar início ou proceder à persecução penal, civil ou administrativa sem justa causa funda-
mentada ou contra quem sabe inocente:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Conduta 2:
Art. 20. Impedir, sem justa causa, a entrevista pessoal e reservada do preso com seu advogado:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Errado.
005. (CESPE/CEBRASPE/2021/DEPEN/CARGO 8/AGENTE FEDERAL DE EXECUÇÃO PE-
NAL) Em cada um do item que se segue, é apresentada uma situação hipotética seguida de 
uma assertiva a ser julgada, acerca da legislação especial penal.
O Ministério Público perdeu o prazo para oferecer denúncia relativa a um crime de abuso de au-
toridade. Nessa situação, apesar de esse tipo de ação ser pública e incondicionada, admite-se 
a apresentação de ação penal privada subsidiária.
É o que prevê o art. 3º da Lei:
Art. 3º Os crimes previstos nesta Lei são de ação penal pública incondicionada.
§ 1º Será admitida ação privada se a ação penal pública não for intentada no prazo legal, cabendo 
ao Ministério Público aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva, intervir em todos 
os termos do processo, fornecer elementos de prova, interpor recurso e, a todo tempo, no caso de 
negligência do querelante, retomar a ação como parte principal.
§ 2º A ação privada subsidiária será exercida no prazo de 6 (seis) meses, contado da data em que 
se esgotar o prazo para oferecimento da denúncia.
Certo.
006. (CESPE/CEBRASPE/2021/PC-DF/AGENTE DE POLÍCIA DA CARREIRA DE POLÍCIA CI-
VIL DO DISTRITO FEDERAL) Caracteriza abuso de autoridade o cumprimento de mandado de 
busca e apreensão domiciliar fora do horário do expediente forense, se feito sem justa causa.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
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Expediente forense (normalmente de 8 às 18h) não se confunde com o horário previsto na Lei 
de Abuso de Autoridade para o cumprimento de mandado de busca e apreensão.
Dessa forma, incorrerá em crime de abuso de autoridade aquele que “cumpre mandado de 
busca e apreensão domiciliar após as 21h (vinte e uma horas) ou antes das 5h (cinco horas).”
É a determinação do art. 22, § 1º, III, da Lei 13.869/19.
Errado.
007. (CESPE/CEBRASPE/2021/PC-SE/AGENTE DE POLÍCIA JUDICIÁRIA) Não caracteri-
za abuso de autoridade a submissão de preso a interrogatório durante o período de repouso 
noturno em caso de flagrante delito ou se ele, devidamente assistido, consentir em prestar 
declarações.
Isso mesmo:
Lei 13.869/19, Art. 18. Submeter o preso a interrogatório policial durante o período de repouso no-https://www.grancursosonline.com.br
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
DIREITO PENAL
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LEI N. 13.869/2019 – LEI DE ABUSO DE AUTORIDADE
Olá, querido(a) aluno(a)!
Na aula de hoje estudaremos a nova Lei de Abuso de Autoridade (Lei 13.869/19), a qual 
revogou expressamente a antiga Lei 4.898/65 e trouxe uma nova roupagem para o tema.
Será uma aula breve e direta. Ao final, como de praxe, faremos uma lista de exercícios 
completa e atualizada sobre os temas apresentados, a fim de fixarmos os temas estudados e 
alcançarmos níveis mais aprofundados de conhecimento
Espero que gostem do material!
Lembrando que estou sempre às ordens dos senhores no fórum de dúvidas e nas redes 
sociais (@teoriainterativa no Instagram). Estamos juntos!
Um abraço a todos e bons estudos!
Prof. Douglas
1. Disposições iniciAis AcercA Do Abuso De AutoriDADe
A tipificação penal das condutas conhecidas como “abuso de autoridade” não é novidade 
no ordenamento jurídico brasileiro. Pelo contrário. O próprio Código Penal, antes mesmo da 
existência da Lei 4.898/65, já apresentava um tipo penal relacionado ao tema, na figura do an-
tigo (e hoje revogado) art. 350 CP:
Exercício arbitrário ou abuso de poder
Art. 350 - (Revogado pela Lei n. 13.869, de 2019) 
O referido artigo já há muito não possuía aplicabilidade, pois desde a vigência da Lei 
4.898/65, parcela majoritária da doutrina entendia pela revogação implícita de seu texto, haja 
vista que a referida Lei configurava diploma superveniente e especial para regular a matéria.
Para a alegria dos estudiosos do tema e principalmente dos concurseiros, a Lei 13.869/19 
foi além, revogando tanto o art. 350 quanto a Lei 4.898/65 de forma expressa, o que torna 
mais simples o estudo do assunto deste ponto em diante:
Lei 13.869/19, Art. 44. Revogam-se a Lei n. 4.898, de 9 de dezembro de 1965, e o § 2º do 
art. 150 e o art. 350, ambos do Decreto-Lei n. 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal).
Uma vez que conhecemos um pouco o histórico legal do tema em estudo, podemos passar 
a analisar estrutura do novo diploma legal, a qual nos oferecerá uma breve organização dos 
tópicos que serão abordados a seguir.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
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Lei 13.869/19
Capítulo 1 Disposições Gerais
(Art. 1º)
Capítulo 2 Sujeitos do Crime
(Art. 2º)
Capítulo 3 Ação Penal
(Art. 3º)
Capítulo 4 Penas e Efeitos da Condenação
(Arts. 4º e 5)
Capítulo 5 Sanções civis e administrativas
(Arts. 6º a 8º)
Capítulo 6 Crimes e Penas
(Arts. 9º a 38º) 
Capítulo7 Procedimento
(Art. 39º)
Capítulo 8 Disposições Finais
(Arts. 40º a 44º)
A parte mais importante, mais polêmica e mais extensa do diploma legal é sem dúvidas a 
parte de Crimes e Penas, sobre os quais trataremos com tantos detalhes quanto for possível 
no decorrer da aula de hoje.
Mas comecemos pelo básico: A definição do abuso de autoridade e dos sujeitos ativos da 
referida conduta.
1.1. Abuso De AutoriDADe
Como nos ensina a literatura sobre o tema, o agente público deve se pautar sempre pelos 
ditames legais, na figura da chamada legalidade estrita (a ele só é permitido fazer o que a lei 
autoriza).
Nesse sentido, deve o agente público também pautar-se por outros preceitos constitucio-
nais da mais alta importância, tais como a moralidade e a impessoalidade.
Nesse contexto, atos abusivos praticados por agentes públicos são de especial interesse 
para a sociedade, devendo ser reprimidos e punidos a contento. A existência de normas penais 
como o antigo art. 350 do CP e da antiga Lei de Abuso de Autoridade busca justamente ofere-
cer tutela e vigilância contra possíveis práticas ilícitas.
No entanto, entendeu o Congresso Nacional que a Lei de Abuso de Autoridade necessitava 
de modernização e atualização, processo este que acabou resultando na Lei 13.869/19.
Certo é que tanto o diploma legal antigo (4.898/65) quanto o novo (13.869/19) são alvos 
de críticas e controvérsias. O anterior, por ser considerado demasiado leve (todas as infrações 
penais de abuso de autoridade existentes anteriormente configuravam infrações de menor 
potencial ofensivo).
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
DIREITO PENAL
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Já o novo diploma legal padece de diversas outras críticas doutrinárias, como iremos ve-
rificar no decorrer dessa aula. Para citar um exemplo, há quem entenda que alguns dos novos 
tipos penais são demasiado abertos, sem uma definição clara da conduta ilícita que se pro-
cura suprimir.
Compreendendo esse contexto torna-se mais clara a essência do art. 1º do diploma legal:
Art. 1º Esta Lei define os crimes de abuso de autoridade, cometidos por agente público, servidor ou 
não, que, no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las, abuse do poder que lhe tenha 
sido atribuído.
Veja que não é nada além do que apresentamos até agora (definição de crimes praticados 
por agentes públicos que no exercício das funções abusam do poder que lhes foi atribuído pelo 
ordenamento jurídico).
Nesse diapasão, tome nota da primeira observação importante:
Os delitos previstos na Lei n. 13.869/2019 são classificados como próprios, ou seja, só podem 
ser praticados por um sujeito ativo específico: o agente público.
Não se preocupe: a definição de agente público se dá nos termos do art. 2º, o qual estuda-
remos mais à frente. Antes disso, devemos fazer a leitura do §1º do art. 1º, o qual nos apresen-
ta uma importante definição:
Art. 1º, § 1º As condutas descritas nesta Lei constituem crime de abuso de autoridade quando pra-
ticadas pelo agente com a finalidade específica de prejudicar outrem ou beneficiar a si mesmo ou a 
terceiro, ou, ainda, por mero capricho ou satisfação pessoal.
Aqui temos a preocupação do legislador em apresentar a necessidade do chamado dolo 
específico para a configuração do delito de abuso de autoridade.
Em outras palavras, temos um elemento subjetivo especial, uma finalidade especial de 
agir, de modo que o agente só praticará abuso de autoridade se o ato foi realizado para preju-
dicar outrem, beneficiar o agente público ou por capricho ou satisfação pessoal.
Ademais, é preciso ressaltar que há uma similaridade importante entre a antiga e a nova 
Lei de Abuso de Autoridade: continuam não existindo crimes de abuso de autoridade na for-
ma CULPOSA.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
DIREITO PENAL
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A vedação ao “crime de hermenêutica”
Quando o projeto de lei estava ainda em análise pelas casas legislativas, Sérgio Moro, ain-
da juiz na época, foi convidado a comparecer e debater a temática do abuso de autoridade no 
Congresso Nacional.
Na ocasião, uma das preocupações do então magistrado foi com a possibilidade de res-
ponsabilização dos agentes públicos pelo que chamou de crime de hermenêutica, ou seja, a 
criminalização de mera interpretaçãoturno, salvo se capturado em flagrante delito ou se ele, devidamente assistido, consentir em prestar 
declarações:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Certo.
008. (CESPE/CEBRASPE/2021/PC-SE/AGENTE DE POLÍCIA JUDICIÁRIA) Acerca dos cri-
mes de abuso de autoridade, julgue o item a seguir.
A ação penal, nesse caso, será pública incondicionada, podendo a autoridade policial instaurar 
inquérito de ofício sem qualquer provocação.
Exatamente. Os crimes previstos na Lei de Abuso de Autoridade são de ação penal pública 
incondicionada. Dessa forma, nos moldes do CPP, poderá a autoridade policial proceder de 
ofício para a instauração do IP.
Certo.
009. (CESPE/CEBRASPE/2021/PC-SE/AGENTE DE POLÍCIA JUDICIÁRIA) A perda do cargo 
em razão de condenação por crime de abuso de autoridade é de efeito automático, proceden-
do-se o afastamento do servidor público a partir do recebimento da denúncia.
Nada disso. Conforme estudamos, a perda do cargo é condicionada à ocorrência de reincidên-
cia em crime de abuso de autoridade. Dessa forma, não será automática, devendo ser declara-
da motivadamente na sentença.
Errado.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
DIREITO PENAL
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010. (MPE-PR/2021/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/ADAPTADA) Os efeitos da con-
denação de perda do cargo, do mandato ou da função pública, previstos no inciso III do art. 4º, 
da Lei 13.869/19 (Lei de Abuso de Autoridade), além de estarem condicionados à reincidência 
em crime de abuso de autoridade, não são automáticos, devendo, pois, contar com necessária 
motivação na sentença penal condenatória.
Acerca dos efeitos da condenação prevê a lei:
Art. 4º São efeitos da condenação:
I – tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime, devendo o juiz, a requerimento 
do ofendido, fixar na sentença o valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração, 
considerando os prejuízos por ele sofridos;
II – a inabilitação para o exercício de cargo, mandato ou função pública, pelo período de 1 (um) a 
5 (cinco) anos;
III – a perda do cargo, do mandato ou da função pública.
Parágrafo único. Os efeitos previstos nos incisos II e III do caput deste artigo são condicionados à 
ocorrência de reincidência em crime de abuso de autoridade e não são automáticos, devendo ser 
declarados motivadamente na sentença.
Certo.
011. (CETAP/2021/SEAP/PA/POLICIAL PENAL/AGENTE PENITENCIÁRIO FEMININO) Em 
conformidade com a Lei n.º 13.869, de 5 de setembro de 2019, e suas alterações, são efeitos 
da condenação: I- tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime, devendo o 
juiz, a requerimento do ofendido, fixar na sentença o valor mínimo para reparação dos danos 
causados pela infração, considerando os prejuízos por ele sofridos. II- a inabilitação para o 
exercício de cargo, mandato ou função pública, pelo período de 1 (um) a 5 (cinco) anos. III- a 
perda do cargo, do mandato ou da função pública. Estão corretos:
a) apenas os itens l e ll.
b) apenas os itens ll e ll.
c) apenas os itens l e ll.
d) todos os itens.
Todos são efeitos da condenação previstos no art. 4º da Lei de Abuso de Autoridade, conforme 
destacamos na questão anterior.
Letra d.
012. (CETAP/2021/SEAP – PA/POLICIAL PENAL/AGENTE PENITENCIÁRIO FEMININO) 
Determinado agente público deixou, injustificadamente e por mero capricho, de comunicar pri-
são em flagrante à autoridade judiciária no prazo legal. Neste caso, é correto afirmar, à luz da 
Lei n.º 13.869, de 5 de setembro de 2019, e suas alterações:
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
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a) O fato é atípico.
b) Há na lei previsão expressa de redução da pena pela metade caso o crime tenha sido prati-
cado na modalidade culposa.
c) A pena é de detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
d) Embora o fato seja típico, não pode ser considerado crime de abuso de autoridade.
É a conduta do art. 12 da Lei de Abuso de Autoridade:
Art. 12. Deixar injustificadamente de comunicar prisão em flagrante à autoridade judiciária no prazo 
legal:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Letra c.
013. (CETAP/2021/SEAP – PA/POLICIAL PENAL/AGENTE PENITENCIÁRIO MASCULINO) 
É pena restritiva de direitos substitutiva das privativas de liberdade previstas na Lei n.º 13.869, 
de 05 de setembro de 2019 (Lei de Abuso de Autoridade) e suas alterações:
a) Multa.
b) Limitação de final de semana.
c) Perda de bens.
d) Prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas.
A lei prevê em seu art. 5º duas penas restritivas de direitos:
A prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas e a suspensão do exercício 
do cargo, da função ou do mandato, pelo prazo de 1 (um) a 6 (seis) meses, com a perda dos 
vencimentos e das vantagens.
Letra d.
014. (IBADE/2021/IAPEN – AC/ADVOGADO) Conforme a Lei n. 13.869/2019, que dispõe so-
bre os crimes de abuso de autoridade, assinale a alternativa CORRETA.
É considerado crime de abuso de autoridade:
a) submeter o preso a interrogatório policial durante o período de repouso diurno. (Art. 18)
b) deixar justificadamente de comunicar prisão em flagrante à autoridade judiciária no prazo 
legal. (Art. 12)
c) constranger o preso ou o detento, mediante violência, grave ameaça ou redução de sua 
capacidade de resistência, a submeter-se a situação vexatória ou a constrangimento não au-
torizado em lei. (Art. 13)
d) decretar medida de privação da liberdade em conformidade com as hipóteses legais. (Art. 9º)
e) manter presos do mesmo sexo na mesma cela ou espaço de confinamento. (Art. 21)
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
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Vejamos caso a caso:
a) Errada. O crime do art. 18 é o de “Submeter o preso a interrogatório policial durante o período 
de repouso noturno.”
b) Errada. O crime do art. 12 é o de “Deixar injustificadamente de comunicar prisão em flagran-
te à autoridade judiciária no prazo legal.”
c) Certa. É a conduta exata do art. 13 da lei.
d) Errada. A conduta do art. 9º é a de “Decretar medida de privação da liberdade em manifesta 
desconformidade com as hipóteses legais.”
e) Errada. A conduta do art. 21 é a de “Manter presos de ambos os sexos na mesma cela ou 
espaço de confinamento.”
Letra c.
015. (NC/UFPR/2021/PC-PR/INVESTIGADOR DE POLÍCIA/PAPILOSCOPISTA) Considere 
as seguintes ações:
1. Submeter preso capturado em flagrante delito à realização de interrogatório policial durante 
o período de repouso noturno.
2. Utilizar prova ilícita em desfavor do investigado, ainda que haja divergência na interpretação 
de lei sobre o caráter ilícito da prova.
3. Retardar, injustificadamente, o envio de pleito de preso à autoridade judiciária competente 
para a apreciação da legalidade de sua prisão ou das circunstâncias de sua custódia.
4. Prosseguir com o interrogatório de pessoa que tenha decidido exercer o direito ao silêncio.
De acordo com a Lein. 13.869/2019, constitui(em) crime(s) de abuso de autoridade:
a) 1 apenas.
b) 2 e 3 apenas.
c) 3 e 4 apenas.
d) 1, 2 e 4 apenas.
e) 1, 2, 3 e 4.
Vejamos caso a caso:
1. Errado. A assertiva traz a exceção do art. 18: “...salvo se capturado em flagrante delito ou se 
ele, devidamente assistido, consentir em prestar declarações.”
2. Errado. De acordo com a lei: “A divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos 
e provas não configura abuso de autoridade.”
3. Certo. É o crime do art. 19 da Lei de Abuso de Autoridade.
4. Certo. É o crime do art. 15, parágrafo único, I, da Lei de Abuso de Autoridade.
Letra c.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
DIREITO PENAL
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016. (NC/UFPR/2021/PC-PR/DELEGADO DE POLÍCIA) Sobre a Lei n. 13.869/2019, que dis-
põe sobre os crimes de abuso de autoridade, assinale a alternativa correta.
a) O interrogatório pode ser realizado em período de repouso noturno, sem que a realização do 
ato constitua abuso de autoridade nas hipóteses de cumprimento de prisão preventiva, tempo-
rária e captura em flagrante, ainda que sem a concordância do preso.
b) É típica a conduta da autoridade que deixa de comunicar imediatamente a prisão de qual-
quer pessoa e o local onde se encontra esse preso à sua família ou à pessoa por ele indicada.
c) Os crimes de abuso de autoridade só se processam mediante representação da vítima.
d) É atípica a conduta da autoridade que prossegue com o interrogatório de pessoa que tenha 
decidido exercer o direito ao silêncio.
e) A divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas não serve como fun-
damento para afastar a configuração de abuso de autoridade.
Vamos analisar as alternativas:
a) Errada. Não será crime se capturado em flagrante delito ou se ele, devidamente assistido, 
consentir em prestar declarações.
b) Certa. É crime do art. 12 da Lei de Abuso de Autoridade.
c) Errada. São todos de ação penal pública incondicionada.
d) Errada. É crime do art. 15, parágrafo único, I, da Lei de Abuso de Autoridade.
e) Errada. De acordo com a lei: “A divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos 
e provas não configura abuso de autoridade.”
Letra b.
017. (VUNESP/2021/PREFEITURA DE GUARUJÁ-SP/PROCURADOR JURÍDICO) Os crimes 
da Lei de Abuso de Autoridade são de ação penal
a) privada.
b) pública condicionada à representação do ofendido.
c) pública, condicionada à conclusão do processo administrativo disciplinar.
d) pública incondicionada, não se admitindo ação privada subsidiária.
e) pública incondicionada, admitindo-se, contudo, ação privada subsidiária.
É a previsão do art. 3º da lei:
Art. 3º Os crimes previstos nesta Lei são de ação penal pública incondicionada.
Letra e.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
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018. (PM-MT/2021/PM-MT/SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR) Tendo em vista as disposi-
ções gerais da Lei n. 13.869/2019, que define os crimes de abuso de autoridade, é INCORRE-
TO afirmar:
a) Constitui crime de abuso de autoridade a conduta praticada pelo agente público com a fina-
lidade específica de beneficiar a si mesmo ou a terceiro.
b) O agente público, servidor ou não, que, no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-
-las, abuse do poder que lhe tenha sido atribuído, comete crime de abuso de autoridade.
c) Constitui crime de abuso de autoridade a conduta praticada pelo agente público com a fina-
lidade específica de prejudicar outrem.
d) A divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas pode configurar abu-
so de autoridade.
e) Constitui crime de abuso de autoridade a conduta praticada pelo agente público por mero 
capricho ou satisfação pessoal.
Vejamos caso a caso:
a) Certa. É a disposição do art. 1º, § 1º, da Lei 13.869/19.
b) Certa. É a disposição do art. 1º, caput, da Lei 13.869/19.
c) Certa. É a disposição do art. 1º, § 1º, da Lei 13.869/19.
d) Errada. De acordo com a lei: “A divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos 
e provas não configura abuso de autoridade.”
e) Certa. É a disposição do art. 1º, § 1º, da Lei 13.869/19.
Letra d.
019. (PM-MT/2021/PM-MT/SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR) Segundo os dispositivos da 
Lei n. 13.869/2019, que define os crimes de abuso de autoridade, acerca dos efeitos da conde-
nação e das penas restritivas de direitos, assinale a afirmativa correta.
a) As penas restritivas de direitos podem ser aplicadas autônoma ou cumulativamente.
b) Deve o Juiz, a requerimento do ofendido, fixar na sentença o valor máximo para reparação 
dos danos causados pelo crime, considerando o caráter punitivo da obrigação de indenizar.
c) A perda do cargo, do mandato ou da função pública decorre automaticamente da condena-
ção por crime de abuso de autoridade.
d) Em caso de reincidência em crime de abuso de autoridade, é prevista pena de inabilitação 
para o exercício de cargo, mandato ou função pública, pelo período de 2 (dois) a 8 (oito) anos.
e) O sujeito ativo do crime de abuso de autoridade poderá ser condenado à pena restritiva de 
direitos cumulada com a privativa de liberdade.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
DIREITO PENAL
Douglas Vargas
Vejamos caso a caso:
a) Certa. É a previsão do Art. 5º, parágrafo único, da Lei 13.869/19.
b) Errada. A obrigação de indenizar é efeito da condenação. Dessa forma, deve o juiz fixar na 
sentença o valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração, considerando os 
prejuízos por ele sofridos.
c) Errada. Não é automática, necessita de reincidência em crime de mesma espécie, além de 
declaração motivada na sentença.
d) Errada. A inabilitação para o exercício de cargo, mandato ou função pública, é pelo período 
de 1 (um) a 5 (cinco) anos.
e) Errada. As penas restritivas de direitos são substitutivas das privativas de liberdade.
Letra a.
020. (PM-MT/2021/SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR) De acordo com a Lei n. 13.869/2019, 
que dispõe sobre os crimes de abuso de autoridade, haverá crime quando o agente policial
a) cumprir mandado de busca e apreensão domiciliar depois das 5 h (cinco horas) e antes das 
21 h (vinte e uma horas).
b) ingressar, à revelia da vontade do ocupante, em imóvel alheio ou suas dependências.
c) permanecer em imóvel alheio ou suas dependências, sem determinação judicial, para pres-
tar socorro.
d) ingressar em imóvel alheio ou suas dependências, quando houver fundados indícios de 
situação de flagrante delito.
e) adentrar imóvel alheio ou suas dependências, quando houver fundados indícios da necessi-
dade do ingresso em razão de desastre.
Vejamos cada uma delas:
a) Errada. Haverá crime quando o agente policial cumprir mandado de busca e apreensão do-
miciliar antes das 5 h (cinco horas) e depois das 21 h (vinte e uma horas).
b) Certa. É o crime do art. 22 da Lei 13.869/19.
c) Errada. A lei prevê expressamente que “Não haverá crime se o ingresso for para prestar so-
corro, ou quando houver fundados indíciosque indiquem a necessidade do ingresso em razão 
de situação de flagrante delito ou de desastre.”
d) Errada. A lei prevê expressamente que “Não haverá crime se o ingresso for para prestar so-
corro, ou quando houver fundados indícios que indiquem a necessidade do ingresso em razão 
de situação de flagrante delito ou de desastre.”
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
DIREITO PENAL
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e) Errada. A lei prevê expressamente que “Não haverá crime se o ingresso for para prestar so-
corro, ou quando houver fundados indícios que indiquem a necessidade do ingresso em razão 
de situação de flagrante delito ou de desastre.”
Letra b.
021. (INSTITUTO AOCP/2021/PC-PA/ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL) Referente à Lei de Abu-
so de Autoridade (Lei n. 13.869/2019), assinale a alternativa INCORRETA.
a) A divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas não configura abuso 
de autoridade.
b) Os crimes previstos nessa Lei são de ação penal pública incondicionada.
c) São possíveis efeitos da condenação, dentre outros, a inabilitação para o exercício de cargo, 
mandato ou função pública, pelo período de um a oito anos.
d) A perda do cargo, do mandato ou da função pública, como efeito da condenação, está con-
dicionada à ocorrência de reincidência em crime de abuso de autoridade e não é automática, 
devendo ser declarada motivadamente na sentença.
e) Entre as possíveis penas restritivas de direitos substitutivas das privativas de liberdade, está 
a suspensão do exercício do cargo, da função ou do mandato, pelo prazo de um a seis meses, 
com a perda dos vencimentos e das vantagens.
O efeito da condenação é o de inabilitação para o exercício de cargo, mandato ou função públi-
ca, pelo período de 1 (um) a 5 (cinco) anos.
Letra c.
022. (FUNDATEC/2021/PGE-RS/PROCURADOR DO ESTADO) Francisco, delegado de polícia, 
apresentou sua carteira funcional e invocou sua condição de autoridade policial para ingressar 
sem passar pela fila e sem pagar ingresso, em boate da Zona Sul da Capital, onde fora jantar 
e dançar com sua namorada durante sua noite de folga. Na ocasião, também invocou sua 
condição para não efetuar o pagamento da bebida consumida. Na semana seguinte, retornou 
à boate, agora em serviço, para averiguar a ocorrência de tráfico de entorpecentes no local. 
Agora solicitou, para “aliviar” a fiscalização e não prejudicar a imagem do estabelecimento, 
jantar e bebida de graça para toda sua equipe. Considerando o enunciado é correto afirmar que 
Francisco cometeu:
a) Crime de abuso de autoridade, duas vezes.
b) Crime de corrupção passiva, duas vezes.
c) Crime de corrupção na segunda oportunidade, não praticando ilícito penal na primei-
ra ocasião.
d) Crime de abuso de autoridade na primeira ocasião e de corrupção passiva na segunda 
oportunidade.
e) Crime de abuso de autoridade na primeira ocasião e de prevaricação na segunda oportunidade.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
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No que diz respeito à primeira parte em que Francisco “apresentou sua carteira funcional e 
invocou sua condição de autoridade policial para ingressar sem passar pela fila e sem pagar in-
gresso, em boate da Zona Sul da Capital, onde fora jantar e dançar com sua namorada durante 
sua noite de folga. Na ocasião, também invocou sua condição para não efetuar o pagamento 
da bebida consumida” haverá crime de abuso de autoridade:
Lei 13.869/19, Art. 33. Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem se utiliza de cargo ou função 
pública ou invoca a condição de agente público para se eximir de obrigação legal ou para obter van-
tagem ou privilégio indevido.
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Já a segunda parte: “Agora solicitou, para “aliviar” a fiscalização e não prejudicar a imagem do 
estabelecimento, jantar e bebida de graça para toda sua equipe” incorrerá no crime de corrup-
ção passiva:
CP, Art. 317. Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da 
função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal 
vantagem:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.
Letra d.
023. (FGV/2021/TJ-RO/TÉCNICO JUDICIÁRIO) Constitui delito de abuso de autoridade cum-
prir mandado de busca e apreensão domiciliar:
a) fora do período de luminosidade solar;
b) após as 18h ou antes das 6h;
c) após as 20h ou antes das 8h;
d) após as 21h ou antes das 5h;
e) fora do horário de expediente forense.
Cometerá crime aquele que “cumpre mandado de busca e apreensão domiciliar após as 21h 
(vinte e uma horas) ou antes das 5h (cinco horas).”
É a previsão do art. 22, § 1º, III, da Lei 13.869/19.
Letra d.
024. (FCC/2021/DPE-SC/DEFENSOR PÚBLICO) De acordo com a Lei de abuso de autoridade 
(Lei n. 13.869/2019), é crime deixar de
a) comunicar, no prazo de 24 horas, a execução de prisão temporária ou preventiva à autorida-
de judiciária que a decretou.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
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b) substituir, em prazo razoável, a prisão preventiva por medida cautelar diversa ou de conce-
der liberdade provisória, quando manifestamente cabível.
c) comunicar, em prazo razoável, a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontra à sua 
família ou à pessoa por ela indicada.
d) identificar-se ou identificar-se falsamente ao investigado ou acusado em qualquer fase do 
inquérito policial ou da ação penal.
e) comunicar a prisão em flagrante à autoridade policial no prazo legal em qualquer hipótese.
Vejamos caso a caso:
a) Errada. O crime é o de “deixar de comunicar, imediatamente, a execução de prisão temporá-
ria ou preventiva à autoridade judiciária que a decretou.”
b) Certa. É o crime previsto no Art. 9º, parágrafo único, II, Lei 13.869/19.
c) Errada. O crime é o de “deixar de comunicar, imediatamente, a prisão de qualquer pessoa e 
o local onde se encontra à sua família ou à pessoa por ela indicada.”
d) Errada. O crime é o de “deixar de identificar-se ou identificar-se falsamente ao preso por oca-
sião de sua captura ou quando deva fazê-lo durante sua detenção ou prisão.”
e) Errada. O crime é o de “deixar injustificadamente de comunicar prisão em flagrante à autori-
dade judiciária no prazo legal.”
Letra b.
025. (CEV-URCA/2021/PREFEITURA DE CRATO – CE/GUARDA MUNICIPAL) Com base em 
lei de abuso de autoridade, é sujeito ativo do crime de abuso de autoridade qualquer agente 
público, servidor ou não, da administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Po-
deres da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de Território, compreenden-
do, mas não se limitando a:
a) Servidores públicos e militares ou pessoas a eles equiparadas
b) Membros do Poder Legislativo
c) Membros do Poder Executivo
d) As alternativas “a”, “b”e “c” estão erradas
e) As alternativas “a”, “b”e “c” estão corretas
A lei prevê:
Art. 2º É sujeito ativo do crimede abuso de autoridade qualquer agente público, servidor ou não, da 
administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal, dos Municípios e de Território, compreendendo, mas não se limitando a:
I – servidores públicos e militares ou pessoas a eles equiparadas;
II – membros do Poder Legislativo;
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
DIREITO PENAL
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III – membros do Poder Executivo;
IV – membros do Poder Judiciário;
V – membros do Ministério Público;
VI – membros dos tribunais ou conselhos de contas.
Parágrafo único. Reputa-se agente público, para os efeitos desta Lei, todo aquele que exerce, ain-
da que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou 
qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função em órgão ou 
entidade abrangidos pelo caput deste artigo.
Letra e.
026. (IDECAN/2021/PEFOCE/AUXILIAR DE PERÍCIA) Marcelo, indiciado em inquérito poli-
cial que apura prática de delito de extorsão, é chamado a depor pela autoridade policial. Ao 
comparecer, opta por ser assistido por seu advogado. Todavia, enquanto aguarda a chegada 
do patrono, é constrangido pela autoridade policial, que passa a fazer insinuações no sentido 
de que, se Marcelo não colaborasse, não desse seu depoimento logo, poderia sair dali preso. 
Nessa hipótese, assinale a alternativa correta.
a) Embora não tenha agido corretamente, a autoridade policial não praticou crime algum, pois, 
na fase pré-processual, é possível inquirir pessoas sem a presença de advogado.
b) Não houve prática de delito no caso em tela, pois, na fase pré-processual, não há previsão 
de contraditório nem ampla defesa.
c) Agiu corretamente a autoridade policial, pois a falta de cooperação do indiciado traduz com-
portamento que deve ser reprimido.
d) Na hipótese, somente ocorreria delito previsto na lei de abuso de autoridade se o delegado 
realizasse o constrangimento mediante violência ou grave ameaça.
e) A autoridade policial praticou delito previsto na lei de abuso de autoridade. Embora seja 
possível inquirir pessoas sem a presença de advogado na fase pré-processual, sua presença 
se impõe quando investigado fizer essa opção.
O delegado praticou conduta típica equiparada prevista na Lei de Abuso de Autoridade:
Art. 15. Constranger a depor, sob ameaça de prisão, pessoa que, em razão de função, ministério, 
ofício ou profissão, deva guardar segredo ou resguardar sigilo:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem prossegue com o interrogatório:
I – de pessoa que tenha decidido exercer o direito ao silêncio; ou
II – de pessoa que tenha optado por ser assistida por advogado ou defensor público, sem a presen-
ça de seu patrono.
Letra e.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
DIREITO PENAL
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027. (IDECAN/2021/PEFOCE/AUXILIAR DE PERÍCIA) Ivo foi preso em flagrante pela prática 
de delito de roubo com emprego de arma de fogo. Mesmo após 24 horas do flagrante, e sem 
qualquer justificativa, a autoridade policial ainda não havia feito a necessária comunicação da 
prisão em flagrante à autoridade judiciária. Nessa hipótese, é correto afirmar que
a) a atitude da autoridade policial configura crime previsto na lei de abuso de autoridade; crime 
omissivo próprio que inadmite tentativa, consumando-se com a mera omissão.
b) a atitude da autoridade policial configura crime previsto na lei de abuso de autoridade, mas 
na modalidade tentada, pois o prazo para a comunicação da prisão ainda não expirou com 
as 24 horas.
c) a autoridade policial não praticou crime algum, mas a prisão em flagrante será considerada 
ilegal e, portanto, deverá ser imediatamente relaxada.
d) a autoridade policial não praticou crime algum, mas será possível ao defensor de Ivo entrar 
com pedido de habeas corpus em virtude da ilegalidade da prisão.
e) a autoridade policial praticou crime de constrangimento ilegal e cárcere privado; além disso, 
a prisão será considerada ilegal e poderá anular todo o processo.
A autoridade policial cometeu crime de abuso de autoridade.
Trata-se de crime omissivo, pois o tipo penal, em seu art. 15, prevê a conduta de “Deixar injus-
tificadamente de comunicar prisão em flagrante à autoridade judiciária no prazo legal”.
Os crimes omissivos impróprios, por sua vez, não admitem tentativa.
Letra a.
028. (OBJETIVA/2021/PREFEITURA DE CASCAVEL – PR/GUARDA MUNICIPAL) Conside-
rando-se a Lei n. 13.869/2019, sobre os crimes e as penas de abuso de autoridade, assinalar a 
alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE:
Decretar a condução coercitiva de testemunha ou investigado, manifestamente descabida ou 
sem prévia intimação de comparecimento ao juízo, terá pena de _________________.
a) detenção, de um a quatro anos, e multa
b) multa, apenas
c) detenção, de quatro a oito anos, apenas
d) detenção, de um a quatro anos, apenas
e) detenção, de quatro a sete anos, e multa
A Lei de Abuso de Autoridade possui previsão de apenas duas penas. Tome nota:
• Detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
• Detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
DIREITO PENAL
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A questão pede o preceito secundário do crime previsto no art. 10:
Art. 10. Decretar a condução coercitiva de testemunha ou investigado manifestamente descabida 
ou sem prévia intimação de comparecimento ao juízo:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Letra a.
029. (ADM&TEC/2020/PREFEITURA DE GRAVATÁ – PE/GUARDA MUNICIPAL) Analise as 
afirmativas a seguir:
I – Nos termos do artigo 22 da Lei n. 13.869, de 2019, invadir ou adentrar, clandestina ou as-
tuciosamente, ou à revelia da vontade do ocupante, um imóvel alheio ou suas dependências, 
ou nele permanecer nas mesmas condições, sem determinação judicial ou fora das condi-
ções estabelecidas em lei, é uma atitude sujeita à pena de detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) 
anos, e multa.
II – A Lei n. 13.869, de 2019, em seu artigo 15, determina que constranger a depor, sob ameaça 
de prisão, uma pessoa que, em razão de função, do ministério, do ofício ou da profissão, deva 
guardar segredo ou resguardar sigilo, é uma atitude sujeita à pena de multa e reparação do 
dano causado.
Marque a alternativa CORRETA:
a) As duas afirmativas são verdadeiras.
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
d) As duas afirmativas são falsas.
I – Certo. Essa é a previsão legal do art. 22 da Lei.
II – Errado. A pena é de detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. A reparação do dano é 
efeito da condenação.
Letra b.
030. (IPEFAE/2020/PREFEITURA DE CAMPOS DO JORDÃO – SP/AGENTE DE TRÂNSITO) 
O sujeito ativo de uma infração penal é aquele que comete o crime, praticando a conduta des-
crita na lei penal incriminadora.Pode ser sujeito ativo no crime de abuso de autoridade:
a) Quem exerce cargo, emprego ou função pública, de natureza civil, ou militar, apenas perma-
nentemente.
b) Quem exerce cargo, emprego ou função pública, de natureza civil, ou militar, ainda que tran-
sitoriamente e sem remuneração.
c) Quem exerce cargo, emprego ou função pública, de natureza civil, ou militar, ainda que tran-
sitoriamente, porém apenas se mediante remuneração.
d) Quem exerce cargo, emprego ou função pública, ou privada de natureza civil, ou militar, ain-
da que transitoriamente, porém apenas se mediante remuneração.
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Conforme estudamos, o art. 2º da Lei de Abuso de Autoridade prevê:
Art. 2º É sujeito ativo do crime de abuso de autoridade qualquer agente público, servidor ou não, da 
administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal, dos Municípios e de Território, compreendendo, mas não se limitando a:
I – servidores públicos e militares ou pessoas a eles equiparadas;
II – membros do Poder Legislativo;
III – membros do Poder Executivo;
IV – membros do Poder Judiciário;
V – membros do Ministério Público;
VI – membros dos tribunais ou conselhos de contas.
Parágrafo único. Reputa-se agente público, para os efeitos desta Lei, todo aquele que exerce, ain-
da que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou 
qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função em órgão ou 
entidade abrangidos pelo caput deste artigo.
Letra b.
031. (EDUCA/2020/PREFEITURA DE CABEDELO – PB/GUARDAS METROPOLITANAS DE 
CABEDELO) Está preconizado no art. 2º da Lei n. 13.869/19, “é sujeito ativo do crime de abuso 
de autoridade qualquer agente público, servidor ou não, da administração direta, indireta ou 
fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municí-
pios e de Território, compreendendo, mas não se limitando a”:
I – Servidores públicos e militares ou pessoas a eles equiparadas. II. Membros do Poder Le-
gislativo. III. Membros do Poder Executivo. IV. Membros do Poder Judiciário. V. Membros do 
Ministério Público. VI. Membros dos tribunais ou conselhos de contas.
Estão CORRETAS:
a) III, IV, V e VI.
b) I, II, V e VI.
c) I, II, III, IV e V.
d) I, II, III, IV, V e VI.
e) II, III, IV, V e VI.
Mais uma vez a literalidade do art. 2º:
Art. 2º É sujeito ativo do crime de abuso de autoridade qualquer agente público, servidor ou não, da 
administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal, dos Municípios e de Território, compreendendo, mas não se limitando a:
I – servidores públicos e militares ou pessoas a eles equiparadas;
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II – membros do Poder Legislativo;
III – membros do Poder Executivo;
IV – membros do Poder Judiciário;
V – membros do Ministério Público;
VI – membros dos tribunais ou conselhos de contas.
Parágrafo único. Reputa-se agente público, para os efeitos desta Lei, todo aquele que exerce, ain-
da que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou 
qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função em órgão ou 
entidade abrangidos pelo caput deste artigo.
Letra d.
032. (IBADE/2020/PREFEITURA DE CARIACICA – ES/GUARDA MUNICIPAL) Incorre em cri-
me de abuso de autoridade o agente público que, no exercício de suas funções, por mera sa-
tisfação pessoal:
I – adentra imóvel alheio contra a vontade do ocupante;
II – adentra imóvel alheio para prestar socorro a pessoa ferida que se encontra no interior 
do imóvel;
III – coage alguém, mediante violência ou grave ameaça, a franquear-lhe o acesso a imóvel ou 
suas dependências.
Considerando as assertivas acima, estão corretas:
a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
I – Certo. É a conduta do art. 22: “Invadir ou adentrar, clandestina ou astuciosamente, ou à 
revelia da vontade do ocupante, imóvel alheio ou suas dependências, ou nele permanecer nas 
mesmas condições, sem determinação judicial ou fora das condições estabelecidas em lei.”
II – Errado. De acordo com a lei: “Não haverá crime se o ingresso for para prestar socorro, ou 
quando houver fundados indícios que indiquem a necessidade do ingresso em razão de situa-
ção de flagrante delito ou de desastre.”
III – Certo. É a conduta equiparada do art. 22, § 1º, I, daquele que “coage alguém, mediante 
violência ou grave ameaça, a franquear-lhe o acesso a imóvel ou suas dependências.”
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Agente da Polícia Civil do Distrito Federal, aprovado em 6º lugar no concurso realizado em 2013. Aprovado 
em vários concursos, como Polícia Federal (Escrivão), PCDF (Escrivão e Agente), PRF (Agente), Ministério 
da Integração, Ministério da Justiça, BRB e PMDF (Soldado – 2012 e Oficial – 2017).
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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
	Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
	1. Disposições Iniciais acerca do Abuso de Autoridade
	1.1. Abuso de Autoridade
	1.2. Sujeito Ativo
	1.3. Concurso de Pessoas e Abuso de Autoridade
	1.4. Efeitos da Condenação
	1.5. Penas Restritivas de Direitos
	1.6. Das Sanções
	1.7. Abuso de Autoridade e Justiça Militar
	2. Abuso de Autoridade em Espécie
	2.1. Art. 9º
	2.2. Art. 10
	2.3. Art. 12
	2.4. Art. 13
	2.5. Art. 15
	2.6. Art. 15-A
	2.7. Art. 16
	2.8. Art. 18
	2.9. Art. 19
	2.10. Art. 20
	2.11. Art. 21
	2.12. Art. 22
	2.13. Art. 23
	2.14. Art. 24
	2.15. Art. 25
	2.16. Art. 27
	2.17. Art. 28
	2.18. Art. 29
	2.19. Art. 30
	2.20. Art. 31
	2.21. Art. 32
	2.22. Art. 33
	2.23. Art. 36
	2.24. Art. 37
	2.25. Art. 38
	3. Considerações Finais
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	AVALIAR 5: 
	Página 75:divergente de dispositivos legais.
A preocupação era sem dúvidas razoável. Imagine a seguinte situação:
EXEMPLO
Determinado magistrado, em primeira instância, decide condenar e prender preventivamente 
alguém pela prática de um delito.
Em segunda instância, o Tribunal reconhece a conduta como fato atípico e revoga a prisão pre-
ventiva decretada em primeira instância.
A depender do texto da Lei de Abuso de Autoridade, a interpretação do magistrado na instância 
inferior poderia configurar crime, unicamente por este divergir do entendimento exarado pos-
teriormente.
Essa situação poderia ter consequências graves, como por exemplo o condão de inibir que 
os magistrados determinassem medidas de cunho pessoal por medo de serem responsabili-
zados posteriormente com a revisão de suas decisões.
Felizmente, o texto da nova Lei de Abuso de Autoridade foi editado de modo a evitar essa 
possibilidade, conforme depreende-se dos dizeres do §2º:
Art. 1º, § 2º A divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas não configura 
abuso de autoridade.
Logo, sem crime de hermenêutica no âmbito da nova Lei de Abuso de Autoridade.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
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1.2. sujeito Ativo
Já compreendemos o histórico das leis de abuso de autoridade bem como o conceito do 
abuso de autoridade em si. Também já estudamos a razão pela qual o §2º possui previsão tão 
específica. Resta, agora, apresentar quem são os sujeitos ativos dos delitos de abuso de auto-
ridade, os quais, como você já sabe, são classificados como crimes próprios.
Obs.: � Art. 2º É sujeito ativo do crime de abuso de autoridade qualquer agente público, servi-
dor ou não, da administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes 
da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de Território, compreen-
dendo, mas não se limitando a:
 � I – servidores públicos e militares ou pessoas a eles equiparadas;
 � II – membros do Poder Legislativo;
 � III – membros do Poder Executivo;
 � IV – membros do Poder Judiciário;
 � V – membros do Ministério Público;
 � VI – membros dos tribunais ou conselhos de contas.
 � Parágrafo único. Reputa-se agente público, para os efeitos desta Lei, todo aquele que 
exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, desig-
nação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, 
emprego ou função em órgão ou entidade abrangidos pelo caput deste artigo.
O primeiro ponto do qual você precisa tomar nota é simples: o rol apresentado na lei é 
considerado EXEMPLIFICATIVO para a doutrina. Tal natureza do referido rol se torna clara em 
razão da expressão “compreendendo, mas não se limitando a”, no final do art. 2º.
Dito isso, usualmente em diplomas legais como a Lei de Abuso de Autoridade, o examina-
dor costuma gostar bastante de elaborar assertivas com base em um determinado rol de hi-
póteses. Por segurança, vamos esquematizar as previsões do art. 2º e de seu parágrafo único:
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Quanto ao parágrafo único, temos o seguinte:
Parágrafo único
Quem exerce, ainda 
que 
transitoriamente ou 
sem remuneração...
Por...
Eleição
Nomeação
Designação
Contratação
Ou outra forma de 
vínculo ou 
investidura
de Mandato, cargo, 
emprego ou 
função...
Na Adm. Direta
Indireta
Ou fundacional
De qualquer dos 
poderes, em todas 
as esferas!
1.3. concurso De pessoAs e Abuso De AutoriDADe
A despeito da mudança na legislação, sempre foi (e até este momento continua sendo) 
pacífico na doutrina o fato de que, regra geral, é possível a coautoria e a participação de parti-
culares em delitos de abuso de autoridade.
Tal responsabilização se torna possível em razão da previsão contida no art. 30 do Có-
digo Penal:
CP, Art. 30. Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando 
elementares do crime.
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Portanto, o particular poderá ser responsabilizado por abuso de autoridade em conjunto 
com o agente público, desde que tenha o conhecimento da referida condição pessoal do autor 
com o qual estão praticando a conduta delituosa.
4) Natureza da Ação Penal
Outro ponto simples, mas importante para provas de concursos está na natureza da ação 
penal dos delitos de abuso de autoridade.
Por expressa previsão legal, todos os crimes previstos no referido diploma legal são de 
ação penal pública incondicionada:
Art. 3º Os crimes previstos nesta Lei são de ação penal pública incondicionada.
A referida previsão, na prática, é desnecessária, pois a mera aplicação do Código Penal 
já permitiria classificar os delitos previstos na legislação especial dessa forma (trata-se da 
regra geral).
Outro ponto importante está na possibilidade de ação penal privada subsidiária da pública 
(também prevista expressamente no texto da lei em estudo):
Art. 3º, § 1º Será admitida ação privada se a ação penal pública não for intentada no prazo legal, 
cabendo ao Ministério Público aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva, intervir 
em todos os termos do processo, fornecer elementos de prova, interpor recurso e, a todo tempo, no 
caso de negligência do querelante, retomar a ação como parte principal.
Essa é outra previsão que não destoa da regra geral já prevista em nosso ordenamento 
jurídico. O único cuidado especial que se recomenda está no requisito: a ação penal não pode 
ter sido intentada no prazo legal.
Os examinadores gostam de sugerir, em casos assim, que surgiu o direito à ação subsidi-
ária por outro motivo que não o expressamente previsto em lei. Muito cuidado com esse tipo 
de pegadinha.
Ademais, cabe apresentar o prazo que o ofendido ou seu representante possuem para in-
tentar a ação subsidiária:
Art. 3º, § 2º A ação privada subsidiária será exercida no prazo de 6 (seis) meses, contado da data 
em que se esgotar o prazo para oferecimento da denúncia.
Mais uma vez estamos diante de normatização repetitiva (o CPP e a própria CF/88 já regu-
lavam a matéria a contento. Mas é importante saber que agora há previsão expressa também 
na própria Lei de Abuso de Autoridade.
1.4. efeitos DA conDenAção
Art. 4º São efeitos da condenação:
I – tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime, devendo o juiz, a requerimento 
do ofendido, fixar na sentença o valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração, 
considerando os prejuízos por ele sofridos;
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II – a inabilitação para o exercício de cargo, mandato ou função pública, pelo período de 1 (um) a 5 
(cinco) anos;
III – a perda do cargo, do mandato ou da função pública.
Parágrafo único. Os efeitos previstos nos incisos II e III do caput deste artigo são condicionados à 
ocorrência de reincidência em crime de abuso de autoridade e não são automáticos, devendo ser 
declarados motivadamente na sentença.
Caso o indivíduo seja condenado por abuso de autoridade, a lei prevê três possibilidades:
Obrigação de indenizar o 
dano causado pelo crime;
Inabilitação para o exercício 
de cargo, mandato ou 
função pública, pelo período 
de 1 (um) a 5 (cinco) anos;
A perda do cargo, do 
mandato ou da função 
pública.
É importante notar que os efeitos II e III, ou seja, a inabilitação para exercício do cargo ou a 
perda do cargo não são efeitos automáticos. Ademais, ainda possuem um requisito especial: 
a reincidência em abuso de autoridade, sendo que a sentença que os declarar deve fazê-lo 
motivadamente.
Nesse diapasão, entende a doutrina ser possível que o indivíduo perda o cargo sem que 
obrigatoriamente se veja impedido de ocupar outro cargo, haja vista que os efeitos podem ser 
aplicados de forma alternativa ou cumulativa.
Efeitos
Obrigação de 
Indenizar
Inabilitação e perda 
do cargo...
Devem ser 
declarados 
motivadamente na 
sentença
Requerem 
reincidência
NÃO são efeitos 
automáticos.
É interessante notar que a primeira parte do inciso I (“tornar certa a obrigação de indenizar 
o dano causado pelo crime”) é considerada um efeito automático da condenação. Já a segun-
da parte (“devendo o juiz, a requerimento do ofendido, fixar na sentença o valor mínimo para 
reparação dos danos”) é considerada efeito específico e não automático da sentença.
Esse ponto é curioso pois constitui uma diferença procedimental entre a Lei de Abuso de 
Autoridade e o CPP. De forma diversa do que o faz a legislação em estudo, o CPP não exige re-
querimento da vítima para que o magistrado possa fixar o valor mínimo de reparação do dano 
na sentença.
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1.5. penAs restritivAs De Direitos
Art. 5º As penas restritivas de direitos substitutivas das privativas de liberdade previstas nesta Lei 
são:
I – prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas;
II – suspensão do exercício do cargo, da função ou do mandato, pelo prazo de 1 (um) a 6 (seis) me-
ses, com a perda dos vencimentos e das vantagens;
Parágrafo único. As penas restritivas de direitos podem ser aplicadas autônoma ou cumulativamen-
te.
Temos ainda que verificar a existência das penas restritivas de direitos, substitutivas das 
penas privativas de liberdade previstas na referida lei.
Denota-se aqui uma política de penas alternativas, na mesma esteira que diplomas penais 
mais modernos tem seguido. São elas:
• A prestação de serviços comunitários ou a entidades públicas;
• A suspensão do exercício do cargo, da função ou mandato, pelo prazo de 1 a 6 meses, 
com perda dos vencimentos e vantagens.
Note, ainda, que as referidas penas podem ser aplicadas autônoma ou cumulativamente, 
por expressa previsão legal.
O descumprimento injustificado das restrições em estudo resulta na conversão das penas 
alternativas em penas privativas de liberdade. A regulação da matéria, no entanto, se dá de 
forma subsidiária, nos termos do Código Penal.
Da mesma forma, os requisitos para substituição também estão previstos no art. 44 do CP, 
de forma cumulativa. Mais uma vez estamos diante da aplicação subsidiária da norma geral 
em razão do silêncio da lei especial quanto á material.
DICA
não confunda a suspensão do exercício do cargo (pena restri-
tiva de direitos) com a inabilitação para o exercício do cargo 
(efeito da condenação).
Suspensão
É pena restritiva de 
direitos
1 a 6 meses + perda 
dos vencimentos
Inabilitação
É efeito da 
condenação
1 a 5 anos
 
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1.6. DAs sAnções
Em seguida, a lei passa a tratar, de forma geral, sobre as sanções civis e administrativas 
cabíveis nos casos de abuso de autoridade:
Art. 6º As penas previstas nesta Lei serão aplicadas independentemente das sanções de natureza 
civil ou administrativa cabíveis.
Parágrafo único. As notícias de crimes previstos nesta Lei que descreverem falta funcional serão 
informadas à autoridade competente com vistas à apuração.
Art. 7º As responsabilidades civil e administrativa são independentes da criminal, não se podendo 
mais questionar sobre a existência ou a autoria do fato quando essas questões tenham sido deci-
didas no juízo criminal.
Art. 8º Faz coisa julgada em âmbito cível, assim como no administrativo-disciplinar, a sentença 
penal que reconhecer ter sido o ato praticado em estado de necessidade, em legítima defesa, em 
estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.
Em primeiro lugar, devemos notar que a lei expressamente prevê aquilo que causa dúvida 
para muitos: as sanções penais previstas na lei serão aplicadas independentemente das san-
ções cíveis ou administrativas cabíveis.
É o que chamamos, de forma simples, de independência das instâncias.
Entretanto, é preciso verificar que existem exceções a essa previsão, as quais encontram 
guarida na própria legislação em estudo. São elas:
• Existência do fato e sua autoria: Havendo decisão sobre a existência do fato ou sobre 
sua autoria no âmbito do juízo criminal, tal mérito não poderá mais ser discutido nas 
esferas cível e administrativa;
• Coisa Julgada: Sentença penal que reconhecer que o fato foi praticado sob o manto de 
excludente de ilicitude fará coisa julgada no âmbito cível e administrativo-disciplinar.
A previsão do art. 7º já encontrava guarida na jurisprudência, no âmbito dos Tribunais Su-
periores, que já apontava para a independência relativa entre as instâncias nos casos de reco-
nhecimento de inexistência do fato ou de negativa de autoria, casos em que a esfera criminal 
vinculava a decisão no âmbito cível.
Lembre-se, também, que de forma geral, ainda que o mesmo fato tenha o condão de gerar 
efeitos em mais de uma esfera, não há obrigatoriedade de suspensão da ação civil para aguar-
dar o trâmite da ação penal respectiva.
Ademais, é preciso verificar que a lei determina que nos casos de faltas funcionais, a auto-
ridade competente para sua apuração (usualmente o órgão correcional respectivo) deverá ser 
comunicado.
1.7. Abuso De AutoriDADe e justiçA MilitAr
O último ponto que precisamos abordar antes de tratar dos crimes propriamente ditos é a 
competência da JM para tratar de casos de abuso de autoridade.
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Antigamente (antes da vigênciada Lei 13.491/2017, a qual alterou o Código Penal Militar), 
o assunto estava pacificado através dos dizeres da Súmula 172 do STJ, segundo a qual com-
petia à Justiça COMUM julgar militar pela prática de abuso de autoridade.
No entanto, a Lei 13.491/17 (posterior à referida súmula) compatibilizou leis penais co-
muns (externas ao CPM) com o conceito de crimes militares. Ou seja: anteriormente, só havia 
falar em crime militar se houvesse previsão no CPM. Atualmente, não mais.
Por esse motivo, a doutrina tem manifestado entendimentos de que a Súmula 172 do STJ 
encontra-se superada, sendo que a Justiça Militar atualmente possui competência para julgar 
crimes de abuso de autoridade.
É importante notar que não houve um cancelamento formal da súmula por parte do STJ. 
Entretanto, é salutar ressaltar que já começam a surgir julgados remetendo à Justiça Militar 
casos de abuso de autoridade.
2. Abuso De AutoriDADe eM espécie
Caro(a) aluno(a): de agora em diante, iremos abordar, um por um, os crimes previstos na 
Lei 13.869/19.
Antes de mais nada, é preciso ressaltar o seguinte: se algum artigo ou inciso for ignorado, é 
porque a referida norma foi vetada e não faz mais parte do diploma legal.
Ademais, nossa aula seguirá a uma estrutura padrão para todos os crimes:
• Sujeito Ativo;
• Sujeito Passivo;
• Elemento subjetivo;
• Comentários pertinentes.
Não iremos aprofundar em demasia cada um dos crimes. Historicamente, as questões 
costumam se limitar às previsões legais contidas na legislação em estudo, fator ainda mais 
provável haja vista que ainda não existem muitas obras doutrinárias ou jurisprudência farta 
tratando da novel legislação.
De todo modo, alguns pontos são bastante confusos (como por exemplo a questão do 
horário para cumprimento de mandado de busca), e nesses aspectos buscaremos um maior 
detalhamento para facilitar a compreensão da lei de uma forma geral.
Vamos juntos?
2.1. Art. 9º
Art. 9º Decretar medida de privação da liberdade em manifesta desconformidade com as hipóteses 
legais: (Promulgação partes vetadas)
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
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O primeiro delito consiste na decretação de medida de privação de liberdade em manifesta 
desconformidade com as hipóteses legais.
O sujeito ativo do referido delito, portanto, é a autoridade pública responsável por decretar 
a medida. Há quem entenda que a referida legitimidade ativa para prática do delito limita-se 
à autoridade judicial, afinal de contas, o verbo nuclear é decretar, e os juízes em geral são os 
servidores públicos com a referida competência.
Por outro lado, há quem entenda o termo decretar em sentido amplo, não limitando o al-
cance do tipo unicamente às autoridades judiciais. Nesse sentido, o mais seguro é esperar a 
pacificação do tema na doutrina.
O sujeito passivo principal ou imediato é a pessoa física ou jurídica atingida pela conduta 
abusiva. O sujeito passivo secundário ou mediato é o Estado.
A conduta admite apenas a forma dolosa, como os demais delitos em estudo, exigindo 
ainda o elemento subjetivo especial previsto no art. 1º, §1º do diploma legal.
Comentários Pertinentes: uma das dúvidas mais naturais ao analisar a conduta em ques-
tão surge ao tentar definir as medidas de privação de liberdade que podem configurar a con-
duta. São exemplos:
1) Decretação de prisão cautelar;
2) Decretação de prisão pena;
3) Decretação de internação em razão de medida de segurança;
4) Decretação de internação psiquiátrica;
5) Decretação de semiliberdade ou internação no âmbito do ECA.
Conduta equiparada:
Parágrafo único. Incorre na mesma pena a autoridade judiciária que, dentro de prazo razoável, deixar 
de:
I – relaxar a prisão manifestamente ilegal;
II – substituir a prisão preventiva por medida cautelar diversa ou de conceder liberdade provisória, 
quando manifestamente cabível;
III – deferir liminar ou ordem de habeas corpus, quando manifestamente cabível.
A conduta equiparada prevista no parágrafo único denota uma busca do legislativo em dar 
maior força às disposições do art. 310 do CPP, prevendo sanções para o magistrado que deixa 
tomar as providências em tempo considerado razoável.
Na conduta equiparada não há espaço para debates: temos como sujeito ativo apenas as au-
toridades judiciárias, por expressa previsão legal.
Entretanto, apesar da clareza para com o sujeito ativo do delito, é aqui que começam a 
aparecer os problemas de falta de taxatividade da legislação. O que seria um prazo razoável?
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Nesse sentido, doutrinadores como Greco e Sanches entendem que não há problema 
quando a prisão é avaliada pelo magistrado na audiência de custódia. O problema se dá na 
apreciação da medida fora da audiência.
Nesse contexto, não há ainda entendimento pacificado quanto ao prazo razoável, e tere-
mos que aguardar também o debate doutrinário e jurisprudencial sobre o caso.
De todo modo, lembre-se: Não é a mera decretação ou omissão em relaxar a prisão ou em 
deferir medida de habeas corpus que irá configurar o delito: será sempre necessária a finali-
dade especifica de prejudicar outrem, beneficiar a si próprio ou o mero capricho/satisfação 
pessoal previstos no art. 1º, §1º da legislação.
2.2. Art. 10
Art. 10. Decretar a condução coercitiva de testemunha ou investigado manifestamente descabida 
ou sem prévia intimação de comparecimento ao juízo:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
O próximo delito da lista consiste na decretação de condução coercitiva de testemunha ou 
investigado manifestamente descabida ou sem previa intimação de comparecimento ao juízo.
Quanto ao sujeito ativo do delito, mais uma vez há ainda debate não pacificado. Trata-se 
da autoridade pública responsável por decretar a medida, sendo que há posição na doutrina no 
sentido de que apenas o magistrado é destinatário do tipo penal na qualidade de sujeito ativo.
Por outro lado, há quem entenda o termo decretar em sentido amplo, abrangendo tam-
bém as figuras do Delegado de Polícia e do membro do MP. O mais seguro, mais uma vez, 
é aguardar.
O sujeito passivo direto é a testemunha ou o investigado.
O sujeito passivo indireto é o Estado.
Note que o tipo penal fala em condução coercitiva de testemunha ou investigado.
É muito importante verificar que, para a doutrina, investigado é aquele que ainda não foi 
denunciado. Após o oferecimento da denúncia, chama-se o investigado de denunciado, e após 
seu recebimento, de réu.
É por isso que doutrinadores como Sanches e Greco entendem que o tipo penal não al-
cança a condução coercitiva manifestamente descabida de acusado, o que poderia configurar 
analogia in malam partem.
O sujeito passivo principal ou imediato é a pessoa física ou jurídica atingida pela condu-
ta abusiva.
O sujeito passivo secundário ou mediato é o Estado.
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2.3. Art. 12
Art. 12. Deixar injustificadamente de comunicar prisão em flagrante à autoridade judiciária no prazo 
legal:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
A conduta do art. 12 consiste em deixar, de forma injustificada, de comunicar a prisão em 
flagrante à autoridade judiciária no prazo legal.
O art. 306 do CPP apresenta os ditames de comunicação da prisão à autoridade judiciária. 
Nesse diapasão, é interessante relembrar o que dispõe o referido código:
CPP, Art. 306. A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados 
imediatamente ao juiz competente, ao Ministério Público e à família do preso ou à pessoa por 
ele indicada. (Redação dada pela Lei n. 12.403, de 2011).
§ 1º Em até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, será encaminhado ao 
juiz competente o auto de prisão em flagrante e, caso o autuado não informe o nome de seu 
advogado, cópia integral para a Defensoria Pública.
Esse é um ponto polêmico. A lei é clara: imediatamente. Já o parágrafo único também é claro: 
O APF será encaminhado em até 24 horas.
Assim estamos diante de um aparente conflito de normas. Afinal de contas, o artigo e seu 
parágrafo único parecem ditar prazos diferentes.
No entanto, para a doutrina existente até o presente momento, o prazo legal a que se refere 
o art. 12 da Lei 13.869/19 é o prazo legal de envio do APF à autoridade judiciária, qual seja o 
prazo de 24h (Greco e Sanches nesse sentido).1
Esse é, de fato, um entendimento de difícil compreensão, haja vista o já citado aparente 
conflito entre o caput do art. 306 e seu parágrafo 1º.
Sobre o prazo de 24 horas e no mesmo sentido de Sanches e Greco entende Guilherme 
Nucci, em seu Código de Processo Penal Comentado, em uma leitura, nas palavras do doutri-
nador, “adaptada à realidade dos fatos”.
Para fins de prova, é mais seguro que o examinador se atenha ao texto legal do art. 12, 
sem adentrar o mérito do prazo exato a ser descumprido pela autoridade para configuração 
do delito.
Mas de todo modo, é importante que você tenha ao menos conhecimento de que existe 
posição doutrinária no sentido do prazo de 24 horas.
O CEBRASPE, por exemplo, já cobrou o assunto duas vezes, uma delas adotando o prazo 
de 24 horas, e em outra, o prazo imediato. Veja só essa questão:
1 SANCHES; G. Lei de Abuso de Autoridade Comentada Artigo Por Artigo; p. 108.
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CESPE – 2012 – TRE-RJ – Analista Judiciário A prisão de qualquer pessoa e o local onde 
ela se encontrar presa devem ser comunicados imediatamente ao juiz competente, ao Ministé-
rio Público e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. Em até 24 horas após a realização 
da prisão, o auto de prisão em flagrante deve ser encaminhado ao juiz competente e, caso o 
autuado não informe o nome de seu advogado, deve ser encaminhada cópia integral à defen-
soria pública.2
Agora vejamos essa aqui:
CESPE - 2018 - STJ - Técnico Judiciário A comunicação de prisão em flagrante deverá ocor-
rer em até vinte e quatro horas após a sua efetivação: o auto de prisão deverá ser encaminhado 
ao juízo competente para análise da possibilidade de relaxamento da prisão, de conversão da 
prisão em liberdade provisória ou de decretação de prisão preventiva.3
Assim, veja que não há clareza sobre o assunto nem mesmo no âmbito de uma mesma 
organizadora. É triste não poder apresentar um posicionamento sólido e seguro, mas nosso 
dever é passar as informações exatamente como elas têm sido cobradas e interpretadas pelos 
examinadores (ainda que tais opções sejam conflitantes).
Seguindo em frente, é preciso observar com atenção o termo injustificadamente. Não é 
qualquer atraso, mas tão somente aquele sem motivo justificado ou plausível.
O sujeito ativo do caput é a autoridade ou agente sobre o qual recai a obrigação legal de 
comunicar a prisão em flagrante à autoridade judiciária.
• Condutas Equiparadas
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem:
I – deixa de comunicar, imediatamente, a execução de prisão temporária ou preventiva à autoridade 
judiciária que a decretou;
II – deixa de comunicar, imediatamente, a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontra à 
sua família ou à pessoa por ela indicada;
III – deixa de entregar ao preso, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, a nota de culpa, assinada pela 
autoridade, com o motivo da prisão e os nomes do condutor e das testemunhas;
IV – prolonga a execução de pena privativa de liberdade, de prisão temporária, de prisão preventiva, 
de medida de segurança ou de internação, deixando, sem motivo justo e excepcionalíssimo, de exe-
cutar o alvará de soltura imediatamente após recebido ou de promover a soltura do preso quando 
esgotado o prazo judicial ou legal.
Já no âmbito das condutas equiparadas (parágrafo único), o sujeito ativo é variado:
Inciso I: qualquer agente ou autoridade que tenha cumprido a ordem de prisão e tenha dei-
xado de comunicar à autoridade judiciária;
Inciso II: qualquer agente ou autoridade que deixe de comunicar a prisão à família ou à 
pessoa indicada pelo preso;
2 Gabarito: C
3 Gabarito: C
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
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Inciso III: Autoridade responsável pela emissão e entrega da nota de culpa;
Inciso IV: Autoridade que prolonga indevidamente a execução da prisão. Por exemplo, po-
dem ser listados as autoridades policiais, os diretores prisionais, entre outros.
O sujeito passivo direto ou imediato das condutas em estudo é o preso ou internado. O 
sujeito passivo indireto é o Estado.
2.4. Art. 13
Art. 13. Constranger o preso ou o detento, mediante violência, grave ameaça ou redução de sua 
capacidade de resistência, a:
I – exibir-se ou ter seu corpo ou parte dele exibido à curiosidade pública;
II – submeter-se a situação vexatória ou a constrangimento não autorizado em lei;
III – produzir prova contra si mesmo ou contra terceiro: (Promulgação partes vetadas)
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, sem prejuízo da pena cominada à violência.
O art. 13 da Lei de Abuso de autoridade tipifica as condutas daquele que constrange preso 
ou detento, mediante violência ou grave ameaça ou redução de sua capacidade de resistência 
a praticar três ações distintas:
1) Exibir-se ou ter parte do corpo exibida à curiosidade pública;
2) Submeter-se à situação vexatória ou constrangimento não autorizado em lei;
3) Produzir prova contra si ou contra terceiro.
Dentre as três, a previsão que mais causou polêmica é a do inciso III, a qual, para alguns, 
resultaria na criminalização de práticas lícitas tais como a identificação criminal por datilosco-
pia. Esse, inclusive, foi o motivo pelo qual a Presidência da República vetou o referido inciso, 
veto esse que acabou sendo derrubado pelo CN.
Noutro giro, é muito importante que o estudante não se confunda ao fazer a leitura do art. 
13, em razão de sua semelhança textual com os delitos previstos no art. 1º da Lei de Tortura:
Art. 13
Constranger o preso ou detento,
mediante violência ou grave ameaça
ou redução de sua capacidade de
resistência a exibir-se ou ter seucorpo exibido; submeter-se a
situação vexatória; Produzir prova
contra si.
Lei de Tortura
Constrangimento com violência ou
grave ameaça, causando sofrimento
físico ou mental com o fim de obter
informação, declaração ou confissão;
§1º: Submeter pessoa presa ou
sujeita a medida de segurança a
sofrimento físico ou mental, por
intermédio de prática de ato não
previsto em Lei ou não resultante de
medida legal.
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Lei n. 13.869/2019 – Lei de Abuso de Autoridade
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Em primeiro lugar, note que no caso do art. 13, o legislador apresentou separadamente as 
figuras do preso e do detento, enquanto a Lei de Tortura não faz distinção (fala apenas em 
pessoa presa em seu §1º.
Ademais, verifica-se ainda que o requisito do sofrimento físico ou mental inexiste na legis-
lação de abuso de autoridade. E por fim, a finalidade do ato é diferente nas hipóteses da Lei 
de Tortura.
O sujeito ativo do delito é a autoridade pública que constrange o preso ou detento. O sujei-
to passivo direto é a própria pessoa presa. O sujeito passivo indireto é o Estado. 
2.5. Art. 15
Art. 15. Constranger a depor, sob ameaça de prisão, pessoa que, em razão de função, ministério, 
ofício ou profissão, deva guardar segredo ou resguardar sigilo:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
O art. 15 é o que chamamos de crime de ação vinculada, pois o legislador é específico 
quanto à ação utilizada para constranger a vítima: ameaça de prisão.
A referida necessidade de guardar segredo ou sigilo em razão de função, ministério, ofício 
ou profissão encontra previsão no CPP (art. 207), na figura dos chamados indivíduos proibi-
dos de depor.
Assim sendo, a previsão legislativa em estudo busca reprimir a conduta daquele que, com 
ameaça de prisão, visa constranger o indivíduo proibido de depor a revelar determinado segre-
do ou sigilo.
No mesmo sentido estão as condutas equiparadas:
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem prossegue com o interrogatório:
I – de pessoa que tenha decidido exercer o direito ao silêncio; ou
II – de pessoa que tenha optado por ser assistida por advogado ou defensor público, sem a presen-
ça de seu patrono.
O sujeito ativo da conduta é o agente público que constrange a pessoa interrogada. Veja 
que esse rol é amplo, podendo figurar no polo ativo da conduta indivíduos como delegados, 
magistrados, promotores, entre outros. Ademais, o procedimento no qual se pretende ouvir a 
vítima não necessariamente precisa ser de natureza penal.
O sujeito passivo direto do delito é a pessoa que sofre o constrangimento. O sujeito pas-
sivo indireto é o Estado.
O elemento subjetivo, como nos demais delitos, é o dolo, com a finalidade especial prevista 
no §1º do art. 1º da lei em estudo.
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2.6. Art. 15-A
Violência Institucional
Art. 15-A. Submeter a vítima de infração penal ou a testemunha de crimes violentos a procedimen-
tos desnecessários, repetitivos ou invasivos, que a leve a reviver, sem estrita necessidade: (Inclu-
ído pela Lei nº 14.321, de 2022)
I – a situação de violência; ou (Incluído pela Lei nº 14.321, de 2022)
II – outras situações potencialmente geradoras de sofrimento ou estigmatização: (Incluído pela 
Lei nº 14.321, de 2022)
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa. (Incluído pela Lei nº 14.321, de 2022)
O art. 15-A foi incluído na Lei de Abuso de Autoridade pela Lei nº 14.321/2022 no intuito de 
tipificar o crime de violência institucional. Essa norma faz referência à Lei de nº 14.245/2021, 
conhecida como Lei Mariana Ferrer, criada para coibir a prática de atos atentatórios à dignida-
de da vítima e de testemunhas. 
Assim, restará configurado o crime de violência institucional quando qualquer agente pú-
blico, servidor ou não, da administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Pode-
res da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de Território submeter:
Sujeito ativo: é o agente público que submete a vítima ou a testemunha a procedimentos 
desnecessários, a exemplo de policiais civis, promotores de justiça e juízes de direito. 
O sujeito passivo direto do delito é a pessoa revitimizada. O sujeito passivo indireto 
é o Estado.
A presente norma visa tutelar a integridade psíquica, além da honra e intimidade das víti-
mas e testemunhas submetidas a atos de vitimização desnecessários. 
Atenção ao elemento normativo específico: Para haver o delito, o procedimento a que a ví-
tima se submeteu deve ter sido desnecessário, repetitivo ou invasivo. Além disso, “sem estrita 
necessidade”. 
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Portanto, qualquer atuação funcional imprescindível a elucidação do crime não poderá ser 
considerada ilícita. 
• Causas de aumento de pena: 
− A pena será aumentada de 2/3 (dois terços):
 ◦ Se o agente público permitir que terceiro intimide a vítima de crimes violentos, ge-
rando indevida revitimização.
− Aplica-se a pena em dobro:
 ◦ Se o agente público intimidar a vítima de crimes violentos, gerando indevida reviti-
mização. 
2.7. Art. 16
Art. 16. Deixar de identificar-se ou identificar-se falsamente ao preso por ocasião de sua captura ou 
quando deva fazê-lo durante sua detenção ou prisão:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
O art. 16 é outra disposição polêmica, a qual havia sido vetada pelo PR – veto este que 
também foi derrubado pelo Congresso Nacional.
Existem duas formas com que o agente público pode praticar o delito em estudo:
• Ao deixar de identificar-se ao preso;
• Ao identificar-se falsamente.
Veja que a conduta deve ser praticada por ocasião da captura do preso ou quando deva o 
agente público fazê-lo durante sua detenção ou prisão.
Ademais, a previsão do parágrafo único apresenta uma conduta equiparada daquele que, 
na qualidade de responsável por interrogatório em sede de procedimento investigatório de 
infração penal, deixa de identificar-se ao preso ou atribui a si mesmo falsa identidade, cargo 
ou função:
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, como responsável por interrogatório em sede de 
procedimento investigatório de infração penal, deixa de identificar-se ao preso ou atribui a si mesmo 
falsa identidade, cargo ou função.
O que causa estranheza ao realizar a leitura do parágrafo único está no ponto do cargo ou 
função. Isso porque enquanto o caput fala apenas em identificar-se falsamente, o parágrafo 
único detalha mais o ato ao dividir a conduta em atribuir a si falsa identidade, cargo ou função.
Assim sendo, é possível realizar uma leitura na qual:
• Na previsão do caput, o crime limita-se a deixar de identificar-se ou identificar-se falsa-
mente.
• Na previsão do parágrafo único, em tese o crime alcançaria tanto a atribuição de falsa 
identidade quanto de cargo ou função.
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Assim, ingressa na conduta do caput aquele que alega, por exemplo, ser Delegado de Polí-
cia quando na verdade é Agente de Polícia; aquele que alega ser escrivão quando na verdade é 
investigador, e assim por diante.
Para doutrinadores como Rogério Greco e Rogério Sanches, no entanto, o termo identidade 
previsto no caput do artigo abrange também as características funcionais (como o cargo e a 
função), permitindo a mesma responsabilização apesar do texto ter sido elaborado de forma 
diferente.
Observamos aos alunos, no entanto, o de sempre: trata-se de assunto ainda muito “verde” 
e sem pacificação na doutrina, o qual por hora dificilmente será cobrado em provas por conta 
da possibilidade de recursos. Mas é importante que você conheça a existência dessa possibi-
lidade de debate.
O sujeito ativo do crime é o agente que atua na captura, prisão ou detenção de pessoa, no 
caso do caput, ou aquele que atua em seu interrogatório em sede de investigação de infração 
penal (no caso do parágrafo único).
O sujeito passivo principal ou imediato é a pessoa física ou jurídica atingida pela condu-
ta abusiva.
O sujeito passivo secundário ou mediato é o Estado.
A conduta admite apenas a forma dolosa, como os demais delitos em estudo, exigindo 
ainda o elemento subjetivo especial previsto no art. 1º, §1º do diploma legal.
Repare que no parágrafo único, o tipo penal prevê a prática da conduta em sede de interrogató-
rio de investigado PRESO. Assim sendo, se o interrogatório é de investigado SOLTO, não irá se 
configurar o referido tipo previsto no parágrafo único (não havendo, no entanto, prejuízo para a 
configuração de outros crimes previstos na legislação penal nacional).
2.8. Art. 18
Art. 18. Submeter o preso a interrogatório policial durante o período de repouso noturno, salvo se 
capturado em flagrante delito ou se ele, devidamente assistido, consentir em prestar declarações:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Mais um para a série de delitos com tipificação confusa. Afinal de contas, a lei não define 
qual o período de repouso noturno a ser considerado para a configuração do crime.
De todo modo, em primeiro lugar devemos dar atenção para uma ressalva importantíssima 
prevista no tipo: salvo se capturado em flagrante delito ou se, devidamente assistido, consen-
tir em prestar declarações.
Tornar-se-ia inviável a atuação das autoridades policiais, em sede de flagrante delito, se a 
lei vedasse a realização de interrogatório policial de forma absoluta durante a noite, haja vista 
que uma boa parte dos flagrantes são realizados nesse período.
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De todo modo, o problema se mantém na regra geral, posto que é complicado definir re-
pouso noturno para a aplicação do referido tipo.
Por exemplo: no caso do furto majorado pelo repouso noturno, doutrinadores como Da-
másio de Jesus e Rogério Sanches entendem que o critério é variável, consistindo no período 
que as pessoas se recolhem, à noite, para descansar, de modo que o seu reconhecimento 
dependerá do costume do local ou de foi praticada a conduta.
Entretanto, em sua mais recente obra comentando a Lei de Abuso de Autoridade, Rogério 
Sanches (em conjunto com Rogério Greco), entenderam que, em razão da própria lei tipificar 
como abuso de autoridade o cumprimento de mandado antes das 5h e após as 21h, a inter-
pretação sistêmica da lei requer que seja compreendido como repouso noturno o referido 
período (21h as 5h).
Atenção: Mais uma vez, trata-se de assunto novo, sem amplo debate envolvendo os demais 
mestres de Direito Penal do país. Assim sendo, é importante asseverar que existirá discussão a 
respeito do melhor critério a ser adotado para definição do referido repouso noturno.
Ademais, lembre-se que, em caso de flagrante delito, a referida limitação de horário NÃO 
SE APLICA, por expressa previsão contida no tipo penal.
O sujeito ativo do delito é o agente público responsável pelo interrogatório.
O sujeito passivo principal ou imediato é o preso atingido pela conduta abusiva.
O sujeito passivo secundário ou mediato é o Estado.
A conduta admite apenas a forma dolosa, como os demais delitos em estudo, exigindo 
ainda o elemento subjetivo especial previsto no art. 1º, §1º do diploma legal.
2.9. Art. 19
Art. 19. Impedir ou retardar, injustificadamente, o envio de pleito de preso à autoridade judiciária 
competente para a apreciação da legalidade de sua prisão ou das circunstâncias de sua custódia:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
No art. 19 temos a conduta daquele que impede, injustificadamente, o envio de pleito de 
preso à autoridade judiciária para apreciação da legalidade de sua prisão ou das circunstân-
cias de sua custódia.
Na mesma esteira está a conduta equiparada do parágrafo único, o qual busca responsabi-
lizar o magistrado que deixa de tomar as providências necessárias para sanar o impedimento 
ou a demora, seja no sentido de decretar uma medida ou no mínimo de enviar o pleito à autori-
dade competente (no caso incompetência):
Parágrafo único. Incorre na mesma pena o magistrado que, ciente do impedimento ou da demora, 
deixa de tomar as providências tendentes a saná-lo ou, não sendo competente para decidir sobre a 
prisão, deixa de enviar o pedido à autoridade judiciária que o seja.
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Primeiramente, note que em relação ao caput, há a previsão de que o impedimento ou re-
tardamento deve ser injustificado, do contrário, não se configura o delito.
Ademais, é importante notar que os sujeitos ativos irão variar. No caso da conduta do 
caput, é o agente ou autoridade pública que impediu ou retardou o envio do referido pleito à 
autoridade judiciária.
Já no caso do parágrafo único, o sujeito ativo é especificamente o magistrado.
Como de praxe, o sujeito passivo imediato é o preso, e o sujeito passivo mediato é o Estado.
O elemento subjetivo também é o mesmo dos demais crimes: consubstancia-se no dolo, 
acrescido da finalidade especial de agir prevista na legislação em estudo (Art. 1º, §1º).
2.10. Art. 20
Art. 20. Impedir, sem justa causa, a entrevista pessoal e reservada do preso com seu advogado:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Eis outro artigo que havia sido vetado pela Presidência da República e que acabou retor-
nando com a derrubada do veto pelo CN.
Aqui se pune aquele que age para impedir a entrevista pessoal e reservada do preso com 
seu advogado. A lei é clara ao determinar que só configura o crime caso a referida ação seja 
realizada sem justa causa.
Caso exista justa causa para impedir a entrevista pessoal e reservada do preso com seu advo-
gado, não se configura o delito.
O direito de entrevista pessoal do preso com seuadvogado está previsto em diversos ins-
titutos jurídicos, tais como o Pacto de San José da Costa Rica, a Lei de Execuções Penais e até 
mesmo no Estatuto da OAB.
Nesse diapasão, é interessante verificar que os termos “pessoal e reservada” possuem sig-
nificados distintos. Por pessoal entende-se o direito de que o próprio preso, em pessoa, esteja 
presente no ato. Por reservada entende-se a característica da entrevista que ocorre apenas na 
presença do preso e de seu defensor.
Conduta Equiparada:
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem impede o preso, o réu solto ou o investigado de en-
trevistar-se pessoal e reservadamente com seu advogado ou defensor, por prazo razoável, antes de 
audiência judicial, e de sentar-se ao seu lado e com ele comunicar-se durante a audiência, salvo no 
curso de interrogatório ou no caso de audiência realizada por videoconferência.
No parágrafo único o legislador demonstra uma preocupação especial: o de tutelar tanto o 
direito de entrevista antes da audiência judicial quanto o direito de comunicação entre indiví-
duo e defensor durante a audiência.
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Os sujeitos mais uma vez irão variar a depender da conduta.
Para o caput, o sujeito ativo é qualquer agente público que impedir o direito de entrevista, 
sem justa causa.
Para o parágrafo único, a doutrina ainda debate quem é o agente público responsável no 
caso concreto, pois o tipo penal é aberto (“quem impede o preso”). Analisando a quem compe-
te tal ato, entende Sanches que o sujeito ativo pode ser tanto o magistrado quanto o servidor 
público lotado no estabelecimento em que o indivíduo está preso, no caso de videoconferência.
Quanto ao sujeito passivo, entende-se que é qualquer indivíduo envolvido na referida priva-
ção (podendo se consubstanciar na figura do preso, do investigado, do réu solto e do defensor 
ou advogado, a depender do caso).
O elemento subjetivo também é o mesmo dos demais crimes: consubstancia-se no dolo, 
acrescido da finalidade especial de agir prevista na legislação em estudo (Art. 1º, §1º).
2.11. Art. 21
Art. 21. Manter presos de ambos os sexos na mesma cela ou espaço de confinamento:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Teve grande repercussão em 2007 o caso da garota de 15 anos que foi mantida presa em 
uma cela com 20 homens. É claro que a legislação penal vigente, na figura da Lei de Execuções 
Penais, prevê diversas situações em que a separação dos presos por determinado critério é 
obrigatória (sendo a separação das mulheres uma dessas previsões).
Não obstante à existência da referida restrição legal, casos como o de 2007 ainda acabam 
acontecendo, e certamente buscando reprimir esse tipo de acontecimento o legislador crimi-
nalizou a conduta através do artigo 21 do diploma legal em estudo.
O parágrafo único, por sua vez, trata da figura do adolescente:
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem mantém, na mesma cela, criança ou ado-
lescente na companhia de maior de idade ou em ambiente inadequado, observado o disposto 
na Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente).
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Há entendimento doutrinário no sentido de que a violação da regra de separação que resulta 
também em sofrimento físico ou mental da pessoa custodiada pode resultar em crime de tor-
tura, a depender do caso concreto.
Por exemplo, no caso narrado (ocorrido em 2007), foi justamente essa a tipificação recebi-
da pelo delito praticado (tortura).
O sujeito ativo do delito é o agente ou autoridade que determinar a manutenção de presos 
de ambos os sexos em mesmo espaço ou cela. Assim, a doutrina entende que tanto a autori-
dade policial, o diretor de sistema prisional e até mesmo o magistrado podem figurar no polo 
ativo da conduta.
Rogério Greco e Rogério Sanches (os primeiros a se manifestar sobre o tema) tem enten-
dido no sentido de que o sujeito passivo imediato são os presos submetidos à medida (tanto 
homens quanto mulheres).
O sujeito passivo mediato é o Estado.
O elemento subjetivo também é o mesmo dos demais crimes: consubstancia-se no dolo, 
acrescido da finalidade especial de agir prevista na legislação em estudo (Art. 1º, §1º).
2.12. Art. 22
Art. 22. Invadir ou adentrar, clandestina ou astuciosamente, ou à revelia da vontade do ocupante, 
imóvel alheio ou suas dependências, ou nele permanecer nas mesmas condições, sem determina-
ção judicial ou fora das condições estabelecidas em lei:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Forma especial do delito de violação de domicílio previsto no Código Penal, a conduta do 
artigo 22 da Lei 13.869/19 tipifica como abuso de autoridade invadir, adentrar e permanecer, 
de forma clandestina, astuciosa ou à revelia da vontade do ocupante, em imóvel alheio sem 
determinação judicial ou fora das condições legais.
Em primeiro lugar, precisamos diferenciar os verbos nucleares do tipo em estudo:
• Invadir: Ingresso ostensivo, violento;
• Adentrar: Ingresso sem violência;
• Permanecer: Comportamento negativo. Segundo a doutrina, só permanece quem entrou 
licitamente, e se nega a sair.
• Condutas equiparadas
§ 1º Incorre na mesma pena, na forma prevista no caput deste artigo, quem:
I – coage alguém, mediante violência ou grave ameaça, a franquear-lhe o acesso a imóvel ou suas 
dependências;
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Coação para franquear o acesso. Buscando mais uma vez proteger a inviolabilidade de do-
micílio, o legislador criminalizou como abuso de autoridade condutas que não se enquadram 
no tipo penal do caput mas que tem o condão de resultar no mesmo efeito.
Nesse sentido, incorre nas mesmas penas aquele que coage, mediante violência ou grave 
ameaça, o indivíduo a franquear o acesso ao imóvel.
Horário de cumprimento de mandado:
III – cumpre mandado de busca e apreensão domiciliar após as 21h (vinte e uma horas) ou antes 
das 5h (cinco horas).
Sem dúvidas o ponto mais complexo e controverso do artigo em questão, a conduta equi-
parada do inciso III determina ser abuso de autoridade o cumprimento de mandado de busca 
e apreensão após às 21h ou antes das 5h.
Como sabemos, a regra constitucional sobre o tema é que a ordem judicial deve ser cum-
prida durante o dia, salvo se o morador concordar com sua realização à noite.
Sempre foi objeto de debate na doutrina o critério para determinar o que é “DIA” e assim 
definir as balizas para o cumprimento do mandado judicial.
São dois os critérios conhecidos sobre o tema:
1) Critério CRONOLÓGICO: DIA é o horário compreendido entre 6h da manhã e 18h.
2) Critério FÍSICO-ASTRONÔMICO: DIA é o espaço entre a aurora e o crepúsculo.
A doutrina, como sempre, diverge entre os critérios. Na jurisprudência, há manifestações 
mais contundentes no

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