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História e 
Evolução do 
Ensino Presencial 
Ao Híbrido
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3
Sumário
Ensino Presencial - Híbrido e a Distância 
 Educação e o ensino presencial, híbrido e a distância 
Origem e Evolução da EAD 
 Educação a Distância no mundo 
 Educação a Distância no Brasil 
EAD no Ensino Superior 
 Funcionamento da EAD no Ensino Superior 
EAD na Educação Básica e Profissional 
 Situando a EAD na Educação Básica e Profissional 
Referências 
CLIQUE NO CAPÍTULO PARA SER REDIRECIONADO
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45
4
Objetivos Definição
Explicando Melhor Você Sabia?
Acesse Resumindo
Nota Importante
Saiba Mais Reflita
Atividades Testando
Para o início do 
desenvolvimento de uma 
nova competência;
Se houver necessidade 
de se apresentar um novo 
conceito;
Algo precisa ser melhor 
explicado ou detalhado;
Curiosidades indagações 
lúdicas sobre o tema em 
estudo, se forma necessárias;
Se for preciso acessar um 
ou mais sites para fazer 
download, assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
Quando for preciso se fazer 
um resumo acumulativo 
das últimas abordagens;
Quando forem necessárias 
observações ou 
complementações para o 
seu conhecimento;
As observações escritas 
tiveram que ser priorizadas 
para você;
Textos, referências 
bibliográficas e links para 
aprofundamento do seu 
conhecimento;
Se houver a necessidade 
de chamar a atenção 
sobre algo a ser refletido ou 
discutido sobre;
Quando alguma atividade 
de autoaprendizagem for 
aplicada;
Quando o desenvolvimento de 
uma competência for concluído 
e questões forem explicadas. 
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@faculdadelibano_
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Ensino 
Presencial 
- Híbrido e 
a Distância
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido Capitulo 1
Ensino Presencial - Híbrido e 
a Distância
Ao término deste capítulo, você será capaz de distinguir ensino presencial, híbrido e 
a distância. Também irá entender como a EAD deve ser colocada em prática e suas 
possibilidades metodológicas. Isso será fundamental para o exercício de sua profissão. 
E aí? Motivado para desenvolver essa competência? Então, vamos lá. Avante!
Educação e o ensino presencial, híbrido e a distância
Na era da informação, comunicação e das tecnologias, transformações estão 
acontecendo a todo momento e entendemos que a educação deve procurar 
acompanhar e se adaptar a essas mudanças. Os alunos e professores que ainda são 
analfabetos digitais devem procurar se capacitar e correr para quebrar essa barreira, 
pois devemos usar as tecnologias em prol do processo de aprendizagem.
Objetivos
Conceituar e diferenciar as diversas modalidades educa- cionais, da 
presencial até as submodalidades da EAD.
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido Ensino Presencial - Híbrido e a Distância Capitulo 1
Os autores Lima e Moura (2015) explicam que o acesso às ferramen- tas digitais e o seu 
uso estão cada vez mais simplificados, não precisa ser de grandes conhecimentos na 
área da informática, e sim executá-las em prol da aprendizagem, muitas vezes basta que 
haja interesse e pesquisa para aprender por meio de ferramentas de busca via internet. 
Os próprios colegas de trabalho podem fazer uma formação no dia do planejamen- 
to escolar, podem também gravar pequenos vídeos explicativos com a finalidade se 
adaptar às tecnologias. Mais uma vez é preciso despertar o interesse em aprender e 
colocar os conhecimentos em prática.
De acordo com Sunaga e Carvalho (2015), temos a tradição de nossos alunos irem 
para a escola e terem aulas expositivas, voltando para casa com o caderno cheio de 
conteúdos copiados de uma lousa. A crença é que esse método de ensino é muito 
eficiente.
Atualmente, com a possibilidade do uso das novas tecnologias e a facilidade de acesso 
à informação, temos que entender que a escola precisa repensar sua prática, pois as 
informações estão chegando por meio da internet, não só nas casas das pessoas, mas 
em todos os lugares por peos computadores, notebooks, celulares, tablets, entre outros. 
Assim, as pessoas podem aprender em qualquer lugar e a qualquer hora.
Nesse sentido, ao ter essa consciência, precisamos entender que a escola deixa de ser 
um dos principais locais na busca da informação. Sendo assim, ela precisa se atualizar, 
não no sentido de diminuí-la, e sim de suas possibilidades de expansão, pois cabe a 
ela usar as tecnologias à favor do processo de ensino e aprendizagem. Desse modo, 
cabe aos que fazem a escola proporcionar aos seus profissionais essas possibilidades, 
FIGURA 1
Informação, 
comunicação e 
tecnologias
FONTE
Pixabay
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido Ensino Presencial - Híbrido e a Distância Capitulo 1
capacitar professores e alunos no sentido de trazer essa inovação para o processo de 
ensino e aprendizagem.
Você pode estar aí do outro lado se perguntando, como deve ser o processo de educação 
mediante essas transformações que ocorrem diariamente em nossa sociedade?
A educação pode e deve acontecer por meio das tecnologias, mas não pode ser rígida 
nem flexível demais, porque é digital. Possibilidades existem muitas e nós educadores 
devemos nos unir às tecnologias em prol do processo de ensino e aprendizagem, por isso 
também pode acontecer de forma híbrida, por meio de um ensino que seja presencial 
e a distância, os quais iremos compreender agora.
O ensino presencial é entendido como uma forma de ensinar e aprender em que 
professor e aluno devem estar presencialmente em um determinado local, geralmente 
é uma sala de aula, no mesmo dia, tempo e local determinado para que ela aconteça. 
Já o ensino a distância é marcado pela separação de espaço físico entre professor 
e aluno, ambos não precisam estar no mesmo local para que uma aula aconteça. A 
transmissão dos conteúdos é realizada pela utilização de tecnologias de comunicação 
e informação, rompendo barreiras de espaços geográficos e de tempo (COUTINHO, 
2009, p. 2014).
O estudante tem autonomia e responsabilidade de poder ter acesso ao ensino sem 
ter dia, horários fixos e obrigatoriedade de estar no mesmo local em que o professor se 
encontra. Para tanto, é primordial que o aluno tenha autonomia para realizar as suas 
atividades, que geralmente têm prazo máximo para serem realizadas e entregues ao 
professor, assim, o aluno pode e deve criar o seu próprio cronograma de estudos.
Estar longe do professor não quer dizer que estudar seja tarefa fácil, moleza e nem 
separa o estudante e professor, pois é com o auxílio das tecnologias e uso da internet 
que são produzidos meios para reduzir as distâncias, não excluindo o contato direto 
entre alunos e professores.
Bom, até agora vimos um pouco do ensino presencial e do ensino a distância e o que é 
o ensino híbrido, então?
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido Ensino Presencial - Híbrido e a Distância Capitulo 1
Sobre ensino híbrido, os autores Christensen, Horn e Staker (2013) explicam que foi nos 
Estados Unidos que foram desenvolvidas metodologias em que há combinação entre 
ensino tradicional e tecnologia digital. O ensino híbrido é um programa de educação 
formal em que há alunos que se encontram e aprendem com parte do ensino 
acontecendo de forma on-line e, para isso acontecer, é preciso que haja locais com 
controle dos alunos que pretendem estudar.
Esse instrumento de controle deve registrar tanto o tempo em que
o aluno passou no ambiente de aprendizagem estudando como o lugar, modo ou 
ritmo do estudo. A outra parte dos estudos deve acontecer em um espaço físico e 
supervisionado em um local que não seja a casa do estudante. (COUTINHO, 2009, p. 2014)
Observa-se que o ensino com o auxílio das tecnologias pode e deve auxiliar o professor a 
realizar a particularização da aprendizagem dos seus respectivos alunos, proporcionando 
assim a inclusão de número muito maior de alunos, pois eles podem estudar dentro do 
seu ritmo, tempo disponível e de acordo com os conhecimentos já adquiridos. 
Essa forma de ensinar pode ter diversas vantagens, mas é preciso que oda EaD pelas empresas. Vagas. Disponível em: https://www.
vagas.com.br/profissoes/a-valorizacao-do-ead-pelas- empresas/. Acesso em: 12 de 
maio 2020.
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido Referências
TORRES, R. M. de F. EAD no ensino profissionalizante. In: LITTO, F.; FORMIGA, M. (orgs.). Educação 
a Distância: o estado da arte. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009.
VASCONCELOS, S. P. G. Educação a Distância: histórico e perspectivas. Universidade do 
Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Disponível em: http://www.filologia.org.br/viiifelin/19.htm. 
Acesso em: 08 jan. 2010.
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	Ensino Presencial - Híbrido e a Distância
	Educação e o ensino presencial, híbrido e a distância
	Origem e Evolução da EAD
	Educação a Distância no mundo
	Educação a Distância no Brasil
	EAD no Ensino Superior
	Funcionamento da EAD no Ensino Superior
	EAD na Educação Básica e Profissional
	Situando a EAD na Educação Básica e Profissional
	Referênciasaluno tenha 
autonomia para definir seus horários e cumpri-los. Sendo assim, é possível compreender 
que no ensino híbrido haverá momentos em que a aprendizagem acontecerá parte em 
casa e parte em aulas presenciais.
Sobre o significado do termo “hibridismo”, temos Moran (2015, p. 27) explicando que:
Híbrido significa misturado, mesclado, blended. A educação sempre foi misturada, 
híbrida, sempre combinou vários espa- ços, tempos, atividades, metodologias, 
públicos. Esse proces- so, agora, com a mobilidade e a conectividade, é muito 
mais perceptível, amplo e profundo: é um ecossistema mais aberto e criativo. 
Podemos ensinar e aprender de inúmeras formas, em todos os momentos, em 
múltiplos espaços. Híbrido é um conceito rico, apropriado e complicado. Tudo pode 
ser mistu- rado, combinado e podemos, com os mesmos ingredientes, preparar 
diversos ‘pratos’, com sabores muito diferentes.
É preciso entender que a educação é muito ampla e tem inúmeras possibilidades de 
acontecer de forma ativa e bem diversificada, ou seja, ela deve acontecer por meio do 
diálogo, de maneira que as competências e habilidades que o aluno deve alcançar 
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido Ensino Presencial - Híbrido e a Distância Capitulo 1
sejam claras para ele, as quais devem ser diversificadas por meio de currículos e práticas 
adequadas à realidade da escola.
Sendo assim, em relação ao ensinar, pode-se entender que a aprendizagem dos alunos 
pode acontecer de diferentes formas, de modo progressivo, contínuo, que vão do 
presencial e/ou a distância; híbridos; intencionais e/ou não intencionais; formais e/ou 
informais e, ainda, os sistematizados e abertos.
Assim, podemos entender que existem vários percursos na busca por aprendizagens, 
que podem acontecer tanto individual como em grupo.
Ainda sobre a educação e o ensino híbrido, os autores Bacich, Tanzi Neto e Trevisani (2015, p. 
41) defendem que não há um modelo de ensinar, e sim vários na busca da aprendizagem 
do aluno, que deve ser um processo contínuo e que para essa aprendizagem acontecer 
deve- se buscar diferentes formas, em diferentes espaços, por isso é possível encontrar 
diferentes definições para o ensino híbrido e que vão sempre se reportar a dois modelos 
de aprendizagem: “[...] o modelo presencial, em que o processo ocorre em sala de aula, 
como vem sendo realizado há tempos, e o modelo on-line, que utiliza as tecnologias 
digitais para promover o ensino [...]”. Os autores ainda afirmam que um complementa o 
outro na busca interativa por novas experiências, explicando que:
O papel desempenhado pelo professor e pelos alunos sofre alterações em 
relação à proposta de ensino considerado tradicional, e as configurações das 
aulas favorecem momentos de interação, colaboração e envolvimento com 
as tecnologias digitais. O ensino híbrido configura-se como uma combinação 
metodológica que impacta na ação do professor em situações de ensino e na ação 
dos estudantes em situações de aprendizagem. (BACICH; TANZI NETO, TREVISANI, 
2015, p. 41)
Nesse ínterim, chegamos ao entendimento de que o conhecimento do uso das 
tecnologias também é importante para promover novas aprendizagens, e cabe ao 
professor buscar se atualizar para trabalhar sempre com as ferramentas digitais que 
mudam constantemente em prol do processo de ensino e aprendizagem.
No ensino a distância, o trabalho com os conteúdos devem ser flexíveis, ter objetivos e ser 
de fácil acesso. Esse trabalho do professor em sala de aula e por meio das tecnologias 
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido Ensino Presencial - Híbrido e a Distância Capitulo 1
deve ocorrer por projetos que podem ser desenvolvidos de forma individual ou em 
grupo. O professor e, se for o caso, o tutor devem ter acesso e acompanhar cada aluno 
na plataforma virtual de aprendizagem, além de permitir uma interação ativa nesses 
ambientes de aprendizagem, nos quais cada aluno tem a possibilidade de desenvolver 
suas competências cognitivas e socioemocionais. Por isso, é preciso ter planejamento, 
ser flexível e entender que há várias opções para que tudo isso aconteça em termos de 
possibilidades de tempo, espaço, métodos e recursos.
Existem muitas discussões em relação a proporcionar transforma- ções na área da 
educação, mas ainda está muito limitado à busca por modelos de design fechado, 
homogêneos, como receitas de bolo, nos quais estão focados em conteúdos e 
competências.
É preciso ampliar esse olhar para possibilidades, e não centrar em ou outro, optando 
pela busca de padronização. Vamos entender um pouco mais sobre esses modelos que 
podemos chamar de padronizados na educação formal:
• Blended learning, semipresencial, que se misturam e trabalham por meio de formas 
físicas e digitais, que podem ser realizadas em grupos ou em vários momentos, 
sendo flexível, permitindo orientar o aluno a se organizar para ter autonomia, 
estudar e se organizar de acordo com o tempo disponível (MORAN, 2015).
• Metodologias ativas: ocorrem por meio de práticas, projetos e atividades, as quais 
requerem envolvimento, colaboração e personalização, sejam presenciais ou não 
(MORAN, 2015).
• Modelo on-line: Acontece quando professor e alunos estão juntos (on-line) em 
tempo real, devem interagir por meio de ferramentas tecnológicas, a exemplo de 
chats, fóruns, blogs, chamada de vídeo on-line, entre outros, nos quais o professor 
pode escolher entre participar junto aos alunos de forma individual ou em grupo 
(MORAN, 2015).
As ferramentas de aprendizagem digitais podem ser dinâmicas ou não, o professor 
precisa estar atento, pois pode estar utilizando-as de forma muito mecânica, mas a ideia 
é se abrir para o uso adequado e que trilhem por caminhos que permitam usar essas 
ferramentas para compartilhamento de ideias, coautoria, publicação e divulgação das
diferentes narrativas.
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido Ensino Presencial - Híbrido e a Distância Capitulo 1
Todas essas atividades podem acontecer em uma plataforma virtual, na qual professores 
e tutores devem mediar as atividades explicando-as, resolvendo dúvidas e possíveis 
dificuldades dos alunos.
Por meio do ensino híbrido, percebe-se que há possibilidades de atuar de forma ativa, 
proporcionando ao aluno aprender de maneira mais interessante e, com isso, utilizar-
se desses meios para que eles se tornem mais participativos, críticos e reflexivos no 
processo educativo.
Ratificando esses modelos de ensino, sobre o ensino interativo, Lima e Moura (2015, p. 
78) recomendam fazer um planejamento e, para o uso do ambiente de aprendizagem, 
é necessária:
[...] a instrução, o professor deve selecionar ou criar um vídeo adequado; se o objetivo 
é a interatividade, ele pode escolher um game ou um simulador; e se a meta é 
avaliar, ele deve escolher uma ferramenta eficiente no levantamento de dados para 
transformar feedback em orientação educacional. Em um planejamento de aula 
eficiente, devem ser escolhidas as ferramentas e a forma de utilizá-las, bem como 
se definir o papel do aluno e do professor. Quando o docente instrui uma atividade, 
ele pode utilizar o tempo de realização para ter contato com os estudantes que 
apresentam mais dificuldades e auxiliá-los de forma personalizada.
Para trabalhar com metodologias ativas, é preciso ter claras as estratégias de ensino, 
pois o próprio nome já nos informa que o aluno deve ter no processo de ensino e 
aprendizagem sua participação ativa, que pode acontecer tanto nas aulas presenciais 
como on-line (hibridismo). Portanto, entende-se que o aluno é o foco da aprendizagem e 
precisa de atividades as quais possa conseguir realizar operações mentais, de maneira 
individualizada e com a proposta de se adaptar a diversas situações.
Nesse sentido, o professor deve ter atenção, cuidado com atividades, apesar de ser em 
sala de aula ou com o auxílio de tecnologias, pois elas precisam estar direcionadas para 
formar o cidadão críticoreflexivo no caminho de ampliar os conhecimentos dos alunos.
Lima e Moura (2015) explicam que o que irá trabalhar o ensino híbrido não se trata de 
somente propor a atividade, é preciso que se dedique tanto a um bom planejamento 
como conhecer, testar, escolher e validar ferramentas digitais nas quais vai trabalhar 
junto aos seus alunos. Sobre o ato de “testar” explica que é preciso pesquisar, conhecer 
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido Ensino Presencial - Híbrido e a Distância Capitulo 1
a sua ferramenta pedagógica/tecnológica, buscando instrumentos cada vez mais 
simples e concisos.
Sobre essa questão, os autores esclarecem, ainda, que o professor precisa estar atento 
se a ferramenta definida realmente será útil para atingir os objetivos de aprendizagem 
propostos. Avaliar também é necessário, pois exige que o professor verifique se o 
instrumento alcançou o mínimo de aprendizagem necessária.
Seja qual for o ambiente de aprendizagem escolhido para transmitir uma aprendizagem 
formal ou informal, por meio de redes sociais, blogs, videoaulas, aulas em tempo real, 
entre outros, as atividades devem ser planejadas para serem significativas.
Desse modo, o ensino que envolve aulas presenciais e por meio do uso de recursos 
tecnológicos, o qual chamamos de ensino híbrido, pode e deve ser implementado em 
espaços formais de aprendizagens e não formais. Por que digo isso? Porque os alunos 
podem aprender por meio de vídeos que podem ser publicados em plataformas abertas, 
sem a necessidade do uso de senhas, como também podem aprender diversos cursos 
com a responsabilidade de serem diplomados por esse curso, em plataformas em que 
haja o controle de sua frequência, proporcione aprendizagens e avaliação conforme 
manda a nossa legislação da educação, as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 
nº 9.394/1996.
Desse modo, vamos ver nos próximos capítulos a ampla possibilidade de acesso nesse 
âmbito de ensino. Todavia, não se pode esquecer que o professor deve ser desafiado 
a proporcionar para os seus alunos, atividades que desenvolvam desde o raciocínio 
e a reflexão do aluno até desafios para realizar essas atividades. Ao fazê-las, também 
pode-se propor buscar por soluções e respeitar o ritmo de aprendizagem de cada um 
de seus alunos.
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido Ensino Presencial - Híbrido e a Distância Capitulo 1
Resumindo
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema 
de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve 
ter aprendido que vivemos em uma era digital e que devemos estar 
capacitados para acompanhar essas tecnologias em prol da educação. 
A educação a distância, utilizando as tecnologias, deve trabalhar com 
metodologias ativas, ser flexível, marcada pelo distanciamento do 
espaço físico do docente e do aluno, que não precisam estar no mesmo 
espaço para que ocorra a construção do conhecimento, que ocorre pela 
utilização das tecnologias de comunicação e informação rompendo as 
barreiras de espaço e tempo.
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@faculdadelibano_
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Origem e 
Evolução 
da EAD
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido Capitulo 2
Origem e Evolução da EAD
Educação a Distância no mundo
Neste capítulo, você será capaz de entender a história da EAD, compreendendo sua 
evolução e expansão no Brasil e no mundo. Isso será fundamental para o exercício de sua 
profissão. E aí? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante!
A Educação a Distância na atualidade é praticada em diversos locais. Pode acontecer 
na Educação Básica, no Ensino Superior, em UniversidadesAbertas, Universidades Virtuais, 
Objetivos
Conhecer a história da EAD, compreendendo sua evolução e expansão 
no Brasil e no mundo.
FIGURA 2
Ensino a Distância
FONTE
Pixabay
17
História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido Origem e Evolução da EAD Capitulo 2
formações de profissionais, treinamentos, cursos abertos e fechados, livresetc. (MAIA; 
MATTAR, 2007).
Existem vários conceitos de Educação a Distância. Todos chegam a pontos em comum. 
Dessa forma, Bernardo (2009) aponta o conceito de homem em 1967, que enfatiza como 
uma a forma de estudo na Educação a Distância.
Algumas súmulas destacam as epístolas de São Paulo às comunidades cristãs da Ásia 
Menor, registradas na Bíblia, como a origem histórica da Educação a Distância (GOLVÊA; 
OLIVEIRA, 2006).
Ponderando a informação anterior, podemos entender que também existem outros 
marcos históricos, a partir do século XVIII, que consolidaram a Educação a Distância no 
mundo (CORREA, 2005, p. 17-19).
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido Origem e Evolução da EAD Capitulo 2
Após mencionar marcos histórico, acontecimentos e instituições, destaco que todos 
significaram o caminho para a consolidação da Educação a Distância, que atualmente 
é ofertada no mundo todo. Isso é destaque porque atualmente a EAD está presente em 
mais de 80 países, em todos os níveis de ensino, acolhendo milhões de alunos (GOLVÊA; 
OLIVEIRA, 2006).
Na atualidade, cresce o número de instituições e empresas que trabalham com 
treinamento de recursos humanos por meio da Educação a Distância. As universidades 
a distância têm aliado-se às novas tecnologias de informática e de telecomunicação, 
tais como a Universidade a Distância de Hagen, que promoveu Educação a distância 
QUADRO 1
Panorama da Educação a Distância no Mundo
FONTE
Elaborado a partir de Corrêa (2005, p. 17-19).
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido Origem e Evolução da EAD Capitulo 2
com material impresso, em 1975 (BERNARDO, 2009). Na atualidade, o material didático 
é inserido por meio das tecnologias da informação e comunicação. Tudo isso foi 
potencializado pelo uso da internet. Como vimos, nas universidades abertas, tais como 
as da Inglaterra, Holanda e Espanha, estão seguindo esse caminho.
Educação a Distância no Brasil
Acredita-se que não há registros sobre os primórdios da Educação à Distância no Brasil, 
mas a primeira que tem registro nessa modalidade de ensino acontece por volta do final 
do século XX, quando, por meio do uso da correspondência, os agricultores e pecuaristas 
europeus recebiam, por cartas, os ensinamentos de como plantar ou cuidar do rebanho.
É importante registrar os dados de Côrreia (2005, p. 21-22), pois a autora faz uma 
retrospectiva detalhada em relação a iniciativas de Educação a Distância do Brasil e nela 
podemos perceber que a tecnologia utilizada para promover a educação a distância 
mudava conforme o tempo e o espaço. Assim, essa tecnologia foi sendo ofertada na 
história da Educação a Distância em nosso país, vamos ver!
FIGURA 3
Educação a distância no Brasil
FONTE
Pixabay
20
História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido Origem e Evolução da EAD Capitulo 2
QUADRO 2
Panorama da Educação a Distância no Brasil
FONTE
Adaptado de Corrêa (2005, p. 21-22)
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido Origem e Evolução da EAD Capitulo 2
Em 1904, o Jornal do Brasil divulga o curso por correspondência de datilografia. Em 
1923, por meio do rádio, um grupo liderado por Henrique Morize e Edgard Roquette 
Pinto mencionou a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, que estava por oferecer uma 
diversidade de cursos: Português, Francês, Silvicultura, Literatura Francesa, Esperanto, 
Radiotelegrafia e Telefonia (ALVES, 2011).
No finalzinho da década de 1930, em São Paulo, nasce o Instituto Monitor, que constituiu 
o primeiro instituto brasileiro a ofertar cursos profissionalizantes por correspondência e, 
já entrando na década de 1940, o Instituto Universal Brasileiro.
Conforme Alves (2011, p. 7), o Instituto Universal Brasileiro foi:
[...] o segundo instituto a oferecer cursos profissionalizantes sistematicamente. 
Foi fundado por um ex-sócio do Instituto Monitor, hoje possui cerca de 200 mil 
alunos; juntaram-se esses dois institutos e outrasorganizações similares, que 
foram responsáveis pelo atendimento de milhões de alunos em cursos abertos de 
iniciação profissionalizantes à distância.
Em 1942, temos a primeira Universidade do Ar, que durou até 1944. Em 1947, temos a Nova 
Universidade do Ar, patrocinada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial 
(Senac), Serviço Social do Comércio (Sesc) e emissoras associadas.
Torres (2009, p. 197) afirma que existiram outras ações do Senac:
[...] na década de 1950, a Universidade do Ar chegou a atingir 318 localidades e 80 
mil alunos. A experiência, levada a efeito até 1961, é parte da história da EAD no país. 
Em 1976, foi criado o Sistema Nacional de Teleducação e foram realizadas algumas 
experiências com rádio e TV. No período 1988/1991, procedeu-se a informatização e a 
reestruturação do sistema e, em 1995, foi criado um setor destinado exclusivamente 
à EAD — o Centro Nacional de Educação a Distância (Cead).
Por volta da década de 1960, surgem os Movimento de Educação de Base (MEB) por 
meio da Rádio Educativa (Igreja Católica junto ao Governo Federal), que acontecia com 
a intenção de democratizar acesso à educação.
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido Origem e Evolução da EAD Capitulo 2
A década de 1970 marca acontecimentos importantes na Educação a Distância: 
tinhamos instituído o Projeto Minerva, que aconteceu por meio de um convênio da 
Fundação Padre Landell de Moura, com a Fundação Padre Anchieta, que tinha o intuito 
de produzir textos e programas. O telecurso foi ofertado pela Fundação Roberto Marinho, 
transmitida pela Rede Globo, um programa de educação que funcionava por meio de 
supletivo a distância, o qual se destinava ao Ensino Fundamental e ao Ensino Médio.
Em 1992 foi criada a Universidade Aberta de Brasília (Lei nº 403/1992). Nisso, ampliou-se 
o conhecimento cultural, com a organização e o ensino superior, englobando tanto a 
graduação como a pós-graduação. Em 1995, é fundada a TV Escola (canal educativo da 
Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação).
Em 1996, é fundada a Secretaria de Educação a Distância (SEED) pelo Ministério da 
Educação. Também é instituída a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional, Lei 
nº 9.394/1996. Nesta lei, é oficializada a educação a distância como modalidade válida 
e equivalente para todos os níveis de ensino.
Em 2005, temos o Decreto n° 5.622/2005, que revogou os Decretos n° 2.494, de 10 de 
fevereiro de 1998, e n° 2.561, de 27 abril de 1998, com normatização definida na Portaria 
Ministerial n° 4.361, de 29 de dezembro de 2004.
Ainda em 2005, é fundada a Universidade Aberta do Brasil em parceria com o MEC, na 
modalidade a distância.
Em 2006, temos o Decreto n° 5.773/2006, que dispõe sobre as funções de regulação, 
supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores 
de graduação e sequenciais no sistema federal de ensino, incluindo os cursos da 
modalidade a distância.
Em 2009, temos a Portaria nº 10/2020, que fixa critérios para a dispensa de avaliação in 
loco e dá outras providências para a Educação a Distância no Ensino Superior no Brasil. 
E no ano 2011 é extinta a SEED (ALVES, 2011).
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido Origem e Evolução da EAD Capitulo 2
Desse modo, é perceptível o que acontece de fato apesar da distância física entre 
professores e alunos. Ambos se comunicam pelo uso de ferramentas de aprendizagens, 
que são inovações trazidas pela EAD e que se constituem em um desafio para as 
instituições de ensino. Não podemos esquecer que para trabalhar com a EAD requer que 
sejam feitos investimentos em tecnologia de forma prosperada, pois é requisito para 
que a mediação aconteça. É preciso que professores e alunos mudem a mentalidade 
de só servir o modelo pedagógico presencial.
Há autores que categorizam a EAD em gerações, embora possa haver divergências em 
relação a essas gerações na história da Educação a Distância no Brasil, é necessário 
destacar que o seu desenvolvimento se deu por tecnologias e que elas variaram de 
acordo com o tempo e espaço em que foram vivenciadas pelas instituições brasileiras:
Embora possa haver divergências quanto ao número de gerações de EAD, se 
três, quatro ou cinco, elas devem ser entendidas a partir da tecnologia disponível 
no momento. Iniciando como cursos por correspondência, tendo por base o 
material impresso (primeira geração), a EAD evoluiu com a introdução do rádio 
e da televisão, passando a utilizar mídias como áudio e videocassetes (segunda 
geração), chegando à utilização das TICs baseadas no uso do computador e da 
interatividade, a partir da Internet, de tele e videoconferências (terceira e quarta 
FIGURA 4
Autonomia do aluno para estudar
FONTE
Pixabay
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido Origem e Evolução da EAD Capitulo 2
gerações). Presentemente, associam-se as mídias digitais como CD-ROM e DVD, 
caminhando para o uso da TV digital. A possibilidade de utilização da inteligência 
artificial para respostas automatizadas e tutoria inteligente pode representar a 
abertura de uma nova geração, ainda em desenvolvimento. (KIPNIS, 2009, p. 210)
A Educação a Distância é uma modalidade de ensino considerada inclusiva e a mais 
democrática das modalidades de educação. Tem a vantagem de usar as tecnologias 
de informação e comunicação para transmitir conhecimentos e se constitui em um 
instrumento capaz de dar conta de grande quantidade de pessoas, chegando em locais 
distantes em que antes nunca foram ministrados os ensinamentos e ainda contempla 
os que não podem estudar presencialmente, por motivo de não poder estar em horários 
pré-estabelecidos.
No mundo, cresce a oferta de cursos formais e informais através da modalidade de 
Educação a Distância. No Brasil, essa modalidade de educação está abraçada tanto 
por órgãos públicos e privados como em diversos cenários educativos e de ensino. 
O governo federal também criou normas e decretos, com a finalidade de manter a 
qualidade do ensino.
Resumindo
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema 
de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve 
ter aprendido que a EAD é uma modalidade de ensino que cresce cada 
dia mais devido à necessidade de alguns alunos terem que trabalhar ou 
por outros motivos e não poderem estudar presencialmente, mas que 
tem o desejo de terminar ou realizar seus estudos e essa modalidade 
de ensino se encaixa com o tempo e espaço que eles têm para estudar. 
No Ensino Superior, as universidades viram essa modalidade de ensino 
como forma de incluir o aluno ao meio social, capacitando-os, e nada 
melhor do que o uso das tecnologias para aliar a educação que ocorreu 
por vários meios, desde cartas, rádios, televisão, cursos pelos correios 
até as mais sofisticadas tecnologias em prol da qualidade do ensino.
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@faculdadelibano_
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EAD no Ensino 
Superior
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido Capitulo 3
EAD no Ensino Superior
Funcionamento da EAD no Ensino Superior
A primeira vez que o ensino a distância foi mencionado em nossa legislação, foi na Lei 
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN, Lei nº 9.394/1996. Sua regularização 
ocorreu a partir dela, quando foi apresentada como modalidade de ensino a distância 
e, a partir disso foram sancionadas outras normas, diretrizes e decretos.
Objetivos
Entender a legislação e a regulamentação da EAD no Ensino Superior. Ao 
término deste capítulo, você será capaz de entender como funciona o 
Ensino a Distância e seus respectivos marcos legais. Isso será fundamental 
para o exercício de sua profissão. E aí? Motivado para desenvolver esta 
competência? Então, vamos lá. Avante!
FIGURA 5
Educação a Distância
FONTE
Pixabay
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido EAD no Ensino Superior Capitulo 3
Atualmente, a modalidade de Ensino a Distância(EAD) é vista como democrática. É por 
meio das tecnologias da comunicação, pelo uso da internet, que proporciona o aluno 
a obter conhecimento, seja em tempo real ou semipresencial. É uma aula que pode 
acontecer com professores, tutores e alunos, de forma que estejam juntos no mesmo 
tempo e local, mas cumprindo duas missão, cada qual com suas particularidades 
de ensinar ou aprender. Uma vantagem é que essa modalidade permite que o aluno 
trabalhe e estude.
Sobre a legislação existente para normatizar como deve acontecer a EAD e para que 
sua credibilidade seja atestada, existem Decretos, leis e atos normativos que asseguram 
o ensino da modalidade EAD, as quais passam por atualizações, pois estão sempre na 
busca de garantir a qualidade do ensino a distância. Sendo assim, temos como base para 
a regulamentação das Instituições de Ensino Superior o art. 80 da LDBEN nº 9.394/1996.
A modalidade EAD, desde a sua inicialização até a atualidade, trabalha com o ensino 
a distância, a novidade é que ganha ênfase com o desenvolvimento das tecnologias 
de informação e comunicação, com foco nas propostas pedagógicas e objetivos de 
aprendizagens, e ganha o boom com o auxílio do uso da internet, pois antes acontecia 
por meio do uso da televisão, do rádio e de impressos, que também oportunizaram aos 
alunos flexibilizar espaço e tempo para que pudessem estudar e se formar de maneira 
regulamentada por lei.
Voltando à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que propõe essa modalidade 
de ensino por meio do art. 80, ficou a cargo do Poder Público estimular o desenvolvimento 
e a veiculação de programas de ensino a distância, que passa a atender todos os níveis e 
modalidades de ensino, incluindo a educação continuada, como podemos ver a seguir:
Art. 80. O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas 
de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação 
continuada.
§ 1º A educação a distância, organizada com abertura e regime especiais, será 
oferecida por instituições especificamente credenciadas pela União.
§ 2º A União regulamentará os requisitos para a realização de exames e registro de 
diploma relativos a cursos de educação a distância.
§ 3º As normas para produção, controle e avaliação de programas de educação 
a distância e a autorização para sua implementação, caberão aos respectivos 
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido EAD no Ensino Superior Capitulo 3
sistemas de ensino, podendo haver cooperação e integração entre os diferentes 
sistemas.
§ 4º A educação a distância gozará de tratamento diferenciado, que incluirá:
I - custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de radiodifusão 
sonora e de sons e imagens;
II - concessão de canais com finalidades exclusivamente educativas;
III - reserva de tempo mínimo, sem ônus para o Poder Público, pelos 
concessionários de canais comerciais.
A modalidade EAD foi inserida no Brasil com maior ênfase a partir da credibilidade das 
Instituições de Ensino Superior (IES), como uma forma atualizada de ensinar e, por outros, 
com muita desconfiança. A crença era de que essa modalidade limitava, e muito, a 
aprendizagem dos alunos.
Em meio a esses debates, tinha-se a necessidade de colocar em prática o que foi 
determinado pela LDB (9.394/1996) de forma crítica, com o estabelecimento de normas 
e procedimentos que tenha por objetivo assegurar a confiança de seu desenvolvimento.
As Instituições de Ensino Superior acreditavam na inclusão social que o Ensino a Distância 
poderia fazer, contemplando as pessoas que por algum motivo não podiam estudar 
presencialmente.
No Brasil, desde 1999 até 2009, percebeu-se que houve modificações na modalidade de 
ensino a distância, mas ainda há muito a percorrer em relação a essa modalidade, com 
o anseio de que a mesma ocupe seu devido lugar na educação contemplando todos 
os níveis, inclusive quebrando barreiras de preconceitos.
Após nove anos a LDBEN (9.394/1996) ter garantido a modalidade de Educação à 
Distância, novas discussões foram realizadas em prol de regulamentar e disciplinar essa 
modalidade de ensino para o Ensino Superior.
Percebe-se que ainda há resquícios de preconceitos contra qualquer modalidade de 
ensino. Nos Institutos de Ensino Superior e em algumas regiões nacionais, já há quebras 
de barreiras e de preconceitos relacionados à EAD, a qual passa a criar seu espaço e 
complementar o modelo de ensino tradicional.
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido EAD no Ensino Superior Capitulo 3
Portanto, a regulamentação da EAD contribui para começar a quebrar barreiras em 
relação a preconceitos com essa modalidade que perdurou por anos, devido à falta 
de conhecimento, e que agora é garantida na lei, a qual assegura que temos a mesma 
qualidade no ensino.
Desse modo, entende-se que foi por meio da leitura do art. 80 que a legislação consentiu 
avanços, quando passou a permitir que a modalidade de Ensino a Distância estivesse 
presente em todos os níveis.
Nesse contexto, buscando regulamentar o artigo mencionado, o Executivo Federal 
passou a baixar uma variedade de decretos, sendo o primeiro deles no ano de 1998, que 
por intermédio do desempenho apresentado no processo educacional no decorrer dos 
últimos anos, alguns foram revogados e outros substituídos.
Em 2005, no dia 19 de dezembro, o Decreto nº 5.622 teve cunho inovador, devido a permitir 
desenvolver uma política nacional de educação a distância com diretrizes norteadoras, 
passando a serem fixas para os sistemas de ensino do país. O decreto está dividido em 
seis capítulos, que apresentam 37 artigos e subdivisões em parágrafos eincisos.
 
Mas foi por meio do Ensino Superior quem mais se destacou e se desenvolveu nessa 
área. Por isso foi instituído o Decreto nº 5.622, de 20 de dezembro de 2005, que normatiza 
como deve acontecer a modalidade de Ensino a Distância nos IES, a exemplo do que 
podemos ler a seguir no artigo primeiro e segundo do decreto citado:
Art. 1º Para os fins deste Decreto, caracteriza-se a educação a distância como 
modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos 
de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de 
informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo 
atividades educativas em lugares ou tempos diversos.
§ 1º A educação a distância organiza-se segundo metodologia, gestão e avaliação 
peculiares, para as quais deverá estar prevista a obrigatoriedade de momentos 
presenciais para:
I - avaliações de estudantes;
II - estágios obrigatórios, quando previstos na legislação pertinente;
III - defesa de trabalhos de conclusão de curso, quando previstos na legislação 
pertinente;
30
História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido EAD no Ensino Superior Capitulo 3
e IV - atividades relacionadas a laboratórios de ensino, quando for o caso.
Art. 2º A educação a distância poderá ser ofertada nos seguintes níveis e 
modalidades educacionais:
I - educação básica, nos termos do art. 30 deste Decreto;
II - educação de jovens e adultos, nos termos do art. 37 da Lei nº 9.394, de 20 
de dezembro de 1996;
III - educação especial, respeitadas as especificidades legais pertinentes;
IV - educação profissional, abrangendo os seguintes cursos e programas:
a) técnicos, de nível médio;
b) tecnológicos, de nível superior;
V - educação superior, abrangendo os seguintes cursos e programas:
a) sequenciais;
b) de graduação;
c) de especialização;
d) de mestrado;
e) de doutorado.
Apesar de existir a crítica sobre essa modalidade de ensino, o Ministério da Educação 
e Cultura (MEC) não relaxou sobre essa questão, intensificando suas avaliações e 
seus comunicados em relação à necessidade, em todos os níveis, nos mais variados 
momentos presenciais. Muitas pessoas discordam dessas exigências alegando que 
a EAD tem meios altamente confiáveis que utilizam as tecnologias disponíveis com o 
intuito de avaliar e controlare, devido a isso, passa a ter rigidez, passando a inviabilizar 
projetos inovadores.
Destaca-se que a avaliação responsável é essencial nos cursos de modalidades 
a distância para que seja obter o diploma de curso de graduação, visando que seja 
legitimado pela sociedade.
As Instituições de Ensino a Distância que optarem por trabalhar com essa modalidade, 
deve ter instalações físicas em sua sede e em seus polos de apoio credenciados, para 
que os alunos possam ir presencialmente (de acordo com a Portaria nº 40, de 13 de 
dezembro de 2007). Esses locais devem ter critérios de qualidade como qualquer outro 
Instituto Superior de Ensino presencial, tais como bibliotecas, laboratórios e espaço com 
o intuito de os alunos realizarem as avaliações.
31
História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido EAD no Ensino Superior Capitulo 3
O aluno que estuda na modalidade a distância deve ter um vínculo com um espaço 
físico presencial, pois acredita-se que no momento em que frequenta esse espaço 
da instituição, seu conhecimento acontece por meio do contato presencial com os 
conteúdos, docentes, tutores e demais alunos.
Também acredita-se que essa participação direta por meio da estrutura física acaba 
proporcionando além do conhecimento o seu vínculo com a instituição e isso pode 
diminuir a evasão na educação.
O art. 80 da LDBEN nº 9.393/1996 informa que o ensino a distância deve atingir todos os 
níveis e modalidades de ensino, que classifica em Educação Básica, de Jovens e Adultos, 
Especial, Profissionale Superior, que também inclui os cursos de graduação.
Por isso, no Decreto nº 5.622/2005 destaca-se que a educação da modalidade a 
distância elenca todos os níveis de ensino, se encaixando muito com a forma de ensino 
para a Educação de Jovens e Adultos.
Art. 3º A criação, organização, oferta e desenvolvimento de cursos e programas a 
distância deverão observar ao estabelecido na legislação e em regulamentações 
em vigor, para os respectivos níveis e modalidades da educação nacional.
§ 1º Os cursos e programas a distância deverão ser projetados com a mesma 
duração definida para os respectivos cursos na modalidade presencial.
§ 2º Os cursos e programas a distância poderão aceitar transferência e aproveitar 
estudos realizados pelos estudantes em cursos e programas presenciais, da mesma 
forma que as certificações totais ou parciais obtidas nos cursos e programas a 
distância poderão ser aceitas em outros cursos e programas a distância e em 
cursos e programas presenciais, conforme a legislação em vigor.
O legislador registra que os cursos de educação a distância devem ter o mesmo tempo 
de duração que os cursos presenciais correspondentes à legislação do curso presencial, 
o que busca tentar diminuir os abusos na oferta da modalidade a distância.
Em relação à regulamentação da Educação a Distância do curso, também deve-se 
compreender que há um limite mínimo de tempo para que o curso se concretize. Isso 
é compreendido a partir do ponto de vista de que é considerado importante que se 
tenham normas como essas, semelhantes à presencial, pois se considera importante 
32
História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido EAD no Ensino Superior Capitulo 3
tratar essas duas modalidades de educação com o intuito de tentar evitar que Institutos 
de Ensino Superior, pouco confiáveis, passem a emitir diplomas de forma fácil, a exemplo 
de promessas de graduações a ser realizadas em menor tempo. Ainda sobre o Decreto 
5.622/2005:
Art. 4º A avaliação do desempenho do estudante para fins de promoção, conclusão 
de estudos e obtenção de diplomas ou certificados dar-se-á no processo mediante:
II - cumprimentodas atividades programadas; e II - realização de exames 
presenciais.
§1º Os exames citados no inciso II serão elaborados pela própria instituição de ensino 
credenciada, segundo procedimentos e critérios definidos no projeto pedagógico 
do curso ou programa.
§2º Os resultados dos exames citados no inciso II deverão prevalecer sobre os 
demais resultados obtidos em quaisquer outras formas de avaliação a distância.
É perceptível a preocupação em relação às avaliações presenciais, que de acordo com 
a legislação vigente é um fator que visa a garantir a qualidade dos cursos ocorridos 
pela modalidade de educação a distância.
A modalidade de Ensino a Distância, pautada na legislação, proporciona mecanismos 
que legitimam e autenticam a avaliação, haja vista que esta é uma preocupação dos 
legisladores, que determinam a avaliação presencial com o intuito de evitar fraudes.
Sendo assim, é muito importante que todos os envolvidos nessa modalidade de ensino 
demonstrem formação e qualidade do seu trabalho, por meio de processos controlados, 
por experiências concretas obtidas com eficácia, que de acordo com a lei, as instituições 
credenciadas e registradas passam a emitir sem qualquer diferença entre diplomas 
que forem emitidos tanto na modalidade presencial como a distância. Sobre os artigos 
5º e 6º:
Art. 5º Os diplomas e certificados de cursos e programas a distância, expedidos por 
instituições credenciadas e registrados na forma da lei, terão validade nacional. (...)
Art. 6º Os convênios e os acordos de cooperação celebrados para fins de oferta 
de cursos ou programas a distância entre instituições de ensino brasileiras, 
devidamente credenciadas, e suas similares estrangeiras, deverão ser previamente 
submetidos à análise e homologação pelo órgão normativo do respectivo sistema 
33
História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido EAD no Ensino Superior Capitulo 3
de ensino, para que os diplomas e certificados emitidos tenham validade nacional.
Podemos observar que os diplomas emitidos deverão ter valor igual da modalidade 
presencial, uma vez que acompanham todos os critérios de qualidade deles. Os acordos 
realizados de cooperação e convênios que foram realizados com o intuito de ofertar 
em programas ou cursos em modalidades de ensino a distância por intermédio de 
instituições de ensino no Brasil e exterior, para validação nacional, devem haver análise 
e homologação por parte do órgão normativo do respectivo sistema de ensino, do 
mesmo jeito que no ensino presencial.
Os artigos 7º e 8º do Decreto nº 5.622/2005 informa que as perspectivas e o potencial 
da modalidade de Educação a Distância mediante as dificuldades, e consciente da 
necessidade dela, são vistos pelos legisladores do Brasil, que definem que cabe ao 
Executivo Federal as práticas de credenciamento, autorização e reconhecimento como 
as devidas renovações.
A modalidade de Ensino a Distância, por intermédio da normas, reivindica que o MEC 
preserve organizado um sistema de informação que seja aberto ao público, permitindo 
os dados nacionais, relacionados à Educação a Distância, o que foi uma conquista 
alcançada pela sociedade, por intermédio do Decreto nº 5.622/2005.
 
Desse modo, podemos dizer que para garantir a qualidade e o controle legal e institucional 
dessa modalidade de ensino, temos sim uma legislação, que zela pela qualidade, 
credibilidade, amplitude em seus certificados em relação aos cursos ofertados na 
modalidade EAD.
Também vale destacar a Portaria Normativa nº 2, de 10 de janeiro de 2007, que esclarece 
o conceito de polo como apoio presencial e altera a compreensão do MEC sobre a 
abrangência geográfica na EAD. Dá destaque para que sejam admitidas aberturas de 
polos sem visita prévia de comissões avaliadoras. Pedidos de ampliação de polos de 
atuação somente poderiam ser efetuados após o reconhecimento do primeiro curso a 
distância da instituição. 
Merece destaque também a inclusão de referências específicas aos polos de apoio 
presencial, que foram contemplados com as regras dos decretos existentes e pela 
Portaria Normativa nº 2, de janeiro de 2007. Mas para que o polo passe a integrar, com 
especial ênfase, o conjunto de instalações, estas sim receberão avaliação externa 
34
História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido EAD no Ensino Superior Capitulo3
quando do credenciamento institucional para a modalidade de educação a distância. 
(MEC/SEED, 2007).
No ano de 2007, a Secretaria de Educação a Distância (SEED/MEC) apresentou os 
Referenciais de Qualidade para a Educação Superior a Distância. Trata-se de um 
documento que, embora não tenha força de lei, é um referencial que existe para nortear 
e subsidiar atos legais do poder público, para a sua regulação em processos específicos 
de regulação, supervisão e avaliação dessa modalidade. Esse documento contempla a 
legislação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, do Decreto nº 5.622/2005, do Decreto 
nº 5.773/2006 e das Portarias Normativas nº 1/2007 e 2/2007.
Nesse documento, há o compromisso institucional que visa a garantir o processo 
de formação, contemplando a dimensão técnico- científica que prepara para o 
mundo do trabalho e a dimensão política para formar o cidadão crítico e atuante. 
Dá destaque a aspectos pedagógicos, recursos humanos e infraestrutura que devem 
estar contemplados no Projeto Político Pedagógico do curso ofertado na modalidade 
a distância. Nele também consta como deve acontecer a avaliação do processo de 
aprendizagem e institucional, coerente com o Sistema Nacional de
 
Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e envolver os diversos atores: estudantes, 
professores, tutores e quadro técnico administrativo.
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido EAD no Ensino Superior Capitulo 3
Resumindo
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema 
de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve 
ter aprendido que a EAD é uma modalidade de ensino a distância que é 
vista como democrática, a qual utiliza as tecnologias da comunicação 
para transmitir conhecimentos em tempo real ou semipresencial e 
uma de suas vantagens é proporcionar ao aluno trabalhar e estudar 
ao mesmo tempo. A EAD tem normas e sua credibilidade é atestada 
por meio de decretos, leis e atos normativos que asseguram o ensino 
da modalidade EAD, o qual passa por atualizações, visando a garantir a 
qualidade no ensino a distância. Sendo assim, as Instituições de Ensino 
Superior (IES) passaram a trabalhar com a modalidade EAD, acreditando 
que ela proporciona aos estudantes a inclusão social, contemplando as 
pessoas que por algum motivo não podiam estudar presencialmente.
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@faculdadelibano_
4
EAD na 
Educação Básica 
e Profissional
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido Capitulo 4
EAD na Educação Básica e 
Profissional
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender como funciona a legislação e 
regulamentação da EAD na Educação Básica e Profissional de nível médio/técnico. Isso 
será fundamental para o exercício de sua profissão. E aí? Motivado para desenvolver 
esta competência? Então, vamos lá. Avante!
Situando a EAD na Educação Básica e Profissional
Sobre a educação básica a distância, antes da era da internet e dos computadores, 
podemos afirmar que ela sempre esteve mais a favor da educação de jovens e adultos. 
Bizzo (2015) nos informa que o Decreto no 50.370/1961 determina que o governo federal 
deve se amparar ao movimento de promoção da Educação Básica da Conferência 
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Objetivos
Entender a legislação e a regulamentação da EAD na Educação Básica 
e Profissional de nível médio/técnico.
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido EAD na Educação Básica e Profissional Capitulo 4
Logo após esse decreto, as colaborações foram ampliadas, incluindo a permissão de 
canais radiofônicos e empréstimo de funcionários públicos para o MEB. Dessa forma, 
tudo isso aconteceu com a intencionalidade de atender alunos e professores que se 
encontravam distantes e essa prática nos remete para entender a ideia de sincronia e 
diacronia. Bizzo (2015) ainda explica que diacrônicos se referem ao que é realizado ao 
longo de um tempo que foi estipulado para fazer a tarefa e sincrônicos é o que remete 
a uma solicitação de atividade que envolva a realização em tempo real.
A LDBEN no 9.394/1996, no artigo 80, além da Educação a Distância, também cita os 
programas de educação continuada, estaspassamavisãoque oato de aprender 
funciona como um processo que vai se realizar ao longo da vida e vê os alunos como 
cidadãos de direitos.
Desse modo, Bizzo (2015) nos informa que tudo inclui também a EAD ao acesso “[...] 
aos cursos, treinamentos e grupos de estudos responde às necessidades individuais 
de aperfeiçoamento, especialização, crescimento pessoal e profissional”, tudo isso 
respeitando e visando estar conforme as exigências que envolvem o desenvolvimento 
tecnológico e preparando as pessoas para o mundo do trabalho. Desse modo, entende-
se que os “[...] programas de educação continuada em todos os níveis e modalidades 
de ensino ‘podem ser realizados presencialmente, a distância ou combinando as duas 
formas”.
Dessa forma, podemos compreender que está previsto no artigo 32, § 4º da LDBEN que as 
estratégias de EAD podem ser usadas tanto no ensino presencial como complementação 
FIGURA 6
Ensino a distância em todo lugar
FONTE
Pixabay
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido EAD na Educação Básica e Profissional Capitulo 4
da aprendizagem: “O ensino fundamental será presencial, sendo o ensino a distância 
utilizado como complementação da aprendizagem ou em situações de emergência”. 
Também enfatiza a necessidade de realizar a presença dos alunos em cursos, tanto 
na educação básica quanto na superior, estabelecendo mínimos obrigatórios a serem 
observados (BIZZO, 2015).
O autor ainda explica que não podemos falar de EAD na Educação Básica e não ter 
o Telecurso 2000 (T2000) apontado como modalidade de ensino a distância que se 
tornou uma referência no Brasil.
 
Esse foi um programa que teve uma grande dimensão para os brasileiros, atingindo 
uma marca de mais de 5 milhões de brasileiros em 10 anos e se tornando referência 
para a educação básica.
No Ensino Médio Técnico presencial, há a legalização que determina que o ele pode ter 
20% de suas aulas a distância. Destaca- se que a Educação a Distância toma corpo 
com o aumento do uso das tecnologias educacionais de hipermídia, com o uso de 
computadores e rede de internet. Assim, os alunos podem aprender mesmo localizados 
em tempos e espaços diversos, com interação e interatividade. Uma coisa que auxiliou 
e muito para que essa previsão legal de 20% de aula em EAD acontecesse, foi a criação 
de plataformas virtuais de aprendizagem.
Construção de plataformas virtuais, a exemplo do Moodle, com a sua propagação no 
mundo, e junto ao avanço tecnológico para o uso de redes de internet, unindo-se a 
aquisições de infraestrutura e o aparecimento de cursos de formação em EaD para 
professores e alunos, tudo isso sinaliza que esse é um acontecimento importante e 
representa um avanço para a aprendizagem no Ensino Médio, pois vem se consolidando 
nos ideários de formação, mas com algumas resistências e/ou dificuldades.
Com o avanço do Ensino a Distância em nosso país, percebemos que a LBDEN (9.394/1996) 
o ampara por meio do artigo 80.
Temos também instituído por meio do Decreto nº 5.622 (BRASIL, 2005), como deve acontecer 
a regulamentação dessa modalidade de ensino, nas instituições de ensino superior e a 
definição das Diretrizes Nacionais Básicas da EAD, são legislações que subsidiam como 
deve acontecer a implantação dessa modalidade de ensino em instituições, sistemas, 
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido EAD na Educação Básica e Profissional Capitulo 4
cursos e processos de formação em EAD no país. Com o lançamento dos Referenciais de 
Qualidade para Educação Superior a Distância (BRASIL, 2007), temos nesse documento 
que foi determinado que a EAD pode ser operacionalizada desde a Educação Básica até 
a Superior.
Em relação à EAD para o ensino em nível médio, a previsão desse acontecimento, de 
maneira formal,aconteceu a partir da institucionalização da Resolução nº 6 do Conselho 
Nacional de Educação (BRASIL, 2012). Nesta resolução, destaca-se o artigo 26, parágrafo 
único, que determina:
Art. 29 Os cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio oferecidos nas 
formas subsequente e articulada concomitante, aproveitando as oportunidades 
educacionais disponíveis, portanto sem projeto pedagógico unificado, devem 
respeitar as cargas horárias mínimas de 800, 1.000 ou 1.200 horas, conforme 
indicadas para as respectivas habilitações profissionais no Catálogo Nacional de 
Cursos Técnicos instituído e mantido pelo MEC.
Art. 30 A carga horária mínima para cada etapa com terminalidade de qualificação 
profissional técnica prevista em um itinerário formativo de curso técnico de 
nível médio é de 20% (vinte por cento) da carga horária mínima indicada para 
a respectiva habilitação profissional no Catálogo Nacional de Cursos Técnicos 
instituído e mantido pelo MEC.
Art. 31 A carga horária mínima dos cursos de especialização técnica de nível médio 
é de 25% (vinte e cinco por cento) da carga horária mínima indicada no Catálogo 
Nacional de Cursos Técnicos para a habilitação profissional a que se vincula. 
(BRASIL, 2006)
Desse modo, a EAD deve acontecer de modo a respeitar o limite de carga horária citada 
e acontecer nos eixos tecnológicos, como: Ambiente e Saúde, Controle e Processos 
Industriais, Desenvolvimento Educacional e Social, Gestão e Negócios, Informação e 
Comunicação, Militar, Infraestrutura, Produção Alimentícia, Produção Cultural e Design, 
Produção Industrial, Segurança, Recursos Naturais e Turismo, Hospitalidade e Lazer.
Nos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio da modalidade de Educação de Jovens 
e Adultos (EJA):
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido EAD na Educação Básica e Profissional Capitulo 4
Parágrafo único. Nos cursos do Programa Nacional de Integração da Educação 
Profissional com a Educação Básica, na Modalidade de Educação de Jovens e 
Adultos (PROEJA) exige-se a seguinte duração:
I - mínimo geral de 2.400 horas;
II - pode ser computado no total de duração o tempo que venha a ser 
destinado à realização de estágio profissional supervisionado e/ou dedicado a 
trabalho de conclusão de curso ou similar nas seguintes proporções:
a) nas habilitações com 800 horas, podem ser computadas até 400 horas;
b) nas habilitações com 1.000 horas, podem ser computadas
até 200 horas.
III - no caso de habilitação profissional de 1.200 horas, as atividades de estágio 
devem ser necessariamente adicionadas ao mínimo de 2.400 horas.
É muito importante destacar que, por mais que o curso tenha essa regulamentação 
de carga horária de até 20% do curso acontecer, os estágios devem obrigatoriamente 
acontecer de forma presencial, conforme artigo 1º da Lei nº 11.788 (BRASIL, 2008):
Art. 1o Estágio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente 
de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que 
estejam frequentando o ensino regular em instituições de educação superior, de 
educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do 
ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos.
§ 1o O estágio faz parte do projeto pedagógico do curso, além de integrar o itinerário 
formativo do educando.
§ 2o O estágio visa ao aprendizado de competências próprias da atividade 
profissional e à contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento do 
educando para a vida cidadã e para o trabalho.
Art. 2o O estágio poderá ser obrigatório ou não obrigatório, conforme determinação 
das diretrizes curriculares da etapa, modalidade e área de ensino e do projeto 
pedagógico do curso.
§ 1o Estágio obrigatório é aquele definido como tal no projeto do curso, cuja carga 
horária é requisito para aprovação e obtenção de diploma.
§ 2o Estágio não obrigatório é aquele desenvolvido como atividade opcional, 
acrescida à carga horária regular e obrigatória.
§ 3o As atividades de extensão, de monitorias e de iniciação científica na educação 
superior, desenvolvidas pelo estudante, somente poderão ser equiparadas ao 
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido EAD na Educação Básica e Profissional Capitulo 4
estágio em caso de previsão no projeto pedagógico do curso.
Art. 3o O estágio, tanto na hipótese do § 1o do art. 2o desta Lei quanto na prevista 
no § 2o do mesmo dispositivo, não cria vínculo empregatício de qualquer natureza. 
(BRASIL, 2008)
Vale salientar que os estágios e trabalhos de conclusão de curso, na formação técnica 
de nível médio, fazem parte de carga horária sempre normal, com exceção das previsões 
para EJA.
Dessa forma, a proporção de 20% em EAD só pode acontecer sobre a carga horária da 
Base Nacional Comum, do Núcleo Profissionalizante e da Parte Diversificada dos Cursos. 
Portanto pode envolver os três grupos citados ou parte deles, ficando a critério de 
interesses, possibilidades e necessidades das instituições, por isso há essa flexibilidade.
Naturalmente, nos cursos técnicos de nível médio e no Ensino Médio, há uma competição 
de qual é mais atrativo para o aluno, pois é algo que ocorre devido a vários motivos 
que causam discussões em relação à duração de formação do aluno. Alguns cursos 
podem ocorrer em três anos e outros, a maioria, em quatros anos, além das condições 
de ingresso, acesso e permanência na instituição de ensino.
É necessário que as instituições de cursos de ensino técnico estejam atentas ao tempo 
de duração dos cursos, pois ele pode acarretar prejuízos para a formação do aluno, por 
optar por estudar a distância no ensino EAD.
É importante que o gestor providencie plataformas, tecnologias a utilizar, infraestrutura, 
capacitação do pessoal para trabalhar com os alunos, além das modificações na 
organização cultural instauradas nas instituições de ensino formativas.
Existem previsões que as vagas na EAD tendem a se ampliarem de acordo com o novo 
plano Decenal de educação, na Meta 11 (2014), que traz à tona novamente a discussão 
das Diretrizes Nacionais, tendo em vista a modalidade de ensino a distância não como 
uma alternativa para quem não pode estudar presencial, mas como desenvolvimento.
A LDB e o Decreto nº 5.622/2005 são tomados como base para se trabalhar na modalidade 
de Ensino a Distância nos cursos presenciais, além de documentos como Portarias, do 
MEC (BRASIL, 2004), das graduações, e a Resolução nº 6/2012, do Conselho Nacional de 
Educação, em relação aos cursos técnicos de nível médio.
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido EAD na Educação Básica e Profissional Capitulo 4
Nos cursos de educação presencial, para que fosse implementada a Educação a 
Distância, foram apoiados também na Portaria nº 4.059/2004, do MEC, além da Resolução 
nº 6/2012, do Conselho Nacional de Educação, relacionados aos cursos de graduação, 
como também aos cursos técnicos de nível médio.
No contexto mundial, a modalidade EAD não é algo novo, mas ainda há pessoas que 
não tem tanta intimidade com as tecnologias, apresentando dificuldades em relação a 
isso.
A falta de informações em relação a essa modalidade de ensino faz com que algumas 
pessoas sintam receios e apresente algum tipo de resistência. Contudo, percebe-
se que as políticas públicas têm se preocupado, especificamente na Rede Federal 
de Educação, por meio do Plano Decenal de Educação (BRASIL, 2014), o qual foi um 
estímulo à modalidade EAD, como relata Franzin et al. (2014), pois acreditava-se que 
essa modalidade fosse a salvação das crises de eficiência e eficácia das instituições, a 
exemplo da evasão dos alunos, que é muito grande no Ensino Médio.
É extremamente necessário dar suporte tecnológico ao aluno na modalidade EAD, porém 
é preciso ensiná-lo que isso não é tudo nessa maneira de aprender. Considerando o 
contexto histórico da EAD, percebe-se que existem algumas formas de atendimentos 
não presencial,as quais já eram realizadas na educação básica de forma supletiva ou 
profissionalizante.
Atualmente, para que a implantação do ensino a distância ocorra na totalidade das 
escolas, é preciso que haja máquinas, banco de dados e plataformas com a finalidade 
de serem utilizadas nessa modalidade de ensino, pois é preciso que as informações 
cheguem em tempo real, com a finalidade de construção coletiva de conhecimentos, 
por isso a necessidade de investir em tecnologias e formação de professores.
No contexto da EAD, quando falamos em aprendizagem, o professor deve zelar para que 
ela aconteça de forma significativa para o aluno, de acordo com sua realidade, suas 
necessidades e seus interesses, respeitando a origem das informações.
Também deve haver controle na organização, nas atividades, para que estas não se 
tornem sem sentido e mecânicas. Por isso, é necessário que os docentes planejem as 
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido EAD na Educação Básica e Profissional Capitulo 4
atividades, os projetos pedagógicos, a avaliação e outros conceitos com o intuito de 
obter aproveitamento da carga horária parcial em EAD.
É muito importante que o docente planeje todas as suas atividades e que uma parte 
delas se destine ao não presencial, além do presencial, pois elas devem ser organizadas 
de maneira diferente para cada modalidade.
O docente deve trabalhar com materiais didáticos ou objetos relacionados à 
aprendizagem, com qualidade igualmente aos utilizados em sistemas presenciais, por 
intermédio de um modelo instrucional bem estabelecido e com equipes multidisciplinares.
Portanto, devemos ter em mente que a modalidade de ensino EAD deve se ajustar ao 
modelo desejado para a formação presencial. Nesse contexto, a EAD será um artifício de 
agilidade dos cursos, escondendo a base da proposta escolhida para essa modalidade, 
buscando integrar o currículo e o incentivo à permanência dos alunos na Educação a 
Distância.
Resumindo
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema 
de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve 
ter aprendido que a modalidade de Ensino a Distância cada dia mais 
ganha repercussão, pois à medida que o mercado de trabalho cresce, 
mais há necessidade de profissionais capacitados para atuarem em 
áreas específicas. E nada melhor do que a modalidade EAD para dar 
suporte para quem não pode estudar presencialmente e trabalhar, 
optando assim pela modalidade a distância, a qual atende as suas 
necessidades. Portanto, os discentes podem estudar e aprender mesmo 
nos mais variados espaços e de acordo com seu tempo disponível com 
interatividade e com o apoio do tutor orientando a aprendizagem, a 
organização do aluno e autonomia nos estudos, ele consegue concluir 
com êxito.
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História e Evolução do Ensino Presencial Ao Híbrido
Referências
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