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FACULDADE MULTIVIX SÃO MATEUS BIOMEDICINA FUNDAMENTOS DE ANÁLISES CLÍNICAS ALINE PEREIRA SANTA ROSA RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS SÃO MATEUS 2025 FACULDADE MULTIVIX SÃO MATEUS BIOMEDICINA FUNDAMENTOS DE ANÁLISES CLÍNICAS ALINE PEREIRA SANTA ROSA RELTÓRIO DE AULAS PRÁTICAS SÃO MATEUS 2025 Trabalho apresentado à disciplina Fundamentos de Análises Clínicas do Curso de Graduação em Biomedicina da Faculdade MULTIVIX São Mateus, como requisito para avaliação processual. Prof.: Samara Pittol SUMÁRIO 4 AULA PRÁTICA 1: COLETA – MÉTODOS E TÉCNICAS 1. INTRODUÇÃO A coleta de sangue venoso é fundamental na área da saúde, ela permite a análise de componentes presentes no sangue para diagnósticos, acompanhamento de tratamentos e verificação do estado geral da saúde dos pacientes. O sangue venoso, coletado geralmente das veias periféricas, apresenta propriedades específicas como o baixo teor de oxigênio e a presença de metabólitos e resíduos celulares que refletem o metabolismo corporal Durante a aula prática, foi realizado cada etapa do procedimento, abordando aspectos como uso correto dos tubos de coleta, tipos de anticoagulantes e pró- coagulantes, além da importância de seguir a sequência correta dos tubos para evitar erros nas amostras. 2. OBJETIVOS • Realizar a coleta de sangue venoso seguindo as normas de segurança e qualidade. • Compreender a função e as propriedades dos diferentes tipos de tubos de coleta. • Conhecer os principais erros que podem acontecer nas fases pré- analíticas, analíticas e pós analíticas. • Aprender sobre o descarte adequado de materiais perfurocortantes e contaminantes. 5 3. MATERIAIS E MÉTODOS 1. MATERIAIS - Álcool 70%; - Algodão; - Par de luvas de látex descartável; - Touca descartável; - Máscara descartável; - Seringa; - Agulha; - Sistema fechado à vácuo; - Escalpe; - Garrote; - Bandeja; - Curativo; - Tubos de coleta. 2. MÉTODOS • Preparo de bandeja com materiais necessários, uso de EPI’S, uso de álcool para higienizar o local de punção. • Realização da punção venosa com o uso de garrote e inserção da agulha no local de punção, seguindo a ordem correta dos tubos. • Descarte de materiais perfurocortantes em recipiente adequado. 6 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES Em primeiro momento, foi realizado uma observação nos tipos de tubos de coleta e suas características específicas para entender o que é necessário na escolha no momento da coleta. Os tubos para a coleta de sangue são estéreis e possuem vácuo calibrado, eles podem possuir um aditivo que acelera a coagulação do sangue (pró-coagulante) ou um que vai evitar o sangue ser coagulado (anticoagulante). Tubos que possuem pró-coagulantes, ao serem centrifugados na centrífuga, separará uma amostra de soro do sangue coagulado, já o tubo que possuir anticoagulantes, após a centrifugação será obtido uma amostra de plasma. Esse processo ocorre, pois, o sangue total é constituído por plasma e de elementos figurados (plaquetas, eritrócitos e leucócitos). Após a coleta, é importante que imediatamente seja feita a homogeneização dos tubos pelo procedimento de inversão. Uma inversão é contada após virar o tubo para baixo retorná-lo para a posição inicial. Tubos com aditivos pró- coagulantes devem ser invertidos 5 a 8 vezes parar a homogeneização. Foi apresentado também a ordem específica que é necessária de se seguir durante o procedimento de coleta de sangue venoso, sendo essencial para evitar contaminação entre os diferentes tipos de aditivos presentes em cada tubo de coleta. Cada tubo possui um aditivo que reage no sangue de forma proposital para diferentes tipos de análises em laboratório e, quando essa sequência não é respeitada, há risco de que aditivos de um tubo migrem para o tubo subsequente, o que pode influenciar nos resultados. A ordem correta dos tubos, segundo o guia fornecido pelo complexo laboratorial DB Diagnósticos, seria: • Frascos de análises de hemocultura: destinada a amostras para cultura de microrganismos, deve ser o primeiro para garantir assepsia e evitar contaminação. São feitos exames como: cultura de bactérias, fungos e pesquisa de septicemia, onde identifica-se o causador de alguma patologia. 7 • Tubo trace (tampa branca): são livres de aditivos e desmineralizados, são ideais para coleta de metais pesados. São utilizados primeiro para evitar a contaminação de qualquer aditivo, já que é um tubo asséptico. Nele são feitos geralmente dosagem de Zinco, chumbo, mercúrio, entre outros. • Tubo trace com heparina (tampa azul escuro): Variação do tubo trace, contendo anticoagulante, necessário para exames de metais pesados, mas que necessitam da análise em plasma ou sangue total, na análise de traços de elemento. São feitos nele dosagens como de cobre, selênio, zinco eletricitário, entre outros. • Tubo de citrato de sódio (tampa azul claro): Possui anticoagulante com papel principal na formação do quelato de cálcio, auxilia na análise da cascata de coagulação dos exames necessários e na preservação. Nele são feitos exames que avaliam a coagulação, como tempo de protrombina (TP ou TAP), tempo de tromboplastina parcialmente ativada (TTPA), teste de coagulação, entre outros. • Tubo seco ou com gel separador com ativador de coágulo (tampa vermelha e/ou amarela): Geralmente o mais utilizado, nele há a ativação da formação do coágulo, facilitando a obtenção do soro, utilizado para análises bioquímicas e hormonais, como exame de colesterol total e frações, teste de função hepática (TGO e TGP), dosagem da glicose, entre outros. • Tubo de heparina (tampa verde): O aditivo age bloqueando a cascata de coagulação, é ideal para análises rápidas e de pacientes com tratamentos com anticoagulantes, utilizado pela bioquímica e para gasometria em exames de eletrólitos (sódio, potássio, cálcio), de cortisol, entre outros. • Tubo de EDTA (tampa roxa/lilás): Tem como função preservar a morfologia das células do sangue, sendo ideal no processamento do hemograma, auxiliando na leitura da lâmina e na hemoglobina glicada. Ele interfere nas análises da coagulação, sendo necessário ser coletado pós outros coagulantes. 8 • Tubo EDTA com gel separador (branco/roxo e amarelo): Utilizado quando necessário se obter amostra do plasma sem que ele seja diluído, utilizado normalmente em testes de biologia molecular e hematologia. • Tubo de fluoreto (cinza): Contém o aditivo que preserva a morfologia celular, bem como um inibidor glicolítico, mais utilizado em exames glicêmicos e lactatos (glicose pós-prandial, tolerância à glicose, dosagem de lactato). • Tubo de descarte: utilizado em caso de necessidade. Como no caso de utilização do tubo trace de heparina para coleta de metais pesados, utiliza-se um tubo de descarte antes de seguir para a coleta com o tubo de citrato. Ou também quando a coleta é feita utilizando do escalpe, onde há uma menor pressão, e o tubo de descarte é utilizado para regulação de pressão. É utilizado o tubo trace como tubo de descarte por ser livre de aditivos e desmineralizado. 9 Figura 1 - Tabela Ordem de tubos para coleta de sangue venoso. (disponibilizado por DB Diagnósticos, 2024). O tubo escolhido para a utilização da prática foi o tubo de EDTA, porém sem nenhuma finalidade de análise, sendo o objetivo apenas a prática de coleta de sangue. 10 Após a escolha do tubo, foi apresentado os possíveis tipos de coleta além da coleta de sangue venoso. Sendo a Coleta Arterial, que assim como o nome indica é realizada em artérias, como a artéria radial do punho, esse tipode coleta geralmente vem com a finalidade da análise de gases sanguíneos, já que o sangue arterial reflete diretamente o oxigênio e o dióxido de carbono circulantes, esse tipo de coleta exige técnica e cuidados especiais, devido ao maior risco de complicações, sendo feita majoritariamente apenas em hospitais. Outro tipo de coleta é a Coleta Capilar, onde se utiliza de sangue de capilares obtidos através de uma pequena punção na ponta do dedo, sendo ideal para exames que requerem pouco volume de sangue, como alguns exames rápidos e testes em crianças ou pessoas com acesso venoso difícil. A partir disso, foi apresentado os tipos de sistemas de coleta e suas particularidades que auxiliam individualmente cada caso no momento da coleta de sangue, sendo: • Seringa e Agulha: Onde o sangue é aspirado manualmente para dentro da seringa, sendo útil em pacientes com veias difíceis ou que exigem maior controle sobre a pressão, mas que é pouco usada por apresentar maior risco de hemólise e perca da amostra. • Sistema de escalpe: O escalpe possui uma agulha pequena e fina conectada a duas “asas” de plástico flexíveis que ajudam na precisão do manuseio, e um tubo de extensão que facilita a manipulação durante a coleta. É ideal para coleta em crianças, idosos e pacientes com veias difíceis. • Sistema a vácuo fechado: Um dispositivo permite a aspiração do sangue diretamente da veia, através de vácuo, usando uma agulha de duas pontas que se conecta diretamente ao tubo de análise, onde esses são contidos um vácuo parcial, que estimula o movimento do sangue da veia para o tubo, eles também podem ser facilmente trocados. Esse sistema possibilita uma coleta mais rápida e prática. 11 O sistema escolhido para realizar a coleta da prática foi a seringa e agulha, por ser mais simples de se realizar em um primeiro contato. Após a escolha, foi feito o primeiro passo na realização da coleta a organização da bandeja com os materiais necessários citados, os preparando para a coleta e vestindo os devidos EPIS, como luva, máscara e touca. Com os materiais preparados, inicia-se o preparo ao paciente. É observado o braço, apalpando e localizando as veias; ao se sentir preparado, foi garroteado o braço do paciente, lembrado do máximo de tempo de 60 segundos, pedindo para abrir e fechar a mão para inchar veia enquanto já se higienizava o local que será perfurado com algodão e álcool ou em uma direção só, ou em espiral para fora. Feito isso, é pego a agulha com a seringa em posição de pinça com os dedos e inserido na veia do paciente de modo perpendicular com a veia, assim que for inserida, o sangue subirá e essa é a hora de soltar o garrote fazer a sucção manualmente com a seringa, coletando a quantidade desejada, finalizando posicionando e pressionando um algodão antes em seguida de retirar a agulha do braço do paciente. Pediu-se ao paciente segurar e pressionar o algodão enquanto é pego e aberto o tubo para passar a amostra de sangue da seringa para o mesmo, fechando e fazendo a homogeneização por inversão do tubo (5 vezes), em seguida coloca-se o curativo no paciente. Após isso, trava-se a agulha com a trava de segurança e a descarta juntamente da seringa em um descarpack, as luvas também serão descartadas em um lixo para materiais infectados. 12 Figura 2 – Bancada com materiais para coleta. Algodão, seringa, agulha, tubos e descarpack. Figura 3 – Material coletado em tubo EDTA. 13 1. DESCARTES No laboratório de análises clínicas o descarte dos materiais segue normas obrigatórias para garantir a segurança de todas as pessoas eu circulam pelo ambiente. Cada tipo de resíduo tem uma forma correta de ser descartado, com categorias e mesmo embalagens adequadas. Tabela 1 – Grupos de descarte de material biológico e descrições. (Fim do Lixo, 2021) • Descarte de resíduos biológicos ou infectantes (grupo A): Inclui materiais com algum tipo de contaminações por substância biológica, como sangue e fluidos, são materiais como luvas, algodão, gaze, papeis e resíduos similares, que são etiquetados e descartados em sacos plásticos geralmente da cor branca ou vermelha, assim sendo encaminhados para tratamento de resíduos biológicos para eliminação segura. • Descarte de resíduos com risco químico (grupo B): Envolve reagentes laboratoriais, solventes e produtos químicos. Devem ser armazenados e etiquetados propriamente para serem descartados, são levados por empresas especializadas e, resíduos químicos, juntamente a um formulário de acompanhamento de resíduos. 14 • Descarte de rejeitos radioativos (grupo C): Substâncias possuintes de radioatividade em níveis significativos de risco à saúde humana e do meio ambiente. Devem ser identificados com o símbolo de substância radioativa. São armazenados em locais com barreiras de proteção até que a radioatividade diminua a níveis seguros (decaimento radioativo) para descarte, seguindo as normas obrigatórias. Figura 4 – Armazenamento de forma segura de rejeitos radioativos. (Comissão Nacional de Energia Nuclear, 2022) • Descarte de lixo comum (grupo D): Materiais não contaminados, como embalagens, papéis e resíduos similares onde não houve contato com material biológico ou químico. É descartado em recipientes comuns identificados como lixo comum e destinado ao lixo urbano, podendo ser reciclado quando possível. • Descarte de material perfurocortantes (grupo E): Materiais como agulhas, lâminas, vidros quebrados, escalpes, entre outros. Devem ser descartados em recipientes rígidos e resistentes a perfurações, que são sinalizados com o símbolo de risco biológico e descrição de “perfurocortantes”, conhecido como “caixas para perfurocortantes”, ou pelo nome de fábrica “descarpack”. 15 Figura 5 – Coletor para material perfurocortante 13L Descarpack (AFFIAR) 5. ACIDENTES COM PERFUROCORTANTES EM LABORATÓRIO Acidentes com perfurocortantes, sejam agulhas, lâminas, escalpes, entre outros, representam um risco significativo em relação a contaminação por agentes infecciosos, já que o paciente em que foi manuseado o perfurocortante pode ser portador de alguma patologia. Nesse caso, é fundamental seguir o protocolo específico para minimizar os riscos e garantir a segurança, tanto do profissional de saúde tanto como das demais pessoas que circulam pelo ambiente de risco. Esse procedimento seguido é chamado POP (Procedimento Operacional Padrão), que detalha as etapas e medidas necessárias. 1. PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO (POP) O POP é um documento que descreve o passo a passo de um processo, garantindo que qualquer pessoa consiga realizá-lo sem grandes problemas. Trata-se de um roteiro padronizado com o objetivo de diminuir os desvios de execução, organizar o uso do ambiente/espaço e as atividades a serem realizadas, bem como promover o cuidado e a segurança na execução de atividades, preservando a integridade do servidor ou usuário do ambiente/espaço. (NUNES, A; 2019; p. 1) 16 2. MEDIDAS A ADOTAR EM CASO DE ACIDENTE Segundo o MS (Ministério de Saúde), em caso de acidentes com perfurocortantes em laboratórios, as orientações a seguir devem ser seguidas para minimizar o risco de contaminação e garantir a segurança do profissional: • Interromper imediatamente a atividade e realizar os primeiros socorros. • Lavar o local do ferimento com água e sabão, sem esfregar ou apertar o local, para evitar danos adicionais ao tecido e a dispersão de contaminantes. No caso de mucosas (olhos, boca), lavar abundantemente com água ou solução fisiológica. • Notificar o incidente ao responsável ou supervisor imediato e registrar o acidente no formulário de notificação de acidentes da instituição. Esse registro ajuda na avaliação de riscos e na prevenção de acidentes futuros. • Procurar o serviço desaúde ocupacional para avaliação do risco de exposição a patógenos, como HIV, hepatite B e C. O profissional será orientado a fazer exames de triagem e, se necessário, iniciar a profilaxia pós-exposição (PPE) para reduzir o risco de infecção. • Realizar o acompanhamento médico conforme orientação, que pode incluir exames periódicos para monitoramento, especialmente em casos de exposição a patógenos com longo período de incubação. 6. ERROS NAS FASES PRÉ-ANALÍTICAS, ANALÍTICAS E PÓS ANALÍTICAS 1. FASE PRÉ-ANALÍTICA A fase pré-analítica abrange todos os procedimentos anteriores à análise da amostra, incluindo coleta, armazenamento e transporte. Os principais erros nessa fase incluem: • Identificação incorreta do paciente: pode levar ao registro de resultados errados no prontuário de outra pessoa. • Coleta inadequada da amostra: como uso incorreto da ordem dos tubos ou volume insuficiente, o que pode afetar os parâmetros analisados. • Condições inadequadas de transporte e armazenamento: como exposição a temperaturas incorretas ou tempos excessivos de espera, comprometendo a estabilidade da amostra. 17 2. FASE ANALÍTICA A fase analítica inclui os procedimentos e testes realizados diretamente nas amostras. Os erros analíticos podem ocorrer por falhas nos equipamentos ou reagentes, e incluem: • Calibração inadequada dos equipamentos: resulta em valores incorretos, prejudicando a confiabilidade dos resultados. • Reagentes vencidos ou contaminados: podem alterar a reatividade e afetar os resultados. • Erro técnico: uso incorreto de técnicas ou métodos, como pipetagem errada, que pode distorcer os resultados. 3. FASE PÓS ANALITICA A fase pós-analítica envolve o registro, interpretação e liberação dos resultados. Erros comuns nesta fase incluem: • Registro incorreto dos resultados: transfere informações erradas ao prontuário do paciente, causando diagnósticos equivocados. • Atraso na liberação dos resultados: pode comprometer o tratamento, especialmente em emergências. • Interpretação incorreta dos dados: pode ocorrer quando os resultados são comunicados sem as devidas observações ou informações adicionais. 18 7. CONCLUSÃO A prática de coleta de sangue e o estudo das etapas e procedimentos envolvidos evidenciam a importância de uma metodologia rigorosa em cada fase do processo laboratorial. Desde a preparação e escolha adequada dos tubos e anticoagulantes até a correta identificação e armazenamento das amostras, cada etapa impacta diretamente a precisão dos resultados. A ordem correta dos tubos de coleta, os cuidados com os materiais perfurocortantes e a compreensão dos tipos de descarte em laboratórios são procedimentos indispensáveis para a segurança do paciente e dos profissionais de saúde. Além disso, o conhecimento dos tipos de erro nas fases pré-analítica, analítica e pós-analítica destaca a importância de boas práticas laboratoriais para evitar inconsistências e assegurar a qualidade dos resultados. 19 AULA PRÁTICA 2: DETERMINAÇÃO DE PH E SOLUÇÃO TAMPÃO 1. INTRODUÇÃO O pH é um índice que indica acidez, neutralidade ou alcalinidade de uma substância, é utilizada escalas de pH e pOH para medir níveis de acidez e alcalinidade das soluções, que medem os teores dos íons H+ e OH- livres por volume da solução. Um tampão é uma mistura de um ácido fraco e sua base conjugada ou uma base fraca e seu ácido conjugado, que resiste a variações no pH decorrentes da diluição ou da adição de ácidos ou bases. Os químicos usam as soluções tampão para manter o pH de soluções em níveis predeterminados relativamente constantes. Esta aula prática tem como objetivo esclarecer o funcionamento de uma solução tampão e demonstrar sua resistência ao pH. 2. OBJETIVOS • Determinar o pH de diferentes soluções. • Demonstrar o efeito tampão na resistência da variação de pH. 3. MATERIAIS E MÉTODOS 3.1. MATERIAIS - Becker 100ml; - Balão volumétrico 100ml; - Pipetas Pasteur descartáveis; - Ácido acético; - Acetato de sódio; - NaOH (sódio) 0,1 M (mol/L); - HCl (ácido clorídrico) 0,1 M (mol/L); - Indicador Universal; - 4 Tubos Falcon. 20 3.2. MÉTODOS Foi utilizada a seguinte fórmula para determinação de quantidade de substância: • M= Massa do soluto; • PM= Peso molar; • V= Volume. Também foi utilizado a fórmula para conversão de gramas para mililitros: 4. PROCEDIMENTO ➢ Em primeiro modo, foi preparado a solução com o par de um ácido fraco (ácido acético) e uma base conjugada (acetato de sódio) onde foi feito o cálculo para determinar a quantidade necessária para o preparo da solução tampão. Após quantidade determinada, foi dosado e diluído com água destilada o ácido acético e, pesado e diluído em água destilada o acetato de sódio, ambos separados em um balão volumétrico e completados com água, em seguida misturados ao mesmo tempo em um becker. ➢ Preparou-se uma bateria de 4 tubos Falcon e numerou-se de 1 a 4, adicionando em cada 2 gotas do indicador universal a cada tubo. ➢ Aos tubos 1 e 3 foram adicionados 5ml de água destilada. ➢ Aos tubos 2 e 4 foi adicionado 5ml da solução tampão pH 5. M (mol/L)= m1 (g) PM (g/mol) . V (L) D= g ml 21 ➢ Adicionou 4 gotas de NaOH 0,1 M ao tubo 1 e 1 gota ao tubo 2. Observou-se. ➢ Adicionou-se ao tubo 3, 4 gotas de HCl 0,1 M e 1 gota ao tubo 4. Observou-se. 5. RESULTADOS E DISCUSSÕES O resultado da fórmula aplicada no ácido acético foi: O resultado da fórmula aplicada no acetato de sódio foi: Esses resultados foram usados para medir quantidade de substância que seria usado para confeccionar a solução tampão. [0,1] mol/L= m1(g) 60,05 g/mol . 0,1L m1(g)= [0,1] mol/L . 60,05 g/mol . o,1 L m1(g)= (0,1 . 60,05 . 0,1) g m1(g)= 0,6005 g = 0,6 ml 1 g/ml [0,1] mol/L= m1(g) 82,03 g/mol . 0,1 L m1(g)= [0,1] mol/L . 82,03 g/mol . 0,1 L m1(g)= 0,8203 g 22 Foi preparado uma bateria de 4 tubos Falcon e foi adicionado gotas do indicador universal. Foi adicionado água destilada nos tubos 1 e 3 e solução tampão + água destilada nos tubos 2 e 4. Adicionou base aos tubos 1 e 2. Adicionou ácido aos tubos 3 e 4. Nos tubos 2 e 4 foi adicionado gota a gota até que se obteve a coloração dos tubos 1 e 3. • Pela adição de base Foram necessárias + 3 gotas de NaOH 0,1 mol/L no tubo 2 para obter a mesma coloração do tubo 1. • Pela adição de ácido Ambos os tubos apresentaram coloração transparente. TUBO 1 ÁGUA DESTILADA pH= 6,0 + 4 gotas de NaOH 0,1 mol/L TUBO 2 TAMPÃO pH= 7,0 + 1 gota de NaOH 0,1 mol/L TUBO 3 ÁGUA DESTILADA pH= 6,0 + 4 gotas de HCl 0,1 mol/L TUBO 4 TAMPÃO pH= 7,0 + 1 gota de HCl 0,1 mol/L 23 Figura 6 – Resultado dos tubos. Figura 7 – Resultado do tubo 2 adicionando mais gotas de NaOH. 24 6. CONCLUSÃO A partir dos resultados obtidos, é possível concluir que o pH é alterado na presença de concentração de uma base ou um ácido. Em um sistema biológico, essas alterações são prejudiciais, para que ocorra um equilíbrio ácido – base o organismo recorre a soluções tampão que regulam a acidez e alcalinidade desse sistema. Com o experimento foi possível observar que soluções tamponadas apresentam uma pequena variação de pH quando a essas são adicionadas ácidos ou bases. 25 AULA PRÁTICA 3 – CROMATOGRAFIA EM PAPEL 1. INTRODUÇÃO Cromatografia é um processo físico de separação, no qual os componentes a serem separados distribuem-se em duas fases: fase estacionáriae fase móvel. A fase estacionária pode ser um sólido ou um líquido disposto sobre um suporte sólido com grande área superficial. A fase móvel, que pode ser gasosa, líquida ou ainda um fluido supercrítico, passa sobre a fase estacionária, arrastando consigo os diversos componentes da mistura. (PERES, T. B., 2002) A técnica da cromatografia funciona graças ao fato de as moléculas possuírem uma propriedade chamada polaridade em comum e tenderem a se atrair mutualmente. Uma molécula polar é aquela que possui uma região rica em elétrons e uma outra região que é pobre em elétrons. Estas regiões às vezes são representadas sendo negativamente e positivamente carregadas, respectivamente. Moléculas polares são unidas por forças de atração entre cargas opostas de moléculas diferentes. Quando não há essa diferença de eletronegatividade entre os átomos, então a molécula será apolar. Existem quatro tipos principais de cromatografia: cromatografia em papel, cromatografia de camada fina, cromatografia gasosa e cromatografia líquida de alta eficiência. A seleção do tipo de cromatografia adequada depende dos materiais a serem isolados e, frequentemente, diversos métodos cromatográficos podem ser usados sequencialmente para que seja obtido um composto na forma pura. (PERES, T. B., 2002) . 26 2. OBJETIVOS • Compreender o estudo de cromatografia em papel. • Compreender os princípios de moléculas apolares e polares. • Compreender a diferença de solubilidade entre os componentes nas fases móvel (solvente) e estacionária (papel). 3. MATERIAIS E MÉTODOS 3.1. MATERIAIS - Becker 250 ml (2); - Papel sulfite; - Luva de látex; -Canetas hidrocolor; - Hexona Pa; - Álcool metílico. 3.2. METÓDOS Fórmula: • Rf= Razão de frente do solvente, • C= Distância percorrida da origem ao final da mancha. • S= Distância percorrida pelo solvente da origem à linha superior. Rf= C S 27 4. PROCEDIMENTO ➢ Primeiramente foi cortado as folhas de papel sulfite em 10x8cm com tesoura, logo após mediu-se 1 centímetro da margem de 10cm da folha e a demarcou com uma linha de lápis. ➢ Escolheu-se 3 cores das canetas hidrocolor: amarelo, azul e rosa. Com as mesmas, foram feitas três bolas de tamanhos e distâncias consideráveis acima da linha feita à lápis que foi demarcada anteriormente. Foram feitas duas unidades. ➢ Nos beckers, foram adicionados os solventes, que são substâncias capazes de dissolver outras substâncias. em ambos os becker. Em um, foi adicionado um pouco menos de 1cm de Hexona, em outro, foi adicionado o Álcool Metílico na mesma quantidade. ➢ Dobrou-se o papel de modo com que ficasse em formato de cone e grampeou. ➢ Foi colocado um papel em cada becker, com os pontos de caneta hidrocolor viradas para o solvente, imediatamente tampando-os com luvas de látex. Aguardou-se e observou-se. 5. RESULTADOS E DISCUSSÕES Em primeiro momento foi possível fazer duas observações. O becker onde havia o solvente de hexona estava totalmente igual ao início. Por sua vez, o becker onde havia o solvente de ácido metílico foi possível visualizar manchas do pigmento da caneta de hidrocor que subiam. Figura 8 – Resultado do papel após adicionados aos solventes de ácido metílico e hexona, respectivamente. 28 Esse resultado se deve ao fato da polaridade dos solventes em relação ao papel e o composto das canetas hidrocolor que, por sua vez, apresentam uma composição a base de água e álcool. A água e o álcool possuem características polares, enquanto o hexano é completamente apolar, assim o único capaz de fazer a diluição dos compostos da caneta hidrocolor seria o ácido metílico. O ácido metílico foi absorvido pelo papel, “subindo” e arrastando consigo o pigmento da caneta hidrocolor, formando esse padrão arrastado conforme mostrado na Figura 8. Após os resultados, foi calculado a distância de cada elemento e aplicado o cálculo. Figura 9 – Medidas em cm da distância percorrida das manchas e do solvente. ROSA Rf= 4 8 Rf= 0,5 AZUL Rf= 5 8 Rf= 0,625 AMARELO Rf= 2 8 Rf= 0,25 29 6. CONCLUSÃO Essa prática permitiu observar como as diferenças de polaridade influenciam a separação dos componentes de uma mistura. Utilizando canetas hidrocolor como fonte de pigmentos, aplicamos solventes de diferentes polaridades (hexano e ácido metílico) para verificar o comportamento dos compostos no papel, que é um material polar. Os resultados mostraram que o ácido metílico, sendo um solvente polar, interagiu melhor com o papel e com os componentes polares dos pigmentos, promovendo a separação de substâncias também polares. Já o hexano, que é apolar, interagiu preferencialmente com as partes apolares dos pigmentos, causando uma separação diferenciada dos compostos. Com isso, foi possível concluir que a afinidade dos compostos com o solvente e o papel depende da polaridade, confirmando que substâncias polares tendem a se dissolver em solventes polares, enquanto substâncias apolares são melhor dissolvidas por solventes apolares. Essa prática evidenciou o princípio de "semelhante dissolve semelhante" e reforçou a importância da escolha de solventes apropriados para a separação eficiente dos componentes em técnicas de cromatografia. Essa técnica pode ser usada em diversos contextos laboratoriais. É especialmente útil para análises rápidas e qualitativas, como em testes de pureza de substâncias, separação de pigmentos em amostras vegetais ou alimentares, e até na identificação preliminar de compostos em misturas complexas. Em laboratórios de ensino, a técnica serve para introduzir conceitos de polaridade e afinidade química, enquanto em laboratórios de pesquisa e controle de qualidade, ela pode ser aplicada como uma primeira etapa antes de técnicas mais sofisticadas de análise cromatográfica. 30 AULA PRÁTICA 4 – ESPECTROFOTOMETRIA 1. INTRODUÇÃO Nesta aula foi estudado um método frequentemente utilizado e de fundamental importância para laboratórios na realização de análises quantitativas e qualitativas de substâncias dentro de uma solução; o método de espectrofotometria. A espectrofotometria está baseada na emissão de raios de luz que passa pela solução causando uma interferência por parte das partículas dissolvidas, essas podem absorver ou transmitir parte do espectro. A medição dessa absorção ou transmissão tem como resultado a absorbância da solução, sendo que a solução mais concentrada terá uma maior absorbância, permitindo uma menor passagem de raios de luz; enquanto a solução menos concentrada terá uma menor absorbância, deixando passar uma maior quantidade de raios luminosos. 2. OBJETIVO O principal objetivo do experimento é compreender, através da medição da absorbância de soluções coloridas com um espectrofotômetro, como ocorre a absorbância, bem como avaliar a eficiência desse instrumento na análise de substâncias. 3. MATERIAIS E MÉTODOS 3.1. MATERIAIS - Água destilada; - Permanganato de potássio (diluído em 1x, 2x, 4x, 8x e 16x); - Espectrofotômetro; - Cubetas de plástico - Pipeta de 1000ml e ponteira; - Beckers. 31 4. PROCEDIMENTO O espectrofotômetro foi um dia antes calibrado devidamente e as substâncias também foram preparadas e separadas no mesmo momento. Foi diluído com água destilada o permanganato de potássio em 1x, 2x, 4x, 8x e 16x, todos separados em um becker e adicionados com uma pipeta as cubetas, uma delas sendo preenchida por água destilada para calibração do espectrofotômetro. Foi feita a medida da absorbância de cada diluição do permanganato de potássio sob diferentes comprimentos de onda, sendo eles 400nm, 500nm, 530nm, 600nm e 650nm. Figura 10 – Espectrofotômetro. Figura 11 – Cubetascom Permanganato de Potássio diluído em 16x, 8x, 4x, 2x e 1x, respectivamente. 32 5. RESULTADOS E DISCUSSÕES Os valores obtidos foram representados na seguinte tabela: 400nm 500nm 530nm 540nm 600nm 650mn 16x 0,074 0,109 0,030 0,051 0,032 0,057 8x 0,045 0,130 0,009 0,033 0,055 0,052 4x 0,103 0,302 0,026 0,002 0,045 0,044 2x 0,245 0,651 0,086 0,047 0,006 0,044 1x 0,590 1,469 0,264 0,202 0,075 0,010 À análise da tabela, é possível perceber que os valores obtidos não são os esperados do normal por apresentar uma variação fora do padrão. Isso pode ter ocorrido pelo fato de o experimento ter sido preparado um dia antes da aula prática, onde pode ter ocorrido a degradação da substância pelo seu tempo de preparo ter sido extenso, a solução ficou parada. Também pode ter sido afetado pelo número de pessoas no qual foi manuseado durante a aula, ocasionando em manchas pela cubeta. Todos esses fatores são possíveis pelo fato de o espectrofotômetro ser ultrassensível, podendo detectar e quantificar pequenas mudanças na concentração de uma substância, especialmente em faixas de concentração baixas, justamente onde houve interferência nos resultados obtidos. Um resultado satisfatório poderia ser encontrado como na tabela abaixo: • Os valores aumentam proporcionalmente com a concentração, seguindo a relação linear da lei de Beer-Lambert. 400nm 500nm 530nm 540nm 600nm 650mn 16x 0,05 0,08 0,10 0,12 0,07 0,04 8x 0,10 0,16 0,21 0,25 0,14 0,08 4x 0,20 0,32 0,42 0,50 0,28 0,16 2x 0,40 0,64 0,84 1,00 0,56 0,32 1x 0,80 1,28 1,68 2,00 1,12 0,64 33 • Os comprimentos de onda variam de acordo com o perfil de absorção, e picos de maior absorbância são observados na faixa de 530nm e 540nm, indicando que nesses comprimentos de onda a substância absorve mais luz. 6. CONCLUSÃO A prática com o espectrofotômetro demonstrou a importância da técnica para análise de substâncias em diferentes concentrações e comprimentos de onda, evidenciando a relação entre diluição e absorbância conforme previsto pela lei de Beer-Lambert. No entanto, interferências observadas durante o experimento causaram variações nas leituras, indicando a sensibilidade do espectrofotômetro a fatores externos e reforçando a necessidade de controle rigoroso das condições experimentais, como calibração e preparo adequado das amostras. Apesar dessas interferências, conseguimos realizar a análise com sucesso e identificar e ajustar as fontes de erro, o que permitiu a obtenção de resultados consistentes para as diferentes diluições. Isso destaca tanto a sensibilidade do equipamento quanto a importância de práticas cuidadosas para garantir resultados confiáveis em análises espectrofotométricas. 34 1. REFERENCIAS 1.1. AULA PRÁTICA 1 – COLETA [1] Edson Pedroza dos Santos Junior1, R. R. A. M. B. A. T. F. de A. R. A. A. de A. (2014). Acidente de trabalho com material perfurocortante envolvendo profissionais e estudantes da área da saúde em hospital de referência. [2] Yiju, P., & Liu, T. (n.d.). Como coletar uma amostra de sangue venoso. https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/medicina-de-cuidados-críticos/como- fazer-procedimentos-vasculares-periféricos/como-coletar-uma-… [3] Adagmar Andriolo, Áurea Lacerda Cançado, Ismar Venâncio Barbosa, Luisane Maria Falci Vieira, Maria Elizabete Mendes, Nairo Massakazu Sumita, Patricia Romano, Rita de Cássia Castro, & Ulysses Moraes Oliveira. (2010). Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica Medicina Laboratorial para COLETA DE SANGUE VENOSO. [4] SOCIEDADE BRASILEIRA DE PATOLOGIA CLÍNICA/MEDICINA LABORATORIAL. Fatores pré-analíticos e interferentes em ensaios laboratoriais. 1.ed.-Barueri [SP]: Manole, 2018. 464 p.: il.; 24 cm [5] SOCIEDADE BRASILEIRA DEPATOLOGIACLÍNICA/MEDICINA LABORATORIAL. Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial para coleta de sangue venoso. 2. ed. Barueri, SP: Minha Editora, 2010. [6] BUSH, V., COHEN, R. The Evolution of Evacuated Blood Collection Tubes. LabNotes: a newsletter from BD Diagnostics -Preanalytical Systems, Volume 19, No.1, 2009. 1.2. AULA PRÁTICA 2 – DETERMINAÇÃO DO PH E SOLUÇÃO TAMPÃO [1] HARRIS, C. D, et al. Análise química quantitativa. Tradução por: José Alberto Portela Bonapace e Oswaldo Esteves Barcia. 6ª. Ed. Rio de Janeiro: LTC, 2005. [2] SKOOG, I, et al. Fundamentos de química analítica. Tradução por: Marco Grassi. 8ª. Ed. São Paulo: Cengage Learning, 2009. https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/medicina-de-cuidados-críticos/como-fazer-procedimentos-vasculares-periféricos/como-coletar-uma-… https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/medicina-de-cuidados-críticos/como-fazer-procedimentos-vasculares-periféricos/como-coletar-uma-… 35 1.3. AULA PRÁTICA 3 – CROMATOGRAFIA EM PAPEL [1] EWING, Galen W. Métodos instrumentais de análise química. Ed. daUniversidade de São Paulo, 1982. 2v ilust. [2] PERES, T. P.; Palestra, Noções básicas de cromatografia, Centro depesquisas e desenvolvimento de proteção Ambiental – Instituto Biológico, v.64, n° 2, p. 227 - 229, jul/ dez, São - Paulo SP, 2002. [3] STROBEL, Howard A.; Chemical Instrumentation: A SystematicApproach. 2a edição. Addison – Wesley Publishing company, 1973 [4] VOGEL; MENDHAM, J.; DENNEY, C. R.; BARNES, J. D.; THOMASM. Análise Química Quantitativa. 6a edição, Editora S.A. Rio de Janeiro, 2002. 1.4. AULA PRÁTICA 4 – ESPECTOFOTOMETRIA [1] HENEINE, Ibrahim Felippe. Biofísica Básica. São Paulo: Atheneu, 1993. [2] LEHNINGHER, Albert L.; NELSON, David L.; COX, Michael M.. Princípios de Bioquímica de Lehninger. 2. ed. São Paulo: Sarvier, 1995 [3]