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Tétano em um Equino – Relato de Caso Instituição: FAEF – Garça/SP Revista Científica de Medicina Veterinária Agente Etiológico: Clostridium tetani Classificação: Bactéria gram-positiva, anaeróbia obrigatória, em forma de bacilo. Esporulada: Forma esporos altamente resistentes ao calor, desinfetantes e a condições ambientais adversas o que garante sua sobrevivência prolongada no solo, fezes e superfícies contaminadas. Habitat: Naturalmente presente no trato intestinal de animais, principalmente herbívoros, e em solo contaminado com matéria orgânica. Espécie e características do animal: Equino Raça Crioulo Macho com idade 2,5 anos Não castrado Pelagem castanha e peso de 310 kg Anamnese do paciente Queda (caiu em uma vala há 4 meses ) Recebeu medicações sem antissepsia, com seringas e agulhas já utilizadas. Apresentou espasticidade e hiperestesia. Não era vacinado, nem vermifugado e não apresentava. Exame clínico Frequência cardíaca de 96 batimentos por minutos; Frequência respiratória de 60 movimentos por minuto; Tempo de preenchimento capilar de 2 segundos, e temperatura retal: 38°C; O pulso forte e regular: Motilidade intestinal estava normal. Sinais Clínicos observados Espasticidade, Andar rígido, Membros posteriores afastados em posição de cavalete, Protrusão da terceira pálpebra, Hiperestesia, Cauda em bandeira, Rigidez cervical e dos lábios, Sudorese intensa, Orelhas eretas e imóveis. Os cascos foram inspecionados, bem como todo o corpo do animal e nenhum ferimento foi encontrado. Diagnóstico e tratamento Diagnóstico: Com base nos sinais clínicos apresentados, foi diagnosticado tétano. Tratamento: Administração de penicilina benzatina cada 48 horas, por via intramuscular Aplicação de soro antitetânico por via intravenosa. Uso de acepromazina (sedativo), três vezes ao dia por 8 dias. Manutenção do animal com tampões auriculares em ambiente escuro e silencioso. Evolução clínica 6º dia: melhora da rigidez 18º dia: retirada dos tampões 20º dia: fim da medicação Alta após 40 dias OBS: O animal apresentou recuperação após um mês de tratamento Prognóstico reservado Risco de morte entre 5 e 15 dias devido à paralisia dos músculos. Alta sensibilidade dos equinos à toxina tetânica: efeitos neurológicos graves. Ação da toxina no sistema nervoso central: provoca rigidez muscular intensa, espasmos e dificuldade respiratória. Evolução rápida e grave, dificultando o controle da doença. Resposta limitada ao tratamento: mesmo com uso de antitoxina, antibióticos e suporte intensivo, a taxa de mortalidade continua alta. Cuidados intensivos nem sempre disponíveis: o tratamento exige internação, ambiente silencioso e controle rigoroso, o que nem sempre é viável em todas as regiões. 🔹 Por isso, o tétano em equinos é considerado de prognóstico reservado: a chance de recuperação é incerta, mesmo com tratamento adequado. Considerações finais O tétano em equinos é uma enfermidade grave, pois os cavalos são altamente suscetíveis e têm prognóstico reservado. Por isso, exige atenção especial de veterinários e criadores. A vacinação é a principal forma de prevenção, mas o manejo adequado dos animais e outras medidas profiláticas são essenciais para reduzir significativamente o risco da doença. Referências AVANTE, Marina Gonçalves; OKADA, Carolina Tiemi Cardoso; TRECENTI, Anelize de Souza; ROMÃO, Fernanda Tamara Neme Mobaid Agudo. Tétano em um equino – relato de caso. Revista Científica de Medicina Veterinária, Garça, v. 14, n. 26, p. 1–6, jan. 2016. Disponível em: https://faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/8lLdMMxpuQq9Dy2_2016-6-22-9-58-19.pdf. Acesso em: 19 maio 2025. Obrigado! image1.jpg image2.jpg image3.jpg image4.jpg image5.jpeg image6.jpg