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APG 2, CASO 2 OBJETIVOS: 1- COMPREENDER AS CAVIDADES DO SNC 2- CONHCER OS PLEXOS COROIDES E SUA FUNÇÃO 3- CONHECER A FORMAÇÃO, FUNÇÃO, CIRCULAÇÃO E ABSORÇÃO DO LIQUOR 4- COMPEENDER A EMBRIOLOGIA E HISTOLOGIA DAS MENINGES, PLEXO COROIDE E DO CANAL ENPENDIMARIO 1-COMPREENDER AS CAVIDADES DO SNC (VENTRÍCULOS) Sistema ventricular é uma rede de cavidades preenchidas com líquido cefalorraquidiano (ventrículos) dentro do cérebro. -Existem quatro ventrículos: - Dois ventrículos laterais dentro dos lobos do cérebro; - Os ventrículos laterais são separados pelo septo pelúcido, uma fina membrana; - Terceiro ventrículo encontrado entre os tálamos; - Quarto ventrículo localizado sobre a ponte e a medula e abaixo do cerebelo. - Estes ventrículos são conectados por forames através do qual o LCR passa. - Forame interventricular (de Monro) entre os ventrículos laterais e o terceiro ventrículo; - Aqueduto cerebral (de Sylvius) entre o terceiro e o quarto ventrículos; - Duas aberturas laterais (de Luschka) entre o quarto ventrículo e a cisterna magna; - Abertura mediana (de Magendie) entre o quarto ventrículo e o canal central da medula espinhal. 2- Conhecer o plexo coroide e suas funções: O plexo coróide é uma estrutura localizada nos ventrículos cerebrais e responsável pela produção do líquor, também conhecido como fluido cerebroespinhal. Ele é formado por um tecido epitelial vascularizado que produz e secreta o líquor, que por sua vez atua na proteção e nutrição do sistema nervoso central. Além de sua função na produção do líquor, o plexo coróide também desempenha um papel importante na regulação do ambiente químico do cérebro, removendo resíduos e toxinas do sistema nervoso central. Sua estrutura complexa é essencial para manter o equilíbrio adequado de substâncias no cérebro. Existem várias condições patológicas que podem afetar o plexo coróide, como a inflamação (plexite coroide), infecções e tumores. Essas condições podem interferir na produção e circulação do líquor, levando a complicações graves no sistema nervoso central. A origem da produção do plexo coróide está associada às células ependimárias, que são células especializadas encontradas no cérebro. Essas células ependimárias possuem cílios que ajudam no movimento do líquido cefalorraquidiano através dos ventrículos cerebrais. Além disso, essas células são responsáveis pela secreção ativa de substâncias que compõem o líquido cefalorraquidiano, como íons, proteínas e glicose. 3- CONHECER A FORMAÇÃO, FUNÇÃO, CIRCULAÇÃO E ABSORÇÃO DO LIQUOR: A SUA FORMAÇÃO ACONTECE NOS VENTRÍCULOS: - Líquido claro e incolor, formado principalmente por água, que protege o encéfalo e a medula de lesões químicas e físicas; - Transporta pequenas quantidades de oxigênio, glicose e outras substâncias (proteínas, ácido lático, ureia, cátios e ânions); - A maior parte do LCS é produzida pelos plexos corióideos: rede de capilares localizados nas paredes ventriculares; - Os plexos são revestidos pelas células ependimárias, que secretam água e outras substâncias filtradas do plasma; - Esta capacidade secretória é bidirecional e responsável pela produção contínua de LCS e pelo transporte de metabólitos do tecido encefálico de volta para o sangue. - Ao contrário da barreira hematencefálica, formada principalmente por junções oclusivas das células endoteliais dos capilares encefálicos, a barreira hematoliquórica é composta pelas junções oclusivas das células ependimárias. - O plexo coróide consiste em uma camada de células epiteliais cuboidais circundando um núcleo de capilares e tecido conjuntivo frouxo. - O epitélio do plexo coróide é contínuo com a camada de células ependimárias (camada ventricular) que reveste o sistema ventricular. - Ao contrário do epêndima, a camada epitelial do plexo coróide tem junções de oclusão entre as células no lado voltado para o ventrículo (superfície apical). - Essas junções estreitas impedem que a maioria das substâncias atravesse a camada celular para o líquido cefalorraquidiano (LCR); assim, o plexo coróide atua como uma barreira sangue-LCR. FUNÇÕES: - Proteção mecânica: - Meio amortecedor que protege o encéfalo e medula espinhal de cargas que causariam o impacto contra os ossos; - Permite que o encéfalo “flutue na calota craniana. - Função homeostática: - O pH do LCS influencia na ventilação pulmonar; - Sistema de transporte para hormônios secretados pelo hipotálamo; - Circulação: - Meio para trocas secundárias de nutrientes e excretas entre o sangue e o tecido encefálico. ABSORÇÃO: - O LCS é gradualmente reabsorvido para o sangue por meio das vilosidades(granulações) aracnóideas, extensões digitiformes da aracnoide-máter que se projetam para os seios venosos durais, principalmente para o seio sagital superior. - Normalmente, o LCS é reabsorvido tão rapidamente quanto é produzido pelos plexos corióideos, a uma taxa de 20 mℓ/h (480 mℓ/dia). - Como as taxas de produção e de reabsorção se equivalem, a pressão liquórica geralmente é constante. - Pela mesma razão, o volume do LCS permanece constante. 4- COMPEENDER A EMBRIOLOGIA E HISTOLOGIA DAS MENINGES, PLEXO COROIDE E DO CANAL ENPENDIMARIO -O aparecimento da notocorda no ectoderma induz a formação da placa neural, cujas células formam o neuroectoderma, representado o início da neurulação; - A neurulação é o processo pelo qual a placa neural forma o tubo neural; - A placa se alonga, suas extremidades laterais se elevam para formar as pregas neurais enquanto a região média deprimida forma o sulco neural; - As pregas se unem até formar o tubo neural: medula espinal + vesículas encefálicas. DESENVOLVIMENTO DA MEDULA ESPINHAL: - Ela se desenvolve da parte caudal da placa neural; - As paredes do tubo neural se espessam, reduzem o tamanho do canal neural, até restar somente um minúsculo canal central da medula espinhal; - As meninges se desenvolvem das células da crista neural e do mesênquima; - Elas migram para circundar o tubo neural, formando as meninges primordiais. As meninges são derivadas de células do mesoderma e da crista neural, que começam a se formar na quarta a quinta semana de desenvolvimento; - A dura-máter é proveniente do mesênquima que circunda o tubo neural. - E a Pia-máter e a aracnóide são derivadas das células da crista neural. - A camada externa se espessa e forma a dura-máter resistente (paquimeninge), enquanto a camada interna forma a piamáter e a aracnoide (leptomeninges); - A pia-máter fica bem aderida à superfície do encéfalo e da medula, formando o espaço subaracnóideo, por onde circula o líquido cerebroespinhal; - DURA-MÁTER: - Mais superficial; - Tecido conjuntivo denso irregular; - Reveste os seios venosos, nos quais são projetados granulações aracnoideas (transferem o LCS de volta ao sangue); - Sustenta o encéfalo por meio de septos (foice do cérebro e tentorio do cerebelo); - É ricamente inervada (Como o encéfalo não possui terminações nervosas sensitivas, toda ou qualquer sensibilidade intracraniana se localiza na dura-máter); - Pregas da Dura-máter: em algumas áreas o folheto interno da dura-máter destaca-se do externo para formar pregas que dividem a cavidade craniana em compartimentos que se comunicam amplamente. As principais pregas são: - Foice do Cérebro: é um septo vertical mediano em forma de foice que ocupa a fissura longitudinal do cérebro, separando os dois hemisférios. - Tenda do Cerebelo: projeta-se para diante como um septo transversal entre os lobos occipitais e o cerebelo. Dividindo a cavidade craniana em um compartimento superior, ou supratentorial, e outro inferior, ou infratentorial. SEIOS DA DURA-MÁTER: - Canais venosos revestidos de endotélio, entre os dois folhetos; - Paredes mais rígidas que as das veias → não colabam quando secciondas; - Sangue das veias do encéfalo e globo ocular → seios da dura-máter → veias jugulares internas; - Veias emirssárias: comunicam as veias externas do crânio aos seios; SEIOS DA ABÓBADA: • Seio sagital superior: ímpar, mediano, margem de inserção da foice do cérebro, termina na protuberânciaoccipital interna, na confluência dos seios (sagital superior, reto e occipital); • Seio sagital inferior: margem livre da foice do cérebro, termina no seio reto; • Seio reto: ao longo da linha de união entre a foice do cérebro e a tenda do cerebelo; recebe anteriormente o seio sagital inferior e termina na confluência dos seios; • Seio transverso: par, ao longo da inserção da tenda do cerebelo no osso occipital, na parte petrosa do osso temporal passa a ser denominado seio sigmoide. • Seio sigmoide: continuação do transverso até o forame jugular, onde continua com a veia jugular interna; drena quase 100% do sangue venoso da cavidade craniana; • Seio occipital: ao longo da margem de inserção da foice do cerebelo. ARACNOIDE: - Intermediária, delgada e avascular; - Células e fibras finas e dispersas de material elástico e de colágeno; - Disposição das fibras em forma de teia de aranha; - Contem uma pequena quantidade de líquido necessário à lubrificação das superfícies de contato das membranas; - Cisternas subaracnóideas: - dilatações do espaço subaracnóideo que contém uma grande quantidade de liquor. - Cisterna Magna: ocupa o espaço entre a face inferior do cerebelo e a face dorsal do bulbo e do tecto do III ventrículo. A cisterna magna é a maior e mais importante, sendo às vezes utilizada para obtenção de liquor através de punções. - Cisterna Pontina: situada ventralmente a ponte. - Cisterna Interpeduncular: localizada na fossa interpeduncular. - Cisterna Quiasmática: situada diante o quiasma óptico; - Cisterna Superior: situada dorsalmente ao tecto mesencefálico, entre o cerebelo e o esplênio do corpo caloso. - Cisterna da Fossa Lateral do Cérebro: corresponde à depressão formada pelo sulco lateral de cada hemisfério. - Granulações aracnoides: - Em alguns pontos da aracnoide, formam-se pequenos tufos que penetram no interior dos seios da dura-máter, constituindo as granulações aracnoideas, mais abundantes no seio sagital superior. As granulações aracnoideas levam pequenos prolongamentos do espaço subaracnoideo, verdadeiros divertículos deste espaço, nos quais o liquor está separado do sangue apenas pelo endotélio do seio e uma delgada camada de aracnoide. - São estruturas admiravelmente adaptadas à absorção do liquor, que neste ponto, vai para o sangue. PIA-MÁTER: - Fina camada de tecido conjuntivo transparente que se adere à superfície da medula espinhal e do encéfalo; - Finas células pavimentosas e cúbicas entrelaçadas com feixes de fibras de colágeno e elásticas; - Nela encontram-se vasos sanguíneos; image1.png image2.jpg image3.png