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Estaelly Gomes Costa-Medicina 2° período 1 VENTRÍCULOS Os ventrículos cerebrais se localizam entre os hemisférios e são reservatórios do líquido céfalo-raquidiano, ou Liquor, participando da nutrição,secreção e proteção do SN. IV VENTRÍCULO → É uma cavidade em forma de losango, que se localiza no robencéfalo, situada entre o bulbo e a ponte. → Aqueduto cerebral: local onde o III e IV ventrículo se comunicam. → Recessos laterais: prolongamentos laterais desse ventrículo. → Aberturas laterais e medianas do IV ventrículo: por meio dessas cavidades, o líquido cerebroespinhal, que enche a cavidade ventricular, passa para o espaço subaracnóideo. → Sobre a ponte e a medula e abaixo do cerebelo. III VENTRÍCULO É uma cavidade estreita, ímpar e mediana do diencéfalo, que se comunica com o IV ventrículo pelo aqueduto cerebral, e com os ventrículos laterais pelos forames interventriculares. → Entre os tálamos. VENTRÍCULOS LATERAIS → Cavidades revestidas de epêndima localizadas nos hemisférios cerebrais. → Contém líquido cerebroespinhal. → Forame interventricular: comunicação entre ventrículos laterais com o III ventrículo. → Cornos correspondem aos 3 polos do hemisfério. → Cornos anterior, posterior e inferior: projeção no lobos frontal, occipital e temporal respectivamente. → Dentro dos lobos. MENINGES EMBRIOLOGIA → As meninges (membranas que recobrem a medula espinal) se desenvolvem a partir de células do mesênquima e células da crista neural durante o 20° a 35°. → Estas células migram e envolvem o tubo neural (primórdio do cérebro e da medula) e formam as meninges primordiais. → Camada externa: se espessa e forma a dura- máter(paquimeninge). É proveniente do mesênquima que circunda o tubo neural. → Camada interna: pia-máter e aracnoide máter (leptomeninges). São derivadas das células da crista neural. → Espaço subaracnóideo: espaços preenchidos de fluidos que surgem entre as leptomeninges e se aderem. A: 8ª semana.B: 24ª semana.C: recém-nascido.D: adulto FUNÇÃO → São membranas conjuntivas do SNC, tem o papel de proteção dos centros nervosos. Pois, formam uma bainha que recobre cada nervo craniano quando este atravessa um dos forames do crânio. → São divididas em: dura-máter, aracnoide e pia-máter. DURA-MÁTER → A meninge mais superficial, espessa e resistente. → Formada por tecido conjuntivo rico em fibras colágenas, contendo vasos e nervos. → A diferença entre a dura-máter do encéfalo e medula é que a do encéfalo é formada por dois folhetos (externo e interno), enquanto a medula apenas com o interno.. → O folheto externo adere intimamente aos ossos do crânio e comporta-se como perióstio sem capacidade osteogênica. → No crânio a foice cerebral (lâmina vertical da dura- máter entre os hemisférios), e o tentório do cerebelo (lâmina horizontal) servem para limitar os movimentos excessivos do encéfalo dentro do crânio. → Como o encéfalo não possui terminações nervosas sensitivas, toda a sensibilidade intracraniana se APG 2-Cabeça cheia-Objetivos 1-Argumentar sobre a morfofisiologia das estruturas: ventrículos, meninges e líquido cefálico; 2-Expressar o processo embriológico das meninges; 3-Relacionar o plexo coróide com o líquido cefálico; 4-Debater sobre o sistema de drenagem. Estaelly Gomes Costa-Medicina 2° período 2 localiza na dura-máter e nos vasos sanguíneos, responsáveis, assim, pela maioria das dores de cabeça. ARACNOIDE → Muito delicada, justaposta à dura-máter e impermeável. → Espaço subdural: espaço que separa a aracnoide da dura-máter. Contém líquido para lubrificação das superfícies em contato. → Espaço subaracnóideo: espaço que separa a aracnoide da pia-máter. Contém o liquor, que confere flutuabilidade ao encéfalo e protege o SN das forças mecânicas aplicadas ao crânio. → Trabéculas aracnoideas. PIA-MÁTER → Mais interna das meninges, aderindo intimamente à superfície do encéfalo e da medula. → É uma membrana vascular que reveste estreitamente e sustenta o encéfalo e a medula. → Sua porção mais profunda recebe numerosos prolongamentos de astrócitos, constituindo assim a membrana pio-glial. → Dá resistência aos órgãos, uma vez que o tecido nervoso é de consistência mole. → Espaço subaracnóideo: contém liquor, muito importante para amortecer o efeito da pulsação das artérias ou picos de pressão sobre o tecido circunvizinho. → Espaços perivasculares: envolvem os vasos mais calibrosos e terminam por fusão da pia com a adventícia do vaso. ESPAÇO ENTRE AS MENINGES → Epidural/extradural: entre coluna/crânio e dura- máter. → Subdural: entre dura-máter e aracnóide. → Subaracnóideo: entre aracnóide e pia-máter. LIQUOR → É um fluido aquoso e incolor que ocupa o espaço subaracnóideo e as cavidades ventriculares em volta do encéfalo e medula. → Proteção mecânica do SNC, pois amortece os choques que frequentemente atingem o SNC. → Proporciona flutuabilidade mecânica e sustentação para o encéfalo. → Reservatório e auxiliar na regulação do conteúdo do crânio. Ex: se o volume cerebral ou sanguíneo aumentar, o volume de líquido cerebroespinal diminui. → Auxilia na remoção dos produtos do metabolismo neuronal. → Permite o transporte de neurotransmissores e neuromoduladores. FORMAÇÃO → É formado principalmente nos plexos corióideos dos ventrículos laterais, terceiro e quarto ventrículos. Mas, estudos modernos mostraram que o liquor pode ser produzido também pelos epêndima das paredes ventriculares. → Os plexos corióides têm uma superfície pregueada, cada pregua compõe-se de um cerne de tec. conj. vascular coberto por epitélio cuboide do epêndima. → No microscópio esse plexos apresentam miscrovilosidades. Estaelly Gomes Costa-Medicina 2° período 3 → Os plexos secretam ativamente o líquido cerebroespinal, e isso cria um pequeno gradiente de pressão. Ao mesmo, eles transportam ativamente metabólitos do SN do líquido cerebroespinal para o sangue. → O líquido cerebrospinal é produzido continuamente à taxa aproximada de 0,5ml por minuto, com um volume total de cerca de 150mL; isso corresponde a um tempo de renovação de cerca de 5 horas. → OBS: É importante saber que a produção de líquido cerebrospinal não é regulada por pressão (como no caso da pressão arterial), e a produção continua ainda que os mecanismos de reabsorção estejam obstruídos. BARREIRA HEMATOENCEFÁLICA → A barreira entre o sangue capilar cerebral e o fluido intersticial do cérebro. → Composta por células endoteliais capilares e membrana basal, membrana da neuroglia e terminações podais da glia. → Poucas sub. podem atravessar as células endoteliais: as moléculas lipossolúveis podem cruzar essa barreira, mas as hidrossolúveis são excluídas. CIRCULAÇÃO → Os ventrículos laterais contribuem para o maior contigente de liquor, que passa ao III ventrículos pelos forames interventriculares e daí ao IV ventrículo através do aqueduto cerebral. → IV ventrículo (aberturas mediana e laterais)->espaço subaracnóideo->absorvido pelas granulações aracnóideas->cisternas cerebelobulbar e pontocerebelar->face inferior do cérebro->face lateral de cada hemisfério cerebral->inferiormente para o espaço subaracnóideo da medula. → Granulações aracnóideas: se projetam no interior dos seios da dura-máter, pelas quais chega à circulação geral sistêmica. → A circulação do liquor no espaço subaracnóideo se faz de baixo pra cima. → No espaço subaracnóideo da medula, o liquor desce em direção caudal, mas apenas uma parte volta, poishá reabsorção liquórica nas pequenas granulações aracnóideas existentes nos prolongamentos da dura- máter que acompanham as raízes dos nervos espinhais. → A circulação é facilitada pelas pulsações arteriais dos plexos e pelos cílios das cél. ependimárias , que revestem os ventrículos. → O líquido cerebrospinal não apenas banha as superfícies ependimária e pial do encéfalo e da medula espinal, como também penetra o tecido nervoso ao longo dos vasos sanguíneos. ABSORÇÃO → O principais locais são as vilosidades aracnóideas, que são projeções interiores dos seio da dura-máter, especialmente o seio sagital superior. → Granulações aracnóideas: são agrupamentos das vilosidades. → A absorção nos seios da dura-máter ocorre quando a pressão liquórica excede a pressão venosa no seio. → Caso a pressão venosa suba e exceda a pressão do líquido cerebrospinal, a compressão das pontas das vilosidades fecha os túbulos e impede o refluxo de Estaelly Gomes Costa-Medicina 2° período 4 sangue para dentro do espaço subaracnóideo. Assim, as vilosidades aracnóideas servem como válvulas. → Parte do líquido cerebrospinal é provavelmente absorvida diretamente para as veias no espaço subaracnóideo, e parte possivelmente escapa através dos vasos linfáticos perineurais dos nervos cranianos e espinais. → Como a produção de líquido cerebrospinal pelos plexos corióideos é constante, a taxa de absorção de líquido cerebrospinal através das vilosidades aracnóideas controla a pressão do líquido cerebrospinal. Referências: SNELL, R. S. Neuroanatomia clínica. 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. MOORE, Keith L. et al. Embriologia clínica. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. MACHADO, Angelo; HAERTEL, Lucia Machado. Neuroanatomia funcional. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 2013. COSTANZO, L.S. – Fisiologia – 6ª Edição, Editora Elsevier, 2018.