Prévia do material em texto
Questionário I – Educação Infantil e Ensino Fundamental 01) Em 1996, a LDB estabeleceu que a Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica, e tem por finalidade promover o desenvolvimento integral da criança até 6 anos de idade. Sobre a formação de docentes, a Lei determina, no artigo 62: Para atuar na Educação básica pode se ter Ensino médio; Para atuar na Educação básica tem que ter Ensino Superior. Não se admite formação mínima do magistério. As exigências são diferentes no Ensino Fundamental I Sobre a formação de docentes, a Lei determina, no artigo 62, que para atuar na educação básica é preciso nível superior em universidades ou institutos superiores de educação, admitindo como formação mínima para o exercício do magistério na Educação Infantil, bem como nas primeiras quatro séries do ensino fundamental, a de 24 nível médio, na modalidade Normal. Prevê ainda que em um prazo de dez anos só serão admitidos professores habilitados em nível superior ou formados em serviço.A LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB 9394/96) é responsável por regulamentar o sistema educacional do Brasil, tanto no ensino público ao privado e da educação básica a superior. Ela reafirma o direito à educação, garantia da Constituição Federal.A LDB impulsionou a expansão das universidades, principalmente as privadas, e também garantiu mais autonomia às mesmas. Além disso, proporcionou maior poder de fiscalização para o Estado e com isso engessou um pouco o ensino superior.No artigo 62 da LDB é determinado que para a atuação na educação básica é obrigatório que o docente tenha formação no ensino superior. 02) O RCNEI é composto de temas agrupados em três volumes. O primeiro traz reflexões sobre as creches e pré-escolas brasileiras, a infância e a profissionalização dos educadores. Sobre o referencial é incorreto afirmar: Esse material é mais uma contribuição para o professor de Educação Infantil. É um conjunto de reflexões, cujo objetivo é servir de subsídio para a construção das propostas curriculares, que deverá ser entendido como um manual a ser seguido. O Referencial, coerente com as definições da LDB, reforça que as creches não devem ser simplesmente espaços de cuidados com a criança e que as pré-escolas não se limitem a preparar para a alfabetização no Referencial, proposta sobre o número adequado de crianças por educador, em cada faixa etária, além de sugestões sobre o relacionamento da escola com as famílias, integrando-as ao cotidiano e ao trabalho da instituição. O RCNEI é composto de temas agrupados em três volumes. O primeiro traz reflexões sobre as creches e pré-escolas brasileiras, a infância e a profissionalização dos educadores alfabetização. Ao contrário, cuidado e aprendizado devem estar integrados desde o início. E sugere que o trabalho seja articulado em três eixos: a brincadeira, o movimento e as . O segundo trata dos processos de construção da identidade e autonomia das crianças. O terceiro traz textos sobre os eixos e temas que podem ser trabalhados na Educação Infantil. A BNCC (2017) considera que o cuidar e o educar são atividades complementares e que devem fazer parte do cotidiano das escolas de educação infantil, uma vez que, especialmente nessa etapa da educação, o cuidado deve ser visto “[...] como algo indissociável do processo educativo” (BRASIL, 2017, documento on-line). O Referencial, coerente com as definições da LDB, reforça que as creches não devem ser simplesmente espaços de cuidados com a criança e que as pré-escolas não se limitem a preparar para a relações afetivas que as crianças desenvolvem. Por meio desses três eixos, as propostas pedagógicas podem lidar com cinco áreas diferentes: artes visuais, conhecimento do mundo, língua escrita e oral, matemática e música. Há ainda, no Referencial, proposta sobre o número adequado de crianças por educador, em cada faixa etária, além de sugestões sobre o relacionamento da escola com as famílias, integrando-as ao cotidiano e ao trabalho da instituição. O documento que fornece base ao RCNEI está estabelecido sob base da LDB, como uma forma de preparar os alunos e tornar o ambiente educacional equilibrado, onde o aluno passa por etapas durante o processo de aprendizagem. Sobre o papel do RCNEI O RCNEI define que as aprendizagens geradas pelo ensino, assim como os referenciais curriculares, podem ser comprovados a partir das representações que utilizam elementos próprios dos alunos e outros, como uma comparação para analisar como cada um funciona, suas características semelhantes assim como suas diferenças. Por fim, o projeto educacional deve acompanhar o aluno desde a alfabetização, fase essa que o coloca como um pilar da aprendizagem e o educador como mediador. 03) De acordo Com o tópico, formação de profissionais da educação infantil. Assinale V para alternativas verdadeiras e F para falsas. ( ) Em 1995, a LDB estabeleceu que a Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica, e tem por finalidade promover o desenvolvimento integral da criança até 6 anos de idade. ( ) O Plano Nacional de Educação – (PNE, 2001) -, estabelece como meta um Programa Nacional de Formação dos Profissionais de Educação Infantil para garantir que todos os dirigentes de instituições deste nível de ensino possuam, no prazo de cinco anos, formação em nível médio e, em dez anos, nível superior. ( ) Segundo resultados do Censo Escolar 2000, dos professores que atuam nas creches brasileiras, 69% têm curso médio completo e apenas 12,9% possuem nível superior. ( ) A graduação em Pedagogia oferece uma formação específica para docentes da Educação Infantil. ( ) Em 1998, o MEC publicou o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI). Esse material é mais uma contribuição para o professor de Educação Infantil. Assinale a sequência correta V, V, F, F, F; F, F, F, V, F; F, V, F, F, V; F, V, V, F, F. No que se refere a formação dos profissionais atuantes na educação infantil podemos classificar as afirmações como: F, V, F, F, V. A educação infantil é a base da educação. É responsável pelo primeiro contato da criança com o ambiente escolar, é espaço de socialização e estimulo. Onde as crianças aprendem a ter autonomia para tarefas básicas do dia a dia, iniciam a transição do fim da fase egocentrista e aprendem a respeitar o espaço do próximo. Essa etapa tão importante da vida da criança foi estabelecida pela LDB como primeira etapa da educação básica, e tem o importante papel de promover o desenvolvimento integral da criança de até 5 anos. Sempre trabalhando em conjunto com a família e a comunidade. 04) Em relação ao conceito da infância, assinale V ( verdadeiro) e F (falso): ( ) Ghiraldelli Jr. (2000) explica-nos que, como as relações entre os homens são históricas e estabelecidas por eles, o interesse pela infância também é histórico e se altera através dos tempos. ( ) Na Idade Média, em função das condições gerais de higiene e saúde serem muito precárias, os índices de mortalidade infantil eram elevadíssimos. ( ) Como a infância era uma fase de desenvolvimento humano sem importância, não havia motivo para retratar um ser que logo iria crescer ou que poderia morrer antes de se tornar adulto. ( ) Quando a criança era retratada, diz Ghiraldelli Jr., geralmente seus corpos eram representados em escala menor em comparação aos retratos de adultos, o que fazia com que tais representações ficassem deformadas, semelhantes a homens em miniatura, não havendo diferenças nos traços e nas expressões de um adulto e de uma criança. V, V, V, V V, F, V, F V, V, V, F F, F, V, V Ghiraldelli Jr. (2000) explica-nos que, como as relações entre os homens são históricas e estabelecidas por eles, o interesse pela infância também é histórico e se altera através dos tempos. Isto permite entendermos o porquê do interesse pela criança nem sempre ser o mesmo numa mesma sociedade ou em diferentes formas de organização social. Assim, as mudanças no conceito de infância, desde a Idade Média, não ocorreram por acaso, mas foram frutos de transformaçõesnas relações sociais. Entre estas mudanças destacamos o crescimento das cidades e sua urbanização, a implantação de indústrias, a expulsão dos camponeses do campo e sua consequente marginalização, a destituição dos instrumentos de produção, entre outros.Na Idade Média, em função das condições gerais de higiene e saúde serem muito precárias, os índices de mortalidade infantil eram elevadíssimos. A morte de crianças era por todos considerada um fenômeno natural. Sendo a morte dessas 5 crianças algo esperado, pode-se dizer, segundo Ariès (1981), que o sentimento de infância não existia na Idade Média. Ele procurou evidenciar isto através da análise da literatura e, principalmente, de obras de arte produzidas naquela época.Como a infância era uma fase de desenvolvimento humano sem importância, não havia motivo para retratar um ser que logo iria crescer ou que poderia morrer antes de se tornar adulto. Havia, portanto, um sentimento coletivo de indiferença para com a infância. Este era um período de transição para a vida adulta, que deveria ser rapidamente ultrapassado e cuja lembrança também era logo perdida.Quando a criança era retratada, diz Ariès (1981), geralmente seus corpos eram representados em escala menor em comparação aos retratos de adultos, o que fazia com que tais representações ficassem deformadas, semelhantes a homens em miniatura, não havendo diferenças nos traços e nas expressões de um adulto e de uma criança. 05) Quais os objetivos da educação infantil, assinale V (verdadeiro) e F( falso): ( ) Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidado com a própria saúde e bem-estar; ( ) Estabelecer vínculos afetivos e de troca entre adultos e crianças, fortalecendo sua autoestima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e interação social; ( ) Estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais, aprendendo aos poucos a articular seus interesses e pontos de vista, interagindo com os demais, respeitando a diversidade e desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração; ( ) Observar e explorar o ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se cada vez mais como integrante, dependente e agente transformador do meio ambiente, valorizando atitudes que contribuem para sua conservação; ( ) Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades; V, V, V, V, F V, F, V, F, F F, F, V, V, V V, V, V, V, V Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, confiante em suas capacidades e percepção de suas limitações; ● Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidado com a própria saúde e bem-estar; ● Estabelecer vínculos afetivos e de troca entre adultos e crianças, fortalecendo sua autoestima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e interação social; ● Estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais, aprendendo aos poucos a articular seus interesses e pontos de vista, interagindo com os demais, respeitando a diversidade e desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração; ● Observar e explorar o ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se cada vez mais como integrante, dependente e agente transformador do meio ambiente, valorizando atitudes que contribuem para sua conservação; ● Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades; ● Utilizar as diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita) ajustadas às diferentes intenções e situações de comunicação, de forma a compreender e ser compreendido, expressar suas ideias, sentimentos, necessidades e desejos e avançar no seu processo de construção de significados, enriquecendo cada vez mais sua capacidade expressiva; ● Conhecer algumas manifestações culturais, de interesse, respeito e participação, valorizando a diversidade; 06) Em relação ao ensino fundamental, assinale a alternativa correta: O Ensino fundamental é obrigatório, gratuito (nas escolas públicas), e atende crianças a partir dos 6 anos de idade. O Ensino fundamental é obrigatório, gratuito (nas escolas públicas), e atende crianças a partir dos 7 anos de idade. O Ensino fundamental é obrigatório, gratuito (nas escolas públicas), e atende crianças a partir dos 5 anos de idade. O Ensino fundamental é obrigatório, gratuito (nas escolas públicas), e atende crianças a partir dos 4 anos de idade. O Ensino Fundamental é um dos níveis da Educação Básica no Brasil. O Ensino fundamental é obrigatório, gratuito (nas escolas públicas), e atende crianças a partir dos 6 anos de idade. 07) Sobre a PNE, assinale a alternativa incorreta: O PNE foi elaborado com esses compromissos, largamente debatidos e apontados como estratégicos pela sociedade na CONAE 2010, os quais foram aprimorados na interação com o Congresso Educacional. A elaboração de um plano de educação não pode prescindir de incorporar os princípios do respeito aos direitos humanos, à sustentabilidade socioambiental, à valorização da diversidade e da inclusão e à valorização dos profissionais que atuam na educação de milhares de pessoas todos os dias. As metas são orientadas para enfrentar as barreiras para o acesso e a permanência; As desigualdades educacionais em cada território com foco nas especificidades de sua população. O PNE foi elaborado com esses compromissos, largamente debatidos e apontados como estratégicos pela sociedade na CONAE 2010, os quais foram aprimorados na interação com o Congresso Nacional. Há metas estruturantes para a garantia do direito à educação básica com qualidade, que dizem respeito ao acesso, à universalização da alfabetização e à ampliação da escolaridade e das oportunidades educacionais.A elaboração de um plano de educação não pode prescindir de incorporar os princípios do respeito aos direitos humanos, à sustentabilidade socioambiental, à valorização da diversidade e da inclusão e à valorização dos profissionais que atuam na educação de milhares de pessoas todos os dias. Portanto, as metas são orientadas para enfrentar as barreiras para o acesso e a permanência; as desigualdades educacionais em cada território com foco nas especificidades de sua população; a formação para o trabalho, identificando as potencialidades das dinâmicas locais; e o exercício da cidadania. A elaboração de um plano de educação não pode prescindir de incorporar os princípios do respeito aos direitos humanos, à sustentabilidade socioambiental, à valorização da diversidade e da inclusão e à valorização dos profissionais que atuam na educação de milhares de pessoas todos os dias. 08) Para Kremer, assinale a alternativa correta: A origem da Educação Infantil foi marcada por transformações na forma de conceber a criança, o que possibilitou concluir que o atual sentimento de infância resultou da busca crescente de preservar a criança da corrupção do meio. Ressalta que concomitante com a alteração do sentimento de infância ocorreram também modificações nas instituições escolares que ampliaram seu atendimento às diferentes famílias, estendendo-se às camadas populares, alterando sua organização. A Educação Infantil ter nascido marcadamente assistencialista, pois fora criada por voluntários que decidiram cuidar de crianças que estavam abandonadas nas ruas, visando amenizar a marginalização e a desordem. A criança aprende e depois se desenvolve, deste modo, o desenvolvimento de um ser humano se dá pela aquisição/aprendizagem de tudo aquilo que o ser humano construiu socialmente ao longo da história da humanidade. Kramer (1984) atenta que a origem da Educação Infantil foi marcada por transformações na forma de conceber a criança, o que possibilitou concluir que o atual sentimento de infância resultou da busca crescente de preservar a criança da corrupção do meio. Isto explica tal sentimento ter surgido com a ascensão da classe burguesa que, ao se firmar enquanto classe hegemônica provocou mudanças no papelsocial da criança, que passa a ser concebida como alguém diferente do adulto e que necessita de cuidados por se encontrar em processo de desenvolvimento. 09) Conforme o estudado, investir fortemente na educação infantil, conferindo centralidade no atendimento das crianças de 0 a 5 anos, é a tarefa e o grande desafio do município. Diante disso, é incorreto afirmar: É essencial o levantamento detalhado da demanda por creche e pré-escola, de modo a materializar o planejamento da expansão, inclusive com os mecanismos de busca ativa de crianças em âmbito municipal, projetando o apoio do estado e da União para a expansão da rede física (no que se refere ao financiamento para reestruturação e aparelhagem da rede) e para a formação inicial e continuada dos profissionais da educação. É importante uma maior articulação dos municípios e estados com as instituições formadoras no ambiente dos Fóruns Estaduais Permanentes de Apoio à Formação Docente para o desenvolvimento de programas de formação que tenham como foco a profissionalização em serviço. Outro desafio nacional é assegurar permanência de crianças e jovens de 6 a 17 anos aos ensinos fundamental e médio, inclusive com ampliação da oferta de educação profissional Esse trabalho exige colaboração entre redes estaduais e municipais e acompanhamento da trajetória educacional de cada estudante Investir fortemente na educação infantil, conferindo centralidade no atendimento das crianças de 0 a 5 anos, é a tarefa e o grande desafio do município. Para isso, é essencial o levantamento detalhado da demanda por creche e pré-escola, de modo a materializar o planejamento da expansão, inclusive com os mecanismos de busca ativa de crianças em âmbito municipal, projetando o apoio do estado e da União para a expansão da rede física (no que se refere ao financiamento para reestruturação e aparelhagem da rede) e para a formação inicial e continuada dos profissionais da educação. É importante uma maior articulação dos municípios e estados com as instituições formadoras no ambiente dos Fóruns Estaduais Permanentes de Apoio à Formação Docente para o desenvolvimento de programas de formação que tenham como foco a profissionalização em serviço. Outro desafio nacional é assegurar acesso pleno de crianças e jovens de 6 a 17 anos aos ensinos fundamental e médio, inclusive com ampliação da oferta de educação profissional. Esse trabalho exige colaboração entre redes estaduais e municipais e acompanhamento da trajetória educacional de cada estudante. 10) Qual outra forma de apresentar o mundo à criança, por meio deste ela conhece uma das formas mais importantes de comunicação dos adultos, a língua escrita? Escrever, comunicar, desenhar Brincadeiras, desenhos, escrever Comunicação, diversão, livros Leitura, os livros, os desenhos Priolli (p. 4) apresenta três pontos defendendo a importância de ler para as crianças: 1º para a formação de bons leitores, é fundamental que as crianças com até 3 anos de idade apreciem e valorizem a escuta e a leitura de histórias desde pequenas. 2º A criança cria o hábito de escutar histórias, valorizando o livro como fonte de conhecimento e entretenimento. 3º A escuta de histórias na escola oportuniza momentos prazerosos em grupo, enriquece o imaginário, amplia o vocabulário, além de familiarizar a criança com a leitura, uma prática valorizada pela sociedade. Outras boas opções de apresentar o mundo à criança, são: a leitura, os livros, os desenhos, os escritos; por meio destes a criança conhece uma das formas mais importantes de comunicação dos adultos, a língua escrita. Questionário II – Educação Infantil e Ensino Fundamental 01) A alfabetização e letramento são processos relacionados, que se complementam, iniciando-se antes da entrada da criança na escola, portanto a alfabetização se formaliza no ensino fundamental, com a aquisição do sistema escrito. Soares (2010, p. 18), define letramento como: Processo de aquisição do código escrito, das habilidades de leitura e escrita. Ação de ensinar e aprender a ler e escrever. Aquisição da escrita enquanto aprendizagem de habilidades para leitura, escrita e as chamadas práticas de linguagem. O resultado da ação de ensinar ou de aprender a ler e escrever: o estado ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência de ter-se apropriado da escrita. O termo letramento também passou a ser incorporado no meio educacional, ampliando o entendimento do uso da escrita e da leitura como interação social. Por isso, não é suficiente saber ler e escrever, mas compreender esse processo e usá-lo como meio de inserção na cultura letrada. Nessa direção, Soares (2010, p. 18), define letramento como “o resultado da ação de ensinar ou de aprender a ler e escrever: o estado ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência de ter-se apropriado da escrita”. 03) Sobre a vinculação entre competências do aluno e competências do professor e o ensino fundamental de nove anos e os processos de alfabetização e letramento. Assinale V para alternativas verdadeiras e F para falsas. ( ) Aluno e professor são faces de uma mesma moeda. Não há como falar em melhorar o nível de competência dos alunos, sem investir na melhoria da competência do professor que ensina. ( ) Para melhor compreender a implantação de uma nova política educacional faz-se importante conhecer o contexto histórico de desenvolvimento do sistema educacional no Brasil, mesmo que brevemente. ( ) A primeira Lei Geral da Educação de 15 de outubro de 1887, criada ainda no período imperial é um marco histórico da Educação Nacional. ( ) Um segundo momento significativo ao meio educacional ocorreu entre os anos de 1890- 1930, onde intensificaram-se os debates sobre a instrução pública. ( ) A extensão da obrigatoriedade escolar foi alterada dez anos depois por uma nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de nº 5.692/1971, que institui o ensino de 1º grau (ensino fundamental) obrigatório dos sete aos quatorze anos, com oito anos de duração. Assinale a sequência correta V, V, F, V, V; F, F, F, V, F; F, F, V, F, V; F, V, V, F, F. Aluno e professor são faces de uma mesma moeda. Não há como falar em melhorar o nível de competência dos alunos, sem investir na melhoria da competência do professor que ensina. Para melhor compreender a implantação de uma nova política educacional faz se importante conhecer o contexto histórico de desenvolvimento do sistema educacional no Brasil, mesmo que brevemente. Pretende-se dar destaque aos acontecimentos históricos mais significativos no que tange a legislação e a regulamentação da educação, a partir da primeira Lei Geral da Educação. A primeira Lei Geral da Educação de 15 de outubro de 1827, criada ainda no período imperial é um marco histórico da Educação Nacional. Tratava da criação de 64 escolas de primeiras letras em vilas, cidades, lugares mais populosos, sendo determinado valores salariais de máximo e mínimo para os professores. A metodologia utilizada era baseada no ensino mútuo e ainda, apresentava de maneira geral os conteúdos a serem ensinados. (BRASIL, 1827). Essa lei apontava para a criação das escolas, porém não mencionava em momento algum a obrigatoriedade do ensino. A criação dessa lei foi uma das primeiras e descontínuas tentativas de tornar a educação uma responsabilidade do poder público. Um segundo momento significativo ao meio educacional ocorreu entre os anos de 1890- 1930, onde intensificaram-se os debates sobre a instrução pública. Segundo Saviani (2004), emergia a tendência de considerar a escola como chave para a solução dos demais problemas enfrentados pela sociedade, dando origem à ideia da escola redentora da humanidade. A extensão da obrigatoriedade escolar foi alterada dez anos depois por uma nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de nº 5.692/1971, que institui o ensino de 1º grau (ensino fundamental) obrigatório dos sete aos quatorze anos, com oito anos de duração. (BRASIL, 1971). 03) Durand (2001), o conceito que se refere a um conjunto dequalificações e que mais se aproxima dos objetivos educacionais da educação básica. O autor nos mostra como as três dimensões: Exceto Conceito; Conhecimento; Habilidades; Atitudes. Encontramos em Durand (2001), o conceito que se refere a um conjunto de qualificações e que mais se aproxima dos objetivos educacionais da educação básica. O autor nos mostra como as três dimensões: conhecimento, habilidades e atitudes são necessárias à consecução dos objetivos da educação, em qualquer nível de apreensão do conhecimento, aplicandoas em um contexto específico, em que a ação dirige o processo, integrando aspectos técnicos, sociais e individuais relacionados ao trabalho educacional. Assim, o 54 desenvolvimento de competências se dá tanto por meio da aprendizagem individual como coletiva. Essa abordagem de competência pode ser aplicada tanto na organização escolar, em relação aos alunos, como nas organizações empresariais, em relação ao desenvolvimento de pessoal. 04) Kleiman destaca que as atividades de letramento se expandem para diversos contextos e não se reduzem as práticas escolares, nesse sentido podemos afirmar exceto: Segundo a autora, “letramento não é alfabetização, mas a inclui!” O letramento como resultado da ação de ensinar e aprender as práticas sociais da leitura e da escrita. É o estado ou condição que adquire um grupo social, ou individual como consequência de ter apropriado a escrita e suas práticas sociais, apropriar-se da escrita é assumi-la como propriedade. O termo letramento também passou a ser incorporado no meio educacional, ampliando o entendimento do uso da escrita e da leitura como interação social A pessoa letrada é a mesma que era quando analfabeta ou iletrada, ela passa a ter a mesma condição social e cultural –se trata propriamente de mudar de nível ou de classe social, cultural, mas de mudar seu lugar social, seu modo de viver na sociedade, sua inserção na cultura – sua relação com os outros, com o contexto, com os bens culturais torna-se diferente. Kleiman destaca que as atividades de letramento se expandem para diversos contextos e não se reduzem as práticas escolares. Segundo a autora, “letramento não é alfabetização, mas a inclui!” (2005, p.11). Também, faz aproximações entre alfabetização e letramento, considerando a alfabetização uma das práticas do letramento, esclarecendo que “o termo letramento já entrou em uso carregado de novas associações e significados, como por exemplo, uma nova relação com a oralidade e com linguagens não-verbais, não incluídos nem previstos no termo alfabetização” (KLEIMAN, 2005, p.12). A autora considera o letramento como resultado da ação de ensinar e aprender as práticas sociais da leitura e da escrita. É o estado ou condição que adquire um grupo social, ou individual como consequência de ter apropriado a escrita e suas práticas sociais, apropriar-se da escrita é assumi-la como propriedade. “A alfabetização é a ação de ensinar e aprender a ler e escrever; e o letramento é o estado ou condição de quem sabe ler e escrever, mas cultiva e exerce as práticas sociais que usam a escrita” (SOARES, 2010, p.47).A pessoa letrada já não é a mesma que era quando analfabeta ou iletrada, ela passa a ter outra condição social e cultural – não se trata propriamente de mudar de nível ou de classe social, cultural, mas de mudar seu lugar social, seu modo de viver na sociedade, sua inserção na cultura – sua relação com os outros, com o contexto, com os bens culturais torna-se diferente (SOARES, 2010). O termo letramento também passou a ser incorporado no meio educacional, ampliando o entendimento do uso da escrita e da leitura como interação social. Por isso, não é suficiente saber ler e escrever, mas compreender esse processo e usá-lo como meio de inserção na cultura letrada. Nessa direção, Soares (2010, p. 18), define letramento como “o resultado da ação de ensinar ou de aprender a ler e escrever: o estado ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência de ter-se apropriado da escrita”. 05) […]foi criado em 1990 e é realizado a cada dois anos por amostragem de alunos nas séries finais do primeiro e segundo ciclo do ensino fundamental (5º e 9º anos) e do ensino médio (3º ano) de escolas públicas e privadas e fornece dados no âmbito nacional, regional e estadual, sob o domínio de habilidades dos alunos em Língua Portuguesa e Matemática, com ênfase na resolução de problemas. [..]. O presente fragmento caracteriza a/o: RCENEI; LDB; MEC; SAEB. O SAEB foi criado em 1990 e é realizado a cada dois anos por amostragem de alunos nas séries finais do primeiro e segundo ciclo do ensino fundamental (5º e 9º anos) e do ensino médio (3º ano) de escolas públicas e privadas e fornece dados no âmbito nacional, regional e estadual, sob o domínio de habilidades dos alunos em Língua Portuguesa e Matemática, com ênfase na resolução de problemas. 06) O Ensino Fundamental, através da escola pública, é a educação da maioria da população que só pode contar com ela. Os Parâmetros Curriculares do Ensino Fundamental traçam: As diretrizes do conhecimento a ser desenvolvido pelos professores. A formação dos professores. As férias dos professores e alunos. As limitações dos alunos. O Ensino Fundamental, através da escola pública, é a educação da maioria da população que só pode contar com ela. Os Parâmetros Curriculares do Ensino Fundamental traçam as diretrizes do conhecimento a ser desenvolvido pelos professores com vistas a se constituir nas competências básicas que este nível de ensino espera que o alunado alcance ao final dos oito/nove anos de escolaridade. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, art. 26, “os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela”. O parágrafo primeiro do mesmo artigo especifica que os currículos “devem abranger, obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa e da matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política, especialmente do Brasil”. 07) De acordo Com a teoria de Vygotsky (1998) que busca compreender a relação entre linguagem, desenvolvimento e aprendizagem: O desenvolvimento é linear. Também é um complexo processo dialético. Interação apenas familiar. O desenvolvimento familiar. Segundo a teoria de Vygotsky (1998), que busca compreender a relação entre linguagem, desenvolvimento e aprendizagem frente ao processo histórico cultural e a interação social, compreendemos o aprendizado como um processo profundamente social, no qual também é um complexo processo dialético, onde o desenvolvimento não é linear. 08) Santos (1999) argumenta que embora a criança não entenda as atitudes, deve passar por situações de satisfação e sofrimento, para que descubra que tipo de ações podem satisfazer a ela e ao adulto. Em relação ao pensamento de Santos ssinale a assertiva incorreta: A criança deve desenvolver o autoconceito, pois já se vê separada das pessoas. Necessário ver a si mesmo como algo contínuo no tempo e espaço. A partir dos dois anos a acriança torna-se mais dependente. A visão, o tato e a audição são os meios pelos quais a criança descobre o mundo. Contudo, sempre que há uma aprovação por parte do adulto em relação ao que a criança faz, esta se sente contente e motivada a fazer novas coisas. De acordo com Santos (1999), ainda que a criança não entenda as atitudes, deve passar por situações de satisfação e sofrimento, para que descubra que tipo de ações podem satisfazer a ela e ao adulto. Santos (1999) ainda aposta que a criança deve desenvolver o autoconceito, pois já se vê separada das pessoas e, já entende que o adulto “vai e volta”, que os objetos vão continuar no mesmo lugar, ainda que ela não os veja, é necessário ver a si mesmo como algo contínuo no tempo e espaço. A criança com dois anos de idade torna-se mais independente e autoconfiante,mas, também, egocêntrica; cabe ao adulto nesse momento ensinar a criança a “perceber” a outra, por exemplo, em atividades cooperativas. É através de seus sentidos (visão, tato e a audição) que a criança descobre o mundo, sendo que nesta fase ela não tem medo de ver, ouvir e sentir. Esses sentidos possibilitam a criança identificar as coisas (tamanho, forma e cor) que fazem parte do meio, o tato permite que a criança sinta diferentes texturas, agradáveis ou não. Nesta fase ela escuta tudo e se dispersa facilmente, e sons em alto volume pode lhe assustar. 09) O desenvolvimento infantil está pautado na interação com o meio, segundo para Vygotsky: A criança depende da escola para desenvolver. A criança vai desenvolve observando. A criança desenvolve depois aprende. A criança aprende e depois se desenvolve. O desenvolvimento infantil esta pautado na interação com o meio, segundo Vygotsky a criança aprende e depois se desenvolve, deste modo, o desenvolvimento de um ser humano se dá pela aquisição/aprendizagem de tudo aquilo que o ser humano construiu socialmente ao longo da história da humanidade. 10) Sobre o ensino fundamental no Brasil – uma análise da efetivação do direito à educação obrigatória. Assinale V para alternativas verdadeiras e F para falsas. ( ) O atraso em termo de oferta e cobertura escolar em que o Brasil se encontrava, até meados do século passado, colocava sob ameaça o acelerado processo de urbanização da população brasileira e o desenvolvimento econômico que vinha se consolidando no país a partir da década de 1960. ( ) Número absoluto de analfabetos no país atualmente (14,9 milhões) é mais que o dobro do que era em 1900 (6,3 milhões), fato esse para o qual já chamava a atenção Anísio Teixeira em estudo de 1953 (apud BRASIL, 2003, p.6). ( ) Os alunos chegavam ao sistema de ensino, lá permanecendo alguns anos, mas não concluíam qualquer etapa do seu processo de formação, em virtude de múltiplas reprovações seguidas de abandono” (OLIVEIRA, 2007, p. 671). ( ) A Lei nº 9.394/96 se mostra contribuidora dessa tendência de regularização de fluxo, ao possibilitar a adoção de mecanismos como os ciclos, a aceleração de estudos, a recuperação paralela e a reclassificação, entre outras medidas indicadas nos artigos 23, 24 e 32, parágrafos 1º e 2º, destaca Oliveira (2009). ( ) ainda existe um número considerável de alunos que não chegam às séries finais do ensino fundamental, posto como mostram os dados da referida Tabela, um percentual de 8,8% continua vigorando de diferença entre as séries iniciais e finais dessa etapa. Assinale a sequência correta V, V, F, F, F; F, F, F, V, F; F, F, V, F, V; F, V, V, F, F. O atraso em termo de oferta e cobertura escolar em que o Brasil se encontrava, até meados do século passado, colocava sob ameaça o acelerado processo de urbanização da população brasileira e o desenvolvimento econômico que vinha se consolidando no país a partir da década de 1930. Findada a primeira metade do século XX, mais de 50% da população maior de 15 anos era analfabeta e mais de um quarto das crianças entre 07 e 10 anos não frequentavam a escola. Reverter esse quadro se tornava cada vez mais urgente para responder as exigências do novo padrão 41 produtivo que se consubstancia com mais veemência na segunda metade daquele século. Os números chamam a atenção para dois fatores significativos: primeiro a redução ininterrupta da taxa de analfabetismo e o consequente aumento da taxa de pessoas alfabetizadas que chega em 2010 a 90,4% da população dessa faixa de idade. Por outro lado, eis o segundo fator: o número absoluto de analfabetos no país atualmente (13,9 milhões) é mais que o dobro do que era em 1900 (6,3 milhões), fato esse para o qual já chamava a atenção Anísio Teixeira em estudo de 1953 (apud BRASIL, 2003, p.6). Sem contar que esses números se referem ao analfabetismo absoluto e de pessoas a partir dos 15 anos de idade. Quando se analisa os números de analfabetos funcionais, as estatísticas são alarmantes: são 20,3% de pessoas nessa condição (IBGE/PNAD, 2009), o que significa que um em cada cinco brasileiros são analfabetos funcionais.“Passávamos da exclusão da escola para a exclusão na escola. Os alunos chegavam ao sistema de ensino, lá permanecendo alguns anos, mas não concluíam qualquer etapa do seu processo de formação, em virtude de múltiplas reprovações seguidas de abandono” (OLIVEIRA, 2007, p. 671).A Lei nº 9.394/96 se mostra contribuidora dessa tendência de regularização de fluxo, ao possibilitar a adoção de mecanismos como os ciclos, a aceleração de estudos, a recuperação paralela e a reclassificação, entre outras medidas indicadas nos artigos 23, 24 e 32, parágrafos 1º e 2º, destaca Oliveira (2007). É fato que, a partir das políticas de regularização de fluxo, a equalização entre as séries começa a se delinear, diminuindo consideravelmente a distância entre os percentuais de entrada nas séries iniciais e de saída nas séries finais. Todavia, o problema ainda está longe de ser resolvido: ainda existe um número considerável de alunos que não chegam às séries finais do ensino fundamental, posto como mostram os dados da referida Tabela, um percentual de 8,8% continua vigorando de diferença entre as séries iniciais e finais dessa etapa. Além disso, esse processo começa a gerar críticas no sentido de que tal “regularização” do fluxo estaria ocorrendo em detrimento da qualidade de ensino. Nesse sentido, Oliveira (2007) ressalta, O que está se observando aqui é que um dos tradicionais mecanismos de exclusão da escola, reprovação seguida de evasão, está sendo minimizado. Esse processo coloca o sistema escolar, talvez pela primeira vez em nossa história educacional, ante o desafio de assumir a responsabilidade pelo aprendizado de todas as crianças e jovens, responsabilizando-se por seu sucesso ou fracasso.