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ESTADO DO PARANÁ 
POLÍCIA MILITAR 
1º BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR 
CURSO DE FORMAÇÃO DE PRAÇAS 
_____________________________________________________________________________________________________ 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
NOÇÕES PRELIMINARES 
 
Direito Administrativo 
Na lição de Celso Antônio Bandeira de Mello “Direito Administrativo é o 
ramo do Direito Público que disciplina o exercício da função administrativa”. 
De maneira sintética podemos conceituar Direito Administrativo como o 
conjunto de normas e princípios que disciplinam a Administração Pública. 
Pertence ao ramo do Direito Público, assim como o Direito Constitucional e 
o Tributário. 
 
 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
 
a) Conceito de Estado: 
O conceito de Estado varia segundo a ângulo em que é considerado. 
Do ponto de vista sociológico, é corporação territorial dotada de um poder de 
mando originário. 
Sob o aspecto político, é comunidade de homens, fixada sobre um território, 
com poder superior de ação, de mando e de coerção. 
Sob o prisma constitucional, é pessoa jurídica territorial soberana. 
 
b) Elementos do Estado: 
O Estado é constituído de três elementos originários e indissociáveis: 
- Povo - é o componente humano do Estado; 
- Território - a sua base física; 
- Governo Soberano - elemento condutor do Estado, que detém e exerce o 
poder absoluto de autodeterminação e auto-organização emanado do povo. 
 
 
 
c) Poderes do Estado: 
São o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, independentes e harmônicos 
entre si e com suas funções reciprocamente indelegáveis. 
Esses poderes são indissociáveis e estruturais do Estado, a cada um deles 
correspondendo uma função que lhe é atribuída. 
Funções: 
- Legislativo: elaboração da lei (função normativa); 
- Executivo: conversão da lei em ato individual e concreto (função 
administrativa); 
- Judiciário: aplicação coativa da lei aos litigantes (função judicial). 
 
A ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DO ESTADO 
 
a) GOVERNO E ADMINISTRAÇÃO: 
São termos que andam juntos e muitas vezes confundidos, embora 
expressem conceitos diversos nos vários aspectos em que se apresentam. 
 
- Governo: 
Em sentido formal, é o conjunto de Poderes e órgãos constitucionais. 
Em sentido material, é o complexo de funções estatais básicas. 
Em sentido operacional, é a condução política dos negócios públicos. 
A constante do Governo é a sua expressão política de comando, de 
iniciativa, de fixação de objetivos do Estado e de manutenção da ordem jurídica 
vigente. 
 
- Administração Pública: 
Em sentido formal, é o conjunto de órgãos instituídos para consecução dos 
objetivos do Governo. 
Em sentido material, é o conjunto das funções necessárias aos serviços 
públicos em geral; 
Em acepção operacional, é o desempenho perene e sistemático, legal e 
técnico, dos serviços próprios do Estado ou por ele assumidos em benefício da 
coletividade. 
 
AGENTES PÚBLICOS 
São todas as pessoas físicas que prestam serviço público em nome da 
Administração Pública de forma definitiva ou transitoriamente, com ou sem 
remuneração. Os Agentes Públicos podem ser considerados como o elo de ligação 
que de um lado une a Administração Pública e do outro o Administrado. 
Para Celso Antônio Bandeira de Mello são "os sujeitos que servem ao 
Poder Público como instrumentos expressivos de sua vontade ou ação, ainda 
quando o façam apenas ocasional ou episodicamente". 
Os Agentes Públicos se subdividem da seguinte forma: 
 
a) Agente Público Político 
São os formadores da vontade superior do Estado, que ocupam lugares 
estratégicos na Administração Pública. Estão presentes principalmente no Poder 
Executivo e no Legislativo. São os Chefes do Poder Executivo em todas as esferas, 
Presidente, Governadores, Prefeitos, seus Assessores Diretos (Ministros e 
Secretários), Deputados Federais, Estaduais e Distritais, Senadores, Vereadores. 
A forma de investidura é por eleição, salvo para os cargos de Ministros e 
Secretários, que são de livre escolha dos Chefes do Executivo e providos mediante 
nomeação. 
 
b) Agentes Públicos Honoríficos 
São aqueles cidadãos que por merecimento, reputação ilibada, e 
conhecimentos técnicos são convocados, designados ou nomeados para 
desempenharem transitoriamente uma função pública. Não possuem qualquer 
vínculo empregatício ou estatutário com o Estado. Normalmente trabalham sem 
remuneração. Incluem-se nesta classificação os cidadãos que atuam por 
convocação operacionalizando as eleições como mesários, assim como os cidadãos 
do município que são selecionados para integrar o Tribunal do Júri, emitindo juízo de 
valor diante de acusações relativas a crimes dolosos contra a vida. 
 
c) Agentes Públicos Delegados 
Segundo Hely Lopes Meirelles agentes delegados "são particulares que 
recebem a incumbência da execução de determinada atividade, obra ou serviço 
público e o realizam em nome próprio, por sua conta e risco, mas segundo as 
normas do Estado e sob a permanente fiscalização do delegante. Esses agentes 
não são servidores públicos, nem honoríficos, nem representantes do Estado; 
todavia, constituem uma categoria à parte de colaboradores do Poder Público". São 
os concessionários, permissionários (incumbência da execução de determinados 
serviços públicos, através de atos e contratos administrativos) autorizatários, os 
serventuários de ofícios ou cartórios não estatizados, os leiloeiros, etc. 
 
d) Agentes Públicos Credenciados 
São aqueles que representam a Administração Pública na prestação de 
determinados serviços, mediante remuneração do próprio Poder Público. São por 
exemplo, os hospitais particulares credenciados para atendem pelo SUS (Sistema 
Único de Saúde). 
 
e) Agentes Públicos Administrativos 
É o conceito de servidor público em sentido amplo (lato sensu). É 
qualquer pessoa física vinculada a um regime jurídico que presta serviços ao Estado 
e a Administração Indireta mediante remuneração paga com recursos públicos. 
Compreendem as seguintes espécies: 
- Estatutário – servidor público no sentido estrito (strito sensu). 
- Celetista – empregado público. 
- Temporários – contratados. 
 
e.1) Servidor Público Estatutário 
Trata-se do conceito estrito de Servidor Público. São as pessoas 
físicas, que ocupam cargos públicos, mediante concurso público e estão 
sujeitas ao Regime Jurídico Estatutário estabelecido pela lei de cada 
uma das unidades federativas. 
 
e.2) Servidor Público Celetista 
São pessoas físicas contratadas para prestar serviço público, são 
chamados de Empregados Públicos ocupam emprego público e são 
regidos pelas Leis Trabalhistas (CLT), ou seja, pelo Regime Jurídico 
Celetista. 
 
e.3) Servidor Público Temporário 
São pessoas físicas contratadas temporariamente pela 
Administração para prestarem serviços de caráter emergencial e de 
excepcional interesse público. Não ocupam cargo nem emprego público, 
apenas exercem função pública. São admitidos de forma precária e 
temporária, sob o Regime Administrativo Especial, mediante lei 
disciplinada por cada ente federativo. 
 
f.6) Agentes Públicos Administrativos Especiais 
Estes agentes públicos ocupam cargos vitalícios, ou seja, só poderão ser 
destituídos dos mesmos por sentença judicial transitada em julgado. São os 
magistrados, membros do Ministério Público (Procuradores e Promotores) e 
membros do Tribunal de Contas (Ministros e Conselheiros). 
A maioria dos doutrinadores coloca esta categoria de forma distinta a dos 
agentes políticos uma vez que o vínculo de definitividade é privativo dos agentes 
administrativos especiais, o que não acontece com os agentes políticos, pois 
estes possuem vínculo transitório. 
 
g.7) Militares 
São pessoas físicas que prestam serviços às Forças Armadas (Marinha, 
Exército e Aeronáutica), as Polícias Militares e o Corpo de Bombeiros. 
Até a EC 18/98 eram considerados espécie de Servidores Públicos, 
atualmente,Parágrafo único. São cabíveis: 
 I - pedido de reconsideração de ato; e 
 II - recurso disciplinar. 
 
 Art. 53. Cabe PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO DE ATO à autoridade que 
houver proferido a primeira decisão, não podendo ser renovado. 
 § 1º Da decisão do Comandante do Exército (Comandante Geral, no caso da 
PMPR) só é admitido o pedido de reconsideração de ato a esta mesma autoridade. 
 § 2º O militar punido tem o prazo de cinco dias úteis, contados a partir do dia 
imediato ao que tomar conhecimento, oficialmente, da publicação da decisão da 
autoridade em boletim interno, para requerer a reconsideração de ato. 
 
 Art. 54. É facultado ao militar recorrer do indeferimento de pedido de 
reconsideração de ato e das decisões sobre os recursos disciplinares 
sucessivamente interpostos. 
 § 1º O RECURSO DISCIPLINAR será dirigido, por intermédio de requerimento, à 
autoridade imediatamente superior à que tiver proferido a decisão e, 
sucessivamente, em escala ascendente, às demais autoridades, até o Comandante 
do Exército (Comandante Geral, no caso da PMPR), observado o canal de 
comando da OM a que pertence o recorrente. 
 § 2º O recurso disciplinar de que trata este artigo poderá ser apresentado no 
prazo de cinco dias úteis, a contar do dia imediato ao que tomar conhecimento 
oficialmente da decisão recorrida. 
 
Exemplo: 
Punição aplicada pelo Cmt. da 1ª Cia/1º BPM: 
RECURSOS DISCIPLINARES 
AUTORIDADE COMPETENTE 
PARA ANÁLISE 
Reconsideração de Ato Cmt. da 1ª Cia/1º BPM 
Recurso Disciplinar 
Cmt. do 1º BPM 
Cmt. do 4ª CRPM 
Cmt. Geral 
 
 § 3º O recurso disciplinar deverá: 
 I - ser feito individualmente; 
 II - tratar de caso específico; 
 III - cingir-se aos fatos que o motivaram; e 
 IV - fundamentar-se em argumentos, provas ou documentos comprobatórios e 
elucidativos. 
 
 Art. 55. Se o recurso disciplinar for julgado inteiramente procedente, a 
punição disciplinar será anulada e tudo quanto a ela se referir será cancelado. 
 Parágrafo único. Se apenas em parte, a punição aplicada poderá ser atenuada, 
cancelada em caráter excepcional ou relevada. 
 
 Art. 56. O militar que requerer reconsideração de ato, se necessário para 
preservação da hierarquia e disciplina, poderá ser afastado da subordinação direta 
da autoridade contra quem formulou o recurso disciplinar, até que seja ele julgado. 
 
Do Cancelamento de Registro de Punições 
 Art. 58. Poderá ser concedido ao militar o cancelamento dos registros de 
punições disciplinares e outras notas a elas relacionadas, em suas alterações e na 
ficha disciplinar individual. 
 
 Art. 59. O cancelamento dos registros de punição disciplinar pode ser concedido 
ao militar que o requerer, desde que satisfaça a todas as condições abaixo: 
 I - não ser a transgressão, objeto da punição, atentatória à honra pessoal, ao 
pundonor militar ou ao decoro da classe; 
 II - ter o requerente bons serviços prestados, comprovados pela análise de suas 
alterações; 
 III - ter o requerente conceito favorável de seu comandante; e 
 IV - ter o requerente completado, sem qualquer punição: 
 a) seis anos de efetivo serviço, a contar do cumprimento da punição de 
PRISÃO DISCIPLINAR a cancelar; e 
 b) quatro anos de efetivo serviço, a contar do cumprimento da punição de 
REPREENSÃO ou DETENÇÃO DISCIPLINAR a cancelar. 
 § 1º O cancelamento das punições disciplinares interfere nas mudanças de 
comportamento. 
 § 4º O cancelamento concedido não produzirá efeitos retroativos, para 
quaisquer fins de carreira. 
 § 5º As punições escolares poderão ser canceladas: 
• justificadamente 
• por ocasião da conclusão do curso 
• a critério do comandante do estabelecimento de ensino 
• independentemente de requerimento ou tempo de serviço sem punição. 
 
 § 7º O IMPEDIMENTO DISCIPLINAR será cancelado; 
• independentemente de requerimento 
• decorridos dois anos de sua aplicação. 
 
 § 8º A ADVERTÊNCIA, por ser verbal, será cancelada 
• independentemente de requerimento 
• decorrido um ano de sua aplicação. 
Das Recompensas 
 Art. 64. As recompensas constituem reconhecimento aos bons serviços 
prestados por militares: 
 I - o ELOGIO e a REFERÊNCIA ELOGIOSA; e 
 II - as DISPENSAS DO SERVIÇO. 
 
 Art. 65. O ELOGIO é individual e a REFERÊNCIA ELOGIOSA pode ser individual 
ou coletiva. 
 § 1º O ELOGIO somente deverá ser formulado a militares que se tenham 
destacado em ação meritória ou quando regulado em legislação específica. 
 § 3º Os elogios e as referências elogiosas individuais serão registrados nos 
assentamentos dos militares. 
 
 Art. 66. As DISPENSAS DO SERVIÇO, como recompensa, podem ser: 
 I - dispensa total do serviço 
 II - dispensa parcial do serviço 
 
 § 2º A dispensa total do serviço é regulada por período de vinte e quatro 
horas. 
ESTADO DO PARANÁ 
POLÍCIA MILITAR 
1º BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR 
CURSO DE FORMAÇÃO DE PRAÇAS 
_____________________________________________________________________________________________________ 
 
 
DECRETO 5075 - 28 DE DEZEMBRO DE 1998 
 
REGULAMENTO DE ÉTICA PROFISSIONAL DOS MILITARES 
ESTADUAIS DO PARANÁ 
 
 
 
 
 
 
TRANSGRESSÃO DISCIPLINAR: 
CÓDIGO DE ÉTICA X RDE 
 
 
CÓDIGO DE ÉTICA 
A violação (CONTRARIEDADE) dos valores e dos deveres éticos dos 
militares estaduais constituirá crime, contravenção ou transgressão disciplinar, 
conforme o disposto em legislação específica (Art. 8º - Código de Ética). 
 
 
 
 
RDE 
São transgressões disciplinares todas as ações (e omissões) 
especificadas no Anexo I do RDE (Art. 15º - RDE) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
 
Art. 1º - O Regulamento de Ética Profissional dos integrantes da Polícia 
Militar e Corpo de Bombeiros do Paraná, militares estaduais, norteia-se por 
princípios que formam a consciência profissional do militar estadual e representa 
imperativos de sua conduta, traduzindo-se pelo fiel cumprimento à lei, às ordens 
das autoridades constituídas, ao cumprimento dos princípios norteadores dos 
direitos humanos e dos demais princípios que norteiam a vida em sociedade. 
 
Art. 2º. - A função militar está revestida de parcela do Poder do Estado 
(Poder de Polícia), possibilitando tomadas de decisões, impondo regras, dando 
ordens, por vezes restringindo direitos individuais e coletivos, bens e 
interesses jurídicos, dentro dos limites autorizados por lei. 
 
Art. 4º - O militar estadual, ao ingressar na carreira, prestará o 
compromisso de honra, em caráter solene afirmando a sua consciente aceitação 
dos valores profissionais, dos deveres éticos, do sentimento do dever, do 
pundonor, do decoroda classe e a firme disposição de bem cumpri-los. 
 
 
 
VALOR (Weill, Pierre) 
Do ponto de vista moral, valor é característica ou a distinção pela consciência 
de que é um bem ou mal 
 
 
 
DEVER (Cel. PM RR Valla) 
Em sentido geral, revela a obrigação, que impõe a toda pessoa de fazer ou 
não fazer alguma coisa, segundo as regras que se inscrevem no direito e mesmo na 
moral. 
O dever moral, decorrente de um ato de consciência dos valores, 
caracteriza-se em ser livremente e voluntariamente assumido, havendo ou não 
imposição de ordem legal que possa compelir a pessoa a cumpri-lo. 
 
 
 
COMPROMISSO 
Art. 4º - O militar estadual, ao ingressar na carreira, prestará o 
compromisso de honra, em caráter solene afirmando a sua consciente aceitação 
dos valores profissionais, dos deveres éticos, do sentimento do dever, do 
pundonor, do decoroda classe e a firme disposição de bem cumpri-los. 
 
 
 
DOS VALORES MILITARES 
 
Art. 6º - Os valores militares, determinantes da moral do militar estadual, 
são os seguintes: 
I - respeito aos direitos humanos, especialmente à liberdade, à igualdade, à 
segurança, à vida, à integridade física e à propriedade;II - moralidade pública, caracterizada pela honestidade e probidade; 
III - responsabilidade pública, evidenciada pelo profissionalismo, pelo exercício da 
profissão com entusiasmo e perfeição, na busca constante de resultados; 
IV - justiça - todas as ações devem ser alicerçadas em valores éticos, morais e no 
ordenamento jurídico da Nação; 
V - lealdade, manifestada pela fidelidade aos compromissos para com a Pátria, 
Polícias Militares, Corpos de Bombeiros Militares e pela confiabilidade dos 
superiores, pares e subordinados, mas principalmente, lealdade com a população 
que através de seus impostos pagam os salários dos Policiais e Bombeiros Militares: 
VI - hierarquia, traduzida no respeito e valorização dos postos e graduações; 
VII - disciplina, significando exato cumprimento do dever e essencial à preservação 
da ordem pública, 
VIII - patriotismo, revelado no amor e dedicação à Pátria, 
IX - civismo, através do culto aos símbolos e tradições da Pátria, das Polícias 
Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares. além da dedicação ao interesse 
público; 
X - constância, como firmeza de ânimo e fé nas Polícias Militares e nos Corpos de 
Bombeiros Militares, 
XI - espírito de corpo, orgulhando-se de suas Instituições, mediante identificação 
legítima entre seus componentes; 
XII – honra, como busca legítima do reconhecimento e consideração, tanto interna, 
quanto externamente, às Polícias Militares e aos Corpos de Bombeiros Militares: 
XIII - dignidade, respeitando a si próprio e aos seus semelhantes, indistintamente; 
e, 
XIV - coragem, demonstrando destemor ante o perigo e devotando-se à proteção de 
pessoas, do patrimônio e do meio ambiente. 
 
DOS DEVERES DO MILITAR ESTADUAL 
 
Art. 7º - Os deveres éticos, emanados dos valores militares e que 
conduzem a atividade profissional sob o signo da retidão moral, são os 
seguintes: 
I - cultuar e zelar pela inviolabilidade dos símbolos e das tradições da Pátria, 
dos Estados, das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares; 
II - cumprir os deveres de cidadão; 
III - agir com isenção, eqüidade e absoluto respeito pelo ser humano, não 
usando sua condição de autoridade pública para a prática de arbitrariedades; 
IV - respeitar a integridade física, moral e psíquica das pessoas abordadas ou 
que estiverem sob custódia, assim como dos condenados ou de quem seja objeto de 
incriminação; 
V - exercer a função pública com honestidade, não aceitando vantagem 
indevida de qualquer espécie, sendo incorruptível, como também, se opor 
rigorosamente a todos os atos dessa natureza: 
VI - preservar a natureza e o meio ambiente; 
VII - servir à comunidade, procurando no exercício da suprema missão de 
preservar a ordem pública. promover sempre o bem-estar comum; 
VIII - cumprir e fazer cumprir a Constituição, as leis e as ordens legais de 
autoridades competentes. exercendo sua atividade profissional com 
responsabilidade, incutindo também, o senso de responsabilidade nos subordinados, 
sempre desempenhando sua missão de forma correta e na busca de resultados 
positivos; 
IX - zelar pelo bom nome da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar e de 
seus componentes, aceitando seus valores e cumprindo com seus deveres éticos, 
nunca denegrindo ou desgastando sua imagem; 
X - zelar pela correta apresentação dos uniformes, devendo os mesmos 
estarem sempre impecáveis; 
XI - jamais apresentar-se em público ou qualquer outro lugar, em estado de 
embriaguez alcoólica ou sob efeito de substância química entorpecente; 
XII - atuar com devotamento ao interesse púbico, colocando-o acima dos 
interesses particulares; 
XIII - atuar de forma disciplinada e disciplinadora, respeitando os superiores e 
preocupando-se com a integridade física, moral e psíquica dos subordinados, 
envidando esforços para bem encaminhar a solução dos problemas apresentados; 
XIV – ser justo na apreciação de atos e méritos de subordinados; 
XV - dedicar-se em tempo integral e exclusivamente ao serviço Policial 
Militar e Bombeiro Militar, buscando com todas as energias, o êxito do serviço, 
o aperfeiçoamento técnico-profissional e moral; 
XVI - estar sempre preparado para as missões que venha a desempenhar, 
entendendo que à atividade profissional não se deve misturar os problemas 
particulares; 
XVII - exercer as funções com integridade e equilíbrio, seguindo os princípios 
que regem a administração pública, não sujeitando o cumprimento do dever às 
influências indevidas; 
XVIII - abster-se. quando no serviço ativo, de buscar apoio ou de usar de 
influências de políticos, pessoas importantes ou autoridades estranhas à 
Corporação, para a obtenção de facilidades pessoais ou para esquivar-se ao 
cumprimento da ordem ou obrigações impostas, em razão do serviço, de 
interesse institucional ou circunstâncias que se encontre; 
XIX - procurar manter boas relações com outras categorias profissionais, 
conhecendo e respeitando os limites de competência, mas elevando o conceito e 
os padrões de sua própria profissão, sendo cioso de sua competência e autoridade; 
XX - ser fiel na vida militar. cumprindo os compromissos com a Pátria, com o 
Estado, com sua Instituição e com seus superiores hierárquicos, bem como na 
vida familiar; 
XXI - manter ânimo forte e fé nas Polícias Militares e Corpos de Bombeiros 
Militares, mesmo diante das maiores dificuldades, demonstrando persistência no 
trabalho para solucioná-las; 
XXII - manter ambiente de harmonia e camaradagem na vida militar, evitando 
comentários desairosos sobre os componentes da Corporação. ainda que na reserva 
ou reformados, solidarizando-se nas dificuldades que possam ser minimizadas com 
sua ajuda ou intervenção; 
XXIII - não pleitear para si, cargo ou função que esteja sendo exercido por 
outro militar, 
XXIV - proceder sempre de maneira ilibada na vida pública e particular; 
XXV - conduzir-se de modo que não seja subserviente e nem venha a ferir os 
princípios de respeito e decoro militar, ainda que na inatividade; 
XXVI - abster-se do uso do posto, da graduação, ou de cargo para obter 
facilidades pessoais de qualquer natureza, ou para encaminhar negócios 
particulares ou de terceiros; 
XXVII - abster-se, ainda que na inatividade, do uso das designações 
hierárquicas em: 
a) atividade político-partidária, salvo quando candidato a cargo eletivo; 
b) atividade comercial ou industrial; 
c) pronunciamento público a respeito de assunto político que influencie o 
ambiente militar. salvo os de natureza técnica; e 
d) exercício de cargo ou função de natureza civil, 
XXVIII - garantir assistência moral e material à família. assim como saudar 
rigorosamente em dia os compromissos financeiros assumidos; 
XXIX - amar a verdade e a responsabilidade como fundamentos de dignidade 
pessoal; 
XXX - exercer a profissão sem alegar restrições de ordem religiosa, política, 
racial ou social. 
XXXI - observar as normas de boa educação, sendo discreto nos gestos, nas 
atitudes e na linguagem escrita e falada; 
XXXII - manter-se, constantemente, cuidadoso com sua apresentação e postura 
pessoal, sabendo que a elegância de porte e de espírito revelam o cavalheiro ou a 
dama que todo o militar estadual deve representar em público e na vida particular, 
XXXIII - evitar publicidade visando a própria promoção pessoal; 
XXXIV - não abusar dos meios e dos bens públicos postos à sua disposição, 
nem distribuí-los a quem quer que seja, em detrimento dos fins da administração 
pública, coibindo ainda a transferência de tecnologia própria das funções militares: 
XXXV - atuar com eficiência e probidade, zelando pela economia e 
conservação dos bens públicos, cuja utilização lhe for confiada; 
XXXVI - proteger as pessoas, o património e o meio ambiente com 
abnegação, coragem e destemor, porém com técnica, equilíbrio e prudência, 
arriscando, se necessários, a própria vida; 
XXXVII - atuar sempre, respeitados os impedimentos legais, mesmonão 
estando de serviço, para preservar a ordem pública ou prestar socorro, desde que 
não exista, naquele momento e no local, força de serviço suficiente; 
XXXVIII - manter sigilo de assuntos de natureza confidencial de que venha ater 
ciência em razão da atividade profissional, exceto para satisfazer interesse da justiça 
e da disciplina militar; 
XXXIX - exercer todos os atos de serviço com presteza e pontualidade, 
desenvolvendo o hábito de estar na hora certa no local determinado e no momento 
certo, para exercer a sua habilidade; 
XL – ser disciplinado e disciplinador, observando os direitos e deveres, 
cabendo aos superiores hierárquicos a constante fiscalização e aplicação das 
sanções cabíveis, respeitado o direito a ampla defesa; 
§ 1º. - A dedicação integral e exclusiva ao serviço militar obriga ao militar 
estadual, independente de quadro, qualificação, especialização, atividades 
técnica, sexo ou nível hierárquico, ao cumprimento de jornada de trabalho que 
compreende serviços de polícia ostensiva de preservação da ordem pública ou 
de bombeiro, instrução, ações e operações. exercícios de adestramento, 
revistas, formaturas, paradas, diligências, patrulhamento, expediente, 
serviços de escalas normais, extraordinárias ou especiais e outros encargos 
estabelecidos pelo respectivo chefe ou comandante, por períodos e turnos 
variáveis e subordinados apenas aos interesses do dever ou da missão militar. 
§ 2º - Além das condições fixadas no parágrafo anterior, o militar estadual está 
sujeito às exigências das situações extraordinárias, decorrentes de ordens de 
sobreaviso, de prontidão e de marcha. 
§ 3º - Ao militar estadual da ativa é vedado exercer atividade de segurança 
privada, fazer parte de firmas comerciais, de empresas industriais e serviços 
de qualquer natureza, ou nela exercer função ou emprego remunerado, exceto 
como acionista. quotista em sociedade anônima ou por quotas de 
responsabilidade limitada. 
§ 4º - Os militares estaduais, em atividade, podem exercer diretamente a 
gestão de seus bens, desde que não infrinjam o disposto no parágrafo anterior. 
§ 5º. - São proibidas aos militares estaduais da ativa quaisquer manifestações 
individuais ou coletivas sobre atos de superiores, de caráter reinvidicatórios, de 
cunho político-partidário e sobre assuntos de natureza militar de caráter sigiloso, 
sujeitando-se às demonstrações internas de boa e sã camaradagem e aos preceitos 
expressos no Regulamento Disciplinar. 
§ 6º - Observados os preceitos da ética militar e os valores militares em suas 
manifestações essenciais, é assegurado ao militar estadual inativo e aos 
agregados, para concorrerem a cargos eletivos, o direito da participação no meio 
civil, em atividades político-partidárias e em manifestações sobre quaisquer 
assuntos,excetuados os de natureza militar de caráter sigilosos. 
§ 7º - A prescrição do parágrafo anterior não se aplica aos militares estaduais 
inativos quando na situação de mobilizados ou convocados para o serviço ativo. 
§ 8º - É vedada a utilização de componentes das Polícias Militares e dos 
Corpos de Bombeiros Militares em órgãos civis, públicos ou privados, sob pena de 
responsabilidade de quem os permitir, ressalvadas as situações previstas 
expressamente em lei ou regulamentos. 
§ 9º - É vedado também aos militares estaduais, da ativa, o 
comparecimento e a participação, fardado, em quaisquer manifestações 
político-partidárias, exceto quando em serviço. 
§ 10. - Ao militar estadual é proibido o exercício cumulativo de cargos ou 
empregos públicos, ressalvado o contido na Constituição Federal. 
§ 11. - O Comandante Geral poderá determinar aos seus subordinados da 
ativa que, no interesse da salvaguarda da dignidade dos mesmos, informem 
sobre a origem de seus bens, quando haja razões que recomendem tal medida. 
 
DA VIOLAÇÃO DOS VALORES E DOS DEVERES ÉTICOS 
Art. 8º - A violação dos valores e dos deveres éticos dos militares estaduais 
constituirá crime, contravenção ou transgressão disciplinar, conforme o disposto em 
legislação específica. 
§ 1º - É obrigação de todo militar estadual cumprir e fazer cumprir os 
deveres éticos; 
§ 2º - A violação dos preceitos, será tão mais grave quanto mais elevado for 
o grau hierárquico de quem a cometer, 
§ 4º - A inobservância ou falta de exação no cumprimento dos deveres 
especificados em legislação e regulamentos, poderá acarretar ao militar 
estadual responsabilidades de ordem civil, administrativa e criminal.
ESTADO DO PARANÁ 
POLÍCIA MILITAR 
1º BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR 
CURSO DE FORMAÇÃO DE PRAÇAS 
_____________________________________________________________________________________________________ 
 
PROCESSO X PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO 
 
PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO: 
Qualquer sequencia racionalizada de atos que são empregados pela 
administração pública para viabilizar uma tarefa (ex. procedimentos de cunho 
meramente investigativo, que não podem dar ensejo à aplicação de penalidades 
disciplinares). 
 
PROCESSO ADMINISTRATIVO 
Processo é uma subcategoria de procedimento que vem acompanhado de 
direitos fundamentais. 
Trata-se de um procedimento qualificado pela presença de um conflito real ou 
potencial que exigem que se garantam direitos fundamentais, sobretudo a ampla 
defesa e contraditório (ex. processos sancionatórios/punitivos). 
Deverá ser respeitada a regra do devido processo legal, por meio da: 
a. da ampla defesa, 
b. do contraditório e 
c. da produção de todos os meios de provas admitidos em direito. 
Ex.: PROCESSOS SANCIONATÓRIOS/PUNITIVOS, que tem como 
finalidade a verificação de materialidade/autoria em relação a uma potencial 
infração (indícios), com aplicação no processo sancionador de uma punição ao 
Acusado. Deve se dar por meio de processo administrativo respeitando os 
princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório. 
 
 
 
RITO DE APURAÇÃO DE FATOS CONTRÁRIOS 
À DISCIPLINAR MILITAR 
 
Deve levar em consideração a própria natureza da infração cometida, o 
que imporá a instauração de processo mais ou menos rigoroso em formalidade. 
Por isso, pode-se dividir as punições disciplinares aplicadas em dois grandes 
grupos, como se demonstra a seguir: 
 
a) GRUPO DAS PENALIDADES ORDINÁRIAS OU REEDUCATIVAS: 
Na PMPR, as PENALIDADES ORDINÁRIAS OU REEDUCATIVAS são (Art. 
24, I à V do RDE): 
⎯ Advertência 
⎯ Impedimento Disciplinar 
⎯ Repreensão 
⎯ Detenção Disciplinar 
⎯ Prisão Disciplinar 
Exemplo de transgressões que dão ensejo a estas penalidades: militar 
estadual que se apresentou ao serviço com o fardamento em desalinho ou, barbudo 
ou, faltou ao serviço. 
A apuração do ato/fato chama-se de averiguação sumária ou de Processo 
Disciplinar Sumário (FATD), tendo por finalidade fundamental manter a ordem e a 
normalidade do serviço público e da vida militar. 
O direito de defesa é exercido pelo transgressor, e avaliado e julgado de forma 
célere e prudente por Comandante que detém poder disciplinar (Art. 485 – RISG). 
 
b) GRUPO DAS PENALIDADES EXTRAORDINÁRIAS OU EXCLUSÓRIAS: 
Apresentam um plus em relação às primeiras pois implicam a interrupção da 
relação de trabalho e são, também podendo variar quanto a sua nomenclatura: 
1) licenciamento a bem da disciplina 
2) exclusão a bem da disciplina (Art. 24, VI do RDE). 
Implicam perda patrimonial (financeira, da função) e ensejam em regra, o 
processo regular. Nesses casos, quando a transgressão de tal ordem que 
possibilite a retirada do militar da atividade da Corporação, deverá ser, como regra, 
precedida de processo administrativo em que se lhe possibilitem a ampla defesa e o 
contraditório. 
Dão ensejo às citadas sanções, as transgressões que ofendam o pundonor 
militar, a honra pessoal e o decoro da classe; é a reincidência de conduta irregular 
ou o procedimento incorreto no desempenho do cargo, cuja prática possa suscitar à 
Administração Militar a possibilidade de se verificarsua capacidade de continuar ou 
não na ativa ou na situação de inatividade em que se encontre (Lei nº 16544/10). 
RITO DE APURAÇÃO DISCIPLINAR NA PMPR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Indícios de Transgressão 
Disciplinar 
Falta disciplinar 
ordinária 
Falta disciplinar 
extraordinária (grave) 
Processos Disciplinares 
• ADL 
• CD 
• CJ 
Lei nº 16544/10 
Mediante garantia de direitos 
fundamentais, sobretudo a 
ampla defesa e contraditório 
FATD 
 
Portaria CG nº 339/06 
⎯ Advertência 
⎯ Impedimento Disc. 
⎯ Repreensão 
⎯ Detenção Disc. 
⎯ Prisão Disc. 
Licenciamento e 
Exclusão a bem da 
disciplina 
 
ESTADO DO PARANÁ 
POLÍCIA MILITAR 
1º BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR 
CURSO DE FORMAÇÃO DE PRAÇAS 
_____________________________________________________________________________________________________ 
 
 
PORTARIA DO COMANDO-GERAL Nº 339, DE 27 DE ABRIL DE 2006 
 
REGULA AS PROVIDÊNCIAS NECESSÁRIAS À CONFECÇÃO DO 
FORMULÁRIO DE APURAÇÃO DE TRANSGRESSÃO DISCIPLINAR 
 
 
DA EXPEDIÇÃO DO FORMULÁRIO 
Art. 1º A autoridade competente, ao presenciar ou tomar conhecimento da 
ocorrência de transgressão disciplinar resultante de apuração em sindicância, ou 
comunicada por intermédio de parte disciplinar ou outro expediente, a exemplo de 
informação, representação ou requerimento, deverá: 
- pessoalmente expedir ou; 
- determinar a um Oficial ou Aspirante-a-Oficial que expeça, ao militar 
estadual apontado como autor do fato, Formulário de Apuração de Transgressão 
Disciplinar (FATD). 
O FATD deverá ser expedido (instaurado) apenas quando (Art. 1º, § 3): 
- existir ato/fato determinado que possa caracterizar transgressão disciplinar; 
- com autoria certa. 
FATD 
 
 
ENCARREGADO PARA EXPEDIÇÃO DE FATD 
Encarregado é a pessoa que recebeu a incumbência de apurar os fatos e o 
deve fazer da melhor maneira possível, juntando e produzindo todas as provas 
necessárias para compreender realmente como os fatos se deram 
Art. 1º, § 1 º A determinação da autoridade competente encarregando 
Oficial ou Aspirante-a-Oficial para que expeça o FATD deverá se dar mediante 
despacho. 
Art. 1º, § 4º O Cadete do 3.º ano do Curso de Formação de Oficiais 
(CFO) poderá ser designado como encarregado de FATD, quando o 
imputado for Cadete do 1.º ou 2.º ano do CFO ou, ainda, aluno do Curso 
de Formação Praças (CFP). 
Art. 23. A expedição e a instrução do FATD poderão, na inexistência de 
Oficial ou de Aspirante-a-Oficial disponível, ser atribuídas pela autoridade 
competente a Subtenentes e a Sargentos. 
§ 2º Ao Oficial ou Aspirante-a-Oficial encarregado caberá proceder à 
instrução do FATD ouvindo pessoas e produzindo provas quando necessárias, 
elaborando ao final um relatório, constituído de uma parte expositiva e uma parte 
conclusiva, contendo as diligências realizadas e os resultados obtidos, a análise dos 
fatos e a indicação quanto à existência de transgressão disciplinar. 
 
IMPUTAÇÃO INDIVIDUALIZADA 
Art. 4º, § único. Se vários forem os militares estaduais apontados como 
autores da prática da mesma ou de várias transgressões, para cada um deles 
deverá ser expedido FATD, utilizando-se numeração distinta e imputação 
individualizada. 
 
DO RELATO DO FATO IMPUTADO 
Pode-se dizer que o Relato do Fato Imputado é o principal documento do 
Formulário de Apuração de Transgressão Disciplinar, pois define o motivo pelo qual 
o militar está sendo processado e do que exatamente ele deve se defender. 
Ao ler o Relato do Fato Imputado, o Acusado precisa ser capaz de 
compreender exatamente de qual acusação deve se defender. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Art. 6º A imputação deverá conter: 
I - o descritivo claro e preciso dos atos ou fatos praticados pelo militar estadual 
apontado como autor, precisando, sempre que possível, data, hora, local, 
circunstâncias e demais situações atinentes; 
II - os itens do Anexo I do Regulamento Disciplinar do Exército (RDE) em que a 
conduta do militar estadual apontado como autor se enquadra; 
III - as referências aos dispositivos de leis, regulamentos, convenções, normas 
ou ordens que foram contrariados ou contra os quais tenha havido omissão, no caso 
de aplicação do item 9, do Anexo I, do RDE. 
9. Deixar de cumprir prescrições expressamente estabelecidas no Estatuto dos 
Militares ou em outras leis e regulamentos, desde que não haja tipificação 
como crime ou contravenção penal, cuja violação afete os preceitos da 
hierarquia e disciplina, a ética militar, a honra pessoal, o pundonor militar ou o 
decoro da classe. 
IV- A identificação e a assinatura da autoridade expedidora. 
Art. 7º Em caso de prática simultânea de duas ou mais transgressões deverá 
ser formulada a imputação numa única peça, contendo o descritivo dos atos cometidos 
e/ou fatos ocorridos e os correspondentes dispositivos do Anexo I do RDE. 
 
DAS JUSTIFICATIVAS/RAZÕES DE DEFESA 
Art. 9º O prazo para a apresentação das razões de defesa será de três dias 
úteis, a contar da data do ciente do militar estadual apontado como autor do fato na 
primeira via do relato do fato imputado. 
§ 4º As razões de defesa constituem-se na oportunidade do militar estadual 
indicar e/ou apresentar as provas cuja produção entenda necessária à sua defesa, 
inclusive requerer sua ouvida a termo, tendo acesso em cartório a todas as peças dos 
autos. 
Art. 15. As razões de defesa do militar estadual apontado como autor do fato 
poderão ser consignadas, de próprio punho, no campo destinado para tal, assim como 
juntadas aos autos quando apresentadas na forma de memoriais. 
 
DA DECISÃO NO FATD 
Art. 17. A autoridade competente, considerando o conteúdo do relatório 
elaborado prolatará sua decisão, publicando-a em boletim. 
Art. 18. A decisão deverá conter a conclusão, determinando: 
a) a aplicação de sanção disciplinar, se considerar o militar estadual 
responsável pelo(s) ato(s)/fato(s) que lhe é(são) imputado(s); 
b) o arquivamento do FATD, se considerar improcedente a imputação; 
c) outra medida cabível. 
 
RECURSOS (na forma estabelecida pelo RDE) 
Art. 18-A. A reconsideração de ato e o subsequente recurso disciplinar 
decorrente de sanção disciplinar aplicada terão efeitos devolutivo e suspensivo. 
Parágrafo único. Caberá à autoridade com competência disciplinar, analisada 
a natureza da conduta que ensejou a sanção disciplinar, decidir quanto ao efeito 
suspensivo para os subsequentes recursos interpostos pelo militar estadual. 
 
DAS PRESCRIÇÕES DIVERSAS 
Art. 19. Durante a produção e a coleta de provas deverão ser assegurados ao 
militar estadual apontado como autor do fato a ampla defesa e o contraditório, com 
os meios e recursos a ela inerentes. 
 
PRAZOS 
Art. 20. O prazo para conclusão do FATD será de 30 (trinta) dias úteis, a 
contar da autuação, inclusive remessa do relatório pelo encarregado. 
Parágrafo único. Consideram-se dias úteis, para efeitos desta Portaria, 
aqueles compreendidos no período de segunda à sexta-feira, excetuados os 
feriados militares e os reconhecidos pela União, pelo Estado e pelos Municípios. 
 
SOBRESTAMENTO 
É a suspensão dos atos processuais, significando a paralisação do processo 
que, por esse meio, perde sua natural dinâmica, passando à situação estática 
momentânea. 
Art. 21. O sobrestamento dos trabalhos atinentes à coleta de provas, com a 
decorrente suspensão do prazo somente ocorrerá em casos plenamente 
justificáveis, mediante pedido formulado por intermédio de parte do encarregado, e 
se for o caso, a critério da autoridade competente. 
 
ESTADO DO PARANÁ 
POLÍCIA MILITAR 
1º BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR 
CURSO DE FORMAÇÃO DE PRAÇAS 
_____________________________________________________________________________________________________ 
 
LEI nº 16544 - 14 DE JULHO DE 2010 
 
DISPÕE QUE O PROCESSO DISCIPLINAR, NA POLÍCIA MILITAR DO 
ESTADO DO PARANÁ (PMPR), SERÁREGULADO NA FORMA QUE 
ESPECIFICA E ADOTA OUTRAS PROVIDÊNCIAS 
 
Art. 2º. A perda do posto e da patente de oficial, a perda da graduação, a 
exclusão e o licenciamento a bem da disciplina de praça dar-se-ão em decorrência 
de processo disciplinar, nos termos desta lei. 
Parágrafo único. A perda do posto e da patente, a perda da graduação, a 
exclusão e o licenciamento a bem da disciplina implicam, automaticamente, na 
perda do cargo público, respeitados os preceitos legais e constitucionais. 
Art. 3º O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar 
responsabilidade de militar estadual, por infração praticada no exercício de suas 
atribuições, ou que tenha repercussão ético-moral que afete a honra pessoal, 
o decoro da classe ou o pundonor militar, incompatibilizando-o a permanecer 
no estado efetivo da PMPR. 
§ 1º Caberá ao Comandante-Geral: 
- a nomeação, por meio de portaria, dos militares estaduais que irão 
desenvolver os trabalhos afetos ao processo disciplinar 
- bem como sua solução. 
 
Art. 4º. O processo disciplinar compreende: 
I - Apuração Disciplinar de Licenciamento, destinada a julgar a 
capacidade de praça ativa ou inativa, com menos de 10 (dez) anos de serviço 
prestados à Corporação, na data do fato, para permanecer, nas fileiras da PMPR, 
na condição em que se encontra; 
II - Conselho de Disciplina, destinado a julgar a capacidade de praça 
especial ou de praça, ativa ou inativa, com mais de 10 (dez) anos de serviço 
prestados à Corporação para permanecer, nas fileiras da PMPR, na condição em 
que se encontra; 
III - Conselho de Justificação, destinado a julgar a capacidade de 
oficial, ativo ou inativo, para permanecer, nas fileiras da PMPR, na condição em 
que se encontra. 
Parágrafo único. O militar estadual submetido a processo disciplinar será 
denominado de acusado. 
 
SUBMISSÃO A PROCESSO DISCIPLINAR 
Art. 5º. Será submetido a processo disciplinar o militar estadual que: 
 
I - encontrando-se no comportamento mau, cometer nova falta disciplinar 
de natureza grave; 
 
II - for acusado oficialmente por qualquer meio lícito, de ter: 
 
a) procedido incorretamente no desempenho do cargo ou função 
institucional; 
Diz respeito a inobservância dos deveres e obrigações militares, 
especificados em legislação específica; 
 
b) tido conduta irregular ou cometa ato que por sua natureza venha 
a denegrir a imagem da Corporação; 
conduta irregular: a prática de ato que venha a afetar a hierarquia e 
disciplina militar; 
 
c) praticado ato que afete a honra pessoal, o pundonor militar ou o decoro 
da classe; 
Diz respeito a inobservância de quaisquer dos preceitos atinentes aos 
valores, à moral e à ética militar, contidos em regulamentos próprios; 
 
III - for afastado preventivamente, mediante decisão motivada e 
fundamentada, do cargo ou função, na forma da legislação institucional, por se 
tornar incompatível com os mesmos, salvo se o afastamento for decorrente de fatos 
que motivaram sua submissão a processo; 
 
IV- demonstrar incapacidade profissional para o exercício de atribuições 
institucionais em razão de reiteradas punições disciplinares; 
 
V - for condenado por crime de natureza dolosa a pena privativa de 
liberdade superior a dois anos, com trânsito em julgado; 
 
VI - reprovado no estágio probatório ou na avaliação de desempenho 
das atribuições institucionais reguladas por ato do Comandante-Geral, como oficial, 
aspirante-a- oficial ou soldado-de-primeira-classe; 
 
VII - se cadete ou soldado-de-segunda-classe, for considerado inapto, no 
período de formação, na avaliação de desempenho das atribuições institucionais 
regulada por ato do Comandante-Geral; 
 
VIII - integrar partido político ou associação que atente contra a 
estabilidade das instituições democráticas, ou que esteja suspenso ou dissolvido 
por força de disposição legal ou decisão judicial. 
 
§ 3º O militar estadual reprovado no estágio probatório ou considerado 
inapto, no período de formação, na avaliação de desempenho das atribuições 
institucionais será, se estável, reconduzido ao cargo anteriormente ocupado. 
 
DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO 
Art. 6º. No processo disciplinar serão assegurados a ampla defesa e o 
contraditório, com os meios e recursos a eles inerentes. 
Parágrafo único. O processo disciplinar admite apenas a apresentação de 
defesa por escrito e nos prazos definidos nesta lei. 
§ 1º É facultado ao militar estadual apresentar sua defesa pessoalmente, 
ou por intermédio de procurador. Quando o acusado não constituir advogado, o 
processo será acompanhado por um oficial: 
 
LIBELO ACUSATÓRIO 
Art. 9º. O libelo acusatório, emitido por escrito, expõe o fato em apuração 
com suficiente especificidade, de modo a delimitar o objeto da acusação e permitir 
a plenitude de defesa, entregando uma via ao militar estadual acusado, antes de 
sua qualificação e interrogatório. 
 
DOS PRAZOS 
Art. 15. O processo disciplinar deverá ser concluído no prazo de 40 
(quarenta) dias úteis, a contar da data de sua instauração, inclusive remessa do 
relatório. 
Parágrafo único. O Comandante-Geral, em razão de pedido devidamente 
fundamentado pela autoridade processante, poderá prorrogar em até 20 (vinte) 
dias úteis o prazo de conclusão dos trabalhos, bem como determinar o seu 
sobrestamento pelo período que se fizer necessário. 
 
DA APURAÇÃO DISCIPLINAR DE LICENCIAMENTO 
Art. 23. O presidente da Apuração Disciplinar de Licenciamento será um 
oficial da ativa da PMPR. 
Parágrafo único. O presidente, ao receber o ato de nomeação com os 
respectivos documentos de origem, indicará um subtenente ou primeiro-sargento 
como escrivão, se a indicação já não tiver sido feita na portaria de nomeação. 
Art. 24. Após receber as razões finais de defesa, o presidente, no prazo 
legal para conclusão, elaborará relatório conclusivo sobre a pertinência ou não 
da acusação, bem como se manifestando se o acusado reúne condições ou não de 
permanecer integrando as fileiras da Corporação, na ativa ou inatividade. 
Art. 25. Elaborado o relatório, com termo de encerramento, o presidente 
remete o processo disciplinar ao Comandante-Geral. 
Art. 26. Recebidos os Autos da Apuração Disciplinar de Licenciamento, o 
Comandante-Geral, motivadamente, emitirá solução (conforme Quadro adiante). 
 
DO CONSELHO DE DISCIPLINA 
Art. 27. O Conselho de Disciplina será composto por 3 (três) membros. 
§ 1º Ao membro mais antigo, no mínimo um oficial intermediário, 
caberá a presidência dos trabalhos e, ao mais moderno, o encargo de escrivão. 
§ 2º Poderá ser nomeado, como membro do Conselho de Disciplina, 
subtenente ou primeiro-sargento, circunstância em que a praça exercerá o encargo 
de escrivão. 
§ 3º O Conselho de Disciplina funcionará com a totalidade de seus membros. 
Art. 28. Realizadas todas as diligências, bem como juntada aos autos a 
defesa final, o Conselho de Disciplina reunir-se-á para a sessão de julgamento. 
§ 2º Após a deliberação acerca de todas as provas constantes dos autos, 
bem como análise das peças de defesa apresentadas, o Conselho de Disciplina 
deverá julgar: 
I - se é procedente a acusação, bem como se é acusado capaz de 
permanecer na ativa ou na situação em que se encontra na inatividade; 
II - no caso do inciso V do art. 5º desta lei, levados em consideração os 
preceitos da aplicação da pena, se é o acusado capaz de permanecer na ativa ou na 
situação em que se encontra na inatividade. 
§ 3º A decisão do Conselho de Disciplina é tomada por maioria de votos 
de seus membros. 
§ 4º Todos os membros devem justificar seu voto por escrito. 
Art. 29. Elaborado o relatório, com termo de encerramento, o presidente 
remete o processo ao Comandante-Geral. 
Art. 30. Recebidos os autos do Conselho de Disciplina, o Comandante-
Geral, motivadamente, emitirá solução (conforme Quadro adiante). 
 
DO CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO 
Art. 31. O Conselho de Justificaçãoserá composto por três oficiais da 
PMPR, todos superiores hierárquicos ao acusado, ou, se do mesmo posto, mais 
antigos. 
§ 1º Ao membro mais antigo, no mínimo um oficial superior, caberá a 
presidência dos trabalhos e, ao mais moderno, o encargo de escrivão. 
§ 2º Quando o acusado for oficial superior do último posto, os membros do 
Conselho de Justificação serão nomeados dentre os oficiais daquele posto, da 
ativa ou da reserva remunerada, mais antigos que o acusado. 
Art. 32. Realizadas todas as diligências, bem como juntada aos autos a 
defesa final, o Conselho de Justificação reunir-se-á para a sessão de julgamento. 
§ 2º Após a deliberação acerca de todas as provas constantes dos autos, 
bem como análise das peças de defesa apresentadas, o Conselho de Justificação 
deverá julgar: 
I - se é procedente a acusação, bem como se é acusado capaz de 
permanecer na ativa ou na situação em que se encontra na inatividade; 
II - no caso do inciso V do art. 5º desta lei, levados em consideração os 
preceitos da aplicação da pena, se é o acusado capaz de permanecer na ativa ou 
na situação em que se encontra na inatividade. 
§ 3º A decisão do Conselho de Justificação é tomada por maioria de votos 
de seus membros. 
§ 4º Todos os membros devem justificar seu voto por escrito. 
Art. 33. Elaborado o relatório, com termo de encerramento, o presidente 
remete o processo ao Comandante-Geral. 
Art. 34. Recebidos os autos do Conselho de Justificação, o Comandante- 
Geral, motivadamente, emitirá solução (conforme Quadro adiante). 
Recebidos os autos do Processo Disciplinar, o Comandante- Geral, motivadamente, solucionará, determinando: 
APURAÇÃO DISCIPLINAR DE 
LICENCIAMENTO 
CONSELHO DE DISCIPLINA CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO 
Art. 26 Art. 30 Art. 34 
I. - o arquivamento do processo, se não julga o 
militar estadual culpado; 
I - o arquivamento do processo, se não julga o 
militar estadual culpado; 
I - o arquivamento do processo, se não julga o 
militar estadual culpado; 
II. - a aplicação de sanção disciplinar se 
considera o acusado culpado das acusações 
imputadas, no todo ou em parte; 
II - a aplicação de sanção disciplinar, se 
considera o acusado culpado das acusações 
imputadas, no todo ou em parte; 
II - a aplicação de sanção disciplinar se 
considera o acusado culpado das acusações 
imputadas, no todo ou em parte; 
III. - o licenciamento a bem da disciplina, se 
julgar o militar estadual culpado das acusações 
imputadas e incapaz de permanecer na ativa ou 
na situação em que se encontra na inatividade; 
III - a exclusão a bem da disciplina, se julgar o 
militar estadual culpado das acusações 
imputadas e incapaz de permanecer na ativa ou 
na situação em que se encontra na inatividade; 
III - a remessa do processo ao Juízo 
competente, se considera infração penal a razão 
pela qual o acusado foi julgado culpado; 
IV. - a remessa do processo ao Juízo 
competente, se considera infração penal a razão 
pela qual o acusado foi julgado culpado; 
IV - a remessa do processo ao Juízo 
competente, se considera infração penal a razão 
pela qual o acusado foi julgado culpado; 
IV - a remessa do processo ao Órgão de 
segunda instância da Justiça Militar estadual, se 
considerar o acusado incapaz de permanecer 
na ativa ou na situação em que se encontra 
na inatividade. 
V. - a remessa do processo ao Órgão de 
segunda instância da Justiça Militar estadual, se 
o processo tiver sido instaurado com 
fundamento no inciso V do art. 5º desta lei, e 
considere o acusado incapaz de permanecer na 
ativa ou na situação em que se encontra na 
inatividade. 
V - a remessa do processo ao Órgão de segunda 
instância da Justiça Militar estadual, se o 
Conselho de Disciplina tiver sido instaurado 
com fundamento no inciso V do art. 5º desta 
lei, e considere o acusado incapaz de 
permanecer na ativa ou na situação em que se 
encontra na inatividade. 
A solução do Comandante-Geral não está adstrita ao relatório 
RECURSOS 
Art. 35. Os recursos serão da seguinte ordem: 
I - reconsideração de ato; 
II - recurso disciplinar. 
Art. 36. A reconsideração de ato é cabível contra solução do 
Comandante- Geral no processo disciplinar, sendo dirigida àquela autoridade, 
no prazo de cinco dias úteis, a contar do conhecimento da solução. 
Art. 37. Caberá recurso disciplinar da decisão do Comandante-Geral na 
reconsideração de ato. 
§ 1º O recurso disciplinar será dirigido ao Governador do Estado, no 
prazo de 10 (dez) dias úteis, contados do conhecimento da decisão do 
Comandante-Geral na reconsideração de ato. 
§ 2º Na Apuração Disciplinar de Licenciamento e no Conselho de 
Disciplina, após decisão do recurso disciplinar mantendo a exclusão ou 
licenciamento a bem da disciplina, nos casos de condenação por crime 
doloso em caráter definitivo, os autos serão remetidos ao Órgão de segunda 
instância da Justiça Militar estadual (somente se o processo tenha sido 
instaurado de acordo com o Art. 5º, V desta lei). 
§ 3º No Conselho de Justificação, após decisão do recurso mantendo 
a exclusão do acusado os autos serão remetidos ao Órgão de segunda 
instância da Justiça Militar estadual (sempre). 
Art. 38. A reconsideração de ato será recebida com efeitos devolutivo e 
suspensivo e o recurso disciplinar será recebido apenas com efeito devolutivo. 
 
DA COMPETÊNCIA DO ÓRGÃO DE SEGUNDA INSTÂNCIA DA JUSTIÇA 
MILITAR ESTADUAL 
Art. 40. O Órgão de segunda instância da Justiça Militar estadual, julgando 
o militar estadual culpado e incapaz de permanecer na ativa ou na inatividade, 
deverá, conforme o caso: 
I se oficial, declará-lo indigno do oficialato ou com ele incompatível, 
determinando a perda de seu posto e patente; 
II se praça, determinar a perda da graduação. 
Art. 41. Após o trânsito em julgado, o processo será encaminhado ao 
Governador do Estado para a edição do ato referente à perda do posto e da 
patente do oficial. No caso de praça, a remessa dar-se-á ao Comandante-Geral 
para a adoção das providências referentes à perda da graduação. 
 
DISPOSIÇÕES FINAIS 
Art. 42. Para efeito desta lei o prazo de prescrição será de 6 (seis) anos 
a contar da data do ato motivador da instauração do processo disciplinar. 
Art. 46. Consideram-se dias úteis aqueles em que houver expediente na 
Corporação.
ESTADO DO PARANÁ 
POLÍCIA MILITAR 
1º BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR 
CURSO DE FORMAÇÃO DE PRAÇAS 
_____________________________________________________________________________________________________ 
 
PORTARIA DO COMANDO-GERAL Nº 338, DE 24 DE ABRIL DE 2006 
 
Regula a elaboração de Sindicância. 
 
 
DA DEFINIÇÃO E DA FINALIDADE 
 
Art. 1º Sindicância é o instrumento de natureza administrativa e de caráter 
inquisitorial que tem por finalidade apurar fato, produzindo provas e esclarecendo 
circunstâncias, de forma a subsidiar decisão da autoridade competente. 
§ 1º Quando destinada a averiguar notícia de transgressão disciplinar, 
buscará a sindicância aclarar as condições que envolvam a falta funcional e 
determinar a sua autoria, antecedendo a adoção de outras providências. 
§ 2º A sindicância deverá ser instaurada para reunir elementos atinentes à 
existência de situações constitutivas de direito, de maneira a permitir o 
eventual reconhecimento pela autoridade competente, bem como para 
comprovar a ocorrência de acidente em serviço. 
§ 3º Os procedimentos para apuração dos atos tendentes à concessão de 
condecorações e promoção por ato de bravura serão regulados por normativa 
específica. 
 
DA COMPETÊNCIA 
Art. 2º São autoridades competentes para instaurar sindicância: 
I. Comandante-Geral; 
II. Chefe da Casa Militar; 
III. Chefe do Estado-Maior; 
IV. Ajudante-Geral; 
V. Diretor; 
VI. Comandante Intermediário; 
VII. Comandante de Unidade. 
DO SINDICANTE 
Art. 4º A sindicância será procedida por Oficial ou Aspirante-a-Oficial, 
superior hierárquico, ou, em sua falta, mais antigo que o sindicado. 
 
DOS PROCEDIMENTOS 
Art.6º A sindicância será instaurada mediante portaria da autoridade 
competente, com a designação do sindicante. 
Art. 7º O sindicante, tão logo receba a portaria de instauração, deverá 
adotar as seguintes providências: 
a) autuar os documentos de origem; 
b) ouvir o sindicado, o ofendido, as testemunhas e outras pessoas 
que possam prestar esclarecimentos; 
c) produzir as provas que se mostrarem necessárias e atinentes ao fato 
sob apuração, esclarecendo as circunstâncias e determinando a autoria, se for o 
caso. 
DOS PRAZOS 
Art. 13. O prazo para conclusão da sindicância será de vinte dias úteis, a 
contar da autuação procedida pelo sindicante. 
§ 1º O prazo definido no caput poderá ser prorrogado por até dez dias úteis, 
a critério da autoridade competente, mediante pedido oportuno e fundamentado do 
sindicante. 
§ 3º Os prazos serão contados, excluindo-se o primeiro dia útil e incluindo-
se o último. 
§ 5º Consideram-se dias úteis aqueles compreendidos no período de 
segunda à sexta-feira, excetuados os feriados militares e os reconhecidos pela 
União, pelo Estado e pelos Municípios. 
§ 6º Os prazos definidos neste artigo poderão ser reduzidos até a metade, a 
critério da autoridade competente, em situações que exijam célere apuração e 
adoção de medidas pela Corporação. 
Art. 15. A autoridade competente, mediante solicitação fundamentada do 
sindicante, poderá determinar o sobrestamento dos trabalhos da sindicância, pelo 
prazo que se fizer necessário para a produção de provas ou realização de 
diligências requeridas por carta precatória. 
 
 
 
DO RELATÓRIO 
Art. 23. Concluída a instrução, o sindicante deverá elaborar o relatório, 
constituído de uma parte expositiva e uma parte conclusiva, contendo as diligências 
realizadas e os resultados obtidos, a análise dos fatos, a manifestação quanto à 
autoria e a indicação das eventuais medidas cabíveis. 
 
DA SOLUÇÃO DA SINDICÂNCIA 
Art. 24. A autoridade competente, após receber os autos da sindicância, 
concordando ou não com o relatório e justificando os motivos de sua decisão, 
deverá determinar: 
I. o arquivamento da sindicância, se não considerar o sindicado responsável 
pelo fato objeto de apuração; 
II. a expedição de Formulário de Apuração de Transgressão Disciplinar, se 
restarem demonstrados indícios da prática de falta funcional; 
III. o retorno dos autos ao sindicante, por até dez dias úteis, para realização 
ou conclusão de diligências essenciais à apuração do fato e que porventura não 
tenham sido efetuadas ou concluídas; 
IV. a instauração de nova sindicância ou de inquérito técnico; 
V. a instauração de inquérito policial-militar, quando o fato apurado 
configurar indícios de crime de natureza militar e inexistir suporte probatório 
suficiente a dar supedâneo à atuação do Ministério Público Militar; 
VI. a remessa, quando for o caso e para as providências que entender 
necessárias, de cópia da sindicância ou de parte dela a autoridades militares ou 
civis. 
VII. o envio dos autos ao Comandante-Geral, propondo a adoção de outras 
medidas pertinentes. 
Art. 25. A solução deverá ser publicada na íntegra em boletim ostensivo, no 
prazo de oito dias úteis, contados do recebimento dos autos pela autoridade 
competente. 
§ 1º Quando a sindicância for instaurada pelo Comandante-Geral, a solução 
poderá ser exarada no dobro do prazo definido neste artigo. 
 
ESTADO DO PARANÁ 
POLÍCIA MILITAR 
1º BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR 
CURSO DE FORMAÇÃO DE PRAÇAS 
_____________________________________________________________________________________________________ 
 
PORTARIA DO COMANDO-GERAL Nº 883, DE 7 DE SETEMBRO DE 2022. 
 
Regula as normas do Inquérito Técnico, revoga a Portaria do Comando-Geral nº 
1.129, de 21 de novembro de 2014, e dá outras providências. 
 
DA DEFINIÇÃO E FINALIDADE 
Art. 1º O Inquérito Técnico (IT) é o instrumento de natureza 
administrativa e de caráter inquisitorial que tem por finalidade apurar evento 
danoso, envolvendo bem patrimonial permanente sob administração militar, 
produzindo elementos informativos e esclarecendo circunstâncias, de forma a 
auxiliar a solução da autoridade instauradora, e a decisão do Diretor da Diretoria 
de Apoio Logístico e Finanças (DALF), nos termos previstos nesta Portaria, com a 
eventual e consequente imputação de responsabilidade ao seu causador, bem 
como subsidiar, se for o caso, a decorrente propositura de ação judicial. 
§ 1º Entende-se por bem patrimonial permanente, pertencentes à PMPR 
e/ou utilizadas pela Corporação, os seguintes: 
I. as viaturas, com o respectivo aparelho de rádio comunicação, 
sinalizador e emergência e cela; 
II. as embarcações; 
III. os semoventes; 
IV. as armas e as munições. 
§ 2º Em caso de evento danoso envolvendo outros bens permanentes não 
arrolados no parágrafo anterior deverá ser instaurado outro procedimento 
administrativo para apuração dos fatos, com observância das demais legislações 
atinentes ao(s) bem(ns) envolvido(s). 
§ 3º Para os fins desta Portaria, denomina-se envolvido o militar estadual 
responsável pelo bem patrimonial no momento do evento danoso, bem como, a 
pessoa civil condutora de veículo envolvida no evento ou com indicativos de 
responsabilidade pelo fato, objeto do IT. 
§ 5º As situações decorrentes do evento danoso que configurem infração 
penal militar e/ou disciplinar, bem como as que resultem em ferimento a militar 
envolvido, 
§ 6º Após solucionado pela autoridade instauradora, o IT será encaminhado 
à Seção de Inquérito Técnico (SIT) da DALF, a quem compete a análise, 
procedendo a eventual remessa ao órgão competente, ou, se for constatada a 
inobservância de procedimentos, ausência de documento ou necessidade de 
adoção de providências, retornar à origem para diligências consideradas 
imprescindíveis. 
 
DA COMPETÊNCIA PARA INSTAURAÇÃO 
Art. 2º São autoridades competentes para instaurar IT: 
I. Comandante-Geral; 
II. Subcomandante-Geral; 
III. Chefe do Estado-Maior; 
IV. Corregedor-Geral; 
V. Chefe da Casa Militar; 
VI. Coordenador Estadual de Defesa Civil; 
VII. Diretores; 
VIII. Comandante da Academia Policial Militar do Guatupê; 
IX. Ajudante-Geral; 
X. Comandante do Corpo de Bombeiros 
XI. Comandantes Intermediários; e 
XII. Comandantes de Unidades. 
§ 1º Considera-se autoridade competente para instauração do IT aquela que 
tiver o bem patrimonial sob sua responsabilidade no momento do evento danoso. 
§ 2º As autoridades competentes ficam obrigadas, de imediato, a instaurar 
o IT tão logo tenham sido cientificadas sobre qualquer evento danoso. 
 
DO ENCARREGADO 
Art. 3º O IT será procedido por Oficial, Aspirante a Oficial, Subtenente ou 
1º Sargento, atendida a superioridade hierárquica com referência ao militar estadual 
envolvido no evento danoso. 
 
DOS PROCEDIMENTOS PARA INSTAURAÇÃO 
Art. 6º O IT será instaurado mediante Portaria da autoridade competente, a 
qual deverá conter a designação do encarregado, com seu grau hierárquico, nome, 
número do registro geral e Unidade. 
 
 
DOS PRAZOS 
Art. 12. O prazo para conclusão do IT será de trinta dias úteis, a contar da 
autuação. 
§ 1º O prazo definido no caput deste artigo poderá ser prorrogado por até 
dez dias úteis, a critério da autoridade instauradora, mediante pedido oportuno e 
fundamentado do encarregado. 
§ 2º Os prazos serão contados excluindo-se o primeiro dia útil e incluindo-se 
o último. 
§ 4º Consideram-se dias úteis aqueles compreendidos no período de 
segunda a sexta-feira, excetuados os feriados militares e os reconhecidos pela 
União, pelo Estado e pelos Municípios. 
Art. 13. A autoridade instauradora, mediante solicitação fundamentada do 
encarregado, poderá determinar o sobrestamento dos trabalhos do IT para a 
produção de elementos informativos ou realização de diligências pelo prazo de até 
trinta dias úteis. 
 
DAS CAUSAS E DO RELATÓRIO 
Art. 17. Concluída a instrução, o encarregadodeverá elaborar o relatório, 
constituído de uma parte expositiva e uma parte conclusiva, citando as diligências 
realizadas e os resultados obtidos, a análise dos fatos, a manifestação quanto ao 
responsável, as causas do evento danoso, o prejuízo ao Erário, a forma de saná-lo, 
as reparações ou ressarcimentos voluntários, além da indicação das eventuais 
medidas cabíveis. 
Art. 18. Na conclusão do IT, as causas do evento danoso serão classificadas 
como técnicas, pessoais, caso fortuito ou força maior. 
 
§ 1º Em IT que tenha por objeto viatura serão consideradas: 
 
I – causas técnicas: defeitos alheios à responsabilidade do condutor ou dos 
encarregados pela manutenção, dentre outros, os seguintes: 
a) defeitos de fabricação de peças, de conjuntos ou de partes que não 
tenham sido constatados anteriormente; 
b) defeitos que, pela sua natureza, sejam imprevisíveis ou inevitáveis em 
peças, conjuntos ou partes; 
c) ruptura, quebra, afrouxamento ou perda de qualquer parte, quando 
imprevisíveis; 
d) ausência ou má sinalização e/ou conservação da via. 
 
 
II – causas pessoais, tais como: 
a) deficiência na manutenção realizada em determinado escalão; 
b) culpa: imprudência, negligência ou imperícia; 
c) responsabilidade de terceiros no evento danoso; 
d) desrespeito à legislação em vigor; 
e) dolo; 
 
§ 4º As causas técnicas e as decorrentes de caso fortuito ou força 
maior eximirão o envolvido de responsabilidade, desde que amplamente 
comprovadas e que o envolvido ou terceiro não tenha concorrido para a ocorrência 
do fato. 
§ 5º Na hipótese de incidência de causa técnica decorrente de ausência 
ou má sinalização e/ou conservação da via, a responsabilização do dano ao bem 
público deverá ser imputado ao ente responsável pela respectiva manutenção e 
preservação. 
§ 6º As causas pessoais acarretarão na responsabilização do causador do 
evento danoso, ressalvadas as circunstâncias legais ou regulamentares. 
 
DO ACORDO PARA RESSARCIMENTO/REPARO 
Art. 19. Quando restar demonstrada a responsabilidade do causador do 
evento danoso, será ele cientificado quanto à oportunidade de celebração de acordo 
formal para ressarcimento ou reparo dos prejuízos causados. 
§ 1º O acordo deverá ser formalizado após a realização dos 
orçamentos e a confecção do Termo de Avaliação, com a aquiescência expressa do 
responsável pelo dano, por escrito e na presença de duas testemunhas, sendo 
juntado aos autos do IT. 
§ 2º O valor constante no termo de acordo deverá coincidir com aquele 
indicado no termo de avaliação, caso o bem não tenha sido consertado, ou com o 
valor total das notas fiscais, quando restar consertado. 
§ 3º O acordo para ressarcimento do prejuízo causado ao Erário pelo 
militar estadual responsável pelo evento danoso, a seu critério, poderá ocorrer nas 
seguintes formas: 
I - por meio da remessa à Diretoria de Pessoal (DP) da cópia 
autenticada do termo de acordo, a fim de que, por intermédio da seção competente, 
sejam adotadas as providências quanto ao desconto em folha de pagamento do 
valor devido, respeitadas as disposições legais; ou 
II - poderá ser realizado o pagamento por meio de Guia de 
Recolhimento - GR/PR correspondente ao valor da indenização dos danos causados 
ao bem patrimonial permanente sob administração militar. 
§ 4º Não ocorrendo acordo para o ressarcimento/reparo, deverá ser 
lavrado o termo de recusa com o responsável pelo dano. 
 
DA RECUPERAÇÃO, DA DESCARGA E DA SUBSTITUIÇÃO DO BEM 
Art. 21. O bem sob administração militar avariado em evento danoso poderá 
ser recuperado nos seguintes termos: 
I às custas do responsável pelo dano, desde que em estabelecimento 
comercial ou industrial especializado revestido de personalidade jurídica e com 
garantia; 
II às expensas do Estado, em estabelecimento comercial ou industrial 
credenciado. 
Art. 23. A substituição do bem avariado pelo responsável pelo evento 
danoso, por outro idêntico ou similar, somente será permitida se o material a ser 
entregue possuir igual, semelhante ou superior funcionalidade e capacidade técnica 
daquele a ser indenizado. 
§ 2º Não será autorizada a reposição de material usado em substituição 
ao bem avariado. 
§ 3º É vedada a reposição de peças oriundas de outras viaturas sinistradas 
na reparação do bem avariado. 
 
DA SOLUÇÃO 
Art. 35. Na solução do IT, de responsabilidade da autoridade instauradora, 
deverão constar, expressamente e de forma justificada, os seguintes quesitos: 
I a concordância, parcial ou integral, ou a discordância da conclusão a 
que chegou o encarregado; 
II a atribuição da causa e da responsabilidade pelo evento danoso; 
III o destino a ser dado ao bem patrimonial (reparo ou inservibilidade): 
IV imputação do valor dos prejuízos causados ao agente que deu causa e 
a forma de ressarcimento, caso tenha ocorrido ônus ao Erário; 
V determinação ou não da instauração de IPM ou FATD ao militar 
estadual envolvido, conforme o caso. 
Art. 36. O ônus a ser imputado ao responsável pelo dano em bem 
patrimonial permanente sob administração militar compreenderá o constante nas 
notas fiscais de serviço, quando o bem for considerado recuperado, ou no termo de 
avaliação, quando não recuperado. 
Art. 37. O ônus a ser considerado em se tratando de viatura tida como 
inservível será o constante no termo de avaliação deduzido do valor da sucata 
obtido em leilão. 
 
DA DECISÃO E PROVIDÊNCIAS FINAIS 
Art. 39. A partir do recebimento dos autos do IT e da análise da SIT, caberá 
ao Diretor da DALF os encaminhamentos decorrentes do procedimento, podendo, 
quando necessário, emitir decisão com objetivo de reformar a solução da autoridade 
instauradora, no todo ou em parte, justificando as razões que o levaram para tal. 
Art. 40. No IT que restar comprovado ônus ao Estado, após a decisão do 
Diretor da DALF, os autos deverão ser encaminhados à Procuradoria-Geral do 
Estado (PGE) para análise de eventual propositura de demanda judicial. 
 
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 45. A instauração de IT para apurar responsabilidade por evento 
danoso não exime o envolvido de eventuais repercussões de caráter 
administrativo, penal ou civil. 
Art. 46. A autoridade instauradora, havendo razões que justifiquem, 
poderá motivadamente determinar a afastamento do militar estadual causador 
do evento danoso das funções de condutor de viaturas, até a data da solução 
do IT. 
ESTADO DO PARANÁ 
POLÍCIA MILITAR 
1º BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR 
CURSO DE FORMAÇÃO DE PRAÇAS 
_____________________________________________________________________________________________________ 
 
 
CRIMES MILITARES COMETIDOS POR MILITARES ESTADUAIS 
 
 
CF- Art. 125: 
 
[…] 
 
§ 4º Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos 
Estados, nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos 
disciplinares militares, ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil, 
cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos 
oficiais e da graduação das praças. 
 
[…] 
 
 
CRIMES MILITARES 
 
Decreto-Lei nº 1.001/69 - Código Penal Militar (CPM) 
 
Crimes militares em tempo de paz 
Art. 9º Consideram-se crimes militares, em tempo de paz: 
PROPRIAMENTE MILITARES 
I - os crimes de que trata este Código, quando definidos de modo diverso na lei 
penal comum, ou nela não previstos, qualquer que seja o agente, salvo disposição 
especial; 
IMPROPRIAMENTE MILITARES 
II – os crimes previstos neste Código e os previstos na legislação penal, quando 
praticados: 
a) por militar em situação de atividade ou assemelhado, contra militar na 
mesma situação ou assemelhado; 
b) por militar em situação de atividade ou assemelhado, em lugar sujeito à 
administração militar, contra militar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou 
civil; 
c) por militar em serviço ou atuando em razão da função, em comissão de 
natureza militar, ou em formatura, aindaque fora do lugar sujeito à administração 
militar contra militar da reserva, ou reformado, ou civil; 
d) por militar durante o período de manobras ou exercício, contra militar da 
reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil; 
e) por militar em situação de atividade, ou assemelhado, contra o patrimônio 
sob a administração militar, ou a ordem administrativa militar; 
f) revogada. 
III - os crimes praticados por militar da reserva, ou reformado, ou por civil, 
contra as instituições militares, considerando-se como tais não só os compreendidos 
no inciso I, como os do inciso II, nos seguintes casos: 
a) contra o patrimônio sob a administração militar, ou contra a ordem 
administrativa militar; 
b) em lugar sujeito à administração militar contra militar em situação de 
atividade ou assemelhado, ou contra funcionário de Ministério militar ou da Justiça 
Militar, no exercício de função inerente ao seu cargo; 
c) contra militar em formatura, ou durante o período de prontidão, vigilância, 
observação, exploração, exercício, acampamento, acantonamento ou manobras; 
d) ainda que fora do lugar sujeito à administração militar, contra militar em 
função de natureza militar, ou no desempenho de serviço de vigilância, garantia e 
preservação da ordem pública, administrativa ou judiciária, quando legalmente 
requisitado para aquele fim, ou em obediência a determinação legal superior. 
§ 1º Os crimes de que trata este artigo, quando dolosos contra a vida e 
cometidos por militares contra civil, serão da competência do Tribunal do Júri. 
(Redação dada pela Lei nº 13.491, de 2017) 
 
[...] 
 
COMPETÊNCIA PARA APURAÇÃO DE CRIMES MILITARES 
 
CF - Art. 144 
 
[…] 
 
§4° Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, 
incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a 
apuração de infrações penais, exceto as militares. 
 
Em complemento, o Código de Processo Penal Militar (CPPM) define que tal 
atribuição será da Polícia Judiciária Militar: 
 
Art. 8º Compete à Polícia Judiciária Militar: 
 
a) apurar os crimes militares, bem como os que, por lei especial, estão 
sujeitos à jurisdição militar, e sua autoria; 
 
[…] 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13491.htm#art1
A POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR ESTADUAL 
Se destina a apurar crimes militares praticados por militares estaduais, 
apontar seus autores e mostrar as provas da culpa, permitindo o processo-crime. 
Art. 8º do CPPM - Compete à polícia judiciária militar: 
a) apurar os crimes militares, bem como os que, por lei especial, 
estão sujeitos à jurisdição militar e, sua autoria; 
Esta apuração dar-se-á mediante o instrumento chamado de Inquérito 
Policial Militar, legalmente definido no art. 9º, CPPM como “a apuração sumária de 
fato, que, nos termos legais, configure crime militar, e de sua autoria. 
 
Exercício de Polícia Judiciária Militar Estadual 
Originalmente, o Art. 7º do CPPM define as autoridades com competência de 
polícia judiciária militar, as quais são exercidas conforme as respectivas 
jurisdições... 
Extrai-se do conceito genérico de Comandantes de Forças, que as 
autoridades com competência de PJME, no âmbito da Polícia Militar do Estado do 
Paraná são: 
- Comandante-Geral; 
- Chefe do Estado-Maior; 
- Chefe da Casa Militar; 
- Comandantes Intermediários; 
- Diretores Setoriais; 
- Ajudante-Geral; 
- Comandantes de Unidades; e 
- Chefes de Seções do Estado-Maior da PMPR. 
 
APURAÇÃO DE CRIMES MILITARES 
A Finalidade do IPM está disposta na segunda parte do mesmo dispositivo 
legal (art. 9º, CPPM): “Tem o caráter de instrução provisória, cuja finalidade precípua 
é a de ministrar elementos necessários a propositura da ação penal”. 
O inquérito, como o próprio nome diz, é inquisitorial. O indiciado não tem 
direito ao contraditório, pois não se incrimina alguém como inquérito. O inquérito é 
apenas uma peça informativa que vai auxiliar o promotor de justiça quando do 
oferecimento da denúncia. 
 
 
 
PERSECUÇÃO PENAL MILITAR 
 
 
 
INQUÉRITO POLICIAL MILITAR (IPM) 
 
Instauração 
A autoridade militar que exerce cargo de direção ou comando procederá ao 
inquérito ou delega a outro militar para, como Encarregado, elaborá-lo, na forma da 
legislação vigente (delegação do Exercício de Polícia Judiciária Militar Estadual) 
 
O inquérito é iniciado mediante portaria: 
a) de ofício, pela autoridade militar em cujo âmbito de jurisdição ou 
comando haja ocorrido a infração penal, atendida a hierarquia do infrator; 
b) por determinação ou delegação da autoridade militar superior, que, 
em caso de urgência, poderá ser feita por via telegráfica ou radiotelefônica e 
confirmada, posteriormente, por ofício; 
c) em virtude de requisição do Ministério Público; 
d) por decisão do Superior Tribunal Militar, nos termos do art. 25; 
e) a requerimento da parte ofendida ou de quem legalmente a 
represente, ou em virtude de representação devidamente autorizada de quem tenha 
conhecimento de infração penal, cuja repressão caiba à Justiça Militar; 
f) quando, de sindicância feita em âmbito de jurisdição militar, resulte indício 
da existência de infração penal militar. 
 
Encarregado do IPM 
O Encarregado é a autoridade delegada, incumbida de proceder à apuração 
do fato delituoso. 
Será encarregado do inquérito, sempre que possível, oficial de posto não 
inferior a capitão, atendida a hierarquia do indiciado, se também for oficial; 
Se, no curso do inquérito, surgirem indícios contra oficial de posto superior, 
ou mais antigo que o encarregado, providenciará este junto à autoridade superior 
para que suas funções sejam delegadas a outro oficial. 
 
Escrivão do IPM 
Recairá em 1º ou 2º tenente, se o indiciado for oficial, e em sargento ou 
subtenente, nos demais casos. 
A lei não permite a nomeação de posto inferior ao de segundo-tenente 
como Escrivão do IPM quando o indiciado for oficial. 
 
Prazos do IPM 
O IPM deverá terminar dentro de vinte dias, se o indiciado estiver preso, 
contados a partir do dia em que se executar a ordem de prisão; ou no prazo de 
quarenta dias, quando o indiciado estiver solto, contado esse prazo da data da 
instauração do inquérito. 
Este prazo, estando o indiciado em liberdade poderá ser prorrogado por 
mais 20 (vinte) dias pela autoridade superior, desde que os exames ou perícias não 
estejam concluídas, ou haja necessidade de diligências necessárias à elucidação 
dos fatos. 
 
Indiciamento 
Durante o IPM existe a figura do indiciado, pessoa suspeita da prática de 
infração penal militar e sobre a qual recaem as investigações. 
Indiciamento é o ato de sujeição ao inquérito, da pessoa contra a qual pesa a 
responsabilidade criminal. Imprescindível que o ato seja fundamentado, com base 
em fatos ou circunstâncias concretas bem deduzidas, afastada a discricionariedade. 
Esse provimento do encarregado deve conter, sempre que possível, a classificação 
do delito imputado. 
Somente após a primeira fase da persecução criminal, quando conclusos os 
autos, e estes forem remetidos à autoridade judiciária militar competente, passará 
então o indiciado a compor a relação processual na condição de réu, sendo-lhe 
aplicadas as garantias constitucionais do contraditório e ampla defesa. 
 
Relatório 
O inquérito será encerrado com minucioso relatório, em que o encarregado 
mencionará as diligências feitas, as pessoas ouvidas e os resultados obtidos, com a 
indicação do dia, hora e lugar onde ocorreu o fato delituoso. Em conclusão, dirá se 
há infração disciplinar a punir ou indício de crime, pronunciando-se neste último 
caso, justificadamente, sobre a conveniência da prisão preventiva do indiciado, nos 
termos legais. (CPPM, art. 22) 
 
Solução 
Consoante o artigo 22 §§ 1º e 2º do CPPM, compete a autoridade 
delegante a solução do IPM homologando ou discordando da conclusão, 
avocando, nesta hipótese, o IPM e solucionandocomo entender de direito. 
A autoridade competente emitirá solução mencionando as seguintes 
hipóteses de entendimento diante dos fatos apurados: 
- existência/inexistência de indícios do cometimento de crime (comum ou 
militar) e/ou transgressão disciplinar; 
 
Remessa do IPM 
Os autos do inquérito sempre serão remetidos ao Juiz de Direito da Justiça 
Militar pela autoridade de polícia judiciária militar. A autoridade militar não poderá 
realizar o arquivamento do inquérito, somente o Juiz poderá fazê-lo. 
 
Arquivamento 
Com o início da persecução criminal, o IPM torna-se indisponível à 
autoridade policial judiciária militar. Esta realiza uma atividade auxiliar e preparatória 
da ação penal. Portanto, não poderá determinar o arquivamento do procedimento 
investigativo, ainda que conclua pela inexistência de crime militar ou não haja 
determinação de sua autoria. 
O art. 24 do CPPM proíbe o arquivamento dos autos do IPM pela 
autoridade militar, embora conclusivo da inexistência de crime ou de 
inimputabilidade do indiciado, existindo uma obrigatoriedade legal de remessa dos 
autos ao Poder Judiciário Militar depois de conclusos pelo encarregado. 
O órgão do MP é o único destinatário do IPM que poderá avaliar um juízo de 
valor a respeito de seus elementos de convicção. 
 
 
Crimes dolosos contra a vida praticados por militares contra civis 
O Art. 9º, III, § 1º do CPM diz: 
Os crimes de que trata este artigo, quando dolosos contra a 
vida e cometidos por militares contra civil, serão da 
competência do Tribunal do Júri. (Redação dada pela Lei nº 
13.491, de 2017) 
No entanto, os crimes dolosos contra a vida de civil continuam a ser crimes 
militares, havendo, porém, a competência de julgamento pelo Tribunal do Júri. 
Com isso, crimes dolosos contra a vida de civis perpetrados por militares dos 
Estados, ao encontrarem a plena tipicidade no Código Penal Militar, serão de 
atribuição apuratória das autoridades de polícia judiciária militar (IPM). 
Já o processo e julgamento não será de responsabilidade da Justiça Militar 
Estadual, sendo de competência do Tribunal do Júri. 
Por isso, o art. 4° da Resolução n° 3237/2021 da Procuradoria-Geral de 
Justiça do Paraná reafirma que as atribuições relacionadas aos crimes dolosos 
contra a vida praticados por militares contra civis não estão deferidas às Promotorias 
de Justiça vinculadas à Justiça Militar, mas sim das unidades ministeriais oficiantes 
perante os Juízos de Direito do Tribunal do Júri, salientando, portanto, que: 
§ 2º Recebendo os Promotores de Justiça junto à Auditoria Militar 
autos de investigação que envolvam crimes contra a vida, em 
qualquer de suas formas, deverão incontinenti encaminhá-los aos 
Promotores de Justiça Criminais ou, onde houver, às Promotorias 
de Justiça com atuação perante o Tribunal do Júri, na forma 
prevista neste artigo. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13491.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13491.htm#art1são considerados espécies de Agentes Públicos regidos por estatuto 
próprio da corporação militar. 
 
ALTERAÇÕES CONSTUCIONAIS RELACIONADOS AOS MILITARES ESTADUAIS: 
 
CONSTUIÇÃO FEDERAL 
 
DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS 
DOS SERVIDORES PÚBLICOS 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998) 
 
Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no 
âmbito de sua competência, regime jurídico único e planos de carreira para os 
servidores da administração pública direta, das autarquias e das fundações públicas. 
 
DOS SERVIDORES PÚBLICOS MILITARES 
DOS MILITARES DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998) 
 
Art. 42. São servidores militares federais os integrantes das Forças Armadas e 
servidores militares dos Estados, Territórios e Distrito Federal os integrantes de suas 
polícias militares e de seus corpos de bombeiros militares. 
 
Art. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, 
instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 18, de 1998). 
 
CONSTUIÇÃO ESTADUAL DO PARANÁ 
 
DOS SERVIDORES PÚBLICOS MILITARES 
DOS MILITARES ESTADUAIS 
(Redação dada pela Emenda Constitucional 7 de 24/04/2000) 
Art. 45. São servidores militares estaduais os integrantes da Polícia Militar. 
Art. 45. São servidores militares estaduais os integrantes da Polícia Militar e 
do Corpo de Bombeiros Militar. (Redação dada pela Emenda Constitucional 7 de 
24/04/2000) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc18.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc18.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc18.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc18.htm#art2
http://www.legislacao.pr.gov.br/legislacao/listarAtosAno.do?action=exibir&codAto=10813&codItemAto=113889#113889
http://www.legislacao.pr.gov.br/legislacao/listarAtosAno.do?action=exibir&codAto=10813&codItemAto=113890#113890
http://www.legislacao.pr.gov.br/legislacao/listarAtosAno.do?action=exibir&codAto=10813&codItemAto=113890#113890
 
A ATIVIDADE ADMINISTRATIVA 
 
a) Conceito de Administração Pública 
Em sentido lato, administrar é gerir interesses, segundo a lei, a moral e a 
finalidade dos bens entregues à guarda e conservação alheias. 
A Administração Pública, portanto, é a gestão de bens e interesses 
qualificados da comunidade no âmbito federal, estadual ou municipal, segundo 
preceitos de Direito e da Moral, visando o bem comum. 
 
b) Finalidade da Administração Pública 
Resume-se num único objetivo: o bem comum da coletividade 
administrativa. 
Todo ato administrativo que não for praticado no interesse da coletividade 
será ilícito e imoral. 
 
c) Princípios Básicos da Administração Pública: 
Constituem os fundamentos da ação administrativa, ou, por outras palavras, 
os sustentáculos da atividade pública; relegá-los é desvirtuar a gestão dos negócios 
públicos e olvidar o que há de mais elementar para a boa guarda e zelo dos 
interesses sociais. 
São considerados Princípios Constitucionais aqueles localizados no bojo 
do texto constitucional, e devem ser observados por toda a Administração Pública 
(Direta e Indireta), todas as Esferas de Governo (Federal, Estadual, Distrital e 
Municipal) e todos os Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). 
 
“CF/Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos 
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios 
obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência ...” (grifo nosso) 
 
c.1) Princípio da Legalidade: 
Significa que o administrador público está, em toda a sua atividade funcional, 
sujeito aos mandamentos da lei e às exigências do bem comum, e deles não se 
pode afastar ou desviar, sob pena de praticar ato inválido e expor-se a 
responsabilidade disciplinar, civil e criminal, conforme o caso; a eficácia de toda a 
atividade administrativa está condicionada ao atendimento da lei. 
Por este princípio podemos afirmar que o Estado só faz aquilo que a lei 
determinar, ou seja, um ato legal, legítimo é aquele praticado de acordo com os 
ditames legais. O cidadão pode fazer tudo o que a lei não proibir, segundo o art. 5º, 
II, da CF/88, mas, o agir da Administração Pública necessita estar previsto em lei, 
esta deve agir quando, como e da forma que a lei determinar. 
O ato administrativo praticado pelo Agente Público sem a observância da 
legalidade, torna o ato nulo de pleno direito, tendo em vista, a presença de um vício 
insanável em sua estrutura, chamado de ilegalidade. 
 
c.2) Princípio da Moralidade: 
A moralidade administrativa constitui, pressuposto de validade de todo ato da 
Administração Pública, sendo que o ato administrativo não terá que obedecer 
somente à lei jurídica, mas também à lei ética da própria instituição, pois nem tudo 
que é legal é honesto. 
A Administração Pública impõe ao Agente Público que pratica o ato 
administrativo um comportamento ético, jurídico, adequado. 
O conceito jurídico de moralidade é de difícil elaboração, pois, considera 
elementos subjetivos para a sua formação. Elementos estes que podem se 
modificar de acordo com a sociedade, a base territorial e a época em que é 
formulado. Razão pela qual a lei pertinente ao assunto, Lei de Improbidade 
Administrativa, Lei n° 8.429/92, não faz menção a um conceito de moralidade, mas, 
sim a sanções a serem aplicadas aos que praticarem atos considerados como 
sendo de improbidade administrativa, ou seja, atos imorais do ponto de vista 
administrativo. 
 
MORALIDADE ADMINISTRATIVA X MORALIDADE COMUM 
 
 
 
 
 
 
 
c.3) Princípio da Impessoalidade e Finalidade: 
Impõe ao administrador público que só pratique o ato para o seu fim legal; e o 
fim legal é unicamente aquele que a norma de Direito indica expressa ou 
virtualmente como objetivo do ato, de forma impessoal. 
Ainda, como o princípio da finalidade exige que o ato seja praticado sempre 
com finalidade pública, o administrador fica impedido de buscar outro objetivo ou 
de praticá-lo no interesse próprio ou de terceiros. 
Significa que o Agente Público é um mero instrumento do Estado na 
consecução de seus fins, ou seja, ao praticar o ato administrativo, na verdade, o 
Agente Público executa a vontade do Estado e não sua vontade pessoal. A 
conduta interna 
visando o bem comum 
 
Finalidade Pública 
direciona o homem em 
sua conduta externa, 
permitindo-lhe distinguir o 
bem do mal 
Responsabilidade Objetiva do Estado está prevista no parágrafo 6°, do art. 37, 
da CF./88, que diz: “As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado 
prestadoras de direito público responderão pelos danos que seus agentes, nesta 
qualidade causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o 
responsável nos casos de dolo ou culpa”. 
 
c.4) Princípio da Publicidade: 
É a divulgação oficial do ato para o conhecimento público e início de seus 
efeitos externos. 
O princípio da publicidade dos atos e contratos administrativos, além de 
assegurar seus efeitos externos, visa a propiciar seu conhecimento e controle pelos 
interessados diretos e pelo povo em geral. 
Os atos e contratos administrativos que omitirem ou desatenderem à 
publicidade necessária não só deixam de produzir seus regulares efeitos como se 
expõe a invalidação por falta desse requisito de eficácia e moralidade. 
Nem todos os atos administrativos necessitam de divulgação oficial 
para serem válidos. Existem exceções onde a publicidade será dispensada, 
conforme previsto no art. 5°, inciso LX, da C.F./88, como nos casos de: 
✓ assuntos de segurança nacional; 
✓ investigações policiais; 
✓ interessesuperior da Administração Pública. 
 
DECRETO Nº 4.346, DE 26 DE AGOSTO DE 2002 
 
Aprova o Regulamento Disciplinar do Exército 
 
Art. 36. A publicação da punição disciplinar imposta a oficial ou aspirante a 
oficial, em princípio, deve ser feita em boletim reservado, podendo ser em boletim 
ostensivo, se as circunstâncias ou a natureza da transgressão assim o 
recomendarem. 
 
c.5) Princípio da Eficiência 
O que se impõe a todo agente público de realizar suas atribuições com 
presteza, perfeição e rendimento funcional 
É o mais moderno princípio da função administrativa, que já não se 
contenta em ser desempenhada apenas com legalidade, exigindo resultados 
positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da 
comunidade e de seus membros". 
 
 
 
OS PODERES E DEVERES DO ADMINISTRADOR PÚBLICO 
São os encargos daqueles que gerem bens e interesses da comunidade. 
Esses gestores da coisa pública, investidos de competência decisória, passam a ser 
autoridades, com poderes e deveres específicos do cargo ou da função e, 
consequentemente, com responsabilidades próprias de suas atribuições. 
Cada agente administrativo é investido da necessária parcela de poder 
público para o desempenho de suas atribuições. Esse poder deve ser usado como 
atributo do cargo ou da função e não como privilégio da pessoa que o exerce. 
 
O USO E ABUSO DE PODER: 
O uso do poder é a prerrogativa da autoridade, mas o poder há que ser 
usado normalmente, sem abuso; usar normalmente do poder é empregá-lo segundo 
as normas legais, a moral da instituição, a finalidade do ato e as exigências do 
interesse público; o poder é confiado ao administrador público para ser usado em 
benefício da coletividade administrada, mas usado nos justos limites que o bem-
estar social exigir. 
O abuso de poder ocorre quando a autoridade, embora competente para 
praticar o ato, ultrapassa os limites de suas atribuições ou se desvia das finalidades 
administrativas; o abuso de poder é sempre uma ilegalidade invalidadora do ato que 
contém; o abuso de poder pode tanto revestir a forma comissiva como a omissiva, 
porque ambas são capazes de afrontar a lei e causar lesão a direito individual do 
administrado. 
 
a) Excesso de Poder 
Ocorre quando a autoridade, embora competente para praticar o ato, vai 
além do permitido e exorbita no uso de suas faculdades administrativas. 
O excesso de poder torna o ato arbitrário, ilícito e nulo. 
 
b) Desvio de Finalidade: 
Verifica-se quando a autoridade, embora atuando nos limites de sua 
competência, pratica o ato por motivos ou fins diversos dos objetivados pela lei ou 
exigidos pelo interesse público. 
 
c) Omissão da Administração: 
O abuso de poder, também pode ser caracterizado através da omissão 
administrativa. Quando a administração tem o dever de agir e assim não o faz. 
Se para o particular o poder de agir é uma faculdade, para o administrador 
público é uma obrigação de atuar, desde que se apresente o ensejo de exercitá-lo 
em benefício da comunidade. 
Em função da indisponibilidade do interesse público, a atuação do 
administrador é de exercício obrigatório, intransferível e irrenunciável. O agente deve 
agir no momento oportuno, quando a lei determina que o faça, pois a atuação 
atemporal fere o dever de atuação, e acaba configurando em situação de silêncio 
administrativo. 
 
PODERES ADMINISTRATIVOS 
Nascem com a Administração e se apresentam diversificados segundo as 
exigências do serviço público, o interesse da coletividade e os objetivos a que se 
dirigem. 
Esses poderes são inerentes à Administração de todas as entidades estatais 
na proporção e limites de suas competências institucionais, e podem ser usados 
isolada ou cumulativamente para a consecução do mesmo ato. 
 
a) Poder Vinculado: 
É aquele que o Direito Positivo (a lei) confere à Administração Pública para a 
prática de ato de sua competência, determinando os elementos e requisitos 
necessários à sua formalização. 
O ato será nulo se deixar de atender a qualquer dado expresso na lei, por 
desvinculação de seu tipo-padrão, podendo ser reconhecido pela própria 
Administração ou pelo Judiciário, se requerer o interessado. 
 
b) Poder Discricionário: 
É o que o Direito concede à Administração, para a prática de atos 
administrativos com liberdade na escolha de sua conveniência, oportunidade e 
conteúdo. 
Discricionariedade é liberdade de ação administrativa, dentro dos limites 
permitidos em lei. A faculdade discricionária distingue-se da vinculada pela maior 
liberdade que é conferida ao administrador; se para a prática de um ato vinculado a 
autoridade pública está adstrita à lei em todos os seus elementos formadores, para 
praticar um ato discricionário é livre, no âmbito em que a lei lhe concede essa 
faculdade. 
A atividade discricionária encontra plena justificativa na impossibilidade de o 
legislador catalogar na lei todos os atos que a prática administrativa exige. 
 
c) Poder Hierárquico: 
É o de que dispõe o Executivo para distribuir e escalonar as funções de seus 
órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a relação de 
subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal. 
Hierarquia é a relação de subordinação existente entre vários órgão e 
agentes do Executivo, com distribuição de funções e garantias da autoridade de 
cada um. 
O poder hierárquico tem por objetivo ordenar, coordenar, controlar e corrigir 
as atividades administrativas no âmbito interno da Administração. 
Desse modo, atua como instrumento de organização e aperfeiçoamento do 
serviço e age como meio de responsabilização dos agentes administrativos, 
impondo-lhes o dever de obediência. 
Do poder hierárquico decorrem faculdades implícitas para o superior, tais 
como a de dar ordens e fiscalizar o seu cumprimento; a de delegar e avocar 
atribuições e a de rever os atos dos inferiores. 
 
d) Poder Disciplinar: 
Poder disciplinar é o que cabe à Administração Pública para apurar infrações 
e aplicar penalidades aos servidores públicos e demais pessoas sujeitas à disciplina 
administrativa (é o caso dos estudantes de uma escola pública). 
No que diz respeito aos servidores públicos, o poder disciplinar é uma 
decorrência da hierarquia. 
A Administração não tem liberdade de escolha entre punir e não punir, pois, 
tendo conhecimento de falta praticada por servidor, tem necessariamente que 
instaurar o procedimento adequado para sua apuração e, se for o caso, aplicar a 
pena cabível. 
Uma característica do poder disciplinar é o discricionarismo. A 
discricionariedade existe, limitadamente, nos procedimentos previstos para apuração 
da falta, uma vez que os Estatutos funcionais não estabelecem regras rígidas como 
as que se impõem na esfera criminal. 
Além disso, a lei costuma dar à Administração o poder de levar em 
consideração, na escolha da pena, a natureza e a gravidade da infração e os danos 
que dela provierem para o serviço público. 
Nenhuma penalidade pode ser aplicada sem prévia apuração por meio de 
processo legal, em que sejam assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os 
meios e recursos a ela inerentes (art. 5º da Constituição). 
A motivação da punição disciplinar é sempre imprescindível para a validade 
da pena; não se pode admitir como legal a punição desacompanhada de justificativa 
da autoridade que a impõe. Destina-se a evidenciar a conformação da pena com a 
falta e permitir que se confiram a todo tempo a realidade e a legitimidade dos atos 
ou fatos ensejadores da punição administrativa. 
 
e) Poder Regulamentar: 
É o poder de que se dispõem os Chefes de Executivo de explicar a lei para 
sua correta execução, ou de expedir decretos autônomos sobre matéria de sua 
competência, ainda não disciplinada por lei. 
É um poder inerente e privativo do Chefe do Executivo (CF, art. 84, IV), e, por 
isso mesmo, indelegável a qualquer subordinado. 
 
 
f)Poder de Polícia: 
Poder de polícia é a atividade do Estado consistente em limitar o exercício 
dos direitos individuais em benefício do interesse público. 
Esse interesse público diz respeito aos mais variados setores da sociedade, 
tais como segurança, moral, saúde, meio ambiente, defesa do consumidor, 
patrimônio cultural, propriedade. 
 
LEI Nº 5.172, DE 25 DE OUTUBRO DE 1966. 
Código Tributário Nacional 
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, 
limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou 
abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à 
higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao 
exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do 
Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos 
individuais ou coletivos. (Redação dada pelo Ato Complementar nº 31, de 1966) 
 
f.1) Limites do Poder de Polícia: são demarcados pelo interesse social em 
conciliação com os direitos fundamentais do indivíduo assegurados na CF (art. 5º), 
através de restrições impostas às atividades do indivíduo que afetam a coletividade. 
Cada cidadão cede parcelas mínimas de seus direitos à comunidade, recebendo em 
troca serviços prestados pelo Estado. 
 
f.2) Atributos do Poder de Polícia: discricionariedade, auto-executoriedade e 
coercibilidade. 
- Discricionariedade: em grande parte dos casos concretos, a Administração 
terá que decidir qual o melhor momento de agir, qual o meio de ação mais 
adequado, qual a sanção cabível diante das previstas na norma legal. Em tais 
circunstâncias, o poder de polícia será discricionário. 
- Auto-executoriedade: é a possibilidade que tem a Administração de, com 
os próprios meios, por em execução as suas decisões, sem precisar recorrer 
previamente ao Poder Judiciário. 
- Coercibilidade: imposição coativa das medidas adotadas pela 
Administração. Todo ato de polícia é imperativo, admitindo até o emprego da força 
pública para seu cumprimento, quando resistido pelo administrado. A coercibilidade 
é indissociável da autoexecutoriedade. O ato de polícia só é auto-executório porque 
dotado de força coercitiva. 
 
ATOS ADMINISTRATIVOS 
a) Conceito: 
 Ato Administrativo é toda manifestação unilateral de vontade da 
Administração Pública que, agindo nessa qualidade, tenha por fim imediato adquirir, 
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%205.172-1966?OpenDocument
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ACP/acp-36-67.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ACP/acp-31-66.htm#art7segunda
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ACP/acp-31-66.htm#art7segunda
resguardar, transferir, modificar, extinguir e declarar direitos, ou impor obrigações 
aos administrados ou a si própria. 
 
b) Motivação dos Atos Administrativos 
Pela motivação, o administrador público justifica sua ação administrativa, 
indicando os fatos (pressupostos de fato) que ensejam o ato e os preceitos jurídicos 
(pressupostos de direito) que autorizam sua prática. Portanto, deve apontar a causa 
e os elementos determinantes da prática do ato administrativo, bem como o 
dispositivo legal em que se funda. 
A Teoria dos Motivos Determinantes fundamenta-se na consideração de 
que os atos administrativos, quando tiverem sua prática motivada, ficam vinculados 
aos motivos expostos, para todos os efeitos jurídicos; tais motivos é que determinam 
e justificam a realização do ato. 
Por aí conclui-se que, nos atos vinculados, a motivação é obrigatória; nos 
discricionários, quando facultativa, se for feita, atua como elemento vinculante da 
Administração aos motivos declarados, como determinantes do ato. 
 
c) Invalidação dos Atos Administrativos 
 
g.1) Revogação: 
É a supressão de um ato administrativo legítimo e eficaz, realizada pela 
Administração (somente por ela), por não mais lhe convir sua existência, pressupõe, 
portanto, um ato legal e perfeito, mas inconveniente ao interesse público. 
A revogação opera da data em diante (ex nunc); os efeitos que a 
precederam, esses permanecem de pé. 
 
g.2) Anulação: 
É a declaração de invalidade de um ato administrativo ilegítimo ou ilegal feita 
pela própria Administração ou pelo Poder Judiciário. 
Desde que reconheça que praticou um ato contrário ao direito vigente, a 
administração pública deverá anulá-lo, e quanto antes, para restabelecer a 
legalidade administrativa; se não o fizer, poderá o interessado pedir ao Judiciário 
que verifique a ilegalidade do ato e declare sua invalidade. 
Os efeitos da anulação dos atos administrativos retroagem às suas origens, 
invalidando as consequências passadas, presentes e futuras do ato anulado; e 
assim é porque o ato nulo não gera direitos ou obrigações para as partes (ex tunc). 
 
Súmula 473 – STF: 
A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios 
que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por 
motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e 
ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. 
Há conveniência sempre que o ato interessa, convém ou satisfaz ao 
interesse público. Há oportunidade quando o ato é praticado no momento adequado 
à satisfação do interesse público. 
ESTADO DO PARANÁ 
POLÍCIA MILITAR 
1º BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR 
CURSO DE FORMAÇÃO DE PRAÇAS 
_____________________________________________________________________________________________________ 
 
DIREITO DISCIPLINAR 
 
É o que regula o estabelecimento da relação jurídica processual que se firma 
entre o servidor público – civil ou militar – e a Administração Pública, tendente à 
apuração de faltas funcionais e aplicação de penas disciplinares, de acordo 
com as previsões estatutárias ou regulamentares específicas. 
Maj. Élio de Oliveira Manoel e Maj. Edwayne A. A. Arduin 
 
É aquele que se ocupa com as relações decorrentes do sistema jurídico 
militar vigente no Brasil, o qual pressupõe uma indissociável relação entre o poder 
de mando dos Comandantes, Chefes e Diretores militares (conferido por lei e 
delimitado por esta) e o dever de obediência de todos os que lhes são 
subordinados, relação essa tutelada pelos regulamentos disciplinares quando 
prevê as infrações disciplinares e suas respectivas punições, e controlada pelo 
Poder Judiciário quando julga as ações judiciais propostas contra atos disciplinares 
militares. 
Jorge César de Assis 
 
 
PRINCÍPIOS BASILARES DAS INSTITUIÇÕES PM 
 
CONSTITUIÇÃO FEDERAL 
Art. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, 
instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. 
 
CONSTITUIÇÃO ESTADUAL 
Art. 48. À Polícia Militar, força estadual, instituição permanente e regular, 
organizada com base na hierarquia e disciplina militares, cabe a polícia ostensiva, 
a preservação da ordem pública, a execução de atividades de defesa civil, 
prevenção e combate a incêndio, buscas, salvamentos e socorros públicos, o 
policiamento de trânsito urbano e rodoviário, de florestas e de mananciais, além de 
outras formas e funções definidas em lei. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HIERARQUIA 
 
Definição: 
Art. 7º A hierarquia militar é a ordenação da autoridade, em níveis diferentes, 
por postos e graduações. 
Decreto nº 4.346/02 – RDE 
 
- Impõe um ordenamento da autoridade legal, que é outorgada a todos os 
militares em posição de comando 
- Diz respeito a subordinação 
 
DISCIPLINA 
Definição: 
... manifesta-se através do exato cumprimento dos deveres de cada um, 
mediante a pronta obediência às ordens dos superiores hierárquicos, a rigorosa 
observância às prescrições regulamentares, o emprego de todas as energias em 
benefício do trabalho, a correção de atitudes ea colaboração espontânea à 
disciplina coletiva e à eficiência da Policia Militar. 
(CORDEIRO, Nelson Fernando. Cel. PMMG. A Disciplina e a Ética na 
Policia Militar de Minas Gerais. BGPM n° 068, de 07 de abril de 1995, p. 20 e 21.) 
 
A disciplina militar é a rigorosa observância e o acatamento integral das leis, 
regulamentos, normas e disposições, traduzindo-se pelo perfeito cumprimento do 
dever por parte de todos e de cada um dos componentes do organismo militar 
A disciplina e o respeito à hierarquia devem ser mantidos permanentemente 
pelos militares na ativa e na inatividade 
Decreto nº 4.346/02 – RDE 
 
É preciso, entretanto, ter sempre presente que a disciplina não consiste, 
apenas, em seus sinais exteriores, que somente tem valor como expressão dos 
sentimentos de que os pratica. Ela só é real e proveitosa quando inspirada pelo 
sentimento do dever, produzido por cooperação espontânea e não pelo receio de 
castigos DISCIPLINA CONSCIENTE. 
 
 
CAMPO ÉTICO E DISCIPLINAR 
VALORES PROFISSIONAIS DETERMINANTES DA MORAL DO SERVIDOR 
MILITAR DO ESTADO 
Hierarquia: traduzida no respeito e valorização dos postos e graduações 
Disciplina: significando exato cumprimento do dever e essencial à 
preservação da ordem pública 
(Decreto nº 5.075/98 – Regulamento de Ética da PMPR) 
 
[...] No caso específico da Polícia Militar, a disciplina, a honra, a coragem, a 
hierarquia, além de outros, são valores fundamentais que devem ser vividas, 
estimulados e mantidos por todos os integrantes da Corporação, independente de 
posto ou graduação. 
 [...] a diferença entre o militar e os demais agentes da Administração 
Pública está na formação, que por ser calcada na disciplina e na hierarquia, é 
fundamentalmente voltada ao cumprimento do dever 
(Valla, Wilson Odirley. Deontologia Policial Militar -Ética Profissional. 3 Edição. 
Curitiba: AVM 2003) 
 
NATUREZA JURÍDICA DO DIREITO DISCIPLINAR 
Relação estreita: 
⎯ Direito Administrativo 
⎯ Direito Penal e Processual Penal (militar e comum) 
 
Base: hierarquia e disciplina 
 
Residualmente: em regra, toda conduta criminosa reclama a existência de uma 
transgressão disciplinar 
 
Atos disciplinares: 
⎯ apuração e aplicação da punição disciplinar 
⎯ previsão nos regulamentos disciplinares 
TRANSGRESSÕES DISCIPLINARES 
 
“São ilícitos de natureza puramente administrativa, tendo por escopo a 
defesa dos princípios sobre os quais se baseia a organização das Forças Armadas: 
a hierarquia e a disciplina” 
Jorge César de Assis 
 
É toda ação praticada pelo militar contrária aos preceitos estatuídos no 
ordenamento jurídico pátrio ofensiva à ética, aos deveres e às obrigações militares, 
mesmo na sua manifestação elementar e simples, ou, ainda, que afete a honra 
pessoal, o pundonor militar e o decoro da classe 
Decreto nº 4.346/02 – RDE 
 
 
FINALIDADE DA PUNIÇÃO DISCIPLINAR 
 
Se considerarmos a pessoa do militar em relação à sua organização militar, 
teremos que a finalidade da punição estará alcançada quando dela advier benefício 
para o punido, pela sua reeducação ou para a Organização Militar a que pertence, 
pelo fortalecimento da disciplina e da justiça 
RDAer, art. 6° 
 
Pode-se dizer igualmente que a punição visa a preservação da disciplina e 
deve ter em vista o beneficio educativo ao punido e à coletividade a que ele pertence 
RDE, art. 23 
 
VALORES PROFISSIONAIS 
 
HONRA PESSOAL 
RDE CÓDIGO DE ÉTICA Em suma: 
sentimento de dignidade própria, como o 
apreço e o respeito de que é objeto ou se 
torna merecedor o militar, perante seus 
superiores, pares e subordinados 
qualidade íntima do militar estadual que se 
conduz com integridade, honestidade, 
honradez e justiça, observando com rigor 
os deveres morais que tem consigo e seus 
semelhantes 
é o sentimento de orgulho próprio. Espera-
se que o militar tenha consigo padrões 
éticos e morais inabaláveis. Honra pessoal 
é o conjunto de qualidades que torna o 
militar merecedor da consideração pública, 
devido sua conduta ilibada, sua retidão 
profissional e seu caráter 
 
 
PUNDONOR MILITAR 
RDE CÓDIGO DE ÉTICA Em suma: 
dever de o militar pautar a sua conduta 
como a de um profissional correto. Exige 
dele, em qualquer ocasião, alto padrão de 
comportamento ético que refletirá no seu 
desempenho perante a Instituição a que 
serve e no grau de respeito que lhe é 
devido 
sentimento de dignidade própria, 
procurando o militar estadual ilustrar e 
dignificar a Corporação, através da beleza 
e retidão moral que se conduz, resultando 
honestidade e decência 
dever de o militar pautar a sua conduta 
como a de um profissional de hombridade 
ou de integridade. O pundonor militar se 
caracteriza pelo esforço do militar em 
compatibilizar sua conduta como um 
profissional correto e íntegro 
VALORES PROFISSIONAIS 
 
DECORO DA CLASSE 
RDE CÓDIGO DE ÉTICA Em suma: 
valor moral e social da Instituição. Ele 
representa o conceito social dos militares 
que a compõem e não subsiste sem esse. 
qualidade do militar estadual baseada no 
respeito próprio dos companheiros e da 
comunidade para a qual serve, visando o 
melhor e mais digno desempenho da 
profissão militar 
é o "valor moral e social da Corporação". 
Os militares, no seu conjunto, formam uma 
classe, com padrões éticos e morais e a 
conduta de cada membro deve ajustar-se 
segundo o estilo e os objetivos da própria 
instituição. 
 
 
 
SENTIMENTO DO DEVER 
RDE CÓDIGO DE ÉTICA Em suma: 
. 
consiste no envolvimento a uma 
tomada de consciência perante o caso 
concreto, ou seja, realidade, implicando no 
reconhecimento da obrigatoriedade de um 
comportamento militar coerente, justo e 
equânime 
refere-se ao exercício, com 
autoridade e eficiência, das funções que lhe 
couberem em decorrência do cargo, ao 
cumprimento das leis, regulamentos e 
ordens e à dedicação integral ao serviço. 
 
 
RESPONSABILIZAÇÃO DE AGENTES PÚBLICOS 
 
O Agentes Públicos que cometem algum ilícito administrativo poderá 
responder pelo ato nas instâncias civil, penal e administrativa. Essas 
responsabilidades possuem características próprias, sofrendo gradações de acordo 
com as situações que podem se apresentar como condutas irregulares ou ilícitas no 
exercício das atividades funcionais, possibilitando a aplicação de diferentes 
penalidades, que variam de instância para instância 
 
 
 
 
 
 
Um único ato do agente público poderá acarretar a responsabilização em 3 
esferas: 
⎯ Administrativa (infração disciplinar) 
⎯ Cível 
⎯ Penal (tipificação como crime) 
 
Possuem naturezas distintas 
⎯ não acarreta bis in idem 
⎯ apuração disciplinar dentro da Administração por meio de processo 
administrativo (PAD) 
 
[...] a punição disciplinar e a criminal têm fundamentos diversos e diversa é a 
natureza das penas. A diferença não é de grau; é de substância. Dessa substancial 
diversidade resulta a possibilidade da aplicação conjunta das duas penalidades sem 
que ocorra bis in idem. Por outras palavras, a mesma infração pode dar ensejo à 
punição administrativa (disciplinar) e à punição penal (criminal). 
Hely Lopes Meirelles 
 
Art. 14, § 2o - As responsabilidades nas esferas cível, criminal e 
administrativa são independentes entre si e podem ser apuradas 
concomitantemente. 
Decreto nº 4.346/02 – RDE 
ESTADO DO PARANÁ 
POLÍCIA MILITAR 
1º BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR 
CURSO DE FORMAÇÃO DE PRAÇAS 
_____________________________________________________________________________________________________ 
 
SISTEMA DISCIPLINAR ESPECIAL 
 
 
 
PREVISÃO NO ÂMBITO DA PMPR: 
 
 
Decreto 7339/2010 
 
Regulamento Interno e dos Serviços Gerais da PMPR 
 
 
Art. 491. Nos estabelecimentos de ensino e núcleos de ensino, dadas as 
especificidades das atividades desenvolvidas, poderá ser aplicado, sem prejuízo do 
disposto no art. 482, aos militares estaduais integrantes do corpo discente, regimedisciplinar especial definido em ato próprio do Comandante-Geral. 
 
Art. 482 – aplicação do regulamento disciplinar na PMPR 
 
 
 
 
 
PORTARIA DO COMANDO-GERAL Nº 294, DE 16 DE MARÇO DE 2009 
 
 
Institui o Sistema Disciplinar Especial no âmbito da PMPR 
 
 
Considerando as peculiaridades dos períodos de formação, 
especialização e aperfeiçoamento dos militares estaduais; 
 
Considerando a necessidade de estabelecer normas aplicáveis às 
alterações administrativas disciplinares próprias destes períodos: 
 
DA FINALIDADE E DO ÂMBITO DE APLICAÇÃO 
Art. 1o Fica instituído o Sistema Disciplinar Especial (SDE), com a 
finalidade de estabelecer normas para a apuração e responsabilização das 
Alterações Administrativas Disciplinares (AAD), próprias dos períodos de 
formação, especialização e aperfeiçoamento dos militares estaduais. 
 
Art. 2o O SDE é subsidiário ao regulamento disciplinar vigente na PMPR, 
sendo aplicável às AAD restritas ao âmbito escolar e consideradas, pela autoridade 
competente para a aplicação da sanção, como de pequena repercussão. 
Parágrafo único. O indício de que a alteração tenha reflexos no decoro da 
classe ou no pundonor militar afasta a incidência do SDE e exige a aplicação do 
regulamento disciplinar aplicado na PMPR. 
Art. 3o Para os fins do SDE consideram-se AAD, além das normas 
internas, os regimentos internos, normas gerais de ação, portarias e 
determinações: 
I - as transgressões disciplinares previstas no regulamento disciplinar 
aplicado na PMPR, quando cometidas no âmbito restritamente escolar e sejam 
consideradas pela autoridade competente para a aplicação da sanção, como de 
pequena repercussão; 
II – os atos contrários às normas internas dos Estabelecimentos de Ensino 
(EE) ou Núcleos de Ensino (NE), das quais deve ser dada ciência formal ao corpo 
discente. 
Art. 4o Estão sujeitos ao SDE os militares estaduais pertencentes ao corpo 
discente dos EE e dos NE, mesmo quando na condição de adidos. 
 
DA COMPETÊNCIA 
Art. 5o São competentes para julgar as AAD e aplicar as Medidas 
Corretivas Escolares (MCE) previstas nesta Portaria: 
I – Os Comandantes de EE ou de NE, a todo o corpo discente; 
II – O Comandante do Corpo de Alunos da APMG, a todo o corpo discente 
da Academia; 
III – Os Comandantes de EsFAEP, a todo corpo discente de sua respectiva 
escola e os Comandantes de Pelotões ao corpo discente do respectivo Pelotão; 
III – Os Coordenadores de cursos nos NE, a todo o corpo discente 
do respectivo núcleo; 
V – O Comandante da EsO, a todo o corpo discente daquela escola; 
VI – Os Comandantes de Pelotões da EsO, ao corpo discente do 
respectivo Pelotão. 
 
DAS MEDIDAS CORRETIVAS ESCOLARES 
Art. 6o São Medidas Corretivas Escolares (MCE) as sanções 
administrativas aplicadas com finalidade de corrigir de forma célere e especifica as 
AAD detectadas no período escolar - formação, especialização ou 
aperfeiçoamento, dos militares estaduais, conforme abaixo especificado: 
I – Trabalhos Didáticos (TD), os quais deverão: 
a) seguir a temática, quantidade de folhas e prazo de entrega definidos 
pela autoridade que aplicar esta MCE; 
b) ser escritos seguindo as normas didáticas fixadas nas disciplinas do 
curso em questão; 
c) a critério da autoridade competente para a aplicação da sanção, ser 
apresentados aos demais discentes. 
 
II – Escalas Especiais (EEsp), limitadas a quatro escalas por alteração 
constatada, aplicadas aos efetivos escolares - Corpo Discente, estejam esses em 
regime de internato ou não, seguindo os seguintes critérios: 
a) uma EEsp – cumprimento de missões com duração de até quatro horas; 
b) duas EEsp – cumprimento de missões com duração de até oito horas; 
c) três EEsp – cumprimento de missões com duração de até doze horas; 
d) quatro EEsp – cumprimento de missões com duração de até 
dezesseis horas. 
 
III – Licença Cassada (LC), dos finais de semana e feriados, a vigorar 
como MCE para efetivos que estejam em regime de internato, seguindo os seguintes 
critérios: 
a) uma LC – proibição de ausentar-se do aquartelamento por doze 
horas, devendo cumprir missões definidas; 
b) duas LC – proibição de ausentar-se do aquartelamento por vinte e 
quatro horas devendo cumprir missões definidas; 
c) três LC – proibição de ausentar-se do aquartelamento por trinta e seis 
horas devendo cumprir missões definidas; 
d) quatro LC – proibição de ausentar-se do aquartelamento por quarenta e 
oito horas devendo cumprir missões definidas; 
e) cinco LC - proibição de ausentar-se do aquartelamento por sessenta 
horas devendo cumprir missões definidas; 
 
§ 1o Considera-se regime de internato para fins de aplicação do SDE e das 
MCE, o aquartelamento – permanência, do militar estadual durante todo o período 
de seu curso, seja ele de formação, especialização ou aperfeiçoamento, nas 
dependências do EE ou do NE. 
§ 2o As MCE, uma vez definidas, deverão constar da Nota de Aplicação 
de MCE (NA-MCE), a qual deverá especificar as missões a serem cumpridas e os 
horários fixados para o cumprimento na conformidade do anexo II: 
Art. 7° As EEsp e as LC não poderão causar prejuízo às atividades 
escolares e seu cumprimento se dará em atividades internas – missões, junto ao 
EE ou NE. 
Art. 8o As AAD constatadas pelos coordenadores de curso, auxiliares de 
coordenação, instrutores, monitores, auxiliares de companhia ou pelotões ou pelos 
chefes de turma, serão lançadas no formulário de anotação (FA) na 
conformidade do anexo I. 
Art. 9o O discente será cientificado da anotação, recebendo cópia do FA, 
tendo o prazo de até quarenta e oito horas para apresentar sua defesa, 
podendo fazê-lo verbalmente ou por escrito, utilizando-se para tanto de espaço 
próprio no FA. 
Art. 10. Recebida a defesa, a autoridade competente para aplicar a sanção 
emitirá, no prazo de quarenta e oito horas, parecer sobre o acatamento ou não 
das argumentações, utilizando-se para tanto também de campo próprio no FA. 
Art. 11. Se acatada a defesa a autoridade determinará o arquivamento do 
formulário e, em não o sendo, aplicará a MCE julgada necessária à AAD 
correspondente, utilizando-se da NA - MCE. 
Art. 12. Da NA-MCE será dada ciência formal ao sancionado, podendo este 
apresentar recurso, em vinte e quatro horas, seguindo obrigatoriamente o 
recurso padrão do anexo III, dirigido à autoridade que aplicou a sanção. 
 
DO RECURSO 
Art. 13. O militar estadual poderá recorrer da MCE a ele imposta, utilizando 
obrigatoriamente o recurso padrão do anexo III. 
§ 1° O recurso de que trata o caput deste artigo deverá ser encaminhado à 
autoridade que aplicou a MCE. 
§ 2° A interposição do recurso de que trata o caput deste artigo afasta a 
incidência do SDE, devendo a alteração ser solucionada nos termos do 
regulamento disciplinar vigente na PMPR. 
 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 14. A aplicação de MCE não implicará em cerceamento de 
liberdade, implicando, no entanto, na não concessão de licenças de 
afastamentos dos aquartelamentos, de forma total ou parcial nos finais de 
semana e feriados, aos efetivos escolares - Corpo Discente, que estiverem sob 
regime de internato. 
Art. 15. A aplicação de MCE não terá repercussão no comportamento, 
não podendo ser considerada para fins de agravamento de punição e não 
implicará em desligamento do curso. 
Art. 16. Os registros das MCE serão numerados seqüencialmente e não 
constarão dos assentamentos funcionais do militar estadual devendo, no 
entanto, ficar arquivados no EE ou NE, por um período de um ano após o término 
do curso. 
Art. 17. O discente que estiver em cumprimento de MCE participará de 
todas as atividades curriculares, extra-curriculares e escalas de serviço 
ordinárias do EE ou NE. 
ESTADO DO PARANÁ 
POLÍCIA MILITAR 
1º BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR 
CURSO DE FORMAÇÃO DE PRAÇAS 
_____________________________________________________________________________________________________ 
 
 
 
REGULAMENTODISCIPLINAR DO EXÉRCITO 
 
 
 
 
 
PREVISÃO NA PMPR 
 
 
 
 
Lei 16575 - 28 de Setembro de 2010 
Lei Organização Básica da PMPR – LOB 
 
Art. 67. O julgamento das faltas disciplinares cometidas por militar estadual far-se-á 
na forma do Regulamento Disciplinar em vigor na Polícia Militar do Estado do 
Paraná 
 
 
 
 
 
Lei 1943 - 23 de Junho de 1954 
Código da Polícia Militar do Estado 
 
Art. 1º, § 5º. Consideram-se subsidiários deste Código os regulamentos da 
Corporação e o R.D.E. e Regulamentos de Continências, Honras e Sinais de 
Respeito das Forças Armadas. 
 
 
 
 
 
Decreto 7339 - 08 de Junho de 2010 
Regulamento Interno e dos Serviços Gerais da PMPR (RISG) 
 
Art. 482. Na PMPR terá aplicação o Regulamento Disciplinar próprio ou aquele em 
vigor no Exército Brasileiro, com as alterações constantes deste regulamento. 
 
 
 
DECRETO Nº 4.346, DE 26 DE AGOSTO DE 2002. 
 
Aprova o Regulamento Disciplinar do Exército (R-4) e dá outras providências 
 
 
Da Finalidade e do Âmbito de Aplicação 
 Art. 1º O Regulamento Disciplinar do Exército (R-4) tem por finalidade 
especificar as transgressões disciplinares e estabelecer normas relativas a 
punições disciplinares, comportamento militar das praças, recursos e 
recompensas. 
RECOMPENSA: reconhecimento pelos bons serviços prestados. 
 Art. 2º Estão sujeitos a este Regulamento os militares do Exército na ativa, na 
reserva remunerada e os reformados. 
 
Dos Princípios Gerais da Hierarquia e da Disciplina 
 Art. 7º A hierarquia militar é a ordenação da autoridade, em níveis diferentes, 
por postos e graduações. 
 Art. 8º A disciplina militar é a rigorosa observância e o acatamento integral das 
leis, regulamentos, normas e disposições, traduzindo-se pelo perfeito cumprimento 
do dever por parte de todos e de cada um dos componentes do organismo militar. 
 § 1º São manifestações essenciais de disciplina: 
 I - a correção de atitudes; 
 II - a obediência pronta às ordens dos superiores hierárquicos; 
 III - a dedicação integral ao serviço; e 
 IV - a colaboração espontânea para a disciplina coletiva e a eficiência das Forças 
Armadas. 
 § 2º A disciplina e o respeito à hierarquia devem ser mantidos permanentemente 
pelos militares na ativa e na inatividade. 
 Art. 9º As ordens devem ser prontamente cumpridas. 
 § 1º Cabe ao militar a inteira responsabilidade pelas ordens que der e pelas 
consequências que delas advierem. 
 § 2º Cabe ao subordinado, ao receber uma ordem, solicitar os esclarecimentos 
necessários ao seu total entendimento e compreensão. 
 § 3º Quando a ordem contrariar preceito regulamentar ou legal, o executante 
poderá solicitar a sua confirmação por escrito, cumprindo à autoridade que a 
emitiu atender à solicitação. 
 § 4º Cabe ao executante, que exorbitou no cumprimento de ordem recebida, a 
responsabilidade pelos excessos e abusos que tenha cometido. 
Da Competência para a Aplicação 
 Art. 10. A competência para aplicar as punições disciplinares é definida pelo 
cargo e não pelo grau hierárquico, sendo competente para aplicá-las: 
RISG PMPR 
Competência disciplinar no âmbito da PMPR: 
 
Art. 483. A competência disciplinar decorre de função ou de encargo e será exercida 
pelas seguintes autoridades: 
I - Comandante-Geral, a todos os integrantes da Corporação da ativa, reserva 
remunerada e reformados; 
II - militares estaduais da ativa que estiverem subordinados às seguintes 
autoridades: 
a) Chefe do EMPM, Diretor, Comandante Intermediário, Comandante da APMG, 
Chefe do COPM e demais funções privativas de Coronéis; 
b) Comandante de Unidade, Comandante do CPM, Chefe do CSM/MB, Diretor-
Geral do HPM, Chefe de Seção do EMPM e Comandante do CFAP; 
c) Comandante da EsFO, Chefe do COPOM, Chefe do COBOM, Chefe do CRS, 
Chefe do CSM/Int e Chefe do CSM/O; 
d) Comandante de Subunidade, incorporada e destacada, Chefe do CVPM, Chefe 
do CEI e Chefe do CSM/MOP; 
e) Comandante de Pelotão/Seção de Bombeiros destacado; 
f) Comandante de Destacamento PM e Posto BM, quando subtenente ou 
sargento. 
 
 Art. 12. Todo militar que tiver conhecimento de fato contrário à disciplina, 
deverá participá-lo ao seu chefe imediato, por escrito. 
 
 § 1º A parte deve ser clara, precisa e concisa; qualificar os envolvidos e as 
testemunhas; discriminar bens e valores; precisar local, data e hora da ocorrência e 
caracterizar as circunstâncias que envolverem o fato, sem tecer comentários ou 
emitir opiniões pessoais. 
 
DAS TRANSGRESSÕES DISCIPLINARES 
 Art. 14. Transgressão disciplinar é toda ação praticada pelo militar contrária aos 
preceitos estatuídos no ordenamento jurídico pátrio ofensiva à etica, aos deveres e 
às obrigações militares, mesmo na sua manifestação elementar e simples, ou, 
ainda, que afete a honra pessoal, o pundonor militar e o decoro da classe. 
 § 2º As responsabilidades nas esferas cível, criminal e administrativa são 
independentes entre si e podem ser apuradas concomitantemente. 
 § 3º As responsabilidades cível e administrativa do militar serão afastadas no 
caso de absolvição criminal, com sentença transitada em julgado, que negue a 
existência do fato ou da sua autoria. 
 § 7º É vedada a aplicação de mais de uma penalidade por uma única 
transgressão disciplinar. 
 Art. 15. São transgressões disciplinares todas as ações especificadas no 
Anexo I deste Regulamento. 
 
Do Julgamento 
 Art. 16. O julgamento da transgressão deve ser precedido de análise que 
considere: 
I - a pessoa do transgressor; 
II - as causas que a determinaram; 
III - a natureza dos fatos ou atos que a envolveram; e 
IV - as consequências que dela possam advir. 
 
 Art. 17. No julgamento da transgressão, podem ser levantadas causas que 
justifiquem a falta ou circunstâncias que a atenuem ou a agravem. 
 
 Art. 18. Haverá causa de justificação quando a transgressão for cometida: 
I - na prática de ação meritória ou no interesse do serviço, da ordem ou do 
sossego público; 
II - em legítima defesa, própria ou de outrem; 
III - em obediência a ordem superior; 
IV - para compelir o subordinado a cumprir rigorosamente o seu dever, em 
caso de perigo, necessidade urgente, calamidade pública, manutenção da 
ordem e da disciplina; 
V - por motivo de força maior, plenamente comprovado; e 
VI - por ignorância, plenamente comprovada, desde que não atente contra os 
sentimentos normais de patriotismo, humanidade e probidade. 
Parágrafo único. Não haverá punição quando for reconhecida qualquer causa 
de justificação. 
 
 Art. 19. São circunstâncias atenuantes: 
I - o bom comportamento; 
II - a relevância de serviços prestados; 
III - ter sido a transgressão cometida para evitar mal maior; 
IV - ter sido a transgressão cometida em defesa própria, de seus direitos ou de 
outrem, não se configurando causa de justificação; e 
V - a falta de prática do serviço. 
 
 Art. 20. São circunstâncias agravantes: 
I - o mau comportamento; 
II - a prática simultânea ou conexão de duas ou mais transgressões; 
III - a reincidência de transgressão, mesmo que a punição anterior tenha sido 
uma advertência; 
IV - o conluio de duas ou mais pessoas; 
V - ter o transgressor abusado de sua autoridade hierárquica ou funcional; e 
VI - ter praticado a transgressão: 
a) durante a execução de serviço; 
b) em presença de subordinado; 
c) com premeditação; 
d) em presença de tropa; e 
e) em presença de público. 
 
Da Classificação 
 Art. 21. A transgressão da disciplina deve ser classificada, desde que não haja 
causa de justificação, em LEVE, MÉDIA e GRAVE, segundo os critérios dos arts. 
16, 17, 19 e 20. 
 Art. 22. Será sempre classificada como "GRAVE" a transgressão da disciplina 
que constituir ato que afete a honra pessoal, o pundonor militar ou o decoro da 
classe. 
 
PUNIÇÕES DISCIPLINARES 
 Art. 23. A punição disciplinar objetiva a preservaçãoda disciplina e deve ter em 
vista o benefício educativo ao punido e à coletividade a que ele pertence. 
 Art. 24. Segundo a classificação resultante do julgamento da transgressão, as 
punições disciplinares a que estão sujeitos os militares são, em ordem de gravidade 
crescente: 
 
 
CLASSIFICAÇÃO 
(de acordo com 
a gravidade) 
ORDEM DE 
GRAVIDADE 
(crescente) 
PUNIÇÕES 
DISCIPLINARES 
LEVE 
I Advertência 
II 
Impedimento Disciplinar 
(máximo 10 dias) 
MÉDIA 
III Repreensão 
IV 
Detenção Disciplinar 
(máximo 30 dias) 
GRAVE 
V 
Prisão Disciplinar 
(máximo 30 dias) 
VI 
Licenciamento e Exclusão 
a bem da disciplina 
 
 Art. 25. ADVERTÊNCIA é a forma mais branda de punir, consistindo em 
admoestação feita verbalmente ao transgressor, em caráter reservado ou ostensivo. 
 § 2º A advertência não constará das alterações do punido, devendo, entretanto, 
ser registrada, para fins de referência, na ficha disciplinar individual. 
 
 Art. 26. IMPEDIMENTO DISCIPLINAR é a obrigação de o transgressor não se 
afastar da OM, sem prejuízo de qualquer serviço que lhe competir dentro da unidade 
em que serve. 
 Parágrafo único. O impedimento disciplinar será publicado em boletim interno e 
registrado, para fins de referência, na ficha disciplinar individual, sem constar das 
alterações do punido. 
 
 Art. 27. REPREENSÃO é a censura enérgica ao transgressor, feita por escrito e 
publicada em boletim interno. 
 
 Art. 28. DETENÇÃO DISCIPLINAR é o cerceamento da liberdade do punido 
disciplinarmente, o qual deve permanecer no alojamento da subunidade a que 
pertencer ou em local que lhe for determinado pela autoridade que aplicar a punição 
disciplinar. 
 
 Art. 29. PRISÃO DISCIPLINAR consiste na obrigação de o punido 
disciplinarmente permanecer em local próprio e designado para tal. As refeições são 
realizadas na dependência onde estiver cumprindo sua punição. 
 
LEI Nº 13.967, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2019 
Alterou o Decreto-Lei nº 667, de 2 de julho de 1969, que reorganiza as 
polícias militares e os corpos de bombeiros militares dos Estados, dos Territórios e 
do Distrito Federal, sendo que o seu Art. 18 passou a vigorar com a seguinte 
redação: 
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.967-2019?OpenDocument
“Art. 18. As polícias militares e os corpos de bombeiros militares serão 
regidos por Código de Ética e Disciplina, aprovado por lei estadual ou federal para o 
Distrito Federal, específica, que tem por finalidade definir, especificar e classificar as 
transgressões disciplinares e estabelecer normas relativas a sanções disciplinares, 
conceitos, recursos, recompensas, bem como regulamentar o processo 
administrativo disciplinar e o funcionamento do Conselho de Ética e Disciplina 
Militares, observados, dentre outros, os seguintes princípios: 
VII - vedação de medida privativa e restritiva de liberdade.” 
Em respeito ao determinado na Lei Federal nº 13.967/2019, quando houver 
punição de impedimento disciplinar, detenção ou prisão, não haverá nenhum tipo de 
cerceamento de liberdade do militar, permanecendo apenas os efeitos 
decorrentes da sanção relacionados às mudanças de comportamento e 
contagem de pontos negativos em lista para promoção, devendo tudo ser 
registrado na Ficha Disciplinar Individual, onde inclusive deverá constar que 
não houve a privação ou a restrição de liberdade do policial ou bombeiro 
militar. 
 Art. 32. LICENCIAMENTO E EXCLUSÃO A BEM DA DISCIPLINA consistem no 
afastamento, ex officio, do militar das fileiras do Exército, conforme prescrito no 
Estatuto dos Militares. 
O Licenciamento e Exclusão a bem da disciplina na PMPR se dão na 
forma estabelecida na Lei 16544, de 14 de julho de 2010, que “dispõe sobre que o 
processo disciplinar no âmbito da Polícia Militar do Estado do Paraná (PMPR). 
 
Da Aplicação 
 Art. 34. A aplicação da punição disciplinar compreende: 
 I - elaboração de nota de punição 
 II - publicação no boletim interno da OM, exceto no caso de advertência; e 
 III - registro na ficha disciplinar individual. 
 
 § 1º A nota de punição deve conter: 
 I - a descrição sumária, clara e precisa dos fatos; 
 II - as circunstâncias que configuram a transgressão, relacionando-as às 
prescritas neste Regulamento; e 
 III - o enquadramento que caracteriza a transgressão, acrescida de outros 
detalhes relacionados com o comportamento do transgressor, para as praças, e com 
o cumprimento da punição disciplinar. 
 
 § 6º A ficha disciplinar individual é um documento que deverá conter dados 
sobre a vida disciplinar do militar, acompanhando-o em caso de movimentação, da 
incorporação ao licenciamento ou à transferência para a inatividade, quando ficará 
arquivada no órgão designado pela Força. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del0667.htm#art18.0
 § 1º Nenhuma punição disciplinar será imposta sem que ao transgressor sejam 
assegurados o contraditório e a ampla defesa, inclusive o direito de ser ouvido 
pela autoridade competente para aplicá-la, e sem estarem os fatos devidamente 
apurados. 
 
 Art. 40. A punição disciplinar máxima, que cada autoridade referida no art. 10 
deste Regulamento pode aplicar ao transgressor, bem como aquela a que este está 
sujeito, são as previstas no Anexo III. 
 
RISG PMPR 
Limites de Punições Disciplinares de acordo com autoridades que detêm 
competência disciplinar no âmbito da PMPR: 
 
Art. 485. A punição máxima que cada autoridade pode aplicar é a seguinte: 
I - Comandante-Geral: 
a) aos oficiais - até 30 dias de prisão disciplinar; 
b) aos aspirantes-a-oficial, cadetes e alunos-oficiais - exclusão a bem da disciplina; 
c) aos subtenentes, sargentos, cabos e soldados - exclusão a bem da disciplina. 
 
II - Chefe do EMPM, Diretor, Comandante Intermediário, Comandante da APMG, 
Chefe do COPM e demais funções privativas de Coronéis: 
a) aos oficiais - até 20 dias de prisão disciplinar; 
b) aos aspirantes-a-oficial, cadetes e alunos-oficiais - até 25 dias de prisão 
disciplinar; 
c) aos subtenentes, sargentos, cabos e soldados - até 30 dias de prisão disciplinar. 
 
III - Comandante de Unidade, Comandante do CPM, Chefe do CSM/MB e 
Diretor-Geral do HPM, Chefe de Seção do EMPM e Comandante do CFAP: 
a) aos oficiais - até 10 dias de prisão disciplinar; 
b) aos aspirantes-a-oficial - até 15 dias de prisão disciplinar; 
c) aos subtenentes e sargentos - até 20 dias de prisão disciplinar; 
d) aos cabos e soldados - até 25 dias de prisão disciplinar. 
 
IV - Comandante da EsFO, Chefe do COPOM, Chefe do COBOM, Chefe do CRS, 
Chefe do CSM/Int e Chefe do CSM/O: 
a) aos oficiais - até 10 dias de detenção disciplinar; 
b) aos aspirantes-a-oficial, cadetes e alunos-oficiais - até 15 dias de detenção 
disciplinar; 
c) aos subtenentes, sargentos, cabos e soldados - até 20 dias de detenção 
disciplinar. 
 
V - Comandante de Subunidade, incorporada e destacada, Chefe do CVPM, 
Chefe do CEI e Chefe do CSM/MOP: 
a) aos oficiais - até 5 dias de detenção disciplinar; 
b) aos aspirantes-a-oficial - até 10 dias de detenção disciplinar; 
c) aos subtenentes, sargentos, cabos e soldados - até 15 dias de detenção 
disciplinar. 
 
VI - Comandante de Pelotão/Seção de Bombeiros destacado: 
a) aos subtenentes e sargentos - até 5 dias de detenção disciplinar; 
b) aos cabos e soldados - até 10 dias de detenção disciplinar. 
 
VII - Comandante de Destacamento PM e Posto BM, quando subtenente ou 
sargento: 
a) aos sargentos: repreensão; 
b) aos cabos e soldados - até 5 dias de detenção disciplinar. 
 
 § 4º Quando uma autoridade, ao julgar uma transgressão, concluir que a punição 
disciplinar a aplicar está além do limite máximo que lhe é autorizado, solicitará à 
autoridade superior, com ação sobre o transgressor, a aplicação da punição devida. 
 
 Art. 41. A punição disciplinar aplicada pode ser anulada, relevada ou atenuada 
pela autoridadepara tanto competente, quando tiver conhecimento de fatos que 
recomendem este procedimento, devendo a respectiva decisão ser justificada e 
publicada em boletim. 
 
 Art. 42. A ANULAÇÃO da punição disciplinar consiste em tornar sem efeito sua 
aplicação: 
• deverá ocorrer quando for comprovado ter havido injustiça ou ilegalidade na 
sua aplicação. 
• com isso, será o punido posto em liberdade imediatamente. 
• produz efeitos retroativos à data de aplicação da punição disciplinar. 
• deve eliminar, nas alterações do militar e na ficha disciplinar individual toda e 
qualquer anotação ou registro referente à sua aplicação. 
 
 Art. 45. A RELEVAÇÃO de punição disciplinar consiste na suspensão de seu 
cumprimento e poderá ser concedida: 
• quando ficar comprovado que foram atingidos os objetivos visados com a sua 
aplicação, independentemente do tempo a cumprir; e 
• por motivo de passagem de comando ou por ocasião de datas festivas 
militares, desde que se tenha cumprido, pelo menos, metade da punição 
disciplinar. 
 
 Art. 46. A ATENUAÇÃO da punição disciplinar consiste na transformação da 
punição proposta ou aplicada em outra menos rigorosa, se assim recomendar o 
interesse da disciplina e da ação educativa do punido, ou mesmo por critério de 
justiça, quando verificada a inadequação da punição aplicada. 
 
DO COMPORTAMENTO MILITAR 
 Art. 51. O comportamento militar da praça abrange o seu procedimento civil e 
militar, sob o ponto de vista disciplinar. 
COMPORTAMENTO EXCEPCIONAL ÓTIMO BOM INSUFICIENTE MAU 
DECORRÊNCIA DE 
TRANGRESSÕES 
DISCIPLINARES 
No BOM ou ÓTIMO: 
9 anos sem punição 
A partir do BOM: 
5 anos 
com até 1 detenção 
A partir do 
INSUFICIENTE: 
1 ano sem punição 
A partir do MAU: 
2 anos sem punição 
 
 
 
1 ano: 
+ de 2 prisões 
disciplinares 
 
OU 
 
Prisão Disciplinar 
superior a 20 dias de 
 
 
2 anos de serviço: 
até 2 prisões 
 
1 ano: 
2 Prisões Disciplinares 
 
OU 
 
2 anos: 
+ de 2 prisões 
disciplinares 
 
 
DECORRÊNCIA DE 
CONDENAÇÃO 
No BOM ou ÓTIMO: 
10 anos sem punição 
A partir do BOM: 
6 anos 
com até 1 detenção. 
 
 
A partir do 
INSUFICIENTE: 
2 anos sem punição 
 
 
A partir do MAU: 
2 anos e 6 meses 
sem punição 
TRANSITO EM 
JULGADO 
Condenação criminal 
CRIME CULPOSO 
 
No BOM ou ÓTIMO: 
12 anos sem punição 
 
A partir do BOM: 
8 anos 
com até 1 detenção. 
 
A partir do 
INSUFICIENTE: 
3 anos sem punição 
 
 
 
A partir do MAU: 
3 anos sem punição 
TRANSITO EM 
JULGADO 
Condenação criminal 
CRIME DOLOSO 
COMPORTAMENTO MILITAR DAS PRAÇAS 
Ingresso na PMPR: Comportamento BOM 
 
Art. 51 ... 
 
 § 1º O comportamento militar da praça deve ser classificado em: 
 I - EXCEPCIONAL: 
 a) quando no período de nove anos de efetivo serviço, mantendo os 
comportamentos "bom", ou "ótimo", não tenha sofrido qualquer punição 
disciplinar; 
 b) quando, tendo sido condenada por crime culposo, após transitada em 
julgado a sentença, passe dez anos de efetivo serviço sem sofrer qualquer 
punição disciplinar, mesmo que lhe tenha sido concedida a reabilitação judicial, em 
cujo período somente serão computados os anos em que a praça estiver 
classificada nos comportamentos "bom" ou "ótimo"; e 
 c) quando, tendo sido condenada por crime doloso, após transitada em 
julgado a sentença, passe doze anos de efetivo serviço sem sofrer qualquer 
punição disciplinar, mesmo que lhe tenha sido concedida a reabilitação judicial. 
Neste período somente serão computados os anos em que a praça estiver 
classificada nos comportamentos "bom" ou "ótimo"; 
 
 II - ÓTIMO: 
 a) quando, no período de cinco anos de efetivo serviço, contados a partir 
do comportamento "bom", tenha sido punida com a pena de até uma detenção 
disciplinar; 
 b) quando, tendo sido condenada por crime culposo, após transitada em 
julgado a sentença, passe seis anos de efetivo serviço, punida, no máximo, com 
uma detenção disciplinar, contados a partir do comportamento "bom", mesmo que 
lhe tenha sido concedida a reabilitação judicial; e 
 c) quando, tendo sido condenada por crime doloso, após transitada em 
julgado a sentença, passe oito anos de efetivo serviço, punida, no máximo, com 
uma detenção disciplinar, contados a partir do comportamento "bom", mesmo que 
lhe tenha sido concedida a reabilitação judicial; 
 
 III - BOM: 
 a) quando, no período de dois anos de efetivo serviço, tenha sido punida 
com a pena de até duas prisões disciplinares; e 
 b) quando, tendo sido condenada criminalmente, após transitada em 
julgado a sentença, houver cumprido os prazos previstos para a melhoria de 
comportamento de que trata o § 7º deste artigo, mesmo que lhe tenha sido 
concedida a reabilitação judicial; 
 
 IV - INSUFICIENTE: 
 a) quando, no período de um ano de efetivo serviço, tenha sido punida com 
duas prisões disciplinares ou, ainda, quando no período de dois anos tenha sido 
punida com mais de duas prisões disciplinares; e 
 b) quando, tendo sido condenada criminalmente, após transitada em 
julgado a sentença, houver cumprido os prazos previstos para a melhoria de 
comportamento de que trata o § 7o deste artigo, mesmo que lhe tenha sido 
concedida a reabilitação judicial; 
 
 V - MAU: 
 a) quando, no período de um ano de efetivo serviço tenha sido punida com 
mais de duas prisões disciplinares; e 
 b) quando condenada por crime culposo ou doloso, a contar do trânsito 
em julgado da sentença ou acórdão, até que satisfaça as condições para a 
mudança de comportamento de que trata o § 7º deste artigo. 
 § 3º Ao ser incorporada ao Exército, a praça será classificada no 
comportamento "bom". 
 § 4º Para os efeitos deste artigo, é estabelecida a seguinte equivalência de 
punição: 
 I - uma prisão disciplinar equipara-se a duas detenções disciplinares; e 
 II - uma detenção disciplinar equivale a duas repreensões. 
 § 5º A advertência e o impedimento disciplinar não serão considerados para 
fins de classificação de comportamento. 
 § 6º A praça condenada por crime ou punida com prisão disciplinar superior 
a vinte dias ingressará, automaticamente, no comportamento "mau". 
 § 7º A melhoria de comportamento é progressiva, devendo observar o disposto 
no art. 63 deste Regulamento e obedecer aos seguintes prazos e condições: 
 
 I - do "MAU" para o "INSUFICIENTE": 
 a) punição disciplinar: dois anos de efetivo serviço, sem punição; 
 b) crime culposo: dois anos e seis meses de efetivo serviço, sem punição; 
 c) crime doloso: três anos de efetivo serviço, sem punição; 
 
 II - do "INSUFICIENTE" para o "BOM": 
 a) punição disciplinar: um ano de efetivo serviço sem punição, contado a 
partir do comportamento "insuficiente"; 
 b) crime culposo: dois anos de efetivo serviço sem punição, contados a partir 
do comportamento "insuficiente"; e 
 c) crime doloso: três anos de efetivo serviço sem punição, contados a partir 
do comportamento "insuficiente"; 
 
 III - do "BOM" para o "ÓTIMO", deverá ser observada a prescrição constante do 
inciso II do § 1º deste artigo; e 
 
 IV - do "ÓTIMO" para o "EXCEPCIONAL", deverá ser observada a prescrição 
constante do inciso I do § 1º deste artigo. 
 
 § 8º A reclassificação do comportamento far-se-á em boletim interno da OM, 
por meio de "nota de reclassificação de comportamento", uma vez decorridos os 
prazos citados no § 7º deste artigo, mediante: 
 
RECURSOS E RECOMPENSAS 
Dos Recursos Disciplinares 
 Art. 52. O militar que se julgue, ou julgue subordinado seu, prejudicado, 
ofendido ou injustiçado por superior hierárquico tem o direito de recorrer na 
esfera disciplinar.

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