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Sumário 
Sistema Digestório 
Avaliação geriátrica ampla (AGA) ......................................................................................... 3 
Aspectos éticos no atendimento ao adolescente ............................................................... 10 
APGAR ............................................................................................................................... 11 
Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) ...................................................................... 12 
Dispepsia ............................................................................................................................ 14 
Dor abdominal .................................................................................................................... 16 
Hemorragia .......................................................................................................................... 16 
Parasitoses intestinais ........................................................................................................ 17 
Constipação intestinal ........................................................................................................ 18 
Diarreia ............................................................................................................................... 20 
Hepatites ............................................................................................................................ 21 
Sistema Urinário 
ITU em criança ................................................................................................................... 22 
Câncer de próstata ............................................................................................................. 25 
Glomerulopatias na infância ............................................................................................... 30 
Urolitíase e dor lombar ...................................................................................................... 34 
Exame clínico genitália e consentimento de exame ................................................................ 
Sistema Reprodutor Feminino 
Pré-natal ............................................................................................................................. 37 
Corrimento vaginal ............................................................................................................. 38 
Nódulos mamários ............................................................................................................. 39 
Aleitamento materno .......................................................................................................... 40 
Úlcera genital ..................................................................................................................... 40 
Marcos da puberdade e amenorreia .................................................................................. 42 
Abuso sexual na criança .................................................................................................... 42 
Gravidez na adolescência .................................................................................................. 43 
Exame físico 
Abdômen ............................................................................................................................ 43 
Renal .................................................................................................................................. 50 
Reprodutor ......................................................................................................................... 50 
 
 
 
 
 
 
 
3 
Avaliação Geriátrica Ampla- AGA 
O que é o envelhecimento? 
Envelhecimento é o processo que se caracteriza pela perda progressiva da capacidade de 
adaptação às adversidades do meio ambiente ocasionando aumento da vulnerabilidade e maior 
incidência de processos patológicos. 
Particularidades na 3ª idade 
• Múltiplas comorbidades e alterações fisiológicas. 
• Síndromes geriátricas: pior prognóstico no processo de cura. 
• Fragilidade/ funcionalidade 
• Quedas 
• Delirium/ cognitivo 
• Distúrbios neurodegenerativos (demências) 
• Síndromes de imobilidade 
• Úlceras por pressão 
• Incontinência urinária e fecal 
AGA- Definição 
• Processo diagnóstico multidimensional e interdisciplinar 
• Determina deficiências e/ou habilidades dos pontos de vista médico, psicossocial e 
funcional 
• Objetivo- plano terapêutico 
• Visa a recuperação e ou a manutenção da capacidade funcional. 
• Diferente do exame clínico padrão 
• Enfatiza as capacidades cognitivas, funcional e aspectos psicossociais do idoso. 
• Base- escalas e testes que permitem quantificar o grau de incapacidade. 
 
O AGA é dividido da seguinte forma: 
1- Anamnese 
• Identificação 
• Queixa principal (QP) e duração 
• História da doença atual (HDA) 
• Interrogatório sistemático 
Antecedentes pessoais fisiológicos: 
- Antecedentes de quedas no último ano 
- Independência para AVDs: banho, alimentação e deambulação. 
- Queixa de solidão 
- Antecedente de viuvez 
- Aposentadoria 
Antecedentes pessoais patológicos: 
- Doenças da infância: geralmente não se lembram 
- Medicações atuais e passadas: polifarmácia, regularidade e doses certas. 
 
 
 
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Antecedentes familiares: 
• Câncer 
• Diabetes Mellitus 
• Hipertensão arterial sistêmica 
• Cardiopatias 
• Alzheimer 
Hábitos e costumes: 
• Tabagismo 
• Dieta 
• Alcoolismo 
• Exercícios físicos 
• Animais em casa 
• Saneamento básico 
• Sono 
• Ingestão de água 
 
2- Exame físico 
Dimensão clínica: 
• Visão 
• Audição 
• Continência 
• Sono 
• Quedas 
Dimensão funcional 
• Escalas de avaliação 
Atividades básicas da vida diária 
Katz: pergunta dirigida ao idoso 
• Equilíbrio e mobilidade 
3- Escalas de avaliação- que complementam a anamnese. 
 
 
 
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KATZ 
 
- Pontuação 6: Independente; 
- Pontuação 4: dependente parcial 
- Pontuação autonomia. 
• 1° encontro: necessário explicar sobre confidencialidade. 
Princípios éticos e legais 
• SIGILO MÉDICO: ARTIGO 103 DO CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA. 
• AUTONOMIA: CAP II, ART 17 DO ECA 
Art.103 do Código de Ética Médica: "É vedado ao médico: revelar segredo profissional referente a paciente menor de 
idade, inclusive a seus pais ou responsáveis legais, desde que o menor tenha capacidade de avaliar seu problema e de 
conduzir-se por seus próprios meios para solucioná-lo, salvo quando a não revelação possa acarretar danos ao paciente. 
Capítulo II, art. 17, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): "O direito ao respeito consiste na inviolabilidade das 
integridades física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, 
da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais” 
• quebra de sigilo (exceção): adolescente incapaz de arcar sozinho com sua saúde ou capaz de causar danos a si/outros. 
• gravidez, aids, drogadição, ideação suicida, 
Por exemplo.decresceu 
34,6% em todo o período. 
A gestação na adolescência é considerada uma situação de risco biológico tanto para as adolescentes 
como para os recém-nascidos. Alguns autores observam que características fisiológicas e psicológicas da 
adolescência fariam com que uma gestação nesse período se caracterizasse como uma gestação de risco. 
Há evidências de que gestantes adolescentes podem sofrer mais intercorrências médicas durante gravidez e mesmo 
após esse evento que gestantes de outras faixas etárias. Algumas complicações como tentativas de abortamento, 
anemia, desnutrição, sobrepeso, hipertensão, (pré)eclampsia, desproporção céfalo-pélvica, hipertensão e depressão 
pós-parto estão associadas à experiência de gravidez na adolescência. 
Por outro lado, no que tange à saúde do bebê, a gestação na adolescência encontra-se associada a 
situações de prematuridade, baixo peso ao nascer, morte perinatal, epilepsia, deficiência mental, 
transtornos do desenvolvimento, baixo quociente intelectual, cegueira, surdez, aborto natural, além de 
morte na infância. 
Em termos sociais, a gravidez na adolescência pode estar associada com pobreza, evasão escolar, desemprego, 
ingresso precoce em um mercado de trabalho não-qualificado, separação conjugal, situações de violência e 
negligência, diminuição das oportunidades de mobilidade social, além de maus tratos infantis. 
É preciso cuidado ao se emitir juízos de valor a respeito da gravidez na adolescência. Ainda que, do ponto 
de vista da saúde pública, esse seja um fenômeno com repercussões negativas, ele também pode ter 
consequências consideradas positivas pelas adolescentes. 
Exame físico abdômen 
Na anamnese, quando a queixa principal é relativa ao abdome, é importante que se descreva todos os sintomas, 
especificando: 
1. O local de incômodo e irradiação da dor, utilizando como referência as 9 regiões e os 4 quadrantes abdominais. 
2. Início, frequência, duração e horário preferencial dos sintomas. (Ex: Refere dor abdominal 2 vezes ao dia, por cerca 
de 5 minutos, há uma semana, sem horário preferencial). 
3. Intensidade dos sintomas, que deve ser graduada em cruzes. (Ex: +++/4+, ou seja, 3 cruzes em 4). 
4. Tipo de dor: em pontada, em aperto, latejante – é aconselhável colocar entre parênteses as palavras que o 
paciente utilizar para descrever a dor. 
5. Quantidade de vezes de ocorrência do evento. 
Ex: Refere ter vomitado 3 vezes nas últimas 24h). 
6. Fatores desencadeantes: são as causas da dor atribuídas pelo paciente. (Ex: refere dor quando se senta). 
7. Fatores de melhora e piora: farmacológicos e não farmacológicos. (Ex: chás). 
 
 
 
 
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• Inapetência: perda do apetite Disfagia: sensação de obstrução do esôfago (entalado) 
• Dispepsia: desconforto abdominal caracterizado por plenitude, saciedade precoce, distensão e/ou náusea. 
• Regurgitação: sensação de conteúdo gastroesofágico na boca, sem que ocorra vômito. 
• Pirose: sinônimo de azia, sensação de queimação retroesternal. 
• Constipação/obstipação: dificuldade ou esforço para evacuar, fezes endurecidas, menos de 3 evacuações 
semanais 
• Plenitude gástrica: sensação de saciedade precoce (empachamento). 
• Hematêmese: vômito com sangue proveniente do aparelho digestivo, podendo ser sangue vivo ou borráceo. 
Deve-se diferenciar de hemoptise, que é sangue proveniente do sistema respiratório 
• Esteatorreia: fezes gorduras (boiam no vaso) 
• Melena: fezes enegrecidas, tipo borra-de-café, sugestivo de sangramento digestivo alto (“sangue digerido”). 
• Tenesmo: sensação de evacuação incompleta associado a esforço para defecar. Hematoquezia: presença de 
sangue vivo nas fezes, sugestivo de sangramento retal. 
• Disúria: dor ao urinar Poliúria: aumento significativo no volume urinário em 24 horas, definido 
grosseiramente como 3 litros. 
• Polaciúria: aumento na quantidade de micções 
• Nictúria: aumento da frequência urinária durante a noite. 
• Oligúria: diurese diminuída (inferior a 400 ml/24h) 
• Anúria: diurese inferior a 100 ml/24h Enurese: incapacidade de reter a urina durante o sono 
• Urgência urinária: desejo intenso e imediato de urinar, as vezes causando micção involuntária. 
• Incontinência urinária: eliminação involuntária da urina. 
• Hematúria: presença de sangue na urina 
A cavidade abdominal é divida por quatro planos: dois horizontais e dois 
verticais, delimitando as seguintes regiões: 
• Hipocôndrio direito (HCD): fígado, vesícula biliar, rim direito; 
• Epigástrio: lobo esquerdo do fígado, piloro, duodeno, cólon transverso e 
cabeça e corpo do pâncreas; 
• Hipocôndrio esquerdo: baço, estômago, rim esquerdo, cauda do 
pâncreas; 
• Flanco direito (ou região lateral): cólon ascendente, rim direito e jejuno; 
• Mesogástrio (ou região umbilical): duodeno, jejuno, íleo, aorta 
abdominal, mesentério, linfonodos; 
• Flanco esquerdo (ou região lateral): cólon descendente, jejuno, íleo; 
• Fossa ilíaca direita (ou região inguinal): ceco, apêndice, ovário e tuba 
uterina direita; 
• Hipogástrio: bexiga, útero, ureter; 
• Fossa ilíaca esquerda (ou região inguinal): cólon sigmoide, ovário e tuba 
esquerda. 
 
 
 
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Inspeção 
A inspeção deve ser realizada com o paciente em decúbito dorsal com pernas estendidas. São 
observadas a forma ou tipo, simetria, volume e alterações cutâneas do abdome: 
• Forma ou tipo: globoso (panículo adiposo ou líquido ascítico), escavado (emagrecimento 
ou síndrome consuptiva), pendular (gravidez); 
• Simetria: Avaliar se há presença de assimetria, como pode ocorrer na 
hepatoesplenomegalia, hérnias de parede abdominal, neoplasias e obstruções; 
• Abaulamentos: presença de massas abdominais, como neoplasias ou hérnia da parede 
abdominal; 
• Retrações (depressões): bridas pós-cirúrgicas, caquexia; 
• Circulação colateral: pode ser visível em caso de obstrução do sistema venoso porta 
(cabeça de medusa) ou veia cava; 
• Cicatriz umbilical: normal, plana, tendência à retificação, protrusa 
• Ondas peristálticas: em geral não são observadas em indivíduos normais, mas pode 
estar presente quadros obstrutivos; 
• Pulsação; 
• Movimentos respiratórios; 
• Lesões cutâneas: sinal de Cullen e sinal de Turner, presentes na pancreatite aguda. 
Na inspeção, também é preciso avaliar a presença de hérnias, e para isso se realiza a manobra 
de Valsalva, que nada mais é do que solicitar ao paciente que sopre o punho fechado. Com isso, 
aumenta-se a pressão intra-abdominal, forçando o aparecimento das hérnias que podem estar 
presentes. 
 
 
 
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Palpação abdominal 
A palpação abdominal é dividida em dois momentos: a supercial e a profunda. Iniciamos com a 
primeira, para posteriormente ir para segunda. 
Palpação superficial 
Ela serve para avaliar: 
• Sensibilidade; 
• Integridade anatômica; 
• Grau de distensão da parede abdominal; 
• Defesa da parede abdominal (contratura da musculatura abdominal, voluntária ou 
involuntária); 
• Continuidade da parede (hérnias, diástase dos músculos reto abdominais). 
Os pacientes com dor abdominal devem ser solicitados a localizá-la. Só então inicia-se a 
palpação da área mais distante da região dolorosa, deixando esta por último. Deve ser feita com 
uma mão a 45 graus ou duas mãos superpostas. 
Pontos dolorosos: 
• Epigástrico: sensível na úlcera péptica em atividade; 
• Cístico: situa-se no ângulo formado pelo rebordo costal direito com a borda externa do 
músculo reto abdominal. Na interseção da linha hemi clavicular com o rebordo costal 
direito. Deve ser palpado em busca do Sinal de Murphy que pode estar presente 
na colecistite aguda. 
 
 
 
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• McBurney: união do terço externo com dois terços internos da linha que une a espinha 
ilíaca ântero-superior à cicatriz umbilical. Dor nessa região sugere apendicite aguda. 
O Sinal de Blumberg , dor a descompressão, pode ser pesquisado na palpação profunda. 
Palpação profunda 
Este tipo de palpação tem como objetivo palpar órgãos abdominaisem busca de visceromegalias 
e tumorações. Os órgãos que procuramos são o fígado e o baço: 
Palpação do fígado 
No fígado devemos observar o tamanho (hepatimetria), consistência, superfície e borda e 
sensibilidade. 
O método de palpação mais utilizado na prática é o de Lemos Torres. Nele, o examinador com a 
mão esquerda na região lombar direita do paciente tenta evidenciar o fígado para frente. Com a 
mão direita espalmada sobre a parede anterior, tenta palpar a borda hepática anterior durante a 
inspiração profunda. 
 
 
 
 
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Deve ser avaliado a borda hepática, se tem borda fina ou romba; regularidade da superfície, 
sensibilidade, consistência, presença de nodulações. 
A hepatimetria deve ser realizada percutindo dois pontos: 
• A partir do 5º espaço intercostal direito em direção ao rebordo 
costal direito, até que haja mudança do som (de maciço para timpânico); 
• A partir do apêndice xifoide 
A hepatimetria normal varia entre 6 e 12 cm na linha hemiclavicular e entre 4 e 8 cm na linha 
esternal média. 
Hepatimetria 
(MARTINS et al., 2021) 
Palpação do baço 
Normalmente o baço não é palpável. Porém, quando atinge duas ou três vezes seu tamanho 
normal (esplenomegalia), é possível palpá-lo. 
Para palpá-lo, o examinador posiciona-se à direita do paciente e com a mão direita em garra tenta 
sentir o polo esplênico inferior durante a inspiração profunda próximo ao rebordo costal esquerdo. 
Causas de esplenomegalia: hipertensão portal, infecção, anemia hemolítica, linfomas, 
esquistossomose. 
Vai começar a fazer atendimentos? Aproveite para ver nossas dicas para mandar bem 
na primeira anamnese! 
Percussão na semiologia abdominal 
A partir da percussão é possível identificar presença de ar livre, líquidos e massas intra-
abdominais. Além disso, é importante delimitar o espaço de Traube (onde fica o baço). 
A técnica é digito-digital, em que o examinador posiciona uma das mãos sobre o abdome e 
percute com o dedo indicador. 
• Som normal: maciço (baço e fígado), timpânico (vísceras ocas); 
https://www.sanarmed.com/o-que-preciso-saber-para-fazer-minha-primeira-anamnese-sanarflix
 
 
 
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• Percussão normal: macicez hepática no hipocôndrio direito; timpanismo no espaço de 
Traube, timpanismo nas demais regiões; 
• Massas abdominais sólidas ou líquidas (ascite) são maciços; 
• Timpanismo generalizado pode indicar obstrução. 
Paciente com ascite: manobras 
Algumas manobras são fundamentais para avaliar o paciente com suspeita de ascite, que é o 
acúmulo de líquido na cavidade peritoneal. Essa avaliação baseia-se justamente na percussão 
como veremos nas duas principais manobras abaixo: 
• Macicez móvel: ocorre em casos de ascite de médio volume. Quando o paciente está em 
decúbito dorsal o líquido acumula-se na região lateral do abdome, revelando timpanismo 
na região anterior. Quando o paciente posiciona-se em decúbito lateral, o líquido desloca-
se para o mesmo lado, onde fica maciço e a região acima fica timpânica. 
• Semi-círculo de Skoda: com o paciente em decúbito dorsal percute-se a regiçao 
periumbilical do meio para as extremidades. Em casos de ascite, observa-se alteração do 
timpanismo. 
 
Algumas manobras de percussão 
• Sinal de Giordano: punho-percussão das lojas renais. Se o paciente sentir dor, é positivo 
e pode indicar pielonefrite aguda. 
• Sinal de Jobert: percussão do hipocôndrio direito com detecção de timpanismo. É 
indicativo de pneumoperitôneo (ar na cavidade abdominal). 
• Sinal de Corvoisier-Terrier: vesícula biliar palpável. Pode ser indicativo de neoplasia. 
 
 
 
 
 
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Exame físico geniturinário 
• Específico. 
• Aparelho geniturinário. 
Preparo 
Paciente em posição deitada, sentada e/ou posição ginecológica 
Materiais 
lanterna clínica, lente de aumento, régua pequena descartável, luvas descartáveis. 
Semiotécnica: inspeção, palpação e ausculta 
 
Rins: (avaliação em dorso, posição sentada ou de pé) 
- Inspeção região renal (T12 a L3) aspecto da pele, protuberâncias (grandes aumentos do rins, rins 
policísticos) e simetria em flancos e fossas ilíacas, presença de abaulamentos (Pode-se realizar 
ao término do exame do tórax posterior). 
 - Fáscie renal 
-Percussão: pesquisar sinal de Giordano, se necessário. Punho-percussão + se doloroso. 
- Palpação: investigar tamanho, forma, consistência, superfície da pele, contorno da estrutura e 
dor. 
Método de Devoto: posição supina. Colocar a mão espalmada oposta ao rim a ser examinado no 
ângulo lombocostal, elevando o flanco, e a outra mão espalmada abaixo do rebordo costal. 
Comprimir ambas as mãos ao mesmo tempo, procurando sentir e pinçar o pólo inferior do rim na 
sua descida inspiratória. 
 
Método de Israel: decúbito lateral oposto ao lado do rim a ser palpado; a perna superior deve 
permanecer fletida e a inferior em extensão. Seguir a mesma técnica 
 
 
 
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Bexiga: (avaliar ao término do exame abdominal) 
- Inspeção: aspecto da região supra-púbica quanto a abaulamentos, lesões e estomas. - Palpação: 
mãos em garra, aprofundando-as na expiração e deslizando em todos os sentidos, de fora para 
dentro, procurando delimitar a bexiga. Iniciar 2cm da sínfise púbica, bexiga vazia. 
(firme, lisa e indolor) 
- Percussão: timpanismo (bexiga vazia) macicez (bexiga cheia). 
 
Genital masculino: (paciente em pé com o examinador sentado à sua frente; posição supina) 
- Pênis: 
- Inspeção e palpação: pele - implantação pelos, lesões, alterações de cor; tamanho e forma do 
pênis; óstio uretral centralizado. Procurar edema localizado, nódulos ou lesões. Retrair prepúcio 
expondo a glande (secreções, esmegma, lesões ou inflamações). Comprimir levemente o meato 
urinário: visualização da porção terminal da uretra – secreções, coloração. A borda deve ser 
rosada e lisa. (Vermelhas, evertidas, edematosas, secreção – sugere uretrite). 
- Palpar toda a extensão do pênis entre o polegar e os dois primeiros dedos: normalmente liso, 
semi-firme e indolor; pesquisar massas tumorais, áreas de endurecimento, dor. 
 
Escroto: (inspeção e palpação) 
- Inspecionar a face anterior do escroto (afastar pênis com dorso da mão ou solicitar ao paciente 
que o afaste). Levante o escroto para inspecionar face posterior. Normalmente a pele é enrugada. 
Observar simetria ou assimetria (normal). Observar condições da pele, presença de massas, 
edema, tumefação (aumento – hidrocele, varicocele, por ex.) e cistos. 
- Palpação dos testículos: separadamente, movimentar os testículos entre os dedos, sentir 
consistência e contorno, forma oval, indolor com palpação delicada, utilizando polegar e indicador. 
(pesquisar massas, dor, tumefação; se presente – transiluminação) 
- Palpação do epidídimo: forma de vírgula de cima a baixo do testículo, indolor, macio. (presença 
de dor, endurecimento e tumefação – pode indicar epididimite) 
- Palpação do cordão espermático: Em geral, tem 3 mm de diâmetro, é fino, redondo e não doloroso 
à palpação. (edemaciado e tortuoso – pode indicar varicocele) 
 
Genital Feminino: 
Antes de realizar a inspeção perguntar a paciente se a mesma tem desejo de urinar. Posicionar a 
paciente em decúbito dorsal, posicionar cabeça e ombro para relaxar a musculatura do abdome. 
Manter os braços cruzados sobre o tórax ou ao lado do corpo. Braços elevados fazem com que a 
musculatura abdominal se enrijeça. Peça que a paciente se possível mantenha as pernas fletidas 
e semi-abertas. 
Com luvas e com auxílio de lanterna observar a quantidade e distribuição dos pelos. Observar 
presença de parasitas na base dos pelos. Observar presença de edemas e eritemas. Com uso de 
 
 
 
52 
luvas realizar a abertura dos grandes lábios para observação do introito vaginal, neste momento, 
observar presença de lesões e aspecto de higiene. 
Virilha: 
- Virilha: posição supina (após exame da bexiga) inspecionar a região, a sua pele, observar 
linfonodos aumentados; em pé, em busca de hérnias visíveis como uma protuberânciaao esforço 
ou em repouso. 
- Palpar área do canal inguinal. 
- Palpar artéria femoral. 
- Anel ou canal femoral: Pode-se utilizar o pulso femoral como marco e palpar cerca de 3 cm medial 
ao pulso, com o uso de três dedos. Normalmente, o canal femoral não é palpável, exceto na 
ocorrência de hérnia. 
- Palpar linfonodos: cadeia horizontal junto ao ligamento inguinal e a cadeia vertical ao longo da 
parte superior interna da coxa. Pesquisar tamanho, consistência, mobilidade, sensibilidade. 
MEATO URETRAL: VERIFICAR ESTENOSE – DX DIFERENCIAL COM BEXIGA 
NEUROGÊNICA. 
TOQUE RETAL NO HOMENS: AVALIAR PRÓSTATA. 
Continuando o exame genital feminino: 
O exame da genitália é a principal parte do exame ginecológico. A paciente deve estar em 
posição de litotomia com o profissional entre suas pernas. É necessária uma iluminação 
adequada para a boa realização do exame. 
Durante a inspeção, avalia-se a vulva, clitoris, introito, óstio uretral, períneo e anus. Na inspeção 
vulvar, analisa-se a implantação dos pêlos, aspecto da fenda vulvar, umidade, secreções, 
hiperemia, ulcerações, distrofias, neoplasias, dermatopatias, distopias e malformações. 
No períneo, observa-se sua integridade, presença de cicatrizes de episiorrafias ou perineoplastia. 
Nos anus investiga-se presença de hemorroidas, plicomas, fissuras, prolapso e malformações. 
O exame especular, que vem em seguida, tem como objetivo a coleta de materiais para exame 
citológico, bacteriológico, cristalização e filância do muco cervical. Deve-se selecionar um 
espéculo de tamanho e formato apropriados e lubrificá-lo para melhor conforto da paciente. Vale 
ressaltar que o exame especular só é realizado em mulheres não-virgens. 
O espéculo deve ser introduzido fechado e direcionado para baixo. Em caso de introito estreito, 
pode-se alargar o introito previamente à introdução do espéculo realizando uma pressão para 
baixo em sua margem inferior. Ao introduzir o espéculo completamente, pode-se abrir suas 
lâminas delicadamente e ajustá-lo para melhor visualização do colo uterino. 
Após a coleta, observa-se a coloração da mucosa, presença e aspecto de secreções ou 
sangramentos, superfície do colo e forma do orifício externo, existência de lacerações, pólipos ou 
neoplasias. A retirada do espéculo é feita de forma lenta, visando observar as paredes vaginais 
que estavam recobertas pelo instrumento. 
O toque vaginal pode ser realizado, mas não é feito rotineiramente. Pode ser feito unidigital, 
bidigital ou bimanual. No toque unidigital realiza-se a expressão da uretra, palpação das 
glândulas vestibulares e palpação das paredes vaginais, observando-se a elasticidade, a 
capacidade, a extensão, a superfície, as irregularidades, a sensibilidade e a temperatura. 
Ao toque bidigital analisa-se o colo do útero e os fundos de saco vaginais. No colo do útero 
analisa-se a orientação, superfície, consistência, comprimento, sensibilidade, a mobilidade e 
caracteristica do orifício externo. Nos fundos de saco verifica-se a distensibilidade, a 
profundidade, a sensibilidade, se estão livres ou ocupados. 
 
 
 
53 
O toque bimanual é a melhor maneira de obter uma ideia tridimensional da pelve da mulher; 
confirma e complementa os dados obtidos com as técnicas anteriores.• obrigatório 
Informar e justificar ao paciente a quebra de sigilo. 
"A análise de cada caso deve ser prima facie, ou seja, não pode haver regras sem exceção. No dever prima facie a 
melhor conduta é decidida no momento do conflito e deve ser priorizada de acordo com as circunstâncias." 
Fortes PACE, Sacardo DP. Ética na assistência à saúde do adolescente e do jovem. la: Ministério da Saúde. Cadernos 
Juventude, Saúde e Desenvolvimento. Brasília: Ed. Ministério da Saúde. 1999. P. 147-61. 
Consulta médica na adolescência 
Familiar pode não autorizar a privacidade. 
 
 
 
11 
• porém, art 3° do ECA, determina: 
"A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da 
proteção integral de que trata essa lei, assegurando-se lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e 
facilidades, a fim de lhes facultar os desenvolvimentos físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade 
e de dignidade 
Relação médico / paciente adolescente 
• conduta ética: necessário avaliação permanente do próprio comportamento. 
• autorreflexão p/ se manter verdadeiramente a serviço do paciente. 
CONCLUSÃO 
Essencial. Conhecimento de leis e estatutos 
• consultar MP sociedades legais e advogados estabelecimento de saúde quando necessário. 
Documentação impecável. 
• trabalho em equipe -> 2ª opinião quando dúvidas 
APGAR 
Escala ou Índice de Apgar, criado em 1949 pela anestesista inglesa, Dra. Virgínia Apgar, é uma 
maneira fácil e eficaz de avaliar as condições de vitalidade do recém-nascido. Consiste na 
avaliação de 5 sinais objetivos observados nos primeiro e quinto minutos após o nascimento, a 
saber: coloração da pele, pulso (FC), irritabilidade reflexa, tônus muscular e esforço respiratório. 
Para cada um dos itens é atribuída uma nota de 0 a 2, conforme gravidade. 
- Reavaliações a cada 5min, até os 20min, quando APGAR• Identificação é muito importante, uma vez que a prevalência de APLV em adultos é 
baixíssima, diferentemente na intolerância ao leite de vaca 
• Sinais de alarme 
• Fatores de melhora e piora é o carro chefe dessas síndromes, uma vez que piora com a 
ingestão de leite e derivados, a maior diferença está em relação a apresentação clínica 
• Para intolerância à lactose os sintomas estão mais relacionados com o TGI, ocorrendo 
distensão abdominal, náusea e vômito (em alguns casos), ocorrendo devido a falta da 
enzima lactase 
• Alergias alimentares apresentam manifestações sistêmicas devido ao tipo de resposta 
envolvida, sendo uma reação de hipersensibilidade tipo IV 
Realizar exame físico do sistema digestório como também dos demais sistemas, uma vez que 
pode haver manifestações extraintestinais no caso de alergia alimentar fato que não ocorre 
durante uma reação de intolerância à lactose 
Teste terapêutico com a exclusão do leite da dieta e avaliar os sintomas, servindo tanto para 
APLV e para intolerência e posteriormente realizar o teste de provocação oral 
No que tange ao teste imunológico para APLV não é tão específico e sensível para os pacientes 
O tratamento é realizado com a retirada do leite da dieta bem como o uso de fórmulas infantis 
para crianças com APLV 
 
Ingestão de corpos estranhos 
A manifestação clássica é a tosse incontrolável, mecanismo de defesa natural de eliminação do 
objeto aspirado 
O paciente pode apresentar cianose e sinais de descompensação podendo chegar a morte 
Idade da criança, avaliar responsividade da mesma 
Importante saber o que a criança ingeriu, seja por meio da anamnese ou por meio de exames 
complementares, como raio X, TC, endoscopia deforma diagnóstica e terapêutica 
 
 
 
16 
Imprescindível reconhecer a localização do objeto, seja no TGI ou no sistema respiratório 
Depende diretamente do que foi ingerido, podendo realizar as manobras de desengasgo, lavado gástrico 
ou até endoscopia com fins terapêuticos 
Dor abdominal 
Importante investigar fatores de risco para abdome agudo ou outras causasassociadas 
Existem várias entidades que podem cursar cm dor abdominal, devido isso, é importante saber 
relacionar a clínica do paciente e fatores associados. O que pensar em caso de dor abdominal: 
parasitose intestinal, DRGE, gastrite, dispepsia, úlcera, hepatite, peritonite, DII, abdome agudo 
(perfurativo, inflamatório, obstrutivo e vascular) como várias outras condições 
Saber fatores de melhora e fatores de piora, início da dor, intensidade, localização, irradiação, 
sintomas associados. Medicamentos em uso, histórico pessoal e familiar dentre outros dados que 
possam auxiliar no entendimento da patologia em questão. Como a doença é abdominal sempre 
é importante realizar a anamnese voltadas para o hábito intestinal do paciente, como também os 
aspectos das fezes podem dar uma ideia da patologia, como é o caso de fezes escurecidas 
(melena) ou esbranquiçadas (acolia fecal). 
Uma outra forma de dor abdominal não relacionada ao sistema digestório é o caso de nefropatias, 
como por exemplo síndromes glomerulares, pielonefrite e nefrolitíase. 
 
Realizar o exame físico geral desse paciente. Ficar atento para sinais de descompensação hemodinâmica, 
logo, importantemonitorizar esse paciente. Avaliar pele e mucosas e buscar guiar o exame físico com a 
queixa principal desse paciente 
No exame físico do sistema digestório importante saber realizar o exame físico do sistema digestório de 
forma completa e detalhada, podendo realizar manobras dependendo do quadro clínico de cada paciente 
Algumas manobras que podem ser realizadas são- Apendicite: Sinal de Psoas, obturador, Bloomberg e 
Rovsing; Colecistite: sinal de Murph; Hepatite- Palpação do fígado pelas manobras de Matieu e Lemos 
Torres; Nefrolitíase e pielonefrite- Sinal de Giordano 
Depende do caso clínico, uma boa parte pode ser feita apenas com a apresentação clínica do paciente 
alinhada com o exame físico. 
Podem ser pedidos exames como TC, raio X, ultrassonografia, ressonância e até exames mais específicos 
como amilase e lipase para pancreatite e exames de fezes e urina, 
 
Depende da causa base, toda entidade recisa de um manejo específico, variando entre acompanhamento 
clínico (pancreatite), antibióticoterapia (pielonefrite) analgesia (abdome agudo, nefrolitíase), cirurgia 
(abdome agudo) 
Hemorragia digestiva 
 
 
 
17 
• Identificação do paciente 
• Histórico pessoal e familiar 
• Anamnese do sangramento- frequência, duração, intensidade, forma 
• Histórico de constipação (pode ser sugestivo de carcinoma) e doença hemorroidária 
• Avaliar se o paciente sente dor, se há fatores de melhora e piora, se fez uso de medicamentos 
• Avaliar algum tipo de comorbidade 
• Importante determinar se o sangramento é alto (acima do ângulo de Treitz), ocorre presença de 
hematêmese, com sangue vivo ou baixo (abaixo do ângulo de Treitz), normalmente ocorre melena 
nas fezes 
• Perguntar se o paciente teve ou está com disenteria 
Realizar o exame físico do sistema digestório, e é imprescindível avaliar se há sangue na ampola retal, 
como também avaliar a estrutura dos mamilos para avaliar se há hemorroida que justifique o sangramento 
o paciente 
Importante realizar exames complementares nesse caso, onde pode ser solicitado hemograma (avaliar 
anemia), EDA, colonoscopia, retrossigmoscopia, e se houver alguma altação morfológica realizar biópsia 
da lesão 
Dentre as principais hipóteses temos: úlcera péptica ou duodenal, varizes esofágicas rompidas, 
parasitoses intestinais, disenteria, doença hemorroidária, retrocolite ulcerativa 
Depende da causa base, mas é importante realizar o seguimento terapêutico uma vez que em 
determinados casos o paciente possui risco de morte iminente 
Parasitose intestinal 
• Identificação do paciente, crianças são mais propícias em alguns casos 
• Analisar fatores de risco para as parasitoses intestinais, como, consumo de água e alimentos não 
tão bem lavados, hábitos de vida e moradia principalmente, banhos de rios e lagos são fatores de 
risco para este tipo de entidade 
• Avaliar se o paciente notou a presença de vermes saindo do seu TGI 
• Avaliar a clínica do paciente, uma vez que determinados parasitas afetam determinados sistemas 
corporais como é o caso do ciclo de Loffler causados por 4 parasitas, Ancylostoma duodenale, 
Ascarus lumbricoides, Necator americanus e Strongyloides stercoralis (NASA) que possuem o ciclo 
pulmonar, apresentando tosse e pneumonia nesses pacientes 
• De forma geral as parasitoses causam sintomas gastrointestinais como síndromes de má absorção, 
diarreia, astenia, anorexia em alguns casos, prostração, febre entre outras manifestações 
o Cisticercose- ocorre manifestações de formação de granulações em músculos, cérebro e 
olhos sendo característica dessa doença (causada pela Taenia Sollium) 
o No caso da oxiuríase (Enterobius vermicularis), possui como marca um prurido anal intenso 
o A esquistossomose (causada pelo Schistossoma mansoni) é uma doença de evolução 
lenta, na fase aguda pode ocorrer prurido na região da infecção e a famosa febre de 
Katayama, na sua fase crônica ocorre a infestação nos sinusóides hepáticos que leva a um 
aumento da pressão na veia porta hepática e pode levar a um quadro de cirrose, levando a 
várias manifestações sistêmicas 
• A amebíase causa uma diarreia intensa podendo vir acompanhada de sangue (disenteria), 
normalmente afeta o intestino grosso do paciente 
 
 
 
18 
• A giardíase tem como característica clínica um quadro de distensão abdominal, diarreia aquosa e 
de odor fétido podendo vir acompanhada de restos alimentares, uma vez que habita o intestino 
delgado do hospedeiro 
• Realizar o exame físico do sistema digestório, que será pouco conclusivo. No caso da esquistossomose serão 
observados sinais típicos de hipertensão portal, evidenciando no exame físico detalhado 
• Importante avaliargrau de desidratação ou sinais de anemia nesse paciente 
• Se necessário realizar a inspeção anal a procura de vermes 
• Pode haver complicações nesses pacientes, como hemorragia digestiva intensa devido a hipertensão portal, 
bem como casos de obstrução intestinal por bolo de áscaris por exemplo 
A clínica é de grande valia para estes pacientes 
Realizado através do exame parasitológico de fezes, com no mínimo 3 amostras para evitar um falso negativo 
Depende da parasitose, mas todas são tratadas com antiparasitário 
Como a maior parte dos antiparasitários possuem um bom espectro para as doenças é importante realizar o 
tratamento empírico na maioria dos casos, antes mesmo de determinar o agente etiológico 
Constipação intestinal 
 
O histórico clínico é crucial para o entendimento da constipação intestinal. Importante entender o histórico 
familiar da paciente, bem como o histórico pessoal, hábitos de vida auxiliam principalmente pensando em 
prática de exercícios físicos e sua alimentação, principalmente relacionando a ingestão de água e fibras na 
alimentação. Perguntar a respeito de dor ao defecar, bem como saber se é necessário manobras manuais 
para desobstrução 
Existem pessoas que possuem naturalmente o trânsito intestinal mais lento, não sendo necessariamente 
algo patológico. 
Fatores de risco- idade dos pacientes, disfunções metabólicas, alterações endócrinas, cirurgias prévias, 
Avaliar o paciente segundos os critérios de Roma IV como também classificar as fezes do paciente 
segundo a escala de Bristol. 
- Quais os sinais de alarme? 
− Causas orgânicas de constipação devem ser consideradas quando o 
comportamento de esforço é acompanhado de sinais de alarme: atraso na 
eliminação do mecônio (após 48h de vida), febre, vômito ou diarreia, sangramento 
retal e distensão abdominal grave. 
− As causas orgânicas mais importantes são doença de Hirschsprung e fibrose cística. 
− A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) também pode estar envolvida na 
constipação. 
− As manifestações de proctite e colite alérgicas podem ser fatores desencadeantes 
de evacuações dolorosas com consequente retenção fecal. 
- Qual é o diagnóstico diferencial de constipação? 
 
 
 
19 
• Doença celíaca. 
• Hipotireoidismo/ Hipercalcemia/ Hipocalemia. 
• Diabetes mellitus. 
• Alergia a proteína do leite de vaca (APLV). 
• Drogas e tóxicos: opiáceos, anticolinérgicos, antidepressivos, quimioterapia, intoxicação 
por chumbo. 
• Intoxicação por vitamina D. 
• Botulismo. 
• Fibrose cística. 
• Doença de Hirschsprung. 
• Acalasia anal. 
• Malformações anatômicas: ânus imperfurado, estenose anal. 
• Massa pélvica (teratoma sacral). 
• Anomalias da medula espinhal, trauma. 
• Anormalidades da parede abdominal: Prunne Belly, gastrosquise, síndrome de Down. 
• Pseudo-obstrução (neuropatias viscerais, miopatias, mesenquimopatias). 
• Neoplasia endócrina múltipla tipo 2B1. 
Os sintomas da constipação podem variar: 
▪ Menos de três evacuações por semana 
▪ Dificuldade em esvaziar os intestinos sem muito esforço 
▪ A sensação de que você é incapaz de esvaziar completamente o seu intestino 
▪ A sensação de que há algo bloqueando seu intestino 
Você também pode experimentar: 
▪ Flatulência 
▪ Inchaço 
▪ Dores de estômago ou cãibras 
Você pode ter problemas de controle de bexiga ou incontinência fecal bem como constipação. 
https://www.medtronic.com/br-pt/your-health/conditions/overactive-bladder-oab.html
https://www.medtronic.com/br-pt/your-health/conditions/faecal-incontinence.html
 
 
 
20 
 
Inspeção- avaliar se há algum grau de distensão abdominal e o tipo de abdome 
Ausculta- ruídos hidroaéreos aumentados, diminuídos, abolidos ou normal 
Percussão- avaliar macicez, submacicez ou timpanismo 
Palpação- avaliar vísceras e dor a palpação profunda ou superficial 
Importante saber se existe a presença de massas abdominais, que possam se tornar um fecaloma e evoluir para um 
quadro de abdome agudo obstrutivo 
 
 
 
 
21 
É em sua maioria clínico, não necessitando de exames complementares 
Podem ser realizados exames para investigar causas que possam cursar com constiáção,como é o caso de doença 
hemorroidária, câncer, estenoses entre outros 
 Tratamento 
Depende da causa base, se tiver origem idiopática iniciar com mudanças dos hábitos de visa, melhorando a 
alimentação e a prática de exercícios físicos 
Diarreia 
 
Corresponde a 3 ou mais evacuações em24 horas ou mais de 200 g dia 
Avaliar o tempo e intensidade dos sintomas, diarreia aguda (menos de 2 seanas0, persistente (2-4 semanas) e crônica 
(mais de 4 semanas) 
Determinar o tipo das fezes: Líquidas, volumosas, ácidas/rançoso, muco e sangue 
Avaliar se houve ou há febre, investigar fatores desencadeantes do quadro clínico 
Perguntar a respeito de dor abdominal bem como sua intensidade, perguntar a respeito da presença de sangue nas 
fezes e sintomas associados ao quadro clínico presente 
Realizar o exame físico do trato gastrointestinal 
Avaliar sinais de alarme, que são: febre alta, normalmente maior que 38,5; diarreia severa que não melhora após 48-
72h; vômitos persistentes; sinais de desidratação; diarreia com sangue (disenteria); diarreia por mais de duas 
semanas; diarreia em pacientes idosos e/ou imunossuprimidos; crianças que recusam hidratação ou alimentação 
durante a diarreia. 
Exame de fezes; hemograma; eletrólitos sanguíneos; gasometria; ureia e creatinina; pH fecal menor que 5,5 e 
substâncias redutoras 
Hidratação (plano A, B e C), antibióticoterapia para determinados casos de diarreia secretora 
 
Hepatite 
Identificar fatores de risco para as hepatites, lembrando que hepatite A e E possuem transmissão fecal oral, ou seja, 
por meio de alimentos e água contaminados com os vírus. Enquanto a hepatite B, C e D (precisa ter B e depois 
adquire a D) são de contato sexual, sendo consideradas IST's. 
Importante questionar a respeito dos hábitos sexuais, uso de preservativos, alimentação e consumo de água de 
procedência duvidosa. Histórico familiar e pessoal também auxiliam no diagnóstico 
 
 
 
22 
Lembrar que existe a hepatite fulminante, onde o fígado acaba perdendo rapidamente e progressivamente sua 
função, chegando à falência hepática. E seu tratamento se dá por transfusão hepática 
• Inspeção- pode ser observado um quadro de icterícia, presente em pele (mãos e pés) e mucosas (esclera 
ocular e mucosa oral), pode estar presente um quadro de ascite, alterando o tipo de abdome do paciente. O 
paciente pode cursar com hipertensão portal, logo, pode apresentar um quadro de anasarca (edema generalizado), 
como também sinais de congestão sistêmica 
• Palpação- Palpação do fígado, através da manobra de Lemos Torres e Mathieu, observando um quadro de 
hepatomegalia dolorosa, devido a inflamação da cápsula hepática 
• Percussão- Pode ocorrer um quadro de ascite, onde pode ser realizados alguns testes como o de piparote, 
devido a insuficiência hepática 
• Ausculta- Pode ser observado alterações como hipertensão portal, logo pode observar um sopro no coração, 
no pulmão pode ser auscultado crepitações, ou diminuição do murmúrio vesicular devido a um quadro de derrame 
pleural 
Dosar enzimas hepáticas de função: Albumina, TP, TTPA, bilirrubina, fatores de coagulação, globulinas, amônia, 
lipídeos 
Marcadores de lesão: transaminases (TGO mais especifica, TGP), bilirrubinas e coagulograma, Albumina 
normalmente baixa, por conta da insificiência hepática 
E o mais importante é a sorologia para as hepatites, conseguindo determinar a fase da doença, como também 
auxiliar no seguimento terapêutico 
Nos casos de hepatite aguda A e E o tratamento é majoritariamente sintomatológico, não tendo um medicamento 
eficaz 
Nas hepatites crônicas, o tratamento é sintomatológico como também e utilizado antirretrovirais 
Síndromes ictéricas 
Podem se apresentar devido a lesão hepática (esteatose hepática, hepatites, câncer defígado), como também é 
frequente nos casos de incompatibilidade sanguínea, como é o caso de incompatibilidade ABO e Rh, e em doenças 
hemolíticas 
 
Inspeção- Observar o grau de icterícia e graduar em quatro cruzes, e observar sinais de complicações como o edema 
Palpação- Palpar o fígado e determinar o grau de hepatomegalia associada 
Percussão- Normalmente não está alterada em um quadro agudo 
Ausculta- Normalmente não se altera em um quadro agudo 
Depende da causa base, podendo variar de problemas hematológicos ou até hepáticos propriamente 
Está relacionado com a causa base da síndrome ictérica 
 
 
 
23 
Infecção do trato urinário na criança 
É, provavelmente, a infecção bacteriana mais prevalente no lactente. 
• Pico de incidência entre três e cinco anos de idade, havendo outro pico na adolescência. 
• Recorrência ocorre em 40% dos casos, sendo mais raro no sexo masculino. 
 
• Quando suspeitar de ITU? 
o Menores de 2 meses- sintomas inespecíficos: 
▪ Sepse, febre, vômito/diarreia, irritabilidade/letargia, poliúria/oligúria. 
o Entre 2 meses e 2 anos- sintomas inespecíficos: 
▪ Febre 
▪ Vômito/diarreia 
▪ Irritabilidade/letargia 
▪ Poliúria/oligúria 
▪ Atraso no crescimento 
o Maiores de 2 anos- controle esficteriano 
o Queixas urinárias mais específicas (cistites): 
▪ Disúria 
▪ Polaciúria 
▪ Retenção 
▪ Urgência 
▪ Incontinência 
▪ Enurese 
o Sintomas sistêmicos (pielonefrite aguda:PNA) 
▪ Anorexia 
▪ Prostração 
▪ Febre 
▪ Dor abdominal e nos flancos 
• Característica do ato miccional – normal: forte e ininterrupto, sem esforço. 
• Idade que conseguiu controle urinário diurno e noturno após desfralde. 
• Persistência de perdas urinárias: disfunção vesical. 
• Esforço: obstrução, infecção e distúrbios metabólicos. 
 
 
 
 
24 
 
A ITU pode ser dividida em três categorias: cistite (infecção urinária baixa), pielonefrite e bacteriúria assintomática. 
Clinicamente a distinção entre elas pode ser difícil, mas nos auxilia na tomada de decisão em relação ao tratamento e 
investigação. 
• Antecedentes pessoais: anomalias genéticas do tu favorecem ITU -> RVU 
• Especificamente referidos no tu ao passar do tempo de doença. 
• Procurar anomalias do tu, principalmente em RN. 
• Palpação abdominal e em loja renal. 
• Dor principalmente em hipogástrio. 
• Sinais sistêmicos: 
o Febre. 
o Taquicardia. 
o Taquipinéia. 
o Cianose. 
o Irritabilidade. 
o Distensão abdominal. 
o Anorexia. 
• Recém-nascidos e lactentes: febre sem foco aparente, vômitos, diarreia, icterícia persistente, recusa 
alimentar, irritabilidade, quadro de septicemia. 
• Pré-escolares: urina fétida, dor abdominal, disúria, polaciúria, incontinência, urgência miccional, febre. 
• Escolares: sintomas miccionais descritos acima, enurese secundária, além de dor lombar e febre nos casos de 
pielonefrite 
• Adolescentes: disúria, polaciúria, urgência miccional. Nos casos de pielonefrite dor lombar e febre. 
• Urocultura colhida por método adequado é padrão ouro para confirmação de ITU. 
• Criança sem controle esfinceteriano: punção suprapúbica (PSP) ou sondagem vesical (SV). Com Urocultura 
(+): crescimento bacteriano >/= 1.000 UFC 
• Urina por saco coletor Urocultura (+): crescimento bacteriano >/= 100.000 UFC ou >/= 50.000 UFC + 
evidência piúria. 
 
 
 
25 
• No caso de crianças com diagnóstico confirmado por ITU, é mandatório pelo último consenso da SBP 
investigação através de exame de imagem com USG de vias urinárias. 
• Caso alterado, encaminhar ao nefrologista para seguimento. 
Se o teste da fita reagente for sugestivo de ITU, ou não realizado, mas a suspeita diagnóstica for alta, deve-se 
prosseguir com a avaliação do sedimento urinário (exame físico e químico), bacterioscópico (Gram) e urocultura para 
confirmação diagnóstica. A urocultura segue sendo o padrão ouro para diagnóstico de ITU. 
-Teste da fita 
• Sedimento urinário sugestivo de ITU: acima de 5-10 leucócitos por campo de grande aumento, nitrito 
positivo, esterase leucocitária positiva, presença de bactérias. 
 
• Urocultura: na amostra obtida por PSP qualquer contagem de colônias; por cateterismo vesical acima de 
1000UFC/ml, jato intermediário acima de 50 a 100 mil UFC/ml 
Câncer de próstata 
 
 
 
 
 
26 
A zona periférica é a área mais afetada, sendo aquela sentida no exame do toque 
● Idade, sendo mais comum acima dos 65 anos; 
● Etnia, mais comum em negros; 
● História familiar e fatores genéticos, sendo por câncer de próstata ou histórico de outros tipos 
de cânceres; 
● Idade, sendo mais comum acima dos 65 anos; 
● Etnia, mais comum em negros; 
● História familiar e fatores genéticos, sendo por câncer de próstata ou histórico de outros tipos 
de cânceres; 
A maioria dos pacientes em estágio inicial com a doença são assintomáticos. Pode ocorrer as 
manifestações de obstrução a micção, como: 
● Hesitação; 
● Jato urinário intermitente; 
● Diminuição da força do jato; 
● Disúria; 
● Incontinência urinária; 
● Disfunção erétil; 
● Fraqueza. 
A medida em que a doença avança, pode ocorrer hematúria e hematospermia. Em relação ao 
câncer que se disseminou para os linfonodos pélvicos, pode ocorrer edema de membros 
inferiores ou desconforto na área pélvica e perineal. As metástases ósseas são as mais comuns, 
podendo resultar em fraturas patológicas ou compressão raquimedular. Pode ocorrer a perda de 
peso e anemia associada, em casos mais graves, associados a metástase. 
O ideal é associar 2 métodos: 
Considerar o uso de PSA entre os 40 e 75 anos (desde que haja possibilidade de sobrevida em 
10 anos) em: 
1. Pacientes com alto risco para câncer de próstata (negros ou com familiares com câncer 
de próstata antes dos 65 anos); 
2. Pacientes sintomáticos; 
3. Pacientes que queiram realizar o exame. 
Depois dos 75 anos, os riscos tornam-se muito pequenos (desde que já realizado algum 
acompanhamento prévio, obviamente) e mesmo que o câncer apareça, é muito provável que o 
paciente não vá morrer por causa dele. 
 
 
 
27 
É válido lembrar que o PSA é um marcador órgão-específico e não câncer-específico. Ou seja, 
outros problemas de saúde, como inflamação da próstata, podem alterá-lo. 
o Até aos 50 anos: até 2,5 ng/ml 
o Entre os 50 e os 60 anos: até 3,5 ng/ml 
o Entre os 60 e os 70 anos: até 4,5 ng/ml 
o Acima de 70 anos: até 6,5 ng/ml 
O toque retal para diagnóstico de câncer de próstata deve ser feito preferencialmente pelo médico 
urologista. Ao realizar o exame, o médico tenta definir algumas características da próstata: 
tamanho, consistência, superfície, forma, limites e sensibilidade. Isso permite que ele defina se há 
algum problema e estabeleça o próximo passo. Em geral, alterações no toque retal com PSA 
maior que 3ng/ml já são suficientes para indicação de biópsia. 
PSA: falha em até 20%. 
Toque retal: falha em até 40%. 
Ultrassom, Ressonância Magnética e Biópsia: o ultrassom via abdominal é o exame mais 
utilizado como primeira escolha para avaliação prostática. O ultrassom transretal, apesar 
de fornecer informações mais precisas, acaba sendo realizado apenas quando há 
necessidade de biópsias. Entretanto, novos estudos têm indicado que a ressonância magnética 
possui melhores resultados do que os exames ultrassonográficos, ainda que seja pouco utilizada 
devido ao seu alto custo e baixa disponibilidade. 
 
Câncer da próstata. Ultrassonografia transretal, vendose imagem hipoecogênica no 
lobo esquerdo (zona periférica). 
O diagnóstico confirmatório de câncer de próstata é feito a partir da biópsia guiada pelo 
ultrassom transretal. São retirados 12 “pedaços” da próstata para avaliação. Um médico 
patologista avalia o tecido (com as células) e define se é aquilo é normal, se é benigno ou se é 
canceroso. Caso seja câncer, o patologista expressa o laudo na chamada Graduação 
Histológica do Sistema de Gleason. De maneira simplificada, ele avaliaduas áreas mais 
frequentes do tumor dando um número de 1 a 5 para cada uma delas (sendo o 1 o menos 
agressivo e o 5 mais agressivo) (LOEB et al, 2012). Ele soma os números dados, o que gera a 
escala de Gleason (variando, portanto, de 2 a 10). Com base em Gleason, podemos estabelecer: 
 
 
 
28 
Nódulo palpável no toque tal, que é a segunda manifestação clínica inicial mais comum, em geral 
motiva a biópsia. O antígeno prostático específico (PSA) deve ser realizado e o valor de 
referência normal é 10 ng/dl são altamente sugestivos de neoplasia, e nesses casos já é indicado 
a biópsia para investigação diagnóstica, assim como a biópsia também é realizada em casos >4 
ng/dl. Para os pacientes com PSA >20 ng/dl deve ser realizado a cintilografia, já que o local mais 
acometido pela metástase são os ossos. Junto com o PSA deve ser feito o toque retal, 
determinado o contorno que deve estar preciso, o tamanho regular e simétrico, com consistência 
elástica, superfície lisa e mobilidade discretamente móvel. Deve ficar atento para a presença de 
fístulas, fissuras, hemorroidas e neoplasias. 
Devido à característica multifocal da doença, são encontrados, geralmente, pelo menos 2 graus 
distintos na amostra de biópsia, e a soma dos dois padrões encontrados gera a pontuação final, 
caracterizando o escore de Gleason. Se três ou mais padrões diferentes são encontrados na 
mesma amostra, utiliza-se os dois padrões mais frequentes (dominante/primário e 
subdominante/secundário) para somatório. Se existir um padrão menos diferenciado (com grau 
maior) em uma amostra com outros 2 padrões mais diferenciados predominantes, deve-se fazer 
uma observação no laudo anatomopatológico descrevendo esse padrão. Quando apenas um 
padrão é encontrado, duplica-se o grau para o escore. Assim, o Gleason varia de 2 a 10. 
Tabela 2: Interpretação clínica do Escore de Gleason 
Bem diferenciado Gleason 2-4 
Intermediário Gleason 5-6 
Pouco diferenciado Gleason 7 
Indiferenciado Gleason 8-10 
Imagem A: Câncer de próstata de baixo grau (pontuação de Gleason 1 + 1 = 2), que 
consiste em glândulas malignas adjacentes, de tamanho uniforme. Fonte: Robbins & Cotran – 
Bases patológicas das doenças 
Imagem B: Biópsia de agulha da próstata com glândulas de tamanho variáve e mais 
amplamente dispersas de adenocarcinoma moderadamente diferenciado (pontuação de Gleason 
3 + 3 = 6). Fonte: Robbins & Cotran – Bases patológicas das doenças 
Imagem C: Adenocarcinoma indiferenciado (pontuação de Gleason 5 + 5 = 10), composto 
por lençóis de células malignas. Fonte: Robbins & Cotran – Bases patológicas das doenças 
 
 
 
29 
Tumores classificados como bem diferenciados são achados, em geral, incidentais. A maioria dos 
tumores detectados pelo rastreamento com PSA possui interpretação clínica entre intermediário e 
pouco diferenciado. Um Gleason maior ou igual a 8 está associado a tumores avançados. 
• Gleason de 2 a 4 – câncer com crescimento provavelmente lento; cerca de 25% de chance 
de disseminação do câncer para fora da próstata em 10 anos, com dano em outros órgãos, 
afetando a sobrevida. 
• Gleason de 5 a 7 – câncer de crescimento lento ou rápido, a depender de outros fatores; 
cerca de 50% de chance de disseminação do câncer para fora da próstata em 10 anos, 
com dano em outros órgãos, afetando a sobrevida. 
• Gleason de 8 a 10 – câncer de crescimento muito rápido; cerca de 75% de chance de 
disseminação do câncer para fora da próstata em 10 anos, com dano em outros órgãos, 
afetando a sobrevida. 
Atualmente, utiliza-se o sistema de classificação prognóstica elaborado pela Sociedade 
Internacional de Patologia Urológica (ISUP), que leva em consideração que tumores com a 
mesma pontuação podem possuir comportamentos biológicos distintos e a partir disso tem como 
objetivo refinar a capacidade prognóstica do Gleason. Um Gleason de 7 pode ser 4 + 3 ou 3 + 4, 
sendo o primeiro mais agressivo devido seu predomínio de um tecido mais indiferenciado, mas a 
pontuação se mantém. 
Tabela 3: Grupos Prognósticos ou Grupos de Grau 
 
Marcadores tumorais são moléculas presentes no tumor, sangue ou outros tipos de tecidos 
corporais, cujo “aparecimento” pode estar relacionado com o desenvolvimento de neoplasias. Um 
dos marcadores mais conhecidos já foi mencionado: o PSA. O PSA total é o de maior confiança 
se comparado com suas frações. 
- Porcentagem Livre de PSA: Seu uso está indicado para paciente com PSA total entre 4 
e 10ng/ml com toque retal negativo. Em pacientes com câncer, a tendência é que haja 
diminuição da porcentagem livre. 
- Velocidade e Densidade de PSA: a velocidade do PSA, ou seja, o seu aumento ou 
diminuição ao longo do tempo também auxiliam a determinação da probabilidade de 
câncer de próstata. 
- PSA Inativo: Alguns estudos tentaram associá-lo para prever o câncer de próstata, porém 
ainda apresentam resultados insuficientes. 
- PSA Isoformas 
- Fator de Crescimento Semelhante à Insulina Tipo 1 (IGF-1) 
- Calicreína Glandular Humana Tipo 2 (hK2): 
 
 
 
30 
- Antígeno de Câncer de Próstata 3 (PCA3 – PROGENSA®): 
O tratamento para homens diagnosticados deve ser individualizado, levando em consideração a 
idade, a expectativa de vida, as comoborbidades, o estadiamento do tumor, os tratamentos 
disponíveis e os efeitos colaterais de cada tratamento na qualidade de vida relacionada à saúde 
(QVRS). 
Entre as modalidades terapêuticas disponíveis, estão a radioterapia e hormonioterapia, que 
podem ser utilizadas isoladamente ou em combinação, podendo causar efeitos colaterais, como 
problemas específicos nas funções intestinal, urinária, sexual, hormonal, além de fadiga, 
depressão, alteração no peso, dentre outros. 
Pacientes com câncer metastático e com sintomatologia têm terapia hormonal como 
primeira escolha. Somado a isso, ainda como primeira linha de tratamento, pode-se realizar 
orquiectomia bilateral (remoção dos testículos) e o uso de medicamentos chamados de agonistas 
do Hormônio Liberador de Gonadotropinas (GnRH) (COOPERBERG et al, 2013). 
Para pacientes assintomáticos com metástase, a terapia hormonal é escolhida. Alguns 
autores recomendam que se espere que o paciente desenvolva sintomas antes de iniciar a 
medicação, realizando enquanto isso um intenso e severo acompanhamento. Ainda não há nada 
definitivo (COOPERBERG et al, 2013). 
Glomerulopatias na infância 
Se manifesta através de edema periorbitário, hipertensão, hematúria e edema de membros 
inferiores. 
 
 
Se manifestam de 10 a 20 dias (no máximo 6 semanas) após a infecção estreptocócica de vias 
aéreas superiores ou de pele. Na maioria dos casos o estado geral da criança esta pouco 
comprometido e as queixas são vagas, como indisposição, inapetência, cefaleia e edema 
periorbital. Muitas vezes evidenciam queixas indiretas, como aumento brusco de peso e/ou 
observação de roupas ou calçados apertados. 
 
 
 
 
31 
O edema antecede o aparecimento da hematuria, que na maioria dos casos é macroscópica. A 
hipertensão está presente em 60 a 90% dos casos, em geral, é moderada, dependendo da 
intensidade da hipervolemia e pode ser agravada pela ingestão de alimentos com elevado teor de 
sódio. Tem os sintomas menos frequentes também, como cólicas abdominais, hipertermia e 
vômitos alimentares. 
Na evolução natural dos casos não complicados, observa-se o desaparecimento do edema em 
média de 7 a 15 dias após o início da doença. Por voltada 2 a 4 dias, normaliza os níveis de 
hipertensão e em 3 a 4 semanas, os níveis clínicos gerais. 
Nas alterações urinárias: 
• Densidade conservada; 
• Hematúria macroscópica ou microscópica; 
• Cilindros hemático, hialinos, granulosos e leucocitário, sendo os hemático sugestivos de 
hematúria; 
• Proteinúria raramente em níveis nefróticos; 
• A maioria das alterações urinárias regridem em 4 a 8 semanas, embora alguns casos a 
hematúria podem permanecer por vários meses. 
• A dosagem de complemento sérico éobrigatória para o diagnóstico, já que na doença 
possui consumo de complemento C3 e CH50. 
Os níveis de ureia e creatinina podem estar elevados em grau discreto ou moderado, e se a 
elevação for significativa, pode estar ocorrendo uma doença renal prévia ou glomerulonefrite 
rapidamente progressiva. E, a depender do grau de lesão renal, pode ocorrer alteração n sódio, 
potássio e bicarbonato. O ASLO pode estar elevado, dependendo do local da infecção e do 
sorotipo infectante 
Deve ser individualizado de acordo com o quadro clínico, condição socioeconômica e cultural, 
devendo dar preferência ao tratamento ambulatorial. O repouso deve ser limitado pelo próprio 
paciente e recomendado enquanto persistirem o edema e hipertensão. Para o tratamento 
medicamentoso, utiliza-se a administração de penicilina V na dose de 25.000 a 50.000 UI/kg/dia 
por via oral, a cada 6 horas durante 8 a 10 dias. Para os alérgicos a penicilina, deve-se 
prescrever eritromicina na dose de 30 mg/kg/dia durante 10 dias. 
Os sintomas clínicos clássicos: 
-Edema, hipertensão e hematúria – manifestam-se 10 a 20 dias (no máximo 6 semanas) após a 
infecção estreptocócica de vias aéreas superiores ou de pele. 
Na maior parte dos casos, o estado geral da criança está pouco comprometido e as queixas são 
vagas, como indisposição, inapetência, cefaleia e edema periorbital. 
O edema ocorre em 85% dos casos, com intensidade variável. 
Muitas vezes, é evidenciado apenas por queixas indiretas, como aumento brusco de peso e/ou 
observação de roupas ou calçados apertados. Menos frequentemente, pode ser generalizado e 
influenciado pela postura. Habitualmente, o edema antecede o aparecimento da hematúria que, 
em dois terços dos casos, é macroscópica. 
 
 
 
32 
No restante dos casos, pode haver apenas micro-hematúria diagnosticada laboratorialmente. 
A hipertensão arterial que está presente em 60 a 90% dos casos é, em geral, moderada, depende 
da intensidade da hipervolemia e pode ser agravada pela ingestão de alimentos com elevado teor 
de sódio. Sintomas menos frequentes, como cólicas abdominais, hipertermia e vômitos 
alimentares, podem acompanhar o quadro. 
Complicações: 
Congestão circulatória: é a complicação mais frequente. Caracteriza-se por sinais clínicos de 
hipervolemia, como taquicardia, dispneia, tosse, estertores subcrepitantes em bases pulmonares 
e hepatomegalia. Pode ser agravada por hipertensão e levar a insuficiência cardíaca congestiva e 
edema agudo de pulmão. Não há evidência de dano miocárdico intrínseco. 
Encefalopatia hipertensiva: deve-se essencialmente à hipertensão e apresenta quadro clínico 
variável, podendo ocorrer cefaleia, vômitos, alterações visuais (diplopia ou amaurose transitória), 
irritabilidade, agitação, sonolência, crise convulsiva ou coma. Ao exame de fundo de olho, não se 
observam habitualmente as alterações características de hipertensão arterial, embora alguns 
pacientes possam apresentar vasoespasmo na retina. 
Insuficiência renal aguda (IRA): é a menos comum das complicações da GNDA. Estabelece-se 
oligoanúria intensa, retenção de escórias proteicas no plasma e distúrbios hidreletrolíticos graves, 
com tendência à hiperpotassemia. 
Embora o diagnóstico habitualmente não ofereça dificuldade, algumas glomerulopatias podem 
apresentar-se, no início, com quadro semelhante. Dentre elas, destacam-se: 
Glomerulonefrite membranoproliferativa, que acomete sobretudo o sexo feminino e ocorre 
geralmente em maiores de 7 anos de idade; na infância, costuma apresentar-se como 
complemento sérico baixo por meses; 
Glomerulonefrite rapidamente progressiva, caracterizada por manifestações clínicas importantes 
e aumento progressivo dos níveis de creatinina; 
Doença de Berger, que apresenta, em geral, hematúria recorrente, sem os demais sinais clínicos 
que caracterizam a GNDA, com complemento sérico normal e cujo diagnóstico é confirmado por 
biópsia, com imunofluorescência positiva para IgA em deposição mesangial. 
O tratamento deve ser individualizado de acordo com o quadro clínico (presença ou não de 
complicações), condição socioeconômica e cultural. Deve-se dar preferência ao tratamento 
ambulatorial e, a princípio, restringir a hospitalização aos casos de oligúria intensa, de 
insuficiência cardíaca ou de encefalopatia hipertensiva. 
O tratamento requer a erradicação da infecção com administração de penicilina V ou penicilina 
benzatina em dose única. Nos casos de alérgicos a penicilina, deve-se prescrever. A furosemida, 
na dose de 1 a 5 mg/kg/dia, está indicada nos casos de congestão cardiocirculatória importante, 
oligoanúria e hipertensão sintomática. 
Hipotensores devem ser utilizados somente nos casos em que a hipertensão persiste apesar do 
desaparecimento do edema e da oligúria, ou nos casos de hipertensão sintomática. As drogas 
mais utilizadas são hidralazina e nifepedina. 
 
 
 
 
33 
A principal manifestação clínica da SN, porém não é tão essencial para o diagnóstico: 
• Edema, que, em LHM, geralmente é intenso, mole, frio, depressível, sujeito à ação da 
gravidade, em geral insidioso, podendo evoluir para anasarca e apresentando diversos 
mecanismos em sua patogênese. 
A criança não tratada ou que não responde bem à terapia apresenta-se adinâmica, evoluindo com 
ascite e hepatomegalia. 
• Taquipneia (devido a compressão torácica.) 
• Derrame pleural 
• Aumento de volume dos genitais 
• Pode ocorrer pressão normal ou transitória 
• Distúrbios eletrolíticos, que se manifestam por: 
o Câimbras 
o Parestesias 
o Síndrome convulsiva 
• Dor abdominal (pode se confundir com apendicite aguda.) 
Descalcificação óssea (devido a deficiência de vit D, cálcio e fósforo, principalmente em casos de 
longa duração e com resistência à terapia imunossupressora). 
Essas crianças são propensas à aquisição de processos infecciosos, geralmente infecções de 
vias aéreas superiores (rinofaringites, sinusites e broncopneumonias), infecções de pele (celulite), 
peritonites, gastroenterites, infecção do trato urinário e sepse. 
Os agentes virais frequentemente estão associados às descompensações, podendo favorecer 
infecções bacterianas secundárias. Os principais agentes bacterianos são o Streptococcus 
pneumoniae e as bactérias Gramnegativas (Escherichia coli, Klebsiella sp, Proteus sp e 
Haemophilus influenzae). Os Staphylococcus aureus e coagulase negativos, assim como os 
fungos, também devem ser lembrados, em virtude da imunossupressão. 
• Sedimento urinário: além de proteinúria, em 25% dos pacientes com LHM, há hematúria, 
geralmente microscópica. Observa-se cilindrúria relacionada às perdas proteicas e 
lipidúria. 
• Proteinúria 
• Eletroforese de proteínas plasmáticas: são observados hipoalbuminemia e aumento da 
fração alfa-2. A IgG, especialmente IgG-1 e IgG-2, apresenta-se muito baixa, e a IgA e a 
IgM, elevadas. A IgE também pode estar aumentada e observa-se hipogamaglobulinemia 
na SNI. A presença de hipergamaglobulinemia pode ser indicativa de patologia secundária 
subjacente. 
• Colesterol: os níveis séricos do colesterol total, triglicérides e lipoproteínas acham-se 
elevados. A hiperlipidemia é consequência do aumento da síntese hepática de colesterol, 
triglicérides e lipoproteínas; da redução no catabolismo das lipoproteínas decorrente do 
aumento da atividade das lipases lipoproteicas; da perda urinária de HDL; e da redução da 
atividade do receptor de LDL. 
• Complemento: apresenta-se normal na LHM e na GESF; a constatação de h 
pocomplementemia é indicação formal para biópsia renal, podendo estar presente, por 
exemplo, nos lúpus eritematoso, na glomerulonefrite membranoproliferativa, na 
glomerulonefrite crescêntica e na nefrite do shunt. 
• Ureia e creatinina: podem estar elevadas na instalação do edema ou em situações de 
hipovolemia. Em outras glomerulopatias (p.ex., GESF ou nefrotoxicidade), pode-se 
 
 
 
34 
encontrar aumento persistente.Devem ser pesquisadas causas secundárias com 
solicitação de reações sorológicas para HIV, hepatite A, B e C, toxoplasmose, 
citomegalovírus, sífilis e mononucleose. Conforme a história e a epidemiologia, avaliações 
específicas devem ser realizadas (p.ex., esquistossomose, malária etc.). 
• Indicações de biópsia renal (BR): atualmente, as crianças entre 1 e 10 anos com 
sintomatologia exuberante e complemento sérico normal devem ser consideradas e 
tratadas como portadoras de LHM. Nesse grupo, classicamente, aquelas que não 
obtiverem remissão clínica e laboratorial após 8 semanas de corticoterapia seguidas ou 
não de 3 doses de pulsoterapia com metilprednisolona, desde que não estejam infectadas, 
devem ser biopsiadas, pois provavelmente apresentam outros padrões histológicos. 
 
• Tratamento inespecífico: durante as fases de edema ou quando houver hipertensão, deve 
ser recomendada uma dieta hipossódica ou assódica. Na ausência de hipervolemia, a 
ingestão hídrica é livre. O repouso não deve ser imposto e não há evidência de que traga 
benefícios para o paciente. As atividades escolares e esportivas podem ser retomadas 
após os períodos de descompensação. 
• Tratamento específico: a resposta à corticoterapia é um marco importante na resposta 
terapêutica, estratificando-se didaticamente a SN em corticossensível e corticorresistente. 
Fluxogramas e protocolos terapêuticos, baseados em evidências, levam em conta esse 
aspecto. Atualmente, em geral, procura-se seguir as diretrizes clínicas práticas 
estabelecidas pelo KDIGO, organização internacional que objetiva o melhor seguimento de 
doenças renais ao redor do mundo, considerando a experiência e a prática clínica. 
o Classicamente, para induzir remissão, utiliza-se prednisona diária (60 mg/m2 ou 2 
mg/kg/dia; máximo de 60 mg/dia, 3 vezes/dia ou dose única) durante 4 a 6 semanas 
(o KDIGO sugere dose única). Caso tenha ocorrido remissão, introduz-se 40 mg/m2 
ou 1,5 mg/kg em dias alternados em dose única pela manhã (máximo de 40 mg/dia) 
por 4 a 6 semanas. 
Urolitíase e dor lombar 
Dor inflamatória- piora no repouso e melhora no exercício; 
Dor mecânica- piora no exercício, melhora no repouso; 
Dor renal- localizada em flancos ou hipocôndrio ipsilateral 
• Região lombar correspondente ao ângulo costovertebral, entre arco costal e corpo 
vertebral. 
• Irradiação p abdômen superior e/ou região inguinal e genitália. 
o Homens- saco escrotal 
o Mulheres- grandes lábios ipsilateral 
• Origem- distensão aguda da cápsula renal. 
 
 
 
 
35 
• Inflamação ou obstrução pelo cálculo 
Dói por causa da inervação da musculatura lisa. 
Anamnese 
• Qualidade/ tipo: Dor lancinante 
• Intensidade: Geralmente forte 
• Geralmente persistente 
• Pouca relação com movimento ou postura 
• Melhora com repouso 
• Comum: disúria que precede a dor lombar 
Pensar em obstrução aguda da artéria renal embolia sistêmica em pós-operatório, quando 
lombalgia associada a náuseas e vômitos 
Renite- resposta endócrino metabólico inflamatório relacionada ao trauma. 
História pregressa 
• Traumas 
• Uso de medicações nefrotóxicas 
• Tumores (qxt/rxt) 
• Doenças crônicas: autoimunes, metabólicas e endócrinas-> IRA 
• Doenças infecciosas: Tonsilite 
- Hx familiar 
• Relação importante entre urolitíase e parentesco de 1ºi grau 
• Importante p/ dx diferencial: CA de próstata predisposição à pielonefrite. 
Dor lombar na esquistossomose: o casal de schistossoma amam coisar no sistema porta, mas 
depositam seus ovos no reto, ou obstruindo a veia porta, quando o paciente faz esforço grande 
no abdômen, os ovos migram para um nervo chamado -PERGUNTAR A ELE 
Exame físico 
• Exame geniturinário completo para paciente com queixas urológicas. 
• Inspeção geral: comum pcte agitado, apreensivo e em posição antálgica na urolitíase. 
• Pele: sudoreica e pálida dependendo do nível da dor. 
• Rins: 
• Inspeção: sem particularidades. Abaulamento abdominal em tumores ou abcessos. 
• Palpação- guyon (membro da palpação fletido e o outro retido) e israel (paciente em 
decúbito lateral direito e esquerdo, para atingir o polo inferior renal), facilitada em decúbito 
lateral. 
 
 
 
 
 
 Palpação de Guyon Palpação de Israel 
 
 
 
36 
 
 
 
• Percussão- região do ângulo costovertebral, imediatamente abaixo da 12ª costela. 
o Dor e/ou desconforto: sinal de Giordano- infecção, inflamação e presença de 
cálculos 
 Manobra de Giordano 
• Ausculta- na transição da região lateral para os hipocôndrios, buscar algum sopro sistólico, 
que pode estar associado à estenose ou aneurisma de artéria renal. 
 
 
 
 
37 
Pré-natal 
Importante orientar sobre os hábitos de vida da paciente, bem como explicar e tirar todas as dúvidas da gestação 
Importante mostrar a rede de apoio na gestação, bem como o acompanhamento integral da gestante 
Orientar a respeito da suplementação de vitaminas, principalmente de ferro e ácido fólico 
Exames do pré-natal: 
-Hemograma completo – repetir entre 28-30 semanas; Grupo sanguíneo e fator Rh. 
-Sorologia para sífilis (VDRL); repetir entre 28-30 semanas. 
-Glicemia em jejum – repetir entre 28-30 semanas; em gestantes sem fator de risco para diabetes e se o 
resultado da primeira glicemia for menor que 85 mg/dL. 
-Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG – 75g, 2h) – para os casos triados com fator de risco para diabetes 
gestacional presente e/ou com glicemia de jejum inicial maior ou igual a 85mg/dL. 
- Exame sumário de urina (Tipo I). 
- Urocultura com antibiograma para o diagnóstico de bacteriúria assintomática – repetir entre 28-30 
semanas. 
-Sorologia anti-HIV – repetir entre 28-30 semanas. 
- Sorologia para toxoplasmose, IgG e IgM – repetir trimestralmente se for IgG não reagente. 
- Sorologia para hepatite B (HBSAg). 
- Protoparasitológico de fezes. 
- Colpocitologia oncótica. 
- Bacterioscopia da secreção vaginal –possibilitando a detecção e o tratamento precoce da vaginose 
bacteriana, idealmente antes da 20a semana. 
- Cultura específica do estreptococo do grupo B, coleta anovaginal entre 35-37 semanas. 
- Ultrassonografia obstétrica – Caso a gestante inicie o pré-natal precocemente o primeiro ultrassom pode ser 
realizado entre 10o à 13o semana e deve se repetir entre 20o á 24o semanas. 
 
Importante orientar sobre os hábitos de vida da paciente, bem como explicar e tirar todas as dúvidas da gestação 
 
Corrimento vaginal 
O corrimento vaginal é uma entidade fisiológica, não sendo considerada patológico. Todavia, existem ocasiões onde 
pode haver uma disbiose bacteriana ou IST’s que podem cursar com corrimento anormal patológico. Dentre eles 
pode-se citar: 
 
 
 
38 
corrimento normal 
• Candidíase: corrimento branco, aspecto de leite coalhado e tem como principal característica o prurido. 
 
• Tricomoníase: corrimento fétido (odor de peixe podre), pode ser amarelado e esverdeado. 
 
• Vaginose bacteriana: corrimento amarelo acinzentado, pode haver odor fétido e é bolhoso. 
 
 
 
39 
 
 
Clínico e podem ser solicitados exames como Papanicolau ou cultura bacteriana no local 
Depende do agente etiológico envolvido, variando de antifúngicos, mudanças alimentares e comportamentais ou uso 
de antibióticos 
 
Nódulo mamário 
Corresponde a uma entidade neoplásica, podendo ser benigna ou maligna. Tudo vai depender da clínica do paciente 
orientada por exames complementares 
Com o passar da idade a probabilidade de câncer de mama aumentam, todavia com a mudança do tecido glandular 
para o tecido adiposo diminui a probabilidade de desenvolver câncer de mama 
Importante questionar sobre histórico pessoal e familiar para tais patologias, principalmente para câncer de mama 
A maior parte dos nódulos mamários são benignos, sendo importante saber diferenciar principalmente pelo exame 
físico, com as características da lesão 
• Inspeção- estática e dinâmica,buscando a presença de retrações, abaulamentos, edema, mudança de 
coloração ou lesões visíveis 
• Palpação- é a parte fundamental do exame físico, onde são necessárias manobras como Bloodgood e 
Voupeax, onde serão avaliados os aspectos anatômicos das mamas bem como a presença de alterações que 
possam sugerir uma formação neoplásicas. Sempre que identificar qualquer alteração a localizar, e colocar 
no prontuário. Ainda durante a palpação é importante que seja realizada a manobra de expressão mamária, 
buscando qualquer tipo de secreção, e se houver cabe a possibilidade de biópsia 
 
 
 
40 
• Realizado através de mamografia, principalmente entre indivíduos entre 40 e 59 anos de idade, e se houver 
histórico de câncer de mama entre parentes de primeiro grau iniciar a investigação 10 anos antes 
• USG, para pacientes mais jovens, com tecido glandular em maior quantidade 
• Ressonância, realizada em pacientes em que é necessário um melhor detalhamento como também é 
preferível entre pacientes que possuem prótese mamária 
• O diagnóstico padrão ouro é a biópsia, determinando adequadamente as características histológicas da lesão 
Depende do tipo de lesão, bem como do resultado da biópsia 
Varia de tratamento cirúrgico incisional, retirada da mama, acompanhamento clínico, radio e quimioterapia 
 
Aleitamento materno 
O aleitamento materno deve ser realizado até pelo menos 6 meses de idade de forma exclusiva, salvo algumas 
circunstâncias de contraindicação absoluta e relativa para o aleitamento 
Na anamnese é importante realizar o acompanhamento puerperal e de puericultura, sempre atentando-se as 
necessidades da mãe frente ao aleitamento 
 Orientações gerais para o aleitamento materno 
A boca do bebê deve estar bem aberta, de frente para a sua mama e abocanhar não só o bico (mamilo), mas grande 
parte da aréola, com o queixo encostado na mama e o nariz longe dela, a criança deve estar confortável e de frente 
para a mãe. 
Não devem ser aplicadas pomadas ou qualquer tipo de creme, apenas o leite materno ao redor do mamilo 
Oferecer a mama a livre demanda para a criança 
Estimular a mãe a tomar banho de sol sob as mamas 
 
Úlcera genital 
São manifestações clínicas de várias patologias, desde doenças autoimunes até causas infcciosas. Os principais 
agentes etiológicos que cursam com úlceras genitais são as IST’s, dentre elas pode-se citar: 
 
 
 
41 
- Treponema pallidum (sífilis)- possui manifestação genital em sua fase primária. Cursa com lesões de forma 
única, indolor e com bordas elevadas e que na maioria dos casos resolve espontaneamente sem nenhuma 
intervenção, e devido a isso a falta de tratamento adequado aumenta a probabilidade de evoluir para a sífilis 
secundária ou ficar no organismo de forma latente 
- HSV-1 e HSV-2 (herpes perioral e genital, respectivamente)- tem como marca característica a formações de 
vesículas agrupadas na região genital que rapidamente estouram e tornam-se úlceras, com característica dolorosa. 
Podevir acompanhada de sintomas sistêmicos principalmente entre pacientes em sua primoinfecção. Cerca de 80% 
da população possui o vírus emsua forma latente 
- Haemophilus ducreyi (cancroide)- se manifesta com lesões múltiplas, mas pode se apresentar de forma 
única. A úlcera possui bordas irregulares, e com contornos eritematoso e de forma irregular. Possui odor fétido 
(devido ao processo necrótico) e possui característica friável. A lesão é dolorosa 
- Chlamydia trachomatis (LGV- linfogranuloma venéreo) - inicia-se com uma úlcer mas sua marca mais 
característica é o inchaço do linfonodo sentinela da lesão que por sua vez tende a se tornar supurativo e edemaciado. 
Sua maior complicação é que devido aocomprometimento linfonodal pode acabar lesando o sistema linfático, que 
causa elefantíase genital e por consequência a perda da virilidade 
- Klebsiella granulomatis (donovanose)- é pouco frequente, inicia-se coma formção de um nósulo 
avermeljado na pele, e de característica friável, suas bordas podemser planas ou hipertróficas bem delimitadas e 
com fundo granuloso.Alesão não dói e não causa acometimento linfonodal 
Questionar sobre os hábitos sexuais do paciente, questionando a respeito de outros sintomas associados que possam 
auxiliar a fechar o diagnóstico 
Entender se faz ou não uso de preservativos, se possui um parceiro físico ou está me um relacionamento, e entender 
se o parceiro apresenta os mesmos sintomas 
 Inspeção- corresponde a etapa crucial para a suspeita diagnóstica, uma vez que as lesões se confundem e podem 
sugerir outros agentes, sempre observar as características da lesão do paciente bem como pesquisar se há mais 
lesões na região genital 
 Palpação- Pode ser realizada a palpação das bordas da lesão, com o uso de luvas de procedimento, a fim de 
perceber sua consistência e friabilidade 
Basicamente é realizado através de testes sorológicos para as IST’s, uma vez que na maioria dos casos o diagnóstico 
clínico pode ser duvidoso 
 
 
 
42 
 
 
Marcos da puberdade e amenorreia 
Nesse período do desenvolvimento humano ocorrem mudanças abruptas, tanto no que tange a alterações 
hormonais, comportamentais, sociais e morfológicas 
Os marcos da puberdade são importantes para avaliar o grau de desenvolvimento sexual da criança e do adolescente 
Na anamnese é importante saber sobre os hábitos de vida, condições fisiológicas e patológicas pessoais e familiares 
bem como avaliar sobre as mudanças fora dos eixos biológicos, buscando entender o paciente de forma completa 
No que tange a amenorreia é importante saber a idade da paciente, uma vez que espera-se que a menarca ocorra 
até os 16 anos, não havendo é importante iniciar uma pesquisa ativa para pesquisa de alterações que possas estar 
levando a esse quadro. A amenorreia pode ser classificada quanto primária e secundária 
Importante deixar claro a necessidade de acompanhante, seja por algum profissional de saúde ou pelo responsável 
legal 
Avaliar algum tipo de malformação congênita, por exemplo epispadia e hipospadia, fundo de útero fechado 
 Avaliar os padrões sexuais de desenvolvimento 
Abuso sexual na infância 
É uma temática em que o cuidado é bastante necessário, tanto no que tange a relação médico paciente quanto para 
os familiares e o agressor. 
A sensibilidade necessita estar aguçada para conseguir identificar as peculiaridades e especificidades no atendimento 
de paciente vítima de violência 
O maior quantitativo de agressores advém principalmente entre pessoas próximas à família ou até mesmo entre os 
moradores da mesma casa 
Importante analisar sinais de agressão, ou reclusão da paciene que possam sugerir que este sofre agressão 
Sempre mostrar que o médico e os profissionais envolvidos estão alí para amparar e dar todo o auxílio necessário 
para a melhoria da qualidade de vida daquele paciente 
 
 
 
43 
Sempre notificar em suspeita de violência, é de notificação imediata, uma vez que a criança sofre risco de vida com o 
agressor. 
Gravidez na adolescência 
A adolescência, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), deve compreender o período que 
abrange dos 10 aos 19 anos, estratégia que permite melhores comparações de dados, embora esteja claro 
que tanto os limites inferiores como os superiores variem individual e culturalmente. 
Até aproximadamente meados do século XX, a gestação na adolescência não era considerada uma questão de saúde 
pública, e também não recebia a atenção de pesquisadores como recebe hoje em dia. No Brasil, esse fenômeno 
tornou-se mais visível com o aumento da proporção de nascimentos em mães menores de 20 anos que se observou 
ao longo da década 90, quando os percentuais passaram de 16,38% em 1991 para 21,34% em 2000. Entretanto, o 
número de partos entre 10 a 19 anos, atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), reduziuse em mais de 22,0% na 
segunda metade da década passada, e entre 2000 e 2009, após diminuição de 15,6% na primeira metade,

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