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Os principais contratualistas clássicos dentro da Teoria Geral do Estado são: Thomas Hobbes, John Locke e Jean-Jacques Rousseau. Estes pensadores em especial, apresentam os seguintes pontos em comum: 1) Partem do entendimento de que o Estado foi constituído através de uma necessidade de organizar as relações sociais até então pautadas pelo estado de natureza do homem, sem leis positivadas, prevalecendo o comportamento e o direito natural de cada indivíduo; 2) O equilíbrio das relações sociais dos indivíduos só se torna possível através da positivação das leis, atitude está amparada por um contrato social. O contrato demanda a estruturação do Estado que avoca o poder para dirimir os conflitos oriundos do estado de natureza; 3) Há diversos tipos de Estado que podem ser estruturados, de acordo com cada autor. Neste caso pode-se ter: o absolutista (defendido por Thomas Hobbes), o liberal (defendido por John Locke) e o democrático (elaborado por Rousseau). Fonte: SOUZA JUNIOR, A. B.; JARMYK, R. A origem do Estado: uma visão a partir dos contratualistas – absolutista (Thomas Hobbes), liberal (John Locke) e democrática (Jean-Jacques Rousseau). Revista Jurídica da Universidade do Sul de Santa Catarina, v. 1, n. 1, p. 175–188, jan./jul. 2018. Disponível em: https://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/documentacao_e_divulgacao/doc_biblioteca/bibli_servic os_produtos/bibli_boletim/bibli_bol_2006/UNISUL-Fato-Direito_n.16.pdf#page=176. Acesso em: 12 mar. 2025. Os contratualistas defendem o Estado Moderno. Sobre o Estado Moderno e os contratualistas, analise as afirmativas a seguir: I. O Estado Moderno centraliza o poder para garantir a ordem social. II. A teoria contratualista explica a origem do Estado a partir de um pacto social. III. Os contratualistas consideram o Estado necessário para superar o estado de natureza. IV. As concepções de Hobbes, Locke e Rousseau diferem na forma de organização do Estado. É correto o que se afirma em: A I, II e III, apenas. B II e IV, apenas. C I, II, III e IV. D III e IV, apenas. E I, apenas. 2 A noção de ‘eu’, enquanto indivíduo livre, autônomo e portador de uma dignidade plena, vai se construindo ao longo da história e tem seu principal momento de desenvolvimento no alvorecer da Modernidade. A marca desta nova concepção é a ‘autonomia’, o desprendimento em vista do ‘domínio’ da coletividade. Todavia, nem sempre foi assim, em outros momentos históricos esta capacidade era entendida de maneira diversa. Fonte: adaptado de: VÁRNAGY, T. O pensamento político de John Locke e o surgimento do liberalismo. In: BORON, A. A. Filosofia política: de Hobbes a Marx. Tradução de Celina Lagrutta. São Paulo: Clacso – Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais, 2006. Conforme o texto apresentado e acerca do ‘eu’ na Modernidade e a compreensão do indivíduo em outros período históricos, assinale a alternativa correta: A Se pensar na construção teórica sobre o ‘indivíduo’, se poderá ver que a noção de dignidade humana emerge de uma noção religiosa de valorização da vida, algo herdado do Medievo. B Em todos os momentos históricos, a discussão sobre o ‘indivíduo’ foi bem delineada, o primeiro pensador a realmente propor uma teoria sólida sobre tal tema foi Agostinho. C Na Modernidade, o ‘eu’, enquanto conceito filosófico, se diferenciará do proposto durante a Antiguidade exatamente por enaltecer o caráter produtivo, o ‘homo faber’, aquele que produz. D A noção de ‘eu’, enquanto sujeito singular, particular, surge com autores gregos da filosofia clássica, como Aristóteles, que defendia a formação subjetiva da moral. E Na Modernidade, a noção de ‘indivíduo’ se diferenciará das noções presentes na Antiguidade e na Idade Média, principalmente por conta da forte submissão do sujeito ao grupo nestes períodos. 3 O professor Cortella (2022) aborda a questão de tomar decisões éticas mesmo quando a ocasião parece justificar ações erradas. Ele ressalta que a ocasião não cria a má conduta, mas sim a revela, enfatizando a importância de manter a integridade pessoal e ética, mesmo diante de dificuldades e pressões externas. Fonte: adaptado de: CORTELLA, Mario Sergio. Não é a ocasião que faz o ladrão. Youtube, 24 de janeiro de 2022. Disponível em: https://youtu.be/EZECWvaoGFY. Acesso em: 6 ago. 2024. Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas: I. O professor Cortella propõe uma reflexão sobre a relação entre a ocasião e a revelação da má conduta, destacando a importância de manter a integridade pessoal. PORQUE II. O caminho do justo pode ser difícil, mas é sempre mais digno, independentemente das pressões externas e das vantagens aparentes que possam surgir. É correto o que se afirma em: A A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa. B As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. C As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. D As asserções I e II são falsas. E A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira. 4 O período do chamado ‘Moderno’ é marcado pela produção teórica de vários autores, os quais proporcionaram ao campo político novas percepções sobre a constituição do ‘Estado’. Podemos citar Jean-Jacques Rousseau, o qual tem uma teoria muito delineada sobre a questão da fundamentação do Estado Moderno em vista da relação deste com os indivíduos. Suas teorias são incorporadas por diversos pensadores da Contemporaneidade. Fonte: adaptado de: ROUSSEAU, Jean-Jacques. O Contrato Social. São Paulo: Martins Fontes, 2004. De acordo com o texto apresentado e acerca da concepção de Rousseau sobre o Estado, analise as afirmativas a seguir: I. Rousseau, assim como os demais iluministas, acreditava que os indivíduos mais instruídos seriam melhores governantes. II. Rousseau acreditava que a autonomia e legitimação do Estado é garantida pela participação de todos os representantes da classe operária. III. Rousseau criticava a concentração do poder nas mãos de um único indivíduo, ele acreditava que a soberania reside no povo, e que as leis devem expressar a vontade geral, sendo o governo apenas um executor dessa vontade. IV. Rousseau propôs que a sociedade e o Estado sejam formados por um contrato social, no qual os indivíduos concordam em formar uma comunidade política e submeter-se à vontade geral para garantir a liberdade e a igualdade de todos. É correto o que se afirma em: A II e IV, apenas. B III e IV, apenas. C I, apenas. D I, II, III e IV. E I, II e III, apenas. 5 No capítulo primeiro de seu célebre livro, A cultura do Renascimento na Itália, capítulo intitulado significativamente de "O Estado como obra de arte", J. Burckhardt deixou-nos uma descrição insuperável do cenário político italiano renascentista, quando, a olhos vistos, repúblicas e principados passavam por significativas modificações, alguns aumentando de tamanho, outros encolhendo e até mesmo desaparecendo, quando se inovava na arte de governar e desenvolviam-se instituições estatais muito diferentes das existentes no restante da Europa, na mesma época. Para expressar, em uma outra fórmula, a transformação em curso na esfera estatal, dir-se-ia que na Itália primeiro e na Europa Ocidental logo a seguir, o Estado estava deixando de ser um poder orgânico, tipicamente feudal, para começar a ser um poder-máquina, tipicamente moderno. Fonte: FLORENZANO, M. Sobre as origens e o desenvolvimento do Estado moderno no Ocidente. Lua Nova: Revista de Cultura e Política, São Paulo, n. 70, p. 11–39, 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ln/a/4v8WTqJ6kHjNdKtFdHpW6nG/. Acesso em: 8 abr. 2025. Considerando o período do Renascimento, em especial o italiano, assinale a alternativa correta: A O Renascimento Italiano ajudou a transformar o poder feudal em um Estado maisestruturado. B O pensamento político renascentista ignorou a necessidade de inovação na administração do Estado. C A Itália permaneceu unificada durante o Renascimento, sem divisões políticas significativas. D O feudalismo foi fortalecido na Itália durante o Renascimento, sem dar espaço a novas formas de governo. E As cidades italianas permaneceram com as mesmas estruturas políticas feudais durante todo o Renascimento. 6 A dignidade da pessoa humana é uma qualidade intrínseca, inseparável de todo e qualquer ser humano, é característica que o define como tal. Concepção de que em razão, tão somente, de sua condição humana e independentemente de qualquer outra particularidade, o ser humano é titular de direitos que devem ser respeitados pelo Estado e por seus semelhantes. É, pois, um predicado tido como inerente a todos os seres humanos e configura-se como um valor próprio que o identifica. Fonte: SARLET, W. I. A dignidade da pessoa humana. Revista de Direito Administrativo, Rio de Janeiro, v. 212, p. 83–106, out./dez. 1998. Publicação da PUC-Rio. Disponível em: https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rda/article/view/48355. Acesso em: 8 abr. 2025. Sobre a dignidade da pessoa humana como princípio basilar do direito e da modernidade, assinale a alternativa correta: A O Estado pode desconsiderar a dignidade da pessoa humana em emergências. B A dignidade da pessoa humana pode ser concedida ou retirada pelo Estado. C A dignidade da pessoa humana é inerente à pessoa humana, um princípio fundamental que garante direitos essenciais a todos. D A dignidade da pessoa humana depende das condições sociais e econômicas de cada indivíduo. E Para ser considerado digno, deve-se cumprir com os seus deveres sociais. 7 Esse mapeamento propõe um desafio aos que defendem uma visão estreita da inteligência, afirmando que o QI é um dado genético que não se pode mudar com a experiência de vida, e que nosso destino é em grande parte determinado por essas aptidões. Esse argumento ignora a questão mais desafiante: o que podemos mudar para ajudar nossos filhos a se darem melhor na vida? Que fatores entram em jogo, por exemplo, quando pessoas de alto QI malogram e as de QI modesto se saem surpreendentemente bem? Eu diria que a diferença muitas vezes está nas aptidões aqui chamadas de inteligência emocional, que incluem autocontrole, zelo, persistência, e a capacidade de nos motivar a nós mesmos. Essas aptidões, como vamos ver, podem ser ensinadas às crianças, proporcionando-lhes uma melhor oportunidade de empregar qualquer potencial intelectual que lhes tenha dado a loteria genética. Fonte: GOLEMAN, D. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. Tradução: Marcos Santarrita. 8. ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 1995. p. 12. Sobre diferentes tipos de inteligência, Daniel Goleman cita a inteligência emocional e as aptidões que as pessoas precisam desenvolver para se ter sucesso na vida. Com base no exposto, analise as afirmativas a seguir: I. A inteligência emocional inclui habilidades que permitem às pessoas se automotivar e lidar com desafios de forma mais eficaz. II. As pessoas com alto QI podem fracassar, enquanto outras com QI modesto podem se sair bem na vida, dependendo de suas habilidades emocionais. III. A educação e a experiência de vida podem influenciar o desenvolvimento da inteligência emocional, ajudando as crianças a maximizar seu potencial intelectual. IV. As habilidades que compõem a inteligência emocional, como autocontrole, zelo e persistência, podem ser ensinadas e influenciar o sucesso na vida, conforme argumenta Daniel Goleman. É correto o que se afirma em: A I, II, III e IV. B I, II e III, apenas. C III e IV, apenas. D II e IV, apenas. E I, apenas. 8 O conceito de democracia é multifacetado e frequentemente influenciado pelo contexto histórico. De acordo com Joseph Schumpeter, a democracia pode ser entendida como um método político destinado a tomar decisões, como a escolha de um representante. Fonte: adaptado de: ANDRADE, C. D. R. Melhor candidato é o debate: O debate como influenciador direto para o sucesso de democracias. In: LOPES, G. A. H (Org.). O debate é preciso: reflexões acerca do debate. Brusque: Editora UNIFEBE, 2022. p. 94. Conforme o texto apresentado e sobre a concepção de democracia em Joseph Schumpeter, assinale a alternativa correta: A A democracia é uma forma de governo baseada na concentração de poder nas mãos de um único líder. B A democracia é um sistema em que todas as decisões políticas são tomadas diretamente pela população, sem a necessidade de representantes. C A democracia é uma abordagem filosófica que defende a supremacia do Estado sobre os direitos individuais. D A democracia é um sistema político em que as decisões são tomadas por um pequeno grupo de elite. E A democracia é um método político para atingir uma decisão política, como a escolha de um representante. 9 O ser humano se destacou na natureza devido ao desenvolvimento de seu cérebro, particularmente em sua capacidade de pensar, aprender continuamente e, principalmente, tomar decisões. As escolhas feitas pelos hominídeos ao longo da evolução nos trouxeram ao ponto atual, demonstrando as várias formas de inteligência que surgiram. Essas inteligências foram catalogadas por Howard Gardner em seu livro "Inteligências Múltiplas: A Teoria na Prática". Fonte: adaptado de: GARDNER, Howard. Inteligências múltiplas: a teoria na prática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995. Conforme o texto apresentado e acerca dos tipos de inteligências em Howard gardner, analise as afirmativas a seguir: I. Inteligência Linguística: habilidade relacionada à linguagem, compreensão e expressão verbal. II. Inteligência Espacial: capacidade de visualização espacial, percepção de formas e objetos, orientação espacial e habilidade artística. III. Inteligência Lógico-matemática: habilidade em lógica, raciocínio dedutivo, solução de problemas matemáticos e pensamento analítico. É correto o que se afirma em: A II e III, apenas. B I, II e III. C III, apenas. D I e II, apenas. E I, apenas. 10 A cidadania não deve se limitar a uma condição passiva dos indivíduos, pois a garantia de direitos não pode ser restringida por interesses econômicos ou discriminatórios, sob pena de comprometer a legitimidade do Estado. A igualdade política, fundamentada na igualdade de direitos de todos os cidadãos, deve se refletir na justiça social, na equidade econômica, na ampliação de oportunidades e na promoção de uma cidadania ativa e digna. Fonte: CADORE, C. B. M. et al. Cidadania e Protagonismo Social. Núcleo de Educação a Distância. Florianópolis, SC: Arqué, 2024. Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas: I. A cidadania ativa exige que todos os indivíduos tenham igualdade de direitos e acesso a oportunidades para participar plenamente da sociedade. PORQUE II. No modelo democrático, a garantia de direitos está desvinculada de interesses econômicos ou discriminações. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta: A A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa. B As asserções I e II são falsas. C A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira. D As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. E As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.