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Propriedade Resolúvel Noções Gerais ● Na abordagem da parte geral do Direito Civil, tivemos a oportunidade de estudar a condição e o termo, ao lado do encargo, como modalidades do negócio jurídico. ● A primeira foi definida como apoio técnico pelo legislador, art. 121 do CC, como “a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade das partes, subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto”. ● A condição é suspensiva quando o início do efeito jurídico depende da verificação do evento em que é praticado e resolutiva quando o efeito cessa com a eventual ocorrência do acontecimento. ● Aqui tratamos da segunda espécie de condição, a resolutiva, ● Faz parte da natureza da propriedade o seu caráter de perpetuidade; todavia, para atender a determinados interesses, ora do vendedor, ora do comprador ou, ainda, do doador, a Lei Civil admite a temporariedade do domínio, seja por estipulação do negócio jurídico unilateral ou bilateral, seja por previsão legal. ● A propriedade resolúvel escapa, pois, à regra da perenidade do domínio, ou na expressão de Silvio de Salvo Venosa, “trata-se de exceção do princípio geral do semel dominus, semper dominus (uma vez dono, sempre dono)”. ● O domínio da coisa móvel ou imóvel passível de perda por implemento de condição ou advento do termo, previsto no título de aquisição, ou devido a causa superveniente, recebe do Código Civil a denominação genérica de propriedade resolúvel, cujos efeitos se acham regulados nos artigos 1.359 e 1.360 do Código Civil. Conceito: ● A propriedade resolúvel se dá quando o título aquisitivo (do bem móvel ou imóvel) está subordinado a uma condição resolutiva ou advento do termo. A propriedade deixa de ser plena, passando a ser limitada. Causas de Resolução da Propriedade ● O Código Civil trata dos casos de resolução da propriedade em dois artigos, que estabelecem exceções ao princípio de que o direito de propriedade é perpétuo e irrevogável: a) pelo advento de uma condição ou termo b) e pelo surgimento de uma causa superveniente. ● No art. 1.359, a causa da resolução se encontra inserta no título; no art. 1.360, o elemento que resolve a relação jurídica é superveniente. ● A hipótese encontra-se descrita no art. 1.359 do Código Civil, que preceitua, sendo resolvida a propriedade pelo implemento da condição ou pelo advento do termo, desaparecem os direitos reais concedidos em sua pendência, e o proprietário, em cujo favor se opera a resolução, pode reivindicar a coisa de quem a possua ou detenha. ● Já o art. 1.360, dispõe acerca de hipótese distinta. Trata-se do que alguns autores chamam de propriedade ad tempus ou revogável. Neste caso, a propriedade se resolverá por causa superveniente, sendo considerado proprietário perfeito o possuidor que a tiver adquirido por título anterior à sua resolução, restando à pessoa em cujo benefício houve a resolução, ação contra aquele cuja propriedade se resolveu para haver a própria coisa ou o seu valor. Ex, Proibição de alienação de imóvel objeto de programa social habitacional. Outro exemplo é a revogação da doação por ingratidão, que neste caso é considerada causa superveniente e o efeito se opera “ex nunc”. Resolução pelo implemento da condição ou pelo advento do termo ● Dispõe o art. 1.359 do Código Civil: “Resolvida a propriedade pelo implemento da condição ou pelo advento do termo, entendem-se também resolvidos os direitos reais concedidos na sua pendência e o proprietário, em cujo favor se opera a resolução, pode reivindicar a coisa do poder de quem a possua ou detenha”. ● A condição ou termo referidos constam do título constitutivo da propriedade, de tal forma que o terceiro que a adquiriu não poderá alegar surpresa. Se alguém, por exemplo, adquirir imóvel em cuja escritura existia um pacto de retrovenda, não poderá reclamar se o primeiro alienante exercer o seu direito de retrato antes do prazo de três anos (CC, art. 505). ● Nesse caso, resolve-se o domínio do terceiro e o primeiro alienante poderá reivindicar o imóvel (resoluto jure dantis, resolvitur jus accipientis) ● A condição ou termo resolutivo operam retroativamente (ex tunc), e todos os direitos constituídos em sua pendência se desfazem, como se jamais houvessem existido ● Outros exemplos de propriedade resolúvel podem ser lembrados, além do pacto de retrovenda já mencionado, tais como: a) a venda a estranho, pelo condômino, de sua quota na coisa comum indivisível, sem respeito ao direito de preferência assegurado aos consortes. Qualquer destes pode exercer o aludido direito no prazo de seis meses (CC, art. 504), havendo para si a quota vendida e resolvendo-se a propriedade do adquirente estranho; Resolução por causa superveniente ● O art. 1.360 do Código Civil cuida de outra hipótese. Preceitua o aludido dispositivo: “Se a propriedade se resolver por outra causa superveniente, o possuidor, que a tiver adquirido por título anterior à sua resolução, será considerado proprietário perfeito, restando à pessoa, em cujo benefício houve a resolução, ação contra aquele cuja propriedade se resolveu para haver a própria coisa ou o seu valor”. ● Se alguém, por exemplo, receber um imóvel em doação e depois o alienar, o adquirente será considerado proprietário perfeito se, posteriormente, o doador resolver revogar a doação por ingratidão do donatário (CC, art. 557). ● Embora se permita a revogação, não pode ela prejudicar direitos adquiridos por terceiros. Como se trata de causa superveniente, o adquirente não podia prevê-la. O doador, nesse caso, só poderá cobrar do donatário o valor da coisa, porque esta continuará pertencendo ao adquirente de boa-fé. ● O retrotranscrito art. 1.360 do Código Civil não cuida verdadeiramente de propriedade resolúvel, como o reconhece o próprio CLÓVIS BEVILÁQUA 906. ORLANDO GOMES 907 chama de “propriedade temporária”. Causas de Resolução ● A condição ou termo referidos constam do título constitutivo da propriedade, de tal forma que o terceiro que a adquiriu não poderá alegar surpresa. Exemplos: a) pacto de retrovenda; - b) a venda a estranho, pelo condômino, de sua quota na coisa comum indivisível, sem respeito ao direito de preferência assegurado aos consortes; - c) o fideicomisso, pelo qual o testador dispõe que a herança passe a determinada pessoa, chamada fiduciário, para, por morte desta, ou dentro de certo tempo, transmitir-se a outra (fideicomissário); d) a alienação fiduciária em garantia, na qual o fiduciário adquire propriedade restrita e resolúvel, estando estabelecido no próprio título de constituição desse direito a causa de sua extinção; e) na venda com reserva de domínio, pelas mesmas razões; f) na venda a contento sob condição resolutiva, g) na doação reversível. Espécies ● A condição resolutiva pode ser expressa ou tácita. Tratando-se de propriedade resolúvel com condição resolutiva expressa, desde que o fato previsto se verifique expressamente contido no ato negocial, cessa o efeito jurídico do ato de pleno direito. ● Já a condição resolutiva tácita não se efetiva de pleno direito; requer o ajuizamento de ação judicial, na qual o interessado deve produzir a prova devida e obter a declaração do magistrado. Propriedade Fiduciária Conceito ● O art. 1.361, caput, do Código Civil conceitua a propriedade fiduciária nestes termos: “Considera-se fiduciária a propriedade resolúvel de coisa móvel infungível que o devedor, com escopo de garantia, transfere ao credor”. ● A alienação fiduciária é um direito real de garantia, mas não é tão antigo/clássico como a hipoteca, o penhor e a anticrese. ● Trata-se de um direito moderno e muito utilizado pelo mercado, apesar das suas controvérsias jurídicas. ● É grandemente utilizada quando da aquisição de automóveis e máquinas, semelhante ao leasing e à venda com reservade domínio, porém, com mais vantagens para o credor, por isso é a preferida do mercado, através de contratos de adesão. ● A natureza jurídica da propriedade fiduciária é controvertida, pois trata-se de direito real de garantia, só que a garantia é na coisa própria, e não na coisa alheia/do devedor, como os demais direitos reais de garantia que ainda estudaremos. ● Neste caso, o banco, conforme o já lido 1361, torna-se proprietário resolúvel da coisa. Apesar de estarmos estudando os jura in re aliena (direitos na coisa alheia), a alienação fiduciária em garantia é um direito real na coisa própria. ● Na propriedade fiduciária dá-se a transferência do domínio do bem móvel ao credor, denominado fiduciário (em geral, uma financeira, que forneceu o numerário para a aquisição), em garantia do pagamento, permanecendo o devedor (fiduciante) com a posse direta da coisa. ● O domínio e a posse indireta passam ao credor, em garantia. Não se dá tradição real, mas sim ficta, pelo constituto possessório. O domínio do credor é resolúvel, pois resolve-se automaticamente em favor do devedor alienante, sem necessidade de outro ato, uma vez paga a última parcela da dívida Modos de Constituição ● A propriedade fiduciária é negócio jurídico formal. Para que possa constituir-se juridicamente e tornar-se hábil a produzir seus efeitos no mundo jurídico, deve observar os requisitos contidos no art. 1.361, § 1º, do Código Civil, que estatui: ● “Constitui-se a propriedade fiduciária com o registro do contrato, celebrado por instrumento público ou particular, que lhe serve de título, no Registro de Títulos e Documentos do domicílio do devedor, ou, em se tratando de veículos, na repartição competente para o licenciamento, fazendo-se a anotação no certificado de registro”. ● O contrato deve ter, portanto, a forma escrita, podendo o instrumento ser público ou particular, e conter: a) o total da dívida, ou sua estimativa; b) o prazo, ou a época do pagamento; c) a taxa de juros, se houver; d) a descrição da coisa objeto da transferência, com os elementos indispensáveis à sua identificação (CC, art. 1.362). Características ● é negócio jurídico bilateral, principal, oneroso, formal/solene (escritura pública ou particular – arts. 1362 e § 1o do 1361, CC), de adesão ● a posse do devedor é na condição de depositário (1363, CC) ● o credor é proprietário, mas independentemente de tradição, pois a coisa é entregue ao devedor (exceção ao 1.267, CC). ● o devedor não pode alienar a coisa a terceiros, pois é mero possuidor, já o banco pode vender sua propriedade resolúvel, sem alterar as condições para o consumidor. Direitos e Obrigações do Fiduciante ● Os direitos e obrigações do fiduciante (devedor) resumem-se em: a) ficar com a posse direta da coisa e o direito eventual de reaver a propriedade plena, com o pagamento da dívida; b) purgar a mora, em caso de lhe ser movida ação de busca e apreensão; c) receber o saldo apurado na venda do bem efetuada pelo fiduciário para satisfação de seu crédito; d) responder pelo remanescente da dívida, se a garantia não se mostrar suficiente; e) não dispor do bem alienado, que pertence ao fiduciário (nada impede que ceda o direito eventual de que é titular, consistente na expectativa de vir a ser titular, independentemente da anuência do credor, levando a cessão a registro); f) entregar o bem, em caso de inadimplemento de sua obrigação, sujeitando-se ao pagamento de perdas e danos, como depositário infiel. ● A recuperação da propriedade plena opera-se pela averbação da quitação do credor no cartório em que registrado o contrato, que pode ser obtida, em caso de recusa, por meio da ação de consignação em pagamento. ● A recusa do credor pode sujeitá-lo ao ressarcimento das perdas e danos, pois é curial que a subsistência do direito real após a liquidação do débito acarreta prejuízo ao devedor, pelo qual o credor responde . Direitos e Obrigações do Fiduciário ● vender a coisa caso as prestações não sejam pagas (1364 – observem que a lei autoriza até a venda extrajudicial, sendo vedado o pacto comissório (1365, 1428), mas admitindo-se posterior dação em pagamento mediante acordo (parágrafo único do 1365, CC e parágrafo único do 1428, CC). ● Se mesmo vendida a coisa não satisfizer o crédito, outros bens do devedor serão executados (art. 1366, CC). ● O banco pode também alienar o bem a terceiros, mesmo que as prestações do devedor estejam em dia, embora vá alienar apenas a propriedade resolúvel e a posse indireta. ● Caso o devedor entre em insolvência, não há risco para o credor pois o bem não estará sujeito ao concurso dos outros credores do devedor, já que o bem é de propriedade do credor fiduciário. Obrigação do credor fiduciário/banco: ● transferir a propriedade da coisa ao devedor após o pagamento integral do preço; se o banco não transferir, o consumidor pode exercer a sequela para, através do juiz, adquirir a propriedade do bem que tem apenas posse. Pacto Comissório ● O art. 1.365 do Código Civil proíbe, declarando nula, a inserção, no contrato, de cláusula que permita ao credor ficar com a coisa alienada em garantia, em caso de inadimplemento contratual (pacto comissório). Se o devedor é inadimplente, cumpre-lhe promover as medidas judiciais mencionadas. ● A nulidade, que é ipso iure, atinge somente a cláusula comissória, permanecendo íntegro o restante da avença. Direito do Promitente Comprador Conceito e Características ● Consiste a promessa irretratável de compra e venda no contrato pelo qual o promitente vendedor obriga-se a vender ao compromissário comprador determinado imóvel, pelo preço, condições e modos convencionados, outorgando-lhe a escritura definitiva quando houver o adimplemento da obrigação. ● O compromissário comprador, por sua vez, obriga-se a pagar o preço e cumprir todas as condições estipuladas na avença, adquirindo, em consequência, direito real sobre o imóvel, com a faculdade de reclamar a outorga da escritura definitiva, ou sua adjudicação compulsória havendo recusa por parte do promitente vendedor. Do contrato Preliminar ● Em vista da autonomia da vontade, admite-se em nosso direito a figura do chamado "contrato preliminar", que, segundo Caio Mário da Silva Pereira, é aquele por via do qual ambas as partes ou uma delas se comprometem a celebrar mais tarde outro contrato, que será o contrato definitivo. Sendo assim, o contrato preliminar vem preconizado no artigo 462, CC, que dispõe: ➢ "Art. 462. O contrato preliminar, exceto quanto à forma, deve conter todos os requisitos essenciais ao contrato a ser celebrado." ● Portanto, o contrato preliminar é livre quanto à forma, podendo ser elaborado por instrumento particular ou público, todavia, devendo preencher os requisitos essenciais do contrato definitivo, que, no caso do compromisso de compra e venda, cinge-se à capacidade das partes, a definição da coisa, o preço e até mesmo o direito de arrependimento. ● Nesse sentido, em relação ao compromisso de compra e venda com força de direito real, temos que o artigo 1.417 do Código Civil preceitua: ➢ "Art. 1.417. Mediante promessa de compra e venda, em que se não pactuou arrependimento, celebrada por instrumento público ou particular, e registrada no Cartório de Registro de Imóveis, adquire o promitente comprador direito real à aquisição do imóvel." (grifo nosso) ● Nota-se do referido texto legal, que, não tendo no contrato preliminar cláusula de arrependimento, tanto o proprietário vendedor quanto o comprador deverão seguir com o negócio jurídico até o seu final com a celebração do contrato definitivo, obrigando-se à transferir o domínio (vendedor) e pagar o preço (comprador). ● Havendo o descumprimento dessa obrigação, frise-se, por qualquer das partes, a outra poderá notificá-la, estipulando prazo para oadimplemento. ● Não sendo cumprida a obrigação contratada, a parte lesada terá dois caminhos, que estão devidamente previstos nos artigos 464 e 465 do Código Civil, a seguir transcritos: ➢ "Art. 464. Esgotado o prazo, poderá o juiz, a pedido do interessado, suprir a vontade da parte inadimplente, conferindo caráter definitivo ao contrato preliminar, salvo se a isto se opuser a natureza da obrigação. ➢ " Art. 465. Se o estipulante não der execução ao contrato preliminar, poderá a outra parte considerá-lo desfeito, e pedir perdas e danos." Do direito do promitente comprador no Código Civil de 2002 ● O Código Civil de 2002 disciplina o direito do promitente comprador nos arts. 1.417 e 1.418. Dispõe o primeiro: ➢ “Mediante promessa de compra e venda, em que se não pactuou arrependimento, celebrada por instrumento público ou particular, e registrada no Cartório de Registro de Imóveis, adquire o promitente comprador direito real à aquisição do imóvel”. ● Trata-se, como expressamente mencionado, de direito real à aquisição do imóvel, para o futuro. Exige-se, para que se configure: a) inexistência de cláusula de arrependimento; b) registro no Cartório de Registro de Imóveis. ● Primeiramente, a promessa de compra e venda é um contrato onde o promitente-vendedor obriga-se a vender um imóvel pelo valor, condições e modos pactuados, comprometendo-se a outorgar a escritura de compra e venda, ou "escritura definitiva" quando do adimplemento da obrigação. ● Ocorrendo a satisfação da obrigação, o promissário-comprador terá direito real de compra sobre o imóvel objeto do contrato. ● Comum encontrarmos essa forma de contrato preliminar com várias designações, tais como: compromisso, contrato preliminar de compra e venda, contrato de promessa de compra e venda, promessa de compra e venda, compromisso de compra e venda, promessa de venda, promessa bilateral de compra e venda, contrato de compromisso, promessa sinalagmática de compra e venda, dentre outros, revelando que importante é o seu conteúdo e não à sua denominação. ● A "promessa de compra e venda" segue a disciplina do Código Civil Brasileiro, estando assim definido no art. 463, CC: ➢ "Art. 463. Concluído o contrato preliminar, com observância do disposto no artigo antecedente, e desde que dele não conste cláusula de arrependimento, qualquer das partes terá o direito de exigir a celebração do definitivo, assinando o prazo à outra para que o efetive" ● O direito de arrependimento, todavia, é ressalva que pode vir pactuada no contrato preliminar, e assim existindo, desvincula a obrigação assumida entre as partes na avença. ● Essa promessa pode ganhar força de direito real sobre coisa alheia, se preencher os seguintes requisitos: a) Requisitos: a.1 – formalidade – contrato escrito, por instrumento público ou particular. a.2 – irretratabilidade – pode vir expressa ou ser presumida em face do silêncio das partes – inexistência de cláusula de arrependimento. a.3 – objeto imobiliário – somente pode incidir sobre bens imóveis. a.4 - pagamento – exige-se a fixação do preço e o cumprimento integral do avençado. Paulo Nader entende ser suficiente a definição de preço. a.5 – recusa injustificada do promitente vendedor ou de terceiros em firmar a escritura definitiva de compra e venda; a.6 – registro do Cartório de Imóveis – efeito erga omnes. Do Registro da Promessa de Compra e Venda em Registro Geral de Imóveis ● Visa a garantia do promitente-comprador em relação a terceiros estranhos à avença. ● Apesar de certos julgados apresentarem argumentos de desnecessidade, para que a promessa de compra e venda seja inquestionavelmente válida, principalmente em relação aos mencionados terceiros, deve-se efetuar o seu competente registro, pois este vem ratificar e sustentar a garantia da aquisição futura do imóvel. (artigo 1417, CC) ● Assim, como vimos anteriormente, a prenotação do título (promessa de compra e venda) no protocolo, já tem o condão de gerar preferência para o apresentante do mesmo, e portanto garantia erga omnes. Efeito principal ● Cumpridos os requisitos, pode o promitente comprador exigir a outorga da escritura definitiva. ● Negando-se o promitente-vendedor, pode o comprador exigir a adjudicação compulsória (art. 1418, CC).