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Terapêutica Cirúrgica - II 
1 
 
AVALIAÇÃO CLÍNICA 
ACESSO AO DENTE 
→ Limitação de abertura da boca, se for 
comprometida, deve considerar abordagem 
cirúrgica, em vez de extração. 
→ Localização e posição dente a ser extraído. 
MOBILIDADE DO DENTE 
→ Maior mobilidade é comum em doença 
periodontal severa, facilitando a remoção, 
porém o manejo do tecido mole após a 
extração é comprometido. 
→ Menor mobilidade é necessário avaliar 
hipercementose ou anquilose das raízes, 
sendo necessário planejar remoção 
cirúrgica ao invés de extração por fórceps. 
CONDIÇÃO DA COROA 
→ Presença de grandes cáries ou 
restaurações promovem maior chance de 
fratura da coroa durante a extração. 
→ Dentre tratado endodonticamente se torna 
ressecado e frágil, podendo quebrar 
quando aplicar força. 
→ Tártaro deve ser removido antes da 
extração, pois interfere na colocação do 
fórceps e pode contaminar o alvéolo vazio. 
→ Se os dentes adjacentes tiverem 
restaurações grandes, pode ocorrer 
fratura ou descolamento delas. 
 
 
 
 
EXAME RADIOGRÁFICO 
RADIOGRAFIA PANORÂMICA 
Permite uma visão geral e a relação do dente com 
estruturas adjacentes. 
→ Usada para dentes impactados. 
RADIOGRAFIA PERIAPICAL 
Permite melhor detalhe da morfologia radicular e 
condições do tecido ósseo adjacente. 
RELAÇÃO COM ESTRUTURAS VITAIS 
→ Se apenas uma fina camada de osso existir 
entre o seio maxilar e as raízes dos 
molares, o potencial de perfuração do seio 
maxilar aumenta. 
O plano de tratamento pode ser alterado 
para cirurgia aberta, com divisão das 
raízes antes que o procedimento prossiga. 
→ Canal alveolar inferior pode se aproximar 
das raízes dos molares mandibulares e 
pode acontecer uma lesão do canal e causar 
prejuízo ao nervo alveolar inferior. 
CONFIGURAÇÃO DAS RAÍZES 
→ Número de raízes. 
→ Curvatura das raízes e o grau de 
divergência: se a divergência for grande, 
pode impedir extração com fórceps, sendo 
necessária uma extração cirúrgica. 
→ Forma da raiz individual: 
• Pequenas e de forma cônica são 
fáceis de remover. 
• Longas com curvaturas severas e 
abruptas ou ganchos são mais 
difíceis de remover. 
 Terapêutica Cirúrgica - II 
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→ Tamanho da raiz, pois as menores são 
mais fáceis de serem removidas. 
→ Cárie radicular pode enfraquecer a raiz e 
deixa-la mais propensa à fratura. 
→ Reabsorção radicular interna ou externa. 
→ Terapia endodôntica prévia pode haver 
anquilose ou a raiz pode estar frágil. 
CONDIÇÃO DO OSSO CIRCUNDANTE 
→ Densidade representa que quanto mais 
radiolúcido, menor densidade presente, 
facilitando a extração. 
→ Condição patológica apical. 
 
MEDIDAS PRÉ-OPERATÓRIAS 
→ Material. 
→ Instrumental. 
→ Equipamento. 
→ Equipe cirúrgica. 
→ Controle de infecção por métodos de 
biossegurança. 
 
POSIÇÃO DA CADEIRA 
Dentista deve fazer a força com o braço e não com 
as mãos. 
EXTRAÇÃO MAXILAR 
Cadeira inclinada para trás num plano oclusal de 
60º com o chão, sendo que a altura da cadeira e a 
boca do paciente esteja abaixo do nível do 
cotovelo do operador. 
→ Posterior: cabeça virada na direção do 
dentista. 
→ Anterior: paciente olhando para frente. 
 
 
 
 
EXTRAÇÃO MANDIBULAR 
Com a cadeira mais baixa, deve-se colocar o 
paciente em posição mais elevada fazendo um plano 
oclusal paralelo ao chão. 
→ Posterior: cabeça do paciente bastante 
virada na direção do dentista, este que de 
pé na frente do paciente. 
→ Anterior: cirurgião deve ficar ao lado do 
paciente. 
Outras Formas 
Extração mandibular com o dentista atrás do 
paciente oferece uma posição confortável e 
estável. 
→ O dentista pode realizar extrações 
sentado: 
• Maxilar: o paciente posicionado 
semi-reclinado, semelhante ao 
dentista de pé, porém menos 
reclinado. 
• Mandibular: paciente mais elevado, 
o dentista pode trabalhar na 
frente ou atrás do paciente. 
 
PRINCÍPIOS MECÂNICOS DA EXODONTIA 
ALAVANCA 
Transforma pequena força e grande movimento em 
pequeno movimento e grande força. 
→ Alavanca elevadora de raízes inserida em 
um ponto do dente para elevá-lo. 
 
 
 
 Terapêutica Cirúrgica - II 
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CUNHA 
Expandir, dividir e deslocar porções onde ela é 
usada. 
→ Ponta do fórceps expandem o osso e 
deslocam o dente para fora do alvéolo. 
→ Alavanca pequena desloca a raiz para fora 
do alvéolo. 
 
RODA E EIXO 
Alavanca triangular 
→ Usada quando uma raiz de um dente fica no 
processo alveolar. 
→ Alavanca é posicionada no alvéolo e girada, 
levanta a raiz para fora do alvéolo. 
→ Cabo é o eixo, e a ponta roda. 
 
 
ALAVANCAS 
Ajudam na luxação de um dente. 
→ Cabo, haste e lâmina. 
→ Lâmina reta, triangular, curva ou pontuada. 
 
 
 
 
FÓRCEPS 
Continuam o processo através da expansão óssea e 
rompimento dos ligamentos periodontais. 
PRESSÃO APICAL 
Desloca o centro de rotação do dente apicalmente. 
→ Ponta do fórceps deve ser forçada no 
espaço do ligamento periodontal. 
→ Diminui a chance de fratura apical da raiz. 
FORÇA VESTIBULAR 
Expansão da lâmina vestibular, na direção da crista 
óssea. 
→ Força excessiva pode fraturar osso 
vestibular ou porção apical da raiz. 
PRESSÃO LINGUAL OU PALATINA 
Expansão da crista lingual, evita pressão excessiva 
na apical vestibular. 
PRESSÃO ROTACIONAL 
Expansão interna do alvéolo dental e rompimento 
dos ligamentos. 
→ Dentes com raízes únicas, cônicas e retas 
são mais fáceis de luxar com essa técnica, 
outros são mais possíveis de fratura. 
FORÇAS TRACIONAIS 
Úteis para tirar o dente do alvéolo, uma vez que a 
expansão óssea adequada é atingida. 
→ Dentes não devem ser puxados de seus 
alvéolos. 
→ Forças devem ser gentis, outras manobras 
devem ser executadas para melhorar a 
luxação se uma força maior for necessária. 
 
 
 
 
 Terapêutica Cirúrgica - II 
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EXTRAÇÃO FECHADA (SIMPLES) 
Mais frequente, é a primeira considerada para 
quase todas as extrações. 
1ª ETAPA 
Afrouxamento do tecido mole de adesão da porção 
cervical do dente. 
Permite que o dentista tenha certeza de que a 
anestesia profunda foi atingida, e que consiga 
posicionar mais apicalmente o fórceps e a alavanca, 
sem o impedimento da gengiva. 
→ Lâmina de bisturi, Descolador de periósteo 
nº 9. 
2ª ETAPA 
Expansão e dilatação do osso alveolar e 
rompimento do ligamento periodontal, ocasionando 
uma luxação do dente que geralmente é feita com 
alavanca dental reta. 
A alavanca é inserida perpendicularmente no 
dente, sendo que o cabo é girado para trás e para 
frente e movido apicalmente para elevar o dente, 
mas também pode ser girado na direção oposta 
para deslocar o dente para fora do alvéolo, caso 
não tenha dente adjacente posterior. 
O dente irá se afrouxar o suficiente para ser 
removido facilmente com o fórceps. 
3ª ETAPA 
Adaptação do fórceps ao dente para evitar 
fraturas na raiz. 
→ As pontas ativas do fórceps devem se 
adaptar anatomicamente ao dente, na 
superfície radicular, de forma com que 
agarre a raiz abaixo do tecido mole 
descolado, primeiro ajustando a lingual e 
depois a vestibular. 
 
 
4ª ETAPA 
Luxação do dente com fórceps ajustado o mais 
apicalmente possível e reajustado durante a 
extração. 
A maior parte da força é feita na direção do osso 
mais fino e mais fraco, por isso que em todos os 
dentes, menos no molar, o movimento será labial e 
vestibular. 
As forças devem ser lentas, controladas e não com 
manobras bruscas, sendo mantidas por alguns 
segundos para permitir tempo de o osso expandir. 
5ª ETAPA 
Remoção do dente do alvéolo. 
→ Uma força de tração leve e mínima, feita 
quando o processo alveolar é 
suficientemente expandido e o ligamento 
periodontal está completamente rompido. 
 
FUNÇÃO DA MÃO OPOSTA 
→ Afastamento dos tecidos moles para gerar 
visualização adequada da área de cirurgia. 
→ Proteger outros dentes do fórceps, caso 
ele se solte do alvéolo dentário. 
→ Estabilizar a cabeça e a mandíbula do 
paciente. 
→ Suporta o processo alveolar durante o 
período de luxação. 
Obs.: O dentista podeter dificuldade de realizar 
todas essas funções sozinhas, portanto, utiliza-se 
um assistente. 
 
 
 
 
 
 Terapêutica Cirúrgica - II 
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CUIDADOS COM O ALVÉOLO PÓS-EXTRAÇÃO 
Manobra de Chompret é pressão digital nas 
corticais vestibulolinguais para comprimir as 
lâminas de volta à configuração original. 
→ Se a lesão periapical é visível na 
radiografia, a região deve ser curetada 
com uma cureta apical para remover 
granuloma ou cisto. 
→ Se houver algum resíduo, deve ser 
removido com cureta ou ponta do 
aspirador. 
 
FÓRCEPS 
FÓRCEPS 150 
Utilizado para incisivos, caninos e pré-molares 
superiores. 
 
FÓRCEPS 18L E 18R 
Utilizado para molares superiores. 
 
FÓRCEPS 65 
Utilizado para raízes residuais ou raízes 
seccionadas cirurgicamente. 
 
 
 
FÓRCEPS 151 
Utilizado para incisivos, caninos e pré-molares 
inferiores. 
 
FÓRCEPS 17 
Utilizado para molares inferiores. 
 
 
RESUMO DE FÓRCEPS 
 
 
Fórceps 150 
Fórceps 18L 
Fórceps 18R 
Fórceps 151 
Fórceps 17 
 Terapêutica Cirúrgica - II 
1 
 
TÉCNICA NÃO ALVEOLAR 
Técnica que se utiliza de um retalho associado a 
odontosecção e osteoctomia em casos de dente 
com imbricamento mecânico e dentes mésio 
angulados. 
 
BENEFÍCIOS 
PREVENÇÃO 
→ Lesões dos tecidos moles. 
→ Fratura óssea. 
→ Fratura dental. 
→ Diminui o tempo cirúrgico. 
→ Retardo no reparo. 
 
INDICAÇÕES 
Extração alveolar é considerada uma técnica com 
risco elevado de fratura óssea, deslocamento do 
dente, lesão de dente adjacente e fratura de 
tábua óssea, por isso a técnica não alveolar pode 
oferecer mais conforto e menos risco ao paciente. 
→ Hipercementose. 
→ Raízes divergentes ou dilaceradas. 
→ Destruição coronária. 
→ Tentativas iniciais de exodontia sem 
sucesso. 
→ Osso alveolar denso (Idosos). 
→ Atrição dentária grave (Bruxismo). 
→ Expansão alveolar do seio maxilar. 
 
 
 
CONFECÇÃO DO RETALHO 
DIVISÃO DOS TECIDOS MOLES 
→ Demarcada por uma incisão que vai até o 
periósteo. 
→ Favorecer o suprimento sanguíneo próprio. 
→ Acesso cirúrgico adequado aos tecidos 
subjacentes. 
→ Reposicionado na posição original. 
→ Mantido com sutura. 
→ Versatilidade amplitude. 
PRINCÍPIOS BÁSICOS DO RETALHO 
→ Base > margem livre. 
→ Tamanho adequado. 
→ Afastamento sem tensão. 
→ Mucoperiósteal de espessura total 
SUPRIMENTO SANGUÍNEO 
2 incisões relaxantes divergentes entre si para 
aumentar a base do retalho, favorecendo o 
suprimento sanguíneo. 
→ Incisão relaxante oblíqua, mesial a 
estrutura de interesse cirúrgica. 
 
Obs.: A incisão relaxante não deve ser feita na 
bossa canina, pois é uma proeminência que permite 
que o tecido do retalho fique tenso, podendo 
provocar uma separação das bordas. 
 
 
 Terapêutica Cirúrgica - II 
2 
 
APOIADO EM TECIDO ÓSSEO SADIO 
O retalho deve ser apoiado num tecido ósseo sadio, 
do período em que começa a cirurgia até o pós 
procedimento cirúrgico. 
→ Ao rebater o retalho e a área da incisura 
estiver em osso não sadio, pode favorecer 
o afastamento das bordas que piora a 
cicatrização do tecido mole. 
 
 
TÉCNICA CIRÚRGICA 
1. Incisão. 
2. Descolamento. 
3. Ostectomia. 
4. Odontossecção se necessário. 
5. Extração. 
6. Limpeza da cavidade. 
7. Sutura. 
→ Dente unirradicular. 
→ Dente multirradicular. 
→ Fragmentos de raiz. 
 
DENTE UNIRRADICULAR 
→ Retalho adequado. 
→ Avaliar necessidade de ostectomia. 
→ Confecção de ponto de apoio. 
→ Utilização de fórceps/extrator. 
→ Regularização das margens ósseas. 
→ Irrigação copiosa. 
 
 
 
DENTE MULTIRADICULAR 
ODONTOSECÇÃO 
Alta rotação com broca tronco-cônica (nº702) ou 
esférica (nº8). 
→ Anatomia radicular. 
MOLARES INFERIORES 
Molares inferiores é o único grupo de dentes que 
ao fazer o movimento pendular vestíbulo-lingual, 
deve-se fazer mais pressão lingual do que 
vestibular. 
 
MOLARES SUPERIORES 
Separar raízes vestibulares na região cervical e 
extrair a coroa com a raiz palatina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Terapêutica Cirúrgica - II 
3 
 
FRAGMENTOS DE RAIZ 
CRITÉRIOS DE PERMANÊNCIA RADICULAR 
→ Livre de infecção ou lesão. 
→ Fragmento apicalde dentes inclusos mais dificultada. 
→ Menor espaço do folículo dental. 
→ Ligamento periodontal atrofiado. 
→ Raízes formadas. 
→ Osso mais denso. 
 
CLASSIFICAÇÃO DA POSIÇÃO 
→ Winter. 
→ Pell & Gregory. 
 
WINTER 
Classificação relacionada a angulação do dente 
incluso. 
MESIOANGULAR 
O longo eixo do dente incluso está mesial em 
relação ao segundo molar. 
 
Obs.: No 3º Molar superior a exodontia 
mesioangular é dificultada. 
DISTOANGULAR 
A coroa está relacionada ao ramo ascendente da 
mandíbula tendo mais cobertura óssea sobre a 
coroa. 
 
 
 Terapêutica Cirúrgica - II 
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VERTICAL 
O longo eixo do dente incluso está na mesma 
posição do longo eixo dos dentes vizinhos. 
 
HORIZONTAL 
Longo do eixo do dente incluso perpendicular ao 
longo eixo dos dentes vizinhos, geralmente a coroa 
está voltada para a parte mesial. 
 
TRANSVERSO 
Condição rara em que a coroa do dente está 
voltada para a vestibular ou lingual. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PELL & GREGORI 
Classificação relacionada a altura do dente incluso 
associada ao plano oclusal e a borda anterior do 
ramo. 
PLANO OCLUSAL 
Relacionada a profundidade de oclusal dos dentes 
superiores e inferiores 
→ A: Dente com a mesma altura que o plano 
oclusal dos vizinhos (Erupcionado). 
→ B: Dente com o plano oclusal entre a 
cervical e o plano oclusal dos dentes 
vizinhos (Submucoso). 
→ C: Dente com o plano oclusal abaixo da 
cervical dos vizinhos. 
 
BORDA ANTERIOR RAMO 
→ 1: Coroa totalmente anterior a borda 
anterior do ramo. 
→ 2: Dente com a coroa no sentido mesio 
distal posterior a borda anterior do ramo 
→ 3: Coroa totalmente posterior a borda 
anterior do ramo. 
 
 
 
 
A C B 
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 Terapêutica Cirúrgica - II 
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TÉCNICA 
ACESSO ADEQUADO 
Incisão relaxante associada a incisão sobre a 
crista. 
→ Incisão. 
→ Divulsão. 
→ Exposição. 
 
Obs.: A palpação da área retromolar deve ser feita 
antes de incisar, para definir o sentido vestíbulo-
lingual da incisão sobre a crista do 3º molar 
inferior. 
OSTEOCTOMIA 
Remoção óssea em canaleta mantendo a altura 
vestibular da crista, expondo a região entre a 
cervical e a crista sem rebaixar a linha oblíqua, 
pois ela é uma área de reforço mandibular. 
→ Brocas carbides tronco-cônica 702 XL ou 
XXL. 
 
ODONTOSECÇÃO 
Técnica usada para diminuir o imbricamento 
mecânico, baseada na posição do dente, na 
profundidade da oclusão, na relação do dente com 
a mandíbula. 
 
EXODONTIA 
Extração com os princípios mecânicos realizados 
cautelosamente para evitar riscos de acidente. 
→ Extrator winter é usado para extrair os 3º 
molares através do movimento vestíbulo-
distal roda e eixo. 
 
FERIDA E SUTURA 
Limagem, Curetagem, Irrigação e Sutura. 
→ Remoção do folículo dental e tecido mole 
na distal do 2º Molar. 
→ Limagem das espículas ósseas. 
→ Remoção das esquírolas ósseas. 
→ Irrigação com soro fisiológico. 
→ Sutura com fios 3-0 ou 4-0. 
 
PROTOCOLO MEDICAMENTOSO PRÉ-
OPERATÓRIO 
ANTIINFLAMATÓRIO 
→ Dexametasona 4mg 1 hora antes do 
procedimento. 
→ Betametasona 4mg 1 hora antes do 
procedimento. 
ANALGÉSICO 
→ Dipirona 500mg assim que acabar o 
procedimento. 
→ Paracetamol 750mg assim que acabar o 
procedimento. 
 
 
 
 Terapêutica Cirúrgica - II 
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PROFILAXIA ANTIBIÓTICA 
Se necessária. 
→ Penilicina 1g 1 hora antes do procedimento. 
→ Clindamicina 600mg 1 hora antes do 
procedimento. 
 
PROTOCOLO MEDICAMENTOSO PÓS-
OPERATÓRIO 
AINES E ANALGÉSICO 
Nimesulida 100g a cada 12 horas + Dipirona 500mg 
a cada 4 horas no primeiro e segundo dia. 
ANTISSÉPTICO 
Bochecho com digluconato de clorexidina a 0,12% a 
partir do 2º dia para não desfazer o coágulo. 
 
PÓS-OPERATÓRIO 
→ Repouso por 24 horas. 
→ Cabeceira elevada num ângulo de 30º. 
→ Evitar esforço físico, trauma á região e 
pressão negativa. 
→ Higiene bucal cuidadosa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Terapêutica Cirúrgica - II 
1 
 
PROCESSOS DISTINTOS 
CICATRIZAÇÃO 
É a reposição das estruturas lesadas por um tecido 
conjuntivo fibroso, denominado tecido cicatricial. 
REGENERAÇÃO 
É a reposição das estruturas lesadas por células 
com morfofuncionalidade semelhantes aquelas que 
existiam. 
REPARAÇÃO 
É a capacidade que os tecidos apresentam de 
poder repor as suas estruturas lesadas por outro 
tecido semelhante ou não. 
 
REPARO ALVEOLAR 
É o conjunto de reações teciduais que ocorrem no 
interior do alvéolo após a exodontia. 
→ Tecido epitelial promove o reparo da 
fibromucosa gengival. 
→ Tecido ósseo promove a reparação do 
alvéolo dental propriamente dito. 
 
 
 
 
 
TIPOS DE CICATRIZAÇÃO 
CICATRIZAÇÃO POR PRIMEIRA INTENSÃO 
As bordas da ferida em que não tenha havido 
perda de tecido, são posicionadas exatamente na 
mesma posição anatômica, formando uma mínima 
cicatriz. 
CICATRIZAÇÃO POR SEGUNDA INTENSÃO 
Existência de um espaço entre as bordas de uma 
incisão/laceração que impeça a íntima aproximação 
das bordas da ferida. 
 
REPARO ALVEOLAR 
Processo se divide em 4 fases e ocorre de baixo 
para cima, ou seja, do ápice para a cervical, e de 
fora para dentro. 
1. Proliferação celular. 
2. Desenvolvimento do tecido conjuntivo. 
3. Maturação do tecido conjuntivo. 
4. Diferenciação óssea – maturação. 
Obs.: As 4 fases do reparo não ocorrem 
isoladamente. 
PROLIFERAÇÃO CELULAR 
→ Formação do coágulo sanguíneo 
imediatamente. 
→ Invasão celular a partir do LP. 
→ Proliferação de células endoteliais. 
→ Formação do tecido de granulação. 
 
 Terapêutica Cirúrgica - II 
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DESENVOLVIMENTO DO TECIDO CONJUNTIVO 
→ Grande quantidade de células. 
→ Fibroblastos e capilares. 
→ Formação do tecido conjuntivo. 
MATURAÇÃO DO TECIDO CONJUNTIVO 
→ Orientação das fibras colágenas. 
→ Redução de células e vasos. 
DIFERENCIAÇÃO ÓSSEA 
Inicia a partir do 7º dia 
→ Osteoide e maturação. 
→ Reabsorção da crista alveolar. 
 
CRONOLOGIA 
 
Formação do coágulo sanguíneo Imediato 
Início da proliferação tecidual do 
nível gengival 
4 dias 
Formação do tecido de granulação 7 dias 
Substituição do tecido de granulação 
por tecido conjuntivo 
20 dias 
Fusão epitelial até o espessamento 
da fibromucosa 
24 a 35 
dias 
Preenchimento de 2/3 alveolares por 
trabéculas ósseas (o. imaturo) 
40 dias 
Preenchimento total do alvéolo por 
trabéculas ósseas (o. maduro) 
64 dias 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1º DIA APÓS EXODONTIA 
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS 
→ Alvéolo totalmente preenchido por coágulo 
sanguíneo. 
→ Bordas gengivais acham-se separadas, com 
superfícies edemaciadas. 
 
CARACTERÍSTICAS RADIOGRÁFICAS 
Área radiolúcida homogênea circundada por linha 
radiopaca. 
 
CARACTERÍSTICAS MICROSCÓPICAS 
→ Coágulo invadido por fibroblastos pré-
existentes do LP. 
→ Proliferação de células endoteliais. 
 
7 DIAS APÓS EXODONTIA 
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS 
→ Marcante redução da hiperemia e edema 
gengivais. 
→ Retalhos gengivais exibem proliferação 
tecidual. 
 
CARACTERÍSTICAS MICROSCÓPICAS 
→ Tecido conjuntivo exibe fibroblastos e 
capilares neoformados. 
→ Os fibroblastos sintetizam as fibras 
colágenas e substância fundamental 
amorfa. 
 Terapêutica Cirúrgica - II 
3 
 
24 DIAS APÓS EXODONTIA 
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS 
→ União das bordas gengivas. 
→ Depressão central da ferida, evidenciando-
se um traço linear no centro devido a união 
da fibromucosa. 
 
CARACTERÍSTICAS RADIOGRÁFICAS 
→ Septo intra-alveolar se encontra em 
processo de reabsorção, assim como a 
lâmina dura. 
→ Não é vista radiopacidade intraalveolar. 
CARACTERÍSTICAS MICROSCÓPICAS 
→ Aumento na quantidade de fibras 
colágenas. 
→ Diminuição do número de células e de vasos 
sanguíneos. 
 
40 DIAS APÓS EXODONTIA 
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS 
→ Mucosa gengival espessa com coloração 
normal. 
→ Depressão central resume-se a tênue 
marca linear, de forma vestíbulo-lingual. 
 
CARACTERÍSTICAS RADIOGRÁFICAS 
Septo interdental quase totalmente reabsorvido,assim como a lâmina dura com certo grau de 
radiopacidade intra-alveolar. 
CARACTERÍSTICAS MICROSCÓPICAS 
→ Formação óssea a partir das paredes 
alveolares e do fundo do alvéolo. 
→ Osteoblastos depositam matriz orgânica. 
→ 2/3 do alvéolo está preenchido por 
trabéculas ósseas e osso imaturo. 
 
64 DIAS APÓS EXODONTIA 
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS 
Mucosa gengival apresenta-se normal em cor e 
consistência, com nítida depressão em V. 
 
CARACTERÍSTICAS RADIOGRÁFICAS 
→ Reabsorção do septo interdental e lâmina 
dura. 
→ Radiopacidade intra-alveolar, remodelação 
da crista óssea alveolar tornam-se 
evidente. 
CARACTERÍSTICAS MICROSCÓPICAS 
Todo o alvéolo está preenchido por osso maduro. 
 
ALTERAÇÕES CLÍNICAS E MORFOLÓGICAS 
REABSORÇÃO ÓSSEA 
3 a 4 mm de reabsorção óssea seis meses após a 
extração, nas dimensões buco-lingual e ápico-
coronal. 
→ Maior reabsorção por vestibular, pois ela é 
mais fina, menos nutrida e menor 
quantidade de células. 
Obs.: Implante imediato para devolver função de 
forma imediata e ter uma menor alteração de 
perda óssea. 
 Terapêutica Cirúrgica - II 
4 
 
FATORES LOCAIS QUE AFETAM O REPARO 
PRESENÇA DE FRAGMENTO ÓSSEO, RAIZ OU 
CORPO ESTRANHO. 
→ Fragmentos tendem à necrose, atrasando o 
reparo. 
→ Raiz e corpo não impedem a cura alveolar, 
podendo permanecer sepultados ou serem 
expulsos pelo organismo. 
IRREGULARIDADE NO CO NTORNO E ALTURA DO 
ALVÉOLO 
Dificulta o fechamento do tecido mole, atrasando 
o reparo. 
CURETAGEM E IRRIGAÇÃO 
→ Irrigação cuidadosa para eliminar detritos 
do alvéolo. 
→ Curetagem somente em caso de lesão e 
remove restos do LP. 
ANESTÉSICOS LOCAIS 
Substâncias irritantes ao tecido que podem 
ocasionar alveolite caso seja irrigado dentro do 
alvéolo. 
CINZÉIS E BROCAS 
→ Cinzéis: ausência de necrose e melhor 
reparação. 
→ Brocas: sempre irrigar para remover 
detritos, promove atraso no reparo. 
ALVEOLITE 
Quadro caracterizado por dor severa, pulsátil, de 
difícil controle por analgésicos 
→ Atraso no processo de reparo. 
 
 
IMPLANTES INTRA-ALVEOLARES 
Substâncias colocadas no alvéolo para minimizar 
perda óssea e hemorragia. 
 
FATORES SISTÊMICOS QUE AFETAM O REPARO 
DIABETES MELLITUS 
Deficiência na proliferação de fibroblastos e 
osteoblastos. 
HIPOTIREOIDISMO 
Intensa reabsorção da cortical alveolar. 
→ Redução da velocidade de fibrogênese. 
OSTEONECROSE 
Causada pelo uso de bisfosfonatos e exposição à 
radioterapia. 
GESTAÇÃO E ANTICONCEPCIONAIS 
Interferência na organização do coágulo e na fase 
de proliferação celular. 
DESIDRATAÇÃO 
Comprometimento da vascularização. 
INGESTÃO DE AGUARDENTE DE CANA 
Trabéculas ósseas imaturas. 
VITAMINA A E D 
Aceleram o processo de reparo, ocasionando a 
neoformação de trabéculas ósseas ao nível do 
terço apical. 
 Terapêutica Cirúrgica - II 
1 
 
SANGRAMENTO 
É comum nas primeiras 24horas. 
→ Morder uma gaze úmida até a chegada em 
casa, enxaguar a boca com água e manter a 
cabeça elevada. 
EVITAR PRESSÃO NEGATIVA INTRABUCAL 
→ Não fumar. 
→ Não sugar líquido com canudo. 
→ Não cuspir e bochechar. 
→ Evitar atividade intensa. 
 
DESCONFORTO 
Pico ocorre 12h após a extração, e raramente 
persiste mais de 2 dias no pós-operatório. 
→ Controle com analgésicos. 
→ Medicamento antes do término do efeito 
da anestesia. 
 
DIETA 
Alimentos frios/gelados líquidos e/ou pastosos no 
1º dia. 
→ Evitar alimentos que possuem grãos e 
condimentos. 
Obs.: Para pacientes diabéticos deve orientar o 
paciente não ficar em jejum antes do 
procedimento cirúrgico e se alimentar 
normalmente assim que terminar o procedimento. 
EDEMA 
Aumento de volume devido a uma reação fisiológica 
que acontece frente à uma agressão. 
→ Gelo nas primeiras 24 horas. 
→ Pico máximo em 72 horas. 
→ Permanece por 4 a 6 dias. 
→ Desaparece em 1 semana. 
→ Corticoide no pré-operatório, geralmente 1 
comprimido de Dexametasona 4mg 1 hora 
antes do procedimento. 
 
EQUIMOSE 
Sangramento submucoso e/ou subcutâneo sem 
aumento de volume. 
→ Comum em pacientes idosos. 
→ Não aumenta a dor ou infecção. 
→ Desaparece entre 7 e 14 dias. 
→ Migração. 
 
HEMATOMA 
Preenchimento de espaço morto com sangue, 
apresentando aumento de volume. 
→ Potencial de infecção. 
→ Possibilidade de drenagem. 
Tratamento é feito em hematomas maiores, por 
meio de uma incisão num ponto que favoreça a 
drenagem do hematoma. 
 
 Terapêutica Cirúrgica - II 
2 
 
TRISMO 
Limitação da abertura da boca que geralmente 
está associado ao 3º molar incluso. 
→ Múltiplas injeções anestésicas, 
principalmente do alveolar inferior. 
→ Acometimento do Pterigoideo medial. 
→ Infecção. 
Tratamento consiste na terapia para relaxamento 
muscular, fisioterapia. 
 
HIGIENE ORAL 
Manter a região limpa através da escovação suave 
e bochechos com antisséptico Digluconato de 
Clorexidina a 0,12%, sendo que o bochecho deve 
iniciar apenas 48horas após a cirurgia. 
 
SUTURA 
O fio pode induzir reação inflamatória, acumular 
matéria orgânica e formar biofilme, por isso deve 
ser removida entre 5 a 10 dias. 
→ Estabilizar o coágulo. 
→ Manter o coágulo estável. 
 
ENTRAR EM CONTATO 
→ Desconforto excessivo caso a medicação 
prescrita e os cuidados pós-operatório 
indicativos para analgesia não estiverem 
cessando a dor. 
→ Hemorragia que encha a cavidade bucal de 
sangue que mesmo com a pressão da 
cavidade utilizando gaze, o sangramento 
não pare. 
→ Febre e dúvidas. 
 
 
 
 
 Terapêutica Cirúrgica - II 
1 
 
ACIDENTES E COMPLICAÇÕES 
ACIDENTE CIRÚRGICO 
É a quebra do planejamento do ato operatório que 
ocorre durante o seu desdobramento. 
COMPLICAÇÃO CIRÚRGICA 
É a quebra do planejamento que ocorre no pós-
operatório. 
PRINCIPAIS CAUSAS 
→ Planejamento cirúrgico incorreto. 
→ Técnica cirúrgica inadequada. 
→ Avaliação clínica e radiográfica inadequada. 
→ Desconhecimento da anatomia regional. 
PREVENÇÃO 
→ Equipe cirúrgica em sintonia. 
→ Visibilidade de acordo com o bom acesso, 
iluminação e aspiração adequada, 
afastamento e campo cirúrgico limpo. 
 
Acidentes 
LESÕES AOS TECIDOS MOLES 
É de extrema importância o papel do auxiliar para 
evitar esse tipo de acidente, pois o operador está 
focado no local em que o instrumento está agindo 
diretamente. 
→ Laceração. 
→ Perfuração. 
→ Abrasões. 
 
TRATAMENTO 
→ Laceração é tratada através da reposição 
das margens e sutura. 
→ Perfuração é tratada, em poucos casos, 
com sutura, e podendo ser associada a 
profilaxia antibiótica dependendo da 
gravidade. 
→ Abrasões são tratadas com pomadas. 
 
LESÕES DAS ESTRUTURAS ÓSSEAS 
→ Fratura do túber. 
→ Fratura das tábuas ósseas. 
 
 
LESÕES A DENTES ADJACENTES 
Na maioria das vezes é causada por força 
exagerada. 
→ Fratura de restaurações. 
→ Fratura de cúspides. 
→ Luxação. 
→ Extração de dente errado. 
 
 Terapêutica Cirúrgica - II 
2 
 
FRATURA DE INSTRUMENTAIS 
PREVENÇÃO 
→ Uso de brocas novas. 
→ Movimento adequado da técnica. 
 
 
FRATURA RADICULAR 
CRITÉRIOS DE PERMANÊNCIA 
→ Comprimento maior que 4 ou 5mm. 
→ Totalmente inserida em osso. 
→ Livre de infecção ou lesão. 
→ Risco ser menor que o benefício. 
→ Proservação. 
 
 
DESLOCAMENTO DENTÁRIO 
Comum nos 3º molares superiores que geralmente 
podem ser deslocados para o seio maxilar ou para a 
fossa infratemporal, que geralmente pode causar 
limitação de abertura. 
 
PREVENÇÃO 
→ A incisão deve ser feita a partir do 
contorno posterior do túber, seguindo pela 
intrasulcular e relaxante. 
→ O afastador Minessota deve se posicionar 
encostado na distal do tuber, pois 
consegue evitar que o dente se desloque e 
se aloje na fossa infratemporal, caso ele 
“deslize”. 
 
Complicações 
NECROSE DE TECIDOS 
CAUSAS 
→ Retalhos inadequados. 
→ Excesso de solução anestésica. 
→ Reposicionamento em tecido ósseo que não 
está sadio após o procedimento. 
 
TRATAMENTO 
→ Antibioticoterapia. 
→ Debridamento. 
→ Irrigação. 
 
HEMORRAGIA 
FATORES PREDISPONENTES→ Alterações hematológicas. 
→ Medicamentos anticoagulantes e anti-
cancerígenos. 
→ Distúrbios sistêmicos. 
→ Técnica cirúrgica inadequada devido a falta 
de conhecimento de anatomia. 
PREVENÇÃO 
→ Técnica cirúrgica adequada. 
→ Eliminação de tecido granulação/espículas 
ósseas. 
→ Remoção de restos necróticos de coágulo. 
 Terapêutica Cirúrgica - II 
3 
 
PRESSÃO 
→ Compressão manual e tamponamento com 
gaze ininterruptos por 5 minutos. 
→ Sutura. 
CONTROLE DA HEMORRAGIA 
→ Utilização de pinças hemostáticas e depois 
suturar. 
→ Tamponamento. 
→ Eletrocoagulação. 
→ Cera para osso/esponjas hemostáticas. 
→ Esmagamento para obliterar os vasos. 
MANOBRAS OPERATÓRIAS 
1. Anestesiar. 
2. Tamponamento com gaze por 5 minutos. 
3. Aspira e observar. 
4. Suturar. 
5. Tamponamento com gaze por 30 minutos. 
 
 
EQUIMOSE 
Sangramento submucoso e/ou subcutâneo sem 
aumento de volume e comum em pacientes idosos. 
→ Não aumenta a dor ou infecção. 
→ Desaparece entre 7 e 14 dias, podendo 
gerar migração. 
 
 
 
 
ENFISEMA 
Acúmulo patológico de ar em tecidos ou órgãos. 
→ Desaparece em 4 a 7 dias. 
TRATAMENTO 
Profilaxia antibiótica para prevenir infecções e 
acompanhamento do paciente. 
 
ALVEOLITE 
Complicação pós-operatória relativamente comum 
ao processo de reparo ósseo alveolar semelhante a 
uma osteíte, e tem sua origem principalmente em 
corticais alveolares com comprometimento 
inflamatório prévio. 
Alveolite é mais comum na mandíbula, pois o osso é 
mais compacto e cortical, menos denso, regular e 
irrigado que a maxila. 
 
FATORES ETIOLÓGICOS 
→ Insuficiência de irrigação sanguínea. 
→ Atividade fibrinolítica. 
→ Infecção prévia, como pericoronarite. 
→ Exodontia traumática. 
OCORRÊNCIA 
3 a 5% das exodontias, principalmente dos molares 
e pré-molares inferiores. 
→ Pacientes femininos usuárias de 
anticoncepcionais entre a 3ª e 4ª década 
de vida. 
→ 4 vezes mais frequente em fumantes. 
 
 
 Terapêutica Cirúrgica - II 
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SINAIS 
→ Alvéolo vazio e gengiva inflamada. 
→ Cortical alveolar desnuda. 
→ Camada amarelo-acinzentada sobre o 
alvéolo. 
→ Detritos alimentares, tecido necrótico e 
halitose. 
SINTOMAS 
→ Dor severa, intensa e pulsátil não 
controlada por analgésico. 
→ Febre. 
→ Perda de apetite e insônia. 
ALVEOLITE SECA OU OSTEÍTE ALVEOLAR 
→ Irrigação com solução fisiológica associada 
ou não a antisséptico. 
→ Uso de clorexidina tópica 0,12% 2 vezes ao 
dia por 7 dias. 
→ Analgésicos. 
ALVEOLITE ÚMIDA OU O STEÍTE EXUDATIVA 
→ Re-intervenção. 
→ Remoção de tecido necrótico e corpos 
estranhos no alvéolo. 
→ Irrigação com soro fisiológico ou com 
clorexidina a 0,2%. 
→ Analgésico, antisséptico com boa higiene 
bucal. 
PARESTESIA 
Sensação anormal de formigamento, normalmente 
relacionada a lesão de nervos periféricos. 
→ Neuropraxia é uma lesão que não rompe a 
continuidade do axônio ou do endoneuro. 
→ Axonotmese é a perda da continuidade do 
axônio e com endoneuro preservado. 
→ Neurotmese é o rompimento da 
continuidade do axônio e do endoneuro. 
Obs.: Se radiograficamente o dente apresentar 
relação com os canais, pode-se realizar uma 
coronectomia. 
CAUSAS 
→ Técnica cirúrgica incorreta. 
→ Erro na localização do dente. 
 
COMUNICAÇÃO E FÍSTULA BUCO-SINUSAL. 
Comunicação geralmente faz um defeito ósseo no 
alvéolo que expõe o seio maxilar a cavidade bucal. 
→ Comunicações vestibulares. 
→ Comunicações alveolares. 
Relacionada com a raiz palatina do 1º molar 
superior. 
TAMANHO 
As comunicações de pequeno tamanho, o 
tratamento geralmente é espontâneo. Já as de 
média e grande tamanho, utiliza-se a técnica de 
fechamento imediato que consiste numa incisão no 
periósteo, tracionamento da bola de bichat e 
suturar a bola de bichat no tecido palatino e 
realizar uma sutura em cima desse tecido para 
ajudar o fechamento. 
→ Pequenas até 2mm. 
→ Médias de 2 a 6mm. 
→ Grandes maiores que 6mm. 
SINTOMAS 
→ Passagem de líquidos e ar. 
→ Alteração no timbre e voz. 
SINAIS 
Manobra de Valsava é um indicativo, porém essa 
técnica é somente usada para fístulas. 
TRATAMENTO 
→ Imediato: Sutura, conservador, 
medicações e instruções pós-operatório e 
sem assoar o nariz. 
→ Tardio: Medicação antibiótica, cirurgia e 
instruções pós-operatória. 
 
 Terapêutica Cirúrgica - II 
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CUIDADOS 
→ Não segurar o espirro e não assoar o nariz. 
→ Não fumar e não sugar canudo. 
→ Antibioticoterapia. 
→ Técnica cirúrgica correta e retalho sem 
tensão. 
 
INFECÇÃO DA FERIDA CIRÚRGICA 
DIAGNÓSTICO 
→ Anamnese, exame físico e exames 
complementares. 
→ Exame radiográfico para avaliar 
comprometimento cervical. 
TRATAMENTO 
→ Nutrição, hidratação, analgesia. 
→ Drenagem cirúrgica. 
→ Remoção da causa. 
→ Antibioticoterapia. 
 
TRISMO 
Contratura dos músculos mastigatórios 
CAUSAS 
→ Anestesia. 
→ Cirurgias longas. 
→ Infecção e dor. 
TRATAMENTO 
→ Utilização de relaxantes musculares, as 
vezes associado a analgésicos. 
→ Fisioterapia de 3 a 5 sessões por dia. 
 
 
 
 
MEDICAÇÃO PÓS-OPERATÓRIA 
→ Analgésico e antisséptico. 
→ Antibiótico e anti-inflamatório dependem 
da condição do paciente e do caso clínico. 
 
INSTRUÇÕES AO PACIENTE 
Devem ser verbais e escritas. 
→ Cuidados sobre o sangramento, 
desconforto, dieta, higiene oral e edema.

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