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1- AULA 
· Elementos subjetivos e objetivos do processo 
· Elementos subjetivos do processo: 
· 1. Sujeitos processuais: aqueles que de alguma forma participam do processo; 
· Elementos objetivos do processo: 
· 2. Diz respeito a causa de pedir: 
· Conjunto de fatos aduzidos com a cobertura do direito (fundamentação); 
· Fatos + direito = justifica a causa de pedir; 
· Pressupostos processuais de validade do processo: 
· Deve ser observado junto com o princípio da primazia do mérito, por isso a falta do pressuposto não tem condão de afastar o julgamento do mérito, desde que não tenha havido prejuízo ao processo. Dessa forma, a inobservância dos pressupostos de validade não causa a invalidade do processo. 
· O mesmo não ocorre com os pressupostos de existência; 
· Pressupostos de validade subjetivos do processo: 
· Sobre as partes (dizem respeito às partes do processo): 
· 1. Capacidade postulatória (iuspostulandi): 
· É a capacidade em pedir em juízo; 
· Quem tem na justiça comum: 
· Advogados particulares; 
· Advogados Públicos; 
· Defensores Públicos; 
· Membros do MP; 
· Exceções: quem tem capacidade postulatória nos juizados especiais e na justiça do trabalho: 
· Juizados: 
· O próprio autor; 
· Na justiça do trabalho: 
· Os empregados na reclamação trabalhista; 
· De acordo com o plano de aula de Carla: 
· É a necessidade de uma aptidão técnica especial do sujeito para a prática de alguns atos processuais (de pedir e de responder); 
· 2. Capacidade processual: 
· Possibilidade de praticar atos processuais sem representação ou assistência; 
· De acordo com o plano de aula de Carlinha: 
· Representa a aptidão para a prática de atos processuais, e se caracteriza como manifestação da capacidade de exercício no plano do direito processual. Em sendo reflexo da capacidade de direito, têm capacidade processual os que possuem capacidade plena de exercício. 
· Os absoluta e os relativamente incapazes podem ser parte, mas não podem praticar os atos processuais,pois não têm capacidade processual. Só poderão estar em juízo, suprida a sua incapacidade, pela representação (absolutamente incapazes) ou pela assistência (relativamente incapazes), nos termos do NCPC, art. 71.
· 3. Legitimidade ad causam 
· É um instituto do direito processual, em que a relação entre autor e réu deve ser coerente com a relação no direito material; 
· Isto é, é a relação entre o direito processual e o direito material; 
· Pode ser: 
· 1. Ordinária: 
· Aquele que vai à juízo em nome próprio defender direito próprio; 
· Equivalência do direito material e processual;
· Legitimidade passiva: 
· Quem sofre a ação; 
· Art. 338, caput, CPC: 
· Art. 338. Alegando o réu, na contestação, ser parte ilegítima ou não ser o responsável pelo prejuízo invocado, o juiz facultará ao autor, em 15 (quinze) dias, a alteração da petição inicial para substituição do réu.
· Art. 339, caput, CPC: 
· Art. 339. Quando alegar sua ilegitimidade, incumbe ao réu indicar o sujeito passivo da relação jurídica discutida sempre que tiver conhecimento, sob pena de arcar com as despesas processuais e de indenizar o autor pelos prejuízos decorrentes da falta de indicação.
· Teoria da asserção: as condições da ação (legitimidade e interesse de agir) são aferidas em função de estar contida na petição inicial. Se para saber da existência das condições da ação for preciso analisar outras informações além da petição inicial, isso é sinal de que a decisão é de mérito e não uma preliminar. 
· 2. Extraordinária 
· Pessoa física ou jurídica que, em nome próprio, defender direito alheio; 
· Ex.: MP defendendo direito difusos/coletivos; 
· De acordo plano de aula de Carlinha: 
· Legitimidade: A legitimidade para a causa, também denominada legitimidade ad causam, é a condição da ação que consiste na titularidade do direito instrumental de ação a ser utilizado para deflagraro processo. Em regra, é titular da ação apenas a própria pessoa que se diz titular do direito subjetivomaterial cuja tutela pede (legitimidade ativa), podendo ser demandado apenas aquele que seja titularda obrigação correspondente (legitimidade passiva). Polo ativo e polo passivo.
· Legitimidade ordinária: 
· Art. 18 – primeira parte: Ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio;
· Conceito de legitimidade ordinária: é aquela em que atitularidade do direito material e a legitimidade para a ação se identificam.
· Legitimidade extraordinária: 
· Art. 18 – segunda parte: salvo quando autorizado peloordenamento jurídico.
· Conceito da legitimidade extraordinária: éaquela em que o titular do direito material pode ser um sujeito diferente do sujeito que é o titular dodireito de ação, visando proporcionar maior proteção a esse direito. Trata-se da excepcional defesa deinteresse alheio realizada em nome próprio, em situações que necessitam estar previstas expressamente em lei.
· Sobre os juízes (tríplice características do juiz): 
· 4. Competência: 
· é o conjunto de normas e regras que vão determinar o limite de uma comarca julgar determinada ação; 
· Conceito de competência, de acordo com o plano de aula de Carla: 
· A competência é justamente a limitação do exercício legítimo da jurisdição, ou seja, a demarcação dos limites em que cada juízo pode atuar.
· A competência pode ser: 
· Absoluta: 
· Por ofício – matérias de ordem pública; 
· Não pode ser prorrogada
· A prorrogação é uma forma de modificação da competência que ocorre por disposição legal, somente na hipótese de competência relativa (art. 65).; 
· De acordo com o art. 64, 	CPC: 
· pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício.
· Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo competente;
· Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente.
· Relativa: 
· À requerimento da parte, não é reconhecido por ofício; 
· Pode ser prorrogada; 
· De acordo com o art. 65, CPC: 
· Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência em preliminar de contestação.
·  incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas causas em que atuar.
· Regra geral para determinar a competência de ação fundada em direito pessoal ou direito real sobre bem móveis: critério territorial – foro de domicílio do réu
· Juiz da comarca de domicílio do réu; 
· 5. Imparcialidade e independência do órgão julgador: 
· Imparcialidade: está intimamente relacionada com a independência do juiz, necessária àregularidade da relação processual. Assim, todos os jurisdicionados têm direito de ser julgados pelo seu juiznatural, imparcial e pré-constituído na forma da lei. 
· No que dizrespeito ao tema presente, a imparcialidade do juiz (e, frise-se, não do juízo, que é palavra referente a órgãojurisdicional) afere-se à luz de duas grandes categorias: o juiz não pode ser impedido e não pode sersuspeito: 
· Impedimento: 
· Situação objetiva. Ex.: juiz é irmão da parte; 
· Suspensão: 
· Questão subjetiva; existe uma suspeita; 
· Ex.: o juiz é amigo íntimo da parte; 
· Independência para julgar: 
· Foro de prerrogativa de função: 
· Apenas se o crime for relacionado com a função; 
· Algumas garantias de juiz (art. 95, CF): 
· Vitaliciedade; 
· Inamovibilidade; 
· Irredutibilidade de subsídio. 
· Pressupostos de validade objetivo do processo 
· Extrínsecos (ex dá ideia de existência de fora, tudo aquilo que está fora do processo, vai além daquele procedimento) – meio, método ou o instrumento para definição, realização ou acautelamento de direitos materiais: 
· 1- Interesse de agir – necessidade e utilidade: 
· Pedro: 
· É um pressuposto objetivo, se não houver interesse processual, o processo deve ser extinto, sem resolução do mérito; 
· Conceito: 
· Pode ser vislumbrado pelo binômio necessidade e utilidade 
· Utilidade: deve ter aptidão suficiente para trazer uma situação de vantagem, não apenas do ponto de vista financeiro, mas do ponto de vista do patrimôniodo reforço que pretende obter.
· o juízo poderá requerer ainda um reforço da caução, quando entender que o valor depositado se desfalcou durante o processo.
· Art. 85
· Caput: 
· A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado do vencedor.
· Explicação: 
· É o instituto dos honorários de sucumbência.
· §1º São devidos honorários advocatícios na reconvenção, no cumprimento de sentença, provisório ou definitivo, na execução, resistida ou não, e nos recursos interpostos, cumulativamente
· Os honorários são para cada fase da: reconvenção; no cumprimento da sentença, provisória ou definitivo; na execução; resistida ou não, e nos recursos interpostos; 
· § 2º Os honorários serão fixados entre o mínimo de dez e o máximo de vinte por cento sobre o valor da condenação, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa, atendidos:
· I - o grau de zelo do profissional;
· II - o lugar de prestação do serviço;
· III - a natureza e a importância da causa;
· IV - o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço.
·  3º Nas causas em que a Fazenda Pública for parte, a fixação dos honorários observará os critérios estabelecidos nos incisos I a IV do § 2º e os seguintes percentuais
· § 19. Os advogados públicos perceberão honorários de sucumbência, nos termos da lei.
· Art. 37. XVI – é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
· a) a de dois cargos de professor;
· b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;
· c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas;”
· Da gratuidade da justiça
· Art. 98. A pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com insuficiência de recursos para pagar as custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios tem direito à gratuidade da justiça, na forma da lei.
· Art. 99. O pedido de gratuidade da justiça pode ser formulado na petição inicial, na contestação, na petição para ingresso de terceiro no processo ou em recurso.
· § 1º Se superveniente à primeira manifestação da parte na instância, o pedido poderá ser formulado por petição simples, nos autos do próprio processo, e não suspenderá seu curso.
· § 2º O juiz somente poderá indeferir o pedido se houver nos autos elementos que evidenciem a falta dos pressupostos legais para a concessão de gratuidade, devendo, antes de indeferir o pedido, determinar à parte a comprovação do preenchimento dos referidos pressupostos.
· § 3º Presume-se verdadeira a alegação de insuficiência deduzida exclusivamente por pessoa natural.
· Dos procuradores 
· Art. 103. A parte será representada em juízo por advogado regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil.
· Parágrafo único. É lícito à parte postular em causa própria quando tiver habilitação legal.
· Art. 104. O advogado não será admitido a postular em juízo sem procuração, salvo para evitar preclusão, decadência ou prescrição, ou para praticar ato considerado urgente.
· § 1º Nas hipóteses previstas no caput , o advogado deverá, independentemente de caução, exibir a procuração no prazo de 15 (quinze) dias, prorrogável por igual período por despacho do juiz.
· § 2º O ato não ratificado será considerado ineficaz relativamente àquele em cujo nome foi praticado, respondendo o advogado pelas despesas e por perdas e danos.
· Art. 105. A procuração geral para o foro, outorgada por instrumento público ou particular assinado pela parte, habilita o advogado a praticar todos os atos do processo, exceto receber citação, confessar, reconhecer a procedência do pedido, transigir, desistir, renunciar ao direito sobre o qual se funda a ação, receber, dar quitação, firmar compromisso e assinar declaração de hipossuficiência econômica, que devem constar de cláusula específica.
LITISCONSÓRCIO 
· Conceito 
· A pluralidade dos sujeitos processuais no polo passivo, no polo ativo, ou em ambos, da demanda;
· Art. 113. Duas ou mais pessoas podem litigar, no mesmo processo, em conjunto, ativa ou passivamente, quando( nos incisos abaixo são intensidade de vínculo entre as partes)
· Incisos: 
· I - entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações relativamente à lide;
· Litisconsórcio por comunhão, 
· As partes autoras que estão no polo ativo da demanda têm direito em face do polo passivo da demanda 
· Ex.: por comunhão: Condôminos
· Condôminos podem se associar, porque o vizinho está jogando lixo no terreno do condomínio. Pedro e Vitória, como moradores do condomínio 
· Ex.: obrigação solidária 
· Marlan e kenia se obrigam que Pedro ganhará o sorteio, caso não ganhe, Pedro pode cobrar solidariamente de ambos. 
· II - entre as causas houver conexão pelo pedido ou pela causa de pedir
· Litisconsórcio por conexão pelo pedido ou por denunciação à lide
· Ex.: por conexão
· Aulas em formato telepresencial, os alunos se juntam para requisitar diminuição no preço da mensalidade 
· III - ocorrer afinidade de questões por ponto comum de fato ou de direito
· Litisconsórcio afinidade: 
· Não há necessidade de haver conexão de pedido, ou seja, o pedido não precisa ser necessariamente igual, mas há um ponto comum de afinidade em relação à lide
· Direitos individuais homogêneos 
· É uma espécie de direito coletivo 
· Um direito individual que pode ser tratado coletivamente 
· Ex.: joão, Vitória e Pedro compram suas respectivas caminhonetes no mesmo local, de mesmo modelo, posteriormente, as caminhonetes apresentam problema, logo, eles podem ingressar com uma ação sendo litisconsortes 
· Isso porque, há origem em comum do direito do indivíduos
· Parágrafos – Litisconsórcio multitudinário e os seus efeitos: 
· Conceito: 
· § 1º O juiz poderá limitar o litisconsórcio facultativo quanto ao número de litigantes na fase de conhecimento, na liquidação de sentença ou na execução, quando este comprometer a rápida solução do litígio ou dificultar a defesa ou o cumprimento da sentença. – Litisconsórcio Multitudinário.
· O litisconsórcio multitudinário ocorre quando um número excessivamente elevado de partes, autores ou réus, integram um dos polos da ação. Quando o juiz se depara com um caso de litisconsórcio multitudinário, poderá limitar a quantidade de participantes
· Multitudinário: 
· Vem de multidão 
· Litisconsórcio- pluralidade de autores e/ou de partes em uma demanda 
· Litisconsorte- nome dado às partes
· Quando houver muitos litisconsortes o juiz poderá limitar a quantidade de participantes 
· Ocorre desmembramento do processo. 
· Pode ser feito de ofício ou pela própria parte, já que ela tem direito de apresentar contestação à todas as acusações, para não dificultar o direito de defesa
· Ex.: Pedro contra 10
· 1-processo contra 5; 
· 2-processo contra 5; 
· Efeitos – Incidente processual 
· §2º - O requerimento de limitação interrompe o prazo para manifestação ou resposta, que recomeçará da intimação da decisão que o solucionar.
· Contra Pedro há 20 ações ajuizadas em litisconsórcio. Pedro pede desmembramento do feito – requerimento ao juiz para desmembrar. Qual é o efeito disso? 
· Esse requerimento do réu tem poder de interromper o prazo de contestação, até a decisão do juiz; 
· Interrompe: o prazo volta a contar do zero; 
· Suspende: volta a contar a partir de onde parou 
· Há o desmembramento do processo para ser julgado o requerimento de limitação. 
· Classificação 
· Ativo, passivo ou misto 
· Ativo: pluralidade de autores,ou seja, pluralidade no polo ativo da demanda 
· Passivo: pluralidade de réus na demanda; 
· Misto: pluralidade de autores e réus; 
· Inicial e ulterior
· Inicial: o processo já se inicia com litisconsórcio
· Ex.: já tem litisconsórcio na petição inicial; 
· Ulterior: depois – o processo se inicia sem litisconsórcio e, no desenvolvimento do processo,um 3º passa a fazer parte do processo; 
· Unitário e simples 
· Unitário: quando o juiz decide a lide de modo uniformepara as partes que estão em litisconsórcio, ou seja, os dois como um só, os dois recebem a mesma sentença;
· Ou condena os litisconsórcios ou não; 
· Art. 116. O litisconsórcio será unitário quando, pela natureza da relação jurídica, o juiz tiver de decidir o mérito de modo uniforme para todos os litisconsortes.
· Simples: 
· É residual; 
· O juiz pode decidir de maneira distintas entre os litisconsortes; 
· Ex.: marlan dá empréstimo de 10 mil a Pedro e Pamelis é fiadora e se obriga a 4 mil da obrigação. Logo, marlan entra com ação em face de Pedro e Pâmellis, o juiz, assim, pode condenar Pedro a 10 mil e Pamellis a 4 mil; 
· Necessário e facultativo 
· Necessário: quando a lei assim se estabelecer; 
· Ex.: ajuizamento de ação apenas com a autorização do cônjuge 
· Art. 114. O litisconsórcio será necessário por disposição de lei ou quando, pela natureza da relação jurídica controvertida, a eficácia da sentença depender da citação de todos que devam ser litisconsortes.
· Litisconsórcio necessário 
· Facultativo: quando as pessoas podem ou não se associarem 
· Art. 115. A sentença de mérito, quando proferida sem a integração do contraditório, será:
· I - nula, se a decisão deveria ser uniforme em relação a todos que deveriam ter integrado o processo;
· Necessária e unitária
· No polo passivo está Marlan e Pamellis – casados-, Pamelis deveria ser citada, mas a ação foi ajuizada apenas em face de Marlan, e o processo se desenvolveu até o fim, dando sentença favorável ao autor. A sentença é nula, porque violou o contraditório, porque Pamelis nem sequer foi citada 
· Processo tem que voltar ao seu início, para que Pamellis seja citada e a sentença seja válida. 
· II - ineficaz, nos outros casos, apenas para os que não foram citados.
· Diz respeito às hipóteses de litisconsórcio de simples e facultativo 
· Sentença válida para um e ineficaz para os outros que não foram citados; 
· Parágrafo único. Nos casos de litisconsórcio passivo necessário, o juiz determinará ao autor que requeira a citação de todos que devam ser litisconsortes, dentro do prazo que assinar, sob pena de extinção do processo.
· Art. 117. Os litisconsortes serão considerados, em suas relações com a parte adversa, como litigantes distintos, exceto no litisconsórcio unitário, caso em que os atos e as omissões de um não prejudicarão os outros, mas os poderão beneficiar.
·  Art. 118. Cada litisconsorte tem o direito de promover o andamento do processo, e todos devem ser intimados dos respectivos atos.
INTERVENÇÃO DE TERCEIROS 
· Terceiro: todo aquele que não é parte do processo
· Este terceiro em razão de alguma situação permitida pela legislação, pode vir integrar o processo, mas enquanto o juiz não o admite no processo, ele é terceiro; 
· Parte: todo aquele que atua com parcialidade no processo, em defesa de seus interesses. 
· Fundamentos da intervenção de terceiros: 
· Vínculo com o objeto litigioso do processo: 
· Para integrar ao processo, o indivíduo deve ter alguma relação com o objeto do processo; 
· Vínculo do direito do terceiro com o que está sendo discutido no processo; 
· Requerimento feito por meio de petição; 
· Efeitos no processo: 
· 1- incidente processual: 
· O processo seguem atos ordenados, mas existem algumas situações que o legislador prevê que pode acontecer no processo, que não eram para acontecer, mas acontece: o incidente processual, um ponto fora da curva, previsto pelo legislador, que vai gerar um mini procedimento dentro do processo, que ainda cabe recurso da decisão; 
· 2- controle pelo magistrado: 
· Há um controle feito pelo magistrado. Ou seja, o juiz vai analisar se aquele terceiro pode mesmo ingressar no processo. 
· Cabimento da intervenção de terceiros: 
· É possível: 
· Procedimento comum e em alguns procedimentos especiais 
· Há impossibilidade: 
· Juizados especiais 
· No juizado, o processo deve ser célere, na intervenção de terceiro será gerado um incidente processual, que vai demorar o processo; 
· Controle concentrado de constitucionalidade 
· O controle é abstrato, não existe parte 
· Alguém vai à juízo defender a inconstitucionalidade de uma lei, não pedir a condenação de alguém 
· Procedimento especial para o exercício do direito de resposta ou retificação do ofendido 
· Quando alguém é ofendido, esse alguém pode ir à juízo requerer ao juiz que a outra parte se retrate ou ele tem direito de resposta. 
ASSISTÊNCIA – AULA DO DIA 06/11/2023- art. 119 a 124
· Conceito: 
· Modalidade de intervenção de terceiro, através da qual, um terceiro ingressa no processo, de modo a auxiliar uma das partes, vai dar uma assistência a uma das partes, a fim de que esta parte a que ele venha auxiliar obtenha a vitória do processo 
· Fundamento da assistência 
· O terceiro só ingressa no processo, quando a sentença de algum modo possa te atingir, de modo mediato ou de modo imediato, por isso que o terceiro tem legitimidade de ser assistente no processo. 
· O terceiro tem algum vínculo com a relação jurídica que está sendo discutida no processo, vindo a sentença a ser proferida te atingir de alguma maneira: 
· Como se manifesta essa intervenção de terceiro? 
· Mediante uma petição do terceiro 
· Juiz recebe a petição e intima as partes para a oitiva desta, a fim dessas se manifestarem sobre o pedido, de modo a não violar o contraditório; 
· Após a manifestação das partes, o juiz vai decidir se o terceiro ingressa ou não no processo:
· Se o juiz entender que o terceiro não tem relação jurídica com o objeto do processo e que a sentença ali proferida não vai lhe atingir, o juiz pode indeferir este pedido e dessa decisão: 
· Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:IX - admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros
· O terceiro inadmitido pode interpor recurso de agravo de instrumento, para que o Tribunal julgue seu ingresso no processo 
· Se o juiz entender pelo deferimento do ingresso do terceiro: 
· Essa decisão também pode ser objeto de recurso das outras partes do processo 
· Art. 119. Pendendo causa entre 2 (duas) ou mais pessoas, o terceiro juridicamente interessado em que a sentença seja favorável a uma delas poderá intervir no processo para assisti-la.
· O terceiro juridicamente interessado: aquele que a sentença de um determinado processo pode lhe afetar pode pedir seu ingresso para auxiliar uma das partes; 
· Parágrafo único. A assistência será admitida em qualquer procedimento e em todos os graus de jurisdição, recebendo o assistente o processo no estado em que se encontre.
· Procedimento em que não se admite intervenção de terceiros: 
· Juizado especiais 
· Controle concentrado de constitucionalidade 
· Retratação 
· Em todos os graus de jurisdição, ou seja, mesmo que o processo já esteja em grau recursal, o terceiro interessado pode solicitar o ingresso, recebendo este processo já no estado que se encontra. 
· Art. 120. Não havendo impugnação no prazo de 15 (quinze) dias, o pedido do assistente será deferido, salvo se for caso de rejeição liminar.
· Ou seja, o terceiro peticiona para ingressar no processo, se as partes não impugnarem no prazo de 15 dias, o terceiro ingressa;
· Se uma das partes impugnar, o juiz decide, cabendo o recurso de agravo de instrumento; 
· Salvo se for o caso de rejeição liminar 
· É o caso do juiz verificar a hipótese clara de descabimento de assistência, o terceiro não tem nenhum vínculo com o objeto do processo. 
· Parágrafo único. Se qualquer parte alegar que falta ao requerente interesse jurídico para intervir, o juiz decidirá o incidente, sem suspensão do processo.
· O mini litigioso para saber se o terceiro será ou não admitido no processo, não há a suspensão do processo; 
· Tipos de assistência: 
· Assistência simples: terceiro que se afirma titular da relação conexa àquela que está sendo discutida no processo. Ou seja, não é a relação jurídica do processo, ele não tem a ver com a relação do processo, mas ele tem a ver com a relação jurídica conexa à relação do processo. 
· Ex.:Relação jurídica 1
Direito à posse do imóvel
Autor --------------------------------------ré 
Contrato de locação 
 Terceiro 
(o terceiro não tem relação jurídica com o que está sendo discutido no processo, nem com o ré. A parte assistida é a parte autora, o terceiro quer que a parte autora vença, para que o contrato de sublocação dele se mantenha, não será assim, despojado do bem) 
· Assim, o terceiro, na assistência simples, não tem relação jurídica com aquela relação discutida no processo, a relação jurídica é CONEXA com a relação principal, de modo que o efeito é mediato, a parte autora sucumbindo, é lógico que isso vai interferir no contrato de sublocação da parte autora com o assistente simples; 
· Assistência litisconsorcial: o assistente litisconsorcial, na verdade, é um litisconsorte, só que ele não ingressa no processo de maneira inicial, só posteriormente. Terceiro alega existência de um interesse jurídico imediato na causa. Ou o terceiro é titular exclusivo da relação jurídica deduzida no processo. 
· Art. 124. Considera-se litisconsorte da parte principal o assistente sempre que a sentença influir na relação jurídica entre ele e o adversário do assistido
· Aqui o assistente litisconsorcial é cotitular do direito ou ele se afirma titular exclusivo do direito que está sendo discutido no processo 
· Ex. do COTITULAR: qualquer condômino pode ingressar com uma ação judicial na defesa do condomínio, se todos nós formos condôminos, todos nós vamos nos juntar e ingressar uma ação contra quem está violando o condomínio, mas cada um também pode ingressar sozinho. Se Pedro, condômino ingressa, Marcelo, condômino, também pode ingressar no processo, uma vez que ele é COTITULAR do mesmo direito, ele será um assistente litisconsorcial. 
· Ex. titular exclusivo do direito: 
· a parte autora ajuizou em face da parte ré uma ação reivindicatória, reivindicando um imóvel. A parte autora vende o imóvel litigioso a um terceiro. Logo, quem passa a ter o direito exclusivo do direito que está sendo discutido no processo é o terceiro, adquirente do imóvel em litígio; 
DENUNCIAÇÃO DA LIDE – art. 125, CPC 
· Conceito:
· Outra modalidade de intervenção de terceiro; 
· Aqui ocorre uma denúncia no processo, quem vai pagar o pato é esse terceiro não sou não. 
· Art. 125. É admissível a denunciação da lide, promovida por qualquer das partes:
· I - ao alienante imediato, no processo relativo à coisa cujo domínio foi transferido ao denunciante, a fim de que possa exercer os direitos que da evicção lhe resultam;
· Domínio – direito de propriedade 
· Evicção – perda da coisa, do bem, por força de decisão judicial 
· Ex.: 
· Pedro vendeu um imóvel para João. 
· José reivindica esse imóvel e coloca no polo passivo da demanda João. 
· João denuncia a lide pelo alienando imediato, ou seja, Pedro- no mesmo processo; 
· Ou seja, o juiz primeiro deve decidir de quem é o imóvel: de José ou de João. 
· Se o juiz decidir que é de José 
· O juiz terá de julgar a denunciação da lide feita de João para com Pedro; 
· Se o juiz decidir que o imóvel é de Joao 
· O juiz nem precisará julgar a denunciação da lide
· Ou seja, caso não houvesse a denunciação a lide, João poderia em ação autônoma de regresso requerer o valor pago a Pedro. 
· II - àquele que estiver obrigado, por lei ou pelo contrato, a indenizar, em ação regressiva, o prejuízo de quem for vencido no processo.
· Ex.: Contrato de seguro: 
· Qualquer dano que eu provocar com o veículo, o seguro irá cobrir; 
· Pedro causou um dano no veículo de Marcelo 
· Marcelo ajuíza ação em face de Pedro, que denuncia à lide o Bradesco Seguros, porque se Pedro perder essa ação, quem deve pegar é o Bradesco pelo Contrato de Seguro já existente. 
· Pode ser por lei ou por contrato 
· Por lei – servidor público está obrigado por lei indenizar, por ação de regresso, qualquer dano causado ao Estado; 
· Contrato – contrato de seguro 
· § 1º O direito regressivo será exercido por ação autônoma quando a denunciação da lide for indeferida, deixar de ser promovida ou não for permitida.
· O fato da parte não denunciar a lide, não significa dizer que ela terá perdido o seu direito de indenização/de regresso, ele pode ajuizar uma ação autônoma de regresso, posteriormente, desde que não tenha o direito prescrito 
· Se denunciar é melhor, porque ele não vai precisar pagar nada, quem paga, caso o juiz julgar procedente a denunciação, é o denunciado. 
· § 2º Admite-se uma única denunciação sucessiva, promovida pelo denunciado, contra seu antecessor imediato na cadeia dominial ou quem seja responsável por indenizá-lo, não podendo o denunciado sucessivo promover nova denunciação, hipótese em que eventual direito de regresso será exercido por ação autônoma.
· O denunciado pode denunciar a lide. 
· José entrou com uma ação em face de João para reivindicar o imóvel. João, que comprou de Pedro, denuncia à lide, Pedro. Pedro, por sua vez, pode denunciar Carlos (terceiro), de quem comprou o imóvel. Carlos fica impedido de denunciar uma outra pessoa. Ou seja, cabe uma única denunciação da lide sucessiva. 
· Art. 126. A citação do denunciado será requerida na petição inicial, se o denunciante for autor, ou na contestação, se o denunciante for réu, devendo ser realizada na forma e nos prazos previstos no art. 131 
· Se o denunciante for o autor: a citação será feita na petição inicial 
· Se o denunciante for o réu: a citação será feita na contestação 
· Art. 131. A citação daqueles que devam figurar em litisconsórcio passivo será requerida pelo réu na contestação e deve ser promovida no prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de ficar sem efeito o chamamento.
· Parágrafo único. Se o chamado residir em outra comarca, seção ou subseção judiciárias, ou em lugar incerto, o prazo será de 2 (dois) meses.
· Art. 127. Feita a denunciação pelo autor, o denunciado poderá assumir a posição de litisconsorte do denunciante e acrescentar novos argumentos à petição inicial, procedendo-se em seguida à citação do réu.
· O denunciante quer o ganho de causa daquele que denuncia, para não ter que arcar com os prejuízos, por isso o denunciante pode acrescentar novos argumentos; 
· Art. 128. Feita a denunciação pelo réu:
· I - se o denunciado contestar o pedido formulado pelo autor, o processo prosseguirá tendo, na ação principal, em litisconsórcio, denunciante e denunciado;
· O réu quem está denunciando 
· Se o denunciado apresentar contestação do pedido formulado pelo autor, o processo continuará tendo em litisconsórcio do denunciante e do denunciado 
· II - se o denunciado for revel, o denunciante pode deixar de prosseguir com sua defesa, eventualmente oferecida, e abster-se de recorrer, restringindo sua atuação à ação regressiva;
· Se o denunciado não apresentar contestação, o denunciante pode deixar de apresentar a contestação, e optar por uma ação regressiva 
· III - se o denunciado confessar os fatos alegados pelo autor na ação principal, o denunciante poderá prosseguir com sua defesa ou, aderindo a tal reconhecimento, pedir apenas a procedência da ação de regresso.
· Parágrafo único. Procedente o pedido da ação principal, pode o autor, se for o caso, requerer o cumprimento da sentença também contra o denunciado, nos limites da condenação deste na ação regressiva.
· O autor que venceu a ação, tendo sido também reconhecida a denunciação à lide, pode ir requerer o cumprimento da sentença diretamente do denunciado. 
· Marcelo ajuíza ação contra Pedro
· Pedro denuncia a lide ao Bradesco – que é reconhecida pelo juiz
· Marcelo vence a ação 
· Marcelo pode cobrar o cumprimento da sentença diretamente do Bradesco. 
· Art. 129. Se o denunciante for vencido na ação principal, o juiz passará ao julgamento da denunciação da lide.
· Se o denunciante for vencido, aí sim que o juiz julgará a denunciação da lide 
· Parágrafo único. Se o denunciante for vencedor, a ação de denunciação não terá o seu pedido examinado, sem prejuízo da condenação do denunciante ao pagamento das verbas de sucumbência em favordo denunciado.
· Se o denunciante vencer, ou seja, se Pedro vencer a ação, o juiz não irá analisar a denunciação da lide. 
· Isso não isenta que Pedro, quem denunciou, pague os honorários de sucumbência em favor do denunciado. 
CHAMAMENTO AO PROCESSO (art.130 a 132)
· Conceito: 
· Hipótese de intervenção de terceiro pelo qual o réu chama ao processo afiançado, cofiador ou devedor solidário; 
· Art. 130. É admissível o chamamento ao processo, requerido pelo réu:
· Chamamento ao processo, só pode ser requerida pelo réu, diferentemente da denunciação a lide, que pode ser feita tanto pelo réu quanto pelo autor 
· Hipóteses: 
· I - do afiançado, na ação em que o fiador for réu;
· Ex.: contrato de locação
· Pedro fez um contrato de locação com Vitória. Vitória só loca se Pedro tiver um fiador, Marlan então é eleito o fiador. 
· Pedro deixa de pagar 6 meses de aluguel;
· Vitória ajuiza ação contra Marlan, que chama ao processo Pedro para que figure no polo passivo em litisconsórcio; 
· II - dos demais fiadores, na ação proposta contra um ou alguns deles;
· Ex.: contrato de locação
· Pedro fez um contrato de locação com Vitória. Vitória só loca se Pedro tiver um fiador, Marlan e kenia então são eleitos fiador. 
· Pedro deixa de pagar 6 meses de aluguel;
· Vitória ajuiza ação contra Marlan, que chama ao processo Kenia, também fiadora, para que figure no polo passivo em litisconsórcio; 
· III - dos demais devedores solidários, quando o credor exigir de um ou de alguns o pagamento da dívida comum.
· Ex.: obrigação solidária 
· A turma toda alugou uma casa de praia, mas não se paga o aluguel 
· Vitória ajuíza a ação em face de Pedro, mas ele não foi o único que se obrigou a pagar; 
· Logo Pedro chama ao processo o restante dos devedores solidários; 
· Art. 131. A citação daqueles que devam figurar em litisconsórcio passivo será requerida pelo réu na contestação e deve ser promovida no prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de ficar sem efeito o chamamento.
· O chamamento do processo deve ser requerido pelo réu na contestação; 
· Posteriormente, poderá ingressar com uma ação autônoma de regresso, caso o réu não chame ao processo até a contestação; 
· É de responsabilidade do Réu, promover a citação desta pessoa e isso deve ocorrer em até 30 dias.
· Parágrafo único. Se o chamado residir em outra comarca, seção ou subseção judiciárias, ou em lugar incerto, o prazo será de 2 (dois) meses.
· O prazo para promover a citação neste caso é de 2 meses; 
· Art. 132. A sentença de procedência valerá como título executivo em favor do réu que satisfizer a dívida, a fim de que possa exigi-la, por inteiro, do devedor principal, ou, de cada um dos codevedores, a sua quota, na proporção que lhes tocar.
· O coobrigado que primeiro satisfizer o direito do credor reconhecido pela sentença, poderá dela se valer para exigir dos demais coobrigados a restituição da parte da dívida que a eles incumbia adimplir.
· Ex.: Vitória foi ganhadora no processo contra Marlan. Se a sentença for de cumprimento de obrigação avaliada em 10.000 mil reais. Essa sentença servirá de fundamentos para Marlan ingressar com uma ação de Regresso contra o seu codevedor ou devedor principal. 
DO INCIDENTE DE DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA 
· Conceito de personalidade jurídica 
· A pessoa jurídica tem uma existência própria no mundo jurídico, em relação das pessoas físicas, que são os sócios. 
· Ou seja, ela tem patrimônio próprio, ela não se confunde com o sócio.
· Em alguns casos, o juiz pode desconsiderar a personalidade jurídica da empresa para atingir o patrimônio dos sócios responsáveis 
· Art. 50, CDC:  Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso
· Art. 28, CDC: O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando, em detrimento do consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. A desconsideração também será efetivada quando houver falência, estado de insolvência, encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração.
· Art. 133. O incidente de desconsideração da personalidade jurídica será instaurado a pedido da parte ou do Ministério Público, quando lhe couber intervir no processo.
· A Parte ou o Ministério Público pode pedir a desconsideração da personalidade jurídica; 
· § 1º O pedido de desconsideração da personalidade jurídica observará os pressupostos previstos em lei.
· O juiz deve observar os pressupostos jurídicos para observar o pedido de desconsideração da personalidade jurídica de uma empresa 
· Os pressupostos estão no art. 55, CC/02 e 28, CDC/90; 
· § 2º Aplica-se o disposto neste Capítulo à hipótese de desconsideração inversa da personalidade jurídica.
· Desconsideração inversa da personalidade jurídica: 
· Ex.: todo meu patrimônio pessoal está no nome da empresa, eu pessoa física tenho uma dívida milionária e não tenho dinheiro para pagar. Nesse caso, pode ocorrer a desconsideração da pessoa física, para atingir os bens da pessoa jurídica. 
· Art. 134. O incidente de desconsideração é cabível em todas as fases do processo de conhecimento, no cumprimento de sentença e na execução fundada em título executivo extrajudicial.
· Em Qualquer fase do processo pode ocorrer o incidente de desconsideração; 
· § 1º A instauração do incidente será imediatamente comunicada ao distribuidor para as anotações devidas.
· § 2º Dispensa-se a instauração do incidente se a desconsideração da personalidade jurídica for requerida na petição inicial, hipótese em que será citado o sócio ou a pessoa jurídica.
· É um incidente, porque sai da lógica de procedimento ordenado de um processo. Ou seja, dentro do processo é criado um mini procedimento para decidir a desconsideração da personalidade jurídica. É um acontecimento previsto, mas é fora da curva; 
· Agora, se desde a petição inicial, for requerida a desconsideração da personalidade jurídica, não é necessária a instauração do Incidente de desconsideração; 
· § 3º A instauração do incidente suspenderá o processo, salvo na hipótese do § 2º.
· A instauração do incidente suspende o processo, a não ser se já tiver sido requerida na petição inicial
· § 4º O requerimento deve demonstrar o preenchimento dos pressupostos legais específicos para desconsideração da personalidade jurídica
· Art. 135. Instaurado o incidente, o sócio ou a pessoa jurídica será citado para manifestar-se e requerer as provas cabíveis no prazo de 15 (quinze) dias
· Art. 136. Concluída a instrução, se necessária, o incidente será resolvido por decisão interlocutória.
· O incidente de desconsideração será resolvido por decisão interlocutória, contra essa decisão cabe recurso de agravo de instrumento 
· Parágrafo único. Se a decisão for proferida pelo relator, cabe agravo interno.
· Quando esse pedido de desconsideração for dirigida ao membro do tribunal, ao relator, cabe recurso de agravo interno 
· Art. 137. Acolhido o pedido de desconsideração, a alienação ou a oneração de bens, havida em fraude de execução, será ineficaz em relação ao requerente.
· A lei deixa claro que, sendo acolhido o pedido de desconsideração, ou seja, sendo imputado aos sócios as responsabilidades da empresa – ou o contrário – e se houver alienação ou oneração dos bens (penhora, hipoteca, usufruto), essa alienação/oneração não terá validade, sendo configurada a fraude de execução – tentativa do devedor de evitar que o patrimônio seja utilizado para quitação da dívida.
· Assim, os bens estarão sujeitos à expropriação para solução da dívida.
· A fraude à execução ficará configurada quando houver dilapidação do patrimônio após a citaçãodos sócios, uma vez que é a partir da citação que se toma conhecimento da ação/ do incidente
AMICUS CURIAE 
· Art. 138. O juiz ou o relator, considerando a relevância da matéria, a especificidade do tema objeto da demanda ou a repercussão social da controvérsia, poderá, por decisão irrecorrível, de ofício ou a requerimento das partes ou de quem pretenda manifestar-se, solicitar ou admitir a participação de pessoa natural ou jurídica, órgão ou entidade especializada, com representatividade adequada, no prazo de 15 (quinze) dias de sua intimação.
· Amicus curiae- amigos da corte 
· Conceito: 
· Outra modalidade de intervenção de terceiro 
· Consiste na pessoa física ou jurídica que vai ao processo, porque foi solicitada pelo juiz ou porque ela mesmo resolveu solicitar o ingresso para contribuir com argumentos relacionados ao objeto do processo. 
· Uma pessoa que tenha alguma expertise que pode contribuir com uma discussão mais ampla sobre um determinado tema 
· Ex.: discussão sobre a legalização do aborto;
· Ex.: plantação de maconha para fins medicinais/terapêuticos; 
· Contribuir com argumentos favoráveis ou desfavoráveis; 
· Conceito: pessoas físicas ou jurídicas que intervém no processo para contribuir com argumentos no Tribunal, para que este leve consideração na hora que for julgar 
· O amicus curiae é admitido em qualquer processos, mas tem mais incidência naqueles que possuem mais relevância; 
· Para requerer: 
· As partes, o juiz a requerimento ou o próprio amicus curiae
· É passível de recurso a decisão que admite o amicus curiae? 
· Não, a decisão é irrecorrível, porque a admissão do amicus curiae vai trazer maior legitimidade ao processo, isso é bom ao processo. 
· É passível de recurso a decisão que inadmite o amicus curiae? 
· É passível de recurso 
· § 1º A intervenção de que trata o caput não implica alteração de competência nem autoriza a interposição de recursos, ressalvadas a oposição de embargos de declaração e a hipótese do § 3º.
· § 2º Caberá ao juiz ou ao relator, na decisão que solicitar ou admitir a intervenção, definir os poderes do amicus curiae .
· Os poderes do amicus curiae serão definidos pelo juiz ou relator
· § 3º O amicus curiae pode recorrer da decisão que julgar o incidente de resolução de demandas repetitivas.
· Embargos de declaração – esclarecer a decisão
· O amicus curiae apresenta argumentos, por isso pode entrar com recurso de opor embargos de declaração; 
· O amicus curiae pode: 
· Se manifestar; 
· Interpor embargos de Declaração 
· IRDR 
· Várias matérias repetitivas vão para o Tribunal, escolhe uma causa dessa para o Tribunal decidir, que vai gerar um precedente vinculante. O amicus Curiae participa dessa decisão e pode recorrer a esse por Recurso Especial ou Recurso Extraordinário; 
CLASSIFICAÇÃO DAS AÇÕES
· Classificação: 
· Ação de conhecimento:
· visa buscar a certificação de um direito; 
· Ação ordinária; 
· O juiz vai conhecer da coisa para julgar; 
· Ação cautelar:
· visa assegurar, proteger a efetivação de um direito; 
· Resguardar o direito (resultado útil do processo), proteger o direito; 
· Verossimilhança das alegações e perigo de dano; 
· Ação Executiva: 
· tem por escopo forçar o cumprimento de uma obrigação reconhecida em um título executivo 
· satisfazer o direito da parte; forçar o cumprimento da execução 
· Natureza sincrética da ação: 
· Essas três tipos tutela jurisdicionais (ações/requerimentos) certificação, proteção e satisfação do direito no mesmo processo, não precisa ajuizar uma ação para cada / de ações no mesmo processo; 
PRECLUSÃO (prova II unidade)
· Conceito: Não confundir com prescrição nem com perempção. 
· Perda de um poder processual das partes ou do juiz. Perda da adoção de uma faculdade processual. 
· Perda do direito de praticar um ato processual, em razão do tempo, em razão do ato já ter sido praticado ou em razão lógica; 
· Tipos de preclusão: 
· Lógica 
· Ato contrário do que foi praticado anteriormente; 
· Perda do poder processual em razão de um comportamento contraditório (venire contra factumproprium); 
· Consumativa 
· Você pratica o ato, não tem como consumar novamente;
· Perda do poder processual em razão desta poder já ter sido exercido; 
· Temporária
· Perde o direito de praticar o ato processual, porque tem um prazo para apresentá-lo e esse prazo se transcorreu;
· Perda do poder processual em razão da perda do momento adequado de praticar o ato processual. Ou seja, perde-se o poder de praticar o ato processual, em virtude de seu não exercício em momento oportuno; 
· Punitiva ou preclusão- sanção: 
· Perda do poder processual de praticar o ato processual, em razão da prática de um ilícito, exemplo: perda do direito de provar fato confessado fictamente 
· Fundamentos: 
· Organização do procedimento, o qual é definido como uma sequência de atos cronologicamente ordenado tendentes a um fim, qual seja, tutela jurisdicional; 
DECISÃO DO JUIZ 
· Art. 139. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código, incumbindo-lhe:
· I - assegurar às partes igualdade de tratamento;
· O juiz que preside o processo deve ser imparcial 
· II - velar pela duração razoável do processo;
· Não é sinônimo de celeridade processual 
· O tempo de duração do processo é proporcional a sua complexidade 
· III - prevenir ou reprimir qualquer ato contrário à dignidade da justiça e indeferir postulações meramente protelatórias;
· O juiz pode reprimir postulações meramente protelatórias
· IV - determinar todas as medidas indutivas, coercitivas, mandamentais ou sub-rogatórias necessárias para assegurar o cumprimento de ordem judicial, inclusive nas ações que tenham por objeto prestação pecuniária;
· Todas as medidas para assegurar o cumprimento de ordem judicial; 
· V - promover, a qualquer tempo, a autocomposição, preferencialmente com auxílio de conciliadores e mediadores judiciais;
· Conciliação das partes
· VI - dilatar os prazos processuais e alterar a ordem de produção dos meios de prova, adequando-os às necessidades do conflito de modo a conferir maior efetividade à tutela do direito;
· Dilatação do prazo processual e alterar a ordem de produção de provas
· VII - exercer o poder de polícia, requisitando, quando necessário, força policial, além da segurança interna dos fóruns e tribunais;
· Solicitar que pessoa fazendo baderna no tribunal se retire.
· VIII - determinar, a qualquer tempo, o comparecimento pessoal das partes, para inquiri-las sobre os fatos da causa, hipótese em que não incidirá a pena de confesso;
· O juiz pode determinar o comparecimento da parte autora ou da parte ré, se a parte não comparecer não incide em réu confesso; 
· IX - determinar o suprimento de pressupostos processuais e o saneamento de outros vícios processuais;
· X - quando se deparar com diversas demandas individuais repetitivas, oficiar o Ministério Público, a Defensoria Pública e, na medida do possível, outros legitimados a que se referem o art. 5º da Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985 , e o art. 82 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 , para, se for o caso, promover a propositura da ação coletiva respectiva.
· Parágrafo único. A dilação de prazos prevista no inciso VI somente pode ser determinada antes de encerrado o prazo regular.
· Art. 140. O juiz não se exime de decidir sob a alegação de lacuna ou obscuridade do ordenamento jurídico.
· O juiz não pode se eximir de decisão, sob alegação de lacuna na lei; 
· Parágrafo único. O juiz só decidirá por equidade nos casos previstos em lei.
· Art. 141. O juiz decidirá o mérito nos limites propostos pelas partes, sendo-lhe vedado conhecer de questões não suscitadas a cujo respeito a lei exige iniciativa da parte.
· O juiz decide de acordo com o pedido da parte; Não pode dar a mais que o pedido.
· Quem faz o projeto da sentença é o autor da petição inicial 
· Art. 142. Convencendo-se, pelas circunstâncias, de que autor e réu se serviram do processo para praticar ato simulado ou conseguir fim vedado por lei, o juiz proferirá decisão que impeça os objetivos das partes, aplicando,de ofício, as penalidades da litigância de má-fé.
· Art. 143. O juiz responderá, civil e regressivamente, por perdas e danos quando: (Vide ADPF 774)
· Se o juiz agir com dolo ou de má-fé, quem vai responder é o Estado, o juiz responde posteriormente em ação regressiva.
· I - no exercício de suas funções, proceder com dolo ou fraude
· II - recusar, omitir ou retardar, sem justo motivo, providência que deva ordenar de ofício ou a requerimento da parte.
· Parágrafo único. As hipóteses previstas no inciso II somente serão verificadas depois que a parte requerer ao juiz que determine a providência e o requerimento não for apreciado no prazo de 10 (dez) dias.
· O juiz responde regressivamente, não solidariamente; 
AULA 16/11/2023 – 
Procedimento Comum (prova II unidade)
· Processo se inicia com ato postulatório da parte, no gozo do seu direito de ação, materializando o art. 5º, inciso XXV, da CF/88. 
· Processo se inicia com Petição Inicial 
· Processo comum serve para uma generalidade de situações, toda vez que não exista predileção por um procedimento especial para a obtenção de uma tutela jurisdicional aplica-se o procedimento comum. 
· Art. 319, CPC: 
· São os requisitos da Petição Inicial (prova II unidade)
· l- o juízo a que é dirigida – 
· Trata-se do endereçamento 
· No CPC passado, era ao juiz, agora é ao juízo 
· Não é juiz, é ao juízo 
· Normalmente, quem uso juiz, a petição não vai ser indeferida por isso, mas a petição deve se dirigir ao juízo, à unidade jurisdicional; 
· Ao invés de ser, excelentíssimo Dr. Juiz da Vara tal de Teixeira de Freitas. Deve ser, ao juízo da vara tal de Teixeira de Freitas; 
· II - os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a profissão, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu;
· Qualificação das partes; 
· Caso não tenha o CPF da parte ou qualquer outra informação, a parte não fica impedida de ajuizar uma ação, logo, tal fato não constitui óbice; 
· III - o fato e os fundamentos jurídicos do pedido;
· Fato: causa de pedir ; fato que originou o seu direito, podendo ter várias possibilidades. 
· Qualquer situação que origine o direito; 
· Fundamentos 
· Fundamentos jurídicos que embasam o seu pedido. 
· Relato o fato e depois do fato deve ser indicado os fundamentos jurídicos que incidem sobre aqueles fatos, para justificar o seu pedido ao final 
· Ex.: acidente de trânsito, em que agiu de com culpa: 
· Fato: acidente 
· Fundamento: art. 927 e 186, CC/02, reparação dos danos materiais ou morais 
· IV - o pedido com as suas especificações;
· O pedido deve ser certo e determinado
· Antigamente, poderia fazer o pedido ao juiz de dano moral, por exemplo, e colocar para o juiz arbitrar 
· Atualmente, a parte deve colocar o valor pretendido, e o juiz deve decidir dentro dos pedidos da parte. O juiz fica vinculado ao pedido. 
· Logo, houve uma limitação da atividade jurisdicional. 
· Questão da: 
· Extra petita 
· Ultra petita: 
· Citra petita: 
· Decisão omissa, a parte faz 2 pedidos e o juiz só analisa um; 
· V - o valor da causa;
· Toda causa deve ter um valor certo e determinado 
· Art. 291, CPC 
· Caput: A toda causa será atribuído valor certo, ainda que não tenha conteúdo econômico imediatamente aferível
· Toda causa deve ter um valor, por mais que não tenha valor econômico imediatamente aferível; 
· Art. 292 – 
· Caput: O valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção e será: 
· Um dos requisitos da PI ou da reconvenção é o valor da causa; 
· Reconvenção: contra-ataque do réu 
· Demanda ajuizada pelo réu contra o autor no âmbito daquele mesmo processo; 
· Melhor defesa é o ataque 
· A partir da reconvenção, a parte ré pode pleitear uma tutela jurisdicional ativa, para além de requerer a improcedência do pedido que é uma tutela jurisdicional passiva; 
· A reconvenção só pode ocorrer se tiver relação com o objeto da causa; 
· I - na ação de cobrança de dívida, a soma monetariamente corrigida do principal, dos juros de mora vencidos e de outras penalidades, se houver, até a data de propositura da ação;
· Na ação de cobrança, o valor da causa será a soma da dívida devidamente corrigida até a data da propositura da ação 
· II - na ação que tiver por objeto a existência, a validade, o cumprimento, a modificação, a resolução, a resilição ou a rescisão de ato jurídico, o valor do ato ou o de sua parte controvertida;
· Contratos, negócios jurídicos 
· III - na ação de alimentos, a soma de 12 (doze) prestações mensais pedidas pelo autor;
· Na ação de alimentos, o valor da causa é 12X a prestação mensal 
· IV - na ação de divisão, de demarcação e de reivindicação, o valor de avaliação da área ou do bem objeto do pedido;
· Tem ação reivindicatória de bens imóveis 
· V - na ação indenizatória, inclusive a fundada em dano moral, o valor pretendido;
· Se eu tenho a intenção de ajuizar uma ação requerendo o dano moral e material, o valor será a soma dos dois; 
· VI - na ação em que há cumulação de pedidos, a quantia correspondente à soma dos valores de todos eles;
· Caso haja o pedido de danos morais e danos materiais, há uma cumulação de pedidos, portanto, o valor da causa será a soma dos pedidos. 
· VII - na ação em que os pedidos são alternativos, o de maior valor;
· Pedidos alternativos: não existe uma ordem de preferência entre os dois pedidos. Não existe uma relação de preferência entre os pedidos, pode ser um OU outro; 
· Nesse caso, o valor da causa será o valor do pedido maior 
· VIII - na ação em que houver pedido subsidiário, o valor do pedido principal.
· Pedido subsidiário: quando existe uma cumulação de pedidos e há uma relação de preferência entre um pedido e outro.
· Pedido sucessivo: a parte pleiteia mais que um pedido, podendo pleitear pedidos sucessivos. Mas existe uma relação de prejudicialidade entre um pedido e outro. Se o juiz julgar procedente no primeiro, nem vai julgar o segundo pedido. 
· Ex.: ação de investigação de paternidade c/c alimentos. Primeiro pedido reconhecimento de paternidade, sucessivamente alimentos. Se ficar comprovado que Marlan não é o pai, nem vai ser analisado o pedido de pensão alimentícia. Há uma relação de prejudicialidade. 
Cumulação de pedido – quando existe mais que um pedido
Própria: 
Quer mais que um pedido, quero indenização por dano material, e dano moral, só me satisfaço com os dois.
Imprópria:
Na cumulação imprópria, indico mais que um pedido, mas na verdade me satisfaço só com um.
1- Alternativo: não há preferência entre um pedido e outro 
2- Subsidiário: há uma relação de preferência entre um pedido e outro 
Ex.: eu quero a devolução integral do preço, se não for possível, quero o abatimento do preço.
· 1º Quando se pedirem prestações vencidas e vincendas, considerar-se-á o valor de umas e outras.
· § 2º O valor das prestações vincendas será igual a uma prestação anual, se a obrigação for por tempo indeterminado ou por tempo superior a 1 (um) ano, e, se por tempo inferior, será igual à soma das prestações.
· § 3º O juiz corrigirá, de ofício e por arbitramento, o valor da causa quando verificar que não corresponde ao conteúdo patrimonial em discussão ou ao proveito econômico perseguido pelo autor, caso em que se procederá ao recolhimento das custas correspondentes.
· Art. 293: 
·  Caput: O réu poderá impugnar, em preliminar da contestação, o valor atribuído à causa pelo autor, sob pena de preclusão, e o juiz decidirá a respeito, impondo, se for o caso, a complementação das custas
· Se a parte autora indica o valor da causa que não corresponde adequadamente ao valor correto da causa, o juiz pode perceber esse defeito processual de ofício sem ser provocado ou a parte contrária pode suscitar isso em preliminar de contestação – são as defesas do réu que acontece dentro do mérito. 
· Uma das exceções preliminares é a impugnação do valor da causa, porque repercute em muitas coisas, comonos honorários advocatícios
· VI - As provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados;
· Aqui é o momento em que a parte autora vai protocolar
· “pretendo demonstrar a veracidade dos fatos com todas as provas admitidos em juízo”
· Vai existir um momento processual próprio, em que o juiz vai determinar quais são as provas a serem produzidas, e vai intimar as partes para que as produzam; 
· Na PI o autor já enjeita essas provas. Lembrando que se o autor quiser provar os fatos com prova documental deve juntar em anexo à petição inicial os documentos. A não ser que o documento seja produzido depois da PI. Mas o momento de produzir prova documental, é no momento postulatório. 
· O réu deve juntar à contestação. 
· VII - a opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou de mediação.
· O autor vai manifestar o seu interesse em participar ou não da audiência de conciliação ou mediação; 
· Depois da PI, tem a citação do réu para integrar a relação processual e, no mesmo ato, ele é intimado para comparecer à audiência de conciliação. (prova II unidade) hipóteses da audiência de conciliação não acontecer.
· É o momento em que o autor vai manifestar se tem interesse ou não de participar da audiência. 
· Se uma das partes quer a audiência e a outra não quiser, terá audiência? 
· Terá audiência, princípio da estimulação da resolução consensual dos conflitos; 
· se eu ajuizar uma ação contra a turma inteira, se eu não quiser a audiência de conciliação e 29 pessoas também não, apenas 1 pessoa tiver interesse, terá audiência de conciliação?
· Sim 
· Se a parte não comparecer a audiência o que acontecerá no procedimento comum?
· Multa de até 2% do valor da causa, no procedimento comum ao Estado ou a União Federal 
· É errado, quando o juiz extingue o processo sem resolução do mérito por falta de interesse processual, quando o autor não comparece à audiência de conciliação, isso na justiça comum.
· Se o autor não comparece na audiência de conciliação do juizado especial, o que ocorre? 
· Aí sim, deve extinguir o processo; 
· Se o réu não comparecer na audiência de conciliação do juizado especial, o que acontecerá?
· O réu é considerado revel
· A audiência de conciliação só não vai ter se ambas as partes manifestarem desinteresse na audiência de conciliação ou de mediação 
· O autor manifesta o interesse da audiência de conciliação: na petição inicial; 
· O réu manifesta o interesse da audiência de conciliação: 
· Se o réu ficar calado: aquiescerá com a audiência 
· Se ele quiser manifestar o desinteresse pela audiência de conciliação: terá que fazer por meio de petição simples. 
· Essa petição deve ser apresentada em um prazo. O prazo é de 10 dias de antecedência da audiência. 
· Quando a audiência de conciliação não acontecerá? 
· 1- o direito não admitir autocomposição 
· Não há a possibilidade de fazer acordo daquela determinada matéria; 
· Ex.: Na Fazenda Pública, só pode fazer acordo se houver lei que autoriza realizar acordo; se não existe lei que disponha que aquela matéria pode ser objeto de acordo, não iremos fazer. 
· 2- ambas as partes manifestarem desinteresse na audiência de conciliação. 
· § 1º Caso não disponha das informações previstas no inciso II, poderá o autor, na petição inicial, requerer ao juiz diligências necessárias à sua obtenção.
· Eu não sei o CPF de Marlan, faço uma petição para o juiz para oficiar o cartório eleitoral para saber o CPF de Marlan de Tal. Mas, às vezes, isso não é necessário para um determinada ação. 
· O que importa é ele ser citado. 
· § 2º A petição inicial não será indeferida se, a despeito da falta de informações a que se refere o inciso II, for possível a citação do réu.
· Mesmo faltando alguns elementos da qualificação, a petição inicial não será indeferida, se for possível a citação do réu. 
· É aquele cara do “cabelo verde”
· § 3º A petição inicial não será indeferida pelo não atendimento ao disposto no inciso II deste artigo se a obtenção de tais informações tornar impossível ou excessivamente oneroso o acesso à justiça
· Art. 320. A petição inicial será instruída com os documentos indispensáveis à propositura da ação.
· Alguns desses documentos: 
· RG + CNH; 
· Comprovante de residência, para delimitar a competência do juízo; 
· A procuração – o mandado 
· Art. 321. O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos arts. 319 e 320 ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, indicando com precisão o que deve ser corrigido ou completado.
· Princípio da primazia do mérito: 
· O juiz deve fazer de tudo para que o mérito do processo seja alcançado; 
· Direito da correção dos vícios processuais 
· A parte tem o direito de ser intimada para corrigir o defeito processual; 
· É dever do juiz apontar o defeito a ser corrigido; 
· A parte deve ser informada, a fim de que ela tenha oportunidade de corrigir o defeito no prazo de 15 dias; 
· Parágrafo único. Se o autor não cumprir a diligência, o juiz indeferirá a petição inicial.
· Deu 15 dias, o juiz tendo indicado com precisão o defeito, e não ter havido o cumprimento da diligência 
· O juiz deve indicar com precisão qual é o defeito; 
· Logo, se está tudo bonitinho: 
· O juiz cita o réu 
· Não está tudo bonitinho 
· O juiz vai intimar a parte autora para corrigir o vício processual; 
· Há situações que não é possível corrigir o vício processual: vícios insanáveis, não tem como corrigir 
· Nesse caso, pode extinguir o processo sem resolução do mérito; 
· Diferença entre conciliação e mediação: (prova II unidade)
· Será designado uma audiência de conciliação ou mediação, conforme se tratar que exija um vínculo pessoal entre as partes ou não
· Tiver vínculo – mediação 
· Não tiver vínculo – conciliação 
· Se tiver um acordo na audiência de conciliação 
· Esse acordo deve ser homologado pelo juiz pela sentença; 
· Autonomia de vontades da parte 
· Não acontecendo o acordo ou não havendo a audiência 
· O réu será intimado para a contestação 
· A contestação é a principal peça de defesa do réu. Logo, o réu terá a oportunidade de se defender; 
· 15 dias úteis para a contestação a partir da audiência infrutífera de conciliação. 
· Quem terá prazo em dobro- 30 dias úteis 
· Os entes federativos 
· Todas as pessoas jurídicas de direito público; 
· Empresas públicas e Sociedades de economia mista 
· Não possuem essa prerrogativa, a menos que esteja realizando uma atividade típica do Estado. 
· Ministério público 
· Defensoria pública 
· Litisconsórcio passivo 
· Quando os litisconsorte estão sendo representados por advogados diferentes que integram escritórios diferentes; 
· Contestação (prova II unidade)
· Requisitos da contestação – art. 335, CPC
· Caput:  réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15 (quinze) dias, cujo termo inicial será a data:
· l- da audiência de conciliação ou de mediação, ou da última sessão de conciliação, quando qualquer parte não comparecer ou, comparecendo, não houver autocomposição;
· 15 dias para oferecer contestação, contados da audiência infrutífera; 
· II - do protocolo do pedido de cancelamento da audiência de conciliação ou de mediação apresentado pelo réu, quando ocorrer a hipótese do art. 334, § 4º, inciso I ;
· Nesse caso, não vai ter audiência, porque as partes manifestaram desinteresse na audiência. 
· É da petição simples apresentada pelo réu que manifesta desinteresse na audiência será contado os 15 dias para contestação; 
· Se autor apresenta petição, manifestando interesse em ter audiência, nem adiante o réu apresentar uma petição simples manifestando o seu desinteresse, porque já terá a audiência apenas pela vontade da parte autora. 
· III - prevista no art. 231 , de acordo com o modo como foi feita a citação, nos demais casos.
· Casos em que acontecem algumas dificuldades para a citação do réu; 
· § 1º No caso de litisconsórcio passivo, ocorrendo a hipótese do art. 334, § 6º, o termo inicial previsto no inciso II será, para cada um dos réus, a data de apresentação de seu respectivo pedido de cancelamento da audiência.
· Hipótese em que o réu apresentado manifestação de desinteresse; 
· O prazo vai ser contados individualmente, em caso de existir dois réus, e estes apresentarem desinteresse em audiência de conciliação em prazo diferentes; 
· § 2º Quando ocorrer a hipótese do art. 334, § 4º, inciso II , havendo litisconsórcio passivo e o autor desistir da ação em relação a réu ainda não citado, o prazo para resposta correrá da data de intimação da decisão que homologar a desistência.
· Ainda não hipóteses de litisconsórcio passivo, caso haja desistência do autor em relação a réu não citado, o prazo para a contestação do réu citado não abrangido pela desistência passará a contar da data de intimação da decisão de que homologa a desistência, independentemente de prazo iniciado anteriormente.
· Art. 336. Incumbe ao réu alegar, na contestação, toda a matéria de defesa, expondo as razões de fato e de direito com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir.
· Princípio da concentração; 
· Toda a matéria de defesa é concentrada na contestação. São raras as hipóteses em que o réu pode suscitar alguma alegação de defesa fora da contestação; 
· Exceção de matérias de defesas não expostas na concentração: 
· Exceção de suspeição ou impedimento do juiz 
· Gera um incidente processual, um mini procedimento; 
· Alega em uma peça de defesa própria; 
· Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar:
· Preliminares, incumbe ao réu antes de discutir o mérito. São questões prévias que o juiz deve decidir antes de analisar o mérito; 
· Se o juiz acolher uma preliminar, provavelmente, vai ter como consequência de uma extinção de processo sem resolução de mérito; 
· São questões prévias; 
· I - inexistência ou nulidade da citação;
· A citação é nula de pleno direito por alguma razão; 
· II - incompetência absoluta e relativa;
· Competência é o conjunto de normas que vai determinar qual é o juízo apto e adequado para processar e julgar aquela demanda; 
· Competência: 
· Relativa: aquela que prorroga; 
· Aquele juízo que recebeu uma demanda e que não tem competência para processar e julgar aquela demanda, ele é relativamente competente, se o réu não alegar, ele passa a ser competente 
· O juiz não pode conhecer de ofício duas preliminares: 
· 1- Cláusula de arbitragem; 
· 2- Incompetência relativa 
· 
· Competência absoluta 
· Definição: 
· Pode ser alegada a qualquer tempo; 
· Até mesmo depois 2 anos do trânsito e julgado; 
· III - incorreção do valor da causa;
· Se o autor indica o valor da causa incorreto, tanto o juiz, quanto a parte ré podem suscitar essa matéria; 
· IV - inépcia da petição inicial;
· Petição inepta: 
· Art. 330, §1º 
· § 1º Considera-se inepta a petição inicial quando:
· I - lhe faltar pedido ou causa de pedir;
· II - o pedido for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o pedido genérico;
· III - da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão;
· IV - contiver pedidos incompatíveis entre si.
· V - perempção;
· Perda do direito de ajuizar uma ação, em razão das três últimas e anteriores ações forem extintas sem resolução do mérito, por culpa do autor 
· VI - litispendência;
· Duas ações com as mesmas partes, com as mesmas causas de pedir e com os mesmos pedidos; 
· O juiz pode conhecer de ofício, extinta sem resolução do mérito; 
· VII - coisa julgada;
· É a autoridade de uma decisão judicial que a torna indiscutível, aquele caso já foi julgado, já transitou em julgado, não permite mais recurso; 
· É matéria de ordem pública 
· Extinção do processo sem resolução do mérito 
· VIII - conexão;
· Critério de competência.
· Algumas ações são conexas entre si, quando tem o mesmo pedido direcionado ao poder judiciário e a primeira ação previne a competência; 
· A primeira ação previne a competência 
· Critério é a prevenção, o primeiro juízo que conhece essa ação passa a ser competente para julgar todas as outras ações conexas – que tem o mesmo pedido-, ainda que as partes sejam diferentes, a fim de evitar decisões conflitantes, 
· Havendo conexão, o juiz deve remeter o processo para o primeiro que conheceu da ação; 
· IX - incapacidade da parte, defeito de representação ou falta de autorização;
· Defeito de representação tem a ver com o mandato de representação 
· A procuração; 
· Autorização 
· Quando as ações necessitam de autorização, ex.: ações de bem imóveis; 
· X - convenção de arbitragem
· Existe uma convenção de arbitragem, essa ação não deve ser julgada na justiça comum; 
· Essa é uma matéria que não pode ser alegada de ofício, depende de manifestação do réu, caso o réu não alegar até a contestação, haverá uma prorrogação de competência. 
· Juiz não pode reconhecer de ofício: 
· Incompetência relativa e convenção de arbitragem; 
· XI - ausência de legitimidade ou de interesse processual;
· Legitimidade 
· Ad causam 
· Interesse processual 
· Necessidade e utilidade; 
· XII - falta de caução ou de outra prestação que a lei exige como preliminar;
· A lei pode exigir em alguns casos que seja prestado uma caução para ajuizar uma determinada ação. 
· Se não for pedido, o réu pode suscitar esse fato na preliminar, caso não seja prestado 
· XIII - indevida concessão do benefício de gratuidade de justiça.
· A parte alega o benefício da justiça gratuita, mas o réu sabe que a parte autora tem condição de pagar as custas judiciais; 
· O réu pode alegar este fato preliminarmente; 
· § 1º Verifica-se a litispendência ou a coisa julgada quando se reproduz ação anteriormente ajuizada.
· § 2º Uma ação é idêntica a outra quando possui as mesmas partes, a mesma causa de pedir e o mesmo pedido.
· § 3º Há litispendência quando se repete ação que está em curso.
· § 4º Há coisa julgada quando se repete ação que já foi decidida por decisão transitada em julgado.
· Se não transitou em julgado é hipótese de litispendência; 
· § 5º Excetuadas a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz conhecerá de ofício das matérias enumeradas neste artigo.
· IMPORTANTE – ELE DISSE QUE VAI COBRAR 
· Convenção de arbitragem e a incompetência relativa são as duas únicas matérias preliminares que o juiz não poderá conhecer de ofício; 
· Todas as outras o juiz pode 
· § 6º A ausência de alegação da existência de convenção de arbitragem, na forma prevista neste Capítulo, implica aceitação da jurisdição estatal e renúncia ao juízo arbitral.
· Se a parte não suscitou a convenção de arbitragem, o processo segue na justiça comum; 
· Art. 338 
· Caput:  Alegando o réu, na contestação, ser parte ilegítima ou não ser o responsável pelo prejuízo invocado, o juiz facultará ao autor, em 15 (quinze) dias, a alteração da petição inicial para substituição do réu.
· Alegando a parte ré ser parte ilegítima, ou seja, alegando que ela não tem legitimidade passiva para atuar na parte passiva da ação; 
· “ a legitimidade não é minha, é de outra pessoa”
· O réu vai alegar na preliminar que não eu não tenho legitimidade para figurar no polo passivo; 
· Luis ajuizou uma ação contra Pedro, Pedro não é parte legítima para figurar na parte passiva da demanda, Pedro ainda não apontou Jordana, o juiz vai facultar a Luis a substituir por uma outra pessoa; 
· Se Pedro souber que é Jornada a parte legitima da ação, Pedro, réu que não deveria ser réu, tem o dever de indicar quem é,
· “ninguém se exclusa de contribuir com a justiça”; 
· Se Pedro não souber, ele n tem esse dever 
· Parágrafo único: Realizada a substituição, o autor reembolsará as despesas e pagará os honorários ao procurador do réu excluído, que serão fixados entre três e cinco por cento do valor da causa ou, sendo este irrisório, nos termos do art. 85, § 8º .
· Art. 339
· Caput: Quando alegar sua ilegitimidade, incumbe ao réu indicar o sujeito passivo da relação jurídica discutida sempre que tiver conhecimento, sob pena de arcar com as despesas processuais e de indenizar oautor pelos prejuízos decorrentes da falta de indicação.
· Sempre que tiver o conhecimento de quem é verdadeiramente legitimado para ocupar o seu lugar, o réu DEVE indicar o sujeito passivo 
· Se é um dever, o descumprimento deste gera uma sanção processual 
· Dever é diferente de ônus 
· Ônus é uma incumbência que a parte tem. 
· Não tem nenhuma sanção para o descumprimento do ônus. Pode ter uma desvantagem no processo; 
· Mas não um dever, porque seu descumprimento não gera um ato ilícito ou um dever processual; 
· Sanção para o réu que sabe quem é o réu legitimado para figurar no seu lugar, mas não indica 
· Sob pena de arcar com as despesas processuais e de indenizar o autor pelos prejuízos decorrentes da falta de indicação
· Vai ser difícil provar que o réu sabia; 
· § 1º O autor, ao aceitar a indicação, procederá, no prazo de 15 (quinze) dias, à alteração da petição inicial para a substituição do réu, observando-se, ainda, o parágrafo único do art. 338 .
· O autor pode ou não aceitar; 
· O autor vai alterar/emendar a petição inicial para indicar o responsável, não Pedro mais, mas Jordana, para que esta seja integrada no processo; 
· § 2º No prazo de 15 (quinze) dias, o autor pode optar por alterar a petição inicial para incluir, como litisconsorte passivo, o sujeito indicado pelo réu.
· O autor pode alterar a petição para incluir como litisconsorte passivo o sujeito que o réu indiciou 
· O som está vindo da casa de jordana e de Pedro 
· Autor tem 3 possibilidades: 
· 1. Continuar com Pedro; 
· 2. Vou aceitar Jornada e tirar Pedro; 
· 3. Manter com Pedro e Jornada; 
· Art. 340
· Caput: Havendo alegação de incompetência relativa ou absoluta, a contestação poderá ser protocolada no foro de domicílio do réu, fato que será imediatamente comunicado ao juiz da causa, preferencialmente por meio eletrônico.
· Determinada ação, que a competência é determinada a depender do foro do réu, foi ajuizada contra Luis, que se mudou de Teixeira há 2 anos e agora mora em Salvador. Marlan que mora no antigo endereço de Luis em Teixeira de Freitas recebe a intimação, mandado foto para Luis. Nesse caso, Luis pode alegar ilegalidade de citação ou ele pode aceitar a citação por ter tomado conhecimento da causa, apresentando sua contestação na comarca de Salvador, informando que foi ajuizada uma ação contra você na comarca de Teixeira de Freitas, mas há uma hipótese de incompetência. Deveria ter sido ajuizada em salvador; 
· Quem é o juízo da causa nesse caso acima? 
· Teixeira de Freitas. Caso o juiz de Teixeira acate esse requerimento, se não acatar o processo continua sendo desenvolvida em Teixeira. Se acatar será remetido os autos à Salvador. 
· § 1º A contestação será submetida a livre distribuição ou, se o réu houver sido citado por meio de carta precatória, juntada aos autos dessa carta, seguindo-se a sua imediata remessa para o juízo da causa.
· § 2º Reconhecida a competência do foro indicado pelo réu, o juízo para o qual for distribuída a contestação ou a carta precatória será considerado prevento.
· Quem reconhece a competência indicada pelo réu? 
· A comarca de Teixeira 
· Quem julga em salvador? 
· Aquele juízo que recebeu a petição de contestação de Luis. Ele se torna prevento, é um critério de competência, quem conheceu primeiro da causa. 
· § 3º Alegada a incompetência nos termos do caput , será suspensa a realização da audiência de conciliação ou de mediação, se tiver sido designada.
· § 4º Definida a competência, o juízo competente designará nova data para a audiência de conciliação ou de mediação.
· Art. 341: 
· Caput: Incumbe também ao réu manifestar-se precisamente sobre as alegações de fato constantes da petição inicial, presumindo-se verdadeiras as não impugnadas, salvo se:
· Princípio da eventualidade: significa a possibilidade (e a recomendação) de o réu arguir toda a defesa possível caso uma ou outra delas seja rejeitada pelo magistrado. Concentra-se a defesa na eventualidade de alguma alegação não vir a ser acolhida pelo Estado-juiz.
· Precisamente sobre os fatos 
· Não pode ter negativa geral, sob pena de o juiz presumir verdadeiros esses fatos
· Algumas pessoas têm prerrogativa para isso: 
· Defensoria Pública 
· Incisos 
· I - não for admissível, a seu respeito, a confissão;
· Ex.: existe alguns profissionais que gozam de inviolabilidade. 
· Adv. Criminalista não pode ser obrigado a falar do crime do seu cliente 
· Padre não pode ser obrigado a falar sobre a confissão “criminosa”; 
· II - a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considerar da substância do ato;
· Existem algumas coisas que só podem ser provadas com prova documental 
· Ex.: imóvel – pelo registro. Se A está alegando que é proprietário desse pedaço de terra. Se a outra parte apresenta a contestação e não se manifesta sobre o direito de ser dono do imóvel. Em outros casos, o juiz poderia presumir verdadeira a posse de A, mas, nesse caso, é necessária a prova documental da posse para que o juiz possa decidir; 
· III - estiverem em contradição com a defesa, considerada em seu conjunto.
· Muito embora o réu não tenha se manifestado precisamente sobre os fatos, o juiz entendeu que toda a narrativa prestada pelo réu na contestação se conclui que ele se manifestou ali; 
· Parágrafos único. O ônus da impugnação especificada dos fatos não se aplica ao defensor público, ao advogado dativo e ao curador especial.
· 3 hipóteses em que não se aplica este ônus da impugnação especificada, ou seja, pode fazer uma negativa geral, nesse caso, não será aplicada a sanção de presumir verdadeiras os fatos apresentados pelo autor que não foram impugnados: 
· 1. Defensor público; 
· 2. Advogado Dativo 
· 3. Curador Especial 
· Art. 342 
· Caput: Depois da contestação, só é lícito ao réu deduzir novas alegações quando:
· Concentração da contestação: o réu deve concentrar toda a matéria de defesa nessa peça processual de mais importância para ele, que é a contestação; 
· Incisos 
· I - Relativas a direito ou a fato superveniente;
· Fato ou direito superveniente: exemplo de alexandre pato e Stefany Brito 
· Algo superveniente: posterior, surgimento de lei que não era mais obrigatório a pensão alimentícia para ex-conjuges.
· II - competir ao juiz conhecer delas de ofício;
· Quando competir ao juiz conhecer ela de ofício 
· III - por expressa autorização legal, puderem ser formuladas em qualquer tempo e grau de jurisdição.
· São matérias de ordem pública; 
REVELIA (prova II unidade)
· Art. 344
· Caput: Se o réu não contestar a ação, será considerado revel e presumir-se-ão verdadeiras as alegações de fato formuladas pelo autor.
· O que é revelia, no procedimento comum? 
· Ausência de contestação; 
· Não apresentação de contestação 
· Principal efeito da reveria - Da revelia pode decorrer um efeito material: 
· presumir-se-ão verdadeiras as alegações de fato formuladas pelo autor
· presunção pelo juiz da veracidade das alegações de fato; 
· uma coisa é o juiz considerar verdadeira a alegação de fato, isso não significa necessariamente a procedência do pedido; 
· aconteceu X, como o fato é X, eu tenho direito a Z 
· Pedro é citado, não apresenta contestação, Pedro é revel; 
· Juiz não quer nem saber sobre a produção de provas, uma vez que os fatos serão presumidos verdadeiros; 
· Só que isso não quer dizer que o juiz terá o entendimento que dos fatos X vai decorrer Z, o juiz pode entender que de X pode decorrer S. 
· O juiz só fica vinculado aos fatos, não à procedência dos pedidos; 
· Uma coisa é o fato, outra coisa é direito, que o juiz não ficará vinculado; 
· No juizado especial também existe a revelia, mas ela é causada pelo não comparecimento à audiência pelo réu 
· Se o réu não comparece na audiência de conciliação no procedimento comum, ele vai apenas pagar uma multa 
· Art. 345 
· Caput: A revelia não produz o efeito mencionado no art. 344 se:
· As hipóteses em que o juiz não considera verdadeira as alegações de fatos, mesmo o réu não tendo contestado; 
· Incisos - PROVA – Direito disponível aplica-se a hipótese de revelia?· I - havendo pluralidade de réus, algum deles contestar a ação;
· Hipótese objetiva 
· No Litisconsórcio passivo, se João não contestou e Davi contestou, não se aplica o efeito da revelia 
· II - o litígio versar sobre direitos indisponíveis;
· Hipótese objetiva 
· Ajuizei uma ação contra o Estado que trata sobre o direito à saúde, educação fundamental, todas essas hipóteses não recebem o efeito da revelia 
· III - a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considere indispensável à prova do ato;
· Hipótese objetiva 
· Um imóvel só pode ser provado com o registro no cartório. Se eu ajuízo uma ação e o réu não contesta, o juiz não vai considerar verdadeiro os fatos que eu sou o proprietário do bem, uma vez que a lei exige a prova documental; 
· IV - as alegações de fato formuladas pelo autor forem inverossímeis ou estiverem em contradição com prova constante dos autos.
· Dá o juiz uma margem de interpretação maior;
· Depende da discricionariedade do juiz; 
· Se o juiz constatar que algo não aparenta ser verdadeira; 
· Art. 346. 
· Caput: Os prazos contra o revel que não tenha patrono nos autos fluirão da data de publicação do ato decisório no órgão oficial.
· Efeito processual – o réu deixará de ser intimado 
· Parágrafo único: O revel poderá intervir no processo em qualquer fase, recebendo-o no estado em que se encontrar.
· Não apresentei a contestação, mas quero participar do processo. O réu pode, mas perdeu a oportunidade de apresentar a contestação, recebendo o processo no estado que encontrar
· Processo é marcha para frente; 
RECONVENÇÃO (prova II unidade)
· Art. 343 – é o contra-ataque
· Caput: Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar pretensão própria, conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa.
· No CPC passado, a reconvenção era apresentada em outro instrumento; 
· Hoje, na própria contestação poderá ser apresentada a reconvenção, abrindo um tópico: “Da reconvenção”
· Conceito de reconvenção: 
· É o contra-ataque, o réu para com o autor. 
· Luiz ajuizou uma ação contra Marlan. Na contestação de Marlan, vai ter o endereçamento, qualificação, com o nome da peça “contestação”, as alegações de fato e de direito, e os pedidos “improcedência”
· Nesse caso , é uma tutela jurisdicional passiva, o réu não requer nada além da improcedência do pedido; 
· Na própria contestação, o réu vai abrir um tópico “da reconvenção”, nessa reconvenção o réu vai aduzir os fatos e o direito, e pedirá uma tutela jurisdicionalativa: “que o juiz condene a parte autora no valor de 10 mil reais, não sou eu que devo a ele, é ele que me deve”
· Reconvenção é o contra-ataque. É o direito de ação do réu no mesmo processo em que ele é réu 
· Trata-se de uma economia processual; já que se Marlan quisesse poderia ajuizar uma ação independente. 
· Reconvenção é o direito de ação demandado pelo réu contra o autor originário, no bojo da própria contestação. 
· Reconvinte é o réu 
· Reconvindo é o autor originário; 
· REQUISITO: Para a reconvenção é necessário que tenha a conexão com a ação/objeto, não pode ser algo totalmente alheio ao processo; 
· § 1º Proposta a reconvenção, o autor será intimado, na pessoa de seu advogado, para apresentar resposta no prazo de 15 (quinze) dias.
· Assim como o réu tem o direito de apresentar sua contestação, o autor também terá o direito de se manifestar com a sua defesa, sua resposta, atendendo ao contraditório e à ampla defesa, no prazo de 15 dias 
· § 2º A desistência da ação ou a ocorrência de causa extintiva que impeça o exame de seu mérito não obsta ao prosseguimento do processo quanto à reconvenção.
· Isto é a autonomia da reconvenção; 
· A desistência do autor não impede a decisão de mérito da reconvenção; 	
· § 3º A reconvenção pode ser proposta contra o autor e terceiro.
· Litisconsórcio passivo 
· Os terceiros serão citados para integrar à relação processual e apresentar suas devidas respostas; 
· § 4º A reconvenção pode ser proposta pelo réu em litisconsórcio com terceiro.
· O réu pode se associar com um terceiro para apresentar a reconvenção contra o autor no bojo dos mesmos autos 
· Economia processual 
· § 5º Se o autor for substituto processual, o reconvinte deverá afirmar ser titular de direito em face do substituído, e a reconvenção deverá ser proposta em face do autor, também na qualidade de substituto processual.
· 
· § 6º O réu pode propor reconvenção independentemente de oferecer contestação.
· A reconvenção é apresentada no bojo da contestação; 
· O réu pode deixar de apresentar a contestação e apresentar apenas a reconvenção, tem autonomia; 
· Deve ser apresentada nos 15 dias úteis; no mesmo prazo da contestação 
· O réu não pode apresentar a contestação em uma peça e a reconvenção em outra 
· Preclusão consumativa: deveria ter apresentado a reconvenção na contestação 
· Ou o réu apresenta a reconvenção junto com a contestação ou ele apresenta só a contestação, ou só a reconvenção; 
AULA DO DIA 20/11/2023 – PROCEDÊNCIA ILIMINAR DO PEDIDO – cairá na prova
· Contexto 
· O juiz ajuizou ação através da petição inicial, em algumas hipótese, quando o juiz receber a petição inicial, ele pode rejeitá-la, sem nem mesmo analisar o pedido; 
· Liminar: é uma decisão proferida no início do processo, sem oitiva da parte contrária; 
· Julgar improcedente o pedido é uma coisa e extinguir o processo sem resolução do mérito é outra coisa 
· Julgar improcedente: “seu caso é tão escancarado que você não tem direito que eu vou julgar improcedente, sem nem mesmo citar o réu”
· Art. 332 
· Caput: 
· Nas causas que dispensem a fase instrutória (de provas), o juiz, independentemente da citação do réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar:
· Fase instrutória do processo: é a fase de provas, a fase que as partes utilizam para produzir as provas 
· Nesse caso, dispensa fase instrutória, porque os atos já são comprovados documentalmente dentro desse processo. Então, a parte ajuíza uma ação e em anexo a petição, a parte já anexa um documento que comprove o fato;
· As vezes nem prova, mas os fatos já contrariam, por exemplo, um precedente vinculante; 
· Logo, não adianta dar andamento ao processo, no qual já é sabido o resultado 
· Ex.: rateio de pensão previdenciária 
· Toda vez que o juiz perceber que o pedido contraria um precedente vinculante; 
· Se o precedente fosse não contrário, mas a favor do pedido do autor, o juiz poderia julgar procedente?***
O juiz não pode julgar procedente pois irá causar prejuízo a parte ré, e este tem o direito do contraditório e ampla defesa. 
· Incisos – rol exemplificativo 
· I - enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça;
· II - acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos;
· III - entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência;
· IV - enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local.
· E mais todos aqueles do art. 927 do CPC; 
· Qualquer precedente vinculante 
· Além dessas hipóteses, se o juiz perceber que houve prescrição ou decadência, ele também pode julgar liminarmente o pedido; 
· EX.: ajuizar ação indenizatória depois de passados 3 anos; 
· Julgamento por sentença; 
· Prescrição e decadência são matérias de ordem pública que podem ser reconhecidas de ofício pelo juiz 
· Parágrafos: 
· § 1º O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, desde logo, a ocorrência de decadência ou de prescrição.
· Explicação acima;
· § 2º Não interposta a apelação, o réu será intimado do trânsito em julgado da sentença, nos termos do art. 241 .
· Se existe uma sentença, cabe recurso, esse recurso é a apelação; 
· Não existe decisão do juiz de primeiro grau, salvo raríssimas hipóteses que não sejam passíveis de recurso; 
· Se o juiz jugar liminarmente improcedente o pedido, a parte pode que sofreu prejuízo pode impetrar um recurso de apelação 
· Se a parte não interpor apelação:jurídico, à parte; já que nem toda causa tem repercussão financeira; 
· Necessidade: vislumbrada na medida em que, a pretensão da parte encontra resistência em relação ao objeto do processo por ato da outra parte. Ou seja, há uma resistência a minha pretensão. Portanto, processo jurisdicional é necessário, porque sem ele não é possível concretizar o seu direito. Há necessidade de ajuizar uma ação jurisdicional, porque a pretensão da parte encontrou resistência em ato da parte contrária 
· Sobre a adequação:
· É uma relação de pertinência. As ações são judicializadas no poder judiciário por vários procedimentos. 
· o	Logo a adequação trata da correlação/coerência entre o pedido do autor e o procedimento. 
· o	Procedimento do mandado de segurança só admite um tipo de prova: a pré-constituído documentalmente; 
· Ex.: autor impetra um mandado de segurança ao INEMA (autoridade pública. Veja que o MS é adequado nesse caso
· Discussão doutrinária entre adequação e utilidade: 
· Decisão do STF sobre ajuizamento de uma ação junto à justiça Federal contra o INSS 
· Seguridade social engloba: 
· Assistência social 
· Saúde; 
· Previdência social- 
· a parte deve requerer incialmente de forma administrativa, para que haja a negativa e, assim, ter a necessidade de ajuizar a ação, seja pelo não deferimento ou por um deferimento não satisfatório, ex.: parte acha que tem direito à 5 salários-mínimos e o INSS, administrativamente, só defere 2 salários; 
· Caso o INSS não der a resposta administrativa em 45 dias, o STF entende que nasce o interesse de agir; 
· Carlinha: 
· Decorre da premissa de que, embora o Estado tenha interesse no exercício da jurisdição (função indispensável para manter a paz e a ordem na sociedade), não convém o acionamento do Judiciário sem que dessa atividade se possa extrair algum resultado útil. É preciso que em cada caso concreto a prestação jurisdicional solicitada seja NECESSÁRIA E ADEQUADA/ÚTIL; 
· Necessidade: da tutela jurisdicional na impossibilidade de obter a satisfação do alegado direito sem a intercessão do Estado, ou seja, é preciso que a pretensão só possa ser alcançada por meio da proposição da demanda -ou porque a parte contrária se nega a satisfazê-lo, sendo vedado ao autor o uso de autotutela, ou porque a própria lei exige que determinados direitos só possam ser exercidos mediante prévia declaração judicial (são as chamadas ações constitutivas necessárias no processo civil – curatela, anulação de casamento, separação litigiosa- e a ação condenatória no processo penal); 
· Ex.: pedido de condenação do devedor que sempre se dispôs a pagar e teve recusa do credor (falta de necessidade);
· Adequação/utilidade: é a relação existente entre a situação lamentada pelo autor ao vir a juízo e o provimento jurisdicional concretamente solicitado. É necessário que haja adequação entre a pretensão do autor e a demanda por ele ajuizada. Ao escolher a ação inadequada, o autor está se valendo de uma medida desnecessária ou inútil, o que afasta o interesse de agir; 
· Ex.: quem alegar o adultério do cônjuge, não poderá pedir a anulação do casamento, mas o divórcio, porque aquela exige a existência de vícios que contaminem o vínculo matrimonial logo em sua formação, sendo irrelevantes fatos posteriores. 
· 2- Inexistência de coisa julgada: 
· Pedro: 
· Coisa julgada: é autoridade de uma decisão judicial que a torna imutável e indiscutível; 
· Coisa julgada é uma hipótese em que o juiz pode declarar de ofício 
· Se o advogado da parte não alegar coisa julgada, nem o juiz, e for prolatada uma nova sentença transitada em julgada de uma coisa já julgada? 
· Precedente atual STJ decisão: deve prevalecer a segunda coisa jugada, porque é como se ambas as partes resolvessem submeter o conflito novamente à jurisdição e em razão disso se submeterem a 2º decisão judicial; 
· Carlinha: 
· Art. 337, §4º: há coisa julgada quando se repete uma ação que já foi decidida por decisão transitada e julgada; 
· Isto é, existe coisa julgada quando se reproduz ação idêntica a outra que já foi definitivamente julgada, por sentença definitiva, contra a qual não cabe mais recurso, tampouco reexame necessário. Constatada a coisa julgada, o processo repetido também será extinto sem julgamento do mérito. 
· Também se trata de repetição de uma nova ação idêntica (mesmas partes, mesma causa de pedir e mesmo pedido, portanto); 
· Trata-se de uma “ação” que já chegou a seutérmino, que já foi resolvida definitivamente pelo Estado-juiz e, justamente por isto, aquilo que foi lá decididojá não pode mais ser rediscutido por ninguém, nem mesmo pelo próprioEstado. É o que, ao ensejo da apresentação das características da jurisdição, como “imutabilidade” dafunção jurisdicional. 
· Distinção entre litispendência e coisa julgada:
· A distinção com a litispendência, assim, é meramente temporal: enquanto a litispendência refere-se a um “processo em curso”, a coisa julgada pressupõe um “processo findo”.
· 3- Litispendência: 
· Pedro: 
· Conceito: uma lide pendente de julgamento, não tem uma coisa julgada, mas tem uma ação; 
· 2º processo deve ser extinto sem resolução do mérito 
· A parte deve alegar ou o juiz também pode conhecer de ofício; 
· Carlinha: 
· A litispendência corresponde à repetição de uma ação idêntica a outra que ainda pende de julgamento, sendo certo que a identidade de ações é aferida pela identidade dos 3 elementos da ação: partes, pedido e causa de pedir; 
· Art. 337, §§ 1º ao 3º: a litispendência é a repetição de uma mesma ação ainda em curso. A identidade de ações depende da identidade das partes, da causa de pedir e do pedido; 
· Constatadoo vício, a consequência processual é a extinção do processo repetido já que este não poderia ter seconstituído de forma válida.
· 4. Perempção
· Pedro: 
· Perempção é diferente de prescrição
· Perempção: é a perda do direito de ajuizar a ação, quando as três últimas ações foram extintas sem resolução do mérito, em razão da desídia da parte autora; 
· Carlinha: 
· Art. 486, §3º- corresponde à perda do direito de ação pela desídia do autor, ao dar causa à extinção do processo sem resolução do mérito, por 3 vezes, com fundamento no art. 485, inciso lll, do CPC, que trata da desídia demonstrada de forma inequívoca pelo autor que, por não promover os atos e diligências a seu cargo, abandona o feito por mais de 30 dias. 
· Verificando o magistrado a ocorrência de perempção, a ele se impõe a extinção do processo sem resolução do mérito; 
· É vedada uma quarta representação de um mesmo processo quando as 3 primeiras investidas jurisdicionais tiveram sido extintas com fundamento porque a parte não promove os atos e as diligências necessários para o andamento do processo, abandonando-o por mais de 30 dias, embora a parte tenha sido intimada pessoalmente para suprir a sua própria omissão; 
· 5- Convenção de arbitragem
· Pedro: 
· Conceito: negócio jurídico pelo qual as partes resolvem submeter um conflito atual ou futuro a arbitragem, as partes não querem judicializar, as partes querem que seus conflitos sejam resolvidos por um árbitro; 
· A parte pode até a CONTESTAÇÃO, sendo que o juiz não pode conhecer de ofício, pode alegar a convenção de arbitragem. Alegando, o juiz vai acolher e remeter os autos ao juiz arbitral;
· Se a parte não alegar até a contestação, o que foi acontecer é a chamada prorrogação de competência. Aquele juízo que não era competente passa a ser competente; 
· Por “convenção de arbitragem” deve ser entendido um gênero que reúne duas diferentes espécies, ambas relacionadas ao chamado “processo arbitral”: 
· A primeira delas é achamada “cláusula compromissória”, que, de acordo com o art. 4º da Lei n. 9.307/1996, é a cláusula inserida em contratos que a admitem, que prevê, entre os contratantes, a submissão de qualquer ou de um específico litígio a um “juízo arbitral” e não a um “juízo estatal”; 
· A segunda espécie é o chamado“compromisso arbitral”. De acordo com o art. 9º da Lei n. 9.307/1996, tal compromisso é a convenção firmada entre as partes, pela qual submetemocorrerá o trânsito em julgado; 
· Logo, se a parte não interpor recurso de apelação da sentença que julgou liminarmente improcedente o pedido, o réu só será intimado sobre/depois do trânsito em julgado da sentença; 
· Informando que foi ajuizada uma ação contra ele e sobre a decisão do juiz; 
· Não foi comunicado antes porque não há nulidade sem prejuízo 
· § 3º Interposta a apelação, o juiz poderá retratar-se em 5 (cinco) dias.
· Se a parte autora interpor a apelação
· Existirá uma coisa chamada direito regressivo – é a possibilidade do juiz se retratar 
· Depois que o juiz sentencia acabou o trabalho dele. 
· A parte vai apresentar a apelação, o juiz vai intimar a parte ré para apresentar as contrarrazões e vai entregar para o tribunal resolver; 
· O juiz só pode alterar a sentença por dois fatos: 
· 1- por embargo de declaração 
· 2- para corrigir erros judiciais 
· Porém, existe algumas hipóteses em que o juiz pode se retratar, e um caso é essa de julgar o pedido liminarmente improcedente, no prazo de 5 dias, seguindo o procedimento comum; 
· § 4º Se houver retratação, o juiz determinará o prosseguimento do processo, com a citação do réu, e, se não houver retratação, determinará a citação do réu para apresentar contrarrazões, no prazo de 15 (quinze) dias.
· Se houver retratação do juiz quanto a decisão que julgou liminarmente o pedido improcedente, o juiz determinará o prosseguimento do procedimento comum, com a citação do réu; 
· Se não houver a retratação, o juiz determinará a citação do réu para apresentar as contrarrazões da apelação no prazo de 15 dias; 
TUTELA DE EVIDÊNCIA – cairá na prova 
· Art. 311
· Caput: A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:
· Existe a tutela de urgência – que tem um perigo de demora -, e existe a tutela de evidência – não tem perigo de demora, mas o direito é tão claro, que não há motivos para que ele fique esperando- 
· Não é caso de urgência, mas tem uma evidência no pedido 
· O pedido do autor deve ser julgado evidentemente procedente 
· Existe precedente vinculante acerca do fato apresentado pelo autor; 
· O juiz não vai poder julgar liminarmente procedente o pedido, porque há prejuízos à parte ré; 
· Como terá uma decisão, sem o réu ter direito de interferir no resultado do processo 
· Se sobre o pedido do autor, existir um precedente vinculante, e os fatos são comprovados no início do processo documentalmente, o juiz pode aplicar a técnica da tutela de evidência. O direito da parte é tão evidente, que não é justo atribuir o ônus do tempo do processo ao autor, uma vez que seu direito já é claro; 
· Tutela de evidência 
· É uma decisão provisória no início do processo 
· Apresentou a petição inicial, o juiz percebe que o pedido é favorável à parte autora, você vai citar a parte ré, vai citá-la para comparecer à audiência, mas o juiz aplica uma decisão; 
· A partir dessa decisão judicial provisória, a parte ré já precisa cumprir com a sua obrigação; 
· Vai estar garantida o direito do autor, enquanto o processo é discutido; 
· Na sentença, provavelmente o juiz vai confirmar a tutela de evidência; 
· Incisos – todos aqueles do 927 e do 332; 
· I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório da parte;
· A parte está atrasando o processo, apresentando recursos indevidos, bem como recursos nada a ver 
· Utilizando das ferramentas judiciais para atrasar o processo; 
· Se o juiz perceber isso, além da multa da litigância de má-fé, pode também decidir pela tutela de evidência 
· Quando o juiz pode julgar liminarmente a tutela de evidência sem a oitiva da parte?
· É lógico que se o réu está atrasando o processo, é porque ele já praticou ato processual, logo já foi ouvido, portanto não pode ser liminar
· II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;
· Quando existir precedente vinculante. 
· Pode ser julgado liminarmente, sem oitiva das partes; 
· Cairá na prova 
· III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto custodiado, sob cominação de multa;
· Pode ser julgado liminarmente, sem oitiva das partes; 
· IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável.
· Hipótese mais subjetiva 
· O réu já deve ter se manifestados, deve estar na fase instrutória, nesse caso, não pode ser liminar também. 
· Parágrafo único: 
·  Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir liminarmente
· Tutela de urgência 
· É uma tutela provisória também, mas, nesse caso, além da plausibilidade do direito, existe o perigo de demora; 
NOVA FASE – SANEAMENTO 
· Petição inicial – Citação/intimação – audiência de conciliação infrutífera- contestação 
· O juiz pode aplicar uma técnica do art. 355 – julgamento antecipado do mérito 
JULGAMENTO ANTECIPADO DO MÉRITO – antes da fase de saneamento 
· Art. 355 -
· Caput:  juiz julgará antecipadamente o pedido, proferindo sentença com resolução de mérito, quando:
· As partes podem apresentar suas provas, simplesmente, com prova documental; 
· O momento para apresentar a prova documental, quando apresenta a petição inicial e na contestação 
· As partes já apresentaram todas as provas. O juiz deve perguntar se tem interesse em apresentar ou produzir mais provas? Se as partes não tiverem: 
· Não vai ter nem saneamento, vai ter julgamento antecipado do mérito; 
· Por que esse nome antecipado? 
· Porque antecipa uma fase processual, que é a fase que mais atrasa o processo, que é a fase de instrução probatória; 
· Acabou o processo 
· Incisos 
· I - não houver necessidade de produção de outras provas;
· Não há mais provas a produzir; 
· II - o réu for revel, ocorrer o efeito previsto no art. 344 e não houver requerimento de prova, na forma do art. 349 .
· Outra hipótese de julgamento antecipado do mérito 
· Efeito material da revelia: os fatos serão considerados verdadeiros 
· Não havendo requerimento de provas pelo réu, já que esse pode aparecer em qualquer momento do processo, encontrando este no estado que estiver 
JULGAMENTO ANTECIPADO PARCIAL DO MÉRITO 
· Art. 356
· Caput: 
· O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou parcela deles:
· Só parte do processo é julgada antes da fase de saneamento; 
· A parte faz mais de um pedido, e julga apenas antecipadamente só um dos pedidos 
· Esse julgamento é feito através de uma decisão interlocutória
· Em relação ao outro pedido, este seguirá para fase de saneamento, fase instrutória até o fim do procedimento comum; 
· Incisos: 
· I - mostrar-se incontroverso;
· 
· II - estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do art. 355 .
DAS PROVAS 
· Vamos imaginar que não é hipótese de julgamento antecipado do mérito, porque as partes pretendem produzir provas, além das provas documentais, apresentados no início do processo, apenas se o documento for apresentado depois; 
· Não existe provas a produzir 
· O que é fase de saneamento? 
· É a fase em que o juiz vai organizar o processo, que vai admitir ou não a produção de novas provas
· O juiz pode indeferir a produção de algumas provas, se considerar inadequada ou impertinente, não é porque a parte tem direito de produzir as provas, que o juiz vai acatar o requerimento de produzir determina prova; 
· O direito de prova que a parte tem, é o direito de: 
· 1- Requerer a prova; 
· Não é direito absoluto; 
· Não é porque a parte tem o direito de requerer a prova, que o juiz tem que admitir a prova, o juiz pode indeferir a prova por falta de pertinência ou pelo fato de já estar provada; 
· 2- Produzir a prova; 
· 3- Participar da produção de provas; 
· 4- Se manifestar sobre a prova produzida pela parte contrária; 
· 5- Parte tem direitode ter valorada a prova pelo juiz, o juiz tem que analisar a prova e dar um valor a ela; 
· A parte vai produzir a prova sobre um fato: 
· Controvertido e relevante para o processo 
· Não precisa provar fatos incontroverso; 
· Além dessa controvérsia, o fato tem que ser relevante; 
· Art. 370
· O juiz pode produzir prova de ofício 
· No brasil, fazer justiça tem função pública 
· Possibilita que o juiz produza prova de ofício sem ser provocado; 
· Logo, o juiz, além das provas que as partes têm o direito de produzir, pode produzir prova de ofício, ex.: ouvir pessoa como testemunha, mesmo que não tenha sido arrolada pelas partes; 
· Art. 370 
· Caput: 
· Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas necessárias ao julgamento do mérito
· Caberá o juiz de ofício ou a requerimento 
· Provocado ou sem ser provocado 
· O juiz produzir prova de ofício 
· Mesmo que alguns dizem que é inconstitucional 
· O juiz não sabe o resultado da prova, logo, não tem como dizer que estar sendo favorável; 
· Contra-argumento do pessoal que acha que é inconstitucional a produção de prova de ofício 	
· Ele não sabe o resultado das provas, mas se ninguém produzir nada, deve ser aplicada o ônus da prova – em que deve ser decido favoravelmente ao réu. 
· contra-argumento desse argumento – distribuição dinâmica do ônus da prova
· Parágrafo único: 
· O juiz indeferirá, em decisão fundamentada, as diligências inúteis ou meramente protelatórias.
· O que não é útil ao processo, não tem necessidade de produzir, logo, pode o juiz indeferir 
· Art. 373
· Caput: O ônus da prova incumbe:
· A quem cabe o que provar; 
· Em regra geral: 
· Se eu estou dizendo que vitória cometeu ato ilícito, eu autor tenho que provar 
· Mas em algumas hipóteses o juiz pode redistribuir o ônus da prova, nesse caso, não é o autor que tem provar, é o réu, se ele não provar, vou julgar favorável ao autor; 
· Incisos: 
· I - Ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito;
· 
· II - Ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.
· Por exemplo, Pedro deve 10 mil reais para Marlan, não paga os 10 mil. Marlan ajuíza uma ação. Marlan deve provar o fato que constitui o seu direito, tem que provar o contrato. Marlan não vai provar que Pedro não pagou, porque isso é prova negativa – prova diabólica-, ou seja, aquela prova impossível ou muito difícil de ser provada. É muito difícil provar fato negativo. 
· Agora se Pedro prova que pagou 2 mil reais, é um fato que modifica o direito do autor, Pedro deve provar, porque modifica o direito do autor. Ou se pagou os 10 mil, porque é fato que extingue o direito do autor; 
· Parágrafos: 
· 1º Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas à impossibilidade ou à excessiva dificuldade de cumprir o encargo nos termos do caput ou à maior facilidade de obtenção da prova do fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da prova de modo diverso, desde que o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá dar à parte a oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído.
· Às vezes, o juiz pode redistribuir o ônus da prova, sendo muito comum no direito do consumidor; 
· A lei pode facilitar isso; 
· CDC; 
· Medidas protetivas; 
· Estupro de vulnerável; 
· A palavra da vítima tem grande relevância; 
· O juiz pode realizar a redistribuição do ônus da prova quando: 
· a lei admitir; 
· a legislação especial admitir; 
· diante de peculiaridades da causa relacionadas à impossibilidade ou à excessiva dificuldade de cumprir o encargo
· para parte autora é muito difícil produzir aquela prova ou é impossível produzir, ou é muito mais fácil para o réu produzir a prova; 
· poderá o juiz atribuir o ônus da prova de modo diverso
· Redistribuição dinâmica do ônus da prova 
· Porque dependendo do fato o juiz pode distribuir o ônus da prova; 
· desde que o faça por decisão fundamentada, 
· é um decisão interlocutória, fundamentada, inclusive cabe recurso; 
· caso em que deverá dar à parte a oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído.
· Dá a parte a possibilidade de produzir a prova; 
· Momento em que o juiz irá redistribuir o ônus da prova: 
· No CPC de 1973, na sentença, violando o direito ao contraditório; 
· No CPC de 2015, na fase de saneamento; 
· § 2º A decisão prevista no § 1º deste artigo não pode gerar situação em que a desincumbência do encargo pela parte seja impossível ou excessivamente difícil.
· Se é impossível para o autor produzir a prova e também para o réu, o juiz não pode distribuir o ônus da prova, deve seguir a regra geral; 
· § 3º A distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por convenção das partes, salvo quando:
· Situações em que as partes podem convencionar sobre o ônus da prova; 
· Negócio jurídico processual – art. 190 do CPC 
· As partes podem redistribuir por convenção processual, antes ou depois do início do processo, salvo quando: 
· I - recair sobre direito indisponível da parte;
· II - tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito
· § 4º A convenção de que trata o § 3º pode ser celebrada antes ou durante o processo.
· Antes ou durante o processo. 
· Art. 374 
· Caput: 
· Não dependem de prova os fatos:
· Incisos: 
· I - notórios;
· Fatos notórios são que tem um grau de clareza, evidente não exige produção de prova; 
· II - afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária;
· Não há controvérsia; 
· III - admitidos no processo como incontroversos;
· A parte não contraverteu; não há resistência – princípio da eventualidade; 
· IV - em cujo favor milita presunção legal de existência ou de veracidade.
· O servidor público dotado de fé pública, certifica que você esteve no fórum tal dia, tal horário, logo, desse fato, há uma presunção de inocência; 
Do SANEAMENTO E DA ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO
· É a parte que o juiz vai organizar o processo, que vai admitir a produção de algumas provas ou não, vai direcionar o processo, “vamos para onde agora?”
· Art. 357 
· Caput: Não ocorrendo nenhuma das hipóteses deste Capítulo, deverá o juiz, em decisão de saneamento e de organização do processo:
· Hipóteses: 
· improcedência liminar do pedido 
· Julgamento antecipado do mérito 
· Incisos: 
· - resolver as questões processuais pendentes, se houver;
· Questões processuais são os pressuposto processuais de validade: 
· Imagine que a parte ré não tem legitimidade de figurar na parte ré; 
· Faltou interesse processual: necessidade e utilidade; 
· É nesse momento que o juiz vai se manifestar sobre isso, acatando a questão processual, o juiz vai extinguir o processo sem resolução do mérito; 
· Dessa decisão cabe também recurso 
· Não é decidir sobre o mérito, é sobre questões processuais 
· II - Delimitar as questões de fato sobre as quais recairá a atividade probatória, especificando os meios de prova admitidos;
· Olha: o que é relevante aqui, qual é o fato relevante. O que eu quero saber? 
· Não quero saber se joão veio de azul, de amarelo ou de verde, quero saber se ele estava lá no momento dos fatos; 
· Ele vai limitar os fatos sobre qual recairá a atividade probatória, se a parte quiser provar que joão estava de vermelho, o juiz vai dizer que isso não tem interesse ao processo; 
· Esse momento o juiz organiza o processo, especificando os meios de provas admitidos 
· III - definir a distribuição do ônus da prova, observado o art. 373 ;
· Está especificado acima no capítulo “da provas”
· IV - delimitar as questões de direito relevantes para a decisão do mérito;
· V - designar, se necessário, audiência de instrução e julgamento.
· Quando o juiz irá designar essa audiência de instrução e julgamento? 
· R= quando houver a necessidade de prova oral
· O que é prova oral?
· Produção de prova testemunhal; 
· Depoimento pessoal; 
· Interrogatório judicial 
· Esclarecimento oral de peritos 
· A audiência pode ser gravada; 
· Parágrafos: 
· § 1º Realizado o saneamento, as partes têm o direito de pedir esclarecimentos ou solicitar ajustes, no prazocomum de 5 (cinco) dias, findo o qual a decisão se torna estável.
· As partes podem participar dessa fase processual, podendo solicitar esclarecimentos e ajustes acerca das decisões do juiz na fase de saneamento no prazo de 5 dias; 
· § 2º As partes podem apresentar ao juiz, para homologação, delimitação consensual das questões de fato e de direito a que se referem os incisos II e IV, a qual, se homologada, vincula as partes e o juiz.
· Negócio jurídico; 
· § 3º Se a causa apresentar complexidade em matéria de fato ou de direito, deverá o juiz designar audiência para que o saneamento seja feito em cooperação com as partes, oportunidade em que o juiz, se for o caso, convidará as partes a integrar ou esclarecer suas alegações.
· Audiência de saneamento e organização do processo; (organizar para chegar em um acordo)
· Quando a causa apresentar uma complexidade de fato ou de direito, o saneamento do processo será com participação das partes em audiência;
· § 4º Caso tenha sido determinada a produção de prova testemunhal, o juiz fixará prazo comum não superior a 15 (quinze) dias para que as partes apresentem rol de testemunhas.
· § 5º Na hipótese do § 3º, as partes devem levar, para a audiência prevista, o respectivo rol de testemunhas.
· Diz respeito à audiência de saneamento; 
· § 6º O número de testemunhas arroladas não pode ser superior a 10 (dez), sendo 3 (três), no máximo, para a prova de cada fato.
· Limite em relação à testemunhas: 
· Regra geral: 
· Cada parte só pode arrolar no máximo 10 testemunhas, sendo no máximo 3 para provar o mesmo fato; 
· § 7º O juiz poderá limitar o número de testemunhas levando em conta a complexidade da causa e dos fatos individualmente considerados.
· O número acima pode ser alterado, sendo justificado; 
· § 8º Caso tenha sido determinada a produção de prova pericial, o juiz deve observar o disposto no art. 465 e, se possível, estabelecer, desde logo, calendário para sua realização.
· § 9º As pautas deverão ser preparadas com intervalo mínimo de 1 (uma) hora entre as audiências.
· Entre as audiências de instruções deve ter um intervalo de mínimo 1 hora; 
· Audiência de conciliação 
· O intervalo entre uma e outra é 20 minutos; 
PROCEDIMENTO COMUM – foto 
· Petição inicial 
· Possibilidade de improcedência liminar do pedido 
· Tutela de evidência e tutela de urgência 
· Tutelas provisórias 
· Audiência 
· Conciliação X mediação 
· Consequência para o não comparecimento da audiência 
· Abre o prazo para a contestação –
· Se não contestar 
· Revelia 
· Efeitos da revelia 
· quando ele não se aplica 
· Contestação 
· Possibilidade de reconvenção 
· Julgamento antecipado do mérito 
· Fase de saneamento do processo 
· Fase de instrução probatória 
· A fase em que as partes terão a oportunidade de provar que suas alegações de fato são verdadeiras; 
· Momento em que as partes poderão provar que as histórias da alegação da PI e da Contestação são verdadeiras 
· O juiz só vai deferir provas sobre fatos controvertidos e relevantes 
· Fato notório não precisa de prova, nem fato incontroverso, nem fato que tem presunção de veracidade 
· Aqui que o processo pode demorar uma vida; 
· Alegações finais; 
· Sentença
PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS – cairá na prova 
· O momento adequado de produzir as provas é na fase de instrução probatória, salvo as documentais que devem instruir as iniciais; 
· Porém, em alguns casos, a produção de provas pode ser antecipada, ou seja, a prova pode ser produzida em momento anterior do que deveria ser produzida ou a prova pode ser produzida, quando ainda nem tem processo; 
· Art. 381
· Caput:  A produção antecipada da prova será admitida nos casos em que:
· Incisos: 
· I - haja fundado receio de que venha a tornar-se impossível ou muito difícil a verificação de certos fatos na pendência da ação;
· Existe o risco de perder a oportunidade de produção daquela prova se tiver que esperar o momento adequado de produção de provas 
· “olha, juiz existe um risco, se eu esperar até a fase instrutória, vou perder a oportunidade, ex.: testemunha em fase terminal”; 
· II - a prova a ser produzida seja suscetível de viabilizar a autocomposição ou outro meio adequado de solução de conflito;
· Princípio de estímulo a formas consensuais de solução de conflito 
· Novidade: se a produção antecipada da prova puder viabilizar uma autocomposição, justifica a produção antecipada da prova; 
· Aqui pode ser o réu;
· III - o prévio conhecimento dos fatos possa justificar ou evitar o ajuizamento de ação.
· A parte quer produzir a prova para saber se o fato aconteceu para evitar ou justificar o ajuizamento da ação 
· Aqui é o autor. 
· Parágrafos: 
· § 1º O arrolamento de bens observará o disposto nesta Seção quando tiver por finalidade apenas a realização de documentação e não a prática de atos de apreensão.
· § 2º A produção antecipada da prova é da competência do juízo do foro onde esta deva ser produzida ou do foro de domicílio do réu.
· Competência da produção da prova; 
· Do foro de onde deve ser produzida 
· Foro de domicílio do réu
· Regra geral 
· § 3º A produção antecipada da prova não previne a competência do juízo para a ação que venha a ser proposta.
· A produção antecipada da prova é um procedimento judicial, vou à juízo requerer a produção da prova, para evitar o perecimento da prova; 
· Só isso, não tem mérito. Isso será desenvolvida na vara competente 
· Esse fato não previne a competência 
· Logo, se você produzir a prova na primeira vara de Teixeira de Freitas – o juiz não disse quem tem ou não razão, era só para produzir a prova; 
· Se com justificativa dessa prova, a parte decide entrar com uma ação, o critério da escolha da vara será por sorteio, não é o juízo prevento da produção da prova; 
· § 4º O juízo estadual tem competência para produção antecipada de prova requerida em face da União, de entidade autárquica ou de empresa pública federal se, na localidade, não houver vara federal.
· § 5º Aplica-se o disposto nesta Seção àquele que pretender justificar a existência de algum fato ou relação jurídica para simples documento e sem caráter contencioso, que exporá, em petição circunstanciada, a sua intenção.
· Art. 382 
· Caput: 
· Na petição, o requerente apresentará as razões que justificam a necessidade de antecipação da prova e mencionará com precisão os fatos sobre os quais a prova há de recair.
· Petição inicial; 
· Parágrafos: 
· § 1º O juiz determinará, de ofício ou a requerimento da parte, a citação de interessados na produção da prova ou no fato a ser provado, salvo se inexistente caráter contencioso.
· Se a indústria quer produzir a prova para saber se aconteceu ou não o dano, para saber se vai entrar em acordo com o dono do imóvel, não tem o direito de participar da produção dessa prova; - dúvida
· § 2º O juiz não se pronunciará sobre a ocorrência ou a inocorrência do fato, nem sobre as respectivas consequências jurídicas.
· O juiz não se manifesta, apenas atua como presidente do processo judicial em um procedimento de produção de prova; 
· § 3º Os interessados poderão requerer a produção de qualquer prova no mesmo procedimento, desde que relacionada ao mesmo fato, salvo se a sua produção conjunta acarretar excessiva demora.
· Os interessados podem requerer produção de prova no mesmo procedimento no mesmo procedimento, salvo se demandar muito tempo 
· § 4º Neste procedimento, não se admitirá defesa ou recurso, salvo contra decisão que indeferir totalmente a produção da prova pleiteada pelo requerente originário.
· Não tem defesa, nem recurso, porque não terá nenhum prejuízo a ninguém, salvo se a prova requerida pelo requerente originária for negada; 
· Art. 383
· Caput: Os autos permanecerão em cartório durante 1 (um) mês para extração de cópias e certidões pelos interessados.
· Parágrafo único: 
· Findo o prazo, os autos serão entregues ao promovente da medida.
· Na fase de instrução provatória que pode acontecer: 
· Audiência de instrução e julgamento; 
· Prova pericial;
· Inspeção judicial
· Interrogatório judicial 
· Depoimentopessoal; 
· Meios de prova que as partes têm direito 
DA AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DE JULGAMENTO 
· Art. 358
· Caput: No dia e na hora designados, o juiz declarará aberta a audiência de instrução e julgamento e mandará apregoar as partes e os respectivos advogados, bem como outras pessoas que dela devam participar.
· No dia e hora designados 
· o juiz declarará aberta a audiência de instrução e julgamento e mandará apregoar as partes e os respectivos advogados
· o que é apregoar? 
· Chamar/convocar 
· Art. 359
· Caput: 
· Instalada a audiência, o juiz tentará conciliar as partes, independentemente do emprego anterior de outros métodos de solução consensual de conflitos, como a mediação e a arbitragem.
· Não é audiência de instrução de julgamento, mesmo sendo os métodos consensuais de resolução de conflitos são estimulados; 
· A decisão pode ser dada na própria audiência, por isso que é uma audiência de instrução e julgamento
· Art. 360
· Caput: O juiz exerce o poder de polícia, incumbindo-lhe:
· Incisos: 
· I - manter a ordem e o decoro na audiência; 
· II - ordenar que se retirem da sala de audiência os que se comportarem inconvenientemente;
· Audiência é um ato processual; 
· III - requisitar, quando necessário, força policial;
· IV - tratar com urbanidade as partes, os advogados, os membros do Ministério Público e da Defensoria Pública e qualquer pessoa que participe do processo;
· Ter educação com as partes que participam do processo; 
· V - registrar em ata, com exatidão, todos os requerimentos apresentados em audiência.
· Art. 361 
· Caput: as provas orais serão produzidas em audiência, ouvindo-se nesta ordem, preferencialmente:
· É preferencialmente, não obrigatoriamente 
· Pode haver inversão das produções da prova oral, mas preferencialmente é essa descrita a seguir; 
· Incisos: 
· I - o perito e os assistentes técnicos, que responderão aos quesitos de esclarecimentos requeridos no prazo e na forma do art. 477 , caso não respondidos anteriormente por escrito;
· II - o autor e, em seguida, o réu, que prestarão depoimentos pessoais;
· Requeiro o depoimento pessoal da parte
· Autor e depois o réu; 
· III - as testemunhas arroladas pelo autor e pelo réu, que serão inquiridas.
· Inquiridas = questionadas; 
· Parágrafo único 
· Enquanto depuserem o perito, os assistentes técnicos, as partes e as testemunhas, não poderão os advogados e o Ministério Público intervir ou apartear, sem licença do juiz.
· Quando tiver esclarecendo os fatos, a parte não pode interferir, sem licença do juiz; 
· Art. 362
· Caput: A audiência poderá ser adiada:
· Incisos: 
· I - por convenção das partes;
· Acordo entre as partes; 
· II - se não puder comparecer, por motivo justificado, qualquer pessoa que dela deva necessariamente participar;
· III - por atraso injustificado de seu início em tempo superior a 30 (trinta) minutos do horário marcado.
· Atraso de 30 minutos; 
· Parágrafo: 
· § 1º O impedimento deverá ser comprovado até a abertura da audiência, e, não o sendo, o juiz procederá à instrução.
· Art. 364 – Alegações finais 
· Último ato antes da sentença 
· Só vai acontecer se a matéria apresentar complexidade
· Independentemente se a matéria for complexa ou não, depois da produção de provas, o juiz abre prazo de 10 dias para se manifestar em alegações finais; antes da sentença; 
· Para evitar alegações de violação da ampla defesa, sendo casos complexos ou não, o juiz abre prazo para as alegações finais; 
· Caput: Finda a instrução, o juiz dará a palavra ao advogado do autor e do réu, bem como ao membro do Ministério Público, se for o caso de sua intervenção, sucessivamente, pelo prazo de 20 (vinte) minutos para cada um, prorrogável por 10 (dez) minutos, a critério do juiz.
· São alegações finais orais;
· Depois de tudo isso, você tem algo a acrescentar 
· Parágrafos: 
· § 1º Havendo litisconsorte ou terceiro interveniente, o prazo, que formará com o da prorrogação um só todo, dividir-se-á entre os do mesmo grupo, se não convencionarem de modo diverso.
· § 2º Quando a causa apresentar questões complexas de fato ou de direito, o debate oral poderá ser substituído por razões finais escritas, que serão apresentadas pelo autor e pelo réu, bem como pelo Ministério Público, se for o caso de sua intervenção, em prazos sucessivos de 15 (quinze) dias, assegurada vista dos autos.
· Razões finais escritas – alegações finais 
· Somente na hipótese de complexidade, mas sempre são aplicadas a todas as causas; 
· Prazo sucessivo – primeiro o autor, depois o réu; 
· 15 dias; 
· Apresentando as alegações finais, o processo já está maduro para julgamento por sentença;
· Sentença: 
· Com resolução de mérito – art. 487
· Sem resolução de mérito – art. 485
· Elementos da sentença 
· Relatório; 
· Fundamentação 
· Dispositivo;
SENTENÇA
· Elementos de uma sentença (art. 489, CPC): 
· Relatório: 
· É o capítulo da sentença “que conterá os nomes das partes, a identificação do caso, com a suma do pedido e da contestação, e o registro das principais ocorrências havidas no andamento do processo”
O juiz discorre o que aconteceu no processo, se teve contestação, se teve provas etc.
· Fundamentação: 
· o juiz vai expor as razões pelas quais formou seu convencimento acerca de como os fatos ocorreram (com base nas provas e presunções) e de quais consequências jurídicas são aplicáveis. 
· O juiz deve trazer todos os elementos que corroboram com a sua decisão, ou seja: letra de lei, julgados precedentes etc.
· Dispositivo:
· estabelece o resultado do julgamento: resolvendo ou não o mérito
· o juiz traz por fim sua decisão final, é no dispositivo que o juiz determina se julga procedente, improcedente ou parcialmente procedente o mérito, bem como extingue o feito com ou sem resolução; 
· Sentença não fundamentada, quem julga: 
· Recurso de apelação – quem julga são os desembargadores – Acórdão – Nulidade: 
· 1- error in procedendo (erro no procedimento-erro formal): retorna para o 1º grau (existe a anulação da sentença); 
· 2- error in judicando (erro na decisão material): Sentença é reformada; 
PROCEDIMENTO COMUM – 1º GRAU DE JURISDIÇÃO 
· Petição inicial: 
· Pretensão do autor; 
· Recebimento pelo juiz: 
· pode ser recebida;
· Admissibilidade de demanda – vícios de ordem formal ou material: 
· 1- Improcedência da Petição Inicial 
· Vício formal ou material; 
· 2- Improcedência liminar do pedido: 
· Aquilo que é pedido pela parte contraria uma súmula vinculante do STF; 
· Citação/Intimação: 
· Citação é o ato pelo qual são convocados o réu, o executado ou o interessado para integrar a relação processual.”; 
· Intimação: é o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e dos termos do processo - artigo 269
· Audiência de conciliação 
· Se houver a acordo, deve ser homologada, não avançando para as demais fases do procedimento comum (fase de conhecimento); 
· Contestação: 
· Defesa da parte ré – pretensão desta 
· Recondução: ré formula um pedido em face da parte autora; 
· Contestação; 
· Fase de saneamento: 
· O saneamento do processo ou fase de saneamento, significa uma fase de organização do mesmo, na qual o magistrado resolve questões e toma providencia para prepara-lo para a fase de produção de provas(instrução) necessária para o julgamento (sentença).
· Pode ocorrer o julgamento antecipado do mérito, não necessitando de audiência de instrução: 
· Se for julgado apenas um dos pedidos – decisão interlocutória; 
· Se for julgado os dois pedidos – sentença; 
· Fase probatória/ fase instrutória: 
· A fase probatória (ou instrutória) inicia-se após a fase de saneamento (também chamada de ordinatória), na qual o juiz organiza o processo, verificando se há a possibilidade de julgamento ou se haverá necessidade da produção de provas. Além disso, nesse momento, se o juiz verificar irregularidades irreparáveis, poderá extinguir o processo sem julgamento do mérito.
· Será possível a antecipação das provas – nos termos do art. 381, CPC
· As provas podem ser produzidas de ofício ou a requerimento das partes. Portanto, o juiz poderá requerera produção de prova judicial, caso entenda necessário ao julgamento, independentemente de pedido das partes.
· Art. 370, CPC; 
· Audiência de instrução+ julgamento
· Alegações finais: 
· são as exposições que ambas as partes de um processo realizam após o momento da instrução e, portanto, antes do juiz proferir sua sentença a respeito da lide
· Concluso para decisão:
· Indica que o processo está com um juiz ou uma juíza, para que decida sobre alguma questão.
· Sentença:
· Decisão do juiz que põe fim a uma fase do processo.um específico litígio concreto a um “juízo arbitral” e não ao Estado-juiz.
· Ambas as espécies são, indistintamente, pressupostos processuais negativos, isto é, desde que um determinado contrato contenha a “cláusula compromissória” ou que as partes, diante de uma controvérsia concreta, tenham firmado um “compromisso arbitral”, a “jurisdição estatal” não pode ser prestada.
· Não constitui matéria de ordem púbica, só podendo ser conhecida pelo juiz mediante provocação da parte; 
· Intrínsecos: processo como uma relação jurídica que se estabelece entre autor, juízo e réu (afora eventuais terceiros, como o assistente e o denunciado à lide) – Diz respeito ao formalismo processual: 
· Pedro: 
· Diz respeito ao formalismo processual 
· Lembra do processo como procedimento: diz respeito à sequencia de atos que deve ser observado pelo juiz que preside o processo, para que ele impulsione o processo de acordo com a legislação; ex.: momento da defesa, da intimação, da decisão; 
· Em nome da primazia do julgamento do mérito, ainda que o juiz não tenha seguido o procedimento ao pé da letra, caso não tenha causado prejuízo às partes, o processo pode seguir; - o formalismo processual não é inflexível; 
· O respeito ao formalismo processual para gerar nulidade deve proceder prejuízo. Sem prejuízo não há nulidade; 
· 1- Citação válida:
· Carlinha
· O réu deve ser chamado a participar do processo nos moldes previstos em lei, sob pena de nulidade do processo; 
· A citação válida produz, nos ternos do art. 240 do CPC, efeitos processuais e materiais. Dentre os efeitos processuais: a prevenção, a litispendência e a litigiosidade da coisa. Já no que toca aos efeitos materiais: a constituição do devedor em mora e a interrupção da prescrição; 
· Quais são as exceções da indispensabilidade de citação válida? 
· 1- Hipótese de indeferimento da petição inicial ou; 
· 2- de improcedência liminar do pedido; 
· O comparecimento espontâneo do réu ou do executado supre a falta ou a nulidade da citação, fluindo a partir desta data o prazo para apresentação da contestação ou de embargos à execução; 
AULA 2- IMPEDIMENTO E SUSPEIÇÃO 
· Art. 144- Impedimento/ rol taxativo/ objetivo 
· Há uma presunção absoluta de parcialidade 
· Não há preclusão 
· Alegar o impedimento na primeira oportunidade que vier a falar nos autos;
· Cabe ação rescisória, caso a sentença seja dada por um juiz impedido 
· Ação rescisória forma de anular coisa julgada
· Há impedimento do juiz, sendo-lhe vedado exercer suas funções no processo: 
· I - Em que interveio como mandatário da parte, oficiou como perito, funcionou como membro do Ministério Público ou prestou depoimento como testemunha;
· Mandatário da parte = o juiz já ter sido advogado da parte; 
· Quando o juiz oficiou como perito
· Quando o juiz funcionou como membro do MP
· Quando o juiz prestou depoimento como testemunha 
· Ex.: o juiz era promotor, defensor ou advogado e passou no concurso de juiz, ele é impedido atuar nesses processos; 
· II - De que conheceu em outro grau de jurisdição, tendo proferido decisão;
· Ex.: o Juiz Marcelo profere uma decisão em 1º instância; caso, o Juiz Marcelo de alguma forma figure na 2º instância, ele é impedido, já que conheceu o processo em outro grau de jurisdição, tendo proferido uma DECISÃO
· É pressuposto ter proferido uma decisão, conhecimento do processo, sem a decisão, não é considerado um impedimento; 
· III - quando nele estiver postulando, como defensor público, advogado ou membro do Ministério Público, seu cônjuge ou companheiro, ou qualquer parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive;
· Quando o defensor público, advogado ou membro do MP, que estão postulando em um processo, é cônjuge ou companheiro, ou qualquer parente, consanguíneo ou afim, em linha reta até terceiro grau – pai, avô e bisavô ou filho, neto e bisneto-, ou em linha colateral até terceiro grau – irmão, tio, sobrinho- do juiz; 
· IV - Quando for parte no processo ele próprio, seu cônjuge ou companheiro, ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive;
· O juiz não julgará processo em que ele é parte, seu cônjuge ou companheiro, ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive;
· V - Quando for sócio ou membro de direção ou de administração de pessoa jurídica parte no processo;
· Ele não pode ser sócio ou membro da diretoria (cargos de alto comando) de administração da PJ que é parte no processo, uma vez que há conflito de interesses; 
· Em caso de S.A (Sociedade Anônima), caso o juiz seja acionista, por ser algo ínfimo, não influencia em nada, não sendo legítimo o afastamento; 
· VI - Quando for herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de qualquer das partes;
· O juiz não pode julgar processo de quem ele for: 
· Herdeiro
· Donatário – ou seja, ele já fez uma doação para aquela pessoa, presume-se que ela quer o bem dessa parte; 
· Empregador de qualquer das partes
· VII - em que figure como parte instituição de ensino com a qual tenha relação de emprego ou decorrente de contrato de prestação de serviços;
· O juiz não pode julgar processos de instituição de ensino para qual trabalha – por exemplo, como professor; 
· VIII - em que figure como parte cliente do escritório de advocacia de seu cônjuge, companheiro ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, mesmo que patrocinado por advogado de outro escritório; (Vide ADI 5953)
· O juiz não pode julgar processo de cliente de escritório de advocacia do seu cônjuge ou parente até o terceiro grau 
· Mesmo que patrocinado por advogado de outro escritório 
· Ex.: o escritório do cônjuge do juiz trabalha com questões tributárias, o seu cliente necessita de um advogado cível, contratando-o em outro escritório. Mesmo assim há impedimento, uma vez que o que é levado em consideração é o conhecimento da pessoa e isso existe. 
· Inciso inconstitucional: 
· Decisão: O Tribunal, por maioria, julgou procedente a presente ação direta, declarando-se a inconstitucionalidade do inciso VIII do art. 144 da Lei 13.105, de 16 de março de 2015, do Código de Processo Civil (CPC), nos termos do voto do Ministro Gilmar Mendes, Redator para o acórdão, vencidos os Ministros Edson Fachin (Relator), Rosa Weber (Presidente), Cármen Lúcia e Roberto Barroso. Plenário, Sessão Virtual de 11.8.2023 a 21.8.2023.
· IX - quando promover ação contra a parte ou seu advogado.
· Quando o juiz tiver ação contra a parte. 
· Parágrafos: 
· § 1º Na hipótese do inciso III, o impedimento só se verifica quando o defensor público, o advogado ou o membro do Ministério Público já integrava o processo antes do início da atividade judicante do juiz.
· O impedimento do juiz só existe quando o advogado, o DP e o membro do MP cônjuge ou parente de 3º grau já atuavam no processo antes do início da atividade judicante do juiz; 
· § 2º É vedada a criação de fato superveniente a fim de caracterizar impedimento do juiz.
· Não é possível que o advogado, o DP e o membro do MP cônjuge ou parente de 3º grau comece a atuar no processo depois da atividade judicante do juiz para protagonizar um impedimento; 
· § 3º O impedimento previsto no inciso III também se verifica no caso de mandato conferido a membro de escritório de advocacia que tenha em seus quadros advogado que individualmente ostente a condição nele prevista, mesmo que não intervenha diretamente no processo.
· Mesmo quando outro advogado atue no caso, sendo este membro do escritório da cônjuge ou parentes de 3º grau do juiz, ainda, sim, existe o impedimento; 
· Art. 145- Suspeição/ rol exemplificativo/subjetivo 
· Presunção relativa de parcialidade 
· Há preclusão 
· Deve alegar na primeira oportunidade que vier a falar nos autos 
· Não cabe ação rescisória 
· Hipóteses de suspeição: 
· I - amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados;
· Amigo íntimo ou inimigo (seja de qualquer espécie) da parte ou do advogado
· II - Que receber presentesde pessoas que tiverem interesse na causa antes ou depois de iniciado o processo, que aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa ou que subministrar meios para atender às despesas do litígio;
· O juiz pode ser considerado suspeito quando: 
· Receber presentes de pessoas que tiverem interesse na causa antes e ou depois de iniciado o processo 
· ANTES OU DEPOIS de iniciado o processo
· Onde incide a mesma razão, atinge o mesmo direito; 
· Que aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa; 
· Subministrar meios para atender às despesas do litígio
· Quando o juiz auxilia no pagamento das custas do processo; 
· Ex.: sua emprega quer entrar com uma ação, a custa inicial é de 1000 reais, o juiz ajuda com 500 para ela buscar o seu direito. Caso esse processo chegue até ele para o julgamento, ele é considerado suspeito; 
· III - quando qualquer das partes for sua credora ou devedora, de seu cônjuge ou companheiro ou de parentes destes, em linha reta até o terceiro grau, inclusive;
· Quando qualquer uma das partes for credora ou devedora do: 
· Juiz; 
· Do seu cônjuge ou companheiro; 
· Ou de parentes do juiz ou do cônjuge, em linha reta até o terceiro grau; 
· IV - Interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes.
· Se verificado o interesse do juiz no litígio; 
· Exceção de impedimento ou suspeição – instrumento próprio para alegar situação de impedimento ou suspeição do juiz 
· É única defesa que não é inserida na peça contestatória; 
· Princípio da concentração 
· Significa dizer que o réu deve concentrar todos os argumentos possíveis na peça da contestação; 
· A única ferramenta de defesa que não é inserida nessa peça é o impedimento ou suspeição do juiz, que é alegado a parte; 
· Toda vez que a parte apresentar uma exceção de suspeição ou impedimento contra aquele juiz, ele pode aceitar ou não: 
· Se ele não aceitar: 
· vai configurar um incidente processual, em que o juiz deixa de ser juiz e passa a ser parte contra a parte que alegou impedimento ou suspeição no primeiro momento; 
· Quando a parte aponta a exceção de impedimento ou suspeição, esta deve apresentar as provas daquilo que está alegando; 
· Incidente processual – litígio dentro de um processo, figurando o juiz não mais como juiz, mas como parte. Por fim um tribunal irá julgar, decidindo se o juiz é suspeito ou não: 
· Em um lado: a parte que impugna este juiz; 
· No outro lado: o juiz que não acatou a suspeição, defendendo seu direito de julgar a causa
· Se o juiz acatar 
· Delega para o substituto; 
· Inclusive pode se declarar suspeito por motivo de FORO ÍNTIMO 
· É uma decisão que não precisa ser motivada, ou seja, não precisa dizer a razão; 
· Ele tem o direito constitucional, diz respeito à independência do órgão julgador; 
· O CNJ baixou uma resolução determinando a obrigatoriedade aos juízes que se declararem suspeitos por motivo de foro íntimo motivarem sua autodeclaração em procedimentos sigilosos do tribunal; 
· Ou seja, no processo o juiz pode se declarar suspeito por motivo de foro íntimo, mas o CNJ queria que toda juiz que o juiz se declarasse suspeito em um julgamento interno – da instituição, aquele que é sigiloso-, ele declararia as razões pelas quais ele é suspeito. Entretanto, as entidades de classe da magistratura reagiram contra essa resolução, fazendo com que esta caísse por terra; 
· Parágrafos: 
· § 1º Poderá o juiz declarar-se suspeito por motivo de foro íntimo, sem necessidade de declarar suas razões.
· O juiz pode ser autodeclarar suspeito, por motivo de foro íntimo, sem precisar apresentar as razões da sua suspeição; 
· § 2º Será ilegítima a alegação de suspeição quando:
· Diz respeito à boa-fé processual
· I - houver sido provocada por quem a alega;
· Quando a suspeição tiver sido provocada por quem alega a mesma; 
· II - a parte que a alega houver praticado ato que signifique manifesta aceitação do arguido.
· Quando quem alega tiver agido de maneira em que ficou subentendido a aceitação daquela matéria que alega; 
· Art. 146 – trata no procedimento da exceção do impedimento ou suspeição
· Caput: No prazo de 15 (quinze) dias, a contar do conhecimento do fato, a parte alegará o impedimento ou a suspeição, em petição específica dirigida ao juiz do processo, na qual indicará o fundamento da recusa, podendo instruí-la com documentos em que se fundar a alegação e com rol de testemunhas.
· A parte tem 15 dias do conhecimento do fato para apresentar o impedimento ou a suspeição
· A exceção de impedimento ou suspeição é apresentada em petição específica – instrumento próprio-, ao juiz do processo e deve indicar: 
· O fundamento da recusa; 
· Os documentos em que se fundamenta a alegação – ou seja, com as provas; 
· Rol de testemunhas
· § 1º Se reconhecer o impedimento ou a suspeição ao receber a petição, o juiz ordenará imediatamente a remessa dos autos a seu substituto legal, caso contrário, determinará a autuação em apartado da petição e, no prazo de 15 (quinze) dias, apresentará suas razões, acompanhadas de documentos e de rol de testemunhas, se houver, ordenando a remessa do incidente ao tribunal.
· Caso o juiz acolha o impedimento ou a suspeição ao receber a petição: 
· Ele ordenará imediatamente a remessa dos autos para seu substituto legal; 
· Caso o juiz não acolha o impedimento ou a suspeição: 
· determinará a autuação em apartado da petição e, no prazo de 15 (quinze) dias, apresentará suas razões, acompanhadas de documentos e de rol de testemunhas, se houver, ordenando a remessa do incidente ao tribunal.
· Isso é um incidente processual; 
· A petição em que alega o impedimento ou suspeição, bem como a apresentação das razões do juiz para não ser impedido ou suspeito, correrá apartado do primeiro processo; 
· Será julgado pelo tribunal de justiça. Será julgado por um órgão colegiado, no mínimo 3, 
· Quando o processo chega ao tribunal, será distribuído a um relator (desse colegiado); 
· Relator – responsável por relatar o processo e apresentar o voto inicial 
· § 2º Distribuído o incidente, o relator deverá declarar os seus efeitos, sendo que, se o incidente for recebido:
· Essa é uma decisão monocrática do relator, o relator tem o poder de: 
· I - sem efeito suspensivo, o processo voltará a correr;
· O relator pode não suspender o processo que corre em 1º grau; 
· As partes sofrem com o ônus do tempo; 
· Pode aplicar ou não, a depender da clareza das provas; 
· II - com efeito suspensivo, o processo permanecerá suspenso até o julgamento do incidente.
· O relator decidiu suspender o procedimento no primeiro grau de jurisdição; 
· O julgamento fica paralisado até que a exceção de impedimento seja julgada de forma colegiada; 
· Requisitos para a suspensão: 
· Verossimilhança e perigo de demora/dano
· § 3º Enquanto não for declarado o efeito em que é recebido o incidente ou quando este for recebido com efeito suspensivo, a tutela de urgência será requerida ao substituto legal.
· A suspensão do processo gera a paralisação de todos os atos processuais com exceção da tutela de urgência; 
· Enquanto o relator não diz se é com efeito suspensivo ou não ou até mesmo julga pelo efeito suspensivo, a tutela de urgência no procedimento que está suspenso será dirigida ao substituto legal do juiz 
· § 4º Verificando que a alegação de impedimento ou de suspeição é improcedente, o tribunal rejeitá-la-á.
· O tribunal irá rejeitar a alegação de impedimento ou suspeição quando considerá-la improcedente; 	
· § 5º Acolhida a alegação, tratando-se de impedimento ou de manifesta suspeição, o tribunal condenará o juiz nas custas e remeterá os autos ao seu substituto legal, podendo o juiz recorrer da decisão.
· Situação em que o juiz é condenado; 
· Quando a alegação é acolhida, tratando-se de: 
· Impedimento – hipótese objetiva 
· É ou não é, são hipóteses que são óbvias, se o juiz disser que não é irmão da parte, mesmo sabendo que é, pode ser considerada uma litigância de má-fé, sendo condenado ao pagamento das custas processuais; 
· Nesse caso, os autos serão remetidos ao juiz substituto;· O juiz pode recorrer da decisão 
· Manifesta suspeição 
· Suspeição muito clara; 
· Será condenado a também pagar as custas processuais; 
· § 6º Reconhecido o impedimento ou a suspeição, o tribunal fixará o momento a partir do qual o juiz não poderia ter atuado.
· Ao reconhecer o impedimento ou a suspeição, o tribunal vai fixar o momento a partir do qual o juiz não poderia ter atuado; anulando tudo desse ponto para frente 
· Pode ser aproveitado alguns atos, por exemplo, o juiz designou uma audiência de conciliação, ato que faria em qualquer processo; atos de impulsionamento judicial pode ser aproveitada; 
· Agora decisão judicial não pode ser aproveitada; 
· § 7º O tribunal decretará a nulidade dos atos do juiz, se praticados quando já presente o motivo de impedimento ou de suspeição.
· O tribunal tornará nulo os atos praticados pelo juiz, quando praticados sob impedimento ou suspeição; 
· Art. 147 – Hipótese objetiva de impedimento, poderia estar nas hipóteses do art. 144
· Caput: Quando 2 (dois) ou mais juízes forem parentes, consanguíneos ou afins, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, o primeiro que conhecer do processo impede que o outro nele atue, caso em que o segundo se escusará, remetendo os autos ao seu substituto legal.
· Ex.: a parte de um processo alegou que o juiz A é suspeito e recorre ao tribunal. O juiz A, por sua vez, tem sua esposa como desembargadora neste tribunal, dessa maneira, ela não pode atuar no processo, remetendo os autos ao seu substituto legal; 
· Até em primeiro grau de jurisdição, em caso de incompetência, e o processo ser encaminhado para outro juiz que é irmão, por exemplo, do primeiro; 
· Art. 148.
· Caput: Aplicam-se os motivos de impedimento e de suspeição:
· Incisos: 
· I - ao membro do Ministério Público;
· As hipóteses de impedimento e suspeição são aplicadas ao membro do MP
· O MP no processo penal age com parcialidade, ainda, sim, ele deve fazer isso com imparcialidade; 
· II - aos auxiliares da justiça;
· Aplicam-se as hipóteses de impedimento e suspeição, devem agir com imparcialidade; 
· III - aos demais sujeitos imparciais do processo.
· Todos devem agir com imparcialidade; 
· Parágrafos – referem-se às hipóteses de suspeição e impedimento dos membros do MP, dos auxiliares da justiça e dos demais sujeitos imparciais do processo 
· § 1º A parte interessada deverá arguir o impedimento ou a suspeição, em petição fundamentada e devidamente instruída, na primeira oportunidade em que lhe couber falar nos autos.
· Petição – ou seja, instrumento próprio, já com as provas, na primeira oportunidade em que lhe couber falar nos autos; 
· § 2º O juiz mandará processar o incidente em separado e sem suspensão do processo, ouvindo o arguido no prazo de 15 (quinze) dias e facultando a produção de prova, quando necessária.
· A outra parte terá o prazo de 15 dias para ser ouvido e facultando a produção de prova, quando necessário; 
· § 3º Nos tribunais, a arguição a que se refere o § 1º será disciplinada pelo regimento interno.
· A arguição de suspeição e impedimento será disciplinado pelo regimento interno de cada tribunal; 
· § 4º O disposto nos §§ 1º e 2º não se aplica à arguição de impedimento ou de suspeição de testemunha.
· Não se aplica à suspeição e impedimento de testemunha
AULA – 23/10/2023 
ARBITRAGEM 
· Conceito: 
· Pedro: 
· Método de resolução de conflito heterocompositivo, entre pessoas capazes e sobre direito patrimonial; 
· Fonte normativa: 
· Lei nº 9.307/96 e CPC/15 
· Objeto 
· Direito disponível/patrimonial 
· Requisito subjetivo para aplicação da arbitragem 
· Capacidade das partes 
· Convenção de arbitragem 
· Conceito: negócio jurídico em que ambas as partes maiores e capazes resolvem submeter um conflito a um árbitro/a arbitragem. Pode ser de duas formas: 
· 1. Cláusula Compromissória: 
· conflito futuro; 
· as partes compactuaram que caso haja um conflito futuro, será resolvido por um juízo arbitral; 
· 2. Compromisso arbitral 
· Conflito é atual e existente; 
· As partes resolvem submeter o conflito a um árbitro; 
· Renúncia do juízo arbitral pela não suscitação da convenção de arbitragem em tempo oportuno 
· Parte autora resolve ajuizar uma ação no judiciário em face do réu, após ter cláusula compromissória; 
· Juiz não pode reconhecer de ofício, logo, a lide, que seria resolvida por um juízo arbitral, definido por cláusula compromissória, caso seja submetida ao Poder Judiciário, só será julgada incompetente por arguição das partes; 
· Peça de defesa do réu: 
· Contestação; 
· Até 15 dias úteis contados da audiência de conciliação infrutífera; 
· Os atos processuais têm momentos oportunos para serem realizados; 
· Preclusão: perda do direito de praticar os atos processuais 
· 1. Temporal: é aquela que decorre do simples descumprimento do prazo para a prática de determinado ato processual; 
· 2. Lógico: não depende diretamente do fator tempo no processo, mas é resultado da prática de outro ato, incompatível com aquele que se deveria realizar no prazo processual respectivo; 
· 3. Consumativa: ocorre quando o ato que se deveria praticar o é, no prazo legal, não podendo ser, portanto, repetido; 
· O réu tem até a contestação para suscitar a convenção de arbitragem 
· O juiz acata e remete os autos para o juízo arbitral; 
· Se o réu não alegar até a contestação ocorre a: 
· 1. Renúncia do juízo arbitral (tácita) - o réu se omitiu; 
· 2. Prorrogação de competência: é o fenômeno pelo qual um juiz relativamente incompetente torna-se competente.
· Constitucionalidade da arbitragem declarada pelo STF 
· Fundamentando em: 
· O ingresso no Judiciário constitui um direito e não um dever. Logo, essa decisão, de certa forma, privilegia a autonomia da vontade; 
· A arbitragem não cerceia o direito de ação; 
· A arbitragem pode ser aplicada no âmbito da Administração Pública 
· Sim, a arbitragem também pode ser aplicada no âmbito da Adm. Pública; 
· Art. 1º, §1º: "A administração pública direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para dirimir conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis" - Lei 9.307/1996; 
· Medidas judiciais de urgência anteriores ao procedimento arbitral 
· Lei da Arbitragem – 9.307/
· Art. 22-A. Antes de instituída a arbitragem, as partes poderão recorrer ao Poder Judiciário para a concessão de medida cautelar ou de urgência. 
· Parágrafo único. Cessa a eficácia da medida cautelar ou de urgência se a parte interessada não requerer a instituição da arbitragem no prazo de 30 (trinta) dias, contado da data de efetivação da respectiva decisão. 
· Nesse caso não existe ainda uma decisão arbitral, existe um contrato em que ambas as partes assinaram a cláusula compromissória; 
· Entretanto, uma das partes observando que seu direito está em perigo, antes mesmo da apreciação do conflito pelo juízo arbitral, opta por uma medida cautelar junto ao Poder Judiciário requerendo sua pretensão. 
· Por exemplo, um fornecedor e um lojista possuem um contrato de fornecimento e neste consta que caso venha a se concretizar um conflito será apreciado pelo juízo arbitral. Nesta relação, o lojista deixou de pagar o fornecedor por 3 meses, o fornecedor, observando que o lojista ao mesmo tempo que devia estava acabando com todos os seus patrimônios, antes de submeter a lide ao juízo arbitral pela dívida do lojista, ele pode requerer uma medida cautelar junto ao Poder judiciário, solicitando o bloqueio das contas para garantir seu direito de crédito, que será discutido posteriormente, em ação arbitral; 
· 
· Carta arbitral 
· Trata-se de um meio de solicitação ao Poder Judiciário para que este adote uma medida de execução; em virtude da ausência de poder de autoexecutoriedade do árbitro. Deve, então, o tribunal arbitral solicitar ao poder judiciário a cooperação para efetivação forçada das medidas por ele concedidas
· Executar: forçar cumprimento da obrigação
· Ex.: expropriação judicial; 
· Será iniciado/aberto um processo de execução 
· O juiz do Poder Judiciário não poderá alterar o mérito da sentença arbitral,ele se limitará ao mérito da sentença arbitral, bem como à execução; 
· É possível recurso na sentença arbitral 
· Na lei de arbitragem traz algumas situações de aditamento ou esclarecimento da sentença arbitral, as quais não são denominadas como recurso, mas a eles se assemelham: 
· Art. 30. No prazo de 5 (cinco) dias, a contar do recebimento da notificação ou da ciência pessoal da sentença arbitral, salvo se outro prazo for acordado entre as partes, a parte interessada, mediante comunicação à outra parte, poderá solicitar ao árbitro ou ao tribunal arbitral que: 
· I - corrija qualquer erro material da sentença arbitral; 
· II - esclareça alguma obscuridade, dúvida ou contradição da sentença arbitral, ou se pronuncie sobre ponto omitido a respeito do qual devia manifestar-se a decisão.
· Parágrafo único. O árbitro ou o tribunal arbitral decidirá no prazo de 10 (dez) dias ou em prazo acordado com as partes, aditará a sentença arbitral e notificará as partes na forma do art. 29.
· Resposta de Pedro: 
· Não, apenas o embargo de declaração; 
· É possível a ação anulatória – trata-se de uma exceção. Logo, a parte interessada poderá pleitear ao órgão do Poder Judiciário competente a declaração de nulidade da sentença arbitral, nesses casos: 
· Art. 32. É nula a sentença arbitral se: 
· I - For nula a convenção de arbitragem; 
· II - Emanou de quem não podia ser árbitro;
· III - não contiver os requisitos do art. 26 desta Lei;
· IV - For proferida fora dos limites da convenção de arbitragem;
· VI - Comprovado que foi proferida por prevaricação, concussão ou corrupção passiva;
· VII - proferida fora do prazo, respeitado o disposto no art. 12, inciso III, desta Lei; e
· VIII - forem desrespeitados os princípios de que trata o art. 21, § 2º, desta Lei.
· Princípios da arbitragem: 
· Contraditório, igualdade das partes, imparcialidade do árbitro e do livre convencimento; 
PARTES PROCESSUAIS 
· Art. 70 – capacidade processual 
· Capacidade processual – aptidão dos sujeitos a serem destinatários dos efeitos dos atos processuais (capacidade de ser parte), bem como a aptidão dos sujeitos à prática dos atos processuais. Chama-se também de capacidade de agir; 
· Art. 71 – representação processual 
· Um sujeito com capacidade jurídica (capacidade de ser parte), mas sem a capacidade de agir (capacidade de estar em juízo) pode ser destinatário dos efeitos processuais, mas não pode praticar esses atos diretamente. 
· Logo, aqueles que não possuem capacidade de estar em juízo devem ser representados ou assistidos, por seus pais, tutores ou curadores na forma da lei; 
· Art. 72 – hipóteses de nomeação de curador especial 
· O juiz nomeará curador especial ao: 
· I - incapaz, se não tiver representante legal ou se os interesses deste colidirem com os daquele, enquanto durar a incapacidade;
· Pode acontecer que a pessoa incapaz de estar em juízo não possua um representante legal, ou que os interesses deste colidam com os daquele. Nesses casos, o juiz nomeará um curador especial para representar em juízo o incapaz naquele específico processo. 
· Ex. de conflito de interesses entre o representante legal e o incapaz: nos casos em que eventual concessão de tutela jurisdicional ao assistido representar um prejuízo para seu representante. – Caso Gugu
· II - réu preso revel, bem como ao réu revel citado por edital ou com hora certa, enquanto não for constituído advogado.
· Revelia: 
· ausência de contestação – procedimento comum;
· quando o réu não comparece a audiência - no juizado especial;
· há aí do mesmo modo uma necessidade de resguardo do contraditório por meio da nomeação de curador para o caso. 
· Citações fictas – por edital e por hora certa-, em que também há presunção de conhecimento pelo réu exigem a indicação de curador especial para tutela do contraditório; 
· Parágrafo único. A curatela especial será exercida pela Defensoria Pública, nos termos da lei.
· A indicação de curador especial pode ser requerida pela própria parte que deve ser representada, ainda que incapaz, pelos parentes próximos, pelo representante em conflito de interesse, pelo Ministério Público, ou por qualquer outra pessoa que tenha interesse na causa
· Curador especial: exercida pela DP; 
· É permitido formular defesa de formular defesa genérica no exercício da sua função protetiva; 
· Não se confunde com defesa infundada; 
· Art. 73- Capacidade Processual dos cônjuges 
· Art. 73. O cônjuge necessitará do consentimento do outro para propor ação que verse sobre direito real imobiliário, salvo quando casados sob o regime de separação absoluta de bens.
· Capacidade processual ativa (pessoa casada é autor do processo) 
· para a propositura de ações que versem sobre direitos reais imobiliários(reivindicatória, usucapião, divisória, adjudicação compulsória, desapropriação indireta, execuçãohipotecária, entre outras), o cônjuge (pouco importa seja o marido ou a mulher) necessita do consentimentodo outro. 
· Exceção:se casados sob o regime de separação absoluta de bens, nos termos do art. 73, caput,
· Regime sucessório é diferente de regime de bens 
· § 1º Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para a ação:
· Capacidade processual passiva: ambos os cônjuges serão necessariamente citados para a ação 
· As hipóteses a seguir configuram litisconsórcio passivo necessário e se aplicam, sob pena denulidade do processo, aos regimes de comunhão parcial de bens, comunhão universal e de participaçãofinal de aquestos: 
· I - Que verse sobre direito real imobiliário, salvo quando casados sob o regime de separação absoluta de bens; -
· ações reais imobiliárias
· II - Resultante de fato que diga respeito a ambos os cônjuges ou de ato praticado por eles;
· Exige litisconsórcio necessário passivo, porque versam sobre fatos ou relações jurídicas relacionados aambos os cônjuges, daí a necessidade de participação dos dois.
· Ex.: filho bate o carro
· III - fundada em dívida contraída por um dos cônjuges a bem da família;
· Exige litisconsórcio necessário passivo, porque versam sobre fatos ou relações jurídicas relacionados aambos os cônjuges, daí a necessidade de participação dos dois; 
· A casado com B faz dívida para pagar a casa dos dois; 
· IV - Que tenha por objeto o reconhecimento, a constituição ou a extinção de ônus sobre imóvel de um ou de ambos os cônjuges
· ações reais imobiliárias
· § 2º Nas ações possessórias, a participação do cônjuge do autor ou do réu somente é indispensável nas hipóteses de composse ou de ato por ambos praticado.
· Não é necessária a participação do cônjuge do autor ou do réu nas ações possessórias, 
· Exceção: 
· Composse
· Em virtude de contrato ou de herança, marido e mulher tornaram-se possuidores do mesmo bem
· Cônjuge propor ação – necessita de mera anuência do outro; 
· Cônjuge figura no polo passivo – necessita de polo passivo necessário; 
· Ato por ambos praticado 
· § 3º Aplica-se o disposto neste artigo à união estável comprovada nos autos.
· Estende ao companheiro; 
· Art. 74
· Caput: O consentimento previsto no art. 73 pode ser suprido judicialmente quando for negado por um dos cônjuges sem justo motivo, ou quando lhe seja impossível concedê-lo.
· Se o cônjuge ou o companheiro se recusar a conceder ao outro a autorização necessária para o processamento das ações sobre direitos reais imobiliários sem um justo motivo ou se for impossível tal concessão, o cônjuge ou companheiro prejudicado poderá requerer ao juiz que supra esse consentimento faltante
· Exemplo de justo motivo que autorizaria o não consentimento do cônjuge ou companheiro seria a demonstração por parte deste que a demanda a ser proposta por seu parceiro poderia comprometer toda a renda ou a estrutura familiar.
· Parágrafo único. A falta de consentimento, quando necessário e não suprido pelo juiz, invalida o processo.
· Art. 75. Serão representados em juízo, ativa e passivamente:
· O art. 75 trata da representação das pessoas jurídicas e dos entes despersonalizados, que têm capacidade de ser parte; 
· I - A União, pelaAdvocacia-Geral da União, diretamente ou mediante órgão vinculado;
· AGU: 
· Advocacia-Geral da União é a instituição que representa a União tanto judicial quanto extrajudicialmente, cabendo-lhe as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo.
· Advogado Geral da União é nomeado pelo Presidente da República; 
· Ex.: de órgão vinculado – Procurador Federal 
· II - O Estado e o Distrito Federal, por seus procuradores;
· Procuradoria: órgão de assistência jurídica; 
· III - o Município, por seu prefeito, procurador ou Associação de Representação de Municípios, quando expressamente autorizada; 
· Prefeito; 
· Procurador 
· Associação de Representação de Municípios: 
· § 5º A representação judicial do Município pela Associação de Representação de Municípios somente poderá ocorrer em questões de interesse comum dos Municípios associados e dependerá de autorização do respectivo chefe do Poder Executivo municipal, com indicação específica do direito ou da obrigação a ser objeto das medidas judiciais
· É válido o município contratar escritório de advocacia sem licitação;
· Os municípios podem se associar em consórcios 
· Os municípios podem constituir consórcios para desenvolver em conjunto as ações e os serviços que lhe convém, conforme previsão normativa.
· IV - a autarquia e a fundação de direito público, por quem a lei do ente federado designar;
· Serão representadas por quem a lei do ente federado designar; 
· Serviço público: 
· Ingresso por provas e títulos; 
· Exceção: cargos comissionados 
· Só podem ser para: chefia, direção e assessoramento, observando o princípio da proporcionalidade (não pode ter mais cargos comissionados do que efetivo, por exemplo); 
· V - A massa falida, pelo administrador judicial;
· Massa falida: consiste na universalidade de bens e interesses deixados pela empresa que teve a falênciadecretada; 
· Representado pelo adm. Judicial 
· VI - a herança jacente ou vacante, por seu curador;
· é o conjunto de bens, direitos e obrigações deixado por aquele que faleceu semherdeiros conhecidos.
· Como há risco de perecimento, tais bens serão arrecadados e o juiz nomeará um curador,que representará a herança em todas as ações patrimoniais que versem sobre interesses deixados pelo de cujus.
· Após a arrecadação, serão publicados editais convocando os eventuais herdeiros. Se ninguém aparecer no prazode um ano, a herança, até então jacente, será declarada vacante. E, se após cinco anos da abertura da sucessãonenhum herdeiro se apresentar, os bens passarão ao Município.
· Herança jacente – sem herdeiros 
· Herança vacante – herança sem herdeiro após um ano; 
· VII - o espólio, pelo inventariante;
· universalidade de bens, direitos e obrigações deixada por aquele que faleceu, comherdeiros legítimos ou testamentários conhecidos. O espólio figurará em todas as ações de cunho patrimonial,em que se disputem os interesses deixados pelo de cujus. 
· A sua existência prolonga-se da data da morte atéo trânsito em julgado da sentença que julga a partilha.
· Enquanto não houver inventário e nomeação deinventariante, o espólio será representado pelo administrador provisório, a pessoa que se encontra na possedos bens da herança; com a nomeação do inventariante, será ele o representante do espólio. 
· Salvo se o inventariante for dativo (aquele nomeado pelo juiz):
· caso em que a representação caberá a todos os herdeiros, que deverão ser intimados. A parte será o próprio espólio, mas todos os sucessores precisarão ser intimados; 
· § 1º Quando o inventariante for dativo, os sucessores do falecido serão intimados no processo no qual o espólio seja parte.
· VIII - a pessoa jurídica, por quem os respectivos atos constitutivos designarem ou, não havendo essa designação, por seus diretores;
· IX - a sociedade e a associação irregulares e outros entes organizados sem personalidade jurídica, pela pessoa a quem couber a administração de seus bens;
· para que possa adquirir personalidade jurídica, é preciso que asociedade seja constituída na forma da lei e que sejam respeitadas todas as formalidades impostas. Mas o CPCatribui personalidade processual até mesmo àquelas sociedades e associações e a outros entes organizadosirregulares que não chegaram a adquirir personalidade jurídica, desde que exista um começo de prova da suaexistência.
· § 2º A sociedade ou associação sem personalidade jurídica não poderá opor a irregularidade de sua constituição quando demandada.
· Do contrário acabariam por se valer disso, em prejuízo de interesse de terceiros 
· X - a pessoa jurídica estrangeira, pelo gerente, representante ou administrador de sua filial, agência ou sucursal aberta ou instalada no Brasil;
· § 3º O gerente de filial ou agência presume-se autorizado pela pessoa jurídica estrangeira a receber citação para qualquer processo.
· XI - o condomínio, pelo administrador ou síndico.
· apenas o condomínio em edifícios tem capacidade processual, não o tradicional. 
· A diferençaentre eles é que apenas o primeiro tem áreas comuns e exclusivas; no segundo, o bem pertence a todos oscoproprietários. 
· A personalidade processual do condomínio se restringe àquelas demandas queversem sobre os interesses da coletividade, como, por exemplo, as relacionadas às áreas comuns; as áreasprivativas devem ser defendidas pelos respectivos titulares, e não pelo condomínio.
· §4º Os Estados e o Distrito Federal poderão ajustar compromisso recíproco para prática de ato processual por seus procuradores em favor de outro ente federado, mediante convênio firmado pelas respectivas procuradorias.
· Art. 76
· Caput: Verificada a incapacidade processual ou a irregularidade da representação da parte, o juiz suspenderá o processo e designará prazo razoável para que seja sanado o vício.	
· Incapacidade processual 
· Relativo à capacidade processual; 
· Suspensão do processo: 
· Ao constatar qualquer irregularidade relativa à capacidade processual ou à representação das partes, o juiz deve suspender o processo, indicar precisamente às partes qual é o defeito existente no processo, em respeito ao princípio da colaboração (art. 6º) e da primazia do mérito, marcando um prazo razoável para que ele possa ser sanado.
· § 1º Descumprida a determinação, caso o processo esteja na instância originária:
· Se o defeito indicado pelo juiz não for sanado no prazo estabelecido, na fase originária, três são as possíveis consequências:
· I - o processo será extinto, se a providência couber ao autor;
· II - o réu será considerado revel, se a providência lhe couber;
· III - o terceiro será considerado revel ou excluído do processo, dependendo do polo em que se encontre.
· § 2º Descumprida a determinação em fase recursal perante tribunal de justiça, tribunal regional federal ou tribunal superior, o relator:
· Se o defeito indicado pelo juiz não for sanado no prazo estabelecido, na fase recursal, 2 são as consequências: 
· I - Não conhecerá do recurso, se a providência couber ao recorrente
· II - Determinará o desentranhamento das contrarrazões, se a providência couber ao recorrido.
· O Desentranhamento consiste na retirada de folhas/documentos do processo de forma definitiva, mediante justificativa, que ocorrerá quando houver interesse do órgão ou entidade ou a pedido do interessado.
AULA -30/10/2023
LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ (arts. 77 a 81)
· Tem relação estrita com os deveres processuais: 
· Os deveres processuais são de natureza pública e estão ligados aos interesses de todos os sujeitos processuais. O descumprimento de um dever poderá gerar graves sanções, inclusive de natureza penal. 
· Os deveres processuais que versam sobre a litigância de má-fé têm como fim assegurar o respeito mútuo e a lealdade entre os sujeitos processuais. 
· Art. 77, CPC/15 – deveres a serem observados pelas partes e por todos aqueles que de qualquer forma participam do processo: 
· Inciso l - expor os fatos em juízo conforme a verdade
· não se admite a mentira deliberada e intencional, com o claro objetivo de tumultuar o processo e/ou prejudicar a parte contrária.· Age, por exemplo, de má-fé aquele que nega ser sua uma assinatura aposta em um contrato, o que leva à realização de prova pericial, pela qual se constata a sua autenticidade
· Deve ficar comprovado que as partes estavam mentindo
· Inciso ll - não formular pretensão ou de apresentar defesa quando cientes de que são destituídas de fundamento;
· Só haverá violação a esse dever se a parte tiver consciência, em seu íntimo, de que a sua pretensão ou a defesa apresentada são destituídas de fundamento. Não basta que objetivamente o juiz conclua que uma coisa ou outra não tem fundamento.É preciso que verifique que a parte sabia disso desde logo. 
· Com frequência, uma das partes não tem razão, mas está convencida de que tem, e luta por aquilo que supõe ser o seu direito. Quando isso ocorre, não há nenhuma violação de dever. 
· O que não se admite é que a parte vá a juízo formular pretensões e defesas que sabe de antemão que não têm fundamento. O que torna a questão mais complicada é que o juiz precisaria, então, conhecer a subjetividade do litigante ou do participante do processo, para saber se ele tinha ou não consciência da sua falta de razão. Ora, como isso é impossível, ele verificará se o erro cometido foi escusável ou não. Se o equívoco for considerado grosseiro, o juiz sancionará aquele que o perpetrou com as penas da litigância de má-fé
· Parte faz pedido contrário à lei, sem fundamento, em que existe uma clara impossibilidade de pretensão; 
· Inciso lll - não produzir provas e não praticar atos inúteis ou desnecessários à declaração ou à defesa do direito;
· o juiz deve examinar esse, como os demais deveres, com certa tolerância. A parte pode requerer honestamente uma prova, que entende pertinente, conquanto o juiz pense que seja supérflua ou irrelevante, sem que com isso haja ofensa ao dever legal. Para que ela fique caracterizada, é indispensável que as provas requeridas ou produzidas sejam meramente protelatórias, destinadas não a esclarecer os fatos, mas a retardar o desfecho do processo. Aqui também se exige o dolo, a má-fé, a conduta voluntária. Caso o juiz perceba que as provas requeridas ou que as demais postulações são meramente protelatórias pelas partes, poderá indeferi-las (arts. 139, III, e 370, parágrafo único);
· Provas nada a ver com o objeto do processo, com o fim de protelá-lo; 
· Inciso lV- cumprir com exatidão as decisões jurisdicionais, de natureza provisória ou final, e não criar embaraços à sua efetivação
· essa disposição visa assegurar a efetividade do processo. 
· Nesse caso, não haverá responsabilidade por dano processual (arts. 79 a 81), mas ato atentatório à dignidade da justiça (art. 77, § 1º), com a aplicação da multa prevista no § 2º do art. 77; 
· A obrigaçãode não criar embaraço aos provimentos judiciais não é dirigida apenas às partes, mas a todos quantos possam, de alguma maneira, dificultar ou retardar o cumprimento dos provimentos. Mesmo os que não participam do processo podem violar essa obrigação. 
· Por exemplo: se o juiz determina que o empregador desconte a pensão alimentícia devida pelo réu em folha de pagamento, e ele, voluntariamente, não cumpre essa determinação, viola o dever imposto pelo inciso IV do art. 77
· Por exemplo: pessoa condenada a 10.000 reais paga somente 1.000.
· § 7º Reconhecida violação ao disposto no inciso VI, o juiz determinará o restabelecimento do estado anterior, podendo, ainda, proibir a parte de falar nos autos até a purgação do atentado, sem prejuízo da aplicação do § 2º
· além da aplicação da multa do parágrafo 2º do art. 77, Novo CPC, o juiz determinará o retorno ao estado anterior. A parte, então, será proibida de se manifestar nos autos até que cumpra com o requerido
· V - Declinar, no primeiro momento que lhes couber falar nos autos, o endereço residencial ou profissional onde receberão intimações, atualizando essa informação sempre que ocorrer qualquer modificação temporária ou definitiva
· o autor, na petição inicial, e o réu, na contestação, bem como seus advogados, nas procurações que lhe forem outorgados, devem indicar os endereços pessoais e profissionais, onde receberão as intimações, mantendo a informação sempre atualizada, para que possam ser localizados e isso não cause nenhum retardo ou embaraço ao andamento do processo. Trata-se de derivação da exigência de boa-fé processual. 
· A consequência para a ausência desta comunicação está prevista no art. 274, parágrafo único, do CPC/2015: “presumem-se válidas as intimações dirigidas ao endereço constante dos autos, ainda que não recebidas pessoalmente pelo interessado, se a modificação temporária ou definitiva não tiver sido devidamente comunicada ao juízo, fluindo os prazos a partir da juntadaaos autos do comprovante de entrega da correspondência no primitivo endereço”. 
· Inciso Vl- não praticar inovação ilegal no estado de fato de bem ou direito litigioso
· Enquanto o processo estiver em curso, nenhuma das partes pode inovar, provocando alterações fáticas que prejudiquem o julgamento do processo, o que constitui ato atentatório à dignidade da justiça.
· Aquele que pratica o atentado pode ter por objetivo prejudicar a colheita de provas, impedir o cumprimento das determinações judiciais ou fazer justiça com as próprias mãos. Caso o juiz reconheça a violação a este dispositivo, deverá determinar o reestabelecimento do estado anterior, podendo, ainda, proibir a parte de falar nos autos até a purgação do atentado (art. 77, § 7º).
· Não pode provocar modificações no bem ou no direito litigioso; 
· Inciso Vll- informar e manter atualizados seus dados cadastrais perante os órgãos do Poder Judiciário e, no caso do § 6º do art. 246 deste Código, da Administração Tributária, para recebimento de citações e intimações.
· Art. 246, CPC/15:  citação será feita preferencialmente por meio eletrônico, no prazo de até 2 (dois) dias úteis, contado da decisão que a determinar, por meio dos endereços eletrônicos indicados pelo citando no banco de dados do Poder Judiciário, conforme regulamento do Conselho Nacional de Justiça.
· Manter cadastro atualizado perante o Poder Judiciário; 
· Sanções para ato atentatório à dignidade da justiça –, art. 77, §§ 1º ao 7º
· Condutas consideradas atos atentatórios à dignidade da justiça: 
· IV - cumprir com exatidão as decisões jurisdicionais, de natureza provisória ou final, e não criar embaraços à sua efetivação;
· VI - não praticar inovação ilegal no estado de fato de bem ou direito litigioso.
· §1º Nas hipóteses dos incisos IV e VI, o juiz advertirá qualquer das pessoas mencionadas no caput de que sua conduta poderá ser punida como ato atentatório à dignidade da justiça.
· Multas às partes processuais:
· § 2º A violação ao disposto nos incisos IV e VI constitui ato atentatório à dignidade da justiça, devendo o juiz, sem prejuízo das sanções criminais, civis e processuais cabíveis, aplicar ao responsável multa de até vinte por cento do valor da causa, de acordo com a gravidade da conduta.
· § 5º Quando o valor da causa for irrisório ou inestimável, a multa prevista no § 2º poderá ser fixada em até 10 (dez) vezes o valor do salário-mínimo.
· cabe ao juiz advertir qualquer das pessoas mencionadas no caput de que sua conduta poderá configurar o ato atentatório. Sem prejuízo das sanções penais (como, por exemplo, crime de desobediência), civis ou processuais cabíveis, o juiz, de ofício ou a requerimento da parte, aplicará multa: 
· de até 20% do valor da causa. 
· Se o valor da causa for irrisório ou inestimável, a multa poderá ser de até 10 salários mínimos. 
· Obs.: Pode haver violação cumulativa dos demais incisos com os incisos IV e VI, caso em que serão aplicadas cumulativamente as penas da litigância de má-fé e do ato atentatório à dignidade da justiça
· § 3 o Não sendo paga no prazo a ser fixado pelo juiz, a multa prevista no § 2º será inscrita como dívida ativa da União ou do Estado após o trânsito em julgado da decisão que a fixou, e sua execução observará o procedimento da execução fiscal, revertendo-se aos fundos previstos no art.97 .
· Diferentemente do que ocorre com a litigância de má-fé, a condenação imposta pelo juiz não reverte em proveito da parte contrária, mas em favor da Fazenda Pública. 
· É que, no caso de violação dos incisos IV e VI, o ofendido não é o adversário, mas a administração da justiça. 
· Por isso, se não houver o pagamento, a multa será, após o trânsito em julgado da decisão que a fixou, inscrita como dívida ativa da União ou do Estado, para que possa ser objeto de execução fiscal, revertendo aos fundos previstos no art. 97 do CPC
· § 4º A multa estabelecida no § 2º poderá ser fixada independentemente da incidência das previstas nos arts. 523, § 1º , e 536, § 1º .
· Caso de cumulação de multas. 
· Sanção para os advogados públicos ou privados; aos membros do MP e da DP – 
· §6º Aos advogados públicos ou privados e aos membros da Defensoria Pública e do Ministério Público não se aplica o disposto nos §§ 2º a 5º, devendo eventual responsabilidade disciplinar ser apurada pelo respectivo órgão de classe ou corregedoria, ao qual o juiz oficiará.
· Quando quem descumpre os deveres das partes são advogados públicos ou privados, membros da MP e da DP, a eventual responsabilidade deverão ser apurados pelo respectivo órgãos de classe ou corregedoria; 
· §8º- O representante judicial da parte não pode ser compelido a cumprir decisão em seu lugar.
· Os representantes judiciais das partes – incluindo-se aqueles que as representam em razão de incapacidade processual – não podem ser compelidos a cumprir decisão em substituição de seus representados
· Por exemplo, descabe ao juiz determinar que o advogado do autor entregue o bem discriminado na sentença na hipótese de seu cliente descumprir determinação judicial no mesmo sentido
· Ex.2: o procurador municipal não pode cumprir a determinação judicial no lugar no prefeito; 
· Art. 78 – vedação do emprego de palavras ofensivas 
· Art. 78. É vedado às partes, a seus procuradores, aos juízes, aos membros do Ministério Público e da Defensoria Pública e a qualquer pessoa que participe do processo empregar expressões ofensivas nos escritos apresentados.
· § 1º Quando expressões ou condutas ofensivas forem manifestadas oral ou presencialmente, o juiz advertirá o ofensor de que não as deve usar ou repetir, sob pena de lhe ser cassada a palavra.
· Se as condutas ofensivas forem manifestadas oral ou presencialmente, o juiz deverá advertir o ofensor, sob pena de lhe ser cassada a palavra.
· § 2º De ofício ou a requerimento do ofendido, o juiz determinará que as expressões ofensivas sejam riscadas e, a requerimento do ofendido, determinará a expedição de certidão com inteiro teor das expressões ofensivas e a colocará à disposição da parte interessada.
· Seas expressões estiverem escritas;
· Da responsabilidade das partes por dano processual 
· Art. 79. Responde por perdas e danos aquele que litigar de má-fé como autor, réu ou interveniente.
· Art. 80- 
· Pedro: rol exemplificativo 
· Carla: As hipóteses de litigância de má-fé encontram-se configuradas no art. 80 do CPC/2015, cujo rol é taxativo, numerusclausus, não comportando ampliação. A taxatividade, porém, refere-se apenas às hipóteses caracterizadoras da litigância de má-fé, e não à incidência do instituto, tendo em vista que o preceito do dispositivo em comento poderá ser aplicado aos processos regulados por legislações extravagantes, como a ação civil pública, a ação popular, entre outras
· Hipóteses em que a litigância de má-fé é considerada: 
· I - deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso;
· II - alterar a verdade dos fatos;
· III - usar do processo para conseguir objetivo ilegal;
· IV - opuser resistência injustificada ao andamento do processo;
· V - proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do processo;
· VI - provocar incidente manifestamente infundado;
· VII - interpuser recurso com intuito manifestamente protelatório.
· Sanções da litigância de má-fé 
· Art. 81. De ofício ou a requerimento, o juiz condenará o litigante de má-fé a pagar multa, que deverá ser superior a um por cento e inferior a dez por cento do valor corrigido da causa, a indenizar a parte contrária pelos prejuízos que esta sofreu e a arcar com os honorários advocatícios e com todas as despesas que efetuou.
· Estado - Multa 
· Superior a 1% e inferior a 10% do valor corrigido da causa
· Multa é paga para o Estado; 
· § 2º Quando o valor da causa for irrisório ou inestimável, a multa poderá ser fixada em até 10 (dez) vezes o valor do salário-mínimo.
· O que deve ser pago às Partes:
· Indenização pelos Prejuízos que a parte sofreu 
· § 3º O valor da indenização será fixado pelo juiz ou, caso não seja possível mensurá-lo, liquidado por arbitramento ou pelo procedimento comum, nos próprios autos.
· Honorários advocatícios 
· Todas as despesas que a parte efetuou 
· § 1º Quando forem 2 (dois) ou mais os litigantes de má-fé, o juiz condenará cada um na proporção de seu respectivo interesse na causa ou solidariamente aqueles que se coligaram para lesar a parte contrária.
· Das despesas, dos Honorários advocatícios e das Multas 
· Art. 82. Salvo as disposições concernentes à gratuidade da justiça, incumbe às partes prover as despesas dos atos que realizarem ou requererem no processo, antecipando-lhes o pagamento, desde o início até a sentença final ou, na execução, até a plena satisfação do direito reconhecido no título.
· cabe às partes arcar com as despesas de seus atos. O pagamento deverá ser realizado, desse modo, antecipadamente. E a regra abrange o processo em sua totalidade. Ou seja, da petição inicial à sentença final ou adimplemento da obrigação, como na execução
· Regra geral: quem requer paga 
· § 1º Incumbe ao autor adiantar as despesas relativas a ato cuja realização o juiz determinar de ofício ou a requerimento do Ministério Público, quando sua intervenção ocorrer como fiscal da ordem jurídica.
· Ao autor da demanda, não bastasse o adiantamento das despesas relativas aos atos que intentam praticar no processo, incumbe adiantar as despesas relativas aos atos cuja determinação tenha partido do magistrado
· § 2º A sentença condenará o vencido a pagar ao vencedor as despesas que antecipou.
· o vencido será condenado, na sentença, a pagar as despesas que a parte vencedora antecipou (as custas processuais e os honorários advocatícios sucumbenciais ou arbitrários também).
· Art. 83 
· Caput: 
· O autor, brasileiro ou estrangeiro, que residir fora do Brasil ou deixar de residir no país ao longo da tramitação de processo prestará caução suficiente ao pagamento das custas e dos honorários de advogado da parte contrária nas ações que propuser, se não tiver no Brasil bens imóveis que lhes assegurem o pagamento.
· Explicação: 
· Quando o autor, contudo, residir fora do Brasil ou passar a residir fora após o início do processo, seja ele brasileiro ou não, deverá não apenas arcar com as despesas processuais, nos moldes do art. 82 do Novo CPC, até a sua residência fora, mas também prestar caução suficiente ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios da parte contrária caso não tenha bens imóveis que assegurem o pagamento. Esta é, afinal, uma medida que visa garantir o pagamento diante da sucumbência do autor
· Parágrafos: 
· §1º: Não se exigirá a caução de que trata o caput:
· I - Quando houver dispensa prevista em acordo ou tratado internacional de que o Brasil faz parte;
· II - Na execução fundada em título extrajudicial e no cumprimento de sentença;
· no processo de execução e no cumprimento de sentença, pois a existência de um título executivo, judicial ou não, válido demonstra que há uma causa de agir e um direito constituído que necessita ser executado. Ou seja, não há o risco de que o autor seja perdedor, pois se está em fase de execução do direito
· III - na reconvenção.
· §2ºVerificando-se no trâmite do processo que se desfalcou a garantia, poderá o interessado exigir reforço da caução, justificando seu pedido com a indicação da depreciação do bem dado em garantia e a importância

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