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Direito Processual Civil 1 
10-08-2022 
Procedimento de Conhecimento>De quem é o direito discutido 
1)Fase Postulatória>Momento de fala 
2)Fase Saneatória> Observa o rigor formal, faz o saneamento 
3)Fase Instrutória(Probatória)> Criação de provas 
4)Fase Decisória>Estudar o ato da sentença 
Bibliografia: Curso de direito processual civil volumes 1 e 2 , fred didier 
 
Formação, suspensão e extinção do procedimento 11-08-2022 
 
Formação(art. 312) 
Considera-se proposta uma ação no momento do protocolo da petição inicial, o momento em que 
foi proposta a demanda. 
Prosseguimento da demanda: vai se dar por impulso oficial 
Prazos+ Preclusões(perda da faculdade de praticar um ato) vão guiar o processo. 
Petição inicial> Pode ser alterada posteriormente(exceção).Existe um limite até que ponto o autor 
pode alterar a petição inicial (estabilidade da demanda (art. 329 c c 357)). Até a citação do réu 
pode se alterar causa de pedir e pedido livremente(sem concordância de ninguém).Citado o réu, 
pode se alterar causa de pedir e pedido com a sua autorização, até o saneamento(limite de alteração 
de causa de pedir e pedido). 
 
Suspensão(art. 313 e ss.)’b 
Suspensão é a paralisação temporária da prática de atos processuais. 
A partir do momento que ocorre a suspensão não se pratica atos processuais, salvo atos 
urgentes(não vai se praticar os atos, mesmo em casos urgentes, em caso de impedimento e 
suspeição(se o motivo da suspensão for o impedimento ou a suspeição vai se buscar o substituto 
legal do juiz)). 
Hipóteses legais de suspensão(art. 313): rol não taxativo. 
Art. 313. Suspende-se o processo: 
I - pela morte ou pela perda da capacidade processual de qualquer das partes, de seu representante legal ou de seu 
procurador; 
II - pela convenção das partes; 
III - pela arguição de impedimento ou de suspeição; 
IV- pela admissão de incidente de resolução de demandas repetitivas; 
V - quando a sentença de mérito: 
a) depender do julgamento de outra causa ou da declaração de existência ou de inexistência de relação jurídica que 
constitua o objeto principal de outro processo pendente; 
b) tiver de ser proferida somente após a verificação de determinado fato ou a produção de certa prova, requisitada a 
outro juízo; 
VI - por motivo de força maior; 
VII - quando se discutir em juízo questão decorrente de acidentes e fatos da navegação de competência do Tribunal 
Marítimo; 
VIII - nos demais casos que este Código regula. 
IX - pelo parto ou pela concessão de adoção, quando a advogada responsável pelo processo constituir a única patrona 
da causa; 
X - quando o advogado responsável pelo processo constituir o único patrono da causa e tornar-se pai. 
§ 1º Na hipótese do inciso I, o juiz suspenderá o processo, nos termos do art. 689. 
§ 2º Não ajuizada ação de habilitação, ao tomar conhecimento da morte, o juiz determinará a suspensão do processo 
e observará o seguinte: 
I - falecido o réu, ordenará a intimação do autor para que promova a citação do respectivo espólio, de quem for o 
sucessor ou, se for o caso, dos herdeiros, no prazo que designar, de no mínimo 2 (dois) e no máximo 6 (seis) meses; 
II - falecido o autor e sendo transmissível o direito em litígio, determinará a intimação de seu espólio, de quem for 
o sucessor ou, se for o caso, dos herdeiros, pelos meios de divulgação que reputar mais adequados, para que manifestem 
interesse na sucessão processual e promovam a respectiva habilitação no prazo designado, sob pena de extinção do 
processo sem resolução de mérito. 
§ 3º No caso de morte do procurador de qualquer das partes, ainda que iniciada a audiência de instrução e julgamento, 
o juiz determinará que a parte constitua novo mandatário, no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual extinguirá o 
processo sem resolução de mérito, se o autor não nomear novo mandatário, ou ordenará o prosseguimento do processo à 
revelia do réu, se falecido o procurador deste. 
§ 4º O prazo de suspensão do processo nunca poderá exceder 1 (um) ano nas hipóteses do inciso V e 6 (seis) meses 
naquela prevista no inciso II. 
§ 5º O juiz determinará o prosseguimento do processo assim que esgotados os prazos previstos no § 4º. 
§ 6º No caso do inciso IX, o período de suspensão será de 30 (trinta) dias, contado a partir da data do parto ou da 
concessão da adoção, mediante apresentação de certidão de nascimento ou documento similar que comprove a 
realização do parto, ou de termo judicial que tenha concedido a adoção, desde que haja notificação ao cliente. 
§7º No caso do inciso X, o período de suspensão será de 8 (oito) dias, contado a partir da data do parto ou da 
concessão da adoção, mediante apresentação de certidão de nascimento ou documento similar que comprove a 
realização do parto, ou de termo judicial que tenha concedido a adoção, desde que haja notificação ao cliente. 
Art. 314. Durante a suspensão é vedado praticar qualquer ato processual, podendo o juiz, todavia, determinar a 
realização de atos urgentes a fim de evitar dano irreparável, salvo no caso de arguição de impedimento e de suspeição. 
Art. 315. Se o conhecimento do mérito depender de verificação da existência de fato delituoso, o juiz pode 
determinar a suspensão do processo até que se pronuncie a justiça criminal. 
§ 1º Se a ação penal não for proposta no prazo de 3 (três) meses, contado da intimação do ato de suspensão, cessará 
o efeito desse, incumbindo ao juiz cível examinar incidentemente a questão prévia. 
§ 2º Proposta a ação penal, o processo ficará suspenso pelo prazo máximo de 1 (um) ano, ao final do qual aplicar-
se-á o disposto na parte final do § 1º. 
 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art689
Possível vinculação do juízo cível ao juízo criminal(art. 315): Pode ocorrer uma suspensão do 
juízo civil por uma necessidade de instauração de uma ação penal(3 meses).Após a instauração do 
processo penal, ocorre a suspensão do processo na vara cível por 1 ano com a esperança de uma 
sentença penal com consequências na área cível. 
 
Extinção(arts. 316 e 317) >Sentença 
Sentenças terminativas (art. 485) ou definitivas (art.487) 
Sentenças terminativas: Sentenças que apontam algum problema de ordem formal, portanto não 
vai haver a análise do mérito, podendo haver uma nova ação em que o erro é corrigido. 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: 
I - indeferir a petição inicial; 
II - o processo ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes; 
III - por não promover os atos e as diligências que lhe incumbir, o autor abandonar a causa por mais de 
30 (trinta) dias; 
IV - verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do 
processo; 
V - reconhecer a existência de perempção, de litispendência ou de coisa julgada; 
VI - verificar ausência de legitimidade ou de interesse processual; 
VII - acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem ou quando o juízo arbitral reconhecer 
sua competência; 
VIII - homologar a desistência da ação; 
IX - em caso de morte da parte, a ação for considerada intransmissível por disposição legal; e 
X - nos demais casos prescritos neste Código. 
§ 1º Nas hipóteses descritas nos incisos II e III, a parte será intimada pessoalmente para suprir a falta no 
prazo de 5 (cinco) dias. 
§ 2º No caso do § 1º, quanto ao inciso II, as partes pagarão proporcionalmente as custas, e, quanto ao 
inciso III, o autor será condenado ao pagamento das despesas e dos honorários de advogado. 
§ 3º O juiz conhecerá de ofício da matéria constante dos incisos IV, V, VI e IX, em qualquer tempo e grau 
de jurisdição, enquanto não ocorrer o trânsito em julgado. 
§ 4º Oferecida a contestação, o autor não poderá, sem o consentimento do réu, desistir da ação. 
§ 5º A desistência da ação pode ser apresentada até a sentença. 
§ 6º Oferecida a contestação, a extinção do processo por abandono da causa pelo autor depende derequerimento do réu. 
§ 7º Interposta a apelação em qualquer dos casos de que tratam os incisos deste artigo, o juiz terá 5 
(cinco) dias para retratar-se. 
 
Sentenças definitivas: Resolução efetiva do mérito, não gerando margem para repropor a ação. 
Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz: 
I - acolher ou rejeitar o pedido formulado na ação ou na reconvenção; 
II - decidir, de ofício ou a requerimento, sobre a ocorrência de decadência ou prescrição; 
III - homologar: 
a) o reconhecimento da procedência do pedido formulado na ação ou na reconvenção; 
b) a transação; 
c) a renúncia à pretensão formulada na ação ou na reconvenção. 
Parágrafo único. Ressalvada a hipótese do § 1º do art. 332 , a prescrição e a decadência não serão 
reconhecidas sem que antes seja dada às partes oportunidade de manifestar-se. 
Petição Inicial 
Vai romper a inércia da jurisdição. 
Elemento mais importante do processo(para o autor) 
Vai conter partes, causa de pedir e pedido. 
Requisitos da petição inicial (art. 319) 
a)Endereçamento: órgão jurisdicional (o endereçamento é para o órgão, NÃO para a pessoa do 
juiz). 
b)Qualificação completa das partes(Quem é o autor e quem é réu).Mesmo se faltar alguma 
informação a petição inicial vai ocorrer do mesmo jeito, deve ser o mais completo POSSÍVEL. 
c)Fundamentação fática e jurídica(causa de pedir): o fato e fundamentos jurídicos do pedido, o 
“porquê” da ação. Não se deve gastar muito tempo com a fundamentação jurídica, e sim com a 
fática. 
d)Pedido(pode ser mais de um): objeto da ação, elemento mais importante da petição inicial, o que 
se quer ao pedir a ação. 
O pedido tem requisito próprios 
Certeza: Os pedidos devem vir de forma explicita, com clareza, com exceção de alguns que a lei 
considera implícitos(correção monetário, juros legais, ônus sucumbenciais, prestações periódicas). 
Determinação:O pedido deve ser delimitado em termos de quantidade e qualidade.(Você deve 
indicar claramente a quantidade e a qualidade). 
Excepcionalmente você faz um pedido genérico, que pede a reparação pelo dano material que ainda 
vai ser apurado posteriormente. 
Concludência: Todo pedido é a conclusão lógica da causa de pedir. 
e)Valor da causa(art. 291): expressão econômica(conteúdo econômico do que está sendo discutido 
no caso).Até mesmo ações de reconhecimento de paternidade vão ter valor de causa, toda petição 
inicial vai ter valor de causa. No caso dessas ações com valor inestimável, divórcio, 
reconhecimento de paternidade, você vai chutar um valor com simples intuito de cobrir custas 
processuais. 
f)Indicação da produção de provas: É basicamente um parágrafo padrão. ( Protesta)-se de todos 
os meios) 
g)Manifestação a respeito da audiência de conciliação(mediação):Manifestação a respeito do 
interesse ou não na audiência de conciliação ou mediação. Ex: “Fulano de tal manifesta que não 
quer a audiência”. 
 
h)Informações sobre procurador(art. 106, I): I- declarar, na petição inicial ou na contestação, o 
endereço, seu número de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil e o nome da sociedade de 
advogados da qual participa, para o recebimento de intimações; 
 
Documentos indispensáveis à propositura da ação(art. 320): Algumas ações vão precisar de ter 
documentos indispensáveis, como por exemplo uma certidão de casamento em uma ação de 
divórcio. 
 
 
 
 Modalidades de Pedido 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art332§1
Pedido cominatório: É um objetivo acessório que você adiciona com o objetivo de forçar o 
cumprimento de uma obrigação objetiva.Pedidos cominatórios estão ligados a obrigações 
específicas(fazer, não fazer e entrega de coisa). 
Ex: Tirar o meu nome do CERASA sobre pena de multa diária de 30 reais(essa multa diária vai 
forçar o cumprimento da obrigação, ou seja, a retirada do nome). 
 
Pedido alternativo(art. 325):No pedido alternativo o réu vai ter a possibilidade de escolha entre 
algo ou outra coisa.Esse pedido pressupõe obrigação alternativa anterior, que foi inadimplida. 
 
Pedido sucessivo subsidiário(art. 326):Não há escolha, mas pela situação fática, o pedido não pode 
mais ser cumprido.É um “pedido step”.Um pedido principal(que não pode mais ser cumprido), e 
outro subsidiário.O pedido sucessivo subsidiário ocorre quando o que ocorreu te leva a pensar que o 
pedido principal não pode mais ser cumprido.A pessoa não tem escolha, pois o pedido principal já 
não pode mais ser cumprido. 
Se diferencia do alternativo, pois aqui o devedor não tem faculdade de escolha. 
Ex: Um quadro que pegou fogo, que não pode mais ser devolvido, então você vai pedir dinheiro 
subsidiáriamente. 
Os pedido alternativos ou subsidiários tem cumulação imprópria, pois você quer um ou outro. 
 
Possível cumulação de pedidos (art. 327): Acumular por exemplo o dano material, o 
dano moral e os lucros cessantes. 
Cumulação própria: em que se quer os dois. 
Requisitos para cumulação de pedidos: Compatibilidade entre os pedidos, competência do 
órgão jurisdicional, e adequação do procedimento para analisar todos os pedidos que vão ser 
somados(o procedimento deve ter a capacidade de aceitar todos os pedidos que você está pedindo, 
como por exemplo, você não consegue cumular um procedimento de cobrança com um de 
execução). 
 
Tutela Provisória 
Criar uma situação de segurança para evitar o perecimento do direito 
Popularmente chamada de “liminar”, mas na verdade a palavra “liminar” se refere a algo antes do 
réu ser citado, algo no início do processo. 
Antecedente: Antes mesmo da petição inicial, situações de extrema urgência.Só cabível em tutela 
de urgência. 
Incidente:Aquela que ocorre dentro da petição inicial ou em um momento posterior. 
Técnica processual composta de duas espécies. 
a)Tutela de urgência(risco de dano) 
Antecipada ou Cautelar 
Antecipada: É satisfativa, entrega na sua mão desde o início o pedido que você receberia só com a 
sentença(ex: medicamento) 
Cautelar:Gera uma situação de segurança, impede que o dano acontença, mas não permite a fruição 
de imediato. 
A tutela de urgência vai ocorrer sempre que houver o risco de dano. 
Requisitos(art. 300): possibilidade de ocorrência de um alto dano(periculum in mora), 
argumentação de embasamento sobre o direito que você alega(fumus boni iuris). 
 
b)Tutela da evidência 
O direito daquele que pleiteia é evidente, muito claro desde o início.Não existe a possibilidade de 
um dano.É um rol taxativo, em tese 4 hipóteses. 
TÍTULO III 
DA TUTELA DA EVIDÊNCIA 
Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de perigo 
de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando: 
I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório da parte; 
II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese 
firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante; 
 III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato de 
depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto custodiado, sob cominação de 
multa; 
 IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos do 
direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável. 
Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir liminarmente.(os incisos 
I e IV não podem ocorrer antes do réu se defender) 
 
Tutela pode ser deferida ou indeferida, mas também tem um meio termo que é o caso da emenda(em 
que o juiz vai pedir a alteração de um vício sanável) 
Emenda: Quando o juiz manda você alterar a petição por algum vício 
Aditamento: Quando você por vontade própria altera a petição 
Eficácia na pendência do procedimento(art. 296): Vai ter vigência durante o curso do processo. 
Mutabilidade(fundamentação)(art298):Alterar a tutela provisória, com a devida fundamentação que 
justifique isso. 
Manutenção da eficácia em caso de suspensão. 
 
Julgamento de improcedência liminar (art. 332) 
Litigância repetitiva:O aspecto fático probatório não é relevante para resolver o caso, mas sim a 
interpretação da norma que se da para o caso.Tipo um caso em que o volume de ações é gigantesco 
e por isso já tem meio que uma decisão formada para esse tipo de caso.Um caso de 
“desaposentação”, é algo totalmente improcedente pois o STF falou que ninguém desaposenta, 
portanto, o INSS não vai nem chegar a ser citado.Com um sentença definitiva, julgando o mérito. 
Recurso especial repetitivo:As teses que os tribunais definem sobre esses casos de litigância 
repetitiva. 
1-Não a necessidade a dilação probatória(fase instrutória). 
2-O réu não vai chegar a ser citado. 
3-Sentença de total improcedência. 
Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação do réu, 
julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar: 
I - enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça; 
II - acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos; 
III - entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de 
competência; 
IAC(incidente de assunção de competência):O órgão superior acaba com a divergência nos 
tribunais inferiores, definindo uma tese para ser seguida.Não necessarimente o tema é repetitivo. 
IRDR(incidente de resolução de demandas repetitivas):Permite a um tribunal de segundo grau 
fazer o que o STF e o STJ fazem no julgamento de recursos repetitivos, quando por exemplo essa 
matéria repetitiva é só de um estado. 
IV - enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local. 
§ 1º O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, desde logo, 
a ocorrência de decadência ou de prescrição. 
§ 2º Não interposta a apelação, o réu será intimado do trânsito em julgado da sentença, nos termos 
do art. 241. 
§ 3º Interposta a apelação, o juiz poderá retratar-se em 5 (cinco) dias. 
§ 4º Se houver retratação, o juiz determinará o prosseguimento do processo, com a citação do 
réu, e, se não houver retratação, determinará a citação do réu para apresentar contrarrazões, no prazo 
de 15 (quinze) dias. 
Indeferimento: Sentença terminativas. 
Improcedência Liminar: Sentença definitiva. 
 
 
 
 
Audiência de conciliação e mediação são duas formas de autocomposição do conflito. 
CAPÍTULO V 
DA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO OU DE MEDIAÇÃO 
Art. 334. Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for o caso de improcedência 
liminar do pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de mediação com antecedência 
mínima de 30 (trinta) dias, devendo ser citado o réu com pelo menos 20 (vinte) dias de antecedência. 
 § 1º O conciliador ou mediador, onde houver, atuará necessariamente na audiência de conciliação 
ou de mediação, observando o disposto neste Código, bem como as disposições da lei de organização 
judiciária. 
§ 2º Poderá haver mais de uma sessão destinada à conciliação e à mediação, não podendo exceder 
a 2 (dois) meses da data de realização da primeira sessão, desde que necessárias à composição das 
partes. 
§ 3º A intimação do autor para a audiência será feita na pessoa de seu advogado. 
§ 4º A audiência não será realizada: 
I - se ambas as partes manifestarem, expressamente, desinteresse na composição consensual; 
II - quando não se admitir a autocomposição. 
§ 5º O autor deverá indicar, na petição inicial, seu desinteresse na autocomposição, e o réu deverá 
fazê-lo, por petição, apresentada com 10 (dez) dias de antecedência, contados da data da audiência. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art241
§ 6º Havendo litisconsórcio, o desinteresse na realização da audiência deve ser manifestado por 
todos os litisconsortes. 
§ 7º A audiência de conciliação ou de mediação pode realizar-se por meio eletrônico, nos termos 
da lei. 
§ 8º O não comparecimento injustificado do autor ou do réu à audiência de conciliação é 
considerado ato atentatório à dignidade da justiça e será sancionado com multa de até dois por cento 
da vantagem econômica pretendida ou do valor da causa, revertida em favor da União ou do Estado. 
§ 9º As partes devem estar acompanhadas por seus advogados ou defensores públicos. 
§ 10. A parte poderá constituir representante, por meio de procuração específica, com poderes 
para negociar e transigir. 
§ 11. A autocomposição obtida será reduzida a termo e homologada por sentença. 
§ 12. A pauta das audiências de conciliação ou de mediação será organizada de modo a respeitar 
o intervalo mínimo de 20 (vinte) minutos entre o início de uma e o início da seguinte. 
Tem casos que não pode ter audiência de conciliação ou mediação, quando as partes 
manifestarem que não querem e quando o direito discutido não admite esse tipo de audiência. 
 
Teoria da defesa (art. 335 e ss) 
Citação do réu: contraditório(ônus processual) 
Quando citado o réu pode adotar 3 posturas:-Resposta 
 -Inêrcia(silêncio) 
 -Reconhecimento do pedido 
O réu tem prazo de 15 dias 
A data da audiência é o termo inicial 
Ocorreram várias audiências, não teve acordo, sendo assim vai contar o prazo de quinze dias a partir 
do primeiro dia útil após a última das audiências. 
Quando não houver audiência 
As defesas processuais vão vir primeiro, mas podem ser acumuladas com a de mérito. 
Defesa processual(preliminares de mérito(art 337)): 
Podem ser peremptórias e dilatórias 
Peremptórias:Geram sentenças terminativas, por apresentarem um erro grave que não pode ser 
corrigido naquele processo. 
Dilatórias:Apenas vão aumentar o tempo do processo 
Cuidado para não misturar dilatório com protelatório, são duas coisas diferentes.As dilatórias não 
querem ganhar tempo e “abusar”, mas somente corrigir um vício processual. 
Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: 
I - inexistência ou nulidade da citação; 
II - incompetência absoluta e relativa; 
III - incorreção do valor da causa; 
IV - inépcia da petição inicial; 
V - perempção; 
VI - litispendência; 
VII - coisa julgada; 
VIII - conexão; 
IX - incapacidade da parte, defeito de representação ou falta de autorização; 
X - convenção de arbitragem; 
XI - ausência de legitimidade ou de interesse processual; 
XII - falta de caução ou de outra prestação que a lei exige como preliminar; 
XIII - indevida concessão do benefício de gratuidade de justiça. 
§ 1º Verifica-se a litispendência ou a coisa julgada quando se reproduz ação anteriormente ajuizada. 
§ 2º Uma ação é idêntica a outra quando possui as mesmas partes, a mesma causa de pedir e o mesmo pedido. 
§ 3º Há litispendência quando se repete ação que está em curso. 
§ 4º Há coisa julgada quando se repete ação que já foi decidida por decisão transitada em julgado. 
§ 5º Excetuadas a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz conhecerá de ofício das matérias 
enumeradas neste artigo. 
§ 6º A ausência de alegação da existência de convenção de arbitragem, na forma prevista neste Capítulo, implica 
aceitação da jurisdição estatal e renúncia ao juízo arbitral. 
 
Defesa de mérito: 
Podem ser diretas ou indiretas. 
Diretas(negativa):Negação dos fatos arguidos pelo autor.Ex:voce diz que eu bati no seu carro, mas 
eu estava em outra cidade e tem câmeras que comprovam isso. 
Indiretas:Eu reconheço que os fatos ocorreram, mas eu apresento um fato novo que tem a 
capacidade de modificar por completo o que o autor diz.(fatos novos 
impeditivos/extintivos/modificativos).Ex:Eu realmente bati no seu carro, mas foi para desviarde 
outro condutor que estava em alta velocidade.Como por exemplo a prescrição.O réu que alega o 
fato novo deve provar o fato novo, atrai para si o ônus da prova. 
 
Contesteção(arts. 335/342) 
Principal peça de defesa do réu. 
Não existe um modelo legal para a contestação, como existe na petição inicial. 
O réu coloca toda sua defesa na contestação, não tem outro momento. 
Princípio da eventualidade(concentração)(art. 336):Você apresenta uma defesa, primeiro a mais 
forte, mas na eventualidade do juiz não acatar sua defesa você pode colocar outras.Como por 
exemplo, a prescrição é uma defesa mais forte, sendo que ela é escrita primeiro.O princípio da 
eventualidade trata tanto do fato de ter que colocar todos os argumentos, quanto do fato de colocar 
em ordem primeiro os mais importantes. 
Tudo que tem para reclama deve ser reclamado na contestação, com exceção de fato(direito) 
superveniente e matéria de ordem pública(competência de ordem absoluta) 
 
Ônus da defesa específicada:O réu deve rebater ponto a ponto o que o autor alegou, pois se o autor 
diz algo e o réu não impugna aquilo em específico é considerado que ele concorda.Não existe a 
possibilidade de negar o que o autor fala de modo geral, como por exemplo “discordo de tudo que o 
autor falou”, sem especificar. 
Como execeção existem 3 sujeitos processuais que podem fazer essa “negativa geral”:Defensor 
público, o advogado dátivo(algum advogado que acabou de conhecer o réu, como quando está 
passando no corredor e o juiz chama), e curador especial a lide. Em diversas situações esses 
sujeitos podem em muitas situações nem conhecer o réu. 
 
Preliminares que o juiz não pode conhecer de ofício: Convenção de arbitragem e incompetência 
relativa. 
Se o juiz pudesse conhecer de ofício que existe uma arbitragem, não teria como as pessoas abrirem 
mão da arbitragem, pois o juiz já iria extinguir o processo assim que visse que existe uma 
arbitragem na relação entre as partes. 
 
Defesas processuais preliminares 
Impugnação do valor da causa:O réu deve olhar o valor da causa e ver se ele condiz com o que de 
fato é adequado para a causa.Se estiver errado ele deve impugnar e dizer o valor correto. 
 
Ilegitimidade passiva(é um vício sanável atualmente, no código antiga era insanável):e o réu achar 
que ele não é legítimo para o processo ele deve indicar quem é. 
1-Se o autor concordar que o réu era outro vai haver uma substituição do réu e o autor vai pagar 
honorário sucumbencias para esse “réu indevido”. 
2-Se o autor não concordar com essa ilegitimidade passiva o juiz, no saneamento, vai definir se o 
réu é ou não parte legítima, fazendo uma sentença terminativa se for parte ilegítima. 
3-O autor poder querer criar um litisconsórcio, recebendo a indicação do réu e fazendo com que o 
réu e o novo réu formem o polo passivo. 
 
Incompetência(art. 340)(antecipa a contestação):O réu pode alegar a incompetência, ele está 
antecipando sua contestação.Você vai entregar sua contestação inteira, pois depois você não vai 
poder fazê-la novamente. 
 Art. 340. Havendo alegação de incompetência relativa ou absoluta, a contestação poderá ser protocolada no foro de 
domicílio do réu, fato que será imediatamente comunicado ao juiz da causa, preferencialmente por meio eletrônico. 
§ 1º A contestação será submetida a livre distribuição ou, se o réu houver sido citado por meio de carta precatória, 
juntada aos autos dessa carta, seguindo-se a sua imediata remessa para o juízo da causa. 
§ 2º Reconhecida a competência do foro indicado pelo réu, o juízo para o qual for distribuída a contestação ou a 
carta precatória será considerado prevento. 
§ 3º Alegada a incompetência nos termos do caput , será suspensa a realização da audiência de conciliação ou de 
mediação, se tiver sido designada. 
§ 4º Definida a competência, o juízo competente designará nova data para a audiência de conciliação ou de mediação. 
Reconvenção 
Se o réu entender que a responsabilidade é do autor e que ele(o réu) que tem um pedido em relação 
ao autor.Como se fosse um contra-ataque.É uma faculdade processual em que o réu não vai somente 
se defender.A reconvenção é autonoma a ação, se a ação for extinta a reconvenção não vai.Uma 
ação movida pelo réu em face do autor. 
Quando ocorrer a reconvenção vai ocorrer a intimação do autor(da ação inicial) para se defender. 
Não gera litispendência. 
Requisitos legais para uma reconvenção:1-Conexão(Pedido ou causa de pedir iguais) 
2-Competência do órgão jurisdicional para julgar a reconvenção 
3-Procedimento adequado 
 
 
 
Revelia (arts. 344/346) 
A revelia gera uma presunção de veracidade dos fatos apresentados pelo autor. 
Situação jurídica decorrente da não apresentação de contestação.Um réu é revel quando ele opta por 
não contestar(se defender). 
Efeitos:1- Material:Presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor.o juiz ja julga o mérito 
antecipadamente na maioria dos casos, sendo que não necessariamente o réu vai ser condenado. 
2-Processual: O réu revel não será intimado para os próximos atos do processo. 
 
Situações em que ocorre a revelia, mas o réu não recebe as consequências da revelia e não 
intimação(não vai ter presunção de veracidade): 
 Art. 345.A revelia não produz o efeito mencionado no art. 344 se: 
I- havendo pluralidade de réus, algum deles contestar a ação; 
II- o litígio versar sobre direitos indisponíveis;(não há presunção de veracidade quando é 
debatido um direito indisponível) 
III- a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considere 
indispensável à prova do ato;(Se o fato depender de um documento público que prova a 
existência do ato, a revelia não vai ter os efeitos(Instrumento público que prova um 
casamento por exemplo, em uma ação de divórcio). 
IV- as alegações de fato formuladas pelo autor forem inverossímeis ou estiverem em 
contradição com prova constante dos autos. 
 
Reconhecimento da procedência do pedido 
O réu simplesmente aceita o que foi pedido pelo autor, mas isso é raro de acontecer, pois o réu que 
não tem interesse no processo normalmente só fica em revelia. 
 
Saneamento 
Verificação dos aspectos formais do processo. 
Dentro do saneamento podem existir vícios sanáveis ou insanáveis, sendo que, quando sanáveis, 
podem ser corrigidos. 
Saneamento é dividido em 3 partes: 
1)Providências preliminares: 
A-Revelia sem efeito(sem presunção de veracidade),vai chamar o autor para produzir provas 
B-Réplica(impugnação a contestação),juiz chama o autor para apresentar a sua réplica(resposta) 
sobre a contestação do réu.Ocorre esse direito de réplica, pois ocorre uma “inovação” no processo, 
o réu traz algo que não foi discutido anteriormente no processo.É nesse momento que é adequado 
utilizar as jurisprudências. 
C-Ver se o processo exige a participação do MP(Ministério Público), o juiz vai ver se o caso se 
enquadra dentro das hipóteses de intervenção do MP. 
D-Juiz vai analisar se está faltando alguém no processo, se existe a pluralidade de partes.Também 
vai se analisar se tem alguém que está figurando indevidamente como réu, alguém que não tem 
nada a ver com o processo e, portanto, não deveria estar lá.Como por exemplo, um processo em que 
a lei exige a existência de um litisconsórcio e ainda não foram citados todos os réus. 
 
2)Julgamento conforme o estado do processo 
O juiz vai pular a fase instrutória(probatória) e já vai proferir a sentença. 
A)Extinção do processo:Quando ocorrer as hipótese do art. 485(casos de sentenças terminativas, 
sem a análise do mérito) e as hipótese do art. 487 , II e III(Nesse caso são sentenças definitivas(II) e 
homologatórias(III)), como por exemplo a transação, que é esse acordo entre as partes para dar fim 
ao processo.Se essa extinção do processo ocorre de forma parcial ela vai ser uma decisão 
interlocutória(art. 203,parágrafo 2), não encerra do processo, mas sim resolve algo no meio do 
processo. 
B)Julgamentoantecipado do mérito(art 487,I) 
Acontece porque o que tá sendo discutido não depende de mais provas, ou porque ocorreu revelia 
com presunção de veracidade.Desnecessidade da produção de outras provas.Pode ser parcial 
também. 
 
3)Saneamento/Organização 
A ideia dessa fase é deixar o processo adequado para o início da fase instrutória/probatória. 
Essa fase tem 5 objetivos: 
 
Art. 357. Não ocorrendo nenhuma das hipóteses deste Capítulo, deverá o juiz, em decisão de 
saneamento e de organização do processo: 
I - resolver as questões processuais pendentes, se houver; 
II - delimitar as questões de fato sobre as quais recairá a atividade probatória, especificando os meios 
de prova admitidos;(identifica os fatos pelo quais as provas vão ser produzidas) 
III - definir a distribuição do ônus da prova, observado o art. 373;(se define quem tem a 
responsabilidade de provar cada um desses fatos, podendo haver uma inversão do ônus da prova) 
IV - delimitar as questões de direito relevantes para a decisão do mérito;(O juiz vai delimitar quais 
vão ser os argumentos jurídicos adequados para aquele caso, como por exemplo pedir algo que não é 
adequado para o caso, como discutir uma tese de dano moral em um caso que isso não tem nada haver) 
V - designar, se necessário, audiência de instrução e julgamento.(Se for necessária a produção de 
prova oral, vai se marcar uma audiência de instrução e julgamento(AIJ)) 
 
Formas de Saneamento(Parágrafo 1,2 e 3 do art. 357) 
Primeira forma: O juiz se manifesta§ 1º Realizado o saneamento, as partes têm o direito de pedir 
esclarecimentos ou solicitar ajustes, no prazo comum de 5 (cinco) dias, findo o qual a decisão se torna 
estável.(O juiz faz um “despacho” saneador em que o juiz se manifesta a respeito dos 5 objetivos do 
saneamento, e as partes tem 5 dias de se manifestarem a respeito desse despacho, dizendo se 
concordam ou discordas de cada um desses pontos)(Se as partes não se manifestarem em 5 dias, essa 
decisão do juiz vai ficar “estável”)É a maneira tradicional, que mais acontece. 
Segunda Forma: As partes apresentam a proposta de saneamento(muito raro de acontecer)§ 2º As 
partes podem apresentar ao juiz, para homologação, delimitação consensual das questões de fato e de 
direito a que se referem os incisos II e IV, a qual, se homologada, vincula as partes e o juiz.(as partes 
se manifestam perante o juiz e através de um negócio jurídico processual e as partes vão apresentar 
para o juiz uma proposta de saneamento, uma formulada em conjunto pelo autor e pelo réu) 
Terceira Forma:Saneamento compartilhado§ 3º Se a causa apresentar complexidade em matéria de 
fato ou de direito, deverá o juiz designar audiência para que o saneamento seja feito em cooperação 
com as partes, oportunidade em que o juiz, se for o caso, convidará as partes a integrar ou esclarecer 
suas alegações.(É uma audiência de saneamento compartilhado, em que o juiz marca um audiência, 
chama autor e réu e eles fazer o saneamento em conjunto(juiz, autor e réu)) 
Prova testemunhal x Prova Pericial (ainda dentro do saneamento) 
Especificação de prova testemunhal (art. 357 parágrafos 4, 5 , 6 e 7) 
Cada parte pode juntar até 10 testemunhas 
§ 4º Caso tenha sido determinada a produção de prova testemunhal, o juiz fixará prazo comum não 
superior a 15 (quinze) dias para que as partes apresentem rol de testemunhas. 
§ 5º Na hipótese do § 3º, as partes devem levar, para a audiência prevista, o respectivo rol de 
testemunhas. 
§ 6º O número de testemunhas arroladas não pode ser superior a 10 (dez), sendo 3 (três), no máximo, 
para a prova de cada fato. 
§ 7º O juiz poderá limitar o número de testemunhas levando em conta a complexidade da causa e dos 
fatos individualmente considerados. 
Especificação da prova pericial (art. 357, parágrafo 8) 
§ 8º Caso tenha sido determinada a produção de prova pericial, o juiz deve observar o disposto no art. 
465 e, se possível, estabelecer, desde logo, calendário para sua realização. 
Procedimento comum 
Fase Instrutória 
Tipos de Prova 
1)Depoimento Pessoal 
Art. 385. Cabe à parte requerer o depoimento pessoal da outra parte, a fim de que esta seja interrogada 
na audiência de instrução e julgamento, sem prejuízo do poder do juiz de ordená-lo de ofício. 
§ 1º Se a parte, pessoalmente intimada para prestar depoimento pessoal e advertida da pena de 
confesso, não comparecer ou, comparecendo, se recusar a depor, o juiz aplicar-lhe-á a pena. 
§ 2º É vedado a quem ainda não depôs assistir ao interrogatório da outra parte. 
§ 3º O depoimento pessoal da parte que residir em comarca, seção ou subseção judiciária diversa 
daquela onde tramita o processo poderá ser colhido por meio de videoconferência ou outro recurso 
tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real, o que poderá ocorrer, inclusive, durante 
a realização da audiência de instrução e julgamento. 
Depoimento pessoal é uma prova que busca esclarecer os fatos através da oitiva das partes, traz a 
ideia de se ouvir em juízo as partes.Oitiva de autor,réu ou quem ingressou em alguma das modalidades 
da intervenção de terceiros, sendo agora admitido como parte. 
Depoimento pessoal é um ato personalíssimo, só podendo ser praticado pela própria parte. 
Vai ocorrer mediante requerimento das partes ou do MP ou por exigência do juiz(nesse caso recebe o 
nome de “interrogatório”). 
As partes tem um ônus de depor, diferentemente das testemunhas, que tem o dever de depor. 
Se a pessoa não comparece, comparece e fica calado ou desvia das perguntas, a pessoa vai sofrer 
a pena de confesso, em que vai se presumir que o fato que esta sendo perguntado é verídico. 
Quem faz o depoimento primeiro é o autor e depois o réu, em regra, se os dois forem depor.Quem 
ainda não fez o depoimento não pode escutar o depoimento da outra parte.Pode haver uma inversão 
dessa ordem. 
 
Quem faz a primeira pergunta é o juiz, em seguida ele dá a palavra para o advogado da parte 
contrária.O advogado da parte que está depondo não faz pergunta. 
 
Existem escusas ao ônus de depor em juizo(quando você não presta depoimento e não sofre a 
pena do confesso)(art 388) 
Art. 388. A parte não é obrigada a depor sobre fatos: 
I - criminosos ou torpes que lhe forem imputados; 
II - a cujo respeito, por estado ou profissão, deva guardar sigilo; 
III - acerca dos quais não possa responder sem desonra própria, de seu cônjuge, de seu 
companheiro ou de parente em grau sucessível; 
IV - que coloquem em perigo a vida do depoente ou das pessoas referidas no inciso III. 
Parágrafo único. Esta disposição não se aplica às ações de estado e de família. 
O advogado pede para o juiz a escusa legal do art 388, e na hora do depoimento o juiz especifica que 
o autor não vai depor sobre determinado fato. 
2)Confissão (arts 389 e ss.) 
Confessar é reconhecer voluntariamente um fato como verdadeiro sendo que este fato lhe é 
desfavorável. 
A consequência da confissão é que o fato confessado se torna incontroverso, não havendo mais a 
necessidade de produção de provas sobre ele. 
A confissão de um litisconsrte não prejudica o outro. 
Se o que está sendo discutido no caso real versa sobre um direito real imobiliário(propriedade) não 
adianta somente o marido confessar, ou só a mulher, mas é necessária a confissão dos dois. 
Art. 389. Há confissão, judicial ou extrajudicial, quando a parte admite a verdade de fato contrário 
ao seu interesse e favorável ao do adversário. 
Requisitos pra que a confissão seja válida: 
1)Capacidade plena de quem confessa. 
2)Direito deve ser disponível 
3)Inexegibilidade de forma especial(não se pode confessar sobre algo que exige a forma 
específica(documento público)).Por exemplo, exige-se uma certdão de casamento. 
Espécies de Confissão 
Confissão extrajudicial ou Judicial 
Confissão espontânea ou Provocada(que ocorre dentro do depoimento pessoal) 
A confissão não é necessariamente personalissíma, como por exemplo, aconfissão espontânea pode 
ser feito pelo seu procurador.Ja a confissão provocada é personalíssima. 
 
Art. 390. A confissão judicial pode ser espontânea ou provocada. 
§ 1º A confissão espontânea pode ser feita pela própria parte ou por representante com poder 
especial. 
§ 2º A confissão provocada constará do termo de depoimento pessoal. 
Art. 391. A confissão judicial faz prova contra o confitente, não prejudicando, todavia, os 
litisconsortes. 
Parágrafo único. Nas ações que versarem sobre bens imóveis ou direitos reais sobre imóveis 
alheios, a confissão de um cônjuge ou companheiro não valerá sem a do outro, salvo se o regime de 
casamento for o de separação absoluta de bens. 
Art. 392. Não vale como confissão a admissão, em juízo, de fatos relativos a direitos 
indisponíveis. 
§ 1º A confissão será ineficaz se feita por quem não for capaz de dispor do direito a que se referem 
os fatos confessados. 
§ 2º A confissão feita por um representante somente é eficaz nos limites em que este pode vincular 
o representado. 
Art. 393. A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de 
coação. 
Parágrafo único. A legitimidade para a ação prevista no caput é exclusiva do confitente e pode 
ser transferida a seus herdeiros se ele falecer após a propositura. 
Art. 394. A confissão extrajudicial, quando feita oralmente, só terá eficácia nos casos em que a 
lei não exija prova literal. 
Art. 395. A confissão é, em regra, indivisível, não podendo a parte que a quiser invocar como 
prova aceitá-la no tópico que a beneficiar e rejeitá-la no que lhe for desfavorável, porém cindir-se-á 
quando o confitente a ela aduzir fatos novos, capazes de constituir fundamento de defesa de direito 
material ou de reconvenção. 
Prova documental 
É o principal meio de prova utilizado na prática, mais frequente. 
Documento é qualquer meio que tenha a capacidade de representação de um fato(um vídeo que 
prova um fato, por exemplo, é considerado um documento). 
Sentido lato: Pode ser qualquer objeto (art 422) 
Sentido estrito: Papel escrito 
Documento particular: O documento particular atinge os contratantes.(restrito). 
Documento público: Todos aqueles que na sua formação tem a participação de um funcionário 
público no exercício das suas funções.Utiliza-se documentos públicos toda vez que é necessário dar 
públicidade aquele negócio, a validade dos documentos públicos é oponível a terceiros.(validade 
ampla) 
Se quem fez o documento público não tinha capacidade para tal(oficial público incompetente) no 
momento, esse documento vai ser considerado partiular. 
 
Ambos, particular e público, tem validade de prova. 
Todo documento tem presunção relativa, pode ser provado que ele é falso. 
Art. 406. Quando a lei exigir instrumento público como da substância do ato, nenhuma outra prova, 
por mais especial que seja, pode suprir-lhe a falta.(Alguns atos, como o casamento, precisam de 
forma pública(documento público) para serem provados) 
Reconhecimento de firma(resonhecer a assinatura), não torna um documento particular em público. 
Art. 424. A cópia de documento particular tem o mesmo valor probante que o original, cabendo ao 
escrivão, intimadas as partes, proceder à conferência e certificar a conformidade entre a cópia e o 
original. 
As cópias de documento público tem a mesma capacidade de demonstração dos documentos 
originais. 
Art. 425. Fazem a mesma prova que os originais: 
I - as certidões textuais de qualquer peça dos autos, do protocolo das audiências ou de outro livro 
a cargo do escrivão ou do chefe de secretaria, se extraídas por ele ou sob sua vigilância e por ele 
subscritas; 
II - os traslados e as certidões extraídas por oficial público de instrumentos ou documentos 
lançados em suas notas; 
III - as reproduções dos documentos públicos, desde que autenticadas por oficial público ou 
conferidas em cartório com os respectivos originais; 
IV - as cópias reprográficas de peças do próprio processo judicial declaradas autênticas pelo 
advogado, sob sua responsabilidade pessoal, se não lhes for impugnada a autenticidade; 
V - os extratos digitais de bancos de dados públicos e privados, desde que atestado pelo seu 
emitente, sob as penas da lei, que as informações conferem com o que consta na origem; 
VI - as reproduções digitalizadas de qualquer documento público ou particular, quando juntadas 
aos autos pelos órgãos da justiça e seus auxiliares, pelo Ministério Público e seus auxiliares, pela 
Defensoria Pública e seus auxiliares, pelas procuradorias, pelas repartições públicas em geral e por 
advogados, ressalvada a alegação motivada e fundamentada de adulteração. 
§ 1º Os originais dos documentos digitalizados mencionados no inciso VI deverão ser 
preservados pelo seu detentor até o final do prazo para propositura de ação rescisória. 
§ 2º Tratando-se de cópia digital de título executivo extrajudicial ou de documento relevante à 
instrução do processo, o juiz poderá determinar seu depósito em cartório ou secretaria. 
 
A produção da prova documental foge da lógica de requerimento, deferimento e produção.Ela ocorre 
pelo autor na petição inicial e pelo réu na constestação, sendo que se for obtido o documento 
posteriormente, ele pode fugir desses prazos.(Art. 435. É lícito às partes, em qualquer tempo, juntar 
aos autos documentos novos, quando destinados a fazer prova de fatos ocorridos depois dos 
articulados ou para contrapô-los aos que foram produzidos nos autos.(A parte contrária vai ter um 
prazos de 15 dias para se manifestar a respeito desse documento novo) 
Ata notarial(art. 384): É uma prova documentada, em que você pega algo que exista dificuldade de 
se materializar no papel e coloca isso no papel, quem vai fazer essa ata notarial é um oficial de um 
cartório.Por exemplo: um conversa no whatsapp. 
Prova Testemunhal (arts. 442 e ss.) 
Interrogatório de pessoas que conhecem os fatos litigiosos, sendo que essas pessoas devem ter 
desinteresse na causa(não pode ser amigo de nem um, nem do outro). 
 
 
 
 
Prova pericial(arts. 464 e ss.) 
Necessidade de conhecimentos técnicos 
Meio de prova subsidiário, que só é feito com extrema necessidade, pois é muito caro e demanda 
muito tempo. 
Não tem a realização de perícia se o fato puder ser demonstrado por outro meio 
Perito é um particular com alguma formação superior em alguma área, não existe perícia oficial do 
estado.Esses peritos ficam vinculados a “ASPEJUDI”, que é uma associação de peritos para casos 
judiciais, e os juízes vão nomear esses peritos. 
Os peritos se enquadram nas mesmas hipóteses de impedimento e suspeição dos juízes, devendo ter 
o mesmo grau de imparcialidade de um juíz.(hipóteses do art. 148, inc. II) 
Os peritos também podem ser substituidos(art. 468) 
O juíz nomeia o perito e dentro de 5 dias o perito diz se aceita fazer a perícia e apresenta sua 
proposta de honorários.Depois do perito ser nomeados as partes tem 15 dias para 
impugnar(rejeitar) esse perito, apresentando um fundamento, fundamento embasado nas hipóteses 
de impedimento e suspeição. 
Uma das partes pode escolher um assistente técnico para acompanhar a perícia.Além do assistente 
técnico, as partes podem formular alguns quesitos que devem ser respondidos após a 
perícia.(art.465, parágrafo 1)Ex: Perguntar se a técnica utilizada pelo médico foi a mais adequada 
para o procedimento e etc. 
O exame feito pelos peritos é um ato público 
Teoricamento o perito deve fixar as datas de realização da perícia e entregar do laudo, mas caso isso 
não ocorra o prazo para a juntada do laudo ao processo é de 20 dias antes da AIJ.E as partes tem 15 
dias para se manifestarem sobre o laudo. 
Laudo não é sinônimo de sentença, o juiz e a juiza podem interpretar um laudo da maneira que 
quiserem com uma fundamentação adequada.O juiz pode interpretar as conclusões do laudo de 
maneira distinta do que está escrito, mas na prática é muito raro elesdiscordarem do que está la. 
Na prática a capacidade de convencimento de um laudo pericial é muito alta. 
 
Audiência de instrução e julgamento(AIJ)(arts. 358 e ss.) 
Momento processual reservado para a produção de prova oral. 
AIJ requere 3 pontos:1) esclarecimento do perito/assitente 
2)Depoimento pessoalmente 
3)Testemunhas 
Desenvolvimento da audiência 
Art. 358. No dia e na hora designados, o juiz declarará aberta a audiência de instrução e julgamento e mandará apregoar as partes e 
os respectivos advogados, bem como outras pessoas que dela devam participar. 
a)Atos Preparatórios 
Pregão:É um ato de convocação das partes para a convocação na sala de audiência.Se a parte não 
comparecer na hora do pregão o juiz dispensa todas as provas que essa partes queria produzir. 
b)Atos de Conciliação 
Atos de tentativa de conciliação 
Conciliação: Acordo obtido em juízo 
Dever de buscar a conciliação(art. 359) 
Art. 359. Instalada a audiência, o juiz tentará conciliar as partes, independentemente do emprego anterior de outros métodos de 
solução consensual de conflitos, como a mediação e a arbitragem. 
c)Atos de Instrução 
Debates orais(art. 364):20 minutos 
Na prática a maioria dos debates orais são convertidos em memoriais escritos(art. 364, parágrafo 2) 
Art. 364. Finda a instrução, o juiz dará a palavra ao advogado do autor e do réu, bem como ao membro do Ministério Público, se for 
o caso de sua intervenção, sucessivamente, pelo prazo de 20 (vinte) minutos para cada um, prorrogável por 10 (dez) minutos, a 
critério do juiz. 
§ 1º Havendo litisconsorte ou terceiro interveniente, o prazo, que formará com o da prorrogação um só todo, dividir-se-á entre os 
do mesmo grupo, se não convencionarem de modo diverso. 
§ 2º Quando a causa apresentar questões complexas de fato ou de direito, o debate oral poderá ser substituído por razões finais 
escritas, que serão apresentadas pelo autor e pelo réu, bem como pelo Ministério Público, se for o caso de sua intervenção, em prazos 
sucessivos de 15 (quinze) dias, assegurada vista dos autos. 
 
d)Atos de Julgamento 
Sentença imediata ou no prazo de 30 dias(art. 366) 
Art. 366. Encerrado o debate ou oferecidas as razões finais, o juiz proferirá sentença em audiência ou no prazo de 30 (trinta) dias. 
 
 Fase Decisória 
Sentença(art. 203 parágrafo primeiro):Na doutrina sentença é um ato estatal imperativo, proferido 
pelo magistrado e construído pelas partes em contraditório. 
Art. 203. Os pronunciamentos do juiz consistirão em sentenças, decisões interlocutórias e despachos. 
§ 1º Ressalvadas as disposições expressas dos procedimentos especiais, sentença é o pronunciamento por meio do qual o juiz, 
com fundamento nos arts. 485 e 487 , põe fim à fase cognitiva do procedimento comum, bem como extingue a execução. 
Sentenças Terminativas(art. 485) 
Não há resolução/análise do mérito 
Possibilidade de repropositura da ação 
Caso haja litispendencia, coisa julgada e perempção(perda da faculdade processual de se mover 
uma ação por já ter proposto ela 3 vezes e abandonado) a sentença terminativa tem caráter 
definitivo, não havendo a possibilidade de repropositura da ação(art. 485 parágrafo 5) 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: 
I - indeferir a petição inicial; 
II - o processo ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes; 
III - por não promover os atos e as diligências que lhe incumbir, o autor abandonar a causa por mais de 30 (trinta) dias; 
IV - verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo; 
V - reconhecer a existência de perempção, de litispendência ou de coisa julgada;(caráter definitivo) 
VI - verificar ausência de legitimidade ou de interesse processual; 
VII - acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem ou quando o juízo arbitral reconhecer sua competência; 
VIII - homologar a desistência da ação; 
IX - em caso de morte da parte, a ação for considerada intransmissível por disposição legal; e 
X - nos demais casos prescritos neste Código. 
§ 1º Nas hipóteses descritas nos incisos II e III, a parte será intimada pessoalmente para suprir a falta no prazo de 5 (cinco) dias. 
§ 2º No caso do § 1º, quanto ao inciso II, as partes pagarão proporcionalmente as custas, e, quanto ao inciso III, o autor será 
condenado ao pagamento das despesas e dos honorários de advogado. 
§ 3º O juiz conhecerá de ofício da matéria constante dos incisos IV, V, VI e IX, em qualquer tempo e grau de jurisdição, enquanto 
não ocorrer o trânsito em julgado. 
§ 4º Oferecida a contestação, o autor não poderá, sem o consentimento do réu, desistir da ação. 
§ 5º A desistência da ação pode ser apresentada até a sentença. 
§ 6º Oferecida a contestação, a extinção do processo por abandono da causa pelo autor depende de requerimento do réu. 
§ 7º Interposta a apelação em qualquer dos casos de que tratam os incisos deste artigo, o juiz terá 5 (cinco) dias para retratar-se. 
 
Sentenças Definitivas(art. 487) 
Há resolução/análise de mérito 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art485
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art487
Não há possibilidade de repropositura da ação. 
Sentenças homologatórias: Quando o juiz homologa o acordo entre as partes. 
Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz: 
I - acolher ou rejeitar o pedido formulado na ação ou na reconvenção; 
II - decidir, de ofício ou a requerimento, sobre a ocorrência de decadência ou prescrição; 
III - homologar: 
a) o reconhecimento da procedência do pedido formulado na ação ou na reconvenção; 
b) a transação; 
c) a renúncia à pretensão formulada na ação ou na reconvenção. 
Parágrafo único. Ressalvada a hipótese do § 1º do art. 332, a prescrição e a decadência não serão reconhecidas sem que 
antes seja dada às partes oportunidade de manifestar-se. 
 
 
Elementos/requisitos estruturais da sentença(art. 489) 
a)Relatório 
É uma síntese/resumo do caso 
b)Fundamentação(exigência constitucional art 93 inci. IX CF) 
O juíz vai análisar os fundamentos fáticos/jurídicos 
Vai ocorrer a valoração da prova(qual a análise do juiz a respeito das provas produzidas ao longo do 
processo) 
c)Dispositivo 
Parte final/comando jurídico 
O juiz vai julgar os pedidos 
Os juízes não podem julga extra(julga fora do que foi pedido), ultra(além do que foi pedido, coloca 
coisa a mais) ou citra(infra)(não julga tudo que foi pedido) petita.A sentença responde diretamente o 
que foi pedido(princípio da congruência). 
 
 Coisa Julgada (arts. 502 e ss) 
Necessária limitação da discussão sobre a lide. 
Coisa julgada: garantia fundamental (art. 5, inc.XXXVI CF/88)(Princípio da Segurança Jurídica) 
Esta ligada a ideia de uma garantia fundamental que vai fazer com que dentro do processo exista 
segurança jurídica/estabilidade. 
É uma qualidade conferida aos efeitos da sentença(ou acórdão nos tribunais superiores) tornando 
esses efeitos imutáveis. 
 
Coisa julgada formal:Toda e qualquer sentença vai alcança coisa julgada formal(sentenças 
terminativas ou definitivas).É um fenômeno endoprocedimental, pois gera efeitos para dentro do 
procedimento, diz que aquele procedimento em específico se esgotou/encerrou, mesmo podendo 
propor uma nova ação no caso de sentenças terminativas.A coisa julgada formal é a preclusão 
máxima, pois é a última preclusão, não podendo mais se realizar atos naquele procedimento.O que 
caracteriza a coisa julgada formal é o esgotamento do procedimento. 
 
Coisa julgada material:Só alcança as sentenças definitivas, fenômeno extraprocedimental, pois 
gera efeitos para fora do procedimento em que ela foi criada. É a coisa julgada material que impede 
a repropositura da ação.Sentença definitiva faz ao mesmo tempo coisa julgada formal e material. 
Limites Subjetivos da coisajulgada(art. 506) 
Define em face de quem aquela decisão vai gerar efeitos. 
Ex: Se a ação é contra João, os efeitos vão ser somente sobre João. 
Art. 506. A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada, não prejudicando terceiros. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art332§1
 
Limites Objetivos da coisa julgada(arts. 503 e 504) 
O que da decisão transitou em julgado.Somente o dispositivo(resposta aos pedidos) transita em 
julgado. 
Art. 503. A decisão que julgar total ou parcialmente o mérito tem força de lei nos limites da questão principal 
expressamente decidida. 
§ 1º O disposto no caput aplica-se à resolução de questão prejudicial, decidida expressa e incidentemente no processo, 
se: 
I - dessa resolução depender o julgamento do mérito; 
II - a seu respeito tiver havido contraditório prévio e efetivo, não se aplicando no caso de revelia; 
III - o juízo tiver competência em razão da matéria e da pessoa para resolvê-la como questão principal. 
§ 2º A hipótese do § 1º não se aplica se no processo houver restrições probatórias ou limitações à cognição que 
impeçam o aprofundamento da análise da questão prejudicial. 
Art. 504. Não fazem coisa julgada: 
 I - os motivos, ainda que importantes para determinar o alcance da parte dispositiva da sentença; 
II - a verdade dos fatos, estabelecida como fundamento da sentença. 
 
 
Eficácia preclusiva da coisa julgada material(art. 508) 
Impedimento à rediscussão 
Tanto os argumentos que foram deduzidos, quanto os que poderiam ser deduzidos não podem ser 
discutidos mais. 
Art. 508. Transitada em julgado a decisão de mérito, considerar-se-ão deduzidas e repelidas todas as alegações e as 
defesas que a parte poderia opor tanto ao acolhimento quanto à rejeição do pedido.

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