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Área de Inovação e Tecnologia – Experimentação 1 Submarino Na Garrafa Gabriel Reginatto Freitas mat: 0235046 Kelvin Muller Minhos mat: 0234860 Micael Salvador mat: 0235064 Andréa Timm 20 de Novembro de 2017 1. Objetivos - Aplicar os conceitos teóricos do Princípio de Pascal e Arquimedes na prática; - Exemplificar movimentações (submersões e emersões) de um submarino. 2. Introdução Teórica 2.1 Princípio de Pascal Blaise Pascal (1623-1662) foi um físico, matemático, filósofo moralista e teólogo francês. Na área da física, estudou a mecânica dos fluidos, e esclareceu os conceitos de pressão e vácuo, ampliando o trabalho de Evangelista Torricelli. Nesta mecânica dos fluidos, esclareceu finalmente os princípios barométricos, da prensa hidráulica e da transmissibilidade de pressões, fazendo com esse princípio fosse chamado pelo seu nome. [1]. Ao apertar um tubo de dentifrício, seu conteúdo flui para fora pela abertura da parte superior do tubo. Esta situação demostra a aplicação do princípio de Pascal. Quando a pressão é aplicada em qualquer região do tubo, ela é sentida em todos os pontos do interior do tubo e força seu conteúdo a sair pela abertura. Este é o princípio de Pascal, que foi pela primeira vez estabelecida por Blaise Pascal em 1652. [2]. “A pressão aplicada a um fluido enclausurado é transmitida sem atenuação a cada parte do fluido e para as paredes do reservatório que o contém.” Assim, se for aumentada a pressão externa sobre uma determinada região do fluido, de uma quantidade p, o mesmo aumento na pressão será sentido em todos os pontos do fluido. P Pext .g.h Em que: P = pressão; Pext = pressão externa; ρ = massa específica do fluido; g = aceleração da gravidade; h = altura; 2.2 Princípio de Arquimedes Arquimedes (287 a.c.-212 a.c.) foi um importante cientista, inventor e matemático grego. Fez grandes descobertas e invenções como, por exemplo, o parafuso, a roldana e as rodas dentadas. O mais famoso trabalho seu foi a determinação do princípio da hidrostática, que leva seu nome. [3]. Este princípio indica que todo o corpo imerso, total ou parcialmente, em um fluído, fica sob a ação de uma força vertical de baixo para cima, aplicada pelo fluído; esta força é denominada empuxo. Área de Inovação e Tecnologia – Experimentação 2 O empuxo é a existência da ação de várias forças sobre um corpo mergulhado em um determinado líquido. Cada força tem um módulo diferente, e a resultante delas não é nula. A resultante de todas essas forças está dirigida para cima e é exatamente esta resultante que representa a ação do empuxo sobre o corpo. A pressão exercida sobre um objeto submerso pelo fluido em suas vizinhanças certamente não pode depender do material do qual o objeto é feito. Como exemplo, se está fazendo um teste com um saco de água e substituir por um pedaço de madeira com dimensões e formas idênticas, a força de sustentação não será modificada. A força direcionada para cima será, ainda, igual ao peso do volume original de água. Esta constatação leva ao princípio de Arquimedes: Um corpo total ou parcialmente imerso em um fluido é sustentado por uma força cuja intensidade (E) é igual ao peso do fluido deslocado pelo corpo. [2]. E P(fluido) E ( fluido).g.V Em que: E = empuxo; P (fluido) = peso do fluido deslocado; g = aceleração da gravidade; V = volume da porção do fluido deslocado; ρ (fluido) = massa específica do fluido. Se um corpo tem seu peso “aliviado”, quando mergulhado num líquido, isso significa que aparentemente ele pesa menos. Pap P E P c.Vc.g Com isso, distinguem-se três casos no equilíbrio de corpos imersos e flutuantes: 1° caso: O peso é maior que o empuxo (P > E). Neste caso o corpo descerá com aceleração constante (condições ideais). Verificando-se as expressões de P e E, conclui-se que isso acontecerá se a massa específica do corpo for maior que a massa específica do líquido. [4]. 2° caso: O peso é menor que o empuxo (Pé comprimida, a pressão da água aumenta. Este acréscimo de pressão se transmite a todo o fluido confinado (lei de Pascal). Como volume de ar no interior da tampa diminui de tamanho, proporcionando a entrada de água, o valor da força de empuxo também diminui, pois o empuxo só depende do volume de líquido deslocado. Neste momento a força peso se torna maior que o empuxo, fazendo com que o objeto venha de afundar (Fig.5). Soltando a garrafa, a pressão diminui e o volume da bolha no interior da tampa se torna maior, aumentando o valor do empuxo. Isto faz com que o objeto flutue novamente. [5]. Fonte: sou mais enem. [6]. No instante em que o submarino flutua se dá devido à força peso ser igual á força de empuxo, comprovado pelo estudo de Arquimedes. Toda vez que exercíamos uma força externa, uma pressão era adicionada ao conjunto, somando-se a força peso do submarino, tornando-o maior a força de empuxo. Notou-se que com a substituição da massa, colocando um volume maior, foi possível verificar uma maior facilidade na submersão do objeto. 5. Conclusão Após executado experimento e previamente analisado, juntamente com estudo dos conceitos teóricos de Princípio de Pascal e Arquimedes, obtivemos os conhecimentos sobre pressão, volume, densidade, e atuações das forças em torno do conjunto, podendo verificar a veracidade dos estudos feitos de forma objetiva. No ensaio, adquirimos resultados satisfatórios, entendendo como as forças atuavam sobre o submarino, modificando sua posição original. Todavia poderíamos ter alcançado resultados precisos através de cálculos, evidenciando o estudo teórico abordado durante a experimentação realizada. A verificação dos cálculos não foi possível devido à ausência de informações primordiais para execução dos mesmos, como por exemplo: volume do corpo, volume deslocado e massa específica do conjunto (tampa juntamente da esfera de massa de modelar). Essas informações nos impediram de obter as forças que atuavam sobre a garrafa e o submarino. É importante ressaltar que apesar de sabermos que a tampa da caneta se tratava de um cone e a massa de modelar uma esfera, não conseguimos determinar, nos cálculos, o volume do corpo. Apesar de conseguirmos medir o peso deste conjunto (tampa e esfera), os valores encontrados, foram Área de Inovação e Tecnologia – Experimentação 6 diferentes do esperado, devido erros de medições e ausência de informações, impedindo a descoberta da massa específica deste conjunto. Devido à inexistência de equipamentos precisos e com estas carências de dados, a determinação da quantidade de força utilizada e necessária para a movimentação do submarino, tornou-se impossível, de certa forma. Com tudo, concluímos através da prática que o experimento foi executado de forma correta e todos os objetivos foram alcançados, mesmo sem a determinação das forças, foi possível visualizar a existência delas em torno do objeto. 6. Referências Bibliográficas 1.BIOGRAFIA E CURIOSIDADE. Biografia de Blaise Pascal. Disponível em www.biografiaecuriosidade.blogspot.com.br/2012/08/biografia-de-blaise-pascal.html. Acesso em 19/11/2017. 2.RESNICK, Robert; HALLIDAY, David; KENNETH, Krane; Física 2. 5ª Edição, Editora LTC, Rio de Janeiro, 2017. 3.SUA PESQUISA. Arquimedes. Disponível em www.suapesquisa.com/pesquisa/arquimedes.htm. Acesso em 19/11/2017. 4.BONJORNO, Regina Azenha; BONJORNO, José Roberto; BONJORNO, Valter; RAMOS, Clinton Marcico; Física Completa. 2ª Edição, Editora FTD S.A, São Paulo, 2001. 5.SILVA, Douglas Soares da; Princípio de Arquimedes: uma demostração de qualidade e quantitativa. Disponível em www.ifi.unicamp.br/~assis/Douglas-Soares-da-Silva(2006). Acesso em 19/11/2017. 6.SOU MAIS ENEM. Hidrostática: Pressão, densidade e massa específica. Disponível em www.soumaisenem.com.br/fisica/o-movimento-o-equlibrio-e-descoberta-de-leis-fisicas. Acesso em 19/11/2017.