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ORGANIZAÇÃO DA JUSTIÇA 
E DO PROCESSO
Prof. Diego Augusto Bayer
COMPETÊNCIA
CONCEITO
É a quantidade ou medida de poder atribuída a um
determinado órgão.
COMPETÊNCIA
É regida por dois princípios básicos
Indisponibilidade da competência: o órgão não
dispõe sobre sua competência e cabe ao legislador
dar flexibilidade a estas regras(modificar, alterar,
etc.);
Tipicidade da competência: via de regra, a
competência deve estar prevista em normas
positivadas (típicas).
COMPETÊNCIA
Contudo, existem competências implícitas,
especialmente pelo fato de que não pode
haver vácuo de competência (alguém tem
que ser competente).
DISTRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIA
A distribuição da competência é uma tarefa
legislativa. A primeira grande distribuição está na
CF/88 ao criar as cinco justiças:
1. Justiça Federal Comum,
2. Justiça do Trabalho,
3. Justiça Eleitoral,
4. Justiça Militar e
5. Justiça Estadual.
DISTRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIA
A distribuição da competência é uma tarefa
legislativa. A primeira grande distribuição está na
CF/88 ao criar as cinco justiças:
1. Justiça Federal Comum,
2. Justiça do Trabalho,
3. Justiça Eleitoral,
4. Justiça Militar e
5. Justiça Estadual.
ORGANIZAÇÃO HORIZONTAL
Justiça Comum e Justiça Especial
O exercício da atividade jurisdicional poder ser classificada
pelo enfoque horizontal.
Por meio dela percebe-se que o desenvolvimento da
sociedade exigiu do aparelho estatal a repartição da
atividade jurisdicional em diversos órgãos especializados.
Sob o enfoque horizontal não há que se falar em
hierarquia, mas na divisão das atribuições para cada órgão
jurisdicional.
ORGANIZAÇÃO VERTICAL
Cada um das Justiças especializadas e comuns compõe-se de vários
órgãos, os quais estão escalonados em uma estrutura que reflete a
existência de degraus na atividade jurisdicional.
A independência funcional dos juízes não permite que se possa
atribuir a existência de uma hierarquia que vincule os juízes de
primeira instância ou mesmo os tribunais estaduais e federais,
quanto ao conteúdo de suas decisões, em relação aos Tribunais
Superiores.
Em outras palavras: a decisão final proferida pelo Tribunal Superior
em grau recursal ou por exercício de competência originária deverá
ser respeitada pela instância
FIXAÇÃO OU DETERMINAÇÃO DA COMPETÊNCIA
É a identificação de qual é o órgão que vai julgar a
causa, que se dá pela aplicação do art. 43 do CPC.
Art. 43. Determina-se a competência no momento
em que a ação é proposta. São irrelevantes as
modificações do estado de fato ou de direito
ocorridas posteriormente, salvo quando
suprimirem o órgão judiciário ou alterarem a
competência em razão da matéria ou da
hierarquia.
FIXAÇÃO OU DETERMINAÇÃO DA COMPETÊNCIA
A segunda parte do artigo 43, CPC, diz que fixada à
competência não importa os fatos supervenientes,
pois não alteram a competência já fixada (regra de
estabilidade do processo).
É a perpetuação da jurisdição. Estabilização da
competência ou Perpetuatio jurisdictionis.
... são irrelevantes as modificações do estado de
fato ou de direito ocorridas posteriormente...
FIXAÇÃO OU DETERMINAÇÃO DA COMPETÊNCIA
A terceira parte excepciona essa regra da
perpetuação em duas hipóteses:
• Quebra da perpetuação quando houver
supressão do órgão jurisdicional;
• Quebra da perpetuação quando houver alteração
da competência absoluta (matéria e hierarquia).
...salvo quando suprimirem o órgão judiciário ou
alterarem a competência em razão da matéria ou
da hierarquia.
CLASSIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA
CLASSIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA
Competência absoluta – é de interesse público, o Estado não 
admite qualquer modificação, não admite prorrogação de 
competência, seja por vontade das partes, seja pelos motivos 
legais (conexão e continência): 
• em relação da matéria 
• em relação da hierarquia (funcional). 
Competência relativa – admite prorrogação (modificação), é 
aquela que pode ser alterada por vontade das partes ou pela 
conexão ou continência de causas. A prorrogação divide-se em 
legal (conexão e continência) e voluntária (convenção das 
partes): 
• em relação ao valor da causa 
• territorial
CARACTERÍSTICAS DA COMPETÊNCIA ABSOLUTA
1. Prevalência do interesse público – indisponibilidade. 
2. O juiz deve declarar-se incompetente, de ofício, sempre 
que lhe for remetido processo para o qual for 
absolutamente incompetente. 
“Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão 
preliminar de contestação. 
§ 1º A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de 
jurisdição e deve ser declarada de ofício.
§ 2º Após manifestação da parte contrária, o juiz decidirá imediatamente a 
alegação de incompetência. 
§ 3º Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos 
ao juízo competente. § 4º Salvo decisão judicial em sentido contrário, 
conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente até que 
outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente.” 
CARACTERÍSTICAS DA COMPETÊNCIA ABSOLUTA
3. Autor, réu ou qualquer interveniente podem, a qualquer 
tempo, invocar a incompetência absoluta, matéria que é 
inclusive uma das preliminares alegáveis na contestação 
(CPC, arts. 64 e 337, II). 
4. Em face da indisponibilidade, é incabível “eleição de foro” 
quando infringente a qualquer regra de competência 
absoluta (CPC, art. 63). 
5. A incompetência absoluta do juiz torna nulos quaisquer 
atos decisórios por ele proferidos (CPC, art. 64, § 4º); e a 
sentença proferida pelo juiz absolutamente incompetente 
poderá ser rescindida (CPC, art. 966, II).
CARACTERÍSTICAS DA COMPETÊNCIA RELATIVA
1. Prevalência do interesse particular dos litigantes –
disponibilidade.
2. O juiz não pode, em hipótese nenhuma, declarar-se de
ofício incompetente; só poderá fazê-lo se o réu suscitar a
exceção de incompetência (CPC, arts. 112, 304, 305 e 307).
Exceção: art. 112, parágrafo único, CPC.
O juiz pode declarar de ofício sua incompetência frente à
nulidade de cláusula de eleição de foro em contrato de
adesão, remetendo para o processo ao juízo competente
(foro de domicílio do réu).
CARACTERÍSTICAS DA COMPETÊNCIA RELATIVA
3. Somente o réu pode suscitar incompetência, (CPC, arts.
64 e 340); se o réu não provocar em tempo hábil a exceção,
a competência do juiz considera-se automaticamente
prorrogada – isto é, o juiz, em tese incompetente, torna-se
competente para conhecer e julgar aquela causa (CPC, art.
65).
“Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não
alegar a incompetência em preliminar de contestação.”
CARACTERÍSTICAS DA COMPETÊNCIA RELATIVA
4. As regras sobre competência relativa não provocam
nulidades. Se a exceção de incompetência é suscitada com
êxito, o processo será remetido ao juiz competente (art.
340, CPC); caso contrário, ocorre então a prorrogação de
competência.
5. Competência territorial é o caso típico de competência
relativa, e o mais comum.
CONEXÃO E CONTINÊNCIA
Conceito: são hipóteses de modificação legal da
competência relativa.
• Tem o mesmo regramento, de modo que se pode estudar
conjuntamente.
• Litispendência é quando dois processos idênticos estão
em curso perante juízos diversos.
• Não há relevância quando dois processos não possuem
nenhuma relação de partes, pedido ou causa de pedir.
• Na conexão ou continência as causas são distintas, mas
deve existir uma relação entre elas, por isso, ligam-se de
alguma maneira.
CONEXÃO
“Art. 54. A competência relativa poderá modificar-se pela
conexão ou pela continência, observado o disposto nesta
Seção.
Art. 55. Reputam-se conexas duas ou mais ações, quando
Ihes for comum o objeto ou a causa de pedir.”
Ex. ação de cobrança de aluguéis e ação de despejo, ação
de indenização movida por duas pessoas diferentes
decorrido do mesmo acidente de trânsito, ação de
investigação de paternidade e ação de alimentos.
CONTINÊNCIA
Art. 56. Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações
quando houver identidade quanto àspartes e à causa de
pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o
das demais.
Ex. ação de anulação de um contrato e ação de anulação
de uma cláusula do contrato. Obs. a maioria da doutrina
aponta que a continência é um tipo de conexão.
CONEXÃO E CONTINÊNCIA
Consequências jurídicas da conexão e continência:
Modificação da competência relativa (o legislador retira a
competência de um juízo e atribui ao outro todas as causas);
determina a reunião das causas em um mesmo juízo e o
processamento simultâneo das causas(art.105, CPC);
“Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido
proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será
proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário as ações
serão necessariamente reunidas.”
Princípio da economia processual; evitar decisões contraditórias.
CONEXÃO E CONTINÊNCIA
Exceção. Pode haver conexão sem a possibilidade
de reunião entre os processos?
SIM
Ex. acidente de trânsito, uma causa na vara penal
e outra civil são conexas, mas não podem ser
reunidas.
PREVENÇÃO
Em qual dos juízos as causas devem ser
reunidas?
• Serão reunidas no juízo prevento.
• A prevenção de um dos juízos é um
critério de escolha do juízo onde as
causas sejam decididas simultaneamente.
PREVENÇÃO
No CPP o prevenção está no
Art. 83 - verificar-se-á a competência por
prevenção toda vez que, concorrendo dois ou mais
juízes igualmente competentes ou com jurisdição
cumulativa, um deles tiver antecedido aos outros
na prática de algum ato do processo ou de medida
a este relativa, ainda que anterior ao oferecimento
da denúncia ou da queixa.
PREVENÇÃO
O CPC tem dois critérios de prevenção:
1ª) se as causas estão tramitando na mesma comarca, a
prevenção se dá pela primazia do despacho inicial, é o
prevento para julgar ambas.(arts. 58 e 58, CPC)
2º) se as causas estiverem tramitando em comarcas
diversas, prevento é aquele juiz que primeiro fez a citação
válida ( primeira parte do art. 219, CPC).
Art. 219. A citação válida torna prevento o juízo...
PRORROGAÇÃO DA COMPETÊNCIA
A prorrogação da competência é a transferência de um
juízo, por se julgar incompetente para apreciar a ação, a
outro juízo, podendo se dar, segundo Fernando Capez
(2006, p. 221) de duas formas:
1. PRORROGAÇÃO NECESSÁRIA: Quando a própria lei
obriga que seja transferida a ação a outro juízo, por ser
competente para a ação;
2. PRORROGAÇÃO VOLUNTÁRIA: Ocorre nos casos, em
razão do lugar, quando não questionado no devido
tempo
DELEGAÇÃO DA COMPETÊNCIA
É a transferência da competência de um juízo para outro,
sempre que os atos processuais não puderem ou não
tiverem de se realizar no foro originalmente competente.
ESPECIES DE DELEGAÇÃO DA COMPETÊNCIA
1. DELEGAÇÃO EXTERNA: Ocorre quando os atos são
praticados em juízos diferentes, como por exemplo, a
carta precatória etc.
2. DELEGAÇÃO INTERNA: Ocorre quando os atos são
praticados no mesmo juízo, como por exemplo, nos
casos de titularidades de juízos, substitutos e auxiliares.
CLASSIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIA
CLASSIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIA
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA
São três:
• CRITÉRIO OBJETIVO
• CRITÉRIO FUNCIONAL
• CRITÉRIO TERRITORIAL
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA
CRITÉRIO OBJETIVO
Parte dos elementos da demanda.
São eles:
• Partes
• Pedido
• Causa de pedir
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA
CRITÉRIO OBJETIVO
ELEMENTO PARTE Competência em razão
da pessoa: considera uma das partes.
Ex: art. 109, I, CF/88. Competência da
Justiça Federal para julgar as causas de
interesse da União ou de pessoa jurídica da
administração indireta federal.
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA
CRITÉRIO OBJETIVO
ELEMENTO PEDIDO Competência em
razão do valor da causa : o valor da causa é
determinado pelo pedido (ex: juizados
especiais cíveis e federais).
Juizado Especial Federal, apesar de ser
competência em razão do valor da causa,
esta competência é absoluta.
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA
CRITÉRIO OBJETIVO
ELEMENTO CAUSA DE PEDIR
Competência em razão da matéria: pela
natureza jurídica da relação de direito
material travada no processo
(ex: família — vara de família; trabalho —
vara do trabalho, etc.).
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA
A competência em razão da matéria e da
pessoa é absoluta. Via de regra, a
competência em razão do valor da causa é
relativa.
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA
CRITÉRIO FUNCIONAL
Conecta com as funções exercidas pelo
órgão jurisdicional durante o processo, por
exemplo: função de julgar, executar, julgar
recurso, receber a reconvenção e ação
cautelar.
Possui duas dimensões:
• Vertical
• Horizontal
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA
CRITÉRIO FUNCIONAL
Vertical: entre instâncias, também
denominada de hierárquica.
Ex: Tribunal de Justiça do RJ julga os
recursos contra as decisões do juiz de
primeira instância vinculado a ele.
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA
CRITÉRIO FUNCIONAL
Horizontal: ocorre na mesma instância.
Ex: Tribunal do Júri, com as figuras do juiz
pronunciante e do júri.
No Processo Civil, o mesmo juiz competente
para o processo cautelar será competente
para o principal.
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA
CRITÉRIO TERRITORIAL
Competência Territorial: é aquela que
permite identificar o lugar em que a causa
deve ser processada, isto é, qual o foro
competente.
Em regra é relativa.
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA
CRITÉRIO TERRITORIAL
Existem duas regras gerais de competência
territorial no CPC:
• Art. 46
• Art. 47
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA
CRITÉRIO TERRITORIAL
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal
ou em direito real sobre bens móveis será
proposta, em regra, no foro de domicílio do
réu.
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA
CRITÉRIO TERRITORIAL
Art. 47. Para as ações fundadas em direito
real sobre imóveis é competente o foro de
situação da coisa.
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA
CRITÉRIO TERRITORIAL
E existem regras especiais de competência
territorial no CPC, como as do artigo 48 ao
53.
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA
CRITÉRIO TERRITORIAL
Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o
competente para o inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento
de disposições de última vontade, a impugnação ou anulação de
partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu,
ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro.
Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é
competente:
I - o foro de situação dos bens imóveis;
II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes;
III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do
espólio.
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA
CRITÉRIO TERRITORIAL
Art. 49. A ação em que o ausente for
réu será proposta no foro de seu último
domicílio, também competente para a
arrecadação, o inventário, a partilha e o
cumprimento de disposições
testamentárias.
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA
CRITÉRIO TERRITORIAL
Art. 50. A ação em que o incapaz for
réu será proposta no foro de domicílio
de seu representante ou assistente.
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA
CRITÉRIO TERRITORIAL
Art. 51. É competente o foro de domicílio do réu
para as causas em que seja autora a União.
Parágrafo único. Se a União for a demandada, a
ação poderá ser proposta no foro de domicílio do
autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou
a demanda, no de situação da coisa ou no Distrito
Federal.
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA
CRITÉRIO TERRITORIAL
Art. 52. É competente o foro de domicílio do réu para as
causas em que seja autor Estado ou o Distrito Federal.
Parágrafo único. Se Estado ou o Distrito Federal for o
demandado, a ação poderá ser proposta no foro de
domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que
originou a demanda, no de situação da coisa ou na capital
do respectivo ente federado.
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIACRITÉRIO TERRITORIAL
Art. 53. É competente o foro:
I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e
reconhecimento ou dissolução de união estável:
a) de domicílio do guardião de filho incapaz;
b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz;
c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do
casal;
d) de domicílio da vítima de violência doméstica e familiar, nos termos da Lei nº
11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha);
II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem
alimentos;
III - do lugar:
a) onde está a sede, para a ação em que for ré pessoa jurídica;
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA
CRITÉRIO TERRITORIAL
b) onde se acha agência ou sucursal, quanto às obrigações que a pessoa
jurídica contraiu;
c) onde exerce suas atividades, para a ação em que for ré sociedade ou
associação sem personalidade jurídica;
d) onde a obrigação deve ser satisfeita, para a ação em que se lhe exigir o
cumprimento;
e) de residência do idoso, para a causa que verse sobre direito previsto no
respectivo estatuto;
f) da sede da serventia notarial ou de registro, para a ação de reparação de
dano por ato praticado em razão do ofício;
IV - do lugar do ato ou fato para a ação:
a) de reparação de dano;
b) em que for réu administrador ou gestor de negócios alheios;
V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano
sofrido em razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves.
DA MODIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIA
Art. 54. A competência relativa poderá
modificar-se pela conexão ou pela
continência, observado o disposto nesta
Seção.
Enunciado nº 235 da Súmula do STJ (a conexão não
determina a reunião dos processos, se um deles já
foi julgado). Se não pode reunir uma das causas
será suspensa até o julgamento final da outra.
CAUSAS CONEXAS – JUÍZO COMPETENTE
Em qual dos juízos as causas serão reunidas?
No juízo prevento.
Art. 43. Determina-se a competência no momento do
registro ou da distribuição da petição inicial, sendo
irrelevantes as modificações do estado de fato ou de
direito ocorridas posteriormente, salvo quando
suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência
absoluta.
CONFLITO DE COMPETÊNCIA
Percebe-se pela disciplina do CPC, que o incidente
de conflito de competência é de competência
originária de Tribunal, mediante provocação das
partes, do MP ou dos órgãos que estão em
conflito.
Ele poderá ser:
• Positivo (art. 66, I do CPC)
• Negativo (art. 66, II do CPC)
CONFLITO DE COMPETÊNCIA
Art. 66. Há conflito de competência quando:
I - quando dois ou mais juízes se declaram competentes;
II - quando dois ou mais juízes se consideram
incompetentes;
Enunciado nº 59 da Súmula do STJ: Não há conflito de
competência se já existe sentença com trânsito em
julgado, proferida por um dos juízos conflitantes.
Enunciado nº 3 da Súmula do STJ: Compete ao TRF dirimir
conflito de competência verificado, na respectiva região,
entre juiz federal e juiz estadual investido de jurisdição
federal.

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