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O fascínio pelas lâminas ultrapassa todas as eras. A faca é o grande símbolo da sobrevivência, da caçada, da alimentação, da proteção, prosperidade, domínio e hierarquia. Esse instrumento tornou-se tão presente e fundamental para a raça humana que foi absorvido no enredo religioso de diversas culturas. Deuses e deusas de todas as partes ostentavam suas lâminas subjugando inimigos e impondo seus parâmetros de Justiça e Ordenança, superstições e lendas apareceram em todo mundo e a rústica ferramenta de sobrevivência tomou seu lugar sagrado. 
A Formação, Apogeu e Queda dos Deuses da Guerra
 
 
A grande maioria das divindades nasceu a partir das fobias humanas. 
A princípio os deuses foram construídos tomando-se por base animais
‘superiores’ e eventos naturais que os grupos não conseguissem reproduzir. A noção de divindade começou a existir como uma forma do homem materializar tudo aquilo que não compreendia. ‘Deuses-Pais e Mães’ surgiram em todas as culturas para protegerem suas “crianças” repletas de medo e foram constituídos de acordo com os valores de cada bando. Os deuses receberam formas de aves de rapina (totêmicos), a força de felinos e outros animais fortes (búfalos, elefantes, cobras, morcegos, dentre outros), o domínio elementar (fogo, ar, terra e água), asas, garras, peles e/ou escamas impenetráveis, poder de conter ou promover a morte, domínio e influência nos pensamentos e armas diversas. 
Nesse exato ponto percebemos que muitos Deuses e Deusas não foram criados para corroborar com a humanidade e sim para aleijá-la pelos séculos vindouros. O medo (nas diversas formas de fobias) fez com que os deuses fossem assentados nos tronos da memória coletiva onde perpetuaram-se geração após geração sendo reflexo dos anseios, desejos e falhas do povo que o criou. Todavia, como já fora relatado anteriormente, o homem fez da guerra uma arte complexa e ampla, um credo e uma religião. 
Um guerreiro pode ser comparado com um sacerdote e suas armas, em especial as lâminas, são seus pontos de conexão, seus ícones sagrados, suas obras de arte e o receptáculo das próprias sombras ancestrais. Ao contrário
dos demais deuses e deusas gerados a partir do medo e do desconhecimento da natureza, os Deuses da Guerra foram construídos para exaltar o “humano-predador”, o devastador das adversidades, o portador da garra artificial que conseguia combater em igualdade todos os animais (oponentes) anteriormente temidos e divinizados. Os Deuses da Guerra eram

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