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Aula 02
PM-RS (Soldado da Brigada Militar)
Estatuto dos Servidores do RS - 2023
(Pré-Edital)
Autor:
Tiago Zanolla, Equipe Legislação
Específica Estratégia Concursos
21 de Setembro de 2023
04143217074 - Mairon Conterato Della Pace
Tiago Zanolla, Equipe Legislação Específica Estratégia Concursos
Aula 02
Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Estatuto dos Servidores Militares da Brigada Militar - Parte III 3
..............................................................................................................................................................................................2) Questões Comentadas - Estatuto dos Servidores Militares da Brigada Militar - Parte III 19
..............................................................................................................................................................................................3) Lista de Questões - Estatuto dos Servidores Militares da Brigada Militar - Parte III 24
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LEI COMPLEMENTAR Nº 10.990, DE 18 DE AGOSTO
DE 1997 - ESTATUTO DOS SERVIDORESMILITARES -
PARTE 3
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Olá, amigo concurseiro!
Hoje concluiremos nosso estudo da Lei Complementar nº 10.990/1997, que instituiu o Estatuto
dos Servidores Militares do Rio Grande do Sul.
Bons estudos!
DO USO DOS UNIFORMES DA BRIGADAMILITAR
Art. 88 - Os uniformes da Brigada Militar, com seus distintivos, insígnias e emblemas são privativos
dos servidores militares e representam o símbolo da autoridade policial-militar, com as prerrogativas
que lhe são inerentes.
No militarismo os uniformes têm uma importância muito grande. Por meio do uniforme de um
militar você pode saber não só que posto ou graduação ele ocupa, mas também uma série de
outras informações a respeito de sua atuação. Em outras palavras, o militar estadual fardado tem
as obrigações correspondentes ao uniforme que usa.
Por isso mesmo a primeira regra importante sobre o assunto, e que você precisa conhecer bem, é
a de que o uso dos uniformes da Brigada Militar é privativo dos militares estaduais. Ninguém
mais pode utilizá-los.
O uso indevido dos uniformes, bem como seu desrespeito, constituem crimes previstos em
legislação específica (Código Penal Militar). É proibido que pessoas ou organizações civis utilizem
uniformes, distintivos, insígnias ou emblemas que possam ser confundidos com os adotados pela
Brigada Militar.
O Estatuto determina ainda que serão responsabilizados pela infração das disposições deste
artigo os diretores ou chefes de sociedades ou organizações de qualquer natureza,
empregadores, empresas e institutos ou departamentos que tenham adotado ou consentido que
sejam usados uniformes ou ostentados distintivos, equipamentos, insígnias ou emblemas que
possam ser confundidos com os adotados na Brigada Militar.
Além disso, o militar é proibido de usar uniformes nas seguintes condições:
a) em reuniões, propaganda ou qualquer outra manifestação de caráter político-partidário;
b) na inatividade, salvo para comparecer a solenidades militares e policiais-militares e, quando
autorizado, a cerimônias cívicas comemorativas das datas nacionais ou a atos sociais solenes de
caráter particular; e
c) no estrangeiro, quando em atividades não relacionadas com a missão de servidor militar, salvo
quando expressamente determinado ou autorizado.
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O militar é proibido de usar uniformes nas seguintes condições:
a) em reuniões, propaganda ou qualquer outra manifestação de caráter
político-partidário;
b) na inatividade, salvo para comparecer a solenidades militares e
policiais-militares e, quando autorizado, a cerimônias cívicas comemorativas das datas nacionais
ou a atos sociais solenes de caráter particular; e
c) no estrangeiro, quando em atividades não relacionadas com a missão Policial Militar, salvo
quando expressamente determinado ou autorizado.
DA AGREGAÇÃO
A partir de agora estudaremos diversas situações nas quais podem se enquadrar os policiais
militares, dependendo das circunstâncias. Minha sugestão aqui é que você se esforce para
entender bem o significado de cada uma delas, mas não gaste muito tempo com as regras
adicionais, ok!?
Art. 92 - A agregação é a situação transitória na qual o servidor militar da ativa deixa de ocupar vaga
na escala hierárquica de seu Quadro, nela permanecendo sem número.
O militar agregado é aquele que não faz mais parte das relações hierárquicas próprias dos
militares, mas também não deixa de fazer parte dos quadros da corporação. Essa é a melhor
forma de lembrar, ok!?
O agregado fica sujeito às obrigações disciplinares concernentes às relações com outros militares
e autoridades civis.
A agregação é a situação transitória na qual o servidor militar da ativa deixa de
ocupar vaga na escala hierárquica de seu Quadro, nela permanecendo sem
número.
A agregação se faz por ato do Governador para oficiais, e do Comandante Geral
para praças.
Existem várias situações capazes de motivar a agregação do militar estadual. A seguir trago a lista
completa, marcando em amarelo aquelas que considero terem maior probabilidade de aparecer
na nossa prova.
O militar estadual deve ser agregado quando:
1. exercer cargo ou função não previstos nos quadros de organização da Brigada Militar, criados
em lei para provimento e desempenho privativos de servidores militares;
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2. Aguardar transferência "ex officio" para a reserva remunerada, por ter sido enquadrado em
quaisquer dos requisitos que a motivam;
3. For afastado temporariamente do serviço ativo por motivo de:
a) ter sido julgado incapaz temporariamente, após 1 ano contínuo de tratamento;
b) ter sido julgado incapaz definitivamente, enquanto tramita o processo de reforma;
c) ter ultrapassado um ano contínuo de licença para tratamento de saúde própria;
d) ter-lhe sido concedida licença para tratar de interesses particulares ou licença para
desempenho de mandato em associação de classe;
e) ter ultrapassado 6 meses contínuos de licença para tratar de saúde de pessoa da família;
f) ter sido considerado oficialmente extraviado;
g) houver transcorrido o prazo para que seja caracterizado o crime de deserção, se oficial ou
praça com estabilidade assegurada o crime de deserção só se caracteriza com a ausência do
militar por 8 dias. Esses 8 dias são chamados de período de graça;
h) como desertor, ter-se apresentado voluntariamente, ou ter sido capturado e reincluído a fim de
se ver processar;
i) se ver processar, após ficar exclusivamente à disposição da justiça comum ou militar;
j) ter-lhe sido concedida a licença especial, enquanto aguarda transferência para a reserva
remunerada;
l) ter sido condenado a pena restritiva de liberdade superior a 6 meses, enquanto durar a
execução ou até ser declarado indigno de pertencer à Polícia Militar ou com ela incompatível;
m) ter passado à disposição de Secretaria de Governo de outro órgão do Estado, da União, dos
Estados ou dos Territórios ou Municípios, para exercer função de natureza civil, salvo se for do
interesse da segurança pública;
n) ter sido, com prévia autorização ou mediante ato do Governador do Estado, investido em
cargo, função ou emprego público civil temporário, inclusive da administração indireta;
o) ter-se candidatado a cargoeletivo, desde que conte com dez ou mais anos de efetivo serviço;
p) ser afastado das funções de acordo com o previsto nesta lei ou condenado a pena de
suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função prevista em lei;
q) haver ultrapassado seis meses contínuos, na situação de convocado para funcionar como Juiz
do Tribunal Militar do Estado;
r) ter-lhe sido concedida licença para acompanhar o cônjuge.
DA REVERSÃO
Art. 95 - Reversão é o ato pelo qual o servidor militar agregado retorna ao respectivo quadro tão
logo cesse o motivo que determinou a sua agregação, voltando a ocupar o lugar que lhe competir
na respectiva escala numérica, na primeira vaga que ocorrer.
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Agora ficou fácil de entender, não é? O militar agregado sai da escala hierárquica. Quando eles
retornam aos seus Quadros, dizemos que houve a reversão.
O perigo aqui é o candidato que já estudou a Lei no 8.112/1990 confundir os dois institutos que
são chamados de reversão. Veja bem, a reversão da Lei no 8.112/1990 acontece quando o
servidor se aposenta e depois volta à ativa. Esta hipótese até pode corresponder a uma das
hipóteses de reversão (quando o militar na inatividade volta à ativa), mas é um instituto diferente,
ok!?
Art. 96 - A reversão será efetuada mediante ato do Governador do Estado para os Oficiais e do
Comandante-Geral para as Praças.
O Estatuto diz que compete ao Governador do Estado efetivar o ato de reversão, podendo
também delegar poderes a outras autoridades para tal.
Por fim, como regra geral, o militar agregado pode ser revertido ao serviço ativo a qualquer
tempo, desde que cessem as razões que justificaram a agregação. Essa regra, porém, não se
aplica para os seguintes casos de agregação:
a) ter sido julgado incapaz temporariamente, após 1 ano contínuo de tratamento;
b) ter sido julgado incapaz definitivamente, enquanto tramita o processo de
reforma;
c) ter ultrapassado um ano contínuo de licença para tratamento de saúde própria;
d) ter-lhe sido concedida licença para tratar de interesses particulares ou licença
para desempenho de mandato em associação de classe;
e) ter ultrapassado 6 meses contínuos de licença para tratar de saúde de pessoa da
família;
f) ter sido considerado oficialmente extraviado;
g) houver transcorrido o prazo para que seja caracterizado o crime de deserção, se
oficial ou praça com estabilidade assegurada o crime de deserção só se
caracteriza com a ausência do militar por 8 dias. Esses 8 dias são chamados de
período de graça;
l) ter sido condenado a pena restritiva de liberdade superior a 6 meses, enquanto
durar a execução ou até ser declarado indigno de pertencer à Polícia Militar ou com
ela incompatível;
m) ter passado à disposição de Secretaria de Governo de outro órgão do Estado, da
União, dos Estados ou dos Territórios ou Municípios, para exercer função de
natureza civil, salvo se for do interesse da segurança pública;
n) ter sido, com prévia autorização ou mediante ato do Governador do Estado,
investido em cargo, função ou emprego público civil temporário, inclusive da
administração indireta;
o) ter-se candidatado a cargo eletivo, desde que conte com dez ou mais anos de
efetivo serviço;
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p) ser afastado das funções de acordo com o previsto nesta lei ou condenado a
pena de suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função prevista em
lei;
DO EXCEDENTE
Art. 97 - Excedente é a situação transitória a que automaticamente passa o servidor militar que:
I - tendo cessado o motivo que determinou a sua agregação, reverte ao respectivo quadro, estando
este com seu efetivo completo;
II - aguarda a colocação a que faz jus na escala hierárquica, após haver sido transferido de quadro,
estando o mesmo com o seu efetivo completo;
III - é promovido por bravura, sem haver vaga;
IV - é promovido indevidamente;
V - sendo o mais moderno na respectiva escala hierárquica, ultrapassa o efetivo de seu quadro, em
virtude de promoção de outro servidor militar em ressarcimento de preterição;
VI - tendo cessado o motivo que determinou sua reforma por incapacidade definitiva, retorna ao
respectivo Quadro, estando este com o seu efetivo completo.
De forma resumida, podemos dizer que o militar excedente, é, como o nome já diz, aquele que
está numa situação transitória aguardando a abertura de vaga no seu Quadro. Essa condição
pode decorrer de algumas situações que podem soar estranhas, a exemplo da promoção
indevida.
Nos demais casos há alguma situação que faz com que o militar mude de posição, mas não há
vaga, e por isso ele deve ficar aguardando como excedente.
O militar que esteja na situação de excedente é considerado para todos os efeitos como em
efetivo serviço, concorrendo inclusive à promoção. Com relação ao militar indevidamente
promovido, ele retroagirá ao posto ou graduação anterior, recebendo o número que lhe competir
na escala hierárquica, podendo concorrer às promoções subsequentes, desde que satisfaça os
requisitos para promoção.
DO AUSENTE
Art. 98 - É considerado ausente o servidor militar que, por mais de vinte e quatro horas
consecutivas:
I - deixar de comparecer à sua Organização Policial-Militar, sem comunicar qualquer motivo de
impedimento;
II - ausentar-se, sem licença, da Organização Policial-Militar onde serve ou do local onde deva
permanecer.
Talvez essa seja a situação especial mais fácil de entender: o militar ausente é aquele que sumiu
sem dar explicações. O que você precisa saber aqui é que o prazo considerado razoável, a partir
do qual o Bombeiro será considerado ausente, é o período de 24h.
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Lembre-se ainda de que a ausência por 8 ou mais dias já configura o crime de deserção.
DO DESAPARECIMENTO E DO EXTRAVIO
Art. 99 - É considerado desaparecido o servidor militar da ativa que, no desempenho de qualquer
serviço, em viagem, em operações policiais-militares ou em caso de calamidade pública, tiver
paradeiro ignorado por mais de oito dias.
Neste caso não estamos falando simplesmente do militar que sumiu sem dar explicações, mas
sim daquele que, no desempenho das suas funções, desapareceu por mais de 8 dias.
Obviamente o militar somente será considerado desaparecido quando não houver indícios de
que desertou.
Quando esse desaparecimento perdurar por mais de 30 dias, o militar será considerado
extraviado.
DO DESLIGAMENTO OU EXCLUSÃO DO SERVIÇO ATIVO
Art. 100 - O desligamento ou exclusão do serviço do servidor militar é feito em consequência de:
I - transferência para a reserva remunerada;
II - reforma;
III - demissão;
IV - perda do posto ou patente;
V - licenciamento;
VI - exclusão a bem da disciplina;
VII - deserção;
VIII - falecimento;
IX - extravio.
A partir de agora estudaremos as hipóteses de desligamento ou exclusão do serviço ativo. São
regras bastante interessantes, e desde já deixo claro para você que o principal ponto é saber
diferenciar todas as modalidades.
O ato de desligamento ou a exclusão do serviço ativo da Polícia Militar será processado por ato
do Governador ou da autoridade para a qual tenham sido delegados poderes para tal.
DA TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA REMUNERADA
Art. 104 - A passagem do servidor militar à situação de inatividade, mediante transferência para a
reserva remunerada, se efetua:
I - a pedido;
II - "ex-officio".
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==d9158==
Já falamos em outros momentos do nosso curso a respeito da transferência do militar para a
reserva remunerada, e você já tem uma boa noção de como isso funciona.
A reserva remunerada é um instituto semelhante à aposentadoria que existe para os civis, mas
com algumas peculiaridades. Acredito que as mais importantes sejam a possibilidade de
designação para o serviço ativo em certas situações, e a possibilidade de suspensão do direito à
transferência para a reserva em Estado de Guerra, Estado de Sítio ou Estado de Defesa,
calamidade pública, perturbação da ordem interna ou em caso de mobilização.
A transferência para a reserva remunerada a pedido será concedida ao militar que tenha 30 anos
de serviço, se homem, e 25 anos de serviço, se mulher. Além disso, o militar estadual estar
realizando ou haver concluído qualquer curso ou estágio de duração superior a 6 meses, por
conta do Estado, não poderá pedir transferência para a reserva remunerada sem que se tenham
decorrido 3 anos de seu término, a não ser mediante prévia indenização de todas as despesas
correspondentes à realização do referido curso ou estágio, inclusive as diferenças de
vencimentos.
A transferência para a reserva remunerada de ofício ocorre nos casos previstos no art. 106. As
principais hipóteses são o atingimento da idade limite e do tempo máximo de contribuição
previstos pelo Estatuto.
Art. 106 - A transferência "ex-officio" para a reserva remunerada verificar-se-á sempre que o servidor
militar incidir em um dos seguintes casos: 
I - atingir as seguintes idades limites:
a) Oficiais: 65 anos;
b) Praças: 60 anos;
II - o Oficial, ao completar 30 (trinta) anos de serviço e:
a) (revogado)
b) 35 (trinta e cinco) anos de efetivo exercício, em qualquer hipótese;
III - ultrapassar 2 (dois) anos contínuos de licença para tratamento de saúde em pessoa da família;
IV - agregar para, com prévia autorização ou mediante ato do Governador do Estado, assumir cargo
público civil temporário, não eletivo, inclusive na Administração Indireta, e permanecer afastado das
funções por 2 (dois) anos, contínuos ou não;
V – for diplomado para desempenho de cargo eletivo;
VI - quando Coronel, for demitido por necessidade de serviço ou for dispensado da função de
Comandante-Geral e não aceitar nomeação para outro cargo policial-militar.
Recomendo que você não tente memorizar todos os detalhes das hipóteses trazidas pelo
dispositivo. Na minha humilde opinião, a probabilidade de isso ser cobrado especificamente
numa questão de prova é muito pequena.
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Art. 112 - O Oficial da reserva remunerada poderá ser convocado para o serviço ativo por ato do
Governador do Estado, por proposição do Comandante-Geral, para compor o Conselho de
Justificação, para ser encarregado de Inquérito Policial-Militar ou para ser incumbido de outros
procedimentos administrativos, na falta de Oficial da ativa em situação hierárquica compatível com a
do Oficial envolvido.
Nessas situações de caráter emergencial, o militar estadual que esteja na reserva remunerada
poderá ser convocado para retornar ao serviço ativo. O Oficial convocado nos termos deste
artigo terá os direitos e deveres dos da ativa de igual situação hierárquica, exceto quanto à
promoção.
Essa convocação terá a duração necessária ao cumprimento da atividade que a ela deu origem,
não devendo ser superior a 12 meses, dependendo da anuência do convocado e de inspeção de
saúde prévia.
DA REFORMA
Art. 113 - A passagem do servidor militar à situação de reformado efetua-se "ex-officio".
Desde já precisamos deixar claro para você que a reforma é uma das espécies de atos por meio
dos quais o militar passa à situação de inatividade.
Em palavras simples, o militar é reformado quando não tem mais condições de retornar ao
serviço ativo, por estar muito idoso ou por ter sido acometido por problemas de saúde.
As situações previstas no Estatuto em que o militar pode ser reformado são as seguintes:
a) Idade limite A idade prevista é de 70 anos para o Oficial; e 65 anos para as Praças.
b) Declaração de incapacidade definitiva para o serviço ativo;
c) Agregação por mais de 2 anos, por ter sido julgado incapaz temporariamente, mediante
homologação da Junta de Saúde, ainda mesmo que se trate de moléstia curável;
d) Condenação à pena de reforma, prevista no Código Penal Militar, por sentença passada em
julgado (sentença definitiva);
e) Determinação de reforma do Oficial pelo Tribunal Militar do Estado, em julgamento efetuado
em consequência do Conselho de Justificação a que foi submetido;
f) Indicação de reforma da Praça pelo Comandante-Geral, em julgamento de Conselho de
Disciplina.
Das hipóteses que estudamos, a incapacidade definitiva merece um maior detalhamento. O
Estatuto traz uma série de situações em que o militar será considerado definitivamente incapaz.
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SITUAÇÕES DE
INCAPACIDADE
DEFINITIVA
I - ferimento sofrido em ação policial ou enfermidade
contraída nessa circunstância ou que nela tenha causa
eficiente, bem como em decorrência da agressão sofrida e
não provocada pelo serviço militar, no exercício de suas
atribuições;
II - acidente em serviço, entendido como:
a - por ato relacionado, mediata ou imediatamente, com as
atribuições do posto ou graduação, ainda que ocorrido em
horário ou local diverso daquele determinado para o
exercício de suas funções;
b - por situação ocorrida no percurso da residência para o
trabalho e vice-versa;
c - em treinamento; e
d - em represália, por sua condição de servidor militar.
III - doença, moléstia ou enfermidade adquirida com relação
de causa e efeito a condições inerentes ao serviço;
IV - tuberculose ativa, alienação mental, neoplasia maligna,
cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante,
cardiopatia grave, males de Addison e de Parkinson,
pênfigo, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave,
esclerose múltipla, estados avançados do mal de Paget
(osteíte deformante), Síndrome de Imunodeficiência
Adquirida e outras que a lei indicar, com base na medicina
especializada;
V - acidente, doença, moléstia ou enfermidade sem relação
de causa e efeito com o serviço.
A questão da remuneração na reforma por incapacidade definitiva é tratada pelos arts. 117 a 119.
Art. 117 - O servidor militar da ativa, julgado incapaz definitivamente por um dos motivos constantes
dos itens I, II, III e IV do artigo anterior, será reformado com remuneração integral, qualquer que seja
o seu tempo de serviço.
Art. 118 - O servidor militar da ativa, julgado incapaz definitivamente por um dos motivos constantes
do item I do artigo 116, será promovido extraordinariamente, nos termos definidos em lei específica,
antes de ser reformado.
Parágrafo único - Nos casos previstos nos itens II, III e IV do artigo 116, verificada a incapacidade
definitiva, o servidor militar considerado inválido, com impossibilidade total e permanente para
qualquer trabalho, será reformado com remuneração correspondente ao grau hierárquico
imediatamente superior ao que possuir na ativa.
Art. 119 - O servidor militar da ativa, julgado incapaz definitivamente por um dos motivos constantes
do item V do artigo 116, será reformado:
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I - com remuneração proporcional ao tempo de serviço, se Oficial ou Praça com estabilidade
assegurada;
II - com remuneração integral do seu posto ou graduação, desde que, com qualquer tempo de
serviço, seja considerado inválido, com impossibilitante total e permanente para qualquer trabalho.
Art. 120 - O servidor militar, reformado por incapacidade definitiva, que for julgado apto em
inspeção de saúde pela Junta Superior de Saúde, em grau de recurso ou revisão, poderá retornar ao
serviço ativo ou ser transferido para a reserva remunerada.
Este é o caso do militar que foi considerado definitivamente incapaz, mas cuja razão que o levou
à incapacidade deixou de existir com o tempo. Neste caso então o militar será julgado apto para
retorno ao serviço ativo na próxima inspeção de saúde.
Esse retorno ao serviço ativo ocorrerá se o tempo decorrido na situação de reformado não
ultrapassar 2 anos.
Art. 121 - O servidor militar reformado por alienação mental, enquanto não ocorrer a designação
judicial de curador, terá a sua remuneração paga aos seus beneficiários, desde que o tenham sob
sua guarda e responsabilidade e lhe dispensem tratamento humano e condigno.
Este é um caso bem específico, em que o motivo da reforma é a alienação mental do militar
estadual. Neste caso deverá haver a designação oficial de curador para administrar o patrimônio
do militar, mas enquanto isso não ocorrer não faria sentido pagar a remuneração ao próprio
militar, já que ele não está em condições de tomar decisões, e por isso o Estatuto determina que
os valores sejam pagos aos seus beneficiários legalmente reconhecidos, que nada mais são do
que as pessoas que receberiam pensão caso aquele militar viesse a falecer.
Os beneficiários, parentes ou responsáveis pelo militar reformado por alienação mental deverão
providenciar sua interdição civil em até 60 dias contados do ato da reforma. A interdição civil é a
medida por meio da qual a pessoa será declarada civilmente incapaz, e poderá ter seus
interesses administrados por outra pessoa.
Em alguns casos, porém, a interdição judicial, bem como o internamento do militar que está
sofrendo de alienação mental, deverão ser providenciados pela própria Corporação:
a) Quando não houver beneficiários, parentes ou responsáveis;
b) Quando não forem satisfeitas as condições de tratamento.
DA DEMISSÃO, DA PERDA DO POSTO E DA PATETE E DA
DECLARAÇÃO DE INDIGNIDADE OU INCOMPATIBILIDADE COM O
OFICIALATO
Art. 122 - A demissão da Brigada Militar, aplicada exclusivamente aos Oficiais, se efetua:
I - a pedido;
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II - "ex-officio".
O primeiro ponto aqui é saber que a demissão se aplica somente aos oficiais, e que pode ocorrer
tanto a pedido quanto de ofício. A demissão a pedido será concedida sem indenização aos
cofres públicos, quando o militar contar mais de 5 anos de oficialato; e com indenização das
despesas feitas pelo Estado, com a sua preparação e formação, quando contar menos de 5 anos
de oficialato.
No caso de o militar estadual estar realizando ou ter concluído curso ou estágio de duração
superior a 6 meses e inferior ou igual a 18 meses por conta do Estado e não tendo decorrido
mais de 3 anos do seu término, a exoneração somente será concedida mediante indenização de
todas as despesas correspondentes ao referido curso ou estágio. A segunda hipótese de
exoneração sem necessidade de exoneração se dá justamente quando já se tiverem passado
esses 3 anos.
No caso de o Oficial ter feito qualquer curso ou estágio de duração superior a 18 meses, por
conta do Estado, haverá indenização se ainda não houver decorrido mais de 5 anos de seu
término.
Ok, você já entendeu o que é a demissão a pedido e em que situações ela pode ser concedida
com ou sem indenização por parte do militar, mas existem algumas situações em que ela pode
não ser concedida de forma alguma: O direito à demissão a pedido pode ser suspenso na
vigência de estado de guerra, calamidade pública, perturbação da ordem interna, estado de sítio
ou em caso de mobilização.
Art. 124 - O Oficial da ativa empossado em cargo público permanente, estranho à sua carreira será
imediatamente, mediante demissão "ex-officio", transferido para a reserva, onde ingressará com o
posto que possuir na ativa e com as obrigações estabelecidas em lei, não podendo acumular
qualquer proventos de inatividade com a remuneração do cargo público permanente.
Este é o caso do oficial que é aprovado em outro concurso público e toma posse em cargo que
não seja de magistério. Uma vez que tome posse, o oficial será imediatamente transferido para a
reserva não remunerada.
Art. 125 - O Oficial que houver perdido o posto e a patente será demitido "ex-officio", sem direito a
qualquer remuneração ou indenização, e terá a sua situação definida pela Lei do Serviço Militar.
Art. 126 - O Oficial perderá o posto e a patente se for declarado indigno do Oficialato, ou com ele
incompatível, por decisão do Tribunal Militar do Estado, em decorrência de julgamento a que for
submetido.
Parágrafo único - O Oficial declarado indigno do Oficialato, ou com ele incompatível, e condenado
à perda de posto e patente, só poderá readquirir a situação de servidor militar anterior por outra
sentença do Tribunal Militar do Estado e nas condições nela estabelecidas.
A perda do posto e da patente do oficial, bem como a declaração de incompatibilidade com o
oficialato resultam de decisão do Tribunal de Justiça Militar do Estado. Em geral esses processos
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se iniciam no Conselho de Justificação (no âmbito da própria Brigada Militar), e em seguida são
remetidos ao Tribunal.
A declaração de indignidade para o oficialato ou de incompatibilidade pode ocorrer nas
seguintes situações:
a) Quando o oficial for condenado por tribunal civil ou militar à pena restritiva de liberdade
individual superior a 2 anos, em decorrência de sentença condenatória passada em
julgado;
b) Quando o oficial for condenado por sentença passada em julgado por crimes para os
quais o Código Penal Militar comina essas penas acessórias;
c) Quando o oficial incidir nos casos previstos em lei especifica que motivam o julgamento
por Conselho de Justificação e neste for considerado culpado; e
d) Quando o oficial tiver perdido a nacionalidade brasileira.
DO LICENCIAMENTO
Art. 128 - O licenciamento do serviço ativo, aplicado somente às Praças, se efetua:
I - a pedido;
II - "ex-officio".
O licenciamento pode ser encarado, de forma geral, como um instituto equivalente à demissão,
mas só que aplicável às praças. Lembre-se sempre de que a demissão é aplicável apenas aos
oficiais.
O militar licenciado obviamente não tem direito a qualquer remuneração. Da mesma forma que a
demissão, o licenciamento pode ser aplicado a pedido ou de ofício, sendo que o licenciamento a
pedido pode ser suspenso na vigência do estado de guerra, calamidade pública, perturbação da
ordem interna, estado de sítio ou em caso de mobilização.
O licenciamento de ofício pode ocorrer nas seguintes situações:
a) por conclusão de tempo de serviço;
b) por conveniência do serviço; e
c) a bem da disciplina.
Por fim, você deve saber que o ato de licenciamento das praças é de competência do
Governador do Estado.
DA ANULAÇÃO DE INCLUSÃO
A anulação da inclusão das praças é uma forma muito específica de desligamento, que somente
pode ocorrer durante a prestação do serviço militar inicial. Sobre o tema apenas recomendo uma
leitura atenta do art. 131.
Art. 131 - A anulação de inclusão, para as Praças, ocorrerá durante a prestação do serviçopolicial-militar inicial nos seguintes casos:
I - de irregularidade no recrutamento, inclusive relacionada com a seleção;
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II - de moléstia não adquirida em serviço, em conseqüência da qual o voluntário venha a
permanecer afastado do serviço durante noventa dias, consecutivos ou não;
III - se o voluntário for portador de moléstia que o incapacite para o serviço e que haja escapado à
observação da Junta Policial-Militar de Saúde, por ocasião da inspeção para a inclusão.
Parágrafo único - Cabe ao Comandante-Geral determinar a anulação de Inclusão.
DA EXCLUSÃO DA PRAÇA A BEM DA DISCIPLINA
Art. 132 - A exclusão a bem da disciplina será aplicada "ex-officio":
a) às Praças sem estabilidade que forem condenadas a pena restritiva de liberdade superior a dois
anos, no foro civil ou militar, em sentença transitada em julgado.
b) aos Alunos-Oficiais ou às Praças com estabilidade assegurada:
I - sobre as quais houver pronunciado tal sentença o Conselho Permanente de Justiça, por haverem
sido condenadas em sentença passada em julgado por aquele Conselho ou pela Justiça Civil a pena
restritiva de liberdade individual superior a dois anos, ou, nos crimes previstos na legislação especial
concernente à Segurança Nacional, a pena de qualquer duração;
II - sobre as quais houver pronunciado tal sentença o Conselho Permanente de Justiça, por haverem
perdido a nacionalidade brasileira;
III - incidirem nos casos que motivaram julgamento por Conselho de Disciplina e neste forem
considerados culpados.
Parágrafo único - O Aluno-Oficial ou a Praça com estabilidade assegurada que houver sido excluído
a bem da disciplina, só poderá readquirir a situação de servidor militar anterior:
a) por outra sentença do Conselho Permanente de Justiça e nas condições nela estabelecidas, se a
exclusão for conseqüência de sentença daquele Conselho;
b) por decisão do Comandante-Geral da Brigada Militar, em processo regular, se a exclusão for
conseqüência de ter sido julgado culpado em Conselho de Disciplina.
A exclusão a bem da disciplina, como o próprio nome já diz, é uma exclusão de natureza
disciplinar, ou seja, é uma punição aplicável às praças, de competência do Governador do
Estado.
Isso pode ocorrer quando a praça tiver sido condenada a pena restritiva da liberdade individual
superior a 2 anos, ou, no caso dos crimes previstos na legislação concernente à segurança do
Estado, à pena de qualquer duração; quando a praça tiver perdido a nacionalidade brasileira; ou
quando houver julgamento do Conselho de Disciplina, considerando a praça culpada.
DA DESERÇÃO
Art. 135 - A deserção do servidor militar acarreta a interrupção do serviço policial-militar, com a
conseqüente demissão "ex-officio" para o Oficial ou exclusão do serviço ativo para a Praça.
A deserção do militar ocorre quando ele abandona seu posto, ficando “sumido” por 8 dias. O
desertor obviamente não deverá receber remuneração, ficando agregado ao seu Quadro até a
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decisão transitada em julgado. Estamos falando aqui de uma decisão da Justiça Militar, já que a
deserção é um crime.
Se o desertor for capturado ou apresentar-se voluntariamente, será submetido à inspeção de
saúde e aguardará a solução do processo. A Praça sem estabilidade assegurada será
automaticamente excluída após oficialmente declarada desertora.
DO FALECIMENTO E DO EXTRAVIO
Art. 136 - O falecimento do servidor militar da ativa acarreta interrupção do serviço policial-militar,
com o conseqüente desligamento ou exclusão do serviço ativo, a partir da data da ocorrência do
óbito.
Art. 137 - O extravio do servidor militar da ativa acarreta interrupção do serviço policial-militar com o
conseqüente afastamento temporário do serviço ativo, a partir da data em que o mesmo foi
oficialmente considerado extraviado.
O desaparecimento do militar ocorre quando ele estiver em serviço, em viagem, operações ou
calamidade pública, quando seu paradeiro for desconhecido por mais de 8 dias. Cuidado para
não confundir o desaparecimento com a deserção.
O prazo é o mesmo, mas o militar será considerado desaparecido quando estiver
desempenhando certas tarefas específicas, enquanto o desertor simplesmente não se apresenta
quando deveria. A situação de desaparecido, inclusive, só será considerada quando não houver
indício de deserção.
Uma vez desaparecido por mais de 30 dias, o militar será considerado oficialmente extraviado. O
extravio da ativa leva à interrupção do serviço militar estadual, com o consequente afastamento
temporário do serviço ativo (agregação) a partir da data em que ele for oficialmente considerado
extraviado.
O desligamento do serviço ativo será feito 6 meses após a agregação por motivo de extravio.
Estes prazos são a regra geral, mas em caso de naufrágio, sinistro aéreo, catástrofe, calamidade
pública ou outros acidentes oficialmente reconhecidos, o extravio ou o desaparecimento do
militar estadual da ativa será considerado como falecimento assim que forem esgotados os
prazos máximos de possível sobrevivência ou quando forem encerradas as providências de
salvamento.
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DO TEMPLO DE SERVIÇO
Neste capítulo do Estatuto temos um conjunto de regras a respeito da contagem do tempo de
serviço e de contribuição dos militares estaduais. Sinceramente, não acredito que este seja um
trecho muito importante para sua prova, mas se a banca nos surpreender estaremos preparados,
não é mesmo!?☺
Art. 139 - Os servidores militares começam a contar tempo de serviço na Brigada Militar a partir da
data de sua inclusão ou nomeação para o posto ou graduação.
O tempo de serviço do militar estadual começa a ser contado a partir da sua inclusão no posto
ou na graduação. Considera-se como data de inclusão ou nomeação a data de publicação do
respectivo ato no Diário Oficial do Estado.
Art. 140 - Na apuração de tempo de serviço policial-militar, será feita a distinção entre:
I - tempo de serviço efetivo;
II - anos de serviço.
Tempo de efetivo serviço é o espaço de tempo, computado dia a dia, entre a data de inclusão e
a data limite estabelecida para a contagem ou a data do desligamento do serviço ativo, mesmo
que tal espaço de tempo seja parcelado. Já a expressão anos de serviço designa o tempo de
efetivo serviço, com acréscimo do tempo de serviço público federal, estadual ou municipal
prestado pelo servidor militar anteriormente a sua inclusão, matrícula, nomeação ou reinclusão na
Brigada Militar.
§ 3º - Não é computável, para efeito algum, o tempo:
I - que ultrapassar de um ano, contínuo ou não, em licença para tratamento de saúde de pessoa da
família;
II - passado em licença, para tratar de interesse particular;
III - passado como desertor;
IV - decorrido em cumprimento de pena de suspensão do exercício do posto, ou graduação; cargo,
ou função por sentença passada em julgado;
V - decorrido em cumprimento de pena restrita da liberdade, por sentença passado em julgado,
desde que não tenha sido concedida suspensão condicional da pena;
VI - decorrido após completada a idade limite de permanência no serviço ativo da força;
VII - decorrido após a data em que for julgado incapaz definitivamente para o serviço ativo.
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Art. 147 - Na contagem dos anos de serviço não poderá ser computada qualquer superposição
entre si dos tempos de serviço público federal, estadual, municipal ou passado em administração
indireta, nem com os acréscimos de tempo, para os possuidores de curso universitário, nem com
tempo de serviço computável após a inclusão em Organização Policial-Militar ou órgão de formação
de Polícia-Militar ou a nomeação para posto da Brigada Militar.
A superposição de tempos ocorreria se fossem contados ao mesmo tempo períodos que
correspondem a um mesmo período temporal. Suponha, por exemplo, que o militar no passado
foi um servidor sujeito ao regime próprio, mas também tinha um emprego como professor,
sujeito ao regime geral.
Nesse caso ele fez recolhimentos ao regime próprio e ao regime geral ao mesmo tempo, mas
isso não significa que esse tempo será contado duas vezes!
DA LICENÇA PARA ACOMPANHAR O CÔNJUGE
Art. 148 - O servidor militar estável terá direito à licença, sem remuneração e sem a contagem de
tempo de serviço, para acompanhar o cônjuge, quando este for transferido, independentemente de
solicitação própria, para outro ponto do Estado ou do Território Nacional, para o exterior ou para o
exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo federal, estadual ou municipal.
A licença para acompanhar cônjuge somente é concedida ao servidor estável. Isso é possível
quando o cônjuge for transferido para outro ponto do Estado ou do Território Nacional, para o
exterior ou quando for exercer mandato eletivo.
A licença será concedida sem remuneração e sem contagem do tempo de serviço, mediante
pedido do servidor militar, devidamente instruído, podendo ser renovada a cada dois anos.
DAS RECOMPENSAS E DAS DISPENSAS DO SERVIÇO
Art. 150 - As recompensas constituem reconhecimento de bons serviços prestados pelos servidores
militares.
§ 1º - São recompensas aos servidores militares:
a) prêmios de Honra ao Mérito;
b) condecorações por serviços prestados;
c) elogios, louvores, referências elogiosas;
d) dispensa do serviço.
As dispensas do serviço são consideradas como recompensas pelo art. 150, mas em seguida o
art. 152 nos diz que as dispensas do serviço podem ser concedidas como recompensa ou em
decorrência de prescrição médica. Isso pode nos deixar um pouco confusos, mas devemos
lembrar que as questões de prova devem ser retiradas da literalidade do texto da norma.
Lembre-se também de que, de acordo com o Estatuto, as dispensas do serviço serão concedidas
com a remuneração integral e computadas como tempo de efetivo serviço.
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QUESTÕES COMENTADAS
1. PM-CE – Oficial – 2014 – Cespe (adaptada). Em determinada operação policial, um sargento
da Brigada Militar foi ferido e, durante o ano subsequente inteiro, permaneceu em tratamento
de saúde. Após esse período, ele foi afastado temporariamente do serviço ativo, por ter sido
julgado incapaz temporariamente. Nessa situação, ele passará à situação de excedente.
Comentários:
Os casos em que o militar fica como excedente são aqueles previstos no art. 97. Na realidade
eles não têm muito a ver com o que diz a questão. Lembre-se de que o excedente é aquele que
está numa situação transitória aguardando a abertura de vaga no seu Quadro.
GABARITO: ERRADA
2. PM-CE – Soldado PM – 2008 – Cespe (adaptada). Agregação é a situação em que o militar
estadual em serviço ativo deixa de ocupar vaga na escala hierárquica do seu quadro, nela
permanecendo sem número. A agregação ocorre quando o militar exercer cargo ou função não
previstos nos quadros de organização da Brigada Militar, e é contada a partir da data da posse
no novo cargo, emprego ou função até o retorno à corporação ou transferência de ofício para a
reserva remunerada.
Comentários:
Esta questão aprofundou no tema da agregação, o que não é muito comum em concursos
policiais. A definição de agregação está de acordo com o art. 92 do Estatuto, e o exercício de
cargo ou função não previstos nos quadros de organização da Brigada Militar é uma das
hipóteses de agregação.
GABARITO: CERTA
3. PM-CE – Soldado PM – 2012 – Cespe. O estatuto veda, expressamente, ao militar estadual
usar uniformes em manifestação de caráter político-partidário.
Comentários:
É isso aí! Essa vedação está no art. 89. Vamos relembrar!?
Art. 89 - O uso dos uniformes, com seus distintivos, insígnias e emblemas, bem como os
modelos, descrição, peças, acessórios e outras disposições, são estabelecidos na
regulamentação da Brigada Militar.
§ 1º - É proibido ao servidor militar o uso de uniforme:
I - em reuniões, propaganda ou qualquer outra manifestação de caráter político-partidário;
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II - na inatividade, salvo para comparecer a solenidades militares e policiais-militares e,
quando autorizado, a cerimônias cívicas comemorativas das datas nacionais ou a atos sociais
solenes de caráter particular;
III - no estrangeiro, quando em atividade não relacionada com a missão de servidor militar,
salvo quando expressamente determinado ou autorizado.
GABARITO: CERTA
4. PM-CE – Soldado PM – 2012 – Cespe. O militar que utiliza uniforme da Brigada Militar para,
por exemplo, apresentação artística, responde por seu uso. Essa regra, entretanto, não se aplica
ao uso isolado, sem o respectivo uniforme, de distintivos, insígnias, divisas e emblemas.
Comentários:
As mesmas regras aplicáveis aos uniformes também se aplicam a outros símbolos, sendo vedado
a qualquer elemento civil ou organizações civis usar uniformes ou ostentar distintivos,
equipamentos, insígnias ou emblemas que possam ser confundidos com os adotados na Brigada
Militar (art. 91).
GABARITO: ERRADA
5. PM-AC – Soldado PM – 2008 – Cespe (adaptada). Um policial militar do estado do Rio Grande
do Sul utiliza-se de suas horas de folga para exercer a atividade de segurança particular de um
importante vereador da cidade. Desempenha essa função utilizando-se de uniforme da
corporação, apresenta-se de forma ostensiva no comitê político do vereador e, do mesmo
modo, escolta-o na campanha eleitoral. Além dessa atividade, o militar pratica o exercício do
comércio de roupas, na qualidade de sócio-gerente do estabelecimento.
Considerando essa situação hipotética e com lastro no Estatuto dos Militares do Estado do Rio
Grande do Sul, julgue os seguintes itens.
O uso do uniforme da corporação militar estadual descrito acima está em conformidade com os
preceitos contidos no Estatuto dos Militares do Estado do Rio Grande do Sul, contanto que o
militar estadual fardado preserve as obrigações correspondentes ao uniforme que usa e aos
distintivos que ostenta.
Comentários:
Já soa muito estranho um policial militar utilizar seu uniforme para prestar serviços particulares,
não é mesmo!? Além disso, na situação descrita ele estaria utilizando o uniforme em
manifestação político-partidária, o que é expressamente proibido pelo Estatuto.
GABARITO: ERRADA
6. PM-BA – Soldado PM – 2012 – FCC (adaptada). De acordo com o Estatuto dos Policiais
Militares do Estado do Rio Grande do Sul, em caráter transitório e mediante aceitação
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voluntária, poderá ser convocado para o serviço ativo, por ato do Governador do Estado, o
militar
a) da reserva remunerada
b) da reserva não remunerada.
c) excedente.
d) agregado.
e) reformado.
Comentários:A convocação para o serviço ativo mediante aceitação voluntária somente é aplicável aos
militares estaduais da reserva remunerada. Os reformados não podem mais ser convocados.
Além disso, essa convocação depende de aceitação voluntária e depende de proposta do
Comandante-Geral e ato do Governador, nos termos do art. 3o, §3o.
GABARITO: A
7. PM-RO – Soldado PM – 2014 – FUNCAB (adaptada). Assinale a alternativa que aponta uma
situação especial do policial militar:
a) A agregação: situação na qual o policial da ativa deixa de ocupar a vaga na escala
hierárquica do seu Quadro, nela permanecendo sem número.
b) A reversão: situação transitória a que, automaticamente, passa o policial que é
promovido indevidamente.
c) A ausência: onde o policial militar deixa de comparecer a sua organização, por mais de
48 horas consecutivas, sem comunicar qualquer motivo de impedimento.
d) A reversão: o policial, sendo o mais moderno na escala hierárquica do seu Quadro ou
Qualificação, ultrapassando o efetivo fixado em Lei, em virtude de promoção sua ou de
outro militar estadual em ressarcimento de preterição.
e) A agregação: o policial é considerado como em efetivo serviço e concorre, sem nenhuma
restrição, a qualquer cargo.
Comentários:
A alternativa correta é a letra A. Você já deve estar cansado de ver por aqui essa definição de
agregação do militar, não é mesmo!? Pois bem, a alternativa B se refere na realidade à situação
de excedente, bem como as alternativas D e E. A alternativa C está errada porque o policial
militar é considerado ausente após 24h.
GABARITO: A
8. PM-CE – Soldado PM – 2012 – Cespe (adaptada). Se o soldado da Brigada Militar deixar de
comparecer, por mais de vinte e quatro horas consecutivas, à sua organização militar, sem licença
e sem comunicar qualquer impedimento, será considerado ausente.
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==d9158==
Comentários:
Perfeito! Lembre-se sempre de que o prazo para que se configure a ausência é de 24h.
GABARITO: CERTA
9. PM-CE – Soldado – 2012 – Cespe. Na apuração do tempo de contribuição do militar estadual
não poderá ser computada superposição de tempos, de quaisquer naturezas.
Comentários:
Perfeito! Na aula de hoje você aprendeu que o tempo de contribuição do militar estadual será
contado apenas uma vez quando estiver relacionado a determinado período, não sendo
permitida a superposição de tempo na contagem, nos termos do art. 147 do Estatuto.
GABARITO: CERTA
10. PM-CE – Soldado – 2012 – Cespe. O militar reformado por incapacidade definitiva que for
julgado apto em inspeção de saúde por junta superior, em grau de recurso ou revisão, poderá
retornar ao serviço ativo, a qualquer tempo, por ato do governador do estado.
Comentários:
O art. 120 traz essa regra, mas esse retorno ao serviço ativo não pode ocorrer a qualquer tempo,
mas sim em no máximo dois anos, conforme regra do parágrafo único.
GABARITO: ERRADA
11. PM-CE – Soldado – 2012 – Cespe (adaptada). Reforma e deserção são formas de
desligamento do serviço ativo da corporação militar estadual previstas no estatuto. Ambas
decorrem de ato do Governador do Estado de autoridade à qual para tanto tenham sido
delegados ou concedidos poderes.
Comentários:
A questão simplifica as formas de desligamento do serviço ativo, e, ao contrário do que pode
parecer, não está cobrando detalhes sobre a reforma ou sobre a deserção. Na realidade ela se
atém às regras do art. 100, que lista as formas de desligamento e, em seu parágrafo único, diz
que o desligamento do serviço ativo será processado após a expedição de ato do Governador
do Estado ou de autoridade à qual para tanto tenham sido delegados ou concedidos poderes.
GABARITO: CERTA
12. PM-CE – Soldado – 2008 – Cespe. Não será computado, para nenhum efeito, o tempo que o
militar estadual ficar afastado do exercício de suas funções em consequência de ferimentos
ocorridos durante o serviço, na manutenção da ordem pública ou de moléstia adquirida no
exercício de qualquer função militar.
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Comentários:
Segundo o art. 143 do Estatuto, o tempo em que o militar ficar afastado em razão de ferimentos
recebidos no exercício da função, bem como em razão de doença adquirida no exercício da
função militar estadual, será computado como se ele estivesse em exercício efetivo.
GABARITO: ERRADA
13. PM-CE – Soldado – 2008 – Cespe. O falecimento de militar estadual da ativa acarreta o
desligamento ou exclusão do serviço ativo a partir da data da ocorrência do óbito.
Comentários:
Algumas vezes aparecem questões de prova que fazem a gente pensar o seguinte: e se não fosse
assim, como seria!? Esta é uma delas. Obviamente o militar falecido é desligado do serviço ativo,
e obviamente esse desligamento deve ser considerado a partir da data do óbito. Não tem muita
opção...!
GABARITO: CERTA
14. PM-CE – Soldado – 2008 – Cespe (adaptada). A deserção do militar estadual acarreta
interrupção do serviço, com a consequente demissão "ex officio" para o Oficial ou exclusão do
serviço ativo para a Praça. O militar desertor, que for capturado ou que se apresentar
voluntariamente depois de haver sido demitido ou excluído, será reincluído no serviço ativo e a
seguir agregado para se ver processar.
Comentários:
A questão reproduz quase literalmente o conteúdo do art. 135 do Estatuto. São várias regras,
mas está tudo correto.
GABARITO: CERTA
15. PM-CE – Soldado – 2008 – Cespe. A demissão ex officio do militar estadual se efetua a
pedido do interessado e será concedida mediante requerimento, com a indenização das
despesas relativas a sua preparação e formação, quando contar com menos de 5 anos de
oficialato ou 3 anos de graduado.
Comentários:
Aqui você poderia tranquilamente se confundir, não é mesmo!? Algumas vezes as questões
trazem regras mais complexas para tentar fazer com que você deixe passar um erro nas mais
simples. As regras de 5 e de 3 anos estão corretas, mas se referem à demissão a pedido, e não ex
officio.
GABARITO: ERRADA
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LISTA DE QUESTÕES
1. PM-CE – Oficial – 2014 – Cespe (adaptada). Em determinada operação policial, um sargento
da Brigada Militar foi ferido e, durante o ano subsequente inteiro, permaneceu em tratamento
de saúde. Após esse período, ele foi afastado temporariamente do serviço ativo, por ter sido
julgado incapaz temporariamente. Nessa situação, ele passará à situação de excedente.
2. PM-CE – Soldado PM – 2008 – Cespe (adaptada). Agregação é a situação em que o militar
estadual em serviço ativo deixa de ocupar vaga na escala hierárquica do seu quadro, nela
permanecendo sem número. A agregação ocorre quando o militar exercer cargo ou função não
previstos nos quadros de organização da Brigada Militar, e é contada a partir da data da posse
no novo cargo, emprego ou função até o retorno à corporação ou transferência de ofício para a
reserva remunerada.
3. PM-CE – Soldado PM – 2012 – Cespe. O estatuto veda, expressamente, ao militar estadual
usar uniformes em manifestação de caráter político-partidário.
4. PM-CE – Soldado PM – 2012 – Cespe. O militar que utiliza uniforme da Brigada Militar para,
por exemplo, apresentação artística, responde por seu uso. Essa regra, entretanto, não se aplica
ao uso isolado, sem o respectivo uniforme, de distintivos, insígnias, divisas e emblemas.
5. PM-AC – Soldado PM – 2008 – Cespe (adaptada). Um policial militar do estado doRio Grande
do Sul utiliza-se de suas horas de folga para exercer a atividade de segurança particular de um
importante vereador da cidade. Desempenha essa função utilizando-se de uniforme da
corporação, apresenta-se de forma ostensiva no comitê político do vereador e, do mesmo
modo, escolta-o na campanha eleitoral. Além dessa atividade, o militar pratica o exercício do
comércio de roupas, na qualidade de sócio-gerente do estabelecimento.
Considerando essa situação hipotética e com lastro no Estatuto dos Militares do Estado do Rio
Grande do Sul, julgue os seguintes itens.
O uso do uniforme da corporação militar estadual descrito acima está em conformidade com os
preceitos contidos no Estatuto dos Militares do Estado do Rio Grande do Sul, contanto que o
militar estadual fardado preserve as obrigações correspondentes ao uniforme que usa e aos
distintivos que ostenta.
6. PM-BA – Soldado PM – 2012 – FCC (adaptada). De acordo com o Estatuto dos Policiais
Militares do Estado do Rio Grande do Sul, em caráter transitório e mediante aceitação
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voluntária, poderá ser convocado para o serviço ativo, por ato do Governador do Estado, o
militar
a) da reserva remunerada
b) da reserva não remunerada.
c) excedente.
d) agregado.
e) reformado.
7. PM-RO – Soldado PM – 2014 – FUNCAB (adaptada). Assinale a alternativa que aponta uma
situação especial do policial militar:
a) A agregação: situação na qual o policial da ativa deixa de ocupar a vaga na escala
hierárquica do seu Quadro, nela permanecendo sem número.
b) A reversão: situação transitória a que, automaticamente, passa o policial que é
promovido indevidamente.
c) A ausência: onde o policial militar deixa de comparecer a sua organização, por mais de
48 horas consecutivas, sem comunicar qualquer motivo de impedimento.
d) A reversão: o policial, sendo o mais moderno na escala hierárquica do seu Quadro ou
Qualificação, ultrapassando o efetivo fixado em Lei, em virtude de promoção sua ou de
outro militar estadual em ressarcimento de preterição.
e) A agregação: o policial é considerado como em efetivo serviço e concorre, sem nenhuma
restrição, a qualquer cargo.
8. PM-CE – Soldado PM – 2012 – Cespe (adaptada). Se o soldado da Brigada Militar deixar de
comparecer, por mais de vinte e quatro horas consecutivas, à sua organização militar, sem licença
e sem comunicar qualquer impedimento, será considerado ausente.
9. PM-CE – Soldado – 2012 – Cespe. Na apuração do tempo de contribuição do militar estadual
não poderá ser computada superposição de tempos, de quaisquer naturezas.
10. PM-CE – Soldado – 2012 – Cespe. O militar reformado por incapacidade definitiva que for
julgado apto em inspeção de saúde por junta superior, em grau de recurso ou revisão, poderá
retornar ao serviço ativo, a qualquer tempo, por ato do governador do estado.
11. PM-CE – Soldado – 2012 – Cespe (adaptada). Reforma e deserção são formas de
desligamento do serviço ativo da corporação militar estadual previstas no estatuto. Ambas
decorrem de ato do Governador do Estado de autoridade à qual para tanto tenham sido
delegados ou concedidos poderes.
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Aula 02
PM-RS (Soldado da Brigada Militar) Estatuto dos Servidores do RS - 2023 (Pré-Edital)
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==d9158==
12. PM-CE – Soldado – 2008 – Cespe. Não será computado, para nenhum efeito, o tempo que o
militar estadual ficar afastado do exercício de suas funções em consequência de ferimentos
ocorridos durante o serviço, na manutenção da ordem pública ou de moléstia adquirida no
exercício de qualquer função militar.
13. PM-CE – Soldado – 2008 – Cespe. O falecimento de militar estadual da ativa acarreta o
desligamento ou exclusão do serviço ativo a partir da data da ocorrência do óbito.
14. PM-CE – Soldado – 2008 – Cespe (adaptada). A deserção do militar estadual acarreta
interrupção do serviço, com a consequente demissão "ex officio" para o Oficial ou exclusão do
serviço ativo para a Praça. O militar desertor, que for capturado ou que se apresentar
voluntariamente depois de haver sido demitido ou excluído, será reincluído no serviço ativo e a
seguir agregado para se ver processar.
15. PM-CE – Soldado – 2008 – Cespe. A demissão ex officio do militar estadual se efetua a
pedido do interessado e será concedida mediante requerimento, com a indenização das
despesas relativas a sua preparação e formação, quando contar com menos de 5 anos de
oficialato ou 3 anos de graduado.
GABARITO
01 02 03 04 05 06
Errado Certo Certo Errado Errado A
07 08 09 10 11 12
A Certo Certo Errado Certo Errado
13 14 15
Certo Certo Errado
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