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EQUIPARAÇÃO SALARIAL
Aspecto Constitucional:
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;
XXXI - proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência;
XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos;
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REDAÇÃO ORIGINAL X REDAÇÃO REFORMADA
REDAÇÃO ORIGINAL REDAÇÃO REFORMADA
Art. 461. Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor,
prestado ao mesmo empregador, na mesma localidade, corresponderá
igual salário, sem distinção de sexo, nacionalidade ou idade.
§ 1º. Trabalho de igual valor, para os fins deste Capítulo, será o que for
feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica, entre
pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a 2 (dois)
anos.
§ 2º. Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o
empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira, hipótese
em que as promoções deverão obedecer aos critérios de antigüidade e
merecimento.
§ 3º. No caso do parágrafo anterior, as promoções deverão ser feitas
alternadamente por merecimento e por antingüidade, dentro de cada
categoria profissional.
Art. 461. Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado
ao mesmo empregador, no mesmo estabelecimento empresarial,
corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, nacionalidade ou idade.
§ 1º. Trabalho de igual valor, para os fins deste Capítulo, será o que for feito
com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica, entre pessoas
cuja diferença de tempo de serviço para o mesmo empregador não seja
superior a quatro anos e a diferença de tempo na função não seja
superior a dois anos.
§ 2º. Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador
tiver pessoal organizado em quadro de carreira ou adotar, por meio de
norma interna da empresa ou de negociação coletiva, plano de cargos e
salários, dispensada qualquer forma de homologação ou registro em
órgão público.
§ 3º. No caso do § 2º deste artigo, as promoções poderão ser feitas por
merecimento e por antiguidade, ou por apenas um dos critérios, dentro
de cada categoria profissional.
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REDAÇÃO ORIGINAL REDAÇÃO REFORMADA
§ 4º. O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência
física ou mental atestada pelo órgão competente da Previdência Social não
servirá de paradigma para fins de equiparação salarial.
§ 4º. O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência
física ou mental atestada pelo órgão competente da Previdência Social não
servirá de paradigma para fins de equiparação salarial.
§ 5º A equiparação salarial só será possível entre empregados
contemporâneos no cargo ou na função, ficando vedada a indicação de
paradigmas remotos, ainda que o paradigm contemporâneo tenha
obtido a vantage em ação judicial propria.
§ 6º No caso de comprovada discriminação por motivo de sexo ou etnia,
o juízo determinará, além do pagamento das diferenças salariais devidas,
multa, em favor do empregado discriminado, no valor de 50%
 (cinquenta por cento) do limite máximo dos benefícios do Regime Geral
de Previdência Social. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017)
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Art. 461 - Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo empregador, na mesma localidade, corresponderá igual
salário, sem distinção de sexo, nacionalidade ou idade.(Redação dada pela Lei nº 1.723, de 8.11.1952)
“Mesmo empregador”, hipótese de grupo econômico e “na mesma localidade” como mesmo munícipio ou mesma região metropolitana.
Súmula nº 6 do TST
EQUIPARAÇÃO SALARIAL. ART. 461 DA CLT
X - O conceito de "mesma localidade" de que trata o art. 461 da CLT refere-se, em princípio, ao mesmo município, ou a municípios distintos
que, comprovadamente, pertençam à mesma região metropolitana
Art. 461. Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo empregador, no mesmo estabelecimento empresarial,
corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, etnia, nacionalidade ou idade. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017)
E agora, pela reforma “no mesmo estabelecimento empresarial”, significa que a equiparação salarial está limitada dentro da matriz, da filial OU não?
Enunciado Anamatra:
025 - EQUIPARAÇÃO SALARIAL. RESTRIÇÕES RELACIONADAS AO TEMPO DE SERVIÇO NA FUNÇÃO E AO LOCAL DA PRESTAÇÃO DO TRABALHO:
VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA
2. Entende-se por estabelecimento, para fins do artigo 461 da CLT, o "complexo de bens organizado para exercício da empresa, por empresário
ou por sociedade empresária", nos termos do artigo 1.142 do Código Civil.
Art. 1.142 do CCB - Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para exercício da empresa, por empresário, ou por
sociedade empresária.
Quanto ao Tempo:
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§ 1º - Trabalho de igual valor, para os fins deste Capítulo, será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica, entre
pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a 2 (dois) anos. (Redação dada pela Lei nº 1.723, de 8.11.1952)
Aqui não importava o tempo de “casa”, o tempo de registro.
Súmula nº 6 do TST
EQUIPARAÇÃO SALARIAL. ART. 461 DA CLT
II - Para efeito de equiparação de salários em caso de trabalho igual, conta-se o tempo de serviço na função e não no emprego.
§ 1o Trabalho de igual valor, para os fins deste Capítulo, será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica, entre
pessoas cuja diferença de tempo de serviço para o mesmo empregador não seja superior a quatro anos e a diferença de tempo na função não
seja superior a dois anos.(Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017)
Agora, empregado e paradigma não poderão ter diferença superior a 4 anos de tempo de serviço (de registro) e o tempo de 2 anos na mesma função (na
atividade específica), ou seja, se dois empregados forem promovidos na mesma ocasião, mas o equiparando tiver contrato de trabalho ativo com
diferença de admissão superior a 4 anos em relação ao equiparado, não fará jus a equiparação salarial.
Enunciado Anamatra:
025 - EQUIPARAÇÃO SALARIAL. RESTRIÇÕES RELACIONADAS AO TEMPO DE SERVIÇO NA FUNÇÃO E AO LOCAL DA PRESTAÇÃO DO TRABALHO:
VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA
1. O artigo 461 da CLT, ao vedar a equiparação salarial para empregados com diferença de mais de quatro anos de tempo de serviço na empresa,
é contrário ao princípio da isonomia constante do artigo 5º, caput e 7º, XXX, da Constituição Federal.
Art. 7º, XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;
Quadro de Carreira:
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§ 2º - Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira, hipótese em que as
promoções deverão obedecer aos critérios de antigüidade e merecimento.(Redação dada pela Lei nº 1.723, de 8.11.1952)
Súmula nº 6 do TST
EQUIPARAÇÃO SALARIAL. ART. 461 DA CLT
I - Para os fins previstos no § 2º do art. 461 da CLT, só é válido o quadrode pessoal organizado em carreira quando homologado pelo
Ministério do Trabalho, excluindo-se, apenas, dessa exigência o quadro de carreira das entidades de direito público da administração direta,
autárquica e fundacional aprovado por ato administrativo da autoridade competente.
§ 2o Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira ou adotar, por meio de
norma interna da empresa ou de negociação coletiva, plano de cargos e salários, dispensada qualquer forma de homologação ou registro em
órgão público. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017)
Agora, poderá ser instituído quadro de Carreira por meio de norma interna da empresa ou de negociação coletiva, dispensada qualquer forma de
homologação ou registro no Ministério do Trabalho.
§ 3º - No caso do parágrafo anterior, as promoções deverão ser feitas alternadamente por merecimento e por antingüidade, dentro de cada
categoria profissional. (Incluído pela Lei nº 1.723, de 8.11.1952)
Havia critério, alternando entre merecimento e antiguidade.
§ 3o No caso do § 2o deste artigo, as promoções poderão ser feitas por merecimento e por antiguidade, ou por apenas um destes critérios, dentro de
cada categoria profissional.(Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017)
Não é mais obrigatório que as promoções obedeçam a critérios alternados de merecimento e antiguidade, restando suficiente que as promoções sejam
feitas apenas por um dos critérios.
Redação antiga:
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§ 4º - O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física ou mental atestada pelo órgão competente da Previdência Social
não servirá de paradigma para fins de equiparação salarial.(Incluído pela Lei nº 5.798, de 31.8.1972)
Mais alterações:
§ 5o A equiparação salarial só será possível entre empregados contemporâneos no cargo ou na função, ficando vedada a indicação de paradigmas
remotos, ainda que o paradigma contemporâneo tenha obtido a vantagem em ação judicial própria. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017)
Exigência de trabalho efetivo, ao mesmo tempo, entre os empregados. Afastando o item VI da súmula 6 do TST, ou seja, a indicação de paradigma de
outra reclamação trabalhista.
Súmula nº 6 do TST
EQUIPARAÇÃO SALARIAL. ART. 461 DA CLT
VI - Presentes os pressupostos do art. 461 da CLT, é irrelevante a circunstância de que o desnível salarial tenha origem em decisão judicial que
beneficiou o paradigma, exceto: a) se decorrente de vantagem pessoal ou de tese jurídica superada pela jurisprudência de Corte Superior; b)
na hipótese de equiparação salarial em cadeia, suscitada em defesa, se o empregador produzir prova do alegado fato modificativo, impeditivo
ou extintivo do direito à equiparação salarial em relação ao paradigma remoto, considerada irrelevante, para esse efeito, a existência de
diferença de tempo de serviço na função superior a dois anos entre o reclamante e os empregados paradigmas componentes da cadeia
equiparatória, à exceção do paradigma imediato.
§ 6o No caso de comprovada discriminação por motivo de sexo ou etnia, o juízo determinará, além do pagamento das diferenças salariais devidas,
multa, em favor do empregado discriminado, no valor de 50% (cinquenta por cento) do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de
Previdência Social. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017)
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Jurisprudência:
"AGRAVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO NA VIGÊNCIA DA LEI N.º 13.467/17. I. NULIDADE POR NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. NÃO CARACTERIZAÇÃO. TRANSCENDÊNCIA NÃO RECONHECIDA.
No que tange à equiparação salarial, a Corte Regional, analisando fatos e provas, registou que:
a) o plano de carreira foi convalidado por dissídio coletivo;
b) havia previsão de progressões por antiguidade e por merecimento;
c) embora ausente a homologação do quadro de carreira perante o Ministério do Trabalho e Emprego, o instrumento é válido, pois firmado
mediante negociação coletiva;
d) o pedido de equiparação horizontal por progressão dentro do mesmo cargo (promoções anuais) configura inovação recursal.
Da análise do quadro fático delineado, insuscetível de reanálise neste momento processual diante do óbice da Súmula nº 126 do TST, verifica-se
que a decisão regional encontra-se em consonância com a Jurisprudência deste Tribunal Superior, no sentido de que é válido o plano de cargos e
salários, com alternância dos critérios de antiguidade e merecimento, firmado por meio de dissídio coletivo, ainda que não homologado pelo
Ministério do Trabalho.
(Ag-AIRR-1000408-64.2019.5.02.0086, 1ª Turma, Relator Ministro Amaury Rodrigues Pinto Junior, DEJT 29/04/2022).
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