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Projeto Integrador 
Sustentabilidade de Recursos Naturais na Economia Linear e Economia Circular 
 
 
 
 
 
 
Sidnei Gonçalves Netto 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNISA 
2025 
Resumo 
Este estudo analisa a sustentabilidade dos recursos naturais em relação 
modelos econômicos linear e circular. A economia linear, predominante na sociedade 
industrial contemporânea, caracteriza-se pela extração, produção, consumo e 
descarte. Em contraste, a economia circular propõe a reintegração de recursos ao 
ciclo produtivo, minimizando desperdícios e promovendo a eficiência ecológica. O 
presente trabalho visa compreender os impactos da exploração de recursos naturais 
no modelo linear, apontar suas limitações e demonstrar os benefícios do modelo 
circular como alternativa sustentável. A metodologia adotada consistiu em pesquisa 
bibliográfica e análise comparativa de exemplos de uso de recursos naturais em 
ambos os modelos. Os resultados apontam para a urgência de transição entre os 
sistemas e a adoção de práticas sustentáveis que garantam a conservação ambiental 
e a eficiência econômica. 
Abstract 
This study analyzes the natural’s sustainability resources about of the linear and 
circular economic models. The linear economy, dominant in contemporary industrial 
society, is characterized by extraction, production, consumption, and disposal. In 
contrast, the circular economy proposes the reintegration of resources into the 
productive cycle, minimizing the wasting also promoting ecological efficiency. This 
work aims to understand the impacts about the natural resource exploitation in the 
linear model, point out its limitations, in addition demonstrate the benefits about the 
circular model as a sustainable alternative. The methodology adopted consisted of 
bibliographic research and comparative analysis about examples of natural resource 
use in both models. The results point to the urgency of transitioning between systems 
and adopting sustainable practices that ensure environmental conservation and 
economic efficiency. 
Introdução 
A crescente pressão sobre os recursos naturais decorrente do modelo de 
desenvolvimento econômico atual impõe a necessidade de uma reflexão sobre os 
sistemas produtivos utilizados. A economia linear, tradicionalmente adotada, baseia-
se em um ciclo de extração, produção, consumo e descarte, o que resulta em 
esgotamento de recursos e degradação ambiental. Em contraponto, a economia 
circular propõe a reintrodução de materiais no ciclo produtivo, promovendo a redução 
de desperdícios e o uso mais eficiente dos recursos. Entretanto, analisando as 
diferenças entre esses modelos, na demonstração de exemplos práticos em relação 
aos recursos naturais que podem ser redirecionados da lógica linear para a circular 
podem ser discutidas as variáveis envolvidas, os benefícios e desvantagens de cada 
abordagem, além da proposição de soluções sustentáveis. 
Objetivos 
Esta pesquisa visa compreender os impactos ambientais e econômicos da 
economia linear sobre os recursos naturais, analisando como a economia circular é a 
alternativa viável e sustentável para a resolução dos problemas que o sistema atual 
gera. Além disso, visa ilustrar, com exemplos, a transição de recursos naturais do 
modelo linear para o circular e apontar soluções sustentáveis para a gestão de 
recursos naturais. 
Metodologia 
A pesquisa é conduzida por meio de revisão bibliográfica e análise documental 
de artigos acadêmicos, relatórios de instituições ambientais, dados governamentais e 
livros de autores especializados. Se baseou em comparação qualitativa entre os 
modelos econômicos linear e circular, considerando os impactos e resultados em 
relação ao uso de recursos naturais. 
Desenvolvimento 
O modelo da economia linear tem sido historicamente dominante, com base na 
extração intensiva de recursos naturais, transformação em produtos e posterior 
descarte após o uso. Esse sistema ignora os limites ecológicos do planeta e contribui 
para o esgotamento de recursos essenciais como a água potável, os combustíveis 
fósseis e os minérios. De acordo com Sachs (2024), essa abordagem compromete a 
capacidade de gerações futuras atenderem suas próprias necessidades uma vez que 
o modelo de “extrair, produzir, consumir e descartar” é adotado. 
Por outro lado, temos a economia circular que propõe um redesenho do sistema 
produtivo com base na reutilização, reciclagem e reparação de materiais. Essa 
estratégia reduz a demanda por novos recursos naturais e minimiza a geração de 
resíduos. Segundo a Fundação Ellen MacArthur (2013), organização que trabalha em 
prol da transição do sistema econômico atual para o circular desde 2010 a adoção de 
princípios circulares pode gerar benefícios econômicos significativos, como a redução 
de custos de produção e aumento da eficiência dos sistemas. 
Um exemplo concreto de recurso natural impactado pela economia linear é o petróleo. 
Amplamente utilizado como fonte de energia e matéria-prima para plásticos, seu uso 
excessivo resulta em emissões de gases de efeito estufa e poluição marinha que são 
exemplos claros do quão nocivo é o sistema linear, pois a poluição marinha está ligada 
ao descarte inadequado do plástico em grande escala para atender a demanda de 
metas de produção que sistema linear defende, bem como a produção de plástico 
está ligado as emissões de CO2. 
Para se ter uma dimensão do problema, segundo a Global Cooling (2020), a 
produção global de plásticos contribuiu significativamente para as emissões de CO₂ 
nas últimas décadas. Em 2019, a produção primária de plásticos gerou 
aproximadamente 2,24 gigatoneladas de CO₂ equivalente (GtCO₂e), representando 
5,3% das emissões globais de gases de efeito estufa. 
O gráfico a seguir mostra a relação em gigatoneladas de CO₂ gerado pela 
produção de plástico desde 2000 até 2025 e a previsão até 2050 levando em 
consideração a média atual produtiva. 
 
A solução para tais problemas se dá da transição para fontes de energia 
renovável e bioplásticos compostáveis representa uma abordagem circular, com 
menor impacto ambiental, conforme defendido por Silva e Barbosa (2019). Além disso, 
afirmam que os bioplásticos, por serem feitos de fontes renováveis e em muitos casos 
biodegradáveis, são fundamentais para a economia circular. Eles reduzem a 
dependência de combustíveis fósseis, ajudam a minimizar o acúmulo de resíduos e 
que com sua correta gestão, como compostagem e reciclagem, fortalece os ciclos 
circulares. Assim, os bioplásticos representam uma alternativa sustentável aos 
plásticos convencionais. 
Outro exemplo é o uso de metais como alumínio e cobre, amplamente 
explorados na indústria eletrônica. A extração desses minérios gera impactos 
significativos como desmatamento e contaminação de solos. A reciclagem de 
componentes eletrônicos, prevista na economia circular, permite reduzir a pressão 
sobre esses recursos e diminuir o volume de lixo eletrônico. 
Para se ter uma dimensão, a produção global de eletrônicos, especialmente 
smartphones, consome grandes quantidades destes metais todos os anos. Um único 
smartphone contém, em média, cerca de 22 gramas de alumínio, o que resulta em 
aproximadamente 30 mil toneladas anuais considerando a venda de 1,35 bilhão de 
aparelhos. O cobre, essencial para a condução elétrica, também é amplamente 
utilizado, embora os dados precisos por unidade sejam limitados. Esses números 
referem-se apenas aos smartphones, ou seja, na inclusão de outros dispositivos, o 
consumo é ainda maior. O uso de alumínio na indústria eletrônica cresceu 15% nos 
últimos cinco anos reforçando a importância de práticas sustentáveis de extração e 
reaproveitamento desses metais dentro de um sistema circular. 
o gráfico a seguir mostra a relação dos dados descritos. 
 
Entre 2000 e 2019, cerca de 3.464 km² de florestas tropicais foram desmatadas 
por mineração, sendoo Brasil um dos principais países afetados. A área ocupada por 
mineração cresceu de 31 mil para 206 mil hectares entre 1985 e 2020. A extração de 
cobre, em especial, está ligada à contaminação do solo por metais pesados. 
Além dos aspectos ambientais, há também implicações econômicas e sociais. 
A economia linear tende a centralizar a renda e a promover desigualdade, enquanto a 
circular pode gerar empregos locais e fortalecer economias regionais. Como aponta 
Pearce e Turner, a internalização dos custos ambientais na produção estimula práticas 
mais justas e sustentáveis. 
Na economia circular tais impactos seriam drasticamente reduzidos pois com a 
reciclagem desses metais se consome menos energia, diminuindo também as 
emissões de gases de efeito estufa. Isso resulta em menor custo de produção e maior 
eficiência econômica, preservando os recursos naturais, evitando os danos sociais 
associados à extração mineral, estimulando a inovação em produtos mais duráveis e 
recicláveis. Com isso, surgem novas oportunidades de negócio em áreas como 
reparo, reuso e logística reversa, fortalecendo a segurança no abastecimento de 
matérias-primas o que promove uma indústria mais sustentável e consciente. 
 
 
Discussões e Resultados 
A análise do modelo econômico linear evidencia sua insustentabilidade diante 
dos limites ecológicos do planeta. Fundamentado na lógica de “extrair, produzir, 
consumir e descartar”, esse sistema tem causado sérias consequências ambientais, 
como o esgotamento de recursos naturais e o aumento das emissões de gases de 
efeito estufa. Um exemplo claro é o uso intensivo do petróleo, tanto como fonte de 
energia quanto matéria-prima para a produção de plásticos. Em 2019, a fabricação 
primária de plásticos gerou aproximadamente 2,24 gigatoneladas de CO₂ equivalente, 
representando 5,3% das emissões globais, segundo os dados levantados nesta 
pesquisa. Estes, reforçam a gravidade do impaccto ambiental causado pela produção 
linear, especialmente pela poluição marinha e atmosférica. 
No setor da mineração, os resultados não são diferentes. Entre 2000 e 2019, 
cerca de 3.464 km² de florestas tropicais foram desmatadas por atividades 
mineradoras, com destaque para o Brasil. A área dedicada à mineração saltou de 31 
mil para 206 mil hectares entre 1985 e 2020 e a extração de metais como o cobre tem 
gerado contaminação do solo por metais pesados. Além disso, a produção de 
eletrônicos (especialmente smartphones) demanda grandes quantidades de alumínio 
e cobre na estimativa que um único smartphone contenha cerca de 22 gramas de 
alumínio, o que, multiplicado pela venda de 1,35 bilhão de unidades anuais, resulta 
em mais de 30 mil toneladas de alumínio extraídas por ano apenas para esse 
segmento. 
Frente a isto, os princípios da economia circular mostram-se como uma 
alternativa viável e eficaz. A reutilização, reciclagem e uso de materiais renováveis, 
como os bioplásticos, representam soluções que reduzem tanto o consumo de 
recursos quanto a geração de resíduos, sendo eles oriundos de fontes renováveis e 
biodegradáveis, ajudando a minimizar os impactos da produção convencional e 
contribuindo para a construção de ciclos produtivos sustentáveis. A reciclagem de 
metais também se destaca como estratégia eficiente: a reutilização de alumínio e 
cobre consome até 95% e 85% menos energia, respectivamente, em comparação à 
produção primária, reduzindo significativamente as emissões de gases de efeito 
estufa e os custos industriais. 
Do ponto de vista econômico e social, os dados reforçam que a economia 
circular pode descentralizar a produção, gerar empregos locais e impulsionar novas 
cadeias de valor, como as que envolvem logística reversa, reparo e 
recondicionamento. 
Contudo, ao internalizar os custos ambientais no processo produtivo, promove-
se uma economia mais justa e sustentável, apontando que a adoção de um modelo 
circular não apenas contribui para a preservação ambiental, mas também oferece 
benefícios econômicos concretos, reafirmando seu potencial como caminho promissor 
para um desenvolvimento sustentável de longo prazo. 
Conclusão 
 
Diante dos diversos impactos ambientais, sociais e econômicos gerados pela 
economia linear, torna-se cada vez mais evidente a necessidade de repensar 
descartar o atual modelo de produção e consumo. Baseado-se na lógica do sistema 
linear, o mesmo provoca o esgotamento de recursos naturais, como os minérios e os 
combustíveis fósseis, além de contribuir significativamente para a degradação 
ambiental, como no caso da poluição marinha e das emissões de gases de efeito 
estufa. A economia circular surge como uma resposta a esse cenário, propondo um 
redesenho sistêmico que prioriza a reutilização, reciclagem, reparação e o uso de 
fontes renováveis. Essa abordagem busca preservar o valor dos materiais e produtos 
pelo maior tempo possível, reduzindo a necessidade de extração de novos recursos 
e minimizando os impactos socioambientais. 
O uso de bioplásticos compostáveis, por exemplo, representa uma solução 
sustentável para a cultura do plástico, reduzindo a dependência do petróleo e 
contribuindo para ciclos produtivos mais limpos. No setor eletrônico, a reciclagem dos 
metais demonstrados nesta pesquisa diminui significativamente a demanda por 
extração mineral, que está diretamente ligada ao desmatamento e à contaminação de 
solos. Além disso, a economia circular apresenta potencial para descentralizar a 
renda, gerar empregos locais, fortalecer economias regionais e estimular a inovação 
tecnológica, colocando a transição do linear ao circular a liderança necessária para 
um futuro mais justo e equilibrado entre produção, consumo e preservação ambiental. 
 
Referências 
ELLEN MACARTHUR FOUNDATION. Towards the Circular Economy: Economic and 
business rationale for an accelerated transition. 2013. 
PEARCE, D.; TURNER, R. K. Economics of Natural Resources and the Environment. 
Johns Hopkins University Press, 1990. 
SACHS, I. Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável. Rio de Janeiro: Garamond, 
2004. 
SILVA, M. A.; BARBOSA, L. C. Economia circular e sustentabilidade: desafios e 
oportunidades no contexto brasileiro. Revista de Sustentabilidade e Tecnologia 
Ambiental, v. 10, n. 1, 2019. 
STATISTA. Average content of materials per smartphone. 2022. Disponível em: 
https://www.statista.com/statistics/763933/content-of-smartphone-materials-per-
device/. Acesso em: 8 abr. 2025. 
NATURAL HISTORY MUSEUM. Your mobile phone is powered by precious metals and 
minerals. Londres: NHM, 2022. Disponível em: https://www.nhm.ac.uk/discover/your-
mobile-phone-is-powered-by-precious-metals-and-minerals.html. Acesso em: 8 abr. 
2025. 
GLOBAL GROWTH INSIGHTS. Aluminium Market Report. 2023. Disponível em: 
https://www.globalgrowthinsights.com/market-reports/aluminium-market-106330. 
Acesso em: 8 abr. 2025.

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