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O QUE É AUTISMO?
Autismo ou TEA (Transtorno do Espectro Autista) é um conjunto de 
comportamentos que afeta cada indivíduo de modo e níveis diferentes, 
com uma ampla variedade, por isso chamamos de espectro. 
É uma condição neurológica (transtorno do neurodesenvolvimento) 
permanente que atinge o cérebro em maturação e que interfere em 
áreas importantes do desenvolvimento que são:
• Dificuldades no desenvolvimento da 
linguagem e nos processos de 
comunicação;
• Na interação e comportamento social.
O que isso significa?
Espectro
Heterogeneidade - quadro muito complexo, com 
apresentações variadas no perfil de 
habilidades e dificuldades
Complexidade
✔ Atraso de fala ou dificuldade com a produção da fala;
✔ Fala fora do contexto ou inapropriadas, que revelam falta 
de entendimento da situação ou desconsideração do 
impacto social;
✔ Entendimento literal;
✔ Lentidão do processamento;
✔ Falta de sincronia entre linguagem verbal e não verbal;
✔ Não observância de turnos ou tema;
 
Dificuldades no desenvolvimento da linguagem e 
nos processos de comunicação
Déficits na Comunicação Verbal e 
Não Verbal
 Muitas pessoas com TEA têm desafios na 
comunicação verbal, como dificuldade em iniciar 
ou manter uma conversa, e podem também ter 
problemas em usar a linguagem corporal 
apropriada, gestos e expressões faciais para se 
comunicar de maneira eficaz.
Quais estratégias podemos utilizar para 
auxiliar na comunicação?
- Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA):
1. Símbolos Gráficos:
- Uso de imagens, ícones ou símbolos para representar palavras, 
conceitos ou ações. Podem ser organizados em pranchas ou 
quadros de comunicação.
2. Pranchas de Comunicação:
- - Superfícies físicas ou digitais que contêm símbolos ou palavras 
organizados para facilitar a construção de frases e expressão de 
ideias.
3. Dispositivos de Comunicação Assistiva (DCA):
- - Equipamentos eletrônicos especializados, como tablets 
adaptados ou dispositivos dedicados, que permitem a seleção e 
reprodução de mensagens predefinidas ou a composição de 
novas mensagens.
6. Quadros de Rotina:
- - Organização visual do dia ou das atividades diárias por meio de 
imagens ou símbolos, proporcionando previsibilidade e auxiliando 
na compreensão do ambiente e das tarefas.
Esses recursos são adaptáveis conforme as necessidades 
individuais, e o ideal é escolher ou combinar aqueles que 
melhor atendam às habilidades e preferências da pessoa que 
utiliza a Comunicação Alternativa e Aumentativa.
Interação e comportamento social
A dificuldade de interação e 
comportamento social no Transtorno do 
Espectro Autista (TEA) pode variar de pessoa 
para pessoa, mas geralmente envolve 
desafios em áreas específicas como:
Dificuldades na Compreensão de Códigos 
Sociais
Dificuldade em entender e interpretar os códigos 
sociais não-verbais, como expressões faciais, 
linguagem corporal e tom de voz.
Podendo levar a mal-entendidos e dificuldades 
na leitura das emoções dos outros.
Dificuldades na Empatia e na 
Teoria da Mente 
A capacidade de compreender os sentimentos, 
pensamentos e intenções dos outros, conhecida 
como "teoria da mente“, pode ser afetada no TEA.
Podendo levar a uma falta de empatia percebida 
ou dificuldade em se colocar no lugar dos outros.
Interesses e Atividades 
Restritas e Repetitivas
 Frequentemente têm interesses e atividades 
específicas (hiper foco, assunto de interesse) e 
comportamentos repetitivos, que são anormais em 
intensidade e foco, o que pode limitar suas 
oportunidades de interação social. 
Resultando em dificuldades para se envolver em 
atividades compartilhadas com os pares.
Estereotipias
 As estereotipias são comportamentos repetitivos, 
restritos e estereotipados muito característicos em 
pessoas autistas.
Podem variar em intensidade e forma de uma 
pessoa para outra. 
✔ movimento pendular com corpo;
✔ olhar lateralizado;
✔ movimentos motores repetitivos, como balançar 
as mãos, 
✔ bater a cabeça;
✔ bater nas orelhas;
✔ girar objetos;
✔ padrões repetitivos de fala (estereotipias vocais);
✔ andar na ponta dos pés;
✔ “flaping” com as mãos (agitar os braços e as 
mãos na lateral do corpo;
✔ Olhar entre os dedos;
✔ Ficar olhando as próprias mãos
✔ Andar de um lado para o outro;
Estereotipias
Sensibilidade Sensorial
 Muitas pessoas com TEA têm sensibilidades 
sensoriais aumentadas ou diminuídas.
 (hipo e hiperreativo)
Podendo afetar sua disposição para interagir 
socialmente e contribuir para comportamentos de 
evitação social.
Percebemos o mundo pelos 
nossos sentidos
Olfato
Gustação
Visão
Audição 
Tatil
Propriocepção (músculos e articulações)
Sistema vestibular (labirinto, equilíbrio)
AMBIENTE COMPORTAMENTO
Somos estimulados a todo momento
Estes elementos que foram 
apresentados estão presentes 
desde o início da infância, 
inclusive alguns sinais são visíveis 
antes dos 
2 anos de idade, e causam 
prejuízo para o desenvolvimento e 
adaptação desta pessoa.
Quais os sinais que merecem atenção?
Os sinais do autismo podem ser perceptíveis 
desde o nascimento logo na primeira infância 
(0 aos 3 anos) ou até mesmo em bebês.
A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta que toda criança 
seja avaliada para TEA entre 18 e 24 meses de idade, mesmo 
que não tenha sinais clínicos claros e evidentes deste 
diagnóstico ou de outros atrasos do desenvolvimento. Nos 
atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a avaliação 
pela escala M-CHAT é obrigatória para crianças nesta faixa 
etária em consultas pediátricas de acompanhamento, 
segundo a lei 13.438/17. 
Em caso de suspeita, o ideal é solicitar ao 
pediatra para aplicar o teste e busque um 
especialista, se necessário.
Autismo não tem cara...
Autistas não apresentam uma característica física 
que os diferenciam das outras pessoas, portanto é 
perceptível através do seu comportamento.
Como é realizado o diagnóstico?
O diagnóstico de autismo é clínico!
✔ incluindo observações do médico e/ou 
equipe multidisciplinar; 
✔ relatos do cuidador e, quando possível, 
autorrelato do próprio paciente;
✔ aplicação de instrumentos de avaliação.
Manual Diagnóstico e Estatístico 
de Transtornos Mentais
Níveis de Suporte
Os médicos podem solicitar algumas avaliações através 
de exames laboratoriais, genéticos, de imagem 
(ressonância, tomografia), EEG (eletro encefalograma), 
BERA (potencial evocado auditivo do tronco 
encefálico), mas são exames para descartar alterações 
clinicas, síndromes genéticas ou alguma outra 
comorbidade cujo comportamento autista seja 
ocasionado por outros fatores.
Os critérios diagnósticos diferenciais para autismo em 
adultos referem-se aos sinais e sintomas específicos que os 
profissionais de saúde mental consideram ao avaliar um 
adulto para determinar se eles atendem aos critérios para 
um diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em 
comparação com outras condições que podem ter 
sintomas semelhantes. Esses critérios ajudam a distinguir o 
TEA de outras condições, garantindo um diagnóstico 
mais preciso.
Diagnóstico Tardio em Adultos
Porque é um diagnóstico tão complexo?
✔ Máscaras sociais podem esconder sintomas.
✔ Maior adaptação social com o tempo.
Sintomas sobrepostos com outras condições, como:
✔ Personalidade esquizotípica.
✔ Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
✔ TAG
✔ Fobia social.
✔ TDAH.
✔ Depressão e outros transtornos do humor.
E
Os critérios de diferenciação 
para o diagnóstico de adultos 
são os sintomas persistentes 
com início desde a infância e 
comportamentos restritos e 
repetitivos.
Quais são as causas ?
Genética, fatores externos e ambientais
• Genética : 97 a 99%
• Hereditário: 81%
• Fatores externos e ambientais: 1 a 3% 
Existem atualmente 1045 genes 
(dados de jun.2022) já 
mapeados e sendo estudados 
como possíveis fatores de risco 
para o transtorno.
Outros fatores possíveis:
▪ Prematuridade
▪ Infecçõesdurante a gestação
▪ Uso de alguns medicamentos como por 
exemplo: Ácido Valpróico
▪ Sobrepeso na gestação
▪ Diabetes gestacional
▪ Idade avançada dos pais 
Vacina -Timerosal 
Glúten / Caseína
Mães “Geladeiras”
Ácido Fólico
Metais pesados
MITOS epidemiológicos 
SEM evidências:
EUA 
1 autista para cada 36 nascimentos (CDC)
1 dividido por 36= 2,777%
População do Brasil 
(1 de abril/2023)
215.902.000 pessoas (IBGE)
Então:
215.900.000 dividido por 36 ou vezes 2,777%
= 5.997.277
e aumentando todo dia 
E
Os dados atuais, representam um 
aumento de 22% em relação ao 
estudo anterior de 2020 (1 para 54). 
Numa transposição dessa prevalência 
(de 2,77% da população) teríamos 
hoje 6 milhões de autistas no Brasil. 
Porém ainda não temos números 
dessa prevalência no país.
25%75%
MAIS FREQUENTE EM MENINOS
1 MENINA PARA 4 MENINOS
45% – 60%
D.I.
70% – 95%
Transt.
Sensoriais
Não há um 
único 
marcador 
biológico
20% – 30%
Não verbal
3% – 19%
irmãos
50% – 95%
idênticos
10% – 30%
Não 
idênticos
Comorbidades
Pessoas com TEA podem apresentar outras 
condições associadas, isso não significa que 
elas fazem parte do diagnóstico de autismo.
A pessoa além de ter autismo podem 
apresentar outros diagnósticos.
Podem aparecer em qualquer momento 
durante o desenvolvimento da pessoa com 
TEA.
Alguns podem surgir apenas mais tarde na 
adolescência ou na vida adulta
Condições coexistentes 
comuns
10%
30%
Distúrbios gastrointestinais
Epilepsia
TDAH
Deficiência Intelectual
Distúrbios sono
28% - 44%
45%
50% - 80%
70% Problemas Motores
✔ TAG Transtorno de Ansiedade
✔ TOD Transtorno Opositivo Desafiador
✔ TOC Transtorno Obsessivo Compulsivo
✔ Distúrbio Alimentar
✔ Depressão
✔ Transtorno Bipolar
Outras Comorbidades 
possíveis
TRATAMENTO NO TEA
EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
(fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais e 
outras especialidades caso necessário)
O tratamento do autismo, apesar de não ter cura, é capaz 
de melhorar a comunicação, a concentração, o 
comportamento, melhorando assim a qualidade de vida 
do próprio autista e também da sua família. 
TRATAMENTO NO TEA
Em alguns casos, o médico também pode 
prescrever medicações que auxiliam no 
comportamento como agitação, distúrbios do 
sono, agressividade, impulsividade, 
ansiedade, dentre outros.
Legislação
Lei 12764/2012 
A Lei Berenice Piana criou a Política 
Nacional de Proteção dos Direitos da 
Pessoa com Transtorno do Espectro Autista
Esta lei também estipula que a pessoa 
com transtorno do espectro autista é 
considerada pessoa com deficiência, 
para todos os efeitos legais.
CIPTEA
Carteira de Identificação da Pessoa com 
Transtorno do Espectro Autista
Lei 13.977/2020
Obrigada!

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