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DIREITO CIVIL IV 
PROF. LUCIANA BERLINI 
luciana@berlini.com.br 
 
19/10/2012 
Bibliografia 
Rui Stocco 
Pablo Stolze 
Sérgio Cavalieri 
 
Avaliações 
1ª prova → 30-11-2012 → 40 pontos 
Prova final → 14-12-2012 → 30 pontos 
Trabalho → 20 pontos 
 
Fatos stricto sensu: caso fortuito e força maior 
Caso fortuito e força maior são inevitáveis. O primeiro não é previsível, mas o segundo 
sim. São situações que independem da vontade humana. Do ponto de vista prático não 
há diferença, porque as consequências jurídicas são as mesmas. 
 
Fatos jurídicos: ato jurídico, ato fato, negócio jurídico e ato ilícito 
Os fatos jurídicos são fatos que interessam para o direito, ou seja, têm repercussão na 
esfera jurídica. 
 
a) ato jurídico → manifestação de vontade → conduta humana atrelada ao direito. 
Obs.: ato jurídico stricto sensu → a vontade é livremente manifestada, mas os efeitos 
dela decorrentes não são escolhidos pela parte, isto é, os efeitos são trazidos pela lei. 
 
b) ato fato → tem-se a conduta humana, mas não se tem consciência desse ato, sendo 
que ele produz efeitos jurídicos. 
Exemplo: uma criança acha uma res nullius e dela se torna proprietária. 
Obs.: pode ser que um agente capaz pratique um ato fato, pois não possuía 
discernimento no momento da prática do ato. 
 
c) negócio jurídico → manifestação de vontade por meio da qual as partes podem 
escolher o resultado, os efeitos oriundos daquela manifestação de vontade. 
Exemplos: testamento, contratos em geral, promessa de recompensa. 
 
d) ato ilícito → CC, art. 186 (comando geral) 
No art. 187 o Código também chama de ato ilícito o abuso de direito. 
Em alguns casos, existe responsabilidade mesmo sem ato ilícito. 
 
RESPONSABILIDADE CIVIL 
1. Conceito 
A palavra responsabilidade vem de respondere, o que já deixa antever o significado de 
responder pela conduta praticada. A noção de responsabilidade é muito antiga, pois 
surgiu junto com a vida em sociedade. 
 
2. Noções históricas 
A responsabilidade civil é mais nova do que a responsabilidade penal. A noção que 
vigorava era de vingança privada. As responsabilizações eram penas corporais, 
escravidão, confisco de patrimônio. Entretanto, mesmo com as penas, a vítima 
continuava no prejuízo. 
Trabalhava-se apenas o aspecto punitivo. Não havia compensação ou ressarcimento 
para a vítima do prejuízo. 
Lex Aquilia, (200 a. C.) → ela fala de culpa, de responsabilização fora do estabelecido 
nos contratos, estabelece formas de compensação. 
Hoje, há também uma incorporação da responsabilidade objetiva. 
Ademais, a preocupação atual é com a vítima, isto é, qual foi o dano causado a ela e 
como reparar tal dano. Se o dano não foi patrimonial, não há como reparar, mas apenas 
compensar. 
 
3. Espécies 
a) moral x jurídica 
Não se confunde responsabilidade civil com a moral. Nesta, não há ingerência estatal. 
Obs.: a pessoa jurídica pode ser tanto sujeito ativo quanto passivo de crime, bem como 
sofrer e causar danos na seara cível (tanto materiais quanto morais). 
 
b) penal x civil 
Não se confunde responsabilidade civil com a penal. 
CC, art. 935 → as responsabilidades civil e penal são independentes. 
Exceção: excluindo na esfera penal a autoria do fato ou sua existência, não se pode 
responsabilizar civilmente o indivíduo. 
Na responsabilidade penal há crime, já na civil há ato ilícito; naquele há tipificação, 
neste não há. 
No Direito Civil tem-se cláusula geral (CC, art. 186) na qual a conduta pode se 
encaixar. Por outro lado, no Direito Penal a interpretação deve ser restritiva para não 
causar ingerência indevida na esfera jurídica do cidadão; já no Direito Civil amplia-se a 
incidência para garantir o cidadão. 
Ademais, a responsabilidade civil é através do patrimônio, a penal se dá, 
corriqueiramente, por meio da liberdade. 
 
c) contratual x extracontratual 
Na responsabilidade contratual, há um contrato pré-existente. Na extracontratual há 
possibilidade de se responsabilizar mesmo sem negócio pré-existente. 
Na lei a responsabilidade contratual recebe a denominação de “perdas e danos”. Já o 
termo “indenização” é utilizado para a responsabilidade extracontratual. 
 
d) subjetiva x objetiva 
No Brasil, a regra é a responsabilidade subjetiva, que possui como elemento a culpa 
civil (culpa e dolo). 
A culpa aparece no art. 186 na forma de negligência e imperícia, olvidando-se a 
imprudência. Entretanto, é pacífico que a imprudência também está implícita no 
dispositivo em questão (espécie de culpa). 
Como exceção, há a responsabilidade objetiva, isto é, independente de culpa, nas 
hipóteses previstas em lei e que estiverem dentro da teoria do risco. 
 
Obs.: segundo o CDC, são nulas as cláusulas abusivas, principalmente as previstas em 
contrato DE adesão (uma das partes não tem liberdade de negociar). Há também o 
contrato POR adesão, em que a parte tem a liberdade de negociar, mas não a utiliza. 
No CDC, não se pergunta sobre culpa do causador do dano. 
 
Teoria preceptivista dos contratos → as pessoas não contratam porque querem, mas 
porque necessitam. 
 
26-10-2012 (completar essa aula) 
ELEMENTOS DO ATO ILÍCITO 
Art. 186 
1. Ação ou omissão voluntária 
a) antijuridicidade → contrariedade ao Direito 
Antijuricidade vs. ato ilícito (ilicitude) 
Antijuricidade não é ilicitude, mas aquela está contida no conceito desta → a 
contrariedade ao direito não será necessariamente ato ilícito. 
Pode haver responsabilidade civil mesmo sem a presença de ato ilícito. 
 
b) imputabilidade → voluntarismo 
b.1) responsabilidade do incapaz 
Não se pode imputar ato ilícito ao absolutamente incapaz e ao relativamente incapaz, 
pois ausente a voluntariedade. O incapaz provoca o dano involuntariamente, pois 
ausente ou insuficiente o discernimento. 
 
b.1.1) fato de terceiro (art. 932) → responsabilidade indireta que decorre de terceiro 
 
b.1.2) teoria da substituição (art. 933) → responsabilidade objetiva, independente de 
culpa → exceção legal para a responsabilidade subjetiva. 
 
Obs.: as instituições escolares possuem responsabilidade objetiva pelos menores, desde 
que os pais não tenham incorrido em culpa (como por exemplo, deixar o filho levar uma 
faca para escola). 
 
b.1.3) responsabilidade subsidiária (art. 928) → pode-se exigir o cumprimento do 
responsável subsidiário apenas após esgotada a exigência do responsável primário → 
preocupação com o dano provocado à vítima. 
Enunciado 39, Conselho da Justiça Federal (CJF) → esse esgotamento é delimitado pela 
manutenção da dignidade do responsável legal. 
Perda do poder familiar → os pais deixam de ter obrigação relativa à responsabilidade 
civil. 
Se os pais são divorciados, a doutrina entende que quem tem a responsabilidade civil é 
aquele que possui a guarda. Porém, a jurisprudência dominante entende que, apesar do 
divórcio, ambos os pais são civilmente responsáveis. Ressalte-se que quando um dos 
pais atua com culpa, a responsabilidade civil será exclusivamente sua. 
 
b.1.4) litisconsórcio sucessivo 
Se o pai não tiver condições de arcar com o prejuízo, o juiz determinará, quando pedido, 
que o patrimônio do menor responda pelo dano (responsabilidade subsidiária). 
 
Obs.: na dúvida deve sempre se pensar no escopo da responsabilidade civil, a saber, 
reparar o dano causado à vítima. Por isso, na maioria das vezes, se o menor tiver 
patrimônio, este responderá subsidiariamente pelos danos causados. 
 
b.1.5) bem de família 
Impenhorável, mas há exceções → de regra, o bem de família é impenhorável quanto às 
indenizações cíveis, mas há exceção (indenizações referentes aos lucros cessantes com 
natureza alimentar). 
 
b.1.6) responsabilidade mitigada (art. 928, parágrafo único) 
 
b.1.7) relativização da obrigação paterna 
 
b.1.8) direta (art. 116 do ECA e Enunciado 40 do CJF) 
 
b.1.9) responsabilidade solidária (Enunciado 41 do CJF) 
Emancipação voluntária → é a únicahipótese de emancipação que não tem cunho 
econômico, financeiro → não isenta os pais de responsabilidade (emancipando 
voluntariamente o filho, os pais ainda são civilmente responsáveis por ele). 
 
b.1.10) ação regressiva (art. 934) 
Art. 934. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver 
pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, 
absoluta ou relativamente incapaz. 
 
Se houve emancipação voluntária, a ação regressiva em face do filho é cabível. 
 
2. Culpa 
a) modalidades 
a.1) negligência → culpa por omissão; 
a.2) imprudência → culpa por assunção de risco desnecessário; 
a.3) imperícia → culpa que pressupõe habilidade técnica → a doutrina entende que esta 
modalidade de culpa está implicitamente incluída no art. 186. 
 
Para fins de indenização, a modalidade de culpa não importa. 
 
b) mitigação da reparação (art. 944, parágrafo único) 
A indenização poderá ser ajustada se houver desproporção entre o grau de culpa e o 
dano provocado. 
 
09-11-2012 
3. Nexo de causalidade 
No Brasil, para fins de responsabilidade civil, dependendo do caso concreto, aplica-se 
ou a teoria da condição adequada, ou a teoria da causalidade direta e imediata. 
 
4. Dano 
a) material 
Lesão a bem jurídico apreciável economicamente. 
 
a.1) danos emergentes 
Prejuízo suportado de forma imediata, aquilo que foi efetivamente perdido. 
 
a.2) lucros cessantes 
Aquilo que razoavelmente se deixou de ganhar (final do art. 402). 
Onde se lê razoavelmente, entende-se por certamente. Assim, a atividade que aufere 
lucro deverá ser lícita (pressuposto existencial do direito à indenização a título de lucros 
cessantes). Exemplo: um bicheiro que tem sua atividade ilícita interrompida por ato de 
terceiro não faz jus ao pagamento de lucros cessantes. 
 
b) moral 
Lesão a determinado bem jurídico que não pode ser avaliado patrimonialmente (lesão 
extrapatrimonial) → direitos da personalidade → direitos que recaem sobre aspectos 
não econômicos. 
Pela legislação e pela jurisprudência (Súmula 277 do STJ), a pessoa jurídica pode ser 
vítima de dano moral. Entretanto, Nelson Rosenvald entende que a pessoa jurídica não 
sofre dano moral, pois a lesão sempre terá caráter patrimonial (dano material). 
 
Obs.: direitos fundamentais → direitos previstos na Constituição; direitos da 
personalidade → direitos previstos no Código Civil; direitos humanos → direitos de 
abrangência internacional. 
 
Obs.: num preciosismo técnico-jurídico, compensação relaciona-se com os danos 
morais e indenização com danos materiais. 
 
c) estético 
Súmula 387 do STJ 
Lesão à integridade física capaz de produzir desequilíbrio das formas. 
O dano estético ganhou autonomia perante o dano moral, pois aquele se perpetua no 
tempo (considera-se que a vítima do dano estético é lesada a todo o momento). 
 
Obs.: além de ter natureza compensatória, a indenização tem caráter punitivo e 
pedagógico (entendimento não pacífico na doutrina). 
 
Indenização por morte (arts. 948 a 950) 
Dano reflexo ou dano ricochete → o dano não atinge diretamente o indivíduo que vai 
ser indenizado, mas sim seu direito fracionado em relação ao que sofre o dano direto, → 
relacionamento afetivo entre o que sofre dano direto e o que sofre o dano indireto. 
 
Art. 948. No caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras reparações: 
Danos emergentes 
I – no pagamento das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da 
família. 
 
Lucros cessantes (alimentos) 
II – na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, levando‑se em conta 
a duração provável da vida da vítima. 
Legitimados → dependentes do morto; 
Período → duração provável da vida da vítima; 
Quantum → a título de lucros cessantes entende-se que o valor devido será de 2/3 dos 
proventos do desafortunado, pois 1/3 era utilizado para seu gasto pessoal. Entretanto, 
tanto a condição de quem sofreu o dano como a de quem deve arcar com o dano 
também são levadas em conta. 
 
Dano moral 
Informativo 505 do STJ → máximo de 500 salários mínimos. 
 
Pode-se penhorar bem de família daquele que não arcou com os danos decorrentes da 
morte (pensão alimentícia). Entretanto, o homicida não pode ter a prisão decretada pela 
falta de pagamento → informativo 503 do STJ. 
 
23-11-2012 
ABUSO DE DIREITO 
É modalidade de ato ilícito, pois o CC no art. 187 assim dispõe. 
Cometer abuso de direito é ultrapassar o limite estabelecido pela lei → tecnicamente, 
não é ato contrário à lei, mas conduta que transpõe os limites estabelecidos. 
Abuso de direito está contido na responsabilidade subjetiva ou na objetiva? Em 
nenhuma das duas. Não é subjetiva, pois não é necessária a comprovação de culpa 
(como na responsabilidade subjetiva). E não é tecnicamente objetiva, porque o 
legislador optou por fazer a diferenciação. 
Para responsabilizar o agente que ultrapassou os limites estabelecidos em lei, não há 
necessidade de se conjugar os elementos do art. 187 com os do art. 186, apesar do abuso 
de direito ser modalidade de ato ilícito. 
 
TEORIA DA PERDA DE UMA CHANCE 
Deve-se provar a existência da chance e a possibilidade de sucesso da chance, a fim de 
se estabelecer uma probabilidade em relação às chances. 
A teoria da perda de uma chance não exclui a indenização por danos materiais e morais. 
 
RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA 
1. Incidência 
Art. 927, parágrafo único → haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de 
culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida 
pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem. 
 
a) teorias do risco 
Teoria do risco proveito → o agente tira proveito da atividade que implica risco para os 
direitos de outrem → arcar com o ônus pelo bônus que se recebe. O proveito é 
subjetivo, não se vinculando necessariamente com o caráter financeiro. 
Referida teoria exclui a responsabilidade objetiva de alguns casos. 
 
Teoria do risco criado → o risco trazido pelo parágrafo único do art. 927 é o risco que 
se cria com o desenvolvimento da atividade. Responsabilidade objetiva impura, pois há 
excludentes → com essa teoria, exclui-se a responsabilidade objetiva, por exemplo, 
quando o dano causado pelo Estado é suportado por toda a sociedade. 
Teoria adotada por nosso ordenamento. 
 
Teoria do risco integral → assemelha-se à teoria imediatamente supra. Entretanto, na 
presente teoria não se admite excludente de responsabilidade. Responsabilidade objetiva 
pura. Teoria não adotada no Brasil. 
 
Obs.: culpa presumida é responsabilidade subjetiva. A culpa se relaciona apenas com a 
responsabilidade subjetiva. A culpa presumida apenas tem o efeito de inverter o ônus da 
prova. Não é necessário provar a culpa do autor do evento lesivo. Em regra, o ônus da 
prova é de quem alega. Porém, no caso de culpa presumida, aquele contra quem se alega 
é que tem o ônus da prova. Se o autor do evento quiser se furtar da obrigação de 
indenizar, ele que deve provar alguma excludente de responsabilidade. Exemplo de 
culpa presumida: responsabilidade do médico. 
 
b) casos especificados em lei 
Hipóteses de responsabilidade objetiva especificadas pela lei. Hipóteses previstas no 
CC, no CDC e em lei esparsa (posteriores e anteriores à Constituição). 
 
b.1) fato de terceiro (arts. 932 e 933) 
Art. 932 
I – os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia; 
II – o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas 
condições; 
III – o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no 
exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele; 
IV – os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por 
dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos; 
V – os que gratuitamente houveremparticipado nos produtos do crime, até a 
concorrente quantia. 
 
Os incisos I e II já foram trabalhados. 
 
Em relação ao inciso III, há uma polêmica, pois o artigo trata de responsabilidade 
objetiva, sendo que a Constituição prevê a responsabilidade subjetiva do empregador. 
Dando-se uma interpretação sistêmica, no sentido de trazer à tona o escopo da norma 
constitucional, flexibiliza-se a interpretação deste dispositivo. Entende-se que, na 
verdade, trata-se de responsabilidade objetiva, pois a Constituição almeja proteger o 
máximo possível o empregado (entendimento não pacífico). 
 
O inciso IV se relaciona com prestações de serviços. 
 
O inciso V se relaciona com a responsabilidade penal. 
 
b.2) fato da coisa e do animal (arts. 936 e 938) 
Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não 
provar culpa da vítima ou força maior. 
O próprio dispositivo traz excludentes, a saber, fato exclusivo da vítima e força maior. 
 
Art. 938. Aquele que habitar prédio, ou parte dele, responde pelo dano proveniente das 
coisas que dele caírem ou forem lançadas em lugar indevido. 
 
Nas hipóteses de responsabilidade objetiva, é possível o ajuizamento de ação regressiva 
contra o culpado pelo evento lesivo. Nesse caso, o direito de regresso é fundado na 
responsabilidade subjetiva, devendo-se provar a culpa do autor do evento lesivo. 
 
07-12-2012 
EXCLUDENTES DE RESPONSABILIDADE 
Segundo o legislador, responsabilidade com culpa presumida é responsabilidade 
objetiva. Assim, em questões objetivas, seguir o erro do legislador, nomeando a culpa 
presumida de responsabilidade objetiva. 
 
A responsabilidade objetiva e a culpa presumida necessitam de previsão legal. 
 
A responsabilidade objetiva que admite excludente, transformando-a em culpa 
presumida, continua sendo responsabilidade objetiva → responsabilidade objetiva 
impura. 
 
A cláusula de não indenizar só produzirá efeitos em contratos de não adesão, 
relacionando-se apenas com a responsabilidade contratual. 
 
Fortuito 
Fortuito interno → relacionado à atividade realizada → não exclui a responsabilidade 
objetiva; 
Fortuito externo → desvinculado à atividade realizada → pode excluir a 
responsabilidade objetiva. 
 
Ver Súmula 479 do STJ → fortuito interno que não é capaz de excluir a 
responsabilidade. 
 
Fato exclusivo de terceiros 
 
Fato exclusivo da vítima 
O fato exclusivo da vítima exclui a responsabilidade. Entretanto, se houve apenas 
contribuição da vítima, haverá redução da indenização e não excludente da 
responsabilidade. A redução da indenização levará em conta a culpa do ofendido. 
 
Para se excluir a responsabilidade, o fato exclusivo de terceiros e o fato exclusivo da 
vítima devem ser analisados com base no fortuito externo. 
 
Alguns atos lícitos (art. 188) 
O ato lícito também pode ensejar a responsabilidade civil. 
Exemplo: noivo que, no altar, diz não à noiva → negligência do noivo. Apesar de não 
ter pratica ato ilícito, o noivo poderá ser civilmente responsabilizado. 
 
A responsabilidade do Estado é objetiva → responsabilidade baseada no risco 
administrativo. A pretensão de indenização deve ser acompanhada da comprovação da 
anormalidade e da especificidade do dano decorrente do ato administrativo. Por 
anormalidade entende-se o conflito entre interesse público e interesse privado. Por 
especificidade entende que o dano é suportado de maneira diferente pelo(s) integrante(s) 
da sociedade (atingimento de forma distinta). 
 
INDENIZAÇÃO 
Danos materiais → reparação 
Danos morais e danos estéticos → compensação → alguns doutrinadores entendem que 
essa indenização deverá ter um caráter pedagógico e punitivo (tentativa de coibir as 
práticas lesivas). 
 
Em suma, para fins de fixação do quantum indenizatório, analisa-se a condição 
financeira da vítima, a do causador do dano e a extensão do dano frente à conduta 
praticada. 
 
Obs.: a fixação do quantum indenizatório a título de danos morais não é obrigatória 
(pode-se requerer que o magistrado fixe o valor). Entretanto, no juizado especial vale a 
pena fixar o valor da indenização no máximo possível (quantidade de salários mínimos 
que fixa a competência do juizado). 
Por outro lado, na justiça comum deve-se ter atenção, pois havendo erro técnico 
processual (ex. sentença terminativa), o autor deverá arcar com os honorários, os quais 
são calculados com base no valor da causa. 
 
Dano moral coletivo → destinação a fundos previstos → aplicação em políticas 
públicas.

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