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Legítima defesa
Art. 25. Entende-se em legítima defesa quem,
usando moderadamente dos meios necessários,
repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito
seu ou de outrem.
Parágrafo único. Observados os requisitos
previstos no caput deste artigo, considera-se
também em legítima defesa o agente de segurança
pública que repele agressão ou risco de agressão a
vítima mantida refém durante a prática de crimes.
Homicídio culposo
§ 3º. Se o homicídio é culposo:
Pena - detenção, de um a três anos.
Aumento de pena
§ 4º. No homicídio culposo, a pena é aumentada de
1/3 (um terço), se o crime resulta de inobservância
de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o
agente deixa de prestar imediato socorro à vítima,
não procura diminuir as consequências do seu ato,
ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo
doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3
(um terço) se o crime é praticado contra pessoa
menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta)
anos.
§ 5º. Na hipótese de homicídio culposo, o juiz
poderá deixar de aplicar a pena, se as
consequências da infração atingirem o próprio
agente de forma tão grave que a sanção penal se
torne desnecessária.
§ 6º. A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a
metade se o crime for praticado por milícia privada,
sob o pretexto de prestação de serviço de
segurança, ou por grupo de extermínio.
STJ - HC 433.898/RS
Não caracteriza bis in idem o reconhecimento das qualificadoras de motivo torpe e de feminicídio no crime de homicídio
praticado contra mulher em situação de violência doméstica e familiar.
STJ - REsp 1.836.556/PR
O dolo eventual no crime de homicídio é compatível com as qualificadoras objetivas previstas no art. 121, § 2º, III e IV, do
Código Penal.
STJ - AgRg no REsp 1.851.435/PA
A tenra idade da vítima é fundamento idôneo para a majoração da pena-base do crime de homicídio pela valoração
negativa das consequências do crime.
STJ - REsp 1.829.601/PR
A qualificadora do meio cruel é compatível com o dolo eventual.
STJ - REsp 1.689.173/SC
A embriaguez do agente condutor do automóvel, por si só, não pode servir de premissa bastante para a afirmação do
dolo eventual em acidente de trânsito com resultado morte.
Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a
automutilação
Art. 122. Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou
a praticar automutilação ou prestar-lhe auxílio
material para que o faça:
Pena - reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.
§ 1º. Se da automutilação ou da tentativa de
suicídio resulta lesão corporal de natureza grave ou
gravíssima, nos termos dos §§ 1º e 2º do art. 129
deste Código:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos.
Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a
automutilação
§ 2º. Se o suicídio se consuma ou se da
automutilação resulta morte:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos.
§ 3º. A pena é duplicada:
I - se o crime é praticado por motivo egoístico,
torpe ou fútil;
II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por
qualquer causa, a capacidade de resistência.
§ 4º. A pena é aumentada até o dobro se a conduta
é realizada por meio da rede de computadores, de
rede social ou transmitida em tempo real.

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