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ESTUDO DIRIGIDO PEDIATRIA N2: PEDRO DANTAS GUILHERME – T3B - 190003088 Vasculites da infância: 1. Classifique as vasculites em pediatria de acordo com o tamanho dos vasos acometidos, e com a presença ou não de ANCA Pequenos vasos Anca associado, Granulomatose com poliangiíte (Wegener); Poliangiíte microscópica e Granulomatose eosinofilica com poliangiíte (Churg-Strauss). Pequenos vasos com imunocomplexos: Vasculite crioglobulinêmica; Vasculite IgA e Vasculite anti-C1q. Médios vasos: Poliarterite nodosa e Kawasaki. Grandes vasos: Takayasu e Artrite de células gigantes. 2. Descreva o quadro clínico, complicações e o tratamento da púrpura de Henoch-Schonlein: Quadro Clinico: Purpura palpável, petéquias (predominantes em MMII), ausência de plaquetopenia, dor abdominal, artralgia, artrite, comprometimento renal (glomerolonefrite). Pode ser precedida por IVAS, especialmente o Streptococcus. Complicações: Hemorragia submucosa, glomerulonefrite, perda de função renal, convulsões, encefalopatia, ceratite e uveite. Tratamento: Prednisona 3. Descreva o quadro clínico, complicações e o tratamento da doença de Kawasaki: Quadro clinico: Febre, edema endurecido em dorso de mãos e pés com eritema em palms e plantas, Exantema morbiliforme ou macular convergindo par região perineal, descamação das extremidades em dedo de luva, edema e fissuras libais, língua em framboesa, irritabilidade, manifestações gastrointestinais... Complicações: Aneurismas de coronárias (25%), Estenose, aterosclerose, IAM, comprometimento valvular mitral e aórtico na fase aguda e subaguda. Tratamento: IVIG, AAS, glicocorticoides e anti-TNF. 4. Cite os sintomas das vasculites sistêmicas em pediatria, da artrite de Takayasu, poliarterite nodoso e granulomatose de Wegener. Artrite de takayasu: Febre alta, perda de peso, artralgia, astenia, isquemia mesentérica, isquemia cerebral, isquemia da artéria renal. Muitas vezes pode ser totalmente assintomática, sendo detectada através de exame de rotina devido a uma assimetria ou ausência de pulsos periféricos. Poliartrite Nodoso: Febre, adinamia, perda de peso, vasculite necrosante, livedo reticular (manchas rochas na pele), hipertensão, neuropatia periférica... Não esta associado a presença de ANCA. Granulomatose de Wegner: Está associada ao ANCA. Tríade clássica: Trato respiratório alto (sinusite), pulmões (nódulos) e rins (glomerulonefrite). Epilepsia: 1. Cite 3 exemplos de distúrbios paroxísticos não epilépticos: Crise de perda de fôlego; mioclonias noturnas benignas do sono e por distúrbio metabólico, como hipoglicemia. 2. O que são crises sintomáticas ou reativas? Cite 3 exemplos É um evento agudo ou transitório, não se configuram como epilepsia. Podem ser de origem neurológica ou sistêmicas. Meningite, TCE, Febre, distúrbios metabólicos..... 3. Quais as principais características de uma crise convulsiva generalizada? Alteração ou perda da consciência devido ao envolvimento hemisférico bilateral. Paciente não se recorda do ocorrido. Podem ser tonico-clonicas generalizadas, atônicas, mioclonicas e crises de ausência. 4. Quais as principais características de uma crise febril simples? A crise febril simples é caracterizada por ser uma crise epiléptica generalizada com duração inferior a 15 minutos, que não se repete nas 24 horas seguintes e sem sinais neurológicos pós ictais. 5. Cite 3 dados da anamnese direcionada que não podem faltar ao investigar um paciente que apresente uma crise convulsiva. Se já teve uma crise anterior; o que estava fazendo antes da crise; descrever o episodio em detalhes e como ficou após a crise; se tem histórico familiar... 6. Por que a epilepsia é mais frequente na infância e na adolescência? Devido a maior susceptibilidade do SNC imaturo, intenso desenvolvimento dendrítico, sináptico e da mielina nos primeiros anos de vida. Hiperexcitabilidade fisiológica neonatal: Desequilíbrio entre os fatores excitatórios e inibitórios. 7. Qual o principal diagnóstico diferencial a ser considerado diante de uma criança que apresenta uma crise convulsiva febril? O principal diagnostico diferencial é com infecções do sistema nervoso central, como a meningite. 8. Qual é definição de crise convulsiva febril segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria? Definida como um evento que ocorre na criança, entre os 6 e os 60 meses (SBP) associado à febre, mas sem evidência de infecção intracraniana, outra causa definida ou antecedentes convulsões afebris. 9. Qual a tríade clássica da síndrome de West e qual a faixa etária mais acometida? Crises do tipo espasmo, interrupção ou involução do DNPM, EEG com padrão de hisarritimia. Mais comum entre os primeiros anos de vida (entre 3 e 7 meses de idade) 10. Quais as características da epilepsia Rolândica ou epilepsia benigna da infância? Qual é o prognóstico? Acontece em crianças neurologicamente normais entre 3 e 13 anos, tendo o seu pico aos 14 anos. São crises parciais simples, motoras ou sensitivas, envolvendo a face, língua, lábios e orofaringe. O prognostico é bom, costuma a desaparecer na adolescência e muita das vezes não é necessário realizar o tratamento com DAE. Tem menos de 2% de desenvolver epilepsia na vida adulta. 11. Existe indicação de droga antiepiléptica logo após o primeiro episódio de crise convulsiva? Não é indicado DAE após primeira crise. 12. Descreva a abordagem inicial de uma crise epiléptica: Inicialmente, deve-se manter as vias aéreas pérvias. Intervenção medicamentosa deverá ser feita em casos de crises com duração maior que 5 minutos. 13. Qual a abordagem medicamentosa? Primeira classe utilizada são os benzodiazepínicos para crise, caso não seja cessada, fenitoina ou fenorbital. Crianças com menos de 2 anos considerar a administração de piridoxina. Caso seja um caso de mal epilético (crises de 30 min) está indicado o uso de midazolan ou propofol. 14. O que é estado de mal epiléptico? É uma crise com duração de mais de 30 minutos, podendo ser uma única crise prologangada ou por crises recorrentes as quais não se tem recuperação completa. É grave e se tem indicação de UTI. 15. Cite 6 causas reversíveis de crise convulsiva em pediatria: 6 hs: hiponatremia, hipoglicemia, hipocalcemia, hipomagnesemia, hipertensão e hipertermia. Reanimação neonatal: 1. Descreva os passos iniciais da recepção ao recém-nascido, apontando as diferenças de quando a idade gestacional é maior ou menor que 34 semanas RN 34s: O recém nascido precisa: insuflar os pulmões, realizar adaptações circulatórias, troca gasosa efetiva e oclusão das vias circulatórias fetais. É necessário contar com uma equipe de profissionais de saúde treinada em reanimação neonatal antes do nascimento de qualquer RN. Tal equipe deve realizar a anamnese materna e preparar o material para uso imediato na sala de parto 2. Descreva as indicações dos procedimentos de reanimação (aspiração de vias aéreas, ventilação com pressão positiva, com máscara e com cânula orotraqueal, massagem cardíaca, uso de drogas), apontando as diferenças quanto à idade gestacional Aspiração de vias aéreas: reservada aos RN 34 semanas durante desprendimento do polo cefálico, na vigência de líquido amniótico meconial, não deve ter as VAs aspiradas; entretanto, se RN com líquido amniótico meconial pré-termo tardio ou pós-termo ou não iniciou movimentos respiratórios regulares ou o tônus muscular está flácido, pode ser feita a aspiração das vias aéreasVentilação com pressão positiva (VPP): tanto para RN 34 semanas, pq após os cuidados para manter a temperatura e a permeabilidade das vias aéreas do RN, a presença de apneia, respiração irregular e/ou FC 34 semanas, que mesmo com VPP, mantém FC 34 semanas, que mesmo com ventilação com máscara, mantém FC 34 semanas com FC 34 semanas, que mesmo após intubação orotraqueal, massagem cardíaca adequada/sincronizada e oxigênio a 100% mantém FC 30% da PA sistólica; b.Adultos: PA sistólica 30% do valor basal do paciente. 3. Descreva o tratamento da anafilaxia Remover o provável agente causador da anafilxia. O tratamento medicamentoso é feito com adrenalina o quanto antes para que possa evitar insuficienca respiratória grave, sintomas cardíacos e choque. Deve se manter as VAS pérvias, oxigenioterapia se necessaira, Soro fisiológico e salbutamol se necessário. Neurodesenvolvimento 1. Descreva brevemente o quadro clínico, tratamento e critérios diagnósticos da TDAH. Como deve ser feita a investigação. Critérios diagnósticos: Diagnostico é clinico e depende dos critérios do DSM V. Tríade diagnostica: desatenção, impulsividade e hiperatividade. Tratamento: é de extrema importância a abordagem multiprofissional, psicossocial e psicofarmacológica. Promover educação da família, para estabelecerem as melhores estratégias e intervenções comportamentais para a criança/adolescente. Além disso, terapia cognitivo-comportamental e intervenções psicofarmacológias através de estimulantes, como Metilfenidato e Lisdexanfetamina. 2. Descreva o quadro clínico, tratamento e critérios diagnósticos do TEA. Como deve ser feita a investigação. Quais síndromes podem estar associadas a esse transtorno? Quadro clinico: 1) Dificuldades na interação social com pouca reciprocidade 2) Atraso na comunicação verbal e não verbal 3) Repertório restrito de atividades e interesses Diagnostico: é clinico, existem alguns instrumentos de triagem para facilitar o diagnostico, como o MCHAT. Avaliação do DNPM. De acordo com o DSMV Déficits persistentes na comunicação social e interação social em vários contextos. Para um diagnostico correto deve ser feito uma anamnese e exame físico completos, avaliação sensorial, avaliação genética, EEG e exames de imagens do SNC. Tratamento: acompanhamento com neurologista regularmente, tratamento de sintomas (tdah, epilepsia e etc..) acompanhamento com fonoaudiólogo, fisioterapeuta e psicólogos.