Prévia do material em texto
Instrumentação Periodontal Raspagem: coroa e superfície radicular para remoção de cálculos, biofilme e manchas Alisamento: redução de áreas irregulares Técnicas de raspagem Supragengival: mais fácil sua remoção, possibilita acesso direto ou indireto, com movimentos curtos e fortes, em direção vertical e obliqua · Para sua remoção são utilizadas curetas e instrumentos ultra-sônicos · A cureta é segura e sua borda cortante faz uma angulação pouco menor que 90 graus à superfície que está sendo raspada. São feitos movimentos curtos e fortes, superpostos e em direção vertical e oblíqua. Subgengival: mais complicado que a supragengival, quando sua boda cortante alcança a base da bolsa é aplicada uma pressão lateral sobre a superfície dental. A remoção do calculo se da por movimentos fortes, curtos e repetitivos, controlados por movimentos de antebraço, pulso e dedos. · A tentativa de remoção do calculo com um único movimento de tração pode causar um trauma e dilaceração tecidual · O sucesso na remoção do calculo é indicado por uma superfície lisa e uniforme Instrumentação eficaz 1. Posição do paciente e do profissional: Profissional: · Sentado do mocho · Pés 90 graus com o chão Paciente: · Cavidade bucal na altura do cotovelo · Arcada superior: cabeça levantada/ cadeira deitada · Arcada inferior: cabeça abaixada/ cadeira deitada 2. Iluminação / afastamento · Direta: refletor · Indireta: através do espelho · Afastamento pode ser feito com os dedos ou com espelho 3. Preensão do instrumento Caneta padrão: Caneta modificada: · Estabilização evita trauma aos tecidos · Maior efetividade Palmar: Apoio dos dedos: · Estabilizar antes da ativação do instrumental · Previne dilaceração e traumas do tecido · Apoio no 3 ou 4 dedo · Próximo ao dente a ser raspado Tipo de apoios · Intrabucais: · Convencional: no próprio dente ou dente próximo à área de trabalho · Arcada cruzada: dente do outro lado da mesma arcada (Esq-Dir) · Arcada oposta: dente de outra arcada (Sup-Inf) · Dedo sobre dedo: dedos indicador ou polegar da mão não-operante · Extrabucais: · Palma para cima ou para baixo sobre a face lateral da mandíbula do paciente · Os apoios intra e extrabucais podem ser reforçados colocando-se o indicador ou o polegar da mão não-operante no cabo ou haste do instrumento, aumentando assim o controle e a pressão contra o dente Ativação do instrumento · Adaptação: · É a maneira pela qual a ponta ativa do instrumento é colocada contra a superfície de um dente. Sua correta execução evita trauma aos tecidos moles e a superfície da raíz · A correta adaptação é mantida girando-se o instrumento entre os dedos polegar, médio e indicador, fazendo com que o mesmo se ajuste as concavidades e convexidades da raíz · Mesmo nas superfícies mais planas, apenas 1 ou 2 mm da ponta ativa estão em contato com a superfície dental · O terço inferior da ponta ativa deve ser mantido constantemente em contato com o dente, enquanto movemos o instrumento sobre o contorno radicular · Com um ângulo de corte MENOR que 45 graus não haverá efetividade de corte · Com um ângulo de corte MAIOR que 90 graus haverá instrumentação da parede mole da bolsa e podemos apenas brunir o cálculo · Ponta ativa muito aberta ou fechada: dilaceração. · Angulação: · Quando da introdução da lâmina na base da bolsa, a angulação deve ser o mais próximo possível de zero · Durante a instrumentação,o ideal é termos uma angulação entre 45 e 90 graus · Se refere ao ângulo entre a face de um instrumento laminado e a superfície dentária · Uma correta angulação é essencial para uma ótima efetividade na remoção do cálculo · angulo aberto demais: curetagem parede mole da bolsa; · angulo fechado demais: brunimento e não remoção do cálculo. · Pressão Lateral: · A pressão firme é aplicada inicialmente quando se deseja a remoção do cálculo, e em seguida é diminuída progressivamente até os movimentos finais leves de alisamento radicular · Pressões insuficientes levar apenas ao brunimento do cálculo, não efetuando sua remoção · Pressões desnecessárias devem ser evitadas, pois podem causar sulcos e estrias na superfície radicular · instrumentos mal afiados exigem pressão lateral e força de tração exageradas, tornando a instrumentação mal controlada · Movimentos: · Movimento Exploratório: É leve, tátil, feito com sondas e exploradores para avaliar as dimensões da bolsa, do cálculo e as irregularidades da superfície. Com instrumentos laminados os movimentos exploratórios são alternados com movimentos de raspagem e alisamento radicular · Movimento de Raspagem: : É um movimento de tração curto, realizado com instrumento de corte. A borda cortante prende a parte mais apical do cálculo com pressão lateral firme e então é realizada a rotação do antebraço que transmite o movimento ao pulso que por sua vez, o transmite aos dedos, que são ligeiramente flexionados. Esse tipo de movimento dá força à instrumentação. O movimento apenas dos dedos é indicado quando se necessita de um controle mais preciso da instrumentação (feito em 90°) · Movimento de Alisamento: É um movimento de tração moderado e leve, usado para o aplainamento final da superfície. É usado com empunhadura e pressão lateral firmes, numa série de movimentos contínuos e longos. A pressão decresce progressivamente com o aumento da lisura da superfície (feito em 45°) · O movimento de raspagem deve ser vertical e obliquo e deve ser feita em “faixas” · O movimento horizontal é indicado para contorno do dente, mas tem menor eficácia e é potencialmente perigoso · No momento da raspagem, podemos dividir nossa boca em SEXTANTES · CURETAS: ? · CABEÇA: VOLTADO PARA CD (L) OU AUX (V) · APOIO: EXTRA-ORAL PALMA PARA BAIXO OU PALMA PARA CIMA · APOIO: INTRA-ORAL CONVENCIONAL · INTRA-ORAL DEDO SOBRE · DEDO. · CURETAS: ? · VISÃO: DIRETA (V) / INDIRETA (L) · APOIO: INTRA-ORAL CONVENCIONAL COM A PALMA PARA BAIXO OU PARA CIMA · CURETAS: ? · CABEÇA: VOLTADO PARA CD (V) OU AUX (L) · APOIO: EXTRA-ORAL SEM REFORÇO · EXTRA-ORAL COM REFORÇO · APOIO: INTRA-ORAL CONVENCIONAL INTRA-ORAL ARCADA OPOSTA · CURETAS: ? · APOIO: INTRA-ORAL · CONVENCIONAL · INTRA-ORAL ARCADA CRUZADA · CURETAS: ? · CABEÇA: VOLTADO PARA BAIXO · VISÃO: DIRETA / INDIRETA · APOIO: INTRA-ORAL CONVENCIONAL · CURETAS: ? · APOIO: INTRA-ORAL CONVENCIONAL · INTRA-ORAL DEDO SOBRE DEDO Anatomia dental e radicular 1. Profundidade da bolsa: 2. Acesso à área a ser raspada: · Localização do dente no arco; · Abertura bucal; · Tonicidade muscular (lábios, bochecha, língua). 3. Anatomia 4. Posicionamento dentário Manutenção do campo limpo · isolamento com gaze; · bom equipamento sucção; · proporciona melhor visibilidade; · melhora condições de apoio, aumentando a estabilidade do instrumento. · Além da sonda exploradora o ar da seringa tríplice auxilia muito na detecção dos cálculos Detecção de cálculo Efeitos indesejáveis · HIPERSENSIBILIDADE · RECESSÃO DA MARGEM GENGIVAL image3.jpg image5.jpeg image4.jpg image7.jpeg image5.jpg image9.jpeg image6.jpg image11.jpeg image7.png image13.png image8.jpg image15.jpeg image9.png image10.png image11.png image12.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.jpg image22.jpeg image23.jpg image24.jpeg image25.jpg image26.jpeg image27.jpg image28.jpeg image1.jpg image2.jpeg image2.png