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🫀 Dislipidemia aterogênica e risco CV Fórmula de Friedewald Com os valores do colesterol total CT, HDL (lipoproteína de alta densidade) e triglicérides TG podemos obter o valor do colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade) através da fórmula de Friedewald. O valor de TG/5 uma estimativa do colesterol VLDL (lipoproteína de muito baixa densidade). Devemos lembrar que se a concentração dos triglicerídeos for maior que 400 mg/dL o cálculo do LDL pela fórmula é inadequado. Aterosclerose A aterosclerose é uma doença inflamatória crônica de origem multifatorial, que ocorre em resposta à agressão endotelial, acometendo principalmente a camada íntima de artérias de médio e grande calibre. Metabolismo lipídico Os fosfolípides formam a estrutura básica das membranas celulares. LDL = CT–HDL–(TG/5) Dislipidemia aterogênica e risco CV 1 O colesterol é precursor dos hormônios esteroides, dos ácidos biliares e da vitamina D. Além disso, como constituinte das membranas celulares, o colesterol atua na fluidez destas e na ativação de enzimas aí situadas. Os TG são formados a partir de três ácidos graxos ligados a uma molécula de glicerol e constituem uma das formas de armazenamento energético mais importantes no organismo, sendo depositados nos tecidos adiposo e muscular. Os ácidos graxos podem ser classificados como saturados (sem duplas ligações entre seus átomos de carbono), mono ou poli-insaturados, de acordo com o número de ligações duplas em sua cadeia. Os ácidos graxos saturados mais frequentemente presentes em nossa alimentação são: láurico, mirístico, palmítico e esteárico. Entre os monoinsaturados, o mais frequente é o ácido oleico. Quanto aos poli-insaturados, podem ser classificados como ômega 3 ou ômega 6 (linoleico), de acordo com presença da primeira dupla ligação entre os carbonos, a partir do grupo hidroxila. Lipoproteínas As lipoproteínas permitem a solubilização e o transporte dos lípides, que são substâncias geralmente hidrofóbicas, no meio aquoso plasmático. São compostas por lípides e proteínas denominadas Apolipoproteínas (apo). As apos têm diversas funções no metabolismo das lipoproteínas, como a formação intracelular das partículas lipoproteicas, caso das apos B100 e B48, e a atuação como ligantes a receptores de membrana, como as apos B100 e E, ou cofatores enzimáticos, como as apos CII, CIII e AI. Existem quatro grandes classes de lipoproteínas separadas em dois grupos: (i) as ricas em TG, maiores e menos densas, (ii) as ricas em colesterol. A função fisiológica da Lp(a) não é conhecida, mas, em estudos ela tem sido associada à formação e à progressão da placa aterosclerótica. Quilomícrons (rico em TG, maior e menos denso), origem intestinal. VLDL (rico em TG, maior e menos denso), de origem hepática. LDL (rica em colesterol, menores e mais densa) HDL (rica em colesterol, menores e mais densa) IDL de densidade intermediária Dislipidemia aterogênica e risco CV 2 Lipoproteína A (Lp(a))- LDL Apo (a) Fisiopatologia da aterosclerose A formação da placa aterosclerótica inicia-se com a agressão ao endotélio vascular por diversos fatores de risco, como dislipidemia, hipertensão arterial ou tabagismo. Como consequência, a disfunção endotelial aumenta a permeabilidade da íntima às lipoproteínas plasmáticas, favorecendo a retenção destas no espaço subendotelial. Retidas, as partículas de LDL sofrem oxidação, causando a exposição de diversos neoepítopos, tornando-as imunogênicas. Moléculas de adesão são responsáveis pela atração de monócitos e linfócitos para a intimidade da parede arterial. Induzidos por proteínas quimiotáticas, os monócitos migram para o espaço subendotelial, no qual se diferenciam em macrófagos, que, por sua vez, captam as LDL oxidadas. Os macrófagos repletos de lipídeos são chamados de células espumosas e são o principal componente das estrias gordurosas, lesões macroscópicas iniciais da aterosclerose que se formam ainda na infância. Uma vez ativados, os macrófagos são, em grande parte, responsáveis pela progressão da placa aterosclerótica por meio da secreção de citocinas, que amplificam a inflamação, e de enzimas proteolíticas capazes de degradar colágeno e outros componentes teciduais locais. Dislipidemia aterogênica e risco CV 3 Mediante interação com os macrófagos, as células T podem se diferenciar e produzir citocinas que modulam o processo inflamatório local. Alguns mediadores da inflamação estimulam a migração e a proliferação das células musculares lisas da camada média arterial. Estas, ao migrarem para a íntima, passam a produzir não só citocinas e fatores de crescimento, como também matriz extracelular, que formará parte da capa fibrosa da placa aterosclerótica. 💡 Agressão ao endotélio → disfunção endotelial → maior permeabilidade da túnica íntima às lipoproteínas → retenção destas no espaço endotelial LDL sofre oxidação (se torna imunogênica) → adesão de monócitos e linfócitos → monócitos se diferenciam em macrófagos → captam as LDL oxidadas (macrófagos espumosos) → secreção de citocinas pró-inflamatórias → proliferação das células musculares lisas → secretam fatores de crescimento e MEC formação da capa fibrosa da placa. A placa aterosclerótica plenamente desenvolvida é constituída por elementos celulares, componentes da matriz extracelular e núcleo lipídico e necrótico, formado principalmente por debris de células mortas. As placas estáveis caracterizam-se por predomínio de colágeno, organizado em capa fibrosa espessa, escassas células inflamatórias, e núcleo lipídico e necrótico de proporções menores. As instáveis apresentam atividade inflamatória intensa, especialmente em suas bordas laterais, com Dislipidemia aterogênica e risco CV 4 grande atividade proteolítica, núcleo lipídico necrótico proeminente e capa fibrótica tênue. Aterotrombose: a ruptura desta capa expõe material lipídico altamente trombogênico, levando à formação de um trombo sobrejacente. É um dos principais determinantes das manifestações clínicas da aterosclerose. Placa instável Placa estável Atividade inflamatória intensa, especialmente em suas bordas laterais, com grande atividade proteolítica, núcleo lipídico necrótico proeminente e capa fibrótica tênue. Predomínio de colágeno, organizado em capa fibrosa espessa, escassas células inflamatórias, e núcleo lipídico e necrótico de proporções menores. Isquemia tem como mecanismo fisiopatológico básico uma desproporção entre fluxo sanguíneo e oxigênio ofertados ao tecido de um lado e demandas metabólicas e consumo de oxigênio de outro. Em mais de 90% dos casos, essa desproporção é atribuída à estenose aterosclerótica crítica (aterosclerose ou aterotrombose) que ocorre quando a área de secção transversa da luz arterial é comprometida em 70% ou mais. Quadro clínico Fase clínica e pré-clínica Dislipidemia aterogênica e risco CV 5 As manifestações sintomáticas dependerão do território acometido pela isquemia: no cérebro pode causar AVCI/AIT, no miocárdio pode levar a angina estável e síndrome coronariana aguda, nos membros inferiores a doença arterial obstrutiva periférica. A aterosclerose pode causar enfraquecimento da parede da artéria e levar a formação de aneurismas, como é o caso do aneurisma de aorta abdominal. Angina do peito se caracteriza por desconforto torácico, usualmente retroesternal, que pode irradiar para a face ulnar do membro superior esquerdo (pode também ser referido no direito), mandíbula, pescoço, região interescapular e epigástrio. O sintoma piora com o esforço físico ou estresse emocional e alivia com o repouso ou uso de nitrato. Em pacientes idosos ou diabéticos os sintomas de queimação e opressão podem, eventualmente, ser substituídos por equivalentes anginosos, como a dispneia aos esforços. Dislipidemia aterogênica e risco CV 6 Fatores de risco Os fatores de risco tradicionais para doença aterosclerótica: tabagismo, hipertensão arterialsistêmica, diabetes, dislipidemia, história familiar positiva para doença cardíaca prematura (parentes de 1º grau: homens 30 mg/g de creatinina e/ou retinopatia. Pacientes com risco intermediário são aqueles indivíduos com ERG entre 5 e 20% no sexo masculino, entre 5 e 10% no sexo feminino ou ainda os diabéticos não classificados como alto risco. Pacientes de baixo risco são aqueles do sexo masculino e feminino com risco em 10 anos 5% calculado pelo ERG. Dislipidemia aterogênica e risco CV 11 Estratificação de risco Condições determinantes Baixo risco Sexo masculino e feminino com risco em 10 anos 5% calculado pelo ERG. Risco intermediário ERG entre 5 e 20% no sexo masculino, entre 5 e 10% no sexo feminino ou ainda os diabéticos não classificados como alto risco Alto risco Aterosclerose subclínica documentada por metodologia diagnóstica: ultrassonografia de carótidas com presença de placa; Índice Tornozelo-Braquial 0,9; escore de Cálcio Arterial Coronariano 100 ou a presença de placas ateroscleróticas na angiotomografia de coronárias. portadores de aneurisma de aorta abdominal, doença renal crônica definida por taxa de filtração glomerular TFG 60 mL/min, pacientes com concentrações de LDL-c 190 mg/dL, presença de diabetes tipos 1 ou 2 e com LDL-c entre 70 e 189 mg/dL e presença de estratificadores de risco ER. Muito alto risco Doença aterosclerótica significativa (coronária, cerebrovascular, vascular periférica, com ou sem eventos clínicos, ou obstrução 50% em qualquer território arterial) Escore de risco global (ERG) O Escore de Risco Global ERG estima o risco de infarto do miocárdio, AVC, ou insuficiência cardíaca, fatais ou não fatais, ou insuficiência vascular periférica Dislipidemia aterogênica e risco CV 12 em 10 anos. Ele deve ser utilizado na avaliação inicial, ou mesmo em pacientes em uso de estatinas, entre os indivíduos que não foram enquadrados nas condições de muito alto ou alto risco apresentadas a seguir e pode ser encontrado pelo aplicativo obtido no site do Departamento de Aterosclerose da SBC para os sistemas Android e IOS. Ele pontua sexo, idade, PA sistólica, uso de anti-hipertensivo, uso de estatina, tabagismo, colesterol total e HDL. As metas terapêuticas são definidas conforme a tabela abaixo. Para os indivíduos classificados como de muito alto risco ou de alto risco cardiovascular, sempre que possível e tolerado, deve-se dar preferência para o uso de estatina de alta intensidade ou da associação entre ezetimiba e estatina (sinvastatina 40 mg ou outra estatina com potência pelo menos equivalente), ou seja, os tratamentos que promovem, em média, redução do LDL-c de pelo menos 50%. Dislipidemia aterogênica e riscoCV 13 Tratamento não farmacológico Deve-se propor uma substituição parcial de ácidos graxos saturados por mono e poli-insaturados O controle do peso corporal. Redução de açúcares de adição e carboidratos. Aumento da ingestão de fibras solúveis. Abandono do tabagismo. Prática regular de atividade física. O consumo de etanol deve ser limitado a 30 g/dia. Tratamento farmacológico Depende do risco CV individual estratificado e do tipo de dislipidemia. Risco alto e muito alto: prioriza-se intervenção farmacológica com hipolipemiantes + mudanças de estilo de vida. Risco intermediário e baixo: tratamento não farmacológico pode ser estabelecido inicialmente, sem uso concomitante de medicamentos. Medicamentos com ação predominante sobre o colesterol Estatinas Até o presente, a redução do LDL pelas estatinas permanece a terapia mais validada por estudos clínicos para diminuir a incidência de eventos CVs. Mecanismo de ação: inibem a enzima HMGCoA redutase- enzima chave para síntese intracelular do colesterol hepático, reduzindo a síntese endógena de colesterol, com aumento da expressão de receptores de LDL no fígado (maior captação de colesterol plasmático). A estrutura das estatinas é semelhante molecularmente a HMGCoA, competindo ela para interagir com a HMGCoA redutase. Reduzem também o colesterol pela quantidade de partículas de VLDL formadas (internaliza diversas proteínas no fígado). Dislipidemia aterogênica e risco CV 14 Efeitos colaterais: raros, mas podem surgir efeitos musculares (de mialgia a rabdomiólise) que são os mais comuns. Não determinam hepatopatia, mas podem elevar enzimas hepáticas no início do tratamento. Possuem efeitos benéficos na doença hepática gordurosa não alcóolica à longo prazo. Monitoramento: enzimas musculares (dosar na presença de sintomas musculares) e enzimas hepáticas (dosagem apenas antes da introdução do fármaco e em caso de sintomas hepáticos). Ex: dor, sensibilidade, rigidez, câimbras, fraqueza e fadiga localizada ou generalizada. Outros Ezetimiba: inibe a absorção do colesterol no intestino delgado (receptores Niemann-Pick C1-like protein 1 reduz o colesterol hepático (estimula receptores de LDL. a Associada às estatinas reduz ainda mais o LDL-c 24% e eventos CVs. b Indicada para pacientes de alto e muito alto risco quando estatinas isoladas não atingem as metas. Resinas: pouco utilizadas, substituídas pela ezetimiba. Reduzem a absorção de sais biliares com colesterol. a Não são absorvidas e podem reduzir a absorção de medicamentos e vitaminas. b Indicadas para gestantes, mas causam obstipação e aumento dos TGs. Contraindicada em pacientes com TGs elevados. Inibidores da PCSK9: impedem a degradação dos receptores de LDL (aumentando sua captação). a Anticorpos monoclonais humanos administrados por via subcutânea (quinzenal ou mensal). b Reduem intensamente o LDL-c e eventos CVs. c Indicados para pacientes de muito alto risco após falha com estatinas e ezetimiba. Pacientes intolerantes a estatinas que não controlam o LDL. Dislipidemia aterogênica e risco CV 15 Classe Mecanismo de ação Fármacos Efeitos colaterais Estatinas Inibem a enzima HMGCoA redutase, reduzindo a síntese hepática de colesterol e aumentando a captação de LDL pelo fígado. Sinvastatina, Atorvastatina, Rosuvastatina, Pravastatina, Lovastatina, Fluvastatina, Pitavastatina Mialgia, miosite, rabdomiólise (raro), elevação transitória de enzimas hepáticas, cefaleia, desconforto gastrointestinal. Ezetimiba Inibe a absorção intestinal de colesterol ao bloquear o receptor Niemann-Pick C1- like 1 NPC1L1, reduzindo a quantidade de colesterol hepático e aumentando a captação de LDL pelo fígado. Ezetimiba Diarreia, dor abdominal, elevação discreta de transaminases (principalmente em combinação com estatinas), mialgia (raro). Dislipidemia aterogênica e risco CV 16 Classe Mecanismo de ação Fármacos Efeitos colaterais Resinas Ligam-se aos ácidos biliares no intestino, impedindo sua reabsorção, o que leva o fígado a utilizar mais colesterol para produzir novos ácidos biliares, reduzindo os níveis de LDL-c. Colestiramina Obstipação, desconforto gastrointestinal, náuseas, aumento de triglicerídeos, interferência na absorção de vitaminas lipossolúveis e outros fármacos. Inibidores da PSCK9 Bloqueiam a PCSK9, impedindo a degradação dos receptores de LDL no fígado, aumentando a remoção do LDL-c da circulação. Alirocumabe, Evolocumabe Reações no local da injeção, sintomas gripais, cefaleia, fadiga, artralgias, potencial aumento no risco de diabetes tipo 2. Casos especiais Fitoesteróis → ocorrem exclusivamente em plantas e vegetais: óleos vegetais, cereais, grãos e demais vegetais são fontes de fitosteróis. Seu consumo reduz a absorção de colesterol, principalmente por comprometimento da solubilização intraluminal (micelas). a Existe relação inversa entre o consumo habitual de fitoesteróis na dieta e os níveis séricos de colesterol ou de LDL-c. (+) consumo (-) colesterol e LDL-c. b Podem ser administrados incorporados a alimentos ou sob a forma de cápsulas, sendo sua eficácia semelhante. Fibras solúveis → atuam na redução do colesterol, seu consumo forma um gel que se liga aos ácidos biliares no lúmen intestinal, aumentando sua excreção nas fezes e diminuindo sua reabsorção durante o ciclo entero- hepático. a As fibras solúveis e o amido resistente são fermentados por bactérias presentes no Dislipidemia aterogênica e risco CV 17 intestino grosso, produzindo ácidos graxos de cadeia curta, que auxiliam na redução dos níveis de colesterol. Medicamentos que atuam predominantemente sobre TGs Pacientes com alto TGs apresentam maior risco de pancreatite. As recomendações para tratamento dependem dos níveis basais de TG. TG 500 mg/dL: fibrato, ácido nicotínico ou ácidos graxos ômega-3. TG 500 mg/dL: estatinas 1/2 vida mais longa, atorva ou rosu) e talvez 2° fármaco. Fibratos Atuam estimulando os receptores PPAR-a Receptores Alfa Ativados da Proliferação dos Peroxissomas), levando ao aumento da produção e ação da LPL (lipase lipoproteica) → maior hidrólise intravascular dos TGs. Aumento da lipólise de TG Redução da síntese hepática de VLDL Diminuição do fluxo de ácidos graxos para o fígado. Maior excreção biliar de colesterol Aumento do HDL-c Efeitos anti-inflamatórios, antitrombóticos e antioxidantes São bem tolerados, mas exigem ajuste da dose em insuficiência renal. Cautela no uso em pacientes com doença biliar, uso de anticoagulantes e estatinas (maior risco de miopatia) Ácido nicotínico Promove aumento do HDL-c e redução de LDL-c e TG. Atualmente pouco utilizado pelos efeitos adversos frequentes (rubor, prurido, intolerância gástrica) e falta de evidências robustas em estudos clínicos. Alternativa para pacientes intolerantes a estatinas. Ácidos graxos ômega-3 Reduzem TG e possuem efeito anti-inflamatório e protetor CV. Dislipidemia aterogênica e risco CV 18 Os principais ácidos graxos da série ômega 3 são: ácido ALA, de origem vegetal (soja, canola e linhaça), e os ácidos EPA e DHA, provenientes de peixes e crustáceos de águas muito frias dos oceanos Pacífico e Ártico. Diminui a produção de TG no fígado Aumenta a oxidação de ácidos graxos (aumento da atividade da LPL, que hidrolisa VLDL e quilomícrons) Reduz a secreção de VLDL (transportadores de TG Aumenta a remoção de TG pela LPL Diminui a produção de ApoCIII (que inibe a LPL e captação hepática de TG 💡 Em prevenção primária de indivíduos com alto risco, o consumo de peixes que resulte na ingestão diária de 500 mg de EPA DHA está relacionado à redução de 39% do risco de DCV fatal e de 46% do risco de DAC fatal. Dislipidemia aterogênica e risco CV 19 Classe Mecanismo de ação Fármacos Efeitos colaterais Fibratos Ativam os receptores nucleares PPAR-a, estimulando a LPL. Reduzem a produção hepática de VLDL. - Aumentam a excreção biliar de colesterol. - Diminuem a ApoC III,aumentando o catabolismo de TG. Aumentam levemente o HDL-c. Fenofibrato, Bezafibrato, Ciprofibrato, Genfibrozila Risco de cálculos biliares. Miopatia (quando combinados com estatinas). - Alterações hepáticas e renais (necessário ajuste para insuficiência renal). Aumento da creatinina. Ácido nicotínico (pouco utilizado) Reduz a síntese hepática de VLDL e LDL. Aumenta os níveis de HDL-c. - Diminui a mobilização de ácidos graxos do tecido adiposo para o fígado. Niacina (ácido nicotínico) Rubor cutâneo (vasodilatação). - Prurido. Elevação de glicose e resistência insulínica. - Hepatotoxicidade (em altas doses). - Exacerbação de gota. Ômega 3 Reduzem a síntese hepática de TG. Diminuem a secreção de VLDL. Aumentam a beta-oxidação de ácidos graxos. - Reduzem inflamação e melhora da função endotelial. Ácido etil eicosapentaenoico EPA EPA Ácido docosaexaenoico DHA Distúrbios gastrointestinais (náusea, diarreia). - Aumento do risco de sangramento (especialmente em altas doses). - Pequena elevação do LDL-c em alguns casos. Dislipidemia aterogênica e risco CV 20