Prévia do material em texto
FISIOLGIA VEGETAL PROGRAMA I- A importância da Fisiologia Vegetal II - Fotossíntese, Respiração e Fotorespiração 1 - O processo de fotossíntese 2 - O processo de respiração 3 - O processo da fotorespiração 4 - Metabolismo e ambiente III – Fisiologia do Stress 1 –Stress hídrico, térmico e salino 2 – Metabolismo e modificações anatômicas IV - Hormônios vegetais 1 – Conceituação, mecanismos de atuação e aplicação prática 2 - Auxinas 3 - Giberelinas 4 - Citocininas 5 – Etileno 6 - Ácido abscísico Outros compostos FORMAS DE AVALIAÇÃO 2 provas (05/06 e 03/07) Seminários + trabalho prático (10/07) Bibliografia básica: FLOSS, E.L. Fisiologia das Plantas Cultivadas: o estudo do que está atrás do que se vê. Universidade de Passo Fundo. 5ª ed. 2011. 746p. KERBAUY, G.B. Fisiologia Vegetal. Guanabara Koogan, 2ª ed. Rio de Janeiro. 2008. 431p. LARCHER, W. Ecofisiologia vegetal. Rima Artes e Textos. 2006. 531p. TAIZ, L.; ZEIGER, E. Fisiologia Vegetal. Trad. Eliane Romanato Santarém ... et al.. 5 ed.. Porto Alegre: Artmed, 2013. 819p. Bibliografia complementar: RAVEN, P.H.; EVERT, R.F.; EICHHORN, S.E. Biologia Vegetal. Guanabara Koogan, d. Rio de Janeiro. 2007. 830p. LONGMAN, K. A. Raising seedlings of tropical trees. Londres: CommonwealthScience Council, 2003. 156 p. SMITH A. P. (Eds). Tropical forest plant ecophysiology. New York: Chapman & Hall, 1996, p. 559-597. Artigos científicos na área acessados pelos endereços eletrônicos www.periodicos.capes.gov.br e www.scielo.br FISIOLGIA VEGETAL Ciência que estuda os fenômenos vitais das plantas ⇓⇓ Transformações físicas ou químicas que ocorrem dentro da célula ou organismo e seu meio FOTOASSIMILADO INTERAÇÃO METABÓLICA COMPARTIMENTOS CELULARES luz, agua, ToC fitormônios FOTOSSINTESE Síntese de compostos na presença de luz e CO2 Reações de oxidoredução: água é oxidada e CO2 reduzido a carboidratos Duas fases dentro dos cloroplastos: Fotoquímica ou clara - ocorre nos tilacóides Bioquímica - no estroma Fase fotoquímicaFase fotoquímica Ocorre transformação da energia luminosa em energia química: formação de ATP e de poder redutor (NADPH + H+). Nesta fase o processo está ligado à membrana, havendo liberação de O2 por oxidação de H2O. Membrana dos tilacóides (clorofilas e carotenóides) Luz + água + pigmentos + NADP + ADP + Pi ⇓ ATP + NADPH + O2 Estrutura e organização do cloroplasto Fase Bioquímica Ocorre no estroma do cloroplasto (enzimas), onde o CO2 é reduzido a carboidrato Só ocorre esta fase se houver a fotoquímica ATP + NADPH + CO2 ⇒ carboidratos Corte anatômico da folha -trocas gasosas - distribuição dos cloroplastos Radiação solar: “fotons ou quantum” 50% RFA ⇒ 400 – 700 nm Picos de absorção pelas clorofilas: azul (430 nm) e vermelho (660nm) Sob estresse a fluorescência tende a aumentar A clorofila excitada é extremamente instável e ela pode retornar para o estado fundamental através dos seguintes processos: • Fluorescência : a molécula de clorofila re-emite um fóton de luz e retorna para o seu estado fundamental. Neste caso, ocorre também perda de energia na forma de calor e o comprimento de onda fluorescente é sempre maior do que o da luz absorvida. • Calor : a molécula pode converter a energia na forma de calor, sem nenhuma emissão de fótons. •Transferência de energia : a molécula excitada transfere sua energia para outra •Transferência de energia : a molécula excitada transfere sua energia para outra molécula por ressonância induzida. Ou pode ocorrer uma: •Reação Fotoquímica : a energia do estado excitado é usada para impulsionar uma transferência de elétrons. Conversão de energia solar em energia química (carboidratos) pelas folhas (Taiz & Zeiger, 1998). ETAPA I FOTOQUÍMICA: membrana dos tilacóides produz NADP e ATP libera Olibera O2 A função dos pigmentos é a absorção e transferência de energia luminosa para uma molécula de clorofila a especial (P680 ou P700 ) P680 (clorofila a especial) - pigmento que absorve a 680 nm. P700 (clorofila a especial) - pigmento que absorve a 700 nm. Arranjo dos pigmentos no fotossistema. Canalização da excitação do sistema antena em direção o centro de reação.(In: Taiz e Zaiger, 2004) Clorofila a e b e carotenóides: pigmentos acessórios, apenas absorvem e transferem energia de excitação. Carotenóides: a) Evitar a fotoxidação da clorofila b) Absorver e transferir energia luminosa ao P680 e P700. Os pigmentos que absorvem em faixas menores localizam-se mais perifericamente, pois a energia vai sendo perdida até o centro de reação. Então, mais no centro há mais clorofila a e na periferia, clorofila b e xantofila FOTOSSISTEMAS I E II: unidades fotossintéticas para absorção de luz aproximadamente 250 moléculas de clorofilaaproximadamente 250 moléculas de clorofila Complexos proteína-pigmentos nos tilacóides Existem três categorias de complexos proteína - pigmentos nos tilacóides: a. Centro do fotossistema I (FSI) → complexo proteína-clorofila a que absorve em P700. Recebe elétron da plastocianina → doa para um complexo enzimático → ferredoxina que reduz o NADPH + H+ (se oxida). b. Centro do fotossistema II (FSII) → complexo proteína-clorofila a que absorve P680. O FSII oxida a H2O e libera O2 c. Sistema pigmentos - proteínas coletores de luz → absorvem e transferem =sistema ANTENA = LHC (light harvest complex): proteínas periféricas NADH + H, NADPH + H+, FADH2, Ubiquinona e Plastoquinona ↓ reduzem-se com H+ e e- . Transportadores de elétrons e prótons na membrana do tilacóide: proteínas associadas. In: Taiz, 2004. REAÇAO DE HILL E BENDAL: esquema em Z Fostofosforilação cíclica e acíclica = coexistem Potencial de oxido-redução (doar e receber elétrons) FOTOFOSFORILAÇAO ACÍCLICA: transporte de 4 elétrons da água (2 H2O) através da membrana do tilacóide, acompanhado do transporte de 4 H+ FS I e FS II ⇓ Acúmulo de cargas positivas no interior dos tilacóides ⇓ Energia para produção de ATP + H2O ⇓ ATP ase ATP ase ⇓ bombeamento de H+ do lúmem para estroma ATP: sustenta a etapa enzimática e outras vias metabólicas nos tilacóides, assimilação do NO3 e NH4 e produção de aminoácidos FOTOFOSFORILAÇÃO CÍCLICA: produz somente ATP FS I ⇓ depende: da baixa [ ] de NADPH no estroma (falta de CO2) excesso de energia radiante ( intensifica ) falta de CO2 no mesofilo (estresse hídrico - fecha estômatos) ⇓⇓ Dissipa excesso de energia de excitação eletrônica Supondo que a célula está usando muito ATP e o NADPH + H+ Supondo que a célula está usando muito ATP e o NADPH + H+ (sobra NADPH + H+ e falta NADP+ → o elétron não pode passar). A Fd fica reduzida, volta ao complexo citocromo b/f, doando e- para a quinona (Q) → fica reduzida e doa e- → ejeta H+ → elétrons vão à PC e daí a P700 In: Kerbauy, 2004 Fotofosforilação pseudocíclica Parte dos elétrons da ferrodoxina pode ser doada para o oxigênio molecular (O2) formando superóxido (O2 -) levando à formação de radicais livres. A síntese de ATP que resulta do fluxo de elétrons da água para o O2 é chamada de FOTOFOSFORILAÇÃO PSEUDOCÍCLICA e forma O2- e H2O2. A destruição do O2- é realizada pela superóxido dismutase (SOD) e do H2O2 pela catalase. Essas duas enzimas associadas aos carotenóides são importantes na defesa contra radicais livres, e protegem a membrana e moléculas de clorofila. Compostos que afetam o transporte de elétrons na fase fotoquímica a) Aceptores de elétrons: metilviologênio, benzilviologênio, antracnonansulfato ferrocianeto e diclorofenicol b) Herbicidas: derivados da uréia ( monuron, diuron)b) Herbicidas: derivados da uréia ( monuron, diuron) triazinas (atrazina) bloqueiam PQ – cit b. paraquat : recebe eletrons do FSI - Ferrodoxina ⇓ Não forma NADPH Produz superóxido (02 -) ETAPA II ENZIMÁTICA bioquímica ou de redução do carbono Três fases: Fixação ou carboxilaçãoTrês fases: Fixaçãoou carboxilação Redução Regeneração Fixação: três rotas: C3 = Calvin-Benson C4 = Hatch-Slack CAM = metabolismo ácido das crassuláceas RUBISCO: Enzima central p/ aquisição de carbono pelos organismos vivos. Ao catalizar a fixação do CO2 atmosférico desencadeia reações que geram CH2O2 Proteína mais abundante na superfície da terra: subunidade maior (L) – cloroplasto menor (S) – citoplasma - RNAm transcrito no núcleo **** Quase todo carbono orgânico existente na biosfera transitou pela rubisco Ciclo C3 Ciclo de Calvin FASE DE CARBOXILAÇÃO: Ribulose 1,5 Bis P + CO2 + H2O → 2 (3 PGA) Rubisco (ribulose 1,5 Bisf. carboxilase oxigenase) FASE DE REDUÇÃO: 3 PGA → ácido 1,3 Bis fosfoglicérico → reduzido → dihidroxiacetona e gliceraldeído 3P → oxida NADPH + H+ dihidroxiacetona e gliceraldeído 3P → oxida NADPH + H+ FASE REGENERATIVA : forma-se novamente o substrato do CO2 = RUBP Pi = através de fosfatase Ciclo de Calvin Benson é auto-catalítico : se houver muito CO2 → ↑↑RUBP Necessita 3 ciclos para formar o 1º açúcar RUBP “pega” 1 CO2 / vez → gira 3 vezes. REGENERAÇÃO CICLO C4 Próprio de plantas que têm mecanismo de concentração de CO2 Estas plantas apresentam anatomia tipo KRANS (halo em alemão). Ciclo C4 Os tipos de ciclo C4 segundo a enzima descarboxilativa. In: Kerbauy, 2004. Algumas vantagens do mecanismos C4: • A enzima fosfoenolpiruvato carboxilase utiliza como substrato o HCO3- que não compete com O2, ou seja, a fotorrespiração é suprimida no mesofilo; •A enzima PEP carboxilase tem elevada afinidade pelo substrato (HCO3-, 5µM), o que a permite atuar mesmo em muito baixas concentrações do substrato; • A grande afinidade da enzima pelo substrato permite que as plantas C4 fotossintetizem com pequena abertura estomática e, consequentemente, com fotossintetizem com pequena abertura estomática e, consequentemente, com baixa perda de água; • Uma conseqüência do exposto acima é que as plantas C4 habitam ambientes com altas temperaturas e climas semi-áridos (quentes e secos); • A rubisco é encontrada apenas nas células da bainha vascular. Estas plantas, portanto, gastam menos nitrogênio do que as plantas C3 DESVANTAGEM X VANTAGEM Mecanismo de regeneração do PEP consome dois ATP. Assim, as C4 gastam 5 ATP para cada CO2 fixado; As plantas C3 gastam apenas 3 ATP por CO2 fixado; Apesar deste maior consumo de ATP, o mecanismo C4 é bastante eficiente para as condições de clima tropical, pois praticamente anula a fotorrespiração. Nestas condições as espécies C4 apresentam taxas de fotossíntese líquida bem superiores às de espécies C3 CAM - METABOLISMO ÁCIDO DAS CRASSULÁCEAS Abrem os estômatos à noite e fecham durante o dia, sob alta temperatura, evita perda de água. À noite a temperatura é mais amena e há assimilação do CO2 estômatos abertos. PEPcase - assimilação Rubisco - carboxilação e oxigenação. CAM não têm fotorrespiração aparente (≈ C4). PEPcase atua durante a noite, quando os estômatos estão abertos Rubisco atua durante o dia (ativação e fotoquímica) CAM (noite): PEP está sendo consumido para formar AOA e malato. O PEP vem da respiração (hidrólise de amido → respiração → PEP → ocorre à noite). CAM (dia): Malato é acumulado durante a noite e sai do vacúolo durante o dia. Não sai CO2 da planta, pois os estômatos estão fechados CAM In: Taiz, 2004 OBS: Algumas plantas podem alterar o metabolismo fotossintético, passando de CAM para C3 e vice versa. O modo CAM predomina sob condições de aridez. Quando as plantas estão bem supridas com água elas podem passar para C3(CAM facultativas). Muitas plantas, no entanto, são CAM obrigatórias FOTORRESPIRAÇÃO Envolve 3 organelas = cloroplasto, peroxissomo e mitocôndria. Precursor →→→→ fosfoglicolato (2C); entra O2 então é oxidação. FOTORRESPIRAÇÃO CO2 fotorrespirado é liberado na mitocôndria junto com NH3 (amônia). Libera 5x mais CO2 que a respiração. In: Kerbauy, 2004. Com o passar dos anos, a concentração de CO2 diminuiu, então a rubisco passou a funcionar tanto como oxigenase como carboxilase. ⇓⇓⇓⇓ Depende da concentração de CO2 Pode reduzir de 20-50% a fotossíntese líquida Fotossíntese líquida : fotossíntese total – (respiração + fotorrespiração) Função da fotorrespiração É incerta. A. Formar aminoácido (glicina ou serina - incorporados a proteína) no ciclo. NH também pode ser incorporado a proteínas (cetoácidos) ≈NH3 também pode ser incorporado a proteínas (cetoácidos) ≈ 30%. B. Dissipar energia - quando há déficit hídrico no solo → fotoinibição. IMPORTÂNCIA: “válvula de escape” : dias ensolarados e secos, protege da fotoinibição → excesso de energia Fotoinibição - pode causar sérios danos à planta (oxidação de compostos) → daí a necessidade da fotorrespiração. In: Floss, 2006 In: Floss, 2006 Comparação: C3 x C4 x CAM As adaptações nas C4 permitem que elas fotossintetizem em altas taxas, mesmo em altas temperaturas (o mecanismo de concentração de CO2 praticamente elimina a fotorrespiração). Estas plantas conseguem altas produtividades nas condições tropicais. As adaptações fisiológicas das plantas CAM permitem a sua As adaptações fisiológicas das plantas CAM permitem a sua sobrevivência em condições de climas áridos e semi-áridos. Estas plantas são pouco produtivas (baixas taxas fotossintéticas). Já as características das plantas C3 permitem que elas sejam mais eficientes em condições de climas temperados. A redução na produtividade das plantas C3 deve-se ao aumento da fotorrespiração com o aumento da temperatura. FATORES QUE INTERFEREM NA FOTOSSÍNTESE Fatores que interferem na assimilação do CO2 e transformação em moléculas CO2 e transformação em moléculas orgânicas: Internos e ambientais A - Internos: A.1- Difusão do CO2 ar →→→→ centros de carboxilação: várias resistências: r`ar = camada limítrofe r`s = estômato (depende da ToC) r`c = cutícula r`i = espaço intercelular r`m =mesofilo (depende: r` da parede celular, do citoplasma, da dupla membrana do cloroplasto; da carboxilação) r`ar = influenciada pelo: característica da superfície foliar tamanho da folha velocidade do vento Taxa fotossintética = [CO2 ar ] - [CO2 cloroplasto] / r`ar + r`s + r`m seg metro-1 Como maximizar a taxa fotossintética: r`ar e r`s = (enriquecimento CO2; movimento do ar; antitranspirantes) r`m = melhoramento genético A . 2 - Absorção e dissipação da energia solar:A . 2 - Absorção e dissipação da energia solar: Luz azul (↓λ↓λ↓λ↓λ = ↑Ε↑Ε↑Ε↑Ε) x Luz vermelha (↑λ↑λ↑λ↑λ = ↓Ε↓Ε↓Ε↓Ε) Luz azul = menos eficiente pq. excita a clorofila levando a um estado energético muito alto, o qual deverá ser estabilizado com a emissão de calor; Luz vermelha = mais eficiente pq. excita a clorofila levando a um estado energético suficiente para a energia ser dissipada na forma de FS, FR, Fluorescência, dentre outros. -FS + FR = dissipam até 45% da energia absorvida em condições adequadas para o crescimento; sob estresse essa % diminui; - Fluorescência = dissipa de 1-3% da energia. FOTOINIBIÇÃO: falha nos mecanismos de dissipação leva à produção de formas de oxigênio altamente tóxico (superóxidos) Radiação solar excessiva: forma O- no FSI →→→→ H O e OHRadiação solar excessiva: forma O- 2 no FSI →→→→ H2O2 e OH ↓↓↓↓ ↓↓↓↓ danifica pigmentos, peroxidação dos lipídeos e destruição de membranas **** pigmentos cloroplastídicos = 50% dos lipídeos da membrana dos tilacóides RECURSO: Transferência de eletrons clorofilas →→→→ carotenóides Síntese de antioxidantes: vitamina E, ascorbato, glutationa Síntese de enzimas neutralizadoras: superóxido dismutase e ascorbato peroxidase A.3 Outros: (anatômicos e morfológicos) - Organização espacial das folhas; EF: A > B > C > D -Densidade de plantio (autossombreamento, competição por água, etc...) - Brilho x transparência (absorção x reflexão) -Conteúdode ATPs sintetizados vai depender da natureza do doador de elétrons CTE Quando os prótons são jogados para o lado de fora da matriz mitocondrial, há a formação de um potencial eletroquímico positivo externo que favorece a passagem dos prótons de volta para a matriz por dentro do complexo V. Nesta passagem há a liberação de calor suficiente para a união do Pi com o ADP para formar o ATP. Assim sendo, como cada par de elétron transportado pelo NADH produz um fluxo de 3 prótons para fora da mitocôndria, a entrada desses próton pelo complexo IV favorece a síntese de 3 ATPs, bem como os elétrons transportados pelo FADH2produzem apenas 2 fluxos de prótons para fora da mitocôndria e, portanto, somente 2 ATPs são produzidos. Alguns NADH produzidos no citoplasma não entram na mitocôndria e tem que “entregar” seus elétrons para uma lançadeira na membrana interna para poder entrar na cadeia respitarória. Quando a lançadeira é a desidrogenase do glicerol- 3-P, uma proteína superficial da membrana interna em contato somente com o espaço intermembrana, há a transferência dos elétrons direto par complexo III, via ubiquinona, de forma semelhante aos elétrons transportados pelo FADH2. Desta maneira, quando há o transporte de elétrons do NADH citoplasmático via esta lançadeira, cada NADH produz somente 2 ATPs. Porém, a maioria das vezes, o NADH citoplasmático transfere seus elétrons diretamente para o complexo I através da via malato-aspartato e, neste caso a produção energética é idêntica ao NADH mitocondrial. RENDIMENTO ENERGÉTICO DA RESPIRAÇÃO AERÓBICA O Nº de ATPs depende do substrato utilizado GLICOSE Ciclo Krebs: 8 NADH + H+ 24 2 FADH2 4 2 ATP 2 Citossol 2 NADH + H 4 (Glicólise) Fosf. ao nível de sub 4 Glicose (totalmente respirada) 38 ATP SÃO GASTOS 2 Saldo: 36 ATP FUNÇÕES DA RESPIRAÇÃO Formação de poder redutor, na forma de NADH2 e FADH2 Produção limitada de ATP (fosforilação ao nível de substrato) Para cada ácido pirúvico forma-se 1 molécula de ATP; Para cada ácido pirúvico forma-se 1 molécula de ATP; : cada glicose, formam-se 2 ATP. ciclo de Krebs produz pouca energia na forma de ATP mas produz (estoca) muita energia na forma de FADH2 e NADH2 Desvio de esqueletos carbônicos Moléculas são utilizadas para síntese Moléculas são utilizadas para síntese de outras, ou seja, fornece esqueletos carbônicos para síntese de outros compostos INTERAÇÃO METABÓLICA RESPIRAÇÃO NOS TECIDOS E ÓGÃOS Varia com o órgão, idade, ambiente, estação do ano. Tecido e órgão em crescimento e desenvolvimento a taxa respiratória é 3 a 10 vezes maior do que para manutenção. Folhas: praticamente constante ao longo do ciclo de vida, no tamanho máximo a rota das pentoses passa a ter maior importância na degradação dos açúcares. Raízes: substratos via floema primárias e jovens: respiração mais intensa (meristemas em contínuo alongamento e diferenciação)primárias e jovens: respiração mais intensa (meristemas em contínuo alongamento e diferenciação) Oxigênio do solo ou vindo da parte aérea Pneumatóforos (mangue) e aerênquimas (plantas não adaptadas) Caule: lenticelas e aerênquimas Flores e frutos: priorização de energia para a floração em detrimento de desenvolvimento. formação do tubo polínico e desenvolvimento do ovário amadurecimento do fruto Sementes: após a embebição ocorre reativação metabólica com aumento respiratório utilização das reservas energéticas existentes no endosperma e cotilédones crescimento do eixo embrionário Controle da respiração Substrato: carboidrato e lípídeos Oxigênio: anoxia Temperatura: 5 a 25º C taxa respiratória dobra a cada 10º C 30º C elevação menos intensa 40º C diminui a eficiência respiratória40º C diminui a eficiência respiratória Ferimentos e lesões: produção de compostos cicatrizantes e/ou de proteção Inibidores: Cianeto (cit a e a3 → não forma ATP) Amital e rotenona ( NADH2 → FADH2) DNP (desacoplador) Actinomicina (cit – citc → não forma ATP) Respiração nos frutos: variação Espécie x Temperatura Respiração nas sementes: água In: Marcos Filho, 2005 Respiração nas raízes In: Floss, 2006de ATPs sintetizados vai depender da natureza do doador de elétrons CTE Quando os prótons são jogados para o lado de fora da matriz mitocondrial, há a formação de um potencial eletroquímico positivo externo que favorece a passagem dos prótons de volta para a matriz por dentro do complexo V. Nesta passagem há a liberação de calor suficiente para a união do Pi com o ADP para formar o ATP. Assim sendo, como cada par de elétron transportado pelo NADH produz um fluxo de 3 prótons para fora da mitocôndria, a entrada desses próton pelo complexo IV favorece a síntese de 3 ATPs, bem como os elétrons transportados pelo FADH2produzem apenas 2 fluxos de prótons para fora da mitocôndria e, portanto, somente 2 ATPs são produzidos. Alguns NADH produzidos no citoplasma não entram na mitocôndria e tem que “entregar” seus elétrons para uma lançadeira na membrana interna para poder entrar na cadeia respitarória. Quando a lançadeira é a desidrogenase do glicerol- 3-P, uma proteína superficial da membrana interna em contato somente com o espaço intermembrana, há a transferência dos elétrons direto par complexo III, via ubiquinona, de forma semelhante aos elétrons transportados pelo FADH2. Desta maneira, quando há o transporte de elétrons do NADH citoplasmático via esta lançadeira, cada NADH produz somente 2 ATPs. Porém, a maioria das vezes, o NADH citoplasmático transfere seus elétrons diretamente para o complexo I através da via malato-aspartato e, neste caso a produção energética é idêntica ao NADH mitocondrial. RENDIMENTO ENERGÉTICO DA RESPIRAÇÃO AERÓBICA O Nº de ATPs depende do substrato utilizado GLICOSE Ciclo Krebs: 8 NADH + H+ 24 2 FADH2 4 2 ATP 2 Citossol 2 NADH + H 4 (Glicólise) Fosf. ao nível de sub 4 Glicose (totalmente respirada) 38 ATP SÃO GASTOS 2 Saldo: 36 ATP FUNÇÕES DA RESPIRAÇÃO Formação de poder redutor, na forma de NADH2 e FADH2 Produção limitada de ATP (fosforilação ao nível de substrato) Para cada ácido pirúvico forma-se 1 molécula de ATP; Para cada ácido pirúvico forma-se 1 molécula de ATP; : cada glicose, formam-se 2 ATP. ciclo de Krebs produz pouca energia na forma de ATP mas produz (estoca) muita energia na forma de FADH2 e NADH2 Desvio de esqueletos carbônicos Moléculas são utilizadas para síntese Moléculas são utilizadas para síntese de outras, ou seja, fornece esqueletos carbônicos para síntese de outros compostos INTERAÇÃO METABÓLICA RESPIRAÇÃO NOS TECIDOS E ÓGÃOS Varia com o órgão, idade, ambiente, estação do ano. Tecido e órgão em crescimento e desenvolvimento a taxa respiratória é 3 a 10 vezes maior do que para manutenção. Folhas: praticamente constante ao longo do ciclo de vida, no tamanho máximo a rota das pentoses passa a ter maior importância na degradação dos açúcares. Raízes: substratos via floema primárias e jovens: respiração mais intensa (meristemas em contínuo alongamento e diferenciação)primárias e jovens: respiração mais intensa (meristemas em contínuo alongamento e diferenciação) Oxigênio do solo ou vindo da parte aérea Pneumatóforos (mangue) e aerênquimas (plantas não adaptadas) Caule: lenticelas e aerênquimas Flores e frutos: priorização de energia para a floração em detrimento de desenvolvimento. formação do tubo polínico e desenvolvimento do ovário amadurecimento do fruto Sementes: após a embebição ocorre reativação metabólica com aumento respiratório utilização das reservas energéticas existentes no endosperma e cotilédones crescimento do eixo embrionário Controle da respiração Substrato: carboidrato e lípídeos Oxigênio: anoxia Temperatura: 5 a 25º C taxa respiratória dobra a cada 10º C 30º C elevação menos intensa 40º C diminui a eficiência respiratória40º C diminui a eficiência respiratória Ferimentos e lesões: produção de compostos cicatrizantes e/ou de proteção Inibidores: Cianeto (cit a e a3 → não forma ATP) Amital e rotenona ( NADH2 → FADH2) DNP (desacoplador) Actinomicina (cit – citc → não forma ATP) Respiração nos frutos: variação Espécie x Temperatura Respiração nas sementes: água In: Marcos Filho, 2005 Respiração nas raízes In: Floss, 2006