Prévia do material em texto
Exame Clínico e Contenção de Animais de Companhia A Semiologia é uma ciência que representa o estudo dos sinais, ou sintomas. Aplicado à Medicina Veterinária é a arte de habilidades investigatórias, por meio de análises diversas, com o intuito de se chegar aos mais variados diagnósticos. A semiologia que representa o estudo dos sinais ou sintomas. Depois é realizado a anamnese, que sao as perguntas, é 50% do diagnostico. aferir a temperatura, frequência cardíaca e respiratória, TPC (tempo de preenchimento capilar), linfonodos... patologia clínica e diagnóstico por imagem (RX e ultrassom). Faz tudo isso para chegar a um diagnóstico e fazer um tratamento. Arte de examinar um paciente: semiotécnica. Raciocínio e análise, interpreta os dados obtidos: clínica propedêutica. Sintoma ou sinal? verbaliza o que sente. dado notado pelo examinador (inspeção, auscultação, percussão). Os animais apresentam sinais, sintoma é o que verbaliza. Os sinais podem ser: 1. exemplo é a dor em local de fratura no fêmur, o sinal é localizado. 2. é sistêmico, por exemplo, neoplasia mamária com metástase pulmonar. 3. um exemplo é a convulsão -> possível alteração neurológica. 4. é algo característico da doença, por exemplo, movimento de gaveta positivo em casos de ruptura de ligamento cruzado cranial. 1. primeiros sinais observados. 2. aparecem períodos de estabilização. 3. após recuperação do animal -> sequela. 1. alteração da forma do órgão -> esplenomegalia. 2. alteração da função do órgão -> claudicação. 3. consequência do principal sinal -> icterícia hepática/hepatite. O que é sindrome? É um conjunto de sinais clínicos, de múltiplas causas e que afetam diversos sistemas. Um exemplo é a síndrome da dilatação vólvulo gástrica. Síndrome da dilatação vólvulo gástrico! 1. como por exemplo - hemoparasitose (doença do carrapato). Faz um exame de sangue (no caso, hemograma) e depois PCR, quando faz um exame e fecha o diagnóstico. Ex. Pneumonia, tétano, raiva e etc. 2. não sabe o que o animal tem, mas acha que o animal tem uma determinada doença e começa o tratamento, realiza-se procedimento medicamentoso e tem-se o resultado. 3. alterações anatômicas encontradas em exame macroscópico -> fratura do fêmur. 4. tétano – Clostridium tetani. Ex. botulismo pois o sinal é característico. 5. lesões microscópicas. 6. 7. quando você acha que é uma doença, mas o diagnóstico laboratorial não mostra isso. ANAMNESE: 50%. EXAME FÍSICO: 35%. MAIS DIAGNÓSTICO COMPLEMENTARES. 1. Não seja demasiadamente sagaz. 2. Não tenha pressa. 3. Não tenha predileções. 4. Não diagnostique raridades. Pense nas hipóteses mais simples. 5. Não tome um rótulo por diagnóstico. 6. Não seja parcial. 7. Não seja demasiadamente seguro de si. 8. Não hesite em rever seu diagnóstico, de tempo em tempo em casos crônicos. O que é prognostico? O prognóstico, encontra-se entre o diagnóstico e o tratamento, prevê a evolução da doença e suas prováveis consequências. Deve-se orientar o tutor sobre o prognóstico dos tratamentos que podem ser realizados. meio que combate a causa da doença, ex. hipocalcemia que realiza a administração de cálcio. combater apenas os sinais (anorexia: orexigênicos, vitaminas) ou abrandar o sofrimento do animal (analgésicos, antipiréticos). modificar o mecanismo de desenvolvimento da doença no organismo (tétano: usa-se soro antitetânico antes que as toxinas atinjam os neurônios). evitar o aparecimento de complicações que possam fazer o animal correr risco de morte (transfusão sanguínea em pacientes com anemia grave). 1. nome, espécie, raça, sexo, idade, pelagem, tutor. 2. estado geral, comportamento, atitude, fascies. Analisar se é uma emergência ou urgência, ter olhar certeiro nessas horas. Emergência: circunstância que exige uma intervenção médica de imediato. Urgência: caráter menos imediatista. 3. perguntas simples e objetivas, porém sempre sendo paciente, realizar perguntas do passado e atuais. Perguntas: simples para o tutor entender. Respostas: na ficha tudo em termo semiológico. Ser simpático para gerar uma confiança! EXEMPLO: o que o senhor costuma dar para o Bob comer? Raçao fechada ou aquelas que pega por Kg? Deixa o dia todo a raçao a vontade? E algum petisco? Carne? Restos de comida? Nem quando tem um churrasquinho em casa? A agua o senhor costuma deixar em pote? Troca de vez em quando? 4. Inspeção: direta e indireta. Palpação: propriamente dita, por pressão, tato e indireta. Analisa a consistência, se está dura, firme (resistência), pastosa (sinal de Godet), flutuante (líquido), crepitante (ar). Percussão: direta e indireta. Analisa a presença de sons timpânicos (alta intensidade, sugestivo de gases), maciço (pouca intensidade, presença de órgãos na região), claro (intensidade média), submaciço, metálico (órgão cavitário distendido). Auscultação: direta ou indireta (ruídos aéreos, ruídos líquidos, sólidos e crepitantes – esfregar cabelo com cabelo). Olfação: não faça diretamente -> concha com a mão, uso de swab. – a) colheita de material de vários órgãos ou cavidade – exame citológico, bacteriológico e físico. b) colheita de pequenos fragmentos de tecido animal vivo – exames histopatológicos ou amostra celulares do tecido – citológico. c) sangue, urina, fezes, líquor... d) suspeita de doenças infecto-contagiosas. e) como por exemplo, teste de tuberculina. ESPÉCIE IDADE TEMPERATURA RETAL CÃES jovens/adultos +38,5 37,5 a 39,2 GATOS 37,8 a 39,2 EQUINOS jovens adultos 37,2 a 38,9 37,5 a 38,5 BOVINOS jovens adultos 38,5 a 39,5 37,8 a 39,2 CAPRINOS jovens adultos 38,8 a 40,2 38,6 a 40 OVINOS jovens adultos 39 a 40 38,5 a 40 Variação de TºC: Variação Nictemeral (circadiana). Ingestão de alimentos. Ingestão de água fria. Idade (mais jovens > Tº). Sexo. Gestação. Estado Nutricional. Tosquia. Esforços Físicos. Normotermia Hipotermia Hipertermia: alterações não inflamatórias – retenção calor, esforço. Febre (pirexia): resposta benéfica da produção de anticorpos, porém pode causar desidratação, perda eletrólitos, depleção glicogênio. FEBRE – SINDROME Congestão de mucosas, focinho seco, taquicardia, sopro (passagem rápida do sangue), taquipnéia, dispnéia (acima 41º), polidipsia, oligúria, animal deprimido (sono), hiporexia. a) Febre séptica: relacionada a processo infeccioso. b) Febre asséptica: queimaduras, traumas, medicação, vacinação, processos alérgicos. c) Febre neurogênica: convulsão. ESPÉCIE/ADULTO BATIMENTOS CARDÍACOS/MIN CÃES 60 – 160 GATOS 120 – 240 EQUINOS 28 – 40 BOVINOS 60 – 80 CAPRINOS 95 – 120 OVINOS 90 – 115 AUSCULTAÇÃO CARDÍACA -> FC: 60 – 160 bpm. AUSCULTAÇÃO RESPIRATÓRIA -> FC: 18 – 36 mpm. ESPÉCIE/ADULTO MOVIMENTOS RESPIRATÓRIOS/MIN CÃES 18 – 36 GATOS 20 – 40 EQUINOS 8 - 16 BOVINOS 10 - 30 CAPRINOS 20 - 30 OVINOS 20 – 30 – Nota-se o tempo que demora para a palidez provocada pela impressão digital na mucosa volte a cor antes da compressão. 1 – 2 segundos. : 2 – 4 segundos. : > 5 segundos. Maior tempo de TPC: desidratação ou vasoconstrição periférica, associada a baixo débito cardíaco (volume de sangue bombeado pelo coração em um minuto). % elasticidade da pele discreta ou sem alteração, enoftalmia (retração do globo ocular) ausente ou muito discreta, estado geral sem alteração ou livremente alterado, apetite preservado/sucção geralmente presente, animal alerta e em posição quadrupedal. % elasticidade da pele (2 a 4 segundos), enoftalmia leve e animal ainda alerta. % elasticidade da pele (6 a 10 segundos), enoftalmia evidente, reflexos palpebrais, temperatura das extremidades dos membros, de orelhasHistória clínica Sempre que possível obter a real história clínica de quem convive com o animal, ou seja, proprietário, caseiro, empregada doméstica, treinador. Inspeção Observação do animal: andando e em estação. animal que chega ao consultório com queixa de claudicação, e não por atropelamento. Sinais de claudicação: tipo? apoio? observar o animal em estação, caminhando, ao trote, correndo e ainda andando em círculos (piso áspero ou grama). muito tempo claudicando e sem apoiar o membro, o animal claudica. Observar o apoio do peso, como o animal senta e levanta. Sinais de cronicidade da doença: atrofia muscular. Palpação 1. O exame geral sem palpar ou tocar na região afetada (medo, dor). Palpar os membros sem alterações. 2. Se possível, sem sedação, palpar o membro afetado iniciando sempre pelas regiões distais ou proximais caminhando para outra extremidade. Palpa todos os membros e deixa por último o que desconfia da dor. Sente-se a crepitação quando tem algo fratura, pode crepitar pela idade ou por desgaste, sente- se a descontinuidade óssea. O exame sempre se inicia de distal pata proximal, prende o membro para identificar onde está a dor. Membro torácico Distal para proximal, ao iniciar o cotovelo e ombro tem que estar parado. Inspeção. Palpação. Palpação. Inspeção. Movimentação. Flexão. Coxins. Região interdigital. Unhas. Examinar todos os dígitos, inclusive a pele interdigital e entre os coxins. Palpação. edema. aumento de líquido sinovial. extensão e flexão do carpo. crepitação. movimentos de estresse em extensão, lateral e medial. Palpação. crepitação. edema. instabilidade. dor. desvio do eixo ósseo. palpação. flexão. extensão. rotação. pronação. supinação. crepitação, dor, aumento do líquido sinovial, edema (segurar bem o úmero). Palpação. crepitação, edema, desvio do eixo ósseo, instabilidade, dor. palpação. extensão caudal. extensão cranial. abdução. adução. edema, dor (estabilizar a escápula e o cotovelo). Palpação instabilidade, edema, dor, movimentação anormal, crepitação. – Sempre de distal para proximal, e ao iniciar no carpo o cotovelo e ombro devem estar imobilizados, depois vai de articulação para articulação. Inspecionar pele e anexos. Observar: crepitação, movimentação irregular, dor, edema. 1. COXIM PALMAR: 2. CARPO: 3. METACARPO: 4. RÁDIO E ULNA: 5. ARTICULAÇÃO DO COTOVELO (UMERORADIOULNAR): 6. ÚMERO: 7. ARTICULAÇÃO DO OMBRO (ESCÁPULO-UMERAL): 8. ESCÁPULA: Membro pélvico Exame igual ao membro anterior, abaixo do carpo. Palpação, edema, efusão, extensão, flexão, movimento de lateralidade, crepitação. Igual ao rádio e ulna. palpação e extensão. movimento de gaveta: rompimento do ligamento cruzado cranial tem movimento de gaveta positivo. deslocamento cranial da tíbia. rotação interna. dor, crepitação, aumento do líquido sinovial, movimentação, instabilidade. Se tem luxação, tem ruptura de ligamento! manter a patela presa e rotacionar o membro medial e lateral. A patela deve ficar no lugar. Semelhante ao úmero. Faz palpação. Movimentação anormal, crepitação, sinal de ortolani, comprimento do membro, instabilidade. Faz movimento de rotação. Crepitação, movimentação anormal, dor, edema, hematomas. Palpação. – Sempre distal para proximal ossos e articulações. Inspecionar pele e anexos. Observar: crepitação, movimentação irregular, dor, edema. 1. COXIM PLANTAR: 2. DÍGITOS: 3. METATARSOS: 4. TÍBIA E FÍBULA: 5. JOELHO: 6. FÊMUR: 7. PELVE: RX. TC. Por que radiografar? Localização anatômica precisa. Inferir acerca de lesões de tecidos moles. Planejamento terapêutico e prognóstico. Detectar doença de base. Esclarecimentos ao cliente. Por que classificar? Cirurgia. Imobilização não cirúrgica. Amputação. 07. 13. 07. 03. 6-20. Entre as vértebras temos os discos intervertebrais, quando esse disco sobe ele rela na medula, sendo uma hérnia de disco ou discopatia. Animal claudicando tem que fazer exame neurológico e ortopédico junto. Duas questões importantes para serem respondidas pelo exame neurológico: 1. O paciente apresenta alguma lesão neurológica? 2. Caso afirmativo, onde se localiza a lesão? Exame neurológico – exame com sequência coerente e padronizado. Os nervos saem da medula espinhal, chegando no músculo que tem uma junção neuromuscular que libera acetilcolina para fazer a contração e movimentação. 1. 2. 3. 4. 5. 6. Estado mental quando o animal não está em coma, porém não responde a estímulos, só responde a estímulos dolorosos. não responde a estímulos dolorosos. Estado mental Estado do animal Resposta a estímulos Local da lesão obtundação deprimido, letárgico, desinteressado em atividades espontâneas. pode ser despertado com estímulos fracos tipicamente em prosencéfalo estupor não consciente, porém pode ser despertado pode ser despertado com estímulos fortes tipicamente em tronco cerebral ou prosencéfalo difuso. comatoso inconsciente a inconsciência persiste mesmo após a aplicação de estímulo forte tronco cerebral ou prosencéfalo difuso Avaliado quando animal se move livremente, colocar animal em posições diferentes e observar como volta ao normal. 1. posição dos olhos e da cabeça em relação ao corpo. 2. posição do corpo com respeito à força da gravidade. lesão medular entre T3 e T4. Extensão membros torácico, opistótono e paralisia flácida dos membros pélvicos. pressiona a cabeça na parede. (rigidez 04 membros – lesão tronco cerebral) -> membros pélvicos também estão rígidos. 3. depende primariamente dos centros troncosencefálicos. dificuldade de andar, mas se move. não consegue se movimentar. dificuldade em se locomover. : perde a profundidade quando vai andar. mancar. Termos semiológicos 1 membro (monoplegia ou monoparesia) 2 membros do mesmo lado (lado direito ou lado esquerdo) 2 membros pélvicos. 4 membros. ATAXIA: é a incoordenação, podendo ser sensorial, vestibular ou cerebelar. é no vestíbulo. é avaliado se o animal pode reconhecer o posicionamento de seus membros no espaço: avaliar a integridade dos componentes sensitivos e motores de um reflexo em particular. São respostas involuntárias, automáticas e imediata frente a um estímulo. Neurônio Motor Superior NMS - tem o corpo celular e seus dendritos na substância cinzenta do encéfalo, constituindo o córtex cerebral. Seus axônios mielínicos formam caminhos descendentes que correm através da matéria branca medular, que está na parte central e transmite impulsos moderadores para os neurônios motores inferiores (NMI), localizados na medula espinhal. avaliados pela palpação e movimentação meticulosa de cada membro em diferentes amplitudes: reflexos espinhais normais a exacerbados – doença em NMS. reflexos espinhais diminuídos ou ausentes – doença em NMI. MEMBRO TORÁCICO Reflexo de retirada do MT. Reflexo do bíceps. Reflexo do tríceps. MEMBRO PÉLVICO Reflexo de retirada do MP. Reflexo patelar. Reflexo gastrocnêmico. Reflexo perineal. Reflexo cutâneo do tronco (panículo). Tônus muscular – reflexo aumentado, tônus muscular aumentado – corpo celular e dendritos no encéfalo. – reflexo diminuído, tônus muscular diminuído – recebem o impulso e estão na medula espinhal. C1 – C5 C6 – T2 T3 – L3 L4 – S1 NMS aumentado NMI diminuído NMS aumentado NMIdiminuído todos os membros em NMS torácico NMI pélvico NMS torácico normal pélvico NMS torácico normal pélvico NMI Percepção sensorial (nocicepção) Avaliação da dor profunda. Avaliação da presença de dor medular cervical e toracolombar. 1. 2. (algodão, ameaça). 3. (movimenta cabeça do animal para observar o movimento do globo ocular). 4. (movimenta cabeça do animal para observar o movimento do globo ocular). 5. (agulha no pavilhão auricular, canto dos olhos, lábios). 6. (movimenta cabeça do animal para observar o movimento do globo ocular). 7. (observar simetria orelhas). 8. (audição e equilíbrio animal). 9. (estimular deglutição, reflexo do vômito. 10. (vocalização – disfagia). 11. (atrofia musculatura pescoço). 12. (tamanho, movimento e a força da língua). Síndrome de horner (miose, ptose, enoftalmia e prolapso de terceira pálpebra) pode ser rara, mas estudos também relatam na DDIV Hansen tipo III). Anamnese. Exame físico. Exame oftalmológico. 1. – lanterna (reflexo pupilar). 2. – teste de fluoresceína. 3. 4. 4 4 Reflexo de ameaça (II e VII pares de nervos cranianos). Reflexo palpebral. Bola de algodão, pista com obstáculo. Oftalmoscópio: assimetria das pupilas. avaliação das estruturas externas, câmara anterior, lente, vítreo e retina. (utiliza-se colírio midriático). Cultura e antibiograma, Teste de Jones. ducto nasolacrimal -> até 5 minutos. Exame da terceira pálpebra. Avaliação dos cílios. 3ª pálpebra – membrana nictante. diferença no tamanho pupilar dos dois olhos. inflamação do bordo externo das pálpebras. contração involuntária da pálpebra. inflamação da córnea. opacificação do cristalino. eversão da margem palpebral. rotação para dentro de parte (ou toda) da margem palpebral. lacrimejamento involuntário e contínuo devido à obstrução nas vias lacrimais. sensibilidade ou intolerância à luz, provocada pela luz natural ou artificial. presença de sangue na câmara anterior do olho. aumento do tamanho da pupila. diminuição do tamanho da pupila. movimentos rítmicos e involuntários dos olhos. edema de conjuntiva. inflamação intraocular (câmara anterior).e focinho. Mucosas secas, mantém-se em posição quadrupedal e/ou decúbito esternal. Apatia de intensidade variável. % marcante da elasticidade da pele (>10 segundos), enoftalmia intensa. Extremidades, orelhas e focinhos frios, tônus muscular ou ausentes, mucosas ressecadas, reflexos muito ou ausentes, decúbito lateral e apatia intensa. > % possível óbito. Mucosa oral, ocular, nasal, vaginal, prepucial. Rosadas (normocorada), congestas, hiperêmicas, cianóticas, ictéricas, pálidas (hipocorada). MUCOSAS ICTÉRICAS: retenção de bilirrubina nos tecidos, quebra hemólise). MUCOSA CONGESTA: septicemia. Pálida esbranquiçada. anemia. ecto e endoparasitas, hemorragias/choque hipovolêmico. aplasia medular. insuficiência renal. falência circular periférica. Congesta ou hiperêmica (febre) avermelhada. permeabilidade vascular. inflamação e/ou infecção local, septicemia/bacteremia. congestão pulmonar. endocardite. pericardite traumática. Cianótica azulada. transtorno na hematose. anafilaxia, obstrução das vias respiratórias e edema pulmonar. insuficiência cardíaca congestiva. pneumopatias. exposição ao frio. Ictéricas amarelada. hiperbilirrubina. estase biliar (obstrução), anemia hemolítica imune. isoeritrólise neonatal. anemia hemolítica microangiopática (babesiose, anaplasmose e hemobartonelose). hepatite tóxica e/ou infecciosa. animal normal, ativo. animal consciente, porém inativo. estado no qual o paciente não está despertável estando também irresponsivo. estado de não responsividade, do qual o paciente só pode ser despertado rapidamente por meio de estímulo vigoroso e repetido. – Sistema linfático constitui uma via acessória pela qual os líquidos podem fluir dos espaços intersticiais para o sangue. Com exceção de alguns tecidos (partes superficiais da pele, sistema nervoso central, partes mais profundas dos nervos periféricos e ossos), quase todos os tecidos corporais possuem canais linfáticos que drenam o excesso de líquido diretamente dos espaços intersticiais. O exame do sistema linfático (vasos linfáticos e linfonodos) é importante por participar dos processos patológicos que ocorrem nas áreas ou regiões por eles drenadas. A dilatação ou hipertrofia anormal dos linfonodos -> ocorre na maioria dos processos infecciosos e inflamatórios. Deve-se avaliar o tamanho, consistência, sensibilidade, mobilidade e a temperatura de todos os linfonodos examináveis e sempre bilateralmente. submandibulares, pré-escapulares (cervicais) e poplíteos superficiais. inguinais superficiais em cães machos. 1. Submandibular. 2. Pré-escapular. 3. Poplíteo. 4. Inguinal (macho). Proteger o examinador, o auxiliar e o animal. Facilitar o exame físico. Evitar fugas e acidentes. Permitir realização de procedimentos. Sempre desconfiar do comportamento do animal. Não manipular o animal antes da observação geral do animal e padrão respiratório. Sempre tentar a socialização com o animal. Evitar movimentos bruscos e violentos. Comportamento do animal. Método de abordagem do veterinário. Ambiente. Desconforto causado pelos procedimentos realizados. Mordaças Focinheiras. Colar elisabetano. Cambão. Panos. Luvas. Botinhas de esparadrapo. Mordaça Contra-indicações Impede o exame da cavidade oral. Deve ser retirada em caso de dificuldade respiratória, cianose ou vômito. Em estação: um braço sob o pescoço e um sob o abdome. Em decúbito lateral: prenda os membros pélvicos e torácicos com as mãos, colocando o dedo indicador entre os membros. Prenda o cabeça do animal com o antebraço. Mais ágeis. Pequenos. Se defendem com unhas e dentes. Territoriais – estresse. Ambiente fechado. Insuficiência Cardíaca As câmaras cardíacas são: átrio direito, átrio esquerdo, ventrículo direito e ventrículo esquerdo. O coração possui a função de bombear o sangue, pois as células precisam de oxigênio e o sangue é o responsável por encaminhar esse sangue oxigenado para as células e enviá-lo para o pulmão para sofrer a hematose (oxigenação). O sangue entra no coração pela veia cava, sendo um sangue desoxigenado que chega ao ÁTRIO DIREITO, a partir do momento que esse sangue está entrando no átrio direito, a valva tricúspide está fechada, preenchendo esse átrio a valva tricúspide se abre para a passagem do sangue para o ventrículo, para que ocorra essa passagem além da abertura da valva tricúspide, o átrio direito tem que sofrer uma sístole (contração) e o ventrículo direito uma diástole (relaxamento). O sangue passando para o ventrículo direito, esse sangue irá preenchê-lo e após esse preenchimento, o ventrículo sofrerá uma sístole para ejetar esse sangue para as artérias pulmonares que encaminhará para o pulmão, esse sangue que a artéria pulmonar está carregando é um sangue desoxigenado/venoso (com baixa concentração de oxigênio). Chegando no pulmão, esse sangue sofrerá uma hematose, ou seja, será oxigenado. Esse sangue venoso sai do pulmão como sangue arterial/oxigenado e é carregado pelas veias pulmonares e desemboca no ÁTRIO ESQUERDO, o átrio sofrerá uma diástole para o sangue preencher a câmara e nesse momento a valva bicúspide ou mitral está fechada, quando esse sangue preencher toda a câmara, a valva mitral irá se abrir possibilitando a passagem desse sangue oxigenado para o VENTRÍCULO ESQUERDO, lembrando que, esse ventrículo irá sofrer uma diástole para receber esse sangue e o átrio esquerdo uma sístole para realizar a passagem desse sangue. Após preencher o ventrículo esquerdo, esse sangue será ejetado para a artéria aorta que leva esse sangue para todo o corpo animal. Insuficiência cardíaca congestiva (ICC) um exemplo são os poodles, sendo comum esses cachorros terem alteração na valva mitral/bicúspide, sendo uma insuficiência cardíaca congestiva esquerda, com base nisso, sabemos que esse animal apresentará edema pulmonar. comum apresentarem insuficiência cardíaca congestiva direita, os sinais apresentados são ascite, hepatomegalia, edema de membros, esplenomegalia e etc. EDEMA PULMONAR = diuréticos! Sistema Circulatório de Animais de Companhia SEMPRE identificar anormalidades, por isso sempre realizar o exame físico e a anamnese completa. INSPEÇÃO PALPAÇÃO PERCUSSÃO AUSCULTAÇÃO Segundo o cardiologista americano Dr. Robert Halim: 85% das alterações cardíacas podem ser diagnosticadas com um exame físico adequado e boa experiência. 15% restantes e gravidade das doenças: exames complementares -> ECG (eletrocardiograma), RX torácico, Ecocardiografia, Holter...). ECG: cada onda significa uma parte do coração, informa o que está acontecendo. ENDOCARDIOGRAMA: ultrassom do coração. HOLTER: grava por 24 horas todo o eletrocardiograma. A RESENHA PODE SIM TRAZER INFORMAÇÕES IMPORTANTES, COMO: 1. endocardiose (degeneração mixomatosa) de mitral é mais comum em cães, enquanto miocardiopatia hipertrófica é mais comum em gatos. cardiomiopatia hipertrófica: o músculo do coração fica maior, acontece nos casos de gatos que comem ração de cão. 2. sopro em um filhote – cardiopatia congênita, enquanto em um mais velho – adquirida. mais comum em cão idoso pela degeneração mixomatosa. 3. poucos relatos estatísticos. 4. persistência do ducto arterioso é comum em cães da raça poodle, collies; cardiomiopatia arritmogênica do boxer; miocardiopatia dilatada em cães de raças grandes; degeneração mixomatosa de válvula mitral comum em raças pequenas. 5. região que vive, viagem. Dirofilariose: é o verme do coração, passa por picada de mosquito, presente principalmente no litoral. Doença de Chagas. Do lado esquerdo, teremos separando o átrio esquerdo do ventrículo esquerdoa valva bicúspide ou mitral, na insuficiência cardíaca congestiva, teremos esse animal com edema pulmonar, pois esse sangue que está sofrendo um refluxo e indo para a veia pulmonar, está aumentando a pressão deixando esse vaso hipertenso, esse aumento da pressão faz com que o plasma (líquido, parte que não possui os elementos figurativos, como hemácias e células de defesa – leucócitos) extravase para o pulmão. Nesses casos de refluxo, auscultaremos o sopro cardíaco, que é o som do refluxo sanguíneo. O cão chega dispneico, ou seja, com dificuldade respiratória. As raças pequenas estão mais predispostas, como poodle. Na insuficiência cardíaca direita, é mais comum em raças grandes e esse sangue voltará para a veia cava, tornando-o um sangue hipertenso e aumentando a pressão nos órgãos abdominais, isso gera condições como hepatomegalia, ascite, edema de membros, esplenomegalia e etc. ICCE –> sangue volta para os pulmões (edema pulmonar). ICCD – sangue volta para abdome (efusões - ascite, hepato/esplenomegalia). Animal apresenta tosse? – Se sim, em algum momento do dia? Após caminhar? Tosse seca ou produtiva? Há corrimento nasal? a tosse é um reflexo de quando o coração está tão grande e encosta no brônquio, fazendo o animal tossir. Animal apresenta cansaço fácil após caminhar ou exercícios? Reluta ao caminhar? Já notou se a língua ficou roxa? cansaço fácil pois o coração não está conseguindo bombear o sangue direito. Animal já apresentou desmaio? Se sim, como foi? Teve algum episódio anterior? se o coração não está conseguindo bombear o sangue direito, consequentemente, teremos uma redução de oxigênio circulante, faltando oxigênio no cérebro e esse animal desmaia. Notou ruído ao respirar? Tem dificuldade para respirar? Taquipneia (aumento da frequência respiratória) geralmente precede a dispneia (dificuldade respiratória). -> dispneico também é taquipneico.. F.R. do cão em repouso: menor 30 mpm. A taquipneia é o aumento da frequência respiratória, não necessariamente esse animal está com dispneia, mas um animal dispneico tem taquipneia. Comum ver em animais com ICCE -> congestão, edema pulmonar. Pode observar também cianose. se tem edema pulmonar esse animal estará taquipneico. 1. DISPNEIA: a) alterações vias aéreas superiores. o animal não consegue puxar o ar, tem um ruído e o problema é na via aérea superior. b) : doenças pulmonares, bronquiais ou alveolares, edema pulmonar por ICCE. dificuldade em expulsão o ar. c) ICC com efusão pleural concomitante, broncopneumonia, edema pulmonar. dificuldade em inspirar e em expulsar esse ar. O PUG faz barulho para respirar pois é braquicefálico, apresenta uma dispneia inspiratória. TROCA DE OXIGÊNIO: no edema pulmonar, o sangue volta para o pulmão e causa uma hipertensão, isso faz com que o plasma seja extravasado, através disso, não consegue fazer a hematose, sendo uma dispneia expiratória. Acomete os alvéolos pulmonares. Quando tem um edema pulmonar ausculta um ruído no pulmão. 2. POSIÇÃO ORTOPNÉICA: animal sentado, com membros torácicos estendidos, cabeça esticada com narinas dilatadas – face de angústia. cabeça alta, boca aberta e membros afastados. 3. TOSSE: ato reflexo por estimulação da faringe, traqueia, brônquio, bronquíolos, pleura, pericárdio e diafragma. Por ex: compressão brônquio principal esquerdo por degeneração mixomatosa da valva mitral, aumento pressão venosa pulmonar por ICCE. Tosse cardíaca – seca e ruidosa. Após exercícios, durante a noite. A tosse cardíaca é crônica. O músculo do coração trabalha mais para mandar o oxigênio para o corpo, pois o sangue está voltando, para compensar, o coração bate mais forte causando uma HIPERTROFIA, podendo dessa forma, tocar em uma árvore brônquica do pulmão. Tosse produtiva – brônquios? Pneumonia? A tosse produtiva é sugestiva de uma infecção, como pneumonia. 4. ASCITE: Acúmulo de líquido no abdome. ICCD (congênitas, adquiridas) ou secundária à efusões ou tamponamento cardíaco (aumento pressão intrapericárdica). Causa cardíaca –> acúmulo lento e crônico. Pacientes com ascite -> taquipneia e dispneia. Realizar abdominocentese e análise do líquido ascítico. 5. SÍNCOPE: perda súbita ou transitória da consciência e tônus postural -> baixo fornecimento O2 ao cérebro. É um desmaio pela falta de oxigênio. Suas causas, são: a) : congênita (estenose subaórtica, pulmonar, tetralogia de Fallot), adquirida (doença mixomatosa da mitral, arritmias (bradiarritmias ou taquiarritmias). b) :colapso de traqueia, distúrbios neurológicos, hipoglicemia, anemia, hemorragia, síncope vasovagal, transtornos metabólicos. 6. EMAGRECIMENTO PROGRESSIVO: cardiopatas crônicos – alterações metabólicas com aumento do catabolismo. PODEM SER QUEIXAS PRINCIPAIS DO TUTOR: TOSSE, DISPNÉIA, SÍNCOPE, ASCITE, PERDA DE PESO. 1. -> postura (ortopneica), padrão respiratório (se está dispneico ou não). Verificar se necessita de algum auxílio -> por ex: oxigenioterapia. 2. Cabeça => Pescoço => Tórax => Abdome. a) CABEÇA: simetria, narinas (secreção, umidade), mucosas ocular (coloração – normocoradas/pálidas/ hipocoradas/ictéricas/congestas/cianóticas) e oral (coloração e TPC - tempo de preenchimento capilar – 2 segundos), linfonodos submandibulares (tamanho, simetria, sensibilidade). b) PESCOÇO: inspeção de aumento de volume, pulso jugular, reflexo de tosse – leve pressão na traqueia, linfonodos pré escapulares (tamanho, simetria, sensibilidade). c) TÓRAX: auscultação cardíaca. 1º PASSO: estetoscópio, ambiente tranquilo e sem ruídos (conversas). 2º PASSO: localização do do lado esquerdo do tórax. É o ponto de máxima intensidade cardíaca – ponto de ausculta do foco valvar mitral.. ª º º º º º As bulhas cardíacas são o fechamento das valvas, quando fecha a mitral e a tricúspide são as bulhas cardíacas. : fechamento das valvas atrioventriculares mitral e tricúspide. : fechamento das valvas semilunares aórticas e pulmonares. : baixa frequência, difícil auscultação em pequenos animais, é o preenchimento ventricular anormal. ´som de galope’, ausculta em equinos. O sangue do átrio direito e átrio esquerdo passam juntos, as valvas consequentemente, fecham juntas (mitral e tricúspide), as bulhas cardíacas desse fechamento auscultamos como “TUM”. O “TÁ” é o fechamento das valvas aórtica e pulmonar. O “TUM” e o “TÁ” são durante a sístole. É a turbulência durante o ciclo cardíaco. É um refluxo sanguíneo, o sopro anêmico é quando o sangue está tão fino que sofre uma turbulação quando ocorre a sua passagem. Temos seis graus de sopro cardíaco: sopro suave, detectado após longo período de auscultação. sopro suave, auscultado em foco valvar (PAM 345). : sopro intensidade leve a moderada. : sopro intensidade moderada a grave. : sopro claro à ausculta, com frêmito palpável, enquanto ausculta você sente o sopro na mão em cima do foco valvar. : sopro grave, com frémito detectável e auscultado mesmo com estetoscópio afastado do tórax. Com relação ao ciclo: sopro sistólico (regurgitação mitral e tricúspide). sopro diastólico (regurgitação aórtica ou pulmonar). sístole e diástole (persistência ducto arterioso). Foco de origem: aórtico, pulmonar, mitral ou tricúspide. 1. Sopro holossistólico – degeneração valvar mixomatosa. 2. Sopro em diamante – estenoses valvar. 3. Sopro contínuo ou de maquinaria – persistência do ducto arterioso. 4. Sopro inocente - sem cardiopatia, aumento força ejeção ventricular. 5. Sopro fisiológico – processos febris, anemia, bradicardia extrema. Auscultação junto com determinação do pulso femoral. Déficit do pulso está associado à arritmia. Pulso – hipercinético (mais proeminente) e hipocinéticos (fracos). Relação: 1 batimento : 1 pulso palpável Coloca a mão na femoral, o pulso tem que estar no ritmo cardíaco, se não acontece junto você nota uma arritmia. FC cães: 60 a 180 bpm (230 bpm neonatos) FC felinos: 140 a 240 bpm Som das bulhas: normofonéticas, hiperfonéticas ou hipofonéticas Normofonéticas: som normal (bulhas cardíacas normofonéticas). Hiperfonético: som alto, animal magro. Hipofonético: som mais baixo/longe, casos de efusão pericárdica. Sistema Respiratório ESQUELETO TORÁCICO: costelas, esterno e coluna vertebral. Tem 13 pares de costelas, a traqueia faz parte e uma das doenças que podem acomete-la é o colapso de traqueia ou estenose de traqueia. Se o animal tiver uma alteração na traqueia ele terá uma dispneia inspiratória, tendo ronco/barulho durante a inspiração. No caso de dispneia expiratória, é quando o problema está na hematose. A última costela é flutuante, no animal você começa a contar da última costela, ou seja, de caudal para cranial para chegar nas primeiras costelas. Para contar e chegar na valva mitral, iremos no 5º espaço intercostal, porém, conseguimos acha-la pelo toque do choque precordial cardíaco, pelo PAM 345. Individual ou coletivo? a primeira coisa na anamnese durante a análise do sistema respiratório, analisamos se tem mais cães na casa, dessa forma, podemos saber se tem mais cães com o mesmo problema ou se só ele que apresenta esse sinal clínico. Se o problema for no coração e por isso está tossindo, o problema é individual, porém, se outros tiverem acometidos pode ser um processo infeccioso. Início do processo? – evolução rápida ou lenta, progressiva? analisar o início do processo, se teve uma evolução rápida ou lenta, se é progressiva. Tratamento anteriores? Se sim – quais, houve melhora? Corrimento nasal, espirro, tosse, fadiga durante exercício, taquipnéia, dispnéia. Realiza-se anamnese junto com cardíaco. Faz a anamnese cardiopulmonar. Observar lesões, modificações de colorações e umidade, procurar úlceras, pólipos, tumores, corpos estranhos. unilateral ou bilateral. Seroso, mucoso, purulento ou hemorrágico. seca (vias aéreas superiores) ou úmida/produtiva (por ex: broncopneumonias) - reflexo da tosse. A inspeção nasal é realizada visual, verifica-se a narina, se tem alguma úlcera, um pólipo (tipo um tumor só que de menor tamanho), corrimento nasal. Se tiver corrimento nas duas narinas, pode ser geral, agora se for em apenas uma das narinas, significa que o processo é local, mas se for geral pode estar vindo de dentro. : toracoabdominal (a respiração normal de um cão e gato é toracoabdominal, o tórax e a barriga expandem juntos, se tem um problema torácico relevante, você só vê a respiração abdominal, significa que algo está atrapalhando o tórax). Quando se tem processos torácicos relevantes – mais abdominal. olhar animal sem muita manipulação. Animal dispneico não irritar mais ele, evitar a manipulação excessiva deste animal, se o animal for atropelado é necessário a palpação do tórax, pois pode ter uma crepitação, por causa de um enfisema (ar no subcutâneo), quando aperta parece que tem uma espuma no lugar. : fratura costela, aumento de volume, enfisema de subcutâneo. : definição de áreas cardíacas e pulmonares - difícil pelo tamanho do animal (mais utilizado em grande porte). Taquipneia (febre, dor, agitação – aumento da frequência respiratória). Bradipneia (SNC, próximo à morte, baixa respiração). Apneia (ausência de respiração). Eupneia (é o animal respirando normal). Dispneia (dificuldade respiratória, o som que ausculta durante uma dispneia inspiratória é o estertor). Hiperpneia (você percebe o aumento da amplitude respiratória, o tórax quase não expande, dificuldade expansão da caixa torácica - pneumotórax). 1. – alterações vias aéreas superiores. 2. – doenças pulmonares, bronquiais ou alveolares, edema pulmonar por ICCE. 3. – ICC com efusão pleural concomitante, broncopneumonia, edema pulmonar. Palpar todas as partes externas do sistema respiratório a procura de: depressões (afundamento osso nasal, fratura de costela), palpar espaço intercostais (inflamação). FLAIL CHEST: fratura de costela, perde a sustentação, é quando o peito fica em movimento. Em pequenos animais: dígito digital. Craniocaudal e dorsoventral. Na área torácica mais central: som claro. Limite posterior: timpânico ou submaciço. Região inferior: som submaciço. PATOLÓGICOS: Ampliação área da percussão – enfisema pulmonar. Som metálico – maior quantidade de ar: pneumotórax, hérnia diafragmática. Maciço ou submaciço – área central – edema pulmonar, pneumonia (preenchimento com líquido, compressão pulmonar). Linha de percussão horizontal – som claro para maciço ou submaciço em linha reta – líquido na cavidade. AUSCULTAÇÃO PULMONAR Animal em estação e em repouso, ausculta-se todo o tórax: frente para trás, e de cima para baixo. – 2 movimentos respiratórios em cada. RUÍDOS NORMAIS Ruído laringotraqueal – vibração parede laringo e traqueia (região traqueia cervical). Ruído traqueobrônquico – ruído rude, terço anterior do tórax. Produzido pela passagem de ar pelos brônquios. Ruído bronco bronquiolar – ruído suave, terço posteriores do tórax – inspiração. Vibração das paredes dos brônquios menores e bronquíolos. Sons aumentados ou diminuídos: animais magros, obesos, pêlo curto ou longo –fisiológico. PATOLÓGICO Pneumotórax, efusões pleurais: diminuição ruído traqueobrônquico e bronco bronquiolar. RUÍDOS PATOLÓGICOS : líquido interior dos brônquios, som como soprar ar em líquido. Edema pulmonar, broncopneumia. : som como estourar pequenas bolhas, esfregar cabelo próximo orelha. Edema pulmonar, pneumonia, enfisema pulmonar. : chiado ou assovio. Estreitamento vias aéreas. Compressão de traqueia, estenose de laringe ou bronquite (expiração). ruído grave, alta intensidade. Produzido pela vibração de secreções viscosas. Broncopneumonia (tórax) ou laringite. esfregar duas folhas de papel. Pleurite. HEMOTÓRAX: presença de sangue na cavidade torácica. Faz uma toracocentese. PNEUMOTÓRAX: é quando tem ar livre na cavidade pleural. EFUSÃO PLEURAL: líquido livre na cavidade torácica. MUCOSA CIANÓTICA: excesso de CO2 (gás carbônico). Sistema Digestório 1. ingestão de alimento normal. 2. come mais. 3. comendo pouco. 4. não come nada. 5. quando come algo errado, que não é comum. Ex. cão comendo pedra. 6. dificuldade na deglutição. 7. 8. 9. 10. AD LIBITUM: come à vontade e água também. alterações congênitas (fissura palatina), alterações alimentação, doenças infecciosas, corpo estranho, verminoses. Fissura palatina: céu da boca aberto. Doenças infecciosas: cinomose, parvovírus – depois de um ano o cão não tem mais a doença, no caso, os sinais clínicos – e etc). doenças inflamatórias, neoplasias em idosos. Pastor Alemão (Insuficiência Pancreática Exócrina). nos ácinos pancreáticos, temos a função exócrina do pâncreas, no caso da insuficiência pancreática exócrina, temos uma alteração na produção de suco pancreático, esse suco pancreático faz a emulsificação da gordura, ou seja, possibilita a sua digestão, se não tem esse suco pancreático, não digere a gordura e o animal apresenta esteatorreia, que é a gordura nas fezes, essas fezes ficam amolecidas como diarreia. Sem digestão não absorve nada, então o pelo fica seco, sem brilho e caquético. : ingestão de alimentos diferente em cada fase. Ingestão de petiscos? muitas pessoas acham que não tem problema dar um pouco de chocolate para o cachorro, o animal pode apresentar êmese (vômito), diarreia, anorexia, disquezia (dificuldade em defecar). Época do ano (datas festivas). Crianças na casa? Deve-se diminuir o grau de ansiedade do tutor. Quais as principais queixas???? Comoperguntar??? A semiologia serve para identificar o problema, para isso precisa da inspeção. A anamnese completa e o exame físico completa proporciona a identificação de anormalidades, utilizaremos a: inspeção, palpação, percussão, auscultação e olfação. Observar o paciente: andar, marcha, postura. Estado nutricional – normal, obeso, magro. Pelame, déficit massa muscular. Cabeça => Pescoço => Tórax => Abdome Exame Físico Padrão -> observar todos os sistemas. Inspeção cavidade oral e palpação abdominal. Odor alterado, desagradável ou fétido do ar expirado. doença periodontal (placas bacterianas), corpos estranhos impactados cavidade oral ou outras regiões. : alterações renais. : cetoacidose (diabetes). AZOTEMIA: aumenta a creatinina e ureia na corrente sanguínea, se junto com os sinais clínicos tem halitose e úlcera é uremia. UREMIA: creatinina e ureia que são compostos nitrogenados, estão altos quando tem alterações renais, na corrente sanguínea. Os sinais clínicos é halitose urêmica e úlcera. Dificuldade de apreensão, mastigação, engasgos, sialorreia (salivação excessiva) e apetite voraz. Deve ser realizado cuidadosamente INSPEÇÃO CAVIDADE ORAL, PALPAÇÃO REGIÃO CERVICAL. Pode ser necessário fazer animal alimentar-se durante exame para observar deglutição. Eliminação retrógrada e passiva (sem esforços abdominais) do conteúdo esofágico. Antes da entrada alimento no estômago. alterações esôfago, laringe, faringe. Megaesôfago, corpos estranhos esofágicos. Deve-se saber: conteúdo (líquido ou sólido), frequência, quanto tempo após ingestão alimento. Observar outros sinais associados: histórico, exame físico, condição corporal, tosse, dispneia, sialorreia. radiografia e endoscopia. Ejeção forçada de conteúdo gástrico e, ocasionalmente, duodenal, pela boca. É um reflexo complexo controlado pelo centro emético e requer a atuação combinada das atividades gastrointestinal, muscular, respiratória e neurológica. REGURGITAÇÃO X VÔMITO (mímica do vômito). No vômito tem a mímica do vômito, que é a forma ativa, ou seja, faz a força para expulsão, a mímica são sinais prodrômicos, que o indivíduo sabe quando vai vomitar, são sinais que antecedem o vômito. REGURGITAÇÃO VÔMITO Sinais prodrômicos ausentes presentes Mímica do vômito ausente presente Atividade muscular abdominal ausente (processo passivo) presente (processo ativo) Relação com ingestão variável variável Conteúdo alimentar não digerido variável Formato bolo ou tubular variável (não tubular) Muco pode estar presente pode estar presente Sangue rara (ulcerações ou neoplasias) pode estar presente Bile não pode estar presente pH do material eliminado alcalino variável (pode ser alcalino) Inquietação ou ansiedade. Náusea (salivação, lambedura dos lábios e deglutições repetidas). Aumento da frequência respiratória e superficialização dos movimentos respiratórios. Contrações abdominais rítmicas e repetidas. Extensão do pescoço, abertura da boca e expulsão do conteúdo gástrico (pode haver sons característicos). HEMATÊMESE: sangue no vômito. –> até 2 semanas de duração (indiscrição alimentar, mudança dieta, gastroenterite viral, pancreatite, C.E. -> + de 2 semanas de duração (secundário doença metabólica, degenerativa ou inflamatória crônica). – presença de sangue no vômito (ulceração ou erosão gastroduodenal) – gastrite aguda, úlcera gástrica medicamentosa, neoplasia, corpos estranhos (C.E.) exames laboratoriais, diagnóstico por imagem (RX, US, endoscopia), celiotomia exploratória (cirurgia), histopatológico. MEDICAMENTOS PROIBIDOS: paracetamol (em gatos provoca úlcera gástrica), diclofenaco. Passagem de fezes dificultada, infrequente ou ausente, caracterizada pelo esforço ao defecar e retenção de fezes secas e endurecidas no cólon e reto. administração de determinadas drogas (fenotiazínicos, opióides, anti-histamínicos); comportamentais ou ambientais, dietéticas (dietas ricas em fibras para animais desidratados); obstrução intraluminal (tumores ou corpos estranhos) ou extraluminal (prostatomegalia); doenças neuromusculares, desidratação grave, megacolon, fraturas pélvicas, doenças ósseas degenerativas (displasia coxofemoral), doenças de disco intervertebral. DIFICULDADE EM ELIMINAR AS FEZES! Gatos tem predisposição a fezes secas, pois não gostam de tomar água. Incapacidade de controlar a eliminação das fezes. Usualmente é acompanhada pelo relaxamento do esfíncter anal e a descarga de material fecal ocorre a intervalos não regulares. : doenças neuromusculares (S1 a S3). Diferente de urgência em defecar (retocolites - diarreia). Tenesmo e disquezia estão dentro de constipação. : esforços improdutivos e repetidos de defecação. : defecação dolorosa. : lesão obstrutiva ou inflamatória do reto ou cólon distais -> colites e retocolites, constipação, hérnias perianais e doença prostática, tumores anais, obstrução uretral em gatos. : Em geral, o animal que faz força e se agacha depois da defecação apresenta doença inflamatória ou irritativa, enquanto aquele que apresenta o tenesmo antes da defecação provavelmente sofre de obstrução, constipação ou diminuição da motilidade. inspeção anus, região perianal, palpação abdominal e anal. : presença de sangue vivo nas fezes. : coloração escura das fezes, resultante da presença de sangue digerido. (Esse escurecimento resulta da oxidação da hemoglobina em hematina). : lesões hemorrágicas focais no cólon distal, reto e região do períneo, frequentemente estão associadas ao tenesmo e disquezia. : sangramentos gástrico e/ou duodenal, deglutição de sangue proveniente de lesões hemorrágicas na boca, nos lábios, nos dentes, na faringe e no trato respiratório. Aumento anormal do volume fecal, da frequência de defecação e do conteúdo de líquido nas fezes. -> alterações podem ocorrer simultânea ou isoladamente. A causa mais comum é a disbiose (troca da microbiota intestinal, aumentando a motilidade). Doença intestinal primária (parasitismo, distúrbios inflamatórios ou infecciosos, neoplasias), distúrbios hepáticos ou pancreáticos (interfiram processos de absorção e digestão de alimentos), reações adversas à dieta, doenças sistêmicas (insuficiência renal, hipoadrenocorticismo) administração de drogas (antibióticos). Diarreia é um sinal clínico comum a inúmeras doenças. Diferenciação entre as causas banais e autolimitantes, daquelas que exigem maiores esforços de diagnóstico ou terapia imediata. Essa diferenciação deverá ser o objetivo da avaliação semiológica do paciente. persistem por até duas semanas, geralmente são autolimitantes e respondem a tratamentos de suporte e sintomático. persistem por períodos mais longos, refratárias aos tratamentos convencionais. ANAMNESE + EXAME FÍSICO METICULOSO Pela anamnese e exame físico conseguimos saber se é de origem do intestino delgado ou grosso. A giárdia, por exemplo, a diarreia é do intestino delgado. Intestino delgado diminui a absorção de nutrientes e água. No intestino grosso ocorre a formação do bolo fecal e a reabsorção de água. O animal se desidrata em diarreias de intestino delgado. Quando o animal apresenta vômito mais diarreia é intestino delgado. Hematoquezia, disquezia e tenesmo são do intestino grosso. Decorrentes do acúmulo de substâncias osmoticamente ativas (carboidratos, fosfatos e ácidos graxos) na luz intestinal, secundário a má digestão ou má absorção de alimentos. Principal característica da diarreia osmótica -> interrupção com o jejum. : evolução crônica - parasitismo de intestino delgado (casos de giardíase, por exemplo), doenças inflamatórias crónicas (enterite eosinofílica, linfocítica- plasmocitária), linfangiectasia, linfoma do trato digestório,alterações anatômicas, corpos estranhos, insuficiência pancreática exócrina (IPE) ou deficiências enzimáticas e de fatores de transporte de nutrientes. Aumento da secreção de líquido por células indiferenciadas das criptas intestinais para a luz intestinal. : desencadeada por toxinas bacterianas (E. coli, Salmonella, Clostridium perfringens), estimulação parassimpática (distensão de alças intestinais, processos dolorosos intraabdominais), além de mediadores de inflamação e hormônios gastrointestinais Aquosa e clara, não cessando com o jejum. Aumento da pressão hidrostática dentro da parede intestinal (enterites e linfangiectasia intestinal) ou externa a ela, como na insuficiência cardíaca congestiva e a hipertensão portal. A dor abdominal é vista na palpação e a distensão abdominal pode ser ascite, esplenomegalia (é o aumento do baço do lado esquerdo). Dor abdominal pode ter origem no trato digestório ou em outros órgãos, inclusive o peritônio. : Distensão do estômago, intestino, útero, vesícula biliar ou urinária, inflamação peritoneal (peritonites), rupturas de vísceras e distúrbios vasculares (tromboses). Inflamação e a distensão de órgãos parenquimatosos - fígado, pâncreas e rins. Dores referidas (origem extra-abdominal) - afecções de coluna; dores metabólicas, endógenas (alergias) ou exógenas (tóxicas); ou biológicas (picada de cobra ou insetos). Aumento do contorno abdominal. : Prenhez, hepatomegalia, csplenomegalia, cistos abdominais, dilatação gástrica por gás, obstrução intestinal, pcritonite, obesidade, retenção de fezes, ascite. Caracterizada pela coloração amarelada da pele, mucosas e esclera decorrente do acúmulo de bilirrubina nos tecidos. A bilirrubina é um pigmento derivado da hemoglobina. A hemácia tem o grupo heme e ferro, o grupo heme (hemoglobina e dentro dela tem a bilirrubina), se tiver alguma doença, como tristeza parasitária bovina, a babesia entra através da picada do carrapato e começa a fazer babesias que irão romper a hemácia, quando rompe a hemoglobina sai o grupo heme e o ferro na corrente sanguínea, e com isso, libera a bilirrubina. A babesia causa hemólise e acumula várias bilirrubinas, esse pigmento se deposita na mucosa em cor amarela, dando a icterícia. A bilirrubina é produzida pelo fígado, cães com leptospirose (bactéria que entra por mucosa e causa lesão hepática), vai ter um aumento da bilirrubina na mucosa, a bilirrubina depois que é produzida será armazenada na vesícula biliar, se tem um problema na vesícula biliar, gera a icterícia. : doenças hemolíticas - babesiose (icterícia pré- hepática), doenças hepáticas - leptospirose (icterícia intra- hepática), obstruções ao fluxo biliar (icterícia pós-hepática). 1. Peso: condição nutricional. 2. Temperatura: Hipertermia (ex. infecciosos, como parvovírus). Hipotermia (ex. sepse) 3. Função cardíaca e respiratória: por exemplo, a ruptura diafragmática. em casos de ruptura diafragmática, os órgãos abdominais vão para o tórax, alterando esses parâmetros. Avaliação mucosas, lábios, gengiva, palato mole, língua e dentes. Lesões, fístulas, úlceras, massas, cálculos dentários. Em alguns casos necessita de contenção química – inspeção cavidade oral (p. ex: suspeita de corpo estranho linear em gatos). Palpação externa da faringe. Avaliação das glândulas salivares (halitose, sialorréia ou ptialismo). Verificar: mucocele = (trauma, C.E., sialólito). MUCOCELE: consistência flutuante. RESUMO: HÁLITO: normal, odor ácido ou azedo (possível má digestão), urêmico (doença renal), pútrido (resíduos alimentares, cáries, gastrite, etc), odor de maça verde (cetoacidose). MUCOSA ORAL: coloração, umidade, presença de lesões (ulcerações), corpos estranhos, massas. GENGIVAS: inflamação, ulceração, corpos estranhos ou massas. DENTES: posicionamento, oclusão, coloração, qualidade do esmalte, presença de fraturas ou cálculos (tártaro). LÍNGUA: mobilidade, consistência, presença de lesões, massas, corpos estranhos na base da língua. PALATO DURO OU MOLE: presença de lesões, corpos estranhos, palato mole excessivamente longo, fissura palatina. FARINGE E TONSILAS: inflamação, secreção purulenta, massas, corpos estranhos, simetria. Transporte de ingesta e líquidos da cavidade oral ao abdome. Cervical, torácico e abdominal. Distúrbios de motilidade (megaesôfago). Distúrbios obstrutivos (C.E., neoplasias). Distúrbios Inflamatórios (esofagite, divertículos). Regurgitação, disfagia, odinofagia (dor deglutição), deglutições repetidas, engasgos, salivação excessiva. Exames: radiografia e endoscopia. Regiões epigástrica, mesogástrica e hipogástrica. Dorsal, medial e ventral. Região epigástrica: cranialmente pelo diafragma até 13ª costela. Fígado, estômago,pâncreas, rins e baço. Região mesogástrica: última costela até crista ilíaca. Intestinos, ovários, ureter. Região hipogastrica: da mesográstrica até limite inferior do abdome. Bexiga, próstata, uretra e reto. Inspeção direta, palpação, percussão, ausculta, exames complementares: avaliação do fluido abdominal e técnicas de imagem. RIM ESQUERDO É MAIS CRANIAL. PROLAPSO ANAL E RETAL: animal com muito verme, pois aumenta a motilidade. Percussão (decúbito dorsal ou lateral): som gerado pela percussão vai depender do conteúdo abdominal. Quando realizada sobre um órgão que contém ar (intestino, estômago), o som é claro a timpânico e, sobre órgãos maciços (fígado, baço), o som é mate ou maciço. Auscultação: ruídos próprios do TGI – borborigmos (deslocamento de gás e líquido no tubo gastrointestinal). Trato GI vazio: ausentes. Durante o processo de digestão: ruídos ininterruptos, baixos e pouco intensos. Borborigmos frequentes, fortes e com ruídos variáveis indicam motilidade intensa. Obstruções intestinais: ruído exagerado e por vezes sibilantes. Peritonites e inflamações crônicas: ruídos de atrito. Na prenhez adiantada: ruídos cardíacos do(s) coração(ões) do(s) feto(s). Prova de Ondulação (Baloteamento): posiciona-se atrás do animal, coloca uma das mãos sobre a parede abdominal e, com a outra mão, golpeia, com o dedo médio ou indicador, a parede contralateral -> produz uma onda que avança pelo líquido livre na caridade peritoneal e que é percebido com a outra mão. ABDOMINOCENTESE: decúbito lateral, preparo cirúrgico da pele (tricotomia e assepsia), realizada na região mesogástrica ventral, próximo à cicatriz umbilical. Sempre coletar primeiramente para análise do líquido cavitário. Abdominoncentese é a coleta de líquido livre na cavidade abdominal. RX. US. Endoscopia. O rim varia entre 2,5 e 3,2 vezes o comprimento da 2ª vértebra lombar no cão e entre 2,5 e 3,0 vezes no gato. Constituído por: dois rins, glândulas adrenais, ureteres, bexiga e uretra. local de entrada dos dois ureteres e saída da uretra. O rim direito está mais torácico que o esquerdo. O rim tem como função, a filtração, ou seja, faz a retirada das impurezas. Além disso, realiza o – ª controle da pressão, produção de eritropoetina (percursor da hemácia). Pacientes com IRC (Insuficiência Renal Crônica), tem que aplicar eritropoetina, o animal estará anêmico por causa do rim. IRA: insuficiência renal aguda. IRC: insuficiência renal crônica. até 75% dos rim filtra o que precisa. CÃO: pênis na região ventral. GATOS: pênis na região perineal. O pênis do felino é nessa região para urinar em jato e alto, dessa forma, marca território. A fêmea apresenta os ovários abaixo do rim e na vagina tem o óstio uretral para a saída de urina. A micção é uma função reflexa que envolve ação integrada de vias parassimpáticas, simpáticas e somáticas, que se estendem desde o segmento sacral até o córtex cerebral. Idade, sexo, espécie. Gatos: obstrução uretral,cálculos menores em machos. Analisa a frequência, cor, se sente dor, frequência de água, se tem algum incômodo. URINA: qual o aspecto dessa urina? quantas vezes por dia? está urinando normalmente? Na cistite, a urina pode ter uma coloração avermelhada com hematúria (hemácias na urina), dificuldade em urinar (disúria) ou sem urinar (anúria). Itens investigados Aspectos enfocados Volume em cada micção, aspecto (coloração, transparência/turvação, presença de material sólido ou semi-sólido, viscosidade, presença de sangue). Frequência (número de vezes e intervalo), tipo (postura à micção, sinais de dificuldade, sinais de dor ou desconforto, tenesmo, incontinência). Frequência e volume. Histórico completo de doenças do trato urinário (com ou sem conclusão diagnóstica), incluindo tratamentos feitos. Detalhamento de informações referentes às manifestações que possam ter relação com as causas ou consequências da afecção urinária em curso. Exame físico geral Peso corporal, temperatura, frequência de pulso e respiratória, mucosas (coloração e estado dos vasos), grau de hidratação. Boca (úlceras, alterações da língua, inserção dos dentes, aumento maxilar, hálito urêmico). Exame geral dos demais órgãos e sistemas. Específico 1. RINS ambos são palpáveis? tamanho, simetria e posição? forma, contorno e consistência? dor? 2. BEXIGA posição? tamanho, formato, consistência? cálculos ou massas palpáveis? espessura da parede? dor? 3. PRÓSTATA (importante em cães) posição, tamanho, simetria, consistência. dor? 4. URETRA DOS MACHOS meato urinário. secreção uretral ou prepucial. tamanho, forma e consistência das porções palpáveis? anormalidades periuretrais? 5. MICÇÃO frequência? disúria? retenção? incontinência? Exames complementares Urinálise. Cateterização vesical. Técnicas para diagnóstico por imagem. Provas de função renal. Biopsia. Exame realizado de forma normal dando atenção especial para os órgãos do sistema urinário. úlceras cavidade oral + hálito urêmico ( sinais clínicos + aumento dos exames bioquímicos: ureia e creatinina). Apenas aumento dos bioquímicos: . Palpação renal: mais fácil em gatos. Só realizada em gatos. Utilizado mais exames complementares: urinálise, exames bioquímicos (azotemia), RX (contrastado), ultrassom (rim direito mais cranial), biópsia, cultura de urina. Cálculo de oxalato de cálcio da para verificar com exames complementares. Causa ou origem Doença renal Rim policístico. Síndrome de Fanconi. Displasia renal. Glomerulonefrite. Nefrite intersticial (nefrite tubulointersticial). Nefrite intersticial (nefrite tubulointersticial) na leptospirose. Pielonefrite. Glomerulonefrite associada à infecção viral. Glomerulonefrite. Glomerulonefrite (diabetes melito, lúpus eritematoso sistêmico, peritonite infecciosa felina, leucemia felina, erliquiose, dermatite crônica, brucelose, piometra, leishmaniose, cirrose hepática, dentre outras). Nefropatia por pigmentos (hemoglobinúria, mioglobinúria). Nefrose química ou isquêmica (necrose tubular aguda). Nefrite intersticial (nefrite tubulointersticial). Nefropatia obstrutiva. Hidronefrose. Destruição renal por Dioctophyma renale. Glomerulonefrites. Lipidose glomerular. Neoplasia renal. Amiloidose renal. Nefropatia hipercalcêmica. Doença renal cística adquirida. Difícil palpação exame físico, auxílio exames complementares (raio X contrastado). Palpação Localização, volume, forma, consistência, tensão e sensibilidade. Consegue localizar através da palpação e analisar volume, consistência, sensibilidade e etc. Usa mais a palpação, porém, também pode utilizar a percussão. Percussão dígito-digital Grandes distensões de bexiga, causadas por retenção de urina conteúdo líquido pode ser identificado e delimitado. som maciço. Exames complementares Urinálise (sondagem ou cistocentese), RX, US. CURIOSIDADE!! Caninos As cadelas flexionam os membros pélvicos de modo que o períneo fique paralelo ao solo, faltando pouco para tocá-lo. Os cães levantam um dos membros pélvicos e direcionam o jato para um objeto selecionado. Quando filhotes, antes da maturidade sexual, os machos adotam a mesma postura de micção das fêmeas. Os cães adultos, principalmente os machos, podem urinar pequenas quantidades, muitas vezes seguidas, para marcar território. Felinos A postura adotada, tanto pelas fêmeas como pelos machos, é a mesma das cadelas. Os felinos fazem uma pequena cova onde depositam a urina, cobrindo - a após a micção. Machos e fêmeas sexualmente maduros podem ter o hábito (não desejado pelo proprietário) de eliminar urina sob a forma de spray (marcação de território). Primeiro o animal cheira o alvo, então se vira de costas e emite o jato. O alvo é sempre uma superfície vertical de cerca de 20cm acima do solo. 1. 2. 3. 4. forma de disúria . 5. forma de disúria . 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. É uma dificuldade para urinar, caracteriza-se por sinais de desconforto ou de dor à micção, podendo haver dificuldade para eliminação da urina. De acordo com a causa e intensidade do problema, as manifestações de disúria podem variar tanto quanto ao tipo como quanto à intensidade. Assim, a disúria pode ser classificada como micção dolorosa, Estrangúria ou tenesmo vesical. Causas possíveis: enfermidades dolorosas da bexiga, uretra, vagina ou prepúcio. enfermidade dolorosa de outros órgãos comprimidos pela prensa abdominal durante a micção. peritonite aguda. tumores ou cálculos vesicais. obstruções uretrais. Variações do estado de disúria Durante os esforços de micção, o animal apresenta gemidos, desassossego, movimentos de um lado para o outro, olhares dirigidos para o ventre, agitação da cauda, “sapateado”. Caracteriza-se por esforços prolongados, com intervenção enérgica da prensa abdominal, sem eliminação de urina, ou que acabam por produzir eliminação de poucas gotas ou de poucos jatos finos de urina, acompanhados de manifestação de dor (gemidos). É um esforço constante, prolongado e doloroso para emissão de urina. Nos casos extremos, o animal pode conservar constantemente a postura de micção. Nesse quadro, a vontade de urinar é constante, mesmo que a bexiga contenha volume de urina pequeno ou esteja vazia. Aumento do volume de urina produzida em 24 horas. Neste caso, o paciente apresentará aumento da frequência de micções e o volume a cada micção será normal ou acima do usual. A urina terá coloração bem clara, mas a densidade irá variar de acordo com a causa da poliúria. De modo geral, o paciente poliúrico apresenta polidipsia compensatória (diferenciar de polaquiúria). Causas: Insuficiência renal crônica. Pielonefrite. Diabetes, distúrbios adrenocorticais e outros endocrinometabólicos. Piometra. Insuficiência hepática. Polidipsia psicogênica, encefalopatias, dor (a poliúria é compensatória ou secundária). Uso de diuréticos. Resposta fisiológica à ingestão excessiva de água (a poliúria é compensatória). Diminuição do volume de urina produzida em 24 horas. A densidade e a coloração da urina variam de acordo com a causa (diferenciar de oligosúria). Causas: Doença renal grave (densidade e coloração da urina variam de acordo com o tipo de doença renal). Desidratação (a urina terá densidade alta e coloração mais intensa). Distúrbios nervosos com transtorno da sede (a urina terá densidade alta e coloração mais intensa). Resposta fisiológica à privação de água (a urina terá densidade alta e coloração mais intensa). Febre. Ausência de produçãode urina ou produção de volume desprezível (diferenciar de iscúria). Causas: Doença renal aguda grave ou fase terminal de insuficiência renal crônica. Desidratação grave. Hipovolemia aguda. Hipotensão arterial sistêmica grave. Micção anormalmente frequente (o animal urina muitas vezes por dia), diferenciar de poliúria. Causas: Aumento da produção de urina. Neste caso, o volume a cada micção será normal. Inflamação da bexiga (meningite, raiva, neurites). Neste caso, o volume a cada micção será pequeno ou muito pequeno. Micção rara em razão da diminuição da produção de urina (diferenciar de oligúria). Causas: Doença renal. Desidratação, privação de água ou transtornos da sede. Falta persistente de eliminação apropriada de urina, apesar da bexiga encontrar-se cheia e de poder haver tentativas e esforço a micção. A iscúria pode ser completa, incompleta (eliminação de gotas de urina) ou paradoxal (pode haver eliminação de urina se for exercida pressão externa sobre a bexiga), diferenciar de anúria. Causas: obstrução uretral (cálculos, tumores, inflamações graves, estenoses, tampões uretrais). Dissinergia reflexa. Paresia do detrusor. Reflete perda total ou parcial da capacidade de conter (armazenar) a urina que é, então, eliminada sem a postura normal de micção. A urina pode sair em gotas, em jorros breves ou escorrer constantemente. Em muitos casos, o paciente apresenta incontinência urinária, mas, também, tem micções normais ao longo do dia. Causas: Comprometimento nervoso (medula sacra ou suas vias aferentes e/ou eferentes). Distúrbios hormonais em cadelas castradas. Inflamação crônica grave da bexiga (pode coexistir micção normal). Noctúria (a urina é eliminada enquanto o animal dorme) em razão da poliúria ou da infecção vesical. Ureter ectópico (se for unilateral, também existirá micção normal). Fístula vesicovaginal (pode coexistir micção normal). Fístula vesicoumbilical (persistência de uraco). Micção imprópria, causada por submissão (comum em cães). Micção espontânea, cateterismo vesical ou (pode ser guiado por US). Urina sempre deve ser acondicionada em recipiente estéril, livre de resíduos químicos – frasco fechado e refrigerado (até 2 hrs). Cateterismo uretral – sonda uretral (fêmea) Sonda uretral (macho) – Cistocentese : animal imobilizado, a vesícula urinária deve ser palpada e a área limpa com álcool. Pode ser necessário remover o excesso de pelo. A agulha deve ser inserida em um ângulo de 45º sobre a linha média em cadelas, gatos e gatas e lateral ao prepúcio em cães. Recomenda-se o uso de agulha 22G. Urinálise - fita para exame Composto por ovários, tuba uterina (ambos envoltos pela bursa ovariana, envolta de gordura, que é uma fonte de energia para manter o ovário ativo), cornos uterinos, cérvix, vagina, meato urinário (desemboca a uretra) e vulva. Idade. Estado geral. Alimentação. Vacinação. Detalhes do ciclo estral: Idade. 1º cio. inteira/castrada (idade). IIE. duração de cada fase do ciclo estral. coberturas anteriores. aceitação ou rejeição ao macho. nulípara/uma cria ou mais. gestações anteriores (nº filhotes, complicações). abortos. uso de anticoncepcionais e abortivos. apresenta pseudogestação. nódulos mamários. Inspeção da vulva. Palpação digital da vagina. Palpação abdominal (útero). Inspeção e palpação das glândulas mamárias. CADELA: é castrada? caso não seja, perguntar quando oi o último cio, a duração, se é nulípara, se aceita cobertura, se já apresentou pseudociese e nódulos mamários. Termos semiológicos 1. 2. 3. 4. 5. a) b) c) d) 6. 7. 8. 9. Palpação abdominal palpação individualmente das vesículas embrionárias. A partir 35 dias confluência das vesículas gestacionais, difícil identificação. consegue palpar novamente, palpação individual dos fetos. Auscultação fetos no 1/3 final da gestação. Palpação digital da vagina Palpação glândulas mamárias Flora normal, crescimento de agente único. Progesterona, LH, Relaxina. Piometra Gestação Gestação: número de filhotes. Avaliação Uterina. Foto gentilmente cedida pelo Prof Antonio Carlos C. Lacreta 57 A 70 dias (primeiro acasalamento). 62-64 dias (ovulação). 57 dias após o início diestro citológico. 56 A 71 dias. Médias: 63-67 dias. Histórico completo. Anamnese Geral. Anamnese Reprodutiva: Cópulas anteriores. Taxa de concepção. Uso de hormônios. Uso de fármacos. Condições estresse. Doenças sistêmicas prévias. Exame físico completo e geral Exame físico específico Inspeção e Palpação. Pelos esparsos, espessura uniforme, móvel em relação aos testículos. Sem dor à palpação. Verificar sinais de inflamação, trauma, alterações de volume ou cicatrizes. FUNÇÃO: produção de espermatozoide e testosterona. A bolsa escrotal reveste os testículos. O testículo desce para a bolsa escrotal, durante a sua formação, esse testículo foi formado dentro e ocorre a sua descida na primeira fase até a região inguinal, com a ação da testosterona, esse testículo desce para a bolsa escrotal. Palpação. Localização (criptorquidismo – não ocorre a descida do testículo para a bolsa escrotal, seja de um ou de ambos os testículos, ou seja, unilateral ou bilateral). Avaliação tamanho, forma e consistência. 2 a 4 cm de comprimento e 1,2 a 2,5 cm de diâmetro. Sem dor à palpação, nódulos ou aderência. FUNÇÃO DO EPIDÍDIMO: maturação do espermatozoide. Espermatozoide é encaminhado para o ducto deferente até a uretra prostática, logo após, seja ejaculado. CORDÃO ESPERMÁTICO: artérias e veias enoveladas para regular a temperatura. Palpação. Palpação para observar áreas com espessamento ou aumento de volume. Inspeção e Palpação. Verificar descargas purulentas, sangue ou urina. Pênis deve ser facilmente removido do prepúcio e completamente exposto. Mucosa peniana: rósea clara, fina e indolor ao toque. Observar inflamações, hematoma, trauma, fraturas, C.E. Palpação – toque retal. Única glândula acessória do cão. 2 Lobos: podem casualmente ser palpados pelo reto. Cães grandes: porção caudal da próstata é palpável. Animais adultos e idosos, não castrados. Verificar tamanho, consistência e dor à palpação. Avaliar problemas de fertilidade. Rotina pré-cobertura ou IA em cães. Coleta por estimulação manual do pênis, ou em casos especiais – eletroejaculação. Alopecia: falha de pelo, redução parcial ou total de pelos em uma determinada área. Rarefação pilosa: o pelo vai ficando fino. Prurido: coceira, é uma sensação cutânea desagradável que leva o indivíduo a coçar. Atopia: não descobre o que é, mas sabe que tem alergia. O tutor, pode levar o animal para o veterinário por sarna demodécica ou sarcóptica (passa para o humano) ou, até mesmo, notoédrica (ouvido do gato). O animal pode apresentar DAPP (dermatite alérgica a picada de pulga), dermatite fúngica (alopecias circulares com bordas avermelhadas), alergia a produto químico, alergia alimentar (existem cães que apresentam alergia a proteínas), radiação solar e dermatite úmida. Além disso, por doenças endócrinas, como: hiperadrenocorticismo (altos níveis de cortisol, é produzido pela glândula adrenal), geralmente, o hiperadrenocorticismo é bilateral e simétrico. Barreira de proteção. Microbiota própria. Termorregulação. Reservatório (água, vitamina, ácidos graxos, carboidratos, proteína). Imunorregulação (imunidade celular e humoral). Pigmentação. Produção Vitamina D. Secreção (glândulas sudoríparas e sebáceas). Percepção(calor, frio, dor). As camadas da pele, são: 1. Epiderme. 2. Derme: presença dos folículos pilosos, quando o animal tem sarna demodécica, é uma sarna hereditária que passa para os filhotes, essa sarna se instala no folículo piloso, na região do DNA celular, dessa forma, o raspado deve-se ser feito profundamente. 3. Hipoderme. Algumas raças são mais predispostas, porém, ultimamente qualquer raça por ser acometida. cheiro de ranço. Demodicose, atopia, dermatofitose – jovens. Endocrinopatias e neoplasias – animais adultos. Animais jovens, quando tem o primeiro cio e apresenta essa queda na imunidade, irá aparecer os sinais clínicos da sarna demodécica, o animal tem que ser castrado por ser uma doença hereditária. Gato macho não castrado – abcesso por mordida (acúmulo de pus). Outros animais doentes – sarna? (analisar se o ambiente em que ele vive, tem mais animais acometidos). Animal de vida livre com acesso a água (como, riachos perto de casa, piscinas e etc) pode ter dermatite úmida. Demorada, minuciosa, investigativa. 3 exames além da anamnese e exame físico: swab da orelha , raspado cutâneo e fita preparada. Na pele fazemos a inspeção, palpação e olfação! visualização do animal como um todo, observando cada alteração na pele. aspecto, sensibilidade (dor), volume, espessura, consistência, temperatura, mobilidade, estimulação de prurido. - experiência do profissional - liquenificação (ranço). Lesões primárias: advindas diretamente do processo patológico. Lesões secundárias: derivam da evolução da lesão primária, do processo patológico ou são consequências de traumatismos infligidos à pele pelo animal. 1. área circunscrita, plana e não palpável, cor distinta da pele ao redor, de até 1 cm de diâmetro. PADRÃO: máculo-papular, pigmentada. CLASSIFICAÇÃO: primária. 2. máculas maiores que 1 cm. PADRÃO: máculo-papular, pigmentada. CLASSIFICAÇÃO: primária. 3. lesão sólida circunscrita, elevada, superficial de até 1 cm de diâmetro. PADRÃO: máculo-papular, pigmentada. CLASSIFICAÇÃO: primária. 4. lesão sólida superficial, plana, circunscrita e elevada, com mais de 1 cm de diâmetro. Uma pápula que aumentou em duas dimensões. PADRÃO: pápulo-nodular-placa. CLASSIFICAÇÃO: primária. 5. uma pápula ou placa edematosa e transitória. PADRÃO: pápulo-nodular-placa, endurecido, turgido. CLASSIFICAÇÃO: primária. 6. lesão palpável, sólida arredondada ou elíptica com profundidade/espessura. Uma pápula que aumentou em 3 dimensões. PADRÃO: pápulo-nodular-nódulo. CLASSIFICAÇÃO: primária. 7. cavidade elíptica, fechada, contendo fluido ou material semi-sólido. Aumento de volume circular com material semi-sólido. PADRÃO: vesículo-pustular, pápulo-nodular-nódulo. CLASSIFICAÇÃO: primária. 8. elevação circunscrita de até 1 cm de diâmetro, contendo fluido seroso. PADRÃO: vesículo-pustular. CLASSIFICAÇÃO: primária. 9. uma vesícula com mais de 1 cm de diâmetro. PADRÃO: vesículo-pustular. CLASSIFICAÇÃO: primária. 10. lesão elevada circunscrita contendo fluido purulento. PADRÃO: vesículo-pustular. CLASSIFICAÇÃO: primária. 11. área de depósito de sangue ou seus pigmentos, com até 1 cm de diâmetro, a de coloração arroxeada chama-se púrpura. PADRÃO: pigmentado-vermelho. CLASSIFICAÇÃO: primária. 12. área de depósito de sangue ou seus pigmentos, com mais de 1 cm de diâmetro, a de coloração arroxeada chama-se púrpura PADRÃO: pigmentado-vermelho. CLASSIFICAÇÃO: primária . 13. perda de células da epiderme que podem estar secas ou oleosas. PADRÃO: Esfoliativo; máculo-papular. CLASSIFICAÇÃO: secundária. 14. aro circular de descamação. PADRÃO: esfoliativo; vesículo—pustular. CLASSIFICAÇÃO: secundária. 15. oclusão do folículo piloso (poro) PADRÃO: esfoliativo. CLASSIFICAÇÃO: secundária. 16. uma escavação da pele limitada à epiderme e que não ultrapassa a junção derme-epiderme. PADRÃO: erosivo-ulcerativo. CLASSIFICAÇÃO: secundária. 17. cavitação de tamanho e forma irregulares que estende-se pela derme. PADRÃO: erosivo-ulcerativo. CLASSIFICAÇÃO: secundária. 18. coleções de exsudatos cutâneos de diversas cores. PADRÃO: erosivo-ulcerativo. CLASSIFICAÇÃO: secundária. 19. afinamento ou depressão da pele, devido à redução do tecido subjacente. PADRÃO: endurecido; máculo-papular. CLASSIFICAÇÃO: secundária. 20. área difusa de espessamento da pele, com resultante aumento das linhas e marcas cutâneas. PADRÃO: endurecido; máculo-papular. CLASSIFICAÇÃO: secundária. 21. escurecimento da pele. PADRÃO: pigmentação-escuro; máculo-papular.. CLASSIFICAÇÃO: secundária. 22. Abrasão da pele, usualmente de origem superficial e traumática. PADRÃO: erosivo-ulcerativo. CLASSIFICAÇÃO: secundária. 23. rachadura na pele definida por paredes de bordas ‘afiadas’. PADRÃO: erosivo-ulcerativo. CLASSIFICAÇÃO: secundária. 24. espessamento palpável da pele. PADRÃO: endurecido. CLASSIFICAÇÃO: secundária. 25. formação de tecido conectivo substituindo tecido perdido por doença ou injúria. PADRÃO: endurecido. CLASSIFICAÇÃO: secundária. 26. formação circunscrita de tamanho variável, encapsulado, proeminente ou não, contendo líquido purulento na pele ou tecidos subjacentes. Há calor, dor e flutuação. Compressa com água morna para abrir o abscesso. AÇÚCAR: utilizar em lesões abertas, também pode usar mel. Põe e deixa por alguns minutos e depois limpa com solo e gaze. 27. aumento de volume de consistência flutuante, não encapsulado, de tamanho variável, proeminente ou não, contendo líquido purulento na pele ou tecidos subjacentes. Há calor e dor. 28. coloração avermelhada da pele decorrente de vasodilatação. O eritema volta à coloração normal quando submetido a digitopressão ou vitropressão. 29. evidenciação dos vasos cutâneos através da pele, decorrente do seu adelgaçamento. Os vasos revelam-se sinuosos. evidenciação dos vasos, condição presente no hiperadrenocorticismo. 30. espessamento da pele decorrente do aumento da camada córnea. A pele torna- se áspera, inelástica, dura e de coloração acinzentada. Denominada leucoplasia, quando ocorre em mucosas. 31. lesão característica de paquidermia ou “pele de elefante” demonstrando alopecia, eritema, hiperpigmentação e liquenificação causada por dermatite por Malassezia. 32. crescimento exagerado da unha, condição presente em doenças parasitárias, como leishmaniose. Raspado com a lâmina de bisturi, raspa entre a área lesionada e saudável. Passa KOH (tira a sujeira e deixa claro). Raspado da pele vê sarna. Se suspeitar de otite, deve colocar a focinheira no animal. Antes de fazer a cultura e antibiograma faz bacterioscopia (passa o swab na lâmina), caso tenha bactéria e fungo faz cultura e antibiograma. LUZ DE WOOD: geralmente deixa iluminado o que é fungo. Animal com fratura ou claudicando tem que levar para um ortopedista. Por que o animal claudica? Onde está a lesão? O animal pode claudicar por Tungíase (bicho- de-pé), por um problema ósseo, na cartilagem e etc. Muitas vezes, em casos de trauma, temos outras alterações que podem ser mais emergenciais que a lesão ortopédica. Exemplos animais com: fratura de pelve e lesão em vesícula urinária ou uretra... a emergência é a vesícula urinária e depois a fratura. fratura de escápula e contusão pulmonar... a emergência é a contusão pulmonar. Aferição dos parâmetros gerais (F.R.; F.C.; temperatura corporal; coloração de mucosas). Auscultação. Palpação (primeiro em áreas não lesadas). Nova avaliação 15 e 30 minutos após a administração de analgésico (morfina ou tramadol). Inspeção e palpação.