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Exame Clínico e Contenção 
de Animais de Companhia 
A Semiologia é uma ciência que representa o estudo dos sinais, 
ou sintomas. Aplicado à Medicina Veterinária é a arte de 
habilidades investigatórias, por meio de análises diversas, com 
o intuito de se chegar aos mais variados diagnósticos. 
 
 
 
 
 
A semiologia que representa o estudo dos sinais ou sintomas. 
Depois é realizado a anamnese, que sao as perguntas, é 
50% do diagnostico. 
 aferir a temperatura, frequência 
cardíaca e respiratória, TPC (tempo de preenchimento 
capilar), linfonodos... 
 patologia clínica e diagnóstico 
por imagem (RX e ultrassom). 
Faz tudo isso para chegar a um diagnóstico e fazer um 
tratamento. 
 Arte de examinar um paciente: semiotécnica. 
 Raciocínio e análise, interpreta os dados obtidos: clínica 
propedêutica. 
Sintoma ou sinal? 
 verbaliza o que sente. 
 dado notado pelo examinador (inspeção, 
auscultação, percussão). 
Os animais apresentam sinais, sintoma é o que verbaliza. 
Os sinais podem ser: 
1. exemplo é a dor em local de fratura no fêmur, o 
sinal é localizado. 
2. é sistêmico, por exemplo, neoplasia mamária com 
metástase pulmonar. 
3. um exemplo é a convulsão -> possível 
alteração neurológica. 
4. é algo característico da doença, por 
exemplo, movimento de gaveta positivo em casos de 
ruptura de ligamento cruzado cranial. 
1. primeiros sinais observados. 
2. aparecem períodos de estabilização. 
3. após recuperação do animal -> sequela. 
1. alteração da forma do órgão -> 
esplenomegalia. 
2. alteração da função do órgão -> claudicação. 
3. consequência do principal sinal -> icterícia 
hepática/hepatite. 
O que é sindrome? 
É um conjunto de sinais clínicos, de múltiplas causas e que 
afetam diversos sistemas. Um exemplo é a síndrome da 
dilatação vólvulo gástrica. 
 
Síndrome da dilatação vólvulo gástrico! 
1. como por 
exemplo - hemoparasitose (doença do carrapato). Faz um 
exame de sangue (no caso, hemograma) e depois PCR, 
quando faz um exame e fecha o diagnóstico. Ex. 
 Pneumonia, tétano, raiva e etc. 
2. não sabe o que o animal 
tem, mas acha que o animal tem uma determinada doença 
e começa o tratamento, realiza-se procedimento 
medicamentoso e tem-se o resultado. 
3. alterações anatômicas 
encontradas em exame macroscópico -> fratura do 
fêmur. 
4. tétano – Clostridium tetani. 
Ex. botulismo pois o sinal é característico. 
5. lesões microscópicas. 
6. 
7. quando você 
acha que é uma doença, mas o diagnóstico laboratorial não 
mostra isso.
ANAMNESE: 50%. 
EXAME FÍSICO: 35%. 
MAIS DIAGNÓSTICO COMPLEMENTARES. 
1. Não seja demasiadamente sagaz. 
2. Não tenha pressa. 
3. Não tenha predileções. 
4. Não diagnostique raridades. Pense nas hipóteses mais 
simples. 
5. Não tome um rótulo por diagnóstico. 
6. Não seja parcial. 
7. Não seja demasiadamente seguro de si. 
8. Não hesite em rever seu diagnóstico, de tempo em tempo 
em casos crônicos. 
O que é prognostico? 
O prognóstico, encontra-se entre o diagnóstico e o 
tratamento, prevê a evolução da doença e suas prováveis 
consequências. Deve-se orientar o tutor sobre o prognóstico 
dos tratamentos que podem ser realizados. 
 
 meio que combate a causa da doença, ex. 
hipocalcemia que realiza a administração de cálcio. 
 combater apenas os sinais (anorexia: 
orexigênicos, vitaminas) ou abrandar o sofrimento do 
animal (analgésicos, antipiréticos). 
 modificar o mecanismo de desenvolvimento 
da doença no organismo (tétano: usa-se soro antitetânico 
antes que as toxinas atinjam os neurônios). 
 evitar o aparecimento de complicações que 
possam fazer o animal correr risco de morte (transfusão 
sanguínea em pacientes com anemia grave). 
1. nome, espécie, raça, sexo, 
idade, pelagem, tutor. 
2. estado geral, comportamento, atitude, 
fascies. Analisar se é uma emergência ou urgência, ter 
olhar certeiro nessas horas. 
 Emergência: circunstância que exige uma intervenção 
médica de imediato. 
 Urgência: caráter menos imediatista. 
3. perguntas simples e objetivas, 
porém sempre sendo paciente, realizar perguntas do 
passado e atuais. 
 Perguntas: simples para o tutor entender. 
 Respostas: na ficha tudo em termo semiológico. 
 Ser simpático para gerar uma confiança! 
EXEMPLO: o que o senhor costuma dar para o Bob comer? 
Raçao fechada ou aquelas que pega por Kg? Deixa o dia 
todo a raçao a vontade? E algum petisco? Carne? Restos 
de comida? Nem quando tem um churrasquinho em casa? A 
agua o senhor costuma deixar em pote? Troca de vez em 
quando? 
4. 
 Inspeção: direta e indireta. 
 Palpação: propriamente dita, por pressão, tato e 
indireta. Analisa a consistência, se está dura, firme 
(resistência), pastosa (sinal de Godet), flutuante 
(líquido), crepitante (ar). 
 Percussão: direta e indireta. Analisa a presença de 
sons timpânicos (alta intensidade, sugestivo de gases), 
maciço (pouca intensidade, presença de órgãos na 
região), claro (intensidade média), submaciço, metálico 
(órgão cavitário distendido). 
 Auscultação: direta ou indireta (ruídos aéreos, ruídos 
líquidos, sólidos e crepitantes – esfregar cabelo com 
cabelo). 
 Olfação: não faça diretamente -> concha com a mão, 
uso de swab. 
–
 
a) colheita de 
material de vários órgãos ou cavidade – exame 
citológico, bacteriológico e físico. 
b) colheita de pequenos fragmentos de tecido 
animal vivo – exames histopatológicos ou amostra 
celulares do tecido – citológico. 
c) sangue, urina, fezes, líquor... 
d) suspeita de doenças 
infecto-contagiosas. 
e) como por exemplo, teste de tuberculina. 
ESPÉCIE IDADE 
TEMPERATURA 
RETAL 
CÃES jovens/adultos 
+38,5 
37,5 a 39,2 
GATOS 37,8 a 39,2 
EQUINOS 
jovens 
adultos 
37,2 a 38,9 
37,5 a 38,5 
BOVINOS 
jovens 
adultos 
38,5 a 39,5 
37,8 a 39,2 
CAPRINOS 
jovens 
adultos 
38,8 a 40,2 
38,6 a 40 
OVINOS 
jovens 
adultos 
39 a 40 
38,5 a 40 
 Variação de TºC: 
 Variação Nictemeral (circadiana). 
 Ingestão de alimentos. 
 Ingestão de água fria. 
 Idade (mais jovens > Tº). 
 Sexo. 
 Gestação. 
 Estado Nutricional. 
 Tosquia. 
 Esforços Físicos. 
 Normotermia 
 Hipotermia 
 Hipertermia: alterações não inflamatórias – retenção 
calor, esforço. 
 Febre (pirexia): resposta benéfica da produção de 
anticorpos, porém pode causar desidratação, perda 
eletrólitos, depleção glicogênio. 
FEBRE – SINDROME 
Congestão de mucosas, focinho seco, taquicardia, sopro 
(passagem rápida do sangue), taquipnéia, dispnéia (acima 41º), 
polidipsia, oligúria, animal deprimido (sono), hiporexia. 
a) Febre séptica: relacionada a processo infeccioso. 
b) Febre asséptica: queimaduras, traumas, medicação, 
vacinação, processos alérgicos. 
c) Febre neurogênica: convulsão. 
 
ESPÉCIE/ADULTO BATIMENTOS CARDÍACOS/MIN 
CÃES 60 – 160 
GATOS 120 – 240 
EQUINOS 28 – 40 
BOVINOS 60 – 80 
CAPRINOS 95 – 120 
OVINOS 90 – 115 
AUSCULTAÇÃO CARDÍACA -> FC: 60 – 160 bpm. 
AUSCULTAÇÃO RESPIRATÓRIA -> FC: 18 – 36 mpm. 
ESPÉCIE/ADULTO MOVIMENTOS RESPIRATÓRIOS/MIN 
CÃES 18 – 36 
GATOS 20 – 40 
EQUINOS 8 - 16 
BOVINOS 10 - 30 
CAPRINOS 20 - 30 
OVINOS 20 – 30 
–
Nota-se o tempo que demora para a palidez provocada pela 
impressão digital na mucosa volte a cor antes da compressão. 
 1 – 2 segundos. 
 : 2 – 4 segundos. 
 : > 5 segundos. 
Maior tempo de TPC: desidratação ou vasoconstrição 
periférica, associada a baixo débito cardíaco (volume de sangue 
bombeado pelo coração em um minuto). 
 % elasticidade da pele discreta 
ou sem alteração, enoftalmia (retração do globo ocular) 
ausente ou muito discreta, estado geral sem alteração ou 
livremente alterado, apetite preservado/sucção 
geralmente presente, animal alerta e em posição 
quadrupedal. 
 % elasticidade da pele (2 a 4 
segundos), enoftalmia leve e animal ainda alerta. 
 % elasticidade da pele (6 a 10 
segundos), enoftalmia evidente, reflexos palpebrais, 
temperatura das extremidades dos membros, de orelhasHistória clínica 
Sempre que possível obter a real história clínica de quem 
convive com o animal, ou seja, proprietário, caseiro, 
empregada doméstica, treinador. 
Inspeção 
 Observação do animal: andando e em estação. 
 animal que chega ao consultório com queixa de 
claudicação, e não por atropelamento. 
 Sinais de claudicação: 
 tipo? 
 apoio? 
 observar o animal em estação, caminhando, ao trote, 
correndo e ainda andando em círculos (piso áspero ou 
grama). 
 muito tempo claudicando e sem apoiar o membro, o 
animal claudica. 
 Observar o apoio do peso, como o animal senta e levanta. 
 Sinais de cronicidade da doença: atrofia muscular. 
Palpação 
1. O exame geral sem palpar ou tocar na 
região afetada (medo, dor). 
 Palpar os membros sem alterações. 
2. Se possível, sem sedação, palpar o membro 
afetado iniciando sempre pelas regiões 
distais ou proximais caminhando para outra 
extremidade. 
Palpa todos os membros e deixa por último 
o que desconfia da dor. Sente-se a 
crepitação quando tem algo fratura, pode 
crepitar pela idade ou por desgaste, sente-
se a descontinuidade óssea. 
O exame sempre se inicia de distal pata proximal, 
prende o membro para identificar onde está a 
dor. 
Membro torácico 
Distal para proximal, ao iniciar o cotovelo e ombro 
tem que estar parado. 
 Inspeção. 
 Palpação. 
 Palpação. 
 Inspeção. 
 Movimentação. 
 Flexão. 
 Coxins. 
 Região interdigital. 
 Unhas. 
 Examinar todos os dígitos, inclusive a pele interdigital 
e entre os coxins. 
 Palpação. 
 edema. 
 aumento de líquido sinovial. 
 extensão e flexão do carpo. 
 crepitação. 
 movimentos de estresse em extensão, lateral e 
medial. 
 Palpação. 
 crepitação. 
 edema. 
 instabilidade. 
 dor. 
 desvio do eixo ósseo. 
 
 palpação. 
 flexão. 
 extensão. 
 rotação. 
 pronação. 
 supinação. 
 crepitação, dor, aumento do líquido 
sinovial, edema (segurar bem o úmero). 
 Palpação. 
 crepitação, edema, desvio do eixo ósseo, instabilidade, 
dor. 
 
 palpação. 
 extensão caudal. 
 extensão cranial. 
 abdução. 
 adução. 
 edema, dor (estabilizar a escápula e o cotovelo). 
 Palpação 
 instabilidade, edema, dor, movimentação anormal, 
crepitação. 
–
Sempre de distal para proximal, e ao 
iniciar no carpo o cotovelo e ombro devem 
estar imobilizados, depois vai de 
articulação para articulação. Inspecionar 
pele e anexos. 
Observar: crepitação, movimentação 
irregular, dor, edema. 
1. COXIM PALMAR: 
2. CARPO: 
 
3. METACARPO: 
4. RÁDIO E ULNA: 
5. ARTICULAÇÃO DO COTOVELO 
(UMERORADIOULNAR): 
6. ÚMERO:
7. ARTICULAÇÃO DO OMBRO 
(ESCÁPULO-UMERAL):
8. ESCÁPULA:
Membro pélvico 
 Exame igual ao membro anterior, abaixo do carpo. 
 Palpação, edema, efusão, extensão, flexão, movimento de 
lateralidade, crepitação. 
 Igual ao rádio e ulna. 
 
 palpação e extensão. 
 movimento de gaveta: rompimento do ligamento 
cruzado cranial tem movimento de gaveta positivo. 
 deslocamento cranial da tíbia. 
 rotação interna. 
 dor, crepitação, aumento do líquido sinovial, 
movimentação, instabilidade. 
Se tem luxação, tem ruptura de ligamento! 
 manter a patela presa e 
rotacionar o membro medial e lateral. A patela deve ficar 
no lugar. 
 
 
 
 Semelhante ao úmero. 
 Faz palpação. 
 Movimentação anormal, crepitação, sinal de ortolani, 
comprimento do membro, instabilidade. 
 Faz movimento de rotação. 
 Crepitação, movimentação anormal, dor, edema, 
hematomas. 
 Palpação. 
 
 
–
Sempre distal para proximal ossos e 
articulações. Inspecionar pele e anexos. 
Observar: crepitação, movimentação 
irregular, dor, edema. 
1. COXIM PLANTAR:
2. DÍGITOS:
3. METATARSOS:
4. TÍBIA E FÍBULA:
5. JOELHO:
6. FÊMUR:
7. PELVE:
 RX. 
 TC. 
Por que radiografar? 
 Localização anatômica precisa. 
 Inferir acerca de lesões de tecidos moles. 
 Planejamento terapêutico e prognóstico. 
 Detectar doença de base. 
 Esclarecimentos ao cliente. 
Por que classificar? 
 Cirurgia. 
 Imobilização não cirúrgica. 
 Amputação. 
 
 
 
 
 07. 
 13. 
 07. 
 03. 
 6-20. 
Entre as vértebras temos os discos 
intervertebrais, quando esse disco sobe ele rela na 
medula, sendo uma hérnia de disco ou discopatia. 
Animal claudicando tem que fazer exame 
neurológico e ortopédico junto. 
 
Duas questões importantes para serem respondidas pelo 
exame neurológico: 
1. O paciente apresenta alguma lesão neurológica? 
2. Caso afirmativo, onde se localiza a lesão? 
Exame neurológico – exame com sequência coerente 
e padronizado. 
 
 
Os nervos saem da medula espinhal, chegando no 
músculo que tem uma junção neuromuscular que 
libera acetilcolina para fazer a contração e 
movimentação. 
 
1. 
2. 
3. 
4. 
5. 
6. 
Estado mental 
 
 
 
 quando o animal não está em coma, porém não 
responde a estímulos, só responde a estímulos dolorosos.
 não responde a estímulos dolorosos.
 
Estado 
mental 
Estado do 
animal 
Resposta a 
estímulos 
Local da 
lesão 
obtundação 
deprimido, 
letárgico, 
desinteressado 
em atividades 
espontâneas. 
pode ser 
despertado 
com 
estímulos 
fracos 
tipicamente 
em 
prosencéfalo 
estupor 
não 
consciente, 
porém pode 
ser 
despertado 
pode ser 
despertado 
com 
estímulos 
fortes 
tipicamente 
em tronco 
cerebral ou 
prosencéfalo 
difuso. 
comatoso inconsciente 
a 
inconsciência 
persiste 
mesmo após 
a aplicação 
de estímulo 
forte 
tronco 
cerebral ou 
prosencéfalo 
difuso 
 
 
Avaliado quando animal se move 
livremente, colocar animal em posições 
diferentes e observar como volta ao normal. 
1. posição dos olhos e da cabeça em relação ao 
corpo. 
2. posição do corpo com respeito à força da 
gravidade. 
 
 lesão medular entre T3 e T4. 
Extensão membros torácico, opistótono e paralisia flácida 
dos membros pélvicos.
 pressiona a cabeça na parede. 
 (rigidez 04 membros – 
lesão tronco cerebral) -> membros pélvicos 
também estão rígidos. 
 
3. depende primariamente dos centros 
troncosencefálicos. 
 dificuldade de andar, mas se move.
 não consegue se movimentar. 
 dificuldade em se locomover.
 : perde a profundidade quando vai andar. 
 mancar. 
 
Termos semiológicos 
 1 membro (monoplegia ou monoparesia) 
 2 membros do mesmo lado (lado direito ou lado 
esquerdo) 
 2 membros pélvicos. 
 4 membros. 
ATAXIA: é a incoordenação, podendo ser sensorial, 
vestibular ou cerebelar. 
 é no vestíbulo. 
 
 
 
 
 é avaliado se o animal pode 
reconhecer o posicionamento de seus 
membros no espaço: 
 
 
 
 
 
 
 avaliar a integridade dos 
componentes sensitivos e motores de um 
reflexo em particular. São respostas 
involuntárias, automáticas e imediata 
frente a um estímulo. 
Neurônio Motor Superior NMS - tem o corpo 
celular e seus dendritos na substância cinzenta 
do encéfalo, constituindo o córtex cerebral. Seus 
axônios mielínicos formam caminhos 
descendentes que correm através da matéria 
branca medular, que está na parte central e 
transmite impulsos moderadores para os 
neurônios motores inferiores (NMI), localizados 
na medula espinhal. 
 
 avaliados pela palpação e 
movimentação meticulosa de cada membro 
em diferentes amplitudes: 
 reflexos espinhais normais a 
exacerbados – doença em NMS. 
 reflexos espinhais diminuídos ou 
ausentes – doença em NMI. 
MEMBRO TORÁCICO 
 Reflexo de retirada do MT. 
 Reflexo do bíceps. 
 Reflexo do tríceps. 
 
 
MEMBRO PÉLVICO 
 Reflexo de retirada do MP. 
 Reflexo patelar. 
 Reflexo gastrocnêmico. 
 
 
 
 
 Reflexo perineal. 
 Reflexo cutâneo do tronco (panículo). 
 
 
 
Tônus muscular 
– reflexo aumentado, tônus muscular 
aumentado – corpo celular e dendritos no 
encéfalo. 
– reflexo diminuído, tônus muscular 
diminuído – recebem o impulso e estão na 
medula espinhal. 
 
C1 – C5 C6 – T2 T3 – L3 L4 – S1 
NMS 
aumentado 
NMI 
diminuído 
NMS 
aumentado 
NMIdiminuído 
todos os 
membros 
em NMS 
torácico 
NMI 
pélvico 
NMS 
torácico 
normal 
pélvico 
NMS 
torácico 
normal 
pélvico 
NMI 
Percepção sensorial (nocicepção) 
 Avaliação da dor profunda. 
 Avaliação da presença de dor medular cervical e 
toracolombar. 
 
 
 
 
1. 
2. (algodão, ameaça). 
3. (movimenta cabeça do animal para observar 
o movimento do globo ocular). 
4. (movimenta cabeça do animal para observar o 
movimento do globo ocular). 
5. (agulha no pavilhão auricular, canto dos olhos, 
lábios). 
6. (movimenta cabeça do animal para observar o 
movimento do globo ocular). 
 
 
 
7. (observar simetria orelhas). 
8. (audição e equilíbrio animal). 
9. (estimular deglutição, reflexo do vômito. 
10. (vocalização – disfagia). 
11. (atrofia musculatura pescoço). 
12. (tamanho, movimento e a força da língua). 
 
 
Síndrome de horner (miose, ptose, 
enoftalmia e prolapso de terceira 
pálpebra) pode ser rara, mas estudos 
também relatam na DDIV Hansen tipo III). 
 
 
 
 
 
 
 Anamnese. 
 Exame físico. 
 Exame oftalmológico. 
 
1. – lanterna (reflexo pupilar). 
 
2. – teste de fluoresceína. 
 
 
3. 
 
4. 4 4
 Reflexo de ameaça (II e VII pares de nervos cranianos). 
 Reflexo palpebral. 
 Bola de algodão, pista com obstáculo. 
 Oftalmoscópio: assimetria das pupilas. 
 avaliação das estruturas externas, câmara anterior, 
lente, vítreo e retina. (utiliza-se colírio midriático). 
 Cultura e antibiograma, 
 
 
 
 
 
 Teste de Jones. 
 ducto nasolacrimal -> até 5 minutos. 
 
 
 Exame da terceira pálpebra. 
 
 Avaliação dos cílios. 
 
 
 3ª pálpebra – membrana nictante. 
 
 
 diferença no tamanho pupilar dos dois 
olhos. 
 
 inflamação do bordo externo das pálpebras. 
 contração involuntária da pálpebra. 
 inflamação da córnea. 
 opacificação do cristalino. 
 
 eversão da margem palpebral. 
 
 rotação para dentro de parte (ou toda) da 
margem palpebral. 
 
 lacrimejamento involuntário e contínuo devido à 
obstrução nas vias lacrimais. 
 sensibilidade ou intolerância à luz, provocada 
pela luz natural ou artificial. 
 presença de sangue na câmara anterior do olho. 
 
 aumento do tamanho da pupila. 
 diminuição do tamanho da pupila. 
 movimentos rítmicos e involuntários dos 
olhos. 
 edema de conjuntiva. 
 
 inflamação intraocular (câmara anterior).e focinho. Mucosas secas, mantém-se em posição 
quadrupedal e/ou decúbito esternal. Apatia de intensidade 
variável. 
 % marcante da elasticidade da 
pele (>10 segundos), enoftalmia intensa. Extremidades, 
orelhas e focinhos frios, tônus muscular ou ausentes, 
mucosas ressecadas, reflexos muito ou ausentes, 
decúbito lateral e apatia intensa. 
 > % possível óbito. 
 Mucosa oral, ocular, nasal, vaginal, prepucial. 
 Rosadas (normocorada), congestas, hiperêmicas, 
cianóticas, ictéricas, pálidas (hipocorada). 
 
 MUCOSAS ICTÉRICAS: retenção de bilirrubina nos 
tecidos, quebra hemólise). 
 
 
 MUCOSA CONGESTA: septicemia. 
Pálida 
 esbranquiçada. 
 anemia. 
 ecto e endoparasitas, 
hemorragias/choque hipovolêmico. 
 aplasia medular. 
 insuficiência renal. 
 falência circular periférica. 
Congesta ou hiperêmica (febre) 
 avermelhada. 
 permeabilidade vascular. 
 inflamação e/ou infecção local, 
septicemia/bacteremia. 
 congestão pulmonar. 
 endocardite. 
 pericardite traumática. 
Cianótica 
 azulada. 
 transtorno na hematose. 
 anafilaxia, obstrução das vias 
respiratórias e edema pulmonar. 
 insuficiência cardíaca congestiva. 
 pneumopatias. 
 exposição ao frio. 
Ictéricas 
 amarelada. 
 hiperbilirrubina. 
 estase biliar (obstrução), anemia 
hemolítica imune. 
 isoeritrólise neonatal. 
 anemia hemolítica microangiopática (babesiose, 
anaplasmose e hemobartonelose). 
 hepatite tóxica e/ou infecciosa. 
 
 animal normal, ativo. 
 animal consciente, porém inativo. 
 estado no qual o paciente não está 
despertável estando também irresponsivo. 
 estado de não responsividade, do qual o paciente 
só pode ser despertado rapidamente por meio de estímulo 
vigoroso e repetido. 
 
–
Sistema linfático constitui uma via acessória pela qual os 
líquidos podem fluir dos espaços intersticiais para o sangue. 
Com exceção de alguns tecidos (partes superficiais da pele, 
sistema nervoso central, partes mais profundas dos nervos 
periféricos e ossos), quase todos os tecidos corporais 
possuem canais linfáticos que drenam o excesso de líquido 
diretamente dos espaços intersticiais. 
O exame do sistema linfático (vasos linfáticos e linfonodos) é 
importante por participar dos processos patológicos que 
ocorrem nas áreas ou regiões por eles drenadas. A dilatação 
ou hipertrofia anormal dos linfonodos -> ocorre na maioria dos 
processos infecciosos e inflamatórios. 
Deve-se avaliar o tamanho, consistência, sensibilidade, 
mobilidade e a temperatura de todos os linfonodos examináveis 
e sempre bilateralmente. 
 submandibulares, pré-escapulares (cervicais) 
e poplíteos superficiais. inguinais superficiais em cães 
machos. 
 
1. Submandibular. 
2. Pré-escapular. 
3. Poplíteo. 
4. Inguinal (macho). 
 Proteger o examinador, o auxiliar e o animal. 
 Facilitar o exame físico. 
 Evitar fugas e acidentes. 
 Permitir realização de procedimentos. 
 Sempre desconfiar do comportamento do animal. 
 Não manipular o animal antes da observação geral do 
animal e padrão respiratório. 
 Sempre tentar a socialização com o animal. 
 Evitar movimentos bruscos e violentos. 
 Comportamento do animal. 
 Método de abordagem do veterinário. 
 Ambiente. 
 Desconforto causado pelos procedimentos realizados. 
 Mordaças 
 Focinheiras. 
 Colar elisabetano. 
 Cambão. 
 
 Panos. 
 Luvas. 
 Botinhas de esparadrapo. 
Mordaça 
 
 
Contra-indicações 
 Impede o exame da cavidade oral. 
 Deve ser retirada em caso de dificuldade respiratória, 
cianose ou vômito. 
Em estação: um braço sob o pescoço e um sob o abdome. 
Em decúbito lateral: prenda os membros pélvicos e torácicos 
com as mãos, colocando o dedo indicador entre os membros. 
Prenda o cabeça do animal com o antebraço. 
 
 Mais ágeis. 
 Pequenos. 
 Se defendem com unhas e dentes. 
 Territoriais – estresse. 
 Ambiente fechado. 
 
Insuficiência Cardíaca 
As câmaras cardíacas são: átrio direito, átrio esquerdo, 
ventrículo direito e ventrículo esquerdo. O coração possui a 
função de bombear o sangue, pois as células precisam de 
oxigênio e o sangue é o responsável por encaminhar esse 
sangue oxigenado para as células e enviá-lo para o pulmão para 
sofrer a hematose (oxigenação). 
O sangue entra no coração pela veia cava, sendo um sangue 
desoxigenado que chega ao ÁTRIO DIREITO, a partir do 
momento que esse sangue está entrando no átrio direito, a 
valva tricúspide está fechada, preenchendo esse átrio a valva 
tricúspide se abre para a passagem do sangue para o 
ventrículo, para que ocorra essa passagem além da abertura 
da valva tricúspide, o átrio direito tem que sofrer uma sístole 
(contração) e o ventrículo direito uma diástole (relaxamento). 
O sangue passando para o ventrículo direito, esse sangue irá 
preenchê-lo e após esse preenchimento, o ventrículo sofrerá 
uma sístole para ejetar esse sangue para as artérias 
pulmonares que encaminhará para o pulmão, esse sangue que 
a artéria pulmonar está carregando é um sangue 
desoxigenado/venoso (com baixa concentração de oxigênio). 
Chegando no pulmão, esse sangue sofrerá uma hematose, ou 
seja, será oxigenado. Esse sangue venoso sai do pulmão como 
sangue arterial/oxigenado e é carregado pelas veias 
pulmonares e desemboca no ÁTRIO ESQUERDO, o átrio 
sofrerá uma diástole para o sangue preencher a câmara e 
nesse momento a valva bicúspide ou mitral está fechada, 
quando esse sangue preencher toda a câmara, a valva mitral 
irá se abrir possibilitando a passagem desse sangue oxigenado 
para o VENTRÍCULO ESQUERDO, lembrando que, esse 
ventrículo irá sofrer uma diástole para receber esse sangue 
e o átrio esquerdo uma sístole para realizar a passagem desse 
sangue. Após preencher o ventrículo esquerdo, esse sangue 
será ejetado para a artéria aorta que leva esse sangue para 
todo o corpo animal. 
Insuficiência cardíaca congestiva (ICC) 
 um exemplo são os poodles, 
sendo comum esses cachorros terem alteração na valva 
mitral/bicúspide, sendo uma insuficiência cardíaca 
congestiva esquerda, com base nisso, sabemos que esse 
animal apresentará edema pulmonar. 
 comum apresentarem 
insuficiência cardíaca congestiva direita, os sinais 
apresentados são ascite, hepatomegalia, edema de 
membros, esplenomegalia e etc. 
EDEMA PULMONAR = diuréticos! 
Sistema Circulatório de 
Animais de Companhia 
SEMPRE identificar anormalidades, por isso sempre realizar o 
exame físico e a anamnese completa. 
INSPEÇÃO 
PALPAÇÃO 
PERCUSSÃO 
AUSCULTAÇÃO 
Segundo o cardiologista americano Dr. Robert Halim: 
 85% das alterações cardíacas podem ser diagnosticadas 
com um exame físico adequado e boa experiência. 
 15% restantes e gravidade das doenças: exames 
complementares -> ECG (eletrocardiograma), RX torácico, 
Ecocardiografia, Holter...). 
 ECG: cada onda significa uma parte do coração, informa o 
que está acontecendo. 
 ENDOCARDIOGRAMA: ultrassom do coração. 
 HOLTER: grava por 24 horas todo o eletrocardiograma. 
A RESENHA PODE SIM TRAZER INFORMAÇÕES IMPORTANTES, 
COMO: 
1. endocardiose (degeneração mixomatosa) de 
mitral é mais comum em cães, enquanto miocardiopatia 
hipertrófica é mais comum em gatos. 
 cardiomiopatia hipertrófica: o músculo do coração fica 
maior, acontece nos casos de gatos que comem ração 
de cão. 
2. sopro em um filhote – cardiopatia congênita, 
enquanto em um mais velho – adquirida. 
 mais comum em cão idoso pela degeneração 
mixomatosa. 
3. poucos relatos estatísticos. 
4. persistência do ducto arterioso é comum em cães 
da raça poodle, collies; cardiomiopatia arritmogênica do 
boxer; miocardiopatia dilatada em cães de raças grandes; 
degeneração mixomatosa de válvula mitral comum em 
raças pequenas. 
5. região que vive, viagem. 
 Dirofilariose: é o verme do coração, passa por picada 
de mosquito, presente principalmente no litoral. 
 Doença de Chagas. 
 
 
 
Do lado esquerdo, teremos separando o 
átrio esquerdo do ventrículo esquerdoa 
valva bicúspide ou mitral, na insuficiência 
cardíaca congestiva, teremos esse animal 
com edema pulmonar, pois esse sangue que 
está sofrendo um refluxo e indo para a veia 
pulmonar, está aumentando a pressão 
deixando esse vaso hipertenso, esse 
aumento da pressão faz com que o plasma 
(líquido, parte que não possui os elementos 
figurativos, como hemácias e células de 
defesa – leucócitos) extravase para o 
pulmão. 
Nesses casos de refluxo, auscultaremos o 
sopro cardíaco, que é o som do refluxo 
sanguíneo. O cão chega dispneico, ou seja, 
com dificuldade respiratória. 
As raças pequenas estão mais predispostas, 
como poodle. 
Na insuficiência cardíaca direita, é mais 
comum em raças grandes e esse sangue 
voltará para a veia cava, tornando-o um 
sangue hipertenso e aumentando a pressão 
nos órgãos abdominais, isso gera condições 
como hepatomegalia, ascite, edema de 
membros, esplenomegalia e etc. 
 ICCE –> sangue volta para os pulmões (edema pulmonar). 
 ICCD – sangue volta para abdome (efusões - ascite, 
hepato/esplenomegalia). 
 Animal apresenta tosse? – Se sim, em algum momento do 
dia? Após caminhar? Tosse seca ou produtiva? Há 
corrimento nasal? 
 a tosse é um reflexo de quando o coração está tão 
grande e encosta no brônquio, fazendo o animal tossir. 
 Animal apresenta cansaço fácil após caminhar ou 
exercícios? Reluta ao caminhar? Já notou se a língua ficou 
roxa? 
 cansaço fácil pois o coração não está conseguindo 
bombear o sangue direito. 
 Animal já apresentou desmaio? Se sim, como foi? Teve 
algum episódio anterior? 
 se o coração não está conseguindo bombear o sangue 
direito, consequentemente, teremos uma redução de 
oxigênio circulante, faltando oxigênio no cérebro e 
esse animal desmaia. 
 Notou ruído ao respirar? Tem dificuldade para respirar? 
Taquipneia (aumento da frequência respiratória) geralmente 
precede a dispneia (dificuldade respiratória). -> dispneico 
também é taquipneico.. 
F.R. do cão em repouso: menor 30 mpm. 
A taquipneia é o aumento da frequência respiratória, não 
necessariamente esse animal está com dispneia, mas um 
animal dispneico tem taquipneia. 
Comum ver em animais com ICCE -> congestão, edema 
pulmonar. Pode observar também cianose. 
 se tem edema pulmonar esse animal estará 
taquipneico. 
1. DISPNEIA: 
a) alterações vias aéreas superiores. 
 o animal não consegue puxar o ar, tem um ruído e o 
problema é na via aérea superior. 
b) : doenças pulmonares, bronquiais ou 
alveolares, edema pulmonar por ICCE. 
 dificuldade em expulsão o ar. 
c) ICC com efusão pleural concomitante, 
broncopneumonia, edema pulmonar. 
 dificuldade em inspirar e em expulsar esse ar. 
O PUG faz barulho para respirar pois é 
braquicefálico, apresenta uma dispneia 
inspiratória. 
TROCA DE OXIGÊNIO: no edema pulmonar, 
o sangue volta para o pulmão e causa 
uma hipertensão, isso faz com que o 
plasma seja extravasado, através disso, 
não consegue fazer a hematose, sendo 
uma dispneia expiratória. Acomete os 
alvéolos pulmonares. Quando tem um 
edema pulmonar ausculta um ruído no 
pulmão. 
2. POSIÇÃO ORTOPNÉICA: animal sentado, com membros 
torácicos estendidos, cabeça esticada com narinas 
dilatadas – face de angústia. 
 cabeça alta, boca aberta e membros afastados. 
 
3. TOSSE: ato reflexo por estimulação da faringe, traqueia, 
brônquio, bronquíolos, pleura, pericárdio e diafragma. 
 Por ex: compressão brônquio principal esquerdo por 
degeneração mixomatosa da valva mitral, aumento 
pressão venosa pulmonar por ICCE. 
 Tosse cardíaca – seca e ruidosa. Após exercícios, 
durante a noite. A tosse cardíaca é crônica. 
O músculo do coração trabalha mais 
para mandar o oxigênio para o corpo, 
pois o sangue está voltando, para 
compensar, o coração bate mais forte 
causando uma HIPERTROFIA, podendo 
dessa forma, tocar em uma árvore 
brônquica do pulmão. 
 Tosse produtiva – brônquios? Pneumonia? A tosse 
produtiva é sugestiva de uma infecção, como 
pneumonia. 
4. ASCITE: Acúmulo de líquido no abdome. 
 ICCD (congênitas, adquiridas) ou secundária à efusões 
ou tamponamento cardíaco (aumento pressão 
intrapericárdica). 
 Causa cardíaca –> acúmulo lento e crônico. 
 Pacientes com ascite -> taquipneia e dispneia. Realizar 
abdominocentese e análise do líquido ascítico. 
5. SÍNCOPE: perda súbita ou transitória da consciência e 
tônus postural -> baixo fornecimento O2 ao cérebro. 
 É um desmaio pela falta de oxigênio. 
 Suas causas, são: 
a) : congênita (estenose subaórtica, pulmonar, 
tetralogia de Fallot), adquirida (doença mixomatosa da 
mitral, arritmias (bradiarritmias ou taquiarritmias). 
b) :colapso de traqueia, distúrbios 
neurológicos, hipoglicemia, anemia, hemorragia, 
síncope vasovagal, transtornos metabólicos. 
6. EMAGRECIMENTO PROGRESSIVO: cardiopatas crônicos – 
alterações metabólicas com aumento do catabolismo. 
PODEM SER QUEIXAS PRINCIPAIS DO TUTOR: TOSSE, 
DISPNÉIA, SÍNCOPE, ASCITE, PERDA DE PESO. 
1. 
 -> postura (ortopneica), padrão respiratório 
(se está dispneico ou não). 
 Verificar se necessita de algum auxílio -> por ex: 
oxigenioterapia. 
2. 
 Cabeça => Pescoço => Tórax => Abdome. 
a) CABEÇA: simetria, narinas (secreção, umidade), 
mucosas ocular (coloração – normocoradas/pálidas/ 
hipocoradas/ictéricas/congestas/cianóticas) e oral 
(coloração e TPC - tempo de preenchimento capilar – 
2 segundos), linfonodos submandibulares (tamanho, 
simetria, sensibilidade). 
b) PESCOÇO: inspeção de aumento de volume, pulso 
jugular, reflexo de tosse – leve pressão na traqueia, 
linfonodos pré escapulares (tamanho, simetria, 
sensibilidade). 
c) TÓRAX: auscultação cardíaca. 
1º PASSO: estetoscópio, ambiente tranquilo e sem ruídos 
(conversas). 
2º PASSO: localização do do 
lado esquerdo do tórax. É o ponto de máxima intensidade 
cardíaca – ponto de ausculta do foco valvar mitral.. 
ª 
º
º º
º
º
As bulhas cardíacas são o fechamento das valvas, quando 
fecha a mitral e a tricúspide são as bulhas cardíacas. 
 : fechamento das valvas atrioventriculares 
mitral e tricúspide. 
 : fechamento das valvas semilunares 
aórticas e pulmonares. 
 : baixa frequência, difícil auscultação em pequenos 
animais, é o preenchimento ventricular anormal. ´som de 
galope’, ausculta em equinos. 
O sangue do átrio direito e átrio esquerdo 
passam juntos, as valvas 
consequentemente, fecham juntas (mitral e 
tricúspide), as bulhas cardíacas desse 
fechamento auscultamos como “TUM”. 
O “TÁ” é o fechamento das valvas aórtica e 
pulmonar. O “TUM” e o “TÁ” são durante a 
sístole. 
 
É a turbulência durante o ciclo cardíaco. 
É um refluxo sanguíneo, o sopro anêmico é quando o sangue 
está tão fino que sofre uma turbulação quando ocorre a sua 
passagem. 
Temos seis graus de sopro cardíaco: 
 sopro suave, detectado após longo período de 
auscultação. 
 sopro suave, auscultado em foco valvar (PAM 
345). 
 : sopro intensidade leve a moderada. 
 : sopro intensidade moderada a grave. 
 : sopro claro à ausculta, com frêmito palpável, 
enquanto ausculta você sente o sopro na mão em cima do 
foco valvar. 
 : sopro grave, com frémito detectável e 
auscultado mesmo com estetoscópio afastado do tórax. 
Com relação ao ciclo: 
 sopro sistólico (regurgitação mitral e tricúspide). 
 sopro diastólico (regurgitação aórtica ou pulmonar). 
 sístole e diástole (persistência ducto arterioso). 
Foco de origem: aórtico, pulmonar, mitral ou tricúspide. 
1. Sopro holossistólico – degeneração valvar mixomatosa. 
2. Sopro em diamante – estenoses valvar. 
3. Sopro contínuo ou de maquinaria – persistência do ducto 
arterioso. 
4. Sopro inocente - sem cardiopatia, aumento força ejeção 
ventricular. 
5. Sopro fisiológico – processos febris, anemia, bradicardia 
extrema. 
Auscultação junto com determinação do pulso femoral. Déficit 
do pulso está associado à arritmia. 
 Pulso – hipercinético (mais proeminente) e 
hipocinéticos (fracos). 
 Relação: 1 batimento : 1 pulso palpável 
Coloca a mão na femoral, o pulso tem que estar no 
ritmo cardíaco, se não acontece junto você nota uma 
arritmia. 
FC cães: 60 a 180 bpm (230 bpm neonatos) 
FC felinos: 140 a 240 bpm 
Som das bulhas: normofonéticas, hiperfonéticas ou 
hipofonéticas 
 Normofonéticas: som normal (bulhas cardíacas 
normofonéticas). 
 Hiperfonético: som alto, animal magro. 
 Hipofonético: som mais baixo/longe, casos de efusão 
pericárdica. 
Sistema Respiratório 
ESQUELETO TORÁCICO: costelas, esterno e coluna vertebral. 
 
Tem 13 pares de costelas, a traqueia faz parte e uma das 
doenças que podem acomete-la é o colapso de traqueia ou 
estenose de traqueia. Se o animal tiver uma alteração na 
traqueia ele terá uma dispneia inspiratória, tendo 
ronco/barulho durante a inspiração. No caso de dispneia 
expiratória, é quando o problema está na hematose. 
A última costela é flutuante, no animal você começa a contar 
da última costela, ou seja, de caudal para cranial para chegar 
nas primeiras costelas. 
Para contar e chegar na valva mitral, iremos no 5º espaço 
intercostal, porém, conseguimos acha-la pelo toque do choque 
precordial cardíaco, pelo PAM 345. 
 Individual ou coletivo? 
 a primeira coisa na anamnese durante a análise do 
sistema respiratório, analisamos se tem mais cães na 
casa, dessa forma, podemos saber se tem mais cães 
com o mesmo problema ou se só ele que apresenta 
esse sinal clínico. 
 Se o problema for no coração e por isso está 
tossindo, o problema é individual, porém, se outros 
tiverem acometidos pode ser um processo infeccioso. 
 Início do processo? – evolução rápida ou lenta, 
progressiva? 
 analisar o início do processo, se teve uma evolução 
rápida ou lenta, se é progressiva. 
 Tratamento anteriores? Se sim – quais, houve melhora? 
 Corrimento nasal, espirro, tosse, fadiga durante exercício, 
taquipnéia, dispnéia. 
Realiza-se anamnese junto com cardíaco. Faz a anamnese 
cardiopulmonar. 
Observar lesões, modificações de colorações e umidade, 
procurar úlceras, pólipos, tumores, corpos estranhos. 
 unilateral ou bilateral. Seroso, 
mucoso, purulento ou hemorrágico. 
 seca (vias aéreas superiores) ou úmida/produtiva 
(por ex: broncopneumonias) - reflexo da tosse. 
A inspeção nasal é realizada visual, verifica-se a narina, se 
tem alguma úlcera, um pólipo (tipo um tumor só que de 
menor tamanho), corrimento nasal. Se tiver corrimento nas 
duas narinas, pode ser geral, agora se for em apenas uma 
das narinas, significa que o processo é local, mas se for 
geral pode estar vindo de dentro. 
: toracoabdominal (a respiração normal de 
um cão e gato é toracoabdominal, o tórax e a barriga 
expandem juntos, se tem um problema torácico relevante, 
você só vê a respiração abdominal, significa que algo está 
atrapalhando o tórax). 
Quando se tem processos torácicos relevantes – mais 
abdominal. 
olhar animal sem muita manipulação. Animal dispneico não 
irritar mais ele, evitar a manipulação excessiva deste animal, 
se o animal for atropelado é necessário a palpação do tórax, 
pois pode ter uma crepitação, por causa de um enfisema (ar 
no subcutâneo), quando aperta parece que tem uma espuma 
no lugar. 
: fratura costela, aumento de volume, 
enfisema de subcutâneo. 
: definição de áreas cardíacas e pulmonares 
- difícil pelo tamanho do animal (mais utilizado em grande porte). 
 Taquipneia (febre, dor, agitação – aumento da frequência 
respiratória). 
 Bradipneia (SNC, próximo à morte, baixa respiração). 
 Apneia (ausência de respiração). 
 
 Eupneia (é o animal respirando normal). 
 Dispneia (dificuldade respiratória, o som que ausculta 
durante uma dispneia inspiratória é o estertor). 
 Hiperpneia (você percebe o aumento da amplitude 
respiratória, o tórax quase não expande, dificuldade 
expansão da caixa torácica - pneumotórax). 
1. – alterações vias aéreas superiores. 
2. – doenças pulmonares, bronquiais ou 
alveolares, edema pulmonar por ICCE. 
3. – ICC com efusão pleural concomitante, 
broncopneumonia, edema pulmonar. 
Palpar todas as partes externas do sistema respiratório a 
procura de: depressões (afundamento osso nasal, fratura de 
costela), palpar espaço intercostais (inflamação). 
 
FLAIL CHEST: fratura de costela, perde a sustentação, é 
quando o peito fica em movimento. 
 Em pequenos animais: dígito digital. 
 Craniocaudal e dorsoventral. 
 Na área torácica mais central: som claro. 
 Limite posterior: timpânico ou submaciço. 
 Região inferior: som submaciço. 
 
 
 
PATOLÓGICOS: 
 Ampliação área da percussão – enfisema pulmonar. 
 Som metálico – maior quantidade de ar: pneumotórax, 
hérnia diafragmática. 
 Maciço ou submaciço – área central – edema pulmonar, 
pneumonia (preenchimento com líquido, compressão 
pulmonar). 
 Linha de percussão horizontal – som claro para maciço 
ou submaciço em linha reta – líquido na cavidade. 
AUSCULTAÇÃO PULMONAR 
Animal em estação e em repouso, ausculta-se todo o tórax: 
frente para trás, e de cima para baixo. – 2 movimentos 
respiratórios em cada. 
RUÍDOS NORMAIS 
 Ruído laringotraqueal – vibração parede laringo e traqueia 
(região traqueia cervical). 
 Ruído traqueobrônquico – ruído rude, terço anterior do 
tórax. Produzido pela passagem de ar pelos brônquios. 
 Ruído bronco bronquiolar – ruído suave, terço posteriores 
do tórax – inspiração. Vibração das paredes dos brônquios 
menores e bronquíolos. 
 Sons aumentados ou diminuídos: animais magros, obesos, 
pêlo curto ou longo –fisiológico. 
PATOLÓGICO 
 Pneumotórax, efusões pleurais: diminuição ruído 
traqueobrônquico e bronco bronquiolar. 
RUÍDOS PATOLÓGICOS 
 : líquido interior dos brônquios, som 
como soprar ar em líquido. Edema pulmonar, 
broncopneumia. 
 : som como estourar pequenas bolhas, 
esfregar cabelo próximo orelha. Edema pulmonar, 
pneumonia, enfisema pulmonar. 
 : chiado ou assovio. Estreitamento vias aéreas. 
Compressão de traqueia, estenose de laringe ou bronquite 
(expiração). 
 ruído grave, alta intensidade. Produzido pela 
vibração de secreções viscosas. Broncopneumonia (tórax) 
ou laringite. 
 esfregar duas folhas de papel. Pleurite. 
 
 HEMOTÓRAX: presença de sangue na cavidade 
torácica. Faz uma toracocentese. 
 PNEUMOTÓRAX: é quando tem ar livre na cavidade 
pleural. 
 EFUSÃO PLEURAL: líquido livre na cavidade torácica. 
 MUCOSA CIANÓTICA: excesso de CO2 (gás carbônico). 
Sistema Digestório 
1. ingestão de alimento normal. 
2. come mais. 
3. comendo pouco. 
4. não come nada. 
5. quando come algo 
errado, que não é comum. Ex. cão comendo pedra. 
6. dificuldade na deglutição. 
7. 
8. 
9. 
10. 
 
 
 AD LIBITUM: come à vontade e água também. 
 alterações congênitas (fissura palatina), 
alterações alimentação, doenças infecciosas, corpo 
estranho, verminoses. 
 Fissura palatina: céu da boca aberto. 
 Doenças infecciosas: cinomose, parvovírus – depois 
de um ano o cão não tem mais a doença, no caso, os 
sinais clínicos – e etc). 
 doenças inflamatórias, neoplasias em 
idosos. 
 Pastor Alemão (Insuficiência Pancreática Exócrina). 
 nos ácinos pancreáticos, temos a função exócrina do 
pâncreas, no caso da insuficiência pancreática 
exócrina, temos uma alteração na produção de suco 
pancreático, esse suco pancreático faz a 
emulsificação da gordura, ou seja, possibilita a sua 
digestão, se não tem esse suco pancreático, não 
digere a gordura e o animal apresenta esteatorreia, 
que é a gordura nas fezes, essas fezes ficam 
amolecidas como diarreia. Sem digestão não absorve 
nada, então o pelo fica seco, sem brilho e caquético. 
 : ingestão de alimentos diferente em cada fase. 
 Ingestão de petiscos? 
 muitas pessoas acham que não tem problema dar um 
pouco de chocolate para o cachorro, o animal pode 
apresentar êmese (vômito), diarreia, anorexia, 
disquezia (dificuldade em defecar). 
 Época do ano (datas festivas). 
 Crianças na casa? 
Deve-se diminuir o grau de ansiedade do tutor. Quais as 
principais queixas???? Comoperguntar??? 
A semiologia serve para identificar o 
problema, para isso precisa da inspeção. 
 
A anamnese completa e o exame físico completa proporciona 
a identificação de anormalidades, utilizaremos a: inspeção, 
palpação, percussão, auscultação e olfação. 
 Observar o paciente: andar, marcha, postura. 
 Estado nutricional – normal, obeso, magro. 
 Pelame, déficit massa muscular. 
Cabeça => Pescoço => Tórax => Abdome 
 Exame Físico Padrão -> observar todos os sistemas. 
 Inspeção cavidade oral e palpação abdominal. 
 Odor alterado, desagradável ou fétido do ar expirado. 
 doença periodontal (placas bacterianas), corpos 
estranhos impactados cavidade oral ou outras regiões. 
 : alterações renais. 
 : cetoacidose (diabetes). 
 
AZOTEMIA: aumenta a creatinina e ureia na 
corrente sanguínea, se junto com os sinais 
clínicos tem halitose e úlcera é uremia. 
UREMIA: creatinina e ureia que são 
compostos nitrogenados, estão altos quando 
tem alterações renais, na corrente 
sanguínea. Os sinais clínicos é halitose 
urêmica e úlcera. 
 Dificuldade de apreensão, mastigação, engasgos, sialorreia 
(salivação excessiva) e apetite voraz. 
 Deve ser realizado cuidadosamente INSPEÇÃO CAVIDADE 
ORAL, PALPAÇÃO REGIÃO CERVICAL. 
 Pode ser necessário fazer animal alimentar-se durante 
exame para observar deglutição. 
 Eliminação retrógrada e passiva (sem esforços 
abdominais) do conteúdo esofágico. Antes da entrada 
alimento no estômago. 
 alterações esôfago, laringe, faringe. 
Megaesôfago, corpos estranhos esofágicos. 
 Deve-se saber: conteúdo (líquido ou sólido), frequência, 
quanto tempo após ingestão alimento. 
 Observar outros sinais associados: histórico, exame físico, 
condição corporal, tosse, dispneia, sialorreia. 
 radiografia e endoscopia. 
 
 
 Ejeção forçada de conteúdo gástrico e, ocasionalmente, 
duodenal, pela boca. É um reflexo complexo controlado pelo 
centro emético e requer a atuação combinada das 
atividades gastrointestinal, muscular, respiratória e 
neurológica. 
 REGURGITAÇÃO X VÔMITO (mímica do vômito). 
No vômito tem a mímica do vômito, que é a 
forma ativa, ou seja, faz a força para 
expulsão, a mímica são sinais prodrômicos, 
que o indivíduo sabe quando vai vomitar, 
são sinais que antecedem o vômito. 
 REGURGITAÇÃO VÔMITO 
Sinais 
prodrômicos 
ausentes presentes 
Mímica do vômito ausente presente 
Atividade 
muscular 
abdominal 
ausente 
(processo 
passivo) 
presente 
(processo ativo) 
Relação com 
ingestão 
variável variável 
Conteúdo 
alimentar 
não digerido variável 
Formato bolo ou tubular 
variável (não 
tubular) 
Muco 
pode estar 
presente 
pode estar 
presente 
Sangue 
rara (ulcerações 
ou neoplasias) 
pode estar 
presente 
Bile não 
pode estar 
presente 
pH do material 
eliminado 
alcalino 
variável (pode ser 
alcalino) 
 Inquietação ou ansiedade. 
 Náusea (salivação, lambedura dos lábios e deglutições 
repetidas). 
 Aumento da frequência respiratória e superficialização 
dos movimentos respiratórios. 
 Contrações abdominais rítmicas e repetidas. 
 Extensão do pescoço, abertura da boca e expulsão do 
conteúdo gástrico (pode haver sons característicos). 
HEMATÊMESE: sangue no vômito. 
 
 
 –> até 2 semanas de duração (indiscrição 
alimentar, mudança dieta, gastroenterite viral, 
pancreatite, C.E. 
 -> + de 2 semanas de duração (secundário 
doença metabólica, degenerativa ou inflamatória crônica). 
 – presença de sangue no vômito (ulceração 
ou erosão gastroduodenal) – gastrite aguda, úlcera 
gástrica medicamentosa, neoplasia, corpos estranhos (C.E.) 
 exames laboratoriais, 
diagnóstico por imagem (RX, US, endoscopia), celiotomia 
exploratória (cirurgia), histopatológico. 
MEDICAMENTOS PROIBIDOS: paracetamol (em gatos provoca 
úlcera gástrica), diclofenaco. 
Passagem de fezes dificultada, infrequente ou ausente, 
caracterizada pelo esforço ao defecar e retenção de fezes 
secas e endurecidas no cólon e reto. 
 administração de determinadas drogas 
(fenotiazínicos, opióides, anti-histamínicos); 
comportamentais ou ambientais, dietéticas (dietas ricas 
em fibras para animais desidratados); obstrução 
intraluminal (tumores ou corpos estranhos) ou extraluminal 
(prostatomegalia); doenças neuromusculares, desidratação 
grave, megacolon, fraturas pélvicas, doenças ósseas 
degenerativas (displasia coxofemoral), doenças de disco 
intervertebral. 
 DIFICULDADE EM ELIMINAR AS FEZES! 
 Gatos tem predisposição a fezes secas, pois não gostam 
de tomar água. 
Incapacidade de controlar a eliminação das fezes. Usualmente 
é acompanhada pelo relaxamento do esfíncter anal e a 
descarga de material fecal ocorre a intervalos não regulares. 
 : doenças neuromusculares (S1 a S3). 
 Diferente de urgência em defecar (retocolites - diarreia). 
 Tenesmo e disquezia estão dentro de constipação. 
: esforços improdutivos e repetidos de defecação. 
: defecação dolorosa. 
 : lesão obstrutiva ou inflamatória do reto ou cólon 
distais -> colites e retocolites, constipação, hérnias 
perianais e doença prostática, tumores anais, obstrução 
uretral em gatos. 
 : Em geral, o animal que faz força e se agacha depois 
da defecação apresenta doença inflamatória ou irritativa, 
enquanto aquele que apresenta o tenesmo antes da 
defecação provavelmente sofre de obstrução, 
constipação ou diminuição da motilidade. 
 inspeção anus, região perianal, palpação 
abdominal e anal. 
: presença de sangue vivo nas fezes. 
: coloração escura das fezes, resultante da presença 
de sangue digerido. (Esse escurecimento resulta da oxidação 
da hemoglobina em hematina). 
 
: lesões hemorrágicas focais no cólon distal, 
reto e região do períneo, frequentemente estão associadas 
ao tenesmo e disquezia. 
: sangramentos gástrico e/ou duodenal, deglutição de 
sangue proveniente de lesões hemorrágicas na boca, nos 
lábios, nos dentes, na faringe e no trato respiratório. 
Aumento anormal do volume fecal, da frequência de 
defecação e do conteúdo de líquido nas fezes. -> alterações 
podem ocorrer simultânea ou isoladamente. A causa mais 
comum é a disbiose (troca da microbiota intestinal, aumentando 
a motilidade). 
Doença intestinal primária (parasitismo, distúrbios 
inflamatórios ou infecciosos, neoplasias), distúrbios hepáticos 
ou pancreáticos (interfiram processos de absorção e digestão 
de alimentos), reações adversas à dieta, doenças sistêmicas 
(insuficiência renal, hipoadrenocorticismo) administração de 
drogas (antibióticos). 
Diarreia é um sinal clínico comum a 
inúmeras doenças. 
Diferenciação entre as causas banais e autolimitantes, 
daquelas que exigem maiores esforços de diagnóstico ou 
terapia imediata. 
Essa diferenciação deverá ser o objetivo da avaliação 
semiológica do paciente. 
 persistem por até duas semanas, 
geralmente são autolimitantes e respondem a 
tratamentos de suporte e sintomático. 
 persistem por períodos mais longos, 
refratárias aos tratamentos convencionais. 
ANAMNESE + EXAME FÍSICO METICULOSO 
Pela anamnese e exame físico conseguimos 
saber se é de origem do intestino delgado 
ou grosso. 
A giárdia, por exemplo, a diarreia é do 
intestino delgado. 
Intestino delgado diminui a absorção de 
nutrientes e água. No intestino grosso 
ocorre a formação do bolo fecal e a 
reabsorção de água. 
O animal se desidrata em diarreias de 
intestino delgado. Quando o animal 
apresenta vômito mais diarreia é intestino 
delgado. 
Hematoquezia, disquezia e tenesmo são do 
intestino grosso. 
Decorrentes do acúmulo de substâncias osmoticamente ativas 
(carboidratos, fosfatos e ácidos graxos) na luz intestinal, 
secundário a má digestão ou má absorção de alimentos. 
 Principal característica da diarreia osmótica -> 
interrupção com o jejum. 
 : evolução crônica - parasitismo de intestino 
delgado (casos de giardíase, por exemplo), doenças 
inflamatórias crónicas (enterite eosinofílica, linfocítica-
plasmocitária), linfangiectasia, linfoma do trato digestório,alterações anatômicas, corpos estranhos, insuficiência 
pancreática exócrina (IPE) ou deficiências enzimáticas e de 
fatores de transporte de nutrientes. 
Aumento da secreção de líquido por células indiferenciadas das 
criptas intestinais para a luz intestinal. 
: desencadeada por toxinas bacterianas (E. coli, 
Salmonella, Clostridium perfringens), estimulação 
parassimpática (distensão de alças intestinais, processos 
dolorosos intraabdominais), além de mediadores de inflamação 
e hormônios gastrointestinais 
Aquosa e clara, não cessando com o jejum. 
Aumento da pressão hidrostática dentro da parede intestinal 
(enterites e linfangiectasia intestinal) ou externa a ela, como 
na insuficiência cardíaca congestiva e a hipertensão portal. 
A dor abdominal é vista na palpação e a 
distensão abdominal pode ser ascite, 
esplenomegalia (é o aumento do baço do 
lado esquerdo). 
Dor abdominal pode ter origem no trato digestório ou em 
outros órgãos, inclusive o peritônio. 
: Distensão do estômago, intestino, útero, vesícula biliar 
ou urinária, inflamação peritoneal (peritonites), rupturas de 
vísceras e distúrbios vasculares (tromboses). Inflamação e a 
distensão de órgãos parenquimatosos - fígado, pâncreas e 
rins. Dores referidas (origem extra-abdominal) - afecções de 
coluna; dores metabólicas, endógenas (alergias) ou exógenas 
(tóxicas); ou biológicas (picada de cobra ou insetos). 
Aumento do contorno abdominal. 
: Prenhez, hepatomegalia, csplenomegalia, cistos 
abdominais, dilatação gástrica por gás, obstrução intestinal, 
pcritonite, obesidade, retenção de fezes, ascite. 
Caracterizada pela coloração amarelada da pele, mucosas e 
esclera decorrente do acúmulo de bilirrubina nos tecidos. A 
bilirrubina é um pigmento derivado da hemoglobina. 
A hemácia tem o grupo heme e ferro, o grupo heme 
(hemoglobina e dentro dela tem a bilirrubina), se tiver alguma 
doença, como tristeza parasitária bovina, a babesia entra 
através da picada do carrapato e começa a fazer babesias 
que irão romper a hemácia, quando rompe a hemoglobina sai 
o grupo heme e o ferro na corrente sanguínea, e com isso, 
libera a bilirrubina. 
A babesia causa hemólise e acumula várias bilirrubinas, esse 
pigmento se deposita na mucosa em cor amarela, dando a 
icterícia. A bilirrubina é produzida pelo fígado, cães com 
leptospirose (bactéria que entra por mucosa e causa lesão 
hepática), vai ter um aumento da bilirrubina na mucosa, a 
bilirrubina depois que é produzida será armazenada na vesícula 
biliar, se tem um problema na vesícula biliar, gera a icterícia. 
: doenças hemolíticas - babesiose (icterícia pré-
hepática), doenças hepáticas - leptospirose (icterícia intra-
hepática), obstruções ao fluxo biliar (icterícia pós-hepática). 
1. Peso: condição nutricional. 
2. Temperatura: 
 Hipertermia (ex. infecciosos, como parvovírus). 
 Hipotermia (ex. sepse) 
3. Função cardíaca e respiratória: por exemplo, a ruptura 
diafragmática. 
 em casos de ruptura diafragmática, os órgãos 
abdominais vão para o tórax, alterando esses 
parâmetros. 
Avaliação mucosas, lábios, gengiva, palato mole, língua e dentes. 
 Lesões, fístulas, úlceras, massas, cálculos dentários. 
 Em alguns casos necessita de contenção química – 
inspeção cavidade oral (p. ex: suspeita de corpo estranho 
linear em gatos). 
 Palpação externa da faringe. 
 
 
Avaliação das glândulas salivares (halitose, sialorréia ou 
ptialismo). 
 Verificar: mucocele = (trauma, C.E., sialólito). 
 MUCOCELE: consistência flutuante. 
 
 
 
 
RESUMO: 
 HÁLITO: normal, odor ácido ou azedo (possível má digestão), 
urêmico (doença renal), pútrido (resíduos alimentares, 
cáries, gastrite, etc), odor de maça verde (cetoacidose). 
 MUCOSA ORAL: coloração, umidade, presença de lesões 
(ulcerações), corpos estranhos, massas. 
 GENGIVAS: inflamação, ulceração, corpos estranhos ou 
massas. 
 DENTES: posicionamento, oclusão, coloração, qualidade do 
esmalte, presença de fraturas ou cálculos (tártaro). 
 LÍNGUA: mobilidade, consistência, presença de lesões, 
massas, corpos estranhos na base da língua. 
 PALATO DURO OU MOLE: presença de lesões, corpos 
estranhos, palato mole excessivamente longo, fissura 
palatina. 
 FARINGE E TONSILAS: inflamação, secreção purulenta, 
massas, corpos estranhos, simetria. 
Transporte de ingesta e líquidos da cavidade oral ao abdome. 
 Cervical, torácico e abdominal. 
 Distúrbios de motilidade (megaesôfago). 
 Distúrbios obstrutivos (C.E., neoplasias). 
 Distúrbios Inflamatórios (esofagite, divertículos). 
 Regurgitação, disfagia, odinofagia (dor deglutição), 
deglutições repetidas, engasgos, salivação excessiva. 
 Exames: radiografia e endoscopia. 
Regiões epigástrica, mesogástrica e hipogástrica. 
 Dorsal, medial e ventral. Região epigástrica: cranialmente 
pelo diafragma até 13ª costela. Fígado, 
estômago,pâncreas, rins e baço. 
 Região mesogástrica: última costela até crista ilíaca. 
Intestinos, ovários, ureter. 
 Região hipogastrica: da mesográstrica até limite inferior 
do abdome. Bexiga, próstata, uretra e reto. 
 
 Inspeção direta, palpação, percussão, ausculta, exames 
complementares: avaliação do fluido abdominal e técnicas 
de imagem. 
 RIM ESQUERDO É MAIS CRANIAL. 
 PROLAPSO ANAL E RETAL: animal com muito verme, pois 
aumenta a motilidade. 
 
 Percussão (decúbito dorsal ou lateral): som gerado pela 
percussão vai depender do conteúdo abdominal. Quando 
realizada sobre um órgão que contém ar (intestino, 
estômago), o som é claro a timpânico e, sobre órgãos 
maciços (fígado, baço), o som é mate ou maciço. 
 Auscultação: ruídos próprios do TGI – borborigmos 
(deslocamento de gás e líquido no tubo gastrointestinal). 
 Trato GI vazio: ausentes. 
 Durante o processo de digestão: ruídos ininterruptos, 
baixos e pouco intensos. 
 Borborigmos frequentes, fortes e com ruídos 
variáveis indicam motilidade intensa. 
 Obstruções intestinais: ruído exagerado e por vezes 
sibilantes. 
 Peritonites e inflamações crônicas: ruídos de atrito. 
 Na prenhez adiantada: ruídos cardíacos do(s) 
coração(ões) do(s) feto(s). 
 Prova de Ondulação (Baloteamento): posiciona-se atrás do 
animal, coloca uma das mãos sobre a parede abdominal e, 
com a outra mão, golpeia, com o dedo médio ou indicador, 
a parede contralateral -> produz uma onda que avança 
pelo líquido livre na caridade peritoneal e que é percebido 
com a outra mão. 
 ABDOMINOCENTESE: decúbito lateral, preparo cirúrgico da 
pele (tricotomia e assepsia), realizada na região 
mesogástrica ventral, próximo à cicatriz umbilical. Sempre 
coletar primeiramente para análise do líquido cavitário. 
Abdominoncentese é a coleta de líquido livre na cavidade 
abdominal. 
 RX. 
 US. 
 Endoscopia. 
 
 
O rim varia entre 2,5 e 3,2 vezes o comprimento da 
2ª vértebra lombar no cão e entre 2,5 e 3,0 vezes no 
gato. 
 Constituído por: dois rins, glândulas adrenais, ureteres, 
bexiga e uretra. 
 local de entrada dos dois ureteres e 
saída da uretra. 
 O rim direito está mais torácico que o esquerdo. 
O rim tem como função, a filtração, ou seja, faz 
a retirada das impurezas. Além disso, realiza o 
– ª
controle da pressão, produção de eritropoetina 
(percursor da hemácia). 
Pacientes com IRC (Insuficiência Renal Crônica), 
tem que aplicar eritropoetina, o animal estará 
anêmico por causa do rim. 
 IRA: insuficiência renal aguda. 
 IRC: insuficiência renal crônica. 
 até 75% dos rim filtra o que precisa. 
 
 
 CÃO: pênis na região ventral. 
 GATOS: pênis na região perineal. O pênis do felino é 
nessa região para urinar em jato e alto, dessa forma, 
marca território. 
 
 
A fêmea apresenta os ovários abaixo do rim e na vagina tem 
o óstio uretral para a saída de urina. 
 
A micção é uma função reflexa que envolve ação 
integrada de vias parassimpáticas, simpáticas e 
somáticas, que se estendem desde o segmento 
sacral até o córtex cerebral. 
 
 Idade, sexo, espécie. 
 Gatos: obstrução uretral,cálculos menores em 
machos. 
Analisa a frequência, cor, se sente dor, frequência de água, 
se tem algum incômodo. 
 URINA: qual o aspecto dessa urina? quantas vezes por dia? 
está urinando normalmente? 
 Na cistite, a urina pode ter uma coloração 
avermelhada com hematúria (hemácias na urina), 
dificuldade em urinar (disúria) ou sem urinar (anúria). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Itens 
investigados 
Aspectos enfocados 
Volume em cada micção, aspecto (coloração, 
transparência/turvação, presença de 
material sólido ou semi-sólido, viscosidade, 
presença de sangue). 
Frequência (número de vezes e intervalo), 
tipo (postura à micção, sinais de dificuldade, 
sinais de dor ou desconforto, tenesmo, 
incontinência). 
Frequência e volume. 
Histórico completo de doenças do trato 
urinário (com ou sem conclusão diagnóstica), 
incluindo tratamentos feitos. 
Detalhamento de informações referentes 
às manifestações que possam ter relação 
com as causas ou consequências da afecção 
urinária em curso. 
Exame físico geral 
 Peso corporal, temperatura, frequência de pulso e 
respiratória, mucosas (coloração e estado dos vasos), grau 
de hidratação. 
 Boca (úlceras, alterações da língua, inserção dos dentes, 
aumento maxilar, hálito urêmico). 
 Exame geral dos demais órgãos e sistemas. 
Específico 
1. RINS 
 ambos são palpáveis? 
 tamanho, simetria e posição? 
 forma, contorno e consistência? 
 dor? 
2. BEXIGA 
 posição? 
 tamanho, formato, consistência? 
 cálculos ou massas palpáveis? 
 espessura da parede? 
 dor? 
3. PRÓSTATA (importante em cães) 
 posição, tamanho, simetria, consistência. 
 dor? 
4. URETRA DOS MACHOS 
 meato urinário. 
 secreção uretral ou prepucial. 
 tamanho, forma e consistência das porções 
palpáveis? 
 anormalidades periuretrais? 
5. MICÇÃO 
 frequência? 
 disúria? 
 retenção? 
 incontinência? 
Exames complementares 
 Urinálise. 
 Cateterização vesical. 
 Técnicas para diagnóstico por imagem. 
 Provas de função renal. 
 Biopsia. 
 Exame realizado de forma normal dando atenção 
especial para os órgãos do sistema urinário. 
 úlceras cavidade oral + hálito urêmico 
( sinais clínicos + aumento dos exames bioquímicos: 
ureia e creatinina). Apenas aumento dos bioquímicos: 
. 
 Palpação renal: mais fácil em gatos. Só realizada em 
gatos. 
 Utilizado mais exames complementares: urinálise, exames 
bioquímicos (azotemia), RX (contrastado), ultrassom (rim 
direito mais cranial), biópsia, cultura de urina. 
Cálculo de oxalato de cálcio da para 
verificar com exames complementares. 
 
Causa ou 
origem 
Doença renal 
 Rim policístico. 
 Síndrome de Fanconi. 
 Displasia renal. 
 Glomerulonefrite. 
 Nefrite intersticial (nefrite 
tubulointersticial). 
 Nefrite intersticial (nefrite 
tubulointersticial) na leptospirose. 
 Pielonefrite. 
 Glomerulonefrite associada à 
infecção viral. 
 Glomerulonefrite. 
 Glomerulonefrite (diabetes melito, 
lúpus eritematoso sistêmico, 
peritonite infecciosa felina, 
leucemia felina, erliquiose, 
dermatite crônica, brucelose, 
piometra, leishmaniose, cirrose 
hepática, dentre outras). 
 Nefropatia por pigmentos 
(hemoglobinúria, mioglobinúria). 
 Nefrose química ou isquêmica 
(necrose tubular aguda). 
 Nefrite intersticial (nefrite 
tubulointersticial). 
 Nefropatia obstrutiva. 
 Hidronefrose. 
 Destruição renal por Dioctophyma 
renale. 
 Glomerulonefrites. 
 Lipidose glomerular. 
 Neoplasia renal. 
 Amiloidose renal. 
 Nefropatia hipercalcêmica. 
 Doença renal cística adquirida. 
 Difícil palpação exame físico, auxílio exames 
complementares (raio X contrastado). 
 
Palpação 
 Localização, volume, forma, consistência, tensão e 
sensibilidade. 
Consegue localizar através da palpação e analisar volume, 
consistência, sensibilidade e etc. 
Usa mais a palpação, porém, também pode utilizar a percussão. 
Percussão dígito-digital 
 Grandes distensões de bexiga, causadas por retenção de 
urina conteúdo líquido pode ser identificado e 
delimitado. 
 som maciço. 
Exames complementares 
 Urinálise (sondagem ou cistocentese), RX, US. 
 
CURIOSIDADE!! 
Caninos 
As cadelas flexionam os membros pélvicos 
de modo que o períneo fique paralelo ao 
solo, faltando pouco para tocá-lo. Os cães 
levantam um dos membros pélvicos e 
direcionam o jato para um objeto 
selecionado. Quando filhotes, antes da 
maturidade sexual, os machos adotam a 
mesma postura de micção das fêmeas. Os 
cães adultos, principalmente os machos, 
podem urinar pequenas quantidades, 
muitas vezes seguidas, para marcar 
território. 
Felinos 
A postura adotada, tanto pelas fêmeas como 
pelos machos, é a mesma das cadelas. Os 
felinos fazem uma pequena cova onde 
depositam a urina, cobrindo - a após a 
micção. Machos e fêmeas sexualmente 
maduros podem ter o hábito (não desejado 
pelo proprietário) de eliminar urina sob a 
forma de spray (marcação de território). 
Primeiro o animal cheira o alvo, então se 
vira de costas e emite o jato. O alvo é 
sempre uma superfície vertical de cerca de 
20cm acima do solo. 
1. 
2. 
3. 
 
4. forma de disúria . 
5. forma de disúria .
 
6. 
7. 
8. 
9. 
10. 
11. 
 
12. 
13. 
14. 
15. 
16. 
É uma dificuldade para urinar, caracteriza-se por sinais de 
desconforto ou de dor à micção, podendo haver dificuldade 
para eliminação da urina. De acordo com a causa e intensidade 
do problema, as manifestações de disúria podem variar tanto 
quanto ao tipo como quanto à intensidade. Assim, a disúria pode 
ser classificada como micção dolorosa, Estrangúria ou tenesmo 
vesical. 
 Causas possíveis: 
 enfermidades dolorosas da bexiga, uretra, vagina ou 
prepúcio. 
 enfermidade dolorosa de outros órgãos comprimidos 
pela prensa abdominal durante a micção. 
 peritonite aguda. 
 tumores ou cálculos vesicais. 
 obstruções uretrais. 
Variações do estado de disúria 
Durante os esforços de micção, o animal apresenta gemidos, 
desassossego, movimentos de um lado para o outro, olhares 
dirigidos para o ventre, agitação da cauda, “sapateado”. 
Caracteriza-se por esforços prolongados, com intervenção 
enérgica da prensa abdominal, sem eliminação de urina, ou que 
acabam por produzir eliminação de poucas gotas ou de poucos 
jatos finos de urina, acompanhados de manifestação de dor 
(gemidos). 
É um esforço constante, prolongado e doloroso para emissão 
de urina. Nos casos extremos, o animal pode conservar 
constantemente a postura de micção. Nesse quadro, a 
vontade de urinar é constante, mesmo que a bexiga contenha 
volume de urina pequeno ou esteja vazia. 
 
 
Aumento do volume de urina produzida em 24 horas. Neste 
caso, o paciente apresentará aumento da frequência de 
micções e o volume a cada micção será normal ou acima do 
usual. A urina terá coloração bem clara, mas a densidade irá 
variar de acordo com a causa da poliúria. De modo geral, o 
paciente poliúrico apresenta polidipsia compensatória 
(diferenciar de polaquiúria). 
 Causas: 
 Insuficiência renal crônica. 
 Pielonefrite. 
 Diabetes, distúrbios adrenocorticais e outros 
endocrinometabólicos. 
 Piometra. 
 Insuficiência hepática. 
 Polidipsia psicogênica, encefalopatias, dor (a poliúria é 
compensatória ou secundária). 
 Uso de diuréticos. 
 Resposta fisiológica à ingestão excessiva de água (a 
poliúria é compensatória). 
Diminuição do volume de urina produzida em 24 horas. A 
densidade e a coloração da urina variam de acordo com a causa 
(diferenciar de oligosúria). 
 Causas: 
 Doença renal grave (densidade e coloração da urina 
variam de acordo com o tipo de doença renal). 
 Desidratação (a urina terá densidade alta e coloração 
mais intensa). 
 Distúrbios nervosos com transtorno da sede (a urina 
terá densidade alta e coloração mais intensa). 
 Resposta fisiológica à privação de água (a urina terá 
densidade alta e coloração mais intensa). 
 Febre. 
Ausência de produçãode urina ou produção de volume 
desprezível (diferenciar de iscúria). 
 Causas: 
 Doença renal aguda grave ou fase terminal de 
insuficiência renal crônica. 
 Desidratação grave. 
 Hipovolemia aguda. 
 Hipotensão arterial sistêmica grave. 
Micção anormalmente frequente (o animal urina muitas vezes 
por dia), diferenciar de poliúria. 
 Causas: 
 Aumento da produção de urina. Neste caso, o volume 
a cada micção será normal. 
 Inflamação da bexiga (meningite, raiva, neurites). 
Neste caso, o volume a cada micção será pequeno ou 
muito pequeno. 
Micção rara em razão da diminuição da produção de urina 
(diferenciar de oligúria). 
 Causas: 
 Doença renal. 
 Desidratação, privação de água ou transtornos da 
sede. 
 Falta persistente de eliminação 
apropriada de urina, apesar da bexiga encontrar-se cheia e 
de poder haver tentativas e esforço a micção. A iscúria pode 
ser completa, incompleta (eliminação de gotas de urina) ou 
paradoxal (pode haver eliminação de urina se for exercida 
pressão externa sobre a bexiga), diferenciar de anúria. 
 Causas: 
 obstrução uretral (cálculos, tumores, inflamações 
graves, estenoses, tampões uretrais). 
 Dissinergia reflexa. 
 Paresia do detrusor. 
Reflete perda total ou parcial da capacidade de conter 
(armazenar) a urina que é, então, eliminada sem a postura 
normal de micção. A urina pode sair em gotas, em jorros 
breves ou escorrer constantemente. Em muitos casos, o 
paciente apresenta incontinência urinária, mas, também, tem 
micções normais ao longo do dia. 
 Causas: 
 Comprometimento nervoso (medula sacra ou suas vias 
aferentes e/ou eferentes). 
 Distúrbios hormonais em cadelas castradas. 
 Inflamação crônica grave da bexiga (pode coexistir 
micção normal). 
 Noctúria (a urina é eliminada enquanto o animal dorme) 
em razão da poliúria ou da infecção vesical. 
 Ureter ectópico (se for unilateral, também existirá 
micção normal). 
 Fístula vesicovaginal (pode coexistir micção normal). 
 Fístula vesicoumbilical (persistência de uraco). 
 Micção imprópria, causada por submissão (comum em 
cães). 
 Micção espontânea, cateterismo vesical ou 
(pode ser guiado por US). 
 Urina sempre deve ser acondicionada em recipiente 
estéril, livre de resíduos químicos – frasco fechado e 
refrigerado (até 2 hrs). 
Cateterismo uretral – sonda uretral 
(fêmea) 
 
 
 
Sonda uretral (macho) 
 
 
 
–
 
 
 
Cistocentese 
 : animal imobilizado, a vesícula 
urinária deve ser palpada e a área limpa com álcool. Pode 
ser necessário remover o excesso de pelo. 
 A agulha deve ser inserida em um ângulo de 45º sobre a 
linha média em cadelas, gatos e gatas e lateral ao prepúcio 
em cães. 
 Recomenda-se o uso de agulha 22G. 
 
 
 
 
Urinálise - fita para exame 
 
 
Composto por ovários, tuba uterina (ambos envoltos pela bursa 
ovariana, envolta de gordura, que é uma fonte de energia para 
manter o ovário ativo), cornos uterinos, cérvix, vagina, meato 
urinário (desemboca a uretra) e vulva. 
 
 
 
 Idade. 
 Estado geral. 
 Alimentação. 
 Vacinação. 
 Detalhes do ciclo estral: 
 Idade. 
 1º cio. 
 inteira/castrada (idade). 
 IIE. 
 duração de cada fase do ciclo estral. 
 coberturas anteriores. 
 aceitação ou rejeição ao macho. 
 nulípara/uma cria ou mais. 
 gestações anteriores (nº filhotes, complicações). 
 abortos. 
 uso de anticoncepcionais e abortivos. 
 apresenta pseudogestação. 
 nódulos mamários. 
 Inspeção da vulva. 
 Palpação digital da vagina. 
 Palpação abdominal (útero). 
 Inspeção e palpação das glândulas mamárias. 
CADELA: é castrada? caso não seja, perguntar 
quando oi o último cio, a duração, se é 
nulípara, se aceita cobertura, se já apresentou 
pseudociese e nódulos mamários. 
Termos semiológicos 
1. 
2. 
3. 
4. 
5. 
a) 
b) 
c) 
d) 
6. 
7. 
8. 
9. 
Palpação abdominal 
 
 palpação individualmente das vesículas 
embrionárias. 
 A partir 35 dias confluência das vesículas gestacionais, 
difícil identificação. 
 consegue palpar novamente, palpação 
individual dos fetos. 
Auscultação fetos no 1/3 final da gestação. 
Palpação digital da vagina 
 
Palpação glândulas mamárias 
 
 
 
 Flora normal, crescimento de agente único. 
 
 Progesterona, LH, Relaxina. 
 
 
 
Piometra 
 
Gestação 
 
 Gestação: número de filhotes. 
 Avaliação Uterina. 
 
Foto gentilmente cedida pelo Prof Antonio Carlos C. Lacreta 
 57 A 70 dias (primeiro acasalamento). 
 62-64 dias (ovulação). 
 57 dias após o início diestro citológico. 
 56 A 71 dias. 
 Médias: 63-67 dias. 
 
 Histórico completo. 
 Anamnese Geral. 
 Anamnese Reprodutiva: 
 Cópulas anteriores. 
 Taxa de concepção. 
 Uso de hormônios. 
 Uso de fármacos. 
 Condições estresse. 
 Doenças sistêmicas prévias. 
Exame físico completo e geral 
 
Exame físico específico 
Inspeção e Palpação. 
 Pelos esparsos, espessura uniforme, móvel em relação 
aos testículos. 
 Sem dor à palpação. 
 Verificar sinais de inflamação, trauma, alterações de 
volume ou cicatrizes. 
FUNÇÃO: produção de espermatozoide e testosterona. 
A bolsa escrotal reveste os testículos. 
O testículo desce para a bolsa escrotal, durante a sua 
formação, esse testículo foi formado dentro e ocorre a sua 
descida na primeira fase até a região inguinal, com a ação da 
testosterona, esse testículo desce para a bolsa escrotal. 
Palpação. 
 Localização (criptorquidismo – não ocorre a descida do 
testículo para a bolsa escrotal, seja de um ou de ambos 
os testículos, ou seja, unilateral ou bilateral). 
 Avaliação tamanho, forma e consistência. 
 2 a 4 cm de comprimento e 1,2 a 2,5 cm de diâmetro. 
 Sem dor à palpação, nódulos ou aderência. 
 
FUNÇÃO DO EPIDÍDIMO: maturação do espermatozoide. 
Espermatozoide é encaminhado para o ducto deferente até a 
uretra prostática, logo após, seja ejaculado. 
CORDÃO ESPERMÁTICO: artérias e veias enoveladas para 
regular a temperatura. 
Palpação. 
 
 Palpação para observar áreas com espessamento ou 
aumento de volume. 
Inspeção e Palpação. 
 Verificar descargas purulentas, sangue ou urina. 
 Pênis deve ser facilmente removido do prepúcio e 
completamente exposto. 
 Mucosa peniana: rósea clara, fina e indolor ao toque. 
Observar inflamações, hematoma, trauma, fraturas, C.E. 
Palpação – toque retal. 
 Única glândula acessória do cão. 
 2 Lobos: podem casualmente ser palpados pelo reto. Cães 
grandes: porção caudal da próstata é palpável. 
 Animais adultos e idosos, não castrados. 
 Verificar tamanho, consistência e dor à palpação. 
 
 Avaliar problemas de fertilidade. 
 Rotina pré-cobertura ou IA em cães. 
 Coleta por estimulação manual do pênis, ou em casos 
especiais – eletroejaculação. 
 
 
 
 
 
Alopecia: falha de pelo, redução parcial ou total de pelos 
em uma determinada área. 
Rarefação pilosa: o pelo vai ficando fino. 
Prurido: coceira, é uma sensação cutânea desagradável 
que leva o indivíduo a coçar. 
Atopia: não descobre o que é, mas sabe que tem alergia. 
O tutor, pode levar o animal para o veterinário por sarna 
demodécica ou sarcóptica (passa para o humano) ou, até 
mesmo, notoédrica (ouvido do gato). 
O animal pode apresentar DAPP (dermatite alérgica a picada 
de pulga), dermatite fúngica (alopecias circulares com bordas 
avermelhadas), alergia a produto químico, alergia alimentar 
(existem cães que apresentam alergia a proteínas), radiação 
solar e dermatite úmida. Além disso, por doenças endócrinas, 
como: hiperadrenocorticismo (altos níveis de cortisol, é 
produzido pela glândula adrenal), geralmente, o 
hiperadrenocorticismo é bilateral e simétrico. 
 Barreira de proteção. 
 Microbiota própria. 
 Termorregulação. 
 Reservatório (água, vitamina, ácidos graxos, carboidratos, 
proteína). 
 Imunorregulação (imunidade celular e humoral). 
 Pigmentação. 
 Produção Vitamina D. 
 Secreção (glândulas sudoríparas e sebáceas). 
 Percepção(calor, frio, dor). 
 
As camadas da pele, são: 
1. Epiderme. 
2. Derme: presença dos folículos pilosos, quando o animal 
tem sarna demodécica, é uma sarna hereditária que passa 
para os filhotes, essa sarna se instala no folículo piloso, na 
região do DNA celular, dessa forma, o raspado deve-se 
ser feito profundamente. 
3. Hipoderme. 
 
 Algumas raças são mais predispostas, porém, 
ultimamente qualquer raça por ser acometida. 
 cheiro de ranço. 
 Demodicose, atopia, dermatofitose – jovens. 
 Endocrinopatias e neoplasias – animais adultos. 
 Animais jovens, quando tem o primeiro cio e apresenta 
essa queda na imunidade, irá aparecer os sinais clínicos da 
sarna demodécica, o animal tem que ser castrado por ser 
uma doença hereditária. 
 Gato macho não castrado – abcesso por mordida (acúmulo 
de pus). 
 Outros animais doentes – sarna? (analisar se o ambiente 
em que ele vive, tem mais animais acometidos). 
 
 Animal de vida livre com acesso a água (como, riachos 
perto de casa, piscinas e etc) pode ter dermatite úmida. 
 Demorada, minuciosa, investigativa. 
 
 
 
 
 
3 exames além da anamnese e exame físico: 
swab da orelha , raspado cutâneo e fita 
preparada. 
Na pele fazemos a inspeção, palpação e 
olfação! 
 visualização do animal como um todo, 
observando cada alteração na pele. 
 aspecto, sensibilidade (dor), volume, espessura, 
consistência, temperatura, mobilidade, estimulação de 
prurido. 
 - experiência do profissional - liquenificação 
(ranço). 
 
 Lesões primárias: advindas diretamente do processo 
patológico. 
 Lesões secundárias: derivam da evolução da lesão 
primária, do processo patológico ou são consequências de 
traumatismos infligidos à pele pelo animal. 
 
1. área circunscrita, plana e não palpável, cor 
distinta da pele ao redor, de até 1 cm de diâmetro. 
 PADRÃO: máculo-papular, pigmentada. 
 CLASSIFICAÇÃO: primária. 
 
2. máculas maiores que 1 cm. 
 PADRÃO: máculo-papular, pigmentada. 
 CLASSIFICAÇÃO: primária. 
 
3. lesão sólida circunscrita, elevada, superficial 
de até 1 cm de diâmetro.
 PADRÃO: máculo-papular, pigmentada. 
 CLASSIFICAÇÃO: primária. 
 
4. lesão sólida superficial, plana, circunscrita e 
elevada, com mais de 1 cm de diâmetro. Uma pápula que 
aumentou em duas dimensões.
 PADRÃO: pápulo-nodular-placa. 
 CLASSIFICAÇÃO: primária. 
 
5. uma pápula ou placa edematosa e transitória.
 PADRÃO: pápulo-nodular-placa, endurecido, turgido. 
 CLASSIFICAÇÃO: primária. 
 
6. lesão palpável, sólida arredondada ou elíptica 
com profundidade/espessura. Uma pápula que aumentou 
em 3 dimensões.
 PADRÃO: pápulo-nodular-nódulo. 
 CLASSIFICAÇÃO: primária. 
 
7. cavidade elíptica, fechada, contendo fluido ou 
material semi-sólido. Aumento de volume circular com 
material semi-sólido.
 PADRÃO: vesículo-pustular, pápulo-nodular-nódulo. 
 CLASSIFICAÇÃO: primária. 
 
8. elevação circunscrita de até 1 cm de 
diâmetro, contendo fluido seroso.
 PADRÃO: vesículo-pustular. 
 CLASSIFICAÇÃO: primária. 
 
9. uma vesícula com mais de 1 cm de diâmetro.
 PADRÃO: vesículo-pustular. 
 CLASSIFICAÇÃO: primária. 
 
10. lesão elevada circunscrita contendo fluido 
purulento.
 PADRÃO: vesículo-pustular. 
 CLASSIFICAÇÃO: primária. 
 
11. área de depósito de sangue ou seus 
pigmentos, com até 1 cm de diâmetro, a de coloração 
arroxeada chama-se púrpura.
 PADRÃO: pigmentado-vermelho. 
 CLASSIFICAÇÃO: primária. 
 
12. área de depósito de sangue ou seus 
pigmentos, com mais de 1 cm de diâmetro, a de coloração 
arroxeada chama-se púrpura
 PADRÃO: pigmentado-vermelho. 
 CLASSIFICAÇÃO: primária 
. 
13. perda de células da epiderme que 
podem estar secas ou oleosas.
 PADRÃO: Esfoliativo; máculo-papular. 
 CLASSIFICAÇÃO: secundária. 
 
14. aro circular de 
descamação.
 PADRÃO: esfoliativo; vesículo—pustular. 
 CLASSIFICAÇÃO: secundária. 
 
15. oclusão do folículo piloso (poro)
 PADRÃO: esfoliativo. 
 CLASSIFICAÇÃO: secundária. 
16. uma escavação da pele limitada à epiderme e 
que não ultrapassa a junção derme-epiderme.
 PADRÃO: erosivo-ulcerativo. 
 CLASSIFICAÇÃO: secundária. 
17. cavitação de tamanho e forma irregulares que 
estende-se pela derme.
 PADRÃO: erosivo-ulcerativo. 
 CLASSIFICAÇÃO: secundária. 
18. coleções de exsudatos cutâneos de diversas 
cores.
 PADRÃO: erosivo-ulcerativo. 
 CLASSIFICAÇÃO: secundária. 
19. afinamento ou depressão da pele, devido à 
redução do tecido subjacente.
 PADRÃO: endurecido; máculo-papular. 
 CLASSIFICAÇÃO: secundária. 
20. área difusa de espessamento da 
pele, com resultante aumento das linhas e marcas 
cutâneas.
 PADRÃO: endurecido; máculo-papular. 
 CLASSIFICAÇÃO: secundária. 
21. escurecimento da pele.
 PADRÃO: pigmentação-escuro; máculo-papular.. 
 CLASSIFICAÇÃO: secundária. 
 
22. Abrasão da pele, usualmente de origem 
superficial e traumática.
 PADRÃO: erosivo-ulcerativo. 
 CLASSIFICAÇÃO: secundária. 
23. rachadura na pele definida por paredes de 
bordas ‘afiadas’.
 PADRÃO: erosivo-ulcerativo. 
 CLASSIFICAÇÃO: secundária. 
24. espessamento palpável da pele.
 PADRÃO: endurecido. 
 CLASSIFICAÇÃO: secundária. 
25. formação de tecido conectivo substituindo 
tecido perdido por doença ou injúria.
 PADRÃO: endurecido. 
 CLASSIFICAÇÃO: secundária. 
26. formação circunscrita de tamanho variável, 
encapsulado, proeminente ou não, contendo líquido 
purulento na pele ou tecidos subjacentes. Há calor, dor e 
flutuação. Compressa com água morna para abrir o 
abscesso.
 AÇÚCAR: utilizar em lesões abertas, também pode 
usar mel. Põe e deixa por alguns minutos e depois limpa 
com solo e gaze.
27. aumento de volume de consistência 
flutuante, não encapsulado, de tamanho variável, 
proeminente ou não, contendo líquido purulento na pele ou 
tecidos subjacentes. Há calor e dor.
28. coloração avermelhada da pele decorrente 
de vasodilatação. O eritema volta à coloração normal 
quando submetido a digitopressão ou vitropressão.
29. evidenciação dos vasos cutâneos 
através da pele, decorrente do seu adelgaçamento. Os 
vasos revelam-se sinuosos.
 evidenciação dos vasos, condição presente no 
hiperadrenocorticismo.
30. espessamento da pele 
decorrente do aumento da camada córnea. A pele torna-
se áspera, inelástica, dura e de coloração acinzentada. 
Denominada leucoplasia, quando ocorre em mucosas.
31. lesão característica de paquidermia ou 
“pele de elefante” demonstrando alopecia, eritema, 
hiperpigmentação e liquenificação causada por dermatite 
por Malassezia.
 
32. crescimento exagerado da unha, 
condição presente em doenças parasitárias, como 
leishmaniose.
 
 
Raspado com a lâmina de bisturi, raspa entre a área lesionada 
e saudável. 
 Passa KOH (tira a sujeira e deixa claro). 
 Raspado da pele vê sarna. 
Se suspeitar de otite, deve colocar a focinheira no animal. 
Antes de fazer a cultura e antibiograma faz bacterioscopia 
(passa o swab na lâmina), caso tenha bactéria e fungo faz 
cultura e antibiograma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 LUZ DE WOOD: geralmente deixa iluminado o que é 
fungo. 
 
 
Animal com fratura ou claudicando tem que levar para um 
ortopedista. 
 Por que o animal claudica? 
 Onde está a lesão? 
O animal pode claudicar por Tungíase (bicho-
de-pé), por um problema ósseo, na cartilagem e 
etc. 
 Muitas vezes, em casos de trauma, temos 
outras alterações que podem ser mais 
emergenciais que a lesão ortopédica. 
 Exemplos animais com: 
 fratura de pelve e lesão em vesícula urinária ou 
uretra... a emergência é a vesícula urinária e depois 
a fratura. 
 fratura de escápula e contusão pulmonar... a 
emergência é a contusão pulmonar. 
 Aferição dos parâmetros gerais (F.R.; F.C.; temperatura 
corporal; coloração de mucosas). 
 Auscultação. 
 Palpação (primeiro em áreas não lesadas). 
 Nova avaliação 15 e 30 minutos após a administração de 
analgésico (morfina ou tramadol). 
 
 
 Inspeção e palpação.